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Psico-oncologia Presentation Transcript

  • 1. Módulo I O CÂNCER, PSICO-ONCOLOGIA E INTERNAÇÃO HOSPITALAR Andressa Wolf Miranda Dannemann O objetivo deste módulo é introduzir noções gerais sobre o câncer; mostrar como atua a psico-oncologia e destacar aspectos importantes do processo de internação hospitalar.
  • 2. Apresentação:
    • CURSO:
    • PSICO-ONCOLOGIA: a importância da psicologia no tratamento multidisciplinar do câncer
    • Docente: Andressa Wolf Miranda Dannemann, psicóloga, especialista em Saúde mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR).
    • Inscrições e maiores informações sobre o curso:
    • Psicologia no Cotidiano - www.psicologianocotidiano.com.br
    • e-mail: cadastro@psicologianocotidiano.com.br
    • Fone: (15) 3327 2014  
    • Contato:
    • [email_address]
  • 3. Módulo I:    
    • Noções gerais sobre o câncer;
    • Áreas de atuação da Psico-oncologia;
    • Psicossomática e câncer.
  • 4. CÂNCER
    • De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer é a segunda maior causa de morte do mundo.
  • 5. Definição:
    • Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
    • Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.
    • Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.
    • Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).
  • 6. Causas:
    • De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida como tabagismo, alcoolismo, radiação solar, hábitos alimentares e hábitos sexuais).
  • 7.
    • As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.
    • Observa-se, que apesar da sua variedade, os tumores malignos seguem um curso biológico mais ou menos comum a todos eles. Começa pelo crescimento e invasão do local, segue pela invasão dos órgãos vizinhos e termina com a disseminação regional e sistêmica. Os estádios clínicos variam entre I e VI. Através da avaliação do estágio da doença o oncologista define o prognóstico e tratamento do paciente.
  • 8. Tratamento:
    • Segundo Schiller (2000) o tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade.
    • A partir da década de 70, as chances de se curar do câncer vem aumentando. De modo geral e dependendo do diagnóstico, após o tratamento, se o paciente não apresentar evidencias clínicas ou laboratoriais da doença, pode-se dizer que está curado. Ainda sim o mesmo tumor ou outro diferente pode aparecer após esse período.
  • 9. PSICO-ONCOLOGIA
    • A história da Psico-oncologia está relacionada com a história da Psicologia Hospitalar. No Brasil, o trabalho da Psicologia em hospitais gerais começou em torno da década de 50. Segundo Carvalho (2002) em 1954, a psicóloga Matilde Neder foi contratada para trabalhar no setor infantil da Clínica Ortopédica e Traumatológica do Hospital das Clínicas da FMUSP. Os médicos do setor sentiram necessidade do auxílio psicológico no trato com as crianças operadas. Anos mais tarde, na década de 70, houve um aumento na procura do trabalho da Psicologia por oncologistas, estes tinham dificuldades na hora de revelar ao paciente o diagnóstico do câncer bem como transmitir informações necessárias sobre a doença.
  • 10.
    • Segundo Gimenes (1994) a Psico-oncologia começou a surgir como área de conhecimento quando profissionais da saúde passaram a reconhecer que o desenvolvimento do câncer e também o processo do tratamento sofriam influências de variáveis sociais e psicológicas que estavam além da circunscrição médico-biológica.
    • De acordo com Costa Júnior (2001, p.36) é possível descrever a psico- Psico-oncologia como: “Um campo interdisciplinar da saúde que estuda influências psicológicas sobre o desenvolvimento, tratamento e cura ou terminalidade de pacientes oncológicos”.
  • 11.
    • Ainda de acordo com o mesmo autor os principais objetivos da Psico-oncologia está na identificação de variáveis psicossociais e contextos ambientais em que a intervenção psicológica possa auxiliar no enfrentamento da doença, incluindo situações estressantes, que pacientes, familiares e profissionais são envolvidos.
    • A Psico-oncologia promove a melhora da qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas no processo da doença. O psico-oncologista atua na prevenção do câncer, no momento do diagnóstico, no período do tratamento, na cura ou terminalidade do paciente.
  • 12. Na prevenção o psicólogo atua:
    • Em campanhas de prevenção e esclarecimento sobre a doença;
    • Na conscientização sobre a importância de hábitos saudáveis;
    • Ajuda a população identificar e lidar com situações estressoras.
  • 13. Junto ao paciente o psicólogo:
    • Dá suporte emocional no momento do diagnóstico;
    • Esclarece dúvidas sobre a doença e seus tratamentos, facilitando a comunicação médico paciente;
    • Ajuda o paciente no enfrentamento da doença, incentivando o mesmo a participar de maneira mais ativa e positiva do tratamento;
    • Promove adaptação do paciente no ambiente hospitalar;
    • Trabalha com psicoterapia individual e em grupo auxiliando durante períodos de depressão e ansiedade.
  • 14. Em relação à família:
    • Auxilia desde o momento do diagnóstico até a resolução;
    • Prepara a família para lidar com todas as mudanças que a doença acarreta, desde mudanças do comportamento do paciente até alterações na rotina familiar;
    • Facilita a comunicação dos familiares com o paciente e com a equipe profissional.
  • 15. Em relação à equipe multidisciplinar:
    • Ajuda identificar o comportamento dos pacientes, treinando-os para lidar com situações adversas;
    • Trabalha questões que geram angústia e estresse nos profissionais;
    • Auxilia a lidar com a morte e o morrer.
  • 16. INTERNAÇÃO HOSPITALAR
    • É importante destacar alguns aspectos psicológicos da internação hospitalar. A quebra da rotina do paciente merece destaque. O paciente é obrigado mudar as tarefas do dia-a-dia, sendo privado de trabalhar, estudar, abrir mão do convívio familiar entre outros. Neste período ele tem de delegar suas tarefas para outras pessoas, tornando- se dependente de familiares e amigos. Há uma considerável queda de autonomia.
    • Outro aspecto importante é a adaptação a rotina hospitalar. O paciente é submetido a horários diferentes de dormir e acordar, a dietas alimentares, horários de medicamentos e exames, visitas médicas, cuidados com curativos, toma banho muitas vezes no próprio leito com auxílio de enfermeiras, enfim uma série de mudanças.
  • 17.
    • No período de internação o paciente muitas vezes é obrigado a dividir a enfermaria com outros pacientes perdendo a privacidade e forçando a um convívio com outros pacientes que nem sempre é produtivo.
    • O sistema público de saúde também não facilita na questão das visitas e acompanhantes no leito. As visitas têm horários determinados e acompanhantes só são permitidos a crianças e idosos.
    • Quando o paciente se depara com a doença (ou traumas causados por acidentes) abre margem para reflexão sobre como ele anda conduzindo sua vida. Segundo Amorim (1984), sob certos aspectos a doença vem como um sinal de alerta para a reflexão do seu modo de ser, que pode não estar sendo compatível com suas possibilidades.
  • 18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
    • AMORIM J.M.L. Cadernos de Psicologia, Psicologia hospitalar: aspectos existências nas internações clínicas. Ed. Font&Juliá. 1984.
    • CARVALHO, M. M. Psico -Oncologia: história, características e desafios.
    • Psicol. USP vol.13 no.1 São Paulo 2002. http://www.scielo.br/scielo. php ? pid =S0103-65642002000100008&script= sci_arttext Acessado em 05de março de 2010.
    • COSTA JUNIOR, Áderson L. O desenvolvimento da psico-oncologia: implicações para a pesquisa e intervenção profissional em saúde. Psicol. cienc. prof. [online]. jun. 2001, vol.21, no.2 [citado 04 Fevereiro 2010], p.36-43. Disponível na World Wide Web: http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php?pid=S1414-98932001000200005&script=sci_arttext
    • GIMENES, M. G . (1994). Definição, foco de estudo e intervenção. In M. M. Carvalho (Org.), Introdução à psico-oncologia . Campinas, SP: Psy.         
    • Instituto Nacional do Câncer (INCA) . São Paulo. Disponível em: < http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322 >. Acesso em: 10 de março 2010
    • Ministério da Saúde, Instituto Nacional do Câncer, Coordenação de Programas de Controle do Câncer. Controle do Câncer: uma proposta de integração ensino-serviço. Ed. Pro-Onco. Rio de Janeiro, 1993.
    • SCHILLER, P . A vertigem da Imortalidade. São Paulo: Cia das letras, 2000.