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  • Rio Grande do Sul • 1501 Caravelas portuguesas, primeiro e logo depois as espanholas começam a aparecer nas costas gaúchas, mas sem desembarque, porque as praias eram perigosas e não havia portos naturais. • 1531 Os navegantes portugueses Martim Afonso de Souza e Pero Lopes, sem desembarcar nas praias gaúchas, batizam com o nome de Rio Gande de São Pedro a barra que vai permitir mais tarde a passagem de navios do Oceano Atlântico para a Lagoa dos Patos. • 1626 O padre jesuíta Roque Gonzalez de Santa Cruz, nascido no Paraguai, atravessa o rio Uruguai e funda o povo de São Nicolau, assinalando oficialmente a chegada o homem branco ao território gaúcho. • 1634 O padre jesuíta Cristobal de Mendonza Orellana (Cristóvão de Mendonza) introduzo gado nas Missões Orientais, o que vai justificar mais tarde o surgimento do gaúcho. • 1641
  • Os jesuítas são expulsos do Rio Grande do Sul pelos bandeirantes, depois de fundarem 18 reduções ou povos. Essas aldeias foram todas arrasadas e o gado, um pouco foi escondido ba Vacara dos Pinhais, outro pouco levaram para a Argentina na sua fuga e a maior parte se esparramou, virando "chimarrão", que quer dizer selvagem. Graças ao padre Cristóvão Mendonza, esse gado, que não tinha marca nem sinal, ficou também chamado "orelhano". • 1682 Os bandeirantes estão ocupados com o ouro e as pedras preciosas das Gerais, esquecendo os nossos índios. Voltam então os jesuítas espanhóis ao solo gaúcho, fundando primeiro São Francisco de Borja, hoje a cidade de São Borja, o mais antigo núcleo urbano do Rio Grande do Sul. Entre 1682 a 1701 eles fundaram 8 povos em território gaúcho, dos quais 7 prosperaram que se tornaram os 7 povos das Missões: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Lourença Martin, São João Batista e Santo ângelo Custódio. • 1750 Assinado o Tratado de Madri entre Espanha e Portugal, pelo qual os portugueses dão aos espanhóis a Colônia de Sacramento e recebem em troca os 7 Povos das Missões. Os padres jesuítas espanhóis não se conformam com a troca e os índios missioneiros se revoltam. Vai começar a chamada Guerra das Missões. • 1756 A 7 de fevereiro morre em uma escaramuça o índio José Tiarayu, o Sepé, junto a Sanga da Bica (hoje dentro do perímetro urbano de São Gabriel) morto pelas forças espanholas e portuguesas. Três dias mais tarde ocorre o massacre de Caiboaté (ainda no município de São Gabriel) onde, em uma hora e 10 minutos os exércitos de Espanha e Portugal mataram quase 1.500 índios e tiveram apenas 4 baixas. Em Caiboaté foi vencida a resistência missioneira definitivamente. Ao abandonarem as Missões, os jesuítas carregaram o que puderam e incendiaram lavouras, casas e até igrejas. • 1763 Tropas espanholas invadem o Brasil, apoderando-se do Forte de Santa Tereza e da cidade de Rio Grande e de São José do Norte. No período de dominação espanhola começa a brilhar um herói autenticamente gaúcho: Rafael Pinto Bandeira. • 1776 Os espanhóis são expulsos do Rio Grande. Mas o forte de Santa Tereza jamais foi recuperado. Hoje está em território uruguaio. • 1780 Vindo do Ceará, o português José Pinto Martins funda em Pelotas a primeira charqueada com
  • características empresariais. Logo as charqueadas vão ser decisivas na economia gaúcha. O negro entra maciçamente no RGS, como escravo das charqueadas. • 1811 Pedro José Vieira, vulgo "Perico, el Bailarín", que era gaúcho de Viamão, acompanhado pelo uruguaio Venâncio Benavidez dá o Grito de Asencio, que é o primeiro grito da independência do Uruguai. Surge o grande herói uruguaio "José Artigas". • 1815 Tropas brasileiras e portuguesas tomam Montevidéu anexando o Uruguai ao Brasil com o nome de Província Cisplatina. • 1824 A 18 de julho desembarcam em Porto Alegre os primeiros 39 colonos alemães. A 25 de julho eles se instalam nas margens do rio dos Sinos, na Real Feitoria do Linho Cânhamo, hoje a cidade de São Leopoldo. • 1835 Explode a Revolução Farroupilha. A 20 de setmbro, os revolucionários comandados por Bento Gonçalves tomam Porto Alegre, capital da Província. As causas são políticas, econômicas, sociais e militares. A Província de São Pedro do Rio Grande do Sul estava arrasada pelas guerras e praticamente abandonada pelo Império do Brasil, meio desgovernado depois da volta de Dom Pedro I a Portugal. • 1836 A 11 de setembro o coronel farroupilha Antonio de Souza Neto, depois de estrondosa vitória sobre as forças imperiais brasileiras no Seival, proclama a República Rio-Grandense. Nesse mesmo ano Bento Gonçalves da Silva é aprisionado após a batalha da ilha do Fanfa e enviado com muitos oficiais farrapOS ao Rio de Janeiro e depois para o Forte do Mar, na Bahia. O governo da nova República se instala em Piratini e Bento Gonçalves da Silva é eleito presidente. Como está preso, assume em seu lugar José Gomes de Vasconcelos Jardim. Piratini é a Capital. • 1837 Organiza-se o governo republicano. São nomeados Generais Antonio de Souza Neto, João Manoel de Lima e Silva, Bento Gonçalves da Silva e mais tarde David Canabarro, Bento Manoel Ribeiro e João Antonio da Silveira. Enquanto drou, a República Rio-grandense só teve estes seis Generais.
  • Nesse mesmo ano, a maçonaria consegue dar fuga a Bento Gonçalves, que de volta ao Rio Grande assume a Presidência da República. • 1939 A República parece consolidada, a marinha de guerra está sob o comando efetivo de José Garibaldi, corsário italiano trazido ao Rio Grande pelo Conde Livio Zambeccari, através da maçonaria. Os farrapos decidem levar a república ao Brasil. Um exército comandado por David Canabarro e apoiado pela Marinha de Garibaldi proclama em Santa Catarina e República Juliana. A capital da República Rio-grandense passa a ser Caçapava. • 1841 A Capital da República Rio-Grandense passa a ser Alegrete, onde se instala a Assembléia Nacional constituinte. • 1842 Bento Gonçalves da Silva, no começo deste ano, se bate em duelo com Onofre Pires, que morre em conseqüência dos ferimentos. Após o duelo Bento Gonçalves da Silva entrega o governo e o comando do exército republicano. • 1845 A 28 de fevereiro os farrapos assinam a paz com o Império do Brasil no acampamento do Ponche Verde, em Dom Pedrito. O Rio Grande do Sul volta a fazer parte do Brasil. • 1847 Morre Bento Gonçalves da Silva, em Pedras Brancas, hoje Guaíba. O grande herói gaúcho estava pobre e doente quando terminou a Guerra dos Farrapos. • 1851 Antigos farrapos, ao lado de seus ex-inimigos, agora todos fazendo parte do exército imperial brasileiro, derrotam o ditador Rosas da Argentina. • 1852 Nesse anos aparece a primeira pesquisa sobre o folclore gaúcho, uma coleção de vocábulos e frases organizados por Antonio Alvares Ferreira Coruja. • 1857 Intelectuais gaúchos imigrados na Corte, fundam no Rio de Janeiro a primeira entidade tradicionalista gauchesca, a Sociedade Sul-rio-grandense, que existe até hoje.
  • • 1864 Os gaúchos tomam parte na invasão do Uruguai e na derrota de Oribe. • 1865 Em conseqüência da guerra no Uruguai, o ditador paraguaio Francisco Solano Lopes, declarando guerra ao Brasil, invade o Rio Grande do Sul, em São Borja. Começa a chamada Guerra do Paraguai. Nesse mesmo ano o Brasil faz aliança com o novo governo uruguaio e com a Argentina e os paraguaios invasores são cercados em Uruguaiana, onde se rendem às tropas da Tríplice Aliança. • 1868 Funda-se em Porto Alegre a Sociedade Partenon Literário, decisiva para o regionalismo gauchesco. Entre seus grandes nomes Caldre FIão, Apolinário Porto Alegre, Taveira Junior e Múcio Teixeira. • 1868 Cmeça o movimento messiânico dos Muckers, em Sapiranga, liderado por Jacobina Maurer. • 1870 Termina a Guerra do Paraguai com a morte de Francisco Solano Lopes. Mais de 1/3 das tropas brasileiras é constituído por gaúchos, inclusive velhor heróis de 35, como David Canabarro e Antonio de Souza Neto. • 1874 Os Muckers, depois de três ataques do exército brasileiro e da Guarda Nacional, são finalmente afogados em um banho de sangue, vencida a sua resistêcia. • 1875 Começa a imigração italiana no Rio Grande do Sul. COmo os imigrantes alemães jã tinham ocupado os férteis vales fluviais, os italianos passam a ocupar as encostas da Serra. • 1880 Começa no Rio Grande do Sul a propaganda republicana brasileira, aproveitando os antigos símbolos do republicanismo farrapo. • 1888 A abolição da escravatura é proclamada no Brasil quando já no Rio Grande do Sul não existiam
  • mais escravos. O negro veio para o pampa em 1726, com a frota de João de Magalhães. O escravo foi mão-de-obra indispensável nas charqueadas. Como voluntário e liberto lutou com grande bravura na Revolução Farroupilha. Como escravo e bucha de canhão lutou galhardamente na Guerra do Paraguai. Um ds maiores heróis da marinha brasileira foi um fuzileiro negro, gaúcho de Rio Grande, chamado Marcílio Dias. • 1889 É proclamada a República no Brasil. No Rio Grande do Sul o homem do momento é Júlio de Castilhos. O Partido Republicano Rio-grandense, que não esperava a proclamação tão cedo, não estava preparado para assumir o poder. O Rio Grande do Sul, com a República, deixa de ser Província e passa a ser Estado. • 1893 Começa a Revolução Federalista contra o Governo Republicano chefiado por Júlio de Castilhos. Do lado dos revolucionários tomaram parte na Revolução de 93 muitos uruguaios, alguns dos quais do Departamento de San José, os chamados "Maragatos". Aos poucos este termo foi sendo usado para designar todos os revolcionários que usavam como símbolo o lenço vermelho ao pescoço. Os guerrilheiros que lutaram a favor do governo usavam o lenço branco (mais raramente o verde) e usavam às vezes uma farda azul com gorro da mesma cor encimado por uma borla vermelha. Por isso, foram chamados de Pica-paus. • 1894 Funda-se em Montevidéu, no circo dos irmãos Podestá, a Sociedade La Criolla, entidade tradicionalista que existe até hoje. • 1895 Assinada a paz entre Pica-paus e Maragatos e termina a chamada Revolução de 93, que foi sangrenta e brutal, com muitas degolas. • 1897 É finalmente vencida a resistência de Canudos, na Bahia, onde Antonio Conselheiro, com seus jagunços, estava enfrentando com êxito o exército brasileiro. A vitória só é alcançada com uma carga de lança dos cavalarianos gaúchos do Coronel Carlos Teles, de Bagé. • 1898 Funda-se em Porto Alegre, a 22 de maio, o Grêmio Gaúcho, cujo grande líder é o Major João Cezimbra Jacques, que buscou a inspiração na Sociedade "La Criolla" de Montevidéu. O Grêmio
  • foi a primeira entidade tradicionalista no Rio Grande do Sul. Existe até hoje, embora tenha perdido o seu caráter tradicionalista. Graças a seu pioneirismo, o Major João Cezimbra Jacques é hoje o Patrono do Tradicionalismo do Rio Grande do Sul. • 1899 A 10 de setembro é fundada em Pelotas e União Gaúcha. Seu grande líder é o genial escritor Simões Lopes Neto. Depois de muitos anos a União paralizou as suas atividades e ressurgiu com atual surto tradicionalista adotando o nome União Gaúcha J. Simões Lopes. • 1901 A 19 de outubro funda-se em Santa Maria o Grêmio Gaúcho, inspirado na entidade de mesmo nome fundada em Porto Alegre pelo santamariense Cezimbra Jacques. • 1902 O movimento messiânico conhecido como "Os Monges do Pinheirinho", em Encantado é massacrado pela Brigada Militar. • 1917 Funda-se o primeiro frigorífico no Rio Grande do Sul, aproveitando a oportunidade econômica aberta pela I Guerra Mundial Os frigoríficos, a rigor, vieram substituir as antigas charqueadas. • 1923 No começo do ano a Aliança Liberal, chefiada por Assis Brasil, deflagra uma revolução contra o Governo Republicano de Borges de Medeiros. Novamente lutam nas coxilhas gaúchas maragatos e governistas, mas estes, agora, são chamads "chimangos". A paz só é alcançada no fim do ano no Castelo de Assis Brasil, em Pedras Altas, Pelotas. • 1924 Jovens tenentes liderados pelo Capitão Luiz Carlos Prestes levantam mas Missões militares e civis contra o governo brasileiro, de Artur Bernardes. Vai começar a odisséia da Coluna Prestes. Poucos anos depois a Brigada Militar viajará até de navio para o nordeste brasileiro a fim de ajudar na caçada da "Coluna Prestes". • 1926 A Coluna Prestes continua sua marca invicta pelos sertões brasileiros. Em Santa Maria, no RGS, os rimãos Etchegoyen levantam militares e civis em armas contra o governo. Apesar de vitórias iniciais o movimento se dissolve sem maiores conseqüências. • 1928
  • Registram-se movimentos armados em Bom Jesus. • 1930 Chimangos e maragatos marcham lado a lado na revolução que derruba o presidente brasileiro Washington Luiz e coloca no poder Getúlio Vargas. Os gaúchos amarram os cavalos no obelisco da Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, Capital da República. Rio Grande do Sul Brasil O Rio Grande do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localizado na Região Sul, possui como limites o estado de Santa Catarina ao norte, o oceano Atlântico ao leste, o Uruguai ao sul, e a Argentina a oeste. Sua capital é a cidade de Porto Alegre, e outras importantes cidades são: Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria. É o estado mais meridional do país, conta com o quarto maior PIB, - superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais -, o quinto mais populoso e o quarto índice de desenvolvimento humano (IDH) mais elevado. O estado possui papel marcante na história do Brasil, tendo sido palco da Guerra dos Farrapos, a maior guerra civil do país, e o mais longo conflito armado das Américas. Sua população é em grande parte formada por descendentes de índios, portugueses, alemães, italianos, africanos e asiáticos. Em certas regiões do estado, como a Serra Gaúcha e a região rural da metade sul, ainda é possível ouvir dialetos da língua italiana (talian) e do alemão (Hunsrückisch, Plattdeutsch). História do Rio Grande do Sul Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões, próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses, em 1680, quando a coroa portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do Sacramento. Os jesuítas espanhóis estabeleceram, em 1687, os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa comandada pelo brigadeiro José da Silva Paes foi enviada para garantir aos lusitanos a posse de terras no Sul, objeto de disputa entre Portugal e Espanha.
  • Ponto geográfico estratégico para a fixação do domínio lusitano, a Barra do Rio Grande de São Pedro constituía-se no local ideal para que lá se instalasse um reduto militar com acesso marítimo ao interior, e em meio caminho entre Laguna e a Colônia do Sacramento. Em 1737, o brigadeiro José da Silva Paes transpôs a Barra do Rio Grande de São Pedro, ali fundando o presídio do Rio Grande, e erguendo o Forte Jesus, Maria e José. A foz da Lagoa dos Patos, no Oceano Atlântico, considerada erroneamente como rio, foi a origem do nome da primeira povoação do Rio Grande do Sul, a atual cidade do Rio Grande. Colonização alemã Imigrantes alemães fixaram-se na Região Sul do Brasil a partir de 1824, instalando-se em pequenas propriedades rurais e diversificando a economia brasileira de então. No começo, os alemães ocuparam a região do Vale do Sinos. Entretanto, após a Guerra dos Farrapos, foram se separando e fundando colônias nas margens de alguns rios. Os colonos passaram a plantar alimentos até então não cultivados no Brasil, como, por exemplo, a batata (o que lhes conferiu o apelido de "alemães batateiros" ou "alemães-batata" pelos brasileiros na época) e a produzir comidas influenciadas por seus costumes. Eles foram os responsáveis pelo início da produção do queijo colonial, famoso na região da Serra Gaúcha, e da chimia, doce pastoso feito tradicionalmente à base de batata-doce e melaço, além de introduzir comidas típicas de sua cultura, como o Eisbein (joelho de porco cozido), o Apfelstrudel (folheado de maçã), as cucas e os embutidos artesanais. Colonização italiana Foi a partir de 1875 que chegaram os primeiros grupos de italianos no Rio Grande do Sul, vindos de Piemonte e Lombardia, e depois do Vêneto, que se instalaram na região da Serra Gaúcha. Introduziram na culinária gaúcha pratos derivados de sua cultura, como as polentas, massas como os tortéis com recheio de moranga e o Galeto ao Primo Canto, além do consumo de frango (talvez derivado das "passarinhadas"). A introdução do cultivo de vinho na região tornou a vinicultura a principal economia dos colonos italianos e posteriormente muito importante do Rio Grande do Sul, também influenciando a culinária gaúcha. Campanha (ou Pampas) Predomina no sul e oeste gaúcho. Existência das pradarias propícias à criação de gado. Em uma área na altura da cidade de Alegrete existem areais, comumente confundidos com desertos. A área "desertificada" não tem características diretamente ligadas a um deserto, como as geadas por exemplo, que cobrem de branco essa mancha na Campanha Gaúcha todos invernos.
  • A ocorrência dos areais é natural, porém tem se agravado devido à ação antrópica. Turismo Lago Negro na cidade de Gramado.O Rio Grande do Sul é um estado com vastas opções de turismo. O estado recebe anualmente cerca de 2,0 milhões de turistas de fora do país. As praias do litoral norte nas cidade de Capão da Canoa, Tramandaí e Torres são as mais conhecidas no estado, esta última apresentando falésias. São três pedras que ficam na beira do mar, sendo que uma delas avança mar a dentro em uma altura de 30 metros. As serras atraem milhares de turistas todos os anos, no inverno e verão. As cidades de Gramado e Canela são conhecidas na época de Natal pela decoração das cidades, juntamente com os parques natalinos. No inverno, os turistas visitam essas cidades juntamente com São José dos Ausentes e Cambará do Sul, devido às temperaturas baixas, muitas vezes negativas e com a possibilidade de queda de neve, para a felicidade dos turistas. Nas mesmas se encontram os cânions de Itaimbezinho e da Fortaleza, os quais são dos maiores do Brasil. Em Gramado acontece o Festival de Cinema. Na conhecida como "Pequena Itália", em que se localizam as cidades de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi, pode-se encontrar as melhores vinícolas do Brasil. Ainda a oeste, se encontram as Missões Jesuíticas, nas cidade de São Miguel das Missões e arredores. Economia Tendo 8,8% do PIB nacional, a economia do Estado é baseada na agricultura (soja, trigo, arroz e milho), na pecuária e na indústria (de couro e calçados, alimentícia, têxtil, madeireira, metalúrgica e química). Há que ressaltar o surgimento de pólos tecnológicos importantes no Estado na década de 1990 e no início do século XXI, nas áreas petroquímica e de tecnologia da informação. A industrialização do Rio Grande do Sul está elevando sua participação no produto interno bruto (PIB) brasileiro, trazendo investimento, mão-de-obra e infra-estrutura para o Estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul está em quarto lugar na lista de estados mais ricos do Brasil. Com uma população de quase 11 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul é a quarta maior economia nacional, pelo tamanho do seu produto interno bruto, que chega a 8,8% do PIB nacional, superado apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente. A economia do estado possui uma associação com os mercados nacional e internacional
  • superior a média brasileira. Desta forma, a participação da economia gaúcha tem oscilado conforme a evolução da economia do Brasil e também de acordo com a dinâmica das exportações. os últimos anos o Estado do Rio Grande do Sul vem enfrentando problemas envolvendo os seus recursos hídricos, entre eles a contaminação dos mananciais superficiais e as frequentes estiagens. Com isso, intensificou-se a busca das águas subterrâneas. Em função dessa situação, os governos federal e estadual estão promovendo, entre outras medidas emergenciais, programas de perfuração de poços visando a aumentar a oferta de água para a população. No entanto, essas iniciativas esbarravam no desconhecimento da hidrogeologia do estado. Diante desse quadro, o Serviço Geológico do Brasil - CPRM e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Diretoria de Recursos Hídricos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMA/RS, assinaram convênio e executaram um projeto, iniciado em setembro de 2003, para elaboração do Mapa Hidrogeológico do Rio Grande do Sul, na escala 1:750.000. Um dos objetivos do convênio é fornecer informação e conhecimento como subsídio ao gerenciamento de recursos hídricos, em nível de macroplanejamento, permitindo avaliar de modo regional a potencialidade dos aquíferos, suas condições de recarga e os aspectos de qualidade das águas subterrâneas de acordo com as características gerais dos aquíferos localizados no Estado do Rio Grande do Sul. Mapa Hidrogeológico do <br />Estado do Rio Grande do Sul
  • Mapa Hidrogeológico do Estado do Rio Grande do Sul O relatório técnico aborda os aspectos metodológicos empregados e os resultados finais obtidos durante o desenvolvimento do trabalho de cadastramento de poços tubulares e da cartografia hidrogeológica na escala 1:750.000 (arquivo com 11,3 MB); enquanto o Mapa Hidrogeológico, plotado na escala 1:750.000, é disponibilizado em arquivo Adobe (.pdf), com cerca de 16,9 MB. Os dados cadastrados de 7.692 poços tubulares estão disponíveis na base do Sistema de Informações de Águas Subterrâneas - SIAGAS. O inventário é completo, incluindo dados de localização, vazão, níveis de bombeamento, análises químicas, descrição litológica e perfil construtivo. Culinária do Rio Grande do Sul A culinária do Rio Grande do Sul tem como tradição a carne de charque, o churrasco e as influências sofridas pela Imigração italiana no Brasil e alemã ocorrida durante o século XIX. Da mistura entre a comida indígena, portuguesa e espanhola e do homem do campo surge a chamada cozinha da Campanha e, com características mais urbana, a cozinha da região missioneira. São muito populares pratos como o churrasco, o arroz de carreteiro e o galeto ao Primo Canto 1 , além de receitas mais contemporâneas, como o bauru gaúcho. Os principais pratos típicos do Rio Grande do Sul foram influenciados pelos italianos e alemães. Os principais são: polenta, galeto, carnes defumadas, linguiças, pães, bolos, dentre outros. Entretanto, o prato mais conhecido é o famoso churrasco gaúcho que é feito com detalhes que acrescentam na cultura gaúcha. A culinária gaúcha sofreu influências de espanhóis, portugueses e índios. Outro prato característico do estado é o arroz carreteiro, feito com carne de charque e começou a ser consumido nas carreatas feitas pelos gaúchos pelos pampas a fim de conhecer partes do Rio Grande do Sul ainda sem habitantes. Apesar das carreatas não ocorrerem mais, o prato ainda é muito consumido na região e no país. Pratos
  • Quibebe (pirão de abóbora) Rabada (rabo de boi temperado com tomates, pimentão, suco de limão e vinagre) Puchero (sopa com vegetais e carnes bovinas ou linguiça) Churrasco O charque Antigamente, o atual território do Rio Grande do Sul era habitado pelos índios, os guaranis, que viviam da caça e da pesca. Ocupavam as margens da lagoa dos Patos, o litoral norte e as bacias
  • dos rios Jacuí e Ibicuí incluindo a região noroeste; os pampeanos, que ocupavam a região sul e sudoeste e os gês, talvez os mais antigos habitantes no lado oriental do rio Uruguai. Como tentativa de retirar os indígenas da mata para poder catequizá-los, os jesuítas introduziram no Estado o gado. Os índios passaram então a tomar conta do rebanho, que era criado solto, e comer sua carne tendo sempre farta comida a sua disposição e em troca aprendiam com os jesuítas a cultura européia e construíam casas, surgiram assim as missões. Com a entrada dos tropeiros de São Paulo e Minas Gerais no Sul, os índios foram caçados e levados como escravos e os jesuítas voltaram para a Europa. O gado, como era criado solto, continuou a se reproduzir e se espalhar pelo sul do continente, pois não havia um predador para caçá-lo. Quando os tropeiros voltaram para o Rio Grande do Sul havia milhares desses animais, o gado selvagem. Começaram, então, a matá-los para lhes extrair o couro cru, que era levado e vendido nos outros Estados. Para conservarem a carne que sobrava e a usarem como alimento em suas longas viagens, os tropeiros começaram a conservá-la rolando-a em sal grosso para desidratá-la surgindo assim o charque. Em vista do Rio Grande do Sul ter sido a primeira maior área de criação bovina no país, o gado faz parte da vida dos gaúchos desde o início da colonização, em meados do século XVII, e foi natural o processo da carne assada sobre um fogo de chão se tornar o prato tradicional da região. Esta refeição era de fácil preparo, com poucos ingredientes: somente a carne (abundante na região) e sal grosso, que era espetada e pousada sobre a brasa. Certamente a carne preferida é a bovina, mas o churrasco do gaúcho contemporâneo também inclui o "salsichão" (linguiça toscana na gíria gaúcha), "coraçãozinho" de galinha, e outras carnes de origem suína e ovina. Segundo Anita Ribeiro de Menna Barreto, "gurmê brasileira", o churrasco típico mesmo, é o de "ratão (com pronúncia espanhola) e/ou gambá". É um típico prato gaúcho o churrasco de ratão, quando devidamente tratada a sua carne, sendo necessariamente retiradas as chamadas "glândulas de cheiro". Deve-se ainda, o gambá ser caçado com a utilização da cachaça, de preferência a brasileira, que esse animal aprecia e facilita a sua captura, uma vez que embebeda o animal. O churrasco da carne de ratão e/ou gambá, lembra em muito a carne de javali. Esse churrasco de ratão era muito apreciado pelo presidente Getúlio Vargas, em sua estância, feito pelos seus peões. Outro tipo de churrasco bastante apreciado é o "xixo", que provavelmente tem origem ou inspiração no "shish" ou "sish kebab" árabe. Tradicionalmente, o xixo gaúcho é um assado onde são espetados — em um espeto grande, não em espetinhos — peças de gado, frango e porco intercalados por pedaços de pimentão verde, vermelho ou amarelo, tomate e cebola, também temperados com sal grosso.2 3 4
  • Arroz de carreteiro Mais um prato derivado da abundância da carne da região, o também chamado arroz-carreteiro ou simplesmente carreteiro é de fácil preparo, composto basicamente do arroz cozido com pedaços de charque picados. Sauerkraut com salsichas Chimarrão O chimarrão (ou mate) é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul. É um hábito legado pelas culturas indígenas quíchuas, aimarás e guaranis. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água morna. O termo mate, como sinônimo de chimarrão, é mais utilizado nos países de língua castelhana. O termo "chimarrão" é o adotado no Brasil, embora seja um termo oriundo da palavra castelhana cimarrón, que designa, por sua vez, o gado domesticado que retornou ao estado de vida selvagem e também o cão sem dono, bravio, que se alimenta de animais que caça. O chimarrão chegou a ser proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerada "erva do diabo" pelos padres jesuítas das reduções do Guairá. A partir do século XVII, os mesmos passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar as pessoas do álcool. O Chimarrão é montado com erva-mate moída, adicionada de água quente(sem ferver). Tem gosto mais ou menos amargo, dependendo da qualidade da erva-mate, que, pronta para o uso, consiste em folhas e ramos finos (menos de 1,5 mm), secos e triturados, passados em peneira grossa, de cor que varia do verde ao amarelo-palha, havendo uma grande variedade de tipos, uns mais finos, outros mais encorpados, vendidos a diversos preços. O predomínio de folhas ou talos em sua composição, bem como sua granulometria varia de região para região.
  • Um aparato fundamental para o chimarrão é a cuia, vasilha feita do fruto da cuieira ou do porongo, que pode ser simples ou mesmo ricamente lavrada e ornada em ouro, prata e outros metais, com a largura de uma boa caneca e a altura de um copo fundo, no formato de um seio de mulher (no caso do porongo) ou no de uma esfera (no caso da cuieira). Há quem tome chimarrão em outros recipientes, mas a prática é geralmente mal vista. O outro talher indispensável é a bomba ou bombilha, um canudo de cerca de seis a nove milímetros de diâmetro, normalmente feito em prata lavrada e muitas vezes ornado com pedras preciosas, de cerca de 25 centímetros de comprimento, em cuja extremidade inferior há uma pequena peneira do tamanho de uma moeda e, na extremidade superior, um bocal, muitas vezes executado em ouro. Propriedades medicinais e nutritivas Estudos detectaram a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, a vitamina C e a vitamina D e sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. Combate os radicais livres. Auxilia na digestão e produz efeitos antirreumático, diurético, estimulante e laxante. Não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural. Contém saponina, que é um dos componentes da testosterona, razão pela qual melhora a libido. Análises e estudos sobre a erva-mate têm revelado uma composição que identifica diversas propriedades benéficas ao ser humano, pois estão contidos nas folhas da erva-mate alcalóides (cafeína, teofilina, teobromina etc.), ácidos fólicos e cafeico (taninos), vitaminas (A, B1, B2, C, e E), sais minerais (alumínio, ferro, fósforo, cálcio, magnésio, manganês e potássio), proteínas (aminoácidos essenciais), glicídeos (frutose, glucose, sacarose etc.), lipídios (óleos essenciais e substâncias ceráceas), além de celulose, dextrina, sacarina e gomas. O consumo da erva-mate está relacionado também ao poder que ela tem de estimular a atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos, combatendo a fadiga, proporcionando a sensação de saciedade, sem provocar efeitos colaterais como insônia e irritabilidade (apenas pessoas sensíveis aos estimulantes contidos na erva-mate podem sofrer algum efeito colateral). A erva também atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmonizando o funcionamento bulbo medular. Age sobre o tubo digestivo, facilitando a digestão sendo diurética e laxativa. É considerada ainda um ótimo remédio para a pele e reguladora das funções cardíacas e respiratórias, além de exercer importante papel na regeneração celular. Assim, os pesquisadores concluíram que o mate contém praticamente todas as vitaminas necessárias para sustentar a vida, e que a erva-mate é uma planta indiscutivelmente especial, já que é muito difícil encontrar em qualquer lugar do mundo outra planta que se iguale ao seu valor nutricional2. No entanto, existem pesquisas que investigam a ligação entre a ingestão de chimarrão em alta
  • temperatura, ao câncer de esôfago. Características: Digestiva É um moderado diurético Estimulante das atividades físicas e mentais Auxiliar na regeneração celular Elimina a fadiga Contém vitaminas - A, B1, B2, C e E É rica em sais minerais como Cálcio, Ferro, Fósforo, Potássio, Manganês É um estimulante natural que não tem contra-indicações É vaso-dilatador, atua sobre a circulação acelerando o ritmo cardíaco Auxiliar no combate ao colesterol ruim (LDL), graças a sua ação antioxidante Por ser estimulante possui também poderes afrodisíacos, graças a vitamina “E” presente na erva-mate É rica em flavonóides (antioxidantes vegetais) que protegem as células e previnem o envelhecimento precoce, tendo um efeito mais duradouro pela forma especial como se toma o mate Segundo o médico pesquisador, Dr. Oly Schwingel, é indicado o uso do chimarrão de duas a três vezes ao dia Previne a osteoporose, fortalecendo a estrutura óssea graças ao Cálcio e as vitaminas contidas na erva-mate Contribui na estabilidade dos sintomas da gota (excesso de ácido úrico no organismo) É rico em fibras que contribuem para o bom funcionamento do intestino Auxiliar em dietas de emagrecimento Atua beneficamente sobre os nervos e músculos Regulador das funções cardíacas e respiratórias Segundo o Instituto Pasteur da França e a sociedade científica de Paris, não existe no mundo outra planta que se iguale à erva-mate em suas propriedades e seu valor nutricional
  • Etiqueta O chimarrão pode servir como "bebida comunitária", apesar de alguns aficionados o tomarem durante todo o dia, mesmo a sós. Embora seja cotidiano o seu consumo doméstico, principalmente quando a família se reúne, é quase obrigatório quando chegam visitas ou hóspedes. O chimarrão é símbolo da hospitalidade sulista: quem chega como visita em uma casa dessa região, é logo recebido com uma cuia de chimarrão. Então assume-se um ar mais cerimonial, embora sem os rigores de cerimônias como a do chá japonês. A água não pode estar em estado fervente, pois isso queima a erva e modifica seu gosto. Deve apenas esquentar o suficiente para "chiar" na chaleira. Enquanto a água esquenta, o dono (ou dona) da casa prepara o chimarrão. Há quem diga que isso acaba estabelecendo a hierarquia social dos presentes, mas é unânime o entendimento de que tomar chimarrão é um ato amistoso e agregador entre os que o fazem, comparado muitas vezes com o costume do cachimbo da paz. Enquanto você passa o chimarrão para o próximo bebê-lo, ele vai ficando melhor. Isso é interpretado poeticamente como você desejar algo de bom para a pessoa ao lado e, consequentemente, às outras que também irão beber o chimarrão. Nesse cenário, o preparador é quem é visto mais altruisticamente. Além de prepará-lo para outras pessoas poderem apreciá-lo, é o primeiro a beber, em sinal de educação, já que o primeiro chimarrão é o mais amargo. Também é de praxe o preparador encher novamente a cuia com água morna (sobre a mesma erva-mate) antes de passar cuia, para as mãos de outra pessoa (ou da pessoa mais proeminente presente), que, depois de sugar toda a água, deve também renovar a água antes de passar a cuia ao próximo presente. Não se esqueça de tomar o chimarrão totalmente, fazendo a cuia "roncar". Se considera uma situação desagradável quando o chimarrão é passado adiante sem fazer roncá-lo. Consumo Ainda hoje é hábito fortemente arraigado nos estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, em partes do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, bem como em partes da Bolívia e Chile e em todo o Uruguai, Argentina e Paraguai (onde é tomado frio e conhecido como tererê). Curiosidades A banda gaúcha Engenheiros do Hawaii compôs uma canção chamada "Ilex Paraguariensis", em homenagem ao chimarrão. A microcervejaria Dado Bier lançou uma cerveja de mate, a "Ilex". Em 2003, a história do chimarrão virou enredo da escola de samba Aliança, de Joaçaba, em Santa Catarina, no Brasil. Na ocasião, a escola conquistou o seu terceiro título.
  • Torrão de Alicante Torrão O torrão de Alicante' o torrão d'Agramunt, também referido como terrum, é uma pasta de caramelo com clara de ovos e amendoins. É frequente encontrar o terrum em festas populares e romarias. É conhecido no Uruguai e na Argentina como torrone e, em Portugal, como torrão. No Brasil chama-se torrone, turrón ou Mandolate e é típico do Rio Grande do Sul, porém também tem forte presença em São Paulo. A receita do mandolate é originária da Região Vêneta, Verona. Na Itália se utilizam amêndoas no lugar do amendoim e é chamado de mandorlato, derivado de mandorla (amêndoa). Queijo de colônia Queijo de colônia, queijo colônia, ou queijo colonial, é um tipo de queijo fabricado na área serrana do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.1 É um dos ícones da gastronomia gaúcha. Também é produzido no estado de Santa Catarina. Esse queijo é feito mediante produção artesanal, normalmente nas áreas rurais da Serra Gaúcha.1 Possui baixo custo de produção, em função de seu processo simples de manufatura, sendo composto basicamente de leite, sal e fermentos lacteos. Normalmente passa por um processo de cura, que pode levar alguns meses. O envelhecimento dá a esse queijo sua característica mais marcante: um interior macio de sabor complexo e levemente picante, envolvido por uma sólida casca amarelada. Quanto mais envelhecido, maior e mais dura fica a sua crosta, e o sabor do produto fica mais picante e marcante. Pode haver pequena formação de mofo esbranquiçado em sua porção externa, mas sem prejuízo à qualidade do produto . Esse problema pode ser resolvido estocando-o em ambientes com baixa umidade relativa. Usualmente se consome esse queijo acompanhado de vinhos tintos, também produzidos nas propriedades rurais. Também pode ser utilizado na culinária, sobretudo em pizzas, lasanhas e outras massas. Características
  • Descrição: Queijo de sabor láctico, medianamente picante, massa fechada com alguns olhos, cor amarelo pálido. Produzido sem o uso corantes ou conservantes. Consistência: Exterior duro ou semiduro, com interior macio, de cremosidade média, mostrando boa elasticidade em sua massa. Facilmente fatiável e derrete bem quando submetido ao calor. Tempo de Maturação: de 30 a 75 dias1 Apresentação: Formato cilíndrico plano pesando entre 800 gramas a 4 kg. Conservação: Em temperatura ambiente. Após aberto, manter resfriado a 12°C Durabilidade: 3 meses à temperatura ambiente e 5 meses, se mantido abaixo de 12°C. Forma de consumo: É bastante versátil podendo desde ser consumido frito ou in natura, acompanhado de frios, bem como usado como ingrediente de gratinados, pizzas, massas etc. No Brasil, no âmbito federal, não há legislação específica que regulamente o padrão de identidade e qualidade do queijo colonial . Regionalismos linguísticos No sul do Brasil, especialmente nas chamadas zonas de colonização, pessoas que falam alemão e português, ou Talian (língua italiana falada unicamente no sul do Brasil) e português, regionalmente são chamados de colonos (die Koloniste no dialeto alemão Riograndenser Hunsrückisch). As tradições de produção e culinária trazidas por estes imigrantes, começando com a imigração alemã em 1824, se faz presente por toda a região meridional do Brasil ainda hoje, e até mesmo influenciando a língua, por exemplo, chamando este queijo de 'Queijo colonial ou Queijo da colônia. Geralmente no Brasil a palavra colonial remete a um período da história geral do Brasil e tem bem outra conotação. Tainha na taquara A tainha na taquara é um prato da culinária gaúcha, sobretudo no litoral sul e na região do lago Guaíba e suas ilhas, como a ilha da Pintada. O prato constitui-se de uma tainha - ou anchova - assada sobre a lenha em brasa presa a um espeto feito de bambu-taquara. É o prato típico mais vendido durante a Festa do Mar, realizada de dois em dois anos na cidade de Rio Grande. Chatasca A Chatasca é um prato típico do Rio Grande do Sul, bem como de toda a região do Pampa. Trata- se de charque bovino desfiado, refogado em alho, cebola, pimenta vermelha, salsinha e tomate; misturado a farinha de mandioca e servido com tiras de banana frita. Existem variações entre os demais países do Pampa: na Argentina é feita com arroz ou grãos de trigo
  • Culinária Gaúcha O minuano que atravessa o Rio Grande do Sul no inverno, é tão forte que congela os pampas e castiga os gaúchos, somente com uma alimentação rica em calorias, repletas de carnes gordas, carreteiros bem fortes e sopas quentes, dão ânimo para enfrentar um frio tão intenso. O churrasco é o prato típico do gaúcho, presente nos finais de semana e em dias festivos. O arroz "carreteiro" também compõe a tradicional cozinha gaúcha. Outros pratos, como o feijão mexido (feijão misturado com farinha de mandioca), o quibebe (purê de moranga), a "roupa velha" ( sobras de carnes com ovos mexidos), o espinhaço de ovelha", o charque com mandioca, a paçoca de pinhão com carne assada, a couve refogada, o arroz com galinha, o "puchero" (cozido de carne com legumes) e o peixe, fazem parte da culinária rio-grandense. Além disso, os pratos feitos por gaúchos caçadores envolvem perdizes, patos e animais de médio porte, como a cutia e o capincho. O charque Antigamente, o atual território do Rio Grande do Sul era habitado pelos índios, os guaranis, que viviam da caça e da pesca. Ocupavam as margens da lagoa dos Patos, o litoral norte e as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí incluindo a região noroeste; os pampeanos, que ocupavam a região sul e sudoeste e os gês, talvez os mais antigos habitantes no lado oriental do rio Uruguai. Como tentativa de retirar os índios da mata para poder catequizá-los, os jesuítas introduziram no Estado o gado. Os índios passaram então a tomar conta do rebanho, que era criado solto, e comer sua carne tendo sempre farta comida a sua disposição e em troca aprendiam com os jesuítas a cultura européia e construíam casas, surgiram assim as Missões. Com a entrada dos tropeiros de São Paulo e Minas Gerais no Sul, os índios foram caçados e levados como escravos e os jesuítas voltaram para a Europa. O gado, como era criado solto, continuou a se reproduzir e se espalhar pelo sul do continente, pois não havia um predador para caçá-lo. Quando os tropeiros voltaram para o Rio Grande do Sul havia milhares desses animais, o gado selvagem. Começaram, então, a matá-los para extrair-lhes o couro crú, que era levado e vendido nos outros Estados. Para conservarem a carne que sobrava e a usarem como alimento em suas longas viagens, os tropeiros começaram a conservá-la rolando-a em sal grosso para desidratá-la,
  • surgindo assim, o charque. Receitas Alcatra de panela Ingredientes: 500 g de alcatra em bifes pequenos e finos 1 cenoura em rodelas azeitonas pretas picadas 100 g de bacon picado 1 cebola picada 1/2 L de caldo de carne 1 copo de vinho sal a gosto óleo o suficiente Modo de Preparo: Numa panela, aqueça o óleo e refogue o bacon. Adicione a cenoura e a cebola picada. Refogue levemente. Coloque a carne e refogue bem. Junte o vinho e o caldo de carne. Tampe a panela e deixe a carne cozinhar por cerca de 40 minutos, em fogo brando. Em seguida, junte a azeitona e cozinhe por mais 5 minutos. Sirva. Ambrosia assada Ingredientes: 1 litro de leite 2 xícaras (chá) de açúcar 5 ovos
  • 10 gotas de suco de limão 3 cravos-da-índia 4 gemas de ovo 1 colher (café) de noz-moscada 2 pedaços pequenos de canela em pau Modo de Preparo: Ligue o forno à temperatura média. Coloque em uma panela o leite, a canela, o cravo e a noz- moscada. Leve ao fogo e retire assim que levantar fervura. Reserve. Bata os ovos e as gemas na batedeira por 4 minutos. Retire e passe por uma peneira. Junte o açúcar e misture até ficar homogêneo. Adicione, aos poucos, o leite morno, batendo com um batedor manual. Acrescente o suco de limão e bata por mais 1 minuto, ou até ficar homogêneo. Despeje o creme batido em uma assadeira refratária de 28 x 19 cm e leve para assar em forno médio por 1 hora e 30 minutos, ou até obter um creme cozido. Retire do forno e deixe esfriar. Sirva gelado em taças individuais decoradas com canela em pau ou fatias de limão. Arroz Carreteiro Ingredientes: 200g de charque 4 colheres (sopa) de óleo 5 dentes de alho picados 1 cebola grande picada 4 tomates picados 3 pimentões picados 350g de arroz sal a gosto Modo de Preparo: Leve ao fogo uma panela com água até ferver. Adicione a carne e deixe por meia hora. Retire do fogo, escorra a água e corte a carne em pedaços pequenos. Em uma panela, aqueça o óleo, junte o alho, a cebola, o tomate e o pimentão. Deixe cozinhar por cerca de 8 minutos, mexendo de vez em quando. Em seguida, junte o arroz, um pouco de água fervente e deixe cozinhar por
  • 15 a 20 minutos. Adicione sal, se necessário. Arroz Carreteiro Simples Ingredientes: 3 copos de arroz 500 gramas de carne seca 200 gramas de bacon fatiado 1 tomate grande bem maduro 200 gramas de calabresa Pimenta calabresa 1 cebola grande Salsa Sal Modo de Preparo: Cozinhar a carne seca em panela de pressão, retirar, esperar esfriar e desfie. Reservar. Retirar a pele da calabresa e cortar em cubos juntamente com o bacon. Cortar o tomate em cubos pequenos sem as sementes bem como a cebola. Reservar. Refogar o bacon e a calabresa até ficar bem dourada, acrescentando depois a cebola, tomate, pimenta calabresa e a carne desfiada. Após acrescentar o arroz, afogue bem, adicionar a água corrigindo o sal se necessário e abaixar o fogo aguardando secar. Quando pronto, colocar a salsa em cima. Arroz Carreteiro Típico Ingredientes: 500 g de charque ou carne de sol 1 cebola média 1/2 maço de cebolinha verde 1/2 pimentão verde 1 tablete de caldo de carne
  • 1 copo americano de arroz 4 tomates sem pele sal alho óleo queijo ralado PARA 4 PESSOAS Modo de Preparo: Corte em cubinhos o charque. Coloque em uma panela com água para ferver. Lave-o bem em água fria, escorra e reserve. Em uma panela, de preferência de ferro, frite a cebola bem picadinha e o pimentão. Junte o charque, a cebolinha verde, o alho e deixe fritar mais um pouco. Coloque os tomates picados e, em seguida, o arroz. Refogue e junte água o suficiente. Acrescente o caldo de carne e corrija o sal. OBS: Não deixe secar totalmente o arroz, pois o gostoso é deixá-lo suculento. Junte o queijo ralado e sirva ao aprontar. Agora é só você se deliciar! Bom apetite. Arroz de Carrreteiro Ingredientes:
  • 3 xícaras de chá de arroz limpo e lavado 2 colheres de sopa de óleo ou banha 1 kg de carne seca 2 dentes de alho picados 1 cebola média ralada 7 xícaras de água fervendo salsa a gosto Modo de Preparo: Coloque com antecedência a carne seca de molho, trocando a água por várias vezes. Melhor deixar em geladeira, por 24 horas. Cozinhe-a até que esteja macie e pique ou desfie. Refogue o alho e a cebola no óleo e junte a carne seca picada ou desfiada. Acrescente o arroz e frite bem, mexendo sempre. Adicione a água e baixe o fogo. Na hora de servir coloque por cima salsa picadinha. Deve ser servido ainda úmido, por isso, prepare na hora de servir. Arroz de Carreteiro Gaúcho Ingredientes: ½ quilo de arroz 1 quilo de charque bovino 1 colher (sopa) de cheiro-verde picado 4 xícaras (chá) de água 1 dente de alho picado 2 ovos cozidos picados 2 cebolas picadas Modo de Preparo: Cortar o charque em cubos pequenos e fritar numa panela de ferro preaquecida por 10 minutos, até soltar a gordura. Acrescentar a cebola picada e o alho e mexer até refogar. Adicionar o arroz e continuar mexendo. Em seguida, acrescentar as 4 xícaras de água. Mexer bem e tampar a panela, até cozinhar o arroz. Na hora de servir, colocar o ovo picado e o cheiro-verde por cima. Na véspera do preparo da receita, deixar o charque de molho dentro da geladeira, trocando a
  • água periodicamente, para retirar o excesso de sal. Arroz de china pobre Ingredientes: 500 gramas de arroz 500 gramas de lingüiça 600 ml de água quente 30 ml de óleo sal a gosto Modo de Preparo: Cortar a lingüiça em rodelas grossas e dourar em óleo quente. Acrescentar o arroz, mexendo bem. Adicionar a água. Provar e verificar o tempero. Se desejar, acrescentar pimenta. Tampar a panela e abaixar o fogo. Quando a água secar, estará pronto. O arroz pode ser servido com salsa, cebolinha e ovos cozidos bem picados. Arroz de Churrasco Ingredientes: Para aproveitar as sobras: 2 xícaras de chá de arroz 500 g de carne de churrasco 2 batatas 1 cenoura 1 cabeça de alho 2 colheres de sopa de azeite 1 tomate sal colorante alimentário ou alimentício azeite
  • Modo de Preparo: Corte os pedaços de carne e frango. Coloque-os na água fervendo e deixe por uns 20 minutos, cozinhando. Pique a cenoura e junte à carne, na água. Numa panela, coloque o azeite e junte a cabeça de alho inteira. Deixe que refogue alguns instantes. Pique a batata também em rodelas e refogue, no azeite. Junte o arroz ao refogado de batatas e continue a refogar, juntando a lingüiça do churrasco picada em fatias. Retire a carne e o frango do caldo e acrescente ao refogado de arroz. Junte o colorante ao caldo, acertando o sal e coloque-o na panela de arroz. Deixe a panela ferver e leve-a ao forno, até que seque e o arroz esteja macio. Arroz de leite a moda gaúcha Ingredientes: 2 xícaras de arroz 2 xícaras de açúcar 4 xícaras de água 1 colher de manteiga canela em pó para polvilhar canela em pau 1 litro de leite Modo de Preparo: Levar ao fogo em uma panela a água e a canela em pau até ferver. Acrescentar o arroz e deixar cozinhar até quase secar. Em outro recipiente colocar o leite a manteiga e o açúcar, levar ao fogo até ferver. Quando o arroz estiver quase seco, acrescentar o leite fervendo, mexer bem. Estará pronto quando o arroz estiver bem macio. (cerca de 30 minutos) Pode-se acrescentar a esta receita depois de desligar o fogo: 1 lata de leite condensado, ou 1 vidro de leite de coco, ou 100 gramas de coco ralado, conforme o gosto de cada um. Arroz Doce Ingredientes: 1 xíc. (chá) de leite desnatado 1/2 xíc. (chá) de arroz cru (50g) 1 copo grande de água
  • 10 gotas de adoçante e canela Modo de Preparo: Lave e escorra o arroz. Numa panela, coloque o arroz com a água e cozinhe. Quando estiver meio cozido, junte o leite quente e deixe que cozinhe, mexendo sempre. Ao tirar do fogo, misture o adoçante. Coloque em duas taças e polvilhe de canela. RENDIMENTO: 2 porções Arroz Gaúcho Ingredientes: 500 gramas de arroz tipo 1 1 quilo de peito de frango 1 lata de azeitona 1 lata de milho 1 batatinha ralada 1 copo de óleo 1 caldo de galinha 2 litros de água Sal a gosto 1 cebola Modo de Preparo: Refogar o frango desfiado com todos os ingredientes, menos o arroz e a água. Quando dourar colocar o arroz e a água. Mexer até o arroz cozinhar e o caldo ficar grosso. Servir com pão como acompanhamento. Banana Gaúcha Ingredientes: 1 banana nanica madura e firme 3 barrinhas de chocolate meio amargo
  • sorvete de creme açúcar e canela Modo de Preparo: Lavar e secar a banana, deixando o cabinho. Colocar num prato individual e com uma faca pequena. Fazer um cortar formando uma "canoinha", sem abrir as laterais e nem furar o fundo. Colocar açúcar, canela a gosto e três barrinhas de chocolate meio amargo. Levar ao microondas por mais ou menos 3 minutos, ou até a banana cozinhar um pouco e derreter o chocolate. Servir com uma bola de sorvete de creme. Bauru Gaúcho Ingredientes: 1 bife grande (do tamanho de um prato) 4 fatias de presunto 4 fatias de queijo prato 1 cebola (a gosto) Sal a gosto 1 tomate Modo de Preparo: Fritar o bife com as cebolas, para fazer o bife-acebolado, colocar as rodelas de tomate em cima ainda na frigideira. Cobrir com as fatias de presunto. Dê uma fritada para dourar o queijo e o presunto. Parece simples mais fica uma delícia. Rende uma porção. Todos vão adorar. Obs: Se você tiver uma chapa é melhor porque frita dos dois lados. Vai gratinar o presunto com o queijo, essa é a idéia. Dica: Coma com um pão e aproveite o caldinho que fica no prato do bife, fica uma delícia mesmo. Bolo de Milho Ingredientes: 2 xícaras de açúcar, 3 ovos, 1 tablete de margarina, 3 xícaras de farinha de trigo, 1 xícara de farinha de milho, 1 colher (sopa) bem cheia de fermento em pó, 1 xícara de leite morno.
  • Modo de preparo: Bater as gemas com o açúcar e a margarina, misturar o leite morno e logo após acrescentar as farinhas e o fermento. Bater as claras em neve e misturar aos demais ingredientes. Levar ao forno para assar. Cobertura: Sugestão: usar açúcar confeiteiro. Preparar conforme o modo descrito na embalagem. Bolo de milho com canela Ingredientes: 1 colher (sopa) de fermento em pó 1 colher (sopa) de erva doçe 1 xícara (chá) de leite quente 1 xícara (chá) de óleo 2 xícaras de açúcar 1 xícara de fubá 1 xícara de trigo 50 gramas de coco ralado 1 pitada de sal 3 ovos Modo de Preparo: Misturar as 4 colheres de óleo e as 4 colheres de açúcar com a canela, para polvilhar a forma (redonda). Bater no liquidificador, os ovos, óleo e o açúcar (após batido acrescentar o leite quente) e depois acrescentar o restante dos ingredientes. Fubá, trigo, coco, erva-doce, sal e o fermento em pó. Bolo de milho cremoso Ingredientes: 1 colher de fermento em pó
  • 2 xícaras de farinha de trigo 2 xícaras de açúcar 6 espigas de milho grande ½ copo de leite 3 ovos Modo de Preparo: Pegar as espigas de milho e retirar os grãos e levar ao liquidificador, acrescentando o leite aos pouquinhos. Obs: Não usar mais que ½ copo de leite, isso é o suficiente. Depois passar na peneira para ficar somente o líquido. Bater na batedeira os ovos, e vá acrescentando os demais ingredientes. Untar uma forma e levar para assar em fogo médio. Por cerca de 40 minutos. Bolo de milho gaúcho Ingredientes: 1colher (sopa) bem cheia de fermento em pó 1 xícara de farinha de milho 3 xícaras de farinha de trigo 1 xícara de leite de coco 1 xícara de leite morno 2 xícaras de açúcar 1 tablete de margarina Coco ralado 3 ovos Modo de Preparo: Bater as gemas com o açúcar e a margarina. Misturar o leite morno. Logo após, acrescentar as farinhas e o fermento. Bater as claras em neve e misturar aos demais ingredientes. Levar ao forno para assar. Verificar com uma faca se esta sai seca. Ou espere dourar. Canjica Simples
  • Ingredientes: 1 colher (sopa) média de canjica crua 1 xícara de leite desnatado 10 gotas de adoçante 1 copo de água abacaxi Modo de Preparo: Lavar a canjica. De véspera, deixar de molho em 200 gramas de água. Cozinhar na mesma água com a panela tampada. Quando estiver macia, juntar o leite e mexer para engrossar. Depois acrescentar o adoçante e colocar numa taça. Polvilhar com canela. Rendimento: 1 porção Charque acebolado Ingredientes: 500 gramas de charque 2 cebolas graúdas fatiadas 1 colher (sopa) de vinagre balsâmico pimenta-do-reino a gosto 100 gramas de bacon Modo de Preparo: Lavar a carne e deixar de molho em água fria por 12 horas. Escorrer, cortar em cubos grandes e cozinhar em uma panela de pressão para que fique macia, cerca de 40 minutos. Deixar esfriar, escorrer e desfie grosseiramente. Cortar o bacon em cubos e colocar em uma frigideira juntamente com o azeite. Dourar os pedaços de bacon e escorrer, reservando para outra finalidade. Na gordura que ficou na frigideira fritar bem as cebolas. Adicionar a carne desfiada e fritar por mais alguns minutos. Temperar com pimenta-do-reino e regue com o vinagre. Misturar e servir salpicando com salsinha picada. Charque no Espeto Ingredientes: Rendimento: 8 pessoas
  • 2 quilos de charque gordo Modo de Preparo: Lavar bem o charque e deixar de molho durante 2 horas. Espetar e enxugar com um pano bem limpo. Levar às brasas com a parte da gordura virada para o fogo. Em seguida, virar para que a gordura penetre no lado que é magro. Chimarrão Modo de Preparo: 1º) Colocar a erva-mate na cuia, aproximadamente até 2/3 de sua capacidade. 2º) Tampar a boca da cuia com a mão, e virar com a boca para baixo. Fazer leves movimentos para cima e para baixo. 3º) Inclinar a cuia mais ou menos 45º e retirar a mão, fazendo com que os palitos da erva fiquem na parte inferior (cestinho da cuia), formando uma trama que facilitará a entrada de água na peneira da bomba. 4º) Na mesma posição anterior, despejar água fria ou morna (água fervente queima o mate, dando um gosto amarguento) até encima da erva, que não deverá ser molhado. Aguardar até que a água seja absorvida (2 a 3 minutos). 5º) A colocação da bomba é um momento decisivo no preparo de um bom chimarrão. Tapando o bocal com o polegar, introduza a bomba no lado cheio d'água da cuia, até o fundo do cestinho. Com movimentos de pulso, procurar a melhor posição, para que a bomba fique firme. Retirar o polegar e observe o nível da água, que deve baixar alguns milímetros. Isso prova que o chimarrão está desentupido. 6º) Com a cuia na posição vertical, colocar água quente. A temperatura ideal da água é 64 graus, obtida quando a chaleira começa a chiar. 7º) Pronto. O primeiro mate pode ser ingerido, não há nada de mal nisso, porém alguns mateadores costumam cuspi-lo fora até ouvir o "ronco" da cuia. Isso porque o primeiro mate não é o mais saboroso e a bomba retém resíduos de pó da erva. Churrasco Ingredientes: 1 quilo de lombo cortado em bifes ou 1 e ½ quilo de bisteca de filé, com osso 6 colheres de (sopa) de vinho tinto
  • 1 pimenta vermelha picada 1 colher de (sopa) de sal Modo de Preparo: Temperar de véspera, toda a carne, bife por bife, com uma mistura de sal, óleo, vinho e pimenta. Deixar a carne de molho até a hora de grelhar. Cuidar para que a brasa não esteja muito forte, para que a carne asse por inteiro. Enquanto a carne estiver assando, regue-a (com uma colher), com o resto do molho em que ela foi temperada. Depois de pronta, sirva-a com o molho de churrasco. Churrasco de alcatra Ingredientes: 10 bifes de alcatra sal grosso a gosto Modo de Preparo: Salpicar a carne de ambos os lados. Colocar em um braseiro forte por 10 minutos, ou até a carne soltar da grelha. Virar a carne para churrasquear. Servir em seguida. Churrasco de charque com pirão Ingredientes: ½ de charque novo e gordo ½ quilo de farinha de mandioca 1 litro de leite frio Modo de Preparo: Utilizar o “charque novo”, ou seja, com poucos dias de salgo e depois de dessalgado, levá-lo para assar. Deixar dourar e servir acompanhado de pirão feito com farinha de mandioca e leite frio, na proporção de 1 por 2. Este pirão é cru, devendo o leite e a farinha ser misturados com certa antecedência. Temperar com sal e açúcar. O pirão é levemente adocicado. Serve 4 pessoas. Churrasco de costela na panela de pressão
  • Ingredientes: 2 quilos de costela bovina (ripa) 1 quilo de lingüiça toscana de porco Modo de Preparo: Em uma panela de pressão, colocar a costela com o osso virado para baixo, até cobrir o fundo da panela, e por cima da 1º camada de costela, colocar a lingüiça, lembrando de furar com um garfo ou faca. Fazer camadas intercalando costela e lingüiça até que terminar ambos. Colocar em fogo alto, e quando começar a dar pressão, contar 40 minutos. Está pronto o churrasco de panela. Churrasco de panela Ingredientes: 1 quilo de picanha bovina 1 colher e ½ de sal grosso (batido no liquidificador até ficar fininho) Modo de Preparo: Esquentar bem uma panela com 1 colher de manteiga. Dispor os pedaços de picanha. Colocar um pouco de sal em cima e virar. Colocar sal do outro lado. Churrasco Gaúcho Ingredientes: Um bom pedaço de carne bovina, que pode ser costela, picanha ou etc ... Fogo de lenha, de gás, carvão Sal grosso a vontade Modo de Preparo: Espetar de pedaço a pedaço no espeto, passar o sal e colocar no fogo. Mais ou menos a uma distancia de 25 cm. Se houver pressa ou muita fome, come-se somente chamuscada, meio a meio, correndo sangue (como eu gosto). Mas se não houver pressa e, assa-se até ficar esturicada. Churrasquinho Gaúcho
  • Ingredientes: 250 gramas de alcatra em cubos 1 colher (chá) de tempero em pó para carne 2 colheres (sopa) de molho inglês 4 azeitonas verdes sem caroço 1 cenoura cozida em rodelas 1 batata cozida em cubos Modo de Preparo: Temperar a carne com o tempero em pó e o molho inglês na vasilha de plástico. Espetar, alternadamente, cubos de carne, cenoura, batata e azeitona em palitos para churrasco. Colocar em uma fôrma refratária e, levar para assar no microondas por 10 minutos, em potência alta. Costela Ingredientes: 1 ponta de agulha completa (com o matambre) Sal grosso (suficiente para cobrir a carne) ½ litro de vinagre de vinho tinto ½ de água Manteiga Cebola Alecrim Alho Modo de Preparo: Em uma forma quadrada (que caiba a costela sem cortar) colocar a costela com os ossos virados para baixo. Bater todos os temperos no liquidificador. Esfregar somente na parte de cima da costela. Cobrir com uma camada de sal grosso toda a carne, na forma, colocar ½ litro de vinagre e ½ litro de água. Não deixar cair muito sal na água para não salgar. Levar ao forno por aproximadamente 4 horas. Após este período retirar a camada de sal e voltar ao forno (forte) para dourar por mais ou menos 10 minutos.
  • Costela assada Ingredientes: 2 ripas inteiras de costela de boi 6 dentes de alho socados suco de ½ limão caldo de carne sal Modo de Preparo: Temperar a carne com os ingredientes descritos. Assar por 3 horas no forno médio com papel laminado. Abrir a assadeira, e deixar assando até dourar, virando e regando com o caldo. Se necessário colocar um pouco de água fervente. Costela campeira Ingredientes: Peça inteira ou partes de costela bovina Sal Grosso Modo de Preparo: Cobrir a carne com sal grosso depois de espetada. Manter fogo brando nas laterais a mais ou menos 80Cm de distância por no mínimo 6 horas. Não cortar antes de pronta. Costela de porco à chilena Ingredientes: 1 costela de porco (a peça inteira) Páprica picante e cominho em pó 3 dentes de alho amassados Louro, tomilho e orégano Sal e pimenta a gosto
  • 3 cebolas picadas ½ de vinagre ½ de óleo Modo de Preparo: Misturar o alho com os demais temperos em uma vasilha. Esfregar em toda peça de carne e deixar de molho no tempero, de 3 a 4 horas. Levar ao forno, em um refratário. Quando estiver assada de todos os lados, espalhar as cebolas em volta. Continuar assando, regar constantemente com o próprio caldo. Costela de Porco no Espeto Ingredientes: 2 colheres ervas finas desidratadas 1 ripa de costela de porco (800 gramas) 1 litro de água Sal a gosto Modo de Preparo: Em uma panela de pressão, colocar a água, o sal e as ervas finas. Deixar cozinhar por 30 minutos depois de pegar pressão. Apesar dela estar "branca", já ficou pré-cozida e com um gosto delicioso. Depois de cozida, colocar a ripa de costela num espeto duplo e levar para a churrasqueira por mais 20 minutos em braseiro moderado e a 40 cm dele. Primeiro com o osso para baixo, depois virá-la. Quando estiver douradinha, retirar e cortar. Costela Gaúcha com Ervilha Ingredientes: 1 quilo de costela gaúcha 1 lata de ervilha verde (sem a água) 1 colher (sopa) vinagre de maçã 4 colheres (sopa) de óleo 1 colher (sopa) colorau
  • ½ xícara de coentro picada ½ xícara de cebolinha picada ½ xícara de salsinha picada 3 dentes grandes de alho amassado 1 e ½ cebola média picada 1 pimentão médio picado 2 tomates médio picado ½ litro de água sal a gosto Modo de Preparo: Temperar a costela com alho e sal. Reservar. Em uma panela, refogar 1 cebola no óleo, juntar a costela refogando até dourar. Colocar na pressão com um pouco de água, por 20 minutos, depois de cozida, reservar. Colocar o restante da cebola, após colocar o coentro, a cebolinha e a salsinha. Refogue. Deixar dar uma ferventada, e acrescentar o pimentão, o tomate, o colorau e o vinagre. Juntar a costela e cozinhar por mais 5 minutos. acrescentar a ervilha e deixar por mais dois minutos. Costela no Sal Grosso Ingredientes: 5 quilos de costela bovina 7 quilos de sal grosso (aproximadamente) Modo de Preparo: Fazer uma camada de sal grosso de mais ou menos 1 cm em uma assadeira retangular. Colocar a costela na assadeira de forma com que os ossos fiquem para baixo. Cobrir a costela com mais ou menos 2 a 3 cm de sal, tomando o cuidado de não deixar partes da carne expostas, deve-se cubrir toda carne. Levar ao forno preaquecido a 250º graus e deixar por 2 horas e 30 minutos. Ao retirar a assadeira do forno quebrar a camada de cima e retirar a costela, bater um pouco para retirar o exesso de sal e servir. A quantidade de sal grosso deixa a carne no ponto, não fica salgada, o sal absorver a maior parte da gordura e água eliminadas pela carne. Costeleta de entrecosto
  • Ingredientes: 1 quilo de costeletas de entrecosto 1 colher (sopa) bem cheia de gordura de porco 1 cebola cortada em rodelas finas 1 dente de alho cortado em lascas sumo de 1 limão galego ½ copo de vinagre pimenta do reino cheiro verde sal Modo de Preparar: Lavar bem as costelas e temperar com um molho feito de sal, cebola, alho, pimenta do reino, limão, vinagre, louro. Mexer bem e cobrir com bastante cheiro verde. Algumas horas depois, levar ao fogo uma frigideira com a gordura de porco. Quando esta estiver bem quente, começar a fritar as costeletas, deixando-as bem torradinhas. Sirva acompanhadas com farofa de ovo. Costeletas Ingredientes: ½ quilo de costeletas de vitela 2 colheres (sopa) de vinagre 1 pedaço de folha de louro ½ dente de alho cheiro verde pimenta do reino sumo de 1 limão 1 cebola sal
  • Modo de Preparo: Fazer um molho com os temperos acima indicados e, com ele, temperar as costeletas. 2 horas depois, fritar as costeletas no óleo bem quente. Sirva acompanhandos com uma farofa de ovo. Costeletas Assadas Ingredientes: 1 quilo de costeletas temperada ½ xícara de vinagre de vinho ½ xícara de ketchup 1 colher (chá) de amido de milho 1 colher (chá) de páprica 1 colher (chá) de açúcar 1 cebola 1 dente de alho 3 maçãs Modo de Preparo: Deixar as costeletas durante 45 minutos mergulhadas em água fervente. Enquanto isso, descascar a cebola e o alho e picar bem. Misturar o vinagre, o ketchup, o amido de milho, a páprica e o açúcar. Colocar a carne sobre a grelha e, enquanto estiver assando, regar, de vez em quando, com este molho. Descascar as maçãs, tirar o centro e cortar em rodelas. Juntar à carne - por uns 8 minutos - ou então fritar em uma frigideira com manteiga ou, ainda, cozinhar sobre folhas de repolho; pois assim tornam-se apropriadas para acompanhar a carne. Costeletas de Gado com Lombo Ingredientes: 1 e ½ quilos de costeletas presas ao lombo ½ colher (chá) de suco de limão 2 colheres (sopa) de manteiga 1 colher (chá) de salsa picada
  • 4 colheres de óleo 1 pitada de especiarias mistas pimenta-do-reino ou páprica Sal Modo de Preparo: Pulverizar a carne com a pimenta-do-reino, ou a páprica, e derramar sobre ela 2 colheres de óleo. Deixar descansar 1 hora aproximadamente e, então cozinhar na chapa, 8 a 10 minutos de cada lado. Quando virar a carne, salgar o lado já assado. Servir com manteiga de ervas preparada com manteiga amolecida, salsa picada, suco de limão e as especiarias. Costeletas de porco em vinho tinto Ingredientes: 5 costeletas de porco com cerca de 200 gramas cada 2 colheres (sopa) de margarina 1 colher (chá) de alecrim 3 colheres (sopa) de óleo ½ garrafa de vinho tinto seco 5 dentes de alho 1 maço de salsa 1 quilo de batata 2 limões 6 cravos-da-índia Modo de Preparo: Limpar as costeletas esfregar limão. Deixar por 30 minutos numa vinha-d'alhos feita com o óleo, o sal, o alecrim e os cravos da Índia. Numa frigideira, dourar as costeletas sem os temperos. Retirar, colocar numa travessa e manter aquecida. Fatiar a cebola e dourar na mesma gordura. Juntar o vinho. Deixar ferver por 15 minutos. Desligar o fogo e manter o molho aquecido. À parte, cozinhar as batatas com casca. Descascar e dourar na margarina. Picar bem a salsa e salpicar sobre as batatas. Servir com a carne e o molho.
  • Costelinha suína Ingredientes: 1 quilo de costelinha suína, cortar em ripas com o comprimento de 5 ou 6 dedos 2 colheres (sopa) de sal 3 copos tipo requeijão de água 3 dentes de alho bem moidos 50 gramas de bacon fatiado ½ cebola média picada Ajinomoto a gosto Modo de Preparo: Refogar o bacon, alho com o sal e pouco óleo. Acrescentar a carne e o ajinomoto a gosto, quando estiver dourando, acrescentar o primeiro copo de água. Quando secar toda a água, dourar novamente por 1 minuto. Repetir a opção anterior até o terceiro copo de água, ao final dourar entre 1 a 2 minutos e servir. Costelinhas crocantes Ingredientes: 12 costelinhas de porco ½ xícara de (chá) de farinha de milho amarela 1 colher de (sopa) de molho de pimenta 50 gramas de queijo parmesão ralado 1 colher de (sopa) de manteiga 6 cebolinhas brancas inteiras 1 colher de (sopa) de amido de milho ½ cubo de caldo de legumes 1 xícara de (chá) de água quente 1 colher de (chá) de alecrim
  • 1 colher de (chá) de colorau 4 colheres de (sopa) de azeite suco de 1 limão sal a gosto Modo de Preparo: Temperar as costelinhas com alecrim, sal, colorau e suco de limão. Deixar tomar gosto. Em uma tigela, misturar a farinha de milho esfarelada, o queijo e sal. Passar as costelinhas no azeite e, em seguida, empanar na farinha de milho. Transferir as costelinhas para uma assadeira e cobrir com papel-alumínio. Levar ao forno médio preaquecido e assar por 1 hora e 50 minutos, ou até ficarem assadas e douradas. Aquecer a manteiga e fritar as cebolinhas por 2 minutos, ou até dourarem. Acrescentar o amido de milho dissolvido em água fria, o caldo de legumes dissolvido na água quente, o molho de pimenta e sal. Cozinhar por mais 2 minutos, ou até o molho reduzir. Servir as costelinhas regadas com o molho. Costelinhas de porco com molho picante Ingredientes: 8 costelinhas de porco médias 2 colheres (sopa) de queijo parmesão 4 colheres (sopa) de azeite de oliva 1 colher (chá) de orégano 1 colher (chá) de páprica picante 2 colheres (sopa) de suco de limão ½ xícara (chá) de farinha de milho em flocos Sal Molho: 1 colher (chá) de caldo de carne em caixinha 1 colher (sopa) de amido de milho 1 colher (sopa) de manteiga 1 colher (sopa) de tabasco
  • 6 cebolas pérolas descascadas Sal Modo de Preparo: Temperar as costelinhas com o orégano, o sal, a páprica e o suco de limão. Deixar tomar gosto. Enquanto isso, misturar em uma tigela a farinha de milho esfarelada, o queijo e o sal. Passar as costelinhas no azeite e, em seguida, empanar na mistura de farinha de milho. Transferir as costelinhas para uma assadeira e cobrir com papel-alumínio. Levar ao forno médio, preaquecido, e assar por 1 hora e 50 minutos, ou até ficarem cozidas e douradas. Molho: Aquecer a manteiga em uma panela e fritar as cebolas por 2 minutos, ou até dourar. Acrescentar o amido de milho dissolvido em um pouco de água fria, o caldo de carne dissolvido em ½ xícara (chá) de água quente, o tabasco e o sal. Deixar cozinhar por mais 2 minutos, ou até o molho reduzir. Servir as costelinhas acompanhadas do molho e de minimilhos em conserva assados. Costelinhas defumadas com quirera Ingredientes: 1 quilo de costelinhas defumadas 300 gramas de quirera de milho ½ maço de cheiro-verde picado 1 pimenta-de-cheiro 3 dentes de alho 2 cebolas médias sal a gosto Modo de Preparo: Lavar e deixar a quirera de molho por 30 minutos. Fritar a costelinha até ficar dourada. Acrescentar o alho e a cebola picados. Dourar bem, juntar água aos poucos e cozinhar até a costelinha ficar macia. Juntar a quirera e cozinhar em fogo baixo, mexendo sempre. Temperar com sal e pimenta. Polvilhar com o cheiro-verde e servir. Cuca caseira
  • Ingredientes Massa: 1 kg. de farinha de trigo, 3 ovos, 2 colheres de chá de fermento Fleischmann, 2 xic. de açúcar ou agosto, 1 xíc. de leite, 2 colheres de sopa de banha, 1 pt de sal. Ingredientes Cobertura: 3 colheres de sopa de manteiga, 1 colher de sopa de banha, 1/2 xic. de açúcar cristal, 1/2 xic. de farinha de trigo, canela em pó Modo de preparo da massa: 1. Coloque o fermento a fermentar: 2 colheres de chá de fermento, 1 colher de sopa de açúcar e 1/2 copo de água morna. 2. Depois de bem levedado, junte aos outros ingredientes até obter uma massa de bolo não muito mole. 3. Deixe descansar para levedar a massa. 4. Coloque em assadeira untada com gordura, deixe crescer novamente. 5. Coloque a cobertura, leve ao forno bem quente. Modo de preparo da cobertura: Junte a manteiga, banha, açúcar, farinha, canela em pó, até formar uma farofa, cubra a cuca. Obs: querendo enriquecer a cuca, coloque passas de uva na massa, e frutas em calda, como cobertura.
  • Cuca de Banana Gaúcha Ingredientes: Massa: 1 colher de fermento em pó 3 xícaras de farinha de trigo 2 xícaras de açúcar 1 xícara de leite ½ copo de óleo 4 ovos Farofa: 1 e ½ colher de canela em pó 2 e ½ colheres de margarina 2 xícaras de farinha 7 bananas Modo de Preparo: Massa: Bater as claras em neve e vai colocando as gemas, uma a uma, acrescentar os outros ingredientes e bater na batedeira sem parar, até colocar toda a farinha. Por último, acrescentar o fermento. Farofa: Misturar a farinha de trigo, o acúcar, a margarina e a canela em pó e amassar com as mãos. Cortar as bananas em rodelas. Untar e esfarinhar a forma. Colocar a massa, por cima as bananas e por último, a farofa. Deixar assar por aproximadamente 1 hora ou até dourar bem. Cuca Gaúcha Ingredientes: 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
  • 12 colheres (sopa) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de manteiga 8 colheres (sopa) de açúcar goiabada em pedaços pequenos canela-da-china em pó 2 ovos leite Modo de Preparo: Bater a manteiga com açúcar e reservar. Bater as claras em neve e juntar as gemas. Misturar a mistura de claras com a reservada. Adicionar o fermento em pó e o leite. Unte a fôrma, polvilhar com farinha de trigo e adicionar a massa. Por cima, colocar os pedaços de goiabada e polvilhar com açúcar e canela. Levar ao forno médio por 30 minutos. Cuca Gaúcha de Frutas Ingredientes: Massa: 1 quilo de farinha de trigo (mais ou menos) 400ml de leite morno (2 copos de requeijão cheios) 5 ovos ½ xícara mais 1 colher (sopa) margarina 3 xícaras ( chá) rasas de açúcar 2 colheres (sopa) rasas fermento biologico fresco 2 colheres (sopa) rasas de conhaque 1 colher (chá) de canela em pó 3 colheres (sopa) de óleo 1 cacho grande de uva tipo Rubi 1 pitada de sal
  • Farofa: 2 xícaras de farinha de trigo 1 e ½ xícara de açúcar canela em pó a gosto margarina até dar ponto de farofa bem granulada, começar com 1 colher (sopa) cheia Modo de Preparo: Separar um copo do leite morno e deixar esfriar um pouco mais para dissolver o fermento. Colocar o restante em uma vasilha funda e acrescentar o açúcar. Misturar, depois acrescentar a margarina e o óle e ir mexendo bem, para dissolver tudo. Colocar os ovos (tirar a pele das gemas ou peneirar), o fermento dissolvido, o sal, a canela e o conhaque e ir misturando tudo bem. Acrescentar, aos poucos, a farinha e começar a misturar com a mão, puxando para cima, como se fosse um puxapuxa. O ponto é de pão mole, mais consistente que bolo. Puxar até borbulhar. Despejar em forma untada e enfarinhada (retangular de 25x35) e deixar descansando em local fechado (armário ou o forno desligado), até quase dobrar de tamanho de 30 a 45 minutos, dependendo do tempo (se frio ou calor). Enquanto isso, partir as uvas ao meio e tirar a semente. Polvilhar com açúcar misturado com canela e deixar tomando gosto e umidecendo, até a massa estar crescida. Pode ser utilizada maça picada, banana em fatias ou goiabada pura picada no lugar de uva. Enfiar as metades na massa em toda sua extensão, deixando um pequeno espaço entre uma metade e outra. Pincelar com uma gema batida (opcional) e polvilhar com a farofa, cobrindo tudo e não deixando espaços sem farofa. Levar ao forno préaquecido por mais ou menos 40 minutos ou até dourar a farofa e os lados, pois dentro fica molhadinha. Doce de Abóbora Ingredientes: 1 kg de abóbora descascada 1 colher (sopa) de cal virgem para uso culinário 4 xícaras de açúcar 2 xícaras de água 12 cravos-da-índia 1 canela em pau Modo de Preparo:
  • Corte a abóbora em cubos de 3 cm. Desmanche a cal em 2 litros de água fria e despeje sobre as abóboras. Deixe descansar por 2 horas. Escorra e elimine a água. Lave os pedaços de abóbora em água corrente por 2 ou três vezes. Coloque o açúcar e a água em uma panela e leve à fervura, adicione os cravos e a canela. Fure de leve os pedaços de abóbora para que absorvam a calda e coloque-os na panela. Ferva em fogo baixo para que os pedaços de abóbora fiquem firmes porém macios. Retire-os com uma escumadeira e coloque em uma compoteira. Reduza a calda até o ponto de fio e despeje sobre as abóboras. Deixe esfriar antes de servir. Doce de Abóbora com Coco Ingredientes: 1 quilo de abóbora vermelha canela em pau a gosto 750 gramas de açúcar 1 coco ralado cravo-da-índia Modo de Preparo: Descascar a abóbora e ralar na parte grossa. Juntar o açúcar, o cravo, a canela e colocar para cozinhar em fogo bem baixo. A seguir, misturar o coco e deixar cozinhar por, pelo menos, mais 5 minutos. Acrescentar o cravo-da-índia e a canela em pau. Deixar esfriar e servir. Doce de abóbora em camadas Ingredientes: 2 xícaras de (chá) de doce de abóbora com coco em pasta 1 envelope de gelatina em pó sem sabor ¼ de xícara de (chá) de água 2 colheres de (sopa) de açúcar 1 xícara de (chá) de requeijão Tiras de coco fresco para decorar 1 lata de creme de leite Modo de Preparar:
  • Hidrate a gelatina na água e deixe descansar por 5 minutos. Leve ao fogo baixo até dissolver; sem deixar ferver. Bata no liqüidificador com o creme de leite, o açúcar e o requeijão. Espalhe um pouco do doce de abóbora em um refratário e despeje o creme de requeijão por cima. Leve para gelar por 2 horas. Cubra com o doce de abóbora restante. Leve à geladeira por mais 30 minutos, decore com as tiras de coco e sirva em seguida. Doce de Figo Ingredientes: 2 kg de figos verdes; 10 xícaras (1,8 kg) de açúcar; 6 cravos-da-índia; 5 pedaços de canela; Modo de Preparo: 1 - Lave bem os figos, escorra, faça um pequeno corte em cruz no fundo de cada um e elimine os cabinhos. 2 - Lave novamente os figos, coloque numa panela grande, cubra com água fria, leve ao fogo alto e deixe ferver. Cozinhe por cerca de 20 minutos ou até ficarem macios. 3 - Tire os figos do fogo, escorra bem e deixe esfriar. Coloque num saco plástico e deixe no freezer por cerca de 2 horas ou até ficarem congelados. 4 - Passe os figos em água corrente, esfregando-os um a um com as mãos para soltar a pele. Lave-os novamente e deixe escorrer bem. 5 - Enquanto isso, prepare a calda; numa panela grande coloque 2 litros de água, o açúcar, os cravos e a canela, leve ao fogo alto e, mexendo sempre, deixe começar a ferver. Pare de mexer e cozinhe até a cada ficar em ponto de fio grosso. 6 - Acrescente os figos, deixe ferver e cozinhe por cerca de 30 minutos. Tire do fogo e deixe esfriar na calda até o dia seguinte. 7 - Coloque novamente no fogo e, assim que ferver, cozinhe por mais 30 minutos. Tire do fogo e deixe esfriar. Prove um figo; se estiver macio e saboroso, o doce estará pronto, se não, deixe na calda até o dia seguinte e repita a operação mais uma vez. Depois de frio, coloque o doce numa compoteira e sirva. RENDIMENTO: 12 porções Estrogonofe mignon Gaúcho completo Ingredientes: 1 quilo de filé mignon cortado em cubos pequenos
  • 2 colheres (sopa) de requeijão 1 colher de mostarda 4 colheres de catchup 1 lata de creme de leite ou 300 gramas de creme de leite fresco 1 maço de cebolinha e salsinha picadas 1 dente de alho amassado ou picadinho 1 pote de champignon pequenos 1 taça de vinho tinto seco 400 ml de molho de tomate 1 cebola grande picada 2 col de azeite de oliva 1 lata de milho verde Sal a gosto Batata palha Modo de Preparo: Colocar a carne de molho no vinho tinto 30 minutos antes de preparar. Refogar a cebola e o alho no azeite de oliva até ficar dourado. Em fogo alto colocar a carne e deixar fritar por 15 minutos, mexendo sempre até a carne ficar bem frita. Baixar o fogo e colocar o molho de tomate, metade da salsa e cebolinha picada, o vinho que sobrou, o catchup o champignon e o milho verde, deixar fervendo em fogo baixo por 15 minutos, mexendo esporadicamente. Desligar o fogo e acrescer 1 lata de creme de leite sem soro ou creme de leite fresco e o requeijão. Acrescentar o restante da cebolinha e salsa e polvilhar com batata palha. Para acompanhar arroz branco, salada verde e vinho tinto suave. Feijão campeiro Ingredientes: 1 quilo de feijão preto 3 pedaços de osso com tutano (caracu) 1 pimentão sem sementes
  • ½ quilo de charque gordo 100 gramas de toucinho ½kg de lingüiça fina 4 folhas de louro 6 dentes de alho 1 cebola Modo de Preparo: Deixar dormir de molho, o feijão já escolhido e o charque, em recipientes separados. Colocar o feijão com água 5 dedos acima. Dê uma refogada levar no charque e na lingüiça, cortados em tabletes e rodelas miúdas. Quando o feijão estiver a meio caminho, colocar o charque, a lingüiça, os ossos, o pimentão sem sementes e a folha de louro. Cortar bem miúdos a cebola e o alho e fritar à parte. Quando o feijão estiver cozido, esmague um pouco os grãos, para engrossar o caldo e juntar a cebola, o alho e a gordura em que foram fritas. Salgar a gosto e deixar cozinhar por mais 20 minutos. Feijão mexido Ingredientes: 3 xícaras (chá) de farinha de mandioca temperada ou farofa pronta 1 quilo de feijão de fradinho ou de corda cozido e escorrido 1 gomo de linguiça calabreza apimentada sem pele 1 maço de cheiro verde picado 150 gramas de bacon picado 2 cebolas grandes picadas 6 dentes de alho picados Modo de Preparo: Esfarelar a linguiça e fritar bem junto com o bacon, quando estiverem bem fritos juntar a cebola e o alho e refogar, desligar o fogo juntar o feijão cozido e escorrido a farinha de mandioca e o cheiro verde. Para variar você pode acrescentar rodelas de banana nanica bem madura ou mudar o tipo de feijão.
  • Feijão-de-tropeiro Ingredientes: 1 quilo de feijão 100 gramas de toucinho defumado em pedacinhos ½ colher de (sopa) de tempero misturado cheiro-verde picado a gosto ½ xícara de (chá) de farinha de mandioca torresmo e lingüiça frita a gosto 1 receita de couve à mineira 1 cebola grande picada óleo o suficiente 5 ovos Modo de Preparo: Cozinhar o feijão sem desmanchar os grãos. Deixar escorrer bem numa peneira. Colocar óleo numa panela e fritar ligeiramente o toucinho. Acrescentar o tempero e a cebola, mexendo sempre. Fritar os ovos num pouco de óleo, mexendo até que fiquem esfarelados. Acrescentar o feijão, o toucinho, o cheiro-verde e, por último, a farinha de mandioca, mexendo ligeiramente. Colocar numa travessa, enfeite com pedaços de lingüiça frita e torresmos por cima. Servir com couve. Feijoada gaúcha Ingredientes: 1 Kg de feijão ½ kg de carne seca ½ kg de lombo ½ Kg de costela ½ Kg de lingüiça calabresa
  • ½ Kg de paio 3 rabos 3 orelhas 3 pés Modo de Preparo: Deixe de molho o feijão de um dia para o outro e cozinhe em panela de pressão por 30 minutos. Corte as carnes em pedaços e coloque de molho de um dia para outro. No dia seguinte coloque as carnes em uma panela e deixe ferver em água por 30 minutos. Misture o feijão com a carne escaldada com aproximadamente quatro litros de água quente. Deixe cozinhar. Temperos: ½ xícara (chá) de óleo 200g de bacon picado 2 cebolas picadas 3 tomates sem pele picados ½ xícara de salsinha e cebolinha 3 folhas de louro Sal e pimenta-do-reino ½ copo de pinga Suco de laranja 2 laranjas inteiras Refogue todos os ingredientes, exceto a pinga e a laranja. Misture o refogado na feijoada, coloque a pinga e a laranja e deixe cozinhar por aproximadamente 3 horas em fogo baixo. Acompanhe com arroz branco, couve refogada, farofa, molho de feijoada, torresmo, banana à milanesa e bisteca grelhada.
  • Galinha Gaúcha Ingredientes: 1 xícara de óleo de soja (para refogar a cebola e pimentão e fritar o frango) 2 xícaras de leite cozido 2 pãezinhos francês picados em pedaços bem pequenos Usar pote de tempero completo (sal, alho e etc) a gosto 4 coxas com sobrecoxas cozidas e desfiadas 1 lata de creme de leite 3 ovos cozidos e picados 1 pitada de pimenta do reino 1 lata de ervilha ½ pimentão 2 cebolas Modo de Preparo: Refogar a cebola e pimentão no óleo, logo após acrescentar o frango desfiado e fritar, o óleo será acrescentado no decorrer da fritura. Para que o frango não fique seco, quando observar que fritou mais ou menos 10 minutos. Colocar uma xícara de leite, a ervilha e o ovo cozido, tudo isso em fogo baixo e sempre mexendo para não deixar queimar no fundo da panela. Colocar agora a pimenta, e temperar a gosto, deixar ferver mais sempre mexendo a panela. Colocar agora o creme de leite e temperar novamente com o tempero completo a gosto. Colocar a segunda xícara de leite e observe a densidade, depois vá colocando os pedacinhos de pãozinho francês até o alimento ficar em uma densidade quase seca. Verificar mais uma vez o sabor e pronto pode desligar e servir ainda quente. Galinhada Gaúcha Ingredientes: 1 quilo de sobrecoxa de frango 4 colheres (sopa) de azeitona verde picadas 3 colheres (sopa) de azeite
  • 3 xícaras (chá) de arroz 3 cebolinhas verde picados finamente 3 tomates sem cascas e picados 1 pimentão vermelho picado 1 pimentão verde picado 1 pimentão amarelo picado ½ copo de vinho branco 1 cebola picada 3 dentes de alho amassados pimenta-do-reino preta 1 litro de caldo de frango parmesão ralado sal Modo de Preparo: Temperar o frango com sal, pimenta-do-reino, 1 dente de alho e o vinho branco. Deixar marinar por pelo menos 30 minutos. Retirar os pedaços de frango do tempero e reservar o caldo. Refogar bastante, até que fiquem bem dourados. A pele do frango é importante para ele não ressecar, mas se você preferir uma comida mais light, retirar, mas tome cuidado com o ponto do refogado. Acrescentar então a cebola, o restante do alho e a azeitonas. Colocar o arroz devidamente lavado e escorrido e fritar todos juntos com o frango por mais alguns minutos. Adicionar os pimentões e o tomate. Colocar o líquido da marinada e o caldo de frango, corrijir o sal, misturar tudo pela última vez, tampar parcialmente a panela até que o arroz cozinhar (aproximadamente 15 minutos, dependendo do seu fogão). Não deixar que a galinhada fique completamente seca, nem com muito caldo. O ponto é ligeiramente empapado. Se necessário, pingar um pouco mais de água ao final do cozimento, ou aumentar um pouco o tempo de fogo. Vai depender de sua sensibilidade e do seu paladar. Servir bem quente, polvilhada com muito queijo ralado. Goulash Gaúcho Ingredientes: 1 peça de vazio (carne)
  • 1 colherinha de paprica 2 pimentões vermelhos um copo de molho branco 1 dente de alho 1 cebola 2 tomates óleo Modo de Preparo: Cortar o vazio em tiras grossas tipo strogonoff. Em uma panela de pressão dourar no óleo, colocar a carne dourar. Acrescentar a cebola depois de dourar bem colocar um pouco de agua e fechar a panela deixar uns 15 minutos. Depois, abrir e acrescentar os tomates e os pimentões batidos no liquidificador. Fechar a panela por mais 5 a 10 minutos e por último preparar um copo de molho branco com 1 copo leite uma colher de manteiga e uma colher de farinha depois acrescentar junto a carne e mais 5 minutos de fervura até o molho dar uma engrossada. Macarronada Campeira Ingredientes: 1 e ½ quilos macarrão (caseiro) 1 quilo carne moída (de 1ª) 2 xícaras (chá) de cebolinha verde 2 xícaras (chá) de salsinha 2 colheres (sopa) de sálvia 2 colheres (sopa) de manjerona 2 colheres (sopa) de óleo 500 gramas queijo parmesão ralado 250 gramas margarina 1 quilo de tomate
  • 1 quilo de cebola Sal a gosto Modo de Preparo: Aquecer uma panela de ferro com uma colher (sopa) de óleo. Após esse aquecimento colocar 150 gramas de margarina e fritar a carne moída até dourar. Reservar. Fazer o mesmo em outra panela, com o tomate e a cebola (picados), usando o restante do óleo e da margarina. Depois de 20 minutos, acrescentar a carne moída e mantenha em fogo baixo por mais 30 minutos, acrescentando aos poucos, a salsinha, a cebolinha, a sálvia, a manjerona e o sal (sal a gosto). Neste intervalo, cozinhar o macarrão, com água, com óleo e salgada a gosto. Escorrer e misturar o molho, salpicando o queijo ralado ainda na panela. Matambre enrolado Ingredientes: 1 e ½ quilos de matambre 250 gramas de lingüiça de porco picada 1 maço médio de cheiro verde 1 pimenta dedo-de-moça picada 100 gramas de bacon picado óleo de soja para fritar 3 cebolas médias 4 dentes de alho Sal Ingredientes: Lavar a carne, secar, retirar as aparas e temperar com sal dos 2 lados. Reservar. Lavar o cheiro- verde, separar somente as folhas e picar finamente. Descascar as cebolas e picar em pedaços bem pequenos. Descascar o alho e cortar em tiras finas. Numa superfície lisa, abrir a carne com a parte gordurosa para baixo. Espalhar o cheiro-verde, as cebolas, o alho, a pimenta, o bacon e a lingüiça. Enrolar a carne como um rocambole e amarrar com um barbante bem grosso. Prender bem para o recheio não escapar. Colocar 1 litro de óleo na panela de pressão, dispor o matambre, tampar a panela e levar ao fogo por 2 horas. Na metade do tempo de cozimento, retirar a panela do fogo e virar o matambre de lado. Dispor a carne numa travessa, retirar o
  • barbante e cortar em fatias de 2 a 3 cm de largura. Matambre recheado Ingredientes: 1 matambre com cerca de 1 e ½ quilos 1 colher (sobremesa) de pimenta-do-reino 4 dentes de alho amassados com sal 1 colher de (sopa) de grãos de coentro 1 colher de (chá) de cravo em pó 1 garrafa de vinho branco suave 200 gramas de queijo parmesão ralado 1 xícara (chá) cheia de farinha de rosca 2 colheres de (sopa) de sal 1 maço de salsa 4 ovos Modo de Preparar: Temperar o matambre com sal, pimenta, alho, coentro, cravo e vinho. Deixar tomar gosto por 6 horas. Bater as claras em neve, acrescentar as gemas, a salsa, o queijo, a farinha de rosca e misturar bem. Abra a carne com a parte interna para cima e espalhar o recheio. Enrolar como um rocambole, tendo o cuidado de não apertar muito. Costure e amarre. Envolver o matambre num pano de algodão, amarrando as pontas. Colocar na panela de pressão com os temperos da marinada, cobrir com água e levar ao fogo alto até ferver. Abaixar o fogo e deixar cozinhar por 1 hora ou até ficar macio. Deixar a panela esfriar um pouco e retirar a carne, mantendo amarrada até esfriar totalmente. Servir cortado em fatias finas. Mondongo (Bucho) ou dobradinha Ingredientes: 1 quilo de mondongo 2 colheres (sopa) de óleo
  • 2 tomates sem pele e sem sementes 250 gramas de farinha de mandioca Tempero verde 1 cebola Sal Modo de Preparo: Limpar o mondongo e eferventá-lo por 1 ou 2 horas, conforme a idade do boi (novo ou velho) para amolecer, colocando sal depois de meio mole para não ressabiar. Limpar novamente corta- lo em tiras, Fazer um refogado com a cebola picada, gordura, os tomates sem pele e sementes e tempero verde picado, sal a gosto. Acrescentar o mondongo refogado bem, adicionar um pouco de água e deixar ferver até reduzir um pouco o caldo. Minutos antes de servir engrossar levemente o caldo com farinha de mandioca. Serve 4 pessoas. Nhoque Gaúcho Ingredientes: 1 colher (sopa) de fermento químico em pó 10 colheres (sopa) de queijo ralado 1 colher (sopa) de manteiga 4 copos de farinha de trigo 1 copo de açúcar 1 copo de leite 3 ovos Modo de Preparo: Misturar todos os ingredientes, amasse bem e cortar em pedacinhos como nhoques. Levar para assar em fôrma untada. Depois de assados passar por uma calda de açúcar e depois em açúcar refinado. Esperar esfriar e guarde em recipientes fechados. Panqueca gaúcha Ingredientes:
  • 2 colheres (sopa) de açúcar 1 colher ( sopa) de margarina 2 xícaras de farinha de trigo ½ copo de leite 1 pitata de sal 2 ovos Molho branco: 1 colher e ½ de amido de milho 1 colher (sopa) margarina 1 xícara de leite 1 pitada de sal Modo de Preparo: Bater os ingredientes no liquidificador. Preaquecer uma frigideira com uma colherinha de óleo ou margarina. Colocar a massa na frigideira com o auxílio de uma concha. Deixar assar até que a borda obtenha uma cor dourada. Virar a panqueca e rechear ao seu gosto (carne, queijo e presunto, frango etc) deixando dourar o outro lado. Enrolar e reservar em um pirex. Cobrir com molho branco polvilhado com queijo ralado e levar ao forno pouco antes de servir só para aquecer e derreter o queijo. Sempre que quiser pode aumentar a quantidade, é só dobrar a receita. Molho branco: Colocar todos os ingredientes na panela e vai cozinhando até fazer um creme, cuidado para não empelotar, no final se quiser colocar uma lata de creme de leite junto ao creme pode. Esse creme pronto é só jogar nas panquecas e salpicar com queijo ralado e ir ao forno. Pão de Queijo Gaúcho Ingredientes: 2 copos de queijo mussarela ralado 1 copo de óleo não muito cheio 2 copos de polvilho
  • 1 copo de leite 1 copo de água sal (a gosto) 4 ovos Modo de Preparo: Ferver a água, o leite, o óleo e o sal. Após fervido, escaldar o polvilho. Deixar esfriar. Acrescentar os ovos e amassar bem. Acrescentar o queijo e misturar. enrolar bolinhas e levar ao forno quente, por aproximadamente 40 minutos. Rende 80 pães de queijo. Pão Gaúcho Ingredientes: 10 colheres de óleo 10 colheres de açúcar 1 quilo de farinha de trigo ½ copo de leite Uma pitada de sal 1 e ½ copo de água 2 ovos Modo de Preparo: No meio copo de água adicionar 1 colher de fermento (para pão) e 1 colher de açúcar. Deixar crescer. Colocar os ingredientes numa bacia e juntar o conteúdo do meio copo. Adicionar a farinha de trigo, amassar bem, e juntar os ovos. Amassar até a massa não grudar nas mãos. Picanha Gaúcha no Forno Ingredientes: 1 Picanha inteira mais ou menos 1.200 gramas 1 Assadeira retangular que caiba a picanha inteira 1 quilo de sal grosso para churrasco
  • Modo de Preparo: Colocar a picanha inteira sobre a assadeira com a parte da gordura para cima. Cobrir toda a picanha com o sal grosso (não se preocupe) Aquecer o forno mais ou menos 180º graus. Colocar no forno a assadeira e deixar assar por 45 minutos. Retirar do forno. Retirar a capa DURA de sal que cobre a picanha (jogue fora, não serve mais). Vá fatiando a picanha e servindo em seguida, está pronta. Acompanha uma salada de rúcula com arroz branco. Pizza gaúcha Ingredientes: 1 colher de fermento em pó químico 1 colher (sobremesa) de sal 2 colheres (sopa) de óleo 4 xícaras de Farinha para dar ponto Molho e recheio a gosto 1 copo de leite morno 1 ovo Modo de Preparo: Colocar os ingredientes em uma tigela, exceto o fermento e a farinha. Misturar bem. Adicionar farinha até a massa parecer desgrudar do fundo. A massa é realmente meio mole, gruda um pouco nas mãos. Adicionar fermento e amasse mais um vez. Untar com óleo uma forma e ajeitar a massa. Despejar por cima um molho de tomate com os ingredientes de sua preferência, podendo acrescentar salsichas picadas, atum ou sardinha. Levar ao forno por 25 minutos, a 230º. Puchero Ingredientes: 1 quilo de carne de peito ou agulha 2 colheres (sopa) de óleo 4 batatas doces 250 gramas de lingüiça
  • 1 aipim cortado 2 espigas de milho verde 2 pedaços de abóbora “moranga” 1 quilo de farinha de mandioca 1 cebola inteira 2 cenouras 2 batatas inglesas 2 pés de couve Pimenta Sal Molho: 1 colher de vinagre 1 colher de óleo Tempero verde 1 cebola 4 tomates 1 pimentão Modo de Preparo: Em um panelão colocar 1 quilo de carne de peito ou agulha, cortado em 3 ou 4 pedaços, 1 cebola inteira, óleo, e cobrir com 2 ou 3 litros de água. Levar para cozinhar. Quando a carne estiver quase cozida, acrescentar as batatas doces descascadas, inteiras, a lingüiça em pedaços, o aipim, as cenouras, as batatas inglesas, os pés de couve amarrados em trouxas, o milho verde e 2 talhadas de abóbora (poderão ser acrescentados quaisquer outros legumes ou verduras). Os vegetais deverão ser colocados no panelão, de acordo com o seu tempo de cocção, e quando estiverem cozidos deverão ser retirados em uma travessa e conservados quentes. Verificar o sal e retemperar, acrescentando pimenta verde a gosto. Após a cocção dos vegetais, retirar parte do caldo e preparar um pirão de farinha de mandioca, largada em chuva sobre o caldo, mexendo-se constantemente para não encaroçar. A farinha deve ficar bem cozida. Os vegetais deverão ser cobertos com a sobra do caldo fervido. À parte, fazer um molho com cebola, tomates sem peles e sem sementes, pimentão e tempero verde picado. Temperar com sal, óleo,
  • vinagre, e pimenta. Devemos calcular a quantidade de vegetais de acordo com o número de pessoas a serem servidas, e na proporção de uma unidade de cada tipo. A couve e a abóbora deverão ser empregadas nas proporções indicadas na receita. Servir o cozido da seguinte maneira: Vegetais: quentes, em travessa grande, agrupados. Carne: quente, em travessa, sem caldo. Pirão: quente, em travessa ovalada. Molho: cru, em molheira (dispensável). Serve 4 pessoas. Pudim Gaúcho Ingredientes: 1 colher (sopa) de amido de milho 1 quilo de açúcar 1 abacaxi grande 1 coco grande 12 ovos Modo de Preparo: Bater no liquidificador o coco com os ovos e metade do abacaxi. Colocar em uma vasilha e acrescentar o açúcar, o amido de milho e a outra metede do abacaxi picado. Colocar em uma forma untada com manteiga e povilhada com açúcar. Quibebe Gaúcho Ingredientes: 1 quilo de abóbora moranga 2 colheres (sopa) de margarina açúcar sal Modo de Preparo:
  • Cortar a abóbora em cubos e cozinhar em fogo médio, com água suficiente para cobrir os pedaços. Aguarde cozinhar até desmanchar, adicionando então a margarina e mexendo bem, para virar um creme. Adicionar o açúcar, o sal e servir quente. Rabada Ingredientes: 1 rabada cortada pelas juntas, sem gordura e temperada com: vinho tinto, azeite de oliva, alho, salsinha, pimenta-do-reino e sal 1 xícara de agrião grosseiramente picado 4 tomates maduros s/pele e sementes, em cubinhos cebolinha verde em aneis finos 50 ml de azeite de oliva 50 gramas de bacon picado 2 dentes de alho picado 1 cebola picada 1 folha de louro sal e pimenta salsinha picada Modo de Preparo: Dourar a rabada no azeite, acrescentar água fervente e a folha de louro e cozinhar até que a carne comecar a desprender do osso. Retirar do fogo e reservar. Deixar o caldo esfriar e desengordurar. Fritar o bacon em um pouco de azeite, acrescentar a cebola e o alho e dourar. Juntar o caldo reservado e cozinhar para apurar. Acrescentar a rabada e o tomate e cozinhar. Temperar com sal, pimenta, salsinha e cebolinha e deixar em fogo brando para apurar e mesclar os sabores. Na hora de servir juntar o agrião e aquecer bem. Servir com polenta grelhada. Rabada ao vinho tinto Ingredientes:
  • Molho: 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 2 dentes de alho amassados 1 cebola picada 2 tomates (sem pele) picados 1/2 xícara (chá) de vinho tinto seco 1 tablete de caldo de carne 3 colheres (sopa) de salsinha picada sal e pimenta-vermelha a gosto 1kg de rabada de boi cortada pelas juntas 2 colheres (sopa) de óleo 4 dentes de alho amassados 2 folhas de louro Modo de Preparo: Em uma panela grande coloque a rabada e cubra com água. Deixe ferver por 10 minutos para retirar o excesso de gordura. Escorra a água e reserve. Em uma panela de pressão grande, aqueça o óleo e doure o alho. Acrescente a rabada, o louro e 1 litro de água fervente. Deixe cozinhar por 40 minutos ou até que a carne esteja macia, mas sem soltar do osso. Se for necessário, acrescente mais água. Escorra toda a água e reserve. Molho: em uma panela, aqueça o azeite e doure o alho e a cebola. Junte os tomates, o vinho e o tablete de carne e cozinhe por cerca de 10 minutos. Coloque a rabada no molho e cozinhe por mais 10 minutos. Salpique com a salsinha, coloque em um refratário e sirva em seguida. Rabada Gaúcha Ingredientes: 1 e ½ quilos de rabo bovino 2 colheres (sopa) de óleo de soja 4 tomates sem peles, sem sementes 3 dentes de alho amassados
  • 4 batatas em cubos médios 1 pimentão verde picado 3 folhas de louro 1 cebola picada Modo de Preparo: Numa panela de ferro, acrescentar o óleo e espere esquentar. Colocar em seguida, a rabada cortada em pedaços, junto com a cebola para fritar. Acrescentar o alho, o pimentão, os tomates picados e o louro, deixando cozinhar por alguns minutos. Quando o molho começar a ficar homogêneo, adicionar a batata, um pouco de água e tampar a panela. Mexer de vez em quando, acrescentando água se necessário, até que a rabada e a batata estejam bem cozidas. Servir a seguir. Rigatone Ensopado com Costela Gaúcha Ingredientes: 1 pacote de 500 gramas de rigatoni 1 pedaço de costela gaúcha com 1 quilo e meio 1 colher (sopa) de extrato de tomate ½ xícara de azeite extravirgem 1 maço de cheiro verde, picado 5 dentes de alho, processados 1 cebola média, picada 1 tomate médio picado sal a gosto Modo de Preparo: Cozinhar a costela em pedaços, em uma panela de pressão, com 2 litros e meio de água e sal a gosto, por 45 minutos ou até que ela fique macia. (reservar) Em uma panela grande, refogar o alho e a cebola com o azeite. Acrescentar a costela cozida e deixar refogar um pouco. Acrescentar a água do cozimento e deixar ferver por mais 5 minutos. Acrescentar o tomate e o extrato de tomate e deixar o caldo apurar por mais 5 minutos. Acrescentar o rigatoni (que deverá ficar completamente coberto pelo caldo) e o cheiro verde. Verificar o sal. Quando o
  • rigatoni já estiver cozido, apagar o fogo e deixar a panela fechada por mais 5 minutos para apurar, antes de servir. Risoto de Carreteiro Ingredientes: 700 gramas de carne de churrasco 2 xícaras de arroz italiano 2 xícaras de caldo de legumes ou água quente 1 xícara de vinho branco 1 xícara de requeijão 100 gramas de queijo ralado 1 cebola picadinha 2 alhos picadinhos Modo de Preparo: Picar a carne em cubinhos pequenos, fritar numa frigideira grande, adicionar o arroz e depois a cebola e alho. Acrescentar o vinho, mexendo sempre, e aos poucos, o caldo. Depois de uns 10 minutos mexendo e acrescentando caldo, adicionar o requeijão e metade do queijo. Servir em prato fundo e colocar o queijo por cima. Sagu ao vinho tinto Ingredientes: 1 xícara de sagu 4 xícaras de água 3 xícaras de vinho tinto 1 xícara de açúcar 1 pau de canela 4 cravos-da-índia
  • Modo de Preparo: Coloque para ferver a água em uma panela. Assim que estiver fervendo, coloque o sagu e cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos misturando sempre para não grudar no fundo da panela. Em outra panela coloque o vinho, cravo e canela e ferva por 10 minutos. Despeje a mistura de vinho na panela com o sagu e cozinhe até que as bolinhas do sagu estejam transparentes. Se necessário, acrescente água fervente aos poucos. Assim que o sagu estiver cozido, acrescente o açúcar. Ferva por um minuto e retire do fogo. Sirva com creme de leite batido. Salada Gaúcha Ingredientes: ½ cebola picada e pedaços ben piqueno 4 tomates picado e quadradinhos 400 gramas de maionese 300 gramas de mostarda 200 gramas de bacon 1 pé de alface 1 vidro de palmito 1 lata de milho Modo de Preparo: Picar o bacon em quadrinhos bem pequenos e fritar. Depois de frito reservar para esfriar. Lavar a alface e picar em tiras e reservar no recipiente e que será feito a salada. Picar o palmito em rodelar pequenar e reservar. Em recipiente separado misturar a maionese e a mostarda, depois e só misturar todos os ingredientes e pronto. Salada Gaúcha à Vinagrete Ingredientes: 500 gramas de farinha de mandioca crua
  • 450 mml de azeite (aproximadamente) 100 ml de vinagre (aproximadamente) 1 xícara de açúcar 2 pimentões grande 4 tomates bem maduros 1 tempero verde sal a gosto 4 cebolas Modo de Preparo: Primeiro cortar a cebola bem miúdinha e reservar num recipiente com água e açúcar, depois cortar o restante dos temperos da mesma maneira e reservar em outra tigela. Escorrer a cebola e misturar com os ingredientes restantes, misturando bem com a farinha de mandioca e acrescentando o sal, azeite e vinagre. Colocar na geladeira para gelar e servir com churrasco. Sanduíche Gaúcho Ingredientes: 800 gramas de picanha cortada em tiras 1 colher (sopa) de amido de milho 4 colheres (sopa) de azeite 2 copos (tipo americano) de vinho tinto seco 4 dentes de alho picados Pimenta vermelha picada a gosto Sálvia picada a gosto Sal grosso a gosto 1 cebola picada Sugestão para a montagem do sanduíche:
  • 4 colheres (sopa) de milho em conserva 4 colheres (sopa) de ervilha em conserva 4 colheres (sopa) de pepino em conserva fatiado 4 colheres (sopa) de azeitonas verdes picadas 4 colheres (sopa) de batata palha 400 gramas de queijo mussarela em tiras 400 gramas de presunto em fatias Alface crespa cortada em tiras 4 pães de hambúrguer Maionese a gosto 4 rodelas de tomate 1 ovo frito Modo de Preparo: Temperar a picanha cortada em tiras com sal grosso. Numa frigideira com 4 colheres (sopa) de azeite, dourar 1 cebola picada, 4 dentes de alho picados, pimenta vermelha picada a gosto e sálvia picada a gosto. Juntar a picanha cortada em tiras e refogar até dourar. Dissolva o amido de milho em 2 copos (tipo americano) de vinho tinto seco e cozinhar até o vinho secar. Sugestão para a montagem do sanduíche: Dividir a picanha em 4 porções. Cortar os pães de hambúrguer ao meio. Passar maionese em cada metade dos pães. Colocar 1 porção de picanha, 100 gramas de queijo mussarela em tiras, 100 gramas de presunto em fatias, alface crespa cortada em tiras, 1 rodela de tomate, 1 ovo frito, 1 colher (sopa) de milho em conserva, 1 colher (sopa) de ervilha em conserva, 1 colher (sopa) de pepino em conserva fatiado, 1 colher (sopa) de azeitonas verdes picadas, 1 colher (sopa) de batata palha. Fechar o sanduíche e servir em seguida.
  • Sobras de carne Ingredientes: carne em molho de tomate, cebola e pimentão 1 cebola picada 1 pimentão picado 2 xícaras (chá) de sobras de carne assada 3 tomates Modo de Preparo: Aqueça um pouco de óleo e frite 1 cebola picada em pedaços grandes, 1 pimentão picado do mesmo modo. Quando a cebola estiver transparente, junte a umas duas xícaras de carne assada, ou peru, lombo, qualquer uma, aqueça bem, junte 3 tomates, tampe a panela e cozinhe até o tomate derreter. Junte sal e pimenta (e nenhum outro tempero mais) e sirva. Se você não gosta de pimentões, tente fazer sem eles, mas não é a mesma coisa. Salada de Carne Assada Corte a carne em cubos e junte legumes cozidos de sua preferência (cenoura, vagem,, batatas, milho verde, etc) e tempere com o molho de saladas de sua preferência. Torresmo Ingredientes: 1 quilo de toucinho 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio 1 colher (sopa) álcool sal Modo de Preparo: Lavar 1 quilo de toucinho (a parte mais gorda), secar com toalha de papel, cortar em cubos e
  • temperar com sal, 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio e 1 colher (sopa) de álcool. Numa panela, cozinhar o toucinho em água fervente (160 ml), mexendo de vez em quando, por 20 minutos, ou até a água secar e o toucinho amarelar. Transferir o toucinho para uma peneira e deixar escorrer. No momento de usá-lo, aquecer o óleo numa panela e fritar o toucinho, mexendo de vez em quando, por 35 minutos, ou até ficar pururuca. Retirar com uma escumadeira, deixar escorrer sobre uma peneira para eliminar o excesso de gordura. Torta Gaúcha Ingredientes: 2 colheres (chá) de fermento ½ vidro de geléia de pêssegos 200 gramas de farinha de trigo 1 lata de leite condensado 200 gramas de manteiga 200 gramas de açúcar 4 ovos Modo de Preparo: Bater muito bem a manteiga com o açúcar. Juntar as gemas e depois as claras em neve. Adicionar, então, a farinha de trigo peneirada com o fermento em pó. Despejar em formas untadas, iguais e pequenas para a massa ficar fininha. Pode usar 2, 3 ou 4 formas. Forno brando. Depois de assada, ligar as formas, untando uma camada com geléia e a outra com doce de leite, feito com o leite condensado. Pode usar a torta simples ou coberta com creme de chantilly. Vaca Atolada Ingredientes: 2 quilos de costela gaúcha 2 colheres (sopa) de cheiro verde 1 colher (sopa) de colorau
  • 1 pitada de pimenta do reino ½ litro de vinho branco seco 1 dente de alho amassado 2 tablete de caldo de carne 1 quilo de mandioca 1 pitada de sal 1 litro e ½ de água 100 ml de azeite 1 cebola picadinha Modo de Preparo: Colocar o azeite e a cebola em uma panela de pressão e deixar dourar. Em seguida, colocar o alho e a costela e friteas até dar uma dourada. Colocar o caldo de carne dissolvido na água a pimenta e o sal e cozinhar por 30 minutos. Em seguida, colocar a mandioca e o vinho e cozinhar por mais 20 minutos. Abra a panela e colocar o cheiro verde. Rio Grande do Sul (RS) Chimarrita Dança típica de Portugal, foi trazida por eles para o Brasil durante o século XIX. Inicialmente, a dança era realizada com os casais juntos dançando algo parecido com as valsas. Depois, as duplas passaram a dançar em várias direções e mais separados. Em algumas partes, eles dançam juntos no passo bem conhecido que é o dois pra lá e dois pra cá. A partir de alguns movimentos, o homem, chamado de peão, e a mulher, que recebe o nome de prenda, podem flexionar levemente os joelhos durante os passos. Milonga Essa dança também é popular na Argentina e no Uruguai. No Rio Grande do Sul, ela recebe a companhia da viola e de outros instrumentos musicais. A milonga gaúcha lembra os passos do tango e é bem mais lenta e romântica. Ela pode ser dançada de três formas: havaneirada (seguindo os passos da vaneira), tangueada (dança no ritmo de marcha) e riograndense (dança com passos dois e um.
  • Vaneirão/Vaneira/Vaneirinha É um ritmo bastante comum no estado e tem suas origens na cidade de Havana, em Cuba. Sua influência incidiu não só sobre o Rio Grande do Sul como também nos sambas do Rio de Janeiro. O nome da dança se altera conforme o ritmo, pois se ele for lento recebe o nome de Vaneirinha, rápido, Vaneirão e moderado, Vaneira. Os passos são realizados com dois pra lá e dois pra cá, sendo que são alternados com quatro movimentos de cada lado. Chula Dança que é praticada só por homens e ela representa um desafio. Uma lança é colocada no chão e três homens em suas extremidades. Eles sapateiam de diversas formas e, após realizar uma sequência de passos, outro dançarino vai executar os movimentos e deve realizar de forma mais difícil que o anterior. Tudo isso acontece sob a música de uma gaita gaúcha. O dançarino que vence o desafio é aquele que realiza uma coreografia mais difícil que os companheiros, quando encosta na vara ou quando por algum motivo perde o ritmo. Pezinho O Pezinho tem origens portuguesas e conseguiu atrair adeptos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Além de dançar, os dançarinos devem cantar no ritmo da música que acompanha os passos. A coreografia se altera entre passos ritmados pelos pés e as duplas que rodam em torno de si. DANÇAS TRADICIONAIS Dança: Anú Dança típica do fandango gaúcho. Divide-se em duas partes distintas: uma para ser cantada e outra para ser sapateada. É dança de pares soltos mas não independentes. É grave e viva ao mesmo tempo, na parte cantada é cerimoniosa e na sapateada realiza evoluções bastante marcantes. Dança: Balaio Dança folclórica brasileira, originária do Nordeste. Trata-se de dança sapateada e, ao mesmo tempo, de conjunto. Além do sapateio destaca-se a formação de rodas que giram. Dança: Cana Verde
  • Originária de Portugal, se tornou popular em vários estados brasileiros e adquiriu formas locais em cada região, produzindo variantes da dança origem. Os pares postam-se frente a frente, executam uma marcação de passos para os lados e após, tomados pelo braço, giram em torno de si mesmos. Num segundo momento fazem o mesmo com os demais dançarinos trocando de pares em evoluções através do círculo formado pelos pares. Dança: Caranguejo Há referências sobre esta dança em todo o Brasil desde o século XIX. É uma dança grave, de pares dependentes, lembrando bastante o minueto. Dança: Chimarrita Dança folclórica gaúcha trazida para o Sul do Brasil pelos colonos portugueses das Ilhas dos Açores, no século XVIII. Dança de pares em fileiras opostas. Dança: Chimarrita Balão Pode ser uma variação do "balão" dançado em Portugal ou do "balão faceiro", dançado no Brasil, porém muito diferente da Chimarrita. É conhecida apenas no Litoral e no Planalto Norte do Rio Grande do Sul. Dança: Maçanico Dança catarinense, das lagoas do Imaruí, nasceu para homenagear a batuíra, pesca-em-pé, ou maçarico, pássaro migratório que passa os verões no Sul do Brasil. Sua corridinha para lá e para cá, à beira da lagoa, tentando pescar, inspirou alguns passos da dança. Dança: Pau-de-Fitas É tida como dança universal, pois não se consegue encontrar o ponto geográfico de origem. Ela surge de todos os lados e em todos os povos. Provavelmente venha da dança das fitas evidenciando as solenidades de culto às árvores entre os povos primitivos. No Rio Grande do Sul é dançada, embora com raridade, como parte integrante das festas de reis, em 6 de janeiro. Hoje dança-se em torno de um mastro formando figuras com as fitas de acordo com as evoluções dos dançarinos que levam as fitas, em duas cores, uma para os homens e outra para as mulheres, nas mãos fazendo os entrelaçamentos. Dança: Pezinho Originária de Portugal e Açores é vivaz e alegre, com características de sã ingenuidade. É a mais
  • conhecida dança do folclore gaúcho, onde os dançarinos apresentam duas partes: na primeira há uma marcação dos pés e na segunda os pares giram em torno de si próprios, tomados pelo braço. Dança: Rancheira de Carreirinha É uma variante de rancheira, dançada grupalmente. Dança: Ratoeira Dança de roda, aparentando uma ciranda, própria dos açorianos catarinenses. Dança: Rilo Juntamente com as country dance (contradança), Paris importou da Escócia um reel em formação de roda, utilizando a figura do 8. Nos salões brasileiros, em torno de 1850, era muito dançado, passando depois para a zona rural com o nome aportuguesado para "rilo". Dança: Roseira Uma das danças regionais sul-riograndenses onde se percebe maior parentesco com danças regionais de Portugal. Coreografia muito rica onde os pares dançam soltos, outras de mãos dadas em ritmo rápido, outras há a execução de um namoro com gestos lentos e delicados e uma última onde, através de evoluções os homens e mulheres trocam com todos os outros pares da roda até reencontrar seu par original. Dança: Sarrabalho Tem origem na Ibéria. Trata-se de um sapateado, em que os dançarinos vão castanholando com os dedos, em pares soltos, com o homem parecendo perseguir a mulher. Dança: Tatu de Castanholas Música folclórica gaúcha, cuja coreografia foi criada posteriormente utilizando-se de sapateios já existentes em outras danças, mas que adquiriram uma forma especial quando os pares soltos alternam sapateios e evoluções chamadas passeios. Dança: Tatu Novo É uma dança riograndense, criada em 1954, para homenagear a Sociedad la Criolla, que visitava Porto Alegre. É um sapateado com a formação de círculos.
  • Dança: Tatu-com-volta-no-meio Originalmente, o Tatu não tinha a "volta no meio". Consistia num sapateado de pares soltos sem maiores características. A volta no meio foi introduzida na metade do século XIX. Dança: Tirana do Lenço Dança espanhola muito difundida na América Latina, na qual os dançarinos são pares soltos que entre passeios e sapateios dos homens e sarandeios das mulheres, agitam pequenos lenços na indicação de uma conquista entre o homem e a mulher. Dança: Xote de Carreirinha Dança folclórica gaúcha, originária do schottinh trazido pelos imigrantes alemães. Na primeira parte da dança, os pares desenvolvem uma pequena corrida compassada, o que deu razão ao nome da dança: carreirinha. Dança: Xote Inglês Dança de salão difundida nas cidades brasileiras no final do século XIX, por influência da cultura inglesa. Começou pelos centros urbanos, executado ao piano e ganhou o interior já executado na gaita. Dança: Xote-de-duas-damas É uma bonita variante do xote, em que um peão dança com duas prendas, possivelmente reproduzindo o que acontecia na Alemanha. Na Argentina se dança o palito do mesmo modo. Em São Paulo, na década de 1920, dançou-se um xote militar com duas damas. Diz-se que teve origem num momento em que por causa das guerras haviam poucos rapazes nos bailes.Outras danças típicas do Rio Grande do Sul Chote; Bugio; Mazurca; Contrapasso;
  • Marcha; Polca; Chamamé; Rancheira. História do Tiro de Laço O tradicionalista e narrador NILSON HOFFMANN, lá de Vacaria, me abasteceu com importantes informações a respeito do inicio das provas do “tiro de laço” que resultaram nos atuais rodeios crioulos. Vejam o texto: “Depois de iniciado o Tiro de Laço como disputa, apareceu um problema na competição, chamado João Ferreira. Índio velho criado na serra dos Gregórios, Pinhal da Serra, na época, tudo Vacaria. Acostumado a laçar porco alçado e terneiro doente na serra, ou campo de terreno dobrado em curto espaço, ou como se diz nos campos de cima da serra, uma armada de serviço que não podia errar. A sua armada era pequena mas de muita garantia. Se ele já laçava bem no terreno dobrado, imagine o que seria no campo aberto. Precisavam, os laçadores, arrumar um meio de fazer o Sr. João Ferreira não ter tantas armadas certeiras ou que dificultasse o seu tiro de laço. Assim decidiram de comum acordo aumentar a armada para uma medida fixa de oito metros, no mínimo, com quatro rodilhas e não podia levantar o laço antes dos trinta metros, e devia passar laçado no fim dos cem metros, mediadas marcadas com bandeiras. Dificultaram a armada e inventaram o regulamento do laço, que permaneceu por muitos anos, no qual ainda hoje se sustenta quase na sua totalidade. O dito regulamento foi escrito por Jonhy e João Lino Guagnini, por terem excelente caligrafia. Foi apresentado junto com a ata de fundação do quadro de laçadores Manoel Galvão dos Santos, em 1952, conforme registros fotográficos. O mesmo quadro de laçadores, mais tarde, com dez integrantes, passou a chamar-se Tronco do Umbu. Seus componentes muito contribuíram na fundação do CTG Porteira do Rio Grande, embora residissem no Sétimo distrito de Vacaria, localidade de Muitos Capões. Foram tradicionalistas atuantes e importantes para o inicio dos grandes rodeios da cidade de Vacaria. O Quadro de Laçadores Tronco do Umbu encerrou suas atividades no fim dos anos 60. Muitos
  • dos seus integrantes continuaram participando com o Quadro Os Veteranos de Muitos Capões e ainda permanecem com o mesmo garbo tradicionalista” O informante, Nilson Hoffmann, complementa seu texto assim: “Dados: Manoel Galvão dos Santos, está sepultado no Cemitério de Muitos Capões, pai de Albertino Nery dos Santos, Dinarte, Álvaro e Almedorina. João Ferreira é vivo, atualmente com 104 anos, residente em Pinhal da Serra.” Nilson nos mandou uma fotografia que registra a fundação do Quadro de Laçadores Manoel Galvão dos Santos, onde aparecem: José Alves da Costa, Delcides Nery dos Santos, Jonhy Guagnini, Albertino Nery dos Santos, João Lino Guagnini e José das Chagas. (fonte Manoelito Carlos Savaris)
  • ÍNDIO MISSIONEIRO Os índios que habitavam, em especial a nação Guaranítica, tiveram a sua liberdade tolida pela fundação dos Sete Povos da Missões, em 1687, que não só alterou seu estilo de vida indígena, como reuniu um gado chucro, que andava disperso pelos campos. Os Jesuítas Espanhóis vieram para criar as Vacarias dos Pinhais e do mar. Seus pudores vestiram o índio que, até então, apenas enrolava-se em peles de animais. (entramos índios) Agora, traja-se como Tipoy (espécie de saia) tendo o chumbe como cordão da cintura, para as mulheres indígenas e os homens enrolam-se em calças e camisetões feitos de tecido rústico, ambos de pés descalços e para proteger -se no inverno, o poncho de lã.
  • BOMBACHA (1865/1900) O tempo passa e o homem ganha nova vestimenta com a entrada, na Província do rio Grande de São Pedro, da Bombacha, alça larga usada pelos homens que lutaram na Guerra do Paraguai. O homem começa a fazer uso do blazer , camisa , lenço e botas de couro. A mulher que vive com ele usa saia com camisa e fita no pescoço, sapatos de coro e meias -calça colorida. Em 1950, coma chegada da Miss Distrito Federal à Porto Alegre, Paixão Cortes e seus amigos convidam suas irmãs a fazerem parte das atividades tradicionalistas como assar o churrasco, declamar, bailes, canto, e outros, numa forma de recepcionar a visitante. Para tal Paixão Cortes veste as irmãs e de seus amigos com vestido criados por ele mesmo. Simples, com babados, corte godê simples e pouca armação, vai compor com uma flor no cabelo o traje criado e dado como característico do gaúcho. Inicia a participação feminina nos primeiros movimentos relacionados a perpetuação dos costumes gaúchos.
  • HIRIPÁ PRIMITIVO HIRIPÁ PRIMITIVO Primeira Época (1730/1820) Mas esses indígenas e Jesuítas não estavam sozinhos. Eles tiveram a perseguição de Bandeirantes vindos do Sudeste do país, devido ao gado em excesso que estava sob a propriedade das Missões e eram comercializados em Sorocaba (Capitania de São Paulo). O homem rural adquiria habilidade de montaria para poder levar esse gado a Sorocaba e, além disso, essa habilidade fazia dele um peão de estância eventual, o que reforçava o uso do cavalo como meio de transporte. Isso impressionou os novos donos da terra, militares reformados que ganhavam sesmarias e as transformavam em est6ancias, local onde o índio procurou emprego e moradia como fim das Missões (entra o Chiripá Primitivo). O homem passa a usar uma saia de couro cru, com camisa aberta ao peito de tecido rústico, botas garrão de potro ou pés descalços, chapéu de palha par a proteção do sol e intempéries, ceroulas sem crio, faixa e colete. A mulher usa apenas uma blusa de tecido rústico e a saia em corte simples também em tecido rústico. Os pés descalços castigavam durante a lida do campo de doméstica. Contrapondo essa vestimenta de trabalho, o estancieiro, todo poderoso,usava apenas pe;cãs fabricadas dos puros tecidos vindos da Europa, dando ênfase para a ceroula de crivo ou renda trabalhada, botas fortes com esporas, calções de tecidos nobres abaixo do joelho, colete e camisa de linho, lenço no pescoço e chapéu de copa alta. A mulher exagerava nos ornamentos utilizando leque e vestido de tecido nobre com renda flor e fita no cabelo em coque e sapato de couro, brincos e correntes com crucifixo e meias coloridas. Popularmente, esse traje é denominado de BRAGA.CHIRIPÁ FARROUPILHA - Segunda Época (1820/1865) O cavalo é cada vez mais a força desse homem campeiro e com ele o gaúcho consegue percorrer as terras e domar todos os animais que aparecem nos campo. As características do homem do campo vão mudando e é nesse período que o caráter do gaúcho vai se consolidar. Suas exigências quanto a aparência vão definir um novo perfil de homem e que passa a tr necessidade de algo mais
  • confortável para as lides no campo, nas charqueadas e para as batalhas durante as guerras em defesa das fronteiras. O homem passa a usar o chamado Chiripá Farroupilha, semelhante a uma fralda (entra o Chiripá Farroupilha) por cima da ceroula de crivo, guaiaca, jaqueta campeira, camisa de algodão, lenço na cabeça e chapéu de copa alta. Sua esposa vai trajar um conjunto de saia e casaquinho, acompanhado de chalé, com coque ou tranças e flores ou fitas, sapato de couro será mais popular o que facilita na aquisição, também da botas do peão. O estancieiro, seu patrão, vai usar uma calça justa com botas, camisa com lenço e colete; na cintura uma faixa e guaiaca; casaco de fino tecido e chapéu de copa alta. A mulher do estancieiro traja o vestido de fino tecido com detalhe no pescoço, o cabelo em coque, nos pés sapatos de couro ou botinhas, e flor no cabelo. A maquiagem é discreta e os brincos são grandes. Na cidade a moda mudava um pouco, pois a influência européia era mais muito sentida. A mulher usava vestidos rodados, com armação e chapéu de feltro para a proteção dos cabelos. O homem citadino usa calça reta de tecido leve, colete, camisa com lenço bem arrumado, fraque e chapéu. PILCHA Um dos grandes diferenciais entre os povos é a indumentária característica de cada um deles. Reconhecemos um japonês tradicional pelo seu quimono de seda; um habitante dos Andes pelo
  • seu característico gorro colorido; um vaqueiro nordestino pela sua roupa de coro , rústica para enfrentar os espinhos da caatinga; e um gaúcho atual pela sua pilcha, composta por botas, esporas, bombacha, faixa na cintura, guaiaca, camisa, lenço, colete, casado ou jaqueta e chapéu. A vestimenta gaúcha tradicional sofreu mudanças durante os anos, principalmente por ser uma mistura das vestes das diversas nacionalidades que colonizaram o Rio Grande do Sul. Das Bragas dos estancieiros e abastados de 1750/1820, passando pelo Xiripá Farroupilha de 1820/1865 até chegar na atual vestimenta do gaúcho, ficaram algumas peças que, pelo conforto e originalidade, representam nossa cultura ímpar. As antigas vestimentas, como pr exemplo a Bota de Garrão de Potro, são usadas em apresentações de música e dança, coma finalidade deperpetuar a história de nosso povo. No entanto, existe a necessidade de normatização do uso da pilcha, não para padronizar, mas sim para evitar que modismos irresponsáveis deturpem as nossas tradições. Assim, cada CTG, cada Entidade tradicionalista, deve procurar conhecer a nossa indumentária característica, respeita-la e cultua-la com orgulho. É bom que se diga que, de todos os povos do nosso planeta, aqueles que normalmente admiramos, seja qual for o motivo da admiração, geralmente são aqueles que preservam suas raízes, apesar da modernização de suas sociedades. lenço do gaúcho O lenço do gaúcho, em sua evolução desceu da cabeça ao pescoço de início ainda com as pontas para trás. Popularizou-se ao ser adotado, politicamente, como designativo de cor partidária. Para destacar a cor símbolo de luta, surgiu o lenço gaúcho nos moldes atuais, atado ao pescoço e solto ao peito. As cores mais tradicionais são a branca e a vermelha. A partir da Revolução Federalista (1893), o lenco gaúcho surge no Rio Grande do Sul como meio de distinção entre os federalistas e os republicanos. Gaspar Martins, político liberal, fundou o Partido dos Federalistas adotando o lenço Vermelho (maragato). Como símbolo de luta Julio de Castilhos, político aliado do Governo Federal, defendia o Partido Republicano e tinha como símbolo o Lenço Verde (Pica- paus). Mais tarde, o general Flores da Cunha, ao fundar o Partido Republicano Liberal, adotou o lenço Branco (chimango). Foi a partir do poemeto Äntônio Chimango" (onde Ramires Barcelos, com codinome Amaro Juvenal, satirizava ogovernador da época, Ant6onio Augusto Borges). Que
  • os republicanos ficaram conhecidos como chimangos. Hoje o lenço de pescoço é peça integrante da indumentária gaúcha, e sua cor nãomais reflete posição político-partidária. O Lenço gaúcho consiste em um tecido quadrangular (geralmente seda), de cor única, exceção ao xadrez miúdo (carijó) e nunca de tecido estampado. As cores mais usadas, são as históricas - vermelho e branco - ressaltando que o lenço preto representa tradicionalmente o sentimento de luto. Diversas são as formas de atar o lenço, sendo o nó farroupilha (1835) e o nó federalista (1893); - nó tradicional, comum ou getulista (usado pelo Presidente Getúlio Vargas) foi adotado pelos chimangos, sendo, portanto , feito em lenços de cor branca.; - nó quadrado ou domador, usado nas cores vermelha ou preta, foi adotado por Assis Brasil, que era maragato; - nó farroupilha, também conhecido como bago de touro, usado nas cores farroupilhas ou preto; - nó ou tope farroupilha, muito usado de 1935 em diante pelos revolucionários farrapos; - nó dois topes, também sem conotação política, pode ser feito em qualquer cor de lenço; - nó pachola, por representar a alegria, pode ser usado em qualquer cor de lenço, exceto a preta (significa a tristeza do luto) - nó crucifixo, usado somente em festas religiosas , pode ser atado em lenço de qualquer cor.
  • Origem dos Termos Chimangos e Maragatos MARAGATO O termo tinha uma conotação pejorativa atribuída pelos legalistas aos revoltosos liderados por Gaspar Silveira Martins, que deixaram o exílio, no Uruguai, e entraram no RS à frente de um exército. Como o exílio havia ocorrido em região do Uruguai colonizada por pessoas originárias da Maragateria (na Espanha), os republicanos apelidaram-nos de "maragatos", buscando caracterizar uma identidade "estrangeira" aos federalistas. Com o tempo, o termo perdeu a conotação pejorativa e assumiu significado positivo, aceito e defendido pelos federalistas e seus sucessores políticos. O lenço VERMELHO identificava o maragato. CHIMANGO A grafia pode ser ximango. Ave de rapina, falconídea, semelhante ao carcará. Epíteto depreciativo dado aos liberais moderados pelos conservadores, no início da Monarquia brasileira. No RS, nos anos de 1920, foi a alcunha dada pelos federalistas ao governistas do PRR. O lenço de cor BRANCA identificava os chimangos. -------------------------------------------------------------------------------- Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul Zeno Cardoso Nunes Rui Cardoso Nunes MARAGATO Denominação dada ao revolucionário ou partidário da revolução rio-grandense de 1893, adepto do credo político pregado por Gaspar da Silveira Martins e adversário do partido então dominante, chefiado por Júlio Prates de Castilhos. || Revolucionário ou partidário da revolução rio-grandense de 1923, adepto do partido liderado por Joaquim Francisco de Assis Brasil e contrário a Antônio Augusto Borges de Medeiros, governador do Estado. || Federalista. "Na província de León, Espanha, existe uma comarca denominada Maragateria, cujos habitantes têm o nome de maragatos, e, que, segundo alguns, é um povo de costumes condenáveis; pois,
  • vivendo a vagabundear de um ponto a outro, com cargueiros, vendendo e comprando roubos e por sua vez roubando principalmente animais; são uma espécie de ciganos. Aos naturais da cidade de São José, no Estado Oriental do Uruguai, dão neste país o nome de maragatos, talvez porque os seus primeiros habitantes fossem descendentes de maragatos espanhóis. Pelo fato de os rebeldes em suas excursões irem levantando e conduzindo todos os animais que encontravam, tendo apenas bagagens ligeiras, cargueiros, etc. Como os da Maragateria e porque (com exceções) suspendiam com o que encontravam em suas correrias, aplicou-se-lhes aquela denominação, que aliás eles retribuíram com outras não menos delicadas aos republicanos, a despeito da correção em geral observada por estes em toda a luta." (Romaguera). "Ainda hoje (l 897), que 11 séculos são decorridos, os maragatos constituem um nódulo distinto no meio da população lionesa. São ainda os bérberes antigos: usam a cabeça raspada, com uma mecha de cabelo na parte posterior; falam uma linguagem que não é bem castelhana, a qual apresenta uma pronúncia arrastada, dura e lenta, e são geralmente arredios." (Oliveira Martins, apud Vocabulo Sul-RioGrandense, P.A., Globo, 1964, p. 289). "Trouxera consigo, além do irmão Aparício, um grupo de maragatos do Departamento de S. José, nome por que eram conhecidos os imigrantes de certa região da Espanha, e, que, pelo prestígio do chefe, se extendeu a todos os rebeldes da Revolução Federalista e até, posteriormente, a qualquer adversário da situação castilhista do Rio Grande." (Arthur Ferreira Filho, Revoluções e Caudilhos, 2a ed., Passo Fundo, p. 34). "J. F. de Assis Brasil, o velho líder político maragato, lança "A Atitude do Partido Democrático Nacional na Crise da Sucesso Presidencial do Brasil", um trabalho que merece ser lido e meditado" (Pedro Leite Villas-Bôas, Um Quarto de Século de Literatura Rio-Grandense - 1929- 1954", in Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, n9 I, P.A., 1980, p. 125). "Velho tropeiro Vicente, que amas tuas origens . . fibra de velhas raizes, em solo duro e ingrato. Teimoso remanescente duma raça em extinção . . . És caudilho maragato sem armas nem munição, peleando valentemente
  • na defesa deste chão!" (Cardo Bravo, Rebeldia, poema). CHIMANGO Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo na revolução de 1923|| Ave de rapina muito com um na campanha riograndense, parecida com o carcará, porém menor do que este Constituição de 1843 da República Rio-Grandense Missões Jesuíticas AS MISSÕES NA HISTÓRIA GAÚCHA As planuras do poncho verde da soja, em pleno planalto rio-grandense, outrora foram terras cobertas por ervais, habitadas por índios guaranis, aculturados por padres jesuítas espanhóis, da Companhia de Jesus. Juntos construíram a história das missões. Cerca de 2.000 (dois mil) anos atrás, chegaram, ao Sul, os índios guaranis, provenientes das matas quentes e úmidas da Amazônia. Queriam eles garantir caça, pesca, terra fértil junto aos rios Paraná, Uruguai e Jacuí. Integrados à natureza, homens e mulheres dividiam as tarefas. Os homens faziam armas, protegiam o grupo, caçavam, pescavam, guerreavam e preparavam a terra para as plantações. As mulheres cuidavam do lar, da educação dos filhos pequenos, fabricavam utensílios de cerâmica, plantavam e colhiam. Eram eles os donos das clareiras, vivendo em aldeias formadas por ocas, estruturas de madeira e cobertas de fibras vegetais, tipo benditos. O seu interior abrigava todos os parentes, era a "grande família". O mais forte e generoso entre os chefes da família era escolhido para ser o Tubichá, o cacique. O Tubichá era muito respeitado e democrático. Suas decisões eram embaseadas na opinião dos mais velhos e dos chefes de família reunidos num Conselho. As curas e magias eram ofícios de Caraí, que eram os sacerdotes feiticeiros dos guaranis. No final do século XV, a ambição dos espanhóis levou-os a descobrirem a América, em 1492. Logo após, na tentativa de reduzir as disputas por terras, portugueses e espanhóis fizeram um acordo, concebido como se a terra fosse tábua de mesa. Foi o Tratado de Tordesilhas, que dividia a América em duas grandes porções. Nessa época, ninguém sabia da existência do Brasil,
  • mas, em conseqüência, nossas terras ficaram divididas. Grande parte do Brasil atual pertencia à Espanha, inclusive as terras do Rio Grande do Sul, o que só foi confirmado anos após, com a chegada dos portugueses em 1500. Na Europa, a Igreja Católica exercia grandes influências. A fim de combatê-la, surgiu então a REFORMA RELIGIOSA. A igreja reagiu e criou a CONTRA-REFORMA, promovendo mudanças, através da criação de novas congregações religiosas. Dentre elas, a Companhia de Jesus, em 1540, fundada por Inácio de Loyola. Com sua organização rígida, com disciplina quase militar, a Companhia forneceu catequizadores (padres jesuítas) para fortalecerem a presença da igreja Católica e contribuir na ampliação do Império Colonial. As primeiras visitas para converterem os índios foram chamadas de Missões, um tipo de catequese, que não trouxe os resultados esperados pelos padres jesuítas, pois os índios voltavam logo aos costumes da vida guarani. O governo espanhol precisava garantir a posse dos territórios conquistados e defender as fronteiras já estabelecidas, além de controlar a cobrança dos impostos. Foi por tais motivos que os espanhóis organizaram as reduções, em locais definidos para controle, defesa e catequização. A partir das reduções, os padres passaram a ter mais recursos para defender os índios da ameaça de serem escravizadas pelos bandeirantes paulistas e pelos encomendadores espanhóis. Em 1607, foi criada a PROVÍNCIA JESUÍTICA do PARAGUAI, que se tornou a maior ação social e cultural de catequização de índios americanos. Os primeiros povoados missioneiros foram fundados pelo jesuíta Antônio Ruiz de Montoya, nas terras férteis do Guairá, território do atual estado do Paraná. Outros jesuítas chegaram ao Itatim, no atual Mato Grosso. A docilidade dos índios guaranis atraiu a cobiça e a ganância dos aventureiros, que vinham em busca de escravos. Para se protegerem das bandeiras de apresamento de índios, auxiliados e acompanhados pelos jesuítas, os guaranis abandonaram estas regiões e foram se estabelecer no TAPE, terras do atual Rio Grande do Sul. Em 1626, o Padre Roque Gonzalez fundou a redução de São Nicolau, às margens do rio Piratini. Nos dez anos seguintes, surgiram dezoito novas reduções, dentre elas Assunção do Ijuí, Candelária e Caaró, onde o Padre Roque foi morto, em 1628. Tanto esforço e logo tudo é reduzido a nada. Os bandeirantes Raposo Tavares (1636), André Fernandes (1637), Fernão Dias Paes (1637/38) e Domingos Cordeiro (1638) chefiaram a agressão indomável dos índios tupis paulistas contra os guaranis, índios infelizes e impotentes no enfrentamento com armas de fogo. Em 1640, dá-se a RESTAURAÇÃO em Portugal. Os missionários conseguiram autorização do governo espanhol para armarem os índios com arcabuzes para poder se defenderem dos ataques dos bandeirantes. Os índios treinados e comandados pelos irmãos jesuítas derrotaram a
  • Bandeira de Jerônimo Pedroso de Barros, em 1641, na batalha fluvial de M’Bororé. Assim, terminou o ciclo de investidas escravagistas, pois os guerreiros guaranis derrotaram quase dois mil bandeirantes. Mas as reduções do Tape ficaram arrasadas. Padres e índios mudaram-se para a margem direita do rio Uruguai, deixando o gado, que haviam trazido em 1634, graças a ação dos jesuítas Cristóvão de Mendonça auxiliada pelo Padre Romero. Nas pastagens naturais, o rebanho solto reproduziu-se livremente, dando origem à Vacaria do Mar, atual área da pecuária do RS e da República do Uruguai. Com a autonomia de Portugal, em 1640, ingleses, franceses, holandeses também foram atraídos pelas riquezas da América. O tráfico de negros para o Brasil foi intensificado. O Rio Grande do Sul despovoado e sem riquezas minerais, não despertava mais ambição dos paulistas. Suas cobiças foram voltadas ao descobrimento de matas e pedras preciosas. Por tais motivos, não houve mais bandeiras a devastar nossa região. Em 1682, os jesuítas e os índios começaram a retornar à margem esquerda do rio Uruguai, às terras do atual Rio Grande do Sul, fundando os Sete Povos das Missões. Foram eles: São Francisco de Borja (1682); - pelo Padre Francisco Garcia● São Nicolau (1687);● São Luiz Gonzaga (1687);● São Miguel Arcanjo (1687) foi a capital;● São Lourenço Mártir (1690);● São João Batista (1697); foi fundada pelo músico e arquiteto Padre Antônio Sepp, que por ter● sólida instrução de música vocal e instrumental, o que lhe deu grande destaque como músico. Os instrumentos de sua orquestra foram feitos por ele e seus discípulos. Extraiu o primeiro ferro das Missões, fazendo instrumentos de toda espécie, bem como os sinos do seu povo. Sua obra- prima foi o relógio da torre da igreja que, ao dar as horas, fazia desfilar, pelo mostrador, as imagens dos doze apóstolos. Santo Ângelo Custódio (1706).Antes de fundarem cada aldeia, os jesuítas cuidavam para que a● escolha recaísse em lugares altos, de fácil defesa, com matas e água abundante. Com alguns índios, iniciavam as plantações e as construções provisórias. Quando as lavouras já estavam produzindo, vinham as famílias, que começavam a erguer as casas projetadas pelos padres. As povoações cresciam em quarteirões regulares, conforme a arquitetura e o urbanismo típicos dos espanhóis, e idealizado pelo Padre Roque Gonzáles, muito antes de morrer. Com o trabalho coletivo dos índios e a coordenação geral dos jesuítas, surgiram os "30 Povos das Missões", em áreas que hoje fazem parte do Brasil, Argentina e Paraguai.
  • A etnia dos Sete Povos foi constituída basicamente pelo índio Guarani, do grupo Tape. Muitos dos costumes guaranis foram submetidos ao rigor da orientação religiosa, desestruturando a vida das famílias indígenas. O plano urbanístico de cada redução estava assim constituído: Toda a redução tinha a praça como centro e a igreja como prédio mais importante. Junto à igreja ficavam a residência dos padres, o colégio, as oficinas, o cemitério e o Cotiguaçu. A casa dos caciques e o Cabildo contornavam a praça. O edifício mais suntuoso, mais vistoso era o TUPÃ-OGA, a CASA de DEUS, ou seja, a igreja, que cada povo esmarava-se para fazê-lo mais importante. Na frente da igreja, estendia-se a enorme praça, onde as festas, torneios, exercícios militares se realizavam. Cercavam a praça, em fileiras paralelas, as casas do povo, todas uniformes, feitas de pedra, com alpendres e cobertas por telhas. Tais casas abrigavam a "grande família", conforme a tradição indígena. O alpendre de uma casa juntava-se com a da outra, permitindo voltear um quarteirão sem tomar sol ou chuva. As casas não tinham janelas, mas tinham de 6 a 8 portas de cada lado, determinando tantos quartos, que eram necessários para cada família. As divisões internas eram feitas com couro ou esteiras, se necessário. Os indígenas dormiam em redes de algodão, que serviam também de cadeira, quando não estavam em cadeiras de madeira ou ainda de cócoras ou no chão. Num dos lados da igreja, estava o cemitério, em geral a oeste. Ao lado deste, ficava o COTIAGUAÇU, a casa grande, que abrigava as viúvas, as mulheres sozinhas e os órfãos sempre numerosos devidos às constantes guerras com os portugueses e amparados pelas famílias. No outro lado da igreja, ficava o colégio, em alas, abrigando-se, entre elas e a igreja, um grande pátio cercado por alpendre, onde era ministrado o ensino. No colégio, só estudavam os meninos filhos de caciques e administradores; as meninas aprendiam "prendas domésticas". Ao lado do colégio, ficavam as oficinas, que ladeavam também um grande pátio cercado de alpendre, onde trabalhavam os artistas. As casas públicas, iguais às particulares, como depósito de mantimentos de armas, a casa dos caciques e do cabildo. O Cabildo ladeava a rua central e era a sede da administração municipal, uma espécie de Prefeitura Municipal. Na enfermaria, localizada ao lado do cemitério, atendiam-se os doentes em estado mais grave ou que apresentavam perigo de contágio. Os doentes comuns ficavam em suas próprias casas, onde os enfermeiros os visitavam duas vezes ao dia. Os índios eram enterrados no cemitério, os jesuítas ficavam enterrados na igreja, junto ao alto mor. Atrás da igreja, os padres mantinham a horta, o pomar e o jardim.
  • Nos locais de água, a população construía fontes de pedras para se abastecer, lavar a roupa e tomar banho. Na periferia da redução ficavam os TOMBOS, onde se hospedavam os visitantes, para evitar o contato direto dos índios com os estrangeiros. Era a hospedaria, o hotel da época, nas missões. Os guaranis das missões deviam respeitar o rei espanhol e pagar os impostos, através de serviços prestados, construindo fortificações e defendendo o território. Estavam subordinados aos governos de Assunção e Buenos Aires, que exerciam uma fiscalização rigorosa. Em cada redução havia apenas dois padres, um cura e um auxiliar, para coordenar todas as atividades. A agricultura mereceu sempre um cuidado especial para se prover à alimentação dos índios. Como previam as leis espanholas, os índios deviam trabalhar quatro dias na semana no ABÃ-BAÉ a "Terra do Homem", terras particulares, que garantiam o sustento da família. Outros dois dias eram dedicados ao TUPÃ-BAÉ, a "Terra de Deus", terras coletivas, que produziam alimentos para quem trabalhava no campo. Parte da produção do TUPÃ-BAÉ era trocada por mercadorias, que não eram produzidas nas reduções. Uma por ano, uma barca levava para Assunção a Buenos Aires o excedente comercializado pelos jesuítas. Os bois e os instrumentos, que utilizavam na agricultura eram sempre de TUPÃ-BAÉ. Os índios cultivavam milho, mandioca, abóbora, algodão, cana, hortaliças, árvores frutíferas. A criação de gado fazia-se em estâncias longe dos povos. A propriedade era sempre da comunidade. A estância de São Miguel era Santa Tecla, no atual município de Bagé, distante quase 600 km, São João, no Tupanciretã, e outras. Nessas estâncias também se criavam cavalos, ovelhas, cabras, porcos, galinhas. Os índios também se serviam do leite, couro e sebo. Estes últimos eram muito cotados na época. Em 1709, os jesuítas fundaram a VACARIA dos PINHAIS, em terras do atual município de VACARIA. Música, canto, dança, teatro, desenho, pintura e escultura foram os recursos usados pelos jesuítas, como apoio à catequese. Desde pequenos, alguns índios aprendiam a tecer e a fabricar instrumentos musicais com cópias originais européias. Os guaranis tinham capacidade para criar, para copiar. Eram escultores, cantores, músicos, impressores, pedreiros, ferreiros, cujos trabalhos evidenciam a presença dos traços culturais indígenas na produção. Nessa época, não havia fábrica, mas oficinas e todos trabalhavam sob a orientação de um mestre. Os guaranis tiveram, como mestres, muitos jesuítas de formação sólida, nas ciências e nas artes. Entre eles, destacamos o Padre Antônio Sepp, quem incentivou a música, a botânica,
  • iniciou a fundição de ferro; o padre José Brasanelli, arquiteto e escultor; o Padre João Batista Primolli, responsável por grandes obras, como a igreja de São Miguel Arcanjo. Imprimiram livros, criaram esculturas, pinturas, relógios de sol, sinos. Todos os artífices trabalhavam pela comunidade e moravam na comunidade. O ferro extraído, no povo de São João Batista, foi uma iniciativa do Padre Antônio Sepp, inclusive sua fundição serviu para a fabricação do sino e do relógio da igreja, por ele mesmo fabricado. Nos Sete Povos das Missões, extraía-se erva-mate, ferro e madeira. A erva-mate era buscada a grandes distâncias como na Serra de Botucaraí, na área do atual município de Soledade e na mata do Uruguai. Logo, os índios aprenderam a fazer mudas e plantaram grandes ervais. A madeira era extraída para o uso do povo e com ela foram feitas muitas obras de arte como imagens, candelabros e outras. Os índios Guaranis das Missões vestiam-se conforme a orientação dos padres jesuítas. As roupas de uso comum eram feitas pelas donas de casa. Umas faziam o fio, outras teciam. Todas confeccionavam as roupas para o uso doméstico. As melhores confecções eram reservadas para as viúvas e órfãs. O sacristão confeccionava as alfaias da igreja. Homens e mulheres recebiam, em princípio, um traje por ano e as crianças dois. O tecido e o corte eram uniformes. Os homens trajavam um gibão e culote, semelhantes à roupa dos espanhóis e, por cima, uma blusa de pano branco (o poncho dos gaúchos). As mulheres trajavam um vestido sem mangas, que descia até os calcanhares, chamado de TIPOY, amarrado à cintura com CHUMBÉ. Não havia pessoa andrajosa nas missões. Os índios não se acostumaram ao uso de meias e sapatos, usando - os forçadamente somente em ocasiões especiais. Nas missões, todos tinham funções, inclusive velhas e crianças. Além do trabalho na terra, produziam, nas oficinas, instrumentos, utensílios e roupas. Inclusive os teares ocuparam as oficinas, servindo-se da lã e do algodão como matéria prima. Aos domingos, a população era despertada por tambores e todos assistiam à missa. Durante à tarde, todos participavam de teatros religiosos, organizavam jogos e danças. Nos dias de festa, a orquestra tocava. Uma vez por mês, os guerreiros desfilavam armados e faziam exercícios militares, ou seja, de guerra. Enquanto floresciam os Sete Povos no noroeste, o litoral era gradativamente ocupado pelos
  • portugueses. Portugal e Espanha renegociavam suas posses. Em 1750, o Tratado de Madrid determinou novos limites na área do estuário do Prata. Tal acordo causou grande descontentamento entre índios, provocando a GUERRA GUARANÍTICA, de 1754 a 1756, liderada por Sepé Tiarajú. A guerra não resolveu as questões de limites, mas fez com que Portugal e Espanha voltassem atrás nas suas decisões. Mas já não existia mais entusiasmo como antes, nem mesmo a condição de vida era as mesma. Na Europa, cresciam as pressões contra a igreja e os jesuítas foram acusados de liderarem a Guerra Guaranítica. Com as manobras políticas, os padres acabaram sendo expulsos dos territórios da América, em 1767, quando Carlos III, rei da Espanha, assinou o decreto. Em 1768, terminou o apostolado jesuítico nas missões. Os jesuítas foram substituídos por curas de outras congregações e por administradores civis. Assim terminou a prosperidade dos celebrados aldeamentos, acabando-se a tranqüilidade e o bem estar dos guaranis. Começou o êxodo. Em 1801, a população era muito pequena na região. Dos Sete Povos das Missões e as reduções, que existiram no Rio Grande do Sul, restam hoje vestígios de São Nicolau, São Lourenço Mártir, São João Batista e São Miguel. sendo este declarado Patrimônio Histórico da Humanidade, pela UNESCO, em 1983, além do grande acervo de imagens missioneiras, no Museu das Missões em São Miguel das Missões. Estudar as Missões e as Reduções é reconhecer os marcos que ficaram na face da América. O sangue guarani ainda corre vivo nas lendas, na linguagem, na medicina de ervas, nas cuias de mate, que ganharam grande importância sócio-econômica em todo o Sul. E, principalmente no fato de a criação de gado, introduzida pelos jesuítas, ter-se tornado basicamente na economia gaúcha. A história das missões é uma das raízes da cultura regional gaúcha, que faz parte de variedades de culturas, que integram a identidade brasileira.
  • A origem da palavra "Gaúcho" As pessoas normais costumam fazer uma só vez ao ano as comemorações de aniversário. Eu, por apaixonado ou exótico, pedi que ela deixasse eu comemorar mensalmente o aniversário dela; e ela permitiu. A cada dia 21, quando saio do escritório ao final do expediente, passo no açougue e pego uma boa costela e passo no súper e trago umas cervejas para a geladeira. A reunião se faz na churrasqueira do meu galpão simbólico, num canto do pátio. Se o tempo está ruim, pode ser que não apareça quase ninguém. Se a noite está linda, preparamos o espírito para receber maior número de amigos. Ninguém é convidado formalmente; mas basta que alguém seja relacionado com nossa casa para estar informalmente avisado de que será bem-vindo nas noites de 21. Os mais curiosos perguntam qual a razão de ter-se escolhido esse dia e qual o motivo da reunião. Desconverso. E
  • nem mesmo nossos dois filhos sabem que escolhi essa fórmula para renovar, ao menos rima vez por mes, meus agradecimentos a Deus por ter me dado uma companheira tão bacana, tão dedicada e fiel. As coisas de amor devem manter-se em segredo. Alguns dos nossos amigos são mais assíduos às reuniões. Quase sempre vem o Heleno, carregando o violão e a bonita da Fátima. O Fraga, com seus poemas haicais. O Paolo Mellone, com suas inquietações de marketing e sua postura de visconde rio-grandino. E o Gregório, com a filha Zenaide. A presença do negro Gregório talvez exija uma pequena explicação. Ao tempo do meu bisavô, os crioulos Sousa eram nossos escravos. Ao tempo do meu avô, tornaram-se agregados da fazenda, plantando em regime de terça-parte. Ao tempo do meu pai, começaram a se desligar de nossa terra. Ao meu tempo, vários deles já moram em Porto Alegre. Dos crioulos Sousa que hoje moram em Porto Alegre, só o mais velho se desencaminhou: é aquele que anda aparecendo nas crônicas policiais com o nome de "Crioulo Rengo". O mais moço joga nos juvenis do Internacional e está pintando para o próximo campeonato. Depois vem o meu afilhado, que é programador de computador na PROCERGS. A Rosália, sempre bonita, casou com um motorista do Banco Sul-Brasileiro, está muito bem. E o Gregório se constitui numa surpresa, pois lá em nosso município nem se ouvia falar em batuque: é pai-de-santo. A filha dele, a Zenaide, é muito bem educadinha; está completando o 12 grau no Colégio Nossa Senhora da Glória. Mais que o meu próprio afilhado, é o Gregório quem mantém maior relacionamento conosco. Herdou um certo atavismo de subserviência. Faz-nos agrados, traz presentes para meus filhos, sempre pergunta se estamos precisando de alguma coisa em que ele possa ser útil. Para retribuir, eu às vezes compareço às grandes festas no terreiro dele, quando há homenagem a Xangô ou Iemanjá, embora me desagradem tais superstições de baixo espiritismo. Há cinco meses, em julho, na reunião do dia 21, estávamos molhando a garganta à espera de
  • que o churrasco ficasse bem assado, e o Mellone me perguntou se eu estava fazendo mais alguma nova pesquisa em História ou Folclore - que são duas matérias que eu cultivo por hobby. Respondi que eu gostaria muito de poder apresentar ao Congresso Tradicionalista, em Santo Antônio da Patrulha, uma contribuição séria a respeito da origem da palavra "gaúcho". Pois afinal - argumentei - não se pode aceitar que milhões de pessoas cultivem o gauchismo e desconheçam a origem da palavra, seu sentido, seu valor semântico. - E qual é a etimologia de "gaúcho"? - perguntou o Fraga, com os olhinhos cintilando, talvez em pré-inspiração para um novo poema. - Pois aí é que está. decepcionei-o. - Ninguém sabe. Para que a coisa não ficasse parecendo conversa de doido, entrei em detalhes. Nunca se encontrara uma etimologia plenamente convincente. No Rio Grande do Sul difundiu-se uma explicação lendária, sem nexo, que junta o guarani guahu, "uivo do cão", com o pronome guarani che, "meu", e dessa soma resulta algo completamente diferente: "gente que canta triste" (?). No Uruguai os estudiosos se dividem em duas correntes de opinião. Uma, do falecido professor Buenaventura Caviglio, reporta-se ao instrumento garrocha, espécie de foice com que outrora cortavam o jarrete dos bois durante as caçadas de couro; garrucho seria o homem portador de garrocha; e como os guaranis não conheciam o som rr, passaram a dizer guahucho. A outra corrente, liderada pelo professor Fernando Assunção, reporta-se à palavra francesa gauche (pronuncie-se "gôche"), que significa esquerdo e, por extensão, tudo o que não é direito; daí o galicismo espanhol gaucho, aplicado em Geometria e Arquitetura para significar aquilo que está fora de nível; e o primitivo gaúcho era considerado, dentro da superfície ou do plano social, como um defeito da raça espanhola. - E na Argentina, como é que é? - perguntou a Fátima. Respondi que, em 1925, um jornal de Buenos Aires promovera uma grande mesa-redonda para
  • esclarecer em definitivo o tema, e os trinta intelectuais presentes só o que conseguiram foi uma confusão maior que antes, ao apresentarem uma ponchada de versões diferentes. - Só o que se sabe mesmo - fui eu encerrando o assunto - é que o primeiro registro da palavra se deu em 1787, quando o matemático português Dr. José de Saldanha andou por aqui como integrante da comissão demarcadora de limites na banda oriental do Uruguai. Numa nota de rodapé em seu relatório de trabalho, esclareceu, e eu até já decorei: "GAUCHE, - palavra espanhola usada neste País Para designar os vagabundos ou ladrões do campo que matam os touros chimarrões, tiram-lhes o couro e vão vender ocultamente nas povoações". - Mas então é uma palavra pejorativa... comentou o Fraga, decepcionado e já desinspirado. - Talvez sim, talvez não. De qualquer maneira, pela explicação do demarcador Saldanha a gente ficou sabendo que não é palavra portuguesa. Não era conhecida nem pelos portugueses do Reino nem pelos colonos das ilhas dos Açores. E como o churrasco já estivesse bem no ponto, antes de ir servindo-o eu pus o ponto final: - O Congresso está se aproximando e acho que vou terminar não apresentando tese nenhuma. Mas a nossa cultura ficaria muito grata a quem pudesse esclarecer o intrincado enigma. Se algum de vocês puder me ajudar, nada de constrangimento: me ajude. À saída, o Gregório perguntou-me com certa humildade: - Não ficarias chateado se eu te ajudasse a descobrir a origem da palavra gaúcho?
  • Compreendi: ele estava querendo fazer uma das suas bruxarias, sabia da minha incredulidade e, zeloso como era, não queria me ofender com uma intromissão não-consentida. Dei uma risada: - Vais me dizer que também tens folcloristas entre os teus orixãs?! - Não posso afirmar nem sim nem não, pois até hoje não precisei procurar nenhum. Mas temos alguns encostos que foram pretos africanos, índios, caboclos, boiadeiros, ao tempo do desbravamento territorial do Rio Grande, e talvez possam me informar alguma coisa. - Não faço objeção: estás autorizado a convocar quem bem entendas. - Se, por acaso, eu obtiver alguma mensagem, peço para a Zenaide passar para o papel e vir te trazer. - x - Já faz uns dois meses que, certa manhã, no momento em que eu saía de casa para ir trabalhar, apareceu Zenaide e entregou-me uma folha, arrancada de seu caderno escolar. ORIGEM DA PALAVRA GAÚCHO Se os brasileiros fossem os primeiros a chegar ao planeta Marte, e lá encontrassem maricanos vivendo na roça, não inventariam uma palavra nova para identificá-los, pois já têm a palavra: roceiro, matuto ou caipira. Quando os navegadores europeus, a caminho das índias Orientais, descobriram as Índias Ocidentais, para aqui transplantaram a palavra pela qual já identificavam os habitantes autóctones: índios.
  • Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das Ilhas Canárias povoarem a recém- fundada Montevidéu, eles transplantaram a palavra pela qual identificavam o habitante autóctone das ilhas.- guanche, ou guancho. O Dr. José de Saldanha estava certo ao dizer que se tratava de uma palavra espanhola. Só que não era o espanhol do continente: era o espanhol das Canárias. Temos certeza de que foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanche, ou guancho. (Informações dos caboclos Maicá, Saltein e Perdiz, do preto velho Catarino e do colono Juan Bermúdez, concatenadas pelo folclorista Apolinário Porto Alegre e psicografadas por Pai Gregório de Xangô durante o batuque da noite de hoje, 5 de outubro de 1977.) Intrigado, fui ao Consulado da Espanha perguntar se havia algum canário residente em Porto Alegre. Indicaram-me o Sr. José Juan Morales Gutierrez, diretor de restaurantes da cadeia hoteleira Plaza. Convidei-o para tomar um uísque, ele foi muito simpático, eu não lhe disse realmente que estava tratando de assunto provocado por um pai-de-santo, mas conduzi o papo até que ele me pronunciasse o nome dos habitantes rurais das Canárias. A pronúncia é dificil de reproduzir em português. Mais parece ganche, ou gantcho; mas também parece ser guantcho, gãotche, gaucho,guahuchi. Disse-me o Sr. José juan Morales Gutierrez que, se eu quisesse saber mais coisas sobre as Canárias, escrevesse ao Prof. Néstor Alamo, uma sumidade. Somente hoje pela manhã chegou a resposta à minha carta: "Las Palmas de Gran Canária, 1O-XII-77.
  • "Distinguido señor: Espero me perdone usted; he estado de viaje primero y luego he tenido una serie fatigosa de trabajos que me ha impedido el atender a mis compromisos. "Contesto a la suya de 7 de octubre anterior. Debo decirle que la palabra ganche no existe. Creo que ella debe corresponder a guanche, que sí tiene existência. Esta voz sirve a los habitantes prehispánicos de estas islas. Esta raza tuvo existencia hasta la mitad primera del siglo XVI aunque ya mesclada con los europeos que vinieron a civilizarnos. Hoy, la raza, como tal, está extinguida o casi, aunque en el sur de Tenerife aun se pueden observar débiles vestígios de ella. Acaso en las montañas de las otras islas también. "Con mis deseos de que tenga una feliz Navidad y el mejor año 78, le saluda (assinado) Néstor Alamo". - x - Ainda há tempo para ultimar e apresentar a tese, agora mês que vem, em Santo Antônio da Patrulha. Mas tenho certeza de que o plenário vai cair na gargalhada quando me perguntar qual a fonte em que me baseei e eu invocar por testemunhas nada menos que cinco mortos: três caboclos, um negro e um colono canário que por aqui andaram há dois séculos ou mais. Não, não vou apresentar tese nenhuma. É claro que a cultura tradicionalista vai sair perdendo. Mas, ficando calado, salvo o meu pêlo e não vou passar por maluco. Devo manter em segredo, para sempre, esta minha descoberta sobre a verdadeira origem da palavra gaúcho.
  • Revolução Farroupilha;: os farroupilhas e suas façanhas “OS FARROUPILHAS E SUAS FAÇANHAS” 1. O PRIMEIRO ATO: INVASÃO DE PORTO ALEGRE Depois de meses de discussões na Assembléia Provincial e no interior das lojas maçônicas os farroupilhas resolveram invadir Porto Alegre, na noite de 19 para 20 de setembro de 1835. Jose Gomes Vasconcelos Jardim reuniu um grupo de farroupilhas em Pedras Brancas, cruzou o Lago Guaíba e se encontrou com Onofre Pires da Silva Canto na região sul da capital, que o esperava com outro grupo de farroupilhas. Na madrugada do dia 20 de setembro os farroupilhas chegavam na Ponte da Azenha, se defrontaram com uma patrulha policial, derrotaram os caramurus e puseram o Presidente da Província Antonio Rodrigues Fernandes Braga, em fuga para a cidade de Rio Grande. Foi escolhido como Presidente da Província Marciano Pereira Ribeiro e como comandante-das- armas o Coronel Bento Manoel Ribeiro. 2. O GRITO DE LIBERDADE: PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE Quase um ano depois de iniciada a revolta dos farroupilhas, encontrava-se Antonio de Souza Netto nos Campos do Seival quando foi atacado por Silva Tavares que retornava de um auto- exílio no Uruguai. Depois da batalha, travada no dia 10 de setembro. Netto reuniu seus oficiais, nos Campos dos Menezes e, num ato de coragem e determinação, proclamou a República Rio- grandense. 11 de setembro de 1836 marca o nascimento de uma nova nação. A Câmara de Vereadores de Jaguarão foi a primeira a apoiar o ato de independência. Em seguida os farroupilhas definiram a primeira Capital, Piratini foi a vila escolhida, por se encontrar localizada num ponto estratégico. Como símbolo da nova nação foi apresentada o Pavilhão Tricolor, que manteve as cores brasileiras, verde e amarelo, mas introduziu entre elas o vermelho representativo do espírito republicano e federalista. Procedida a eleição para a presidência da República Rio-grandense, foi escolhido Presidente Bento Gonçalves da Silva e para Vice-presidentes Paulo Antonio da Fonseca, Coronel Jose Mariano de Matos, Coronel Domingos Jose de Almeida e Ignácio Jose d’Oliveira Gomes. 3. BENTO GONÇALVES FOGE DO FORTE DO MAR, ONDE SE ENCONTRAVA PRESO Preso no combate da Ilha do Fanfa, em 02 de outubro de 1836, Bento Gonçalves e mais outros farroupilhas, entre eles Pedro Boticário, foram levados presos para a fortaleza de Lage no Rio de
  • Janeiro. Depois de uma frustrada tentativa de fuga, o líder farrapo foi transferido para O Forte do Mar, em salvador, Bahia, de onde fugiu, em setembro de 1837, com a inestimável ajuda da maçonaria. 4. OS FARROUPILHAS TOMAM RIO PARDO: SURGE O HINO FARROUPILHA No ano de 1838 os farroupilhas estavam fortalecidos e reuniram suas melhores forcas, sob o comando de seus mais ilustres militares, atacaram o Município de Rio Pardo onde os imperiais mantinham forte contingente. O ataque farroupilha foi fulminante resultando vitoriosos os farroupilhas naquela batalha que passou para a história com o nome de Batalha do Barro Vermelho. Naquela batalha estavam presentes Bento Gonçalves, Teixeira Nunes, David Canabarro, João Antonio, Bento Manoel, Domingos Crescêncio, Antonio de Souza Neto. Entre os imperiais presos estava a banda do 12° Batalhão de Caçadores. O maestro Joaquim Jose de Mendanha foi instado a compor uma canção para comemorar a vitória dos farrapos. No dia 6 de maio a canção foi executada, pela vez primeira, diante do Estado Maior do Exercito Farroupilha. Assim nascia o Hino Farroupilha que mais tarde recebeu a letra de Francisco Pinto da Fontoura. 5. FORMA-SE A MARINHA FARROUPILHA: GARIBALDI FAZ A TRAVESSIA DOS LANCHÕES A necessidade de ocupação da Laguna dos Patos e do suporte aos movimentes em terra, foram a motivação para a construção de barcos, no canal de São Gonçalo, para compor uma frágil, mas ativa Marinha Farroupilha. Giuseppe Garibaldi, um italiano de convicção republicana comandou pessoalmente a construção dos barcos, tendo ao seu lado o inglês John Griggs. Quando os comandantes farroupilhas decidiram tomar a Vila de Laguna, em Santa Catarina com o intuito de proclamar a República Catarinense e ter uma saída para o mar, Garibaldi aceitou o desafio de colocar seus dois lanchões, Seival e Rio Pardo, no mar, para isso levou-os até a foz do rio Capivari e, por terra, numa verdadeira epopéia, transportou os barcos em duas carretas puxadas por 100 juntas de bois, recolocando os barcos na água, no rio Tramandaí e alcançando o mar no dia. O naufrágio do Lanchão Rio Pardo, comandado por Garibaldi, na altura de torres, não impediu que o valente corsário chegasse, por terra e de a cavalo, em Laguna. 6. A REPÚBLICA CATARINENSE: ANITA SE UNE A GARIBALDI A invasão de Laguna foi comandada pelo mais pertinaz comandante farroupilha, David Canabarro. Contando com tropas de Joaquim Teixeira Nunes, por terra, e com um lanchão
  • chefiado por Johan Grigs, por mar, tomou a localidade no dia 29 de julho de 1839. O ato seguinte foi a proclamação da Republica Rio Catarinense. Os imperiais e agiram e, numa operação por mar, recuperaram a cidade, fazendo com que os farroupilhas recuassem. Em terras catarinenses foi que Giuseppe Garibaldi conhecia Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, que abandonou sua terra natal e se transformou na companheira do italiano. Anita Garibaldi lutou ao lado do marido, teve seu primeiro filho, Menotti, em terras gaúchas, na região de Mostardas. Acompanhou Garibaldi na campanha do Uruguai e com ele se tornou heroína na luta pela unificação da Itália. 7. A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE SE ESTRUTURA COMO UMA NAÇÃO. Depois de proclamada a República Rio-grandense, de escolhidos os seus dirigentes, havia a hercúlea tarefa de organizar a administração. O primeiro presidente, provisório, pois Bento Gonçalves se encontrava preso no Rio de Janeiro, foi Jose Gomes Vasconcelos Jardim . O Ministro do Interior e da Fazenda, Domingos Jose de Almeida, foi o grande responsável pela administrativa da República. O primeiro General Farrapo foi João Manoel de Lima e Silva, liberal e republicano convicto, deixou o Rio de Janeiro para se engajar na luta dos farroupilhas. A imprensa oficial foi entregue ao italiano, amigo de Garibaldi, Luiggi Rossetti. O jornal “O Povo” se tornou o meio mais eficaz de comunicação da República. 8. A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE E A TERCEIRA CAPITAL Em 1840 os farroupilhas já dando mostras de enfraquecimento militar mas cada vez mais firmes na tentativa de implantar a República, transferiram a Capital para o Município de Alegrete. No ano de 1842 reuniu-se a Assembléia Constituinte. Eleitos os 36 deputados, reuniam-se na capital farroupilha para discutir a Constituição. Entre os Deputados vamos encontrar os padres Francisco das Chagas Martins de Ávila e Sousa e Hildebrando de Freitas Pedroso, alem de vários oficiais e civis. Longos foram os debates e notáveis os avanços ideológicos propostos pelos republicanos. Para a época eles elaboraram uma das constituições mais avançadas. Não puderam concluir a tarefa, mercê das discordâncias internas, mas, mesmo assim deixaram para a história um documento primoroso. 9. A PAZ DE PONCHE VERDE Depois de quase dez anos de luta, os farroupilhas acordaram com os imperiais os itens da pacificação.
  • Os artífices do acordo foram Jose Gomes de Vasconcelos Jardim, Bento Gonçalves, Antonio Vicente da Fontoura, Padre Francisco das Chagas, cabendo a David Canabarro, que comandava o Exército Farroupilha e a Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Presidente da Província e Comandante do Exército Imperial, assinar o tratado. Canabarro reuniu os comandantes, nos Campos de Ponche Verde, Município de Dom Pedrito, para decidir sobre a proposta de Caxias. A ata foi assinada no dia 28 de fevereiro de 1845. Instalado na mesma região, o Duque da Caxias foi informado a respeito da decisão favorável dos farroupilhas e assinou a pacificação no dia 01 de março do mesmo ano. Chega ao fim a mais longa e dura revolução já ocorrida em terras brasileiras. Os farroupilhas não tiveram êxito na implantação da República, mas plantaram as sementes que germinaram e se transformaram realidade anos mais tarde quando o Brasil deixou de ser um Império para ser uma República. Nos anos seguintes à Revolução Farroupilha estavam os farrapos e os caramurus unidos no mesmo Exército Brasileiro lutando contra as ameaças dos paises vizinhos, primeiro a Argentina e depois o Paraguai. Origem do Movimento Tradicionalista 1ª RONDA CRIOULA -- UM MARCO NA HISTÓRIA DO TRADICIONALISMO ANTECEDENTES 1. PANORAMA Houve época em que quase ninguém mais pensava em tradições rio-grandenses! Procurava-se destruir o que era "velharia". Quase tudo andava esparso, perdido, vivendo precariamente em um ou outro rincão. Salvava-se alguma coisa da poesia Taveira Júnior; as Lendas de Simões Lopes e os escritos do Partenon Literário; fatos escassos do Instituto Histórico; lembranças dos hábitos campestres revividos por Cezimbra Jacques; referências aos "Clubes Gaúchos" do passado, parcos escritores regionalistas
  • e quase mais nada. A Brigada Militar, porém, reverenciava a figura de Bento Gonçalves junto ao Monumento ao dia 20 de setembro. A ordem geral dos maiores centros do País, irradiadores da "moda", era mudar para "melhor", imitar o que vinha de além-mar ou seguir os "moldes" dos EUA. Para as "novas", o "pólo irradiador" do nosso padrão "made in USA" valia-se do cinema, do disco, dos livros best-seller, de revistas, de histórias em quadrinhos, Super-Homens, etc. Era o norte - americanismo a todo vapor! Generalizavam-se "modas" que pouco tinham a ver com os nossos hábitos, nossa maneira de vestir, forma de falar, nossas músicas e com a psicologia da gente rio-grandense. Na verdade em fins de década de 1940, o povo gaúcho, parecia ignorar o seu próprio patrimônio histórico-cultural e estava algo alheio às coisas do passado nativo, acrescido pelo amordaçamento de nosso vigor cívico, implantado pela ditadura do "Estado Novo" de Getúlio Vargas, com a queima de nossa bandeira regional (1937) e proibição dos símbolos (brasão, hino) do Estado. Nem um futurologista poderia imaginar um CTG como célula social rural. Nem Piquete de Laçadores, nem Rodeios de Danças ou Eqüestres. Na verdade vestir-se como campesino era motivo de gozação. A própria sociedade urbana interiorana hostilizava e menosprezava nossa gente do meio campestre chamando-a de baicuera, caipira. Nosso povo pastoril parecia ter esquecido suas raízes agrestes. Estávamos numa encruzilhada. A cultura rio-grandense lograria sobreviver? 2. ANGÚSTIA DE RAIZ O que deveria ser feito pela geração gaúcha daquela época "bombardeada" por inúmeros impactos sócio-cultural de um pós Segunda Guerra? Queriam os jovens, o direito de fixar as coisas de raízes rio-grandenses, de preservá-las, de valorizá-las, de projetá-las, sem insurgir-se contra o desenvolvimento, o progresso, a liberdade, o bem-estar social e a evolução.
  • Estes jovens de 16 a 20 anos não ficaram contemplativos diante das correntes alienígenas que pretendiam sufocar a alma dos autóctones campesinos rio-grandenses. Não estavam só cobrando. Queriam dizer: presente, estamos aqui! Este lugar é nosso! Sabiam o que queriam e tomavam postura, resolutos. Os crioulos campestres se depararam com a situação de serem "proibidos" de sair às ruas com roupas pastoris tradicionais, e os estudantes, de verem nas escolas a nossa própria história, a tradição e a cultura gaúchas quase ignoradas. Esta rapaziada também trazia uma formação pré-universitária que lhe permitia equacionar a importância da cultura regional, no contexto da literatura nacional e universal. 3. O GRITO Vivia-se 1947. Os veículos de comunicação de massa mostravam-se saturados de estrangeirismos. Foi frente a este impasse que iniciou-se em Porto Alegre, em agosto de 1947, um movimento ginasiano de proselitismo de todas as camadas sociais, de todos os seguimentos étnicos em favor das tradições. Esse movimento começou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, onde um grupo de jovens fundou o Departamento de Tradições Gaúchas, junto ao seu Grêmio Estudantil. A preocupação principal era preservar, desenvolver e proporcionar uma revitalização à cultura popular rio-grandense, interligando a nossa História, mais valorizada, no contexto da cultura brasileira. Esses jovens buscavam uma trilha diante da perda da fisionomia regional que se processava. A descaracterização necessitava ser combatida. O Rio Grande precisava reagauchar-se. Eles procuravam a identidade da terra gaúcha. E assim, no dia 05 de setembro de 1947, saíram às ruas, a cavalo e pilchados, a desfraldar a sua Bandeira Tricolor Farrapa, quando instituições estatais e o próprio Governo Estadual se omitiam ou palidamente se dispunham a colocá-la no mastro, ao lado do pavilhão Brasileiro. Este foi o grito! 4. O DEPARTAMENTO DE TRADIÇÕES FINCA ESTEIOS
  • O então estudante do Colégio Júlio de Castilhos, João Carlos Paixão Côrtes, reunindo com a diretoria do Grêmio Estudantil, apresenta um proposta de ação fundamentada nos seguintes itens: a) Realização de bailes gauchescos com concursos de danças e trajes; hora de arte; b) Concurso Literário de prosa e poesia; c) Publicação de artigos no jornal do "Julinho"; d) Palestra culturais por intelectuais gaúchos; e) Ronda Gaúcha; assembléia; f) Provas campeiras, concurso de laço e boleadeira; g) Concurso de fotografias e de desenho; h) Biblioteca e discoteca. Surge o Departamento de Tradições Gaúchas, assim definido na época: "destinava-se a estimular o desenvolvimento, por meio de reuniões culturais, sociais e recreativas, da belíssima tradição de nossos heróis do passado, incentivando a nossa juventude a que eleve sempre, e cada vez mais alto, a chama do amor à pátria". 5. RONDA CRIOULA, ORIGEM DA SEMANA FARROUPILHA Dentre os itens programados pelo Departamento de Tradições Gaúchas, um mereceu especial atenção, à época: a "Ronda Gaúcha" logo popularizada e consagrada pela gauchada, definitivamente, como a "Ronda Crioula". Assim desenvolveu-se intensa atividade de 7 a 20 de setembro, unindo política e festivamente da data da Independência do Brasil ao dia do início das comemorações alusivas a Revolução Farroupilha. A partir de 1947, e ainda por longos anos, os Centros de Tradições Gaúchas que foram surgindo, organizavam, individualmente, suas Rondas Crioulas, porém de forma desordenada e com uma duração de 13 dias. Somente em 11/12/1964, através da Lei no 4.850, o Presidente da Assembléia Estadual, Francisco Solano Borges, sancionava a lei que oficializava a Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul - a ser comemorada de 14 a 20 de setembro de cada ano, em homenagem à memória do Herói Farroupilha. 6. LIGA DE DEFESA NACIONAL E O PIQUETE DA TRADIÇÃO O Rio Grande estava em grandes preparativos para a Semana da Pátria, de 1947, coordenada pela Liga de Defesa Nacional. Seriam prestadas homenagens póstumas aos soldados brasileiros que perderam a vida lutando na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial que acabara em 1945. O Departamento de Tradições Gaúchas do "Julinho" queria associar-se às homenagens aos
  • "pracinhas". Paixão Côrtes, que dirigia este departamento, visitou o Major do Exército Darcy Vignoli, Presidente da Liga de Defesa, no Rio Grande do Sul e disse-lhe, de viva-voz, do desejo de retirar, no final do dia 7 de setembro, uma centelha do fogo simbólico que vinha de Pistóia, do cemitério dos soldados brasileiros na Itália, para transportá-la até o Colégio Júlio de Castilhos, onde iria iluminar um candeeiro típico, a representar um altar-cívico, dentro das comemorações da 1ª Ronda Crioula desse educandário. Acertada a concordância por parte da Liga, seu secretário, Dr. Fortunato Pimentel, solicitou ao Departamento de Tradições do "Julinho", um piquete de gaúchos para montar guarda à urna com os restos mortais do General David Canabarro, que seria transladado de Livramento para Porto Alegre. Assim, depois de múltiplas peripécias, reuniram-se 8 gaúchos bem pilchados, arreios autênticos e pingos-de-lei (cavalos especialmente cedidos pelo Regimento Osório), e à 5 de setembro de 1947, estava formado o Piquete da Tradição, que tomou parte nas referidas solenidades, numa cavalgada cívica, pelas artérias da nossa capital, num cenário eqüestre inusitado para a época. Eram estudantes do "Julinho" e de outros educandários. As comemorações da 1a Ronda Crioula do "Julinho" foram antecipadas para esse dia. Governador do Estado, autoridades militares, mundo diplomático, Assembléia do Estado, escolas, desportistas, Brigada Militar, Guarda Civil e o povo em geral, prestigiaram as homenagens ao velho cabo de guerra farroupilha. O Piquete da Tradição acompanhou os despojos de David Canabarro até a sua última morada: o Panteon Rio-Grandense. Missão cumprida. 7. NASCE A CHAMA CRIOULA Paixão Côrtes relata: "Era quase meia-noite do dia sete de setembro. Na Avenida João Pessoa, festivamente iluminada, ardia a Pira. Uma multidão ansiosa esperava os atos de encerramento de mais uma Semana da Pátria. Eu, Cyro Ferreira e Fernando Vieira, estes embandeirados pelos símbolos do Rio Grande do Sul e
  • do Colégio Júlio de Castilhos, aguardávamos montados em nossos "pingos" as ordens da Comissão Central, que dirigia a solenidade de apagamento do Fogo Simbólico. Pouco antes do Fogo da Pátria ser extinto, veio o comunicado para assomar-me à Pira, subindo um frágil escada de madeira. Minha ascensão ao topo da Pira se fez com alguma dificuldade, já que botas, esporas, mango, boleadeira, chiripá e mais improvisado archote (feito de estopa embebida em querosene e preso à ponta de um de cabo de vassoura) atrapalhavam, de certo modo, minha locomoção na íngreme escada com cerca de 6 metros de altura. Mas persisti e alcancei o pedestal superior do monumento. E, diante de mim, a Chama da Pátria. Num gesto solene meu, estava acesa a Chama Crioula! Transportamo-la, acompanhada de meus companheiros embandeirados, a galopito, até o salão do "Julinho", onde foi acender o Candeeiro Crioulo, pioneiramente. Pela primeira vez na história dos acontecimentos cívicos da Semana da Pátria, isso acontecia no Rio Grande do Sul: brilhava a centelha que iria iluminar o Movimento Tradicionalista que estava nascendo." 8. ATIVIDADES DA RONDA O diretor do Departamento de Tradições do "Julinho", Paixão Côrtes, desenvolve, na época, um programa intensivo, criando a "Chama Crioula", o "Candeeiro Crioulo", o "1º Baile Gauchesco" e uma série de momentos eqüestres, que integrariam-se aos aspectos sociais e culturais. Atividades artístico-culturais seguem-se durante a 1a Ronda Crioula. Muita gente junta-se ao "Piquete". Barbosa Lessa - que integrara-se ao Departamento de Tradições do "seu julinho", logo após a cavalgada do Piquete da Tradição e que já escrevia sobre feitos e fatos históricos sobre a Revolução Farroupilha - publica "No Subterrâneo da Laje"; pega violão e canta temas do nosso folclore musical; está presente em momentos artísticos no Baile Gauchesco e participa de eventos culturais que foram-se desenvolvendo. O "juliano" Ivo Sanguinetti - profundo conhecedor do esperanto - assessora toda a infra- estrutura do Departamento de Tradições e participa ativamente das suas realizações. Rubem Xavier segue seus passos. O nascente poeta Glauco Saraiva, incorpora-se ao Movimento do Colégio Júlio de Castilhos, e com sua sensibilidade artística, monta especial programa gauchesco na Rádio Farroupilha e lança seus primeiros poemas, que o consagrariam na literatura
  • gauchesca, e viriam a projetá-lo no Movimento Tradicionalista. Geraldo Xavier Krebs abre as páginas do "seu" jornal do "Julinho". O escritor Manoelito de Ornellas faz brilhante conferência sobre literatura regional. 9. BAILE GAUCHESCO, A CHAMA E O ENCERRAMENTO DA 1ª RONDA Embora Porto Alegre fosse a capital gaúcha, há muitos anos tinha banido dos seus bailes o uso da roupa campesina, vivendo os padrões das modas européias ou dos "bailes caipiras". Algo semelhante acontecia com a sociedade rural-urbana do interior, que, embora seus moradores fossem ligados à vida pastoral, não lhes permitia, até mesmo em dias não festivos, que entrassem na sede do clube local de bota e bombacha. Daí que baile gauchesco com música regional era um fato inusitado em entidades sociais do Rio Grande. Porém, assim foi feito. Durante o Baile Gauchesco da Ronda de 1947, no "julinho", fez-se uma hora de arte espontânea, versos improvisados, trovas, declamações, gaitações e músicas cantadas por voluntários entremeavam-se artisticamente aos números bailáveis (chotes, rancheira, meia-canha, mazurca). Serviu-se "pastel-de-carreira" e "café-de-chaleira". Concursos de trajes gaúchos e de prendas foram realizados, com prêmios. Num cenário de ramada, com pelegos, fogo de chão, churrasco e chimarrão bailou-se até o clarear do dia. O tradicionalismo estava aparecendo, definitivamente, como uma força viva, social e popular. Neste baile, é que se ventilou, entre outros assuntos, a idéia de fundar-se uma agremiação civil gauchesca, cujo líder expositor e defensor desta causa era Barbosa Lessa, mais tarde o criador da importante tese "Sentido e Valor do Tradicionalismo". Encerrava-se a meia-noite do dia 20 de setembro de 1947 as solenidades da 1ª Ronda Crioula. O candeeiro que viera do altar-cívico do "Julinho" entrou salão a dentro do Teresópolis Tênis Clube conduzido por gaúchos e prendas sob o aplauso da gauchada. Foram recordados os feitos heróicos do Rio Grande; nossas origens; nossos princípios de liberdade e justiça, que transmitiram-nos os bravos Farroupilhas. A Chama estava extinta. Hoje, de forma simbólica, todos os anos uma amena chama de fogo-de-chão existente em algum galpão pastoril rio-grandense, reativa-se ao sopro dos ideais daqueles jovens da década de 40, a iluminar, num sagrado candeeiro às gerações que vêm formando-se neste últimos 50 anos no Rio Grande do Sul, integrando o espírito gauchesco a uma brasilidade maior. Assim, o surgimento da 1ª Chama Crioula e a criação das Comemorações da 1ª Ronda Crioula em 1947, são marcos históricos na causa do atual Movimento Tradicionalista, que cristalizou-se com o nascer do nome do 35 Centro de Tradições Gaúchas, em 3 de janeiro de 1948.
  • CAVALOS Cavalos, raças, pelagens vistos pela Cultura Gaúcha Até hoje, muito embora algumas tentativas, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo. Estas o ajudam. Estas ajudam muito, mas ainda não podem fazer o que o cavalo faz, como por exemplo, um aparte no rodeio ou numa porteira de mangueira. Além disso, o cavalo é o ingrediente que maiores belezas e alegrias produzem dentro dos trabalhos de uma estância. Ë belo, é ágil, é inteligente, é dócil, é veloz, é vaidoso, é forte, enfim nos proporciona momentos de verdadeiro encantamento, principalmente quando, em seu lombo, praticamos as mais difíceis, porém mais emotivas e alegres lidas, como o tiro de laço e o aparte, que hoje os "Crioulistas"apelidaram de "Paleteada" .
  • Convença-se, pois, que você jamais poderá deixar de possuir alguns, porá apoder desempenhar a contento suas atividades e, sobretudo, para poder usufruir a felicidade que eles sem dúvida alguma vão proporcionar-lhe. Confira e verá! Existem muitas raças. Aqui no Estado do Rio Grande do Sul cria-se:1) Inglês, 2)Árabe, 3)Crioulo, 4)Quarto de Milha, 5) Manga larga, 6)Percheron, etc. Suas principais características são: Inglês: Muito altos, extremamente velozes, não se prestam muito para a lida campeira, são apropriados para carreiras de tiro longo; Árabe: Altos, muito ágeis, finos de corpo, belíssimos, porém também não são aconselháveis para o campo porque são extremamente nervosos e exageradamente delgados; Crioulo: São os mais rústicos dos aqui enumerados, engordam em qualquer campo, são pequenos, mas grossos e fortes, favorecendo as manobras rápidas e em espaços reduzidos, não dependem de trato suplementar além do campo. São os cavalos ideais para serviços com o gado; Quarto de Milha – Muito velozes em tiros curtos de até 400 metros, prestam-se muito bem para o tiro de laço, porém perdem para o Crioulo na rusticidade porque dependem sempre, de alguma ração suplementar além do campo. São um pouco maiores que os Crioulos; Manga Larga – Boníssimos para longas viagens, em face do seu bom cômodo e da velocidade que desempenham, geralmente são "marchadores" o que os fazem perder para o Crioulo num espaço vital: o pique da arrancada. O Crioulo, por ser geralmente de trote arranca com mais rapidez em face da posição das patas que, no trote, estão mais próximas umas das outras; Percheron – Insuperável na força são apropriados para tração. Diante das principais características enumeradas acima você naturalmente já deduziu a raça que mais lhe convém. Ao iniciar sua nova atividade você, deveria adquirir algumas éguas, que, além de servirem para o trabalho também servirão para dar-lhe novos cavalos, assim sua estância faria naturalmente a renovação da cavalhada. No entanto não exagere na quantidade, porque um eqüino come por 2 ou 3 vacas, além de pastar noite e dia, ainda arranca algum pasto com a raiz. O conceito generalizado entre os estancieiros antigos era de possuírem centenas e até milhares de eqüinos. Conheci uma proprietária, em Mostardas, Maria Joaquina Osório Velho, que chegou a possuir 2.000 animais cavalares. Meu pai, enquanto criador de certa escala, nunca teve menos de 200 eqüinos, apenas por puro prazer e um certo orgulho. Hoje, salvo em Cabanhas especializadas em criação de cavalos, isto é absolutamente anti- econômico.
  • Pêlos Já que dedicamos um capítulo aos Cavalos, seria imperdoável não falarmos sobre os seus variadíssimos pêlos. Dado a sua grande importância, dedico-lhe em capítulo especial. O assunto é polêmico porque encerra muitas diferenças entre as várias regiões do Rio grande. Além disso, existe ainda, enorme discrepância entre as linguagens militar ou turfistas e a da gauchada campeira, que jamais chamou o cavalo zaino de castanho... Por outro lado alguns animais possuem em seu corpo mais de uma pelagem, o que dificulta a identificação. É oportuno lembrarmos, também, que até um ano e meio a dois anos de idade alguns eqüinos mudam a pelagem, só atingindo a definitiva a partir daí. Como me propus, neste modesto trabalho, a transmitir aos leigos alguns ensinamentos, coerentemente permanecerei dentro desta linha, respeitando sempre o regionalismo crioulo São, pois, os seguintes pêlos que conheço: ALAZÃO: vermelho – claro alarenjado. AZULEGO: azulado, com uma ou outra mancha branca. BAIO: cor de café com leite fraco. BAIO CABOS – NEGROS: com pernas, crina e cola pretas. BAIO ENCERADO: café com leite forte e manchas arredondadas e levemente mais escuras. BAIO CEBRUNO: café com leite forte e argolas pretas nas quatro patas. BAIO RUANO: café com leite bem desmaiado e crina e cola brancas. BRANCO: totalmente branco BRAGADO: totalmente coberto de manchas brancas, vermelhas ou pretas embaralhas e indefinidas, dando a apar6encia de um buquê de flores. COLORADO: vermelho. COLORADO PINHÃO: vermelho carregado, quase encarnado. DOURADILHO: vermelho bem claro, que brilha quando exposto ao sol GATEADO: café com leite forte ou marrom fraco. GATEADO ROSILHO: com pintinhas brancas.
  • LUBUNO: cinza MALACARA: geralmente cavalos vermelhos que tiverem, à frente da cabeça, uma mancha vertical, dos olhos até o focinho (outros pêlos que tiverem a mesma macha normalmente não são tratados como Malacara). MOURO: pequenas pintas brancas sobre o fundo preto. OVEIRO: manchas grandes, brancas, vermelhas ou pretas, arredondadas. PAMPA: o cavalo que tiver toda a cabeça branca. PANGARÉ: café com leite, com barriga e focinho brancos. PICAÇO: todo preto com qualquer mancha branca e em qualquer lugar. PRETO: totalmente preto. ROSILHO: pintas brancas sobre o fundo vermelho. ROSILHO PRATEADO: rozilho, com a anca quase branca. ROSADO: é como na Serra denominam o Bragado. RUANO: vermelho claro e crinas e cola brancas. TOBIANO: faixas largas e bem definidas, brancas e vermelhas ou brancas e pretas, em geral dispostas verticalmente. TOBIANO ROZILHO: quando as faixas forem rozilhas. TOBIANO MOURO: quando as faixas forem do pêlo mouro. TORDILHO: fundo branco com pintas levemente mais escuras de um branco sujo. TORDILHO NEGRO: fundo branco com pintas de um preto desmaiado. TORDILHO VINAGRE: fundo branco sob pintas marrons. TOSTADO: cor de castanha madura. TOSTADO RUANO: A cor de castanha madura e crinas e cola brancas. ZAINO: marrom escuro ZAINO CRUZADO: marrom escuro e duas patas brancas desencontradas. ZAINO NEGRO: quase preto. ZAINO PINHÃO: puxado à cor de pinhão maduro.
  • ZAINO TAPADO: o que não tem qualquer pinta branca. Alguns animais possuem de 1 a 4 canelas brancas, independente da sua pelagem geral, estes são chamados de "calçados" (gateado calçado da 4 patas, etc.). Fonte: Cyro Dutra Ferreira Campeirismo Gaúcho – Orientações Práticas. Meu Rio Grande Do Sul
  • Os Farrapos Este sol, terra, mar, céu azul Isso é rio grande do sul Este sol, terra, mar, céu azul É meu rio grande do sul Este sol, terra, mar, céu azul Isso é rio grande do sul Este sol, terra, mar, céu azul E meu rio grande do sul Da serra ao litoral da fronteira ás missões Venham ver o meu rio grande. como é rico em tradições Nossa pampa colorido, vejam nossos nossos arrozais As coxilhas verdejantes, o amarelo dos trigais Este sol, terra, mar, céu azul Isso é rio grande do sul Este sol, terra, mar, céu azul E meu rio grande do sul Venham ver nossos rodeios, ritor de laço e gineteada Os gaúchos fanfarrãos que cantam até madrugada Venham ver nossas tertúlias, o símbolo da tradição Vem comer churrasco gordo, tomar canha e chimarrão
  • Este sol, terra, mar, céu azul Isso é rio grande do sul Este sol, terra, mar, céu azul E meu rio grande do sul Venham ver nossos fandangos de ramada de galpão Sempre tem uma cordeona, cantigas e violão E o saradeio das chinas como é lindo de se ver A prenda rodopeando nos braços do bem querer. Este sol, terra, mar, céu azul Isso é rio grande do sul Este sol, terra, mar, céu azul E meu rio grande do sul Céu Sol Sul Os Serranos Eu quero andar nas coxilhas sentindo as flechilhas das ervas do chão Ter os pés roseteado de campo ficar mais trigueiro como o sol de verão Fazer versos cantando as belezas dessa natureza sem par E mostrar para quem quiser ver um lugar pra viver sem chorar É o meu Rio Grande do Sul céu, sol, sul terra e cor Onde tudo que se planta cresce o que mais floresce é o amor
  • É o meu Rio Grande do Sul céu, sol, sul terra e cor Onde tudo que se planta cresce o que mais floresce é o amor Eu quero me banhar nas fontes e olhar horizontes com Deus E sentir que as cantigas nativas continuam vivas para os filhos meus Ver os campos cheios de crianças sorrindo felizes a cantar E mostrar para quem quiser um lugar pra viver sem chorar É o meu Rio Grande do Sul céu, sol, sul terra e cor Onde tudo que se planta cresce o que mais floresce é o amor É o meu Rio Grande do Sul céu, sol, sul terra e cor Onde tudo que se planta cresce o que mais floresce é o amor Hino do Rio Grande do Sul Música: Joaquim José Mendanha Letra: Francisco Pinto da Fontoura Como a aurora precursora do farol da divindade, foi o Vinte de Setembro precursor da Liberdade. Mostremos valor, constância, nesta ímpia, injusta guerra Sirvam nossas façanhas
  • de modelo a toda a terra. Entre nós revive Atenas para assombro dos tiranos; sejamos gregos na glória e na virtude, romanos. Mostremos valor, constância, nesta ímpia, injusta guerra Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a terra. Mas não basta pra ser livre ser forte, aguerrido e bravo; povo que não tem virtude acaba por ser escravo. Mostremos valor, constância, nesta ímpia, injusta guerra Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a terra.
  • O mapa do Rio Grande do Sul, elaborado pela Secretaria de Turismo do estado (Setur RS), estará em exposição no Hospital Club, localizado em Convent Garden, em Londres na Inglaterra, a partir desta terça-feira (19). Depois de fazer parte da mostra denominada Art Below, que permaneceu na estação de metrô London Bridge, até o último dia 11 de junho, o mapa estará agora em um local que abriga uma galeria de arte, estúdio de televisão, estúdio de música, sala de projeção e um restaurante baseado em arte criativa. De acordo com a Secretária de Turismo do estado, Abgail Pereira, a ilustração marca a transição da abordagem promocional do turismo no Rio Grande do Sul. " A partir da nossa gestão, fizemos uma pesquisa com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) que apontou que o nosso foco deveria ser a partir dos produtos turísticos e não só das regiões do Estado", disse. Segundo a diretora de Promoção e Eventos da Setur, Camila Mumbach, o mapa é, atualmente, a imagem visual que o Estado utiliza dentro e fora do País. "Esse material contextualiza as regiões e coloca nelas os atrativos que cada uma delas dispõe para atrair os turistas. Esta é a nossa imagem institucional que todos estão aprendendo a reconhecer", destacou. A exposição no Hospital Club ocorre até o dia 30 de junho. No dia 26, haverá um coquetel onde os criadores da ilustração estarão reunidos com os 16 artistas que fazem parte de mostra.