O tutor no ambiente virtual de aprendizagem: competências e processos de desenvolvimento

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Apresentação das palestrantes Marta Fernandes Garcia e Mônica Cristina Garbin do I Seminário Nacional de Tutores da Educação a Distância

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  • Compromisso e autonomia, liberdade para quem estuda e certeza de ter um futuro.
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O tutor no ambiente virtual de aprendizagem: competências e processos de desenvolvimento

  1. 1. Marta Fernandes Garcia Mônica Cristina Garbin Faculdade de Educação UNICAMP
  2. 2. O Tutor no ambiente virtual de aprendizagem competências e processos de desenvolvimento Marta Fernandes Garcia Mônica Cristina Garbin Faculdade de Educação UNICAMP
  3. 3. Crescimento de matriculados na EaD Número de Alunos Ingressantes em Cursos Superiores na Modalidade EAD no Brasil. Fonte: INEP, 2010.
  4. 4. Crescimento de instituições e cursos superiores em EaD Número de Instituições e Cursos Superiores na Modalidade EaD noBrasil. Fonte: baseado nos dados do Censo do INEP (2010)
  5. 5. Alguns estigmas da EaD: <ul><li>Educação tradicional é melhor; </li></ul><ul><li>Educação em massa; </li></ul><ul><li>Nível ruim; </li></ul><ul><li>É a solução para a educação; </li></ul><ul><li>Instituições de pouca seriedade; </li></ul><ul><li>Falta de interação entre os participantes. </li></ul>
  6. 6. Questões relevantes ao formular um curso de EaD <ul><li>Teorias de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Perfil do público-alvo; </li></ul><ul><li>Objetivos do programa; </li></ul><ul><li>Trabalho dos alunos (tempo/espaço); </li></ul><ul><li>Recursos digitais para trabalhar os conteúdos; </li></ul>Behar (2009)
  7. 7. <ul><li>Tipos de atividades; </li></ul><ul><li>Tipos de interação entre os participantes; </li></ul><ul><li>Tipo de avaliação; </li></ul><ul><li>Motivação dos alunos; </li></ul><ul><li>AVA escolhido. </li></ul>Questões relevantes ao formular um curso de EaD Behar (2009)
  8. 8. <ul><li>Curso: </li></ul><ul><li>Modalidade EaD – extensão universitária </li></ul><ul><li>Publico-alvo: Professores do ensino fundamental </li></ul><ul><li>Perfil dos inscritos: </li></ul><ul><li>Professores da educação básica </li></ul><ul><li>Formados em cursos de licenciatura </li></ul>Análise dos inscritos de um curso EaD
  9. 9. <ul><li>Região: </li></ul>
  10. 10. Inscritos: 1278
  11. 11. Problemas enfrentados em cursos EaD
  12. 12. Problemas enfrentados com o AVA <ul><li>Problemas com plataforma; </li></ul><ul><li>Uso das ferramentas; </li></ul><ul><li>Postagem de trabalhos; </li></ul><ul><li>Acesso aos conteúdos. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Uso do computador; </li></ul><ul><li>Dificuldades com a conexão; </li></ul><ul><li>Pouco engajamento com as ferramentas necessárias para o curso. </li></ul>Problemas técnicos
  14. 14. Problemas enfrentados com organização <ul><li>Falta de tempo para terminar as atividades; </li></ul><ul><li>Acesso diário ao fórum; </li></ul><ul><li>Organização do tempo para finalizar as atividades. </li></ul>
  15. 15. Problemas relacionados a Colaboração <ul><li>Falta de comunicação com os demais estudantes; </li></ul><ul><li>Falta de comunicação com os tutores/professores. </li></ul>
  16. 16. Problemas relacionados a conteúdo <ul><li>Falta de clareza com os conteúdos do curso </li></ul><ul><li>Localização do conteúdo no ambiente. </li></ul>
  17. 17. Problemas enfrentados com o Tutor <ul><li>Tirar dúvidas; </li></ul><ul><li>Comunicação; </li></ul><ul><li>Demora na resposta; </li></ul><ul><li>Falta de esclarecimentos de atividades; </li></ul><ul><li>Dificuldades de comunicação. </li></ul>
  18. 18. O desafio ao professor com a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem <ul><li>Dominar e valorizar não apenas um novo </li></ul><ul><li>instrumento, mas uma nova cultura da </li></ul><ul><li>aprendizagem </li></ul>Tecnologias  Revolução Antropológica
  19. 19. Traços básicos dessa nova cultura da aprendizagem <ul><li>O estudante precisa mais que informação, precisa que a Educação o capacite para atribuir significados. </li></ul><ul><li>Formação permanente ao longo da vida, o que implica em gestão do aprendizado. </li></ul><ul><li>Os estudantes devem aprender a conviver com a relatividade das teorias e com a incerteza do conhecimento </li></ul>
  20. 20. Diante dessa nova cultura somos obrigados a: <ul><li>Ver mais </li></ul><ul><li>Ouvir mais </li></ul><ul><li>Sentir mais </li></ul><ul><li>A apropriação dos conhecimentos envolve não apenas racionalidade, mas também emoção e motivação. </li></ul>
  21. 21. Dimensão afetiva <ul><li>Pressupostos </li></ul><ul><li>Educação não existe sem interação </li></ul><ul><li>O afeto interfere profundamente nos processos mentais </li></ul><ul><li>Cognição e afetividade constituem elementos indissociáveis </li></ul>
  22. 22. Motivação <ul><li>Constatação: pouca atenção tem sido conferida aos </li></ul><ul><li>estados de ânimo do aluno no processo de </li></ul><ul><li>aprendizagem. </li></ul><ul><li>Fator fundamental à aprendizagem </li></ul><ul><li>Afetividade é agente motivador da atividade cognitiva (Piaget) </li></ul><ul><li>O sujeito não é resultado apenas de seu aparato biológico (Vygotsky) </li></ul><ul><li>Inteligência e afetividade estão integradas (Wallon) </li></ul><ul><li>As funcionalidades do AVA são fontes importantes </li></ul><ul><li>Os aspectos afetivos favorecem a ação pedagógica </li></ul>
  23. 23. Se as reações faciais são as evidências primárias dos fenômenos afetivos como então percebê-las no ambiente virtual?
  24. 24. Reconhecimento dos estados de ânimo em AVA <ul><li>Formas de manifestação: corporal, verbal ou escrita </li></ul><ul><li>Percepção dos estados de ânimo: animado, desanimado e indiferente </li></ul><ul><li>Conteúdo </li></ul><ul><li>Colegas </li></ul><ul><li>A forma como expressa suas ideias </li></ul>
  25. 25. Perspectiva social-construtivista <ul><li>As emoções são dependentes da cultura ou das regras de cada grupo social. </li></ul><ul><li>Indissociabilidade dos processos cognitivos e afetivos </li></ul><ul><li>Crenças, desejos, intenções exercem influência sobre os processos cognitivos </li></ul>
  26. 26. Depoimento “ Devo declarar de coração,que tive vontade de parar o curso,pois achei a minha tutora “Chata”, mas quando percebi já estava tão envolvida e tão extasiada dessas aprendizagens e outras visões de educadores diversos que agora acho que o curso deveria se estender mais um pouco e adquirir mais conhecimento e ter ideias de outros colegas como inspiração de prática pedagógica e construir uma didática melhor”.
  27. 27. Depoimento Um excelente feriado em paz, em família! Aproveitem, descansem e renovem as energias para continuar a jornada! Bjs :D Passei pra desejar uma ótima sexta &quot;procêis&quot; tutoras! Bjão Todos os dias me recordo da mão que vcs me estenderam....muito0o0o0ooo obrigada! De coração. bjsss
  28. 28. <ul><li>As motivações podem mudar com o tempo. </li></ul><ul><li>Compreender porque ocorrem diferenças de motivações ao longo do tempo e saber de que natureza são tais diferenças possibilita intervenções efetivas e significativas que podem garantir a conclusão de um curso a distância por parte do aluno. </li></ul>
  29. 29. Sucesso para a tutoria online <ul><li>Pedagógica (intelectual, ofício) </li></ul><ul><li>Social (clima emocional e afetivo) </li></ul><ul><li>Gestão (projeto adequado) </li></ul><ul><li>Técnico (auxilio para uso competente das ferramentas) </li></ul>Berge (2005)
  30. 30. Definição de Competência <ul><li>Termo polissêmico </li></ul><ul><li>Capacidade de agir de modo eficaz em uma situação específica, apoiado em conhecimentos, mas sem que se limite a eles, para que assim seja possível atuar em contextos diferentes de forma consciente. </li></ul><ul><li>Perrenoud (1999) </li></ul>
  31. 31. Romero (2008) <ul><li>Dois tipos de competências básicas: </li></ul><ul><li>1- Competência intercultural </li></ul><ul><li>Atenção dada às diferenças educativas interculturais dos </li></ul><ul><li>reconhecimento da própria identidade cultural de cada aula. </li></ul><ul><li>2- Competência tecnológica </li></ul><ul><li>Está situada no contexto do letramento digital </li></ul>
  32. 32. <ul><li>A educação deve capacitar as pessoas não </li></ul><ul><li>apenas para o consumo crítico das tecnologias, mas também para a criação de meios para expressar </li></ul><ul><li>suas próprias mensagens. </li></ul><ul><li>A compreensão intelectual do meio digital </li></ul><ul><li>A leitura crítica de suas mensagens </li></ul><ul><li>A formação para seu uso livre e criativo </li></ul>Amaral (2009)
  33. 33. Barros et all (2008)
  34. 34. Behar (2009)
  35. 35. Illera e Roig (2010) Dimensões da Comunicação: Temporal Alcance ou difusão Social
  36. 36. Fases para apoiar o trabalho no ambiente virtual <ul><li>Acesso e motivação </li></ul><ul><li>Socialização Online </li></ul><ul><li>Troca de Informação </li></ul><ul><li>Construção do conhecimento </li></ul><ul><li>Desenvolvimento </li></ul>Salmon (2002)
  37. 38. Obrigada! [email_address] [email_address]

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