REDES SOCIAIS: A IMPORTÂNCIA DE SUA UTILIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENSINO EM INSTITUIÇÕES ACADÊMICAS

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REDES SOCIAIS: A IMPORTÂNCIA DE SUA UTILIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENSINO EM INSTITUIÇÕES ACADÊMICAS

  1. 1. REDES SOCIAIS: A IMPORTÂNCIA DE SUA UTILIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE ENSINO EM INSTITUIÇÕES ACADÊMICASIgor Silva Santos Allan de Souza Reis Gideon Cardoso SouzaFac. Pitágoras – Tecnologia em Redes Fac. Pitágoras – Tecnologia em Redes Fac. Pitágoras – Tecnologia em Redesde Computadores de Computadores de ComputadoresAv. Raja Gabáglia, 1306 – Gutierrez Av. Raja Gabáglia, 1306 – Gutierrez Av. Raja Gabáglia, 1306 – GutierrezCEP 30160-041 Belo Horizonte/MG CEP 30160-041 Belo Horizonte/MG CEP 30160-041 Belo Horizonte/MGigor.silva.santos@hotmail.com allandesouza@hotmail.com gideoncardoso@yahoo.com.brJoão Vítor Duarte Felipe Rafael Cardoso PereiraFac. Pitágoras – Tecnologia em Redes Fac. Pitágoras – Tecnologia em Redesde Computadores de ComputadoresAv. Raja Gabáglia, 1306 – Gutierrez Av. Raja Gabáglia, 1306 – GutierrezCEP 30160-041 Belo Horizonte/MG CEP 30160-041 Belo Horizonte/MGjv_duarte@ig.com.br feliperafael001@hotmail.com Resumo Este artigo apresenta uma análise de redes sociais e a importância de sua utilização como ferramen- ta de ensino em instituições acadêmicas, visto o crescente número de pessoas que buscam se relacio- nar no espaço cibernético, através destas redes em nosso mundo contemporâneo. Citaremos algumas instituições que utilizam das redes sociais como: Orkut, Facebook, Youtube, Twitter e Flickr, e co- mentaremos de outras pouco comercias, como a Mr. Student e ebaH. Diante disso, tivemos como ob- jetivo o estudo as redes sociais e buscamos através de pesquisas realizadas nas redes supracitadas, a importância da aplicação das mesmas como ferramenta de ensino em instituições acadêmicas. Para tanto o artigo busca através de citações de vários autores, mostrar o que é uma rede social na inter- net, as estruturas de uma rede social e a utilização das redes sociais no ensino atual. Finalmente descreve-se a metodologia da pesquisa, obtida através de dados coletados em redes sociais como forma de referência para futuras pesquisas e abordagens que abrangem o tema abordado. A conclu- são destaca os resultados e reforça a importância da utilização das redes sociais como ferramenta de ensino em instituições acadêmicas. Palavras-Chave: ensino; ferramenta; redes sociais; segurança; universidade Abstract This article presents an analysis of social networks and the importance of its use as a teaching tool in academic institutions, as the growing number of people seeking to relate in cyberspace, through these networks in our contemporary world. We will quote some institutions that use social networks such as Facebook, YouTube, Twitter and Flickr, and will comment on some other commercial, as Mr. and Student ebaH. Therefore, our objective was to study social networks and search through resear- ch on the above networks, the importance of applying the same as a teaching tool in academic insti- tutions. For both Article search through quotes from various authors, show that it is a social network on the Internet, the structures of a social network and the use of social networking in education to- day. Finally we describe the research methodology, obtained through data collected in social networks as a reference for future research and approaches that cover the theme. The conclusion highlights the findings and reinforces the importance of using social networking as a teaching tool in academic institutions. Keywords: teaching, tool, social networking, security, university
  2. 2. 1. Introdução Vivemos num mundo de constante revolução tecnoló- gica, um universo de possibilidades ilimitadas que cresce À integração política, econômica, social e cultural en- a uma velocidade supersônica. Em muitos casos a tecno-tre nações e povos deu-se o nome de globalização. A tec- logia tem de esperar que a sociedade a acompanhe. De fato, se é verdade que a maioria das universidades estãonologia e seus recursos foram fundamentais para esse pro-cesso. A internet e a telefonia móvel e fixa serviram como atentas à realidade da importância das redes sociais, mui-ferramentas para comunicação e troca de conhecimento e tas ainda não exploram o seu total potencial. Diante disso, o presente artigo busca trazer ao debate a utilização dasexperiências em diversas áreas. Porém, mesmo com tan-tos recursos disponíveis, havia um anseio por algo que redes sociais como ferramenta de ensino em instituiçõestornasse mais próximo os relacionamentos à distância. acadêmicas. Trabalhando a partir da perspectiva de análi- se estrutural, este artigo irá discutir suas aplicações comoComo a tecnologia está em constante mudança e aprimo-ramento, essa carência foi suprida com algo que mudaria forma de dinamizar a aprendizagem de conteúdos e moti-a forma das pessoas se relacionarem. Inicialmente, nasci- var os alunos para o estudo. Além do seu uso por parte de professores, que podem utilizá-la como ferramentas nada com o intuito de aproximar pessoas com interesses emcomum, permitindo a interação entre elas, surgiram as re- qual permitam partilhar livros, vídeo aulas, apresentaçõesdes sociais. Basicamente podemos definir redes sociais ou mesmo fóruns de discussões sobre determinado assun- to.como estruturas de relacionamento social e profissional,compostas por pessoas e organizações. Percebe-se então Uma pesquisa realizada pelo instituto Nielsen Ibope1que a função das redes sociais não está limitada a somente revelou que 87% dos usuários de internet do país utilizam uma rede social - 83% deles usam esses serviços para fi-proporcionar um ambiente de relacionamento afetivo en-tre alguns indivíduos. Este conceito possibilitou a troca nalidades pessoais. É legítimo supor que estudantes e pro-de informações entre empresas, instituições e organiza- fessores também se relacionam por meio daqueles sites. Contudo, se as redes são hoje território da amizade, da di-ções que encontraram um ambiente dinâmico para a inte-ração entre clientes, colaboradores e parceiros. As redes versão e da paquera, ainda é difícil pensar em usos peda-sociais se mostraram um ambiente fértil para as organiza- gógicos para a ferramenta. A partir desta pesquisa, questiona-se: Qual a im-ções, capaz de gerar novas oportunidades de negócios, in-tercâmbio de idéias e visibilidade comercial. portância da inserção das redes sociais como ferramenta Em um determinado segmento, a função das redes so- de ensino para as instituições acadêmicas? Por meio do referencial teórico acerca do tema e porciais se tornou um importante complemento. A aplicabili-dade do ensino nas redes de relacionamento é possível e meio das informações coletadas nas redes sociais, haveráviável, oferecendo às instituições acadêmicas uma ferra- características discursivas sobre as redes sociais, visto que são crescentes na web, e propor uma reflexão sobre amenta fundamental na formação técnico-científica dosalunos. O potencial das redes sociais no processo pedagó- utilização dessas redes por instituições acadêmicas.gico é grande, a possibilidade do estudo em grupo, da tro-ca de conhecimentos e aproximação entre professores e 2. Conceito das redes sociaisalunos, são somente alguns exemplos da vasta gama derecursos oferecidos e que podem ser aproveitados pelas O crescente avanço tecnológico, no mundo contem-instituições. porâneo, traz consigo diferentes formas de relações soci- De acordo com Recuero [8], rede social “é um con- ais, visto que somos seres, criados para se relacionar, oujunto que envolve dois elementos, os atores (pessoas, in- seja, as pessoas são particularmente importantes para questituições ou grupos) e suas conexões”. Ou seja, na visão estas relações atinjam seus objetivos, neste cenário de re-de Recuero [8], as pessoas se interligam através de um lações sociais, surgem então as redes sociais que, segundolaço social em um determinado site composto por re- Freitas [3] “na internet, [...] são as relações interpessoaislações sociais que são formadas por interações sociais. A mediadas pelo computador, e acontecem através da inter-autora ainda complementa: “Rede social é gente, é intera- ação social em busca da comunicação.” Na visão do autorção, é troca social. É um grupo de pessoas, compreendido as redes sociais na internet acontecem da mesma formaatravés de uma metáfora de estrutura, a estrutura de rede. como na sociedade, porem intermediadas pelo computa-Os nós da rede representam cada indivíduo e suas cone- dor e conduzida pela internet, que é a principal condutoraxões, os laços sociais que compõem os grupos. Esses la- dessa interação.ços são ampliados, complexificados e modificados a cadanova pessoa que conhecemos e interagimos”. 1 Nielsen Ibope: Instituto de pesquisa que mede a audiência da internet brasileira.
  3. 3. Neste sentido, Lemos e Levy [4] complementam este micas, cibernéticas, a ciência das redes e os estudos soci-pensamento mencionando que, “as redes sociais on-line ais.tornam cada vez mais ‘tácteis, no sentido em que é dora-vante possível sentir continuamente o pulso de um con- 2.1. Estruturas de uma rede socialjunto de relações”. Os autores acentuam que as redes so- Segundo Recuero [8], a estrutura de uma rede social éciais tornam algo cada dia mais crescente no espaço ci- composta de interações sociais, alegando que pode ser se-bernético, e que em cada espaço do nosso mundo globali- dimentada de trocas de informações conferida por meiozado é possível encontrar pessoas se relacionando através de laços sociais. A autora ainda expõe que laço social estádesta nova ferramenta. Nesse contexto a autora Recuero ligado à interação social, ou seja, conexões formais onde[8] afirma: “Enquanto os atores representam os nós (ou os laços podem ser fortes, caracterizando uma rede pelanodos) da rede em questão, as conexões de uma rede so- proximidade, ou fraca, onde as relações são distantes. Acial podem ser percebidas de diversas maneiras. Em ter- estrutura de uma rede pode ser observada também pormos gerais, as conexões em uma rede social são constituí- meio do capital social: “Essa noção pode ser entendidadas dos laços sociais que, por sua vez, são formados atra- como: a capacidade de interação dos indivíduos, seu po-vés da interação social entre os atores. De certo modo, tencial de interagir com os que estão à sua volta, comosão as conexões o principal foco do estudo das redes soci- seus parentes, seus colegas de trabalho, amigos, mas tam-ais, pois é sua variação que altera as estruturas desses gru- bém com os que estão distantes e que podem ser acessa-pos. Essas interações, na internet, são percebidas graças à dos remotamente. Capital social significa aqui a capacida-possibilidade de manter os rastros sociais dos indivíduos, de de os indivíduos produzirem suas próprias redes, suasque permanecem ali”. comunidades pessoais”, completa Costa [2]. Quanto mais as redes sociais ficam conhecidas no es- A forma de comunicação em uma rede social seguepaço cibernético, mais dependem de um padrão de com- padrões que foram mudados ao longo dos tempos,portamento adequado as suas finalidades. Segundo Lemos afetando assim a sua estrutura. Recuero [8] explica algu-e Levy [4], “na era da computação, os conteúdos são cria- mas dessas interações sociais:dos e organizados pelos próprios utilizadores”. Diante • Agregação: a autora cita um chat2, que quantodisso surge a importância de um estudo específico de maior o numero de pessoas, maior a quantidadecomo a redes sociais podem ser utilizadas como ferra- de conflitos, permitindo a criação de gruposmenta de ensino em instituições acadêmicas. Por sua vez, menores para que haja interação social entreAlam [1] complementa: “Quanto mais informatizado for o eles.planeta, quanto maior for o espaço cibernético, quanto • Comportamentos emergenciais: característicasmais informações estiverem disponíveis, maior será a im- dos sistemas complexos, a ato – organização, oportância do professor. Um professor dos novos tempos, aparecimento das redes sociais, a adaptação dosatualizado, interessado e respeitado”. sistemas. Nesse sentido, Lévy [5], aborda a importância de os • Adaptar e auto – organizar: aparecimentos deprofessores saberem utilizar as redes sociais, permitindo novos padrões estruturais fazem com que as re-uma aprendizagem participativa e mais produtiva, atuan- des sociais tenham capacidade de adaptaçãodo como um incentivador do aprendizado. O autor ainda constante, evitando o caos, adaptando ao ambi-complementa: “Antes mesmo de influir sobre o aluno, o ente.uso dos computadores obriga os professores a repensar o • Clusterização: indica que um usuário tem maisensino de sua disciplina. [...] A transmissão de informa-ções e a notação dos exercícios deixam de ser a principal conexões que outros da rede, vários nós conecta- dos ao mesmo lugar.função do professor. Guiando a procura do aluno por in-formações nos programas, nos banco de dados e nos li- • Conflito, competição e cooperação: cooperaçãovros, ajudando-o a formular seus problemas, torna-se um seria trabalhar para alcançar algo em comum.animador do aprendizado”. Competição é a interação de indivíduos com de- O autor ressalta que o comportamento dos usuários é sejos semelhantes, e o conflito, diferente daum dos fatores responsáveis pelo sucesso ou não do uso competição, envolve hostilidade pessoal, e nãodas redes sociais dentro do ambiente acadêmico. Nessa pessoal.linha de raciocínio, Recuero [8], conclui afirmando que,uma rede social é composta por dois elementos; os atores(membros) e as relações que eles desenvolvem entre si. 2 A autora Recuero [8] nos relata que o modelo de estu- Chat: que em português significa conversação, ou bate-papo (termo usado no Brasil), é um neologismo para designar ap-do das redes sociais são propostas a partir de teorias sistê- licações de conversação em tempo real.
  4. 4. 2.2. A utilização das redes sociais no ensino grando-se as novas ferramentas, assim construindo um atual novo método de aplicação do conhecimento e aproxima- ção com os alunos. Já existe a interação entre alunos por Nas redes sociais o conceito de comunidade se desti- meio de redes sociais, independentemente da instituiçãona a unir indivíduos que compartilham do mesmo interes- em que estudam, como exemplo disso temos a rede Mr.se. Dessa forma, enxerga-se a possibilidade de criar gru- Student que objetiva-se a unir estudantes universitários depos virtuais de estudo ou mesmo a disseminação do co- diversas partes do país.nhecimento adquirido nas instituições de ensino. Cabemtambém às instituições a evolução e/ou atualização, inte- Figura 1: Página inicial do sítio Mr. Student Em redes sociais mais populares podemos encontrar Entre os estudantes brasileiros, a mídia social Orkutcomunidades destinadas a assuntos acadêmicos, como por foi a mais utilizada para debater assuntos sobre a UNILA.exemplo, a Universidade Federal da Integração Latino-A- O Orkut foi ainda um meio para combinar festas, discutirmerica (UNILA), do qual os alunos utilizam para debater assuntos de matrícula e principalmente sobre a residênciae tirar dúvidas. Por meio do site e das redes sociais Face- estudantil. Um grupo formado por cerca de 40 alunos uru-book, Orkut e Twitter muitos dos novos alunos se encon- guaios se reuniu na rede, por meio do Facebook, para tro-traram para tirar dúvidas, trocar ideias e conhecer os futu- car informações e tirar dúvidas sobre a UNILA.ros colegas. Houve também quem tomasse a decisão devir à Universidade depois de pesquisar e coletar informa-ções na Rede.
  5. 5. Figura 2: Comunidade da UNILA no OrkutFigura 3: Comunidade da UNILA no Facebook
  6. 6. Figura 4: Página do Twitter da UNILA Ao utilizarem as redes sociais como ferramenta de imprensa da PUCPR [7], fazem parte da campanha trêsestudo, os alunos tornam-se responsáveis pela sua própria projetos, sendo:aprendizagem. Incentivo, determinação e disciplina são as • Projeto Intercâmbio – três alunos da PUC fo-palavras-chaves para tirar o melhor proveito delas. ram convidados a registrar suas experiências Outra universidade que utiliza redes sociais, como vividas na França, Alemanha e Itália. AOrkut, Facebook, Twitter, Youtube, Flickr e Blog para in- descoberta de novas culturas, que cada umteragir com os jovens, é a Pontifícia Universidade Católi- deles vivenciará, poderá ser acompanhadaca do Paraná (PUCPR) [7], que desde o ano de 2010 ofe- pelos internautas, que terão a oportunidade derece aos candidatos um canal interativo. Além do sitio interagir, dando ideias, votando nas perguntasoficial do vestibular, o estudante encontra no blog3 da dos alunos e acompanhando o que estáuniversidade, um material completo sobre provas, dicas acontecendo do outro lado do Atlântico.de estudos e atualidades. O canal também esclarece dúvi- • Projeto Design de móveis com materiais re-das em relação ao Processo Seletivo. ciclados – aluna do curso de Design Industrial Recentemente a Universidade desenvolveu uma cam- desenvolveu projetos de móveis modernos,panha do Vestibular de Verão 2011, intitulada como confortáveis e resistentes - produzidos com"Quem faz PUC faz acontecer", cuja proposta é divulgar materiais reciclados. Ao final da campanha, osos projetos dos alunos da instituição, que utilizam das fer- móveis serão sorteados entre os internautasramentas de comunicação para replicar as atividades de- que acompanharam e comentaram o projetosenvolvidas na Universidade. A campanha conta com um no blog.Vlog4, ações com jogos e testes online para o Facebook e • Projeto Construção Sustentável – Uma ideiaOrkut e ainda podcasts5, publicados no site da Universi- de alunos e professores deu tão certo que vi-dade, com dicas de memorização de fórmulas. Segundo a rou um projeto institucional. A pesquisa para produzir o tijolo ecológico, com a sobra de3 Blog: é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a mármore transformado em pó, inspirou umpartir de acréscimos dos chamados artigos, ou publicações. grupo de alunos a construir casas populares.4 Vlog: é uma variante de blogs cujo conteúdo principal consistede vídeos. Um grupo de universitários vai construir um5 Podcasts: é uma forma de publicação de arquivos de mídia di- ambiente de 22 m² com a técnica, patenteadagital (áudio, vídeo, foto, PPS, etc…) pela Internet, através de um com o apoio da PUCPR [7].feed RSS, que permite aos utilizadores acompanhar a sua atual-ização e fazer download.
  7. 7. O objetivo é criar uma brinquedoteca na creche Euni- atual geração, batizada como Z, tem perfil atuante, questi-ce Benato, na Vila Torres, mantida pela universidade. A onador, produtor de conteúdo, conectado a tudo e multita-campanha foi fruto de uma pesquisa que apontou que a refa. Figura 5: Página do Flickr da PUCPR Figura 6: Página do Blog da PUCPR
  8. 8. Figura 7: Página do Youtube da PUCPR Outro exemplo a ser citado é a rede social acadêmica • Grupos de estudos e discussõesebaH, que destina-se ao compartilhamento do conheci- • Fórunsmento. Criada em 2006 por dois universitários da Escola • NotíciasPolitécnica da Universidade de São Paulo (USP), a rede Diante deste contexto Meira [6] diz: Um dos objetivossurgiu da idéia de reduzir os gastos com fotocópias reali- centrais da montagem e sustentação de redes sociais é azadas nas instituições de ensino superior, sendo que por construção colaborativa e o compartilhamento de conhe-meio dela, os usuários podem enviar arquivos para com- cimentos - conceito de "generosidade intelectual", umpartilhamento entre si, e criar grupos de discussões, tro- contra-ponto à noção clássica de "propriedadecando informações e conhecimentos. Basicamente, a intelectual".ebaH é subdividida por área de conhecimento – Agrárias, Dessa forma, entende-se a relação entre o objetivo daBiológicas, Exatas, Sociais e Humanas, Engenharias e Ar- rede social acadêmica às palavras do consultor educa-tes – composta por alunos, ex-alunos e professores que se cional supracitado.relacionam e dividem informações acerca de diversos as- A rede social ebaH exemplifica de forma concreta osuntos. principal objetivo do tema proposto neste artigo, uma vez Dentre as principais ferramentas encontradas na ebaH que reúne de forma completa todos os pontos necessárioscita-se: para a interação entre os seus usuários, promovendo a dis- • Apostilas seminação do conhecimento adquirido dentro das salas de • Tutoriais aula e mostrando a eficiência da mídia social no papel de • Provas realizadas ferramenta de ensino.
  9. 9. Figura 8: Página inicial do sitio ebaH3. Metodologia Superior têm procurado cada vez mais se atualizar, bus- cando a facilidade no acesso as informações, seja por par- Este artigo tem por finalidade demonstrar a aplicabil- te de funcionários, seja por parte dos alunos.idade da idéia proposta no tema. Para tanto pretende-se, As características das redes sociais estariam nas fer- ramentas contidas, diferenciando-se umas das outras; al-através de pesquisa explicativa, definir o termo, apresent-ar suas características e sua importância como ferra- gumas vinculadas ao diálogo, outras pelos temas propos-mentas de ensino e apresentar novas abordagens de tos. Porém, o foco principal das mídias sociais continua sendo a integração, independente dos meios ou assuntosdesenvolvimento nas redes sociais. Usamos também apesquisa bibliográfica baseada em livros acadêmicos, arti- abordados em suas comunidades. Entende-se então que osgos e pesquisas virtuais para a fundamentação teórica. destaques das redes sociais são seus usuários e a sua utili- zação, garantindo um local propício para o compartilha- A partir deste artigo o leitor poderá obter informa-ções de dados coletados em redes sociais como forma de mento de ideias e opiniões. Por meio da capacidade hu-referencia para futuras pesquisas e abordagens que abran- mana, e seu dinamismo, a forma de pesquisa passa a com- preender as redes sociais como soluções que agregam ogem o tema abordado. A pesquisa realizada nas redes so-ciais teve como foco a área de atuação de cursos acadêmi- trabalho dos professores e das demais pessoas que se res-cos e suas ciências especificas. Foram utilizadas para pes- ponsabilizam em fazer os participantes da comunidade al- cançar os objetivos desejados. Porventura, a rede socialquisa as redes mais populares: Facebook, Orkut, Youtu-be, Twitter, Flickr; e outras pouco comerciais, como a não satisfaz as ideias de cada um como um todo, peloMr. Student e ebaH. contrário, respeita a individualidade, pelo modo de pensar e do conteúdo abordado, contribuindo para o crescimento de todos. Ao usar as redes sociais como ferramenta de es-4. Considerações Finais tudo, o indivíduo se torna responsável pela sua própria aprendizagem. Incentivo, determinação e disciplina são as Na última década, viu-se o surgimento e o considerá- palavras-chave para tirar o melhor proveito delas.vel crescimento das redes sociais e a forma como as infor- Inicialmente, as redes sociais foram vistas como ummações são compartilhadas. A tecnologia tem evoluído meio problemático contra a arte da educação verbal e es-constantemente e a forma de comunicação, atualmente, crita, no entanto, pelo fato de abordar diversas ideiasvem acompanhando essa evolução. Há uma crescente ne- diferentes e se mostrar como um ambiente de dissemin-cessidade de se adquirir e compartilhar informações, co- ação da informação, essa realidade mudou, transformandonhecimentos e experiências. As Instituições de Educação as redes em um objeto de formação educacional.
  10. 10. Como trabalho futuro, pretende-se realizar um estu- alunos e ex-alunos, a fim de saber qual a melhora que sedo dos benefícios obtidos através do uso das redes sociais obteve com a utilização das ferramentas para o ensino enas instituições, envolvendo entrevistas com professores, aprendizagem do conteúdo escolar.Referências [1] ALAM, Neiff Satte. O professor e o ciberespa- ço. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.- br/zerohora/jsp/default2.jsp? uf=1&sourc=a2959264.xml&template=3898.dwt &edition=15017&section=1012>. Acesso em: 09 mai. 2011 [2] COSTA, On a new community concept: social networks, personal communities, collective intelligence. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005. [3] FREITAS, Viviane. Rede Social, mídia social e mídia digital. Disponível em: <http://www.pen- secomoavih.com.br/2010/07/01/rede-social-mi- dia-social-midia-digital>. Acesso em: 08 mai. 2011. [4] LEMOS, André; LÉVY, Pierre. O futuro da in- ternet. Em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo, Editora Paulos, 2010, 264p. [5] LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. [6] MEIRA, Luciano. Redes sociais acadêmicas. Disponível em: <http://www.cesar.edu.br/projetos/edu_futuro/re- des_sociais_academicas.php>. Acesso em: 22 jun. 2011. [7] PUCPR, Sala de Imprensa. Conheça os projetos dos alunos da PUCPR que estão fazendo acontecer. Disponível em: <http://www.pucpr.br/receptor.php?id=17703>. Acesso em: 26 jun. 2011. [8] RECUERO, Raquel; Um estudo do capital soci- al gerado a partir de redes sociais no Orkut e nos Weblogs. Trabalho apresentado no GT de Tecnologias Informacionais da Comunicação da Compós, 2005.

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