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COMPUTAÇÃO EM NUVEM: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

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Artigo apresentado como exigência parcial para aprovação na disciplina Projeto Integrador de Pesquisa do 1º ciclo de 2010 do curso de Redes de Computadores da Faculdade Pitágoras, sob orientação do …

Artigo apresentado como exigência parcial para aprovação na disciplina Projeto Integrador de Pesquisa do 1º ciclo de 2010 do curso de Redes de Computadores da Faculdade Pitágoras, sob orientação do professor Fernando Hadad Zaidan.

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  • 1. COMPUTAÇÃO EM NUVEM: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Allan Reis Pablo TavaresResumo: A tecnologia da informação tem avançado muito nos últimos anos emdecorrência do desenvolvimento de novas soluções de hardware e software. Masuma das mais impactantes transformações atuais diz respeito à tendência do uso derecursos remotos em grande escala, chamada de Computação em Nuvens. Esteartigo descreve as principais características desse novo paradigma da computação,as aplicabilidades, os sistemas pioneiros, as expectativas futuras através de umestudo de caso em uma empresa de Tecnologia da Informação.Palavras-chave: Cloud Computing, Escalabilidade, Virtualização, Segurança daInformação, Tecnologia da Informação.1 Introdução A disseminação da informação é de fundamental importância para construçãodo conhecimento e conseqüentemente para a formação de cidadãos. Informação econhecimento representam o cerne da sociedade atual e focam: na aceleração deprocessos interativos, no aprendizado de forma contínua e no uso das tecnologiasda informação que influenciam as relações de tempo e espaço. A socialização do saber depende da construção do conhecimento mediante atransferência de informações em diferentes contextos, dentre eles o meio eletrônico.Um dos recursos mais eficazes para se obter acesso fácil e rápido ao conhecimentoé a Internet. Nos últimos anos, acadêmicos, fabricantes de equipamentos edesenvolvedores de sistemas têm investido em diversas soluções para simplificar oacesso à informação pela Internet. Dentre as principais novidades que envolvem atecnologia da informação, uma em especial tem chamado a atenção, a dita“Computação em Nuvens”. 1
  • 2. A tecnologia de Cloud Computing possibilita a otimização da utilização derecursos de processamento e armazenamento de seus servidores, pois não vinculaa infraestrutura a um hardware específico. Computação em Nuvens (CloudComputing) são serviços acessíveis pela internet que procuram se assemelhar a umsistema operacional. Consiste em compartilhar ferramentas computacionais pelainterligação dos sistemas, sem a necessidade de ferramentas locais tornando-semais viável do que o uso de unidades físicas (servidores, estações, etc..). O termo Cloud Computing tem se tornado popular e está associado àutilização da rede mundial de computadores com uso massivo de servidores físicosou virtuais – uma nuvem – para a alocação de um ambiente de computação(HAYES, 2009). No entanto, pairam algumas dúvidas sobre esse novo paradigma. Um motivopara isso é que há tantas áreas afetadas pela Computação em Nuvem que fica difícildeterminar exatamente que impacto o conceito terá. Miller (2008) destaca que, por se tratar de um novo paradigma, existemmuitas contradições. Entretanto, a maioria dos pesquisadores considera que essanova abordagem deva proporcionar economia de escala, uma vez que possibilitaráque usuários domésticos, a partir de um computador com capacidades reduzidas ouaté mesmo um televisor de alta definição, possa utilizar serviços especializados,oferecidos por companhias. Diante do exposto, formularam-se as seguintes questões de pesquisa: O queacontecerá com os atuais sistemas de hardware e software de uma empresa de T.I,uma vez que o processamento e o armazenamento de dados dependerão deempresas que fornecerão serviços remotos? Que tipo de serviços são ou serãoadequados para a empresa nesse novo e promissor ambiente virtual? Como osaplicativos estarão instalados em servidores, os computadores estão predestinadosa desaparecer? O que acontecerá com os tradicionais programadores de sistemas eoutros cargos de T.I? Os dados e informações da empresa estarão seguros uma vezde que os Data Centers compartilham os mesmos recursos com outros clientes? Este artigo tem como objetivo analisar o paradigma de “Computação emNuvens”, enfatizando no impacto das mudanças decorrentes da esperada adesãosocial. Serão abordados os seguintes aspectos: conceitos, aplicabilidades,segurança das informações, os aplicativos das empresas que utilizarão a tecnologia, 2
  • 3. o futuro dos computadores e funcionários de TI da empresa, as vantagens edesvantagens para a empresa na utilização da tecnologia. Figura 1 - Mudança de Paradigmas (IBM). Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).2 Referencial Teórico 2.1 Cloud Computing O Dicionário Aurélio (FERREIRA, 1975) registra em seu verbete Elasticidade: S.f. 1. Qualidade de elástico (1); elastério. 2. Propriedade que apresentam certos corpos de retornar à sua forma primitiva ao cessar a ação que nele produziu uma deformação. [Cf., nesta acepç.: plasticidade.] 3. P. ext. Flexibilidade, maleabilidade: a elasticidade de um bailarino, de um caniço; elasticidade de espírito. 4. Fig. Falta de escrúpulos; dobrez: elasticidade de consciência. Por outro lado, na área de Informática, particularmente no que concerne àtecnologia de Cloud Computing (Computação em Nuvens), elasticidade é acapacidade do ambiente computacional da nuvem aumentar ou diminuir, de formaautomática ou dinâmica, os recursos computacionais demandados e provisionadospara cada usuário. Com isso, a escalabilidade pode seguir em dois sentidos, paraaumentar ou para diminuir a capacidade ofertada, de acordo com a necessidadedesejada. 3
  • 4. Como é usual, ao cliente basta conhecer a interface interativa, necessáriapara trabalhar e realizar suas tarefas, enquanto ao provedor de serviços cabeconhecer detalhadamente todas as camadas, para que a elasticidade degerenciamento de serviços e recursos ocorra com agilidade, liberando ourestringindo recursos em tempo hábil. Essa alocação dinâmica de recursos é quepermite a economia de escala e possibilita que o provedor oferte seus serviços compreços abaixo aos do modelo de hospedagem tradicional. Isso acontece porque agestão dinâmica de recursos diminui muito a ociosidade média dos servidores (emtorno de 85%) e acelera a velocidade com que esses recursos são provisionadospara seus usuários. Figura 2 – Funcionamento da Nuvem. Fonte: CARVALHO (2008). Segundo McAfee (2006), em termos gerais, a Web 2.0 tem, nos últimos anos,fortalecido a idéia da utilização de serviços por meio de um conjunto transparente deplataformas computacionais. A alta velocidade de transmissão de dados possibilitaque uma empresa possa acessar os necessários recursos computacionais, emtempo real, via uma rede integrada de aplicações, serviços e dispositivos, pelaInternet e Web, independentemente de onde os recursos estejam e de quem os teme os mantém. Pode-se dizer que a Computação em Nuvem, assim chamada, incorpora oparadigma de Arquitetura Orientada a Serviço (Service Oriented Architecture – 4
  • 5. SOA), onde, segundo Mackenzie (2006), todas as funções de um sistema são vistascomo serviços de software, independentes e autocontidos. Giusti, et al (2008)destacam que SOA é um meio de desenvolvimento de sistemas distribuídos onde oscomponentes são serviços dedicados, utilizados a partir de provedores de serviços,com uso de protocolos padronizados. Barros (2008) destaca que o conceito de Cloud Computing, por englobar tantoserviços de hardware quanto software, ganha formas mais complexas do que vemse disseminando até aqui e impõe um desafio aos que se propõem a utilizá-lo: Fazercom que todos estes recursos trabalhem de uma forma integrada. 2.2 Camadas de Serviços O conceito de Cloud vai mais além e está associado a outros conceitos comoSoftware as a Service (SAAS), Plataform as a Service (PAAS) e Infrastructure as aService (IAAS). Figura 3 - Serviços em nuvens. Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009). 2.2.1 Software como Serviço (SAAS): É a camada de serviços de aplicação,hospeda aplicativos que beneficiam os consumidores liberando-os da instalação emanutenção do software, podem ser usados através de modelos de licenciamentoque dão suporte a conceitos de pagamento por uso. Um mesmo software pode serutilizado por múltiplos usuários, sejam pessoas ou empresas. Esse tipo de serviço éexecutado e disponibilizado por servidores (em Data Centers) de responsabilidadede uma empresa desenvolvedora, ou seja, o software é desenvolvido por umaempresa que ao invés de vendê-lo ou usá-lo para benefício exclusivo, disponibiliza-oa um custo baixo a uma grande quantidade de usuários (AULBACH, 2009). 5
  • 6. Exemplos de serviços SAAS: Serviços como declaração de imposto online utilizandoo Turbo Tax, provedores de E-mail (Gmail ou Yahoo Mail), Google Calendar. Abrasileira Datasul By You integrada à TOTVS, dispõe de um conjunto de soluções deERP que utiliza os conceitos de Cloud Computing e SaaS. Figura 4 – Solução ERP. Fonte: ALECRIM (2008). 6
  • 7. Figura 5 – Solução ERP. Fonte: ALECRIM (2008). 2.2.2 Plataforma como Serviço (PAAS): É a camada em que vemos ainfraestrutura da aplicação emergir como um conjunto de serviços. Estas aplicaçõespodem estar operando na nuvem ou operando em um centro de dados corporativomais tradicional. Os serviços de plataforma permitem que os consumidores tenhamcerteza de que seus aplicativos são equipados para atender às necessidades dosusuários fornecendo infraestrutura com base na demanda. Consiste na disponibilização de plataformas de desenvolvimento que facilitama implantação de aplicações e o gerenciamento do hardware subjacente e dascamadas de software. Fornecendo todas as facilidades necessárias para suportar ociclo de vida completo de construção e entrega de aplicações web, sem anecessidade de downloads e instalações de aplicativos para desenvolvedores,gerentes de TI e usuários finais. Isto inclui, entre outros, middleware, mensagem,integração, informações e conectividade como serviço. Estes serviços sãodestinados a aplicativos de suporte Para atingir a escalabilidade exigida dentro de uma nuvem, os diferentesserviços oferecidos são frequentemente virtualizados. Exemplos de ofertas nestaparte da nuvem incluem o IBM® WebSphere® Application Server virtual images,Amazon Web Services, Boomi, Cast Iron e Google App Engine. 7
  • 8. 2.2.3 Infraestrutura como Serviço (IAAS): O termo original foi criado emmarço de 2006 pelo economista Nicholas Carr e chamava-se Hardware as a Service(HAAS), mas no final de 2006 ele começou a ser tratado pelas empresas como(IAAS) e hoje é como ele é mais conhecido. Trata-se do fornecimento deinfraestrutura de informática, geralmente na forma de virtualização. Este conceito,assim como os demais, faz parte de uma tendência onde recursos, neste caso ainfraestrutura, são compartilhados. A camada inferior da nuvem é a camada de serviços de infraestrutura. Vemosum conjunto de ativos físicos como servidores, dispositivos de rede, discos dearmazenamento oferecidos como serviços provisionados aos consumidores. Osserviços dão suporte à infraestrutura de aplicação independentemente do fato deestar sendo fornecida via nuvem a muitos consumidores. Como ocorre com serviçosde plataforma, a virtualização é um método frequentemente usado para fornecer oracionamento dos recursos. Os serviços de infraestrutura tratam do problema de equipar adequadamenteos centros de dados garantindo o poder de computação quando necessário. Astécnicas de virtualização são normalmente empregadas nesta camada e podem serrealizadas economias de custo trazidas pelo uso mais eficiente dos recursos. De acordo com Cancian (2009), o cliente em vez de comprar servidores dealto desempenho, softwares complexos e equipamentos de rede podem adquiriresses recursos como um serviço totalmente terceirizado. O serviço é taxado levandoem consideração a utilidade computacional utilizada, ou seja, o custo irá refletir oconsumo específico de cada usuário, como os tradicionais serviços de água, luz etelefone. Exemplos de serviços de infraestrutura: IBM BlueHouse, VMWare, AmazonEC2, Microsoft Azure Platform, Sun ParaScale Cloud Storage, entre outros. 8
  • 9. Figura 6 - Serviços em nuvens (IBM). Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).2.3 Tipos de nuvens Conforme TAURION (2009), as nuvens computacionais se dividem em trêscategorias principais: Nuvens públicas, nuvens privadas e híbridas. 2.3.1 Nuvens públicas: são serviços de nuvem prestados por terceiros(fornecedor). Eles existem além do firewall da empresa, e são totalmentehospedados e gerenciados pelo provedor da nuvem. As nuvens públicas tentamfornecer aos clientes elementos de TI livres de controvérsias. Seja software,infraestrutura de aplicação ou infraestrutura física, o provedor da nuvem assume asresponsabilidades de instalação, gerenciamento, provisionamento e manutenção. Écobrado aos clientes apenas os recursos utilizados, assim a subutilização éeliminada. Estes serviços são normalmente oferecidos com "convenção sobreconfiguração," o que significa que são entregues com a ideia de acomodar os casosde uso mais comuns. As opções de configuração são geralmente subconjuntosmenores do que seria se o recurso fosse controlado diretamente pelo consumidor.Outro fator a ter em mente é que os consumidores têm pouco controle sobre ainfraestrutura, os processos que exigem estrita segurança e observânciaregulamentar nem sempre são uma boa opção para nuvens públicas. 2.3.2 Nuvens privadas: são serviços de nuvem prestados dentro daempresa. Estas nuvens existem dentro do firewall da empresa e são gerenciadaspor ela. As nuvens privadas oferecem aproximados benefícios como as nuvenspúblicas, mas com uma diferença principal, a empresa é responsável pela instalação 9
  • 10. e manutenção da nuvem. A dificuldade e custo de se estabelecer uma nuveminterna podem, às vezes, ser proibitivos, e o custo de operação contínua da nuvempode exceder o custo de uso de uma nuvem pública. As nuvens privadas oferecem vantagens sobre a variedade pública. Umcontrole mais detalhado sobre os vários recursos que constituem a nuvem dá a umaempresa todas as opções de configuração disponíveis, além do que as nuvensprivadas são ideais quanto ao tipo de trabalho que está sendo feito e não é práticopara uma nuvem pública, por motivo de segurança ou preocupaçõesregulamentares. 2.3.3 Nuvens híbridas: é uma combinação de nuvens públicas e privadas.Estas nuvens seriam criadas tipicamente pela empresa, e as responsabilidades deadministração ficariam divididas entre a empresa e o provedor de nuvem pública. Anuvem híbrida aproveita os serviços que estão tanto no espaço público quanto noprivado. As nuvens híbridas são mais recomendadas quando é necessário empregaros serviços das nuvens públicas e privada. Neste sentido uma empresa podedescrever as metas e necessidades de serviço e obtê-las da nuvem pública ouprivada conforme o caso. Uma nuvem híbrida bem construída pode atenderprocessos seguros e críticos para a missão, tais como recebimento de pagamentosde clientes, assim como aqueles que são secundários para o negócio, tais comoprocessamento de folha de pagamento de funcionários. A principal desvantagemdesta nuvem é a dificuldade efetiva de se criar e administrar uma solução. Serviçosde diferentes fontes devem ser obtidos e provisionados como se fossem originadosde um único local, e as interações entre componentes públicos e privados podemtornar a implementação mais complicada. Como este é um conceito de arquiteturarelativamente novo na Computação em Nuvem, as melhores práticas e ferramentassobre este padrão continuam a emergir, e pode haver uma relutância geral em seadotar este modelo até que se adquiram mais conhecimentos e uma melhorcompreensão. 10
  • 11. Figura 7 - Categorias de nuvens (IBM). Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).2.4 Vantagens A Computação em Nuvem é a realização da combinação de muitastecnologias existentes (SOA, virtualização, computação independente) com novasideias para criar uma solução completa de TI, reduzindo ou futuramente acabandocom a necessidade de instalação de softwares poderosos que exigem altodesempenho dos computadores. Através de um simples navegador (browser)conectado à Internet (Internet Explorer, Firefox, Chrome, Safari, Opera) osprogramas estarão disponibilizados online gratuitamente ou com preços maisacessíveis do que os encontrados atualmente no mercado. Essa mudança está se tornando uma realidade e alguns serviços já seencontram acessíveis na Internet e em poucos anos provavelmente ocorrerá umarevolução definitiva no mercado, permitindo: • Redução dos custos de capital com Sistemas Operacionais, aplicativos e recursos; • Pagar apenas a efetiva taxa de utilização; • Redução da carga associada ao gerenciamento de recursos nas empresas; • Proporcionar aos trabalhadores do conhecimento possibilidade de concentrar seus esforços em produzir valor e inovação para o negócio; • Agilidade ao negócio, a infraestrutura de TI pode ser ampliada ou reduzida para atender à demanda e às necessidades de mercados que mudam rapidamente para satisfazer os consumidores; • Divisão de processamento entre o computador e a internet; 11
  • 12. • Qualquer dispositivo capaz de estabelecer conexão com a rede mundial de computadores poderá usufruir dos recursos; • Maior acessibilidade à informação digitalizada; • Inclusão digital das camadas mais pobres da população; • Computadores mais baratos, leves e portáteis; • Programas oferecidos gratuitamente ou com preços reduzidos; • Mobilidade, acessibilidade à informação e armazenamento; • Redução de custos em TI (nível empresarial).2.5 Segurança Uma grande preocupação das empresas é em relação ao controle dos dadose informações, muitos departamentos jurídicos não estão preparados para oferecero suporte necessário às mudanças. No modelo tradicional é possível controlar quasetodos os fatores que afetam a segurança. Mesmo hospedando os servidores emData Centers, é possível ter a localização exata dos dados e aplicações operantes eo mesmo não ocorre em alguns modelos de Computação em Nuvem em que osdados e aplicações não possuem nenhuma visibilidade dos detalhes operacionais.Outro fator preocupante é a arquitetura Multi-inquilino (utilizada por vários clientes eempresas de forma simultânea) em adoção de nuvens públicas. O fato de não possuir visibilidade e controle da infraestrutura que hospeda osdados e aplicações, aumenta a complexidade das questões de segurança. Aocontratar um provedor de nuvem é necessário que a empresa avalie detalhadamentesuas práticas, medidas de segurança e privacidade, principalmente pelo fato demuitas destas questões ainda não possuírem respostas satisfatórias. 2.5.1 Segurança e regulamentos de conformidade: Talvez sejamnecessários controle e supervisão mais rigorosos em relação a como e onde osdados são armazenados do que normalmente é fornecido em um serviço de nuvempública. 2.5.2 Recursos que não são encontrados em uma nuvem pública: Podeser necessária uma tecnologia de fornecedor bem específica ou garantias dedisponibilidade que não são encontradas no uso de nuvens públicas. 12
  • 13. 2.5.3 Nuvem particular como propriedade financeira: Se você teminvestimentos maciços em Data Centers, talvez prefira aperfeiçoar o uso dessesrecursos em vez de pagar serviços de nuvem pública. Muitas empresas sem essesinvestimentos de custo muitas vezes veem vantagens de preço em soluçõesinternas. As soluções de nuvem particular têm muitos dos benefícios de seusequivalentes públicos, como redução de custo, agilidade nos negócios e inovaçãoaprimorada. A principal diferença é que se mantém total controle e responsabilidadesobre a nuvem. 2.5.4 Segurança e privacidade: Quão vulnerável estarão os dados em umanuvem pública? Existem riscos de perda de privacidade? Como a nuvem de umprovedor pode atender empresas concorrentes, que garantias existem que dados deuma empresa não serão vistas pela outra? Como fazer uma auditoria nos processosdo provedor de nuvem? 2.5.5 Compliance: O provedor tem procedimentos eficazes de “businesscontinuity and disaster recovery” e se registra trilhas de auditorias e logsfundamentais em investigação forense, nem sempre possível na arquitetura multi-inquilino. 2.5.6 Aspectos legais e contratuais: Ao desfazer o contrato com oprovedor da nuvem, quais as garantias de que os dados serão realmente apagadose não ficarão em posse do servidor? Aspecto legal da jurisprudência de onde o dadoestá armazenado. Um dado em uma nuvem contratada no Brasil pode serarmazenado, a critério exclusivo do provedor em seu Data Center, em outro país?Estará sujeito a Legislação brasileira ou do país em que estão armazenados osdados?3 Metodologia Pretende-se, através de pesquisas bibliográficas, artigos científicos e sitesespecializados, descrever a prática e o funcionamento da Cloud Computing(Computação em Nuvens) nas empresas. Também constarão no trabalho figurascom o objetivo de facilitar a compreensão e funcionamento da tecnologia. 13
  • 14. A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, buscam-se conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema. (CERVO, 2007, p.60) Nas palavras de Cervo (2007, p.132), referência bibliográfica é “o conjuntopadronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite suaidentificação individual”. As referências bibliográficas confirmam a veracidade dosdados inclusos em estudos de graduação e pós-graduação.4 Conclusão A arquitetura de Computação em Nuvem é um produto recente no mercadocorporativo, apesar de pouco difundido ou conhecido os seus conceitos, ele jádemonstra força e corrobora o fato de ser apontado como uma nova tendência queveio pra ficar. O novo modelo de computação, por possuir em sua essência a naturezaelástica, permite tornar o produto final mais acessível e as equações econômicasque determinam a maneira como a sociedade vive estão sendo reescritas. É perceptível a redução de investimentos em computadores convencionais,incluindo os notebooks, aos poucos as poderosas estações de trabalho do modelotradicional de arquitetura cliente/servidor vêm sendo substituídas pelo usodisseminado de dispositivos móveis como netbooks, palms, telefones celulares 3G(futuramente 4G) e televisores digitais de alta definição conectadas à Internet. Essa reviravolta no modelo tradicional de computação pode ser comparadaao advento das redes públicas de eletricidade. Durante um breve período daRevolução Industrial, as grandes companhias tinham de gerar sua própria energiaelétrica, mesmo que essa não fosse sua atividade-fim. Graças a um conjunto deinovações no final do século XIX, porém, tudo mudou de forma radical. Linhas detransmissão permitiram separar a geração e o uso da eletricidade. "O que aconteceucom a geração de energia há um século agora acontece com o processamento deinformações" (REESE, 2009). Conclui-se nesre estudo que o mercado caminha para a tendência deComputação em Nuvem e nos próximos anos os seus conceitos serão amplamente 14
  • 15. difundidos com o avanço da tecnologia. Para esta realidade chegar ao alcance detodos, tem-se investido maciçamente em segurança da informação, velocidade deprovedores, internet e aperfeiçoamento de aplicativos com processamentocompartilhado. Considera-se como limitação a esse estudo o fato de não obtermos respostasde entrevistas enviadas para empresas de TI que trabalham com a tecnologia deComputação em Nuvem, logo a parte empírica do trabalho não pode ser totalmenteconcretizada.ReferênciasALECRIM, Emerson. Gestão de informação através da Internet. Infowester.com.Disponível em: <http://www.infowester.com/blog/datasul-by-you-ecm-gestao-de-informacao-atraves-da-internet> Acesso em: 20 Fev. 2010.AMRHEIN, Dustin; et QUINT, Scott. Cloud Computing for the enterprise. IBM. 2009.Disponível em:<http://www.ibm.com/developerworks/websphere/techjournal/0904_amrhein/0904_amrhein.html> Acesso em: 04 Dez. 2009.AULBACH, Stefan; et al. A Comparison of Flexible Schemas for Software as aService. 35th SIGMOD - International Conference on Management of Data, 2009.BARROS, Fabio. Cloud Computing: Prepare-se para a nova onda em tecnologia.Computerworld, Ano XVI, n.511, Abr., 2008.CANCIAN, Maria Heil. Uma Proposta de Guia de Referência para Provedores deSoftware como um Serviço. Dissertação de Mestrado em Engenharia deAutomação e Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, 2009.CARVALHO, Davi. O que é Cloud Computing? Soasimples.com. 2008. Disponívelem: <http://soasimples.com/blog/?p=213> Acesso em: 26 Fev. 2010.CERVO, Amado Luiz; et al. Metodologia cientifica. 6.ed., São Paulo: PearsonPrentice Hall, 2007. 15
  • 16. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.GIUSTI, Tiago de Faveri; et al. Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) emAmbientes Corporativos. V Congresso sul catarinense de Computação: UNESC -Criciúma, 2008.HAYES, Brian. Cloud Computing. Communications of The ACM, Vol.51, n.7, Jul.2009.MACKENZIE, C. Matthew; et al. Reference Model for Service OrientedArchitecture. OASIS Standard, Oct., 2006.MCAFEE, A. P. Enterprise 2.0: the dawn of emergent collaboration. EngineeringManagement Review, IEEE, v. 34, n. 3, 2006.MILLER, Michael. Cloud Computing: Web-Based Applications That Change theWay You Work and Collaborate Online. Que Editor, ISBN: 0789738031, 2008.REESE, George. Cloud Application Architectures: Building Applications andInfrastructure in the Cloud. O Reilly Editor, 2009.TAURION, César. Cloud Computing: Computação em Nuvem: transformando omundo da Tecnologia da informação. RJ: Brasport, 2009. 16