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COMO TER EXITOS E SUCESSOS NOS EXAMES
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  • 1. LOUIS LONG PROFESSEUR AGRÉGÉ DE L’UNIVERSITÉ DOCTEUR ES SCIENCES - HOMME DE LETTRES DÉCROCHEZ TOUS VOS EXAMENS .. « Le génie n’est qu’un longue patience » Napoléon EDOUARD AUBANEL, ÉDITEUR, AVIGNON 1
  • 2. SOMMAIREPREMIERE PARTIE _____________________________________ 3L’ENTRAINEMENT PHYSIQUE DE L’ETUDIANT______________ 3INTRODUCTION ___________________________________________ 4CHAPITRE PREMIER _______________________________________ 8 La force, la santé et la capacité de travail _____________________ 8CHAPITRE II _____________________________________________ 12 L’alimentation de l’étudiant_______________________________ 12CHAPITRE III _____________________________________________ 25 Hygiène de l’étudiant ____________________________________ 25DEUXIEME PARTIE ____________________________________ 50L’ENTRAINEMENT MENTAL ______________________________ 50CHAPITRE PREMIER ______________________________________ 51 Développement de la volonté ______________________________ 51CHAPITRE II _____________________________________________ 68 L’ordre et la méthode ____________________________________ 68CHAPITRE III _____________________________________________ 78 Le développement de l’attention ___________________________ 78 et de la mémoire_________________________________________ 78CHAPITRE IV _____________________________________________ 97 Le développement _______________________________________ 97 de l’imagination créatrice :________________________________ 97 méthode pour faire éclore des idées_________________________ 97CHAPITRE V ____________________________________________ 112 Le bon sens____________________________________________ 112CHAPITRE VI ____________________________________________ 132 Le «trac» et la timidité __________________________________ 132TROISIEME PARTIE___________________________________ 141PREPARATION DIRECTE D’UN EXAMEN __________________ 141CHAPITRE PREMIER _____________________________________ 142 Comment organiser son plan de travail ____________________ 142CHAPITRE II ____________________________________________ 153 Préparation des différentes matières_______________________ 153CHAPITRE III ____________________________________________ 179 Face à l’examen ________________________________________ 179 2
  • 3. PREMIERE PARTIEL’ENTRAINEMENT PHYSIQUE DE L’ÉTUDIANT 3
  • 4. INTRODUCTIONPartout, des multitudes de jeunes ont à passer sous deredoutables Fourches Caudines. A deux époques de l’annéebien connues, la société se divise en deux groupes destinés àse faire face :les candidats, et les examinateurs. Si, dans telles contrées,notamment chez les Allemands et les Anglo-Saxons, lesrésultats brutaux des compétitions annuelles ou bisannuellessont amplement amendés par les notes obtenues au cours del’année, et si ces tests, assez fréquents, ne sont pas toujoursd’un niveau extrêmement élevé, l’examen français est quelquechose de dur, de solennel, d’omnipotent, de définitif.Soit, par exemple, l’Agrégation. Y réussissez- vous ? Vousvoilà arrivé au port. Plus de compétition à craindre, mais unesituation transformée, assise, qui s’améliorera à peu prèsautomatiquement, par périodes bien déterminées, jusqu l’âgede la retraite. Dans maints autres Etats, il n’en est pas ainsi.Les positions sociales s’étagent par examens fractionnés.Vous ne serez jamais au bout de votre rouleau. A n’importequel stade de votre carrière, un nouveau Concours peut vousfaire encore progresser.Un labeur tenace n’a-t-il pas le don de vous sourire? Vousvégéterez. Par contre, le « bûcheur qui, au départ, en était aumême point que vous, fera son petit bonhomme de chemin,vous laissant bien loin derrière lui.On est peut-être un peu trop tenté, dans notre pays, de tenirl’issue d’un examen pour l’arrêt de la fatalité. Aussi connaît-on 4
  • 5. le cri du coeur du recalé » : « II n’y a de la veine que pour lacanaille !... »Mais oui... un camarade peu coté a « passé ». Ce pauvre type», bien meilleur, n’est-il pas resté sur le pavé ? Celui-ci n’est-ilpas tombé sur la seule composition qu’il eût spécialementétudiée? Cet autre malin n’avait-il pas de petites notes dont ila su se servir « en douce »Nous allons tenter, au cours de cet ouvrage, de montrer quecette conception demande à être révisée. Un candidat quiVEUT et qui SAIT s’y prendre peut compter presque sûrementen lever la palme de haute lutte. Car il est des principes, trèssimples mais inflexibles, DONTDEPEND IRRESISTIBLEMENT LE SUCCES.De puissants efforts sans lendemain, feux de paille,n’atteignent pas le but. Voués à L’ECHEC, le lièvre partantcomme un trait, le roi de l’Atlas s’agitant furieusement dansses rêts ! Par contre, une activité d’apparence modeste sanspanache, mais poursuivie régulièrement finalement à desubstantiels résultat. La tortue gagne la course. Le rat délivrele lion. La grand’mère, tricotant tout l’hiver au coin du feu,présentera un jour une paire de bas de laine bien chauds. Unfruit hâtivement mûri a-t-il la saveur sucrée de la mignonnefraise des bois, tardivement arrivée à maturité ?Nous allons bien vous surprendre en vous faisant remarquerque tous ces processus très, patients qui font éclore dutangible et du solide, peuvent être considérés commeéléments fondamentaux d’une branche relativement récentedes mathématiques : le CALCUL INTEGRAL. En voici leprincipe, génial dans sa simplicité : UNE SOMME DE TRESPETITS NOMBRES, DE MINUSCULES RESULTATSEXTREMEMENT NOMBREUX N’EST PAS NEGLIGEABLE. 5
  • 6. C’est par des apports de ce genre que se font la plupart destransformations dans la nature : croissance, entre autres. Lebanquier érige sa fortune par de menus prélèvements sur lesopérations de ses clients. Celles-ci étant innombrables, il finitpar s’assurer un bénéfice substantiel. Il en est de même pourtout commerçant qui, en dernière analyse, se trouve pratiquerle calcul intégral, tout comme M. Jourdain faisait de la prose :sans le savoir.( Celui qui emploie cette méthode : travailler chaque journormalement, travailler régulièrement, travailler longtemps, ades chances véritablement exceptionnelles de maîtriser unexamen, et, plus généralement, d’atteindre n’importe quel but.Dédaigner cette peu reluisante façon de dispenser vos sueurspour procéder, aux approches de la redoutable compétition, àun labeur spectaculaire et cyclopéen, fera de vous, tout auplus, un candidat « tangent » . Pour vous et vos pareils — quisont légion — les épreuves seront UNE LOTERIE.Si un examen doit être mûri lentement comme un fruit, onpeut, à un point de vue différent, l’assimiler à un championnat.Or, comment se prépare, par exemple, un Joë Louis ou unRandolph Turpin ? Par 1’ENTRAINEMENT, suite de pratiquesminutieuses consenties chaque jour, pendant de longuessemaines, sous la direction d’un spécialiste (manager). Cetentraînement comprend une partie touchant à la physiologiegénérale : hygiène, choix de l’alimentation; une partieéducative, ayant pour but de développer harmonieusementtels groupes de muscles; enfin, une organisation techniqueamenant le boxeur à être « fin prêt » au moment de « labagarre ».Or, que fait généralement celui qui vise un examen? Il«potasse » couci-couça suivant l’inspiration, et, s’il se prépareseul, aux heures où il a le temps, et si des occupations plus 6
  • 7. importantes : lire le journal fumer une cigarette, aller aucinéma ne s’y opposent pas, il ne songe nullement às’imposer une discipline rigoureuse au moment de faire sespreuves, verra-t-il son frêle esquif ballotté sur une mer plus oumoins démontée, sans espoir sérieux d’atteindre au but qui luitau loin comme un phare.Pour songer à un examen, il faut absolument : un entraînement PHYSIQUE, qui décuple les forces, et, en particulier, réduit au minimum les risques de carence physiologique au jour J; un entraînement MENTAL, pour éduquer ses facultés et tremper son esprit de ténacité; une méthode rationnelle d’entraînement TECHNIQUE.Cet entraînement doit durer un temps variant de quelquesmois à plusieurs années.Tous les as des Concours ont attaqué ainsi la difficulté. Plusgénéralement tous ceux qui ont « percé », depuis Victor Hugojusqu’à Einstein, en passant par Edison et Vanderbilt, se sontpoussés suivant le même processus. Et, au fond, la destinéede l’homme est-elle autre chose qu’une compétitionpermanente, dont le Jury, implacable entre tous, a pour nomLA VIE? 7
  • 8. CHAPITRE PREMIERLa force, la santé et la capacité de travailPour être en mesure « d’enlever », vos examens et concours,vous devez vous montrer capable de travailler énergiquementet longtemps. Suivant une expression chère à notreprofesseur de sciences de l’Ecole Normale, les chances deréussite sont proportionnelles à la somme de travail fourni, àla quantité et à la qualité des connaissances,non ingurgitéescomme dans un repas de glouton générateur d’indigestions,mais réellement assimilées. Une robuste santé estabsolument indispensable. Vous veillerez donc de très près àmaintenir et à renforcer l’intégrité de vos organes et de leursfonctions, et à accroître progressivement vos forces jusqu’à ladate fatidique. Rien de possible sans cela. * **Celui qui se livre à des études prolongées doit, chaque année,réserver plusieurs semaines à un repos intellectuel ABSOLU— et à un repos physique relatif — combiné avec une 8
  • 9. alimentation particulièrement riche et digestible, dans le but dese refaire le système nerveux, même s’il ne se sent pasvraiment fatigué. II faut, en effet, ne pas oublier que lasensation de fatigue n’est pas un critérium très sûr. Si,invariablement, l’étudiant trouve pénibles les premièresséances de travail, correspondant à la période d’adaptation,on remarque, au contraire, qu’il n’éprouve, par un dangereuxparadoxe, aucune sensation de lassitude aux époques desurmenage intense.Illusion périlleuse...Comment l’usure physiologique n’existerait- t-elle pas?Forcément, les « cellules grises » — pour employer le langaged’Hercule Poirot — sont de plus en plus secouées par lasomme considérable de travail effectuée durant l’annéescolaire; et, de surcroît, cet état alarmant ne peut qu’êtreaggravé par les chaleurs de l’été, saison des examens parexcellence. Seulement, l’organisme est surchauffé parl’entraînement les nerfs sont sous pression ».- Si, à ce moment, l’étudiant dort peu; si, sa main étantallongée et les doigts rapprochés, ceux-ci sont affectés d’unléger tremblement, et surtout si l’auriculaire s’écarte del’annulaire si, enfin, le sujet éprouve une secoussedouloureuse à l’audition brusque d’un bruit très fort (sirène,trompe d’auto, explosion de mine), aucun doute n’est permis ily a surmenage accusé et usure dangereuse. Sous peine dedésordres graves, l’élève doit modérer sur-le-champ sonactivité. Une prostration morbide va s’abattre sur lui pendantles vacances, au bout d’une semaine de repos, alors qu’ilcommencera à se détendre. Il se sentira abattu, courbaturé, etmaigrira, en dépit d’une excellente nourriture. Au bout dequelques semaines seulement et à la faveur des journées plusfraîches de septembre, il se mettra à « récupérer ». 9
  • 10. Ce qui précède suffit à justifier largement la longueur desvacances consenties aux étudiants. * **On a beaucoup médit du travail intellectuel, relativement à sesfâcheuses répercussions surl’état de la santé. Exagération... Ce qui, à notre humble avis,s’avère véritablement néfaste, serait plutôt l’excès des sportsviolents, en vue trop souvent — circonstance aggravante —de la PERFORMANCE, auxquels il est devenu de bon ton devoir s’adonner les jeunes piliers d’Université. Que telle Facultépuisse faire état de plus de succès que telle autre en ce quiconcerne les examens de Licence, bagatelle... Mais quel’équipe de football de ses étudiants vienne de l’emporter dansun match régional : voilà un titre de gloire que, de nos jours,rien ne saurait égaler!Il y a là une source d’épuisement qui fait, hélas! monter lacourbe tracée avec autorité par le bacille de Koch. Par contre,de nombreux savants : Hippocrate, Chevreul, Fontenelle, legrand poète persan Saadi, ont atteint un âge fort avancé.C’est que le travail intellectuel régulier, par la discipline àlaquelle il soumet les leviers de l’organisme et parce qu’ilpréserve d’excitations malsaines, comporte des chances desanté de tout premier ordre.Au cours de notre passage à l’Université de Montpellier, nousavions repéré des « numéros» paresseux et — lâchons le mot— débauchés, que les maîtres remarquaient rarement àl’amphi théâtre. Nous disons à dessein « remarquaient » ,non point tant que l’apparition à éclipses de ces silhouettespeu connues fût sensationnelle par son caractère 10
  • 11. exceptionnel, mais parce que, s’il arrivait à ces amateurs des’y aventurer, c’était, vous l’avez deviné, uniquement pourtroubler le cours. Ces garçons — on le croira sans peine — nese torturaient nullement les méninges à étudier...A la rentrée de Pâques, ils se souvenaient soudain quel’année scolaire se terminait par un redoutable... test, et sedécidaient à « démarrer ». Fouettés — et pour cause — par lapeur de l’échec, ils « y allaient » alors, durant de longuesheures de jour et même de nuit, d’un formidable coup deboutoir. Les copains se regardaient stupéfaits au spectacleimprévu d’un labeur si intense de la part de fumistes » qui n’yétaient nullement entraînés; mais leur étonnement devenaitsans bornes à les voir, à cette existence d’enfer, engraisser àvue d’oeil, et présenter, à la veille du concours, tous les signesd’une santé florissante. C’est que le travail, entre autres effetssalutaires, avait l’avantage de stopper leur vie irrégulière, etleur état physique en profitait. * **En dosant ses efforts journaliers, à l’instar du championcycliste qui s’entraîne, en absorbant une nourritureconvenable, en se conformant aux règles de l’hygiènebonifiées par de récents et retentissants perfectionnements,en pratiquant quelques exercices très simples, l’étudiant, aulieu de courir, de mois en mois, à un effondrement physiqueprécurseur d’un, rendement de plus en plus médiocre, verrasa santé se raffermir, ses forces doubler, sa capacité detravail tripler, et — ce qui ne gâte rien — son entrain, sonenthousiasme pour sa préparation s’accroître de décade endécade. 11
  • 12. CHAPITRE IIL’alimentation de l’étudiantPour conserver la santé, l’accroître, et multiplier ses forces, ilfaut soigner la CELLULE. Cette cellule est rénovée,galvanisée et constamment débarrassée de ses poisons parun liquide nourricier : le SANG. Or, le ravitaillement véhiculépar le sang VIENT DE L’ALIMENTATION.L’alimentation doit fournir, dans des proportions déterminées,des substances albuminoïdes pour nourrir et réparer et desprincipes carbonés pour brûler, sous l’influence de l’oxygèneCette combustion détruit les toxines, et produit la chaleuranimale qui est une des formes de L’ENERGIE. Il faut veiller àce que des sels et des vitamines arrivent en quantitésuffisante. Une nourriture distribuée au petit bonheur, malproportionnée, insuffisante ou trop copieuse détériore ce qu’enmédecine on nomme le « terrain », et on devient vulnérableaux attaques de ces petites bêtes que Pasteur nous a appris àconnaître.On commence enfin à réaliser — après l’avoirsystématiquement et dédaigneusement ignoré pendant dessiècles, en dépit des avertissements d’Hippocrate, qui vécutcent dix ans — que (toutes les maladies sont susceptibles, 12
  • 13. avec le temps, d’être grandement améliorées, puis gué (ries,par une alimentation appropriée. C’est ce qu’a exprimé unsavant Esculape en ces termes« La meilleure de toutes les drogues, c’est une bonnealimentation. » Un autre claironnaitQuand l’estomac va, tout va; quand l’estomac ne va pas, rienne va. » Enfin, le héros d’Arcole ne proclamait-il pas : « Messoldats gagnent les batailles avec leurs jambes, et ilsmarchent avec leur estomac » * **D’une façon générale, la maladie résulte de violationsmultiples des lois de la biologie. Du reste, ne nous leurronspas : les microbes sont toujours présents autour de nous, etprêts à envahir notre organisme. Mais que peuvent-ils si notrecorps est blindé, si le TERRAIN est résistant ? Ainsichuchotait à son lit de mort— peut-être, tout de même, avecune pointe d’exagération — le grand homme qui avait sauvé lepetit Jupille de la rage : « Claude Bernard avait raison leMICROBE n’est rien; le TERRAIN est tout. »Eléments monocellulaires nocifs et virus prolifèrent seulementsur les êtres dont le sang est vicié, intoxiqué, affaibli. Or,comme le dit si bien le Dr Carton, la pureté et la vigueur dusang, des plasmas et des organes dépendent uniquement desmatériaux employés pour les constituer. Aussi importe-t-ilavant tout, pour être fort et bien portant, de suivre un régimealimentaire RATIONNEL, de respirer un air pur, suffisammentsec et ensoleillé, de se donner un exercice régulier etraisonnable et d’éliminer chaque jour, par la peau, lespoumons, les reins et les voies intestinales, les déchets de lanutrition et les toxines du corps. 13
  • 14. Ainsi, la GUERISON de toutes les maladies ne peut seproduire et persister qu’en détectant les fautes de régime etd’hygiène antérieures, et en modifiant radicalement ce régimeet cette hygiène. * **Nous sommes tout à fait d’accord avec le Dr Carton pour lacomposition moyenne d’un menu rationnel.Le petit déjeuner du matin peut comprendre d’abord uneboisson un peu excitante et tonique : le thé par la théine, lecafé par la caféine, le chocolat par la théobromine, sans lait ouavec très peu de lait. Le lait en excès en effet, peut secoaguler en un gros bloc, dans l’estomac, surtout s’il est avaléd’une seule gorgée d’où constipation opiniâtre .Mettre, dans latasse, un tiers de lait au maximum. Chez les sujets nerveux,l’absorber sous forme de lait concentré Sucré ( par exemple).Dose : trois-quarts d’une cuillerée à café diluée dans l’infusion.Ce lait-là se digère mieux que le lait frais.On prendra des aliments d’une teneur médiocre en azote,donc en albuminoïdes mais avant tout combustibles :paingrillé (le charbon jouant, dans l’organisme, le rôle d’unpuissant filtre anti-microbien, antiseptique, antiputride etabsorbant des gaz, donc par là éminemment digestif); ouencore, biscottes ou pâtisserie légère : biscuits secs ou à lacuillère, brioche .On ajoutera du beurre , frais et naturel àl’exclusion de la margarine; ou du miel ou du fromage ou de laconfiture —A ce repas matinal, il faudra toujours se garder de consommerun oeuf nature, de la viandeou du poisson, contrairement à ce que font les naturelsd’Outre-Manche. 14
  • 15. En hiver, remplacez l’infusion par une soupe aux légumes ouaux céréales (porridge ou farineou pâtes cuites à l’eau sucrée et au beurre presque sans lait). * **Sentez-vous votre estomac embarrassé pour avoir un peu tropmangé ? Le jeûne matinal, de temps à autre, sera excellent :vous vous contenterez d’un grand verre d’eau NON SUCREEElle purifie le sang et minéralise merveilleusement. Au lieu devous affaiblir à cause de la privation d’aliments plussubstantiels, cette diète vous confère paradoxalement uneeuphorie spéciale qui vous rend apte au travail intellectuel. * **Que comprend un repas midi bien combiné?1° Des aliments minéraux et riches en VITAMINE qu’il est utilede s’administrer au début comme hors-d’oeuvre : quelquesfeuilles de salades (mâche en hiver, romaine en été,pissenlitaux époques d’équinoxes, cette dernière salade étant en outrediurétique, tonique et stomachique). On y joindra des légumescrus en très petite quantité : petits pois,radis, pommes deterre, artichaut, carotte, chou et une cuillerée à café de blécuit, une pincée de sel FRAIS, un peu de beurre CRU et unepomme de terre cuite dans le four ou sous la cendre en robedes champs. 15
  • 16. 2° Un plat de résistance consistant en un aliment azotéd’origine animale : viande plutôt légère.3° Des aliments combustibles : pain De plus, en hiver un oudeux féculents : pommes de terre à discrétion ; semoules,flocons de céréales, pâtes , riz.Des corps gras : beurre naturelou huile d’olive pour la préparation des plats ( l’huile de noixserait excellente, si elle ne constipait un peu et ne rancissaitrapidement).4° Un aliment diastasé : un peu de fromage fermenté, cru oucuit : tomme de Savoie, Saint-Nectaire, Hollande, Gruyèreordinaire, Coulommiers, Bondon de Neufchâtel, Camembert.Chacun de ces mets précieux aide à la synthèse alimentairecorrecte. Tant pis pour Louis XIV que l’on sevrait de fromage,sous prétexte que ce produit était par trop vulgaire. En faireparaître sur la table du Roi-Soleil eût constitué un crime delèse-majesté5° Des aliments sucrés et vitaminés (vitamine C : fruits desaison, plus dessert sucré : confiture, miel ou pain d’épice.6° Des produits excitants pour stimuler l’appétit et favoriser lessécrétions digestives : sauces légères , sel, condimentsvégétaux, rissolement, vin coupé de beaucoup d’eau, thé,café. * **Le goûter sera extrêmement sobre : pain avec beurre ouchocolatQuant au repas du soir il comprendra : 16
  • 17. 1° Un potage peu abondant (pour éviter la distension de laparoi stomacale, les dilatations et dyspepsies atoniques avecfermentations intestinales), peu chargé en légumes, épaissiavec du vermicelle ou une pomme de terre râpée CRUE.Jamais de bouillon de viande2° Un plat de résistance azoté mais, ici, pas sous forme deviande : un oeuf nature, à la coque(très digestible ou dur avecun peu de vinaigre ou sur le plat ou sous forme d’omelette oudu fromage fermenté.3° Des aliments - combustibles à digestion facile : pain et unféculent l’été, deux l’hiver :semoules, pâtes, pommes de terre.4° Un aliment minéralisé absolument nécessaire le soir pouraider à la récupération nocturne des sels minéraux, fournir desdéchets susceptibles d’exciter les contractions péristaltiquesde l’intestin, et empêcher ainsi la constipation, cet ennemimortel de l’intellectuel et de l’étudiant : légumes verts desaison CUITS.5° Un aliment diastasé : fromage doux ou lait caillé6° Des aliments sucrés et à vitamines C : fruits de saison etdessert sucré confiture etc.). * **L’étudiant qui, le plus souvent, est un jeune homme ou unadolescent, devra faciliter sa croissance, affermir son systèmeosseux et nerveux. Nous ne saurions trop lui recommander,en automne et en hiver, de demander à son médecin s’il 17
  • 18. l’autorise à « se mettre » à l’huile de foie de morue, cepuissant accumulateur d’énergies, qui fait du corps unevéritable bouteille de Leyde. Dose : une cuillerée à soupe aurepas de midi et une au repas du soir. Ceux qui se figurent nepas supporter ce merveilleux aliment procéderont de la façonsuivante : ils dilueront l’huile dans leur premier mets et boirontde l’eau contenant du jus de citron et un peu de bicarbonatede soude Ainsi sera contrebalancé l’excès de vitamines A quipourrait donner lieu à une inflammation des muqueusesbuccale et intestinale, et prédisposer au scorbut. Du reste, ilexiste en France de nombreuses autres préparationsparfaitement tolérées et efficaces : consulter le docteur de lafamille à cet égard.En été on remplacera l’huile de foie de morue par le glycéro-phosphate de chaux granulé ou en cachets toujours aprèsavis du « toubib » familial. * **Voyons maintenant à serrer d’un peu plus près la façon dontle candidat à un examen doit adapter son régime alimentaire àses besoins particuliers.Des expériences physiologiques absolument concluantes ontprouvé depuis longtemps que l’effort intellectuel accélère ladénutrition de la cellule nerveuse, et, notamment par la suite,la perte d’acide phosphorique par les urines et la sueur. Cettefuite s’exagère-t-elle? Elle entraîne rapidement une diminutiontrès nette des facultés, qui se traduit par une fatigueconsidérable sous l’action de l’étude. Elle conduit, en passantpar l’insomnie, à des troubles neurasthéniques. De plus, letravail de l’esprit intensifie la déminéralisation, c’est-à-direl’élimination anormale de divers sels indispensables àl’organisme, notamment de la chaux et de la magnésie. Cet 18
  • 19. appauvrissement en substances inorganiques se traduit leplus souvent par des maux de dents ou des sueurs abondantese produisant de préférence la nuit : il mène droit à la névroseet à la tuberculose .Enfin, les étudiants laissent échapper uneforte proportion d’azote.Il est donc de toute nécessité, non seulement au point de vuestrict de la santé, mais encore pour maintenir l’esprit dans unétat constant de vigueur indispensable au succès des études,que l’intellectuel fasse choix d’une alimentation capable dereconstituer l’organisme d’après les indications précédentes.Compte tenu des menus types sus-mentionnés, et quis’appliquent à l’homme moyen, l’étudiant devra veiller àprendre une nourriture plus azotée que carbonée. Celle-ci,d’ailleurs, proscrira les substances lourdes : graisses, huiles,dont la digestion, déjà laborieuse chez le travailleur manuel,réclame avant tout un exercice très énergique. (Nous avonsvu plus haut les précautions à prendre pour assimiler l’huile defoie de morue). Ces aliments seront remplacés par le beurrenaturel et le sucre non travaillé (sucre coloré, miel, fruits trèssucrés, à l’exclusion du sucre blanc cristallisé industriel). * **En ce qui concerne les matières azotées ou protéines, laquestion est assez délicate. Les viandes, qui passent pour letype des ces aliments, sont en général d’une assimilationplutôt ardue pour un étudiant, qui est une personnesédentaire. Dans ces conditions, elles déposent dans l’intestindes résidus, véritables poisons (toxines) prédisposant àdiverses affections, et, avant tout, amenant très vite l’insomnieet l’entérite. Nous avons déjà retranché du régime moyen les 19
  • 20. viandes lourdes ou échauffantes : porc, gibier. Celui quiprépare un examen étant jeune et généralement doué d’unbon estomac, pourra se permettre d’user de la viande deboeuf qui est extrêmement reconstituante. Une faveurspéciale sera réservée au poisson. Outre sa parfaitedigestibilité quand il est très frais, il possède le précieuxavantage de contenir de fortes proportions de phosphore, cetaliment vital du système nerveux. * **Nous ne saurions trop insister sur ce point :Sans astreindre l’étudiant à un régime végétarien sévère,mettons-le en garde contre l’abus de la viande déjà exclue lesoir de tous les régimes.Il aura, au contraire, tout intérêt à accorder quotidiennementune place importante à alimentation azotée végétale. Pois,lentilles, fèves et même haricots (dont les effets defermentation seront « contrés » par le bicarbonate de soude etle charbon de Belloc), contiennent une plus forte proportiond’azote que la chair et seront mieux supportés, si l’on a soinde faire usage de ces légumineuses sous forme de farines,c’est-à-dire sans les peaux qui sont d’une digestion presqueimpossible. On insistera surtout sur les lentilles, quicontiennent beaucoup d’acide phosphorique et une notablequantité de fer.Noix, amandes, noisettes et noix du Brésil sont fortrecommandables à titre de dessert. Ces fruits si savoureux sedigèrent bien, en général; sous leur apparence modeste, ilssont très nourrissants, contenant — le croirait-on? — plusd’azote que la viande elle-même ! Il convient toutefois de 20
  • 21. signaler l’effet astringent des noix : elles tendent à produire dela constipation. Si l’on redoute cette incommodité, on leurpréférera les amandes, qui jouissent, au contraire, depropriétés plutôt laxatives.Soigneusement cuits, les épinards sont excellents. Outre leurvertu dépurative et légèrement purgative, très favorable entoute saison, et tout particulièrement au printemps et àl’automne, ils exercent une action reconstituante par le ferqu’ils contiennent.Les pâtes de bonne qualité sont nourrissantes et de digestionfacile. Ces aliments — ainsi que le riz — jouissent depropriétés astringentes qui en rendent l’usage précieux en été,à titre de précaution contre les diarrhées.Le pain bien cuit est recommandable, pris en quantitémodérée : deux à trois cents grammes par jour, et non unelivre et demie à deux livres, suivant l’usage blâmable desFrançais avant la « drôle de guerre ». Mais si la cuisson laisseà désirer ou s’il est absorbé en excès, il présente de gravesinconvénients. Ainsi que l’ont prouvé les travaux du Dr Ferrier,il provoque dans le tube digestif des fermentations très activesgénératrices d’acides qui dissolvent les minéraux del’organisme, dont elles entraînent une ruineuse élimination.A raison d’un à trois par jour à la coque ou incorporés àd’autres aliments, les oeufs frais (et non congelés) sontexcellents, et d’une digestion très facile. Le blanc est unesubstance albuminoïde riche en azote, et le jaune contient untonique puissant, la lécithine. Si, aux approches de l’examen,vous éprouvez le besoin de galvaniser vos forces par un peude suralimentation, vous pouvez y recourir sans danger àl’aide des oeufs. Augmentez alors la dose sus indiquée maisen évitant de consommer les blancs dont l’excès produiraitdans l’intestin des toxines extrêmement actives. 21
  • 22. Les fruits frais notamment les pommes et les fraisescontiennent de l’acide phosphorique. S’ils sont bien mûrs etnon acides, les prendre crus en petite quantité. Sinon, chasserau préalable l’acidité par la cuisson qui, il est vrai, tuemalheureusement les vitamines.Les confitures sont excellentes. Celles de rhubarbe, enparticulier, sont intéressantes par leurs propriétés laxatives.Eviter le plus possible les conserves. Même en hiver,cherchez légumes et fruits FRAIS. Malgré les plus savantesmanipulations, les conserves ne sont pas saines, à cause deleur manque de vitamines. Leur abus altère rapidement lesang, et cette altération se traduit à l’extérieur par deséruptions et de l’urticaire.Si l’abus du café — le soir en particulier — produit del’insomnie, abstraction faite de troubles possibles dans larégion du coeur, un usage modéré de cette délicieuse boissonStimule le système nerveux par la caféine qu’elle contient, etfacilite très sensiblement le labeur intellectuel. Honoré deBalzac, l’auteur de « la Comédie humaine », arrivait àtravailler ses quinze heures par jour en se « dopant » à jetcontinu de café. Bien entendu, il exagérait. Quoi qu’il en soit,le café aide beaucoup à supporter les chaleurs de l’été. Acette époque critique de l’année qui sonne le branle-bas desexamens, il est très hygiénique d’absorber, pendant et mêmeentre les repas, de l’eau contenant quelques traces de café.Le chocolat est une boisson tonique, mais un peu échauffante.Ce produit, introduit en France au XVIIe siècle par Marie-Thérèse d’Espagne, renferme, outre le beurre de cacao qui aune réelle valeur nutritive, une substance tonique pour lesnerfs que nous avons déjà nommée : 22
  • 23. la théobromine.Une expérience formelle a prouvé que l’alcool est toutparticulièrement nuisible à l’entraînement intellectuel (commele tabac, du reste, et ceci pour n’importe quel entraînementsportif)Si, de peur de passer pour une... femmelette, encore que lesexe aimable ait beaucoup évolué sous ce rapport — vous nevoulez pas vous astreindre à boire de l’eau pure, faites usage,aux repas, de vin d’excellente qualité largement coupé. Il y a,dans le vin ROUGE notamment, du tartre et du taninsubstances toniques de premier ordre, ainsi que des éthers etdes aldéhydes qui facilitent la digestion le sommeil. Onpourra, si l’on préfère, prendre de la bière copieusementadditionnée d’eau :cette boisson amère stimule l’appétit etfouette l’organisme.Enfin, il peut être utile, surtout pendant le dernier trimestre, defaire usage de comprimés de sels calciques autorisés par ledocteur, si on les supporte bien. Ces alimentssupplémentaires, au contraire, accroissent-ils la sueur ? C’estqu’ils ne sont pas complètement assimilés; l’organisme sedébarrasse par la peau de la portion non absorbable, et c’estune fatigue de plus en un bien mauvais moment... En ce cas,diminuer la dose jusqu’à disparition complète de latranspiration. * **Si nous avons insisté sur la partie alimentaire del’entraînement de l’intellectuel, c’est qu’elle présente uneimportance CAPITALE et cependant, naguère encore,combien insoupçonnée Importance telle, que nombred’illustres « hommes de l’art » comptent exclusivement sur lespuissants effets d’une nourriture rationnelle pour la guérisondes maladies chroniques (exemple frappant du traitement de 23
  • 24. la tuberculose dans les sanatoria). Importance que l’on saisira,si l’on songe que tout résultat intellectuel n’est qu’une formed’énergie transformée, et que c’est de la nutrition seule quedépend la somme d’ENERGIE se trouvant en nous (sousforme d’énergie calorifique TRANSFORMEE EN ENERGIEELECTRIQUE comme on vient de le découvrir); si l’onréfléchit que les cellules du corps sont en incessantrenouvellement (sauf les cellules nerveuses QUI NE SERENOUVELLENT JAMAIS : aussi faut-il en prendre soincomme de la prunelle de ses yeux...), et qu’il dépend du...ravitaillement individuel de remplacer toute cellule déficientepar une plus forte puisque la substance même des cellules nepeut provenir d’une autre source. Importance enfin quiapparaîtra d’une éclatante évidence si l’on aperçoit, planantsereinement bien au-dessus des raisonnements précédents,l’éternelle et majestueuse loi de la CONSERVATION DEL’ENERGIE! 24
  • 25. CHAPITRE IIIHygiène de l’étudiantLiberté... Egalité... Fraternité... Trois mots sublimes de laDéclaration des Droits de l’Homme... Au fait, le principed’EGALITE est-il une loi de nature ? Qui oserait le soutenir ?Tel enfant naît vigoureux, doté d’organes sains et forts; cetautre vient au monde débile et le restera probablement jusqu’àson dernier soupir. C’est que l’hérédité joue un rôleprépondérant dans la robusticité initiale de l’être vivant.Les astrologues proclament que le fait de voir le jour à telle outelle époque de l’année, à telle ou telle heure de la journée, aaussi sa petite influence. Longtemps, les pontifes ont fait desgorges chaudes de ces affirmations, taxées de superstitionsdues à l’ignorance et à la bêtise. Mais on a beau dire : il y ararement fumée sans feu. Se risquera-t-on, de nos jours, ànier « mordicus » toute action émanée des régions éthérées,alors que l’on commence à se douter des effets des rayonscosmiques sur l’évolution du nouveau-né?Quoi qu’il en ‘soit, les Spartiates sacrifiaient impitoyablementles déficients, les « mauvais sujets » . On les jetait à l’Eurotas,et tout était dit. C’était peut-être aller un peu vite. En effet, parl’observation stricte et persévérant des règles de l’hygiène, unindividu peut agir sur sa constitution. Tel hercule, qu’uneconfiance illimitée en sa résistance, en son invulnérabilité rendfollement imprudent, décédera prématurément, alors qu’une 25
  • 26. bacillose, astreignant sa victime à prendre de grandesprécautions, sera peut-être pour elle un brevet de longue vie... * **Qui ne connaît sur le bout du doigt les règles de l’hygiène,ânonnées dès la plus tendre enfance sur les bancs de l’école? En les mettant en pratique à la lettre, on s’assurerait les plusgrandes chances de narguer la Camarde jusqu’aux approchesde la centaine. Or, chose stupéfiante, personne, en réalité, n’acure de se plier à l’observation de ses préceptes.Le paysan, répète-t-on comme un leitmotiv, est extrêmementrobuste. La vie à la campagne ? Garantie de force, de santé,de longévité... Hum... Du moins jusqu’à ces dernières années,avant que la machine ne fût venue seconder le muscle, letravail était dur, surtout dans les terrains rocailleux. Exposé àtoutes intempéries, on était sur la brèche jusqu’à dix-huitheures par jour durant la « belle » saison ! Comment songer àla semaine de quarante heures quand les récoltes sont là,réclamant des soins de tous les instants, et doivent êtrerentrées en un clin d’oeil si un orage pointe à l’horizon !En fait, ce métier était des plus meurtriers. C’est par sélectionnaturelle que quelques-uns sont restés : debout LES FORTS !Et les autres ? Ils peuplent les cimetières.Aujourd’hui, certes, les instruments agricoles viennent vousépauler. Cependant, que de fermiers se contentent encored’une alimentation distribuée à la diable, sans aucun principescientifique; emportent au marché leurs poulets et leurs lapins,gardant pour eux un mauvais lard sans maigre, bien qu’ils ledécorent pompeusement du nom de « viande » ; vendantleurs oeufs frais et en achetant de vieux pour les consommer ; 26
  • 27. expédiant au loin leurs barriques d’excellent vin et buvant une« piquette » mal faite, acide et nuisible à la santé !Combiennégligent d’aérer leur chambre, de chauffer décemment leurmaison, et contractent une grippe « carabinée » qui les cloueau lit pour un mois chaque hiverDans les villes, n’est-ce pas encore pire ? Entassés dans destaudis, on fume, on se réfugie au café pour y commander desboissons alcooliques, si l’on ne va pas chercher desdistractions dans les lieux pires.Quel est le but de l’hygiène ? Se préserver des maladies, ettout particulièrement des affections contagieuses. Soins depropreté, choix des vêtements, disposition de l’habitation, etc.,sont de son ressort.Il faut tout d’abord avouer que, pour des rai sons de snobismemasquant des intérêts commerciaux plus ou moinsrecommandables, bien des choses entrant dans la catégoriede « ce qui se fait » ne brillent pas particulièrement par leurvaleur hygiénique— Voyez-vous souvent, dans le rayon de la cordonnerie, deschaussures s’élargissant par l’avant, pour épouser exactementla forme des pieds ? Allons donc ! ce serait anti-esthétique...Aussi, presque tous les souliers.., bottines.., sandales... etc.,s’inspirant de la mode chinoise, se terminent-ils en pointe, augrand dam des orteils, qui, comprimés, torturés, écrasés, sedéforment, se couvrent de cors et d’ampoules, et des dessousde pieds où s’épanouissent d’inextirpables durillons.Et que dire de cette mode des souliers bas, éclose vers la finde la « der des der » pour s’imposer partout depuis la « drôlede guerre ? On se fatigue plus vite à pied et à bicyclette, lacheville n’étant plus soutenue, ni, du reste, plus protégée enhiver contre les morsures du froid. 27
  • 28. - Commerçant, rencontrez-vous le «bonhomme » avec quivous avez à traiter ? Avisez-vous donc de ne pas le suivre aubar pour discuter devant deux « fines » ou deux « demis »bien tassés : vous êtes sûr de rater une occasion qui ne serenouvellera pas.- Etes-vous facteur rural? Essayez de faire fi du petit verre qui,au cours de vos tournées, vous est offert dans mainte maison.Vous offenserez de braves gens et passerez pour un goujat.Choisissez : vous confectionner un solide ulcère d’estomac,ou voir, au jour de l’an, vos étrennes vous passer sous le nez.—Vous n’êtes, il est vrai, ni commerçant ni facteur. VOUSETES ETUDIANT. Cela ne change rien. Ah ! vous ne vouslaissez pas en traîner à « vadrouiller » avec les copains? Ah !vous préférez étudier au lieu de renchérir sur leurs fredaines ?Ah ! après dîner, vous décidezde dormir vos neuf heures et de récupérer normalement desforces dont vous avez besoin,au lieu d’errer de dancing en boîte de nuit ? Vous n’êtes, auxyeux de ces messieurs, qu’un ours doublé d’un crétin ! * **L’étudiant se doit de ne pas négliger certaines précautions .Lelabeur intellectuel astreint à une existence non exempte dedangers, à un âge où il faut circuler. En particulier, il tend àproduire une atonie génératrice de graves désordresstomacaux et intestinaux Aussi faut-il veiller toutparticulièrement à manger lentement, à mâcherconsciencieusement les aliments et à faire durer au moinstrois quarts d’heures chacun des deux principaux repas. Riende funeste comme cette déplorable habitude qui s’estintroduite dans les pensionnats de bâcler déjeuner et dîner enune vingtaine de minutes. L’excuse provenant des exigences 28
  • 29. d’un emploi du temps surchargé est illusoire :on étudie moinsbien moins vite, et on assimile très mal les connaissances,pendant une digestion laborieuse.Une avalanche d’aliments ingurgités à la hâte et tombant dansl’estomac après une mastication et une insalivationinsuffisantes, impose à cet organe un labeur extrêmementpénible. A vrai dire, les élèves ont, à peu près partout,parfaitement le temps de jouer tranquillement des mandibules,mais ils sont impatients de retourner s’amuser, la durée de larécréation était sévèrement mesurée. Si, après un repas ainsiprécipité, ils se livrent par surcroît à un sport violent, ilspeuvent être certains que leur digestion va se trouver presquecomplètement entravée.Napoléon, ce génial intellectuel, ce géant du travail quiconsacrait à l’élaboration de ses vastes plans quinze heurespar jour, s’accordait à peine le temps de se sustenter. Ilregrettait les dix minutes qu’il passait à table : du temps perduà son sens... Il exigeait que tous les plats fussent apportés àla fois, avant qu’il ne se présentât.Puis, une fois assis, il allongeait fébrilement la main, et le metsle plus rapproché avait d’abord ses faveurs. Il n’était pas rarede le voir commencer par le dessert et terminer par le potage.Cette négligence — désespoir de son Esculape Corvisart luivalut un ulcère à l’estomac qui devait, en dépit de sa belleconstitution, le terrasser à l’age de cinquante-deux ans. * **Evitez tout travail intellectuel immédiatement après le repas;abstenez-vous même de tout exercice physique un peu actif. 29
  • 30. Les animaux, dont le merveilleux instinct est le plus finhygiéniste, se couchent dès qu’ils ont mangé. Attendez aumoins une heure avant de vous livrer un labeur intense de lapensée. * **Il est salutaire, au cours de la journée, de faire de fréquentespromenades sans fatigue, en pleine campagne de préférence.Au cours de l’étude, on se lèvera fréquemment de sa table detravail pour allonger ses membres engourdis. Quelquesmouvements de gymnastique très correctement exécutés, etdont chacun sera séparé du suivant par QUATRESECONDES pour faciliter la circulation dans les musclesintéressés: CECI EST TRES IMPORTANT — serontexcellents pour rectifier les positions vicieuses précautions fortsimples, dont la pratique, croyons-nous, évitera bien desmalaises. Il est vrai que les choses limpides, souvent si utiles,sont trop fréquemment celles qu’on dédaigne de faire. Il nesera donc pas superflu, pour se décider à consacrer quelquesminutes par jour à ces exercices, de prendre la peine deréfléchir, à leur importance et de se convaincre fermementque ce n’est pas là du temps niaisement gaspillé.Durant des heures d’un labeur assidu, on demeure écrasé surun bouquin. Qui ne comprendrait que la poitrine, l’estomac,l’intestin, le foie, se trouvent comprimés et se congestionnent?La circulation se ralentit dans ces organes, et les fonctionsperdent de leur activité. La désassimilation est gênée, lesdéchets sont expulsés avec moins d’énergie, les boyauxperdent de leur élasticité. Si, par suite, se produit uneconstipation tenace, - ce qui est trop fréquent — l’organismes’intoxique peu à peu. On marche vers la dyspepsie, lagastrite, l’entérite, les affections hépatiques; les poumons eux- 30
  • 31. mêmes risquent d’être atteints, surtout si l’on n’a pas soind’aérer amplement son studio. * **Vous sentez-vous fatigué? Reposez-vous AUSSITOT. Est-ceaprès une besogne d’une heure? Allongez-vous sur un lit, unechaise-longue, un fauteuil. Au besoin, restez immobile survotre chaise, les yeux clos, en vous décontractant le pluspossible et en vous efforçant de ne penser à RIEN. Cinqminutes suffiront pour vous regonfler à bloc. Après plusieursheures d’un travail ininterrompu, un quart d’heure d’un telrepos vous revigore totalement.N’ayez pas honte de vous détendre. Le repos, conséquenced’un labeur, n’a rien de commun avec la paresse. Il doit êtreconsidéré comme SACRE. Etant habituellement assidu autravail, éprouvez-vous une répugnance très nette à l’action ?Ne vous attelez pas de vive force à la tâche. La volonté d’agirnon accompagnée d’un certain PLAISIR, d’une sorte d’allant,d’euphorie, non seulement ne conduit pas à de solidesrésultats, mais risque de compromettre la santé. Demandez-vous si cette sensation de recul devant le papier blanc.., ànoircir n’est pas un avertissement salutaire qu’il serait périlleuxde mépriser... * **Car la nature ne nous prend jamais en traître : ELLEAVERTIT. Aussi convient-il d’accorder la plus grande attention 31
  • 32. aux divers désagréments qu’elle vous ménage non pour lamaudire, mais pour essayer, en pythonisses — disons, pourêtre à la page, en apprentis-sorciers— de pénétrer ce que présagent ces augures : bobos destinésà vous protéger contre des maux plus grands qui pointent àl’horizon.Ainsi, les maux de dents sont la cloche d’alarme qui, en nousdécidant à visiter le dentiste, nous permet de conserver cespetits os précieux par plombage, ou, au pire, de les faireremplacer. Nous sommes, d’autre part, informés par là qu’il seproduit en nous une inquiétante déminéralisation et invités àrenforcer notre alimentation en sels de chaux, à l’alcaliniser, età modérer notre effort.En hiver, après quelques minutes de travail intellectuel dans laposition assise, sentez- vous des bouffées de chaleur ? Vospieds se refroidissent-ils ? Votre circulation laisse à désirer etil sera prudent de vous soumettre à l’examen d’un spécialistedu coeur.Avez-vous une pesanteur dans la région supérieure del’abdomen, du côté droit? Attention à votre foie ou à votreappendice...Eprouvez-vous des fourmillements dans les membres ? dansles doigts ? Souffrez-vous de torticolis ? de diarrhéesfréquentes ? Gare à vos reins...Et que de migraines terreur de 1’étudiant— installées depuisdes mois, parfois des années céderaient comme par magie, si— au lieu supprimer stupidement, pour un temps, l’effet par unanalgésique, sans se préoccuper de cause — on se décidaitsans ambages à aller consulter un spécialiste de l’estomac oude la vue! Certaines de ces céphalgies sont dues à unfonctionnement défectueux du tube digestif, d’autres à une 32
  • 33. anomalie de l’oeil :myopie par exemple, ou différence depuissance entre les deux organes visuels. Se rend-on comptede la fatigue accumulée par un intellectuel, pour des yeuxanormaux, et, par suite, pour un nerf très important de la tête,du fait de lectures presque ininterrompues du matin au soir?Nous avons eu le plaisir de voir disparaître des migrainesanciennes de DIX ANS, chez une demi-douzaine depersonnes qui, à la suite d’une simple remarque de notre part,s’étaient rendues chez l’oculiste.Profitons de l’occasion pour noter que des yeux MEME TRESNORMAUX se fatiguent considérablement chez l’étudiant.Cette fatigue locale contribue POUR UNE GRANDE PART àla fatigue générale causée par l’étude. CE POINT CAPITALETAIT PASSE JUSQU’ICI A PEU PRES INAPERÇU. Aussin’hésitons-nous pas à recommander au candidat à UNEXAMEN de faire entrer définitivement les soins de l’oeil danssa toilette QUOTIDIENNE. Matin et soir, et après chaqueséance d’étude de plusieurs heures, massez-vous quelquesminutes le tour des paupières, et prenez un bain local (eautiède dans une oeillère) pendant une cinquantaine desecondes pour chaque oeil.• Si tout le monde doit absolument dormir cette règle estencore plus impérieuse chez l’homme d’étude.Se doute-t-on que l’insomnie est due à quelque maladie?Consulter son « toubib », faire analyser ses urines et sonsang, et passer à la radio.Dormez la fenêtre ouverte, votre chambre ayant, au préalable,été aérée à fond au cours de la journée, et la poussièreenlevée très minutieusement par un aspirateur électrique.Vous fermerez la croisée seulement pendant les gros froids, sivous prévoyez que la température doive s’abaisser au-dessous de + 7 degrés centigrades dans votre chambre. 33
  • 34. Orientez votre lit dans la direction nord-sud (tête au nord,pieds au midi). Sans qu’on ait pu encore déterminer trèsexactement le rôle du magnétisme terrestre sur l’organisme,on admet que se placer suivant les grands courants du globe(dans le SENS indiqué ci-dessus, et NON dans le sensINVERSE) favorise le repos. On l’a d’ailleurs constatéexpérimentalement.• Pour une raison analogue, celui qui travaille debout ou assisa intérêt, pour l’économie de ses forces, à se fixer le dos aunord, face au sud. Lit-il ? Il s’arrangera, en outre, de façon quela lumière lui arrive obliquement du côté gauche.•Le soir, mangez légèrement restez, comme on dit sur votreappétit. Vous aurez pris un peu de charbon de Belloc pourdésinfecter le tube digestif, puis un verre d’eau pure quirincera vos viscères — nettoyage en petit des écuriesd’Augias — tout en décongestionnant le foie et les reins.• Faites quelques exercices de gymnastique, notamment desmouvements de jambes. Vous pouvez, par exemple, pratiquerla flexion et l’extension des membres inférieurs neuf foisconsécutives, ces mouvements étant exécutés lentement etavec la plus grande perfection. Vous faciliterez ainsi lacirculation, ferez avorter tout signe congestif et expédierez lesang vers la périphérie.• Frictionnez-vous énergiquement la tête, la face et le couavec une serviette un peu rude nonmouillée, surtout si vous avez beaucoup peinéintellectuellement, pour dégager la partie supérieure du corps.Ce résultat sera renforcé si fous faites ensuite NEUF fois,dans les deux sens et très lentement, chacun des troismouvements suivants1° Faire basculer la tête de droite à gauche et de gauche àdroite autour d’un axe horizontal dirigé d’avant en arrière(prendre, en quelque sorte, des airs penchés perfectionnés). 34
  • 35. 2° Faire tourner la tête de gauche à droite et de droite àgauche autour de l’axe vertical du corps (comme si l’oncherchait à... dévisser sa tête).3° Faire mouvoir le chef de haut en bas et de bas en haut,autour d’un axe horizontal parallèle à la ligne des épaules(salutations à l’orientale, ou, si l’on veut, signes énergiquesd’approbation).• Effectuez ensuite des soins de bouche (gargarismes,lavages de dents) et prenez dans le nez une pommadelégèrement antiseptique (vaseline goménolée, par exemple).Une fois au lit, faites plusieurs mouvements consécutifd’expiration FORCEE, en visant à chasser absolument toutetrace d’air des recoins les plus exigus des alvéolespulmonaires (figurez- vous, par exemple, que vous cherchez àtirer d’un cornet à pistons une série de sons suraigus, ou quevous voulez emplir, en soufflant, un ballon d’une capacitéillimitée) ; puis exécutez quelques inspirations INTENSIVES.Mieux vaut séparer les premiers mouvements des seconds :vous réussirez ainsi les uns et les autres avec une plusgrande perfection et une fatigue sensiblement moindre.Cette technique offre le précieux avantage de renforcerinstantanément — et pour toute la durée de la nuit — lerythme de la respiration, qui tend à plonger dans le sommeilen ce qu’il constitue un véritable bercement. De plus, elleaccroît la capacité respiratoire et la masse d’air pure utiliséependant la nuit, ce qui est encore favorable au sommeil.On peut se faire ensuite une vingtaine de suggestions enrépétant : « JE SUIS SUR que je vais m’endormir. »(Voir ladeuxième partie, chapitre premier). * ** 35
  • 36. Ces procédés peuvent ne pas donner tout leur effet lespremières fois. A chaque nouvelle application, leur réussites’affirmera avec plus d’autorité.Dans les cas rebelles, on peut, durant une dizaine de minutes,se masser les épaules (ce qui n’est pas aisé), la poitrine et larégion abdominale, puis placer une main à plat sur l’estomacou sur le foie — comme le faisait probablement Napoléon —et l’y laisser. Elle se comporte comme une source de doucechaleur et accélère la digestion, ce qui porte au sommeil.En même temps, vous compterez jusqu’à MILLE de la façonsuivante : UN (et vous fermez les yeux) ; DEUX (vous lesouvrez) ; TROIS (vous les fermez); QUATRE (vous lesouvrez), et ainsi de suite, alternativement. La fatigue despaupières et le rythme de l’opération joueront le rôle d’unpuissant agent hypnotique, du reste absolument inoffensif.Vous éveillez-vous, pendant la nuit, en hiver? Recommencezles exercices précédents. Est-ce en été ? N’hésitez pas àvous lever pour vous faire une ablution à la serviette mouillée.Recouchez- vous, puis revenez aux procédés sus-indiqués.Si cela devient nécessaire, prenez, avant de vous coucher, unbain de pieds chaud puis une infusion aromatique : tilleul,camomille, ou un véritable somnifère (coquelicot). Rien deplus simple, d’ailleurs, que de demander au pharmacien unpetit flacon de potion narcotique. Mieux vaut prendre une fioleexigu : vous pourrez ainsi vous réserver de changer desoporifique, ce qui évite l’accoutumance. * **L’idéal est d’avoir une chambre exposée au sud-est. D’autrepart, se coucher sur le dos serait parfait, si ce n’était 36
  • 37. l’inconvénient du ronflement qui se produit souvent dans cetteposition. Cette posture est la seule qui ne comprime aucunorgane. Dormir du côté gauche ? Mauvais:on gène le coeur. Tenter de reposer franchement du côté droitn’est guère meilleur : on s’appuie sur le foie. On s’étendra surles deux épaules, très légèrement à droite. * **• S’il faut absolument se reposer, il est, par contre,indispensable à l’étudiant de pallier les inconvénients d’uneexistence trop sédentaire par un exercice suffisant.Il sera utile de faire le matin, au saut du lit, un quart d’heure degymnastique, et, si l’on peut, un ou deux mouvements aprèschaque heure de travail. De temps à autre, levez-vous devotre table, redressez bien la tête et faites quelques pas dansvotre studio. Cette activité intermittente rétablit fort à proposune circulation qui tend à s’engourdir, dégage les organescomprimés et permet d’éviter les hémorroïdes.Une bonne promenade à pied — appelez-la séance de «footing » si vous tenez absolument à rester dans la ligne d’uncertain snobisme sera très salutaire. Sauf contre-indicationmédicale, un peu de cyclisme, à allure modérée et en faisantles montées à pied, sera un excellent délassement. Nenégligez jamais d’aérer votre salle de travail pendant cinqminutes toutes les heures.La méthode de gymnastique naturelle, enseignée par lecommandant Hébert (qui a souventremplacé, et plus encore complété la gymnastique suédoisemoins variée et plus fastidieuse), susceptible de s’adapter àtoutes les constitutions et ne poussant pas à la perfidePERFORMANCE, à la compétition génératrice de surmenage,mérite d’être connue et employée par les intellectuelssoucieux de maintenir et de renforcer leur santé. 37
  • 38. Autant un exercice pondéré est utile, autant un sport violentnuit à l’entraînement de l’intellectuel. Tout effort physiqueexige une dépense supplémentaire d’énergie. Celle-ci,nécessairement distraite de celle consacrée à la tâcheprincipale, aura à être amplement récupérée par uneamélioration du sommeil et des fonctions de nutrition.Aussi cette consommation parasite de forces doit- elle êtretrès strictement limitée.Si vous vous, lancez inconsidérément dans un exercice brutalet prolongé, vous dissiperez une énorme quantité de calorieset d’influx nerveux, d’autant plus sensible que, par manqued’en traînement, vous serez très vite exténué. Le danger estflagrant s’il s’agit d’un sport collectif, où l’émulation dissimuletraîtreusement la fatigue, à moins que, par amour-propre, parsouci de paraître, aux yeux de la galerie, plus « costaud » quetel camarade, elle n’en fasse litière, purement et simplement.Le système nerveux, exaspéré, se tendra, donnant l’illusionque l’on est toujours frais et dispos. Mais après, quelleréaction !quelle courbature! quel anéantissement ! * **Nous ne saurions trop mettre en garde l’étudiant contrel’ABUS du jeu de football. De même que la boxe, c’est unexercice plutôt brutal, excellent sans doute pour des soldats,pour des adultes rompus aux occupations physiques, ou pourdes jeunes gens d’une robusticité très au-dessus de lamoyenne. Par contre, il ne convient guère, en général, à desadolescents dont l‘organisme est encore délicat, peu résistant,à plus forte raison quand ceux-ci sont en plein effort 38
  • 39. intellectuel. Non seulement l’usage démesuré de ce jeucontrarie sérieusement les études, mais il conduit à labacillose les sujets non spécialement taillés pour les exploitsathlétiques.Etant élève de l’Ecole Normale, j’eus la fâcheuse inspiration,durant ma préparation au Brevet Supérieur, d’entrer dans uneéquipe de football. J’y fus d’abord un « avant » médiocre. Il estvrai que par la suite, — et sans me vanter,— je fis merveille dans le rôle de demi ‘. Je m’arrangeaistoujours pour faire venir à moi le ballon avec mes pieds. Mais ln’est pas la question. Le fait est que, chaque jour, aprèsdéjeuner, de midi et quart à une heure, — on se hâtaitsottement d’expédier le déjeuner en un quart d’heure pourpouvoir jouer un peu plus longtemps avant la classe — nousnous lancions à corps perdu dans une partie extrêmementdisputée où des mêlées endiablées le disputaient àd’acrobatiques dribblings. Pendant tout le reste de la journée,je me sentais déprimé, courbaturé, moulu, les jambes lourdes,et fort mal disposé pour l’étude. * **L’intellectuel se gardera de tout effort de la pensée après lerepas du soir; tout au plus se bornera-t-il à un léger travailplutôt mécanique (copie, mise en ordre), ou, mieux, à unepromenade. Il sera bien inspiré en se couchant de bonneheure, quitte, à se lever de grand matin.Le travail matinal est très efficace. Il dormira de huit heures etdemie à neuf heures.Des bains fréquents et des douches écossaises réveilleront lavigueur de son esprit et lui pro cureront un sommeil salutaire. 39
  • 40. * **.Il est un point CAPITAL que l’étudiant doit viser avant tout :acquérir une excellente RES PIRATION Il multipliera ainsi seschances de santé. Il accroîtra ses forces par le supplémentd’oxygène qui brûlera mieux ses toxines. Par cette combustionmême, il augmentera sa chaleur animale, DONC SONENERGIE. Il galvanisera toutes ses facultés. C’est ce quesavent fort bien les fakirs hindous, — que nous vîmes àl’oeuvre lors de notre séjour de cinq années dans le Proche-Orient — et tous ceux qui se sont spécialisés dans laconcentration dela pensée tels les moines du mont Athos, en Grèce.La respiration, qui s’accomplit par les poumons, et aussi par lapeau, — ce qu’on oublie trop souvent — est une fonctiond’une exceptionnelle importance. En oxydant les poisonsorganiques et en les expulsant par la sueur, elle dépure.Respirer normalement, et pratiquer l’hygiène de la peau pardes soins de propreté, des bains, des ébats en piscine, estdéjà bien. Galvaniser l’appareil respiratoire par l’HYPER-RESPIRATION et les bains de LUMIERE et de SOLEIL, etfouetter par là les deux groupes de glandes endocrinesessentielles la glande thyroïde et les glandes surrénales,décuple la vitalité et confère un véritable rajeunissement. * ** 40
  • 41. L’hyper-respiration, particulièrement précieuse chez lessédentaires et les constipés donc chez l’immense majorité desétudiants, consiste en une notable AMPLIFICATION desmouvements respiratoires. On sentira tout de suite l’effetd’une telle exagération, si l’on songe que la capacité moyennedes poumons d’un adulte est d’environ trois litres, alors qu’uneinspiration normale n’amène qu’un demi-litre d’air dans lacage thoracique !Maintes fois recommandés par des hygiénistes, les exercicesrespiratoires ont été souvent tentés, mais cela n’a jamaispris... Pourquoi ?Eh... mon Dieu! c’est bien simple. Quoi de plus ridicule que derespirer artificiellement ? L’allure n’y est pas : de quoi a-t-onl’air ? On se fait l’effet d’un pendu qui va trépasser, d’unsoufflet de forge troué, d’un asthmatique qui suffoque, d’unecarpe qui vient de sortir de son élément. Et l’on a l’impressionde perdre son temps. De surcroît, ces mouvements sontindiqués comme tout à fait accessoires, se greffant à la diablesur des exercices de bras. On se résigne donc à les esquissercomme des actes de gymnastique. A ce titre, on ne tarde pasà les trouver puérils, et d’un fastidieux ! Enfin, quoi de pluséreintant que de faire suivre immédiatement une inspirationtrès poussée d’une expiration désespérément longueNous conseillons de SEPARER les expirations forcées desinspirations amplifiées. Ainsi, chacun de ces mouvementssera fait avec plus de profondeur, plus de fini, plus de brio, etl’effet obtenu s’en ressentira. Il est d’ailleurs inutile d’yconsacrer un temps spécial, à distraire de quelque occupationimportante.On effectuera ces exercices à chaque sortie, dans la rue, surla route ou en plein champ, en continuant à marcher auralenti, à raison de trois expirations forcées suivies de trois 41
  • 42. inspirations très amples. A la fin de la journée, on se trouveraavoir effectué, presque sans s’en être aperçu, une soixantainede mouvements respiratoires extrêmement efficaces.Ressentez- vous, au bout de quelques jours, un peu defatigue dans les poumons ? Cessez pendant une semaine,quitte à recommencer ensuite prudemment, et, au début, avecmoins d’intensité.Vous ne tarderez pas à vous sentir plus alerte, plus léger, plusjeune, plus vigoureux. Vous aurez envie de chanter, et serezstupéfait d’en tendre sortir de votre gorge des sons puissants,prolongés, que vous ne vous seriez jamais cru capabled’émettre avec cette intensité et cette virtuosité. Vous allezvous sentir des ailes, éprouver LA JOIE DE VIVRE. Votreappétit augmentera. Sans manger davantage, votre poids vas’accroître, faisant mentir le proverbe : « On ne vit pas de l’airdu temps... »C’est qu’en effet vous avez ainsi trouvé le moyen de doubler...de tripler la masse d’oxygène qui vient imprégner vospoumons, d’où digestion plus active, assimilation plus parfaite,combustion plus complète des résidus. En outre, cette hyper-respiration stimule les fonctions du foie (la sécrétion biliaire enparticulier), celles de l’intestin et des reins. De plus, elle animela glande thyroïde, et ceci présente une importanceexceptionnelle comme nous le verrons au chapitre VI de ladeuxième partie. * **• Les bains de soleil et de lumière activent les glandessurrénales, et, par suite, exercent une 42
  • 43. action tonique, en particulier, sur le COEUR. Aussi nesaurions-nous trop vous recommander, dès la sortie de l’hiveret dès que la température de la chambre à coucher ou ducabinet de toilette (à chauffer, s’il le faut, avec un poêle àpétrole, qui donne à peu près instantanément la températurevoulue), approche de 15°, de faire vos ablutions et votregymnastique dans le plus simple appareil. Habitez-vous lacampagne .Travaillez ou promenez-vous en manches dechemise, de façon à profiter le plus possible des bienfaits dusoleil. Encore ne soufflons-nous mot des plages où ces curesde lumière et de soleil sont si pratiques.Toutefois, nous ne saurions prendre la responsabilité deconseiller l’exposition de la peau nue aux ardeurs de Phébus,surtout au voisinage de la canicule. A cet égard, nouslaisserons la parole à votre médecin. Il a été reconnu que denombreuses soi-disant « cures » de soleil, faitesimprudemment, — et moins par souci de santé que poursacrifier au dieu Snob en vue d’un brunissement de peau à lamode — ont réveillé ou même fait éclore des lésionspulmonaires.Les rayons solaires traversent les vêtements, mais plus oumoins suivant la couleur de ceux-ci. Portez des habits clairs,presque blancs, surtout si vous avez le coeur un peu fragile.S’habiller en noir équivaut, toutes proportions gardées, àhabiter une cave... * **II est certaines incommodités ou affections particulièrementfâcheuses chez l’étudiant. 43
  • 44. Nous ne citerons que pour mémoire la « grande faucheuse » :la tuberculose (puisqu’il faut l’appeler par son nom) qui faittant de ravages dans l ‘université. N’insistons pas: la sociétécommence à s’organiser pour dépister la terrible maladie, etse colleter avec elle. Les étudiants ont leurs sanatoria. Notonsseulement que beaucoup d’entre eux prennent le mal ennégligeant de s’aérer, ou en respirant les poussières de leurmachine à écrire, poussières aussi meurtrières, quoiqueinvisibles, que les avions porteurs de bombe H. Ici, lesexplosifs atomiques sont les bacilles de Koch ! * **Incommodité trop fréquente et souvent préjudiciable à l’oraldes examens : une mauvaise odeur. Elle peut avoir plusieurscauses. Vient-elle de la sueur des pieds ou des aisselles ?User de bains saltratés. Le plus souvent, la bouche ou le nezen sont les responsables. Voir, en ce cas, si l’on n’a pas dedent cariée. La cause peut encore être une sinusite ou unedigestion défectueuse .S’attaquer à la cause. De toute façon,pallier, en attendant mieux, toute odeur buccale suspecte parde fréquents gargarismes d’eau tiède contenant dubicarbonate de soude (qui neutralisera les acides putrides) etdu charbon médical en poudre l’un des plus efficacesdésodorisants connus. * . **Plus que quiconque peut-être, l’étudiant est sujet à desindispositions sérieuses dues au froid 44
  • 45. dont certaines peuvent devenir chroniques. Il devra doncs’entraîner à faire front au général Hiver, en aérant bien sachambre et en dormant la fenêtre ouverte ou entr’ouverte, —sans être au passage d’un courant d’air — tant que latempérature le permet. Chaque matin, il prendra son tub ouson ablution à la serviette mouillée à l’eau FROIDE, et sefrictionnera avec un gant de crin un peu rude, ou une brosselondonienne à manche .De temps à autre, il saupoudrera desaltrate Rodell le linge humide avec lequel il se frotte:l’oxygène ainsi dégagé débouchera ses pores dix fois mieuxque le savon.Prend-il aisément des coryzas ? Tousse-t-il facilementpendant la mauvaise saison ?Croit-il avoir contracté unesinusite ? Est-il sujet à la dyspnée à des attaques d’asthme?Qu’il essaie donc une cure d’un médicament anglais trèsrenommé, le MENDACO. N’en prendre que la moitié de ladose indiquée, et boire, chaque jour, entre les repas, sixgrands verres d’eau pour éliminer la plupart des toxines parvoie rénale. Ce médicament présente un inconvénient : il tendà constiper. Pendant son usage, manger de la confiture derhubarbe, des pruneaux et de la salade de pissenlit. Si cela nesuffit pas, consulter, bien entendu, un spécialiste. * **L’abus des jeux violents en plein air (boxe, football) amenantfréquemment de la transpiration , nombre d’étudiants seplaignent de rhumatismes. Il faut alors s’occuper de son foie etboire matin et soir un grand verre d’eau. Y joindre untraitement, non au CORTISONE, produit récemment porté auxnues par la grande presse en réalité, remède de cheval, très 45
  • 46. mal connu, qui a souvent produit des accidents par foisMORTELS, mais au DOLCIN. Ce produit, qui a déjà fait sespreuves et n’irrite aucun organe, est très efficace dans descas invétérés et même désespérés, ce qui ne veut pas diredans TOUS les cas. En tout état de cause, le DOLCIN esttoujours inoffensif. Boire encore, pendant la cure, six grandsverres d’eau chaque jour. * **Boxe, football, lutte gréco-romaine avec ses prisesredoutables, judo, catch et ses coups trop souvent..,hétérodoxes, donnent le jour à de nombreuses HERNIESchez les étudiants. Evidemment, ils peuvent se faire opérer; etmême, s’ils sont sous les drapeaux, on les allonge sur lebillard sans leur demander leur avis ! A coup sûr, mieux vautjouer à la statue sous le scalpel à la fleur de l’âge qu’à quatre-vingts ans.Mais enfin, si vous êtes en train de « potasser » un examen,cela peut s’appeler une tuile... Allez vous sacrifier peut-être unan en vous laissant immobiliser pendant un mois ou deux, à lasuite d’une... .intervention ? Mieux vaut prendre la tangente,du moins momentanément, sauf, bien entendu, en cas dehernie étranglée. On recherchera une bonne ceinture.S’adresser à la maison britannique : BEASLEY’S LIMITED,Beasley House, à Boscombe, BOURNEMOUTH (Hampshire),qui, du reste, a des agences partout en Grande-Bretagne etdes succursales dans diverses capitales. Ses ceintures,quenous avons portées nous-même, sont peut-être, à l’heureactuelle, les meilleures qui existent. Très douces, ne sedéplaçant jamais, et, par suite, ne donnant pas lieu à des 46
  • 47. écorchures ou à des infections, formées d’une double lanièreen caoutchouc, elles se signalent par leur pelote, qui se gonfleavec une petite pompe comme un pneu de bicyclette.De multiples hernies, au début, surtout chez les jeunes, sesont complètement, radicalement,presque miraculeusement guéries sans opération, par le portde ce bandage. Du reste, avec cette ceinture, on peut seremettre à des occupations musculaires (jardinage, cyclisme,etc.), que la hernie soit curable ou non. L’élasticité ducaoutchouc s’usant rapidement, il est sage d’en changerchaque année. Toutefois, si on soigne bien sa ceinture, ellepeut durer dix-huit mois, et jusqu’à deux ans. * **Maints étudiants, en hiver, et parfois dès le début del’automne, ont des... engelures Combien gênantes pourl’étude, ces démangeaisons extrêmement désagréables quivous portent particulièrement sur les nerfs ! Sans compter ladifficulté d’écrire, si elles s’égarent sur la main droite, ce quiarrive presque toujours... Il faut à tout prix éloigner ce petitfléau.Une engelure est un véritable GEL de la peau. La causeimmédiate semble être un trouble circulatoire. On en a faitlongtemps une manifestation d’anémie. On les attribue plutôtaujourd’hui à une carence de vitamines D. Leur remède estencore inconnu et ferait un splendide sujet de Thèse... 47
  • 48. Pour les prévenir, on usera de l’huile de foie de morue, encorrigeant son trop considérable apport de vitamines A par dujus de citron ou d’orange, auquel on ajoutera un peu debicarbonate de soude. Plus efficace peut-être est, soit leSTEROGYL 15 français, soit l’OSTOCALCIUM britannique, encomprimés, qui vaut encore mieux. On se lavera fréquemmentpieds et mains è l’eau saltratée, et l’on aura soin de lesessuyer bien complètement : problème ardu en hiver, à ne passous-estimer. Matin et soir, on massera vigoureusement lesARTICULATIONS des membres supérieurs et inférieurs. Onveillera à ce que les bas soient très secs et BIEN AERES.Pour faciliter la réalisation de cette double condition, onchangera de chaussettes chaque fois qu’on sort, et enrentrant. On se frottera les mains avec de l’huile d’olive, — ou,à défaut, avec de la vaseline pure — et on ne sortira jamaissans gants. * **L’étudiant digne de ce nom, vrai « rond-de-cuir », est uneproie toute désignée pour les insupportables hémorroïdesavec leurs démangeaisons dans une zone qui n’a pasl’habitude de nommer. Le moyen le plus simple de les prévenirest d’éviter la constipation, et de veiller à une propreté localeABSOLUE. Dès qu’on n terminé une selle, se laver l’anusavec un petit bout de coton hydrophile trempé dans l’eau,s’essuyer avec du papier hygiénique, puis frotter l’extrémité durectum avec le doigt enduit d’un peu d’huile d’olive. Sécheralors suffisamment pour que ce corps gras ne tache pas lelinge ultérieurement. Une à deux fois par semaine, prendre unbain de siège. On pourra aussi faire un usage interne etexterne d’extraits de marrons. 48
  • 49. * **Nous ne saurions clore cet important chapitre sans signaler àl’étudiant une pratique très simple, mais à laquelle — tel l’oeufde Colomb — PERSONNE NE SONGEAIT. Cependant, cettepratique, qui ne fait pas perdre une minute, ne coûte pas uncentime, a pour résultat de doubler la robusticité, de tripler lesforces, de quadrupler la capacité de travail intellectuel, et, endéfinitive, de DECUPLER les CHANCES DE SUCCES ATOUS LES EXAMENS. C’est le massage, TRES LENT etTRES VIGOUREUX de TOUTES LES ARTICULATIONS ducorps auquel nous avons déjà fait allusion.D’une circulation parfaite dépend l’harmonie des fonctions. Or,il est des parties déterminées où la circulation est TRESGENEE : ce sont LES ARTICULATIONS. Rétablissez cettecirculation dans ces zones : le sang est lancé plus aisémentdans les régions les plus reculées, le coeur, par surcroît setrouve soulagé. On aura soin de masser plus soigneusementencore le COU (pour que le sang irrigue la tête et le cerveausans difficulté), ainsi que le secteur du NŒUD VITAL.Ces exercices se feront au lit : avant de s’en dormir, et, lematin, au réveil. Chacun d’eux prend une quinzaine deminutes. – 49
  • 50. DEUXIEME PARTIEL’ENTRAINEMENT MENTAL 50
  • 51. CHAPITRE PREMIERDéveloppement de la volontéPenchez-vous sur les biographies de tous ceux qui ont réussidans la vie, qui ont « percé » : vous verrez que tous, sansexception, étaient doués d’une forte personnalité, d’une fermevolonté. Donc, vous ferez à peu près CE QUE VOUSVOUDREZ, et, en particulier, VOUSREUSSIREZ A VOS EXAMENS, si vous développez votre« moi » , si vous devenez capable de prendre d’énergiquesdécisions, d’accroître votre intelligence, de régler votreimagination.Les facultés — de même que les aptitudes physiques— sont,il est vrai, distribuées au gré d’une nature fantasque. Desesprits chagrins ont pu voir là le symbole de l’inégalité, del’iniquité.Mais, il est prouvé, heureusement, que nos dispositionsnaturelles, si embryonnaires soient-elles,sont susceptibles dese développer, de s’améliorer considérablement par unegymnastique méthodique et persévérante. Vous ne devez riennégliger pour atteindre à ce résultat CAPITAL.Enseignant les mathématiques au collège de ChâtellerauIt,nous remarquâmes, au début d’une année scolaire, un nouvelélève déjà âgé qui, à la suite d’on ne sait quelles vicissitudes, 51
  • 52. était venu échouer dans notre classe d’Elémentaires. Il avaitplusieurs fois affronté en vain les épreuves de la deuxièmepartie du Baccalauréat. Nous eûmes une peine inouïe àobtenir de lui des réponses autres que des monosyllabes.Tout de même, à force de le cuisiner, nous finîmes par voirclair, et fûmes surpris de la somme de connaissances qu’ilpossédait réellement: elles étaient en lui, mais n’en sortaientjamais.Lui posait-on une question? Il avait immédiatementl’impression qu’il savait. L’ensemble de la réponse seprésentait à son esprit, et il se bornait, en une sténographieorale, à la résumer en un quart de phrase, comme à regret.Les devoirs étaient compris; mais la rédaction en était trèsabrégée, et la tenue matérielle absolument négligée.« D’après votre culture, lui fîmes-nous observer, vous devezréussir. Vous ne manquez que de confiance en vous. Devantl’examinateur, pensez avec netteté à l’explication à fournir,puis donnez-la résolument, complètement, d’une voix forte,assurée, en articulant bien les syllabes, en exprimantclairement votre pensée, en parlant le plus que vous pourrez,en prenant physiquement le plus de peine possible. Dans voscopies, exprimez vos idées A FOND, faites desdémonstrations parachevées. Que votre écriture soit lisible,bien formée; exécutez soigneusement, à la règle et aucompas, des figures géométriques de grandes dimensions,avec des lettres absolument calligraphiées, et bien en vue. Sivous suivez scrupuleusement ces directives, nous vousgarantissons le succès. » Nous fûmes assez heureux pour luiinspirer confiance. II observa docilement nos conseils, et, à lafin du troisième trimestre, se vit conférer le grade de bachelier. * ** 52
  • 53. Etes-vous décidé à entreprendre le développement de votrepersonnalité, en vue de REUSSIR A TOUS VOS EXAMENS ?Alors astreignez-vous à accomplir avec un soin méticuleux lesactes même les plus ordinaires de l’existence.Soyez toujours propre, bien mis. Votre dignité va s’enaccroître. Disposez tout avec le plus grand soin dans votrestudio.Venez-vous de décider une chose? Si insignifiante soit-elle,passez immédiatement à l’acte correspondant, sans arrière-pensée, sans regret. Accomplissez -1e vite et bien. Gardez-vous des mouvements physiques que réclame cetteexécution.Effectuez-en, au contraire, sans restriction, la partie purementconcrète. Ai-je besoin d’un livre se trouvant à un mètrecinquante de ma main? Au lieu d’allonger désespérément lebras d’un geste languissant et en bâillant à me décrocher lamâchoire, je me lèverai carrément, et irai prendre l’objet là oùil est.Une idée se forme-t-elle dans votre cerveau? Si elle est futile,chassez cette importune illico. Présente-t-elle de l’intérêt?Accordez-lui toute votre attention. Ne la laissez pas se mêler àdes bribes d’autres concepts plus ou moins brumeux pouvanttraîner dans votre encéphale.Donnez-lui la plus grande netteté possible; évertuez-vous à laprésenter sous une forme matérielle.A première vue, ces moyens semblent puérils. En réalité, ilsconstituent une gymnastique quotidienne féconde.L’expérience prouve que cet entraînement à la précision, à lanetteté, dans les actes les plus usuels et dans la conceptiondes idées, développe la personnalité d’une façon surprenante.On arrive très penser plus aisément et avec plus d’intensité; 53
  • 54. 1a volonté augmente, et, chose curieuse, il en est de mêmede l’intelligence On pige plus vite, les idées éclosent en plusgrand nombre, l’imagination s’enrichit et la mémoire s’accroît àun degré insoupçonné.Un essai d’une huitaine de jours suffit à donner des résultatsparfaitement tangibles.Indépendamment de la conscience psychologique de l’individu, existe ce que, dans « La Poupée sanglante » , GastonLeroux appelait le « gouffre intérieur ». On désigne ceci, engénéral, par « subconscience » ou « inconscience ».C’est une sorte de conscience très vague, qu’à l’état normalnous ignorons profondément, mais dont l’importanceprimordiale est mise en relief, d’une manière éclatante, dansdes cas pathologiques troublants relevant de l’étude del’hypnotisme et du somnambulisme, où elle apparaît sous laforme des phénomènes du dédoublement de la personnalité.Le cadre de cet ouvrage essentiellement pratique ne sauraitnous permettre de nous appesantir sur ces faits. Mais il estune catégorie d’actes, très fréquents, parfaitement équilibrés,qui dépendent exclusivement cette seconde conscience lesactes HABITUELS. **La subconscience joue un rôle considérable dans la viephysique. Elle exerce une influence non seulement sur l’étatdu système mais sur le fonctionnement des organes.Etroitement liée à votre santé et au développement de vosfacultés mentales, elle va être d’une importance VITALErelativement A VOS EXAMENS. 54
  • 55. Or, cette subconscience est très impressionnable. Si nousvoulons fortement une chose, elle agit énergiquement sur1’organisme pour l’adapter à l’accomplissement de notrevolonté Croyons-nous que nous sommes, ou allons êtremalade? Elle enlève aux cellules leur faculté de résistance.Ceci explique le redoutable danger des épidémies que de cas,consécutifs à la peur d’être atteint, ne se déclareraient pas sile sujet était persuadé qu’il est invulnérable ! Pourquoi lesmédecins soignant des maladies contagieuses résistent-ils sibien? Est-ce seulement à cause des soins dont ilss’entourent? Ce n’est pas sûr : les précautions les plusminutieuses sont trop souvent impuissantes à empêcherl’invasion, déclarée ou larvée, de notre corps par l’ennemisubtil, microbe ou virus filtrant. Ne serait-ce pas aussi, peut-être, parce qu’ils sont convaincus qu’ils ne contracteront, pasle mal ?Quelles conséquences allez-vous tirer de là, candidats? Que,pour REUSSIR, il faut d’abordCROIRE que vous réussirez. * **La volonté, l’imagination, la foi, l’émotion exercent sur lesubconscient une indéniable influence qu’il va être précieuxd’utiliser pour votre éducation, à l’aide des méthodes d’AUTOSUGGESTION, extrêmement efficaces en ce qui concerne ledéveloppement de votre personnalité.La SUGGESTION est une IDEE imposée avec force à un ouplusieurs sujets par une personne douée d’une ferme volonté.Cette idée, par l’emprise qu’elle exerce sur le subconscientdes gens influencés, provoque des actes et même desphénomènes physiologiques ordonnés par l’opérateur. 55
  • 56. Un sujet suggestionné boit, avec toutes les marques d’uneexquise délectation, un verre à liqueur d’huile de ricin qu’ilprend pour du madère.On vient de vous placer un vésicatoire sur le bras , suggère-t-on à un autre. Immédiatement, l’endroit désigné rougitviolemment. Le subconscient a été impressionné et acommandé à l’organisme de se comporter comme si le révulsifavait été réellement appliqué.Il serait tout à fait erroné de croire qu’une suggestion nepuisse être efficace que pendant lesommeil hypnotique, dans l’état d’ « hypnose », comme on diten langage médical. Chaque fois que nous cherchons àpersuader quelqu’un, nous visons à lui imposer dessuggestions, d’une manière plus ou moins consciente. C’estpar suggestion que le maître agit sur ses élèves, l’orateur oule prédicateur sur les foules.Or, voici une chose tout à fait merveilleuse dans ce champ :nous pouvons nous faire ANOUS-MEME des suggestions ! Celles-ci, dans ce cas,prennent le nom d’AUTOSUGGESTIONS.Celui qui, après réflexion, s’est fixé un but, et, chaque jour, sedit avec force : « Je VEUX réussir et je réussirai », se fait desautosuggestions. II développe en lui une force croissante, unerésistance de plus en plus marquée aux obstaclessusceptibles de se dresser sous ses pas.Toutefois, il existe au point de vue des résultats, unedifférence considérable entre une autosuggestion « grossomodo » telle que la précédente et une autosuggestioneffectuée suivant une technique consommée. Celle-ci,s’imprimant dans le cerveau d’une façon presque ineffaçable, 56
  • 57. va vous permettre d’accroître en un temps éclair toutes vosfacultés et de corriger de graves défauts.Aussi n’hésitons-nous pas à recommander l’autosuggestionsous cette forme, que nous appellerons la forme A. S’abstenirde l’emploi de cette méthode (du reste absolumentinoffensive), ainsi que les formes B et C, que nous verrons unpeu plus loin) serait, croyons-nous, se priver sciemment d’unprécieux moyen de perfectionnement et d’un merveilleuxauxiliaire DANS LA PREPARATION D’UN CONCOURS.Voulez-vous vous faire une autosuggestion efficace sous laforme A? Isolez-vous, dans une pièce à moitié obscure depréférence. Placez- vous d’abord dans un état passif ,réalisant par là, comme on dit, la « détente des nerfs » qui,déjà, présente l’avantage de reposer très vite le sujet. Unebrève promenade au grand air, sans fatigue, l’aura facilitée.Asseyez-vous sur une chaise, bien adossé, puis laissez-vousaller de tout votre poids, comme si vous faisiez le mort, en nepensant à rien. Dès que vous sentez de la lourdeur dans lesmuscles, soulevez le brasgauche avec la main droite, à titre de vérification. Puis lâchez-le brusquement. Retombe-t-il inerte ? Le résultat est atteint.Sinon, recommencez.Ce point obtenu, réalisez le vide dans votre esprit en fermantles yeux et en obturant, au besoin, les oreilles avec de l’ouatehumectée, pour ne pas être distrait par les perceptionsextérieures. Demeurez quelques minutes immobile, le cerveauvide vous écartez ainsi toute idée parasite, qui gênerait celleque vous voulez implanter d’une façon toute-puissante dans lechamp de votre conscience. De plus, vous accordez par là àvotre esprit un repos complet indispensable avant la fatiguenerveuse qui va accompagner la suggestion. Cette opérationpré liminaire est extrêmement importante; en dépit desapparences, elle est DIFFICILE. Ce n’est qu’après un certain 57
  • 58. entraînement qu’on peut réussir à se libérer de toute idéepréalable.Alors, vous introduisez avec force 1’IDEE faisant l’objet del’autosuggestion Cette idée doit être UNIQUE, CLAIRE,NETTE. Exemple : « Je ne veux plus être timide! , Il fautvouloir fermement ce que l’on se suggère, et s’efforcer decroire qu’on réussira. Ce dernier point triple l’efficacité del’opération. Vous prononcerez haute voix, à plusieurs reprisesla phrase correspondante, en vous écoutant parler, de façon àprofiter, pour l’effet à obtenir, des éléments MOTEUR etAUDITIF.Après une volition énergique, demeurez quelques secondesdans un repos mental absolu. Puis recommencez une dizainede fois. Vous terminerez en maintenant pendant cinq minutesle champ de votre conscience absolument vide. * **Une telle séance d’autosuggestion exécutée matin et soirdurant une dizaine de jours produit des résultats déjàpalpables. En quelques mois, vous atténuerez, puis guérirezun défaut, même purement physique (tic de la face parexemple) ou développerez une faculté (mémoire, etc.) à undegré absolument remarquable.Indépendamment des effets surprenants de cette méthode surles diverses facultés, toute autosuggestion de forme A, quelqu’en soit l’objet, contribue d’une façon prodigieuse audéveloppement de la VOLONTE, si nécessaire, en particulier,A LA PREPARATION D’UN EXAMEN. 58
  • 59. * **Il est une loi psychologique très importante, déduite del’expérience : TOUT SUCCES RENFORCE LA VOLONTE;TOUT ECHEC L’AMOINDRIT.Tel étudiant, qui vient d’obtenir son Diplôme de Licencié, selance immédiatement, plein d’ardeur, à la poursuite de ce butpourtant ardu qu’est l’Agrégation, n’ayant cure de la fatiguetrès réelle que vient de lui causer la conquête de sescertificats enlevés de haute lutte. Cet autre, découragé pardes échecs répétés, n’aura jamais assez de cran pour tenterde décrocher plus modestement le Bac. * **« A vaincre sans péril, pontifiait Don Gormas dans le Cid deCorneille, on triomphe sans gloire. » Vraiment? Vaut-il pasmieux gagner sa bataille sans « panache » que, pot de terre,se heurter à un pot de fer et se briser? «Ce n’est pas lesuccès qui importe mais l’effort , nasillera quelque pédagogueimpénitent. Il vous la baille belle, candidates et candidats !Est-il seulement logique avec lui-même ? N’a-t-il pas, le bonapôtre, fait effort lui-même et REUSSI à de nombreux etdifficiles examens? Laissant aux fervents du paradoxe le loisirde remâcher cette formule comme du chewing-gum, suivonsplutôt la tactique de la vieille Albion : « NE PAS PRENDRE DERISQUES. »Oui, Mesdemoiselles et Messieurs, vous devez vous arrangerpour REUSSIR PARTOUT A TOUT PRIX. Déduisonsimmédiatement de là un moyen très simple de se forger, peu àpeu, une volonté d’airain se créer de petits buts artificiels, de 59
  • 60. menus Marengo à remporter. Faites d’une pierre deux coupsen dirigeant votre choix de manière que ces victoires soientdirectement utiles. Avez-vous horreur des douches, quicependant raffermissent votre santé en facilitant votre travailintellectuel ? Obligez-vous à en prendre de temps à autre.L’étude de l’anglais vous.., rase? Consacrez-y un quartd’heure de plus chaque jour! * **Nous ne saurions trop le répéter : concentrez- vous,entraînez-vous à tout subordonner à une idée fixe, autour delaquelle s’orientera votre activité, comme une étoile dirige lesystème d’astres, planètes et satellites, qui gravitent autourd’elle. Qui sait concentrer sa pensée a en lui l’étoffe d’unsurhomme : tels furent Leibnitz, Newton, Napoléon. L’élèvequi a acquis ce pouvoir magique apprend très vite, comprendtout, et conduit tambour battant des études ardues, pierred’achoppement des « brouillons ». * **Les maîtres, ceux notamment qui s’occupent d’enseignementpar correspondance, ne doivent pas proposer à leurs disciplesdes sujets trop...méchants. Sinon, qu’arrive-t-il ? Ces jeunesgens, travaillant fréquemment dans des conditions trèsdifficiles, risquent de ne pas savoir accomplir la tâche qui leurincombe, et se découragent.Si, au contraire, ils se sentent capables de se tirerhonorablement des devoirs qui leur sont envoyés, ils prennentpeu à peu de la confiance en eux-mêmes, et du goût pourl’étude. 60
  • 61. Une excellente manière, pour l’élève, d’utiliser avec fruit lesréflexions qui précèdent, consiste à faire spontanément, surses ouvrages, des exercices, en s’imposant de traiter d’abordles plus faciles, au lieu de les laisser dédaigneusement decôté.Nous insisterons là-dessus dans la troisième partie de ce livre.Le professeur qui a soin de doser très minutieusement lesquestions fait faire à ses disciples de très grands progrès.Quant à l’élève, le fait pour lui de commencer par desapplications simples, concrètes, qu’il sait bien exécuter, de nepas passer à une question plus complexe tant que laprécédente n’a pas été exécutée à la PERFECTION, degraduer soigneusement son travail, est tout le secret de1’ENTRAINEMENT. Grâce à l’entraînement, les « as » ont «enlevé » les concours les plus ardus; Gene Tunney, «l’homme aux mains fragiles » , a réalisé ce prodige de mettreknock-out le champion du monde des poids lourds; Joë Louisest devenu, pour un temps record, la plus formidable machineà frapper qui ait jamais existé. * **Nous allons maintenant exposer une seconde méthoded’autosuggestion : la forme B. Cette méthode, formée pendantvingt ans par Emile COUE, a conduit son auteur à des succèsretentissants.Son avantage sur la précédente saute aux yeux n’exigeantaucun effort volontaire, elle économise une force nerveuseconsidérable.Elle est aussi basée sur le fait qu’il y a DEUX êtres en nous :l’être conscient, et le subconscient. 61
  • 62. Le premier a souvent des trous dans sa mécanique àsouvenirs. Au contraire, le subconscient est doué d’unemémoire PRODIGIEUSE, qui enregistre automatiquement,sans que nous nous en rendions compte, les moindres actesde notre vie. Que de fois ne vous est-il arrivé, le soir, dechercher en vain un nom dans votre tête, puis de le trouverspontanément — croyez- vous... — le lendemain, au saut dulit! Votre subconscient a TRAVAILLE pendant que vousDORMIEZ.D’autre part, le subconscient présente cette curieuseparticularité d’être extrêmement crédule, d’accepter commeparole d’évangile tout ce qu’on lui dit. Or, cet étrange gobeur ala haute main sur le fonctionnement de notre corps, parl’intermédiaire du système nerveux. Et, comme nous l’avonsdéjà insinué plus haut, il se produit ce fait incroyable : si lesubconscient se figure que tel organe fonctionne bien, ilfonctionne bien; s’il s’imagine que nous ressentons uneimpression déterminée, cette impression est ressentie.Le subconscient est donc, en quelque sorte, le dictateur desfonctions du corps, et aussi de nos actes. C’est lui que nousappelons parfois « l’imagination ».D’après Coué, nous sommes menés par notre imagination :toute sa doctrine repose sur cet axiome. (Nous verrons plusloin que nous sommes menés par autre chose encore, et, enfaisant jouer ce dernier moteur, en poussant ce dernierbouton, nous serons conduits à une troisième formed’autosuggestion : la forme C., plus puissante même que cellede Coué.)En attendant, constatons qu’à l’aide d’une forte volonté, nouspouvons obtenir d’incroyables résultats. Par exemple, étantaux trois-quarts malade, nous réussissons parfois, en serrantles dents, è nous imposer de continuer notre labeur habituel; à 62
  • 63. veiller sur une personne chère, même ayant nous-même 40degrés de fièvre... Eh bien! notre imagination surclasse notrevolonté. Dans tous les cas où ces deux puissances setrouvent en conflit, C’EST L’IMAGINATION QUI L’EMPORTE !Placez dans une vaste cour une planche de trente mètres delong sur vingt centimètres de large. Etes-vous capable deréussir à parcourir ces trois cents décimètres sur cetteplanche ?— Cette question ! allez-vous laisser tomber en haussant lesépaules. — Bon. Placez maintenant la planche sur les toits dedeux maisons se faisant face, de chaque côté d’une rue, doncà vingt- cinq mètres au-dessus du sol. Nous vous défionsd’avancer seulement d’UN METRE. Et si, par malheur, vousvous hasardiez à le faire, vous seriez INFAILLIBLEMENTPRECIPITE DANS L’ESPACE, MALGRE TOUTE VOTREVOLONTE !Pourquoi cela ? Les positions relatives de l’ais et de vous-même ont-elles changé. En aucune façon. Dans les deux cas,elles sont rigoureusement identiques. Sur les gouttières, lalargeur de votre route en bois n’a pas diminué d’un micron, etvotre pied ne s’est nullement élargi. Mais, dans ce dernier cas,l’IMAGINATION est intervenue. Vous voyez flamboyer devantvos yeux un effroyable danger. Au moindre faux pas, pensez-vous, je me brise le crâne sur le pavé !Dans votre esprit se forme, avec une instantanéité et uneintensité inouïes, l’IMAGE de votre pauvre carcasse perdantl’équilibre et s’abîmant dans le vide...C’est le phénomène du VERTIGE. L’IMAGE de votre chuteS’IMPOSE A VOUS. Et, automatiquement, cette imageDEVIENT ACTE. * ** 63
  • 64. Coué recommande de se faire matin et soir des suggestions àhaute voix, au nombre d’une vingtaine en s’écoutant parler,mais sans effort de volition. On essaiera de croire que lasuggestion va être efficace. Ce tout petit effort qui consiste enun acte de foi améliore la suggestion, mais n’est pasindispensable.A quelqu’un qui n’a pas de but nettement circonscrit, tout ensouhaitant se perfectionner en tout, Coué demande de répéterla phrase suivante, demeurée fameuse : « De jour en jour, àtous, points de vue, je vais de mieux en mieux. » Le candidatà un examen y ajoutera : « DEJOUR EN JOUR, LA PREPARATIONDE DE MON EXAMENS’AMELIORE. »Je pioche une redoutable compétition. Il fait chaud. J’ai peudormi. Je suis fatigué. Je travaille mal. Je tends toute mavolonté. Je serre les poings... Aucun résultat.Devant moi passe le film que j’ai admiré la veille... Puis, aubout d’une demi-heure, on sonne. Ah ! ah ! c’est le courrier !Allons, bon.., voici une lettre d’affaires il faut y répondre sur-le-champ. En attendant, jetons un petit coup d’oeil sur lejournal... Me voilà empoigné par les événements annoncés cematin à la radio : une soucoupe volante descendue par troisaviateurs américains ! La découverte d’un mont plus élevé que1’Everest ! Hitler, vivant, rencontré à Aubervilliers !Et cet excellent feuilleton que je suis religieusement... Tiens !les Moscovites capables d’envoyer, avant dix mois, tout unlaboratoire dans l’espace sous forme d’un satelliteMais mes yeux sont tombés en arrêt.., mes narinesfrémissent.., mes lèvres se crispent... Blécourt un camaradede promotion — ne vient-il pas d’être reçu, avec le numéroUN, à l’examen que je suis précisément en train de préparerpour l’an prochain! C’est à n’y pas croire... Je me représente 64
  • 65. cette.., gourde autre fois bien moins « forte » que moi,nommée à un poste d’élite.., gagnant un argent fou...Je suis jaloux... je me sens furieux... Je bondis sur ma chaise,et, les sourcils froncés, la tête dans les mains, enfonce le nezdans mon bouquin. Me voilà, potassant d’arrache-pied, et lesrésultats sont excellents...Ici, la volonté s’est avérée impuissante. L’imagination estintervenue efficacement, certes, mais pas seule. Elle a étéaccompagnée d’ETATS AFFECTIFS, D’EMOTIONSSOUDAINES ET VIOLENTES. * **Ainsi, la VOLONTE ne suffit pas à conduire les hommes, etceux qu’elle mène, si elle agit seule, elle les mène sans joie.Ah ! c’est qu’il faut compter sur la folle du logis , et, plusencore, sur les états affectifs, sur l’extraordinaire puissance dela fée sensibilité, sur l’émotion, la joie, les passions : envie,colère, et parfois rancune, esprit de vengeance... On pourraitmême noter que l’élément « surprise » joue un rôlemerveilleux pour déclencher certaines résolutions, certainsactes. Il se produit là l’un de ces mystérieux phénomènes de «choc » qui, jusque dans le domaine de la physiologie, ontproduit des miracles.Nous allons tirer de cette observation des conclusionspratiques non sans intérêt.D’abord, pour accomplir plus sûrement une résolution, il vaêtre utile de la rendre attrayante en se représentant d’unefaçon détaillée et concrète les avantages de la victoire, en sepersuadant qu’elle est tout à fait à notre portée, qu’elle nesaurait nous échapper. Il est même « astucieux » de faire« donner » l’amour-propre. 65
  • 66. S’agit-il, pour moi, de préparer un concours? Je voisnettement, par la pensée, la situation magnifique qui suivra lesuccès : émoluments supérieurs, possibilité d’améliorer lebien-être de ma famille, de pouvoir disposer d’un logementmieux aéré, plus spacieux et plus élégant, d’aller de temps entemps applaudir quelque vedette, agrément de me sentirbeaucoup plus considéré.A l’instar de Perrette avant l’accident, j’imagine la joie de monpère, de tous mes parents et amis, la pointe de jalousie, dontla perspective n’est pas sans saveur, de mon entourage, et,en particulier des bons copains, des charmants collègues,sans compter la satisfaction d’avoir triomphé d’une grossedifficulté. J’évoque le souvenir de camarades qui ont remportédes succès analogues, pour me convaincre que le but n’a riend’inaccessible, et que je suis capable de l’atteindre.De peur de faiblir, je vais même jusqu’à annoncer à denombreuses relations que je pioche CET EXAMEN, de façonà engager en quelque sorte mon honneur. Me voilàmaintenant obligé de réussir, pour m’éviter la profondehumiliation, la HONTE d’avouer un échec. Me voilà, à plusforte raison, forcé de ne pas lâcher prise avant de m’être aumoins présenté, sous peine de passer partout pour un« dégonflé » ...…Et tout cela m’aide puissamment. * **En se basant sur l’exemple cité plus haut, on peut prévoir,comme nous l’avons déjà noté, une troisième formed’autosuggestion (la forme C), dans laquelle, tout commedans la forme Coué, la volonté n’a absolument rien à voir, cequi supprime l’effort. Mais, ici, à la forme B s’ajoute un 66
  • 67. élément AFFECTIF. La force de la suggestion sera due àl’imagination jointe à une manifestation de SENSIBILITE.Ainsi, au lieu de marmotter : JE VEUX réussir à apprendrel’anglais » (forme A), ou JE SUIS SUR de réussir à apprendrel’anglais (forme B), je m’écrierai (du moins in petto...), avecfougue, avec élan, avec enthousiasme, en évoquant devantmes yeux l’image de Shakespeare, de Milton ou de Kiplings’identifiant avec moi : « Je suis sûr de réussir à apprendrel’anglais, CAR C’EST UNE ETUDE PASSIONNANTE! ! »(forme C). * **Cette dernière méthode (forme C de l’AUTO SUGGESTION)est toute récente, mais elle a donné lieu à uneexperimentation extrêmement DEJA CONCLUANTE. Elledame le pion précisé à la méthode Coué pure et simple. (Lesdeux, comme on vient de le voir, s’amalgament toutnaturellement, en se renforçant). Très correctement employée,elle est douée d’une puissance presque irrésistible. 67
  • 68. CHAPITRE IIL’ordre et la méthodeL’ordre est une qualité précieuse entre toutes, qu’on doittendre à acquérir et à accroître continuellement. Sonimportance saute tellement aux yeux, qu’elle est chaudementrecommandée dès l’école primaire, où, dans tous lesexercices, tous les mouvements, l’exemple est donné d’uneparfaite coordination.Hélas !Au fur et à mesure que le jeune homme avance en âgeet en savoir, il croit qu’il y va de son honneur, de son prestige,de sa dignité et de, son indépendance de secouer ses lisières.Bien entendu, en particulier, il a une fâcheuse tendance, engénéral, — l’exception confirme la règle — à laisser « tomber» ces mesquines questions d’ordre, comme si le fait d’êtreplus instruit le dispensait de ce qu’il traite, du haut de sagrandeur, d’habitude subalterne, de pli de petit enfant. Aussil’entendez-vous murmurer, en tordant la lèvre : « L’ordre est laqualité de ceux qui n’en ont pas... »La jeune fille — hâtons-nous de le reconnaître, — restevolontiers plus disciplinée sous ce rapport. * ** 68
  • 69. Il n’est pas malaisé de démontrer que, sans un réglageminutieux, rien n’irait plus dans la nature. Sans une mise aupoint parfaite dans les évolutions célestes, planètes, étoiles,galaxies ne finiraient-elles pas par se jeter les unes sur lesautres ? Ce serait le chaos. Quand le chahut règne dans uneclasse, le professeur est « coulé » , et l’on sait ce que celaveut dire.Supposons un instant qu’il n’y ait pas une organisation stricte,une discipline sévère dans une équipe de football. Admettonsque le joueur, — même bon ayant son plan propre, — ou pasde plan du tout, mais en revanche de la fatuité à revendres’avise d’agir sur le mode individuel au lieu de jouer un jeud’équipe la partie est perdue d’avance pour le team.Le commerçant qui négligerait de surveiller quotidiennementses comptes ferait des affaires désastreuses. Il en arriveraitvite à ne plus connaître à tout instant du mois, de la semaine,de la journée, le montant des sommes dont il peut disposer,s’engagerait à l’aveuglette, et cour rait à la ruine.Nous savons tous qu’un champion doit s’entraîner. Sapropagande fait assez de bruit pour cela. Il traîne avec lui toutun état-major manager, soigneur, masseur, orthopédiste,médecin, etc. Cela implique une vie minutée avec un artconsommé.Dans sa maison, la femme brouillonne se lèvera avant le jour(à supposer qu’elle ne soit pas paresseuse), se couchera àminuit, et clamera à tous les échos qu’elle n’arrive pas à venirè bout de sa tâche quotidienne. Vingt fois entre le lever et lecoucher du soleil, elle perdra cinq minutes à la recherche detel ou tel objet aiguille, beurre...Il en est tout autrement de celle qui a une place pour chaquechose et met chaque chose à sa place. Les yeux clos, elle n’aqu’à avancer la main, et la voilà servie... 69
  • 70. * **Les écoles sur place sont, en général, merveilleusementorganisées emploi du temps très détaillé pour la semaine etpour chaque heure du jour. On doit arriver en classe à l’heuremilitaire, afin que rien ne dérange le cours. On imagine lebouleversement que causerait un va- et-vient d’élèves s’ «amenant » toutes les dix minutes, individuellement ou pargroupes, comme au « permanent », ou chacun entre quand illui plaît. Tant pis s’il exaspère ceux qui sont assis derrière, encherchant, dans l’obscurité, une place avec toute sa famille...On se fait difficilement une idée de l’ordre qui s’impose pourtenir une Ecole par correspondance de plusieurs centainesd’élèves. Il faut d’abord établir un dossier pour chacun d’eux,puis ranger tous ces dossiers par ordre alpha bétique.Tout ce qui concerne un « inscrit » se trouve dans unechemise en carton à fermeture parfaite: ressort, bouton ourondelle en caoutchouc. Sur la chemise, une étiquette portantnom, prénoms, adresse du correspondant; moded’enseignement (nombre mensuel de devoirs), matières àenseigner, durée de la souscription et somme envoyée. Al’intérieur, trois sous-chemises en papier vert fort; l’une avecl’étiquette : Correspondance, où sont conservées les lettres dudisciple ou de ses répondants, et les dup1icata des réponses;une seconde, sous la rubrique : Matériel, renferme les doublesdes énoncés de devoirs d mois avec leurs directives; le «curriculum vitae » du sujet et son bulletin de souscription; puis,suivant le cas, une feuille d’observations générales pour ladisposition et la présentation des copies; et, enfin, le doubledu plan de travail suggéré pour chaque mois. La troischemisette: Agenda et finance, porteuse des reçus, se signalesurtout par son AGENDA : carnet-sac à malices où s’insèrent 70
  • 71. tous les rapports de l’Elève et de l’Administration, journalétalant chaque fait dans un ordre chronologique parfait, notantles indications relatives aux tâches données, avec référencesà tels ou tels documents. Il contient encore des appréciationssur le niveau de l’étudiant, ses aptitudes, ses points forts oufaibles, ses projets d’avenir, etc. Bref, un véritable fichierconfidentiel de Deuxième Bureau...Il va de soi qu’une Ecole par Correspondance digne de cenom est munie d’une bibliothèque spéciale abondammentgarnie de livres scolaires infiniment variés, rangés suivant lamatière, et suivant le niveau de l’enseignement. * **Nous avons déjà noté que si le jeune homme suit lesdirectives d’un Etablissement « surplace », il doit se soumettreà un dispositif d’ordre extrêmement rigoureux.Prépare-t-il UNEXAMEN, par ses propres moyens ? Il procédera dès le débutde l’année scolaire à une répartition très judicieuse de sontravail, mois par mois, semaine par semaine, jour par jour,heure par heure. Il aura aussi à prévoir des séances dedétente, pour être sûr de pouvoir se présenter à l’examen fraiset dispos. Travaille-t-il en marge l’une occupation régulière lui,assurant le bifteck quotidien ? I Il devra ménager ses forcesdurant son service, afin qu’il lui reste une provision suffisanted’énergie pour son « boulot » personnel.Dès le saut du lit, l’étudiant doit avoir ce slogan à la bouche :« De l’ordre... encore de l’ordre... toujours de l’ordre! » Danssa chambre, tout sera soigneusement rangé, à commencer,bien entendu, par ses livres. Ainsi, s’il en veut un à brûle-pourpoint, il ne lui arrivera pas de gaspiller une demi-heure à 71
  • 72. s’énerver pour le dénicher, ni de le croire égaré. Il le trouverad’emblée.Prendre l’habitude d’avoir de l’ordre dans le moindre de sesactes est une discipline qui influera sensiblement, à la longue,sur la vigueur des facultés, et en particulier — ce qui nousintéresse ici au premier chef — sur les aptitudesintellectuelles. Avant tout, on aura de l’ordre sur soi, même sil’on n’est pas naturellement coquet : vêtements boutonnés,cheveux bien peignés, chaussures et couvre-chef — si,comme Maurice Chevalier, on en a un — d’une propretéimpeccable, cravate tombant tout à fait d’aplomb, ce qui n’estpas toujours aisé les, dames sont heureuses de pouvoiréluder ce problème ! Garder tout le jour dans une positionirréprochable son noeud, sa régate ou sa La Vallière est déjàun signe révélateur de l’homme ordonné...Apercevez-vous une tache à votre veste? Vite, la brosse, avectrois gouttes de benzine... Faites- vous un accroc à votrepantalon? Sachez le réparer, et, tambour battant, allez-y devotre petit ourlet. Détectez-vous un bouton branlant?Recousez-le, sans attendre qu’il se détache inopinément,peut-être en société, ce qui, suivant la place qu’il occupe, peutêtre catastrophique. Et surtout, en hiver, quand vous êtesenrhumé, n’oubliez pas votre mouchoir! * **Nous ne répéterons jamais assez ce leitmotiv:AYEZ UNE PLACE POUR CHAQUE CHOSE ET METTEZCHAQUE CHOSE A SA PLACE.Tenez-vous à la main un petit objet? Ne le posez pasaccidentellement n’importe où, et, sur tout, ne soyez pas dansla lune au moment PRECIS où vous le LACHEZ. Sinon,lorsque, un instant plus ,tard, vous aurez besoin de le 72
  • 73. récupérer, tout se passera comme s’il avait pris la poudred’escampette. Vous serez incapable de le retrouver, victimed’une curieuse mais implacable loi de la mémoire sur laquellenous nous appesantirons davantage au prochain chapitresouvenir d’un fait est proportionnelle à son ancienneté: onoublie d’autant PLUS VITE un événement qu’il est PLUSRECENT.Vous manquez d’ordre : vous voilà puni par où vous avezpéché. Maintenant; il est trop tard. Diviseriez-vous le plancherde votre studio en mille rectangles comme le fit le rival dudétective Dupin dans l’un des contes les plus charmantsd’Edgar Poë : La Lettre volée; inspecteriez-vous ensuitechacun d’eux avec l’acuité d’un Sherlock Holmes — le hérosde Conan Doyle — il demeurera IN VISIBLE.Vous serez contraint d’en acheter un autre. Bien entendu, dèsque vous l’aurez remplacé, l’ancien vous crèvera les yeux,expert à vous narguer... Ou vous l’aviez posé sur le bord devotre table que, les yeux clos, vous avez ébranlée enéternuant très fort ce qui l’a fait tomber —; ou il gisaittraîtreusement dans un coin, masqué par une pénombrecomplice, ou sur une étoffe qui, se trouvant être de la mêmecouleur que votre bibelot, le dérobait à vos regards fouilleurs,par un mimétisme diabolique...Donc, pendant que vous le posez, tenez-le bien à l’oeil.., etprononcez un nom connu : cela vous aidera à le retrouver.Ces petites choses-là ont plus d’importance qu’on ne croit. Sivous n’y prenez garde, vous allez vous trouver « coincé»même à l’examen. Au cours d’une composition, vousassisterez à la volatilisation de votre gomme ou de votre stylo,que vous aviez entre les doigts un instant auparavant! 73
  • 74. * **Avoir de l’ordre, cela signifie, pour le candidat, non seulementparaître à l’examen avec tout le matériel nécessaire, vêtudécemment, mais encore bien préparé, en bonne santé, doncayant travaillé toute l’année suivant un emploi du tempsrigoureux en songeant, chaque jour, à accumuler un peu plusd’énergie. Etre ordonné, c’est avoir, durant trois trimestres,donné à vos devoirs la forme impeccable qu’ils devront avoirau jour J. C’est, dans la salle des épreuves, quand, fatalcomme le Destin, passe le surveillant pour recueillir, et, aubesoin, arracher les copies, ne pas vous trouver dans le casde n’avoir pas encore recopié votre brouillon.C’est ne jamais ajouter fébrilement, affolé, à la dernièreminute, une idée, un résultat qui vient de traversermétéoriquement votre cerveau, sans avoir eu le temps de leruminer. C’est ne pas avoir omis de remplir au début l’en-têtede votre feuille, ce qui vous obligerait à le faireprécipitamment, au lieu de relire très soigneusement votrerédaction. * **A l’examen, produisez toujours vos réponses écrites — et àplus forte raison celles qui sont essentielles, — de façon trèsvisible, en les isolant, et au besoin en les soulignant. Chaqueminute que vous épargnerez ainsi à votre correcteur voussera, à votre insu, payée en bienveillance.C’est peut-être dans les sciences qu’est le plus visible lebesoin d’ordre. Que seraient les mathématiques, si tout nes’enchaînait, dès le début, comme les pièces d’une montre?Celui qui a montré le plus brillamment l’utilité d’uneordonnance parfaite dans toute recherche, et, en particulier, 74
  • 75. dans la manipulation éclairée des chiffres et des lettres, estRené Descartes, l’auteur du Discours de la Méthode, quenous vous demandons instamment de lire, de relire et deméditer constamment, comme un livre de chevet.Abordez-vous un problème? Parcourez-le très attentivement,copiez-en l’énoncé, soulignez les mots importants. Rendez-vous compte de l’unité de la question. Voyez comment touts’engrène, et, avant tout, quelle est la PREMIERE difficulté àsurmonter.Puis, lorsque vous tenez une clé de résolution de l’exercice,ne vous croyez pas obligé, A l’EXAMEN, d’en rechercherd’autres. VOUS N’AVEZ PAS LE TEMPS. Si, toutefois,plusieurs méthodes vous apparaissent à la fois, — soit quevous ayez « la bosse », soit que vous vous trouviez avoir déjàtraité quelque chose d’analogue, N’EN DONNEZ QU’UNE,mais à fond celle qui vous paraît la plus rapide, la plus simpleet la plus élégante, tout en étant absolument rigoureuse.En exposer plusieurs votre puissance de persuasion, en vertude l’adage : « Qui veut trop prouver ne prouve rien. » Bienentendu, vous renforcerez votre position en signalant, sousforme de remarques, les autres procédés en réserve dansvotre manche (nous n’entendons pas par là qu’il faille cacherdans la manche de votre veston une documentation interdite),en notant très succinctement pourquoi vous leur avez préféréle premier. Cela produira une excellente impression, et ferabien augurer de votre érudition et de votre jugement. * **En géométrie, vous ferez des figures de dimensionssuffisantes, sur papier quadrillé spécial, de préférence, avec 75
  • 76. des lettres calligraphiées, en mettant bien en relief lesPOINTS, et surtout les points de CONTACT d’une droitetangente à une courbe, ou de deux courbes. Veillez à cechaque dessin ne comporte pas trop de lignes.Faites très attention à ce qu’on demande de prouver. Vousavez le droit de démontrer une propriété plus générale quecelle faisant l’objet du problème; vous n’avez pas celui devous en tenir à établir une proposition plus particulière.S’agit-il, par exemple, de trouver une propriété du triangleQUELCONQUE? Gardez-vous de représenter un triangleprésentant quelque particularité isocèle (encore moinséquilatéral), ou rectangle. Autrement, le résultat que vousdécouvririez sur ce schéma ne serait probablement pas exactdans le cas général. Du moins, pour l’établir rigoureusement,— à supposer qu’il soit vrai — la méthode employée pour untriangle particulier ne serait-elle pas suffisante.D’autre part, ne jamais oublier les RECIPROQUES.En algèbre, écrire les équations sur des lignes ISOLEES,ressortant parfaitement, avec des caractères très lisibles, enles numérotant par lettres ou chiffres entre parenthèses.Exemples:(E) ou (3). 76
  • 77. * **Vous aurez produit un brouillon soigné, bien lisible, sansratures : ainsi pourrez-vous le recopier très vite, et, s’il y a lieu,retrouver une erreur en un temps record. Sinon, vous errerezdans le noir. Vous ne comprendrez plus rien. Vous affolerez. Ilvous faudra recommencer tous vos calculs : gaspillage detemps, de peine, perte de la confiance en soi. Ce point, surlequel nous insistons, est d’une IMPORTANCE CAPITALE.Puis vous rédigerez impeccablement, sans une tache, avecdes lettres bien lisibles.Eviter d’écrire en lignes sinueuses. Si le papier qui vous estassigné n’est pas réglé, ayez soin de vous être muni d’untransparent. N’oubliez jamais, à la fin, la VERIFICATION.Quant aux autres branches du savoir, on s’aperçoit vite qu’il yfaut tout autant d’ordre que dans les sciences exactes. 77
  • 78. CHAPITRE IIILe développement de l’attentionet de la mémoirePour faire des études sérieuses et REUSSIR A SESEXAMENS, il est indispensable, comme nous l’avons déjàinsinué au chapitre premier de cette seconde partie, depouvoir concentrer toute son attention pendant un tempssuffisant SUR UNE IDEE. Il est également nécessaire d’avoirune BONNE MEMOIRE. Du reste, améliorer sa mémoire, ilfaut commencer par savoir être attentif. Nous allons donc vousindiquer comment développer votre faculté d’attention, ainsique votre mémoire. * **Si l’esprit de l’homme est incapable d’embrasser deux objetsabsolument en même temps, .il peut déplacer son attentionavec une extrême rapidité. Ne cite-t-on pas dans l’Histoire telshommes d’Etat, Jules César, Napoléon, dictant plusieurslettres à la fois ? Que d’illustres joueurs d’échecs disputentavec bonheur maintes parties simultanées, certains sans voirles pièces! Sans aller si loin, on peut remarquer que lechauffeur au volant, le pilote au manche à balai , ont àdéplacer très vite l’objet de leur attention. 78
  • 79. Nous connaissons deux formes d’attention : l’attentionSPONTANEE et l’attention VOLONTAIRE. Celle-ci est pénible, parfois douloureuse, exigeant unegrande consommation d’énergie.Aussi est-il en général préférable de viser à exciter, àdévelopper l’attention spontanée.De même que la mémoire, l’attention spontanée peut êtrefixée principalement de deux façons : par I’INTENSITE del’image, et par la REPETITION des images. Je retiendrai leparfum d’une fleur, si ce parfum est violent, après l’avoirrespiré une seule fois; dans le cas contraire, j’y réussirai en lehumant à plusieurs reprises.L’intensité peut-elle vraiment suppléer à la durée .On pourraitêtre tenté de le croire. Une femme, a dit Ribot, voit en un clind’oeil la toilette d’une « rivale. » On a trouvé, d’autre part, desgens tués - d’un coup .de revolver, les yeux grands ouvertsd’épouvante, portant sur leur rétine LA PHOTOGRAPHIE DEL’ASSASSIN.Il semblerait donc qu’une lumière intense donne un cliché netau même titre qu’une longue pose. Cependant, il estincontestable qu’une photo est d’autant plus détaillée qu’on aposé plus longtemps. Les meilleurs clichés de la voûtecéleste, ceux dont la lecture attentive conduit à desdécouvertes d’astres nouveaux, ne sont-ils pas des clichés àpose fort longue? N’est-ce pas l’un de ces clichés qui, sur lesdonnées de l’astronome Lowell, permit à Clyde Tombaugh, le21 janvier 1930, à son observatoire de l’Arizona, de détecterpour la première fois la planète Pluton? * ** 79
  • 80. Nous pouvons donc affirmer que la répétition est, en définitive,nettement plus efficace que l’intensité de l’impression, et offrel’avantage inexprimable d’exiger un effort beaucoup plusfaible. Cependant, il est utile de s’exercer à accroître l’intensitéd’impression.Cette intensité sera portée à son maximum s’il s’y mêle desétats affectifs, tant il est vrai que l’homme ici-bas, estmanœuvré comme un robot , ainsi que nous l’avons faitressortir lors de l’étude de l’autosuggestion sous la forme C,par des mobiles relevant de la sensibilité : plaisir, ambition,peur... Il faut donc s’ingénier à faire surgir ou à amplifier desétats affectifs pour augmenter la force de l’impression. Ilconvient également de voir CONCRET dans le grand détail, leplus possible.L’étude d’une partie de mon programme me parait-elle ardue?J’essaierai d’en faire ressortir l’intérêt à mes propres yeux. Sije la reconnais indispensable, je vais me la représentercomme la pierre angulaire de l’examen qui doit me doterd’UNE SUPERBE SITUATION. Je puis aussi prendrel’initiative d’en extraire un sujet de conférence, de la faireentrer dans la composition d’un ouvrage. Telle est l’idéedirectrice des compositions, des concours, et, en général, dela plupart des compétitions : par une impressionnantepublicité, on est averti, ici, qu’après l’accomplissement d’unetâche ardue, se trouvent, pour les meilleurs, de substantiellesrécompenses. * **Chaque individu a un sens privilégié. Le VISUEL sesouviendra surtout de ce qu’il a vu ; l’AUDITIF, de ce qu’il a 80
  • 81. entendu; le MOTEUR se gravera dans l’esprit les syllabes qu’ila prononcées; le TACTILE n’oubliera pas les caractèresextérieurs des objets qu’il a touchés. Nous avons raisond’utiliser surtout le sens qui prédomine en nous. Ce n’est, dureste, pas sans intention que nous disons « surtout » , et nonexclusivement . A vrai dire, le moteur, par exemple, qui seflatte de retenir une page, ne fera pas mal, tout en la lisant àhaute voix, de s’écouter, afin, de profiter aussi, quoique plusaccessoirement, du sens auditif.Un texte s’imprimera mieux dans le cerveau si on le lit à hautevoix en s’écoutant parler, puis si l’on a pris soin de l’écrire,dans le but de superposer le souvenir graphique au moteur etau souvenir auditif. Il se fixera aisément encore s’il estaccompagné de gravures suggestives.Voici quelques exercices, s’inspirant de la méthoded’Atkinston propres à développer l’attention visuelle.1° Se placer devant un objet simple, bien le regarder, fermerensuite les yeux et tenter de s’en représenter tous les détails.Rouvrir les yeux. et faire l’inventaire de ce qui a été omis.Recommencer jusqu’à résultat parfait. Prendre ensuited’autres objets de plus en plus compliqués :dé, chaise,appareil téléphonique.2° Après, remplacer l’image mentale par le dessin, encommençant par des objets simples. Le dessin a l’avantaged’ajouter un résultat plus CONCRET et du MOUVEMENT,éléments précieux de réussite. S’exercer à voir les différentesparties d’un objet les unes après les autres, chacune bien àfond. 81
  • 82. 3° Un peu plus tard, chercher à pénétrer d’un seul coup le plusde détails possible d’un ensemble. Entrer dans une cuisine,plonger un regard à l’intérieur, sortir, et établir le décompte detout ce qui a été omis. Faire ainsi plusieurs expériencesconsécutives.Procéder de même dans la rue. Fixer son attention sur lavitrine des magasins en commençant par les objets les plussimples et, parmi ceux-ci, choisir ceux qui nous intéressentnaturellement. Le soir, se remémorer tout ce qu’on a vu dansla journée. Les premiers jours, on ne se souvient à peu prèsde rien. Un entraînement de quelques semaines suscite desprogrès considérables.Inutile d’appuyer sur l’intérêt de ces exercices notammentpour les personnes qui se destinent, soit à la carrière dedétective, soit à toute autre profession exigeant des enquêtes(inspecteurs etc.). * **On peut aussi éduquer rapidement la perception auditive.Cinquante pour cent des cas de surdité ne sont-ils pas dus àl’inattention? Les auditifs sont naturellement plus attentifs queles visuels dans cet ordre d’idées. Hors les cas où unenseignement se prête à des expériences visuelles d’unpuissant intérêt (manipulations de physique, de chimie) ou àdes projections cinématographiques — en attendant latélévision à l’école —, le professeur touche son auditoirebeaucoup plus par la voix que par les gestes.Certains orateurs ne fanatisent-ils pas les foules par l’autoritéde leur verbe? Si vous améliorez votre perception auditive,vous profiterez dix fois mieux du cours de votre maître.Etudiez-vous l’anglais avec des disques? Cela vous rendra 82
  • 83. bien plus de services si vous avez acquis une grandepuissance d’attention auditive, tant pour le vocabulaire quepour la prononciation, toujours si difficile à saisir.Nous ne saurions trop appuyer sur ce point: chaque fois qu’onfaçonne la faculté auditive, on est sûr de cu1tiver efficacementl’attention.Qui ne connaît l’ouïe surprenante des Indiens, dont l’oreille,collée au sol, détecte des bruits extrêmement légers etlointains ? Celle des aveugles, susceptibles, d’après le son deleur voix, de reconnaître, comme par radar, qu’ils passentdevant un objet, et de discerner si cet objet est immobile ounon ? Pour perfectionner le sens de l’ouïe, vous allez vousexercer à capter les sons les plus minimes. La nuit, vousanalyserez les bruits se produisant dans les appartementscontigus au vôtre. Dans la rue, vous vous évertuerez àpénétrer le sens des propos échangés par les passants.Ne vous découragez pas si, au début, la « folle du logis »engendre des quiproquos. Vous entendrez des mots bizarres,certains semblant vous concerner, presque toujours de façonmalveillante... Vous croirez être traité de « mouchard » parceque vous venez derrière quelqu’un qui, tournant la tête àdroite et à gauche, s’exclame en constatant qu’il a perdu son «mouchoir » vous vous croirez renseigné sur le « père deRoux » quand on dira : « le perdreau », ou sur le « personnelenseignant » par un chasseur contant son tir sur un becfigue,lequel « perd son aile en saignant »; distinguerez le mot« confiture » alors qu’il s’agit de « café turc », ou la phrase :La vie est un tissu de douleur parsemé de quelques fils de joie», au lieu de : l’habit est d’un tissu de couleur parsemé dequelques fils de soie », sans que le brave tailleur sur qui vousvenez de braquer vos pavillons auditifs se doute que voussaluez en lui un profond philosophe... 83
  • 84. Ingéniez-vous à déceler les différences de timbre dans lesvoix, à analyser les mouvements de tel individu. Le rythmed’un pas, mieux que le bruit, suffit parfois à caractériser unepersonne. Exercez-vous, le soir, à vous rappeler tout ce qu’onvous a dit dans la journée.Vous arriverez vite, par une pratique régulière et progressivedes exercices décrits ci-dessus, à accroître votre facultéd’ATTENTION d’une façon insoupçonnée. * **A-t-on assez déblatéré contre la MEMOIRE, depuis que, parun soi-disant esprit d’humanité et de... civilisation, on s’efforcede donner de plus en plus de confort aux enfants, et d’essayerde les instruire avec de moins en moins de peine pour ceux-ci! Qui sait si bientôt on ne leur mettra pas des cailles toutesrôties dans la bouche? Nous ne sommes pas sûr du tout qu’ilsoit de bonne politique, en matière de culture intellectuelle, deviser à supprimer l’EFFORT, qui a sa fécondité : mais ceci,comme dirait Kipling, est une autre histoire...De toute façon, la mémoire est trop calomniée. Elle mérited’être réhabilitée. En fait, elle s’avère d’une extraordinaireutilité dans toutes les branches de la connaissance, et SIVOUS VOULEZ REUSSIR A TOUS VOS EXAMENS, vousferez bien de NE PAS LA SOUS- ESTIMER. * **Quels faits retient-on le mieux? Contrairement à la croyancegénérale, ce sont LES PLUS ANCIENS. Un quelconqueévénement s’oublie d’autant plus vite QU’IL EST PLUSRECENT. 84
  • 85. Nous avons connu un vieux soldat du Second Empire qui avaitfait la campagne d’Italie. Il nous contait avec force détails labataille de Solferino. Il revoyait tout : la date, 24 juin 1859; lamarche ascendante et interminable sous un soleil de plomb; lasoif dévorante des soldats, les encouragements des officiers ;les puits enfin aperçus vers lesquels on se ruait; la déceptionen constatant que l’ennemi les avait empoisonnés en y jetantses cadavres; l’arrivée de l’Empereur Napoléon III, avec sabarbiche fichée dans une face pâle et souffreteuse; lecanonnier démolissant, à son deuxième coup, le clocher deSolferino où perchait la batterie autrichienne la plusmeurtrière; l’assaut irrésistible suivant immédiatement cetexploit; la VICTOIRE! le monarque arrachant la croix de laLégion d’Honneur de sa poitrine pour l’épingler sur la tuniquede l’artilleur...Oui, le vieux grognard se souvenait de tout cela; mais iloubliait qu’il nous l’avait déjà conté la veille ! * **Un puissant facteur qui contribue à vous rafraîchir la mémoireest l’INTERET, ou, d’une façon plus précise, l’ATTENTIONque l’on a apportée à l’observation d’un fait, l’intérêt étant lui-même, comme on l’a noté plus haut, générateur d’uneattention soutenue et efficace. * **Etant professeur au Lycée Decour, nous stationnâmes un jourdans la loge du concierge pour attendre un collègue. Enparcourant des yeux la pièce, nous dénichâmes, dans le fond,un escalier tournant qui conduisait au premier étage. Nous nel’avions jamais aperçu auparavant. Cependant, depuis DIX 85
  • 86. ANS, nous entrions quatre fois par jour dans la loge pour yprendre notre courrier. * **Un maître fait circuler une pièce de monnaie entre les mainsde ses trente-deux élèves. L’ayant retirée, il leur distribue 32carrés de papier. « Chacun de vous, dit-il, va inscrire sur safeuille le renseignement suivant :« La petite tache que porte la pièce est-elle d côté pile, ou ducôté face? »Résultats : Pile, 21; face, 10. Un seul « zèbre », le dernier dela classe, osait proférer cette incongruité il n’avait vu de tachenulle part. C’était lui pourtant qui avait raison.La quasi-unanimité des gars, dès l’affirmation du professeurdont le verbe était pour eux parole d’Evangile, Master dixit—avaient, sous l’empire d’une véritable suggestion, réellementCRU QU’ILS VENAIENT DE VOIR LA TACHE. Maints d’entreeux, frappés plus particulièrement par le côté face, — occupépar une silhouette ayant accaparé leur attention — serappelaient nettement n’avoir rien distingué d’anormal par là :donc la tache était du côté pile. Quant au mauvais élève, ilavait pris l’habitude, durant la leçon dont il se souciait commeun poisson d’une pomme, d’OBSERVER PAR LUI-MEMEcertaines choses n’ayant, bien entendu, absolument rien à voiravec le programme, MAIS QUI L’INTERESSAIENT. Il était malnoté parce qu’il n’étudiait pas ce qu’on lui imposait. Il n’enavait pas moins appris à VOIR et à RETENIR ce qu’il avait vu. * ** 86
  • 87. Voici un dernier exemple, frappant et vécu, du secoursapporté par l’ « intérêt» la mémoire. Un jour, en plein cours dePsychologie, notre Directeur d’Ecole Normale s’interromptbrusquement. Ahurissement sur tous les bancs... Après avoirfait lentement quelques pas, dans un silence impressionnant,il s’arrête. « Ecoutez bien ceci », chuchote-t-il lentement. Et illit« Nous apprenons que Monsieur Doyle, Directeur de l’EcoleNormale de Moulins, est décédé le 24 octobre 1907. Ilpossédait sur ses élèves une autorité remarquable et fondaitsa discipline sur des sanctions purement morales. »Nous distribuant alors de menus rectangles de papier : « Vousallez, ajoute-t-il de sa voix naturelle, reproduire TRESEXACTEMENT ce que vous venez d’entendre. »Parmi les écrits effectués par les Elèves Maîtres, nous avonsretenu le suivant :« Monsieur Doyle, Directeur de l’Ecole Normale de Moulins,meurt le 24 octobre 1907.Il avait l’autorité de la discipline et ses punitions étaientpurement orales. »Nous n’avons point oublié, du reste, la reproduction que nousavions remise nous-même :Nous apprenons à l’instant, non sans un vif regret, queMonsieur Foyle, Directeur de l’Ecole Normale d’Oullins, vientde décéder prématurément, à l’âge de trente-neuf ans, le 26octobre 1908. Il possédait sur ses élèves une autoritéremarquable et fondait sa discipline sur des sanctionspurement morales. 87
  • 88. La première copie émane d’un élève qui a la mémoire desnombres et des localités. Naturellement... Emile Ston, le forten dates.., le premier en histoire et en géographie ! A la fin, ilcomprend en dépit du bon sens, embrouille tout : lesquestions de tenue le laissent froid. Il est, en effet,passablement espiègle, et donne du fil è retordre ausurveillant.Quant à nous, nous sommes tout à fait indifférent au début, ceMonsieur nous étant parfaitement inconnu, et classons parréflexe cette nouvelle parmi la multitude de faits-divers dontregorgent les quotidiens. Aussi n’est-il rien resté de tout celadans notre boîte à images. Mais, comme il faut écrire quelquechose, nous suppléons inconsciemment au souvenir précisdéfaillant par une rédaction analogue aux clichés qu’on lit enpareil cas. Nous n’avons retenu ni le nom ni la date : mémoirenaturellement ingrate. En revanche, nous nous intéressonsprodigieusement aux questions d’ordre et de poigne : aussi ladernière phrase est-elle reproduite intégralement. * **Qu’on ait de la mémoire ou non, il est un certain nombre deprocédés qui fixent dans l’esprit, de façon durable, lesconnaissances utiles. Ils s’appuient sur le principe très simplesuivant :La répétition des coups enfonce les clous.TOUT FAIT,CHAQUE CHOSE APPRISE ET OUBLIEE UN GRANDNOMBRE DE FOIS FINIT PAR S’IMPRIMER DANS LECERVEAU D’UNE FAÇON INEFFAÇABLE (Marmontel). * ** 88
  • 89. Pour toutes formules, énoncés de théorèmes à retenir,définitions, lois, on aura de petits carnets, que l’on reverra enun clin d’oeil chaque matin.Certaines firmes spécialisées : celle d’Aubanel, à Avignon, laTechnique de la Mémoire à Neuilly-sur-Seine, l’InstitutPelman, etc., préconisent des moyens variés pour développerla mémoire et fixer les connaissances.D’une façon générale, si, voulant retrouver un mot qui vouséchappe, vous ne réussissez pas tout de suite à le rattraper,ne tentez plus le moindre effort pour essayer. N’insistez pas :ce serait en vain. Vous ne feriez que déranger le mécanismede votre inconscient, qui est votre meilleur détecteur. N’ypensez plus; au moment le plus inattendu, le vocable vousreviendra. * **La méthode la plus générale pour retenir est la même quepour cultiver l’attention: s’appliquer, par des exercicesrationnels, à développer toutes les formes du souvenir :VISUEL, AUDITIF, MOTEUR, GRAPHIQUE. * **Développement du souvenir VISUEL. Se fortifier la vue parmassages et bains quotidiens. On voit alors plus clair. Puis,bien regarder le mot ECRIT, et tâcher de s’en souvenird’après l’image visuelle.On pourra s’y aider en ayant retenu le nombre de syllabes oude lettres du vocable, ainsi que la lettre du commencement etcelle de la fin. 89
  • 90. Le terme est-il concret ? Représentez-vous l’imagecorrespondante. Par exemple, pour un parallélépipèdeoblique, en même temps que vous photographiez, en quelquesorte, le mot écrit sur votre rétine, notez qu’il a SEPT syllabes.Puis représentez-vous une boite en carton légèrementécrasée par une compression. Après, si vous faites revivredevant vous la silhouette de cette boite, l’appellation suivrainstantanément, grâce à ce qu’on nomme en psychologie « l’association par contiguïté ».Le vocable, au contraire, est—il abstrait ? Accolez-lui quelquechose de frappant, de baroque au besoin. Ainsi, voulez-vousretenir le mot barbare : sophisme ? En même temps que vousépelez attentivement ce terme, évoquez un sophisme bref etsuggestif, tel que :TOUT CE QUI BRILLE N’EST PAS OR; OR L’OR BRILLE;DONC L’OR N’EST PAS OR. * **Souvenir auditif. Songez-vous à retenir une fable ? Lesouvenir auditif, toutes choses égales, vous secourra plus quele souvenir visuel des mots qui la composent, car ce souvenirauditif sera épaulé par le rythme et par la rime. Donc, enapprenant votre fable, prononcez les phrases à haute voix,sans oublier de vous écouter parler. Ce faisant, vous aurez,par surcroît, renforcé le souvenir auditif par le souvenirMOTEUR, déclenché par les mouvements des muscles devotre visage et de votre langue. Enfin, le souvenirGRAPHIQUE achèvera votre victoire. Si, en même temps,vous copiez le morceau, vous le retiendrez beaucoup mieux,surtout si vous ajoutez à cette opération le souvenir visuel,non des mots, mais des images, du film qui se déroule danscette fable. 90
  • 91. * **Cela ne suffit pas toujours. Au lieu d’exécuter en perroquet ouen ouistiti les exercices sus- indiqués, rendez-vous compte duSENS de chaque proposition, voyez comment est charpentéela phrase, isolez les images, les métaphores, les inversions,les mots terminant les lignes, à cause des rimes. Après,résumez l’histoire par vous- même, faites-en jaillir l’idéemaîtresse, puis les idées secondaires, comme le générald’une armée et ses lieutenants. Ainsi, la mémoire serasecondée par le bon sens, le jugement, la raison, et parl’intérêt que, du coup, vous vous mettez à ressentir pour cedrame, c’est-à-dire par un état AFFECTIF, une EMOTION, etvous savez déjà que cette aide de notre être sensible estPRESQUE TOUJOURS IRRESISTIBLE. * **La plupart des examens et concours comportent l’étudepersonnelle des oeuvres de nombreux auteurs, et cetapparent travail de cyclope terrorise le candidat.Il n’y a vraiment pas de quoi.Voulez-vous assimiler l’essentiel d’une oeuvre classique, unroman par exemple? Lisez-le, sans le moindre souci de retenirquoi que ce soit, mais simplement pour le plaisir de vousdistraire, en notant toutefois par écrit ce qui vous frappeSPONTANEMENT : mots nouveaux, images, inversions,ressemblance ou contraste de tel ou passage avec un épisodeanalogue de quelque ouvrage d’un autre auteur de votreprogramme Arrivé au bout de votre bouquin, écrivezl’essentiel, en vous aidant, bien entendu, des titre deschapitres. 91
  • 92. Mettez-vous alors à la place, non du héros, de l’héroïne ou dutraître de mélodrame, mais de l’auteur lui-même, en vousdemandant si, auteur de cette oeuvre, vous en auriez conduitle développement comme lui; si vous n’auriez pas préférédonner un dénouement moins mélancolique, moins pessimiste(comme, par exemple, dans Jack d’Alphonse Daudet), ou, aucontraire, moins triomphant. Ceci, pour effacer touteapparence de « fabrication littéraire », avec les « ficelles »usées laissant transparaître la carcasse du feu d’artifice,conclusion arrangée pour la joie de la lectrice : inclination dedeux jouvenceaux contrariée par un indésirable qui, commepar hasard, en fait, par l’intervention de la Providence spécialeque l’on devine — fait place nette vers la fin, etc.Et tout cela aide à retenir l’essentiel. * **On connaît des moyens mnémotechniques célèbres. Nousnous en voudrions de ne pas en citer quelques-uns.Par exemple, pour retenir les sept couleurs de l’arc-en-cieldans l’ordre :VIOLET, INDIGO, BLEU, VERT, JAUNE,ORANGE, ROUGE,on repérera les initiales. Remplacez le V par un U, et lisez cesinitiales en sens inverse, à la chinoise. Vous obtenez un motsans aucune espèce de signification, mais pittoresque et quisonne bienROJUBIU * **Pour implanter dans les neurones des choses ardues, on estallé jusqu’à recourir aux Muses, énonçant, par exemple, lethéorème de Pythagore de la façon suivante : 92
  • 93. Le carré de l’hypoténuseEst égal, si je ne m’abuse,A la somme des deux carrésConstruits sur les autres côtés.Voile-toi la face, ô Pégase... Il n’en est pas moins vrai que lesujet le moins doué dans la science d’Euclide ne pourra plusignorer cette propriété. A plus forte raison si, s’inspirantd’Euterpe, il y joint un talent de baryton pour entonner lequatrain ci-dessus sur l’air de :« Il était un petit navire... » * **Peu d’élèves connaissent tous les « trucs » employés pourretenir avec de nombreuses décimales le nombre π, rapportde la longueur de la circonférence à celle du diamètre dans lecercle. Voici comment on procède. On écrit quelques phrases,et on compte le nombre de lettres de chaque mot, dans l’ordreoù ils sont écrits. Les plus piquants de ces adjuvants tutélairessont des phrases rimées (ne constituant pas nécessairementde la VRAIE poésie, tant s’en faut...). Ainsi, on écrira :Que j’ai à faire apprendre un nombre utile aux sages !Immortel Archimède, artiste, ingénieur,Qui de ton jugement peut priser la valeur ?Pour moi ton problème eut de pareils avantages.Ici, le premier mot a TROIS lettres, ce qui donne la partieentière, 3, du nombre π. Le second mot, j’, a UNE lettre. Doncle chiffre 1 sera la première décimale. Ensuite, « aime » aQUATRE lettres : chiffre 4, et ainsi de suite. 93
  • 94. On obtient de la sorte les TRENTE premières décimales de cenombre qui, comme on sait, estirrationnel, ce qui signifie qu’il a un nombre INFINI dedécimales. * **Voici un autre développement analogue:En anglais:l°. ——How I wish I could recollect of circle roundThe exact relation Archimede unwound. (donne TREIZE décimales). * **En mathématiques, une connaissance du calcul mentalsoulagera la mémoire, et, souvent, permettra de voirinstantanément d’avance un résultat approximatif.En géométrie, maints élèves ne « pigent » pas les figures del’espace. Ils devront s’astreindre à faire des dessins en relief,et même à voir les anaglyphes de Vuibert, qui montrent avecun relief saisissant nombre d’objets à formes régulières. 94
  • 95. Dans l’ancienne logique, les règles du SYLLOGISME étaientformulées dans HUIT vers d’une élégante clarté. Quatre versformés de mots artificiels résumaient les DIX-NEUF modesconcluants du syllogisme.La versification française a fourni aussi des moyensmnémotechniques. La rime et le rythme aident à retenir lesconnaissances enfermées dans des vers parfois acceptables,— du moins en égard à la notoriété de leur auteur, — maistrop souvent peut-être pires par eux-mêmes que le sonnetd’Oronte dans le Misanthrope de Molière...C’est ainsi que l’auteur de l’Art poétique énonce la règle DESTROIS UNITES pour le théâtreQ u’en un lieu, qu’en un jour, un seul fait accompliTienne jusqu’à la fin le théâtre rempli. 95
  • 96. Nous nous permettrons d’ailleurs de douter que l’auteur desdeux vers suivants, concernant l’anatomie humaine :Des os longs, courts et plats, de tout le corps de l’homme,Deux cents, ni plus ni moins, déterminent la somme,ait été couronné aux Jeux Floraux, du moins pour ce petitchef-d’oeuvre... * **Citons, pour terminer, à titre d’exemple retentissant, le Jardindes racines grecques, de Lancelot. Ce livre fut longtemps enusage dans tous les « bahuts » de France et de Navarre.Lancelot recueillit les racines, et Le Maistre de Sacy les mit envers. L’ouvrage comprend deux cent seize décades, classéespar ordre alphabétique, dont chaque vers contient une oudeux racines. Chaque décade est accompagnée de notesrenfermant, soit les dérivés, soit les particularités se rattachantà chaque racine. 96
  • 97. CHAPITRE IVLe développement de l’imagination créatrice :méthode pour faire éclore des idéesFaut-il avoir des idées personnelles? Bien entendu, àl’examen, vous n’allez pas soutenir une thèse paradoxaledans une dissertation philosophique, ni, à l’oral, entamer avecvotre examinateur une polémique agressive : ce serait unemauvaise politique...Mais, en général, poser la question, c’est y répondre. Que cesoit pour attaquer un exercice de calcul ou une compositionfrançaise, on a à remuer nombre de concepts entre lesquelson pratiquera une sélection. Mais pour ce faire, il faut, dirait LaPalice, commencer par en avoir dans son cerveau, de mêmeque pour faire un civet, la présence s’impose d’un lièvre enchair et en os. Il est même indispensable de s’entraîner à enfaire venir en un laps de temps très bref. Naturellement, lessujets dotés d’une brillante imagination n’ont aucune peine àcela. Mais en chacun de nous ne sommeille pasnécessairement un Wells ou un Lermina qui s’ignore.Il se peut que vous n’ayez pas d’idées. Allez- vous, alors, vouscontenter de traiter une multitude de problèmes, puis d’enapprendre par coeur les solutions, de façon à accroître voschances de « tomber » sur un genre déjà étudié ? Comptez- 97
  • 98. vous ramener toute dissertation à une question de cours, etbâtir un devoir qui sera une leçon plus ou moins déguisée ?Allez-vous la larder de citations de divers maîtres, sans qu’ony trouve la trace d’une production personnelle ? Evidemmentnon.Si vous n’avez pas de vues originales, allez- vous renoncer àen acquérir ? Pas le moins du monde. * **Le premier travail d’approche pour éveiller votre imaginationsera de saisir au bond un phénomène très curieux qui seproduit en chacun de nous.N’avez-vous jamais eu des mouvements, des velléités venantON NE SAIT D’OU ? Mais si, voyons ... Ces impulsions sont-elles bonnes ? Obéissez-y immédiatement. Votre volonté setrouvera ainsi soulagée. Il serait impardonnable de ne pasprofiter de cette aide troublante, mystérieuse, magique, quitient, croirait-on, du surnaturel, de l’occulte, semblant destinéeà nous diriger vers l’action, vers notre bien, vers notre intérêt.Rejetez délibérément, par contre, les mouvementsdéfavorables, émanant, qui sait? De quelque génie malfaisant,comme le pensaient nos pères, sans compter l’âne de LaFontaine dans « Les Animaux malades de la Peste » :(quelque diable aussi me poussant...)De même, à n’importe quel moment, il peut arriver qu’à brûle-pourpoint une IDEE jaillisse de votre encéphale, sans qu’ilvous soit d’ailleurs possible de vous rendre compte de sonorigine.Jusque-là, vous ne pensiez à rien, ou votre esprit était occupéà tout autre chose. Psychologiquement parlant et les élèvesde Philosophie nous comprendront — il n’est pas sûr que 98
  • 99. cette idée soit le résultat d’une association par contiguïté oupar ressemblance. Elle se trouve souvent être excellente.Vous jureriez qu’il y a là un fait providentiel, l’interventiond’une influence extraordinaire, d’un être invisible, — angegardien si l’on veut — intervenu dans le but de vous épauler,de vous INSPIRER.Ne laissez jamais se perdre une telle idée, si elle a tant soitpeu de valeur. Ne se rapporterait-elle pas directement au butque vous poursuivez,— EN L’ESPECE, VOTRE EXAMEN! —accordez-y toute votre attention. Rendez-la nette,CONCRETE dans votre esprit. Transcrivez SEANCETENANTE sur un carnet de poche spécialement réservé à ceteffet, même la nuit ! **Citons pour mémoire quelques exemples historiques d’idéessuggérées par un fait, à première vue insignifiant, puéril, voiresaugrenu, mais qui, dans chaque cas, a déclenché unmécanisme mystérieux conduisant à d’extraordinairesrésultats.Nous avons tous encore sur les lèvres le nom du fameuxsavant italien Galilée qui, pour avoir osé affirmer lephénomène de rotation de la Terre autour d’un axe, fut, parl’ânerie toute- puissante et intolérante des « officiels » del’époque, condamné à une rétractation publique et mortifiante,pendant laquelle il frappait le sol de son pied, en grinçant : Epur si muove! » (Et pourtant, elle tourne !).C’est tout à fait par hasard qu’un jour, - il avait alors dix-neufans, celui qui devait devenir le plus illustre disciple deCopernic laissa errer ses regards, dans la cathédrale de Pise(la ville de la Tour penchée), sur une grosse suspension en 99
  • 100. mouvement sous une voûte. Immédiatement une idéeéblouissante se fait jour en lui : qui sait si les oscillations de cesystème ne seraient pas ISOCHRONES, c’est-à-dire nes’effectueraient pas en des temps EGAUX, qu’elles soient trèsamples ou très petites ?Une observation patiente confirme déjà cette intuition de géniequi, les jours suivants, se révélera rigoureusement exacte. Etle voilà parti... imaginant un nouveau système de mesure dutemps, qui va ensevelir à jamais le clepsydre traditionnel dansles voiles de l’oubli, révolutionner la chronométrie et entraîner,au double point de vue pratique et scientifique, des conséquences incalculables. * **Un rayon de soleil brûlant la main d’Archimède après avoirtraversé une bouteille pleine d’eau lui suggéra l’idée deconstruire les grosses lentilles qui, concentrant sur les nefsennemies les feux de notre étoile jaune, lui permirentd’incendier la flotte romaine. Un gland tombant sur le nez dubonhomme Garo fut pour lui le meilleur des maîtres dephilosophie, en lui enseignant, un peu rudement sans doute,pourquoi un chêne porte un tel fruit, et non une citrouille...Evénement fortuit s’il en fut, que la chute d’une pomme toutprès de Newton, et, pourtant, point de départ de l’étonnante loide la gravitation universelle, qui, par les efforts d’Einstein et deses élèves, vient seulement de céder le pas au principe plusgénéral de l’électromagnétisme, dont elle constitue l’un descas particuliers les plus sublimes... * 100
  • 101. **Osera-t-on soutenir que Charles Cros ne fut pas, lui aussi,visité par l’inspiration ? D’une timidité légendaire, il se trouvait,un soir de réception, bien sagement assis dans le coin d’unsalon, n’osant souffler mot, les yeux baissés sur son chapeauclaque aplati sur ses genoux, quand il « réalisa » soudain quele bruit des éclats de rire des invités faisait vibrer le cylindre desoie de son « tube ». Ce fut, pour lui, l’oeuf de Colomb, lapomme de Newton.Il construisit alors son « paléophone », et commença paressayer d’enregistrer la voix de ses amis sur un rouleau decire vierge. L’instant était solennel. Aussi leur demanda-t-il deprononcer un vocable définitif. Spontanément, comme s’ilss’étaient donné le mot, ceux-ci lâchèrent d’une voix de stentorun bref morceau d’éloquence illustré par certain général duPremier Empire sur le champ de bataille de Waterloo.Contrairement à la croyance populaire, ce terme de moins desix lettres ne porta pas bonheur à l’inventeur : c’est à Edisonqu’était réservée la gloire de diffuser le phonographe. * **Un jour, un disciple d’Esculape, renommé comme gourmet, sevit, au cours d’un banquet, présenter un plat succulent dont ilraffolait. Au lieu de se servir avec un empressement dont lesautres convives, au courant de son péché mignon, souriaientd’avance, il repoussa violemment sa chaise et bondit vers laporte.« J’ai une idée... » criait-il en se frappant le front, « j’ai uneidée! » Et il planta là tout son monde bouche bée, le laissant,s’il voulait, évoquer la vision d’Archimède sortant de son bain(encore un autre inspiré, celui-là...) et s’élançant dans la rue 101
  • 102. dans la tenue académique que l’on devine, son « Eurêka »aux lèvres...Quelques jours plus tard, notre praticien présentait à l’Institutun tout petit appareil, appelé à bouleverser le diagnostic detoutes les maladies du coeur et des voies respiratoires. Cetappareil était le STETHOSCOPE, et cet original était le grandLAENNEC ! * **Un rêve peut suggérer une très gracieuse idée de conte ou deroman à un littérateur. Tel titre prestigieux de trois motsjaillissant de ses neurones sera, peut-être, le point de départd’un chef-d’oeuvre. D’un seul vers de génie apparu dans lechamp de sa conscience on ne sait comment, et commesoufflé d’en haut, éclora un sonnet immortel. * **Nous ne saurions trop insister sur ce point : transcrivez SANSDELAI tout concept intéressant qui est venu vous rendre unevisite inattendue. Ne perdez pas de vue qu’un clou chassel’autre. Dans votre kaléidoscope crânien, toute image efface laprécédente. Ne dites pasBon... je noterai « ça » quand j’aurai fini mon problème. Sivous tardiez à fixer « ça » par écrit, « ça » serait presqueinfailliblement suivi de quelque autre pensée, généralementfutile, et balayé par elle comme un fétu...En recueillant soigneusement ces idées qui « tombent d’enhaut », vous ne tarderez pas à vous apercevoir, avec unjoyeux étonnement, qu’il en éclot un nombre de plus en plusgrand, comme si les premières avaient eu la vertu de 102
  • 103. proliférer. Et, ce qui vaut encore mieux, les nouvelless’avèrent de plus en plus piquantes, de plus en plus originaleset pleines d’intérêt. Si, en particulier, vous visez un but bienarrêté, et n’en visez-vous pas un de taille: VOTRE EXAMEN?— elles se presseront en foule dans votre esprit à n’importequel instant, fréquemment au milieu de la nuit, à l’état de veilleou en plein rêve, parfois au réveil.En prenant la précaution sus-indiquée, vous assisterez, àvotre vive satisfaction, à des progrès sérieux de votreintelligence, sous les formes suivantes : MEMOIRE,IMAGINATION, ORIGI NALITE, ESPRIT D’INITIATIVE, et,par-dessus tout. FACULTE DE DECOUVERTE.La question de l’ORIGINE de ces impulsions météoriques, deces idées inopinées, qui, moyennant l’éducationrecommandée plus haut, feront de vous, peu à peu, non un «possédé », peut- être un « inspiré », à coup sûr UNCANDIDAT DE PREMIER PLAN A VOTRE EXAMEN, estencore une énigme. Certains, tel Swedenborg, n’y ont-ils pasvu l’oeuvre d’êtres invisibles évoluant autour de nous ?D’autres, tout récemment, n’ont-ils pas professé que certainesradiations, émanant d’atomes terrestres ou sidéraux, étaientcapables, par « effet de choc », de provoquer desmodifications plus ou moins utiles de notre système nerveux? * **En attendant que tout cela soit tiré au clair,— ce qui n’est sansdoute pas pour demain, il semble hors de doute qu’il y ait là untravail invisible de l’INCONSCIENT, ce sphinx qui siège ennous, et dont nous avons déjà souligné l’importance auchapitre premier de cette deuxième partie. N’est-il pas, cetInconscient, une autre personnalité dans notre ombre, et, en 103
  • 104. quel que manière, une seconde édition de nous-même, àmoins qu’il ne soit lui-même la véritable édition princeps ?N’est-ce point, comme nous allons le voir ci-dessous, TOUTUN MONDE, infiniment plus vaste que celui qui nous entoure? Monde — si l’on sait le réveiller, car normalement il estassoupi — susceptible d’exercer sur nous une actionautrement puissante que celle émanant des vivants de notreboule verte ?Oui, si nous savons nous y prendre, nous serons surtoutconduits par les morts......D’abord, s’entend, par les pléiades d’écrivains disparus,dont les ouvrages vivaces sont le fondement de notreéducation. Ensuite, et surtout, si nous avons appris à sentirleur présence, à écouter leurs voix, par ceux dont chacun alaissé dans nos artères la quintessence de ses qualitésphysiologiques, — contribuant par là à élaborer notre vievégétative — ainsi que la trace de son savoir, de sonexpérience, de son génie. Et l’empreinte globale résultante estimpressionnante, voire effrayante, par le nombreastronomique de ces traces partielles.Un simple calcul va vous en donner une idée.La durée de la vie humaine est actuellement d’environ 70 ans;il y a un demi-siècle, elle était inférieure à 40 ans; au moyenâge et antérieurement, elle ne dépassait probablement pascinq lustres. Nous allons admettre que la durée d’unegénération est de 50 ans, c’est-à-dire que la population duglobe se renouvelle deux fois en un siècle. Or, l’apparition del’homme sur notre machine ronde date d’environ un milliond’années. En divisant 1.000.000 par 50, on obtient 20.000. Il ya donc eu, avant nous, quelque 20.000 générations.Très bien... allez-vous interrompre. Inutile d’aller plus loin.Nous avons compris. Et vous ajouterez : J’ai deux parents qui 104
  • 105. appartiennent à la génération précédente; chacun d’eux endeux; ceux-ci vivaient au temps de la pénultième, ayantchacun, eux-mêmes, un père et une mère faisant partie del’antépénultième génération. Or, lancerez-vous en vousrengorgeant, nous ne sommes pas tombé de la dernière pluie,Nous avons fait nos études, PUISQUE NOUS PREPARONSUN EXAMEN, et n’ignorons rien des secrets des progressionsgéométriques et des logarithmes. Trouver le nombre total Nde nos ancêtres? vous écrierez - vous avec emphase. Rien deplus simple : il est égal à 2 élevé à la puissance 20.000. Lelogarithme de Briggs de 2 étant 0,30103, celui de N sera égalà 0,30103 x 20.000, c’est-à-dire à environ 6.020,6. La partieentière de ce nombre étant 6020, le nombre N aura 6020 + 1chiffres, c’est-à-dire environ SIX MILLE CHIFFRES.Et voilà.., cher Lecteur, comment on se laisse mystifier par lafée des mathématiques, fée la plus merveilleuse peut-être,mais aussi trop sou vent la plus perfide... Vous ne vous enméfierez jamais assez, surtout le jour de l’examen. Elle se ferafort, moyennant quelques sophismes extrêmement subtils, devous montrer que 2 = 0, que la demi-circonférence est égaleau diamètre, et, en toute occasion, de vous faire prendre desvessies pour des lanternes, si vous ne lamentez à la raison enla confrontant, en toute occasion, avec la vraisemblance, avecle juge ment, avec le bon sens. Voici, en gros, comment ilfallait raisonner :Il y a actuellement 2 milliards 500 millions d’âmes sur la Terre.Ce nombre était plus faible autrefois. Partons d’une moyennede cent millions pour chacune des 20.000 générations.Admettons, d’autre part, que chaque couple, depuis le début,ait donné naissance à deux couples, et ainsi de suite, toujoursen doublant. Au bout des vingt sept premières générations, onatteint un nombre d’individus d’environ 100 millions. A partir 105
  • 106. de là, le volume des générations n’augmente plus, tant joue àplein ce régulateur la loi implacable de la sélection naturelle,populations entières décimées par le virus filtrant, le microbe,le froid, la faim, la guerre.Revenons maintenant au présent, et faisons le compte de nosancêtres. En remontant à 27 générations, je trouve que tousles membres de la génération correspondante, la 27e avantmoi, SONT MES PARENTS.Remontons encore on ne peut plus doubler. Donc, en faisantabstraction des 27 générations initiales et des 27 dernières, cequi fait un total absolument négligeable devant un nombre telque 20.000 —, je vois que le nombre total de mes pères est,grosso modo, le produit de 100.000.000 par 20.000, ce qui nefait plus qu’un pauvre petit nombre de rien du tout... TREIZEchiffres une goutte d’eau dans la mer en face du nombre deSIX MILLE chiffres obtenu plus haut frauduleusement, maistout de même représentant HUIT CENTS FOIS la populationde la Terre au début de l’ère atomique.Evidemment, ce résultat est probablement un peu supérieur àla réalité. En effet, dans ce calcul mathématique, nous avons,soit ignoré, soit sous-estimé bien des facteurs. D’abord, lasélection naturelle, à laquelle nous avons fait allusion plushaut, a bien pu ne pas se borner à maintenir constant leniveau d’une génération. Au cours des âges, de mystérieusesépidémies grippe espagnole, peste, choléra, ont pu minimiserdes séries de centaines de générations.Il en est de même des cataclysmes postérieurs à l’apparitionde l’être humain, que l’on commence à soupçonner sur desdonnées scientifiques subtiles mais assez concordantes.Nombre de volcans éteints actuellement gardent leuréloquence muette. Et que savons-nous des tremblements de 106
  • 107. terre du passé? Le Déluge fut évidemment la manifestationd’un accident terriblement destructeur. Il en est de mêmependant les dernières époques GLACIERES. N’a-t-on pas, parailleurs, trouvé récemment des fossiles d’animaux pétrifiésdans des positions anormales, ayant encore dans la bouchede l’herbe qu’ils étaient en train de brouter ? N’ont-ils pas étéfoudroyés par une catastrophe instantanée, peut- être le chocd’un astre contre notre planète ?Et que penser de l’engloutissement peut-être rapide del’Atlantide, sans mentionner le continent qui, aux premiersâges, occupait la plus grande partie du Pacifique : deuxeffondrements remontant tout au plus à quelques dizaines demilliers d’années ?Même en tenant compte de ces inconnues, vous pouvez êtresûrs que le nombre de nos ancêtres demeure infiniment plusgrand que celui des habitants du monde, à plus forte raisonque celui du petit nombre de cerveaux qui, croisant dans notreentourage, seraient à peu près seuls susceptibles de nousinfluencer.Ainsi, si nous savons nous y prendre, nous pourrons tirer denotre « gouffre intérieur » un secours autrement efficace quede la « société », et aboutir à la conclusion suivante : Celui quidétient le secret de secouer la torpeur de son inconscient, etd’utiliser par là les immenses ressources de sa VIEINTERIEURE, celui-là IRA LOIN. * **Voici, maintenant, une explication plus simpliste des faits :Après qu’on a cessé d’appliquer son esprit à un sujetdéterminé, il se produit encore dans les centres nerveux, etd’une manière continue, une élaboration inconsciente de la 107
  • 108. pensée, d’une importance considérable au point de vue desrésultats. Ce processus est plus lent que le labeur intensifconscient, mais par là même plus fructueux. L’idée, lentementdistillée, se digère sans effort et peu à peu, on aboutit uneassimilation parfaite.Le résultat d’une réflexion consciente, trop souvent intense etfiévreuse, — surtout au cours de la préparation D’UNEXAMEN — fait songer à ces fruits précoces, hâtivementmûris en serre, sans le moindre arôme. (Ne dit-on pas quefaire du « bachotage », c’est « chauffer le candidat ? » Parcontre, une idée se faisant jour à I’improviste après un longtravail inconscient, est comparable à une mignonne fraise desbois, arrivée tard à maturité, mais d’une saveur et d’un parfumdélicieux.Le procédé recommandé ici relativement à la culture de cesidées venues « d’en haut » , qui vous inspirent, constitue unmoyen éducatif de premier ordre, d’autant plus intéressantqu’il n’exige AUCUN EFFORT. On n’à qu’à prendre la peinede ramasser une pensée providentielle, comme on cueilleraitune pervenche... Il y a là un effet d’imprévu, de capricieuxhasard, quelque chose de capiteux qui grise, émerveille etrend cette pratique passionnante.Toutefois, ayons soin de ne conserver que les conceptsvraiment utiles. Expulsons impitoyablement les autres. Ceux-ciseraient un fléau pour l’éducation, de même que les branchesdivagantes d’un arbre constituent un défi à l’esthétique duverger, comme les mauvaises herbes d’un champ ont poureffet d’empoisonner la moisson. * **En particulier, le médecin entraîné à la méthode ci-dessusexposée y trouvera son avantage. Sort-il, soucieux, de chez 108
  • 109. un malade, sans avoir pu accoler un nom à l’affection quicloue son client au lit ? Qu’il se rassure : il sera bientôt, et deplus en plus, assailli d’idées fécondes qui lui permettront demaîtriser son diagnostic, au point de le rendre à peu prèsINFAILLIBLE. * **Supposons maintenant un élève aux prises avec unedissertation proposée pour une date un peu éloignée : unequinzaine par exemple. Comment va-t-il disposer ses batteries?Il lira attentivement sou sujet, en écrivant à part les motsimportants. Il en cherchera très soigneusement la significationsur le dictionnaire. Plusieurs auront différentes acceptions ils’agira de savoir discerner celle qui est valable pour ce travail.Puis il notera toutes les sources de documentation serapportant à son étude. II consultera les ouvragescorrespondants, tachant de retenir de chacun un très petitnombre de faits, mais dont chacun se rapporte à sacomposition.Ensuite, il s’occupera d’autre chose.Des idées ne tarderont pas à affluer de son inconscient,confuses d’abord, tortueuses peut- être. D’autres leursuccéderont, plus simples, plus claires et concourant plusdirectement à la démonstration de la thèse qu’il se trouveavoir, en quelque sorte, à soutenir relativement au texteproposé.Le candidat, ayant pris l’habitude de rassembler précisémentles idées de choix qui lui viennent ainsi spontanément,acquerra peu à peu une maturité GENERATRICE DESUCCES. Et, le jour J venu, il sera à même de « déballer »ces idées très rapidement et de les exprimer, en un temps 109
  • 110. record, avec élégance, netteté et précision, ce qui luipermettra d’avoir produit un travail solide, cohérent, équilibré,au moment de remettre sa copie. 110
  • 111. 111
  • 112. CHAPITRE VLe bon sensPour réussir, non seulement à un examen, mais dansn’importe quelle entreprise, la science ne peut rien si elle n’estaccompagnée du bon sens, du jugement et de la raison.Tel savant passe d’interminables heures de jour et de nuitécrasé sur sa table de travail. Pour lui n’existent que sesbouquins poudreux aux pages tremblotantes, ses notes, sesrecherches.Il croirait déchoir en se livrant de salutaires promenades. Ilabrège ses repas, écourte le temps dû au sommeil et, pourtout dire, rapproche le terme de sa vie.Il ne voit pas — ce qui saute aux yeux de sa famille — qu’enfaisant bon marché des règles les plus élémentaires del’hygiène, il se courbe, vieillit, contracte sourdement desmaladies chroniques incurables et court vers le « gagaïsme »,la sénilité, la décrépitude et la mort, c’est-à-dire versl’impossibilité de donner une suite durable aux étudesébauchées.En réalité, le but invisible vers lequel le conduisent,inexorablement, ses efforts mal coordonnés, est précisémentl’opposé de celui qu’il veut, qu’il croit approcher. Ses amisrisquent- ils quelques affectueuses observations tendant à luifaire mesurer le danger auquel il s’expose si imprudemment?Il se borne à esquisser un sourie teinté de dédaigneuse 112
  • 113. indulgence envers ces ignares et aimables esprits terre àterre, ces automates, ces robots, incapables de s’élever jusqu’à comprendre son labeur, et se garde bien de suivre leursavis.Qui, au fond, est l’automate ? Qui est le robot? Lui-même...Machine à penser, il s’avère incapable de la plusindispensable des mises au point. Est-il vraiment, en dépit desa haute culture, un être supérieur ?Le berger candide et béat, qui soigne doucettement sa petitesanté, chante, joue du flageolet, s’amuse, exerçantnaturellement les dons modestes que la nature lui adispensés, est, ma foi... un philosophe singulière plus aviséque ce malheureux « abruti » esclave de son idée fixe,prisonnier de son triste génie. * **Cependant, quelle ne serait pas la supériorité de l’hommeintelligent et cultivé sur un esprit borné, s’il songeait à répartirjudicieusement son temps et ses forces de manière à bienéquilibrer sa besogne! Quelle déchéance y a-t-il à sepréoccuper des détails matériels de l’existence? AlexandreDumas, qui fit nos délices avec « Le Comte de Monte-Cristo »et « Les Trois Mousquetaires », croyait-il perdre la face enexhibant ses talents de cuisinier et en servant lui-même sesconfrères? Victor Hugo, qui, jusqu’à sa quatre- vingt-troisièmeannée nimba la littérature française d’une éblouissanteauréole, omettait-il, à son petit déjeuner, d’absorberconsciencieusement deux oeufs et une côtelette ? Ne faisait-ilpas allègrement sa promenade quotidienne de cinq lieues? EtClemenceau, ce Tigre, ce Père La Victoire, n’accomplissait-ilpas chaque matin, jusqu’à l’âge de quatre ans, un nombre 113
  • 114. déterminé de mouvements de gymnastique durant unevingtaine de minutes? * **Un professeur de nos amis a passé la presque totalité de sacarrière dans, l’atmosphère fiévreuse des examens, qu’ilpréparait avec acharnement, en dehors des heuresconsacrées à son service. Il eût pu donner des leçonsparticulières, et se créer ainsi des ressources supplémentairesdestinées à .assurer aux siens une aisance relative. Loin delà, il dépensait en achats ruineux de livres les quelques écusqui lui restaient sur son traitement. Il mangeait mal; sa femmeétait dans la gêne; ses enfants, maigres et pâles. Finalement,sous l’action d’un surmenage continu, il fut terrassé par unemaladie chronique qui l’obligea à renoncer définitivement àses travaux.Pendant ce temps, la plupart de ses collègues, moinsdiplômés, faisaient, indépendamment de leurs classes, descours amplement rétribués, vivaient bien, et savaient se fairenommer aux postes importants dont il rêvait et qu’il eûtobtenus sans difficulté, s’il avait songé à s’occupersérieusement de sa situation matérielle. * **Oui, le bon sens est supérieur à la culture. Une ligne deconduite simple conduira généralement au succès.Cependant, si paradoxal que cela puisse paraître, ce n’estqu’à la suite d’une longue expérience que l’on se décide àécouter la voix de la sagesse.Napoléon, qui gagnait toutes les batailles avant de se laisserparalyser par l’influence de son état-major jouisseur, poltron, 114
  • 115. veule et stupide, avait une méthode stratégique très simple .etd’autant plus ingénieuse : il construisait son plan d’attaqueaprès s’être mis, par la pensée, à la place de l’ennemi, ce quilui permit, tant que son système ne fut pas éventé, de ledérouterà coup sûr. Bismarck, l’un des plus redoutables diplomates deson temps, attrapait les négociateurs les plus retors en disantpurement et simplement la vérité. Jouant cartes sur table, ildémontait les plus subtiles machinations de ses adversaires,qui se seraient bien gardés de croire un mot de ce qu’ilavançait...A la Bourse, l’idée de vendre une valeur qui a monté de 10 à15 pour cent viendra à un capitaliste expérimenté. Aucontraire, un novice va suivre le mirage de son imagination.Aussi, pour des raisons multiples et fort belles qu’il croit avoird’attendre le « boom », voit-il s’évanouir en fumée sonbénéfice, trop heureux encore s’il n’essuie pas une perte. * **Travailler énergiquement, voilà le mot d’ordre. Toutefois, avantde se jeter à corps perdu dans la fournaise, il importe desavoir OU L’ON VA.Trop de gens, et surtout de jeunes, éprouvent une sorte deniaise fierté à passer sous les fourches caudines de tel ou telsnobisme.Par exemple, c’est un dogme intangible, au collège, depousser jusqu’au baccalauréat. Chacun voit là, non un gradetout court, mais un titre de noblesse intellectuelle : LE PONTAUX ÂNES... Eh bien... cette conception est tout simplementabsurde. Si, en troisième, vous ne vous sentez pas vraimentdes dispositions pour la science, pourquoi ne pas vous tâter,et, si vous avez quelque ingéniosité, de l’agilité et de l’habileté 115
  • 116. dans les doigts, ne pas songer à une profession manuelle, àun métier pratique?Quelle honte peut-il y avoir à cela? Vous gagnerez peut-êtrevotre vie plus tôt et mieux que tel lauréat du « Bac » , qui,soucieux de vouloir à tout prix « finir » ses études, va traînerune douzaine d’années dans quelque Université, — où, dureste, il n’est pas mathématiquement sûr de réussir — avantde « palper » ! * **Oui, sur le point d’entreprendre une tâche importante, il estindispensable de réfléchir mûrement, de peser longuement lesavantages et les inconvénients que l’on trouve dans la voie oùil s’agit de s’engager. CE N’EST PAS LA DU TEMPS PERDU.Une fois la décision prise, il faut, il est vrai, aller résolument del’avant, sans plus regarder derrière soi. * **Ménageons-nous quelques minutes, chaque soir pour passerau crible du bon sens et de la réflexion le travail exécuté dansla journée et celui que nous allons faire le lendemain. De plus,méditons, une fois par semaines pendant une heure ou deux,sur la manière dont nous conduisons notre plan d’action. LESUCCES EST A CE PRIX. Négligeons-nous ce minime effortsupplémentaire? Nous serons irrésistiblement emporté par letorrent des forces naturelles qui nous entourent, nousenserrent, nous enlisent, nous pénètrent de toutes parts.Alors, qu’arrivera t-il? Ou nous nous découragerons ou nousdeviendrons une mécanique stupide à accomplir le travailauquel nous nous sommes adonné. 116
  • 117. * **Intellectuels, ne visons pas trop haut. Quand nousapprocherons de l’âge mûr, les ressorts commenceront àfléchir; les cellules grises , suivant l’expression chère àHercule Poirot, le héros-détective d’Agatha Christie, aurontperdu de leur plasticité; l’enthousiasme juvénile se sera calmé.L’étude deviendra pour nous une fatigue. A ce momentcritique, demandons-nous sérieusement, sans ambages, sansfausse honte, s’il ne vaut pas mieux borner notre science à unniveau raisonnable, et viser plutôt à l’appliquer à la vie réelle,pour en tirer, le maximum de résultats matériels.En sommes-nous convaincu? Prenons carrément notredécision; nous n’aurons pas à le regretter. Les problèmes quinous attendent dans l’existence reposeront agréablementnotre esprit des pénibles spéculations contemplatives, tout enl’exerçant largement.Pour qui sait la prendre, la vie pratique est un jeu d’échecsmagique auquel on joue avec goût, curieusement,sérieusement et gaiement. On rencontre là de profondessatisfactions. Et, après tout, le vrai bonheur — celui qui nedéçoit jamais PARCE QU’ON NE L’A PAS CHERCHÉ, etaussi parce qu’il ne livre rien au hasard ni à l’influence d’autrui— ne consiste-t-il pas à développer harmonieusement soncorps et son âme, et à savoir extraire de son cerveau, le caséchéant, la meilleure combinaison pour se tirer honnêtementd’ affaire? * ** 117
  • 118. Il est presque toujours maladroit et dangereux - de vouloir trops’élever au-dessus de la condition tracée pour nous par ladestinée, l’éducation et l’ambiance. Trop souvent, on se trouvetransplanté dans un monde fermé, fier, où l’on toisera de bienhaut le « parvenu » que vous êtes. C’est ce que nous fitremarquer notre sergent de la « der des der » (guerre de1914-18) un jour où, nous le croisâmes. Ses qualités et soncourage exceptionnels l’avaient hissé, grade après grade, à ladignité de Commandant. Et comme nous le félicitionschaudement : « Je regrette, soupira t-il, le bon vieux temps dela « sardine » . Ici je ne me sens pas dans mon milieu.D’ailleurs, une ambition effrénée parvient rarement à sesatisfaire d’une façon complète, définitive. C’est une plaie, unulcère qui ronge, détruit toute quiétude, en semant dans laconscience un désir éternellement inassouvi, en jetant devantles yeux exorbités, mirage splendide et décevant, laperspective d’un but grandiose qui recule sans cesse au fur età mesure qu’on l’approche : tout comme le ciel que croitatteindre l’enfant en gravissant la montagne, et qui, dusommet, se révèle plus haut, plus lointain, plus inaccessibleque jamais.En particulier, une ambition intellectuelle démesurée, setraduisant par une course perpétuelle aux peaux d’âne, unechasse sans fin aux concours, n’est pas en général couronnéed’un plein succès. Qu’il y ait d’honorables exceptions, cela nefait pas l’ombre d’un doute. Mais que de fois, avant laconquête du diplôme convoité, la fatigue ne survient-elle pas,inexorable, suivie de l’échec, du découragement, et, tropsouvent, d’un délabrement de la santé !Conséquence del’implacable loi de la « mauvaise volonté de la nature » qu’ilest raisonnable de prévoir et d’éluder. 118
  • 119. * **Quoi qu’il en soit, si nous avons décidé d’accomplir une tâcheintellectuelle difficile : préparation, par exemple, du Certificatd’Aptitude au Professorat des Ecoles Normales, ou duCertificat d’Aptitude à l’Enseignement Secondaire, effectuéeen marge d’un gagne-pain, n’oublions jamais que nousdevons nous allier au Temps.En effet, le résultat à atteindre va nous demander beaucoupde forces, et exigera des dépenses très appréciables.Voulons-nous à tout prix brûler les étapes? Nous courons lerisque d’avoir, à bref délai, la visite du médecin. D’autre part,notre situation matérielle va souffrir de notre activitéadditionnelle, car le temps passé à étudier -vérité de La Palice— ne l’est pas à gagner de l’argent. Nous allons nous trouvergêné, et, pour remédier à cette situation précaire, nous seronsamené à réduire nos frais de nourriture et de chauffage. Trèsdangereux pour la santé... Nous tournons dans un cerclevicieux.Il va donc falloir ruser...Un labeur intense exigeant des forces surabondantes, il estabsolument indispensable de se réserver les moyenspécuniaires d’avoir une riche alimentation. Par suite, il va êtreessentielde consacrer une partie de notre activité et de notre temps ànous créer des ressources supplémentaires.Ainsi, chose paradoxale, nous voilà acculé, pour réaliser unprojet INTELLECTUEL avec le minimum d’aléas, à lanécessité de nous préoccuper de la partie la plusMATERIELLE de notre existence. Ici, comme on le voit, plusque partout ailleurs, les extrêmes se touchent… 119
  • 120. Il est évident, d’ailleurs, qu’en ajoutant des tâches lucratives ànotre travail principal, nousdevons soigneusement éviter de surcharger notre emploi dutemps au point d’amener un surmenage qui serait désastreux.Il ‘y a donc lieu, pour concilier tout cela, de ralentirprudemment le moteur; en un mot, de s’allier au TEMPS.Comme on le voit, tout se tient dans la vie... * **Enfin, n’oublions pas qu’il faut accomplir toute chosesimplement. Travaillons, bien entendu, de façon à nousrapprocher le plus possible de la perfection, surtout ENPREPARANT UN EXAMEN, car la quantité de travail n’estrien sans la QUALITE. Mais ne cherchons pas, comme ditl’autre, midi à quatorze heures. Evitons de couper les cheveuxen quatre : le mieux pourrait se trouver l’ennemi du bien. Nedédaignons pas le mot célèbre du profond philosophe Pascal,qui connaissait bien la vie et les hommes « L’homme n’est niange ni bête, et qui veut faire l’ange fait la bête. »Les professeurs savent, par une cruelle expérience, qu’un jourd’inspection, les élèves, dans leur application à vouloirrépondre beaucoup mieux que d’habitude, accumulentsottises sur sottises.Dans une classe de cinquième de trente-deux élèves, unInspecteur Général fait disposer les enfants suivant 8 rangéesde chacune 4 potaches. Il se place devant eux : il y a HUITfois QUATRE élèves, donc 4 x 8. Il se met ensuite sur le côté :on compte QUATRE fois HUIT élèves, soit 8 x 4.L’Inspecteur se fait indiquer le meilleur élève de la classe, et,s’adressant à lui: « Le nombre des élèves est-il le même dansles deux cas? » lui demande-t-il. — Oui, Monsieur 120
  • 121. l’Inspecteur. — Et pourquoi? — Parce que le produit de deuxfacteurs ne change pas si l’on intervertit l’ordre des facteurs.C’était une ânerie, montrant que le Newton en herbe, paralysépar une présence anormale, n’avait pas « réalisé », l’élémentNOUVEAU, à trouver, qu’apportait le dispositif du chef. Devantla question posée, il s’était trouvé, en quelque sorte, hypnotisépar l’égalité qui, au tableau, flamboyait devant lui :4 x 8 = 8 x 4.Il avait alors tout juste associé dans son esprit cette relationavec la leçon précédemment apprise à ce sujet : associationPAR CONTIGUITÉ, parfaitement normale, qui n’a certes riende « transcendant » ... Forme initiale d’association, que lesanimaux utilisent avec autant de virtuosité que nous. Le« pauvre type », désemparé, s’y était accroché comme lenoyé à une bouée de sauvetage. La réponse à faire eût exigéune observation sans malice, mais PERSONNELLE,assaisonnée d’un peu de bon sens. Il eût fallu que l’enfant fîtune petite découverte : qu’il remarquât que, dans l’intervallede temps ayant séparé les deux manières de compter, aucunlycéen n’était entré ni sorti. * **A L’EXAMEN, dans notre désir d’ épater les examinateurs parnotre érudition, nous résistons rarement à la tentationd’ajouter à nos copies, au tout dernier moment, desénormités,— des perles — dont la moindre suffit à coulernotre composition et à entraîner irrémédiablement notreéchec. 121
  • 122. * **Une expérience formelle montre que nous aurons le maximumde chances de succès dans nos entreprises si nous visons unbut tout à fait à notre portée. Ne pas songer à l’impossible,tirer le meilleur parti des forces et des facultés dont laprovidence nous a gratifiés, dans le milieu même où noussommes placés, et, par là, ne pas permettre à l’universelle etredoutable loi de la Thermodynamique qui a nom : LOID’EQUILIBRE, de jouer contre nous : telle est la meilleuretactique à employer pour apprivoiser le SUCCES, — cetoiseau bleu qui plane au- dessus de nous et réaliser levéritable but de notre existence. * **Voyons maintenant d’un peu plus près en quoi le bon senspeut secourir LES CANDIDATS A DES EXAMENS. Cesjeunes personnes sont trop timorées; ces messieurs, parfoisbien hâbleurs... Avant la composition, ces demoisellestremblent; après, elles n’ont rien fait de bon. Ce sont alors dessoupirs, des pleurs et des grincements de dents. Par contre,tels adolescents, pérorant avec assurance avant la premièreépreuve, ont, paraît-il, tout vu; ils savent tout sur le bout dudoigt; pour un peu, ils vous diraient par avance les sujets descompositions. Après, ils ont tout fait. Ils sont sûrs de réussiravec mention...Le bon sens conseille de n’avoir ni trop de confiance ni troppeu. Sous-estime-t-on le niveau l’épreuve? On croit volontiersqu’un travail sérieux ne s’impose pas. Ce penchant estfavorisé par la paresse qui sommeille en chacun de nous,— étudiants et professeurs — et dont la nature, en vertu de laloi d’INERTIE, nous étale sans vergogne de si fâcheux 122
  • 123. exemples. (Songer au rayon lumineux qui, parti d’un point A,doit atteindre un point B après réflexion sur un plan: son trajetest tel, qu’il accomplit le chemin minimum : IL PREND PAR LEPLUS COURT).Combattons cette tendance en nous disant : Tous ceux quiosent se présenter sont du niveau de l’examen, ou à peu près;cependant, grosso modo, 40 % seulement seront admissibles,à peine 30% reçus définitivement. Donc, si nous nous bornonsà être d’une honnête moyenne, « tangents », la compétitionne présentera pour nous PAS PLUS DE CHANCES QU’UNELOTERIE. Nous courrons même des risques sérieux de nepas 3passer », car, au jour J, ON PERD UNE PARTIE DESES MOYENS. Il faut donc arriver assez bon (moyenne de 13sur 20) au jour fatidique, pour compter sur des chances toutau plus normales d’atteindre la moyenne, ou même seulementd’ « entrer en discussion » c’est-à-dire avec une moyenne àl’écrit de 9 à 9 et demi sur 20, ce qui, dans certainesconditions et moyennant un livret scolaire très élogieux permetau Jury de « relever » le candidat. * **D’autre part, ne nous sous-estimons pas, et n’arrivons pas à lasalle des épreuves en nous estimant « collé » par avance !S’agit-il, non pas d’un examen ordinaire, mais d’unCONCOURS? On est encore plus intimidé : sur deux ou troiscents appelés, combien va-t-on compter d’élus ? Peut-êtreune dizaine !Il se peut que les compositions aient été choisies difficiles,pour faciliter le classement. Mais qu’arrive-t-il souvent ?Personne ne sait les faire; dans ce cas, il n’est plusabsolument nécessaire d’atteindre la moyenne à l’écrit pour 123
  • 124. être déclaré admissible. Prenons un exemple. A l’Agrégationde Mathématiques, le total des points à l’écrit est de 80. Lamoitié du maximum est donc 40. Cependant, au Concoursnormal de 1919, on fixa l’admis à 36 points, et celui qui,finalement, fut reçu définitivement LE PREMIER eut 4 sur 20 àla composition de Mathématiques Elémentaires (qui n’a d’« élémentaire » que le nom : en réalité, c’est la plus difficile etla plus redoutée). Il est vrai que le N° 2 avait décroché à cettemême épreuve un 18 sur 20. Au Concours de 1922, on pritdes admissibles à 33 points.Bref, le mieux est de penser si le sujet est dur, il le sera pourtout le monde; avec du sang-froid, de la méthode et de lamaturité, on doit pouvoir trouver quelque chose. Du reste,pendant votre longue préparation, le BON SENS vous a portéà piocher vigoureusement vos points faibles; il vous a invité,d’autre part, à vous perfectionner dans votre partie forte, defaçon vous assurer un appui solide. C’EST LÀ LE MEILLEUR,LE VRAI PISTON Vous gagnerez des points sur votrespécialité, et cela compensera les défaillances que vous aurezpu accuser par ailleurs. * **Un sujet vous paraît-il d’une facilité dérisoire? Tient-il enquelques mots bénins? MEFIEZ VOUS. Il y a une ou plusieursdifficultés soigneusement camouflées. Le « matou » qui l’aproposé a fait patte de velours... « Mauvais signe, disait lemédecin de Molière à Monsieur de Pourceaugnac, quand unmalade ne sent pas son mal ! »Ici, le malade, c’est vous; le mal, c’est le texte. Tout le mondeconnaît l’énoncé du dernier théorème de Fermat, QUI TIENTEN UNE LIGNE, et fait le profane s’écrier : « Combien cela 124
  • 125. doit être aisé à établir ! » Eh bien... depuis plus de troissiècles, la démonstration reste encore à trouver. Ceci entrenous — à la confusion furieuse des géomètres : avec leursméthodes modernes si nombreuses, si fécondes, si savantes,se voir damer le pion par un arithméticien aux « astuces »datant du père Noé ! * **Toutefois, ne voyez pas des traquenards par tout. En sciencescomme ailleurs, des méthodes- champignons naissent, ont lavogue pendant un temps, puis font place à d’autres. Toutbeau, tout nouveau, dans le siècle où, plus que jamais, règnele snobisme... II y a une quarantaine d’années, enmathématiques, le procédé de recherche des LIEUX et desENVELOPPES PAR L’HOMOGRAPHIE fit fureur durantquelques lustres, et s’implanta si bien qu’on fut obligé d’eninterdire l’emploi : les candidats à l’Agrégation voyaient del’homographie partout... * **Au Baccalauréat, en Mathématiques et en SciencesPhysiques, trois questions de cours sont proposées : on enCHOISIT une. Mais le problème est UNIQUE. A la premièrepartie, le coefficient est le même pour la question et pourl’application.Etes-vous faible en problèmes? Ne jetez pas pour cela lemanche après la cognée. D’abord, vous vous êtes entraîné,vous avez résolu maints exercices, en commençant par lesplus faciles et les plus brefs. Du reste, vous avez bien étudiésur vos manuels, et, pendant la période de ré vision, épluché 125
  • 126. tout à fait au fond le tiers des questions de cours figurant auprogramme, en préférant celles que vous saisissiez le moins,ou, si vraiment vous ne « pigez » pas, celles que vous savezle mieux. Vous pouvez encore, si cela vous amuse, les tirer ausort, ce qui donne à l’épreuve è venir une petite saveurémotive de Loterie Nationale... **Le BON SENS commande de calculer LENTEMENT. Mieuxvaut aller en tortue et sûrement, que jongler avec des formulesfausses depuis le début... Le BON SENS suggère aussi den’accepter une formule que sous bénéfice d’inventaire :s’assurer avant tout qu’elle ne contient pas de défautd’homogénéité. Bien se relire pour donner la chasse auxfautes de signes, — qui se glissent avec l’agilité d’une anguilleentre chiffres et lettres — et aux « coquilles » dans les calculsFACILES, qu’on a, pour cette raison, probablement« sabotés » ... Enfin, le BON SENS insinue d’exécuter dès ledébut, dans les questions numériques, aussi bien de Physiqueque de Mathématiques, — un calcul grosso modo, de façon àvoir d’emblée l’ordre de grandeur du résultat. On décèleraainsi des « bourdes » , monumentales qui feraient tomber à larenverse votre correcteur... * **Beaucoup de candidats s’imaginent avoir produit une solutionsatisfaisante d’un problème NUMERIQUE quand ils ontexposé la marche à suivre pour traiter la question, ou mêmerésolu le problème plus général où les données ont étéremplacées par des lettres. Ils se dispensent de terminer leurscalculs, un peu par inertie, puis parce qu’ils craignent decommettre des erreurs qui entacheraient l’ensemble du travail; 126
  • 127. enfin parce qu’ils méprisent, au fond, ce qui, à leurs yeux, estplutôt une besogne mécanique, une tâche subalterne.N’est-ce pas là une importante lacune ? En réalité, l’obtentionEFFECTIVE du résultat NUMERIQUE demandé, surtout s’ildoit être calculé avec une approximation déterminée, est loind’être négligeable. Le BON SENS indique au futur ingénieur,par exemple, que s’il ne s’est pas suffisamment entraîné àsortir des résultats numériques sûrs, les calculs qu’il seraappelé à faire plus tard s’avéreront peut-être FAUX. Le pontconstruit d’après ses directives s’écroulera sous le passaged’un train; l’avion bâti sur ses données explosera dans lesairs, à moins qu’il ne percute une montagne, comme celui oùpérit le général Leclerc, ou celui où, plus récemment encore,devaient trouver la mort, entre autres, notre sympathiquechampion du monde de boxe des poids moyens MarcelCerdan, ainsi que notre gracieuse, merveilleuse et infortunéevioloniste, Mademoiselle Neveu. * **Les efforts de l’élève doivent tendre à ce que toutesprécautions soient prises pour que le NOMBRE à obtenir soitréellement trouvé, et surtout à éviter de présenter un résultathurlant par son invraisemblance.Tout bien considéré, un problème numérique, contrairement àce qu’on pourrait croire, est souvent plus délicat qu’unequestion où figurent seulement des lettres. C’est qu’ici, il nes’agit plus de se contenter de discussions, seraient-ellesprécises voire académiques. Des qualités de BON SENS etde jugement seront indispensables pour dépister l’ERREUR,cette « paille » qui s’infiltre si volontiers dans les calculs.Prenons un exemple: 127
  • 128. Soit le problème de physico-mécanique suivant:On lâche, sans vitesse initiale, une balle qui tombe au fondd’un puits. Le bruit fait en choquant le fond s’entend un tempst après le début de la chute.Calculer la profondeur du puits.Il conduit à la discussion d’une équation du second degré, quia deux racines réelles et positives. Or, le BON SENS indiqueque, de ces deux racines, une seule est acceptable, car cepuits ne peut avoir qu’une seule profondeur. Soit en effet, pune profondeur trouvée. Un autre nombre p’ ne peut convenirégalement. Car, si p’ est plus grand que p, le son aura àparcourir une distance plus grande, aller et retour, et serarevenu à l’oreille de l’observateur seulement au bout d’untemps t’ plus grand que t. Raisonnement analogue, mais ensens inverse, pour un nombre p’ inférieur à p.Le BON SENS sera encore nécessaire pour décider laquelledes deux racines sera la bonne.Si, dans une question numérique, les calculs portent sur desnombres décimaux, on devra au début, en quelques minutes,trouver un résultat grosso modo, en opérant sur les nombresENTIERS les plus voisins des nombres donnés. Ainsi serontimpossibles les fautes monumentales de virgules. * **Le BON SENS empêchera de produire en Physique desréponses ahurissantes. Nous nous souvenons avoir corrigé ledevoir d’un jeune homme et celui d’une étudiante. NotreInaudi précoce trouvait, pour la longueur du fil d’un rhéostat, 7dixièmes de millimètre, pour celle d’un autre, 400 kilomètres;et surtout, il annonçait sans broncher 320.000 ohms pour la 128
  • 129. résistance d’un fil de cuivre. Quant à notre gracieusecalculatrice, elle obtenait, pour le grossissement g d’unelunette astronomique g = 800 millions.Brave disciple ! Le condamné à mort de l’Oncle Sam eût payéune fortune pour acquérir votre fil enchanté et l’attachersubrepticement à la chaise fatale. Il n’aurait pu êtreélectrocuté, car il aurait dit au courant « Tu ne passeras pas! »Et vous, Mademoiselle et chère Elève, nous vous envionsd’être si bien renseignée. Votre lunette-record vous a montréla blonde Phébé à 0 m. 50, deux planètes à 50 mètres, et leSoleil à 200 mètres. N’avez-vous pas tenté de mettre la Lunedans votre poche? Dites-nous vite quelle est la taille deshabitants de Vénus, et faites- nous donc connaîtrel’emplacement des chantiers où les Martiens fabriquent leurssoucoupes volantes... * **Il arrive souvent qu’au début d’un problème, le BON SENSsuggère une méthode instantanée qui sauve parfois d’unesituation délicate.Par exemple, pour trouver le tiers et demi de 100, on peutdiviser 100 par 3, puis le quotient obtenu par 2, et l’ajouter auprécédent. Ces calculs sont ardus, et le résultat est seulementapproché. Mais si vous songez tout à coup que :1:2 = 13 6et que 1+1=2+1=3=1 3 6 6 6 6 2 129
  • 130. vous aurez seulement à diviser 100 par 2, et vous aurezinstantanément le résultat EXACT, 50, sans la moindredécimale, et sans erreur. * **Lorsque, en 1922, nous passâmes l’Agrégation deMathématiques, le problème de Spéciales était fort difficile etfort long. Nous réussîmes à arriver à peu près jusqu’au bout,où nous guettait la recherche de deux LIEUX géométriques dedifficulté, semblait-il, à peu près équivalente. Nous mîmes uneheure à trouver l’un d’eux et à coucher la rédactioncorrespondante. Les sept heures étaient écoulées, etl’appariteur s’était mis en mouvement pour recueillir lescopies. Le temps nous manquait absolument pour réserver àl’autre lieu toute une série de calculs de la même envergureque ceux du premier. Nous finissions de relire notre travail,quand une idée jaillit de notre cerveau.D’après la nature de la question il suffisait, pour déduire lesecond lieu du premier, de changer tout simplement y en i.ydans l’équation définissant le premier (i étant, comme on sait,une lettre symbolique, dont le carré, par convention, est égal à— 1).En un clin d’oeil, tout fut bouclé...C’est à cette simple remarque que nous dûmes la note 15 sur20 (la meilleure) à cette composition, et NOTREADMISSIBILITE, et, en dernière analyse, notre admissiondéfinitive (car nos autres épreuves — ne le répétez pas... —étaient loin d’être des chefs-d’oeuvre...). * ** 130
  • 131. Terminons ce chapitre par quelques anecdotes d’oral,prouvant que, dans chaque cas, le candidat n’avait pas assezde BON SENS.Au Certificat d’Etudes.I — L’examinateur de français : « Qu’est-ce qu’uneproposition? » Le candidat : « Une pro position estl’énonciation d’un théorème. »II. — Interrogation en Géographie. — Une grande carte deFrance est suspendue au mur. L’examinateur : « QuePrendriez-vous pour aller de Perpignan à Dunkerque? —.« Une échelle, Monsieur. »Au Brevet Elémentaire.I. — Interrogation d’Histoire. — L’examinateur : « Savez-vousce que les Romains entendaient par « thermes » , ? — Desbains, Monsieur.— Mais c’est très bien. Je suis même surpris de votreérudition. Quand avez-vous appris cela?— La semaine dernière. En partant un matin, mon père a criéà ma mère « Si le propriétaire vient pour le terme, tu l’enverrasau bain. »II. — Interrogation de Mathématiques.L’examinateur : « Avez-vous fait de l’algèbre? »— Un peu, Monsieur. — Voyons cela. A quoi est égal 2 x — x? A 2, Monsieur » 131
  • 132. CHAPITRE VILe «trac» et la timiditéUn obstacle très sérieux à la réussite est la TIMIDITE. Cetétat, non sans grâce chez une jeune fille, constitue un énormehandicap pour les garçons, dont il paralyse toute initiative. Letimide, en dépit des apparences, est rarement un modeste. Onpourrait au contraire discerner en lui, le plus souvent, unprofond sentiment d’orgueil. Abstraction faite des caspathologiques, plus nombreux qu’on ne croit, la timidité estpresque toujours la rançon des âmes d’élite, délicates etfières, des esprits de haute valeur. On peut rapprocher letimide de ces jolies fleurs qui rentrent leurs corolles aumoindre effleurement, au premier rayon de soleil...Cette médaille a son revers. La timidité peut transformer enenfer une existence consumée de regrets. * **Le timide entre-t-il dans un salon? Qu’un regard se fixe sur lui: il a aussitôt l’impression d’être dévisagé par la galerie avec laplus minutieuse attention, teintée d’un ironique dédain. Cetteobsession le trouble, un froid le saisit, il se prend à trembler,devient gauche par auto suggestion. II fait tant et si bien qu’ilfinit véritablement par provoquer quelques sourires, plus 132
  • 133. indulgents néanmoins qu’il ne les entrevoit à travers le prismede son imagination affolée.Est-il en conversation ? Il se fait scrupule d’ouvrir la bouche,parle d’une voix faible, hésitante, n’ose fixer son interlocuteur.Celui-ci, sentant à qui il a affaire, prend d’emblée del’ascendant sur lui.Dans la rue, le timide baisse craintivement les yeux. Il luiarrive fréquemment, par suite, de ne pas voir ou de ne pasreconnaître les gens QU’IL FREQUENTE. Est-il fonctionnaire?Il s’expose à croiser un collègue, voire un chef, sans le saluer.Mais il fait mieux encore.Il lui semble parfois, dans un passant qu’il vient de regarder àla dérobée, remettre une connaissance, et il s’empresse defaire les frais d’un salamalec. Le quidam, qui ne l’a jamais vude sa vie, peut très bien ne pas lui rendre son salut, soit quecela dépasse les bornes de son savoir-vivre, soit simplementsous l’effet de la surprise.Dès lors, la fierté du timide est frappée d’une profondeblessure.Croise-t-il une silhouette qui lui semble familière ? Il nes’inclinera pas, ou, avant de le faire,il aura soin de toiser longuement la personne en question... Ilarrive à un timide de considérer dans le blanc des yeux unami, et de ne pas déplacer son couvre-chef ni desserrer leslèvres Il ne l’a pas reconnu, n’ayant pas eu l’aplomb de rendreson regard assez pénétrant. * **A son arrivée dans un nouveau poste, un fonctionnaire timiden’osera pas rendre visite aux personnages influents de la 133
  • 134. localité, qui se formaliseront de ce manque d’égards. A-t-il unefaveur à demander ? Si, par un sursaut d’énergie, il se décideà aller trouver son supérieur pour solliciter son appui, un froidmortel le saisit en face de son majestueux interlocuteur. Ilprésente sa requête d’une voix si mal assurée qu’elle est,d’avance, rejetée sans appel. * **Par un étrange paradoxe, le timide se nuit aussi d’une façontout opposée. Qu’un plus audacieux enlève haut la main, sousson nez, un avantage important auquel il avait droit, et qu’il eûtobtenu sans son inconcevable pusillanimité : il ressentprofondément ce qu’il taxe d’injustice. Dans son coeur froissé,tel un vase clos, bouillonne une colère folle, qui va finir paréclater... Il se montre soudain brusque, arrogant, péchant, defaçon peut-être irrémédiable, par défaut complet de tact. LEMOUTON EST DEVENU ENRAGE.Que de timides, par manque de..: cran, ou par l’un de cesaccès de sauvagerie qui font d’eux une déconcertanteénigme, n’ont pas su saisir au bond une occasion magnifique,la laissant échapper de bien près ! C’est peut-être pour euxqu’a été forgé le proverbe : « Il y a loin de la coupe auxlèvres... » * **Le timide est-il un artiste ? Son défaut prend alors le nom de «trac ». Le trac se manifeste, bien entendu, au moment d’entreren scène, surtout — on le devine — chez les débutants, et —il faut bien le dire chez ceux qui ne savent pas assez bien leurrôle. 134
  • 135. Il faut avouer qu’il y a un peu de quoi.La peur de mal jouer et la perspective, dans ces cas, desréactions féroces du « cochon de payant », qui, après tout, estsévère parce qu’il veut en avoir pour son argent, suffisent àaffoler l’imagination, et à gêner sérieusement le jeu del’exécutant. Celui-ci fera son apparition d’un pas mal assuré,trébuchera. En un mot, il ratera son entrée. Quoi d’étonnant àce que, dès lors, il se mette à balbutier, à bégayer, et à êtrefrappé d’amnésie ?Aussi entendra-t-il mal le souffleur...A-t-on oublié la « coquille » lancée à pleins poumons par «Hernani » lors de la première représentation de ce drame ? Lehéros, troublé par le tumulte (qu’on se souvienne de la «Bataille d’Hernani » !), se trouvant à court pour la réplique, sepencha vers le souffleur qui murmurait:« Vieillard stupide, il l’aime. » Et voilà notre brigand d’un soirhurlant, de son ton le plus tragique : « VIEIL AS DE PIQUE, ILL’AIME I!!Dans un autre drame, un acteur timide incarnait le personnagedu grand Charlemagne, Empereur d’Occident, face à sestroupes qu’il venait haranguer. Le trac lui avait fait perdre le fil.Et l’homme du trou de chuchoter : « Je suis content à voir tantde vaillance. Salut, ô mes preux ! » Et le monarqueoccasionnel d’ânonner piteusement: « JE SUIS GONTRAN,AVORTON DE MAYENCE! SALUT AUX LEPREUX !! » * **Quand, à l’Ecole Normale, nous fîmes notre premièreconférence, devant un public composé des élèves-maîtres,des professeurs, du DIREC TEUR et de familles de la ville,nous n’en menions pas large. Aussi avions-nous appris parcoeur tout le texte, qui se rapportait à la question dudéboisement. Nous nous proposions de plastronner en nous 135
  • 136. promenant de long en large sur l’estrade avec force gesteséloquents longuement étudiés, sans lire une seule note.Mais une fois derrière notre table et devant notre verre d’eau,quand l’Econome nous eut présenté à l’auditoire, terminant ences termes lapidaires « LA PAROLE EST AU CONFERENCIER », il fallut déchanter. Un certain bruissement, fait defroissements de programmes, de chuchotements, deglissements de pieds, ces regards étincelants soudainbraqués sur notre personne comme les gueules de trois millebouches à feu, tout cela ne fut pas long à nous faire rentrerdans notre coquille...Après deux ou trois phrases dites d’une voix de rogomme, etquelques pas sur la scène avec des jambes flageolantes,nous fûmes contraint de venir échouer sur notre chaise, etbien heureux de consulter quelques notes que, par précaution,nous avions tout de même songé à garder. Au bout de dixminutes, il est vrai, le trac avait diminué. Notre voix s’étaitéclaircie, raffermie. Bientôt nous n’eûmes plus peur du tout dela foule en miniature qui nous faisait face. Toutefois, il ne futplus question de reprendre les allées et venues avec deseffets de torse. Nous restâmes bien sagement assis devantnos feuilles noircies... * **Réalisez-vous combien désastreuse est la timidité à l’oral d’unexamen ? Les séances sont publiques, et, au Baccalauréatpar exemple, les auditeurs sont parfois nombreux à laSorbonne. Tout cela impressionne terriblement. Si vous netriomphez pas du trac, vous perdrez presque infailliblement lamémoire, oubliant en un clin d’oeil tout ce que vous aviez missi longtemps à emmagasiner. L’imagination aidant, vous vous 136
  • 137. verrez par avance bafouiller, et devenir un objet de risée pourl’assistance entière. Donc il faut absolument VOUSAFFRANCHIR DE CE COMPLEXE D’INFÉRIORITE. Nousallons vous y aider. * **Vue à travers un prisme éminemment simpliste, la timiditésemble due à un état morbide des nerfs lié à l’état général.Sous un angle un peu plus technique, nous indiquerons que,d’après des résultats récents, elle est en rapport étroit avec lebon fonctionnement du système endocrinien, et, en particulier,de la glande THYROIDE et des glandes SURRENALES.Notons rapidement que la thyroïde est logée dans le cou, enavant. Elle aide à la vivacité de l’esprit. Les sujets chezlesquels elle fonctionne très normalement sont en bonnesanté, actifs, bien musclés et mentalement tout à faitéquilibrés. Travaille-t-elle au ralenti ? L’individu s’avèrenonchalant, ainsi que la plupart de ses organes. Il tend à laparesse, à la somnolence, à l’obésité. Est-elle trop active?L’être devient tout nerfs.Les glandes surrénales, de petite taille, sont au-dessus desreins, comme l’indique leur nom. Le liquide qu’elles sécrètentdonne du ton au coeur, raffermit ses battements et facilite lacontraction des artères. Sont-elles en bon état ? Vous êtesrobuste, résistant au travail physique et intellectuel, capablede soutenir un effort de fond. * **Les conseils que nous formulons ci-dessous, en ce quiconcerne l’hygiène et le régime, mettront peu à peu ces deux 137
  • 138. groupes de glandes dans les meilleures conditions possibles,et, par suite, vont vous permettre de lutter très efficacementcontre la TIMIDITE. * **On fera choix d’une nourriture substantielle, riche en alimentsphosphorés. (lentilles, pommes, poisson). Un exercice modéréau grand air sera salutaire. Quelques mouvements degymnastique matin et soir sont tout indiqués. On choisira,dans la journée, ceux qui galvanisent le réflexe respiratoire(mouvements de la brasse, de l’aviron, exercices avecextenseur), car une exaltation de la circulation en oxygèneACCROIT LA SANTE DE LA THYROIDE. Aussi, l’usagerégulier d’exercices respiratoires (dont nous avons déjà parlé,en première partie, à propos de l’hygiène), avec expirations etinspirations FORCEES conduit-il, en quelques semaines, à desubstantiels résultats.Nous avons déjà signalé le massage biquotidien, TRES LENTET TRES PUISSANT, de TOUTES les ARTICULATIONS et,en particulier, du cou et surtout du NOEUD VITAL Ceprocédé, répétons-le, galvanise vite l’individu, en facilitantconsidérablement la circulation. Le coeur nourrit mieux la têteet les centres nerveux qui s’y trouvent, rend le sommeil plusréparateur et rénove les nerfs. * **Un complétera la cure. Vous vous ferez matin et soir dessuggestions d’où soit exclu tout effort volontaire. Aussi nedirez-vous pas : « Je VEUX me débarrasser de ma timidité »(méthode A, exposée au chapitre premier de la seconde 138
  • 139. partie), mais, avec Emile Coué : « Je SUIS SUR de vaincrema timidité » (forme imaginative, ou forme B), ou, avec plusd’efficacité encore : « Ce sera LE BONHEUR POUR MOI dem’affranchir de ma timidité »(forme AFFECTIVE de l’autosuggestion, ou forme C, encorePLUS PUISSANTE que celle de Coué). * **Plusieurs fois dans la journée, vous tâcherez de vouspersuader que votre timidité s’évanouit. Vous vous verrez parl’imagination, d’une manière aussi concrète que possible,causant avec une aisance parfaite. Vous vous répéterez avecconviction que vous avez de la valeur, en vous remémorant lenombre et la qualité des diplômes que vous avez déjà, laprofondeur et l’étendue des connaissances que vouspossédez, le prestige de la profession que vous exercez. Vousvous direz que vous êtes tout autant, plus peut-être, que lessujets marquants de votre entourage; que ceux-ci ne segaussent pas de vous; qu’au con traire ils vous estiment etvous considèrent.Enfin, loin de fuir la société, vous rechercherez avecpersistance toutes les occasions de converser, non seulementavec les camarades, mais aussi et surtout avec les personnesqui vous en imposent naturellement. Pour faire disparaître cetétrange sentiment de gêne, cette sorte de torpeur quis’empare progressivement du timide au fur et à mesure qu’ilapproche le redoutable interlocuteur, vous vous avancereztout naturellement, avec de petits mouvements du corps, sansla moindre affectation, de manière à dissocier, par unesuccession rapide de menus actes concrets, les idées 139
  • 140. déprimantes qui tendent à hanter l’esprit. Puis vous engagerezla conversation avec la plus grande simplicité.De jour en jour, vous allez vous voir envahi torrentiellementpar cette joie vive et profonde, cette inégalable griserie à voussentir libéré de ce réseau ténu de fils invisibles qui ligotaientvotre personnalité.Alors vous redresserez la tête, car vous vous sentirezvraiment une créature VIVANTE, pleine d’audace, débordantd’énergie et d’aplomb, et prête à affronter l’EXAMEN, surtouts’il a été bien préparé 140
  • 141. TROISIEME PARTIEPREPARATION DIRECTE D’UN EXAMEN 141
  • 142. CHAPITRE PREMIERComment organiser son plan de travailLa préparation d’un examen est une tâche ardue, souventcoûteuse et réclame une somme considérable d’ENERGIEAvant d’entreprendre un projet de cette envergure, il estindispensable d’avoir mûrement réfléchi. II faut se sentir sûrque l’on tiendra bon, que l’enthousiasme initial ne durera pasce que durent les roses, l’espace d’un matin...Oeuvre à longue échéance, susceptible d’aboutir seulement sil’on a la sagesse, la prudence de compter avec un facteurcapital .Ce facteur, il est vrai, est capable de conduireinfailliblement au succès. Aussi importe-t-il à tout prix quel’étudiant s’assure l’aide, l’alliance de cette puissancemystérieuse et irrésistible, clef de toutes les réussites et peut-être, pourrait-on ajouter, de tous les miracles de cette forceimpondérable dont ,chacun ,a quotidiennement le nom sur leslèvres, mais — le croirait-on? — sans aucune espèced’importance: c’est le TEMPS. * **Seuls de profonds esprits ont songé à souligner le rôleextraordinaire du temps dans la conduite de la vie. Lesproverbes : « Goutte à goutte, l’eau use la pierre », « LeTemps est un grand Maître », « Le Temps est un grandMédecin », ne sont ni des paradoxes ni des divagations de 142
  • 143. songe-creux, mais des vérités — sans jeu de mots — detout... temps. « Le génie n’est qu’une longue patience » ,répétait Napoléon. « Le Temps et moi », telle était la devisede l’habile Mazarin, dont la fermeté doublée de finesse, ens’inspirant de cette sage maxime, sut finalement s’imposer,dans une contrée qui n’était pas la sienne et dont laprévention avait fait de lui, au début, le symbole del’impopularité. Enfin, les Britanniques ne disent-ils pas : Waitand see » (attendez, pour voir...)? * **Dans le courant de l’année 1921, l’un de nos amis avaitconsacré à la préparation d’un Concours des effortsextrêmement énergiques et fourni un labeur surhumain:résultat insuffisant aux épreuves écrites. L’année suivante, ilpersista dans sa résolution, mais en travaillant beaucoupmoins, quoique avec méthode et régularité : le succès arrivacomme un fruit mûr à la fin de l’année scolaire.Nous vous engageons à faire l’expérience suivante : essayezd’exécuter une page de calculs très rapidement. Quelle quesoit votre habileté, vous courrez les plus grands risques de nepas arriver au bout sans avoir commis quelque erreur. Ilfaudra recommencer et peut-être deux fois pour une.Finalement, vous vous rendrez compte que vous aurez misplus de temps, et pris plus de peine, avec cette méthode, — sitant est qu’on puisse décorer du nom de « méthode », unetelle façon de procéder — qu’en faisant progressivement votretravail avec une sage lenteur. Lièvre, vous aurez été battu parla tortue qu’il eût fallu être. Vous avez prétendu bousculer,brimer le TEMPS : il s’est vengé. 143
  • 144. Ayez toujours soin de mettre le TEMPS AVEC VOUS et vousREUSSIREZ. Le négligez-vous? Le dédaignez-vous ? Leméprisez-vous ? IL TRAVAILLERA CONTRE VOUS ! * **Il semble, à priori, que l’homme ait en lui tous les atoutsnécessaires pour diriger brillamment sa vie, et qu’il devraitréussir infiniment mieux qu’il ne le fait. En effet, n’a-t-il pas uneécrasante supériorité sur les bêtes, qui, incapables seulementde faire du feu, se tirent cependant joliment bien d’affaire?N’importe. Il a beau se démener : il est freiné par une forceantagoniste que le magister pontifiant flétrira du nom deparesse , le turfiste, le fervent de la roulette ou de la dame depique, de « déveine »; que le philosophe appellera « loi de lamauvaise volonté de la nature »; qui, en Mécaniquerationnelle, sera 1’ « inertie » ; en Dynamique, « lefrottement » .; et en Thermo dynamique, la loi de la« dégradation de l’énergie »Au moment où vous vous y attendez le moins surgitinopinément un obstacle. Vous voilà bêtement astreint àmarquer le pas, à danser sur place, à enfoncer les portesouvertes... * **Un instituteur intelligent et laborieux, M. J..., entame lapréparation du Certificat d’Aptitude aux Ecoles Normales. Ilétablit judicieusement ses efforts, entre en correspondancerégulière avec un excellent Comité de Correction et se metvigoureusement au travail. « Oh ! oh ! se dit-on, en voilà unqui a envie de « percer ». D’ici deux ans, il sera certainementreçu. Au bout de ce laps de temps, on apprend avecahurissement que non seulement il n’a pas figuré parmi les 144
  • 145. lauréats, mais qu’il a abandonné son projet depuis bellelurette.C’est qu’il ne faut pas perdre de vue la sournoise force derésistance de la nature — le diable si l’on veut — qui tend àémousser toutes les résolutions, à les battre en brèche, et, endernière analyse, à les « saboter ». Des difficultés, soudain,surgissent de toutes parts, comme déclenchées par uneoffensive préméditée, savamment orchestrée, terriblementcoordonnée, et à laquelle ne manque même pas l’initial etfoudroyant effet de surprise.Le maître contracte une maladie. Le voilà contraintd’interrompre son entraînement durent plusieurs mois. Puis,au moment où il commence, cahin-caha, à récupérer, àreprendre le fil de ses études, sa famille s’accroît d’un enfant.Ce qui, en d’autres circonstances, eût été pour lui une sourcesuprême de joie, lui porte le coup de grâce. La gêne menacede pénétrer dans le foyer... Le voilà obligé de chercherd’urgence une occupation supplémentaire immédiatementlucrative qui, tout en l’exténuant, absorbe la totalité de sontemps.Il est définitivement vaincu... Et c’est un drame poignant,ignoré de tous, qui déchire l’âme de cet homme de mérite etde volonté, assistant seul, avec désespoir, au spectaclenavrant de sa propre impuissance, empêché par un impérieuxdevoir de se débattre même entre les griffes de la Destinée! * **Dans tout budget prudemment équilibré, une somme nonnégligeable est spécialement consacrée aux dépensesimprévues. De même, une précaution indispensable, aumoment où l’on suppute les chances de succès d’uneentreprise que l’on est bien décidé à mener à son 145
  • 146. terme,consiste à prévoir des difficultés possibles, et à répartirses forces en conséquence.S’agit-il, par exemple, de tenter la préparation d’un examenréclamant en moyenne un effort de deux années? Il sera de laplus élémentaire sagesse de prendre ses dispositions pourêtre en mesure de travailler pendant trois ou quatre ans. Onsait fort bien qu’un candidat doit, au moment des épreuves,être, comme on dit, AU-DESSUS du niveau du programme.D’autre part, il devra s’être entraîné à rédiger les devoirs en untemps un peu plus réduit que le temps maximum concédé àl’examen. * **Considérons un jeune homme désireux de préparer seul unexamen ou un concours, à l’aide de livres.Il se documentera ettâchera d’obtenir les ouvrages qui, avec le minimum de pageset le maximum de clarté (du reste écrits en caractères assezgros pour ne pas fatiguer la vue:TRES IMPORTANT, comme nous l’avons noté au cours de lapremière partie, chapitre III), ne sont pas trop chers.Généralement, les examens ont lieu dans le courant de juin(certains ont une deuxième session vers le début del’automne). Donc l’étudiant se dira qu’il a jusqu’à fin mai pourapprofondir ses cours. II distribuera son travail de façon que leprogramme du dernier mois (mai’) se trouve allégé, afind’avoir la possibilité matérielle, aux approches des épreuves,de faire normalement ses révisions. 146
  • 147. Ceci posé, il procédera de la manière ci-après, qui est d’unesimplicité enfantine (la simplicité est presque toujours ce qu’ily a de mieux) :Il .se dira : le dernier mois, je veux apprendre seulement LAMOITIE de ce que j’étudierai chacun des autres mois.Considérons telle matière de mon programme. Voyonsl’ouvrage correspondant, et notons son nombre de pages, 360par exemple. Depuis la rentrée, 1er octobre, jusqu’à la fin, il ya sept mois PLEINS, plus mai, qui compte pour un DEMI-mois. Soit donc x pages pour chacun des sept premiers mois,et x / 2 pour le mois de mai. J’écris l’équation suivante:7x + x / 2 =360, d’où: 14x + x = 720; 15x=720et, par suite : x =720. = x/2 = 24 15Cet intellectuel commencera par lire attentivement la TABLEDES MATIERES. Il l’apprendra par coeur, ce qui représenteraun plan général cohérent, et fixera dans son cerveau le cadredes parties essentielles du Cours. Puis il étudiera quarante-huit pages chaque mois, ce qui ne fait guère plus qu’une pageet demie par jour En mai, il ne lui restera plus à s’assimiler’que vingt-quatre pages, soit environ six pages par semaine.Bien entendu, il aura à procéder de la sorte pour toutes lesmatières du programme, et, de plus, il devra faireconstamment DES EXERCICES. Pendant le mois de mai(ainsi que durant tout le début de juin), il aura en outre sesrévisions. Nous en reparlerons plus en détail dans le dernierchapitre de ce livre. * ** 147
  • 148. S’agit-il, pour un maître frais émoulu de l’Ecole Normale, deviser au Professorat? Il aura à voir très nettement si, après saclasse quotidienne, il va lui rester assez de temps et de forcespour accomplir un labeur véritablement fructueux, et s’il auravraiment le courage de poursuivre son travail jusqu’au bout.II n’est pas absolument impossible d’être à un tel Concours aubout d’un an d’efforts soutenus si l’on s’est toujours maintenudans les premiers à l’Ecole. Mais, pour être tout à fait franc,hâtons-nous d’ajouter que c’est alors un heureux hasard. Enréalité, ce laps de temps est foncièrement insuffisant pour quel’esprit ait pu acquérir toute la maturité nécessaire. Il faut deuxans. Comme, entre temps, des obstacles de toutes sortespeuvent, comme on en a vu plus haut un exemple frappant,venir freiner cette activité, le futur candidat, avant de démarrer, doit se dire sans ambages qu’il pourrait bien ne pas aboutiravant trois ans.Cette idée l’effraie-t-elle ? Qu’il renonce tout de suite à sonprojet, sans la moindre hésitation..:Si, au contraire, elle ne le fait pas reculer, qu’il se lancerésolument « dans la bagarre » . Il aura plus de bonneschances que de mauvaises de l’emporter, tôt ou tard. * **Supposons-le décidé. Le programme devant être vu en un an,il répartira son travail de manière à l’avoir parcouru en tempsutile pour pouvoir se présenter à la fin de l’année scolaire,sans se repaître, du reste, d’un espoir prématuré. MAIS QU’ILSE PRESENTE.Cette épreuve lui sera extrêmement utile: elle constituera unesanction palpable de ses études et un excellent entraînement 148
  • 149. pour l’examen de l’année suivante. Cet entraînement sera uneforce latente qui lui évitera des difficultés matérielles, despertes de temps, des tâtonnements, à une époque ultérieureoù le succès pourra être escompté avec des chancessérieuses.Enfin, il prendra connaissance des notes qu’il a obtenues, serendra compte de son niveau, de ses points faibles. Il aurarencontré des collègues, candidats comme lui; on auraéchangé des idées, causé des astuces du Concours. Dureste, vis à-vis du monde extérieur, il sera désormais« CELUI QUI S’EST PRESENTE AU PROFESSORAT ». Celalui vaudra un surcroît de considération, d’abord de la part deson propre Inspecteur, ce qui, en tout état de cause, sera loinde nuire à son avancement. Il pourra profiter du fait pourdemander à être délégué dans un Cours Complémentaire, cequi lui sera probablement accordé, surtout s’il a frisé lamoyenne.Son amour-propre sera agréablement chatouillé.Tout cela contribuera à aiguillonner son ardeur, et ce stimulantlui sera très salutaire. * **Existe-t-il deux examens ayant à peu près le mêmeprogramme ? Le candidat ne devra jamais négliger de seprésenter aux deux chaque année. (Par exemple, s’il préparele Professorat de Sciences, qui l’empêche de subir aussi lesépreuves du Professorat Industriel ?) Le premier sera untremplin pour le second (à condition de tenir bonphysiquement, ce qui aura lieu s’il a lu la première partie de celivre), et cela accroîtra déjà les chances pour ce dernier. Enfin,en se basant sur les lois du Calcul des Probabilités, on voit 149
  • 150. que le candidat à deux compétitions est mieux placé pour êtreadmis — ou tout au moins admissible — à l’un d’eux, que s’ilse bornait. à en affronter un seul. Par ailleurs, il n’estnullement impossible de tomber sur un sujet que l’on possèded’une façon particulièrement satisfaisante, et bien souvent uneseule épreuve excellente suffit à entraîner le succès.Pendant l’année scolaire 1910-1911, l’un de nos cousins,instituteur à ‘Chàteauneuf-du-Rhône, entreprit la préparationdu Professorat scientifique des Ecoles Normales. Les soinsréclamés par une classe très nombreuse et par la préparationdu Certificat d’Aptitude Pédagogique, qu’il obtint en février1911, ne lui permettaient pas de consacrer chaque jour plusd’une heure et demie à ses études. Pour le principe, il décidade se présenter à la fois au Professorat et au Concoursd’entrée à l’Ecole Normale Supérieure de Saint Cloud, cesdeux examens étant distincts à cette époque. Au premier endate (Saint-Cloud), il ne brilla en aucune façon, et faillit mêmese faire expulser par le surveillant, parce que sa tablede logarithmes à cinq décimales (Dupuis) contenait à la finquelques formules. Ses épreuves du Professorat, subies unesemaine plus tard, furent moins décevantes, puisque, en dépitde conditions de travail ridiculement défavorables, il obtint èl’écrit 73,5 points, alors que le minimum pour l’admissibilitéétait de 76.Trois mois plus tard, sa demande d’avancement était agréée,et il se voyait délégué comme Professeur à l’Ecole PrimaireSupérieure d’Aix- les-Bains, avec une situation magnifique ! * ** 150
  • 151. Plusieurs de nos disciples de la classe de MathématiquesSupérieures se présentent à la fois à l’Ecole Centrale, à1’Ecole Navale et à 1’Ecole de l’Air. Nous avons souvenir del’un de nos anciens élèves, M. Claverie, qui concourut, lemême été, à 1’EcoIe Centrale, à l’Ecole des Mines, à 1’EcolePolytechnique et à l’Ecole Normale Supérieure. Il fut reçupartout dans des rangs fort honorables, sauf à la rue d’Ulm, etopta pour 1’X, où il arrivait dans les six premiers. * **Une fois décidé à préparer un examen, on entrera en relationsavec un Comité de Correction réputé. Outre les précieuxconseils qu’on en recevra, le fait de se sentir suivi etencouragé par des maîtres éminents et expérimentés est unpuissant stimulant qui chassera bien vite toute velléité dedécouragement.Ce point acquis, on répartira soigneusement l’étude desdifférentes matières, de façon à avoir « avalé » l’ensemble duprogramme — ou à peu près — vers les vacances de Pâques.On se réservera ainsi deux mois pour l’entraînement intensif :celui-ci consistant à traiter des sujets d’écrit, non plus parefforts partiels, saccadés, d’une durée de trente à soixanteminutes, mais d’un seul jet, en s’habituant à développerchaque question dans le temps maximum fixé à l’examen, etmême, vers la fin, en ce laps de temps diminué d’unevingtaine de minutes.Cet entraînement comportera également la révision des diverscours. Renoncez presque complètement, durant cette dernièrepériode, à acquérir toute nouvelle connaissance: celaréclamerait, en effet, un effort d’assimilation considérable, etune énorme somme d’énergie. De même que le pouvoir 151
  • 152. dissolvant de l’eau saturée de sels est pratiquement nul, ildevient à peu près impossible, à cette époque-là, de fairepénétrer quoi que ce soit d’original dans un cerveau où tantchoses ont déjà été accumulées. Aussi consacrera t-on toutesses forces à des besognes plus matérielles d’organisation,afin d’utiliser de la façon la plus efficace le savoir que l’on s’estdéjà infusé. 152
  • 153. CHAPITRE IIPréparation des différentes matièresComment se comporter en face d’un problème ?On copiera soigneusement l’ENONCÉ, en ayant soin desouligner les mots importants. (Cette pratique, du reste, estutile pour tout texte de n’importe quelle branche du savoir). Onpourra ainsi mieux saisir le SENS de ce qui est réellementdemandé. Que de fois UN SEUL MOT, bien compris, n’a-t-ilpas dévoilé le mot de l’énigme Puis on se mettra à « battre lesbuissons »...N’avez-vous rien découvert au bout d’une heure ? Ne vousobstinez pas. Ne vous énervez pas. Ne vous affolez pas. Nejetez pas le manche après la cognée. Passez à uneoccupation différente. Vous reviendrez au problème un peuplus tard. * **Trouver une solution est une DECOUVERTE. Ni plus nimoins. Que de fois le résultat ne se fait-il pas attendre ! Lesyeux rivés sur l’énoncé fatidique, l’esprit tendu, on marque lepas. Et cette feuille trop blanche, là, fascinante, hallucinante...Rien... 153
  • 154. Soudain jaillit l’étincelle d’une idée. Ah !enfin sur la bonnevoie... Fausse joie, hélas ! Un brefexamen a suffi à faire éclater ce concept prometteur commeune bulle de savon. C’est cet instant que guette ledécouragement, prêt à fondre sur vous. TENEZ BON : latrouvaille n’est pas loin...Il est utile, en effet, de connaître les signes précurseurs de laDECOUVERTE : épreuve troublante... angoissante...bouleversante par laquelle — depuis Hippocrate jusqu’àEinstein, en passant par Pasteur et Graham Bell — sontpassés tous les fureteurs, tous les savants. Vous SENTEZquand vous êtes sur le point de capter un résultat.Ce sont, après l’essaim bourdonnant des tâtonnementsinfructueux, des trouvailles partielles tissues de gaucherie,bourrées de coquilles , criblées de fautes, — minerai précieuxse dérobant au sein d’un enduit terreux — des grincements dedents face aux erreurs, produit de tant d’efforts, qui viennentvous narguer: taquineries, brimades féroces de la destinéedont la malice veut vous faire payer cher ce que vous venezlui arracher. Puis, au bout d’un temps suffisant (il faut que leTEMPS vous apporte son inestimable concours), dans lechaos des idées obscures, surgit, rayon fulgurant, ladécouverte dans toute sa splendeur ! * **En général, la première solution trouvée est compliquée.Exercice à recommander: en obtenir d’autres, — chosemaintenant infiniment plus aisée et plus rapide, puisqu’onconnaît le résultat— parmi lesquelles on fera choix de la plus simple et de laplus élégante. CE SERA TOUJOURS LA PLUS COURTE. On 154
  • 155. la rédigera séance tenante. Dès le début, il faudras’accoutumer à produire une rédaction aussi nette, aussidétaillée et aussi rapide que le jour J. Cet entraînementévitera, au moment décisif, une perte de temps irréparable.Est-on en présence d’un calcul ? Il conviendra de s’astreindreà effectuer toutes les opérations sur la feuille de brouillon,posément, avec beaucoup d’attention, à bien former leschiffres, à rédiger clairement, dans le grand détail, toutes lestransformations effectuées. Non seulement on se garantit ainsicontre les risques d’erreurs, mais on sera certain de pouvoirse relire sans effort. A-t-on laissé des fautes ? Les recherchesdestinées à les dépister se trouveront amplement facilitées.C’est ici qu’apparaît, dans tout son éclat, le triomphe del’ORDRE et de la METHODE. Laissez donc les fantaisistes,trop souvent inaptes à toute tâche sérieuse, les émasculés del’intelligence, se gargariser de formules sentant le paradoxed’une lieue, et dont ils ne saisissent même pas toujours lesens réel : « Souvent un beau désordre est un effet de l’art »,ou « L’ordre est la qualité de ceux qui n’en ont pas... » * **Indépendamment des problèmes que l’on rédigecomplètement, il faut en attaquer un très grand nombred’autres, à abandonner sitôt obtenue une méthode derésolution. Il serait puéril de se repaître d’illusions. Au fond, lejour de l’examen, on ne traitera correctement une questionque, si, de façon plus ou moins déguisée, elle présentequelque analogie avec une autre déjà creusée. Sans s’enrendre compte, on est alors épaulé par des souvenirsinconscients, des réminiscences. Un sujet entièrementdifférent de tous ceux que l’on a passés au crible de l’analyse,ne peut être maîtrisé, en un temps limité, dans l’atmosphère 155
  • 156. fiévreuse d’un examen, quels que soient le sang froid etl’esprit de méthode du candidat, serait-il un Newton, un Pascalou un Poincaré. * **Comment aborder une étude exigeant une forte dose demémoire, celle d’une leçon de sciences par exemple ? Nousproposons la marche sui vante :Parcourez d’abord d’un coup d’oeil le chapitre à assimiler.Dégagez-en l’idée directrice. Ensuite attachez-vous à ensaisir les idées secondaires.Vous allez pouvoir ainsi rédiger un plan sommaire.Revenezmaintenant à la lecture — mais cette fois très détaillée — desdivers points. Vous viserez à pénétrer le SENS de chaquephrase, de la manière la plus concrète, sans accorder lamoindre attention aux mots n’ajoutant rien è l’idée exprimée.L’exposé comporte-t-il des dessins ? Exécutez- les clairement,et avec la plus grande simplicité. Avez-vous à représenter uneexpérience où figure un vase contenant de l’eau? Marquezseulement le niveau du liquide d’un trait horizontal, sansgaspiller votre temps à hachurer toute la partie liquide, commesi cette eau grouillait de poissons...Ayant sérieusement médité sur l’ensemble, livrez-vous à unetroisième lecture, à laquelle, cette fois, vous appliquereztoutes les ressources de votre esprit. Cela vous permettra decompléter le plan primitif par divers détails.Utilisez les lois psychologiques de la mémoire en visant à faireintervenir les souvenirs visuel, auditif, moteur et graphique.Non seulement vous lirez avec attention, en regardant bien lesmots, mais vous vous évertuerez à voir par l’imagination ce 156
  • 157. dont il est question. Vous prononcerez les phrases à hautevoix, en vous écoutant parler, en articulant avec énergie, demanière à vous obliger à faire des efforts, à des mouvementsbien accusés des lèvres et de la gorge. Vous écrirez les motsdifficiles à retenir, et, si la lecture se révèle ardue, vous vousastreindrez à écrire un résumé sur une feuille.On peut faire avec intérêt l’expérience suivante, soulignant defaçon saisissante l’importance du souvenir graphique. Un jourde fatigue, où l’étude me paraît impossible, je prends monstylo et me mets à copier flegmatiquement la leçon enessayant, mais sans le moindre effort, d’en comprendre à peuprès le sens. Je ne tarderai pas à me rendre compte que jeréussis à m’assimiler l’essentiel. * **Une étude conduite d’après les indications ci- dessus offredéjà les plus sérieuses chances d’être fructueuse. Elledemeurerait toutefois un peu servile si l’on s’en tenait là. Aulieu de vous contenter de « bachoter » platement votreexamen, visez à le dominer, à voir les choses de plus haut, enprenant hardiment l’initiative de rechercher l’utilité de ce quevous venez d’apprendre, d’un point de vue froidement objectif,avec une curiosité désintéressée, et même un esprit critiquequelque peu incisif.S’agit-il d’un corps étudié en chimie ? Demandez-vous donc sises usages ne peuvent s’expliquer d’après ses propriétésphysiques et chimiques. Evertuez-vous à justifier de la mêmefaçon les procédés industriels employés pour sa préparation;ne manquez pas d’en souligner l’intérêt pratique, et lesinconvénients. 157
  • 158. Etant donné le fait le plus simple, le phénomène en apparencele plus insignifiant, vous vous appliquerez systématiquement àen rechercher les causes, qui se trouvent être des LOIS trèsprécises. Ces lois se logeront ainsi très élégamment dansvotre esprit, et sans peine. Pourquoi les couleurs chatoyantesde l’arc-en-ciel se jouent- elles à travers l’infime épaisseur dela gracieuse bulle de savon ? L’explication en est dans lathéorie déjà savante des interférences. Pourquoi leshypochlorites jouissent-ils d’énergiques propriétésdésinfectantes ? Parce que ces composés instables vontabandonner des masses d’un oxygène qui, se trouvant àI’ETAT NAISSANT, brûlera les corps suspects avec uneénergie décuplée; parce que le chlore libéré va capterirrésistiblement l’hydrogène de ces substances putrides, quiseront ainsi décomposées, faisant place à des corpscomplètement inoffensifs. **En dehors de l’avantage qu’elles présentent de fixerirrévocablement dans la mémoire — et de façon si vivante —la substance de la leçon, ces questions d’intelligence, dejugement, de bon sens contribueront puissamment audéveloppement de notre personnalité, nous doteront, en untemps record, d’une remarquable maturité, et nouspermettront de posséder le sujet absolu ment A FOND. * **Après avoir étudié une leçon, on fixera sur un carnet spécial,en quelques lignes, le point saillant. Ainsi, pour lesmathématiques, on écrira sur un carnet les énoncés de tousles théorèmes appris le jour même; sur un autre, on fera 158
  • 159. figurer les formules du chapitre que l’on vient d’apprendre. Demême, l’étude de toute leçon de sciences sera sanctionnéepar l’établissement d’un plan détaillé sur un bloc-notes distinct.Bien entendu, les différentes branches du programme :physique, chimie, botanique, géologie, physiologie, anatomie,etc., seront nettement séparées.Chaque jour, on consacrera quelques minutes à parcourir enun temps-éclair, sans le moindre effort de mémoire, cesformules, ces énoncés de théorèmes, ces plans. Dans ladernière phase de la préparation on intensifiera cette lecture,et l’on arrivera sans peine, le jour de la redoutable échéance,à posséder complètement le contenu de ces cahierslilliputiens. * **Nous réussîmes, par l’emploi strict de cette fructueusepratique effectuée pendant les vacances, — avec le secoursdes notes d’un camarade à obtenir, avec mention assez bienle Certificat d’Etudes Supérieures d’Astronomie à la Facultédes Sciences de Montpellier, en novembre 1914, sans avoirsuivi aucun cours durant l’année scolaire . Or nous sommesaffligé d’une mémoire très ingrate .Nul doute, cependant, quel’étude du domaine de la déesse Uranie ne soit hérissée deformules multiples, fort longues, très compliquées, biendifficiles à retenir... * **Chaque fois que vous lisez un ouvrage, en français ou dansune langue étrangère, arrêtez vous pour noter les motsdifficiles, au double point de vue du sens et de l’orthographe— les images, les jolies pensées, les tournures inattendues ce 159
  • 160. sera là un travail fécond, qui accroîtra votre érudition dans desproportions insoupçonnées. * **Procurez-vous, pour chaque matière, une liste de sujetsproposés antérieurement aux examens ou aux Concours quevous préparez ; gardez- vous d’acquérir les CORRIGES. Lireun corrigé est la pire chose que l’on puisse faire. D’abord,quand vous vous colletez avec une question, si vous SAVEZque le corrigé est LA, chez vous, devant vous, à portée devotre main, vous serez paralysé par cette idée. Cetteobsession sera un poison constant pour votre intellect. Vousne pourrez pas travailler sérieusement.A la première difficulté, vous serez poussé par une curiositéirrésistible.... Cette pratique est la plus néfaste qui soit. Jouraprès jour, elle vous enlisera dans une incurable paressed’esprit, et détruira toute initiative, toute personnalité. Savez-vous ce qu’elle fera de vous? Un ROBOT.Ayant lu le corrigé, vous allez, bien entendu, l’apprendre parcoeur, en perroquet, sans même être capable de le disséquer,et d’en discerner la valeur réelle. Vous deviendrez un espritservile, un copiste, apte tout au plus à vous gargariser, avecune fatuité égale au vide de votre pensée, de l’expressionconsacrée: « Master dixit ». En un sens, vous deviendrez lecousin de l’autruche, qui met sa tête dans le sable pour ne pasvoir le lion terrifiant. Ce qui vous terrorise, vous, c’est laDIFFICULTE, et la solution toute faite dans laquelle vous vousréfugiez vous la masque perfidement. 160
  • 161. Enfin, — et cela est encore plus grave — la comparaisonentre le développement modèle et ce que vous vous sentezcapable de produire PAR VOUS-MEME va infailliblement vousplonger dans le découragement par la perfection de lasolution-type. Vous vous jugerez à jamais inapte à en faireautant. Vous déchirerez peut-être vos cahiers et les piétinerez,comme le débutant en violon, après l’audition d’un virtuose,brise son archet de rage. Vous aurez perdu, avecl’enthousiasme, tout ressort, toute imagination créatrice, toutefaculté de découverte PAR VOS PROPRES MOYENS. * **Bien entendu ne rédigez pas toutes les questions abordées ;vous cherchez les idées, les ordonnez, et bâtissez un plan.Exercice rapide et fort salutaire.En Mathématiques et en Physique, votre manuel contientgénéralement, à la fin de chaque chapitre, un certain nombrede problèmes, le plus souvent intelligemment gradués. Cela,du reste, n’est pas un critérium très sûr. Vous allez trouvertrès méchantes telles questions parmi les premières, alors quevous réussirez du premier coup une autre application placéetout à la fin.Voici comment vous allez manoeuvrer.Essayez de faire tous ces exercices. Dès que vous tenez laclef de l’un d’eux, marquez-le au crayon d’une croix de Saint-André, et réjouissez- vous comme d’une victoire. Puis passezau suivant. Tombez-vous « sur un bec » ? Ne vousdécouragez pas. « Encaissez » avec le sourire. Et surtout,résistez à la tentation de demander des « tuyaux » àl’extérieur. Au contraire, attendez patiemment d’être devenuassez ferré pour trouver VOUS-MEME, en vous souvenant dela règle fondamentale suivante : Tout résultat qui nous est 161
  • 162. apporté PAR VOIE ETRANGERE ne nous fait faire à peu prèsAUCUN PROGRÈS; et, trop souvent, il paralyse nos moyensde recherche; tout résultat que nous trouvons NOUS- MÊMElentement et avec effort, nous fait réaliser UN TRES GRANDPROGRESDonc, plantez là le problème récalcitrant, et attaquez celui quivient sur votre bouquin immédiatement après. Et ainsi desuite, en continuant à jalonner tout ce qui a succombé à voscoups de croix, qui signaleront vos triomphes comme autantd’étendards. Arrivé à la fin du volume, vous compterez vosvictimes, et reprendrez l’offensive vis-à-vis des questionsrebelles. Vous constaterez alors, avec une joyeuse surprise,de nouvelles — et dès lors combien appréciées —victoires surces problèmes naguère insolubles ! * **Prenez une partie quelconque du programme de votreexamen. Le nombre de difficultés rencontrées est bien moinsgrand que vous ne l ‘imaginez.A quoi se résume, en somme, l’algèbre de la première partiedu Baccalauréat, série Moderne, par exemple ? A savoirrésoudre une équation du second degré, numérique oulittérale ; à reconnaître si elle a des racines ; à savoir rangerces racines par rapport à un ou deux nombres donnés; àdiscuter des problèmes qui se ramènent à une équation dusecond degré, donc à savoir résoudre des inéquations ou dessystèmes d’inéquations; à pouvoir mettre un trinôme ou unefonction homographique sous une forme permettant dediscerner immédiatement le sens de variation. Y a-t-il là dequoi se noyer dans un verre d’eau ? * ** 162
  • 163. En Géométrie, vous avez des calculs d’application dethéorèmes classiques; puis, il est vrai, à trouver la réponse àdes énigmes à bon droit redoutées : recherche de LIEUXGEOMETRIQUES, et d’ENVELOPPES. Il y a encore desquestions qui vous semblent enfantines, et dignes tout au plusde l’attention d’élèves de Sixième, mais qui, en fait, serévèlent plus ardues que les précédentes : lesCONSTRUCTIONS.Pour dompter ces monstres que sont les LIEUX, prenez biengarde, Messieurs les débutants, qu’un LIEU n’est pas un lieu,de même que, dans la savoureuse comédie : un Client sérieux, de Courteline, le PARQUET n’est pas le parquet; de mêmequ’en anglais, le mot « presently » ne signifie pas « àprésent »…Non ! En géométrie, un lieu n’est pas un endroit, un point.Dans le plan, un LIEU est une ligne, droite ou courbe.Pour le trouver, vous vous direz d’abord que tout serait bienplus commode si ce qui se produit pour la démonstration d’unthéorème ; vous aperceviez au loin, tel un phare, le BUT àatteindre; si vous saviez quelle est la NATURE du lieu : droite,par exemple. Ayant trouvé cela, vous vous sentiriez encoreplus avancé si vous saviez quelle est CETTE DROITE.Pour le premier objet, vous allez chercher le nombre de pointsdu lieu qui sont sur une droite D. Ce nombre est-il égal àDEUX? Le lieu est du second degré : donc une CONIQUE.Celle-ci a-t-elle deux points distincts à l’infini ? Hyperbole. Ena-t-elle un seul ? Parabole. N’en a-t-elle pas? Ce sera uneconique FERMEE: ellipse, ou, comme cas particulier, cercle.La droite D ne contient-elle qu’un point du lieu? Ce lieu est dupremier degré : c’est une droite.Soit, par exemple, à détecter le lieu géométrique des points duplan également distants de deux points donnés A, B. Vous 163
  • 164. voyez tout de suite que la droite AB ne porte qu’un point de celieu : le milieu de AB. Donc le lieu est du PREMIER degré. Parsuite, c’est UNE DROITE. Comme par symétrie, il n’y aaucune raison pour que cette droite soit plus rapprochée de Aque de B, ou vice versa, vous pourriez presque parier que lelieu va être la médiatrice de AH. Il ne vous reste plus qu’àessayer de le démontrer rigoureusement.Autre point important: quand vous avez trouvé la LIGNE surlaquelle est le point mobile dont vous voulez obtenir le lieu, ilfaut voir si TOUTE la ligne convient; sinon, limiter le lieu,comme on dit. Autrement, vous n’auriez traité que a moitié dela question.Enfin, grosse gaffe à éviter soigneusement ne jamais donnercomme LIEU une ligne qui ne serait PAS FIXE. * **Un lieu de la géométrie dans l’espace est plus difficile àtrouver : ce peut être, en effet, une LIGNE, mais aussi uneSURFACE. Un point M de l’espace qui est libre a TROISdegrés de liberté. Lui impose-t-on UNE condition ? Il en perdun : il ne lui en reste plus que DEUX. II décrit alors uneSURFACE. On dit qu’il se meut sur son lieu avec deux degrésde liberté. L’astreint-on à DEUX conditions ? Il perd DEUXdegrés de liberté; il ne lui en reste qu’UN. Le lieu n’est plusqu’une ligne, qu’on peut, d’ailleurs, définir comme intersectionde deux sur faces.Considérons, par exemple, le lieu du point M assujetti àdemeurer à une distance donnée, h, d’un point donné O.D’après l’énoncé, il n’est soumis qu UNE condition. Donc, àpriori, le lieu est une surface. C’est la surface sphérique de 164
  • 165. centre O, et de rayon h. Cette sphère est bien FIXE, car soncentre O est FIXE, et son rayon h demeure CONSTANT.Au contraire, le LIEU du point M situé à égale distance de troispoints non en ligne droite est une LIGNE, car il y a ici DEUXconditions. Cette ligne est une DROITE : la perpendiculairemenée au plan que forment ces trois points par le centre ducercle circonscrit au triangle qu’ils déterminent (qui est,comme on sait, le point de concours des médiatrices de cetriangle).Pour faire la chasse au lieu d’un point M, la méthode généraleconsiste à joindre ce point M aux points FIXES de la figure, età étudier la configuration ainsi obtenue.Quant à la question des ENVELOPPES, encore plus...effrayante que celle des LIEUX, nous avons démontré qu’onpeut la ramener à la recherche d’un lieu .Les CONSTRUCTIONS sont plus ardues que les questions deLIEUX. En effet, pour CONS TRUIRE un point, il faut d’aborddéterminer DEUX LIEUX sur lesquels il se trouve. Ensuite, ondoit discuter le nombre de points de rencontre de ces deuxlieux, et c’est fréquemmentFORT DELICAT . * **Une forte proportion d’étudiants redoutent d’aborder l’étude dela géométrie à TROIS dimensions, parce qu’ils ne voient pasdans l’espace. En ce cas, ils doivent faire appel à leurs talentsde dessinateurs, comme nous l’avons déjà noté dans ladeuxième partie, à la fin du chapitre III, et représenter lesfigures des objets matériels à formes régulières avec un peude perspective et de relief..Ils seront également bien inspirésen se procurant le très curieux petit livre d’ANAGLYPHES dela Librairie VUIBERT, où, à l’aide de lunettes bicolores 165
  • 166. annexées au volume, vous voyez soudainement se dresserdevant vous, avec un relief aussi impressionnant qu’inattendu,de multiples figures géométriques cubes, dièdres, pyramides,cristaux polyédriques, etc. * **En Mathématiques Supérieures et en Spéciales on vousapprend, grâce à des méthodes ad hoc dignes du reste,d’admiration, le secret d’obtenir, d’un tour de main deprestidigitateur, sans grand effort ni mérite, enveloppes etlieux les plus compliqués, en triturant convenablementquelques équations. Venez-vous ainsi de capter, par cettevoie analytique, l’une de ces lignes ou surfaces ? Essayez dela retrouver ensuite PAR LA GEOMETRIE PURE.Vous y parviendrez quelquefois, pas toujours, par exemple :ne vous faites aucune illusion à cet égard et même très vite.Le succès sera facilité par le fait qu’après la solution de« taupe » vous avez déjà la connaissance précise de la figure.Outre qu’elle sert de vérification, cette méthode.., élémentairemettra brillamment en vedette vos facultés, et, si vousl’annexe à la première, à titre de remarque incidente, elle seraTRES APPRECIEE DANS UN CONCOURS. * **Dans les compétitions de niveau moyen, il y a enmathématiques une question de cours et un problème, Il estbon de s’exercer à traiter sommairement un grand nombre dequestions de cours, et d’en conserver le plan détaillé.Quant au problème, il faut le recopier, à moins qu’on ne l’aitcompris tout d’abord. Encore faut-il se défier des « clés trop 166
  • 167. vite obtenues ». Souligner les mots importants, et lire l’énoncéavec attention jusqu’au bout. Nous répétons avec intention :JUSQU’AU BOUT!En effet, il arrive souvent que la méthodes pour telle ou tellepartie du problème ou même pour le problème tout entier, soitindiquée d’un mot, ou en une ligne, tout à la fin, sous forme deN.B. C’est justement ce qui se présenta à l’épreuve deMathématiques Spéciales de l’Agrégation en 1921 (Concoursnormal, car il existait une Compétition séparée, avec sujetsdifférents, pour les candidats ayant pris part à la guerre de1914-18). La première page de l’énoncé était pleine. Lapresque totalité des candidats, paralysés dès le début parl’extraordinaire difficulté du « démarrage » , eurent d’embléed’autres chiens à fouetter que de s’amuser à tourner la feuille.Ils se seraient crus « cinglés » en songeant à s’occuper de lafin avant d’avoir déblayé le reste, au préalable... Ensuite dequoi, ils remirent une feuille blanche.Or, au verso se trouvait, en un bénin N.B., la suggestion d’uncertain choix pour l’inconnue. Avec ce départ, la solution étaitde difficulté moyenne; autrement, elle s’avérait absolumentinabordable !Se dire que tout problème, en général, procède d’une idéedirectrice. S’efforcer de la saisir, en essayant de se mettre à laplace de celui qui l’a composé, et de voir ce qu’il avait dansles méninges, un peu comme la journaliste MadameGeneviève Tabouis qui, au dire d’Hitler lui- même, savaitmieux que celui-ci ce qui se passait dans le cerveau duFührer...Ne pas oublier que, le plus souvent, chaque sous-questionaide à la résolution de la suivante. Il arrive, bien entendu, quecertaines parties soient indépendantes des autres; mais, dansce cas, l’énoncé LE DIT. Donc, en pratique, retenir ceci :toutes les fois que le texte ne fera aucune remarque de cette 167
  • 168. nature, c’est-à-dire dans l’immense majorité des cas —s’appliquer à résoudre d’abord la première question, puis voirle lien qu’elle peut avoir avec la seconde, et ainsi de suite. * **Les observations précédentes sont aussi valables enPhysique. Pour cette branche de la science, étudier avec bonsens, en faisant preuve d’une grande finesse d’observation, etd’un raisonnement impeccable. Reprendre soi-même TOUSles calculs de la leçon.Il y a plusieurs choses avec lesquelles il importe ici de sefamiliariser dès le début, et qui, du reste, s’apparentent auxMathématiques, cousines germaines des Sciences Physiques.D’abord, les exposants NEGATIFS, et jusqu’aux exposantsFRACTIONNAIRES. Il est essentiel de savoir jongler avec lespuissances positives et négatives de DIX. C’est qu’enPhysique se produisent des phénomènes d’une duréeinfinitésimale; d’autre part, on y rencontre à chaque pas desunités si minuscules que leur mesure s’exprime par desnombres astronomiques.Or il est commode d’écrire un nombre très grand comme leproduit d’une puissance positive de 10 par un nombre comprisentre UN et DIX, c’est-à-dire par un nombre décimal dont lapartie entière n’à qu’UN CHIFFRE. Observation analogue s’ils’agit d’exprimer un nombre extrêmement rapproché de ZERO: ce sera le produit d’un nombre décimal compris entre 1 et 10par une puissance NEGATIVE de 10. * ** 168
  • 169. Dès le début, vous dresserez, une fois pour toutes, le tableaucomplet des unités dans chacun des systèmes, vousastreignant à le revoir tous les jours. Ainsi finirez-vous par lesavoir, sans embrouiller toutes choses. Vous ne confondrezjamais unité de TRAVAIL et unité de PUISSANCE, ni unité deVITESSE et unité d’ACCELERATION.Faites très fréquemment des exercices de correspondanced’unités, afin d’arriver à jongler avec ce genre detransformations, évitant ainsi des erreurs qui conduiraient àdes résultats non seulement erronés, mais, le plus souvent,absolument invraisemblables, comme on l’a vu au chapitre Vde la deuxième partie.En Optique, ayez une liste de toutes les formules, dontplusieurs, au désespoir et au grand dam du candidat, seressemblent plus que des jumeaux. D’autre part, familiarisez-vous avec les nombres ALGEBRIQUES dans leursapplications. C’est presque toujours à ces questions perfidesde SIGNES que l’examinateur « attend » le candidat...Et que de fois, en Electricité, les données d’un problème seprésentent traîtreusement en unités qui ne se correspondentpas ! Ainsi, une longueur sera exprimée en mètres, unelargeur en décimètres, une aire en centimètres carrés, et uneépaisseur en MICRONS.A ce sujet, tout sera facilité si l’on observe que l’unitéprécédée du préfixe « micro » est une unité secondaire quivaut le millionième de l’unité principale, Ou, ce qui est plusconcis, qui est le produit de l’unité par 10 . De même, lepréfixe méga multiplie l’unité par un million, c’est-à-dire par 10. * **Les problèmes numériques de Physique conduisent souvent àla discussion d’une équation du second degré avec un 169
  • 170. paramètre h. D’après la nature de la question, il arrive quel’une des deux racines ne convienne pas. Ainsi, une racineNEGATIVE peut être tout à fait impropre, ou, au contraire,avoir une signification spéciale et acceptable pour unproblème très peu différent. Il faut se rendre compte de toutcela, et le noter, à titre de remarque.Une différence entre la Physique et les Mathématiques estqu’en Physique, on peut parfois supprimer un terme très petitsans changer sensiblement le résultat. L’éviction de ce terme,dans bien des cas, simplifiera considérablement la question.Enfin, il faut savoir trouver un résultat avec une approximationsupérieure à une limite donnée, de façon que l’erreur commisedans les calculs ne dépasse pas l’ordre de grandeur deserreurs expérimentales. Et, souvent même, dans lesmanipulations, on va vous demander de cal culer une erreurqui soit la résultante des erreurs expérimentales commisesdans chaque phase d l’expérience. **L’étude de la Chimie a un abord un peu rébarbatif, surtout sil’on n’a pas très bonne mémoire. On aura fait un tableau despoids atomiques et des valences des corps les plus usuels.On reverra très fréquemment ce tableau. On s’appliquera àécrire des équations chimiques exactes, avec le mêmenombre d’atomes de chaque côté du signe =. On écrira desformules brutes, puis développées, puis on les récrira, et,chaque jour, on les repassera.On soulagera la mémoire, lors de l’étude d’un corps, en leconfrontant avec tel autre qui offre avec lui soit des analogies,soit, au contraire, des contrastes frappants. Enfin, ongalvanisera l’intérêt porté à cette science en admirant lesrésultats foudroyants qu’elle vient d’obtenir dans le domaineatomique, résultats qui, plus encore peut-être que la 170
  • 171. découverte du feu, ont fait entrer l’humanité dans une èrerévolutionnaire : l’ERE ATOMIQUE ! * **En Botanique et en Zoologie, on s’aidera puissamment avecdes tableaux de classification et des dessins simples, voireschématiques, mais précis, exécutés d’un trait hardi et sûr. Oncomparera les tissus végétaux et les tissus animaux, la cellulevégétale à la cellule animale.On départagera les microbes qui sont des végétaux, et ceuxqui sont des animaux. En Anatomie, on se révélera bondessinateur et au P.C.B., où il faut faire des dissections, onaura la main habile. En on fera appel à sa mémoire. * **En Français (aussi bien qu’en langues, vivantes ou non), visezà étendre votre vocabulaire, faites des phrases courtes,correctes et élégantes. Comment vous y prendre pourtravailler fructueusement une dissertation ? D’abord, lisez lesujet. Puis écrivez-le, en soulignant de DEUX traits les motsessentiels, d’un trait d’autres encore importants. Cherchez ladéfinition PRECISE de ces vocables, qui vous dévoilerapresque toujours, dès le début, le sens dans lequel il convientde « creuser ».Une foule de termes nous sont familiers; nous croyons lesconnaître ; nous nous figurons les posséder... Voire... Ouvronsseulement notre Littré, ou même notre petit Larousse nousnous apercevrons avec stupéfaction que ces mots sont desHydres de Lerne, des fantômes à plu sieurs masques, qui 171
  • 172. jusqu’ici nous étaient tous inconnus, sauf un... ou nousn’avions pas su discerner telle nuance, ou le vocable aplusieurs significations; et, dans le travail qui nous occupe,c’est trop souvent la moins usitée qui est la bonne ! * **Maintenant, attention à ne pas sortir du sujet... Gare à lafugue! Ne tentez pas de prendre la tangente, de vouloir à toutprix ramener la composition à une question classique decours, ou à quelque chose de particulièrement connu de vous.N’alignez pas des remarques disparates, incohérentes, jetéesà la diable. Efforcez-vous de définir le PROBLEME que posetoute tâche de cette nature. Songez au PLAN qui fournira lemoyen d’examiner les principaux aspects de ce devoir.Ce premier stade de REFLEXION doit se soucier avant toutde la PRECISION. Ingéniez- vous à détecter ce que vouscherchez aussi nettement que si vous étiez en présenced’un.., rébus de mathématiques ou de physique.Dites-vous ensuite que la question cache certainement unedifficulté (plus un sujet semble facile, plus il y a de chancesqu’il comporte quelque traquenard soigneusement camouflé).Venez-vous enfin de vous heurter à des vérités qui paraissentse contredire mutuellement ? Gardez- vous de vous effrayer,et surtout de vous décourager. Au contraire : arrêtez-vous etbattez les buissons : LE PROBLEME EST LA.Dès que vous aurez déniché des points de tension, amorcé unconflit de points de vue, reflet de la tempête en miniature quisévit sous votre crâne, comme sous celui de Jean Valjeandans les Misérables, — votre travail sortira de l’ornière, des 172
  • 173. sentiers battus, de la banalité.Il arrêtera l’attention, puisdeviendra captivant.C’est ici qu’il va maintenant falloir entamer un « boulot » d’unautre genre: vous documenter, accumuler des matériaux, toutcomme le maçon qui se prépare à bâtir. Faites flèche de toutbois : lectures, leçons retenues, expérience aventurespersonnelles. Ces dernières sont tout particulièrementprécieuses. Comme vous les avez senties, vécues, ce sontcelles que vous aurez le plus de chances d’avoir assimilées.Accueillez généreusement au début toutes les idées, bonnesou mauvaises, sans freiner le jeu spontané de vos neuronespar le souci d’un tri, discipline prématurée qui tarirait leurfécondité. Puis revenez à la précision en les passant au crible.Ecartez dès lors sans pitié celles qui divaguent, débordent lesujet. Ensuite, classez les autres et emprisonnez-les dans unplan définitif.Votre rédaction devra débuter par une INTRODUCTION, quipose simplement et brièvement le problème. Surtout, pas deverbiage, pas de généralités inutiles et creuses, qui sententleur préciosité d’une lieue, comme celle que nous trouvâmesun jour dans la solution d’un.., problème de mathématiques :« Ayant parachevé ma solution, je procède à la vérification.Ce sera profitable, et pour l’élève, et pour le professeur... » Ne« phrasez » pas. Renoncez, une fois pour toutes, àl’éloquence facile et banale de M. Nègre, dans Messieurs lesRonds-de-Cuir, de Courteline.Faites vos paragraphes assez longs (de 15 à 25 lignes). Danschacun d’eux, exposez une idée maîtresse (que vous puissiezrésumer en une phrase lapidaire); faites-y entrer vosraisonnements, vos exemples, vos preuves. 173
  • 174. Terminez par une conclusion résumant le contenu solide dudevoir : des résultats tangibles établissant que votrediscussion a été fructueuse.N’attendez pas le jour de l’examen pour prendre de bonneshabitudes : marges régulières, lignes non sinueuses. Pouraccroître vos chances d’être vraiment lisible, exercez-vous àécrire d’une écriture plutôt droite que penchée, et sautez uneligne entre deux paragraphes consécutifs. * **En ce qui concerne les langues, on donne généralement, dansles examens, une version suivie de quelques questions, etquelquefois un sujet très bref à traiter dans la langueétrangère.Aux yeux d’un profane, une version semble une chose tout àfait abordable, avec un dictionnaire, et même sans aucunsecours, si l’on a réussi à caser à l’intérieur de sa boîte àsouvenirs un vocabulaire copieux. Il n’en est rien. En effet, le« mot à mot » fournit une traduction qui est au français deMalherbe et de Vaugelas ce qu’est le coassement de lagrenouille aux trilles du rossignol. D’autre part, si l’on «adoube » les choses de façon à obtenir un style correct,élégant, on s’aperçoit aussitôt qu’on s’est plus ou moinsécarté de l’idée nuancée exprimée par l’auteur dans sonidiome natal.Enfin, on s’expose à tout instant à commettre des fautesgraves, connues sous le nom de non sens, ou de contresens.Cela peut tenir à ce que tel mot a plusieurs significations, donton n’a pas choisi la bonne, ou à ce que, dans les deuxlangues, tel vocable se présentant avec une 174
  • 175. orthographe identique ou analogue a des sens complètementdifférents.Le problème est là, aussi ardu que l’énigme posée à Oedipepar le Sphinx/ obtenir unetraduction en EXCELLENT FRANÇAIS, avec des images quisoient l’équivalent de celles émanées de l’auteur dans salangue, rendues avec tout leur éclat, toute leur couleur, toutleurparfum; en. un mot, reproduire fidèlement la pensée du Maîtredans la moindre de ses finesses.Evadez-vous donc sans hésiter du mot à mot systématique,servile et grotesquement déformateur, ne perdant jamais devue que chaque langue a une multitude d’idiotismesintraduisibles ( « idiotisme » n’est pas « idiotie » : ne pasconfondre...). * **Comment s’y prendre pour étudier intelligemment une langue,l’anglais par exemple?D’abord, posséder à fond toutes les règles grammaticales, lesconditions d’accord, l’accord du possessif, le cas possessif,ainsi que les différentes formes plus ou moins courantes :progressive, fréquentative, emphatique, forme d’insistance,etc. Se forger un vocabulaire solide, en concentrant toute sonattention sur l’ORTHOGRAPHE.Se méfier comme de la peste des vocables britanniques ayantpresque la même orthographe qu’en français, mais pas tout àfait. Là gît un grand danger. L’étude de l’anglais fait 175
  • 176. généralement faire au candidat des fautes de français qu’il necommettait pas auparavant. C’est ainsi qu’il se mettra à écrire« liTérature » au lieu de « liTTérature », ou tel adjectif sans sdevant un substantif pluriel, ce qui, bien entendu, seradésastreux dans une dissertation, ou même dans unetraduction de version, qui, ne l’oubliez jamais, EST PLUS UNEXERCICE DE FRANÇAIS QUE DE LANGUES.Noter, d’autre part, que trop de termes, dans les deuxlangues, ont plus ou moins — et parfois absolument la mêmeorthographe avec des sens tout à fait différents. On lesappelle « les faux amis ». Ainsi, le mot anglais « actually » nesignifie pas « actuellement »; « presently » ne veut pas dire «à présent », et « to attend » n ’a rien à voir avec « attendre ».Bien étudier la formation du pluriel des mots exceptionnels etles verbes irréguliers. En faire une liste, et en revoir unevingtaine chaque matin. * **Voici comment, pour une langue quelconque, nous nouscomporterions vis-à-vis d’une version. Nous lirions d’abordtrès lentement le texte d’un bout à l’autre, pour bien saisir lesens général et la liaison des idées. Ensuite, nousreviendrions à la charge, plus lentement, puis encore etencore, soit QUATRE LECTURES.Nous traduirions alors le mot à mot. Après, nous essaierionsde nous mettre à la place de l’auteur, en nous demandantcomment il exprimerait en français, S’IL ETAIT FRANÇAIS, cequ’il dit, TOUT ce qu’il dit et RIEN QUE ce qu’il dit. Puis nousrechercherions dans chaque phrase le sujet, le verbe, lescompléments, et les mots invariables. Nous mettrions en reliefles idiotismes de la langue étrangère.Nous nous dirions qu’on a dû semer cinq à six difficultés dansle but précis de tester le candidat, et nous ferions la chasse à 176
  • 177. ces passages délicats, qui excellent toujours à jouer à cache-cache. Quand nous les aurions saisis, nous apporterions toutnotre soin à leur étude. Après, nous relirions notre traductionSIX fois, et chaque nouvelle fois avec plus de circonspection.Nous ferions enfin une septième lecture, dans le but de voir sinotre français est DU FRANÇAIS, si nous n’avons pas laisséde fautes d’orthographe, de ponctuation ou de syntaxe. Dansles réponses aux questions et dans les développementsdemandés, nous aurions la prudence de n’écrire que desphrases courtes, plus faciles à maîtriser. * **Si l’allemand ne donne pas lieu au cauchemar anglais de laprononciation, il comporte une autre difficulté : comme enfrançais, les genres sont répartis sans rime ni raison auxchoses inanimées, avec cette circonstance aggravante qu’aulieu de deux genres, il y en a TROIS !Pour un Français, l’italien et l’espagnol seraient un peu plusfaciles, les trois idiomes ayant une mère commune, le latin. Ilva sans dire que le Méridional, qui, outre la langue nationale,possède, ou tout au moins baragouine le provençal (langue de« Mireille », illustrée par Frédéric Mistral) ou la langue d’Oc(qui est celle des Jeux Floraux, fondés par Clémence Isaure),sera plus particulièrement favorisé. * **De même, l’étude du latin, dont les cas et les déclinaisonsrendent l’étude ardue, est facilitée, pour nous, par son étroiteparenté avec le français. 177
  • 178. Il ne faut pas négliger son vocabulaire. Que de motstotalement différents en latin et en français ! La maman etl’enfant ne se reconnaissent plus. Bien qu’autorisé, engénéral, le dictionnaire ne suffit pas toujours. Avez-vous vousété enfant de choeur? Ne vous prenez pas pour un Taciteparce que vous savez sur le bout du doigt vos répons etmême l’ordinaire tout entier de la messe en latin... Ne pass’imaginer non plus qu’avec des mots en us ou en um onpuisse reconstituer spontanément le parler de Cicéron, àl’instar de cette étudiante parisienne qui forgeait de soi-disantvocables britanniques en les coiffant d’un tion final : punition,par exemple...Si le latin de Molière, prêté à Mascarille dans l‘Etourdi« Vivat Mascarillus fourbum Imperator! »est encore acceptable en égard à la notoriété de l’auteur, foindu latin de cuisine du prestidigitateur — Robert Houdin depacotille qui ordonnait en ces termes à un anneau de passer àl’intérieur d’une bougie allumée : « Annellus, passibusdanslabougius ! » 178
  • 179. CHAPITRE IIIFace à l’examen1. — Les dernières semaines précédant l’examen.A partir de quelle époque convient-il de commencer lesrévisions ? Environ six semaines avant le jour J. Dès le 1ermai, si l’examen « ouvre » vers le 15 juin. On utilisera aumaximum les plans préparés à la fin de chaque leçon. A cemoment-là, nous conseillons de nécessairement respecterl’ordre du livre pour revoir. Attaquez simultanément plusieurschapitres en débutant par ceux où vous sentez que le bâtvous blesse, et par ceux que vous aimez le mieux, c’est-à-direoù vous vous estimez le plus ferré. Excellente tactique de seprésenter avec une matière où l’on est un vrai spécialiste :ceci compense cela…D’autre part, ne vous croyez pas obligé de faire plus dedevoirs qu’auparavant. Amorcez plus de questions, mais sansles parachever .Dès que vous tenez la marche à suivre,lâchez-les. Cela vous permettra d’en voir beaucoup plus.Exercez-vous également à lire trois sujets sur une matière et àen choisir un aussi rapide que possible.Enfin, si vous travaillez seul, ne manquez pas de vousastreindre à rédiger en temps LIMITE les devoirs exécutés enentier. Certains Etablissements sur place obligent même leursélèves à faire, pendant deux ou trois jours, un examen d’essai, 179
  • 180. en leur « servant » des questions d’écrit exactement dans lesconditions de l’examen : excellente pratique, qui accroîtprobablement de 30 % le nombre des admissibles.2. — La semaine précédant l’examen.Il faut arriver à l’examen DANS UNE FORME PHYSIQUEPARFAITE, et sans fatigue intellectuelle. Donc, sans, bienentendu, stopper tout effort, on travaillera moins, et on réduiraplutôt un peu le VOLUME de la nourriture, qui devra être aussiSUBSTANTIELLE que LEGERE.Surtout, ne pas se « doper », c’est-à-dire prendre desexcitants : café à outrance, alcool, vins, épices, etc., SONTALORS POISONS. Toute excitation est fatalement suivied’une profonde réaction (de même que le flux appelle lereflux), d’une prostration pouvant fort bien se produire aumoment des épreuves. C’est alors l’effondrement, le désastre.Du reste, les excitants ruinent la santé, usant les nerfs et lecoeur. Des statistiques toutes récentes ont montré qu’ilsconduisent, hélas! au cabanon une proportion insoupçonnéed’intellectuels.Donc, à cette époque décisive, cesser absolument, avant tout,si on ne l’a déjà fait, la plus minime consommation d’alcool.On ne fumera pas. On se couchera tôt et l’on tâchera dedormir le plus possible. Boisson : eau contenant des traces decafé, et, en dissolution, un peu de glycérophosphate de chauxqui est, non un excitant mais un ALIMENT du systèmenerveux.3..— La veille de l’examen.Repos intellectuel COMPLET. Quelques brèves promenadesau grand air. Ne pas prendre part aux réunions d’étudiants 180
  • 181. qui, en groupes compacts et bruyants, se croient obligés defêter, avec la complicité de la dive bouteille, un événementdestiné à faire plus de victimes que de triomphateurs. Ne passe laisser entraîner à de gigantesques monômes de jeunes sefigurant peut-être que des manifestations à forme primitivevont intimider les membres du Jury et les acculer, touttremblants, à l’indulgence!4 . A l’examen écrit.S’y présenter modestement, mais avec confiance, si l’on atravaillé suivant nos indications.le hasard n’est pas le grand manitou Les compositions durenten général plusieurs heures. On se sera muni d’une tablettede chocolat et de glycérophosphate de chaux granulé,renfermé dans une petite boite. A la fin de chaque heure, onpourra ainsi jouer discrètement des mandibules, ce quisoutiendra les forces sans embarrasser les viscères (Estomacplein, tête vide.) ! * **Comme de juste, vous n’aurez pas oublié votre bracelet-montre, dûment remonté .En arrivant, vous confrontez sonheure avec celle de la pendule de la salle, qui peut n’être pasbien visible de tous les sièges. Mais voilà le surveillant quicircule. Il vous donne votre feuille, dont vous vous empressezde remplir l’en-tête, pour être débarrassé de ce travailmécanique qui, à la fin, pourrait vous faire gaspiller plusieursminutes peut-être aussi précieuses que des perles. * ** 181
  • 182. Une chance de plus que naguère. On se bornait alors à dicterle sujet, d’où, trop maints quiproquo faisant des victimes, voiredes hécatombesC’est ainsi que l’un de nos amis, passant l’examen du BrevetSupérieur, écrivit sous la dictée:« Volume du ponton », au lieu de « Volume du tronc de cône», vrai énoncé de la question de cours en mathématiques.Dans cet examen, du reste, il n’y avait pas de choix entre troisquestions...De même, dans une salle de la Sorbonne où des candidats àla première partie du Baccalauréat classique allaient faire leurversion latine, le professeur de service se mit à dicter « dè cou- ï - ouss » au lieu de « De cujus ». Il prononçait le u avec leson ou et le son j avec le son i.Minute de stupeur... Mais pas plus. Aussitôt que l’auditoire eutréalisé de quoi il retournait, une clameur jaillie de centpoitrines ébranla les vitres. Bien prit à l’Administration dechanger le dicteur séance tenante. Les jeunes gens,déchaînés, eussent peut-être mis le feu à l’amphi théâtre, entout cas sûrement refusé de composer... * **Enfoncez-vous dans la tête qu’une écriture bien lisible, unerédaction d’apparence élégante, des résultats isolés etsoulignés (ou numérotés), afin que le correcteur PUISSE LESVOIR D’UN SEUL COUP, ont plus d’importance qu’on necroit. Présentez une copie-brouillon avec force mots raturésséparés par des taches : votre examinateur serafâcheusement impressionné. Malgré son souci d’équité, etsans qu’il s’en rende compte lui-même, la note sera d’autant 182
  • 183. plus défavorablement influencée qu’il aura mis plus de tempsà vous lire et à vous comprendre.Jusque dans les compositions de sciences, respectez lalangue française, le style. Faites des phrases COMPLETES.Pas de fautes d’orthographe, surtout dans les mots techniquesou les noms propres.Que voulez-vous que pense un membre du Jury d’un candidatqui, ayant à donner son opinion sur la poésie de Victor Hugointitulée : « La Conscience », déverse des flots d’éloquencesur les terreurs de « Caïen » ? qui, dans n’importe quel devoirde littérature, écrit le mot « littérature » avec un seul t à ladeuxième syllabe; vous sert un « Bodelère » au lieu deBaudelaire, un « Standale » au lieu de Stendhal ? dans unedissertation philosophique, met « psicologie » pourpsychologie, « Caen » pour Kant, « Chopin o Herr » pourSchopenhauer; dans une copie de chimie, parle d’acide «cloridric » ; en physique, disserte sur une chute « hommique», sur un pont de « Vastonne » (au lieu de Wheastone) ; enmathématiques, s’étend sur 1’ « hippothénuse » (au lieud’hypoténuse), sur le « parralélipide » (au lieu deparallélipipède), sur le théorème de « Ponslais » (au lieu dePoncelet) et sur celui de « Staivare» (au lieu de Stewart) ? * **Supposons, pour fixer les idées, qu’il s’agisse de l’examen duBaccalauréat (première partie). On vient de vous délivrer lafeuille des sujets de mathématiques. Vous avez à traiter unproblème, et une question de cours à choisir entre trois.Prenez toujours celle que vous savez le mieux. Votre choixeffectué (après avoir pesé soigneusement les textes et bienréfléchi), tenez- vous-y, même si vous apercevezultérieurement une difficulté qui vous avait échappée Votre 183
  • 184. temps est trop limité pour que vous puissiez vous offrir le luxed’en changer, de « tourner autour du pot » . D’ailleurs, c’estune règle à adopter inflexiblement : une fois prise là décision,allez de l’avant, même si vous n’êtes pas très sûr d’avoirraison... * **Vous disposez de trois heures. Promettez-vous de consacrertrois quarts d’heure PAS PLUSà la question de cours. Commencez par lire LE PROBLEMEune fois, et réfléchissez-y deux à trois minutes, dans le butunique de VOUS IMPREGNER du texte. Ensuite, attaquezvotre question de cours comme un bouledogue attaque unejambe antipathique. Vous ne la lâcherez plus jusqu’à cequ’elle soit terminée et complètement rédigée. Pendant cetemps, il se produit dans votre INCONSCIENT un travailfructueux considérable, ainsi que nous l’avons vu dans lechapitre premier de la deuxième partie. Si bien qu’au momentoù vous vous tournez vers le problème pour tout de bon, —après avoir réglé son compte à la question de cours, — vousavez toutes les chances possibles de faire de bonne besogne. * **Vous avez résolu sans trop de mal la majorité des sous-questions du problème. Rédigez-les, et, entre chacune d’elles,laissez un intervalle de quelques lignes — peut-être un tiersou la moitié d’une page : c’est à vous d’en juger, d’après ceque vous prévoyez — pour le cas où vous découvririezultérieurement quelque chose de plus. 184
  • 185. Ayant rédigé tout ce qui était à votre portée, occupez-vousséparément de chacune des parties réfractaires,conformément à la célèbre méthode de Descartes. Vousaurez le plus de chances possible de fournir ainsi votremaximum. * **Il existe une certaine technique pour obtenir la meilleure notepossible. D’abord, une parfaite présentation. Ne vous récriezpas, en traitant cela de « poudre aux yeux » . Un solliciteurréussira mieux tiré à quatre épingles que vêtu d’une façonnégligée, comme Aristide Briand à sa première plaidoirie... Ehoui.., une copie doit soigner sa toilette.Puis, si vous êtes tombé sur un sujet plutôt particulier, voyezsi, après l’avoir traité à la lettre, vous ne pourriez pas ensuitele généraliser quelque peu. Mieux encore. Vous sentez-voussûr de votre affaire ? Tâchez d’en imposer... un rien... Prenez-le de haut : traitez d’abord la question PLUS GENERALE, etterminez en arrivant à la demande plus limitée du problème,simplement comme cas particulier.Enfin, toutes les fois que vous le pourrez, INTERPRETEZ vosrésultats, sous forme de remarques, qui serontBRILLAMMENT appréciées. Par exemple, au sujet d’uneéquation, donnez de votre solution algébrique une « doublure» géométrique.Ces observations sont en tous points valables pour lacomposition de Sciences Physiques. * ** 185
  • 186. Réservez-vous de 15 à 20 minutes pour vous relire trèslentement, et TRES SOIGNEUSE MENT. Vous découvrirezsouvent des coquilles qu eût été catastrophique de laisser.Mais il est une chose contre laquelle NOUS VOUS METTONSEXPRESSEMENT EN GARDE.En relisant, il peut vous arriverd’avoir une idée nouvelle. Si vous l’ajoutez étourdiment,précipitamment, ce sera infailliblement une bêtise. Vous vousen apercevrez avec terreur, une fois sorti. Mais il sera troptard : vous aurez donné votre feuille ... Une seule tache ainsiajoutée inconsidérément vous coule le meilleur travail ET FAITECHOUER. Donc, avant de soulever votre stylo pour fixer,noir sur blanc, votre ultime concept, réfléchissez et méfiez-vous. Redoutez de faire mentir le proverbe : « La fin couronnel’oeuvre! » * **En dissertation, produisez des références précises, mais neles mentionnez que si vous êtes absolument sûr de votremémoire. Il serait désastreux, par exemple, de citer Tartarinde Tarascon comme un chef-d’oeuvre de Victor Hugo, ouAnna Karénine comme sortie du cerveau de M. HenryBordeaux. Et ne vous égarez pas dans un verbiage oiseux.Faites des phrases brèves, et jetez par-dessus bord lelangage précieux, ainsi que la vulgarité. Ne laissez échapperdes mots communs, des termes d’argot, que pour réaliser uneffet, créer une atmosphère déterminée, et ayez soin de nejamais écrire l’un de ces vocables sans l’entourer deguillemets.5. — Entre l’écrit et l’oral. 186
  • 187. Ne pas s’émotionner par l’incertitude, et sur tout chasser deses méninges la ronde infernale des idées touchant l’examen:a-t-on bien rédigé ? n’a-t-on pas fait de gaffes? quelleschances a-t-on d’être admissible ? etc. Ce qui est fait est fait.Vous n’y pouvez plus rien, et tout souci ne peut que nuire àvos projets en altérant votre santé et en troublant votresommeil. Ne vous mêlez pas aux conversations descamarades, eux-mêmes surexcités, et s’énervant encore pluspar des... initiatives puériles et dangereuses. Soignez plus quejamais votre alimentation et votre hygiène; promenez-vous unpeu, et préparez votre oral modérément, mais avec unerégularité parfaite.6. — A l’oral.Arrivez tranquillement, sans peur. Vous avez soigneusementpréparé vos matières; donc, aucune raison spéciale d’avoir letrac. Ne vous faites pas de l’examinateur une imageeffrayante. Il sera plutôt, par principe, bienveillant, sachantdéjà que les candidats ayant émergé du crible strict de l’écritne sont pas des cancres, loin de là ! — et que, sauf exception,ils sont sans doute capables de « passer ». Puis dites- vousque les « épluchages » sont aussi bien pour les autres quepour vous; aucune raison de supposer qu’ils en savent plusque vous... Gardez tout votre sang-froid, et, s’il vous estaccordé quelques minutes pour préparer votre épreuve,profitez-en pour faire de votre mieux, sans précipitation. Votreattitude en face de l’ « ogre » ? D’abord, arriver là vêtu sansnégligence, décemment, mais PAS AVEC UNE ELEGANCEAFFECTEE. Vous courriez le risque de déplaire en étantmieux mis que l’examinateur lui-même. Vous seriez tout desuite jaugé. Un zazou? Peut-être pas, mais un dandy, un de 187
  • 188. ces « fils à papa » qui ont de l’or plein les poches et qui ontsuivi leurs classes « à la papa », voire en fumistes...Répondez de votre mieux, d’une voix bien timbrée, enarticulant nettement les syllabes. Ayez soin de vous être défaitde toute prononciation du terroir. Gardez-vous de dire, commetrop de... Parisiens : « Je suis né ôô Pôô-ris » ou «la colllère ».Ne nasillez pas, à l’instar de certains natifs de la Côte d’Azur :« Quatre égale sissss moinssss deux », ni, comme tel paysde Cyrano de Bergerac: « Apportez-moi d’euze», au lieu de «deux oeufs ».Si votre redoutable vis-à-vis n’entend pas ou ne comprend pasce que vous expliquez, CELA NE POURRA QU’ALLER MAL.Pis encore si, n’ayant pas saisi la question, vous vouspermettez de la faire répéter. Le professeur, lui-mêmesurmené et énervé par le surcroît de besogne que constituepour lui le service des examens, se laissera peut-être aller àvous apostropher sans aménité.En ce cas, résistez à la tentation d’entrer en lutte avec lui enripostant du tac au tac.La langue lui fourchant, lui arriverait-il d’articuler une coquille ,vous préserve le ciel de la relever! Si, en philosophie, votreopinion s’écarte sensiblement de la sienne, ne polémiquezpas avec lui, mais employez, pour lui répondre sans tout demême fouler aux pieds votre personnalité, toutes lesressources de votre diplomatie. * **A propos d’oraux, on conte bien des anecdotes. A un examenoral de Philosophie. — « Quel est le syllogisme fondamentalde Descartes, qui résume toute une doctrine? Eh bien ! Vous 188
  • 189. êtes muet ? Vous ne m’avez même pas écouté. Pendant queje parlais, VOUS NE ME SUIVIEZ PAS. Avouez-le donc VousPENSEZ à autre chose! »Le candidat : « JE PENSE, DONC JE SUIS. »En Chimie. Quelle est la préparation industrielle du benzoatede soude ? — Monsieur... je l’ai sur le bout de la langue... »Apitoyé, le professeur la lui expose lui-même en quelquesmots. Le candidat : « C’est justement ce que j’allais dire ! »A l’examen oral d’Anatomie. L’examinateur « Non, non etnon ! Et puis, tenez... vous êtes trop bête, Appariteur !apportez une botte de foin. Prenez—en deux », riposte, horsde ses gonds, le candidat qui ne se fait plus aucune illusionsur son sort. « Nous déjeunerons ensemble! » Et il sort engrommelant. « Qu’a-t-il dit? » demande l’interrogateursouriant. — Vous devriez vous méfier, Maître. Il a murmuréqu’il vous attend à la sortie pour vous décharger son revolveren plein coeur. — Il me manquera : il ne sait pas assezd’anatomie pour connaître où se trouve le coeur... » * **Certains candidats ne peuvent pas articuler une phrase sansplanter leur regard dans les yeux du professeur. Est-ce pourquêter un encouragement ? pour voir si ce qu’on a hasardépeut « coller » ? En tout cas, rien ne fatigue ni indisposecomme cela, surtout si l’élève appartient ausexe féminin. Est-il besoin de recommander aux jeunes fillesde se produire dans une tenue extrêmement correcte, sansdécolleté, et de ne pas jouer la carte du sourire ou du regardappuyé ? Etant examinateur nous-même, nous avons vu à 189
  • 190. l’oeuvre certaines de ces demoiselles. Affectant une grandetimidité, exagérant la politesse, elles se précipitaient pourramasser le crayon du « prof » tombé de la table, rougissaient,pâlissaient sur commande, prenaient le masque du bèguequand la réponse ne venait pas, allant jusqu’à simuler unévanouissement spectaculaire devant le tableau. Cettestratégie est très faible; elle ne « paie » pas. A bon entendeur,salut.Que des statistiques établissent chez l’élément féminin unpourcentage de succès un peu supérieur à celui des garçons,n’a rien à voir avec la question « galanterie ». C’est que cesjeunes personnes sont en général très laborieuses,méthodiques, régulières et tenaces à la besogne, et fontattention aux moindres détails, ce qui, à juste titre, est fortapprécié dans les examens. * **En mathématiques, prendre ses précautions pour pouvoir fairetenir dans les limites du tableau, si possible, toutes lestransformations relatives à la question traitée. N’effacer qu’à ladernière extrémité. S’agit-il, en algèbre, d’une équation àcoefficients NUMERIQUES ? N’essayez pas d’allonger lasauce en commençant à raisonner sur des lettres : le tempsest strictement limité. Faites succinctement, et sans lambiner,les calculs tels qu’ils se présentent.Telle épreuve de géométrie comporte-t-elle des figures dansl’espace ? Ne craignez pas d’imiter le relief en appuyant surcertaines lignes, afin de mieux faire ressortir l’ensemble.L’examinateur verra plus clair lui-même et vous en saura gré. 190
  • 191. * **Vous fait-on lire un morceau, en explication littéraire? Faitesappel à tout votre talent de diction. Gardez-vous, enparticulier, d’estropier les noms d’auteurs ou de personnages.N’allez pas déclamer, par exemple :«Ca –y- in» (au lieu de Caïn) se fut enfui de devant lestempêtes.N’oubliez pas non plus que vous devez parfois, au cours de ladiction, observer des repos non marqués par des virgules, etles faire sentir aux bons endroits. Ne dites pas :Le chêne un jour- dit au roseau,Mais :Le chêne - un jour dit au roseau,car la première façon de vous exprimer supposerait un arbrequi s’appelle « un jour » ! * **Enfin, au cours de toute interrogation donnez en toutemodestie telle opinion que l’on vous demande d’exprimer.Evitez de trancher de l’homme d’importance. Ne vous laissezjamais aller à dire : « A mon avis... » ce qui, en attendantmieux, vous attirerait immanquablement la riposte foudroyante: « Il est donc si important que cela, votre avis ??? » 191
  • 192. 7. — En cas d’échec.Si la chance ne vous a pas souri, vous avez déjà de quoi vousconsoler par l’imposante proportion de copains logés à lamême enseigne. Dites-vous, d’autre part, que l’immensemajorité des reçus NE L’ONT PAS ETE DU PREMIER COUP.Donc un insuccès ne doit pas vous infliger une blessured’amour-propre, une humiliation, vous faire perdre la face.Remarquez, d’ailleurs, qu’après la proclamation des résultats,vous n’êtes pas inférieur à ce que vous étiez la veille de lapremière épreuve. La seule différence est toute subjective :vous êtes passé de l’ESPOIR à la DECEPTION.Au risque d’être taxé de fervent du paradoxe, nousavancerons qu’en réalité, vous êtes supérieur à ce que vousétiez auparavant. Ces épreuves ont été pour vous un exercicesalutaire, parce qu’exécuté dans les’ conditions de l’examen,c’est bien le cas de le dire... Aucune leçon, fût-elle faite par ungénie en matière pédagogique, ne saurait remplacer cetteforme d’entraînement. En outre, votre éducation y a gagné.Pour la première fois peut-être, vous venez de vous heurter àl’un des récifs de la vie. II dépend de vous que ce choc voussoit salutaire.Il ne le sera pas si vous suivez aveuglément vos premièresimpulsions. Il ne le sera pas, Si vous vous groupez, vous etvos compagnons d’infortune, en un monome vengeur qui,hélas ! ne raccommodera rien, et au cours duquel vouscommettrez peut-être des actes répréhensibles. Il ne le serapas si, vous redressant en un mouvement de fierté outragée,vous clamez 192
  • 193. « Ah ! ils n’ont pas voulu de moi? Eh bien... ils ne s’offrirontpas le plaisir de m’ avoir , une seconde fois. C’est fini : je neme représenterai jamais plus ! »Il ne le sera pas, si, au contraire, vous sombrez dans unmorne découragement, vous enfon çan dans la boîtecrânienne cette idée que l’examen vous est aussi inaccessiblequ’à son asymptotela. Branche d’hyperbole qu’il représente, comme le répétaienten gouaillant les élèves de tel lycée parisien, LA GRANDEILLUSION ! Et si, par représailles, vous flétrissez la salle dedélibération du Jury du nom de « plancher des vaches », celane vous aura pas avancé à grand’chose... * **L’échec vous sera salutaire SI VOUS VOUS OBSTINEZDANS VOTRE EFFORT. Vous vous serez durci contre unedifficulté; vous aurez su vous montrer beau joueur vis-à-vis dusort au front sévère. Tel Jo Louis après avoir été mis knock-out par Max Schmelling, vous encaisserez avec le sourire. Ala session suivante, ce sera votre tour de terrasser lamauvaise chance, tout comme le fit ensuite le champion noiren pulvérisant en vingt secondes son ex-vainqueur! * **De nombreux examens comportent, la même année, uneseconde session. Avez-vous été refusé à l’oral ?Généralement, l’écrit vous reste, et, pendant les vacances,vous n’avez que l’oral à préparer. Vous êtes-vous fait ajournerà l’écrit, avec une moyenne égale ou supérieure à SEPT sur 193
  • 194. VINGT? Vous avez encore le droit de vous représenter àl’automne. * **Arrêtons-nous un instant sur ce dernier cas. Naturellement,vos efforts de l’année vous ont fatigué, et il ferait si bon sereposer complètement pendant les chaleurs! Mais nouspensons que, si près du but et déjà tout entraîné, il seraitdommage de ne pas tenter cette seconde chance. Vous vousdétendrez tout à fait la première quinzaine. Au cours des deuxsemaines suivantes, vous vous remettrez progressivement autravail, sans toutefois dépasser une moyenne, car il faut, entout état de cause, que les vacances vous remontent. Etantdonné le peu de temps dont vous disposez, ne revoyez tout àfait à fond que le tiers des questions. Faites, de préférence,des exercices par vous-même, et un tout petit nombre avec unplan si détaillé qu’il équivaut pratiquement à undéveloppement complet. * **Enfin, si vous avez obtenu à l’écrit une moyenne inférieure àSEPT sur VINGT, il se peut, suivant l’examen, que vousn’ayez pas accès à la seconde session. Prenez alors votrecourage à deux mains contentez-vous de jouir pleinement durepos des vacances — on s’y résigne, en général, assezvolontiers... — en travaillant tout juste une heure par jour pourne pas vous rouiller. Semaine par semaine, vous rechargerezainsi votre bouteille de Leyde, et, à la rentrée d’octobre, serezprêt pour un formidable coup de boutoir prometteur de lauriersfuturs 194
  • 195. Fin195

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