Sete maravilhas
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Sete maravilhas

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Sete maravilhas do mundo antigo e mundo atual.

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Sete maravilhas Presentation Transcript

  • 1. As sete maravilhas do mundo antigo são uma famosalista de majestosas obras artísticas e arquitetônicaserguidas durante a Antiguidade Clássica. Das setemaravilhas, a única que resiste até hoje quase intactassão as Pirâmides de Guizé, construídas há cinco milanos. É interessante que na Grécia se encontravaapenas a estátua de Zeus em Olímpia, construída emouro e marfim com 12 metros de altura. A idéia que setem dela vem das moedas de Elis onde foi cunhada afigura da estátua de Zeus.
  • 2. Os Jardins Suspensos da Babilônia são as maravilhasmenos conhecidas, já que até hoje encontram-se poucosrelatos e nenhum sítio arqueológico foi encontrado comqualquer vestígio do monumento. O único que pode serconsiderado "suspeito" é um poço fora dos padrões queimagina-se ter sido usado para bombear água. Foramconstruídos pelo rei Nabucodonosor II (ou Semíramis) noséculo VI a.C. O monumento foi construído com seis montesde terra artificiais, terraços arborizados apoiados em colunasde 25 a 100m de altura na antiga Babilônia, onde vivia.Foram destruídos no mesmo período da destruição dotemplo. Há relatos que afirmam ter Nabucodonosor IIconstruído o monumento em homenagem a uma de suasmulheres, Semíramis. Esta sentia saudades das montanhasde suas terras. Alguns historiadores afirmam que os JardinsSuspensos não existiram, por causa da falta de ruínas.
  • 3. Jardins Suspensos da Babilônia
  • 4. Pirâmides de Gizé As grandes pirâmides de Gizé, única antiga maravilha domundo ainda existente. As três pirâmides de Gizé, Keóps,Quéfren e Miquerinos, foram construídas como tumbasreais para os reis Khufu (Keóps), Quéfren, e Menkaure (pai,filho e neto), que dão nome às pirâmides. A primeira delas,Queóps, foi construída há mais de 4.500 anos, por volta doano 2550 a.C., chamada de Grande Pirâmide, a majestosaconstrução de 147 metros de altura foi a maior construçãofeita pelo homem durante mais de quatro mil anos, sendosuperada apenas no final do século XIX (precisamente em1889), com a construção da Torre Eiffel. O curioso é que aspirâmides de Gizé já eram as mais antigas dentre todas asmaravilhas do mundo antigo (afinal, na época já fazia maisde dois mil anos que haviam sido construídas) e sãojustamente as únicas que se mantém até hoje.
  • 5. A estátua de Zeus em Olímpia foi construída no século Va.C. por Fídias, em homenagem ao rei dos deuses gregos— Zeus. A estátua, construída em ouro e marfim edecorada com pedras preciosas, possuía 12 metros dealtura. Após 800 anos foi levada para Constantinopla (hojeIstambul), onde acredita-se ter sido destruída em 462 d.C.por um incêndio.A moeda de Elis mostrando a estátua de Zeus
  • 6. O Templo de ÁrtemisO templo de Ártemis em Éfeso, construído para a deusa grega da caçae protetora dos animais selvagens, foi o maior templo do mundo antigo.Localizado em Éfeso, atual Turquia, o templo foi construído em 550 a.C.pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metagenes. Apósconcluído virou atração turística com visitantes de diversos lugaresentregando oferendas, e foi destruído em 356 a.C. por Eróstrato, queacreditava que destruindo o templo de Ártemis teria seu nomeespalhado por todo o mundo. Sabendo disso, os habitantes da cidadenão revelaram seu nome, só conhecido graças ao historiador Strabo.Alexandre ofereceu-se para restaurar o templo, mas ele começou a serreconstruído só em 323 a.C., ano da morte do macedônio. Mesmoassim, em 262 d.C., ele foi novamente destruído, desta vez por umataque dos godos. Com a conversão dos cidadãos da região e domundo ao cristianismo, o templo foi perdendo importância e veio abaixoem 401 d.C; e hoje existe apenas um pilar da construção original emsuas ruínas.
  • 7. Ruínas do templo de Ártemis em Éfeso, Turquia
  • 8. O Mausoléu de HalicarnassoO mausoléu de Halicarnasso foi o suntuoso túmulo quea rainha Artemísia II de Cária mandou construir sobre osrestos mortais de seu irmão e marido, o rei Mausolo, em353 a.C.. Foi construído por dois arquitetos gregos —Sátiro e Pítis — e por quatro escultores gregos — Briáxis,Escopas, Leocarés e Timóteo.Hoje, os fragmentos desse monumento são encontradosno Museu Britânico, em Londres, e em Bodrum, naTurquia. A palavra mausoléu é derivada de Mausolo.
  • 9. O mausoléu de Halicarnasso, pintado porMartin Heemskerck (1498–1574), baseando-seem descrições
  • 10. O Colosso de Rodes era uma gigantesca estátua doO Colosso de deus grego Hélios colocada na entrada marítima da ilha Rodes grega de Rodes. Ela foi finalizada em 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindos, tendo 30 metros de altura e setenta toneladas de bronze, de modo que qualquer barco que adentrasse a ilha passaria entre suas pernas, que possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto. Na sua mão direita havia um farol que guiava as embarcações à noite. Era uma estátua tão imponente que um homem de estatura normal não conseguia abraçar o seu polegar. Foi construída para comemorar a retirada das tropas macedônias que tentavam conquistar a ilha e que o material utilizado para sua confecção foram armas abandonadas pelos macedônios no lugar. Apesar de imponente, ficou em pé durante apenas 55 anos, sendo abalada por um terremoto que a jogou no fundo da baía. Ptomoleu III se ofereceu para reconstruí-la, mas os habitantes da ilha recusaram por achar que haviam ofendido Hélios. E no fundo do mar ainda era tão impressionante que muitos viajaram para vê-la lá em baixo, onde foi esquecida até a chegada dos árabes, que a venderam como sucata.
  • 11. O Farol de O Farol de Alexandria foi construído aAlexandria mando de Ptolomeu no ano 280 a.C. pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido. Era uma torre de mármore situada na ilha de Faros (por isso, "farol"), próxima ao porto de Alexandria, Egito, no alto da qual ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava à distância de até 50 km de distância, daí a grande fama e imponência daquele farol. À exceção das pirâmides de Gizé, foi a que mais tempo durou entre as outras maravilhas do mundo, sendo destruída por um terremoto em 1375. Suas ruínas foram encontradas em 1994 por mergulhadores, o que depois foi confirmado por imagens de satélite.
  • 12. Origem da listaA origem da lista é duvidosa, normalmente atribuída aopoeta e escritor grego Antípatro de Sídon, que escreveusobre as estruturas em um poema. Outro documento quecontem tal lista é o livro De septem orbis miraculis, doengenheiro grego Philon de Bizâncio. A lista também éconhecida como Ta hepta Thaemata ("as sete coisas dignasde serem vistas"). Os gregos foram os primeiros povos arelacionar as sete maravilhas do mundo entre os anos 150 e120 a.C.. Extraordinários monumentos e esculturas erguidospela mão do homem, construídos na antigüidade fascinampor sua majestade, riqueza de detalhes e magnitude atéhoje. Podemos imaginar o aspecto que outros monumentose esculturas tinham a partir de descrições e reproduçõesestilizadas em moedas.
  • 13. Muralha da ChinaA chamada Muralha da China, ou Grande Muralha, éuma impressionante estrutura de arquitetura militarconstruída durante a China Imperial.Embora seja comum a idéia de que se trata de uma únicaestrutura, na realidade consiste em diversas muralhas,construídas por várias dinastias ao longo de cerca de doismilênios. Se, no passado, a sua função foiessencialmente defensiva, no presente constitui umsímbolo da China e uma procurada atração turística.As suas diferentes partes distribuem-se entre o MarAmarelo (litoral Nordeste da China) e o deserto de Góbi ea Mongólia (a Noroeste).
  • 14. HistóriaA muralha começou a ser erguida por volta de 220 a.C. pordeterminação do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang(também Qin Shi Huangdi, Chin Che Huang Ti, ShihHuang-ti ou Shi Huangdi ou ainda Tchi Huang-ti). Embora aDinastia Qin (ou Chin) não tenha deixado relatos sobre astécnicas construtivas que empregou e nem sobre o númerode trabalhadores envolvidos, sabe-se que a obra aproveitouuma série de fortificações construídas por reinos anteriores,sendo o aparelho dos muros constituído por grandes blocosde pedra, ligados por argamassa feita de barro. Comaproximadamente três mil quilômetros de extensão, a suafunção era a de conter as constantes invasões dos povosao Norte.
  • 15. Com a morte do imperador Chin, iniciou-se na China um períodode agitações políticas e de revoltas, durante o qual os trabalhosna Grande Muralha ficaram paralisados. Com a ascensão daDinastia Han ao poder, por volta de 205 a.C., reiniciou-se ocrescimento chinês e os trabalhos na muralha foram retomadosao longo dos séculos até ao seu esplendor na Dinastia Ming, porvolta do século XV, quando adquiriu as atuais feições e umaextensão de cerca de sete mil quilômetros, estendendo-se deShanghai, a leste, a Jiayu, a oeste, atravessando quatroprovíncias (Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu) e duas regiõesautônomas (Mongólia e Ningxia).A magnitude da obra, entretanto, não impediu as incursões demongóis, xiambeis e outros povos que ameaçaram o impériochinês ao longo de sua história. Por volta do século XVI perdeu asua função estratégica, vindo a ser abandonada.
  • 16. Características Grade Muralha, China: mapa com a localização dos diversos trechos.Por não se tratar de uma estrutura única, as características da Grande Muralhavariam, de acordo com a região em que os diferentes troços se inscrevem. Porexemplo, perto de Beijing, os muros foram construídos com blocos de pedras decalcário; em outras regiões, podem ser encontrados o granito ou tijolos noaparelho das muralhas; nas regiões mais ocidentais, de desertos onde osmateriais são mais escassos, os muros foram construídos com várioselementos, entre os quais faxina (galhos de plantas enfeixados). Em geral osmuros apresentam uma largura média de sete metros na base e de seis metrosno topo, alçando-se a uma altura média de sete metros e meio.Além dos muros, em posição dominante sobre os terrenos, a muralhacompreende ainda elementos como portas, torres de vigilância e fortes.As torres, cujo número é estimado por alguns autores em cerca de quarentamil, permitiam a observação da aproximação e movimentação do inimigo. Assentinelas que as guarneciam serviam-se de um sistema de comunicações queempregava bandeiras coloridas, sinais de fumaça e fogos. De planta quadrada,atingiam até dez metros de altura, divididas internamente. No pavimento inferiorpodiam ser encontrados alojamentos para os soldados, estábulos para osanimais e depósitos de armas e suprimentos.
  • 17. CuriosidadesAfirma-se que a Grande Muralha é a única estrutura construídapelo Homem a ser vista da Lua. Isso, porém não é verdade.Acredita-se que os trabalhos na muralha ocuparam a mão-de-obra de cerca de um milhão de homens (duzentos e cinqüentamil teriam perecido durante a sua construção), entre soldados,camponeses e cativos.Calcula-se que a Grande Muralha tenha empregado cerca detrezentos milhões de metros cúbicos de material, o suficientepara erguer cento e vinte pirâmides de Queóps ou um muro dedois metros de altura em torno da Linha do Equador.A Muralha da China após concurso informal internacional em2007, foi considerada uma das Novas Sete Maravilhas doMundo.
  • 18. PetraPetra (do grego "petrus",pedra; árabe: ‫ ,البتراء‬al-Bitrā) é um importanteenclave arqueológico naJordânia, situado na baciaentre as montanhas queformam o flanco leste deWadi Araba, o grandevale que vai do Mar Mortoao Golfo de Aqaba. Em 7de Julho de 2007 ela foiescolhida uma das Novassete maravilhas domundo.
  • 19. História AntecedentesA região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano 1200 a.C. pelatribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região sofreu numerosasincursões por parte das tribos israelitas, mas permaneceu sob domínioedomita até à anexação pelo império persa. Importante rota comercial entre aPenínsula Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C., Edom foicolonizada pelos Nabateus (uma das tribos árabes), e eles se mudaram.Época RomanaEntre os anos 64 e 63 a.C., os territórios nabateus foram conquistados pelogeneral Pompeu e anexados ao Império Romano, na sua campanha parareconquistar as cidades tomadas pelos Hebreus. Contudo, após a vitória,Roma concedeu relativa autonomia a Petra e aos Nabateus, sendo as suasúnicas obrigações o pagamento de impostos e a defesa das fronteiras dastribos do deserto.No entanto, em 106 d.C., Trajano retirou-lhes este estatuto, convertendoPetra e Nabateia em províncias sob o controlo direto de Roma (ArábiaPetrae). Adriano, seu sucessor, rebaptizou-a de Hadriana Petrae, em honrade si próprio.
  • 20. Época BizantinaEm 313 d.C., o Cristianismo converteu-se na religião oficial do ImpérioRomano, o que teve as suas repercussões na região de Petra. Em 395,Constantino fundou o Império Bizantino, com capital em Constantinopla (atualIstambul).Petra continuou a prosperar sob o seu domínio até 363, ano em que umterremoto destruiu quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu:após este acontecimento muitos dos edifícios "antigos" foram derrubados ereutilizados para a construção de novos, em particular igrejas e edifíciospúblicos.Em 551, um segundo terremoto (mais grave que o anterior) destruiu a cidadequase por completo. Petra não se conseguiu recuperar desta catástrofe, poisa mudança nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.Redescoberta de PetraAs ruínas de Petra foram objeto de curiosidade a partir da Idade Média,atraindo visitantes como o sultão Baybars do Egito, no princípio do séculoXIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann LudwigBurckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sidoempreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na suaobra Die Provincia Arábia (1904).
  • 21. Petra nos dias de hojeA 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Patrimônio daHumanidade pela UNESCO. Em 2004, o governo jordano estabeleceu umcontrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levassea Petra tanto estudiosos como turistas. Foi eleita, em Lisboa, a 7 de Julho de2007, uma das sete maravilhas do mundo.CuriosidadesCom 42 metros de altura e 30 de largura, em sua fachada esculpida com pedrarosada há representações de mulheres, cavalos e soldados... Peritos nodomínio da hidráulica, os nabateus dotaram a cidade de um enorme sistema detúneis e de câmaras de água. Um teatro, construído à imagem dos modelosgreco-romanos, dispunha de capacidade para 4000 espectadores.O edifício da Câmara do Tesouro, em Petra, foi utilizado como cenário no filmeIndiana Jones e a Última Cruzada. O interior mostrado no filme nãocorresponde, no entanto, ao interior do dito edifício, tendo sido fabricado emestúdio.Tintim, herói de história em quadrinhos belga, visita Petra no álbum Perdidos noMar (ou Carvão no Porão). Petra é famosa principalmente pelos seusmonumentos escavados na rocha, que apresentam fachadas de tipo helenístico(como o célebre El Khazneh). No dia 7/7/2007, foi concedido a Petra o título demaravilha do mundo contemporâneo.
  • 22. Cristo Redentor O Cristo Redentor é uma estátua localizada na cidade do Rio de Janeiro, a 709 metros acima do nível do mar, no morro do Corcovado. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h15 do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. No dia 7 de Julho de 2007, em Lisboa, no Estádio da Luz, foi eleita uma das novas sete maravilhas do mundo.
  • 23. HistóriaO Morro do Corcovado antes da construção do Cristo Redentor.A construção de um monumento religioso no local foi sugerida pelaprimeira vez em 1859, pelo padre lazarista Pedro Maria Boss, àPrincesa Isabel. No entanto, apenas retomou-se efetivamente a idéiaem 1921, quando se avizinhavam as comemorações pelo centenárioda Independência.A estrada de rodagem que dá acesso ao local onde hoje se situa oCristo Redentor foi construída em 1824. Já a estrada de ferro teve seuprimeiro trecho (Cosme Velho-Paineiras) inaugurado em 1884. No anoseguinte, 1885, o segundo trecho foi concluído, completando a ligaçãocom o cume. A ferrovia, que tem 3.800 metros de extensão, foi aprimeira ser eletrificada no Brasil, em 1906. A construção do CristoRedentor ainda é considerada uma dos grandes capítulos daengenharia civil brasileira. O dono do projeto levou sua vida inteiraconstruindo a estátua, que foi construída em concreto armado erevestida de pedra-sabão, originária do próprio pico do Corcovado.
  • 24. Pedra fundamental A pedra fundamental da estátua foilançada no dia 4 de abril de 1922,mas as obras somente foraminiciadas em 1926. Dentre outraspessoas que colaboraram para a suarealização, podem ser citados oengenheiro Heitor da Silva Costa(autor do projeto escolhido em1923), o artista plástico CarlosOswald (autor do desenho final domonumento) e o escultor francês deorigem polonesa Paul Landowski(executor da escultura).Alguns historiadores especulam queo monumento seria um presente daFrança para o Brasil em resposta aalguma tentativas de invasão. Etapa final da construção do Cristo Redentor.
  • 25. InauguraçãoNa cerimônia da inauguração no dia 12 de Outubro de 1931, estavaprevisto que a iluminação do monumento seria acionada a partir dacidade de Nápoles, de onde o cientista italiano Guglielmo Marconiemitiria um sinal elétrico que seria retransmitido para uma antenasituada no bairro carioca de Jacarepaguá, via uma estação receptoralocalizada em Dorchester, Inglaterra. No entanto, o mau tempoimpossibilitou a façanha, e a iluminação foi acionada diretamente dolocal. O sistema de iluminação original foi substituído duas vezes: em1932 e no ano 2000.Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) em1937, o monumento sobre obras de recuperação em 1980, quando davisita do papa João Paulo II e novamente em 1990. Outro conjunto deobras importantes foi feito em 2003, quando foi inaugurado umsistema de escadas rolantes e elevadores para facilitar o acesso àplataforma de onde se eleva a estátua.
  • 26. SímboloConhecido como símbolo não só da cidade do Rio de Janeiro,mas também do Brasil, a estátua do Cristo Redentor tem seusdireitos de uso comercial pertencentes à Mitra Arquiepiscopal doRio de Janeiro, embora haja disputa por parte dos herdeiros dosenvolvidos na concepção da obra. Há que se observar, ainda, quea estátua está situada em logradouro público, estando portantosujeita a ter sua imagem captada pelas lentes dos milhares deturistas que a contemplam e que transformam este ponto turísticonuma verdadeira "torre de Babel".
  • 27. Santuário católicoAo completar 75 anos em 12 de outubro de 2006, o Cristo Redentor foitransformado em santuário católico do Brasil. O cardeal-arcebispo do Rio deJaneiro, Dom Eusébio Oscar Scheid, quer que o local deixe de ser apenasatrativo turístico e se torne local de peregrinação.Casamentos e batizados também poderão ocorrer aos pés da estátua, de 38metros de altura, possivelmente a partir do primeiro semestre do ano que vem,após o término de obras que ainda não foram iniciadas. O aniversário foicelebrado com uma missa, a entrega dos prêmios Cristo Redentor. Um delesconcedido ao deficiente visual Paulo Bastos, que já escalou o morro doCorcovado, onde fica o monumento. Para adequar o espaço existente àcelebração de ritos católicos a Arquidiocese do Rio de Janeiro utiliza-se dacapela de Nossa Senhora Aparecida, na base da estátua.No dia 7 de julho de 2007, em uma festa realizada em Portugal, o CristoRedentor foi incluído entre as novas sete maravilhas do mundo moderno. Adecisão, após um concurso informal, foi baseada em votos populares (internete telefone), votação esta que ultrapassou a casa dos cem milhões de votos.Todavia, o concurso não possui o apoio da UNESCO, que apontou a falta decritérios científicos para a escolha das maravilhas.
  • 28. Machu Picchu
  • 29. Machu Picchu, em quíchua Machu Pikchu, "velhamontanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", éuma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada notopo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale dorio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sobas ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolomais típico do Império Inca, quer devido à sua originallocalização e características geológicas, quer devido à suadescoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidadeé de construção original, o restante foi reconstruído. As áreasreconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixeentre as pedras. A construção original é formada por pedrasmaiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.
  • 30. Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente porterraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana,na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléusreais.O lugar foi elevado à categoria de Patrimônio Mundial da UNESCO,tendo sido alvo de preocupações devido à interação com o turismo porser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém a maisaceite afirma que foi um assentamento construído com o objetivo desupervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósitosecreto de refugiar o soberano Inca e seu séqüito mais próximo, nocaso de ataque.O Peru é o berço de uma das civilizações mais interessantes eintrigantes da história, os Incas. Atualmente, as marcas desse incrívelpovo estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínasde Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberantede Ica.A 7 de Julho de 2007, em Lisboa,estádio da Luz, Portugal, omonumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das 7maravilhas do Mundo.
  • 31. Machu PicchuA 2.400 metros de altitude, Machu Picchu está situada no alto de umamontanha, cercada por outras montanhas e circundada pelo rio Urubamba,o que e lhe proporciona uma atmosfera única de segurança e beleza. Istoexplica que não foi por acaso que a civilização Inca escolheu estamontanha. Pela obra humana e pela localização geográfica Machu Picchu éconsiderada patrimônio cultural da humanidade.A disposição dos prédios, a excelência do trabalho, e o grande número deterraços para agricultura são impressionantes. No meio das montanhas, ostemplos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada,abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a históricainca, tudo planejado para a passagem do deus sol.É possível chegar à cidade sagrada de trem, mas a opção imperdível paraquem gosta de aventura é percorrer a Trilha Inca e chegar em Machu Picchupela Porta do Sol. Pode-se realizar a Trilha Completa, caminhando os 45 kmem 4 dias com pernoites nos acampamentos com total infra-estrutura, oufazer a Trilha Curta, que pode ser realizada de duas maneiras: em dois dias,com pernoite no alojamento próximo às ruínas de Wina Wayna, chegando àPorta do Sol pela manhã ou caminhar os 12 km num único dia, chegandoem Machu Picchu no final da tarde.
  • 32. Formas de acessoA partir da cidade de Cusco a viagem de trem leva três a quatro horas,até chegar ao povoado de Aguas Calientes. Neste local há micro-ônibusfreqüentes, que levam cerca de 30 minutos para chegar a MachuPicchu.Seguindo o Caminho Inca em uma caminhada de 4 dias.A partir da cidade de Cusco, fazer o passeio do Vale Sagrado dos Incasaté Ollantaytambo e aí tomar o trem até Aguas Calientes e daí emmicro-ônibus.Também é acessível de helicóptero, em um vôo de 30 minutos a partirde Cusco.SuperfícieO parque arqueológico, urbano e agrícola, de Machu Picchu, ou seja, acidadela propriamente dita, tem um área de mais ou menos 10hectares. O Santuário Histórico de Machu Picchu se estende sobre umasuperfície de 32.592 hectares, 80,535 acres (325,92 km²), um amploterritório da Província de Urubamba no Departamento de Cusco.
  • 33. Redescobrimento Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente deuma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou aomundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo,historiador ou simplesmente, explorador aficionado da arqueologia,realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudosarqueológicos. Bingham criou o nome de "a Cidade Perdida dos Incas"através de seu primeiro livro Lost City of the Incas. Porém, naquelaépoca, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capitaldos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte daresistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572. Aopenetrar pelo canyon do Urubamba, Bingham, no desolado sítio deMandorbamba, recebeu do camponês Melchor Arteaga o relato que noalto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-lasignificava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação.
  • 34. Quando Bingham chegou a cidade pela primeira vez, obviamente encontrou a cidade tomada por vegetação nativa e árvore. E também era infestada de víboras. Embora céptico, conhecedor dos muitos mitos que existem sobre as cidades perdidas, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde, efetivamente, apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e, em evidente estado de abandono há muitos séculos. Enquanto inspecionava as ruínas, Bingham, assombrado, anotava em seu diário: "Would anyone believe what I have found?" (Acreditará alguém no que encontrei?).Hiram Bingham Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas eJanela de casa em exploraram detalhadamente o local e os arredores. Machu Picchu
  • 35. Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu,lhe permitiram reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze,cobre, prata e de pedra , entre outros materiais. A cerâmica mostra expressõesda arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos eprendedores decorados, além de facas e machados. Ainda que não tenham sidoencontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficientepara inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo quejá evidenciava seu estilo arquitetônico.Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nasimediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantestrechos de caminhos (Caminho Inca), todos eles interessantes exemplos daarquitetura desse império. Tanto os restos encontrados como as evidênciasarquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchuterminou de ser construída entre fim do século XV e início do século XVI.TurismoMachu Picchu recebe turistas do mundo todo, e tem uma infra-estrutura completapara o turista. Para maiores informações consulte a Rota Bolívia-Peru-Chile.Pode-se realizar um completo tour virtual, acessando o sítioMachuPicchu360.com, o qual apresenta algumas dezenas de imagenspanorâmicas da cidade inca, em vistas de 360 graus.
  • 36. Fotos Panorâmicas de Machu Picchu
  • 37. Famosa Vista de Machu Picchu
  • 38. Praça principal da cidade, onde ocorriam as festas do povo e ficava o comércio
  • 39. Turistas de todas as partes do mundo
  • 40. Vista do alto da cidade
  • 41. Escadarias e terraços de Machu Picchu.
  • 42. Vista da sinuosa estrada que leva à Machu Picchu
  • 43. A famosa lhama
  • 44. A lhama novamente
  • 45. A lhama novamente Sala de reuniões
  • 46. Terraços de Machu Picchu
  • 47. Área de observação astronômica e cultos
  • 48. Janelas nas casas da Cidade
  • 49. Exemplo de como as pedras eram partidas e
  • 50. Área religiosa
  • 51. Sistema de distribuição de água da cidade I
  • 52. Sistema de distribuição de água da cidade II
  • 53. Sistema de distribuição de água da cidade III
  • 54. Sistema de distribuição de água da Janela de casa em cidade IV Machu Picchu
  • 55. Relógio e calendário solar (Alguns dizem que a pedra tem forte podermagnético, dizem também que trás a energia toda perdida no caminho.)
  • 56. Templo do Condor
  • 57. Montanha WaynaPicchu
  • 58. Vista da praça central e da área sagrada de cima do WaynaPicchu
  • 59. Vista da área residencialde cima do WaynaPicchu
  • 60. Tumba Real, abaixo do templo do sol Exemplo de parede Inca original
  • 61. Chichén ItzáChichén Itzá é uma cidade arqueológica maia localizada no estadomexicano de Iucatã. Chichén Itzá, a mais famosa Cidade Templo Maia,funcionou como centro político e econômico da civilização maia. As váriasestruturas – a pirâmide de Kukulkan, o Templo de Chac Mool, a Praça dasMil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje seradmiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso paracom a composição e espaço arquitetônico. A pirâmide foi o último e, semqualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia.O nome Chichén Itzá tem raiz maia e significa "na beirada do poço do povoItza". Estima-se que Chichén Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455.O Chichén Itzá foi eleito em Lisboa, no dia 7 de Julho, pelos organizadoresda campanha New7Wonders, uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo.A campanha não foi oficializada pela UNESCO, mas o Chichén Itzá podeser considerado uma das novas maravilhas do mundo.
  • 62. Chichén Itzá, pirâmide de Kukulcán
  • 63. Coliseu de RomaO Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome àexpressão latina Colosseum (ou Embora esteja agora em ruínas devido aterremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do ImpérioRomano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitetura. Atualmente éuma das maiores atrações turísticas em Roma e ainda tem ligações à igreja,com o Papa a lidear a procissão de "O caminho da Cruz" até ao Coliseu todasas sextas-feiras santas. em 476. O edifício deixou de ser usado paraentretenimento no começo da era medieval, mas foi mais tarde usado comohabitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseusempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhoresexemplos da sua arquitetura. Atualmente é uma das maiores atraçõesturísticas em Roma e ainda tem ligações à igreja, com o Papa a lidear aprocissão de "O caminho da Cruz" até ao Coliseu todas as sextas-feirassantas.
  • 64. Utilizações do Coliseu O coliseu era um local onde seriam exibidos toda uma série de espetáculos,inseridos nos vários tipos de jogos realizados na urbe. Os combates entregladiadores, chamados muneras, eram sempre pagos por pessoas individuaisem busca de prestígio e poder em vez do estado.Outro tipo de espetáculos era a caça de animais, ou venatio, onde eramutilizados animais selvagens importados de África. Os animais mais utilizadoseram os grandes felinos como leões, leopardos e panteras, mas animais comorinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes eramtambém utilizados. As caçadas, tal como as representações de batalhasfamosas, eram efetuadas em elaborados cenários onde constavam árvores eedifícios movíveis.Estas últimas eram por vezes representadas numa escala gigante; Trajanocelebrou a sua vitória em Dácia no ano 107 com concursos envolvendo 11 000animais e 10 000 gladiadores no decorrer de 123 dias.
  • 65. Destino de um gladiador derrotado decidido pelo público
  • 66. Segundo o documentário produzido pelo canal televisivo fechado, HistoryChannel, o Coliseu também era utilizado para a realização das Naumaquias, oubatalhas navais. O coliseu era inundado por dutos subterrâneos alimentadospelos aquedutos que traziam água de longe. Passada esta fase, foi construídauma estrutura, que é a que podemos ver hoje nas ruínas do Coliseu, com alturade um prédio de dois andares, onde no passado se concentravam osgladiadores, feras e todo o pessoal que organizava os duelos que ocorreriam naarena. A arena era como um grande palco, feito de madeira, e se chama arena,que em italiano significa areia, porque era jogada areia sob a estrutura demadeira para esconder as imperfeições. Os animais podiam ser inseridos nosduelos a qualquer momento por um esquema de elevadores que surgiam emalguns pontos da arena; o filme "Gladiador" retrata muito bem esta questão doselevadores. Os estudiosos, a pouco tempo, descobriram uma rede de dutosinundados embaixo da arena do Coliseu. Acredita-se que o Coliseu foiconstruído onde, outrora, foi o lago do Palácio Dourado de Nero; O ImperadorVespasiano escolheu o local da construção para que o mal causado por Nerofosse esquecido por uma construção gloriosa.
  • 67. Sylvae, ou recreações de cenas naturais eram também realizadas no Coliseu.Pintores, técnicos e arquitetos construiriam simulações de florestas com árvorese arbustos reais plantados no chão da arena. Animais seriam então introduzidospara dar vida á simulação. Esses cenários podiam servir só para agrado dopúblico ou como pano de fundo para caçadas ou dramas representando episódiosda mitologia romana, tão autênticos quanto possível, ao ponto de pessoascondenadas fazerem o papel de heróis onde eram mortos de maneiras horríveismas mitologicamente autênticas, como mutilados por animais ou queimadosvivos.Embora o Coliseu tenha funcionado até ao século VI da nossa Era, foramproibidos os jogos com mortes humanas desde 404, sendo apenas massacradosanimais como elefantes, panteras ou leões.
  • 68. Coliseu de Roma, vista interior
  • 69. Outro ângulo do Coliseu
  • 70. A construçãoA construção do Coliseu, nome foi iniciado por Vespasiano, nos anos 70 danossa Era, e finalizado pelo seu filho, Domiciano. O edifício será inauguradopor Tito, em 80, embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois.Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seuinterior cerca de 50 000 espectadores, constando de três andares. Quandodo reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, é ampliado com um quartoandar, podendo suster agora cerca de 90 000 espectadores. Agrandiosidade deste monumento testemunha verdadeiramente o poder eesplendor de Roma na época dos Flávios.
  • 71. Arquitetura e dimensão socialO Coliseu, como não se encontrava inserido numa zona de encosta, enterrado,tal como normalmente sucede com a generalidade dos teatros e anfiteatrosromanos, possuía um “anel” artificial de rocha à sua volta, para garantirsustentação e, ao mesmo tempo, esta subestrutura serve como ornamento aoedifício e como condicionador da entrada dos espectadores. Tal como foireferido anteriormente, possuía três pisos, sendo mais tarde adicionado umoutro. É construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcáriacom grandes poros). A sua planta elíptica mede dois eixos que se estendemaproximadamente de 190 m por 155 m. A fachada compõe-se de arcadasdecoradas com colunas dóricas, jônicas e coríntias, de acordo com o pavimentoem que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser umaconstrução essencialmente vertical, criando assim uma diversificação doespaço.
  • 72. Os assentos são em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium,para as classes altas; as maeniana, sector destinado à classe média; e osportici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. Atribuna imperial ou pulvinar encontrava-se situada no podium e era balizadapelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Rampas no interiordo edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar oespetáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueirosposicionados numa passagem de madeira, para o caso de algum acidente.Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam ovelarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol osespectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem comotodas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro.
  • 73. O "fim do Império" O monumento permaneceu como sede principal dos espetáculos da urberomana até ao período do imperador Honorius, no século V. Danificado por umterremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma extensiva restauraçãona época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipanitransformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversasvezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quaistinha sido construído.
  • 74. Os Cristãos e o ColiseuOs relatos romanos referem-se a cristãos sendo martirizados em locais deRoma descritos pouco pormenorizadamente (no anfiteatro, na arena),quando Roma tinha numerosos anfiteatros e arenas. Apesar de muitoprovavelmente o Coliseu não ter sido utilizado para martírios, o papa BentoXIV consagrou-o, no século XVII, marirtolíssimo à Paixão de Cristo e lugarsagrado. Os trabalhos de consolidação e restauração parcial do monumento,já há muito em ruínas, foram feitos sobretudo pelos pontífices Gregório XVI ePio IX, no século XIX.Em 7 de julho de 2007 é considerada umas das "Sete maravilhas do mundomoderno".
  • 75. Taj Mahal
  • 76. O Taj Mahal (em hindi ताज महल, persa ‫ )تاج محل‬é um mausoléu situado emAgra, uma cidade da Índia e o mais conhecido dos monumentos do país.Encontra-se classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Foirecentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do MundoModerno em uma celebração em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007.A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 22 mil homens,trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumentode mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memóriade sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de MumtazMahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o TajMahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor domundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semi-preciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada comfios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatrominaretes.Supõe-se que o imperador pretendia fazer para ele próprio uma réplica do TajMahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou depostoantes do início das obras por um de seus filhos.Apesar de sua opulência, o Taj Mahal é na verdade um gigantesco mausoléu enão um palácio, como se poderia julgar.
  • 77. Origem e inspiraçãoO imperador Shah Jahan foi um prolífero mecenas, com recursos praticamenteilimitados. Sob a sua tutela construíram-se os palácios e jardins de Shalimarem Lahore, também em honra da sua esposa.Mumtaz Mahal deu ao seu esposo 14 filhos, mas faleceu no último parto e oimperador, desolado, iniciou quase de seguida a construção do Taj comooferta póstuma. Todos os pormenores do edifício mostram a sua naturezaromântica e o conjunto promove uma estética esplêndida. Aproveitando umavisita realizada em 1663, o explorador francês François Bernier realizou oseguinte retrato do Taj Mahal e dos motivos do imperador que levaram à suaedificação: [...] Completarei esta carta com uma descrição dos maravilhosos mausoléus queoutorgam total superioridade a Agra sobre Deli. Um destes foi erigido por Jehan-guyreem honra do seu pai Ekbar, e Shah Jahan construiu outro de extraordinária e celebradabeleza, em memória da sua esposa Tage Mehale, de quem de diz que o seu esposoestava tão apaixonado que lhe foi fiel toda a sua vida e, após a sua morte, ficou tãoafetado que não tardou em segui-la para a morte.
  • 78. Síntese históricaA pouco tempo do término da obra em 1657, Shah Jahan adoeceu gravemente eo seu filho Shah Shuja declarou-se a ele próprio imperador em Bengala, enquantoMurad, com o apoio do seu irmão Aurangzeb, fazia o mesmo em Gujarat. QuandoShah Jahan, caído doente no seu leito, se rendeu aos ataques dos seus filhos,Aurangzeb permitiu-lhe continuar a viver exilado no forte de Agra. A lenda contaque passou o resto dos seus dias observando pela janela o Taj Mahal e, depois dasua morte em 1666, Aurangzeb sepultou-o no mausoléu lado a lado com aesposa, gerando a única ruptura da perfeita simetria do conjunto.Em finais do século XIX vários sectores do Taj Mahal estavam muito deterioradospor falta de manutenção e durante a época da rebelião hindu, em 1857, foiarrestado por soldados britânicos e oficiais do governo, que lhes arrancavam aspedras embutidas nas paredes e o lápis-lazúli dos seus muros. Em 1908completou-se a restauração ordenada pelo vice-rei britânico, Lord Curzon, quetambém incluiu o grande candelabro da câmara interior segundo o modelo de umsimilar que se encontrava numa mesquita no Cairo. Curzon ordenou aremodelação dos jardins ao estilo inglês que ainda hoje se conservam.
  • 79. Soldados estado-unidenses em 1942, em frente do Taj Mahal, cuja cúpula seencontra coberta pelo gigantesco andaime que a protegeria de eventuais ataques das forças aéreas alemãs e japonesas.
  • 80. Durante o século XX melhorou o cuidado com o monumento. Em 1942 ogoverno construiu um andaime gigantesco cobrindo a cúpula, prevendo umataque aéreo da Luftwaffe e, posteriormente, da força aérea japonesa. Estaproteção voltou a erguer-se durante as guerras indo-paquistanesas, de 1965a 1971. As ameaças mais recentes provém da poluição ambiental nasribeiras do rio Yamuna e da chuva ácida causada pela refinaria de Mathura.Ambos os problemas são objeto de vários recursos ante a Corte Suprema daJustiça da Índia.Em 1993, foi eleito como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO,e é hoje um importante destino turístico. Recentemente, alguns sectoressunitas reclamaram para si a propriedade do edifício, baseando-se de que setrata do mausoléu de uma mulher desposada por um membro deste cultoislâmico. O governo indiano rejeitou a reclamação considerando-a mal-fundamentada, já que o Taj Mahal é propriedade de toda a nação indiana.
  • 81. Elementos formaisOs elementos formais e decorativos são empregues repetida e consistentemente por todo o complexo, unificando o vocabulário estético. As principais características do mausoléu refletem-se no resto das construção:1. Finial: remate ornamentado das cúpulas usado nos pagodes asiáticos igualmente.2. Decorações de lótus: esquemas cujo motivo é a flor de lótus, esculpidos nas cúpulas.3. Amrud: Cúpula em forma de cebola, típica na arquitetura islâmica e que, mais tarde, seria usada na Rússia.4. Tambor: base cilíndrica da cúpula, que serve de apoio e transição formal sobre o resto do edifício.5. Guldasta: agulha decorativa fixa no rebordo das balaustradas.6. Chattri: galeria de colunas e cúpula, utilizado principalmente em monumentos de carisma comemorativo.7. Cenefas: painéis esculpidos sobre as arcadas.8. Caligrafia: escritura estilizada de versos do Corão sobre as arcadas principais9. Arcadas ou portais: também denominados pishtaq (palavra persa para os portais).10. Dados: painéis decorativos sobrepostos às paredes da fachada frontal do edifício.
  • 82. InfluênciasO Taj Mahal incorpora e amplia as tradições idílicas do Islão, da Pérsia, daÍndia e da arquiteturamogol antiga.O desenho geral do projeto inspirou-se numa série de edifícios mogóis, entreos quais a tumba de Itmad-Ud-Daulah e a Jama Masjid, em Deli. Sob omecenato de Shah Jahan, a arquiteturamogol alcançou novos níveis derefinamento. Antes do Taj Mahal era habitual edificar com pedra vermelha,mas o imperador promoveu o uso de mármore branco com incrustações depedras semi-preciosas.Os artesãos indianos, especialmente escultores e decoradores, percorriamaos países asiáticos durante esta época e o seu trabalho era particularmenteapreciado pelos construtores de mausoléus. A arquitetura palaciana mongol,aplicada noutros edifícios indianos (como o palácio Man Sing, em Galore), foia grande fonte inspiradora dos chattris que se vêem no Taj Mahal.
  • 83. SimetriaO conjunto do Taj Mahal, com a sua fachada principal perpendicular a uma ribeira do Yamuna, foi construído com os seguintes elementos arquitetônicos:1. Portal de acesso2. Tumbas secundárias3. Pátios4. Pátio (esplanada) de acesso principal5. Darwaza ou forte de acesso6. Jabaz7. Mesquita8. Mausoléu9. MinaretesNo centro, os amplos jardins divididos em quadrados, organizam-se mediante a cruz formada pelos canais. A superfície da água reflete os edifícios, produzindo um efeito adicional de simetria.
  • 84. Os jardins O complexo encontra-se rodeado de um grande chahar bagh que mede320x300 metros e inclui canteiros de flores, caminhos elevados, avenidas deárvores, fontes, cursos de água, e pilares que refletem a imagem dos edifíciosna água.Cada secção do jardim é dividida por caminhos em 16 canteiros de flores,com um tanque central de mármore a meio caminho entre a entrada e omausoléu, que devolve a imagem refletida do edifício.O chahar bagh foi introduzido na Índia por Babur, o primeiro imperador mogol,segundo um desenho inspirado na tradição persa a fim de representar osjardins do paraíso[3]. Nos textos místicos do Islão no período mogol, o paraísoé descrito como um jardim ideal, pleno de abundância. A água tem um papel-chave nestas descrições, já que se referem quatro rios que surgem de umafonte central, constituída por montanhas, que dividem o Éden em quatropartes segundo os pontos cardeais (norte, sul, este e oeste).
  • 85. O jardim com os caminhos junto ao tanque central
  • 86. maioria destes jardins mogóis são de forma retangular, com um pavilhãocentral. O Taj Mahal é invulgar neste sentido, já que situa o edifício principal,o mausoléu, num dos extremos. Mas a recente descoberta da existência do"Mahtab bagh" (Jardim da Lua) na ribeira oposta do rio Yamuna permite umainterpretação distinta, incorporando o vale no desenho global de tal formaque se converta em um dos rios do paraíso.O traçado dos jardins e as características arquitectónicas principais, comoas fontes, caminhos de mármore e azulejo, e canteiros lineares do mesmomaterial — similares ao jardim de Shalimar — sugerem que podem ter sidodesenhados pelo mesmo engenheiro, Ali Mardan.As descrições mais antigas do jardim mencionam sua profunda vegetação,com abundância de rosas, narcisos e árvores frutíferas. Com a declinaçãodo império mongol também decresceu o mantimento, e quando os britânicosassumem o controle do Taj Mahal, introduzem modificações paisagísticaspara refletir melhor o estilo dos jardins de Londres.No entanto, os visitantes poderão admirar-se ao ver os jardineiros cortar arelva com uma máquina puxada por bois.
  • 87. Edifícios secundáriosO complexo está limitado por três lados por um muro em pedra vermelha. Após osmuros, existem vários mausoléus secundários, incluindo os das demais viúvas deShah Jahan e do servente favorito de Mumtaz. Estes edifícios, construídosprincipalmente com pedra vermelha, são típicos dos edifícios funerários mogóis daépoca. Do lado interior os muros completam-se com uma colunata coroada por vários arcos, característica comum nos templos hindus, incorporada nas mesquitas mogóis. A distâncias fixas incluem-se os chattris e outras pequenas construções que podem ter sido utilizadas como riradouros, incluindo a que atualmente se chama «Casa da Música», utilizada como museu. Darwaza de acesso ao Taj Mahal
  • 88. A entrada principal, a "darwaza",é um edifício monumentalconstruído também em pedravermelha. O estilo recorda aarquitetura mogol e os primeirosimperadores. As suas arcadasrepetem as formas domausoléu, e incorporam amesma caligrafia decorativa. Seutilizam decorações florais embaixo-relevo e incrustações. Asparedes e os tetos abobadadoapresentam elaboradosdesenhos geométricos, similaresaos que existem em outrosedifícios do complexo.Originalmente a entradafechava-se com duas grandesportas de prata, que foramdesmontadas e fundidas pelosjats em 1764.
  • 89. No extremo do complexo erguem-se dois grandes edifícios laterais ao mausoléu,paralelos aos muros este e oeste. Ambos são fiéis ao reflexo um do outro. O edifícioocidental é uma mesquita e o seu oposto é o Pátio (esplanada) de acessoprincipal, cujo sentido original era balancear a composição arquitetônica e crê-seque foi usado como hospedaria. As diferenças consistem em que o jawab não temminarete e os seus pisos apresentam desenhos geométricos, enquanto os damesquita estão decorados com um desenho em mármore negro que marca aposição das tapeçarias para a oração de 569 fiéis.O projeto básico da mesquita é similar a outras construções mandadas edificar porShah Jahan, especialmente o seu Jama Masjid, em Deli, que consiste numa grandesala rematada por três cúpulas. As mesquitas mogóis desta época dividem osantuário em três áreas distintas: um sector principal com duas alas. O masjid, a mesquita
  • 90. O mausoléuO foco visual do Taj Mahal, ainda que não se localize no centro do conjunto, é o mausoléude mármore branco. Como a maioria dos edifícios funerários mogóis, os elementos básicossão de origem persa. Um edifício simétrico com um iwan [5] e coroado por uma grandecúpula.A tumba descansa sobre um pedestal quadrado. O edifício consiste numa grande superfíciedividida em múltiplas salas, das quais a central alberga o cenotáfio de Shah Jahan eMuntaz. Atualmente as tumbas reais encontram-se num nível inferior.A base é essencialmente um cubo com vértices cortados, de 55 metros de lado. Sobre cadalado, uma grande pishtaq ou arcada rodeia o iwan, com um nível superior similar debalcões. Estes arcos principais elevam-se até ao teto da base, gerando uma fachadaintegrada. O Iwan principal do mausoléu
  • 91. A cada lado da arcada principal, há arcadas menores em cima e em baixo. Este motivorepete-se nas esquinas. O projeto é completamente uniforme e consistente nos quatrolados da base. Em cada esquina do pedestal base, um minarete complementa oconjunto.A cúpula de mármore branco sobre o mausoléu é visivelmente o mais espetacularelemento do conjunto. A sua altura é quase igual à da base, em torno de 35 metros,dimensão que se acentua por estar apoiada num tambor circular de sete metros dealtura.A cúpula tem uma forma de cebola. Os árabes chamam a esta tipologia da cúpulaamrud, ou seja, com forma de maçã. O terço superior da cúpula está decorado comum anel de flores de lótus em relevo, e no remate uma agulha ou finial douradacombina tradições islâmicas e hindus. Esta agulha termina numa lua crescente, motivotípico islâmico, com os seus extremos apontando para o céu. Pela sua colocaçãosobre a agulha, o topo desta e os extremos da lua combinados formam uma figurasemelhante a um tridente, exacerbo do símbolo tradicional hindu para a divindade deShiva. O corpo final contém, aliás, uma série de formas bolbosas. A figura central mostra um forte parecido com o kalash ou kumbh, o barco sagrado datradição hindu. A forma da cúpula enfatiza-se também pelos quatro chattris em cadaesquina. As cúpulas destes replicam a forma da central. As suas bases decoradas comcolunas abrem através do teto do mausoléu um espaço para a entrada de luz naturalno interior do espaço fechado. Os chattris também estão rematados por finiais.
  • 92. Nas paredes laterais, as estilizadas espiraisdecoradas em relevo ajudam a aumentar asensação de altura do edifício, e repetem-se osmotivos de lótus ao longo desta e das restantes,assim como em todos os chattris.Em cada esquina do pedestal eleva-se umminarete: quatro grandes torres de mais de 40m dealtura que novamente mostram a atração do Tajpelo desenho simétrico e repetitivo, criando emparte vários padrões. As torres estão desenhadascomo minaretes funcionais, elemento tradicionaldas mesquitas ondeo almuadem chama os fiéisislâmicos à oração. Cada minarete está divididoem três partes iguais por dois balcões que orodeiam com anéis. No topo da torre, um terraçocoberto por um chattri repete o desenho domausoléu.Estes chattris têm todos os mesmos detalhes deacabamento: o desenho de flor de lótus e o finialdourado sobre a cúpula. Cada minarete foiconstruído levemente inclinado para fora doconjunto. Desta maneira, em caso de queda, algonão tão improvável nesse tempo para construçõesde semelhante altura, o material iria cair longe dotemplo.
  • 93. DecoraçãoExteriorPraticamente toda a superfície do complexo foi ornamentada e encontra-seentre as mais belas decorações exteriores mogóis de qualquer época. Tambémneste aspecto, os motivos repetem-se em todos os edifícios e elementos. Daproporção ao tamanho da superfície a decorar, a decoração exterior vislumbra-se mais ou menos refinada e detalhada. Os elementos decorativos pertencembasicamente a três categorias, recordando que a religião islâmica proíbe arepresentação da figura humana: • Caligrafia • Elementos geométricos abstratos • Motivos vegetais • Estas decorações efetuaram-se com três técnicas diferentes: • Pintura ou estuque aplicado sobre as paredes • Incrustação de pedras • Esculturas
  • 94. Caligrafia Caligrafia sobre o grande portal de acesso ao mausoléu. As passagens do Corão são utilizadas em todo o complexo como elementos decorativos. Os textos criados pelo calígrafo persa da corte mogol Amanat Khan são tão detalhados e fantasiosos, que se tornam quase ilegíveis. A assinatura do calígrafo surge em vários painéis. A letras estão incrustadas com quartzo opaco sobre os painéis de mármore branco. Alguns dos trabalhos são extremamente detalhados e delicados, especialmente os que se encontram no mármore dos cenotáfios da tumba. Os painéis superiores estão escritos com caligrafia proporcionada para compensar a distorção visual ao observá-los desde baixo. Estudos recentes sugerem que foi também Amanat Khan quem selecionou as passagens do Corão. Os textos referem em geral temas de justiças, de inferno para os incrédulos e de promessa de paraíso para os fiéis. Entre as principais passagens, incluem- se as seguintes suras: 91 (o sol) , 112 (pureza da fé) , 89Caligrafia sobre (descanso diário) , 93 (luz da manhã), 95 (as figueiras), 94 (ao grande portal abertura), 36 (Ya Sin) , 81 (a escuridão), 84 (a ferida), 98 (a de acesso ao evidência), 67 (o domínio) , 48 (a vitória), 77 (os enviados) e 39 mausoléu. (os grupos).
  • 95. Decoração geométrica abstrata As formas de arte abstratas são utilizadas especialmente no pedestal do mausoléu, nos minaretes, na mesquita de no jawab, e também em superfícies menores do templo. As cúpulas e abóbadas dos edifícios de pedra estão trabalhadas com traceria. As cúpulas e abóbadas dos edifícios de pedra estão trabalhadas com traceria para criar elaboradas formas geométricas. Nas zonas de transição o espaço entre elementos vizinhos preenche-se com traceria, formando padrões em V. Nos edifícios de pedra vermelha usa-se uma traceria branca e sobre o mármore branco utiliza-se como elemento contrastante uma traceria escura ou mesmo negra. O chão está coberto por mosaicos de cores e formas distintas combinados em padrões geométricos diferentes. A técnica da incrustação sobre as placas de mármore apresenta tal perfeição que as juntas entra as pedras e gemas incrustadas apenas se distinguem com uma lente de aumento, uma lupa. Uma flor, de apenas sete centímetros quadrados, tem 60 incrustações ou marchetarias diferentes, que oferecem ao teto uma superfície irregular.Decoração geométrica: «espinha de peixe»
  • 96. Motivos vegetaisAs paredes baixas do templo funerário mostram frisos de mármore combaixos-relevos de flores e vegetais que foram polidos para ressaltar o extremorequinte do trabalho. Os frisos e as arcadas foram decorados comincrustações de pedras semi-preciosas formando desenhos muito estilizadosde flores, frutos e outros vegetais. As pedras incrustadas são mármoreamarelo, jade, quartzo polido e outras gemas menores. Motivos vegetais: detalhe do painel junto a um arco.
  • 97. InteriorA sala central do Taj Mahal apresenta uma decoração que vai para além dastécnicas tradicionais, e aparenta com formas mais elevadas da arte manual, comoa ourivesaria e a joalharia. Aqui o material usado para as incrustações já não émármore ou jade, mas sim gemas preciosas e semi-preciosas. Cada elementodecorativo do exterior foi redefinido mediante jóias. A sala principal contem aindaos cenotáfios de Mumtaz e Shah Jahan, obras-primas de artesanato, semprecedentes na época.A forma da sala é octogonal e ainda que o desenho permita ingressar por qualquerdos lados, só a porta sul, em direção aos jardins é usada habitualmente. Asparedes interiores têm aproximadamente 25 metros de altura, sobre as quais seconstruiu uma falsa cúpula interior decorada com motivos solares. Oito arcosdefinem o espaço a nível do solo. Similar ao que se sucede no exterior, a cadameio arco sobrepõe-se um segundo a meia altura na parede. Os quatro arcoscentrais superiores formam balcões com miradouros para o exterior. Cada janeladeste balcões leva um intrincado trabalho de mármore, o jali. Além da luzproveniente dos balcões, a iluminação complementa-se com a que ingressaatravés dos chattris em cada esquina da cúpula exterior.
  • 98. Cada uma das paredes da sala foi detalhadamente decorada com frisos em baixo-relevo, intrincadas incrustações de pedraria e refinados painéis de caligrafia,refletindo inclusivamente o nível minimalista do complexo. Com estes elementos,cria-se uma espécie de ligação ou fusão simétrica do espaço interior e exterior,numa linha decorativa que permite que contatem diretamente os dois espaços docomplexo funerário.A tradição muçulmana proíbe a decoração elaborada das campas, pelo que oscorpos de Mumtaz e Shah Jahan descansam numa câmara relativamente simplesdebaixo da sala principal do Taj Mahal. Estão sepultados segundo um eixo norte-sul, com os rostos inclinados para a direita, em direção a Meca.Todo o Taj Mahal se centra em redor dos cenotáfios que duplicam em forma exataa posição das duas campas e são cópia idêntica das pedras do sepulcro inferior.O cenotáfio de Mumtaz ergue-se no centro exato da sala principal, sobre umabase retangular de mármore de aproximadamente 1,50 x 2,50 metros. Há umapequena urna também de mármore. Tanto a base como a urna estão incrustadascom um requintado trabalho de gemas. As inscrições têm a função de identificarMumtaz e protegê-la, em jeito de oração. Na tampa da urna sobressai um placa,que se assemelha a um quadro de escola.
  • 99. O cenotáfio de Shah Jahan está junto ao de Mumtaz, formando a única disposiçãoassimétrica de todo o complexo. É maior que o da sua esposa, mas contém osmesmos elementos: uma grande urna com base alta, também decorada commaravilhosa precisão mediante incrustações e caligrafia identificadora. Sobre atampa da urna existe uma escultura de uma pequena caixa de penas de escrever. Os cenotáfios, as campas vazias.
  • 100. Processo construtivoA construção do Taj Mahal iniciou-se com a fundação do mausoléu. Escavou-see formou-se com os escombros uma superfície de aproximadamente 12.000 m²para reduzir o risco de infiltrações do rio. Toda a área foi levantada a uma alturade quase 15 metros sobre o nível da ribeira. O Taj Mahal tem uma alturaaproximada de 60 metros e a cúpula principal mede 20 metros de diâmetro e 25de altura.Na zona do mausoléu cavaram-se poços até encontrar água e preencheram-secom pedra formando as bases da fundação. Deixou-se um poço aberto em tornodo edifício para monitorizar as mudanças do nível da água subterrânea.Ao invés da utilização de andaimes de bambu, comuns na época, ostrabalhadores construíram colossais andaimes de ladrilho por fora e por dentrodas paredes do mausoléu. Estes andaimes eram tão grandes, que muitosestimam anos como o tempo que se demorou a desmantelá-los. De acordo coma lenda, Shah Jahan decretou que qualquer um poderia levar os ladrilhos e, emconseqüência, muitos foram levados, pela noite, pelos camponeses locais.
  • 101. Para transportar o mármore e outros materiais desde Agra até ao local da edificação,construiu-se uma rampa de terra de 15 km de comprimento. De acordo com os registrosda época, para o transporte dos grandes blocos utilizaram-se carreiras especialmenteconstruídas, tiradas por carros de vinte ou trinta bois.Para colocar os blocos em posição foi necessário um elaborado sistema de roldanasmontadas sobre postes e vigas de madeira, e a força de juntas de bois e mulas.A seqüência construtiva foi:1.A base ou pedestal;2.O mausoléu com a sua cúpula;3.Os quatro minaretes;4.A mesquita e o jawab;5.O forte de acesso; O pedestal e o mausoléu consumiram doze anos de construção. Asrestantes partes do complexo tomaram mais dez anos. Como o conjunto foi construídopor etapas, os historiadores da época informam diferentes datas de «término», a causapossivelmente de opiniões divergentes sobre a definição da palavra «término». Porexemplo, o mausoléu em si foi completado em 1643, mas o trabalho continuou no restodo complexo. Placas do cenotáfio, em mármore talhado e com incrustações de pedras preciosas.
  • 102. Infra-estrutura hidráulicaA água para o Taj Mahal provinha de uma complexa infra-estrutura que incluíaséries de purs, movidos por animais, que levavam a água a grandes cisternas,onde, mediante mecanismos similares, se elevava a um grande tanque dedistribuição erguido sobre a planta baixa do mausoléu.Do tanque principal de distribuição, a água passava por três tanquessubsidiários, desde os quais se conduzia a todo o complexo. A umaprofundidade de 1,50 metros, corre a conduta de barro que completa o sistemade rega dos jardins. Outros canos em cobre alimentam as fontes no canalnorte-sul, e escavaram canas secundários para regar o resto do jardim. Asfontes não se conectaram de forma direta com os tubos de alimentação, massim a um tanque intermediário de cobre debaixo de cada saída, com o fim deigualar a pressão em todas.Os purs não se conservaram, mas sim o resto das instalações.
  • 103. Artesãos e construtoresO Taj Mahal não foi projetado por uma só pessoa, mas exigiu talento de váriasorigens. Os nomes dos construtores das diversas especialidades que participaram naobra chegou aos nossos dias através de diversas fontes.Dos discípulos do grande arquiteto otomano Koca Mimar Sinan Agha, Ustad Isa e IsaMuhammad Effendi, tiveram um papel-chave no desenho do complexo[8]. Algunstextos em idioma persa mencionam Puru de Benarus como arquiteto supervisor[9].A cúpula principal foi desenhada por Ismail Khan do Império Otomano[10],considerado o primeiro arquiteto e construtor de cúpulas daquela época. QazimKhan, um nativo de Lahore, moldou o finial de ouro maciço que coroa a cúpulaprincipal. Chiranjilal, um artesão de Deli, foi o escultor chefe e responsável pelosmosaicos. Amanat Khan de Shiraz, Pérsia), foi o responsável da caligrafia[11]Muhammad Hanif foi o capataz de maçonaria (arte de trabalhar a pedra). Mir AbdulKarim e Mukkarimat Khan de Shiraz, Pérsia, supervisionaram as finanças e a gestãoda produção diária.
  • 104. O grupo de artistas incluindo escultores de Bujara, calígrafos da Síria e Pérsia,mestres em incrustação do sul da Índia, cortadores de pedra de Baluchistão, umespecialista em construir torres, outro que gravava flores sobre os mármores,completando um total de 37 artesãos principais. Esta equipe diretriz esteveacompanhada por uma força laboral superior a 20.000 trabalhadores recrutadosem todo o norte da Índia.Os cronistas europeus, especialmente durante o primeiro período do Rajbritânico, sugeriram que alguns dos trabalhos do Taj Mahal tinham sido obra deartesãos europeus. A maioria destas suposições eram puramente especulativas,mas uma referência de 1640, segundo a carta de um frade espanhol que visitouAgra, menciona que Geronimo Veroneo, um aventureiro italiano na corte deShah Jahan, foi o responsável principal do desenho. Não há prova científicademonstrável para provar esta afirmação, nem se citou nenhum Veroneo nosdocumentos relativos à obra que ainda se conservam. E.B. Havell, o principalinvestigador britânico de arte indiana no último Raj descartou esta teoria por nãose encontrar evidência alguma e por resultar inconsistente com os métodosempregados pelos desenhistas.
  • 105. MateriaisO principal material empregado para a construção é o mármore branco trazido emcarros puxados por bois, búfalos, elefantes e camelos desde as pedreiras deMakrana, no Rajastão, situadas a mais de 300 km de distância.O segundo material mais utilizado é a pedra arenisca rochosa, empregada naconstrução da maioria dos palácios e fortes muçulmanos anteriores à era de ShahJahan. Este material foi utilizado em combinação com o mármore negro, nasmuralhas, no acesso principal, na mesquita e no jawab.O Taj Mahal inclui, aliás, outros materiais trazidos de toda a Ásia. Mais 1.000elefantes transportaram materiais de construção dos confins do continente. O jaspefoi importado do Punjab, e o cristal e o jade, da China.Do Tibete trouxeram-se turquesas e do Afeganistão o lápis-lazúli, enquanto assafiras provinham de Ceilão e os quartzos da Península arábica. No total utilizaram-se 28 tipos de gemas e pedras semi-preciosas para fazer as incrustações nomármore.CustoO custo total da construção do Taj Mahal estima-se em 50 milhões de rupias.Naquele tempo, uma grama de ouro valia aproximadamente 1,40 rupias, de modoque segundo a valorização atual, a soma poderia significar mais de quinhentosmilhões de dólares estado-unidenses. Deve ter-se em conta, não obstante, quequalquer comparação baseada no valor do ouro entre distintas épocas resulta àpartida muito inexata.
  • 106. Origem do nomeA palavra "Taj" provem do persa, linguagem da corte mogol, e significa "Coroa",enquanto que "Mahal" é uma variante curta de Mumtaz Mahal, o nome formal nacorte de Arjumand Banu Begum, cujo significado é "Primeira dama do palácio".Taj Mahal, então, refere-se à "coroa de Mahal", a amada esposa de Shah Jahan.Já em 1663 o viajante francês François Bernier mencionou o edifício como "TageMehale". Taj Majal significa "Coroa de Mahal".
  • 107. Vista do Taj Mahal a partir do forte de Agra
  • 108. Digitação e montagem dos slides: José Antonino de Lima jantonin@bol.com.br / jantoninol@yahoo.com.br Fonte: www.wikipedia.org