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Anais III Simpie

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  • 1. Anais
  • 2. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE ORAL EM INDIVÌ• DUOS INTUBADOSAutores: ARIUDE SILVA ARCANJO ROSEMEIRE MARIA DA SILVA CIBELE ANDRES SOLAIA IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE TERAPÊUTICO NO CUIDADO AO ADOLESCENTE DEPENDENTE QUÍMICO EM UNIDADEDE INTERNAÇÃOAutores: GRASIELLA BUENO MANCILHA THAIS CORREIA PEREIRA LIVIA DA SILVA CORREIA REINALDO ANTONIODE CARVALHO PEDRO DANIEL KATZACOLHIMENDO A MULHER VITIMADA SEXUALMENTE: DISCURSOS DE PROFISSIONAIS DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINARAutores: CECÍLIA DANIELLE BEZERRA OLIVEIRA INÁCIA SÁTIRO XAVIER DE FRANÇA MONICA FERREIRA DEVASCONCELOS ESTELA RODRIGUES PAIVA ALVES CYNTHIA ANGÉLICA RAMOS DE OLIVEIRA MARIA ELIANEMOREIRA FREIREACOLHIMENTO DE ENFERMAGEM A GESTANTES COM DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL DE ANOMALIA CRANIOFACIAL NOHRAC/USPAutores: CLEIDE CAROLINA DA S. D. MONDINI CASSIANA MENDES B. FONTES ISABEL AURELIA LISBOA MÁRCIAT. SHINOMIA MARIA IRENE BACHEGAAPLICABILIDADE DOS INSTRUMENTOS COM OS SINAIS DE ALERTA COMO ESTRATÉGIA PARA O ACIONAMENTO DOTIME DE RESPOSTA RÁPIDA: ADULTO E PEDIÁTRICOAutores: JOEL ALVES MOREIRA EUCLYDES DOMINGOS GARCIA FLORENTINO SERGIO MARTINS SANTOSSIMONE ISIDORO PRADO DANIELE PIRES SOARES OLIVEIRAASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIA AOS PACIENTES SUBMETIDOS ÀS CIRURGIAS COLORRETAISAutores: HELENA MEGUMI SONOBE VANICE SOARES LOPES MARCO GIMENES DOS SANTOS LUCIANASCATRALHE BUETTO NARIMAN DE FELÍCIO BORTUCAN LENZA MARIZA SILVA DE LIMAATENDIMENTO DE ENFERMAGEM À FAMÍLIA DO PACIENTE ONCOLÓGICO ADULTO: EVIDÊNCIAS PARA CONSTRUÇÃODE PROTOCOLOSAutores: KEILA DE OLIVEIRA LISBOA SANCHEZ MARGARETH ANGELO CAROLINA CAVALCANTE DOS SANTOSCHRISTIANE OMOSAKO SILVIA VIEIRA LIMA MARIA RITA DA SILVAAUDITORIA EM ENFERMAGEM EM TESES E DISSERTAÇÕESAutores: RICARDO QUINTÃO VIEIRA MARIA CRISTINA SANNAAVALIAÇÃO DA EQUIVALÊNCIA SEMÂNTICA DO “SHIELDS & TANNER QUESTIONNAIRES”Autores: TAMMY OHARA NEVES SILVA MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIRO MYRIAM APARECIDAMANDETTA PETTENGILLAVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM E BASES DE TRATAMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES COM LESÃORAQUIMEDULARAutores: ROSEANE NOGUEIRA RIBEIRO DE SOUZA JOSINEIDE MARIA DA SILVA MARCIANO CAVALCANTE DEOLIVEIRA WILLIAN VIEIRA JERONIMO ROBERTO CASTROCATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM PACIENTES GRAVESAutores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES NAYARA MIZUNO TIRONI ELEINE APARECIDA PENHA MARTINSCIRURGIA SEGURA EM PEDIATRA: PROPOSTA DE CHECKLIST DE INTERVENÇÕES PRÉ-OPERATÓRIASAutores: MARIA PAULA DE OLIVEIRA PIRES MARIA ANGÉLICA SORGINI PETERLINI MAVILDE DA LUZ GONÇALVESPEDREIRACONSTRUÇÃO DE UM GUIA DE MELHORES PRÁTICAS PARA O ACOLHIMENTO DA FAMÍLIA NA UTINAutores: FLÁVIA SIMPHRONIO BALBINO MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIRO MYRIAM APARECIDAMANDETTA PETTENGILL
  • 3. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016CUIDADO HUMANIZADO: TRANSPONDO AS BARREIRAS DA LINGUAGEMAutores: FERNANDA VIEIRA DE CAMPOS NANCI CRISTIANO SANTOS TARCISIA DE LIMA BROGNACUSTO-EFETIVIDADE DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR EM UM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE PACIENTESCRÔNICOSAutores: ELISENE DOS SANTOS SOMERA IMACULADA GOMES ZAMPOLO JULIANA APARECIDA DE CASTROMAURO J. SILVA JR RONALDO PERREIRADEPRESSÃO EM IDOSOS DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA À SAÚDEAutores: RENATA FERREIRA GANEM MARIA DE FÁTIMA CORREA PAULA MARIA DE LOURDES RABELO PEQUENODESENVOLVENDO ESTRATÉGIAS PARA O ACOLHIMENTO DOS FAMILIRES DE PACIENTES INTERNADOS EM UMA UTINEUROLÓGICAAutores: ELIZANDRA DE OLIVEIRA MICHELE NAVARRO FLORES MARA SUZANA DALFRÉ ZAMPOLIDIABETES MELLITUS: PREPARO PARA O AUTO CUIDADO DO PACIENTE PEDIÁTRICO NO DOMICÍLIOAutores: CAROLINA MARQUES MARCONDES PINTO KARIN EMILIA ROGENSKI NANCI CRISTIANO SANTOSFERNANDA VIEIRA DE CAMPOS MARILZA KEIKO HIGASHI REGIANE HENRIQUE FERREIRA SUANODIMENSÃO ÉTICA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIAAutores: DENILA BUENO SILVA VERA LUCIA MIRADOBUTAMINA E FLEBITEAutores: KELLY REGINA NOVAES VIEIRA MARCELO EIDI OCHIAI JULIANO NOVAES CARDOSO ZÉLIA GONÇALO B.DA COSTA MARIA COSSERMELI CANA DIAS BRASIL ANTONIO CARLOS PEREIRA BARRETTOEDUCAÇÃO CONTINUADA EM ENFERMAGEM COMO FATOR DE MUDANÇA NA ATITUDE PROFISSIONALAutores: ALINE TAVARES DOMINGOS DÉBORA VIEIRA DE ALMEIDAELABORAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA INDICAÇÃO PICC EM GESTANTES DE ALTO RISCOAutores: MARCIA LÚCIA VERPA SOUZA SASAKI ANDRENIZIA DUQUE AMARAL SILVIA ALINE ANDRADE SIMONEISIDORO PRADO DIRCILÉIA RODRIGUES FERREIRA CAMPOSENCONTRO FAMILIAR DE PACIENTE HOSPITALIZADOAutores: SIMONE TEIXEIRA DE SOUSA WANDA PAREDES ROSA PATRICIA REGINA DE OLIVEIRA LIMA PATRICIANOTIKO IDINHA NAGATO CIBELE QUARANTA GENY NAKANISHE HARAGUSHIKU SILVANA P. CRISCIENFERMAGEM E A HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIAAutores: JACQUELINE FERREIRA ANGELO COSTA RODRIGUES ERIKA VANESSA NEVES TERESA CELIA DEMATTOS MORAES DOS SANTOS ANA LUCIA DE FARIA MILVA MARIA FIGUEIREDO DE MARTINOENFERMAGEM E CUIDADOS PALIATIVOS: A TEORIA HUMANÍSTICA COMO FONTE DO CUIDADO.Autores: NORMA SUELI SANTANA PEREIRA ALINE MOURA DE LEMOSENFERMAGEM NEONATAL PARA UM CUIDADO SEM DOR: INTERVENÇÃO CLINICA NO EXAME DE FUNDO DE OLHOAutores: LAIANE MEDEIROS RIBEIRO THAÍLA CORREA CASTRAL MARIANA FIRMINO DARÉ LICIANE L.MONTANHOLI SONIR R. R. ANTONINI CARMEN GRACINDA SILVAN SCOCHIESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA E SUA ATUAÇÃO NA SEGURANÇA DO PACIENTEAutores: ANDREIA LINHARES ALVES EUCLYDES DOMINGOS GARCIA FLORENTINO SÉRGIO MARTINS SANTOSSIMONE ISIDORO PRADO DANIELE PIRES OLIVEIRA JOEL ALVES MOREIRAEVENTO ADVERSO NA UTI COMO INDICADOR NA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMAutores: KELLY CRISTINE LOPES E SOUZA MÔNICA FÉLIX DE ALVARENGA VICTOR ALMEIDA BORGES CEZARLADEIRA MACEDO JÚNIOR
  • 4. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016EVIDÊNCIAS QUALITATIVAS PARA O CUIDADO À FAMÍLIA EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICAAutores: FERNANDA RIBEIRO BAPTISTA MARQUES LARISSA GUANAES DOS SANTOS MYRIAM APARECIDAMANDETTA PETTENGILL ADRIANA MARIA DUARTEEXPERIÊNCIA DA PARALISIA CEREBRAL NO CONTEXTO FAMILIARAutores: NAIARA BARROS POLITA MAUREN TERESA GRUBISICH MENDES TACLAHUMANIZAÇÃO NA REALIZAÇÃO DO BANHO NO LEITO: PERCEPÇÃO E ATITUDES DOS PROFISSIONAIS DEENFERMAGEMAutores: TEREZINHA NUNES DA SILVA MONICA FERREIRA DE VASCONCELOS CECÍLIA DANIELLE BEZERRAOLIVEIRA MARIA ELIANE MOREIRA FREIRE SOLANGE FATIMA GERALDO DA COSTA INACIA SÁTIRO XAVIER DEFRANÇAIMPLEMENTAÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM HOSPITAL FILANTRÓPICO NA CIDADEDE SÃO PAULO.Autores: MARIANA CANDIDA LAURINDO EDSON PRADO DE LARA GISLAINE CARDOSO KMIECZIK MARCELA VIANASILVA MÁRCIA GIANCOLIINSTRUMENTO DE MEDIDA DO ACESSO A INFORMAÇÃO COMPARTILHADA ENTRE EQUIPE DE ENFERMAGEM EFAMÍLIAAutores: DANIELA FELIX DAMACENO MYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILL MARIA MAGDA FERREIRAGOMES BALIEIROMANUAL PARA AVALIAÇÃO DE PACIENTES EM VENTILAÇÃO MECÂNICA EM AMBIENTES EXTERNOS A UTIAutores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES ELEINE APARECIDA PENHA MARTINSNECESSIDADES DOS PAIS DE RECÉM-NASCIDOS HOSPITALIZADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL:REVISÃO INTEGRATIVAAutores: BRUNA ZEMELLA COLLAÇO FLÁVIA SIMPHRONIO BALBINO MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIROMYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILLNÍVEIS DE EVIDÊNCIAS NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM IDOSOS COM SÍNDROME DO IMOBILISMO.Autores: ALEXANDRE DE PAULA AURISTELA LEHOCZKI BONETO SUELY CARVALHO ARAÚJO JUCÁ TATIANAMARIA TENÓRIO CAVALCANTI RENATA ELOAH DE LUCENA FERRETIO BRINQUEDO TERAPÊUTICO NO PREPARO DA CRIANÇA E SUA FAMÍLIA PARA A CIRURGIA PULMONARAutores: PRISCILA DOS SANTOS NETTO ALVES ANA PAULA XAVIER DA SILVEIRA FABIANE DE AMORIM ALMEIDACAROLINA MARQUES MARCONDES PINTO NANCI CRISTIANO SANTOSO CUIDADO À FAMÍLIA DE UM NEONATO COM CARDIOPATIA: PERSPECTIVA DA ENFERMEIRA RESIDENTEAutores: MARIA TERESA DE MELO MENDES AMANDA KARINA DE LIMA JACINTO FLAVIA SIMPHRONIO BALBINOMYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILL CRISTIANA ARAÚJO GUILLER FERREIRAO FORTALECIMENTO DO PROCESSO EDUCATIVO DE PACIENTES E FAMILIARES EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADAAutores: RENATA CAMARGO ALVES FERNANDA DE FREITAS CAMARGO ROSANA PELLICIA PIRES AMÉLIAANDRADEO PLANO DE METAS COLETIVO COMO FERRAMENTA DE ABORDAGEM COMPORTAMENTAL PARA ADOLESCENTESDEPENDENTES QUÍMICOSAutores: THAIS CORREIA PEREIRA LÍVIA DA SILVA CORREIA GRASIELLA BUENO MANCILHA REINALDOCARVALHO PEDRO DANIEL KATZO USO DE MEDIDAS ALIVIADORAS DA DOR EM LACTENTES DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAAutores: ÉRICA SHINOHARA ADRIANA GUEDES SANTANA VANESSA FERRAZ MAFRA ANA PAULA DOS SANTOSREIS
  • 5. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ALTA DO BEBÊ PRÉ-TERMOAutores: KAYNA TROMBINI SCHMIDT MARIELLI TESSARI IEDA HARUMI HIGARASHIPESQUISA QUALITATIVA NA ENFERMAGEM ONCOLÓGICA: ANÁLISE DA PRODUÇÃO NACIONAL.Autores: LUCIANA SCATRALHE BUETTO MÁRCIA MARIA FONTÃO ZAGO HELENA MEGUMI SONOBEPRESENÇA DA FAMÍLIA EM SALA DE EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA: REVISÃO DA LITERATURAAutores: FRANCINE FERNANDES PIRES MEKITARIAN MARGARETH ANGELOPROCESSO DE DESOSPITALIZAÇÃO CENTRADO NO PACIENTE/FAMÍLIA: DESCRIÇÃO DE PROTOCOLO DEATENDIMENTO REALIZADO POR EQUIPE INTERDISCIPLINAR EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAAutores: ROSANA PEREIRA CANUTO CAROLINA ANDREZA FERREIRA LUANA VISCARDI NUNES DÉBORAGENEZINI COSTA KATIA JARANDILHA DOS SANTOS EUNICE YOSHIE TERUYAPROGRAMA DE OSTOMIZADOS: OS SIGNIFICADOS PARA ESTOMIZADOS INTESTINAIS E FAMILIARESAutores: NARIMAN DE FELÍCIO BORTUCAN LENZA HELENA MEGUM SONOBE MARCIA MARIA FONTÃO ZAGOELIZA MARIA REZENDE DÁ¡ZIO LUCIANA SCATRALLE BUETTO MARCO GIMENES DOS SANTOSRELATO DE EXPERIÊNCIA: INTERVENÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCERDE PRÓSTATA SUBMETIDOS À RADIOTERAPIA.Autores: ALEXANDRE DE SOUZA BARROS VALERIA MIKA MASSUNAGA ANA PULA NORONHA BARRERE MARCIATANAKA ADRIANA SANTOS ANA FERNANDA YAMAZAKI CENTRONERESSUCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E ENFERMAGEM: A QUALIDADE DE SERVIÇOS DE RESGATE DA REGIÃO DACAMPANHAAutores: LETICIA SILVEIRA CARDOSO MAIARA GONÇALVES BRAGA MARTA REGINA CEZAR-VAZ MARLISE CAPAVERDE DE ALMEIDA CARMEN HELENA JARDIM VAZ SÍLVIA HELENA SOARES OLIVIERARISCO DE DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM IDOSOS RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO DELONGA PERMANÊNCIAAutores: MARCELE PESCUMA CAPELETTI PADULA CAMILLA GROSSO DE OLIVEIRASATISFAÇÃO DA FAMILÍA DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAAutores: EUNICE YOCHIE TERUYASENTIMENTOS DA FAMILIA DIANTE DA INTERAÇÃO COM A EQUIPE DE ENFERMAGEMAutores: MARLUCY LIMA DE ARRUDA TERESA CRISTINA PROCHETUSO DA ANÁLISE DE CASOS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DO CUIDADO À FAMILIA DO RECEM-NASCIDOAutores: MYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILL MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIRO FLÁVIASIMPHRONIO BALBINOVISITA PUERPERAL: UMA PROPOSTA DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM MATERNO INFANTILAutores: DAYSA PERARO RAMALHO GRANDE MÁRCIA LÚCIA VERPA SASAKI
  • 6. Relação de Trabalhos Resumos
  • 7. A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE ORAL EM INDIVÍDUOS INTUBADOS. Ariude Silva Arcanjo, Rosemeire Maria da Silva, Cibele Andres SolaiIntrodução: Este estudo surgiu da prática vivenciada ao longo dos anos na assistência de enfermagem a indivíduos intubadosque tiveram seu período de permanência aumentado na Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.) devido a uma higiene oralinadequada ou até negligenciada. O cuidado com a mucosa oral em pacientes intubados, visa um tratamento global, prevençãode doenças e humanização do cuidado (Morais, 2006). Os pacientes com Tubo orotraqueal (TOT) permanecem frequentementecom a boca aberta, ocasionando a desidratação da mucosa oral e diminuição do fluxo salivar favorecendo o aumento da saburraou do biofilme lingual (matriz orgânica estagnada) levando a formação de componentes voláteis de enxofre, tais comomercaptanas e sulfidretos que têm odor desagradável e propiciam a colonização bacteriana por micro-organismos patogênicos,especialmente respiratórios (Tenovuo, 2002 apud Mello, 2008). Segundo Freire e Cols., na América Latina e no Brasil, osestudos mostram que sua incidência, para cada 100 dias de ventilação mecânica, varia de 13 a 80% ou de 2,6 a 6,2, commortalidade de 20 a 75%. De acordo com Amaral e Cols., nos pacientes internados em U.T.I., a higiene oral já é normalmenteprecária, além do fato de que esses indivíduos estão expostos a diversos outros fatores adicionais, como a dimi-nuição dalimpeza natural da boca promovida pela mastigação de alimentos duros e fibrosos e a movimentação da língua e das bochechasdurante a fala. Objetivo: Sensibilizar os profissionais de enfermagem quanto à importância da adequada higiene oral comocoadjuvante na prevenção de agravos à saúde em indivíduos intubados. Metodologia: Tratou-se de revisão bibliográfica,utilizando a Biblioteca Virtual em Saúde (LILACS), com publicações datadas entre 2004 e 2011, os descritores foram: higiene,saúde bucal, pneumonia associada à ventilação mecânica. Resultados: Foram analisados 5 artigos que respondiam aosobjetivos propostos e foi comprovado que a higiene oral é fator preponderante na manutenção da saúde bucal e na prevençãode complicações pulmonares e cardíacas em pacientes intubados. Considerações Finais: Constatou-se que todos os indivíduosem uso de TOT têm a mucosa oral prejudicada, relacionados ao uso de dispositivos orais de longa permanência, higiene oralineficaz, infecção, jejum oral por mais de 24 horas, déficit do autocuidado para higiene (NANDA, 2008), uso de antibióticos ecorticosteróides, tendo esses fatores minimizados por uma higiene oral sistematizada e adequada. O atendimento dasNecessidades Humanas Básicas, deve fazer parte do cotidiano do profissional de enfermagem cumprindo a determinação donosso Código de Ética, que preconiza a prestação de serviços de saúde livre de riscos, decorrentes de negligência, imperícia eimprudência. Torna-se papel preponderante da equipe de enfermagem a mudança deste panorama, pois cabem a estesprofissionais a adequada e sistemática higiene oral, que não é apenas uma forma de prevenção de pneumonias associadas àventilação mecânica, mas uma necessidade humana básica de higiene e conforto.Referências:Morais TMN, Avi ALRO, Camargo LFA, Knobel E, Silva A, Souza PHR. A Importância da Atuação Odontológica em PacienteInternados em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Vol. 18, n 4, 2006.Mello WR, Santos PSS, Wakim RCS, Paschoal MAG. Uso de Solução Bucal com Sistema Enzimático em Pacientes TotalmenteDependentes de Cuidados em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Vol. 20, n 2, 2008.Freire ILS, Faria GM, Ramos CS. Prevenindo pneumonia nosocomial: cuidados da equipe de saúde ao paciente em ventilaçãomecânica invasiva. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2006;8(3):377-97. Disponível em:http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a09.htmAmaral SM, Cortêz AQ, Pires FR. (2009) Pneumonia Nosocomial: importância do microambiente oral. Jornal BrasileiroPneumologia. 2009;35(11):1116-1124. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v35n11/v35n11a10.pdf.> acesso em: 09/04/2011.Garcez RM, tradutora. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2007-2008/ North American NursingAssociation. Porto Alegre (RS): Artmed; 2008.Discente do 7º semestre da Graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina,Email: ariudearcanjo@hotmail.comDiscente do 7º semestre da Graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina,Email:; rosearcanjo@hotmail.com;Docente da Disciplina de Semiologia/Semiotécnica e Cuidados Intensivos do Curso de Graduação em Enfermagem daFaculdade Santa Marcelina (Esp. Orientadora). Instrutora do Curso ATCN (Advanced Trauma Care for Nurses).Email: cibele.solai@fasm.edu.br.
  • 8. A IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE TERAPÊUTICO NO CUIDADO AO ADOLESCENTE DEPENDENTE QUÍMICO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Grasiella Bueno Mancilha*, Thais Correia Pereira**, Lívia da Silva Correia***, Reinaldo Antonio de Carvalho****, Pedro Daniel Katz*****.IntroduçãoUm dos recursos terapêuticos característicos da enfermagem psiquiátrica é a composição e manutenção do ambiente terapêutico, o qualabrange e reconhece que pessoas, local, estrutura física e clima emocional são relevantes para o tratamento.É importante ressaltar que este ambiente terapêutico é composto também como uma das principais estratégias além do oferecimento de apoioe implementação de limites como importantes ferramentas para a prática no fazer da enfermagem psiquiátrica. (1) Em ambiente hospitalar, ondeos pacientes permanecem por meses é fundamental que o ambiente habitado seja para ele local de bem estar, segurança e tranqüilidade.Características de uma estrutura física adequada contemplam um ambiente limpo, arejado e que garanta segurança e privacidade. Para tantopensamos na composição e manutenção deste ambiente terapêutico e suas principais características – estrutura física e sociointeracionais.(1)Para a pessoa portadora da dependência química o contorno que o ambiente lhe oferece é fundamental, visto que a doença traz à mesma umdistanciamento de atividades cotidianas, como atividades escolares, irregularidade dos hábitos de higiene pessoal e cuidados com aorganização do local em que vivem. Além disso, muitos trocam a noite pelo dia, tem hábito de dormirem durante o dia e usarem substânciaspsicoativas à noite. O estreitamento de repertório da pessoa com dependência química o afasta desta convivência com o outro e com seuespaço de convivência grupal. (2) Diante desta percepção da importância da construção do ambiente terapêutico, a equipe das unidadesadolescentes do Serviço de Atenção Integral ao Dependente - SAID desenvolveu um projeto denominado “Pintando a Sala de Convivência”.A sala de convivência é um espaço onde os pacientes permanecem a maior parte de seus horários livres, sendo este, um espaço de constanteinteração, assim sendo esta ação objetivou estimular e encorajar os sentimentos de pertencimento, autonomia, auto-percepção e sentimento decoletividade. ObjetivosA estrutura física, como um dos elementos do ambiente terapêutico, em dezembro de 2011 foi elaborado um projeto de pintura das salas deconvivência das unidades de internação dos adolescentes feminino e masculino do SAID. Tal projeto contou com a participação de profissionaisda equipe interdisciplinar com o envolvimento efetivo dos adolescentes internados.Os principais objetivos foramTornar um espaço mais agradável de convivência entre pacientes e profissionais;Estimular e encorajar o cuidado com o espaço vivido, ampliando o senso de pertencimento e coletividade;Integrar equipe e adolescentes no processo de (re) construção e (re) significações do espaço de convivência;Estimular e encorajar a percepção do ambiente e a capacidade de intervenção no mesmo;Delimitar espaços para os murais para a exposição de produções grupais nesta sala de convivência.Trabalhar questões relacionadas ao respeito mútuo, habilidades de comunicação, para que a pessoa saiba expressar seus desejos einsatisfações com a convivência grupal de forma mais positiva, buscando auto-percepção e além de oferecer ajuda para a resolução dosproblemas encontrados. (3)MétodoParticipação dos adolescentes em um primeiro grupo onde a equipe apresentou a proposta de “reforma” da sala de convivência, solicitando asidéias e percepções deles deste espaço e seus significados;Preparação do ambiente para o inicio da pintura, com a retirada dos trabalhos expostos em parede, preparando as paredes para seremrestauradas e pintadas.Após as paredes pintadas (de branco). Uma das paredes foi escolhida para receber uma cor diferente.Os terapeutas e adolescentes implementaram as idéias construídas no primeiro grupo, fazendo uma parede personalizada com desenho,palavras e frases escolhidas por eles;ResultadosCom estas ações e implementação concreta do fazer, promovemos e encorajamos os adolescentes a perceberem-se como agentes demudança além de incrementar as possibilidades de percepção de si e do outro, auto-estima, autonomia, pertencimento, participação efetiva,interação entre os próprios pacientes e equipe, envolvendo escuta e expressão de suas idéias, senso de capacidade e produção de vida comampliação de repertório e experimentação de atividades saudáveis e divertidas.ConclusãoA participação de construção coletiva no projeto pintando a sala de convivência contribuiu positivamente para a manutenção do ambienteterapêutico em sua característica física e sociointeracional.Esta estratégia de cuidado especial possibilitou a construção de um espaço que transformado, permitiu o desenvolvimento do sentimento depertencimento aos adolescentes além de ressoar individualmente aos sentimentos de auto-estima e capacidade de mudança externa, queampliada pode transformar também internamente.Aos profissionais possibilitou que identificassem as potencialidades e dificuldades de cada um dos pacientes ao observar sua interação eatravés destes subsídios ampliarem as abordagens aos atendimentos individuais, potencializando a qualidade da assistência, possibilitando umtratamento mais individualizado e integral.Referências Bibliográficas:Stefanelli MC, Fukuda IMK, Arantes SC. Enfermagem Psiquiátrica em suas dimensões assistenciais. Série Enfermagem. Barueri, 2008. 1ªedição. Capitulo 22; p. 395-410.Feijó RB, Oliveira de EA. Comportamento de risco na Adolescência. Jornal de Pediatria 2001; 77 (supl.): s125-s34.Godley SH, Kenney M. 2010. Implementing outpatient evidence-based treatment in a residential program. Counselor. June 11 (3). 10-6Descritores: ambiente terapêutico, adolescente, cuidado integral.
  • 9. ACOLHIMENDO A MULHER VITIMADA SEXUALMENTE: DISCURSOS DE PROFISSIONAIS DE UMA EQUIPE MULTI DISCIPLINAR Cecília Danielle Bezerra Oliveira1, Inácia Sátiro Xavier de França2, Monica Ferreira de Vasconcelos3, Estela Rodrigues Paiva Alves1, Cynthia Angélia Ramos de Oliveira1, Maria Eliane de Araújo Moreira Freire4A violência sexual contra a mulher é uma forma de controle e subordinação da sexualidade feminina e tem recebido crescente atenção dasociedade, exigindo a implantação de ações de prevenção e tratamento de agravos mulher. Vem sendo referida de maneiras diferentes aopassar dos tempos, era denominada intra-familiar passando depois a denominação de violência contra a mulher, violência doméstica e por fimviolência do gênero1. Na perspectiva do acolhimento a mulheres vitimas de violência sexual em unidades de referência para este atendimento, econsiderando que as ações implementadas por profissionais partem de sua percepção e entendimento acerca do fenômeno em foco, esteestudo buscou respostas para o seguinte questionamento: qual a percepção da equipe multiprofissional acerca do acolhimento frente à mulhervítima de violência sexual? Nesse contexto, os resultados deste estudo subsidiarão informações sobre a atuação dos profissionais de saúde emuma unidade especializada, para melhoria da assistência da saúde à mulher vítima deste tipo de agressão e direcionar os acadêmicos eprofissionais interessados nesta temática. OBJETIVO: investigar a percepção de uma equipe multiprofissional frente ao acolhimento à mulhervítima de violência sexual. MÉTODO: Trata-se de um estudo de caráter descritivo com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em umhospital público de referência em atendimento às mulheres vítimas de violência sexual do município de João Pessoa. A opção por esse localrelaciona-se às atividades laborais de profissionais que atuam frente a mulheres vítimas de violência sexual. A população foi constituída portodos os profissionais que atuam no atendimento as mulheres vítima de violência sexual. A amostra foi composta por 01 (um) médico(a), 01(um) enfermeiro(a), 01(um) psicólogo(a) e 01 (um) assistente social que atuem na equipe multiprofissional do Programa de Apoio as MulheresVítimas de Violência Sexual (PAMVVS), tendo como critério de inclusão da amostra apresentarem disponibilidade e interesse em participar doestudo. Na coleta de dados optou-se pelo questionário como instrumento, contendo questões pertinentes aos objetivos do estudo, composto deforma mista, as pesquisadoras obedeceram às recomendações contidas na Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), osdados foram analisados através da Técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). RESULTADOS: Para caracterização dos participantes doestudo foram consideradas as seguintes variáveis: profissão, sexo, e estado civil. A amostra constou de 04 (quatro) participantes, sendo 01médico, 01 enfermeiro, 01 psicólogo e 01 assistente social. Destes participantes evidencio-se que 03 são do sexo feminino e 01 do sexomasculino. Em relação ao estado civil, 01 é viúvo, 02 são divorciados e 01 vive em união estável. Conforme os dados obtidos na investigação,dispomos os discursos dos sujeitos participantes do estudo em forma de discurso coletivo, donde extraiu-se as idéias centrais (IC), seguidos deanálise e discussões. Quanto ao questionamento “Para você, o que é acolhimento?” O discurso dos participantes do estudo, possibilitou aextração de duas idéias centrais, a saber: IC 1) Atendimento em ambiente adequado . DSC - ... inicialmente deve-se ter um espaço físicobastante adequado... ambiente estritamente sigiloso... sala adequada para exames e procedimentos... sala sem interferências... espaço deescuta. IC 2) Atendimento humanizado. DSC - ... acolhimento médico humanizado... ato ou efeito de acolher... atenção, consideração...recepção carinhosa... é ver a pessoa como todo... é ouvir.... recebimento do paciente com respeito e dignidade. Considerando as idéias centrais1 e 2 ressalta-se que a adequação do ambiente para garantir conforto, espaço para diálogos, encontros e trocas é uma sugestão para aimplantação do acolhimento nos serviços de saúde, mas, se faz necessário entender que o acolhimento não envolve só espaço físico e sim umposicionamento ético do profissional, onde o individuo compartilha as angústias e se responsabiliza em abrigar outrem, destacando-se aindaque a humanização das ações receptoras dos usuários é uma possibilidade de entendimento do acolhimento, e que contribui positivamentepara a implantação do mesmo na dinâmica das unidades. Em resposta ao questionamento “Como você entende a relação equipe – mulherviolentada?” Identificamos uma idéia central, IC 1) Relação acolhedora. DSC - ... pautada no respeito para evitar uma segunda violência ... naescuta ... no acolhimento ... estabelecendo vinculo de confiança e segurança... sem fazer juízo de valores. Estabelecer relações acolhedorasentre usuário e profissionais de saúde onde existe o compromisso e responsabilidade pela saúde do usuário, valorizando o doente e não adoença é um desafio para mudança do modelo de atenção a saúde fundamentada na visão biomédica. Com base no exposto, manter umarelação acolhedora com as usuárias do programa torna o atendimento humanizado, vale ressaltar que tal atitude estabelece um vinculo deconfiança e respeito fortalecendo um elo que é alicerce importante para a continuidade da assistência. CONCLUSÃO: Entende-se que aviolência sexual é uma violação dos direitos humanos, reprodutivos e sexuais da mulher; causando agravos imediatos e tardios. Diante dessesagravos à saúde da mulher, se faz necessário que os serviços de saúde estejam preparados para receber de forma acolhedora pessoas emsituação de violência. Baseando-se nos resultados obtidos, pode-se observar que a percepção acerca do acolhimento é intrínseca de cadaindividuo e os seus discursos apresentam uma visão relacionada a postura do profissional e a estrutura física do serviços, contudo valeressaltar que para promover um atendimento acolhedor também se faz necessário que a equipe promova suas ações voltadas pararesolutividade das necessidades das usuárias, fortalecendo a busca pela integralidade e da equidade, afim de garantir a satisfação econtinuidade do tratamento por parte destas mulheres.Descritores: Acolhimento, Violência sexual, Compreensão1. Rezende Edson José Carpintero, Araújo Tânia Maria, Moraes Maria Antonieta Siqueira, Santana Judith Sena da Silva, Radicchi Ronaldo.Lesões buco-dentais em mulheres em situação de violência: um estudo piloto de casos periciados no IML de Belo Horizonte, MG. Rev. bras.epidemiol. [periódico on line]. 2007 [capturado em 01 mar 2012] ; 10(2): 202-214. Disponível em:http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2007000200008&lng=pt.2. Garcia Marilúcia Vieira, Ribeiro Lindioneza Adriano, Jorge Miguel Tanús, Pereira Gustavo Resende, Resende Alexandra Pires.Caracterização dos casos de violência contra a mulher atendidos em três serviços na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Cad. SaúdePública [periodic on line]. 2008 [capturado em 01 mar 2012]; 24(11): 2551-2563. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008001100010&lng=en3. Oliveira Eleonora Menicucci de, Barbosa Rosana Machin, Moura Alexandre Aníbal Valverde M de, von Kossel Karen, Morelli Karina, BotelhoLuciane Francisca Fernandes et al . Atendimento às mulheres vítimas de violência sexual: um estudo qualitativo. Rev. Saúde Pública [periodicoon line]. 2005 [capturado em 01 mar 2012] ; 39(3): 376-382. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102005000300007&lng=en.1. Enfermeira Mestranda - Programa Associado de Pós-graduação em Enfermagem UPE/UEPB – cecilia.dani@hotmail.com.2. Enfermeira Doutora – Universidade Estadual da Paraíba3. Enfermeira Mestranda em Enfermagem – Universidade Federal da Paraíba4. Enfermeira Mestra – Universidade Federal da Paraíba
  • 10. ACOLHIMENTO DE ENFERMAGEM A GESTANTES COM DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL DE ANOMALIA CRANIOFACIAL NO HRAC/USP Cleide Carolina da S. D. Mondini1, Cassiana Mendes B. Fontes2, Isabel Aurelia Lisboa3, Márcia T. Shinomia4, Maria Irene Bachega5.Introdução: O Hospital de Reabilitações de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP), conhecidocarinhosamente como “Centrinho”, é considerado um centro de referência e excelência pela Organização Mundial da Saúde, Ministérioda Saúde e Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. A fissura labiopalatina é uma anomalia congênita considerada mais comum,caracterizados por aberturas anatômicas anormais de lábio e de palato. Desenvolvem-se na 8ª semana do período embrionário paralábio e rebordo alveolar e 12ª para palato. No período pré-natal é possível diagnosticar a malformação através da ultrassonografia,exame de diagnóstico por imagem, sendo possível intervir nas fissuras somente a partir do nascimento da criança. A gestação é umperíodo em que a mulher passa por diversas mudanças que envolvem tanto aspectos fisiológicos, quanto emocionais. A gravidez é umperíodo ideativo em que a mulher constrói a imagem de um bebê ideal, perfeito e sadio, sendo dessa forma inevitável os sentimentos,as reações dos pais, principalmente da gestante, ao receber o diagnóstico de um filho com malformação craniofacial. O que deveria serentão um momento de alegria e satisfação torna-se doloroso, dando lugar ao luto, aflição e a desorganização emocional. Objetivos:Identificar e caracterizar as principais reações emocionais, as freqüências absolutas e relativas e os domínios dos diagnósticos deenfermagem de gestantes e familiares, mediante o impacto do nascimento de um filho com fissura labiopalatina,1. Doutora em Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas pelo HRAC/USP, Bauru/SP – Brasil, Chefe técnica do Serviço deEnfermagem do HRAC/USP – Bauru cmondini@usp.br ; 2.Doutora em Saúde do Adulto pela Escola de Enfermagem da Universidadede São Paulo (EEUSP), docente da Escola de enfermagem da UNESP/ Botucatu; 3. Enfermeira Chefe do serviço de enfermagem doHRAC/USP- Bauru; 4. Enfermeira Chefe do serviço de enfermagem do Ambulatório do HRAC/USP- Bauru e5. Doutora em Pediatria pela Fac. de medicina de Botucatu-UNESP e chefe de departamento hospitalar do HRAC/USP- BauruPesquisa desenvolvida com o apoio financeiro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e Conselho Nacionalde Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – 2009/2010.defeito congênito comum caracterizado por aberturas anatômicas anormais de lábio e de palato, e proporcionar um acolhimento deforma que ajudasse a mãe e sua família a superar esta fase inicial e prepara-los para o nascimento do bebê. Método: A partir deabordagem qualiquantitativa e pesquisa descritiva, realizaram-se entrevistas semi-estruturadas com 18 gestantes atendidas no Hospitalde Reabilitações e Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo no período de outubro de 2008 a abril de 2009. Resultados:Mediante a análise de conteúdo dos dados, constatou-se que as principais reações emocionais apresentadas pelas gestantes foram:choro; susto; culpa; preocupação; tristeza; apreensão; medo; nervosismo; surpresa; angústia; choque; depressão; equilíbrio;insegurança; lamentação; luto; e “sem ação”. A partir dos dados coletados foram elaborados 10 (100%) diagnósticos de enfermagemagrupados em 4 (100%) domínios. Os diagnósticos de enfermagem em seus respectivos domínios foram: ansiedade, disposição paraenfrentamento aumentado, medo, pesar, disposição para enfrentamento familiar aumentado e enfrentamento familiar comprometido nodomínio enfrentamento/tolerância ao estresse; controle familiar ineficaz do regime terapêutico e disposição para controle aumentado doregime terapêutico no domínio promoção da saúde; disposição para paternidade/maternidade melhorada no domínio auto percepção edisposição para autoconceito melhorado no domínio papéis e relacionamentos. Conclusão: Os resultados deste estudo provêmsubsídios para a atuação do enfermeiro na sistematização da assistência de enfermagem e o acolhimento a gestante, além de nosremeter a reflexões sobre a importância do preparo da equipe multi e interdisciplinar em ações que visem a humanização doatendimento nos serviços de saúde, bem como capacitar os pais para receberem seu bebê, reforçando o vínculo materno-infantil, epromovendo qualidade de vida para a gestante, seus familiares e futuro bebê.Palavras-chave: Acolhimento; Anormalidades Craniofaciais; Diagnóstico de Enfermagem.Referências1.Barros ALBL. Classificação de diagnóstico e intervenção de enfermagem: NANDA-NIC. Acta Paul Enferm 2009;22:864-7.2.Carvalho QCM, Cardoso MVLML, Oliveira MMC, Lúcio IML. Malformação congênita: significado da experiência para os pais. Ciênccuid saúde 2006;5(3):389-97.3.Conde A, Figueiredo B. Ansiedade na gravidez: implicações para a saúde e desenvolvimento do bebê e mecanismos neurofisiológicosenvolvidos. Acta Pediátr Portuguesa 2005;1(36):41-9.4.Conde A, Figueiredo B. Preocupações de mães e pais, na gravidez, parto e pós-parto. Anál Psicol 2007;25(3):381-98.5.Fontes CMB. Fissuras lábio-palatais: diagnósticos de enfermagem no pré e pós-operatório [dissertação]. São Paulo (SP): Escola deEnfermagem da Universidade de São Paulo; 2001.6.Klaus M, Klaus P. Seu surpreendente recém-nascido. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2001.7.Johnson N, Sandy JR. Prenatal diagnosis of cleft lip and palate. Cleft Palate-Craniofac J 2003;40(2):186-9, 2003.8.Lago CP, Nunes MLT. Reações, sentimentos, atitudes de mães de portadores de fissuras lábio-palatais e causas atribuídas àmalformação. Rev Odonto Ciênc 2002;17(37):223-30.9.Lago CP, Nunes MLT. Mães de crianças portadoras de fisuras lábio-palatais: luto ou pesar crônico. Barbarói 2003;(19):65-73.10.Pereira SVM, Bachion MM. Diagnósticos de enfermagem identificados em gestantes durante o pré-natal. Rev Bras Enferm2005;58(6):659-64.11.Trindade IEK, Silva Filho OG. Fissuras labiopalatinas: uma abordagem interdisciplinar. São Paulo (SP): Editora Santos; 2007.
  • 11. APLICABILIDADE DOS INSTRUMENTOS COM OS SINAIS DE ALERTA COMO ESTRATÉGIA PARA O ACIONAMENTO DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA: ADULTO E PEDIÁTRICO INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA CATARINA/ SP Santos MS, Moreira AJ, Florentino EDG, Prado SP, Oliveira DPSIntrodução:O Time de Resposta Rápida trata-se de uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas querealiza atendimento a pacientes com deteriorações orgânica, por meio do Código Amarelo implantado na instituição em maio2011. O Código Amarelo é um plano de emergência em que o enfermeiro das unidades de internação solicita a avaliação doTime de Resposta Rápida para otimizar o atendimento às urgências/emergências, caso ocorram na ausência do médico titulardo paciente. Para isso, foi elaborado dois instrumentos -Acionamento Time de Resposta Rápida - Código Amarelo Adulto ePediátrico,que contemplam as variáveis relacionadas ao tempo de atendimento, sinais de deterioração clínica conforme descritono Bundle do Time de Resposta Rápida, os sinais de alerta dos protocolos clínicos de gravidade gerenciados.Objetivo:Analisar a aplicabilidade do instrumento estruturado de acionamento do Time de Resposta Rápida, utilizados nos pacientescríticos nas unidades de internações, no qual irá possibilitar a tomada de decisão baseado nas melhores práticas assistenciais.Metodologia:Trata-se de um estudo de natureza descritiva e exploratória em caráter qualiquanti, sobre a aplicabilidade dos atendimentosrealizados pelo Time de Resposta Rápida. Para a elaboração do instrumento de coleta de dados utilizou-se de revisãobibliográfica no período de 5 anos em bases de dados internacionais e nacionais. Com base nestas considerações, oinstrumento foi implementado para viabilizar o atendimento dos pacientes em situações de urgência/emergência.Resultados:Analise dos dados período de maio a agosto 2011. Adulto total 225, 96,8%(218) permaneceram na Unidade de internação,3,2%(38) foram transferidos para UTI, Pediátrico total 31, 61,2%(19) permaneceram na Pediatria e 38,8(12) foram transferidospara UTI.A principal queixa de ambas as populações estão relacionadas ao comprometimento respiratório. Desfecho dos 38pacientes adulto transferidos para UTI 2,6%(1) óbito <24h após atendimento, 21%(8) óbito >24h após atendimento 55,2%(21)alta hospitalar, 21%(8) permanece internados até a presente data, os pacientes pediátricos transferidos para UTI, 100%(12)foram de alta hospitalar.Conclusão:O instrumento para acionamento do Time de Resposta Rápida apresentado mostrou-se pertinente e exeqüível nos atendimentosaos pacientes sob situação de urgência/emergência nas unidades de internações, além de facilitar o raciocínio do processodiagnóstico, permitindo a sua identificação com maior segurança e menor tempo.
  • 12. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIA AOS PACIENTES SUBMETIDOS ÀS CIRURGIAS COLORRETAIS Helena Megumi Sonobe1; Vanice Soares Lopes2; Marco Gimenes dos Santos3;Luciana Scatralhe Buetto4; Nariman de Bortucan Lenza5; Mariza Silva de Lima6Resumo: Introdução:No período pré-operatório o paciente necessita de um espaço para esclarecer dúvidas e muitas vezes as situações de preparopodem deixá-los constrangidos e aumentar a ansiedade. Sendo assim, a equipe de enfermagem, que tem a oportunidade decontato permanente nas 24 horas da internação hospitalar, pode assegurar maior conforto e segurança.Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal que teve por objetivos caracterizar o perfil sociodemográfico,clínico e de tratamentos prévios de pacientes com patologias colorretais submetidos às cirurgias eletivas, em um hospitalterciário; e identificar os cuidados de enfermagem no período pré-operatório recebidos por essa clientela. A coleta de dados foirealizada por meio de um instrumento que contemplou informações de identificação, dados sociodemográficos, sobre otratamento cirúrgico e uma listagem de cuidados pré-operatórios, no período de agosto a novembro de 2011, analisada comestatística descritiva (CEP/EERP-USP No. 1293/2011).Resultados: A amostra do estudo foi constituída de 25 pacientes, submetidos às cirurgias coloproctológicas de médio e grandeportes, com predomínio de pacientes com idade acima de 60 anos 11 (44%), do sexo feminino 16 (64%,) casados 18 (68%) ecom 1° grau completo 12 (48%); 7 (28%) procedentes de Ribeirão Preto, 17 (68%) de cidades da Divisão Regional de Saúdede Ribeirão Preto, 1 (4%) da grande São Paulo e 1(4%) de Minas Gerais; 15 (60%) não permaneceram com acompanhantes;com média de internação foi entre 7 a 10 dias; tratamentos prévios à cirurgia, 4(16%) pacientes haviam realizado seguimentoclínico; 6 (24%) quimioterapia antineoplásica; 5 (20%) radioterapia; 2 (8%) já haviam sido submetidos às cirurgias colorretais; asinternações estavam relacionados às situações clínicas que envolviam trauma colônica e presença de massa abdominal epélvica, pólipos intestinais e complicações de doença inflamatória intestinal, complicações pós-operatórias de cirurgias edoenças oncológicas coloproctológicas; e apenas 3 (12%) pacientes apresentaram complicações pós-operatórias (hemorragia,dor e constipação). Em relação aos cuidados pré-operatórios relatados houve predomínio com 25 (100%) indicações:identificação do leito, orientação sobre jejum e cirurgia e verificação de sinais vitais; com 24 (96%) referências positivas: retiradaroupa íntima, verificação de alergias e acesso venoso periférico; com 23 (92%) citações a identificação de paciente e instalaçãode soroterapia; o encaminhamento de documentação ao centro cirúrgico obteve 22 (88%) citações; preparo colônico de três diasfoi relatado 21 (84%) vezes; antropometria foi lembrada por 20 (80%) pacientes; orientações sobre rotinas da unidade 19 (76%);15 (60%) citações para orientação da família sobre a cirurgia, retirada de joias, relógio e prótese dentária, e fornecimento deroupa privativa do centro cirúrgico; 14 (56%) relatos sobre banho corporal com clorexidina e glicosimetria.Conclusão: Considerando o perfil sociodemográfico dos participantes deste estudo acreditamos que alguns aspectos necessitamser repensados para aprimorar o planejamento da assistência de enfermagem. Por outro lado, ressalta-se a dificuldade deidentificação dos profissionais que prestaram os cuidados relatados pelos pacientes. No entanto, o que ficou evidenciado foi adificuldade dos pacientes determinarem o profissional que realizou estes cuidados. Há necessidade de outros estudos paraaprofundar sobre os motivos que levam a falta de conhecimento do paciente sobre a categoria do profissional, que prestacuidado na unidade de internação cirúrgica.Descritores: Enfermagem Perioperatória, Procedimentos pré-operatórios, Cirurgia colorretal, Assistência ao paciente.REFERÊNCIASCHRISTOFORO, B.E.B.; CARVALHO, D.S. Cuidados de enfermagem realizados ao paciente cirúrgico no período pré-operatório.Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 43, n. 1, Mar. 2009.JORGETTO, G.V.; NORONHA, R. ; ARAÚJO, I. E. Assistência de enfermagem aos pacientes cirúrgicos: avaliação comparativa.Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 7, n.3, p.273-77, 2005. Disponível em http:// www.fwn.ufg.br/Revista/revista7 3/original 03htm.ROCHA, J.J.R. Coloproctologia: Princípios e Práticas. 2a. ed. São Paulo, Ed. Atheneu, 2011.ROTHROCK J.C., McEWEN, D. R. Alexander: Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. 13ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,2007.
  • 13. ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM À FAMÍLIA DO PACIENTE ONCOLÓGICO ADULTO: EVIDÊNCIAS PARA CONSTRUÇÃO DE PROTOCOLOS Keila de Oliveira Lisboa Sanchez, Margareth Angelo, Carolina Cavalcante dos Santos , Christiane Omosako, Silvia Vieira Lima, Maria Rita da SilvaIntrodução: Viver um processo de perda, seja como conseqüência de sofrer uma doença grave ou pela morte de um entequerido, é uma das situações de maior impacto para a pessoa. Um dos principais fatores que influenciam o ajuste da pessoa é omanejo adequado da informação e da comunicação por parte de todos os envolvidos no processo (paciente, profissionais efamília) nos diferentes contextos. Os indicadores que facilitam a comunicação efetiva no contínuo da doença correspondem àimportância do tempo dedicado, a demonstração de cuidado, o reconhecimento emocional e a preservação da esperança (1). Otratamento bem sucedido em ambos os aspectos, físico e psicológico, depende do enorme desafio de haver habilidades decomunicação de profissionais de saúde, pacientes e suas famílias. Com o reconhecimento da complexidade e dificuldade decomunicação no cuidado oncológico, se faz necessária uma abordagem planejada para facilitar o rápido desenvolvimento eimplementação de intervenções baseadas em evidências nesta área (2).Objetivo: O estudo teve como objetivo fazer uma revisão da literatura para fundamentar a elaboração posterior de um protocolode atendimento de enfermagem à família do paciente oncológico adulto.Método: O trabalho utilizou a técnica de revisão bibliográfica seguindo o referencial metodológico de Salomon (3) que preconiza arealização sistematizada e coordenada de uma revisão dos dados empíricos sobre um tema a partir das bases de dadosdisponíveis. Uma busca abrangente da literatura foi conduzida, cobrindo a literatura científica relevante de 2001 à 2012, nosidiomas Português, Inglês e Espanhol, referente à comunicação entre pacientes oncológicos adultos, suas famílias eprofissionais de saúde. As bases de dados PubMed, CINAHL, PsycINFO, Cochrane, Scopus, Web of Science e a BibliotecaLILLACS, foram pesquisadas contendo os seguintes descritores: Família; Profissionais da saúde; Comunicação e Câncer. Foramencontrados 442 artigos e destes, selecionados 24 artigos.Resultados: Os estudos selecionados, após as buscas nas bases de dados, foram agrupados e classificados nos seguintestemas: Características da comunicação entre paciente oncológico, sua família e profissionais de saúde; Fatores relacionados àrevelação do diagnóstico e prognóstico ao paciente e sua família; Apoio recebido por familiares antes e após a morte dopaciente; Qualidade do cuidado prestado a pacientes e familiares pelos profissionais de saúde; Desenvolvimento eimplementação de programas e estruturas para melhorar o atendimento aos pacientes e suas famílias; Desenvolvimento deferramentas para avaliar as necessidades de cuidado.Conclusão: Os temas selecionados neste trabalho revelam, de forma objetiva, o que os autores têm abordado na literatura sobrecomunicação entre pacientes oncológicos adultos, seus familiares e os profissionais de saúde. As evidências resultantes darevisão da literatura constituem fundamentação significativa para a construção de protocolos de intervenção e de cursos eprogramas de capacitação de enfermeiros, que facilitarão a implementação de intervenções de enfermagem junto à família dopaciente oncológico adulto.Referência Bibliográfica:1- Cunill M., Serdà B-C. Características de la comunicación con enfermos de cáncer en el contexto sanitario y familiar.Psicooncología 2001; 8 (1): 65-79.2- Schofield PE, Butowb PN. Towards better communication in cancer care: a framework for developing evidence-basedinterventions Patient Education and Counseling 2004; 55: 32–39.3- Salomon DV. Como fazer uma monografia: elementos de metodologia do trabalho científico. Belo Horizonte: Interlivros; 1973.Descritores: Família; Profissionais da saúde; Câncer.Enfermeira, Mestre pelo Programa de Pós-Graduação do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de SãoCarlos, Membro do Grupo de Estudos de Enfermagem em Família da Universidade de São Paulo - SP, Brasil. E-mail:keilalsanchez@yahoo.com.brEnfermeira, Professora Titular do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola de Enfermagem daUniversidade de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Estudos de Enfermagem em Família da Universidade de São Paulo -SP, Brasil.Graduanda da Escola de Enfermagem da Universidade de São PauloGraduanda da Escola de Enfermagem da Universidade de São PauloEnfermeira, Gerente de enfermagem do Instituto do Cancer do Estado de São Paulo -ICESPEnfermeira, Diretora de Enfermagem do Instituto do Cancer do Estado de São Paulo -ICESP
  • 14. AUDITORIA EM ENFERMAGEM EM TESES E DISSERTAÇÕES Ricardo Quintão Vieira, Maria Cristina SannaIntrodução: A Auditoria de Enfermagem é realizada por meio de registros em prontuários ou do exame direto das condições dos pacientes1,caracterizada principalmente pela relação entre procedimentos realizados e gastos associados, ou ainda, a relação entre qualidade e custos deassistência2,3. Na literatura científica, enfermeiros expressam a necessidade de pesquisas nesse campo administrativo, incluindo teses edissertações, produzidos em grupos de pesquisas e/ou programas de pós-graduação. Essas fontes de informação podem fornecer dados quedemonstram a interação entre a academia e necessidades mercadológicas ou econômicas requeridas do enfermeiro auditor em instituições desaúde. Objetivo: caracterizar a produção científica sobre Auditoria em Enfermagem em teses e dissertações brasileiras. Método: estudobibliométrico, cuja análise baseou-se em três fontes. A primeira foi o arquivo “Pesquisa e Pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas emEnfermagem (CEPEn), criado pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e mantido pela Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Essa basemantém registros referenciais de teses e dissertações de Enfermagem defendidas entre 1956 a 2008, uma abrangência cronológica relevantepara caracterizar o tema proposto. Foram pesquisadas todas as referências por meio de busca com a palavra-chave “Auditoria de Enfermagem”em campo de assunto. Como segunda fonte de informação, foi utilizada a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) do InstitutoBrasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Por último, foi consultada a BVS. Nas duas últimas fontes, foram utilizadas a mesmaexpressão de busca em campos de assunto ou título, excluindo-se os resultados repetidos. Após a seleção de dados, foi criada base de dadosem forma de planilha eletrônica, onde foram lançadas as seguintes informações: tipo de documento, ano de defesa, local de defesa, método depesquisa, população de pesquisa e palavras-chave. Todas as variáveis foram analisadas por meio de cálculo de frequência absoluta e relativa.Para análise temática das palavras-chave, utilizou-se o método de indexação bibliotecária por meio do Tesauro do Ministério da Saúde, uminstrumento de controle terminológico que possibilitou extrair Termos Simples, Termos Gerais e Categorias, representando níveis hierárquicostemáticos. Não houve necessidade de submissão do projeto de pesquisa a Comitê de Ética em Pesquisa por se tratar de pesquisa em registrospúblicos. Resultados: Foram recuperados 13 documentos, sendo 11 diferentes no CEPEn, dois diferentes na BVS e nenhum documentodiferente na BDTD, abrangendo o espectro temporal de 1977 a 2007 ( 30 anos). Há cerca de 5.900 registros no catálogo CEPEn, sendo queAuditoria em Enfermagem representou apenas 0,22% do total, um resultado reduzido em meio ao contexto de necessidade da participação daEnfermagem em programas de qualidade, tema constante em eventos científicos e programas de acreditação hospitalar. A maioria dosdocumentos concentrou-se em dissertações (46%), seguidas de teses de livre-docência (31%) e teses de doutorado (23%), demonstrando queo assunto foi discutido em níveis acadêmicos mais exigentes. A década de 1970 foi responsável por 15% do total de produção, 1980 por 15%,1990 por 8% e, finalmente, 2000 por 62%. Esse aumento pode estar relacionado à aprovação da Resolução COFEN n. 266 / 20014, relacionadaàs atribuições do enfermeiro auditor. A relação entre uma resolução e o aumento de pesquisas denota que as ações profissionais eacadêmicas podem se estar interligadas. As teses e dissertações foram defendidos na Bahia (15%), Paraná (8%), Rio de Janeiro (38%) e SãoPaulo (38%), sendo que a Região Sudeste assumiu a liderança na produção científica, o que pode ser conseqüência da concentração deprogramas de pós-graduação senso estrito em Enfermagem nessa região. Cerca de 54% dos documentos apresentaram, de forma clara, ométodo utilizado, de forma simultânea ou não: pesquisa bibliográfica (uma menção), documental (uma), estudo descritivo (duas), qualitativo(três) e quantitativo (três). Foram utilizadas as seguintes fontes de pesquisa: entrevistas com administradores hospitalares (uma menção),documentos não especificados (uma), planos de cuidados (uma), prescrições de enfermagem (uma), relatórios de qualidade (uma), entrevistascom pacientes (duas), entrevistas com enfermeiros (quatro) e prontuários (cinco). Em relação às palavras-chave, foram agrupados 38 TermosSimples diferentes com 63 menções, cujas maiores freqüências foram: “Auditoria de Enfermagem” com sete menções (11%), “Auditoria” e“Cuidados de Enfermagem” com cinco (8%) cada, “Qualidade de Assistência à Saúde” com quatro (6%), “Avaliação de Enfermagem” e“Hospitais Universitários” com três (5%) cada, seguidos de “Enfermeiros Administradores”, “Processos de Enfermagem”, “Qualidade dosCuidados de Saúde” e “Serviços de Enfermagem” com duas (3%) cada. O restante das palavras-chave com apenas uma menção correspondeua 44% do total. A partir dos Termos Simples, houve correspondência com vocabulário controlado de 65% de Termos Gerais, que possibilitouanálises temáticas mais abrangentes. Foram listados 33 Termos Gerais com 71 menções, distribuídos em “Serviço Hospitalar de Enfermagem”com oito (11%) menções, “Auditoria” com sete (10%), “Gestão do SUS” com cinco (7%), “Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde”,“Hospital” e “Serviços de Saúde” com quatro (6%) cada, “Cuidados de Enfermagem”, “Enfermagem”, “Equidade em Saúde e Social” e “VigilânciaSanitária” com três (4%) cada, “Agravos à Saúde”, “Gerência em Saúde”, “Prestação de Cuidados de Saúde”, “Recursos Humanos deEnfermagem no Hospital” com duas (3%) menções cada. Cerca de 60,5% dos Termos Simples corresponderam a uma ou mais categoriastemáticas presentes no tesauro, resultando em seis categorias e 49 menções, distribuídos em “Administração em Saúde” e “Atenção à Saúde”com 20 menções (41%) cada, “Economia da Saúde” com três (6%), “Agravos à Saude”, “Epidemiologia” e “Vigilância à Saúde” com duas (4%)cada. Destaca-se a harmonia entre “Administração em Saúde”, área focada na gestão (pessoas, recursos, entre outros) e “Atenção à Saúde”,focada em intervenções de promoção à saúde. Essa análise temática demonstra o potencial estratégico da Enfermagem de conciliar aassistência e a administração como pilar fundamental na qualidade. Conclusão: apesar dos poucos documentos recuperados das fontes deinformações, as teses e dissertações apresentaram como características mais frequentes: pesquisas em pós-graduação em níveis de doutoradoou livre-docência, defendidos na década de 2000 e na Região Sudeste, investigando prontuários e enfermeiros, com leve tendência temática deabordagem hospitalar e por último, enfocando os processos de trabalho administrar e assistir em interação na Auditoria em Enfermagem.Referências1- Kurcgant P. Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU; 1991.2- Motta AL. Auditoria de Enfermagem no processo de credenciamento. São Paulo: Iatria, 2003.3- Motta AL. Auditoria de Enfermagem nos hospitais e planos de saúde. São Paulo: Iatria, 2003.4-Resolução do Conselho Federal de Enfermagem n. 266, 5 de outubro de 2001. Dispõe sobre o desenvolvimento da função do enfermeiroauditor. 2001. [acesso em 22 de fevereiro de 2012]. Disponível em: http://site.portalcofen.gov.br/node/4303Graduando do sétimo semestre de Enfermagem pela Universidade Nove de Julho – UNINOVE. Graduado em Biblioteconomia e Documentaçãopela USP. Bibliotecário do Senac-SP. Membro do Grupo e Estudos e Pesquisa em Administração em Saúde e Gerenciamento em Enfermagem(GEPAG), da UNIFESP.Doutora em Enfermagem, com Pós-Doutorado em História da Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da UFRJ. PesquisadoraIndependente. Orientadora Credenciada junto à Pós-graduação senso estrito da UNIFESP. Pesquisadora do GEPAG.
  • 15. AVALIAÇÃO DA EQUIVALÊNCIA SEMÂNTICA DO “ SHIELDS & TANNER QUESTIONNAIRES” Tammy O’Hara Neves Silva , Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro, Myriam Aparecida Mandetta PettengillIntrodução: O Modelo de Cuidado Centrado na Família-CCF tem sido preconizado como ideal por pesquisadores em todo omundo, para ser aplicado por profissionais da área de saúde no cuidado aos pacientes e suas famílias, nas mais diversasinstituições de atendimento à saúde, desde a década de 1960. Nesta perspectiva, a família é considerada central e constante navida de recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos, pois é sua fonte primária de força e suporte. Desta forma, suaindividualidade e a diversidade são reconhecidas e suas competências reforçadas. Os pressupostos centrais do CCF são: adignidade e o respeito; a informação compartilhada; a participação e a colaboração. Nos últimos 20 anos, tem se verificado umgrande número de produções bibliográficas com esta temática na literatura internacional, revelando desde sua história,implantação em diversos contextos, como mais recentemente medidas de avaliação de resultados. A literatura aponta o CCFcomo um modelo de cuidado ideal, cuja implementação demanda melhor compreensão, visto que ainda não se constitui umaprática cotidiana nas instituições de assistência à saúde. O motivo da distância entre teoria e prática tem sido pesquisado emestudos internacionais, cujos autores vêm propondo instrumentos para medir a percepção do CCF de profissionais e família navivência do processo saúde-doença. No Brasil, ainda não existem estudos de avaliação da percepção do CCF que utilizeminstrumento de medida capaz de apreender de maneira sistemática e uniforme a perspectiva de quem cuida e de quem écuidado, para direcionar a formação de profissionais e a qualificação dos serviços para o atendimento à família. O instrumentocriado por duas pesquisadora australianas, o “Shields & Tanner Questionnaires” encontra-se em fase de aplicação em diversoscontextos de cuidado na literatura internacional. O objetivo é avaliar a percepção dos profissionais da equipe de saúde e dafamília em relação ao CCF nas unidades pediátricas. A avaliação da equivalência semântica refere-se à transferência deconceitos do instrumento original para a nova versão, envolvendo vários passos: (1) tradução do instrumento original para oidioma da cultura alvo originando duas ou mais versões; (2) retrotraduções das versões para a língua original; avaliação daequivalência entre as retrotraduções e o instrumento original por um tradutor bilíngue; (3) avaliação da equivalência dosinstrumentos sob às perspectivas denotativa e conotativa; (4) identificação de problemas de cada uma das atividadespregressas;(5) pré-teste com grupo de indivíduos da população-alvo ( 69).Objetivo: descrever a etapa de avaliação da equivalência semântica para a língua portuguesa brasileira do Shields & TannerQuestionaires.Método: trata-se de estudo quantitativo de desenvolvimento metodológico de instrumento de medida. O projeto foi aprovado peloComitê de Ética em Pesquisa da Instiuição. As fases de Tradução e Retrotradução do instrumento de foram realizadas portradutores com domínio nas línguas inglesa e portuguesa brasileira. Também foi composto um painel de especialistas com setesujeitos sendo: três pesquisadores sobre a temática de família, um profissional da área da saúde especialista em pediatria, umprofissional da área da saúde especialista em neonatologia, um representante de família de criança e um representante defamília de RN, para avaliar a equivalência semântica do instrumento após a avaliaçao da retrotraduçao por um dos autores doinstrumento. A fase de pré-teste do instrumento esta sendo realizada com famílias de crianças hospitalizadas em unidades declínica e cirurgia pediátrica, unidades de cuidados intensivos pediátricos e neonatais; e com profissionais de saúde que atuamnas referidas unidades, de um hospital universitário no Município de São Paulo, após assinatura do Termo de ConsentimentoLivre e Esclarecido. Foi construído um instrumento para avaliar a concordância entre as versões preenchidas pelos tradutores, epara a avaliação dos especialistas., com espaço para comentários. Para analise dos dados foi estabelecido nível deconcordância mínimo de 80%, em cada item.Resultados: a análise do nível de concordância das etapas de tradução foi de 100% nos itens 1,2,3,4,5, 10,11,12,13,14,15, 19,20e de 90% nos itens 6,7,8,9, 16,17, 18. e de 100%para a etapa de retrotraduçao.Conclusão: o instrumento apresentou avaliação satisfatória da equivalência conceitual pois houve nível de concordância acimade 80% . A partir disso as demais etapas da validação poderão ser cumpridas, a fim de disponibilizar o instrumento para seraplicado no contexto brasileiro, contribuindo para a implementação do CCF em unidades pediátricas.Referências: 1) Jolley J, Shields L. The evolution of family-centered care. J. Pediatr. Nurs. 2009; 24(2):164-70. 2) Shields l, PrattJ, Hunter J. Family centred care: a review of qualitative studies. J. Clin. Nurs. 2004; 15(10);1317-23. 3) Institute for Patient andFamily Centered Care. The core concepts of patient and family-centered care. Disponível em: http://www.ipfcc.org/faq.html.Acessado em 12 de julho de 2011. 4) Shields L. Questioning family-centered care. J. Clin. Nurs. 2010; 19(17-18): 2629-38. 5)Reichenheim M F, Moraes CL. Operacionalização de adaptação transcultural de instrumentos de aferição usados emepidemiologia. Rev. Saúde Pública. 2007; 41(4):665-73.Descritores: Estudos de Validação, Família, Enfermagem Pediátrica.Mestranda em ciências da saúde pela Escola Paulista de Enfermagem- Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP- Membrodo Grupo de Pesquisa Núcleo de estudos da Criança, Adolecente e Família-NECAd. tammynhaefoa@yahoo.com.brProfa. Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de SãoPaulo-UNIFESP -Universidade Federal de São Paulo. Líder do NECAd. Co-orientadora.Profa. Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de SãoPaulo-UNIFESP -Universidade Federal de São Paulo. Líder do NECAd. Orientadora.
  • 16. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM E BASES DE TRATAMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES COM LESÃO RAQUIMEDULAR. Roseane Nogueira Ribeiro de Souza¹ , Josineide Maria da Silva¹; Marciano Cavalcante de Oliveira¹; Willian Vieira Jeronimo¹; Roberto Castro²1. INTRODUÇÃOA incidência do traumatismo raquimedular (TRM) tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, tornando-se umproblema de saúde publica. Observou-se em estudos que demonstraram o predomínio de jovens acometidos pelo TRM onde amédia de idade foi de 35 anos.1,2 A úlcera por pressão (UPP) constitui importante comorbidade que acomete pacientes comlesão medular. Estudos indicam o aumento significativo da UPP nos primeiros 5 anos após a lesão. Onde muitos dessespacientes desenvolvem a UPP pelo menos uma vez na vida, associa-se o prolongamento da internação hospitalar em até 5vezes, aumentando a taxa de recorrência e o risco de morte.³2. OBJETIVOAvaliação de úlceras por pressão e bases de tratamento de enfermagem em pacientes com lesão raquimedular, através dereferência bibliográfica.3. MÉTODOSEstudos realizados indicam que, aproximadamente 40% dos pacientes com lesões medulares que completam o seu tratamentodesenvolverão uma úlcera de pressão4. Os dados foram coletados por meio de consultas online e materiais bibliográficosdisponíveis em artigos publicados em revistas cientificas da área da saúde indexadas em bases de dados, Medline, Scielo,Lilacs, Bireme e livros. Publicados no período de 2001 a 2011. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕESAs úlceras por pressão são causa direta infreqüente de morte em paraplégicos, com freqüência de 7 a 8%. O impacto econômicodo tratamento de úlceras de pressão é estarrecedor, revelaram custo médio hospitalar de US$ 21,675/ ano.4 Apesar do avançotecnológico alcançado, as UPP continuam sendo um problema no cotidiano da prática de enfermagem.5 A capacidade pararealizar avaliação acurada de uma ferida é uma aptidão importante na enfermagem.6A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um processo que vai instrumentalizar o trabalho, possibilitando aaplicação dos conhecimentos técnicos, o estabelecimento de fundamentos para a tomada de decisão e o registro adequado deassistência prestada. Cabe ao enfermeiro desenvolver um plano de cuidados onde requer o gerenciamento da ferida. Comrespeito a eficácia do tratamento, uma proposta eficiente é a consulta de enfermagem, desde que aprovada pela instituiçãoatravés de protocolo estabelecido, onde o enfermeiro tem total respaldo legal inclusive na prescrição de medicamentos, além daparticipação direta da comissão de curativos.5,6 A prevenção da UPP é mais importante que a proposta de tratamento visto que ocusto é menor e o risco para o paciente é praticamente inexistente.65. CONSIDERAÇÕES FINAISCom base nos resultados obtidos nesta pesquisa, constata-se a efetividade do protocolo institucional de pacientes com risco dedesenvolver úlcera por pressão. O panorama atual é preocupante. Esta realidade somente poderá ser alterada se houverinvestimento nas medidas de prevenção e no tratamento precoce. É imprescindível que o enfermeiro exerça seu papel comoprofissional na prevenção para se evitar as UPP.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1-SILVA, C.L.C; DELFINO, H.L.A. Estudo epidemiológico das fraturas da coluna cervical por mergulho na cidade de RibeirãoPreto (SP). Medicina Ribeirão Preto,jan.-mar. cap, 35, pg. 41-47, 2002.2- GASPAR, A.P et al. Avaliação epidemiológica dos pacientes com lesão medular atendidos no Lar Escola São Francisco. ActaFisiátrica, vol. 10, n. 2, pg.73-77,2003.3-ROCHA, J. A.; MIRANDA, M.J.; ANDRADE, M.J.; Abordagem Terapêutica das Ulceras de Pressão – Intervenções Baseadasna Evidência, Acta Med Port., Pg 29-38, 2006.4-COSTA, M.P.; STURTZ, G.; COSTA, F.P.P. da. et al. Epidemiologia e Tratamento das Úlceras de Pressão: experiência de 77casos. Acta Ortop Bras vol 13, n.3, pp.125-136, 2005.5-SILVA, R.C.L.; FIGUEIREDO, N.M.A. de; MEIRELES, I.B.. Feridas, fundamentos e atualizações em enfermagem. 2ª ed.SãoCaetano do Sul: Yendis, 2010.6-DEALEY, C. Cuidando de feridas: um guia para enfermeiras. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008.
  • 17. CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM PACIENTES GRAVES Percival Vitorino Guimarães1, Nayara Mizuno Tironi2, Eleine Aparecida Pena Martins3 Maria do Carmo Lourenço Haddad4Introdução: A Organização Mundial da Saúde (1986) define paciente grave como aquele que apresenta instabilidade de qualquerum de seus sistemas orgânicos. O acesso venoso em pacientes graves é habitualmente usado e os locais de escolha parainserção dos cateteres são influenciados pela sua condição clínica1, e em função dos riscos de punção de veias centraisconsidera-se a punção de veias periféricas quando o monitoramento de dados hemodinâmicos adjuvantes a terapia sejaabsolutamente dispensável. Passos (2000) refere que o paciente em estado grave, vem extrapolando o ambiente de UTI. Ocateter venoso central de inserção periférica (CCIP) é um dispositivo intravenoso inserido através de uma veia superficial e émenos agressivo que outros cateteres centrais, minimizando iatrogenias, sendo uma alternativa para o paciente grave2. Naprática diária enfrentamos situações que o acesso venoso central é necessário à manutenção da vida do paciente.Objetivo: O objetivo deste estudo é identificar o perfil dos pacientes graves submetidos a inserção do CCIP em uma unidademédico-cirúrgica submetidos a CCIP, as causas da escolha deste método, tempo de permanência e o motivo de retirada docateter no período de março de 2008 a março de 2011.Métodos: Estudo descritivo-retrospectivo com abordagem quantitativa. O local de estudo foi uma unidade de internação médico-cirúrgica adulta masculina de um hospital universitário público, de alta complexidade. Caracterizamos os pacientes pelo grau dedependência: Grau I foram 2,6%, Grau II 25,2%, Grau III 32,7% e Grau IV 39,5%. A coleta de dados baseou-se num instrumento,elaborado pela Comissão de Cateteres Intravenosos (CCIV) da Instituição. O estudo analisou os instrumentos de março de 2008a março de 2011. Destacamos o uso do CCIP em pacientes graves. O instrumento era aplicado por pessoal treinado,armazenado na própria unidade em pasta própria e arquivados na sala da Supervisão. Os dados foram armazenados em umaplanilha no Microsoft Excel® e apresentados em tabelas. O estudo foi registrado no Sistema Nacional de Ética em Pesquisa(SISNEP) sob o CAEE nº 0059.0.268.000-11.Resultados: Foram analisados 69 instrumentos. Em 2008, 16 (23,19), 2009, 30 (43,48), 2010, 18 (26,09) e até março de 2011,05 (7,25) inserções. Indicações: antibioticoterapia 63 (46,32), acesso venoso prolongado 42 (30,88), acesso vascular prejudicado08 (5,88), terapia hiperosmolar 10 (7,35) , cirurgias de grande porte e aferição da PVC 03 (2,21) , imunodepressão, nutriçãoparenteral, jejum 02 (1,47), droga parenteral vesicante 01 (0,74) indicação. Local de escolha: cefálica esquerda, 14 (20,29),cefálica direita, 13 (18,84), jugular direita 12 (17,39) jugular esquerda e basílica direita 11 (15,94), basílica esquerda 08 (11,59)inserções. Tempo de permanência: ocorreu uma perda pois 43 (62,32) instrumentos são desprovidos desta informação. Dosdados disponíveis, permanência média de 05 dias (11,59). Motivos da retirada: ruptura do cateter 05 (7,25), tração acidental 02(2,90) remoção do curativo ou retirada inadvertida 01 (1,45), sinais flogísticos 01 (1,45).Conclusão: O CCIP é perfeitamente aplicável a pacientes graves. As maiores indicações são antibioticoterapia e acesso venosoprolongado. A utilização do CCIP em UTI’s tem se mostrado muito válida porque garante um acesso venoso seguro.Destacamos que é uma conquista do enfermeiro sendo um campo vasto de pesquisa e atuação que podemos explorar. Estudosmais aprofundados devem ser realizados para difusão da técnica. Concluimos que há uma viabilidade muito grande para suautilização em pacientes graves.Referências Bibliográficas:1 - Oliveira, ELF., et al. Principais indicações para o uso do Catéter Central de Inserção Periférica (PICC): Fatores limitantes.Disponível em http: www.incicepg.univap.br, acessado em 29/07/2011 às 22:45h2 – Lambet, LCR; et al. Cateter central de inserção periférica em terapia intensiva de adultos. RBTI v 17 n 1. Jan-mar 2005.Palavras-chave: pacientes internados, cateterismo venoso central, alta gravidade.
  • 18. CIRURGIA SEGURA EM PEDIATRA: PROPOSTA DE CHECKLIST DE INTERVENÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS Maria Paula de Oliveira Pires1, Maria Angélica Sorgini Peterlini2, Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira3Introdução A segurança do paciente é definida como a ausência de danos ou de lesões acidentais durante a prestação de assistência àsaúde.1 Nos últimos anos observa-se o aumento de estudos que revelaram elevadas taxas de erros na área da saúde, levando a reflexão eintervenção para que mudanças nesse cenário sejam alcançadas mundialmente. Eventos adversos evitáveis relacionados a procedimentoscirúrgicos constituem causa de grande proporção das lesões e mortes preveníveis.2 Uma vez que o erro é inerente ao processo de cogniçãohumana , instrumentos como checklists (listas de checagem ou de verificação) são considerados elementos chave para a redução de erros.3-4Observa-se que a Lista de Checagem para Cirurgia Segura, proposta pela Organização Mundial da Saúde - OMS, enfoca relevantes questões aserem verificadas na sala de cirurgia.2-5 Porém, existe consenso quanto à importância da fase pré-operatória para o sucesso do procedimento epara a segurança do paciente. No que diz respeito às especificidades do cuidado à criança, incluindo as intervenções cirúrgicas, estudosapontam a população pediátrica como vulnerável para a ocorrência de eventos adversos na área da saúde.6-7 É relevante permitir a participaçãoda criança e família no preparo para o procedimento cirúrgico. O paciente, quando envolvido com sua própria segurança, éing and able toparticipate in error prevention strategies capaz de participar de estratégias de prevenção de erros [ 8 ] and have the potential to improve safety[9-12]. e tem potencial para melhorar sua segurança.8Objetivo Elaborar um checklist que contenha intervenções pré-operatórias relacionadas à segurança do paciente, a ser preenchido pela criançae família. Método Para a elaboração do instrumento foram previamente realizados em uma unidade de cirurgia pediátrica de um hospitaluniversitário de São Paulo levantamentos sobre as intervenções cirúrgicas realizadas e os indicadores de cuidado seguro pré-operatóriosidentificados pela equipe de médicos e enfermeiros da unidade. Posteriormente, procedeu-se a revisão de literatura sobre a temática, em basesde dados nacionais e internacionais sobre os principais cuidados pré-operatórios pediátricos, eventos adversos, segurança da criança cirúrgicae o uso do checklist para segurança do paciente.A elaboração do instrumento ocorreu entre o período de fevereiro e novembro de 2011, pelas próprias pesquisadoras a partir dos dados decampo e literatura investigada. O Projeto de Pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP sob No.2114/11, sendoiniciada a segunda fase do estudo que se refere a validação de conteúdo do instrumento por profissionais de saúde especialistas na área paraposterior análise da aplicabilidade clínica. Resultado O instrumento foi estruturado e organizado baseado na literatura da área e informaçõesde campo, utilizando-se o Programa PagePlus SE, em formato folder contendo duas dobras. O layout ficou dividido em: capa e parte internacontendo intervenções específicas de período pré-operatório; parte externa contendo intervenções gerais relativas ao período de internação; e,verso da folha, contendo a autoria, realização e financiamento. O conteúdo do checklist foi exposto por meio de desenho e linguagem infantil,incluindo, em forma de caminho a ser percorrido, as principais etapas do período de internação, contemplando intervenções pré-operatóriasrelacionadas à segurança do paciente, totalizando 24 “passos” a serem preenchidos pela criança e família. As etapas selecionadas formaramgrupos de variáveis concernentes a identificação do paciente, identificação de alergia, realização de coleta de exames pré-operatórios,alterações da saúde durante a internação, orientação da cirurgia proposta, assinatura do termo de consentimento da cirurgia e anestesia, dietazero, identificação de dentes amolecidos, retirada de adornos e próteses, banho pré-operatório, confirmação do lado/local da cirurgia,antibioticoterapia profilática e higienização das mãos. Conclusão Com base na literatura da área e informações de campo foi possível elaborarum checklist com 24 “passos” a serem verificados pela criança e família no período pré-operatório. Uma vez que o enfermeiro, a família e acriança intervêm no preparo cirúrgico, a utilização de checklist contendo intervenções no período pré-operatório e que contemple a participaçãoda criança e família, pode constituir ferramenta que promova a segurança do paciente.Referências BibliográficasKohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS (Eds.). To err is human: building a safer health system. Institute of Medicine, National Academy Press,2000. 536p.World Health Organization. WHO Guidelines for Safe Surgery 2009. Safe surgery saves lives. [online] Disponível em:<http://www.who.int/patientsafety/safesurgery/knowledge_base/SSSL_Brochure_finalJun08.pdf> Acesso em 5 de out. 2010.Hales BM, Pronovost PJ. The checklist- a tool for error management and performance improvement. J Crit Care. 2006; 21:231-35.Vats A, Nagpal K, Moorthy K. Surgery: a risky business. J Periop Pract. 2009; 19(10):330-4.Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas de Saúde. Manual Internacional de padrões de certificação hospitalar. 3ªed. Rio de Janeiro:CBA, 2008.Maxwell LG. Age associated issues in preoperative evaluation, testing, and planning: pediatrics. Anesthesiology Clin N Am 2004; 22:27-43. In:Carvalho JMP; Pinto LAM. Avaliação pré-operatória pediátrica. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto. 2007; 6:82-89.Burd RS, Mellender SJ, Tobias JD. Neonatal and childhood perioperative considerations. Surg Clin N Am 2006; 227-247. In: Carvalho JMP;Pinto LAM. Avaliação pré-operatória pediátrica. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto. 2007; 6:82-89.Waterman AD, Gallagher TH, Garbutt J, Waterman BM, Fraser V, Burroughs TE: Brief report: Hospitalized patients attitudes about andparticipation in error prevention. Journal of General Internal Medicine 2006, 21:367-370.Descritores: segurança, enfermagem pediátrica, cuidados pré-operatórios.1Mestranda do Programa de Pós-Graduação da Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo (EPE – UNIFESP)2Professora Adjunto da EPE –UNIFESP3Professora Associada da EPE – UNIFESPTrata-se de um Sub-Projeto da Pesquisa – “Estratégias e intervenções de enfermagem pediátrica para a promoção da segurança do paciente efamília durante internação para tratamento cirúrgico”, financiado pelo CNPq. Processo nº. 476088/2010-0.E-mail para contato: ma_paulinha@yahoo.com.br
  • 19. CONSTRUÇÃO DE UM GUIA DE MELHORES PRÁTICAS PARA O ACOLHIMENTO DA FAMÍLIA NA UTIN Flávia Simphronio Balbino, Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro , Myriam Aparecida Mandetta PettengillIntrodução: Nos últimos dez anos no Brasil, as iniciativas de humanização da assistência têm trazido ao debate a importância daarticulação entre a qualidade técnica da atenção dispensada e as tecnologias de acolhimento e suporte ao paciente e família. Nocontexto neonatal, diversos programas têm sido instituído pelo Ministério da Saúde a fim de garantir os princípios da dignidadeda mulher, seus familiares e o recém-nascido, com atitude ética e solidária por parte dos profissionais de saúde. Corroborandocom estas iniciativas nacionais, no âmbito internacional, a filosofia do Cuidado Centrado na Família (CCF) tem sido uma pedraangular da prática pediátrica e neonatal desde a década de 1960, tornando-se um ideal para o atendimento da família em UTINem todo o mundo.(1) Nesta perspectiva, a família é compreendida como fonte primária de força e apoio do RN, tendo garantido oacesso irrestrito ao filho, o respeito, a informação, a escolha e flexibilidade de atendimento, colaboração e apoio em todos osníveis de prestação de serviços (2) . Os benefícios potenciais do CCF cada vez mais favorecem o envolvimento da família natomada de decisão e na participação no cuidado. Há uma crescente lista de organizações de saúde que adotam em suaspráticas os princípios do CCF. Estudos apontam que a chave para o sucesso do CCF na Unidade neonatal está naimplementação de um programa de suporte aos pais.( 3,4,) Este programa deve ser amplo envolvendo os usuários, osprofissionais que prestam o cuidado e os gestores. (5,6) Uma das ações recomendadas para promover o CCF é a elaboração deprotocolos e guias para nortear os profissionais em sua prática clinica na unidade neonatal. Objetivo: construir um guia demelhores práticas para o acolhimento da família na unidade neonatal. Método: estudo descritivo de elaboração de guia de boaspráticas realizado em duas fases. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da instituição( protocolo n 0042/11).Na primeira foi realizada uma revisão da literatura em bases de dados Lilacs, Medline, Pubmed e Scielo, sendo utilizados osdescritores: acolhimento, unidade de terapia intensiva neonatal, família, pais, relações profissional-família, cuidado,humanização, com o objetivo de identificar evidencias de melhores praticas para o acolhimento da família na unidade neonatal.Na segunda fase, foi formado um comitê de profissionais de saúde e gestores de uma unidade neonatal, de um hospitaluniversitário, do município de São Paulo, composto por 14 membros da equipe multiprofissional e um representante de famíliaque vivenciou a internação de um filho recém-nascido neste contexto. Cada membro foi convidado a participar e após asexplicações, tendo aceitado, assinava o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram realizados 20 encontros quinzenaisno ano de 2011, a fim de discutir a fundamentação teórica para elaboração do guia. Os temas dos encontros foram definidos apartir da revisão da literatura e dos pressupostos do CCF. Resultado: o guia de melhores práticas para o acolhimento da famíliana unidade neonatal é composto por sete seções: 1) acesso da família na unidade neonatal, composto por subseções: entrada epermanência dos membros da família na unidade neonatal, normas de visitação, presença dos pais durante as visitas clinicas daequipe e procedimentos terapêuticos; 2) participação dos pais no cuidado do recém-nascido 3) participação da família no grupode apoio; 4) intermediação de conflitos; 5) participação da família nas tomadas de decisão relativas ao cuidado do RN; 6)preparo da família para alta do recém-nascido; 7) amparo da família em situação de perdas e luto. Conclusão: a construção deguias que norteiam o planejamento e execução de cuidados é fundamental para a prática clinica dos profissionais. O métodopara a construção do guia possibilitou a sensibilização de gestores e especialistas em relação ao CCF. A próxima etapa é acapacitação dos profissionais da equipe para utilização do guia e implementação do CCF na unidade neonatal.Referências: Jonhson BH .Family Centered Care: Four decades of progress. Fam Syst & Health 18:137-156, 2000.Institute For Family-Centered Care. Partnering with patients and families to design a patient-and family-centered health caresystem: recommendations and promising practices.[ 2010 mai] http://www.familycenteredcare.org/tools/downloads.htmGooding JS, Cooper LG, Blaine AI, Franck LHowse JL, Berns SD.SFamily support and family-centered care in the neonatalintensive care unit: origins, advances, impact. Semin Perinatol. 2011 Feb;35(1):20-8.Griffin T. Family Centered Care in the NICU. Journal of Perinatal & Neonatal Nursing. 2006 , 20:(1): 98-102.Moore KAC, Coker K, DuBuisson AB, Swett B, Edwards WH. Implementing potentially better practices for improving family-centered care in neonatal intensive care units: successes and challenges.Pediatrics.2003;111(4).Davidson JE, Powers K, Hedayat KM, Tieszen M, Kon AA, Shepard E, Spuhler V, Todres ID, Levy M, Barr J, Ghandi R, HirschG, Armstrong D. Clinical practice guidelines for support of the family in the patient-centered intensive care unit: American Collegeof Critical Care Medicine Task Force 2004-2005. Society of Critical Care Medicine. Crit Care Med 2007 . 35 (2):605-622.Descritores: unidade de terapia intensiva neonatal, família, acolhimento.Enfermeira Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Escola Paulista de Enfermagem da UniversidadeFederal de São Paulo- Membro do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família- NECAd(balbinoflavia@hotmail.com)Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal deSão Paulo, Lider do NECAd, Co-orientadoraProfessora Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal deSão Paulo, Lider do NECAd, Orientadora.
  • 20. CUIDADO HUMANIZADO: TRANSPONDO AS BARREIRAS DA LINGUAGEM Fernanda Vieira de Campos1 Nanci Cristiano Santos2 Tarcisia de Lima Brogna3A globalização é uma oportunidade de crescimento econômico e cultural dos povos. É passível de criticas, em razão dos que a conduzem, oude como a conduzem, ou dos rumos que toma. Mas ela é irrefreável, sobretudo por corresponder a muitas exigências dos seres humanos(Berlinguer, 1999). A internação para qualquer indivíduo é um processo traumático. Ao tomar conhecimento de sua doença, e com ela, anecessidade de hospitalização, o paciente pode sentir-se excluído do seu convívio social, dos amigos e da família. Assim, “a comunicação éessencial para uma melhor assistência ao cliente e à família que estão vivenciando o processo de hospitalização, podendo resultar em estressee sofrimento”. Para tanto, o enfermeiro é capacitado a reconhecer a interação enfermeiro–cliente–família, estabelecendo atitudes desensibilidade e empatia entre todos, contribuindo com a assistência humanizada (Siqueira, 2006) A comunicação reveste-se de um significadoessencial tanto no transcorrer do processo de enfermagem, quanto no seu produto, constituindo-se também como um componente fundamentaldo tratamento. Entretanto, no contexto hospitalar brasileiro, a comunicação do enfermeiro com o paciente tem sido limitada ao cumprimento deseu papel instrumental (Mendes, 2000). A enfermagem é o cuidar e, para tanto, necessita reconhecer as individualidades pessoais daquelescom os quais está relacionando-se por meio de cuidado. A vida nos é o bem mais valioso e neste sentido, a enfermagem tem como um de seuspilares, a visão holística do homem, “ver o ser humano como único” (Wernet, 2003). A doença traz alterações significativas, mudanças noscanais de comunicação, papéis e responsabilidades. Durante a hospitalização, toda forma de comportamento da família é uma espécie deresposta, assim a família também deve ser observada e cuidada conforme a demanda apresentada. São poucos os enfermeiros que sepreocupam em cuidar de família; que percebem a importância da mesma no bem estar individual e grupal e que a reconhecem como contextocentral para a manutenção deste bem estar (Wernet, 2003). O enfermeiro, que tem na ética, um fundamento para sua atuação, deve envolver ofamiliar no cuidado à saúde, aliviando o sofrimento e assim, promover a cura familiar. (Wright, 2009). O real caminho para que o enfermeiroinclua a família em seu plano de cuidados, é ampliar sua visão, aplicar e pensar sistematicamente. Assistir aos membros da família, para queatravés de si próprios, alcancem descobertas de soluções, levando a minimizar e aliviar o sofrimento do individuo, em sua totalidade. Objetivo:Relatar a vivencia das autoras, durante a hospitalização de uma família chinesa onde a criança e a mãe falavam o idioma Chinês (mandarim) eo pai o mandarim e inglês. Metodologia: Adotou-se como metodologia, o relato de experiência tendo como base, a pesquisa bibliográfica. Afamília em questão era proveniente da China, e o pai, engenheiro de uma grande empresa de telecomunicações que veio ao Brasil a trabalho.Esta era sua internação fora de seu país de origem, com uma língua estranha, onde nada era compreendido, porém aconteciam vária coisasameaçadoras tais como: exames, punções venosas (por vezes dolorosas e em sua cultura, o oriental deve ser forte e não poderia expressaremoções), pessoas que falavam uma linguagem estranha. O paciente com 5 anos apresentava quadro febril de difícil controle com gângliosaxilar e cervical aparentes necessitando de internação para investigação. Inicialmente a equipe de enfermagem encontrou dificuldades paraestabelecer comunicação verbal eficaz com o paciente e com os pais, pois poucos membros falavam o inglês e nenhum falava mandarim,porém era grande o esforço da equipe para compreendê-los e ser compreendidos apesar deste esforço o pai afastou-se das atividades laboraispara permanecer 24 horas ao lado de sua família. Existe na equipe uma pediatra chinesa cuja mãe leciona chinês e rapidamente se comoveucom a situação e se ofereceu para visitá-los a fim de oferecer apoio à família. Ocorreram visitas da mesma a família onde conversavam emmandarim, auxiliando na coleta de informações importantes para o histórico de enfermagem e anamnese clínica e elucidação diagnóstica.Resultados: A cada dia percebia-se que se sentiam acolhidos aumentava o vínculo com os profissionais, a segurança e a confiança na equipe,o que refletia na colaboração durante procedimentos e com o tratamento. Após alguns dias de internação surgiu a possibilidade detransferência para Instituição privada de primeira linha na qual haveria cobertura das despesas pela empresa onde o pai trabalhava, porém ospais optaram por permanecer no HU-USP. Conclusão: Concluímos que as estratégias de comunicação utilizadas, diminuiu a ansiedade dafamília, proporcionando maior segurança e confiança, aumento o vínculo com a equipe, assegurando o acolhimento ao binômio minimizando ospossíveis traumas decorrentes da hospitalização favorecendo sua recuperação. O sentimento vivenciado pela equipe após verificar a adaptaçãoda família à unidade, a transposição da barreira linguística e cultural, a recuperação do paciente e o resultado da assistência humanizaçãoprestada, foi de satisfação e de recompensa pelo empenho. Assim reafirma-se que todos são capazes de nos comunicar em qualquer situaçãoque possa acontecer. e passar mensagem adequadamente (Silva, 2009).BibliografiaBerlinguer, Giovanni. Globalização e saúde global. Estud. av., São Paulo, v. 13, n. 35, Apr. 1999 .Mendes, I.A.C.; Trevizan, M.A.; Nogueira, M.S.; Hayashida, M. Enfoque humanístico à comunicação em enfermagem: o caso de umaadolescente hospitalizada. Rev. Bras. Enferm., v.53, n.1, p.7-13, 2000.Pettengill, Myriam Aparecida Mandetta; Angelo, Margareth. O sentido do cuidar da criança e da família na comunidade: a experiência da alunade enfermagem. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 34, n. 1, mar. 2000 .Silva, Maria Julia Paes da. O papel da comunicação na humanização da atenção a saúde. Ver. Bioetica, Vol 10, n2,2009.SIQUEIRA, Amanda BATISTA, Filipini, Rosangela, Posso, Maria Belen Salazar, Fiorano, Ana Maria Marcondes Fiorano, Gonçalves, SoniaAngélica, Relacionamento Enfermeiro, Paciente E Família: Fatores Comportamentais Associados À Qualidade De Assistência. Arq Méd ABC;31(2):73-7,2006.Wernet, Monika; Angelo, Margareth. Mobilizando-se para a família: dando um novo sentido à família e ao cuidar. Rev. esc. enferm. USP, SãoPaulo, v. 37, n. 1, mar. 2003 .Wright LM, Leahey M. Enfermeiras e famílias: um guia para a avaliação e intervenção na família. 4ª edição São Paulo: Roca; 2009.DeCSEnfermagem PediátricaRelações profissionais – famíliaInternação pediátrica
  • 21. CUSTO-EFETIVIDADE DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR EM UM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE PACIENTES CRÔNICOS Elisene dos Santos Somera1, Imaculada Gomes Zampolo2, Juliana Aparecida de Castro3, Mauro J. Silva Jr4 , Ronaldo Perreira5.Introdução:O Programa de Gerenciamento de Pacientes Portadores de Doenças Crônicas tem um importante papel na promoção eprevenção de agravos à saúde. Proporciona aos pacientes assistidos atendimento personalizado, humanizado, controle de suaspatologias e comorbidades associadas, aumento da qualidade de vida e indiretamente redução de custos aos serviços de saúde.Objetivos:Identificar e analisar os efeitos do atendimento pré-hospitalar em pacientes que são acompanhados pelo Programa deGerenciamento de Crônicos administrado por um Serviço Privado de Assistência Domiciliar da cidade de São Paulo.Método:A metodologia adotada foi pesquisa de campo com natureza exploratória e descritiva analisando os dados de pacientesacompanhados pelo o programa que acionaram o serviço de atendimento pré-hospitalar no período de 12 meses consecutivosdo ano de 2011, mediante um Sistema de Informação Integrado (CRM).Resultados:Após análise dos dados foi possível verificar que a ações realizadas pelo atendimento pré-hospitalar, reduziram índices deinternações destes pacientes, proporcionaram eficácia do atendimento, assim como demonstraram ser um instrumentosignificativo de controle e regulação, qualidade na assistência prestada e fidelização do paciente/família ao programa.Conclusão:Concluiu-se que o atendimento pré-hospitalar é um serviço essencial e favorável na relação custo-efetividade dos pacientesacompanhados pelo Programa de Gerenciamento de Pacientes Portadores de Doenças Crônicas.Referência Bibliográfica:1. Claudia RG, Luis HCP, Mariza AV, Ronaldo M. Análise de indicadores de monitoramento de pacientes portadores de doençascrônicas: estratégia de redução de custos. Rev O Mundo da Saúde. 2011;35(4):427-437.2. Alessandro GC, Patrícia SD, Rosana MC. Impacto da doença cônica na qualidade de vidas de idosos da comunidade emSão Paulo (SP, Brasil). Rev Ciência & Saúde Coletiva. 2011;16(6):2919-2925, 20.3. Duarte YAO, Diogo MJD. Atendimento domiciliar: um enfoque gerontológico. São Paulo: Atheneu; 2002.4. Márcia I, José SCM, Lúcia CI. Proposta de um modelo para a Gestão do Relacionamento de Paciente Crônicos (GRPC)utilizando a tecnologia CRM. [acessado 10 Fev 2012]. Disponível em: http: http://www.sbis.org.br/cbis9/arquivos/98.pdf5. Giselda QM. Acesso e utilização do serviço de atendimento móvel de urgência de Porto Alegre por usuários com demandasclínicas [tese de doutorado]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Enfermagem, Programa dePós-Graduação em Enfermagem; 2010.6. Elisangelo ACS, Anaciara FVT, Joaquim TS, Virginia VB. Aspectos históricos de um serviço de atendimento pré-hospitalar.Rev Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(3):571-7. [Internet]. 2010;12(3):571-7. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n3/v12n3a23.htm. doi: 10.5216/ree.v12i3.10555Descritores:Doenças Crônicas; Administração de Serviços de Saúde; Assistência Pré-Hospitalar.
  • 22. DEPRESSÃO EM IDOSOS DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA À SAÚDE Renata Ferreira Ganem * Maria de Fátima Correa Paula ** Maria de Lourdes Rabelo Pequeno ***Os objetivos desse estudo foram verificar a prevalência de depressão, identificar o perfil de idosos com depressão de um Centrode Referência à Saúde do Idoso e averiguar se existe co-relação entre depressão e comprometimento da funcionalidade nogrupo estudado.Métodos:Caracteriza-se como estudo quantitativo do tipo descritivo retrospectivo exploratório, baseado em dados do prontuário eletrônicode 310 idosos de um Centro de Referência à Saúde do Idoso (CRSI).Resultados:80 idosos apresentaram sinais característicos de depressão de acordo com os valores de GDS. A média de idade foi de 73,5anos, com 48 (60%) mulheres. 34 (42,5%) idosos apresentam ensino superior completo e 78,8% (n=63) são aposentados. 87,5%(n=70) não são tabagistas e 92,4% (n=74) não são etilistas. A sexualidade não foi respondida em 62,5% (n=50) dos casos e53,8% (n=43) referiram bom padrão de sono. Há predominância de sedentarismo 70,0% e 75% (n=60) não utilizam medicaçãoantidepressiva. 40,0% (n=14) dos idosos casados relataram ter atividade sexual. O escore médio da GDS foi de 8,3 pontos,resultando depressão leve instalada. O escore médio do Índice de Katz foi de 5,6 pontos e de Lawton e Brody 24,5 pontosmostram que os idosos apresentam capacidade funcional parcialmente prejudicada.Conclusão:80 idosos (25,8%) frequentadores do CRSI apresentaram valores indicativos de depressão leve a grave, indicando anecessidade de melhor avaliação dos idosos nesta questão, pois sintomas depressivos são de difícil identificação. A atuação doenfermeiro nesse contexto é fundamental para a promoção da saúde física e mental. O perfil de idosos com depressão do CRSIindica co-relação entre a depressão e comprometimento de funcionalidade em pelo menos uma AVD.DESCRITORES:Depressão, Serviços de saúde para idosos, Idosos, Instituição de Longa Permanência para Idosos.____________________________________________________________________________* Discente do 4° ano do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein(FEHIAE). E-mail: re_fg8511@hotmail.com** Enfermeira, Mestre em Gerontologia pela PUCSP e Especialista em Enfermagem em Cuidados Intensivos USP. Docenteresponsável pela disciplina de Enfermagem em Geriatria e Gerontologia pela FEHIAE.*** Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela USP. Docente responsável pela disciplina de Enfermagem em Psiquiatria pelaFEHIAE.
  • 23. DESENVOLVENDO ESTRATÉGIAS PARA O ACOLHIMENTO DOS FAMILIRES DE PACIENTES INTERNADOS EM UMA UTI NEUROLÓGICA Elizandra Oliveira1, Michele Navarro Flores2, Mara Suzana Dalfré Zampoli3INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor hospitalar o qual dispõe de complexa infra-estrutura, dotada de recursostecnológicos específicos, equipe profissional capacitada em atuar no manejo de equipamentos e procedimentos que exigem qualificaçãoprofissional. Em contrapartida a internação em uma UTI independente da etnia, idade, sexo ou condição social, transpõe aos familiares epaciente o sentimento de angustia, desespero, apatia e medo da morte. Para lidar com todos estes sentimentos é proposto ao profissional aoferta não só de seus conhecimentos técnicos como também o acolhimento. O acolhimento é importante no cuidado, pois está intimamenteligado ao ouvir queixas, identificar as necessidades, respeitar as diferenças, envolvido por uma tecnologia relacional conduzida pelodiálogo.Também conhecido por ser uma tecnologia leve, o qual fortalece a qualidade do trabalho e estreita as relações entre profissionais efamília/pacientes. (4)(5) O acolhimento pode evidenciar as dinâmicas e os critérios de satisfação às necessidades dos usuários, propondo aorganização do serviço, garantindo acesso universalizado, resolutividade e humanização no atendimento. (3) É preciso que haja interaçãoentre cuidador e paciente, com simultâneas trocas de informações e necessidades, agindo com sinergismos, uma vez que a comunicação éuma necessidade humana básica o ato de tocar, ouvir e falar são importantes instrumentos de cura. (1) A promoção de um espaço para quefamiliares exponham suas necessidades é tão importante quanto aos cuidados que são prestados ao paciente internado, sendo necessáriouma família sadia para compreender o desfecho e finalização do período de internação da UTI, seja pela melhora do quadro com evolução paraalta, assim como o enfrentamento do óbito ou sequelas. A proposta de reuniões multiprofissionais são veículos de laços que se formam entreas famílias e equipe, com o intuito de discutir assuntos que diz respeito ao paciente internado na UTI, tornando possível conhecer a dinâmicafamiliar, bem como suas dificuldades de comunicação e compreensão das angústias que permeiam à assistência. OBJETIVO: Realizar oacolhimento de familiares dos pacientes internados na UTI neurológica através de reuniões multidisciplinares. MÉTODO: Trata-se de umestudo exploratório, descritivo com abordagem quali-quanti, com apresentação de resultados em porcentagem, o qual foi desenvolvido na UTIneurológica de um hospital privado de grande porte, da cidade de São Paulo, onde foram escolhidas famílias de pacientes com morbidadesneurológica, caracterizado de longa permanência, alta complexidade e famílias que expressaram necessidades pontuais. Foram realizadasreuniões individualizadas semanais, com diferentes famílias, em uma sala de reuniões da UTI, com equipe composta por enfermeiro, técnico deenfermagem, médico, fisioterapeuta, psicóloga, nutricionista, assistente social e fonoaudióloga, tendo duração de aproximadamente 2hs, e feitoà descrição sobre o assunto e abordagem em pauta. O conteúdo desta reunião consistia em apresentar oficialmente a equipe multidisciplinar,bem como a proposta de abrir um espaço para a família expor suas necessidades e dúvidas. RESULTADO: Foram realizadas 49 reuniõescom famílias de pacientes internados na UTI neurológica com diagnóstico médico de acidente vascular encefálico, politrauma, tumor cerebral etrauma encefálico, sendo representado 57% do sexo feminino, com faixa etária de 40-69 anos, caracterizados com perfil de longa permanência( mais que 21 dias de internação) e alto risco de morbi-mortalidade ( baseados no APACHE IV realizado pela equipe médica) .Foram estratificados em 5 temas que ofereciam grande representatividade nas reuniões: Questionamentos, Solicitações, Críticas, Elogios eExpectativas. Sendo avaliado cada caso e os principais subitens que cada família abordava:Dúvidas frequentes: sobre a doença e a terminalidade 11,1% expressaram preocupação com os cuidados paliativos e 66,6% questionaramsobre técnicas e procedimentos dos diferentes profissionais. Solicitações: 7,1% das famílias solicitaram laudo para o recebimento debenefícios, participar dos cuidados de enfermagem (principalmente alimentação, higiene corporal e dispositivos), possibilidade de dar banhode aspersão ou outro cuidado e permissão para entrada de comida externa específica, 39,2% gostariam de ter um horário especial de visita,10,7% solicitaram visita religiosa, cuidados tanatológicos específicos, divergência sobre conduta médica de alta e recusa de cuidadosprestados pelo sexo oposto, já 3,5% gostariam de receber o boletim médico por telefone,. Críticas para melhoria: 15,7% aborda melhorias paraassistência dos cuidados de enfermagem, 52,2% manifestaram desejo de receber o boletim médico com termos do cotidiano e 10,5%acreditam que pode melhorar setores do hospital (Ex: estrutura do estacionamento). Elogios: 38,7% demonstram acolhimento e segurança,32,25% iniciativa das reuniões familiares, 25,8% gratidão e satisfação com a assistência prestada pela enfermagem, satisfeitas com o boletimmédico e a forma de expressão, 12,9% satisfação com as equipes de nutrição, fonoaudiologia e fisioterapia). Expectativas: 13,3% expressaramalguma expectativa em relação à recuperação e melhora do paciente, resistência as limitações físicas e sequelas, sofrimento, preocupação emedo da morte, outros 26,6% apresentaram expectativas sobre a alta. CONCLUSÃO: Diante do resultado apresentado foi promovido umasequência de melhorias que atendesse as necessidades dos clientes e profissionais, entre eles foram: estratégias para horários especiais,redimensionamento da escala de serviços de enfermagem, treinamentos e desenvolvimento da equipe com embasamento técnico,conscientização da comunicação da equipe médica, além de manter a família esclarecida e bem informada, com o intuito de minimizarangústias, desmistificando os preconceitos sobre UTI, auxiliando a compreensão e o entendimento da família que necessita desta estrutura.De modo geral as reuniões tem efeito positivo nos clientes e nos profissionais que assistem ao paciente, pois melhora a cordialidade, clarezana comunicação, compartilha dificuldades e dúvidas, valoriza os profissionais, as relações, discorrem sobre a essência de um cuidardiferenciado, confiam e participam das decisões nas medidas terapêuticas favorecendo o acolhimento.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA(1) Beccaria LM, Ribeiro R, Souza GL,Scarpethi N, Contrin LM, Pereira RAM,Rodrigues AMS. Visita em unidades de terapia intensiva:concepção dos familiares quanto à humanização do atendimento. Arq Cienc Saúde, 2008, 15(2),65-9 (2) Casanova EG, Lopes GT.Comunicação da equipe de enfermagem com a família do paciente. Rev.Bras. Enf.Brasília,2009,62(2),831-6 (3) Franco TB, Bueno WS, MerthyEE. O acolhimento e os processos de trabalho em saúde: o caso Betim. Minas Gerais. Brasil Cad. Saúde Pública, 1999, 15 (2), 345-53(4) Merthy EE. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. São Paulo. SP: Hucitec, 2002 (5) Schneider DG, Manschein A MM, Ausen MAB, MartinsJJ, Albuquerque GL.Acolhimento ao paciente e família na unidade coronariana.Texto Contexto Enferm. Florianópolis,2008,17 (1),81-89DESCRITORES:Acolhimento, Assistência ao paciente, família, UTI TITULAÇÕES 1Especialista em Oncologia, Enfermeira de UTI Neurológica, Hospital SantaCatarina 2Especialista em Clínica e Cirúrgica, MBA em serviços de saúde, Supervisora de Enfermagem UTI neurológica, Hospital SantaCatarina 3Especialista em UTI, Administração Hospitalar, Auditoria Hospitalar, Coordenadora de Enfermagem UTI neurológica, Hospital SantaCatarina
  • 24. DIABETES MELLITUS: PREPARO PARA O AUTO CUIDADO DO PACIENTE PEDIÁTRICO NO DOMICÍLIO Carolina Marques Marcondes Pinto1, Karin Emilia Rogenski2, Nanci Cristiano Santos3, Fernanda Vieira de Campos4, Marilza Keiko Higashi5, Regiane Henrique Ferreira Suano6INTRODUÇÃO: Diabetes Mellitus (DM) é a doença endócrina mais comum, acometendo 1 a 3% da população mundial, sendo ¼dos casos do tipo insulino dependente e os outros ¾ do tipo não insulino dependente (1). É caracterizada por uma deficiênciatotal ou parcial do hormônio insulina, resultante em adaptação metabólica ou alteração fisiológica em quase todas as áreas doorganismo. Trata-se do distúrbio endócrino mais freqüente da infância, verificando-se a incidência máxima no início daadolescência. Existem diversos tipos de Diabetes Mellitus, que podem diferenciar-se na etiologia, evolução clínica e tratamentos.As principais classificações de Diabetes são: tipo 1 (insulino dependente); tipo 2 (não insulino dependente); síndrome dediabetes gestacional e aquelas associadas a outras condições(2). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), DM tipo 1, éuma das mais importantes doenças crônicas que atinge a população infanto juvenil. No Brasil há cerca de cinco milhões dediabéticos, sendo que destes, 300 mil são menores de 15 anos de idade podendo aumentar em 50% até 2025 (3). Diferentementedo que ocorre em adultos, o diagnóstico na criança é realizado pelas manifestações clínicas (4). O Diabete Mellitus em crianças eadolescentes ocorre quando a produção de insulina está sendo comprometida, chegando-se ao ponto da exaustão completa dascélulas betapancreáticas (as células das ilhotas de Langerhans) (5). A Insulina é um hormônio, responsável pela regulação donível de glicemia. Em decorrência da deficiência da produção desse hormônio, há a necessidade da utilização de insulinaexógena. Esses hormônios podem ser agrupados em diversas categorias com base em início, pico e duração de ação. Autilização da insulina varia de pessoa para pessoa, geralmente é feita uma combinação de insulina de ação curta com de açãolonga e isto, exige um forte índice de comprometimento do paciente e cuidador, assim como, educação intensiva eacompanhamento constante por parte da equipe de saúde (2). Outro fator relevante são as complicações que podem semanifestar a curto prazo, tais como, as complicações agudas: cetoacidose diabética, hipoglicemia, hiperglicemia, lipodistrofiainsulínica, lipo hipertrofia, em geral acometendo mais DM tipo 1; e a longo prazo, as complicações crônicas, tais como, doençasmacrovasculares, microvasculares, neuropatia e coma hiperosmolar não cetótico que em geral é manifestada em pacientesportadores de DM tipo 2 (2). O tratamento ideal é aquele realizado a nível ambulatorial, porém a hospitalização está indicada se opaciente estiver desidratado, comatoso, confuso ou quando a família estiver emocionalmente instável, a ponto de prejudicar acompreensão das orientações e medidas iniciais (4).Este período de permanência no hospital deve ser aproveitado para o início do processo educativo. O controle somente seráobtido por meio de orientação sistematizada e individualizada do paciente e de sua família, feita preferencialmente por váriosprofissionais (médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais) que compartilhem o mesmo objetivo. Aeducação do paciente e de sua família é de fundamental importância para o êxito do tratamento. Objetivo: Relatar a experiênciadas enfermeiras no treinamento do paciente diabético e seus cuidadores com a utilização de material educativo durante ainternação e sua eficácia na adesão após a alta hospitalar com acompanhamento da enfermeira da unidade de pacientesexternos. Metodologia: O estudo foi desenvolvido na clínica pediátrica e ambulatório do Hospital Universitário da Universidade deSão Paulo (HU-USP), no período de agosto de 2009 a agosto de 2011. A orientação ao paciente inicia-se no momento daadmissão quando a enfermeira fornece material educativo sobre diabetes mellitus tipo 1. Durante a internação utiliza-se uminstrumento tipo check list, sobre as informações referentes à patologia e seu tratamento. Neste impresso anota-se o assuntoabordado e o que necessita ser reforçado, para que outro membro da equipe possa dar continuidade nas orientações. Realizadotambém o treinamento da técnica de aplicação de insulina e teste de glicemia capilar, bem como os registros destas informaçõesem domicílio. Posteriormente, é agendada uma consulta de retorno ambulatorial no máximo em uma semana para averiguar eelucidar as dúvidas que forem surgindo durante o período em domicílio, além de fornecer o telefone da unidade pediátrica paraconsulta rápida em caso de insegurança na realização de algum procedimento. Resultado: Constatamos que após a utilizaçãode material educativo sobre Diabetes Mellitus para orientação do paciente e seu cuidador, assim como a sistematização dotreinamento, o controle terapêutico tem sido eficaz. A consulta de retorno ambulatorial é um momento em que o paciente e seucuidador retrata a adaptação da nova rotina em domicílio, declarara outras dúvidas e demonstra maior segurança na adesão aotratamento. Conclusão: Concluímos que o treinamento sistematizado e o seguimento ambulatorial tem sido eficaz, pois diminui aansiedade da família, proporciona maior segurança, aumento o vínculo com a equipe e faz com que diminua a demanda aoPronto Socorro infantil, reduzindo as internações e assegurando o acolhimento ao binômio até a certificação doacompanhamento deste paciente no Sistema Único de Saúde.Descritores: Diabetes Mellitus; Cuidado da criança; AutocuidadoReferências:1. Cotran RS, Kumar V, Collins T. Robbins Patologia Estrutural e Funcional. In: Crawfor JM, Cotran RS. Pâncreas. 6º Ed. SãoPaulo: Guanabara- Koogan S/A; 2000. p.817-18.2. Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgico. 9º Ed. Guanabara-Koogan; 2002,37(1): 933-83.3. Moreira PL, Dupas G. Vivendo com Diabetes: a experiência contada pela criança. Rev. Latino Americ de Enferm 2006 jan-fev;14(1): 25-32.4. Chagas AJ, Silva IN. Enciclopédia da Saúde: Diabetes Mellitus. Medsi; 2001. p. 425-563.5. Damiani D, Damiani D. Diabetes Mellitus na infância: diagnóstico e tratamento. Rev. Pediatr. Mod 2007 set-out; 43(5):205-224.
  • 25. DIMENSÃO ÉTICA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIA Denila Bueno Silva e Vera Lucia Mira GonçalvezAs ações da enfermagem buscam a excelência na assistência, o que pressupõe capacitação técnico-científica e a dimensãoética do cuidado, que inclui a reflexão sobre princípios e valores éticos que norteiam as condutas e as tomadas de decisões. Naárea da saúde, sobretudo, nos hospitais, existe uma preocupação constante com a rapidez na realização dos cuidados. Naunidade de emergência essa condição apresenta-se exacerbada, dada à real situação de urgência, tornando a assistência e asrelações interpessoais ainda mais complexas. Esses aspectos, muitas vezes decisivos para a sobrevivência do indivíduo ouminimização do sofrimento, podem favorecer a não observância de princípios éticos-legais, tais como os direitos dos usuários eo respeito à dignidade do ser humano, entre outros. Ao que parece, o processo de trabalho e a cultura da emergência induzem aproblemas éticos, diminuindo a condição que o profissional tem de ser ético. No entanto, tal situação não tem sido muitodiscutida. É evidente que se precisa de uma verdadeira competência técnica para atender a pessoa necessitada e por isso, éindispensável uma atitude ética permeada da capacidade de estabelecer prioridades para intervir de uma maneira consciente,segura, com atenção, respeito, responsabilidade e compromisso. Este estudo tem como objetivos conhecer o significado dadimensão ética da assistência atribuído pela equipe de enfermagem na unidade de emergência do Hospital Universitário daUniversidade de São Paulo; propor ações gerenciais visando à eticidade na unidade de emergência. É de abordagem qualitativa,na vertente da análise temática. Após a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem-USP e doHospital Universitário-USP, foram entrevistados, com sete questões norteadoras, um enfermeiro e um técnico ou auxiliar deenfermagem de cada plantão, num total de oito sujeitos, com que se pode atingir a invariância do fenômeno. Os discursos foramclassificados em categorias e subcategorias, a saber, Significado da assistência ética e subcategorias: conhecimento técnico,empatia, alocação de recursos escassos em saúde; Justificativas para assistência antiética; e Ações gerencias. Os principaisresultados são que o significado de assistência ética é agir com respeito ao paciente e acompanhante, independente de suaaparência física, condição social ou doença. Entre as ações gerenciais para viabilizar a assistência ética, privilegiando o cuidadointegral ao paciente, foram propostas a adequação de recursos físicos para modificar a organização da unidade e promoção demais privacidade; e realização de oficinas para reflexão de situações vivenciadas no trabalho, o que pode fortalecer os valores efacilitar a observância dos princípios éticos.Uma assistência de enfermagem ética em emergência, do ponto de vista da equipe de enfermagem do pronto-socorro do HU-USP deve ser fundamentada e guiada, primeiramente, pelo respeito incondicional ao paciente procurando atendê-lo em todas assuas necessidades, seja ele quem for. Em segundo plano, a ética no cuidado se mostra na atuação da enfermagem, que deveprocurar realizar suas ações com um processo reflexivo acerca dos valores e princípios que norteiam sua prática e com umembasamente teórico e técnico responsável e sustentado por principios e leis científicas plausíveis que valorizem a dignidade dapessoa humana; e ainda, o cuidado, sustentado pela confiança ao profissional que busca a aproximação com o usuário, devevalorizar a autonomia do paciente e proporcionar-lhe os meios para exercê-la.REFERENCIAS1.Goretti M. A dimensão ética do agir e as questões da qualidade colocadas face aos cuidados de enfermagem. Revista Texto eContexto - Enfermagem. 2009.2.Renaud I. O corpo enigmático. Cadernos de Bioética; 2004. p.10.3.Lerch LV. Sofrimento moral e a dimensão ética no trabalho da enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. 2009:5.4.Stork YR, Aranguren EJ. Fundamentos da Antropologia: Um ideal de excelência humana. Lúcio" IBdFeCR, editor. SãoPaulo2003.5.Fernandes MdFP, Freitas GFd. A construção do conhecimento do graduando de enfermagem: uma abordagem ético-social.Revista Brasileira de Enfermagem. 2007:5.6.Neves MdC, Pacheco MSFeS. Para uma Ética da Enfermagem: Desafios. 1a ed. Coimbra: Gráfica de Coimbra; 2004.7.Malagutti W. Bioética e Enfermagem: Controvérsias, desafios e conquistas. 1a. ed. Rubio, editor. Rio de Janeiro2007.8.Palazzani L. La fundamentación Personalista en Bioetica. Chile: Facultad de Medicina, Pontificia Universidad Católica de Chile;1993.9.BAGGIO MA, CALLEGARO GD, ERDMANN AL. Compreendendo as dimensões de cuidado em uma unidade de emergênciahospitalar. . Revista Brasileira de Enfermagem. 2009:6.10.Fernades MdFP. Conflitos éticos da enfermeira: uma abordagem heideggeriana (tese). . São Paulo: Escola de Enfermagem,Universidade de São Paulo; 1999.11.Ramos DLdP. Bioética Pessoa e vida. 1a ed. São Caetano do Sul - SP: Editora Difusão; 2009.12.Minayo MCdS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Editora Hucitec; 2004.13.Hospital Universitário da USP. São Paulo [cited 2011]; Available from: http://www.hu.usp.br/.Palavras-chave: ética, enfermagem, emergênciaDenila Bueno SilvaEnfermeira formada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São PauloProfa Dra Vera Lucia MiraProfessora associada da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo
  • 26. DOBUTAMINA E FLEBITE Kelly Regina Novaes Vieira, Marcelo Eidi Ochiai, Juliano Novaes Cardoso, Zélia Gonçalo B. da Costa, Antonio Carlos Pereira Barretto. Hospital Auxiliar de Cotoxó - InCor - HCFMUSPFundamento:O uso de dobutamina pode ser necessário durante a descompensação de insuficiência cardíaca. Entretanto a sua infusão por viaperiférica pode estar associado com flebite.Objetivo:Verificar a incidência de flebite com uso de dobutamina por via endovenosa periférica, e a sua associação com a concentraçãoinfundida do medicamento.Delineamento: estudo de coorteMétodos:Pacientes hospitalizados por insuficiência cardíaca descompensada em uso de dobutamina por via endovenosa periférica, efração de ejeção <0,45. O uso de dobutamina foi indicado nos perfis clínico-hemodinâmico C e L. As concentrações utilizadasforam duas: 2,0mg / ml (SF 210 + 2 ampolas: grupo padrão) e 4,0 mg / ml (SF 170 + 4 ampolas: grupo dobrado). Os pacientesforam avaliados diariamente, e foi utilizada a escala de flebite “Istandards of Intravenous Nurses Society”, com graus de 0 a III.Os dados foram analisados pelo teste Quiquadrado, com P<0,05.Resultados: Foram selecionados 130 pacientes com idade média de 63,8 +- 12,8 anos; 87 (66,9%) homens. A flebite ocorreu em 91 (70%)pacientes. A incidência de flebite foi de 71,7% no grupo 4 mg/ml,e 68,5% no grupo 2 mg/ml com risco relativo 0,96 ( IC95%: 0,76– 1,20 ) e P= 0,701.Conclusão:A incidência de flebite foi freqüente, e menor na dose 2,0 mg/ml porém não significante. Estudos deverão ser feitos para avaliar oproblema.
  • 27. EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ENFERMAGEM COMO FATOR DE MUDANÇA NA ATITUDE PROFISSIONAL Aline Tavares Domingos, Débora Vieira de AlmeidaIntrodução: A qualificação dos profissionais tem sido uma das necessidades atuais pela importância de manter-se atualizadofrente às novas tecnologias e aprimorar-se segundo o desenvolvimento científico. A partir da Educação Permanente, que nãoestá necessariamente no ambiente de trabalho, tem-se o conceito de Educação Continuada (EC), que neste trabalho éconsiderada como o aprimoramento e aquisição de conhecimentos após a formação inicial, seja de maneira formal ou informal,dentro ou fora da instituição, com o objetivo de conferir ao profissional de enfermagem consciência crítica e não somentemudança de práxis (1,2). A EC apresenta o seguinte processo: diagnóstico das necessidades; tipos de programas a seremdesenvolvidos; definição dos horários; implantação do sistema de módulos de ensino; avaliação construtiva dos programasdesenvolvidos, dos pontos a serem mantidos, pontos negativos a serem melhorados, e propostas de avanços e inovações (3).Tendo em vista que não há compreensão adequada da Educação Continuada, que somente a mudança de práxis não muda osujeito e que o objetivo da EC é impulsionar e subsidiar a mudança do sujeito, este estudo pretende comparar a efetividade, dosprogramas de EC de uma instituição privada de caráter filantrópico, que atende clientela do Sistema Único de Saúde e outraprivada que compartilham do mesmo Serviço de Educação Continuada. Objetivos: Descrever a implementação do serviço de ECnuma instituição privada e outra privada de caráter filantrópico; Descrever a participação dos funcionários nas atividades de ECprivada e outra privada de caráter filantrópico; Descrever a contribuição do serviço de EC para a prática profissional segundo apercepção dos funcionários. Método: É uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem comparativa. Obteve Parecerfavorável do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), número231/11. Sujeitos da pesquisa: enfermeiras do programa de EC e a equipe de enfermagem dos diversos plantões de duasunidades hospitalares, uma privada e outra privada/filantrópica. Ambas partilham do mesmo Serviço de Educação Continuada.Participaram da pesquisa 3 das 4 enfermeiras que são responsáveis pela Educação Continuada e 18 dos 24 integrantes dasequipes de enfermagem de uma unidade de internação do hospital privado e 23 dos 30 de uma unidade de internação de clínicamédica do hospital privado/filantrópico. Resultados e Discussão: A média de idade das enfermeiras responsáveis pela EC é de56 anos. As mesmas estão na área em média há18 anos, e não foram contratadas inicialmente para trabalhar na EC. Das 3enfermeiras da EC, somente uma assinalou que a EC realiza todas as funções. Somente uma das enfermeiras responsáveispela EC possui pós-graduação Stricto Sensu, a qual tem papel relevante na formação de enfermeiros docentes. Em relação àavaliação do aprendizado dos cursos/palestras, as enfermeiras da EC afirmam que não existe algo formal. Segundo essasenfermeiras há maior participação das equipes assistenciais do hospital privado/filantrópico do que do hospital privado, o queestá em desacordo com um estudo que verificou maior participação das equipes no hospital privado(4). Em relação à motivaçãopara participar dos cursos oferecidos pela EC, 22% dos profissionais de enfermagem do hospital privado relatam aobrigatoriedade, enquanto no hospital privado/filantrópico este percentual é de 4%. Para os profissionais do hospitalprivado/filantrópico a maior motivação foi a necessidade de aprimorar-se e de adquirir novos conhecimentos (78%). Osprofissionais do hospital filantrópico justificam a baixa participação nas atividades da EC (18%) devido ao horário deoferecimento (durante turno de trabalho). Quanto ao objetivo da EC nas instituições, 78% dos profissionais de enfermagem dohospital privado e 70% do privado/filantrópico consideram como principal a atualização dos profissionais. Nota-se que no hospitalprivado 16% dos funcionários compreendem como objetivo da EC padronizar técnicas, já no hospital filantrópico este percentualé de 4%. Conclusão: A implementação do serviço de EC na instituição privada e na privada de caráter filantrópico segue opreconizado pela literatura (diagnóstico das necessidades; tipos de programas a serem desenvolvidos; definição dos horários;implantação do sistema de módulos de ensino; avaliação construtiva dos programas desenvolvidos, dos pontos a seremmantidos, pontos negativos a serem melhorados, e propostas de avanços e inovações), mas o levantamento das necessidades ea avaliação ainda não são formais, como recomendado. Em relação à participação dos profissionais de enfermagem nosprogramas de EC, no hospital privado há participação de 90%, e no filantrópico 82%. Entretanto, as enfermeiras da EC (100%)referem maior satisfação na participação dos profissionais do hospital filantrópico. Segundo a percepção dos profissionais deenfermagem dos hospitais, a EC contribui para a sua prática, uma vez todos afirmaram utilizar os conhecimentos adquiridos emsua prática assistencial diária. Reconhece-se que há necessidade de aprofundamento de estudos em relação à mudança depráxis e a Educação Continuada em Enfermagem, para assim relacionar a qualidade da assistência de enfermagem aosesforços da educação continua nos serviços.Referências1. Ricaldoni CAC, Sena RR. Educação Permanente: uma ferramenta para pensar e agir no trabalho de enfermagem. RevLatino-am. Enfermagem 2006 novembro-dezembro; 14 (6).2. Paschoal AS, Matovani MF, Méier MJ. Percepção da educação permanente, continuada e em serviço para enfermeiros de umhospital de ensino. Rev. Esc Enferm USP 2007, 41 (3): 478-84, p. 480.3. Silva LAA, Saupe R. Proposta de um modelo andragógico de educação continuada para a enfermagem. Texto ContextoEnferm. Florianópolis, v.9 n2 p. 478-84. Maio-Ago 2000.4. Silva GM, Seiffert OMLB. Educação Continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Ver. Bras. Enferm, Brasília2009 Maio-Jun; 62 (3): 362-6.Descritores: Educação Continuada em Enfermagem; Educação em Enfermagem; Atitude do Pessoal de Saúde.
  • 28. ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA INDICAÇÃO PICC EM GESTANTES DE ALTO RISCO Marcia Lucia Verpa Souza Sasaki, Andrenizia Duque Amaral, Silvia Aline Andrade, Simone Isidoro Prado, Dirciléia Rodrigues Ferreira CamposO catete central de inserção periférica (PICC) é um dispositivo intravenoso, inserido através de uma veia superficial, o qualprogride até a veia cava superior ou inferior, adquirindo características de um cateter central. Esse cateter possui um ou doislumens, é longo, flexível, radiopaco, o qual é feito com material biocompatível. Existem critérios de indicações que devem serestabelecidos pelo uso de protocolos para direcionar uma melhor assistência. Diante disso o objetivo do presente estudo foidefinir as indicações desse para o uso na Unidade de Internação de Gestante de alto risco, através da confecção de umprotocolo e criação de um fluxograma para passagem do mesmo. A metodologia utilizada foi revisão bibliográfica em periódicos,artigos científicos, revistas de enfermagem e livros especializados em gestação de alto risco. As indicações que apontamoscomo critérios de inclusão para a passagem foram: esquema de antibioticoterapia maior que 07 dias, terapia antineoplásica,hiperemese com desidratação e desnutrição. Essa prática de avaliação e indicação precoce da passagem de cateter em muitocontribuirá para a preservação da rede venosa e diminuição do stress das repetidas punções. Essa medida trará benefícios paraa redução dos índices de complicações associadas à terapia intravenosa, evidenciando que o PICC é um importante aliado notratamento, além de trazer resultados positivos á qualidade da assistência.Palavras chaves: cateter de inserção periférica, infusões endovenosas, gestação de alto risco
  • 29. ENCONTRO FAMILIAR DE PACIENTE HOSPITALIZADO Simone Teixeira de Sousa,¹ Wanda Paredes Rosa,² Patrícia Regina de Oliveira Lima,³ Patrícia Notiko Idinha Nagato,4 Cibele Quaranta,5 Geny Nakanishe Haragushiku6Introdução:A internação hospitalar é percebida como sendo uma experiência desagradável por quem a vivencia, uma vez que é permeada pelo medo dodesconhecido, pela utilização de recursos tecnológicos, muitas vezes invasivos e dolorosos, pelo uso de uma linguagem técnica e rebuscadaque aumenta a ansiedade do ser doente no que tange seu quadro patológico, pela inquietação em estar em um ambiente estranho deestruturas rígidas que o descaracteriza, partilhando o mesmo espaço físico com pessoas fora de seu convívio familiar.Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo destacar a comunicação como instrumento básico no processo do cuidar humanizadoem enfermagem ao paciente hospitalizado. Algumas necessidades foram observadas em nossa instituição dentro da relação família epaciente e fez se necessário discutir e desenvolver uma equipe Multidisciplinar Formada por: Enfermeiros, Psicóloga e Fonoaudiólogo capazde orientar, compartilhar e oferecer um cuidado humanizado ao paciente e direcionar informações necessárias à família/cuidador nessemomento tão difícil que é o enfrentamento e adoecimento do seu ente querido.Objetivo:Envolver a família/cuidador a participar e compartilhar o cotidiano da assistência de enfermagem e rotina hospitalar, durante o período dehospitalização além de melhorar a interação equipe multidisciplinar/acompanhante abrindo espaço para escuta, orientação e reflexão.Método.Na primeira etapa, foi realizado um levantamento das necessidades em melhorar a integração e comunicação entre familiares e instituição. Aprincípio foi aplicado apenas na unidade de internação de pacientes com maior complexidade clinica. Os acompanhantes são convidadosantecipadamente através de um convite por escrito informando dia, horário e local. Os encontros com familiares de pacientes hospitalizadosocorrem em forma de reunião grupal na 1ª e 2ª quinzena e cada mês com duração de 1 hora cada encontro, são registrados através de lista depresença. A dinâmica acontece com a entrega de uma cartilha com informações de cada membro da equipe multi, recurso audiovisual, filmes eum folheto de prevenções de riscos para uma melhor abordagem, no sentido de educar e orientar .Papel do PsicَologoAvaliar o estado mental, funcional, emocional /comportamental do idoso, dentro do ambiente hospitalar.Avaliação do contexto familiar, da dinâmica de relacionamento entre paciente e cuidador- familiar. Avaliação da estrutura sociocultural familiardo paciente e vínculos afetivos. Direcionar atenção psicológica para os familiares de pacientes internados, quando esses denotaremnecessidade de suporte emocional frente as dificuldades de elaborarem os sentimentos no processo de adoecimento e internação de seusentes queridos.O papel do psicólogo dentro dessa equipe de orientações aos acompanhantes é de acolhimento e esclarecimento.Papel da Enfermeira/Coordenação:Utilizar transparência de informações, importantes e necessárias ao familiar/cuidador. Sugerimos acompanhar a realização de procedimentose cuidados assistencial ao paciente realizado pela equipe de enfermagem. Informamos e esclarecemos duvidas sobre os níveis de risco queficam fixados beira leito. (Queda, Bronco Aspiração, TEV/TEP,). Informamos a importância da posição do paciente no leito juntamente com amudança de decúbito, troca de fraldas, uso de sondas e dispositivos e a contenção no leito. Preparar a família para as mudanças importantesque ocorrem no processo de hospitalização e o impacto emocional advindo da nova realidade durante o tratamento. Intermediar quando aquestão envolver conflitos entre as partes família e instituição. Educar, orientar e divulgar aos colaboradores sobre trabalho realizado nestainstituição.Fonoaudióloga:Avaliar pacientes com risco de broncoaspiração, verificar possibilidade de dieta VO ou Cateter Enteral e orientar familiares quanto à maneira dese ofertar o alimento (necessidade da dieta adaptada, postura do paciente e higienização oral) enfatizando possíveis complicações caso aorientação não seja seguida.Resultado: Evidenciamos o envolvimento dos familiares e cuidadores com uma participação mais efetiva durante o período de hospitalização, observandouma melhor aceitação dos cuidados necessários para uma possível recuperação ou até mesmo uma melhora na qualidade de vida. Diminuiçãodas queixas, maior número de acompanhantes orientados sobre os direitos e deveres.Redução de conflito existentes entre família e instituição.Conclusão:A experiência desse trabalho demonstra a importância da pratica educativa e acolhedora no processo saúde/doença. A pratica educativacontribui para mudança, ampliação e percepção da população usuária dos serviços. Objetivamos a humanização do atendimento e um melhorrelacionamento entre acompanhante equipe de saúde.Referencia Bibliográficas:1.Santos AR.Idosos,família e cultura:Um estudo sobre a construção do papel do cuidador.Campinas(SP):Al’nea;2003.2. Tigulini RS,Melo MRAC.A comunicação entre enfermeiro,família e paciente crítico .Centro universitário São Camilo:Loyola;2004.p111-22.3.Squassante ND.A dialética das relações entre equipe de enfermagem e familiares acompanhantes no hospital:implicações para o cuidado deenfermagem.Rio de Janeiro:Escola Federal Anna Nery/Universidade Federal do Rio de Janeiro;20074.Brasil.Ministério da Saúde.Política Nacional de Humanização.Visita aberta e direito do acompanhante.Serie B.Textos básicos desaúde:MS;2004. Descritores: Humanização, Excelência no atendimento e Qualidade hospitalar.¹Especialista em Centro Cirúrgico .Hospital Nipo Brasileiro.Email: simone.sousa@hospitalnipo.org.²Especialista em Gerenciamento de Enfermagem e Administração Hospitalar .Hospital Nipo Brasileiro.³Especialista em Psicologia Clinica. Hospital Nipo Brasileiro.4Especialista em Motricidade Oro Facial .Hospital Nipo Brasileiro5Especialista em Estomaterapia. Hospital Nipo Brasileiro
  • 30. ENFERMAGEM E A HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA Jacqueline Ferreira Angelo Costa Rodrigues, Erika Vanessa Neves, Teresa Celia de Mattos Moraes dos Santos, Ana Lucia De Faria, Milva Maria Figueiredo De Martino.Introdução: O cuidado e a humanização tem se mostrado um dos principais focos da Enfermagem atualmente. Nesta área, assumerelevância e destaque, já que trabalha diretamente com pessoas em circunstâncias de fragilidade. A humanização do cuidado trata-sede uma questão que no decorrer dos anos repercutiu a favor da enfermagem, mas que precisa evoluir bastante para que se torne umaprática habitual dentro da profissão. Objetivo: Verificar junto aos profissionais de enfermagem que importância eles atribuem ahumanização em relação ao cuidado com o paciente e verificar com estes profissionais se a prática de humanizar é adequadamenteaplicada em suas praticas profissionais. Método: trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura realizada em periódicos nacionaisinseridos nas bases de dados digitais Literatura Científica e Técnica da América Latina e Caribe (Lilacs) e Scientific Eletronic LibraryOnline (Scielo) entre 2010 a 2011. Os artigos pesquisados foram escolhidos por acessibilidade, devido à grande importância do tema eda quantidade de trabalhos que abordassem o assunto. Os critérios para seleção dos artigos foram: aqueles que retratavam o assuntoe que foram publicados no idioma português que abordassem as palavras-chave humanização da assistência, assistência hospitalar equalidade da assistência à saúde. Resultado: A visão dos enfermeiros sobre o contexto da humanização da assistência é levantadasobre dois aspectos, o cuidar e o ato de humanizar. O cuidado denota zelo, prestígio, atenção, empenho, dedicação e se consolida noconjunto de ações em coletividade. Entender a importância do cuidado de enfermagem implica conhecimentos éticos que vise valorizara vida, considerando as diferenças entre os seres. O ato de humanizar pode ser representado pela procura constante do bem estarfísico, mental e intelectual do cliente, família ou equipe, contudo a humanização demonstra uma soma de ações que possibilita arealização do cuidado em enfermagem, onde se adequa as melhores técnicas, acolhimento, prestígio moral e educativo, ambientefavorável ao trabalho e, sobretudo contentamento da equipe e dos usuários. Tendo em vista a promoção e humanização nasinstituições de saúde, o Ministério da Saúde sancionou o Programa Nacional de Humanização (PNH). Esta ação se deu devido agrande necessidade de atribuir esforços aos desafios de melhoria da qualidade do atendimento e a importância do trabalho dosprofissionais da saúde. As iniciativas para humanização da assistência necessitam atingir as instituições hospitalares e de ensino emsaúde, visto que é no método de formação que se pretende aprofundar valores e atitudes de respeito à vida humana, alcançando obtera mudança de cultura do atendimento a saúde. Pretende-se que a enfermagem tenha uma extraordinária função na implantação dahumanização na área de saúde, tanto no objeto direto da assistência aos clientes, como no ensino do serviço aos componentes daequipe ou na gerência dos serviços da área de saúde. A enfermagem é a ligação entre o entendimento da enfermidade e acompreensão da morte e visa proporcionar ao paciente e ao familiar um maior conforto frente à doença. Conclusão: Concluí-se que háenfermeiros que conhecem total ou parcialmente a essência do que é o cuidado humanizado. Demonstrando que existem diferentesposturas frente à temática. Deste modo pode-se entender que a humanização em enfermagem deve ser acrescentada as práticas dosprofissionais de saúde com o intuito de oferecer um cuidado diferenciado.Palavras – chaves: Humanização da assistência; Assistência hospitalar; Qualidade da assistência à saúde.Referencias bibliográficasAraújo FP, Ferreira MA. Representações sociais sobre humanização do cuidado: implicações éticas e morais. Rev Bras Enferm. Brasília2011 mar/abr [acesso em 2011 dez 02]; 64(2): 287-93. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v64n2/a11v64n2.pdf.Dias AB, Oliveira L, Dias DG, Santana MG. O toque afetivo na visão do enfermeiro. Rev Bras Enferm. Brasília 2008 set/out [acesso em2011 dez 04]; 61(5): 603-607. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v61n5/a12v61n5.pdf. Furtado AMO, Souza SRS, Ramos JS, Ferreira MCA. O enfermeiro frente ao paciente fora de possibilidade terapêutica: dignidade equalidade no processo de morrer. Enfermería Global. abr 2011[acesso em 2011 dez 06]; 22: 1-8. Disponível em:http://scielo.isciii.es/pdf/eg/v10n22/pt_administracion6.pdf.Gomes ILV, Camara NAC, Lelis GMD, Grangeiro GFC, Jorge MSB. Humanização na produção do cuidado à criança hospitalizada:concepção da equipe de enfermagem. Trab Educ Saúde. Rio de Janeiro, 2011 mar/jun [acesso em 2011 dez 06]; 9(1): 125-135.Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tes/v9n1/v9n1a09.pdf.Marques IR, Souza AR. Tecnologia e humanização em ambientes intensivos. Rev Bras Enferm. Brasília 2010 jan/fev [acesso em 2011dez 02]; 63(1): 141-144. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v63n1/v63n1a24.pdf.Waldow VR, Borges RF. Cuidar e humanizar: relações e significados. Acta Paul Enf. 2011[acesso em 2011 dez 02]; 24(3): 414-418.Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v24n3/17.pdf.Acadêmica de Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade de Taubaté, São Paulo, Brasil. E-mail:jackrodrigues3@hotmail.com.Acadêmica de Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade de Taubaté, São Paulo, Brasil. E-mail:erikavn@hotmail.com.Enfermeira. Mestre, Professora Assistente II do Departamento de Enfermagem da Universidade de Taubaté/UNITAU. Taubaté (SP),Doutoranda em Enfermagem pela Universidade de Campinas-UNICAMP. Campinas (SP). E-mail: teresacelia@terra.com.brEnfermeira. Mestre, Professora Assistente II do Departamento de Enfermagem da Universidade de Taubaté/UNITAU. Taubaté (SP),Brasil. E-mail: anadinda2002@yahoo.com.br.Doutora. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual deCampinas. Campinas (SP). E-mail- marfi@fcm.unicamp.br.
  • 31. ENFERMAGEM E CUIDADOS PALIATIVOS: A TEORIA HUMANÍSTICA COMO FONTE DO CUIDADO. Aline Moura de Lemos1, Norma Sueli Santana Pereira2.Introdução: A evolução da tecnologia em saúde possibilita um grande desenvolvimento dos hospitais, transformando-os em centros decura. Todavia, nem sempre é possível a obtenção da cura, tornando-se comum o uso indiscriminado de tecnologia para prolongar avida nas realidades hospitalares, mesmo quando a morte é um fator imutável, devido ao esgotamento de todas as possibilidades decura (1). Entretanto, cresce paralelamente a consciência do respeito à dignidade do paciente e, com isso, surge uma nova atmosfera aoredor do morrer (2,3). Os Cuidados Paliativos postularam uma nova forma de atendimento e acompanhamento do último período de vidados pacientes com doença crônica degenerativa. Em 2002 a OMS redefiniu o conceito: “Cuidados Paliativos é a abordagem quepromove qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através deprevenção e alivio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor e outros problemas denatureza física, psicossocial e espiritual” (5,6).Objetivos: Apresentar revisão de literatura sobre Cuidados Paliativos evidenciando o papel positivo da enfermagem na assistência apacientes fora de possibilidades terapêuticas. Refletir sobre a Teoria Humanística de Patterson e Zderad, evidenciando algunspressupostos e relacionando-os à atuação da Enfermagem em Cuidados Paliativos.Método: Estudo reflexivo com base em revisão bibliográfica. Para embasamento teórico, realizamos leitura compreensiva da TeoriaHumanística de Enfermagem. Para guiar esta revisão, elaborou-se a questão: Qual a relação entre os pressupostos da TeoriaHumanística e a prática de Enfermagem em Cuidados Paliativos? Para a seleção dos artigos utilizou-se as bases de LILACS, BIREMEe MEDLINE por meio dos seguintes descritores: “Cuidados Paliativos”, “Enfermagem em cuidados paliativos” e “Teoria humanística dePatterson e Zderad”. Desta forma, buscou-se artigos que respondessem a questão da revisão com publicação entre 2000 e 2010,publicados em português e/ou espanhol, com resumos e textos completos disponíveis online. Para inclusão realizou-se leitura exaustivados resumos para verificar a pertinência da pesquisa com a questão norteadora desta investigação.Resultados: A enfermagem tem enraizado na profissão, desde o surgimento como ciência com Florence Nightingale, a preocupaçãocom o cuidado holístico e humanizado, assistindo o paciente em sua totalidade bio-psico-social-espiritual. Demonstrando assim, totalconexão com a filosofia do cuidado paliativo, mesmo antes de ser reconhecido como modalidade de saúde.Segundo a Teoria Humanística de Patterson e Zderad, o enfermeiro deve conhecer cada homem como existência singular, de formaindividual, com sua história particular, aceitando o modo como ele vive e o seu mundo, preservando sua autonomia, com o sentido delhe prestar ajuda. Deve identificar o indivíduo como ser com capacidade de auto-percepção, lutando para encontrar sua própriaidentidade e sentido para a vida. Não se centrar unicamente no bem-estar da pessoa, mas em seu existir mais pleno (14).O cuidado é, para a enfermagem, o estetoscópio que os médicos trazem no pescoço; ele é o nosso instrumento fundamental; é nossalupa; é a nossa droga reanimadora de primeira linha; é o nosso kit de reanimação... O cuidado é um colo, é tudo o que o pacientefamília precisa ter quando na iminência da morte. Cuidar na fase de paliação significa cuidar da ferida que precisa de óleo e não decirurgia (10).Conclusão: Mesmo existindo a compatibilidade de idéias, a Enfermagem ainda enfrenta algumas dificuldades quando se fala emcuidado paliativo. Assistir de forma holística é tarefa bem mais complexa e que muitos se sentem inseguros para realizar. Situação quepode ser atribuída a pouca frequência, ou até mesmo ausência, da abordagem de temas nesse contexto durante a formação. Odistanciamento do enfermeiro da pratica humanizada, desvalorizando a dignidade na assistência ao ser humano, merece reflexões paratentar resgatar a humanização do cuidar.Referências Bibliográficas:Rodrigues IG. Cuidados Paliativos: Analise de conceito. Dissertação [Mestrado em Enfermagem Fundamental] Ribeirão Preto: Escolade Enfermagem de Ribeirão Preto da USP; 2004. 247p. Schramm FR. Morte e finitude em nossa sociedade: implicações no ensinodos cuidados paliativos. Revista Brasileira de Cancerologia. 2002; 48 (1): 17-20. Doyle DWCG, Mac Donald HN. As origens damedicina paliativa. In: Figueiredo MTA, coordenador. Coletânea de textos sobre cuidados paliativos e tanatologia. São Paulo: UNIFESP;2006. p. 14-5. Menezes RA. Etnografia de um hospital de cuidados paliativos. Tanatologia e subjetividades. Revista do Núcleo deEstudos e Pesquisa em Tanatologia e Subjetividades da UFRJ. Ano 1. No 1. Rio de Janeiro: UFRJ; 2006. [online] Disponível em:<www.ess.ufrj.br/siteantigo/download/revista_mar06.doc>. Maciel MGS. Definições e princípios. In: Oliveira RA, coordenador. CuidadosPaliativos. São Paulo: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo; 2008. p.15-32. Pessini L. Cuidados paliativos - algunsaspectos conceituais, biográficos e éticos. Prática Hospitalar. 2005; [online]. Disponível em:<http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2041/pgs/materia%2021-41.HTML>. Matos FA, Moraes TM. A enfermagem noscuidados paliativos. In: Figueiredo MTA, coordenador. Coletânea de textos sobre cuidados paliativos e tanatologia. São Paulo:UNIFESP; 2006. p. 49-61. Zaroni MAV, Morte como objetivo de reflexão para o acadêmico de enfermagem [Monografia]. São Paulo.2006. Araújo MMT, Silva MJP. Communication with dying patientes: perception of ICU nurses in Brazil. J Clin Nurs. 2004; 13(2): 143-9.Clemente RPDS, Santos EH. A não-ressuscitação do ponto de vista da enfermagem, em uma unidade de cuidados paliativosoncológicos. Revista Brasileira de cancerologia. 2007; 53(2): 231-6. Sá AC, Pereira LL. Espiritualidade na enfermagem brasileira:retrospectiva histórica. Mundo da Saúde. São Paulo: 2007; Abr/Jun;31(2):225-37. Araújo MAL, Pagliuca LMF. Análisis de contexto Delconcepto de ambiente en la teoría humanística de Patterson y Zderad. Index de Enfermería (edición digital) 2005; 48-9.Disponível:‹http://www.index-f.com/index-enfermería/48-49revista/48-49_articulo_42-45.php› acessado em 26 de julho de 2006.Nascimento ERP, Trentini M. O cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanistica de Paterson eZiderad. Rev Latino-am Enfermagem 2004 março-abril;12 (2): 1-13.SANTOS, M. C. L; PAGLIUCA, L. M. F; FERNANDES, A. M. C. Cuidados paliativos ao portador de câncer: reflexões sob o olhar dePatterson e Zderad.Rev. Latino-am Enfermagem. 15(2), mar-abr, 2007Descritores: Cuidado Paliativo, Enfermagem, Teoria Humanística de Enfermagem.
  • 32. ENFERMAGEM NEONATAL PARA UM CUIDADO SEM DOR: INTERVENÇÃO CLINICA NO EXAME DE FUNDO DE OLHO Laiane M. Ribeiro1, Thaíla C. Castral2, Mariana F. Daré1, Liciane L. Montanholi1, Sonir R.R. Antonini3, Carmen G. S. Scochi4Introdução: A retinopatia da prematuridade (ROP) é a principal responsável pela cegueira infantil devido ao aumento da sobrevivência derecém-nascido pré-termo (RNPT) de muito baixo peso nos últimos anos1. No entanto, a ROP é uma das causas evitáveis de cegueira e por isso,seu diagnóstico na fase inicial é fundamental. O exame de fundo de olho, para o diagnóstico precoce da ROP, causa dor2, requerendointervenções para o seu alívio.Objetivo: Investigar a efetividade do leite humano para o alívio da dor em RNPT submetido ao exame de fundo de olho, em comparação com asacarose. Teve-se como hipótese que o leite humano é tão eficaz quanto à sacarose no alívio da dor decorrente desse procedimento.Metodologia: Estudo piloto, quase-experimental, realizado na unidade de cuidados intermediários neonatal de um hospital universitário deRibeirão Preto–SP, entre novembro de 2010 até maio de 2011. A amostra de conveniência foi de 14 RNPT que atenderam aos critérios deinclusão: idade gestacional (IG) < 33 semanas; peso ao nascer ≤ 1.500g; primeiro exame agendado entre a 4ª e 6ª semana de vida;estabilidade clínica com manutenção dos parâmetros fisiológicos anterior exame e tempo mínimo de 1 hora da última mamada. Foram excluídosos RNPT em assistência ventilatória assistida; com hemorragia intraventricular grau III ou IV ou subseqüente leucomalácia; doença congênitado sistema nervoso, malformação ou prejuízos neurológicos e renais e que fizeram uso de opióides e corticoesteórides ou outras drogas queinterfiram nas respostas à nocicepção. Os RNPT foram divididos em dois grupos: um recebeu 0,5ml/kg de sacarose 25% (GS), conformeprotocolo da instituição, e o outro 2ml de leite do banco de leite humano (GL), ambos administrados 2 minutos antes do exame, por via oral,com uma seringa de 3ml. As variáveis estudadas foram: duração do choro, frequência cardíaca (FC) e concentração do cortisol salivar. Amensuração do choro e FC deu-se em três períodos: basal (5 minutos), durante o exame (entre 3-12 minutos) e recuperação (5 minutos). Asaliva foi coletada antes do exame (cortisol basal), após 30 (cortisol resposta) e 60 (cortisol recuperação) minutos do término do exame e omaterial coletado foi centrifugado e dosado em duplicata por um técnico no Laboratório de Endocrinologia e Metabologia do hospital, porradioimunoensaio. Os coeficientes inter e intra-ensaio foram de 12,5% e 3,7%, respectivamente. Os dados foram exportados para o softwareStatistical Package for the Social Sciences (versão 19.0). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (protocolo nº 1127/2010),assim como, firmado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido com as mães e/ou responsáveis. Para as variáveis quantitativas utilizou-sea estatística descritiva (média e desvio padrão) e para as variáveis qualitativas fez-se a distribuição das frequências. A normalidade dadistribuição das médias amostrais para as variáveis quantitativas (IG, peso ao nascer, duração do procedimento, FC, cortisol salivar, duração dochoro nos três períodos da coleta e número de avaliações para o exame de fundo de olho que antecederam a coleta), foi testada por meio doTeste de Kolmogorov-Smirnov. A comparação da distribuição da variável sexo entre os grupos fez-se por meio do Teste Exato de Fisher. Para acomparação das médias entre os dois grupos em relação as variáveis IG, peso ao nascer e duração do procedimento, utilizou-se o Teste t destudent. A comparação das médias da FC, a duração do choro e a concentração do cortisol salivar nas três fases entre os grupos foi obtidaatravés da RM-ANOVA3. O fator intra-sujeitos empregado em cada análise de variância diz respeito às fases da coleta de dados.Resultados: A média da IG e do peso ao nascimento foram 222,33 dias (±21,6) e 1233,3g (±323,6), respectivamente, para o GS e 218,40 dias(±1,14) e 1194,0g (±114,20) para o GL. Em relação à variável sexo houve uma predominância do sexo feminino (77,8%) no GS e do sexomasculino (80%) no GL. Quanto ao tipo de aleitamento, o aleitamento artificial foi preponderante em ambos os grupos (GS=55,60% e GL=60%); sendo a técnica de alimentação mais utilizada a gavagem no GS (55,60%) e o copo associado ao seio materno (40%) no GL. O númerode avaliações prévias do exame de fundo de olho variou de uma até cinco. A duração do procedimento variou de 3 a 12 minutos, sendo amédia maior no GL (534,8 vs. 255,6; p=0,029). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à IG (p=0,70),peso ao nascer (p= 0,80) e sexo (p=0,091). As médias da FC basal, resposta e recuperação foram 138,4 bpm (±21,8); 169,8 bpm (±16,5);144,7 bpm (±11,0), respectivamente, no GS e 158,0 bpm (±16,6); 173,2 bpm (±23,3); 149,0 bpm (±16,6) no GL. A média do tempo de chorodo GS na fase basal foi 17,3s (± 46,1); durante o procedimento 93,2s (±76,7) e na recuperação 6,8s (±18,9), ao passo que no GL, o basal foi14,3s (±28,5); durante o procedimento 270,0s (±188,1) e recuperação foi 5,0s (± 4,9). Em relação às concentrações médias do cortisolsalivar basal, resposta e recuperação no GS foram 28,57 nmol/L (±17,5), 46,5 nmol/L (±11,8), 41,2 nmol/L (±15,1), respectivamente,enquanto que no GL foram 32,31 nmol/L (±16,0), 50,1 nmol/L (±21,9), 55,3 nmol/L (±25,5). Não havendo interação significativa nacomparação entre o grupo e as fases da coleta relacionada à FC [F(1.95; 23,43)=1.876, p=0,176], ou seja, as médias da FC nas diferentesfases da coleta não diferiram de maneira estatisticamente significativa entre os grupos. O mesmo ocorreu com relação à duração do tempo dochoro [Wilk´s Lambda= 0,60; F(2,10)= 3,33, p=0,078] e concentração do cortisol salivar [Wilk´s Lambda= 0,74; F(2,11)= 1,95 p=0,189].Conclusão: O leite humano parece ser tão efetivo quanto a sacarose no alívio da dor aguda relacionado ao exame de fundo de olhos em RNPT.Tem-se como limitação o reduzido tamanho amostral e a falta de randomização.Referências:1Fortes Filho JB, Barros CK, Costa MC, Procianoy RS. Resultados de um programa de prevenção da cegueira pela retinopatia da prematuridadena Região Sul do Brasil. J Pediatr (Rio J). 2007;83(3):209-16.2 Belda S. et al. Screening for retinopathy of prematurity: Is it painful? Biology of the Neonate. 2004; 86 (3): 195-200.3 Liu Y. Analyzing RM ANOVA related data using SPSS10. Measurement in Physical Education and Exercise Science. 2002; 6(1):43-60.Descritores: Manejo da dor, Prematuro, Leite humanoQualidade da Assistência em Saúde1 Enfermeira, Doutoranda do Programa Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto daUniversidade de São Paulo (EERP-USP).2 Doutora em ciências pela EERP-USP.3 Professor Doutor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.4 Professora Titular do Departamento Materno-Infantil e Saúde Pública da EERP-USP.* Agencia Financiadora: CNPq nº 303519/2010-0. ** E-mail: laiane@usp.br
  • 33. ESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA E SUA ATUAÇÃO NA SEGURANÇA DO PACIENTE INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA CATARINA/ SP Alves LA, Santos MS, Florentino EDG, Prado SP, Oliveira DPSIntrodução:Segundo o projeto de 5 milhões de vidas, um Time de Resposta Rápida- possue algumas estruturas, no qual uma instituição degrande porte do estado de São Paulo, optou pelo modelo da atuação de enfermeiros divididos em turnos com cobertura das24horas, onde na ausência dos acionamentos, tem como rotina avaliar os pacientes nas unidades de internações, provenientesdas UTIs e Pronto atendimento pediátrico e adulto nas primeiras 24 horas, tem como ferramenta a aplicabilidade deinstrumentos estruturados contemplando os sinais de deteriorização orgânica, conforme descrito no Bundle de Time de RespostaRápida e os sinais de alerta dos protocolos clínicos de gravidade gerenciados. A avaliação do enfermeiro do Time de RespostaRápida, é provinda de um acionamento ou da busca ativa, na presença de sinais de deteriorização orgânica, é acionado omédico referencia do Pronto atendimento (pediátrico ou adulto) e se necessário o acionamento da fisioterapeuta referencia daUTI. Contudo a atuação da equipe tem como finalidade, realizar diagnóstico precoce, diminuir transferências desnecessárias àUTI, investigar / tratar o diagnóstico diferencial e analisar o desfecho do atendimento.Objetivo:Aumentar o número de chamados do código amarelo, diminuir o chamado do código azul. Reduzir complicações e taxa demortalidade.Método:Estudo realizado em caráter descritivo exploratório, com abordagem qualitativa , realizada nas unidades de internações adulto epediátrico em um hospital privado de grande porte em São Paulo.Resultados:Através dos indicadores do Time de Resposta Rápida nos mostra redução significativa do atendimento ao código azul e umaquantidade de visitas consideráveis onde pacientes que necessitam de uma atenção especial vem sendo acompanhados poresta equipe, direcionando cuidados e evitando a deteriorização do quadro clinico destes.Conclusão:Após a implantação do Time de Resposta Rápida, os pacientes com sinais de deteriorização clinica e os pacientes com riscopara complicações agudas, vem sendo assistidos com melhor performance assistencial, baseada nas melhoras praticas poruma equipe especializada, reduziu os eventos de paradas cardiorrespiratórias nas unidades de internações adulto e astransferências desnecessárias às UTIs adulto e pediatrico Todas essas ações vem de encontro com as estratégias paraassegurar a segurança do paciente.
  • 34. EVENTO ADVERSO NA UTI COMO INDICADOR NA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ¹Kelly Cristine Lopes e Souza; ²Mônica Félix de Alvarenga; ³Víctor Almeida Borges e 4Cézar Ladeira Macedo Júnior.INTRODUÇÃOA avaliação da assistência é um importante instrumento no controle de processos de trabalho na saúde.Segundo RACOVEANU, et all, 1995 a assistência à saúde de boa qualidade se caracteriza pelos seguintes tributos: um alto graude competência profissional; a eficiência na utilização dos recursos; um risco mínimo para os pacientes; e, um efeito favorável nasaúde.A qualidade na assistência está diretamente ligada ao mínimo ou a ausência total de riscos e falhas que possam comprometer asegurança do paciente.De acordo com o manual da Joint Comission Acreditation of Healthcare Organizations (JCAHO, 2010) pode-se descreverindicador como sendo a medição do desempenho de funções, sistemas ou processos, assim como o valor estatístico que indicaa condição ou direção do desempenho de um processo ou alcance de uma meta ao longo do tempo.O Evento adverso é uma complicação, incidente, iatrogenia, erro médico. Os eventos adversos, com ou sem danos, podem serdevido a fatores humanos, fatores organizacionais ou a fatores técnicos. (Manual Brasileiro de Acreditação da ONA, 2006).O estudo de erros humanos é recente e os profissionais da saúde relacionam os mesmos com vergonha, medo e punições, alémde associá-los a desatenção, desmotivação e treinamento insuficiente, portanto, quando estes ocorrem há tendência emescondê-los. Ainda, quando este evento aparece, toda atenção é dada para a descoberta do culpado, perdendo-se a chance demelhor conhecê-lo e tomar medidas para tratá-lo e principalmente prevenir novas ocorrências. (ROSA, M.B 1992)As notificações dos eventos adversos facilitam o conhecimento do perfil da unidade e ajuda na investigação da qualidade daassistência de enfermagem, pois as falhas acontecem e são importantes para a avaliação dos serviços de saúde.OBJETIVOEncorajar as notificações dos Eventos Adversos e conhecer o perfil da unidade a fim de auxiliar a investigação da qualidade daassistência prestada, e auxiliar na avaliação e intervenção dos mesmos.Segundo CARVALHO, 2000; é importante que o profissional relate o incidente para que providências sejam tomadas o maisrápido possível. Os profissionais de saúde, como quaisquer seres humanos, são passíveis de falhas, no entanto, não seidentificam os eventos adversos quando os profissionais se solidarizam e mascaram tais situações. (MADALOSSO, ARM,2000).MÉTODOPesquisa descritiva, quantitativa, realizada em uma UTI adulto de dezessete leitos de um hospital geral da Zona da MataMineira.No período de coleta de dados a equipe de enfermagem da UTI era composta de oito enfermeiros assistenciais, um supervisor e34 técnicos de enfermagem, distribuídos entre os plantões de 12/36h.Foi utilizado um período de seis meses, que compreenderam de julho a dezembro de 2011, na UTI.RESULTADOSForam registrados 78 eventos adversos nas UTIs relacionados à enfermagem, no período de seis meses, sendo 25 eventos emjulho/2011; 20 eventos em agosto; 13 eventos em setembro; 03 eventos em outubro; 08 eventos em novembro e 09 eventos emdezembro. Os eventos foram categorizados por topografia e gravidade da seguinte forma: 11 úlceras desenvolvidas nas UTIs, 13úlceras previamente existentes, 02 às trocas/perdas de acessos venosos profundos, 07 às trocas/perdas de acessos venososperiféricos, 35 à perda de artefatos (TOT, CNE, dreno de tórax, traqueostomia), 01 pirogenias, 06 por ferimentos causados porequipamentos de monitorização e/ou imobilização e 03 a erros de medicação.CONCLUSÃOOs eventos adversos utilizados como indicador da qualidade na assistência de enfermagem nos ajuda a quantificar e classificaros erros mais acometidos na unidade, para que estratégias sejam utilizadas em cima das necessidades reais dos fatorescausais, por isso a importância de se definir o evento, identificando as causas proximais, propor e realizar intervenções, comtentativa de reduzir os erros através da utilização de check-list e protocolos, melhorando a qualidade dos registros emprontuários, padronizando os procedimentos, participando de iniciativas de processos de melhorias, estabelecer políticas desegurança e incluir o paciente e seus familiares na confirmação de dados.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICACARVALHO VT. Erros na administração de medicamentos: análise de relatos dos profissionais de enfermagem. [dissertação].Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2000. [ Links ]MADALOSSO ARM. Iatrogenia do cuidado de enfermagem: dialogando com o perigo do cotidiano profissional. Rev LatinoamEnferm. 2000;8(3):11-7.RACOVEANU, N.T., JOHANSEN, K.S. Calidad de la atención: tecnologia para el mejoramiento contínuo de la calidad de laatención. Foro Mundial de la Salud, v.16, p.158-165, 1995.ROSA MB, PERINI E. Erros de medicação: quem foi? Rev Assoc Med Bras (1992). 2003;49(3):335-41.The Joint Commission [Internet]. Illinois: The Joint Commission; c2010. Standars; [cited 2009 Feb 28]; [about 1 screen]. Availablefrom: http://www.jointcommission.org/Standards/
  • 35. EVIDÊNCIAS QUALITATIVAS PARA O CUIDADO À FAMÍLIA EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA Fernanda Ribeiro Baptista Marques, Larissa Guanaes dos Santos, Adriana Maria Duarte, Myriam Aparecida Mandetta PettengillIntrodução: Quando uma criança adoece, ou recebe o diagnóstico de uma doença como o câncer toda a família é afetada pelotemor da possibilidade de sua morte, o que desencadeia o sentimento de vulnerabilidade da família, que se percebe sem poderpara lidar com a situação(1). Cada vez mais os enfermeiros se deparam na prática clinica com situações difíceis envolvendo ocuidado da criança com câncer e sua família, porém não se sentem preparados para assisti-la neste contexto, o que contribuipara a incoerência observada entre seus pensamentos e ações(2). O Cuidado Centrado na Família (CCF) é um modelo quereconhece a familia como a primeira responsável pelos cuidados de saúde de seus membros daí a necessidade de sua inclusãonos cuidados, de maneira compartilhada, com dignidade e respeito(3). Para que seja implementado na pratica é necessário que oprofissional de saúde seja sensibilizado para cuidar nesta perspectiva, mantendo uma postura aberta e atenta ao modo como afamília da criança enfrenta a experiencia de doença e de hospitalização, procurando perceber as interações que ela faz com omeio, bem como os possíveis impactos oriundos desta interação(4). Questionamos-nos o que tem sido publicado sobre o cuidadoa família no contexto da oncologia pediátrica no Brasil, a fim de extrair as evidências identificadas nos estudos e guiar aproposição de estratégias de sensibilização dos profissionais.Objetivo: identificar evidências qualitativas para o cuidado à família em oncologia pediátricaMétodo: Trata-se de uma revisão narrativa, em bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde(LILACS), Bibliografia Brasileira de Enfermagem (BDENF) e Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) da Biblioteca Virtual emSaúde (BVS), no periodo de 2001 a 2011. Para a seleção dos estudos foram propostos os seguintes critérios: artigos publicadosem periodicos nacionais, em lingua portuguesa disponibilizados online; foram excluidos relatos de experiência, a partir daspalavras-chave: criança, câncer, família, cuidado, cuidado centrado na família, enfermagem. Também foram selecionados artigosreferenciados pelos autores nas publicações. Foi elaborada uma ficha para catalogar os artigos pelas autoras, contemplando osseguintes itens: título, autores, periódico, objetivos e principais resultados. Cada trabalho foi identificado por meio de numeraçãoem ordem alfabética. Para conduzir o processo analítico foi aplicada Análise Qualitativa de Conteúdo(5), buscando assimilaridades e divergências nos artigos para o agrupamento em categorias. Ao final foi realizada uma síntese dos achados a fimde identificar as evidências sobre o cuidado a familia no contexto da oncologia pediatrica.Resultados: A análise realizada permitiu a identificação de cinco categorias que evidenciam as melhores práticas para o cuidadoà família no contexto da oncologia pediátrica, sendo: 1) o apoio social e profissional como forma de cuidar da família; 2) aimportância do profissional compreender a experiência de cada família; 3) a comunicação entre profissional-familia comoferramenta para o cuidado; 4) a promoção de um ambiente acolhedor; 5) a inclusão dos demais membros da família no cuidado;6) o acesso da família a informação.Conclusão: as evidências da literatura vão ao encontro do preconizado pela filosofia do CCF, revelando-se úteis para guiar aelaboração de protocolos assistenciais, a formação e educação continuada de profissionais da equipe e a elaboração de projetosde pesquisa sobre a temática.Referências: 1. Beck ARM, Lopes MHBM. Cuidadores de crianças com câncer: aspectos da vida afetados pela atividade decuidador. Rev Bras Enferm 2007; 60(6): 670-5. 2. Paro D, Paro J, Ferreira DLM. O enfermeiro e o cuidar em oncologia pediátrica.Arq. Ciências da Saúde 2005; 12(3):151-57. 3. Patient-Family Centered Care Institute, 2011. Disponível em:http://www.ipfcc.org/. 4. Pinto MCM, Camata DG, Oliveira AC, Dalge DP, Paes AT. Significado do cuidar da criança e apercepção da família para a equipe de enfermagem. Einstein. 2009; 7(1 Pt 1):18-23. 5. Morse JM. Aspectos essenciais demetodologia de investigação qualitativa. Coimbra: Formasau, 2007.Descritores: Criança. Câncer. Família. Cuidado, EnfermagemEnfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá - UEM, Membro do Grupo de Pesquisa: Núcleo deEstudos da Criança, Adolescente e Família – NECAd,Acadêmica do 3°ano de Enfermagem da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP,Membro do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família – NECAd,Enfermeira. Especialista em Enfermagem Oncológica. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo –UNIFESP,Membro do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família – NECAd,Professora Doutora do Departamento Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de SãoPaulo - UNIFESP, Líder do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família – NECAd, Orientadora
  • 36. EXPERIÊNCIA DA PARALISIA CEREBRAL NO CONTEXTO FAMILIAR Naiara Barros Polita¹, Mauren Teresa Grubisich Mendes Tacla²Introdução: A paralisia cerebral é definida como um conjunto de desordens posturais e de movimento, causando limitaçãofuncional da criança, que são atribuídos a distúrbios não-progressivos, decorrentes de lesões ou anomalias, que ocorrem nocérebro em desenvolvimento fetal ou infantil, até o segundo ano de vida pós-natal¹. A paralisia cerebral pode resultar emlimitações no desempenho de atividades do cotidiano da criança e de sua família, como por exemplo, as atividades deautocuidado, de mobilidade e de características sociais e cognitivas². Portanto, a família é importante agente de cuidado e deinteração social e desempenha papel fundamental para o desenvolvimento da criança, tornando-se também objeto do cuidar. Osuporte às famílias e sua participação nos cuidados à criança deveria ser meta importante das políticas sociais e preventivas³.Em minha prática profissional, como enfermeira pediatra de um hospital público, tenho acompanhado as dificuldades dasfamílias de crianças com PC em grande parte sem apoio social. Assim, surgiu a pergunta de pesquisa: Como as famílias decrianças com paralisia cerebral lidam com a doença? Pressupõe-se que a vivência das famílias dessas crianças seja permeadapor dificuldades nos relacionamentos pessoais, falta de informações claras a respeito do prognóstico e tratamento, além da faltade uma rede de suporte estruturada e de centros de referência para tratamento da família de forma integral. Objetivo: Conhecera experiência da família de criança com paralisia cerebral, a fim de identificar suas necessidades para o planejamento daassistência de enfermagem. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso. A mesma foi realizada noHospital Universitário de Londrina (HU), na cidade de Londrina, Paraná. Foi selecionada uma família, de forma intencional, coma utilização dos seguintes critérios: família de criança com diagnóstico definitivo de paralisia cerebral que foi hospitalizada naunidade de Pediatria do HU no período de Agosto de 2011 a Outubro de 2011, na faixa etária de 7 a 12 ano e que apresentaquestões importantes para a dinâmica familiar e manejo da doença, como separação, várias internações, necessidade deacompanhamento multiprofissional e educação especial. A coleta de dados foi realizada no mês de Outubro, após aprovação doComitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Londrina (CEP/UEL) sob parecer195/2011, e após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi realizada com o cuidador familiar principal dacriança, durante a internação da mesma, na Unidade de Pediatria do HU. Os instrumentos utilizados foram: genograma,ecomapa, entrevista e diário de campo. O método utilizado para análise dos dados foi a análise de conteúdo, com as etapaspropostas por Bardin4. Resultados: A criança R.A.P, sexo masculino, 12 anos, reside em um município do interior do Paraná, emuma casa de alvenaria, com aproximadamente sete cômodos, com a mãe, os avós maternos, e seus três irmãos mais novos:duas meninas e um menino, sendo o menor de 4 anos de idade. Não possui relação com o pai e a família paterna e nem comoutros membros da família materna. A mãe é a principal cuidadora, porém recebe ajuda da avó materna. As categoriasencontradas foram: informação recebida em relação à doença e prognóstico, sentimentos, dificuldades, adaptações e rede desuporte. A criança sofreu anóxia neonatal, porém a família recebeu pouca informação sobre as complicações, o que culminou noatraso da percepção das crises convulsivas pela mãe e do atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. A paralisia cerebral foidiagnosticada quando a criança possuía 10 meses, entretanto já apresentava sinais anteriormente. Hoje a mãe demonstraconhecimento da causa e do diagnóstico, porém desconhece o prognóstico da doença. Entretanto, sente por não terconhecimento e não ter recebido informações claras anteriormente. Os sentimentos expressados foram de: tristeza em relação àdemora do diagnóstico e início do tratamento; falta de confiança na equipe de saúde pela falta de atenção e clareza dasinformações e esperança, em relação ao desenvolvimento neuropsicomotor. As dificuldades encontradas foram: financeiras,atendimento do município de origem, sobrecarga do cuidador. Foram realizadas adaptações da estrutura física da casa emobiliário para proteção e estímulo à criança e mudanças na rotina dos familiares. A criança possui suporte afetivo einstrumental da família materna e irmãos, social e instrumental do Hospital Universitário de Londrina e Associação dos Pais eAmigos dos Excepcionais (APAE) e social e espiritual da igreja do município de origem. Recebe auxílio financeiro pelaaposentadoria por invalidez. A relação com a prefeitura, Programa Saúde da Família e serviço social do município de origem éfraca. A família, em si, não possui suporte afetivo, psicológico e instrumental.Conclusão: Os resultados afirmam o pressuposto deste estudo e apontam para a necessidade de capacitação dos profissionaise estruturação de uma rede de suporte para que atendam a família de forma integral, sem preconceitos, incluindo-a de formaativa no tratamento da criança com paralisia cerebral e fotalecendo-a para aceitação e enfrentamento das adversidades.Referências:1 Kempinski EMBC. Percepção das famílias de crianças com Paralisia Cerebral: a fisioterapia e o processo de reabilitaçãocontínua [dissertação]. Rio de Janeiro (RJ): Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Medicina Social/ Mestrado emSaúde Coletiva, 20092 Marquezine M C. et al. (Org.). O papel da família junto ao portador de necessidades especiais. Londrina: Eduel, 20033 Gração DC, Santos MGM. A percepção materna sobre a paralisia cerebral no cenário da orientação familiar. Fisioter Mov 2008Abr/Jun 21(2): 107-134 Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004Descritores: paralisia cerebral, família, cuidado da criança
  • 37. HUMANIZAÇÃO NA REALIZAÇÃO DO BANHO NO LEITO: PERCEPÇÃO E ATITUDES DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM Terezinha Nunes da Silva, Monica Ferreira de Vasconcelos, Cecília Danielle Bezerra Oliveira, Maria Eliane Moreira Freire, Solange Fatima Geraldo da Costa, Inacia Sátiro Xavier de França‫‏‬INTRODUÇÃO: A assistência ao cliente está relacionada diretamente ao conceito de saúde e doença, bem como aossentimentos de humanidade que nos leva a servir o nosso próximo, principalmente quando este é incapaz de prover as própriasnecessidades. Nas mais remotas eras a doença era tida como um castigo divino e o banho constantemente era usado nasprescrições de tratamento, com objetivo de expulsar os maus espíritos, acreditava-se que a limpeza através da água trazia bonsfluídos, e que após tal procedimento o cliente apresentava bem estar. Atualmente é bem difundido o uso da lavagem das mãoscomo medida controle de infecção e a higiene como um todo tem sua relevância na terapêutica do enfermo. A higiene do corpo éinerente à rotina do dia a dia. Cada indivíduo estabelece prioridades, maneiras e horas para realizá-la. O nosso corpo estásempre em movimento para atender nossas necessidades intrínsecas e extrínsecas, sofrendo para tanto inúmeras agressões ecomportando variações de acúmulos de substâncias que se agrega de forma disseminada a pele e mucosas, necessitando demedidas higiênicas adotadas que mantenham o equilíbrio salutar dessas estruturas. Quando o indivíduo não consegue realizarsozinho essas medidas, a ajuda deve ser proporcionada de maneira respeitosa e interativa. Conhecendo a dimensão dacomplexibilidade do cuidar diante de situações onde a exposição e o constrangimento é inevitável, Chauí, (2006), relata umposicionamento que deve fazer parte da reflexão de cada profissional que assiste um indivíduo em suas fraquezas eincapacidades de se autocuidar, ao descrever que seu corpo estende as mãos e toca outra mão em outro corpo, vê um olhar,percebe uma fisionomia, escuta uma outra voz e sabe perceber seu próprio corpo, mas também pode sentir outro corpo, quetambém é humano habitado por consciência1. Nosso corpo produz palavras e sentidos que o torna comunicativo.OBJETIVO:Nesse contexto, este estudo teve como objetivo verificar a percepção dos profissionais de enfermagem em relação às reações esentimentos dos clientes durante a realização do banho no leito. METODOLOGIA: Foi adotado um estudo de campo, do tipodescritivo e qualitativo, em um hospital público na cidade de João Pessoa – Pb. A amostra foi composta por profissionais deenfermagem que atuam no local selecionado para o estudo. Para coleta de dados foi utilizado como instrumento o questionário.A análise dos dados teve como fio condutor a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Vale ressaltar que esta pesquisa foiaprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW/UFPB),conforme recomendação da Resolução 196/96, da CONEP/MS. RESULTADOS: Participaram deste estudo 10 profissionais deenfermagem, sendo 02 (20%) Enfermeiras, 03 (30%) Técnicos de Enfermagem e 05 (50%) Auxiliares de Enfermagem. A idadedos profissionais participantes variou de 21 a 59 anos de idade, sendo 2 (20%) do sexo masculino e 8 (80%) do sexo feminino;no que se refere ao tempo de atuação na clínica hospitalar onde deu-se a coleta de dados, pode-se verificar que variou de 07 a32 anos de profissão. Os participantes Enfermeiros responderam o questionário sob a ótica da supervisão, tendo em vista que osTécnicos de Enfermagem e os Auxiliares de Enfermagem são os que atuam diretamente na realização do banho no leito,cabendo a cada um responder conforme o exercício de suas atividades regulamentado pelo COFEN na Lei nº 7. 498 de 25 dejunho de 1986. Após a leitura atentiva das respostas contidas nos formulários utilizados para a coleta dos dados, foi possívelidentificar as idéias centrais e expressões chaves dos sujeitos participantes do estudo, sugerida pela técnica de análiseescolhida2, possibilitando assim, a construção do Discurso do Sujeito Coletivo, apresentados a seguir, com suas respectivasdiscussões. Diante do questionamento “Quais as reações e sentimentos do cliente você consegue perceber durante o banho noleito?” Emergiu a idéia de que há percepção das reações e sentimentos dos clientes tais como medo, vergonha,constrangimento, invasão de privacidade, pudor, frio, alívio, timidez e conforto de acordo com as falas a seguir: ...percebo reaçãode medo, vergonha, insegurança, constrangimento, impotência... vergonha de expor seu corpo ao profissional... medo de cair doleito, timidez... invasão de privacidade... pudor, agitação, frio... dor, alívio, conforto. Diante dos relatos expostos pelosparticipantes conseguimos compreender que a percepção favorece a detecção dos sinais de incômodos e possíveis alteraçõesdo cliente, proporcionando uma agilidade na execução de intervenções que consolidem uma barreira contra a continuidadedesses sinais. Os profissionais de enfermagem são os integrantes do corpo da equipe multidisciplinar que se envolve em maiorquantidade de tempo, valendo a relevância de serem mais cobrados quanto à humanização das pequenas manobras e dospequenos gestos. CONCLUSÃO: A higiene é de grande contribuição para manutenção da vida saudável, trazendo umasensação de bem estar e relaxamento. As realizações destas dependem da forma como o indivíduo se encontra, alguns podeme negligenciam e outros gostariam de executá-la e não podem. A enfermagem desenvolve um papel importante no suporte aocliente com déficit no autocuidado, sendo a pessoa da equipe multiprofissional capacitada para realizar essa tarefa. O banho noleito tem implicações no físico e no psicológico, sendo assim, cada área deve ser previamente considerada antes de suarealização. Muitos fatores como deficiência de recursos humanos e materiais são responsáveis pela propagação de um banhonão humanizado, desenvolvido de forma manipuladora e fria, onde o cliente se torna refém da situação necessária, porém, ascircunstancias não são desculpas para as imposições, valendo salientar, a relevância da capacidade ética dos profissionais emprestar uma assistência humanizada.Descritores: Humanização da assistência, assistência de Enfermagem, BanhoREFERÊNCIAS:Chaui M. Convite à filosofia. São Paulo: Afiliada, 2006. Lefèvre F, Lafèvre AMC. Discurso do sujeito coletivo. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/icse/v10n20/17.pdf > acessado em 07 nov. 2008.
  • 38. IMPLEMENTAÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM HOSPITAL FILANTRÓPICO NA CIDADE DE SÃO PAULO. Marcela Viana Silva Edson Prado de Lara Gislaine Cardoso Kmieczik Márcia Giancoli Mariana Candida LaurindoIntrodução: O diagnóstico de enfermagem, segundo a Taxonomia da North American Nursing Diagnosis (NANDA), é parte doprocesso de enfermagem e requer análise, síntese e acurácia ao interpretar e fazer com que os dados clínicos complexostenham sentido. Esse processo de pensamento crítico permite ao enfermeiro tomar decisões, planejar intervenções necessáriaspara obtenção de resultados satisfatórios. (1,2) O enfermeiro tem como cerne da profissão a assistência ao paciente e o uso deuma comunicação eficaz como instrumento básico de uma assistência de qualidade. Sistematizar a assistência de enfermagemsignifica humanizar, individualizar e respaldar as ações de enfermagem. (3,4,5) E executar um conjunto organizado e planejado deações e meios que visem a um objetivo, com a utilização de uma linguagem comum, padronizada, na busca constante noaprimoramento da qualidade da assistência de enfermagem prestada. A utilização de um sistema informatizado, uma novatecnologiapara elaborar a sistematização da assistência de enfermagem e a documentação, resultará em uma inovação entre a equipe deenfermagem, diminuindo consideravelmente a diferença entre o administrar e o cuidar.Objetivo: O objetivo deste estudo foi realizar o levantamento dos principais diagnósticos de enfermagem com aplicabilidade a umhospital geral e propor subsídios para uma alternativa informatizada e integrada.Método: Foi realizado através da busca, leitura e análise crítica de livros e artigos publicados em periódicos da área daenfermagem relacionados ao objeto proposto, como também da vivencia dos autores nas áreas de atuação, o que favorece epotencializa o entendimento sobre a temática. Foram colocados no sistema informatizado 121 diagnósticos de enfermagem (DE)e 1795 cuidados de enfermagem ligados a esses DE, foram agrupados conforme os domínios (focos) de atenção e conforme asprioridades assistenciais, a saber: Promoção da Saúde (5 diagnósticos); Nutrição (16 diagnósticos); Eliminação e Troca (7diagnósticos); Atividade / Repouso (22 diagnósticos); Percepção / Cognição (8 diagnósticos); Auto-Percepção (3 diagnósticos);Papéis e Relacionamentos (10 diagnósticos); Enfrentamento / Tolerância ao estresse (11 diagnósticos); Princípios da Vida (3diagnósticos); Segurança/Proteção (24 diagnósticos); Conforto (4 diagnósticos).Resultado: Na assistência, a identificação dos diagnósticos de enfermagem ainda se constitui um desafio. No entanto, aabrangência dos diagnósticos de enfermagem identificados neste estudo foi vasta, com grandes vantagens de clarear os sinais esintomas subjetivos inerentes aos pacientes, facilitando a prática clínica dos enfermeiros nas diferentes áreas de atuação, pois ainformatização permite um acesso facilitado e integrado mantendo uma comunicação eficaz e conseqüentemente organizando aaplicabilidade do processo de enfermagem.Referências Bibliográficas:1. Iyer PR, Taptich BJ, Bernocchi-Losey D. Processo e diagnóstico em enfermagem. Porto Alegre: Artes Médicas; 2009.2. Horta WA. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU -EDUSP; 1979.3. Sanchez S, Costa EM, Machado WCA, Sampaio YAA. Fatores que influenciam na implementação de um modelo deassistência de enfermagem - uma proposta alternativa. Rev Bras Enferm 2009; 37(3/4):195-204.4.Teles MJS, Morais MCB. Evolução do paciente - uma prerrogativa do enfermeiro. Rev. Bras Enferm ; 1(1) 2010: 17-28.5.Osawa C. Implantação e desenvolvimento do processo de enfermagem em U.T.I. In: 12 Ciclos de Debates sobre Assistênciaem Enfermagem; 2008 out.29-31; São Paulo.5. Fernandes RAQ, Salum MJL, Teixeira MB, Lemmi RCA, Miura M. Anotações de enfermagem. Rev Esc Enfermagem USP1981; 15(1): 63-8. [ Links ]6. Ribeiro CM. Auditoria de serviços de enfermagem. Rev Bras Enfermagem 1972 jul/set; 25(4): 91-103. [Links]
  • 39. INSTRUMENTO DE MEDIDA DO ACESSO A INFORMAÇÃO COMPARTILHADA ENTRE EQUIPE DE ENFERMAGEM E FAMÍLIA Daniela Felix Damaceno, Myriam Aparecida Mandetta Pettengill, Maria Magda Ferreira Gomes BalieiroIntrodução: Atualmente a atenção dos pesquisadores está direcionada para a integração entre o profissional da saúde e família,como parceiros no cuidado do neonato. Um dos pressupostos da filosofia do Cuidado Centrado na Família1 é a informaçãocompartilhada, esta deve ser estabelecida pela equipe de saúde dentro da unidade neonatal, de modo que possua clareza natransmissão da informação, que satisfaça as necessidades da clientela atendida e promova a amenização do sofrimento dessafamília. No Brasil, ainda não existem estudos de avaliação do CCF que utilizem instrumento de medida capaz de apreender demaneira sistemática e uniforme a perspectiva de quem cuida e de quem é cuidado, para direcionar a formação de profissionais ea qualificação dos serviços para o atendimento à família. Questionou-se, neste estudo, como é a comunicação entre a família e aequipe de saúde da unidade neonatal? Como a informação é compartilhada com a família? Como a família avalia a informaçãocompartilhada com a equipe de saúde?Objetivos: identificar os indicadores empíricos de informação compartilhada entre equipe de saúde e família na unidade neonatal;construir um instrumento de medida de informação compartilhada entre equipe de saúde e família na unidade neonatal.Método: para alcançar o primeiro objetivo foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados Lilacs, Medline,Cochrane, Scielo, com os descritores de saúde: UTI neonatal, família, cuidados intensivos neonatais, pessoal de saúde,informação, comunicação, participação de paciente, acesso a informação, enfermagem, barreiras de comunicação, parceria.Adotaram-se como critérios de inclusão artigos de periódicos científicos de 2006-2011. A amostra foi composta por 38 artigoscientíficos, que foram lidos e um instrumento foi preenchido, caracterizando cada artigo segundo ano de publicação, país deorigem, idioma, periódico publicado, objetivo, método adotado, nível de evidência e resultados. Utilizou-se a análise qualitativade conteúdo de Morse e Field2 para a identificação dos temas sobre a informação compartilhada.Resultados: dos 38 artigos analisados, 60% (23) foram publicações internacionais na língua inglesa e 40% (15) publicaçõesnacionais na língua portuguesa. Dos métodos, 55 % (21) foram qualitativos, 19% (7) quantitativos, seguidos 16% (6) de revisãode literatura, 5% (2) de estudo de caso e 5% (2) outros métodos (reflexão e comunicação). A maioria das publicações foram emrevistas de enfermagem 76% (29). Quanto aos sujeitos, a maioria envolviam mães e pais (47%). A maioria das publicaçõesforam em revistas de enfermagem ( 76%), com nível de evidência 4 - evidências de estudos descritivos (79%). Os indicadoresempíricos encontrados foram: Ser ouvida e valorizada em seu conhecimento, Ser orientada sobre o cuidado do RN e o ambienteneonatal, Ser informada em linguagem acessível sobre as condições clínicas do RN e Ser respeitada em seu tempo e podernegociar com a equipe. Para alcançar o segundo objetivo foi realizada a construção de um instrumento de medida com o objetivode avaliar a qualidade da informação compartilhada entre equipe de saúde e família na unidade neonatal. O instrumento contém25 frases afirmativas, distribuídas em três subescalas sobre a maneira como a família percebe a informação prestada pelosprofissionais de saúde na unidade neonatal. As respostas são classificadas em uma escala tipo Likert, nunca, muito raramente,raramente, quase sempre e sempre. A totalização dos pontos é feita em cada subescala e ao final soma-se o total de cada umadelas e divide pelo número de subescalas. Para análise final é realizada a avaliação do acesso a informação compartilhada entreequipe de saúde e família, por meio de escala psicométrica.Conclusão: o conhecimento das evidências permitiu a construção de um instrumento de medida da qualidade da informaçãoestabelecida entre equipe e família na unidade neonatal, que se encontra na fase de validação de conteúdo por um comitê dejuízes.Referências: 1.) Institute for Patient and Family Centered Care. The core concepts of patient and family-centered care. Disponívelem: http://www.ipfcc.org/faq.html. Acessado em 12 de julho de 2011. 2.)Morse JM, Field PA. Nursing research: the application ofqualitative approaches. 2ed. United Kingdom: Nelson Thomes Ltd, 2005.Descritores: Família, Pessoal de saúde, Enfermagem neonatal, Informação, Comunicação.Enfermeira, Ex-aluna da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Membro do Núcleo de Estudoda Criança, Adolescente e Família (NECAd).Professora Doutora da Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo e Líder do Grupo de PesquisaNúcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família (NECAd).Professora Doutora da Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo, Líder do Grupo de PesquisaNúcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família (NECAd) e Orientadora.
  • 40. MANUAL PARA AVALIAÇÃO DE PACIENTES EM VENTILAÇÃO MECÂNICA EM AMBIENTES EXTERNOS A UTI Percival Vitorino Guimaraes1, Eleine Aparecida Penha Martins2ResumoIntrodução: A ventilação mecânica é procedimento usual em terapia intensiva, mas que extrapolou este ambiente por diversosfatores. A utilização de protocolos auxilia o enfermeiro que não atua diariamente com ventilação mecânica1. Uma abordagemcorreta dos métodos ventilatórios é fundamental para a recuperação de pacientes críticos. No Paraná, o SUS oferece 796 leitosde UTI2. Londrina conta hoje com 102 leitos de UTI. No Hospital Universitário de Londrina (HUL) há um total de 17 leitos. Opaciente em ventilação mecânica, não é o perfil de clientela atendido pelo enfermeiro que atua em ambientes externos a UTI,sendo que a elaboração de um manual de orientação poderia trazer uma assistência mais segura e mais qualificada ao cliente.Não é por explorar o tema, que concordo com esta situação, porém fez-se necessário uma atitude para minimizar os riscos queprofissionais e clientes podem sofrer decorrentes deste grande problema da Saúde Pública. Objetivo: O objetivo deste estudo foielaborar um manual de orientação a assistência de pacientes em ventilação mecânica em ambientes externos a Unidade deTerapia Intensiva. Método: Estudo metodológico com abordagem quantitativa. O manual foi elaborado pelo autor, em conjuntocom 03 (três) enfermeiros assistenciais cujo requisito foi experiência mínima de 05 (cinco) anos de atuação em Terapia Intensivae 03 (três) enfermeiros residentes das áreas de Gerência dos Serviços de Enfermagem e Enfermagem Médico-Cirúrgica comexperiência mínima de 01 (um) ano com ventilação mecânica. A montagem dos itens do manual foi inspirado no padrão ATLS(A, B, C, D , E) adaptado para pacientes em ventilação mecânica, tendo como itens : Assistência Ventilatória, Bombas Infusoras,Cabos e Conexões, Débitos e Exploração Neurológica, sendo divididos em subitens que contemplam uma avaliação global dopaciente em ventilação mecânica. O referencial teórico foi buscado em periódicos e artigos indexados em bases de dados comoLILACS, SCIELO, BDENF, com os descritores: ventilação mecânica, paciente grave, terapia intensiva, além de obras clássicasconsagradas pela literatura. Resultado: Para a elaboração do construto, estabeleceu-se o critério de seleção dos colaboradoresque participariam do processo. O autor e sua orientadora acordaram por enfermeiros assistenciais com experiência mínima de05 anos de atuação em terapia intensiva, por considerar por suas próprias experiências profissionais, ser um intervalo adequadopara se ter um domínio satisfatório do tema e também optou-se por inserir enfermeiros residentes . O autor elaborou os cincoitens principais e os subitens componentes dos mesmos, baseado em referencial teórico. O grupo foi selecionado poramostragem não probabilística intencional. No primeiro encontro foram distribuídos os temas para cada participante. Após umprazo de 20 dias todos os colaboradores entregaram as suas propostas, sendo o mesmo compilado, enriquecido com ilustraçõese catalogado. O processo total até a versão final foi de 05 (cinco) meses, de março a agosto de 2011. Conclusão: O manual éuma ótima alternativa de consulta para enfermeiros e outros profissionais da área da saúde que trabalham com pacientes emventilação mecânica em ambientes externos a unidade de terapia intensiva servindo como um apoio e um elemento chave parasolucionar problemas, identificar anomalias precocemente e fornecer uma assistência mais segura e qualificada ao pacientecrítico.Referência Bibliográfica:1 - Passos, E.; Castilho, VG. II Consenso brasileiro de ventilação mecânica. Jornal de Brasileiro Pneumologia. Maio, 2000.2 – Governo do Paraná, AEN – Agência Estadual de Notícias. Londrina está acima do número mínimo de leitos de UTI, segundoMinistério da Saúde. [acesso em 2011 Jan 25] Disponível em http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br.Palavras-chave: alta gravidade, instrução para enfermeiros, respiração artificial
  • 41. NECESSIDADES DOS PAIS DE RECÉM-NASCIDOS HOSPITALIZADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: REVISÃO INTEGRATIVA Bruna Zemella Collaço1, Flávia Simphronio Balbino2, Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro3, Myriam Aparecida Mandetta Pettengill4Introdução:A hospitalização do recém-nascido em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é uma experiencia difícil para a familia,que idealizava o nascimento de um bebê saudável e tem de aprender a lidar com uma realidade permeada por angustia, temorese ameaça de perda. Nesse contexto, os pais apresentam necessidades que precisam ser compreendidas pelos profissionais dasaúde a fim de ajudá-los no enfrentamento da crise. Um modelo de cuidado que tem sido preconizado como ideal para atender afamilia que vivencia uma situação de doença e hospitalização de um membro é o Cuidado Centrado na Família (CCF)1,2,fundamentado em quatro pressupostos centrais, dignidade e respeito, participação, informação e colaboração, que reforçam aimportância do profissional ouvir a família para compreender suas forças e necessidades em tempos difíceis. Nos questionamossobre o que tem sido produzido na literatura nacional sobre as necessidades dos pais neste contexto, a fim de fundamentar oplanejamento de intervenções de enfermagem que fortaleçam os pais e os ajudem a ter o sofrimento aliviado.Objetivo:Identificar as necessidades dos pais de recém-nascidos hospitalizados em UTIN.Método:Revisão integrativa da literatura, em bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs),Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) e Scientific Electronic Library Online (Scielo), com aspalavras-chaves: recém-nascido, família, necessidades e unidade de terapia intensiva neonatal, tendo por critérios de inclusãoser artigo de pesquisa publicados na íntegra em periódicos científicos, em língua portuguesa, no período de 1996 a 2010, nasáreas de enfermagem, medicina, psicologia e terapia ocupacional, excluindo-se artigos de reflexão e relatos de experiência.Apos a leitura inicial foi realizado o fichamento de cada artigo, contendo informações sobre a procedência do artigo, o objetivo,os referenciais teóricos e metodológicos, os procedimentos de coleta e análise dos dados, os resultados e as conclusões. Aseguir as necessidades dos pais, identificadas nos artigos, foram agrupadas em categorias, de acordo com as similaridades edivergências, seguindo os passos da Análise Qualitativa de Conteúdo3.Resultados:Foram identificadas 59 publicações nacionais sobre o tema, porém, após a leitura dos resumos, foram excluídos 34 que nãoatendiam aos critérios de inclusão. Assim, a amostra constituiu-se de 25 artigos sendo a maioria (92%) de abordagemqualitativa, realizados na Região Sudeste (48%), tendo os pais como sujeitos (60,8%). A análise qualitativa permitiu evidenciarseis categorias representativas das necessidades dos pais de recém-nascidos internados em UTIN: (a) Permanecer ao lado dofilho, que se revelou como o desejo dos pais em tocar, acariciar e testemunhar o cotidiano da assistência prestada, facilitando arealização da funçao parental; (b) Receber apoio e suporte da família ampliada, dos amigos, dos profissionais da saúde, da fé,das instituições governamentais e não governamentais para ajudar no enfrentamento da experiência; (c) Ter informações sobreas condições clínicas do RN, das normas e rotinas da unidade, das suas dúvidas relativas aos cuidados e procedimentoscontribui para a redução da ansiedade e do estresse e promove a confiança na equipe; (d) Ser acolhidos de maneira cordial,sendo ouvidos com respeito e disponibilidade, com redução no tempo de espera para entrar na unidade favorece a interaçãodos pais com a equipe; (e) Poder participar dos cuidados ao filho significa poder tomar parte das decisões, garantindo-lhecuidado maternal, reforça as competencias dos pais (f) Ter atividades de lazer com momentos de distração intra-hospitalar paraamenizar seu estresse, promovendo o bem-estar físico e mental.Conclusão:Os estudos evidenciam que os pais têm necessidades que devem ser atendidas para que consigam enfrentar essa experiênciade sofrimento mais fortalecidos. Os resultados são semelhantes aos demonstrados em estudos em outros países, corroborandoa importância dos profissionais incluírem os pais como foco do cuidado, contribuindo para promover a prática do CCF emunidades neonatais.Referências:1) Jolley J, Shields L. The evolution of family-centered care. J Pediatr Nurs. 2009; 24(2):164-70. 2) Hutchfield K. Family-centredcare: a concept analysis. Journal of Advanced Nursing. 1999; 29(5):178-187. 3) Morse JM. Critical issues in qualitative researchmethods. Coimbra: Formasau; 2007.Descritores:Recém-nascido, família, unidade de terapia intensiva.
  • 42. NÍVEIS DE EVIDÊNCIAS NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM IDOSOS COM SÍNDROME DO IMOBILISMO. Alexandre de Paula, Auristela Lehoczki Boneto, Suely Carvalho Araújo Jucá, Tatiana Maria Tenório Cavalcanti.Introdução: O acamamento e a inatividade prolongados em idosos são condições que resultam em declínio na capacidadefuncional, podendo evoluir para uma complicação denominada de Síndrome do Imobilismo (SI). Para caracterizar a SI énecessário um conjunto de alterações e deve- se usar critérios que oriente o diagnóstico: Critério maior: déficit cognitivo médio agrave e múltipla contratura; Critério menor: sinais de dupla incontinência, disfagia leve a grave, afasia e sofrimento cutâneo ouúlcera por pressão(1). Nestes indivíduos fatores intrínsecos associados a fatores extrínsecos culminam para o elevado risco dedesenvolver úlceras por pressão (UP). Entretanto, muito pode ser feito para prevenir esta complicação, através de açõespreventivas de enfermagem direcionadas, descrevendo a efetividade destas ações segundo os níveis de evidências. Objetivo:Descrever quais as ações de enfermagem direcionadas a prevenção de úlceras por pressão, classificá-las segundo os níveis deevidência e associá- las aos idosos portadores da SI. Método: Revisão bibliográfica sobre o tema: “Ações de enfermagem naprevenção de úlceras por pressão”. Foram incluídos livros e artigos em língua portuguesa publicados entre 2002 – 2009, comresumo disponível no banco de dados Scielo (Scientific Eletronic Library Online). Após análise os dados que retratassem açõesna prevenção e tratamento de UP foram extraídos, bem como informações relativas ao tipo de estudo e método utilizado. Deacordo com o tipo de estudo foram classificados os níveis de evidência. Na sequência as ações de enfermagem foramclassificadas, uma a uma, em função dos níveis de evidência do artigo que foram extraídas. Nos casos onde vários estudosrecomendavam uma dada ação e estes eram classificados em diferentes níveis, o grau de recomendação foi determinado pelonível mais freqüente, ou seja, aquele que correspondia a mais de 50% dos estudos. Em caso de empate, o nível mais elevado foieleito. Resultados e Discussão: Foram descritas 15 ações de enfermagem na prevenção da UP. As fortemente recomendadas:mudança de decúbito de 2/2 horas; evitar posicionamento acima de 30° por tempo prolongado; hidratação da pele; higienecorporal e conforto; Escala de Norton; e treinamento da equipe. As recomendadas: Escala de Braden e Waterlow; colchãoespecial; proteção de saliências ósseas com coxins; avaliação física/ nutricional e suporte nutricional; uso de travessa; eavaliação de níveis séricos sanguíneos. As pouco recomendadas: evitar água muito quente; tratar incontinência. Apesar daaplicação da escala de Braden ter sido classificada como uma ação recomendada, esta ação tem maior número de artigos emnível 1 (três) do que a de Norton (um) que foi classificada como fortemente recomendada. Considera- se que a aplicação deescalas para verificar riscos para desenvolver UP é indispensável, pois a partir da avaliação preditiva são levantados os riscos eimplementadas as ações. No entanto, a escolha da escala deve ser individualizada. Desta forma, fatores como alterações donível de consciência e percepção sensorial, déficit no autocuidado, baixa ingestão de proteína, pressão diastólica menor que 60mmHg e/ou instabilidade hemodinâmica são considerados de risco(2). Além disso, no idoso portador de SI que permanececonfinado ao leito, com seis semanas de inatividade, a força muscular dos membros superiores declina 6 % e a dos membrosinferiores 10% (1). Observa-se então que o reposicionamento e movimentação desse paciente são muito importantes para aprevenção de UP, pois além de remover e redistribuir pressões em tecidos, também retarda a evolução das contraturas, hajavista que quanto mais contraturado, menores serão as possibilidades de posicionamento. As ações: mudança de decúbito de 2/2horas; hidratação da pele; higiene corporal e evitar posicionamento acima de 30º por tempo prolongado estão entre asfortemente recomendadas. Estudos realizados evidenciaram que o tempo para o reposicionamento deve ser estabelecidomediante avaliação individual, uma vez que com menos de 30 minutos idosos sadios apresentaram os primeiros sinais de UP(3).Os pacientes portadores de SI, praticamente todos possuem dupla incontinência devido ao quadro demencial, respondendopouco às medidas para tratamento das incontinências, portanto, não é recomendado (1). Entretanto, a incontinência é um fator derisco para integridade da pele. O uso de cremes de barreira de proteção das áreas próximas a incontinência é um cuidadoimportante para manter a integridade da pele(4). Dentre outras ações recomendadas está o uso de travessa, que permite amobilização do paciente evitando a fricção. Para que todos da equipe estejam capacitados para reconhecer riscos e implementarintervenções preventivas eficazes, uma das ações fortemente recomendada é o treinamento de toda a equipe. ConsideraçãoFinal: A tomada de decisão do enfermeiro a respeito das ações para prevenção de UP deve ser estabelecida com evidências embases cientificas, avaliando riscos, benefícios e recursos disponíveis, possibilitando a melhoria da qualidade da assistênciaprestada.Descritores: Úlcera por pressão, Idoso, Cuidados de enfermagem.Referências: Leduc, M.M.S. Imobilidade e síndrome da imobilização. In: FREITAS, E.V. et al. Tratado de Geriatria eGerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara- Koogan; 2006. p. 972-91.Caliri MHL, Fernandes LM. Uso da escala de Braden e de Glasgow para identificação do risco para úlceras de pressão empacientes internados em centro de terapia intensiva. Rev. Latinoam. Enferm. 2008; 16(6): 973- 8.Giarreta VMA, Posso MBS. Úlceras por pressão: determinação do tempo médio de sinais iniciais em idosos sadios na posiçãosupina em colchão hospitalar com densidade 28. Arq. Méd. ABC. 2005; 30 (1): 39- 43.Barros SM, Rocha ABL. Avaliação de risco de úlcera por pressão: propriedades de medida da versão em português da escala deWaterlow. Acta Paul. Enferm. 2007; 20 (2):143-50.Especialista em Educação Continuada e Permanente em Saúde, Enfermeiro de Educação Continuada do Hospital 9 de Julho.Enfermeira pelo Centro Universitário São Camilo São Paulo - Enfermeira pelo Centro Universitário São Camilo São Paulo. E-mail: suelyjuca@bol.com.br - Enfermeira pelo Centro Universitário São Camilo São Paulo.
  • 43. O BRINQUEDO TERAPÊUTICO NO PREPARO DA CRIANÇA E SUA FAMÍLIA PARA A CIRURGIA PULMONAR Priscila dos Santos Netto Alves, Ana Paula Xavier da Silveira1, Carolina Marques Marcondes Pinto, Fabiane de Amorim Almeida, Nanci Cristiano SantosIntrodução: O procedimento cirúrgico representa uma circunstancia crítica, mas para a criança, essa experiência pode ser mais difícil deenfrentar, já que nem sempre compreende claramente o que está acontecendo. (1,2) Para amenizar o sofrimento, proteger e favorecer seudesenvolvimento integral, ela e sua família devem ser preparadas adequadamente e, como recurso, o enfermeiro pode utilizar-se do brinquedoterapêutico (BT) (2-4). Trata-se de uma técnica não dirigida, utilizada por qualquer enfermeiro e indicada para qualquer criança que vivencie umasituação atípica para a sua idade, com o objetivo de aliviar a ansiedade e auxiliar no preparo para procedimentos ao dar oportunidade dedramatizar situações vividas e manusear instrumentos utilizados no hospital ou que o representem. Para o profissional, o BT possibilita acompreensão das necessidades e sentimentos da criança, favorecendo o estabelecimento de um vínculo de confiança com ela. As sessõesduram cerca de 15 a 45 minutos e podem ser realizadas em qualquer lugar, conforme a preferência da criança. (3,4) Considerando os inúmerosbenefícios da aplicação da técnica de BT na assistência de enfermagem (5), este estudo aborda sobre o seu emprego no preparo da criançaescolar e sua família para a cirurgia. Objetivo: Descrever a experiência do preparo de uma criança escolar e sua família com brinquedoterapêutico para cirurgia pulmonar. Método: Trata-se de um estudo de caso, realizado com um menino de sete anos e 11 meses, internado emum hospital público de São Paulo e sua mãe. Foram realizadas cinco sessões de BT dramático e instrucional durante o período de internação,sendo oferecidos os seguintes materiais: boneco de pano, gorro, luva, mascara cirúrgica, agulhas, seringas e roupa privativa de centro cirúrgico.Resultados: TBS foi encaminhado ao Pronto Socorro Infantil da referida instituição devido a queixas de dores súbitas em hemitórax esquerdo.Foi internado na unidade pediátrica e submetido à lobectomia devido à abcesso pulmonar, permanecendo internado por 28 dias, dois deles emunidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP). Esteve acompanhado da mãe durante toda a hospitalização, recebendo visitas do pai e doirmão. A criança mostrou-se muito preocupada ao realizar o exame de PPD (Derivado Protéico Purificado), apresentando episódios de pruridointenso sem justificativa clínica. Foi realizada a primeira sessão de BT instrucional, usado quando se deseja explicar os procedimentos à criançapermitindo a ela: saber o que esperar e como participar durante o procedimento, compreender a finalidade deste, envolver-se na situação emvez de ser tratada como objeto passivo, manipular o material antes e depois de ser utilizado e estabelecer relação de confiança no adulto eprofissional (2) . A sessão durou cerca de 15 minutos e foi oferecido à criança um boneco de pano e seringa agulhada, demonstrando-se oprocedimento de PPD. Em seguida, ela foi convidada a repeti-lo no boneco, dramatizando o procedimento diversas vezes, mostrando-se maiscalma e menos ansiosa e verbalizando que estava entendendo o que era PPD. Além disso, demonstrou estabelecer um vinculo de confiançacom a enfermeira, chamando-a para brincar de “furar o boneco”. Sua mãe também se tranqüilizou após o BT, pois também não conhecia estetipo de exame. Na segunda sessão de BT instrucional, que durou cerca de 30 minutos, foi contada a historia de um menino que precisou serinternado, necessitando de punção venosa periférica e inalação. Na terceira sessão de BT, a criança foi convidada a contar a história de ummenino que estava doente, relatando sobre as visitas do pai e do irmão e a permanência da mãe junto a ele o tempo todo, enfatizando que elaestava muito nervosa, chegando a passar mal.. A quarta sessão de BT realizou-se no dia em que a criança necessitou colher exames desangue, sendo puncionado diversas vezes, sem sucesso. Após explicar e demonstrar no brinquedo o que seria feito, a enfermeira puncionou-amais uma vez conseguindo coletar o material necessário. Novamente foi convidado a contar a história de uma criança doente. Iniciou abrincadeira dramatizando as punções venosas repetidas que sofrera e dizendo: “ah, o ultimo tubo, o maior! Não foi suficiente, vai ter que tepicar de novo, mas não se preocupe. Vai ser com a agulha de bebê”. Quando a enfermeira perguntou a ele se o boneco tinha medo da injeção,afirmou: “Não, a injeção não dói. Ele não tem medo dela, tem medo do que ele tem”. Disse, ainda, que sentiria saudades do hospital e nãoqueria ir embora para casa. A mãe contou que ele gostava muito das brincadeiras com o boneco de pano e as agulhas. A última sessão de BTfoi realizada após ser confirmada a data da cirurgia. Até este momento, ele ainda não sabia que seria operado e a mãe mostrou-se muitopreocupada em ter que explicar ao filho sobre a cirurgia. Utilizou-se o BT instrucional e a enfermeira sugeriu à criança criar uma história, sobreuma criança que seria operada. Foi oferecido gorro, luva, mascara cirúrgica, agulhas, seringas, roupa privativa de centro cirúrgico e bonecos depano sendo explicado a ela sobre a cirurgia. A criança colocou a roupa do centro cirúrgico, puncionou o boneco e disse que ele iria tomar umremédio, que não iria ver nada e dramatizou a ida do boneco para o centro cirúrgico. Foi oferecido à criança um frasco de coleta de secreçãopulmonar, bastante parecido com o dreno de tórax, que a enfermeira colocou no boneco, explicando sua utilidade. A criança retirou-o do bonecoe colou em seu tórax, dizendo a todos que era o seu dreno. Permaneceu tranqüilo durante toda a sessão, manipulando tudo com tranqüilidadee com a participação de sua mãe que verbalizou estar mais tranqüila com o comportamento da criança. Após a cirurgia, quando recebeu alta daUTI e retornou a unidade pediátrica, logo voltou a brincar, apesar de ter se submetido a uma cirurgia de grande porte. Conclusão:. O BTmostrou-se efetivo no preparo da criança escolar e de sua família para os diferentes procedimentos hospitalares realizados durante ahospitalização.Referências:1- Algren C. Cuidado centrado na família da criança durante a doença e a hospitalização. In: Hockenberry MJ, Wilson D, Winkelstein ML,editores. Wong Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. Trad. Danielle Corbett et al. 7ª ed. São Paulo: Elsevier, 2006. cap. 21, p.637- 705.2- Almeida F A. Brincando no hospital: preparando a criança para a cirurgia. In: Viegas D. Brinquedoteca hospitalar: isto é humanização. Rio deJaneiro: Walk; 2007. p:133-140.3- Ribeiro CA, Almeida FA, Borba RIH. A criança e o brinquedo no hospital. In: Almeida FA, Sabatés AL (orgs). Enfermagem pediátrica: acriança, o adolescente e sua família no hospital. Barueri: Manole; 2008. P. 65-774- Ribeiro CA, Borba RIH, Rezende MA. O brinquedo na assistência à saúde da criança. In: Fujimori E, Ohara CVS, orgs. Enfermagem e asaúde da criança na atenção básica. São Paulo: Manole; 2009. p. 287-327.5- Jansen MF, Santos RM, Favero L. Benefícios da utilização do brinquedo durante o cuidado de enfermagem prestado à criança hospitalizada.Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) 2010 jun;31(2):247-53.Descritores: jogos e brinquedos, enfermagem pediátrica, cirurgia.Enfermeira pediatra. Enfermeira da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP). E-mail:priscilanetto@yahoo.com.brEnfermeira especialista em Nefrologia. Enfermeira da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP)Enfermeira. Doutora pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – USP. Docente da faculdade de Enfermagem do HospitalIsraelita Albert Einstein (FEHIAE). Membro do Grupo de estudo do Brinquedo (GBrinq)Mestre em Enfermagem. Enfermeira Chefe da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP)
  • 44. O CUIDADO À FAMÍLIA DE UM NEONATO COM CARDIOPATIA: PERSPECTIVA DA ENFERMEIRA RESIDENTE Maria Teresa de Melo Mendes, Amanda Karina de Lima Jacinto2, Flavia Simphronio Balbino3,Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro4, Myriam Aparecida Mandetta Pettengill5, Cristiana Araújo Guiller Ferreira6.Introdução: o programa de residência multiprofissional em saúde na área de enfermagem neonatológica visa formar profissionaisespecializados no cuidado ao recém-nascido (RN) e família, considerando que a família é a primeira responsável pelos cuidadosem saúde de seus membros e encontra-se em fase de expansão, tendo de redefinir papeis e relacionamentos e ajustar osistema conjugal para dar espaço ao filho. O nascimento de uma criança com intercorrências de saúde e internação em Unidadede Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) pode desencadear a vulnerabilidade da família1 e contribuir para desajustes na aquisiçãode tarefas desta fase do desenvolvimento familiar. Para ajudá-la a vivenciar esse processo fortalecida tem sido recomendada aimplementação da filosofia do Cuidado Centrado na Família2, cujos pressupostos contemplam dignidade e respeito, colaboração,informação e participação da família. Durante a assistência ao RN, as residentes são desafiadas a colocarem em prática essemodelo de cuidado. No caso de nascimento de criança com cardiopatia congênita e sua família, em razão da gravidade dasalterações comumente presentes e das modificações fisiológicas que ocorrem, o sentimento de vulnerabilidade da família éintensificado e torna-se imprescindível que os profissionais promovam intervenções para amenizar seu sofrimento.Objetivo: descrever a experiência no cuidado de um recém-nascido com cardiopatia congênita e sua família na perspectiva daresidente de enfermagem em neonatologia.Método: trata-se de um relato de experiência de um caso atendido em uma unidade neonatal, referência no Sistema Único deSaúde para gestações de riscos, de um Hospital Universitário na cidade de São Paulo, que possui vinte leitos, sendo oito leitosde UTIN. Os pais podem permanecer na unidade no período diurno, os avós nos finais de semana e demais membros conformeautorização previa. Não há protocolos sobre a participação dos pais durante procedimentos invasivos e paradacardiorespiratória, sendo os mesmos convidados a se retirarem da unidade sempre que solicitados. A unidade conta com equipemultiprofissional de saúde e é um espaço de formação de residentes de diversas especialidades. Para condução do processo decuidado foi utilizado o referencial teórico do Cuidado Centrado na Família2 e os dados foram agrupados seguindo os passos da Sistematização da Assistência deEnfermagem. O primeiro contato da residente com a família deu-se logo após o nascimento do bebê, encaminhado para UTINpara monitorização dos parâmetros vitais e terapia farmacológica.Resultados: Descrição da Situação Vivenciada: a família, composta da mãe, avó materna e do pai que encontrava-se em regimeprisional. Esta família já tinha conhecimento durante a gestação do diagnóstico da cardiopatia. A primeira entrada da mãe foiapós 24 horas do nascimento, desacompanhada, em razão do cumprimento de normas da unidade. A mãe solicitavainformações a respeito da condição clinica da criança, com dificuldade para aceitar a patologia e questionando a equipe sobre aprovável correção cirúrgica. Hipótese de sofrimento da família: dificuldade da mãe na compreensão das condições clinicas doRN e da indicação do procedimento cirúrgico; dificuldade para estar junto do filho com apoio da família ampliada. Intervenção:foram realizadas intervenções nos domínios cognitivo, emocional e comportamental orientadas pela filosofia do CCF com oobjetivo de promover mudanças na compreensão da mãe sobre a condição clinica de saúde da criança e intermediação pelaresidente com os responsáveis pela gestão da unidade no sentido de facilitar o acesso e apoio familiar. Em relação ao domíniocognitivo foram oferecidas informações sobre a patologia, os procedimentos terapêuticos e a cirurgia corretiva, de maneiraatentiva e com abertura para a família questionar e esclarecer suas duvidas. Também foram orientados quanto aofuncionamento da unidade, os espaços de conforto, grupo de pais e os recursos disponíveis na instituição. Ao domínio emocionalforam realizadas intervenções para ajudar a mãe a extravasar emoções e sentimentos, ouvindo sua narrativa e conversasterapêuticas com a equipe multiprofissional. No domínio comportamental foi incentivada a presença da mãe e da avó na unidade,diariamente, a fim de fortalecer os vínculos afetivos com o RN, desenvolver habilidades e autonomia no cuidado do RN, gerarconfiança e estabilidade emocional à família. Avaliação: a mãe mostrou-se menos ansiosa, indicando maior compreensão doplanejamento terapêutico, participativa, compartilhando as decisões com a avó e os profissionais da equipe. A presença dafamília durante todo o processo de hospitalização foi fundamental para o cuidado ao RN.Conclusão: a residente percebeu a importância de considerar a família em todo o processo assistencial, ampliando seu olharpara o cuidado, incluindo tecnologias relacionais além do cuidado biológico. É preciso investir na formação dos profissionais e nagestão para que a prática do cuidado centrado na família possa se tornar uma realidade no contexto da unidade neonatal.Referências: 1) Leite. E.I.A. Vulnerabilidade da família no contexto da unidade de terapia intensiva neonatal. São Paulo.[tese].São Paulo: Escola Paulista da Enfermagem. Universidade Federal de São Paulo. 2011. 2) Jolley J, Shields L. The evolution offamily-centered care. J Pediatr Nurs. 2009; 24(2):164-70.Enfermeira, Ex-residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde: Neonatologia da Universidade Federal de SãoPaulo (UNIFESP), teetimelo@hotmail.com;2 Enfermeira, Ex-residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde: Neonatologia da UNIFESP, Brasil;3 Enfermeira, Doutoranda do Programa de Pós graduação da UNIFESP e enfermeira do Departamento de Enfermagem daUNIFESP, Brasil;4 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem da UNIFESP. Brasil;5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem da (UNIFESP). Brasil;6 Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela Universidade UNIFESP, Brasil.
  • 45. O FORTALECIMENTO DO PROCESSO EDUCATIVO DE PACIENTES E FAMILIARES EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA Renata Camargo Alves1, Fernanda de Freitas Camargo2, Rosana Pellícia Pires3, Amélia Andrade4Introdução: A consolidação do processo educativo de pacientes e familiares dentro de uma instituição hospitalar é um processogradativo que deve contar com a participação de seus profissionais na sua estruturação. No Brasil, a educação dos pacientes érealizada de modo discreto, sem a existência de um programa educacional efetivo. Esta prática é considerada como conseqüência dassuperlotações em centros de saúde, associado às políticas públicas não favoráveis ao estímulo de atividades preventivas, sendo osprogramas educativos para pacientes voltados apenas para o tratamento, resultando no elevado número de reinternações hospitalares(1). Este problema é explicado pelo histórico do sistema de saúde que no passado estava preparado para funcionar em situações depressão e a preocupação era focada nos problemas agudos (2). Como resultado deste processo falho, temos a realização da orientaçãode alta hospitalar apenas no momento da saída do paciente. Neste momento, são oferecidas diversas explicações concomitantemente,com o agravante de não serem fornecidos materiais explicativos e por não serem realizadas por escrito, gerando a dificuldade decompreensão e facilitando a ocorrência de erros. Frequentemente, devido à sobrecarga de tarefas, o enfermeiro realiza a orientação dealta de forma rápida e mecânica, não levando em conta as condições específicas de cada paciente (3). A busca pela certificação daqualidade e segurança no atendimento exige das instituições hospitalares a evidência de um processo educativo de pacientes efamiliares sólido. A fim de sanar este problema, a instituição realizou o curso de Capacitação em Julgamento Clínico para osenfermeiros das unidades de internação com foco na educação de pacientes e familiares, tendo também como objetivo fundamentar osconceitos teóricos da fisiopatologia dos principais aparelhos, oferecer uma visão crítica e científica das possibilidades intervenções aospacientes, auxiliar na capacidade de julgamento clínico no profissional enfermeiro e reforçar o mecanismo de raciocínio clínico comoelemento imprescindível à prática assistencial do enfermeiro.Objetivo: Aprimorar o processo educativo de pacientes e familiares das unidades de internação de um hospital privado.Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a estruturação do processo de educação de pacientes e familiares decorrente darealização de um curso de Capacitação em Julgamento Clínico de um hospital de caráter privado da cidade de São Paulo. Este cursoocorreu entre os meses de Junho a Setembro de 2011 tendo como público alvo os enfermeiros das unidades de internação dainstituição. As aulas foram ministradas no auditório do hospital por enfermeiros especialistas nos temas abordados com duração deaproximadamente 3 horas. No primeiro dia do curso aplicou-se um questionário traduzido e adaptado (4) com o intuito de estimular areflexão em relação a alguns aspectos presentes no ambiente do cuidado. Foi solicitado aos participantes para responder em umaescala de 1 (não existe) a 10 (muito forte) os aspectos: paciente e família; ambiente da cura e do cuidado; trabalho em equipe; práticaprofissional; entrega do cuidado ao paciente. Ocorreram sete encontros, sendo um de abertura e um de encerramento, e outros cincoabordando os sistemas neurológico, cardiovascular, respiratório, gastrintestinal e abordagem ao paciente oncológico. As apresentaçõesocorreram em dois horários, no período da manhã e a tarde, para facilitar a participação dos enfermeiros de todos os turnos. Porencontro, tivemos a presença de aproximadamente 40 enfermeiros por horário, totalizando na participação de 80 enfermeiros por temaabordado. Durante as aulas, foram apresentados a anatomia, fisiologia, patologias recorrentes e estudos de caso referentes aossistemas abordados dando ênfase durante as discussões ao processo educativo de pacientes e familiares. Na aula de encerramentoapresentaram-se os resultados do questionário aplicado no encontro de abertura e os gráficos correspondentes mostrando como ocuidado era visto dentro da instituição pelos seus prestadores/enfermeiros.Resultado: Dentre os resultados do questionário aplicado obteve-se a maior pontuação (7,33) para o aspecto prática profissional e amenor (6,25), para o aspecto paciente e família. Em virtude destes resultados, foram adotadas ações voltadas para o processoeducativo do paciente e familiar. Para fortalecer esta prática na instituição, foram realizados dois treinamentos para a equipemultidisciplinar, o primeiro abordando o processo educativo do paciente e familiar durante a internação. O segundo treinamento tratousobre a orientação de alta, com a apresentação de estudos de casos seguidas de discussões das equipes multidisciplinares. Alémdisso, contamos com a criação de folders e manuais de orientação sobre os problemas mais encontrados na instituição, tais comodiabetes, cuidados com a pele, curativo, estoma, sonda nasoenteral, gastrostomia, oxigenoterapia, entre outros. Esses recursosdidáticos são entregues no momento da orientação para reforçar as informações fornecidas. No presente momento contamos aindacom as apresentações quinzenais de estudos de casos setoriais aberto para participação da equipe multidisciplinar.Conclusão: O curso de Capacitação em Julgamento Clínico atuou positivamente para a estruturação e sustentação do processoeducativo do paciente e familiar.Referências Bibliográficas:1. Souza GMC. Avaliação da aprendizagem de pacientes portadores de DPOC submetidos a um programa educativo. [dissertação] SãoPaulo (SP): Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina; 2006.2.Organização Mundial de Saúde. Cuidados Inovadores para Condições Crônicas: componentes estruturais de ação: Relatório Anual.Brasília, 2003. p. 15 -36.3. Pompeo DA, Pinto MH, Cesarino CB, Araújo RRDF de, Poletti NAA. Nurses’ performance on hospital discharge patients’ point of.Acta Paul. Enferm., 2007; 20(3): 345-50.4. Koloroutis M, Manthey M, Felgen J, Person C; Kinnaird L, Wright D, Dingman S. Relationship-Based Care: A Model for TransformingPractice. Creative Health Care Management. Copyright, 2004.Descritores: Educação em Saúde, Educação de Pacientes como Assunto, Garantia da Qualidade dos Cuidados de Saúde.1 – Enfermeira do Treinamento e Desenvolvimento. Hospital 9 de Julho. Mestranda na linha de pesquisa de Cuidado Clínico deEnfermagem e Saúde - UNIFESP2 – Enfermeira Coordenadora das Práticas Assistencial. Hospital 9 de Julho.3 – Gerente de Enfermagem das Unidades de Internação. Hospital 9 de Julho.4 – Coordenadora do Treinamento e Desenvolvimento. Hospital 9 de Julho.
  • 46. O PLANO DE METAS COLETIVO COMO FERRAMENTA DE ABORDAGEM COMPORTAMENTAL PARA ADOLESCENTES DEPENDENTES QUÍMICOS. Thais Correia Pereira*, Lívia da Silva Correia**, Grasiella Bueno Mancilha***, Reinaldo Carvalho****, Pedro Daniel Katz*****.IntroduçãoSabe-se que a fase da adolescência é um período marcado por inúmeras transformações tanto mentais como físicas. Nesse contexto detransformações e novas experiências, torna-se um período propenso ao uso de drogas, o que pode levar a sérias consequências como adependência química, com implicações tanto no desenvolvimento físico como também mental e na interação social. Assim, quanto maisprecoce for à intervenção, maiores serão as chances de melhor prognóstico e menor lesividade para a vida do sujeito. (1)A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) têm-se demonstrado eficaz no tratamento dos mais variados transtornos psiquiátricos, entre eles adependência química. É uma intervenção semi-estruturada, objetiva e orientada para metas, que aborda fatores cognitivos, emocionais ecomportamentais no tratamento dos transtornos psiquiátricos. Embasada na teoria do aprendizado social em que os sujeitos adquirem novoscomportamentos e sistemas de crenças como resultado de experiências vivenciadas. Os pensamentos e crenças, muitas vezes distorcidos ousupervalorizados, mantêm o comportamento aditivo, fazendo com que o ciclo do uso se perpetue. Seu enfoque prioriza o manejo e acompreensão do uso de drogas a partir do aprendizado e das crenças do paciente, que precipitam e mantêm o uso. Nesse sentido a TCC seconfigura em um instrumento indispensável à prática de enfermagem psiquiátrica. (2)Seguindo a abordagem Comportamental, o Reforço Comunitário do Adolescente (A-CRA), metodologia desenvolvida pela Chestnut HealthSystems, IIlinois (EUA), a qual, tem como objetivo aumentar os comportamentos pró-sociais, encorajando o adolescente e cuidador a “fazer emostrar que a vida vale à pena e pode ser divertida sem o uso de álcool e outras drogas”. É utilizada para aumentar e reorganizar as condiçõesfamiliares, sociais e educacionais, como reforçadores positivos para o adolescente, apoiando-o na recuperação e estabilidade social emelhorando a saúde física e mental. (4).Algumas técnicas mais utilizadas e que vêem mostrando resultados positivos são “Resolução de Problemas”, “Habilidades de Comunicação”,“Gerenciamento da Raiva”, “Habilidade de Recusar Drogas” e Técnicas aplicadas em conjunto Terapeuta/Cuidador/Adolescente. As “tarefas decasa” são utilizadas para um melhor entendimento e prática das técnicas propostas, algumas incluem a participação em atividades pró-sociaisextra-hospitalar (3).Com base nas teorias apresentadas e sendo uma das estratégias para assistência em enfermagem psiquiátrica frente ao adolescentedependente químico, o manejo verbal, é onde o enfermeiro terapeuta se apodera de estratégias da TCC, e inicia processo de vínculo com oadolescente no processo terapêutico. O enfermeiro, como agente motivador orienta à auto-observação e ao autoconhecimento, visto quesegundo Skinner, 1991, “Todo o comportamento, seja ele humano ou não humano, é inconsciente: ele se torna “consciente” quando osambientes verbais fornecem as contingências necessárias à auto-observação”, ou seja, o terapeuta para cumprir seu papel deve assumir nainteração com o cliente a função dos “ambientes verbais”. (4)ObjetivoRelatar a experiência da implantação de Grupo Terapêutico, utilizando princípios e orientações teóricas da Terapia Cognitiva-Comportamental.MétodoO trabalho consiste em um relato de intervenção Baseada em Evidências, já que esta é uma abordagem que estimula o desenvolvimento e/ouutilização de resultados de pesquisas na prática clínica, como facilitador da tomada de decisão, possibilitando a melhoria da qualidade daassistência. A intervenção recebeu o nome de “Grupo de Plano de Metas Coletivo”, é realizada semanalmente, nas Unidades de Internação deAdolescentes, no Serviço de Atenção Integral ao Dependente - SAID, com base nos reforços positivos citados anteriormente, lembrando quetodos os grupos possuem uma “ata” com dados importantes discutidos no grupo, sendo isso de responsabilidade do adolescente. O presenterelato abrange o período correspondente a julho de 2011 a fevereiro de 2012, com a presença dos autores e demais membros da equipe deenfermagem e equipe técnica-terapêutica.ResultadoO Plano de Metas Coletivo é valido por uma semana, a partir da data de realização do grupo e as regras são elaboradas em conjunto. Estaferramenta terapêutica possibilita ao adolescente internado como estímulo a mudanças de comportamento. Entendendo que a internação é umperíodo critico desencadeador de conflitos que demandam adaptações do adolescente, profissionais e familiares. Após a implementação destaestratégia terapêutica, observamos diminuição dos conflitos e convivência coletiva mais saudável e harmoniosa.Diante deste contexto os adolescentes entendem o plano de metas coletivo como possibilidade de novas conquistas e estimulo para atitudespositivas após a alta hospitalar. Observamos também a importância e presença da família como reforço positivo nas conquistas dosadolescentes, pois muitos dos objetivos dos planos de metas que são escolhidos pelos adolescentes são atividades que envolvem a família,corroborando a importância do participação do familiar no contexto da internação. Esta participação favorece o gerenciamento dos conflitos eamplia momentos de orientações e vivências conjuntas saudáveis. (5)ConclusãoApós implantação do “Grupo de Plano de Metas Coletivo” observou-se melhora comportamental significativa dos respectivos grupos.Evidenciamos que as técnicas básicas da TCC, associadas ao A-CRA, para a dependência de álcool e drogas demandam, em primeiro lugar,fortalecimento da aliança terapêutica através de um entendimento empático do problema do paciente. Entendo que é essencial explorar osignificado e função das ações aparentemente oposicionistas e autodestrutivas do paciente, avaliando suas crenças sobre a terapia.Referência BibliográficaIlana AMO - A TÉCNICA DA ENTREVISTA MOTIVACIONAL NA ADOLESCÊNCIA. PSIC. Clinica, RIO DE JANEIRO, VOL.17, N.2, P.127 – 139,2005.Beck JS. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997ACRA – Godley SH, Godley MD, Wrigth KL, Funk RR, Petry NM. 2008. Contingent reinforcement of personal goal active for adolescents withsubstance uso disorders during post-residential continuing care. Am J. Addict Jul-Aug 17 (4): 278-86Stefanelli MC, Fukuda IMC, Arantes SC. Enfermagem Psiquiátrica em suas dimensões assistências. Barueri. 1°edição. Cap. 22; p.395-410Descritores: Adolescência, Terapia Cognitivo Comportamental, Reforço Positivo.
  • 47. O USO DE MEDIDAS ALIVIADORAS DA DOR EM LACTENTES DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA Érica Shinohara(1), Adriana Guedes Santana(2), Vanessa Ferraz Mafra(3), Ana Paula dos Santos Reis(4).Descritores: Medição da dor, enfermagem pediátrica, lactenteIntrodução: Em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), a criança vivencia momentos difíceis, e está exposta a diversas situaçõese procedimentos potencialmente dolorosos. A atenção para a ocorrência de dor deve ser ampliada por toda a equipe multidisciplinar, sob o riscode a dor ser sub-tratada ou relegada em segundo plano, o que poderá deixar seqüelas que refletirão posteriormente. (1) A definição da dor,segundo a Associação de Estudos sobre a Dor, é “uma sensação desagradável e uma experiência emocional associada como real ou potencialprejuízo ao tecido”. Em 2001, esta Associação adicionou à definição a seguinte ressalva: “a inabilidade para comunicar verbalmente a dor, nãoexclui a possibilidade de que o indivíduo esteja experimentando dor e necessite de tratamento apropriado para seu alívio”. (2,3) As crianças atéos dois anos são mais frágeis e mais sensíveis à dor além de, neste período não ter adquirido por completo a comunicação verbal. A avaliaçãoda dor nesta faixa etária é muito mais subjetiva, sendo indicada a associação da aplicação de escalas de dor em modelo fisiológico ecomportamental. (3) Basicamente, os métodos de analgesia podem ser classificados em dois grupos: os não farmacológicos e osfarmacológicos. Ambos devem ser utilizados, mas as medidas não farmacológicas não substituem os analgésicos(4), e sim, oferecem estratégiaspara lidar com a dor, que podem ajudar a reduzir a percepção da dor, torná-la mais tolerável, diminuir a ansiedade e melhorar a eficácia dosanalgésicos(3).Objetivos:.Identificar a prevalência e a intensidade da dor na população estudada..Identificar o uso de medidas farmacológicas para o alívio da dor em lactentes onde a dor foi sinalizada e quantificada..Identificar os tipos de medidas não farmacológicas utilizadas como terapia (isolada ou coadjuvante) em lactentes onde a dor foi sinalizada equantificada.Método: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e de natureza quantitativa que foi realizado na UTIP de um hospital geral de médioporte, privado e filantrópico no município de São Paulo. A amostra foi representada por todos os pacientes admitidos nesta unidade com idadeentre 28 dias e 24 meses, no período de 01 de julho a 31 de dezembro de 2011 que, de acordo com o protocolo institucional, devem seravaliados quanto à dor mediante aplicação da escala comportamental FLACC (Faces, Leg, Activity, Cry and Consolability) por um profissionalda equipe de enfermagem. A coleta foi realizada mediante levantamento de dados do aplicativo ACCESS de armazenamento dos indicadoresde qualidade institucional e do registro em prontuário eletrônico para identificar os escores de dor de cada lactente incluído no estudo durante asua internação. Cada registro do escore de dor (evento) foi considerado uma oportunidade em se tratar a dor e a caracterização desta foiconsiderada pela mais intensa registrada.Resultados: No período estudado foram admitidos 70 lactentes, sendo que 52,8 % (n=37) apresentaram pelo menos um episódio de dordurante o período. Dentre as 37 crianças que tiveram registro de dor, 54 % (n=20) apresentaram pelo menos um episódio de intensidadesevera; 19% (n=7) de intensidade moderada e 27 % (n=10) de dor leve. Foram identificadas nos prontuários 338 oportunidades em se tratar ador, sendo 43,5 % (n=147) tratadas de forma medicamentosa exclusiva. Os principais medicamentos utilizados no alívio da dor foram dipironasódica (administrado em 25 lactentes); paracetamol (11 lactentes); sulfato de morfina e dimeticona (oito lactentes); tramadol (seis lactentes) ehidrato de cloral (cinco lactentes).A aplicação exclusiva de medidas não farmacológicas foi registrada em 10 % (n=34) das oportunidades em se tratar a dor. As mais aplicadasforam: aconchego no colo (em 27 lactentes); compressa quente (11 lactentes); sucção não nutritiva (seis lactentes); mudança de decúbito (cincolactentes) e massagem (quatro lactentes).Em 14,4 % (n= 49) das oportunidades em se tratar a dor; tem-se o registro de que os lactentes foram abordados de maneira associada(medidas farmacológicas e não medicamentosas).Em 32 % (n= 108) dos eventos, não há registro de tratamento seja de forma isolada ou associada.Conclusão: Percebe-se que no âmbito institucional há uma preocupação em se avaliar e tratar a dor, uma vez que existem protocolo eprocedimentos definidos previamente. O registro das medidas farmacológicas (58%) deve estar próximo do real, pois há necessidade dachecagem da prescrição médica para o procedimento, o que não acontece com as medidas não farmacológicas. Apesar de a estratégia sersegura, não invasiva, de baixo custo, representar a essência do cuidado de enfermagem e ser coadjuvante no alívio da dor, foi pouco notificadaou aplicada.O estudo permite inferir também que existem falhas na transferência de conhecimentos científicos sobre o manejo da dor, pois, segundo osregistros, uma parcela muito pequena (14,4%) foi tratada com medidas associadas, que é a forma recomendada e por outro lado, para 32% dasoportunidades não houve registro de nenhuma medida. As hipóteses levantadas são a falta de tempo e ou priorização na anotação adequada;inexistência no prontuário eletrônico de uma anotação sistematizada, com auxílio de legendas ou workflows que facilitem o registro; baixacredibilidade e embasamento científico na avaliação da dor identificada por escalas comportamentais e na adoção de medidas nãofarmacológicas, pouca valorização das medidas não farmacológicas como cuidado de enfermagem.Identifica-se ainda a necessidade do contínuo monitoramento do manejo da dor nesta população e da divulgação à toda equipe multidisciplinarno sentido de criar estratégias com o grupo para melhorar os indicadores desta prática assistencial.Referência Bibliográfica:Viana DL, Sakita NK, Polastrini RTV. Assistência de Enfermagem no controle da dor em Hospital Pediátrico. In: Instituto da Criança 30 anos:ações atuais na atenção interdisciplinar em pediatria/ Ana Paula Alves Silva...[ET AL.]. – São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2006. 03-04p.Joint Commission On Acreditation of Healthcare Organizations. Hospital Accreditation Standards. Oakbrook Terrace: Joint CommissionResources; 2006: 412p.Algren, C. Cuidado centrado na família da criança durante a doença e a hospitalização. In Hockenberry MJ, Wong, Fundamentos deenfermagem pediátrica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Mosby; 2006. P. 656-69Simons, J, Frank, l, Roberson, E. Parent envolvement in children’s pain care: views of parents and nurses. Journal of Advanced Nursing, v. 36,n. 4, p. 591-9, nov 2001.
  • 48. PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ALTA DO BEBÊ PRÉ-TERMO Kayna Trombini Schmidt, Marielli Tessari, Ieda Harumi HigarashiIntrodução: No ambiente altamente tecnológico da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), os profissionais têm sua atenção quase queexclusivamente direcionada à execução de cuidados complexos aos recém-nascidos (RN), deixando para segundo plano o estabelecimento deum relacionamento terapêutico mais efetivo, o que pode prejudicar a interação do profissional com a família dos bebês prematuros1. Agarantia da qualidade na assistência profissional para atender às necessidades do binômio mãe e recém-nascido pressupõe buscar identificaros problemas subjetivos, para posterior planejamento de ações direcionadas à singularidade de cada caso e aos aspectos biopsicossociais queinterferem no processo de aprendizado nesses contextos2. Para atender às necessidades de aprendizado da família, de modo a capacitá-lapara dar continuidade aos cuidados do RN no ambiente domiciliar, é necessário que se desenvolva um processo de planejamento da alta. Estetem por finalidade desenvolver a habilidade dos pais no cuidado com o neonato, diminuir o nível de stress da família, evitar reinternações eidentificar recursos comunitários disponíveis para seguimento após a alta hospitalar3.Objetivo: Identificar as estratégias utilizadas pela equipe de enfermagem atuante na unidade neonatal durante o preparo da família para a altado prematuro.Método: Estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizado em um hospital-escola localizado na região noroeste do Paraná.Foram entrevistados profissionais da equipe de enfermagem que trabalham no serviço de neonatologia hospitalar e a coleta de dados ocorreuentre março e junho de 2011. Os sujeitos do estudo foram selecionados, utilizando-se da amostragem por conveniência, a partir da consulta àtotalidade dos indivíduos e respeitando a disponibilidade e o interesse na participação. Os discursos foram analisados conforme o referencialmetodológico da análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Participaram deste estudo cinco enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem, atuantes nos três turnos de trabalho, naassistência direta ao recém-nascido e sua família. Do processo de análise dos relatos provenientes das entrevistas, depreenderam-se duascategorias temáticas.Na primeira categoria, intitulada “Orientações e estratégias profissionais acerca do preparo da família para a alta do prematuro”, evidenciou-se afalta de rotinas formalizadas para atendimento e preparo da família, com vistas à alta hospitalar do bebê. As orientações realizadas pelosprofissionais se mostram pautadas, principalmente, em cuidados de higiene, conforto e aleitamento materno. Outros cuidados destacados pelosprofissionais entrevistados, no processo de orientação, incluíram: uso de gavagem, necessidade do toque e cuidados na manipulação do bebê,posicionamento da criança, cuidados com a administração de medicamentos e retorno para consulta com especialista, precauções em caso deengasgo e para oferta de leite no copo, acompanhamento pela puericultura das UBS, prevenção de assaduras, verificação de temperatura eimportância da vacinação.Embora a participação dos pais dentro da UTIN seja limitada, em função da condição clínica instável do bebê, o que muitas vezes impossibilitaa manipulação deste, foi possível perceber a iniciativa de alguns profissionais em propiciar à mãe, oportunidades de participar mais ativamentedo cuidado ao filho. O apoio ao aleitamento materno foi bastante salientado nos discursos. Tal prática era justificada principalmente pelocredenciamento da instituição à Iniciativa Hospital Amigo da Criança.A principal estratégia de preparo da família para a alta hospitalar, revelada nos depoimentos, foi a inserção precoce da família no processo decuidado. Os profissionais de enfermagem referiram sentir prazer em realizar o cuidado ao RN, almejando não apenas a melhora da condiçãoimediata da criança, mas vislumbrando propiciar as condições iniciais para a continuidade dos cuidados no acompanhamento pós altahospitalar. Enfatizaram, desse modo, perceberem a importância de se assegurar o caráter de continuidade dos cuidados.Na segunda categoria, intitulada “Dificuldades e potencialidades no espaço da atenção neonatal”, o maior empecilho constatado naimplementação de práticas para o preparo da família foi a ausência materna durante o período de internação do filho nas unidades neonatais.A integração entre as diferentes categorias profissionais foi sugerida como estratégia para melhorar o atendimento à família. A inexistência derotinas escritas e de registros sistemáticos em prontuário, no tocante às ações relativas ao preparo da família para a alta, também foramapontados como fatores dificultadores da efetivação do cuidado integral, visto que, no serviço em estudo, não há sistematização do processo dealta. Dentre os fatores elencados como desestimulantes no preparo da família para a alta foram citados: a drogadição materna, abaixa escolaridade e/ou deficiências cognitivas que dificultam a compreensão das informações, e a maternidade na adolescência. O acessolivre para permanência dos pais na unidade neonatal durante todo o dia emergiu nas falas como uma potencialidade do serviço e elementoprimordial no preparo da família para a alta do prematuro, já que oportuniza o fortalecimento de vínculos (profissional-família e família-bebê) epossibilita a assistência à família em momentos de ensino/aprendizagem. O vínculo estabelecido entre o profissional e a família tambémemergiu nos relatos como um componente gerador de satisfação profissional.Conclusão: Este estudo possibilitou a compreensão de que a filosofia do cuidado centrado na família está incutida nas práticas da equipe deenfermagem, fato que potencializa as oportunidades de ensino/aprendizagem. As potencialidades e limitações apontadas revelam que oprocesso da assistência é dinâmico, necessitando de constantes reajustes e adequações para atender com excelência e integralidade o RN esua família.Referência Bibliográfica:Fraga TF, Amante LN, Anders JC, Padilha MICS, Henchkemaeir L, Costa R, Bock LF. Percepção das mães sobre o processo comunicacionalna unidade de terapia intensiva neonatal. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009; 11(3):612-9. Avaliable from:http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n3/v11n3a19.htm.Costa MCG, Arantes MQ, Brito MDC. A UTI neonatal sob a ótica das mães. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010; 12(4):698-704. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n4/v12n4a15.htm.Tamez RN, Silva MJP. Enfermagem na UTI neonatal. 2ª ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2002.Descritores: Prematuro. Alta do Paciente. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.Enfermeira neonatologista. Mestre em Enfermagem. Docente do Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Paranaense/UNIPAR –Campus Cianorte-PR. E-mail: kayna411@gmail.comEnfermeira. Residente em Cuidados Intensivos no Adulto pela Universidade Estadual de Londrina.Enfermeira. Doutora em Educação. Docente do Departamento de Enfermagem (DEN) da UEM. Coordenadora Adjunta do PSE/UEM– Maringá –Paraná – Brasil.
  • 49. PESQUISA QUALITATIVA NA ENFERMAGEM ONCOLÓGICA: ANÁLISE DA PRODUÇÃO NACIONAL. PROJETO FINANCIADO PELA FAPESP (PROCESSO Nº2011/01147-0). Luciana Scatralhe Buetto1, Márcia Maria Fontão Zago2, Helena Megumi Sonobe3.Introdução: Nos últimos anos, a pesquisa qualitativa em enfermagem vem obtendo forte reconhecimento e credibilidade,decorrente do crescente interesse dos pesquisadores de saúde pelas experiências dos pacientes e seus familiares, bem comodos profissionais que atuam em oncologia, considerando-se a complexidade da assistência e dos contextos de atendimento. Naenfermagem oncológica, a pesquisa qualitativa vem contribuindo para o entendimento pelo profissional sobre as experiências eos significados atribuídos pelos pacientes às fases do processo de doença e seus tratamentos. Objetivos: Neste estudo tivemoscomo objetivos analisar a produção científica nacional com abordagem qualitativa, na área da enfermagem oncológica esintetizar a produção analisada em temáticas. Método: Para seleção de nossa amostra, utilizamos como critérios: artigosindexados nas bases de dados Lilacs e BDENF, publicados no idioma português-brasileiro, no período de 2000 a 2011,disponibilizado na íntegra on line, que tratasse da assistência oncológica ao paciente adulto e idoso. Os descritores indexadosutilizados foram: pesquisa qualitativa, enfermagem oncológica, câncer e neoplasias, sempre em associações. Inicialmenteencontramos 43 artigos, sendo 28 selecionados. Após a leitura dos resumos, tivemos exclusões devido a não utilização dométodo em questão, trabalhos repetidos e não disponibilizados on line. Ao final, contamos com 16 artigos na composição denossa amostra. Resultados: A produção encontrada refere-se ao período de 2006 a 2010, com predomínio de publicações naRevista de Enfermagem da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, com a maioria dos autores enfermeiros, sempreassociados à docentes universitários. O referencial metodológico predominante foi a Fenomenologia, com os pressupostos deMartin Heidegger. Os artigos foram categorizados em três temas: a experiência do paciente, a experiência do familiar/cuidador ea experiência do enfermeiro. Na experiência do paciente, foi verificado uma nova visão e valorização dos acontecimentos davida, dolorosos e prazerosos, decorrentes da miscelânea de sentimentos provocados pelo vivenciar do câncer; a necessidade deconhecimento e compartilhamento destas informações com outros indivíduos, familiares ou cuidadores, e a necessidade devalorização de sua cultura, crenças, valores e dignidade em sua nova experiência como doente, até a sua terminalidade. Naexperiência do familiar, podemos destacar a sua participação ativa no processo de doença vivenciado pelo indivíduo adoecido,com a valorização do enfrentamento na busca pela cura, no redimensionamento do ato de cuidar, com ênfase no carinho, amor,bem estar e bem viver do paciente, e no compartilhamento do processo de adoecimento, implicando na reorganização da vida dogrupo em diversas dimensões. E na experiência do profissional enfermeiro, a necessidade do desenvolvimento da habilidadeinterpessoal, o reconhecimento de suas próprias limitações e emoções, e a busca por estratégias que possam contribuir no bomdesenvolvimento de seu trabalho diário, na garantia do conforto ao paciente e do estabelecimento do vínculo de confiança.Podemos considerar que na experiência do adoecimento do paciente, prioritariamente o suporte familiar e profissional o ajuda noenfrentamento desse processo, dando segurança e capacidade para superar os desafios ao longo dos tratamentos. Para osfamiliares conseguirem oferecer o suporte social necessário ao paciente, estes necessitam buscar condições para lidar com assuas dificuldades e conflitos frente a situações clínicas do paciente, principalmente com a contribuição da enfermagem. Para oenfermeiro evidencia-se que a competência técnico-científica aliada à competência e habilidade interpessoal para prestarassistência ao paciente oncológico, determina a sua permanência nesta área, bem como a qualidade do seu trabalho.Conclusão: A abordagem qualitativa tem se mostrado importante na produção de resultados sobre vários temas da assistênciaao paciente e família, contribuindo na melhoria do processo de trabalho e da qualidade do cuidado, o que subsidia a área deenfermagem oncológica.Descritores: Enfermagem oncológica. Pesquisa qualitativa. Revisão.ReferênciasWalsh D., Downe S. Appraising the quality of qualitative research. Midwifery 2006; june 22(2): 108-119.Buetto LS. Os significados de ser enfermeiro especialista em oncologia (dissertação de mestrado). Ribeirão Preto: Escola deEnfermagem de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo; 2009.1. Enfermeira. Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem deRibeirão Preto, da Universidade de São Paulo (EERP-USP), bolsista FAPESP. scatralhe@terra.com.br2. Professora Associada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (EERP-USP).mmfzago@eerp.usp.br3. Professora Doutora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (EERP-USP).megumi@eerp.usp.br
  • 50. PRESENÇA DA FAMÍLIA EM SALA DE EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA: REVISÃO DA LITERATURA Francine Fernandes Pires Mekitarian¹, Margareth Ângelo² Descritores: Enfermagem em Emergência. Família. PediatriaIntrodução:O Cuidado Centrado na Família é uma abordagem assistencial destinada ao planejamento, a prestação e a avaliação do cuidadoem saúde que se fundamenta em uma parceria benéfica para profissionais de saúde, pacientes e famílias¹. Como o cuidadocentrado na família reconhece que o cuidado em saúde deve responder as necessidades da família em todos os níveis decuidado, é necessário ampliar-se o olhar para esse modo de cuidar, também no ambiente de emergência, e desse modo, permitirque a família tome a decisão de permanecer ou não durante o atendimento em sala de emergência. Embora várias organizaçõesinternacionais, como a “American Heart Association” e a “Emergency Nurse Association”, recomendem uma prática quepossibilite a presença da família nesse cenário, os familiares frequentemente são convidados, pelos profissionais de saúde, a seretirarem durante a realização dos atendimentos de emergência².Objetivos:Identificar as evidências que apoiem a presença da família durante atendimento de urgência pediátrica por meio de revisão deliteratura.Métodos:Revisão da literatura nacional e internacional em relação a presença da família em sala de emergência pediátrica, no período de1999 a 2011, através da base de dados Medline, com a busca das expressões “emergency room” and “family presence” and“pediatric”. Os estudos selecionados foram categorizados em grupos focalizando elementos relacionados à facilitação daparticipação da família em emergências pediátricas. Resultados: As evidências da literatura foram organizadas nas categorias:(1) processo de decisão, (2) benefícios para a família, (3) apoio à família. Os benefícios da presença da família, durante oatendimento de emergência, são demonstrados em publicações que exploram o contexto do paciente, da família e dosprofissionais de saúde. Habitualmente, são os profissionais de saúde que tomam a decisão de permitir ou não a presença dafamília nesse ambiente. Estudos demonstram que quando é dada a opção, a família frequentemente escolhe permanecerdurante o atendimento de emergência, pois a sua presença elimina a dúvida sobre o que está acontecendo, reforçando quetodos os procedimentos necessários estão sendo realizados, diminuindo assim sentimentos de ansiedade e medo³ Esse temaainda é de ampla discussão entre os profissionais de saúde, envolvendo crenças acerca do medo de que a família perca ocontrole emocional e interrompa o cuidado prestado, da limitação imposta ao treinamento de médicos residentes, dos possíveiserros técnicos decorrentes do desconforto gerado nos profissionais e do receio de processos éticos-legais4. Embora os estudosdemonstrem que algumas Instituições permitem a presença da família em situações de emergência, são poucas as quepossuem protocolos específicos para essa prática5.Conclusões:Apesar dos benefícios já estudados em relação a presença da família em sala de emergência, esse ainda é um assunto cercadode mitos e de ampla discussão, sendo a decisão de permitir a presença da família nesse contexto, ainda tomada pelosprofissionais de saúde. Sendo assim, se tornam necessários estudos que compreendam quais são os valores, crenças ouperspectivas que permeiam essas decisões realizadas pelos profissionais de saúde, além da necessidade da compreender quaissão as crenças que a própria família atribui em relação a sua permanência, pois esse conhecimento é fundamental para que osprofissionais de saúde possam ajudar essas famílias a lidarem com essa experiência.Referências Bibliográficas:Johnson BH, Abraham MR, Shelton TL. Patient-and Family- Centered Care: Partnerships for Quality and Safety. NC Med J.2009;70(2): 125-30Schmidt B. Review of threee qualitative studies of family presence during resuscitation. The qualitative report 2010;15:731-6.Eppich WJ, Arcold LD. Family member presence in the pediatric emergency department. Curr Opin Pediatr 2003;15:294-8.Boie ET, Moore GP, Brummett C, et al. Do parents want to be present during invasive procedures performed on their children inthe emergency department? A survey of 400 parents. Ann Emerg Med 1999;34:70-4.MacLean SL, Guzzetta CE, White C, et al. Family presence during cardiopulmonary resuscitation and invasive procedures:practices of critical care and emergency nurses. J Emerg Nurs 2003; 29:208-21
  • 51. PROCESSO DE DESOSPITALIZAÇÃO CENTRADO NO PACIENTE/FAMÍLIA: DESCRIÇÃO DE PROTOCOLO DE ATENDIMENTO REALIZADO POR EQUIPE INTERDISCIPLINAR EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA Rosana Pereira Canuto, Carolina Andreza Ferreira, Luana Viscardi Nunes, Debora Genezini Costa, Katia Jarandilha dos Santos e Eunice Yoshie TeruyaPalavras chave: Desospitalização, Família e Equipe InterdisciplinarIntrodução: O avanço tecnológico na área da saúde tem produzido o aumento das taxas de crianças dependentes de aparelhos e de cuidadosespecíficos de saúde para sobreviver. Em função disso, surgiu e se expande no Brasil a assistência domiciliar privada em saúde, tambémconhecida como home care. A experiência evidencia que a indicação de alta hospitalar pode despertar nos familiares dessas criançassentimentos ambivalentes de satisfação pelo reconhecimento de que houve estabilização do quadro clínico e, ao mesmo tempo, insegurançapela perspectiva de perda do cuidados que o aparato hospitalar oferece. Trata-se, portanto, de um momento delicado, em que a equipe desaúde deve atuar de modo a favorecer a construção de uma rede de suporte que ampare e empodere a família para assumir os cuidados àcriança em casa. Considerando isso implementou-se em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) um protocolo de desospitalizaçãodessas crianças. Ele organiza as ações da equipe interdisciplinar tendo como eixo condutor dos trabalhos a construção de parcerias entreequipe hospitalar, pais/familiares e equipe de atenção domiciliar. Objetivos : Descrever o protocolo de atendimento à desospitalização dacriança com indicação de assistência domiciliar realizado pela equipe interdisciplinar e o algoritmo desse fluxo de atendimento considerando acomposição do grupo de trabalho, responsabilidades, atividades e focos de atenção. Metodologia : Trata-se de um estudo de naturezadescritiva, retrospectivo, fundamentado no referencial teórico do cuidado centrado na família. Foi realizado na UTIP de um hospital privado efilantrópico de médio porte no município de São Paulo. Para atender os objetivos traçados realizou-se análise e revisão de registros da atuaçãoda equipe interdisciplinar nos processos de desospitalização de crianças com indicação de seguimento com equipe de home care. Resultado :A avaliação da equipe interdisciplinar quanto à estabilização do quadro clínico da criança é o passo inicial para desencadear o processo dedesospitalização. Para se chegar a tal definição são realizadas discussões diárias. Tendo-se estabelecido que as condições clínicas da criançasão estáveis e que permitem o cuidado com estrutura de home care, faz-se a transição da criança da UTIP para a semi UTIP. A partir de então,ela deverá ser acompanhada em tempo integral por um responsável e/ou cuidador indicado pelos responsáveis. O que se pretende com talexigência é enfatizar a importância da família como agente ativo na atenção às necessidades da criança. O cuidado compartilhado entre famíliae equipe – estimulado ao longo de todo o processo de internação – intensifica-se. Nesse momento, o foco da equipe interdisciplinar concentra-se no delineamento das condições necessárias para que a assistência à criança possa ser realizada em domicílio. Trata-se assim de elaborarum plano de cuidados que contemple diferentes aspectos envolvidos na atenção à criança. Cada membro da equipe interdisciplinar realiza,dentro de seu campo de atuação, ações focadas do planejamento da alta hospitalar: - a equipe médica, a partir da avaliação clínica queindique a condição favorável para alta com home care, dispara o processo de desospitalização e estabelece o plano terapêutico clínico. - aenfermagem ajuda a família a organizar a rotina de cuidados como, por exemplo, administração de medicamentos e dietas, higiene e conforto,prevenção de lesões. - a fisioterapia realiza os cuidados diários na assistência motora e ou respiratória, promovendo orientações relativas aosexercícios. - a nutrição adapta a indicação nutricional à estrutura domiciliar seja com dieta industrializada ou caseira, realizando avaliação eorientação. - a farmácia clínica elabora uma tabela da rotina de medicamentos de acordo com o plano de cuidados no período da alta. Apreocupação com interação de medicamentos, com condições de armazenamento e oferta também fazem parte das orientações. - a psicologiaavalia estrutura emocional dos pais, presença de ansiedade, insegurança. Avalia também a organização e estrutura funcional da rede desuporte. - o serviço social avalia o perfil socioeconômico da família, composição familiar, rede de apoio e recursos disponíveis. Identificada asdemandas, o assistente social auxilia a família na promoção os recursos necessários. - o programa de gerenciamento de casos crônicos dohospital inicia o contato com a fonte pagadora, a partir da solicitação médica, que indica as necessidades técnicas que devem ser continuadasno domicílio. O pedido é encaminhado ao plano de saúde. Toda essa tramitação é acompanhada pela enfermeira responsável que obtém dafonte pagadora as informações sobre os itens cobertos e não cobertos. A partir disso é organizada uma reunião entre os membros da equipehospitalar, do home care e os pais. Essa reunião inicia-se com um histórico da trajetória de vida da criança, incluindo a doença na sua faseatual e pregressa, os tratamentos, os cuidados dispensados durante a internação e aqueles que deverão ser mantidos após a alta. Cadaprofissional coloca os aspectos relevantes da sua disciplina pertinentes ao caso. A participação de representantes do home care é de extremaimportância, pois permite que os pais recebam informações sobre a transição do ambiente hospitalar para o domicílio, bem como a dinâmica doatendimento dos profissionais em casa. Nessa reunião discute-se também a viabilidade da adoção de medidas que contribuam para que afamília adquira maior segurança quanto aos cuidados em casa. Entre elas está a instalação ainda durante a internação hospitalar, de ventiladormecânico que será utilizado pela criança em casa. Neste caso, caberá aos profissionais da fisioterapia monitorar a adaptação dosequipamentos pertencentes à empresa. Outro ponto a ser abordado é possibilidade de que profissionais do home care iniciem oacompanhamento à criança quando ela ainda se estiver no ambiente hospitalar. Neste caso, a equipe hospitalar fará às orientaçõesnecessárias a equipe de home care. Por fim, após o alinhamento de todas as informações e toda estrutura organizada no domicílio, a data dadesospitalização da criança é programada. No momento da alta, os pais recebem orientações finais e o contato de alguns profissionais/setorespara eventuais esclarecimentos de dúvidas. Por volta de uns dez dias após a alta, algum membro da equipe realiza um contato telefônico comobjetivo de avaliar a adaptação da família e criança. Conclusão: Uma atuação interdisciplinar centrada no paciente/família é fator relevante naevolução clínica e consolida a satisfação dos pais/familiares sua confiança na equipe e nos profissionais envolvidos no processo dedesospitalização. A experiência evidencia que a participação da família no processo de desospitalização contribui muito para a elaboração deum planejamento de alta. Propiciar espaços para discussão dessa temática facilita a atuação da equipe interdisciplinar e propicia aos paissegurança nessa transição importante na vida do paciente.Referência Bibliográfica Cunha MAO, Morais HMM. A assistência domiciliar privada em saúde e suas estratégias (aparentes e ocultas). Ciênc. saúde coletiva [online].2007, vol.12, n.6, pp. 1651-1660. ISSN 1413-8123. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232007000600026.Martins JJ, Nascimento ERP, Geremias CK, Schneider DG, Schweitzer G, Mattioli N H. O acolhimento a família na unidade de TerapiaIntensiva: conhecimento de uma equipe multiprofissional. Rev Eletrônica de Enfermagem (Internet), 2008, 10(4):1091-101. Disponível em:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n4/v10n4a22.htm. Acesso em março de 2011.Rabello CAFG, Rodrigues PHA. Saúde da família e cuidados paliativos infantis: ouvindo os familiares de crianças dependentes de tecnologia.Ciênc. saúde coletiva [online]. 2010, vol.15, n.2, pp. 379-388. ISSN 1413-8123. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000200013.
  • 52. PROGRAMA DE OSTOMIZADOS: OS SIGNIFICADOS PARA ESTOMIZADOS INTESTINAIS E FAMILIARES Nariman de Felício Bortucan Lenza1, Helena Megum Sonobe ²; Marcia Maria Fontão Zago³, Eliza Maria Rezende Dázio4, Luciana Scatralle Buetto5, Marco Gimenes dos Santos6 .Introdução: Atualmente, o câncer colorretal (CCR) é a terceira causa mais comum dentre as doenças oncológicas no mundo em ambos ossexos, sendo a segunda em países desenvolvidos e a quinta causa de morte por câncer no Brasil, o que equivale a um milhão de casos novos(9,4%) e há ainda cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com essa neoplasia no mundo e que necessitam de tratamentos, queincluem quimioterapia, radioterapia e cirurgia. As consequências fisiológicas e psicossociais estão associadas ao tratamento cirúrgico einfluenciam a vida destas pessoas e de seus familiares. A estomia intestinal tem sido identificada como a principal alteração, que comprometeos outros aspectos interpessoais, sociais, laborativas, sexuais e de lazer. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa sob aperspectiva socioantropológica, que teve como objetivo interpretar os significados do Programa de Ostomizados para os estomizados intestinaise familiares, em um município do interior paulista. Foram entrevistadas catorze pessoas, entre estomizados intestinais e familiares, comexperiência de cadastramento no Programa de Ostomizados. A coleta de dados ocorreu no período de dezembro de 2010 a janeiro de 2011, naresidência dos informantes. Utilizou-se o referencial metodológico do estudo de caso instrumental, do método do relato oral, com entrevistasemiestruturada em profundidade, apreendendo-se os significados do Programa de Ostomizados para estes informantes, por meio da análisede conteúdo indutivo. Resultados: Foram decodificados dois núcleos de sentidos denominados de "Estomizado intestinal: busca e superação debarreiras para a resolução do problema de saúde" e "Cadastramento e atendimento no Programa de Ostomizados e mudanças na vida depacientes e familiares". A partir destes, construimos três núcleos temáticos: "Estomizado intestinal: da acessibilidade aos serviços de saúde àconcretude de sua condição"; "Assistência ao estomizado intestinal no Programa de Ostomizados"; e "Programa de Ostomizados:intermediação da identidade e da vida do estomizado intestinal e da família". No primeiro núcleo temático interpretamos as dificuldadesenfrentadas pelos estomizados intestinais no itinerário em busca da definição do diagnóstico, da internação e cirurgia, da assistência hospitalare do encaminhamento para o Programa de Ostomizados. No segundo tema emergiram como principais aspectos o direito à aquisição deequipamentos e o aprendizado do autocuidado, a focalização da reunião bimestral como a principal estratégia, bem como a sua importânciapara os entrevistados. No terceiro tema abordamos a condição de ser estomizado intestinal como o principal foco de preocupação inicial, que aolongo do processo é substituído pelo direito de aquisição de bolsas coletoras, considerada condição imprescindível para a manutenção da vidacotidiana. Os significados do Programa de Ostomizados são construídos pelas experiências individuais, familiares, de acessibilidade eatendimento no sistema de saúde, das relações com os profissionais, além do acesso aos equipamentos, constituindo-se em um espaçocotidiano de reconquista da sua normalidade e de direito de cidadania. A experiência dos pacientes em relação ao atendimento no Programa deOstomizados nos remete a recuperação das narrativas, que possibilita romper com a centralidade do modelo biomédico em relação à doença,com imposição do atendimento aos pacientes definidos pelos meios diagnósticos e terapêuticos. O retorno às narrativas dos adoecidos comenfermidades crônicas aprofunda o nosso conhecimento, com análise sobre as interações destes com a vida, o manejo da enfermidade, ocadastramento e a participação no Programa de Saúde, as suas múltiplas características, as preocupações com a manutenção do atendimentoe acesso aos equipamentos de estomia intestinal, bem como as consequências desta condição, tanto para o indivíduo como para a sua família.Acreditamos que este estudo poderá subsidiar o planejamento da assistência prestado a essa clientela, principalmente no que tange aocontexto vivido por essas pessoas, as dificuldades e as possibilidades, com ampliação do alcance de resultados neste Programa.Descritores: Antropologia; Assistência de Enfermagem; Colostomia; Programas Nacionais de Saúde; Sociologia.ReferênciasMinistério da Saúde (BR), Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2010: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2009.Sonobe HM. Conflitos da família no processo de reabilitação do laringectomizado [tese]. Ribeirão Preto: EERP-USP/Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; 2001.Sonobe HM, Barichello E, Zago MMF. A visão do colostomizado sobre o uso da bolsa de colostomia. Rev Bras Cancerol. 2002; 25(2): 341-348.Souza ECA, Figueiredo GLA, Lenza NFB, Sonobe HM. Consequence of the ostomy for patients and your family. Rev Enferm UFPE on line.2010 May/Jun; 4: 143-48.SANTOS, VLCG. Cuidando do estomizado: análise da trajetória no ensino, pesquisa e extensão. 2006. 205f. Tese (Livre Docência) - Escola deEnfermagem, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.Brasil. Portaria nº 400, de 16 de novembro de 2009. Institui Diretrizes Nacionais para a Atenção à Saúde das Pessoas Estomizadas no SistemaÚnico de Saúde – SUS. 2009. [Acesso em 2010 Out 09]. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0400_16_11_2009.html.Stumm, EMF, Oliveira ERA, Kirschner RM. Perfil de pacientes ostomizados. Sci Med. 2008 jan-mar; 18(1): 26-30.Santos CHM, Bezerra MM, Bezerra FMM, Paraguassú BR. Perfil do paciente ostomizado e complicações relacionadas ao estoma. Rev BrasColoproct. 2007 Jan/mar; 27(1): 16-19.Luz MHBA, Andrade DS, Amaral HO, Bezerra SMG, Benício CDAV, Leal ACA. Caracterização dos pacientes submetidos a estomas Intestinaisem um hospital público de teresina-PI. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2009 Jan-Mar; 18(1): 140-6.Canesqui AM. (Org.). Olhares socioantropológicos sobre os adoecidos crônicos. São Paulo: Hucitec/Fapesp; 2007.Muniz RM, Zago MM. F, Dázio EMR. O cuidado do “ser” corpo da pessoa com estomia. Rev. Estima, 2006; 4 (3): 33-34.Trad LAB. Família contemporânea e saúde: significados, práticas e políticas públicas. Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ; 2010.Enfermeira, Mestre em Ciências da Saúde e doutoranda em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP), membro doGARPO. E-mail: nariman@usp.br Dissertação de Mestrado apresentada à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-EERP/USP. Enfermeira-Estomaterapeuta Ti-Sobest, Profa. Doutora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP); Grupo de Estudo da Reabilitação de Pacientes Cirúrgicos e Oncológicos -GARPO, cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.Enfermeira, Livre-Docente, Profa. Associada do Depto de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto EERP/USP; membro doGARPO - Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Profa. Adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas. - Enfermeira, Mestre em Ciênciasda Saúde e doutoranda em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP); membro do GARPO. - Enfermeiro Especialistaem Prevenção e Controle de Infecção em Serviços de Saúde, membro do Grupo da Reabilitação de Pacientes Cirúrgicos e Oncológicos- GARPO
  • 53. RELATO DE EXPERIÊNCIA: INTERVENÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCER DE PRÓSTATA SUBMETIDOS À RADIOTERAPIA. Barros,A.S.; Massunaga,V.M.;Centrone,A.F.Y.; Barrere,A.P.N.;Tanaka,M.;Santos,A.S.Introdução:No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum e o mais prevalente entre os homens, representando cerca de 10% dototal de cânceres. A abordagem terapêutica, influenciada pela idade e pelas doenças coexistentes, poderá ser cirurgia,braquiterapia, radioterapia externa e hormonioterapia.Sabe-se que a radioterapia promove efeitos colaterais que podem incluir diarréia, flatulência, constipação entre outros, sendonecessárias orientações e intervenções de enfermagem e nutrição. Com o advento da tecnologia, do Cone Beam CT (CBCT)permitiu à equipe melhor visualização da área tratada, e entre algumas alterações foram necessários ajustes nas orientaçõesrelacionadas à alimentação.Objetivo:Relatar a importância de orientações e intervenções de enfermagem e de nutrição aos pacientes portadores de câncer depróstata submetidos à radioterapia.Métodos:Trata-se de relato de experiência de acompanhamento de 02 pacientes em tratamento de radioterapia de próstata. Os pacientesem acompanhamento pelas equipes de enfermagem e nutrição realizaram avaliação inicial, consultas de monitoramento ereceberam orientação sobre a dieta de acordo com o funcionamento intestinal e antifermentativa.Discussão:Foram acompanhados 02 pacientes portadores de câncer de próstata (L.S., 84 anos e W.T., 71 anos) submetidos à radioterapia.Para realizarem a simulação, receberam orientações prévias em seguir dieta antifermentativa e realizar fleet enema no serviçode radioterapia com antecedência pré determinada para apresentarem-se em condições de bexiga plena e reto vazio. Alémdisso, durante o tratamento, deveriam manter estas mesmas orientações para melhor reprodutibilidade do planejamento dotratamento.No início do tratamento, ambos os pacientes não aderiram às orientações o que não reproduziu o posicionamento dos órgãosinternos ao CBCT, sendo reorientados tanto pelo enfermeiro quanto pela nutricionista sobre a necessidade e a importância daadesão aos cuidados relacionados à dieta e ingestão hídrica.O paciente W.T. executou corretamente todas as informações o que resultou em melhor reprodutibilidade e boa tolerância.Já o paciente L.S. não aderiu às informações, sendo necessário refazer o plano de tratamento adaptado as condiçõesfisiológicas do paciente, já que o mesmo não conseguiu manter as condições aceitáveis.Conclusão:Está bem evidenciada a importância do acompanhamento, orientação e intervenções de enfermagem e nutricional durante aradioterapia, pois beneficiam o paciente na prevenção dos eventos adversos. Também revela a importância de implantação deprotocolo institucional de orientação a estes pacientes, pois, verificou-se que ações multidisciplinares podem contribuir paraminimizar efeitos colaterais ao paciente melhorando assim sua qualidade de vida.
  • 54. RESSUCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E ENFERMAGEM: A QUALIDADE DE SERVIÇOS DE RESGATE DA REGIÃO DA CAMPANHA* Leticia Silveira Cardoso1, Maiara Gonçalves Braga2, Marta Regina Cezar-Vaz3, Marlise Capa Verde de Almeida4, Carmen Helena Jardim Vaz5, Sílvia Helena Soares Oliviera6Introdução: A ressuscitação cardiopulmonar refere-se à intervenção de trabalhadores em busca de evitar ou amenizar as complicações nofuncionamento do corpo humano e impedir sua falência. Compreender que a necessidade de realizar ressuscitação cardiopulmonar indica umasituação de emergência significa, que a manutenção da vida está em risco, ou seja, a morte torna-se uma possibilidade para o desfecho dasituação1. Este está condicionado às características do atendimento recebido no enfrentamento dos diversos potenciais desencadeadores deuma parada cardiorrespiratória. O conhecimento e a habilidade dos trabalhadores da saúde em atuar nessa situação, bem como de pessoasleigas em imediatamente buscar auxílio representam fatores decisivos para o desfecho clínico, revertido em índices de morbimortalidade noBrasil2.Objetivo: Descrever o suporte referido pelos profissionais de enfermagem, atuantes em serviços de resgate da região da campanha, noatendimento com ressucitação cardiopulmonar.Método: Estudo de caráter exploratório-descritivo e analítico, realizado com 24 trabalhadores da equipe de enfermagem de dois serviços deresgate situados em dois municípios da região da campanha. Os procedimentos para a coleta de dados foram: contato com os responsáveispelas instituições, solicitação da permissão para desenvolver a pesquisa, anuência dos mesmos e agendamento das entrevistassemiestruturadas3. Contou-se com o trabalho de duas acadêmicas de enfermagem previamente treinadas, que coletaram os dados no primeirosemestre de 2011. Aplicou-se uma análise qualitativa temática4 aos dados obtidos nas entrevistas. Realizou-se a leitura e releitura do conteúdo,a organização dos núcleos de sentido e o agrupamento dos dados por temas. Deste processo emergiram como categorias teórico-empíricas:Prioridade, Conduta, Revisão, Atuação e Agir, cujas contemplam, respectivamente, as particularidades no modo de atender pessoas emsituação de emergência com necessidade de ressuscitação cardiopulmonar pelos trabalhadores de enfermagem dos serviços de resgate. Oscritérios da Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 196/96 foram atendidos: obteve-se a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa daUniversidade da Região da Campanha – URCAMP/Bagé, parecer nº 11/2011; utilizou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido doParticipante e; as instituições estão identificadas pelos códigos A e B.Resultados: A apresentação dos dados nas categorias de análise foi disposta de modo não excludente e a distribuição de frequência dosrelatos foi utilizada somente para consubstanciar os dados qualitativos. Serviço de Resgate A - A prioridade de atendimento em situações deemergência para os trabalhadores do serviço A está implicada no conceito de gravidade clínica para 05 (41,6%) dos 12 respondentes,consecutivamente pelo elevado risco de óbito para 03 (25%) e por fim estão relacionados com o tipo de acidente, 02 (16,6%); com a clínica, 01(8,3%); com a fase do ciclo vital – criança, 01 (8,3%) e com a presença dos movimentos respiratórios, 01 (8,3%). A conduta no atendimento foiexpressamente marcada pelo comando do trabalhador médico sobre o que realizar para 05 (41,6%) dos respondentes, pela verificação dossinais vitais para 03 (25%) das quais 01 (8,3%) indica que a decisão ainda centra-se no médico; para 02 (16,6%) decorre de uma normativainstitucionalizada que não sabe explicar; para 01 ela depende da ocorrência e para outro não existe uma determinação prévia da instituição emcomo atuar. No cotidiano do trabalho deste serviço a revisão dos materiais e equipamentos necessários para o atendimento das situações deemergência foi relatada como realizada nos plantões para 09 (75%) e diariamente para 03 (25%). A atuação profissional no atendimento queexige a aplicação das técnicas de ressuscitação cardiopulmonar foi delimitada pela existência de um protocolo adotado pela instituiçãoempregadora por 08 (66,6%) e como ausente pelos demais, 04 (33,3%). O agir nesta situação não foi explicado por 04 (33,3%) trabalhadores,foi relacionado aos próprios conhecimentos técnico-científicos por 03 (25%), a treinamentos por 02 (16,6%), a recursos didáticos por 01 (8,3%),as necessidades do paciente por 01 (8,3%) e ao julgamento de que “sempre vale apena investir”, 01 (8,3%). Serviço de Resgate B - Aprioridade foi relacionada ao risco de óbito do paciente por 04 (33,3%) dos 12 trabalhadores respondentes, a gravidade clínica por 03 (25%), acardiopatologias por 03 (25%), ao padrão dos sinais e sintomas por 01 (8,3%) e ao tipo de trauma por outro. Os sinais vitais são indicadoscomo definidores da conduta no atendimento para 04 (33,3%) dos respondentes, outros 04 (33,3%) expressam somente o conceito deemergência, 02 (16,6%) relatam não haver uma normatização institucional e 01 (8,3%) refere à aplicação do ABC da vida. A revisão dosmateriais e equipamentos para o atendimento em situações de emergência foi relatado como realizado nos plantões por 07 (58,3%), com umafrequência diária por 02 (16,6%), semanal – duas vezes por 01 (8,3%) e periódica e eventualmente, 01 (8,3%). O protocolo universal foi referidopor 03 (25%) trabalhadores como definidor da atuação no atendimento de resgate com uma parada cardiopulmonar, por 01 (8,3%) comopresente e por 08 (66,6%), como ausente. O agir foi pautado em tal protocolo por 04 (33,3%), na orientação médica por 04 (33,3%), pelos sinaisvitais por 02 (16,6%), pelo próprio conhecimento técnico-científico por 02 (16,6%), pelo treinamento realizado em cursos por 02 (16,6%) e pelaorientação do enfermeiro por 01 (8,3%).Conclusão: Do conjunto de informações referidas pelos trabalhadores de enfermagem em serviços de resgate no atendimento com necessidadede ressucitação cardiopulmonar enfatiza-se o conhecimento da existência de um protocolo para subsidiar sua atuação. Entretanto a ausênciade sua disposição pelas instituições empregadoras somadas a incapacidade de explicá-lo quando referida sua presença revela-se em fatorlimitante da qualidade da assistência em saúde destes serviços. Haja vista que, o suporte para o agir dos trabalhadores também foi relacionadopor eles aos seus conhecimentos técnico-científicos adquiridos durante sua formação e em cursos de capacitação. Logo, a contribuição desteestudo para a profissão da Enfermagem está na necessidade de formar trabalhadores aptos e conhecedores do seu exercício profissional nasdiferentes áreas de atuação, bem como para a busca de informações no cotidiano de seu trabalho. Nesta direção, a ressuscitaçãocardiopulmonar como uma das principais complicações clínica do trabalho em serviços de resgate constitui-se em vertente de aprofundamentopara os trabalhadores da saúde.Referência Bibliográfica:Fernandes MFP, Freitas GF. A construção do conhecimento do graduando de enfermagem: uma abordagem ético-social. Rev. Bras. Enferm.,Brasília, 2007; 60(16):62-7.Miotto HC, Camargos FRS, Ribeiro CV, Goulart EM, Moreira MCV. Efeito na Ressuscitação Cardiopulmonar utilizando treinamento teóricoversus treinamento teórico-prático Arq. Bras. Cardiol., 2010 95(3):328-31.Silverman D. Interpretação de dados qualitativos: métodos para análise de entrevistas, textos e interações. Porto Alegre: Artmed, 2009.Flick U. Introdução à pesquisa qualitativa. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.Descritores: Ressucitação cardiopulmonar, Emergência, Enfermagem.
  • 55. RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM IDOSOS RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA * Marcele Pescuma Capeletti Padula** ,Camilla Grosso de Oliveira***O envelhecimento populacional aumenta a demanda por serviços de saúde para idosos frágeis ou dependentes, como asinstituições de longa permanência para idosos, que são estabelecimentos para atendimento integral institucional, cujo públicoalvo são pessoas com 60 anos ou mais, dependentes ou independentes, que não dispõem de condições para permanecer com afamília ou em seu domicílio. Com o envelhecimento, ocorrem alterações que afetam a função e a aparência da pele, levando auma maior fragilidade, devido a proteção encontrar-se diminuída, facilitando o desenvolvimento de úlceras por pressão. Oreconhecimento dos indivíduos em risco de desenvolver úlceras por pressão não depende somente da habilidade clínica doprofissional, mas também é importante o uso de um instrumento de medida, como uma escala de avaliação que apresenteadequados índices de validade preditiva, sensibilidade e especificidade. No Brasil, a Escala de Braden foi traduzida e validadapara a língua portuguesa, conforme o trabalho de Paranhos e Santos em 1999 para a avaliação do risco para o desenvolvimentode úlceras por pressão. De acordo com essa escala são avaliados seis fatores de risco: percepção sensorial, umidade, atividade,mobilidade, nutrição e fricção e cisalhamento. As cinco primeiras subescalas são pontuadas de 1 (menos favorável) a 4 (maisfavorável); a sexta subescala, fricção e cisalhamento, é pontuada de 1 a 3. A somatória total fica entre os valores de 6 a 23. Acontagem de pontos baixa, na escala de Braden, indica uma baixa habilidade funcional, estando, portanto, o paciente em altorisco para desenvolver a úlcera de pressão. Ao fim da avaliação do cliente pelo enfermeiro, chega-se a uma pontuação, que nosdiz que: ≤9= risco altíssimo, 10–12= risco alto, 13–14= risco moderado, 15–18= risco baixo e 19–23= ausência de risco. (1,2)Objetivo: verificar o risco de desenvolvimento de úlceras por pressão em idosos residentes em uma Instituição de LongaPermanência localizada na zona leste da cidade de São Paulo a partir da aplicação da escala de Braden e caracterizar essapopulação em relação ao gênero e à idade. Material e Método: tratou-se de um estudo descritivo e exploratório, realizado nosmeses de Junho à Julho de 2010. A amostra foi constituída 30 por indivíduos idosos acamados sem úlcera por pressão, comidade ≥60 anos. O instrumento de coleta de dados constou de dados de identificação como as iniciais do nome; gênero sendofeminino ou masculino, idade dos idosos residentes na Instituição e a Escala de Braden. Resultados: observou-se que a maioriados idosos, 17 (57%) era do gênero feminino e apenas 13 (43%) do sexo masculino. Houve maior freqüência de idosos na faixaetária entre 71 a 80 anos com 9 pacientes (30%) e entre 60 a 70 anos, 8 pacientes (27%); a média de idade evidenciada foi de78,6 anos (±11,8) e a tendência observada foi que as mulheres apresentam idade mais elevada que os homens segundo testeMcNemar (p=0,053). A maioria dos idosos 12, (40%) possuía escores Braden entre 10 e 12, representando alto risco para odesenvolvimento de úlcera por pressão. O risco baixo para o desenvolvimento de úlcera por pressão, isto é, escores Bradenentre 15 e 18, totalizou 9 pacientes (30%). Ao verificar se a idade interfere nos escores de Braden, pôde-se concluir a partir daanálise que não existe interferência na pontuação da escala de Braden segundo coeficiente de correlação de Pearson (= 0,019).Conclusão: a maioria dos idosos acamados sem úlceras por pressão são do gênero feminino totalizando 17 pacientes (57%) e amaioria dos idosos, 9, (30%) encontram-se na faixa etária de 71 a 80 anos. Em relação ao risco de desenvolvimento de úlcerapor pressão, a partir da aplicação da escala de Braden, concluímos que a maioria dos idosos, 12 (40%) encontra-se em alto riscopara o desenvolvimento de úlceras por pressão.Descritores: envelhecimento; instituição de longa permanência para idosos; úlcera por pressão.Sousa CA, Santos I, Silva LD. Aplicando recomendações da Escala de Braden e prevenindo úlceras por pressão - evidências docuidar em enfermagem. [artigo online]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672006000300006. [18 outubro 2009]Cremasco MF, Wenzel F, Sardinha FM, Zanei SSV, Whitaker IY. Úlcera por pressão: risco e gravidade do paciente e carga detrabalho de enfermagem. [artigo online]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v22nspe/11.pdf [11 setembro 2010]*- Monografia apresentada como Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de CiênciasMédicas da Santa Casa de São Paulo - FCMSCSP.** - Orientador - Professor Adjunto do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casade São Paulo - FCMSCSP*** -. Enfermeira graduada pelo Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SãoPaulo - FCMSCSP.
  • 56. SATISFAÇÃO DA FAMILÍA DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA Eunice Yochie TeruyaINTRODUÇÃO: A hospitalização em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) é considerada um fator estressante àcriança e à sua família, que além do afastamento dos seus familiares e da substituição dos cuidados, passa muitas vezes adepender integralmente dos profissionais de saúde, comprometendo a sua autonomia. O direito à permanência da mãe ouresponsável durante a hospitalização, não significa a integração nos cuidados básicos da criança, o desenvolvimento de açõesparticipativas, que incluem a família na tomada de decisões é que a transformará em sujeito ativo. Deste modo, conhecer adinâmica da família e seu funcionamento torna-se essencial no processo do cuidar e constitui-se em um dos passos principaisem direção à melhoria da qualidade da assistência nesse ambiente. A qualidade na assistência em UTIP pode ser avaliadaatravés dos indicadores assistenciais com a finalidade de demonstrar numericamente o desempenho técnico e dos processos detratamento desenvolvidos na UTI. Mas por outro lado, através dos indicadores de satisfação, podemos entender o referencial daqualidade percebida pela família e buscar a satisfação como fator de melhoria contínua.OBJETIVO: Verificar a percepção da família de crianças hospitalizadas em UTIP sobre o cuidado prestado pela equipe deenfermagem.METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa para avaliação da satisfação das famílias sobrea assistência prestada pela equipe de enfermagem, que foi realizado na UTIP de um hospital geral, de médio porte, privado efilantrópico, localizado no município de São Paulo, por meio da aplicação de um questionário estruturado empregando-se aEscala Likert, constituída dos itens (DT) Discordo totalmente, (DP) Discordo parcialmente, (I) Não concordo nem discordo, (CP)Concordo parcialmente e (CT) Concordo totalmente. O questionário foi entregue aos familiares das crianças, sendo utilizadacomo critério de inclusão a condição de serem pais ou responsáveis das crianças que apresentavam ao menos 24 h deinternação na unidade, e como critério de exclusão os familiares de crianças reinternantes que já haviam participado dapesquisa.RESULTADO: Aceitaram participar da pesquisa 38 pais ou responsáveis das crianças. O estudo demonstrou que 95% dosparticipantes sentiram-se acolhidos no momento da admissão e 97 % consideraram o atendimento em geral humanizado.Concordaram totalmente que os momentos de repouso da criança foram respeitados em 42% e segundo 34% dos respondentesde modo parcial, predominando 79% de concordância. Para 74% e 81% dos participantes, os ruídos e a iluminaçãorespectivamente não interferiram nos momentos de repouso da criança. No que se refere aos aspectos relacionados diretamenteà assistência da equipe de enfermagem, o atendimento às solicitações em tempo hábil obteve 89% de concordância, aorganização no atendimento 91% e a segurança nas técnicas realizadas 94%.CONCLUSÃO: Por ser uma amostragem restrita. O estudo deve ser ampliado para consistência dos resultados. De qualquerforma, estes foram satisfatórios (89 a 94% de concordância), com exceção dos dados relativos aos agentes estressores, comoruídos e iluminação. Pode-se concluir que, mesmo que de modo estimado a hospitalização desencadeie mudanças significativasnos hábitos de higiene, eliminação, alimentação e sono, adotar intervenções no sentido de aliviar o stress e proporcionar umambiente de descanso é essencial. A estrutura física, como: a ausência de paredes divisórias, com o ambiente compartilhadosem isolamento acústico e de iluminação podem ser os fatores de insatisfação dos familiares. O cuidar não é um ato único,tampouco a soma de procedimentos técnicos ou qualidades humanas, mas sim o resultado de um processo no qual seconjugam, de forma bastante estreita sentimentos, valores, atitudes e princípios científicos com o objetivo de satisfazer osindivíduos nele envolvidos, bem como implica no desenvolvimento de ações que incluem o profissional, a criança e a família.REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:Hayakawa LY, Marcon SS, Higarashi IH. Alterações familiares decorrentes da internação de um filho em uma unidade de terapiaintensiva pediátrica. Rev Gaúcha de Enfermagem. jun.2009, 30(2):175-82.Pinto MCM, Camata DG, Oliveira AC, Dalge DP, Paes AT. Significado do cuidar da criança e a percepção da família para aequipe de enfermagem. 2009, Einstein, 7(1):18-23.Souza SORS, Silva CA, Mello UM, Ferreira CN. Aplicabilidade de indicador de qualidade subjetivo em Terapia Intensiva. RevBras de Enf. Mar-abr 2006, 59(2).Martins JJ, Nascimento ERP, Geremias CK, Schneider DG, Schweitzer G, Mattioli N H. O acolhimento `a família na unidade deTerapia Intensiva: conhecimento de uma equipe multiprofissional. Rev Eletrônica de Enfermagem (Internet), 2008, 10(4):1091-101. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n4/v10n4a22.htm. Acesso em março de 2011.Descritores: Qualidade, satisfação e criança hospitalizadaEnfermeira encarregada da Unidade de Terapia Intensiva PediátricaEnfermeira especialista em Terapia Intensiva Pediátrica e em Gestão em Saúde e Administração Hospitalare-mail: eunice.teruya@samaritano.org.br
  • 57. SENTIMENTOS DA FAMÍLIA DIANTE DA INTERAÇÃO COM A EQUIPE DE ENFERMAGEM Marlucy Lima de Arruda, Teresa Cristina ProchetINTRODUÇÃO: Muitas vezes, a equipe de enfermagem vê os familiares como “objetos passivos” que devem auxiliar em tarefas apenas quandolhes for permitido, porém o ideal seria que eles compreendessem que os familiares devem ser integrados ao tratamento, explicando cadaprocedimento a ser efetuado e mostrando como ele pode ajudar, pois é com a participação deles que se determina uma melhor aceitação aotratamento e recuperação do cliente(1,2).Assim, compreendemos que a inclusão da família ao tratamento é de fundamental importância para a recuperação do cliente e por intermédiodesta pesquisa queremos saber; qual a percepção dos familiares e acompanhantes sobre sua presença e participação durante os cuidados deenfermagem? OBJETIVOS: Descrever os sentimentos do acompanhante frente à equipe de enfermagem; Relacionar os pontos positivos enegativos da relação vivida entre o acompanhante e a equipe de enfermagem; Identificar se o atendimento prestado pela equipe deenfermagem ao acompanhante atendeu às expectativas dele e citar as sugestões dos acompanhantes para que a assistência dada a eles sejamelhorada. MÉTODO: Pesquisa de campo, com abordagem qualitativa desenvolvida com 30 familiares vivenciaram nos últimos 12 meses aexperiência de ser acompanhante de um ente querido internado nas unidades de clínica médica de um hospital público. Os dados contidos nosquestionários foram devidamente digitados em planilha do EXCEL versão 2007 que serviu como banco de dados da pesquisa.O tratamento dos dados qualitativos foi realizado por meio de interpretação dos depoimentos, com base no método de análise de conteúdo.RESULTADOS: Dos trinta participantes, 77% eram mulheres, 66,7% tinham mais de 12 anos de estudo, 66,7% eram filhos ou filhas dos clientesinternados, 16,7% esposas, 6,7% irmãs e 10% genros, noras ou sobrinhos. A idade média foi de 49,5 anos. O número médio de dias deinternação dos clientes que o acompanhavam foi de 11 dias, sendo o menor tempo de 3 e o maior de 46 dias. Com base na análise dosconteúdos dos discursos dos familiares, o sentimento ao receber ao atendimento da equipe de enfermagem, deu origem a duas categorias:a) acolhimento e b) comunicação eficiente e eficaz.A primeira categoria acolhimento, abrangeu a importância dada ao sentir-se bem atendido e acolhido, ter recebido atendimento pontual eeducado. Eis dois discursos que ilustram:“Fui sempre bem atendida e com educação”. (F2)“Eu senti bem acolhida, bem atendida, todos foram atenciosos comigo”. (F8)Já na categoria comunicação eficiente-eficaz, a ênfase foi dada à promoção do cuidado que exija não só as habilidades técnicas, mas, quevalorize o provocar bem-estar, a importância de responder aos interesses e receber as orientações necessárias para sua participação e/oucompreensão do que ocorre com o cliente que revelou sentir-se à vontade na relação com a equipe de enfermagem.“Eu percebi interesse por mim”. (F9)“Recebi as informações necessárias de forma que me sinto bem” (F30)Quando questionados sobre os pontos positivos os resultados puderam ser categorizados em ação técnica, ação comportamental e ação mista.A categoria ação técnica (3,4%/- 1) teve sua composição dada pelas respostas fornecidas que caracterizavam estritamente a operacionalizaçãodo cuidado/atendimento, ligado, basicamente, à pontualidade, pronto-atendimento, aplicação de princípios científicos que garantiam segurançae revelavam profissionalismo e, ainda, forneciam informação técnica e resposta precisa às dúvidas.A categoria ação comportamental (43,4% - 13) foi composta pelas afirmativas com teor estritamente atitudinal do profissional de enfermagem,como atenção, dedicação, forma de dialogar e receber opiniões inclusive divergentes, carinho, empatia, alegria, boa vontade.A categoria ação mista (53,2% - 16) reuniu o mix das duas categorias anteriores, isto é, foram citações que abarcaram as duas condições comopositivas: técnica e relacional.Os pontos negativos puderam ser categorizados em condição administrativa e confusão do papel de acompanhante. Vale ressaltar que 26,7%(8) citaram algum ponto negativo, os demais alegaram não ter (76,3% - 22).Condição administrativa (75% - 6) reuniu as respostas com os depoimentos ligados à organização da unidade, número reduzido de pessoal nofim de semana, o que dificulta o relacionamento, o cuidado com o cliente e a demora no atendimento propriamente dito. Eis um exemplo queilustra essa categoria: “Falta plantonista no fim de semana e alguns não conhecem os pacientes” (F19).A categoria confusão do papel do acompanhante (25% - 2) englobou as falas que mencionaram crítica frente à compreensão equivocada doacompanhante durante a internação, pois como revela o familiar “me criticaram por eu estar dormindo” (F11).Todos foram unânimes em afirmar que as expectativas foram atendidas, o que aponta para uma avaliação da percepção positiva e satisfatóriada qualidade da assistência de enfermagem.Constata-se que 50% dos pesquisados não conseguiram emitir sugestões, pois sentiam-se satisfeitos com o atendimento recebido pela equipede enfermagem. Os demais 50% listaram sugestões que foram agrupadas em duas categorias, a saber: as que valorizam os aspectosoperacionais e as que valorizam os aspectos interacionais.A primeira categoria, as que valorizam os aspectos operacionais (73,3% - 11), foi composta pelas sugestões ligadas à ampliação do quadrofuncional, transmissão de informações sobre as condições do cliente e melhoria nas acomodações do acompanhante.A segunda categoria intitulada, as que valorizam os aspectos interacionais (26,7% - 4) reuniu as respostas que solicitam que os funcionárioscontinuem sendo o que são mesmo com o passar do tempo, pedem mais rapidez no atendimento e reivindicam maior apoio psicológico. CONCLUSÃOA percepção dos familiares que viveram a experiência de terem sido acompanhantes de clientes internados nas unidades de clínica médica ecirúrgica em relação à qualidade do atendimento prestado pela equipe de enfermagem foi considerada positiva e satisfatória. Concluiu-se que aEnfermagem deve investir cada vez mais no processo de comunicação, uma vez que este subsidiará ao cuidado efetivo e eficaz ao clientehospitalizado. A busca e o resgate de sentimentos, valores e atitudes entre equipe de enfermagem e familiares são os caminhos nos quais sepode alcançar satisfação pela assistência prestada durante o período de tratamento na instituição de saúde.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASSquassante ND, Alvim NAT. Relação Equipe de Enfermagem e Acompanhantes de Clientes Hospitalizados: Implicações para o Cuidado. RevBras Enferm 2009; 62(1): 11-7.Souza Filho AO, Xavier EP, Vieira LJES. Hospitalização na óptica do acidentado de transito e de seu familiar acompanhante. Rev Esc EnfermUSP 2008; 42(3): 540.DESCRITORESAvaliação do Acesso e da Qualidade da Assistência à Saúde; Cuidados de enfermagem; Enfermagem Familiar
  • 58. USO DA ANÁLISE DE CASOS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DO CUIDADO À FAMILIA DO RECEM-NASCIDO Myriam Aparecida Mandetta Pettengill, Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro2, Flávia Simphronio Balbino3Introdução: Estudos sobre família têm recebido grande atenção e investimento por parte não apenas dos profissionais das ciênciashumanas e sociais, mas também da saúde, já que a família tem um papel fundamental no desenvolvimento do indivíduo e namanutenção da saúde de seus membros. Nas ultimas décadas tem sido amplamente recomendado e divulgado os benefícios docuidado centrado na família como referencial filosófico para nortear a prática dos profissionais da saúde. Trata-se de um modelo decuidado fundamentado em parceria mútua entre profissionais, pacientes e família. A realidade familiar necessita ser compreendida eincorporada no cuidado, tendo em vista um atendimento mais abrangente, no qual o paciente não é visto de forma isolada, maspertencente a um núcleo familiar e envolto em um contexto social. Essa filosofia de cuidado vai além de uma prática assistencialbiologicista, requer uma assistência focada no atendimento das demandas do indivíduo e família, de maneira que os sistemas deserviços e os profissionais devem apoiar, respeitar e potencializar suas forças e competências. Os pressupostos centrais do cuidadocentrado na família são dignidade e respeito, informação compartilhada, participação e colaboração. Essa abordagem de cuidado é umideal a ser implementado pelas instituições hospitalares, uma vez que a família tem buscado cada vez mais participar dos cuidados desaúde de seus membros, reivindicando seu papel de consumidora nas unidades hospitalares. Considerando que a família é central epermanente na vida das pessoas, torna-se uma temática relevante a ser incluída nos currículos dos cursos de graduação na área dasaúde, a fim de preparar os futuros profissionais para incluí-la como foco do cuidado, reconhecendo a complexidade interacional, asnecessidades e as potencialidades da família. Neste sentido oferecemos uma disciplina eletiva com o objetivo de sensibilizar alunos decursos de graduação na área da saúde para o cuidado da família em fase de expansão com o nascimento de um novo membro.Optamos pela Análise de Casos como estratégia de ensino, uma vez que possibilita a motivação, a participação, o questionamento e areflexão do aluno. Objetivo é divulgar a experiência de utilização da Análise de Casos como estratégia de ensino do cuidado à família.Descrição da Experiência: participaram 31 alunos de cursos de graduação da área da saúde, de uma universidade pública, domunicípio de São Paulo. O conteúdo abordou as seguintes temáticas: a família como contexto do cuidado; o preparo da família parareceber um novo membro; a chegada do novo membro na família; cuidados com o recém-nascido e com a família após o parto; e afamília e o recém-nascido no domicílio. O recurso didático utilizado foi a avaliação de cinco casos, sendo quatro casos-problemasdescritivos e uma situação vivenciada por uma família com a chegada do bebê no domicílio apresentada em vídeo. A análise de cadacaso era realizada em seis momentos: a) leitura do caso clínico contendo descrição detalhada da situação-problema e perguntasnorteadoras para avaliação. b) busca de subsídios teóricos na literatura para nortear a análise. c) elaboração de uma avaliação docaso, com base em estudos teóricos, percepções e experiências vivenciadas; d) discussão em grupo para direcionar as hipóteses desolução dos problemas; e) reanálise dos casos com base nos estudos feitos, nas discussões em grupo e em outras fontes de consulta;f) elaboração de relatório individual contendo a descrição da avaliação efetuada. Avaliação da Experiência: para os alunos, a disciplinaproporcionou oportunidade para seu crescimento pessoal e profissional por meio de um aprendizado prazeroso e dinâmico. Osaspectos considerados facilitadores foram: a discussão de conteúdos sobre o cuidado centrado na família; o estímulo à pesquisabibliográfica que os motivou a ir em busca de fontes de informação para embasar sua avaliação, facilitando a discussão em grupo efavorecendo a aquisição de conhecimento teórico, tornando-os responsáveis pelo próprio aprendizado. Possibilitou, também, odesenvolvimento de pensamento crítico como futuro profissional de saúde na resolução dos casos-problema; e a fixação do conteúdoteórico. Como aspectos dificultadores: casos-problema apresentavam pouca integração entre as áreas de conhecimento dos alunos degraduação, dificultando uma discussão mais aprofundada e pouco direcionamento do professor quanto às fontes de consultas que lhespermitissem a resolução dos casos. Sugeriram maior utilização de vídeos contendo cenas de famílias como recurso áudio-visual parapromover as discussões e retorno mais freqüente dos relatórios de casos pelo professor. Para os docentes, a experiência de ensino foiconsiderada apropriada, pois permitiu uma mudança na maneira de pensar o ensino de graduação, com maior participação discente noseu processo de aprendizagem; o desenvolvimento de uma prática colaborativa entre professor e aluno; professor desempenhandopapel de orientador. Quanto ao desempenho na resolução dos casos, observamos que os alunos aprofundaram nas análises dos casoscom o transcorrer da disciplina; conseguiram trazer um maior embasamento teórico; uma visão mais crítica da situação do cliente; edesenvoltura na discussão dos mesmos, o que demonstrou uma aprendizagem efetiva do conteúdo trabalhado. Por outro lado existiramalunos que não avançaram na busca de conhecimentos em fontes de consultas, tiveram dificuldades na elaboração do relatório deavaliação do caso e entregaram um relatório pouco fundamentado, apesar da fase de discussão em sala de aula.Conclusão: a análise de casos como estratégia de ensino tem sido utilizada amplamente em disciplinas que buscam inovar esedimentar o conhecimento teórico do aluno. Há muito que se considerar quando se pensa em estratégias de ensino focadas emabordagens que avançam na promoção da autonomia do aluno. Nesta experiência pudemos perceber que há alunos que se tornam ospróprios atores em seu processo de ensino-aprendizagem quando são estimulados por um professor orientador e outros que sepercebem desamparados pelo quando não são tutelados por ele. A disciplina eletiva de cuidado de família mostrou-se como umaoportunidade de sensibilização do graduando da área de saúde para olhar e pensar família.Descritores: Enfermagem Pediátrica, família, ensinoEnfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem, Disciplina Enfermagem Pediátrica -Universidade Federal de São Paulo. Rua Napoleão de Barros nº 754. Vila Clementino- São Paulo- SP CEP 04024002. e-mailmpettengill@unifesp.br2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem, Disciplina Enfermagem Pediátrica -Universidade Federal de São Paulo.3 Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem, Disciplina Enfermagem Pediátrica- UniversidadeFederal de São Paulo.
  • 59. VISITA PUERPERAL: UMA PROPOSTA DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM MATERNO INFANTIL Daysa Peraro Ramalho Grande¹, Márcia Lúcia Verpa Sasaki²Introdução: Muito tem se falado sobre humanização e assistência à saúde de forma individualizada e segura. Este contextoabrange todos os níveis de atenção, mas requer aprimoramento contínuo quando nos referimos à assistência de enfermagemdestinada ao cuidado do recém nascido e sua família diante de uma internação crítica, onde o bebê ou a mãe (ou ambos) sãoadmitidos em Unidade de Terapia Intensiva. Diante deste fato, julgamos necessário formar um Grupo de Humanização da áreaMaterno Infantil no Hospital Santa Catarina, o qual é multiprofissional e composto psicóloga, fonoaudióloga, fisioterapeuta,enfermeiros assistenciais, técnicos e supervisão de enfermagem da UTI Neonatal, Berçário e Maternidade. Objetivo: Estruturadocom o objetivo de aprimorar a assistência prestada ao binômio mãe-filho, o grupo atua com foco no acolhimento e orientação dospais de recém nascidos internados na UTI Neonatal e Berçário, elaboração de protocolos assistenciais que envolvam a equipemultiprofissional e viabilizem intervenções mais humanizadas tais como: toque terapêutico, colostroterapia, aleitamento maternona sala de parto, método canguru, hora do soninho, reunião de pais, inclusão do voluntariado na realização de atividades com asmães de recém nascidos internados, modificação de rotinas assistenciais e, finalmente, a visita puerperal. Método: Na UTINeonatal do Hospital Santa Catarina, o processo de trabalho em enfermagem baseia-se no modelo primary nursing, ondesegundo Magalhães (2004), a enfermeira assume a coordenação dos cuidados de enfermagem destinados ao cliente e suafamília, tornando-se referência para eles durante a permanência do paciente na unidade, da admissão à alta ou transferência. Noentanto, mediante as dificuldades em estabelecer um vínculo com os familiares de forma que eles reconheçam dentro da equipequal a enfermeira de referência que lhes acompanha, desenvolvemos através do Grupo de Humanização, a estratégia de visitapuerperal. Esta visita foi adaptada para a realidade do Hospital Santa Catarina, inspirada por uma das etapas do projeto Rede deapoio à família do prematuro desenvolvido no Hospital Universitário de Londrina citado por Bengozi (2010), onde estabelece-se oprimeiro contato com a mãe do RN prematuro ou enfermo ainda internada. Em nossa prática, a visita puerperal é realizada pelaenfermeira de referência do RN internado na UTI Neonatal (ou a enfermeira substituta caso aquela não esteja presente) à mãe,nas primeiras 24 horas após o parto e idealmente antes de sua primeira visita ao próprio filho na UTI Neonatal. Quando o RNestá estável e não necessita de UTI Neonatal logo após o nascimento, mas a mãe precisa de cuidados intensivos, o bebêpermanece sob cuidados no berçário onde sua enfermeira de referência é a responsável por visitar a mãe. A visita puerperalprecisa ser breve, esclarecedora e as informações fornecidas devem sanar as principais dúvidas que a mãe apresente nestafase, além de enfatizar a importância da ordenha precoce. Optamos ainda por levar uma foto do RN, com o cuidado de deixarevidente sua pulseira de identificação, transmitindo maior segurança à puérpera ainda impossibilitada de visitar seu filho.Schimdt (2010) realizou um estudo em uma população de pais de recém nascidos internados em UTI Neonatal de um hospitaluniversitário brasileiro, com o objetivo de levantar a percepção dos pais com relação à assistência de enfermagem prestada,através do instrumento denominado “Suporte de Enfermagem oferecido aos Pais”. O estudo evidenciou que as menores médiasestavam relacionadas à inclusão dos pais nas decisões acerca de seu filho e na falha de orientações de como eles poderiamacolhe-lo, mostrando-nos que apenas informações clínicas sobre o bebê já não são mais suficientes para uma efetiva interaçãoentre equipe assistencial e família. Conclusão: Acreditamos que com a visita puerperal, seja possível amenizar a ansiedadematerna com relação ao distanciamento do seu bebê e estabelecer vínculo da equipe de enfermagem com a família, o quefacilitará intervenções terapêuticas no binômio mãe-filho e o fortalecimento da metodologia primary nursing na assistêncianeonatal.Descritores: Humanização da assistência hospitalar; neonatologia.Referências Bibliográficas:Bengozi TM, Souza SNDH, Rossetto EG, Radigonda B, Hayakawa LM, Ramalho DP. Uma rede de apoio à família do prematuro.Ciênc Cuid e Saúde. 2010 jan-mar; 9(1); 155-160.Schimdt KT, Mello FT, Rossetto EG, Souza SNDH. Avaliação da assistência de enfermagem em unidade neonatal naperspectiva dos pais. Cogitare Enferm. 2010 jul-set; 15(3):460-6.Gomes ILV et al. Humanização na produção do cuidado à criança hospitalizada: concepção da equipe de enfermagem. Trab.Educ. Saúde. 2011 mar-jun; 9(1); 125-135.Magalhães AM, Macedo M, Nascimento M, Torres O. Implantação do modelo de primary nursing – relato de experiência. ActaPaul. Enf. 2004; 17(2); 235-239.Max LC. Sistema primary nursing. In: Harada MJCS. (Org.). Gestão em enfermagem: ferramenta para prática segura. SãoCaetano do Sul: Yendis, 2011; 185-198.

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