Fluxos de informação hospitalarResumo: Atualmente, devido à expressiva competitividade dos mercados, de forma geral, ogere...
componentes da organização, e que propicia a manutenção do equilíbrio e da integração emum ambiente de crescente mutação. ...
saúde, o hospital encaminha os relatórios com a lista de procedimentos para a operadora, queremunera os procedimentos e as...
2.2 Fluxo de informações e sistemas de informação hospitalar        Considerando-se um hospital como um conjunto de pessoa...
Ressalta-se, portanto, a necessidade de se utilizar um sistema de informação queproduza informações acuradas, compreensíve...
Após o fechamento da conta, essa é encaminhada aos financiadores para    4       cobrança. A conta será submetida à audito...
acontecem sobre determinado objeto em estudo pelo pesquisador. Além disso, como sugeridopor Yin (2005), foi utilizado o pr...
A auditoria realizada pelos convênios no Hospital A é feita por arquivo eletrônico epela auditoria in loco. Pelo arquivo e...
SUS por diagnóstico. Dessa forma, caso haja gastos adicionais de materiais ou maisprocedimentos realizados em uma assistên...
conta hospitalar. A cobrança dessa prestação é realizada por taxas que são relacionadas aofinal da assistência. Alguns exe...
algumas diferenças entre cada um dos sistemas de Faturamento dos Hospitais. Devido àsespecificidades de cada hospital, a t...
do setor de Faturamento, foi alcançado. Embora seja um estudo inicial, conclui-se que aanálise qualitativa apresentada nes...
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Fluxos de informação hospitalar

4,670

Published on

SOUZA, Antônio Artur de; GOMIDE, P. L. R. ;LARA, C. O. ;CAMPOS, M. C. G.; PENA, L. M. L. M.
Fluxos de Informação Hospitalar.
XV SIMPEP - Simpósio de Engenharia de Produção, 2008, Bauru.

Published in: Business
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
4,670
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
131
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Fluxos de informação hospitalar

  1. 1. Fluxos de informação hospitalarResumo: Atualmente, devido à expressiva competitividade dos mercados, de forma geral, ogerenciamento de informações é de fundamental importância para o desempenho satisfatóriodas organizações. Em relação aos hospitais, especificamente, dado o grande volume deatividades , é comum a existência de dififuldades para se realizar eficientemente a cobrançados serviços prestados. Esse fato decorre principalmente de problemas relacionados a fluxosde informação. Este artigo teve como objetivo principal analisar o fluxo de informação dascontas hospitalares, por meio de estudos de casos realizados em três hospitais situados nacidade de Belo Horizonte/MG, denominados neste trabalho de: A, B e C. Para tanto,analisou-se o processamento da informação nos vários setores que prestam serviços aospacientes e a posterior emissão da conta hospitalar pelo setor Faturamento. Os resultadosdesta pesquisa possibilitaram concluir que, apesar de os hospitais estudados registrarem osserviços prestados de forma similar, ou seja, emitirem as faturas a partir de prontuários,cada um apresenta uma singularidade na estruturação desse processo.Palavras-chave: Hospitais; Fluxo de Informação; Faturamento.1. Introdução De forma geral, as organizações concorrem em um mercado que apresenta desafiosque interferem em sua gestão. Esses desafios decorrem, principalmente, de rápidas mudanças,da complexidade dos processos operacionais, da globalização e da crescente competitividade.Assim, a tomada de decisões em relação aos problemas e às oportunidades que surgem deveser realizada de forma rápida. Para tanto, não é recomendável que haja “flutuação dainformação”, que é definida como o intervalo de tempo entre o momento em que um eventoocorre e o momento em que as informações obtidas sobre tal evento alcançam os tomadoresde decisão (BORBA; LISBOA; 2006). Nesse contexto, uma ferramenta utilizada para a realização de atividades e processosorganizacionais é a Tecnologia da Informação (TI). A TI exerce uma importante função deapoio aos gestores e apresenta impacto nas mudanças que podem ocorrer no pensamento dosfuncionários, na estrutura organizacional e nos processos gerenciais e administrativos(TURBAN et al., 2003). Segundo Couto e Pedrosa (2003, p. 207), o gerenciamento dainformação pode representar um referencial competitivo para as organizações, assumindoimportância cada vez maior em vários setores em que a TI é ferramenta essencial. Especificamente nas organizações do setor de saúde, em relação às informaçõesreferentes aos processos internos, observa-se uma grande quantidade de dados. Por seremgerados rotineiramente, esses dados necessitam ser manipulados por meio de sistemas de altaconfiabilidade. Além disso, devido à quantidade de dados, cria-se um fluxo de informaçõesque, segundo Pletsch (2003), pode ser entendido como o elo que une e coordena os 1
  2. 2. componentes da organização, e que propicia a manutenção do equilíbrio e da integração emum ambiente de crescente mutação. Esse fluxo revela, freqüentemente, as possibilidades desimplificação de processos, de combinação ou até de eliminação de informação queviabilizam a relização dos procedimentos de forma mais eficiente (BALESTERO-ALVAREZ, 2000). Nesse contexto, o presente artigo teve como objetivo principal descrever e analisar osfluxos de informação de organizações hospitalares, especificamente do setor Faturamento.Para tanto, realizou-se uma revisão de literatura sobre processos operacionais em hospitais esobre o fluxo de informação dos processos operacionais e gerenciais. Pesquisou-se tambémsobre fluxo de informações de forma geral e sobre sistemas de informação hospitalar. Alémdisso, foram realizados estudos de casos em três hospitais situados na cidade de BeloHorizonte/MG, denominados neste artigo de A, B e C. O presente trabalho encontra-se dividido em 5 seções, incluindo esta introdução. Emseguida, na seção 2, apresenta-se o referencial teórico. Na seção 3, é descrita a metodologia depesquisa. Os estudos de casos e suas respectivas análises são apresentados na seção 4.Finalmente, na seção 5, encontram-se as considerações finais deste estudo.2.Referencial teórico2.1 Processos operacionais em hospitais Segundo Fernandes (1971), um hospital pode apresentar diversas classificações. Umhospital especializado é uma organização destinada a internar pacientes, predominantementede uma especialidade, como, por exemplo, o hospital de ortopedia. Por sua vez, hospital geraldestina-se a várias especialidades, podendo ter sua ação limitada a pacientes de um grupoetário (por exemplo, hospital infantil), à determinada comunidade (por exemplo, hospitalmilitar) ou a uma finalidade específica (por exemplo, hospital de ensino). As organizaçõeshospitalares podem ainda ter finalidade lucrativa, com o intuito de auferir proventos, distribuirdividendos ou pagar juros (por exemplo, hospital privado ou particular). Há também afinalidade não lucrativa, em que a organização não visa a distribuição de dividendos ou opagamento de juros, e utiliza-se de eventuais saldos para fins patrimoniais ou beneficentes, talcomo os hospitais públicos e os filantrópicos. Em relação à essa última classificação, segundo Maia (2004), a participação deorganizações do setor privado e público no financiamento e prestação de serviços médicos-hospitalares caracteriza o sistema de saúde brasileiro como misto. Atualmente, o setor desaúde suplementar no Brasil apresenta a função essencial de manutenção da saúde e do bem-estar da população. Essa função, que deveria ser realizada por um sistema público, deve-se àinsuficiência dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Miguel eSilva (2005), o SUS não atende suficientemente às demandas da população e, dessa forma,tanto as organizações de saúde como a população buscam, por meio do sistema suplementar,preencher a lacuna suscitada pela ineficiência desse sistema público. Além disso, de acordo com Campos (2004), os hospitais dependem cada vez mais dasoperadoras de planos de saúde. Esse contexto deve-se, principalmente, (i) ao aumento depacientes usuários de planos de saúde, (ii) à progressiva escassez de pacientes privados e (iii)à crescente deterioração do relacionamento com a área pública. Esse último fator, por sua vez,decorre da defasagem acentuada e do aumento de preços, caracterizados por tetos físicos efinanceiros incompatíveis com a demanda de materiais e com o volume dos serviçosprestados. Cumpre salientar que, no sistema de parceria entre hospitais e operadoreas de 2
  3. 3. saúde, o hospital encaminha os relatórios com a lista de procedimentos para a operadora, queremunera os procedimentos e as consultas, e define o credenciamento da rede. O principal processo realizado em uma organização hospitalar está relacionado à suaatividade-fim, qual seja, a assistência aos pacientes. As atividades médicas clínicas e/oucirúrgicas e de enfermagem são exemplos dessa atividade-fim, e são consideradas comoprocessos-chave. Outros procedimentos de um hospital são os processos de apoio e deplanejamento e controle. Especificamente, para Yamamoto (2004, p. 435), os processos deapoio vinculam-se às outras partes interessadas da organização, tais como: funcionários,proprietários, governo, fornecedores, terceirizados, comunidade, sindicatos, órgãos de classeetc. Devido à complexidade das atividades hospitalares, e a fim de melhor exemplificar osprocessos mencionados, apresenta-se, na Figura 1, um organograma geral da hierarquia deuma organização hospitalar.FIGURA 1: Hierarquia de uma organização hospitalar. Fonte: Adaptado de Malagón-Londoño et al. (2003). Pela análise da hierarquia de um hospital, observa-se que, no primeiro nível, encontra-se a alta direção, que se divide em dois blocos: um deles ligado diretamente à atenção emsaúde, e o outro ligado à administração. A atenção em saúde subdivide-se em: atenção emsaúde, serviços de apoio técnico e serviços de apoio. A administração, por sua vez, subdivide-se em departamento financeiro e recursos humanos. O faturamento, ligado ao departamentofinanceiro, apresenta-se como o ponto final do fluxo de informações para o fechamento daconta (ou fatura) a ser quitada pela prestação de um serviço médico-hospitalar. 3
  4. 4. 2.2 Fluxo de informações e sistemas de informação hospitalar Considerando-se um hospital como um conjunto de pessoas, recursos físicos, recursosfinanceiros e normas para o desenvolvimento das atividades hospitalares, é necessárioponderar o grande volume de dados gerados pelos sistemas internos. Tais dados são partefundamental do sistema de informação e da própria organização, pois são utilizados comosuporte ao processo de tomada de decisão e como apoio à gestão. É importante estabelecer osmecanismos necessários para se garantir o registro, a transmissão e a avaliação dos dadosobtidos, facilitando seu processamento e sua posterior transformação em informações úteispara a dinâmica da instituição (MALAGÓN-LONDOÑO et al., 2003). Segundo Maudoneet et al. (1988), as informações coletadas e processadas no hospitalsão variadas, mas podem ser classificadas em dois tipos: (1) informações contábeis efinanceiras e (2) informações sobre atividades. As informações contábeis e financeiras, querepresentam importância fundamental para a gestão do hospital, baseiam-se nos dadoslevantados, consolidados e centralizados pelo Serviço de Arquivo Médico e Estatístico(SAME) e em informações transmitidas pelos diversos serviços (folha de pagamento,compras, despesas com limpeza e manutenção, etc.). Com base na “tradução” dessasinformações em valores monetários, torna-se possível aos funcionários da contabilidaderealizarem o cálculo do custo dos serviços de atendimento prestados aos pacientes.Posteriormente, o setor Faturamento pode então providenciar o pagamento ou o reembolsopor meio de recursos provenientes do SUS e/ou operadoras de planos de saúde. Em relação aosegundo tipo de informações, destaca-se que as mesmas são expressas em indicadores, epossibilitam a “tradução” da produção de serviços hospitalares em quantidades nãomonetárias. Dessa forma, é possível mensurar o produto hospitalar pelo número de atosmédicos e técnicos realizados sobre o paciente, sendo os mais comuns: número de dias deinternação, número de admissões, tempo médio de permanência e número de atos médicos outécnicos. Entretanto, para a consolidação e o controle das informações hospitalres, descata-seque os Sistemas de Informações Gerenciais (SIGs) não são freqüentemente utilizados pelosgestores de hospitais brasileiros. As informações apresetadas de forma sistematizada quasesempre revelam os indicadores clássicos de “movimento hospitalar”, mas muitas vezes nãosão padronizadas entre hospitais do mesmo município ou de mesmo porte. Segundo Castelaret al. (1995), em alguns casos, existe um sistema de informações implantado na organização,porém, este é pouco valorizado e insuficientemente utilizado pelos gestores. Ressalta-se que, geralmente, a principal preocupação dos dirigentes de hospitais, quedependem do financiamento público, é utilizar as informações das guias e dos relatórios pararealizar a cobrança ao financiador. Entretanto, um ponto de fundamental importância é o fatode que, se a informação obtida não for discutida ou analisada criticamente, a mesma pode setornar uma informação inútil. Essa discussão e análise crítica devem ser realizadas porfuncionários de todos os setores, buscando sempre interpretar os números apresentados nosrelatórios, dando-lhes significado frente à necessidade de maior eficiência e melhor qualidadedos serviços prestados pelos hospitais. Nesse sentido, observa-se que, quando os dados einformações não são tratados com a mesma relevância pelos diversos funcionários de umaorganização hospitalar, freqüentemente ocorrem “problemas no registro, na coleta e noprocessamento dos dados, além de deficiências em sua cobertura, integridade, veracidade econsistência e a falta de oportunidade para seu processamento” (MALAGÓN-LONDOÑO etal., 2003, p. 375). Todos esses fatores podem contribuir para a pouca confiabilidade dasinformações. 4
  5. 5. Ressalta-se, portanto, a necessidade de se utilizar um sistema de informação queproduza informações acuradas, compreensíveis, relevantes, confiáveis e úteis, que subsidiemo processo de tomada de decisões nas organizações hospitalares (MALAGÓN-LONDOÑO etal., 2003). Cumpre salientar que, para ser completo, o sistema de informações deve tambémconsiderar e organizar fluxos transversais de informações. No hospital, um exemplo seria amarcação de consultas junto aos serviços médico-técnicos (radiologia, endoscopia, consultasespecializadas etc.) tendo a finalidade de reduzir prazos, suprimir filas de espera e dispor deresultados consistentes no momento oportuno. A marcação de consultas poderia, além disso,possibilitar o tratamento prioritário dos casos mais urgentes (CASTELAR et al., 1995). O fluxo de dados e informações entre os mais diversos setores de um hospital ocorrede forma dinâmica. No que se refere à elaboração da conta hospitalar, há dependência dediversos setores do Hospital. Como é possível observar no fluxo geral de informações,apresentado na Figura 2, o setor de serviços de apoio, por exemplo, disponibiliza dados paraos setores de atendimento direto aos pacientes. Esses, por sua vez, geram informações queserão repassadas aos serviços de conferência e auditoria. Por fim, o Faturamento elabora aconta hospitalar e efetua a cobrança dos Financiadores. De forma detalhada, as etapasrepresentadas por setas na Figura 2 são descritas no Quadro 1. Setores de Serviços de Financiadores Serviços de Apoio 1 Atendimento Direto 2 Conferência e 3 Faturamento 4 (Convênios, SUS aos Pacientes Auditoria e Particulares) 8 7 6 5FIGURA 2: Fluxo geral das informações referentes à conta hospitalar. Fonte: Elaborado pelos autores. Etapa Descrição do fluxo de informações entre os setores hospitalares Os setores de apoio são responsáveis pela prestação de serviços internos como higienização, manutenção, lavanderia, fornecimento de alimentos, materiais médicos, medicamentos e equipamentos. Em geral, alguns desses setores não registram diretamente informações referentes à sua prestação de serviço na conta 1 hospitalar de cada paciente (composta por registros de diversos setores). Nesses casos, a cobrança se dá por taxas que são anexadas ao final pelo Faturamento. Outros setores de apoio, como Almoxarifado e Farmácia, têm sua cobrança realizada de forma direta, por meio de relatórios de dispensação, nos quais são discriminados os materiais médicos e medicamentos utilizados. Os setores de atendimento direto são responsáveis pelos registros relacionados à assistência realizada. Desse modo, esses setores geram os prontuários (pastas individuais), ou preenchem parte desses. No momento em que se encerra a 2 assistência ao paciente, esse prontuário deve ser encaminhado ao Faturamento. Entretanto, em alguns hospitais, o prontuário pode passar por uma pré-auditoria no próprio setor, ou ser encaminhado para outro designado à conferência detalhada dos registros. Nos casos em que existem os serviços de conferência e auditoria, após essa etapa, o prontuário é encaminhado ao Faturamento. Nesse setor, realiza-se o fechamento 3 da conta, reunindo os registros, anexando valores e apresentando, ao final, as taxas dos setores de apoio.QUADRO 1: Descrição das etapas do fluxo geral das informações referentes à conta hospitalar. Fonte:Elaborado pelos autores. 5
  6. 6. Após o fechamento da conta, essa é encaminhada aos financiadores para 4 cobrança. A conta será submetida à auditoria externa dos convênios e/ou do SUS. Para pacientes particulares, a cobrança geralmente é realizada pela Tesouraria. Se após a auditoria externa dos financiadores, a conta tiver glosas, essa será devolvida ao Faturamento para a correção dos erros. O Faturamento deverá 5 reapresentar a conta aos convênios e/ou ao SUS, para que o pagamento seja efetivado. O Faturamento pode encaminhar os prontuários com erros a serem corrigidos aos 6 setores que prestaram atendimento direto aos pacientes ou requisitar esclarecimento da pré-auditoria. Os setores de conferência e auditoria também podem requisitar esclarecimentos 7 caso sejam detectados erros cometidos pelos setores de atendimento direto no momento do registro de dados no prontuário. Os setores de apoio, por sua vez, estão sujeitos a cobranças de esclarecimentos 8 sobre os serviços prestados e os materiais fornecidos.Continuação do QUADRO 1: Descrição das etapas do fluxo geral das informações referentes à conta hospitalar.Fonte: Elaborado pelos autores.3. Metodologia de pesquisa No presente trabalho, adotou-se o estudo de caso como método de pesquisa. De acordocom Yin (2005), o estudo de caso contribui para a compreensão de fenômenosorganizacionais complexos, por meio de uma investigação ex post facto das atividades domundo real. O estudo de caso é o método de pesquisa mais recomendado em ciências sociaisaplicadas quando se deseja fazer um estudo em profundidade sobre determinado evento. A pesquisa qualitativa, de acordo com Denzin e Lincoln (2005), enfatiza a verificaçãode teorias já existentes, com a vantagem de poder investigar com profundidade o evento pormeio de entrevistas e observações in loco, e identificar variáveis que se complementam,confirmam ou contrastam. Desse modo, esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, tendo oestudo de caso como estratégia de pesquisa. Os estudos de casos foram realizados em três hospitais, situados na cidade de BeloHorizonte/MG, denominados de Hospital A, B e C. Selecionou-se como foco central o setorFaturamento desses hospitais e, a partir desse, os setores operacionais e de apoio, tais como:Farmácia, Almoxarifado, Serviço de Nutrição e Dietética (SND), Central de MaterialEsterilizado (CME), Unidades de internação, Serviço de apoio ao diagnóstico e terapêutica(SADT), Higienização, Manutenção, Lavanderia, Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC),entre outros. A fim de verificar a interação entre o setor Faturamento e os demais, realizou-seuma análise dos fluxos de informações internas dos hospitais estudados. Procurou-se observarquais os sistemas utilizados e quais informações encontram-se acessíveis, e identificar qual ofluxo do processo de faturamento das contas de cada um desses hospitais. Os dados primáriosforam obtidos a partir de visitas in loco, realizadas no primeiro semestre de 2008. As técnicas de coleta de dados utilizadas foram: pesquisa bibliográfica em livros,artigos, dissertações, teses e materiais disponíveis em sítios; observação direta não-participante, entrevistas e consulta a arquivos e documentos. As entrevistas foram a principalfonte de dados para a realização desta pesquisa, complementada pelas demais técnicas decoleta de dados. Destaca-se que a entrevista, de acordo com Flick (2004), apresenta avantagem de o entrevistado expor sua opinião, entendimento e descrever os eventos que 6
  7. 7. acontecem sobre determinado objeto em estudo pelo pesquisador. Além disso, como sugeridopor Yin (2005), foi utilizado o protocolo de pesquisa, que tem a finalidade de conduzir acoleta de dados e principalmente registrar as anotações de campo ao final de cada visita. Oautor destaca também que esse protocolo é útil e importante para conduzir e aumentar aconfiabilidade do estudo de caso.4. Resultados da pesquisa4.1 Hospital A O Hospital A é uma organização particular de grande porte. O setor Faturamento dessehospital apresenta, no quadro de funcionários, 11 profissionais, dos quais 3 são faturistas.Destaca-se que há um faturista designado para cobrir duas unidades, do quarto e do quintoandar, um específico para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e outro para neonatal.O restante dos funcionários permanece no setor Faturamento, com a função de digitação dosdados recebidos. A função exercida por esse setor é a de conferência e emissão de faturas detodo o processo logístico de contas e lançamentos, desde a entrada do paciente no hospital atésua alta. Destaca-se que, em relação a liberação do paciente, pode haver a “alta administrativa”,processada pelo Faturamento quando o paciente permanece no hospital por um longo período,sendo necessário o fracionamento do lançamento das contas em determinados intervalos detempo. Na maior parte dos convênios para os quais o Hospital A presta serviços, ofechamento administrativo é feito a cada 15 dias. Apenas para um dos convênios, ofechamento ocorre a cada 30 dias. Dessa forma, o setor Faturamento processa as contas eestabelece a relação entre o hospital, o SUS e os 98 planos de saúde conveniados, para queesses possam efetuar os reembolsos. Apenas nos casos particulares, a conta é deresponsabilidade da Tesouraria, em que a participação do Faturamento ocorre somente nadigitação dos dados pelo faturista no local onde o paciente está. O setor Faturamento tambémé responsável por grande parte das questões relacionadas à auditoria interna no Hospital A,uma vez que fiscaliza os serviços prestados pelos demais setores e audita os prontuários. Osetor Auditoria, por sua vez, é designado a auditar as glosas feitas pelos convênios. O prontuário do paciente é composto pelos documentos recebidos no setorFaturamento, quais sejam: ficha de internação; termo de admissão; evolução clínica; evoluçãoda enfermagem; além de todas as guias, todos os pedidos e todos os exames. Além disso, há olaudo técnico que valida os procedimentos. O recebimento das contas se concentra onde opaciente estiver. O hospital dispõe de faturistas no andar, nas unidades e UTI’s, os quaisrecebem e verificam as contas, e elaboram o prontuário, para depois o encaminharem aoFaturamento. O Hospital trabalha com arquivos eletrônicos, desse modo, o Faturamentoprocessa todas as contas e verifica se existe algum tipo de erro antes de enviá-las para osconvênios. As contas e demais dados são lançadas diariamente no sistema pelos faturistas.Entretanto, nos setores Fisioterapia e Laboratório, que são terceirizados, os própriosfuncionários digitam e encaminham o documento ao Faturamento. No Hospital A, os setores que mais se relacionam ao Faturamento são SAC, Farmáciae Enfermagem. O SAC gera as fichas de atendimento e faz a autorização dos procedimentos, aFarmácia dispensa os produtos registrados na conta do paciente e a Enfermagem faz aadministração e checagem da conta e materiais. Desse modo, o funcionário da Enfermagemanota os dados no prontuário, que, depois da alta do paciente, é encaminhado ao faturista, quefaz a checagem da evolução do paciente. O Faturamento exerce a conferência a partir daconfrontação dos dados em papéis e os dados disponibilizados no sistema online utilizadopelo Hospital A. 7
  8. 8. A auditoria realizada pelos convênios no Hospital A é feita por arquivo eletrônico epela auditoria in loco. Pelo arquivo eletrônico, as faturas são enviadas para os convênios paraconferência, sendo devolvidas com as considerações cabíveis. Pela auditoria in loco, faz-seuma conferência das faturas dentro do próprio hospital. Os convênios geralmente utilizam asduas formas de auditagem, sendo que a auditoria in loco viabiliza a checagem qualitativa dasatividades e, a partir do arquivo eletrônico, realiza-se a checagem quantitativa. O Faturamentodo Hospital A não trabalha com cronograma de serviços, sendo que o critério utilizado é ademanda, obedecendo-se ao prazo de entrega de cada convênio. Dessa maneira, o setorFaturamento consegue faturar, em média, 92% das contas no próprio mês. Na Figura 1, éapresentado o fluxo de informações necessárias para a elaboração da conta hospitalar doHospital A. Inicialmente, representa-se o suporte dos setores de apoio aos setores deatendimento direto aos pacientes. Com as informações fornecidas por esses setores, osfaturistas alocados em cada unidade encaminham os prontuários para o setor Faturamento, nocaso de procedimentos financiados por convênios ou SUS, ou para a Tesouraria, nos casosparticulares.FIGURA 1: Fluxo de informações no Hospital A. Fonte: Elaborado pelos autores.4.2 Hospital B O Hospital B é um hospital-maternidade privado, de médio porte e de naturezafilantrópica. O faturamento do hospital é de 97% a 98% proveniente de pagamentos feitospelo SUS. Os 2% a 3% restantes são de atendimento particular, decorrentes da realização dealguns procedimentos cirúrgicos mais simples. O hospital possui Unidade de Internação (UI),Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Pronto Atendimento (PA), Hospital-dia, Ambulatório,Bloco Cirúrgico (BC) e Obstétrico (BO), Casa de Parto e SADT. Esses setores geraminformações que são registradas nos prontuários dos pacientes, referentes à assistênciaprestada durante a permanência dos mesmos. Nos prontuários de cada paciente são registradasinformações sobre a assistência oferecida, sua evolução médica e de enfermagem, asprescrições médicas, os cuidados que a enfermagem realiza e os materiais necessários para aassistência em geral. As folhas de sala provenientes do BC e do BO e Casa de Parto, onde sãoregistrados os procedimentos, medicamentos e materiais utilizados, são anexadas aoprontuário do paciente. Por meio do prontuário, obtém-se as informações necessárias para seelaborar a conta hospitalar dos pacientes. Os setores de apoio, como o SND, CME, Higienização, Manutenção e Lavanderia nãoregistram diretamente informações referentes à sua prestação de serviço na conta hospitalar. Acobrança dessa prestação é realizada na forma de taxas que são anexadas pelo Faturamento aofinal da assistência. Os relatórios de dispensação gerados pela Farmácia, em que sãoregistrados materiais e medicamentos utilizados, também fazem parte do prontuário. Apesarde ser realizado esse registro, tal procedimento não é controlado de forma detalhada. Observa-se a dificuldade em se efetuar a cobrança de tudo o que é gasto, dado que o hospital recebe do 8
  9. 9. SUS por diagnóstico. Dessa forma, caso haja gastos adicionais de materiais ou maisprocedimentos realizados em uma assistência do que em outra, o SUS paga o mesmo valorpelo diagnóstico dessas. Sendo assim, após o encerramento da assistência ao paciente no setor, seja devido àalta hospitalar ou transferência, o prontuário é reunido para ser encaminhado ao Faturamento.Esse setor, por sua vez, finaliza a elaboração da conta hospitalar, reúne os registros, anexavalores, relaciona as taxas dos setores de apoio e, assim, encaminha ao SUS o relatório final,para que este efetue o pagamento. Em caso de erro no relatório, esse é glosado e devolvidopelo SUS ao Faturamento. Posteriormente, realiza-se a correção e a conta é apresentadanovamente ao SUS no mês seguinte para que seja efetuado o pagamento. Atualmente, o índicede glosas no Hospital B é significativamente pequeno, próximo de zero . No caso dos poucosclientes “particulares”, a conta é encaminhada à Recepção, que efetua a cobrança diretamenteao paciente. Na Figura 2, é demonstrado o fluxo de informações necessárias para a elaboraçãoda conta hospitalar do Hospital B. Esse fluxo origina-se de informações provenientes dossetores de apoio e pelos setores que prestam serviço direto aos pacientes. Essas informaçõessão transmitidas por meio de prontuários e documentos para o setor Faturamento, que emite asfaturas dos procedimentos financiados pelo SUS e, nos casos particulares, envia para aRecepção realizar a cobrança.FIGURA 2: Fluxo de informações no Hospital B. Fonte: elaborado pelos autores.4.3 Hospital C O Hospital C é uma organização privada de natureza filantrópica e de grande porte(excetua-se o atendimento de maternidade e pediatria). Nesse hospital, são atendidospacientes encaminhados pelo SUS, por diversos convênios e, também, clientes particulares.Os setores que geram os prontuários dos pacientes, como UI, CTI, PA, Ambulatório, ou partedos prontuários, como BC e SADT, são responsáveis pelos registros relacionados àassistência prestada durante a permanência do paciente. Os pacientes que passam por essessetores possuem prontuários, em que são reunidos os seguintes registros de assistência: (i)evolução médica - a equipe médica registra as avaliações do paciente e as condutas dotratamento; (ii) evolução de enfermagem - a equipe de enfermagem registra a assistênciaprestada 24 horas; (iii) prescrição médica - a equipe médica registra os medicamentos econdutas prescritos para cada paciente, geralmente, uma vez ao dia; (iv) prescrição deenfermagem - o enfermeiro responsável pelo paciente registra a prescrição de cuidados aserem realizados e de materiais necessários para o atendimento em geral; e (v) folhas de sala -utilizadas no BC e para outros procedimentos médicos ou de enfermagem, em que constam osmateriais, medicamentos e serviços utilizados na assistência peri-cirúrgica. Os setores de apoio do Hospital C, como CME, SND, Higienização, Manutenção eHotelaria não registram diretamente informações referentes à sua prestação de serviço na 9
  10. 10. conta hospitalar. A cobrança dessa prestação é realizada por taxas que são relacionadas aofinal da assistência. Alguns exemplos dessa cobrança são taxa de curativo (cobrada quando seutiliza material da CME), taxa de oxigênio (cobrada, por hora, quando o paciente recebeterapia por oxigênio suplementar), e a diária hospitalar (que inclui os serviços de alimentaçãoe hotelaria, dentre outros). Os relatórios de dispensação, em que são registrados os materiais emedicamentos utilizados na assistência ao paciente (e provenientes da Farmácia e doAlmoxarifado), são gerados nos setores que elaboram os prontuários. A equipe deenfermagem, no momento em que “checa a prescrição” (o ato de confirmar a administraçãode medicamento ou cuidado, por meio de marcação e assinatura), gera um registro eletrônicodo material e do medicamento utilizado. Esse registro é impresso e anexado às prescrições. Após o encerramento da assistência ao paciente no setor, seja devido à alta hospitalarou transferência, o prontuário é reunido para ser encaminhado ao Faturamento. Antes disso,no entanto, o prontuário passa pela pré-auditoria, realizada pelo próprio setor e é executadapor um técnico de enfermagem designado especificamente para essa função. Nesse momento,são conferidos os registros componentes do prontuário e, em caso de não-conformidades,busca-se a correção ou complementação do registro. Essa auditoria também acontece no casode “altas administrativas”, que ocorrem a cada 15 dias. Com o prontuário completo econferido, um funcionário administrativo encaminha, mediante protocolo, os documentos paraa denominada Central de Prontuários, que irá reuni-los e distribuí-los nos diferentes sub-setores do Faturamento, que é dividido de acordo com os convênios dos pacientes. OFaturamento faz o fechamento da conta hospitalar, reunindo todos os registros, anexandovalores e relacionando, ao final, as taxas dos setores de apoio. Após a auditoria externa dosconvênios de saúde e do SUS e emissão do parecer, com glosas ou não, a conta é devolvidapara o Faturamento, que posteriormente as encaminha aos convênios e ao SUS, para que osmesmos efetivem os pagamentos. Assim, no caso de clientes particulares, a auditoria nãoocorre, e a conta é encaminhada diretamente à Tesouraria, que efetua a cobrança do paciente.Na Figura 3, apresenta-se o fluxo de informações utilizadas para a elaboração da contahospitalar do Hospital C. Convênios e SUS Bloco Cirúrgico CME, SND, Auditoria Farmácia, CTI / Unidade externa Almoxarifado de Internação Central de Faturamento Prontuários PA / Higienização, Ambulatório Tesouraria manutenção, lavanderia SADT Clientes particularesFIGURA 3: Fluxo de informações no Hospital C. Fonte: elaborado pelos autores. Nesse fluxo, primeiramente, os setores de apoio geram informações do serviçoprestado aos setores de prestação de atendimento direto, que, após a alta de cada paciente,encaminha prontuário para a Central de Prontuários. Esse setor separa os prontuários porfonte de pagamento e os encaminha para o Faturamento que, após uma auditoria externa,emite as faturas para os convênios e para o SUS. As contas de pacientes particulares sãoenviandas para a Tesouraria .4.4 Análise comparativa entre os hospitais estudados A partir da análise dos resultados, percebe-se que o fluxo da informação das atividadesnos Hospitais A, B e C, de maneira geral, é semelhante. No entanto, pode-se perceber 10
  11. 11. algumas diferenças entre cada um dos sistemas de Faturamento dos Hospitais. Devido àsespecificidades de cada hospital, a transmissão das informações das demais unidades para osetor Faturamento possue algumas diferenças significativas. Nesse sentido, destaca-se que oHospital B presta serviços essencialmente ao SUS, sendo poucos os casos de pacientesparticulares. Além disso não há relação com operadoras de plano de saúde. Por outro lado, osHospitais A e C atendem pacientes do SUS, de convênios e particulares. Em comparação aosHospitais A e C, o Hospital B possui menor controle dos materiais e dos medicamentosutilizados nos procedimentos que realiza. Destaca-se que isso decorre do fato de que o SUSfaz o pagamento de acordo com o procedimento realizado, e não considera diferença nogastos por procedimento. Já nos hospitais que atendem pacientes de convênios, há anecessidade de um maior controle dos procedimentos, como nos casos dos Hospitais A e C. Assim, observa-se que esses hospitais têm um fluxo de informação mais complexo doque o Hospital B, dado o maior controle dos registros dos procedimentos. Além disso, há noHospitais A e C uma estrutura diferente de processamento da informação que chega ao setorFaturamento. Destaca-se que o Hospital A trabalha com faturistas localizados em diversasunidades, responsáveis por registrar e por recolher os documentos produzidos em cada setorque fazem parte do prontuário e, posteriormente, encaminhá-los ao setor Faturamento. OHospital C, por sua vez, não trabalha com faturistas presentes nas unidades e o Faturamento éseparado por sub-setores. Após o encerramento do atendimento ao paciente no Hospital C, oprontuário passa por uma pré-auditoria dentro do próprio setor e é enviado para a Central deProntuários. Essa central, que não existe nos demais hospitais estudados, faz o controle dosprontuários, separando-os por convênios, SUS ou particulares, para que sejam enviadosseparadamente ao Faturamento ou à Tesouraria. Finalmente, destaca-se que outra diferençaentre o Hospital B e os Hospitais A e C é a cobrança dos pacientes particulares. O Hospital B,por atender esporadicamente casos particulares, efetua a cobrança pelo próprio setorRecepção, enquanto os Hospitais A e C utilizam o setor Tesouraria especificamente para essafunção de cobrança.5. Considerações Finais O hospital apresenta-se como uma peça importante em uma organização social, umavez que é responsável por prestar à população um serviço de saúde eficiente e eficaz, tanto detratamento como de prevenção à doenças. Nesse sentido, devido ao grau de complexidade doatendimento nessas organizações, bem como à dificuldade de interação entre profissionaisespecializados em diversas funções, é necessário que haja um controle da transmissão dasinformações entre os diversos setores de uma organização hospitalar. Dados contábeis efinanceiros e sobre as atividades rotineiras de hospitais representam importância fundamentalna transmissão e na manutenção de informação para os gestores dessas organizações. A partirdesses dados, viabiliza-se, por exemplo, o cálculo do custo dos serviços prestados e pode-se,além disso, mensurar o produto hospitalar. Desse modo, é necessário buscar soluções paraproblemas que podem influenciar de forma negativa a confiabilidade das informaçõessuscitada, tais como: (i) problemas de registro, coleta e processamento de dados; (ii)deficiências na cobertura, integridade, veracidade e consistência de dados; e (iii) escassez depossibilidades de processamento de dados. Nesse contexto, os resultados desta pesquisa possibilitam concluir que, apesar de oshospitais estudados registrarem os serviços prestados de forma similar, ou seja, emitirem asfaturas a partir de prontuários, cada um apresenta singularidades na estruturação desseprocesso. Isso ocorre devido às especificidades de cada hospital, tais como fonte definanciamento e porte da organização. Dessa forma, o objetivo principal desta pesquisa, quefoi descrever e analisar os fluxos de informação de organizações hospitalares, especificamente 11
  12. 12. do setor de Faturamento, foi alcançado. Embora seja um estudo inicial, conclui-se que aanálise qualitativa apresentada nesta pesquisa pode ser utilizada como parâmetro por outrasorganizações hospitalares, principalmente para o setor Faturamento. A descrição do processode transmissão de informações dentro dessas organizações facilita o gerenciamento da grandequantidade de dados que são gerados rotineiramente, o que dinamiza as atividades e osprocessos organizacionais. A partir de informações acuradas, aprimora-se o processo detomada de decisões dos gestores, que passa a se expor a um menor número de erros. Alémdisso, facilita-se uma futura implantação de um SIG nos hospitais estudados. Por fim, destaca-se que uma limitação deste trabalho foi o fato de abranger apenasalguns setores, dando destaque ao Faturamento. Essa limitação ocorreu devido àcomplexidade do fluxo de informações hospitalares. Além disso, a carência de estudossimilares ao presente prejudicou o embasamento teórico sobre fluxo de informações,especificamente sobre as informações necessárias para a elaboração da conta hospitalar pelosetor Faturamento. Para pesquisas futuras, sugere-se a análise de outros setores, o que podecontribuir para que, no longo prazo, o fluxo de informação hospitalar seja analisado de formaunificada, contemplando todos os setores dos hospitais.ReferênciasBORBA, V. R.; LISBOA, T. C. Teoria geral de administração hospitalar: estruturação e evolução do processo degestão hospitalar. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006.CAMPOS, C. C. Um estudo das relações entre operadoras de plano de assistência à saúde e prestadoras deserviço. Dissertação (Mestrado em Engenharia – modalidade Profissionalizante). Escola de Engenharia –Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.CASTELAR, R. M. et al. Gestão hospitalar: um desafio para o hospital brasileiro. Éditions ENSP: França, 1995.COUTO, R. C.; PEDROSA, T. M. G. Hospital: gestão operacional e Sistemas de Garantia de Qualidade. MinasGerais: Medsi, 2003.DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. O. The Sage handbook of qualitative research. 3. ed. London: Sage Publications,2005.FERNANDES, L. O. Contabilidade hospitalar: custos e seus problemas. Ed. LN Padronizados HospitalaresLtda.: São Paulo, 1971.FLICK, U. Uma introdução a pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Bookman, 2004.MAIA, A. C. Seleção adversa e risco moral no sistema de saúde brasileiro. 2004. Dissertação (Mestrado emEconomia). Faculdade de Ciências Econômicas, UFMG, Belo Horizonte: 2004.MALAGÓN-LONDOÑO, G et al. Administração Hospitalar. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.MAUDONNET, R. B. et al. Administração Hospitalar. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1988.MIGUEL, D. B. T.; SILVA, D. C. Os procedimentos de auditoria adotados pelas operadoras de planos de saúdesobre as contas hospitalares. Monografia (Especialização em Auditoria Externa). Departamento de CiênciasContábeis - Faculdade de Ciências Econômicas, UFMG. Belo Horizonte, 2005.PLETSCH, E. O fluxo de Informações como Apoio à Tomada de Decisão: O caso da Central de Atendimento daTelet S.A. Dissertação (Mestrado em Administração – modalidade profissionalizante). Universidade Federal doRio Grande do Sul. Porto Alegre, 2003TURBAN, E. et al. Administração de tecnologia da informação: teoria e prática. Rio de Janeiro: EditoraCampus, 2003.YAMAMOTO, E. Gestão de processos de apoio. In: SCARPI, M. J. (org). Gestão de clínicas médicas. SãoPaulo: Futura, 2004.YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005. 12

×