Your SlideShare is downloading. ×

teoria e pratica cientifica

6,496

Published on

0 Comments
5 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
6,496
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
107
Comments
0
Likes
5
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Teoria eprática
    científica
  • 2. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO-
    Antonio Joaquim Severino
    UFSCar: Universidade Federal de São CarlosCECH – Centro de Estudos em Ciências HumanasCurso de Biblioteconomia e Ciência da informaçãoDisciplina: Introdução à pesquisa científica (Turma 2011)
    Ana Tereza de Pádua-405060
  • 3. Introdução:
    • Ciência como construção do conhecimento: sua formação histórica e constituição teórica.
    • 4. Surge na modernidade como ruptura crítica ao modo metafísico de pensar (Antiguidade e Idade Média).
    • 5. Ciência como leitura do mundo natural, usando métodos, procedimentos técnicos e fundamentos epistemológicos .
  • 3.1. O método como caminho do
    conhecimento científico
    • O uso de instrumentos tecnológicos na pesquisa científica é feito através da prática dos métodos que estão sendo usados na pesquisa.
    • 6. Contudo, para se completar o entendimento geral é necessário- além de técnicas e métodos- que o pesquisador se apóie em um fundamento epistemológico. Esse fundamento justificará sua pesquisa.
    • 7. Todo conhecimento tem uma condição previa, relacionado ao que sabemos e pressupomos.
    • 8. Para se diferenciar do senso comum, da arte, da filosofia e da religião, a ciência utiliza seu próprio método, que é o método científico.
    • A primeira atividade do cientista é a observação de fatos, que pode ser casual ou espontânea ( mas devem ser os mesmos fatos em diferentes circunstâncias).
    • 9. Como os fatos não se explicam por si só, ao os observamos estamos problematizando-os.
    • 10. Assim, a razão formula uma hipótese (explicação provisória que após confirmada torna-se lei) e o cientista tenta comprová-la através de verificação experimental.
    • 11. Quando várias leis podem ser unificadas em uma lei mais abrangente, ela torna-se uma teoria.
    • 12. Várias teorias unificadas transformam-se em sistema.
    • O método científico se compõe de dois momentos:
    • 13. Momento experimental: fase indutiva em que há o processo de generalização fundado no determinismo universal. Assim o cientista conclui que o que acontece com alguns fatos isolados se aplica a todos de mesma natureza.
    • 14. Momento matemático: a conclusão é estabelecida pela dedução. Desse modo há a passagem do universal para o singular.
    • 15. Quando a ciência passa de fatos às leis, pelas hipóteses, ela trabalha com a indução. Quando passa de leis às teorias e destas aos fatos, usa a dedução.
    • O processo lógico-dedutivo está presente na ciência e permitiu que ela construísse a imagem mecânica do mundo.
    • 16. A ciência criou leis para o funcionamento do universo e do mundo físico, obtendo grande êxito na era moderna e consolidando sua hegemonia epistêmica, cultural e política.
    • 17. A técnica serviu para a Revolução Industrial e para aumentar o poder do homem manipular a natureza.
  • 3.2.Os fundamentos teórico-metodológicos da ciência
    • Os modernos conceberam a ciência como única forma de conhecimento valido e verdadeiro.
    • 18. Ao se fazer ciência o homem parte de algumas concepções pressupostas da natura e do real que não precisam ser provadas. Elas são aceitas e sua sistematização são chamadas de paradigmas.
    • 19. Paradigmas epistemológicos: o pesquisador usa um pressuposto de sujeito/objeto ao construir seu conhecimento e aplica recursos metodológicos e técnicos compatíveis com o paradigma que reúne esses pressupostos.
    • Durante a Antiguidade e a Idade Média o homem tinha a concepção metafísica (capacidade da razão humana de conhecer a essência das coisas) do real.
    • 20. Após o Renascimento, essa concepção foi questionada e chegaram à conclusão que o homem só pode conhecer os fenômenos, nunca a sua essência.
    • 21. A ciência busca conhecer a relação de causa e efeito dos fenômenos e acredita que eles se comportam sempre da mesma maneira, seguindo leis.
    • 22. Desse modo, as mesmas causas têm sempre os mesmos efeitos.
    • 23. A ciência é ao mesmo tempo um saber teórico e um poder pratico.
  • 3.3. A formação das Ciências Humanas e os novos paradigmas epistemológicos
    • As Ciências Humanas foram se constituindo a partir do século XIX.
    • 24. Ao estudar as Ciências Humanas os pesquisadores tentaram tratar o homem e suas manifestações como fenômenos idênticos aos fenômenos naturais. Viam o homem como objeto acessível às leis de experimentação e observação.
    • 25. Porém, os pesquisadores chegaram à conclusão que há várias maneiras de se ver a relação homem/objeto e de compreensão/explicação do modo de ser do homem.
    • O paradigma positivista (observação de fenômenos e fatos) tornou-se ineficaz para explicar as relações do homem. Assim, surgiram várias perspectivas epistemológicas para o estudo da relação sujeito/objeto:
    • 26. Funcionalismo: sociedade e cultura são como um organismo que funciona para atender às necessidades de todos.
    • 27. Estruturalismo: todo sistema é uma estrutura que gera interdependência entre as partes e o que acontece com um elemento afeta ao conjunto inteiro.
    • 28. Fenomenologia: exclui toda influência subjetiva, psicológica ou teoria previa sobre o objeto, mas analisa e descreve o objeto em toda sua complexidade.
    • Hermenêutica: Toda realidade humana se expressa através de uma manifestação simbólica. Tendo a linguagem como símbolo, ela é atividade central na pesquisa hermenêutica.
    • 29. Arqueogenealogia: define o homem não como um animal racional, mas como uma máquina de desejos.
    • 30. Dialética: vê a reciprocidade sujeito/objeto através da interação social que se forma com o passar do tempo. Prioriza a práxis humana e a ação histórica/social. Baseia-se em alguns pressupostos:
  • -Totalidade: pessoa não se explica isoladamente da sociedade.
    • Historicidade: cada momento faz parte de um processo histórico maior.
    • 31. Complexidade: o real é um fluxo permanente de transformações.
    • 32. Dialeticidade: a historia não tem uma evolução linear, mas uma luta de contrários, permanente conflitos e contradições.
    • Praxidade: acontecimentos e fenômenos se desenvolvem através da prática.
    • 33. Cientificidade: a explicação cientifica explica as causas, que se expressão mediante um processo histórico-social, sempre em conflito.
    • 34. Concreticidade: empiricidade real dos fenômenos. O que está em pauta é a prática do homem, no espaço social e histórico.
  • 3.4. Modalidades e metodologias de pesquisa científica
    • As Ciências Naturais e Ciências Humanas tem diferentes modos de investigação e práticas científicas.
    • 35. Mas dentro de cada uma também há a possibilidade de se usar diversas perspectivas epistemológicas e vários enfoques.
    • 36. “Por essa razão, várias são as modalidades de pesquisa que se pode praticar, o que implica ocorrência epistemológica, metodológica e técnica, para o seu adequado desenvolvimento” Severino
  • 3.4.1. Pesquisa quantitativa, pesquisa qualitativa
    • A abordagem quantitativa e qualitativa são conjunto de metodologias que envolvem diversas referências epistemológicas, pois varias metodologias de pesquisa podem utilizá-las.
  • 3.4.2. Pesquisa etnográfica
    • Utiliza métodos e técnicas compatíveis com a abordagem qualitativa e visa compreender os processos do dia-a-dia, em suas diversas modalidades.
  • Referência:
    • SEVERINO, J. A. Teoria e prática científica. In: ________Metodologia do trabalho científico. São Paulo, Cortez, 2007. Somente das páginas 99 a 118

×