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SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................
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4.5.1.1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher........................................564.5.2 Influências das rela...
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6.3.14.2.1 Relaxamento.............................................................................................846.3.1...
9.2.5.2 Começando na parede.................................................................................1029.2.5.3 Dan...
9.2.5.30 Algas...........................................................................................................1...
10.3.6 Gestante 6....................................................................................................12610...
10.6.11 Rotação de perna de dentro.....................................................................14910.6.12 Rotação ...
1 INTRODUÇÃO      Toda mulher deve ter o direito de gestar, parir e ser mãe com alegria, saúde eamor. Deve ainda, receber ...
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suas relações familiares e sociais, com as situações que enfrenta em seu dia-a-dia,suas condições de moradia e suas condiç...
desenvolvimento gestacional, o parto e a recuperação pós-parto, a falta deassistência nestes âmbitos pode resultar em dore...
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O estudo de revisão bibliográfica realizado por Guimarães e Pelloso (2009),descreve a importância da hidroterapia na preve...
2 OBJETIVOS2.1 OBJETIVOS GERAIS      Promover o alívio de dores osteomioarticulares de origem gestacional emelhoras na qua...
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promover saúde, o que está diretamente envolvido com melhora na Qualidade deVida e que traz como consequências a prevenção...
Seguem alguns trabalhos já desenvolvidos por Naturólogos no atendimento àgestação e temas relacionados, abordando a import...
diminuição da sintomatologia da quimioterapia e do cansaço. Uma revisãobibliográfica sobre a perspectiva do Naturólogo na ...
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2005).         Em muitos países desenvolvidos, a assistência e apoio a gestante, parturientee puerpéria existe e este serv...
4.2.1 As modificações locais do organismo materno4.2.1.1 Útero        As modificações locais começam a ocorrer no útero on...
vaginal (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000;CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).   ...
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4.2.2.5 Pressão Arterial      No primeiro e segundo trimestres da gestação observa-se queda dos níveispressóricos, com ten...
fortalecimento da musculatura que envolve o assoalho pélvico (REZENDE, 1998;REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNING...
abdução dos ombros. O peso das mamas também acentua esta curvatura. Aexacerbação desta postura pode trazer parestesia nas ...
95% dos casos tem cura espontânea, porém 5% podem evoluir a Hiperêmesegravídica. Existem muitos fatores etiológicos que ex...
1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000 ).4.3.4 Obstipação      A obstipação é frequente no decorrer da...
4.3.7 Palpitações         As palpitações na maioria das vezes não significam problemas, mas ainvestigação clínica cuidados...
(REZENDE; MONTENEGRO, 1999; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al,2000; PEIXOTO, 2004).4.3.10 Varizes      As varizes são mai...
4.3.13 Cãimbras      As cãimbras musculares dolorosas se apresentam em 14 a 50% dasgestantes, apresentam maior incidência ...
habituais, no primeiro trimestre decorrente da pressão exercida pelo útero, nadeterminada posição em que se encontra, sobr...
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  1. 1. UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORESOSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO São Paulo 2010
  2. 2. ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORESOSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do curso de Naturologia da Universidade Anhembi MorumbiOrientador: Prof. Me. Antonio Maria Cardozo AcostaCo orientadora: Profa. Dra. Karen Cristine Abrão São Paulo 2010
  3. 3. A444 Almeida, Aline Tarraga de Os efeitos da hidroterapia no alívio de dores Osteomioarticulares e na qualidade de vida durante a gestação / Aline Tarraga de Almeida, Jéssica Moraes Sogumo. – 2010. 210f.: il.; 30cm. Orientadora: Antonio Maria Cardozo Acosta. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Naturolgia) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2010. Bibliografia: f.193. 1. Naturologia. 2. Hidroterapia. 3. Gestação. 4. Qualidade de vida. 5. Dor. I. Título. CDD 615.535
  4. 4. ALINE TARRAGA DE ALMEIDA JÉSSICA MORAES SOGUMO OS EFEITOS DA HIDROTERAPIA NO ALÍVIO DE DORESOSTEOMIOARTICULARES E NA QUALIDADE DE VIDA DURANTE A GESTAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do curso de Naturologia da Universidade Anhembi MorumbiAprovado em: __________________________________ Prof. Me. Antonio Maria Cardozo Acosta Universidade Metodista de São Paulo ___________________________________ Profa. Dra. Maria Tereza Santos Araújo Universidade Anhembi Morumbi ____________________________________ Caroline Laghetto de Moura Rosa Universidade Anhembi Morumbi
  5. 5. Dedicamos este trabalho a todas as mulheres, aopotencial de gestação, de dar à luz novas vidas, à força,beleza e mistério que cada uma de nós guardamos.
  6. 6. AGRADECIMENTOSPor Aline:Imensamente à vida, pela oportunidade de aprender, crescer e ser sempresurpreendida por sua beleza, profundidade, mistérios e sabedorias.Por ser na escolha de sempre ser o melhor de mim, me dedicar, caminhar na vidacom o coração, com presença, força, vontade e fé.À Tradição Tubakwaassu, à Ramy Arany e Ramy Shanayta, por toda a sabedoriaque ensinam, onde sou aprendendo a viver com simplicidade, amor e alegria, com oque é verdadeiro, preenchendo a vida de essência; agradeço também pelo despertarda consciência gestadora e do talento de trabalhar com mulheres gravidas, assimpude gestar e parir este trabalho na fluência.Aos meus queridos pais, Jéssica Lembo Tarraga e Raul de Almeida Neto, comtodo meu amor, por serem quem são, pela força, confiança, carinho, amorincondicional, nutrição, colo, presença, auxilio, direcionamento, que sempre meestenderam, e me possibilitaram estar onde estou, ser quem eu sou, agradeço pelapaciência e compreensão nos momentos de minha ausência para a realização dotrabalho.À minha querida ainda pequena porém grandíssima alma, minha linda irmã, NicoleTarraga, que sempre me ensinou com a sua simplicidade de ser criança e meensina a cada dia a amar mais, por sempre me inspirar e me dar a oportunidade deser a sua ´´irmãe``, agradeço por respeitar o tempo e espaço que precisei em funçãodeste trabalho, enquanto você queria minha atenção.Ao meu querido amor, Carlos Alberto Devecchi, por todo o caminho queconstruímos juntos, aprendendo um com o outro sobre o verdadeiro amor, a serpaciente, a confiar e me entregar, a sonhar, a me apaixonar; descubro com você acada dia o significado de ser sua verdadeira companheira.À minha super amiga Jéssica Moraes Sogumo, presente parceira na realizaçãodeste trabalho, trabalhando juntas fomos mais longe e aprendemos muito mais, portodos os momentos que compartilhamos na realização deste trabalho agradeço, pelasua força de mesmo com tantas responsabilidades e serzinhos necessitando devocê (filhos) ter ido adiante, desde o planejamento até a concretização, você é umaguerreira.
  7. 7. AGRADECIMENTOSPor Jéssica:Primeiramente gostaria de agradecer pela família maravilhosa que tenho, onde todossempre me apoiaram e me ajudaram como puderam, em especial agradecer a meusqueridos pais Nilda Moraes Sogumo e Mário Sogumo, pelo amor, carinho,dedicação, conselhos, paciência e esforços para que eu pudesse concluir esta faseda minha vida, tudo que eu consegui e sou hoje, com certeza foi pelo apoio,educação e reflexo de pais unidos os quais amo tanto.À meus queridos irmãos, Eric Moraes Sogumo, que por diversas vezes meacalmou e me aconselhou em momentos difíceis que passei e ao Robinson MoraesSogumo, que mesmo morando longe, me aconselhava e dava forças para encararmeus problemas.À meus tesouros e inspirações de minha vida, sem eles não teria força de vontade,pois tudo que faço é pensando no futuro deles, meus lindos filhos, Luara SogumoBremmer e Cauã Sogumo Bremmer, que mesmo não sabendo disso, me deramalegrias e forças com simples sorrisos e abraços, onde explicar o amor que sinto poreles é impossível, só sei dizer que é o maior amor que eu já senti na vida.À meus sogros Marinalva Araújo Bremmer e José Roberto Bremmer, que assimcomo meus pais, me ajudaram cuidando dos meus filhos com muito amor e ficaramao meu lado sempre que precisei.Ao meu futuro marido El Cid Roberto Bremmer, por todo amor e por todas asexperiências que passamos juntos desde o início do namoro, até o grande momentoem que estamos vivendo, onde sonhos estão se realizando e planos para o futurosendo construídos, com a presença de filhos maravilhosos que nos dão forças paraseguir em frente sem desanimar.A minha super amiga e companheira de trabalho, Aline Tarraga de Almeida, pelaajuda na realização do mesmo. Fico muito grata por todo carinho, compreensão epaciência que teve comigo durante todo este ano, foi um prazer te conhecer erealizar este trabalho lindo com você.
  8. 8. AGRADECIMENTOSPor Aline e Jéssica:A todos aqueles que direta ou indiretamente nos auxiliaram na realização destetrabalho.Aos nossos amigos e colegas de classe por todo o caminho de formação quetrilhamos juntos, crescendo, aprendendo, sorrindo e chorando, por todos osmomentos que tivemos a oportunidade de compartilhar.Às lindas mamães que nos possibilitaram a realização deste trabalho, se entregandopara que em nossos braços pudessem ser nutridas e cuidadas, a tudo queaprendemos em cada atendimento e também por nos aproximarem dos mistérios deser mulher, mistérios da gestação.À Izabela S. K. Valezin e Thomas Gabriel Paranhos Bosshort, por atenderem asgestantes conosco, com dedicação e amor possibilitando assim a realização detantos atendimentos, aos lindos momentos que compartilhamos.Aos queridos e importantíssimos em toda a realização deste trabalho, deste de seuprojeto até o seu término, nosso Orientador e Co orientadora, que nos receberamde coração aberto para nos orientarem e sempre estiveram dispostos a nos ajudar.Ao Orientador Me. Antonio Maria Cardozo Acosta por abrir as portas do seuEspaço Natu, para que pudéssemos realizar os atendimento com as gestantes, e portodas as palavras de amigo, que sempre nos deram força e brilho.À Coorientadora Dra. Karen Cristine Abrão por sua paciência com nossasdificuldades e teimosias, por ser presente, direcionando, sempre melhorando eacrescentando muito em nosso trabalho.À Profa. Dra. Maria Tereza Santos Araújo que esteve nos acompanhando durantea realização deste trabalho, direcionando e esclarecendo dúvidas.À Caroline Laghetto de Moura Rosa, por sempre se dispor a ajudar, pela força quedeu na busca de Watsu terapeutas para trabalharem conosco, e por aceitar serpresente, participando como convidada de nossa banca.A todos os professores que nos ensinaram e fizeram parte da formação dasNaturólogas que hoje somos, agradecemos pelo conhecimento ensinado com amor.À Universidade Anhembi Morumbi, todo local e estrutura que fizeram parte docenário de alguns anos de nossas vidas.
  9. 9. RESUMO O presente estudo avaliou os efeitos da hidroterapia, em específico da terapiaWatsu®, no alívio de dores osteomioarticulares e na qualidade de vida de 11gestantes que foram submetidas a oito sessões de Watsu®. Para avaliar os efeitosdo Watsu® na qualidade de vida, o questionário de Qualidade de Vida – WHOQOL-bref (World Health Organization – Quality of Life Test- Brief Version) da OrganizaçãoMundial de Saúde, aplicado antes de iniciar os atendimentos e ao fim das oitosessões, a avaliar os efeitos do Watsu® no alívio de dores osteomioarticulares, aEscala Visual Analógica da Dor antes e após cada atendimento. Apesar de tratar-sede um estudo piloto, o presente estudo permitiu concluir que a terapia Watsu® foibem tolerada, segura e de fácil aplicação durante a gestação, obtendo comoresultados, importante alívio imediato das dores osteomioarticulares nesse período,com tendência de alívio também a longo prazo e melhora da qualidade de vida noDomínio Psicológico das gestantes.Palavras-chave: Hidroterapia, Watsu®, Gestantes, Dor, Qualidade de Vida.
  10. 10. ABSTRACT This study evaluated the effects of hydrotherapy in Watsu® specific therapy, inrelieving musculoskeletal pain and quality of life of 11 women who underwent eightsessions of Watsu®. To evaluate the effects of Watsu® in quality of life, thequestionnaire Quality of Life - WHOQOL-BREF (World Health Organization - Qualityof Life-Brief Test Version) from the World Health Organization, applied before thesessions start and at the end of eight sessions, to evaluate the effects of Watsu® inrelieving musculoskeletal pain, we used the Visual Analog Scale of Pain before andafter each service. Although this is a pilot study, this study showed that therapyWatsu® was well tolerated, safe and easy to use during pregnancy, such as gettingresults, significant immediate relief of pain in musculoskeletal period, with a tendencyof relief also in the long term and improves quality of life in the Psychological Domainof pregnant women.Keywords: Hydrotherapy, Watsu®, Pregnancy, Pain, Quality of Life.
  11. 11. LISTA DE FIGURASFigura 1. Antes de começar.....................................................................................142Figura 2. Começando na parede.............................................................................143Figura 3. Dança da respiração................................................................................144Figura 4. Balanço da respiração..............................................................................145Figura 5. Liberando a coluna...................................................................................145Figura 6. Oferecendo suave....................................................................................146Figura 7. Oferecendo com uma perna, braços abertos...........................................146Figura 8. Oferecendo com duas pernas..................................................................147Figura 9. Sanfona....................................................................................................147Figura 10. Sanfona sentada....................................................................................148Figura 11. Sanfona rotativa......................................................................................148Figura 12. Rotação de perna de dentro...................................................................149Figura 13. Rotação de perna de fora.......................................................................149Figura 14. Mão no ponto mestre coração................................................................150Figura 15. Puxando o braço ao redor......................................................................150Figura 16. Pêndulo..................................................................................................151Figura 17. Levando a cabeça no ombro oposto......................................................151Figura 18. Cabeça no ombro oposto.......................................................................152Figura 19. Balanço braço.........................................................................................153Figura 20. Pegando a perna....................................................................................153Figura 21. Balanço perna........................................................................................153Figura 22. Voltar para a primeira posição................................................................154Figura 23. Primeira posição do segundo lado.........................................................154Figura 24. Empurrar e puxar – oito..........................................................................155Figura 25. Vôo livre..................................................................................................155
  12. 12. Figura 26. Balanço esterno – sacro........................................................................155Figura 27. Alongando a coluna...............................................................................156Figura 28. Ondulando a coluna..............................................................................156Figura 29. Quieto.....................................................................................................157Figura 30. Algas.......................................................................................................157Figura 31. Quatro na parede abraçando o peito.....................................................158Figura 32. Quatro na parede abraçando a barriga..................................................158Figura 33. Sela fechada...........................................................................................159Figura 34. Ninar do Hara.........................................................................................160Figura 35. Voltando para parede.............................................................................161Figura 36. Mão em abdome e coração....................................................................161Figura 37. Finalizando.............................................................................................161
  13. 13. LISTA DE TABELASTabela 1. Descrição dos dados de cada participante por: idade, idade gestacional deinício, risco gestacional, doenças e medicamentos.................................................117Tabela 2. Apresentação dos dados das participantes em relação às gestações epartos anteriores, filhos vivos e preferência de via de parto na gestação atual.......118Tabela 3. Diferença nos escores de médios de dor antes e após cada sessão deWatsu®.....................................................................................................................133Tabela 4. Resultados da avaliação da qualidade de vida das gestantes obtidos pelautilização do WHOQOL-bref antes e após as sessões de Watsu®.........................135
  14. 14. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1. Frequência dos tipos de dor relatados pelas participantes....................119Gráfico 2. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 1 antes eapós cada sessão de Watsu®..................................................................................121Gráfico 3. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 2 antes eapós cada sessão de Watsu®..................................................................................122Gráfico 4. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 3 antese após cada sessão de Watsu®...............................................................................123Gráfico 5. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 4 antes eapós cada sessão de Watsu®..................................................................................124Gráfico 6. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 5 antese após cada sessão de Watsu®...............................................................................125Gráfico 7. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 6 antese após cada sessão de Watsu®...............................................................................126Gráfico 8. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 7 antese após cada sessão de Watsu®...............................................................................127Gráfico 9. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 8 antese após cada sessão de Watsu®...............................................................................128Gráfico 10. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 9 antese após cada sessão de Watsu®...............................................................................129Gráfico 11. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante10antes e após cada sessão de Watsu®.....................................................................130Gráfico 12. Escores de dor pela Escala Visual Analógica de dor da gestante 11antes e após cada sessão de Watsu®.....................................................................131Gráfico 13. Resposta da dor às sessões de Watsu® em relação ao total de sessõesrealizadas.................................................................................................................132
  15. 15. Gráfico 14. Escores médios de dor antes do início das sessões ao longo dotratamento com Watsu®...........................................................................................134Gráfico 15. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio Físicoantes e após as oito sessões de Watsu®................................................................136Gráfico 16. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no DomínioPsicológico antes e após as oito sessões de Watsu®.............................................137Gráfico 17. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no DomínioRelações Sociais antes e após as oito sessões de Watsu®....................................138Gráfico 18. Percepção da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref no Domínio MeioAmbiente antes e após as oito sessões de Watsu®................................................139Gráfico 19. Percepção global da qualidade de vida pelo WHOQOL-bref, antes eapós as oito sessões de Watsu®.............................................................................140Gráfico 20. Percepção global da Saúde pelo WHOQOL-bref, antes e após as oitosessões de Watsu®..................................................................................................141
  16. 16. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASEVA Escala Visual Analógica da DorOMS Organização Mundial de SaúdeWHOQOL-bref World Health Organization – Quality of Life Test- Brief VersionSINASC Sistema de Informações de Nascidos VivosW.A.B.A. World Aquatic Body AssociationWHO Word Health OrganizationIG Idade GestacionalANOVA Análise de variância para medidas repetidasDP Desvio-Padrão
  17. 17. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO........................................................................................................262 OBJETIVOS............................................................................................................322.1 OBJETIVOS GERAIS...........................................................................................322.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................................................................323 NATUROLOGIA......................................................................................................333.1 A NATUROLOGIA E SUA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA....................333.1.1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES...............................343.2 A qualidade de vida durante a gestação..........................................................374 GESTAÇÃO............................................................................................................394.1 ASSISTÊNCIA E APOIO: O CUIDADE E ATENÇÃO NA GRAVIDEZ E NOPARTO........................................................................................................................394.2 AS TRANSFORMAÇÕES DA GRAVIDEZ: ADAPTAÇÃO DO ORGANISMOMATERNO..................................................................................................................404.2.1 As modificações locais do organismo materno...........................................414.2.1.1 Útero...............................................................................................................414.2.1.2 Colo................................................................................................................414.2.1.3 Vagina.............................................................................................................414.2.1.4 Ovários e tubas..............................................................................................424.2.1.5 Articulações....................................................................................................424.2.2 As modificações gerais do organismo materno..........................................434.2.2.1 Peso...............................................................................................................434.2.2.2 Sistema Endócrino.........................................................................................434.2.2.2.1 Progesterona, estrogênio e relaxina..........................................................434.2.2.3 Sistema Circulatório.......................................................................................444.2.2.4 Volume sanguíneo.........................................................................................444.2.2.5 Pressão Arterial..............................................................................................454.2.2.6 Sistema Respiratório......................................................................................45
  18. 18. 4.2.2.7 Sistema urogenital.........................................................................................454.2.2.8 Sistema Nervoso............................................................................................464.2.2.9 Sistema Musculoesquelético..........................................................................464.3 SINTOMAS INCÔMODOS E DESCONFORTÁVEIS DA GESTAÇÃO.................474.3.1 Náuseas e Vômitos..........................................................................................474.3.2 Pirose................................................................................................................484.3.3 Ptialismo ou sialorréia....................................................................................484.3.4 Obstipação.......................................................................................................494.3.5 Tonturas e Vertigens.......................................................................................494.3.6 Fadiga...............................................................................................................494.3.7 Palpitações.......................................................................................................504.3.8 Síndrome Dolorosa.........................................................................................504.3.9 Edema...............................................................................................................504.3.10 Varizes............................................................................................................514.3.11 Hemorróidas...................................................................................................514.3.12 Sonolência e Insônia.....................................................................................514.3.13 Cãimbras........................................................................................................524.3.14 Cefaleias.........................................................................................................524.3.15 Síndrome do túnel do carpo.........................................................................524.3.16 Sintomas Urinários........................................................................................524.3.17 Leucorréia......................................................................................................534.4 AS DORES OSTEOMIOARTICULARES DE ORIGEM GESTACIONAL..............534.4.1 As dores em região abdominal baixa............................................................534.4.2 As dores em região lombar e sacral, virilhas e pernas...............................544.4.3 As dores em região lombar e dorsal.............................................................544.4.4 As dores na coluna em geral..........................................................................554.5 OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA GESTAÇÃO.............................................554.5.1 Os ciclos de desenvolvimento da mulher.....................................................55
  19. 19. 4.5.1.1 Gravidez um ciclo de desenvolvimento da mulher........................................564.5.2 Influências das relações familiares e sociais na mulher grávida...............574.5.3 Situações e suas influências na mulher grávida.........................................574.5.4 Memórias da infância emergidas na gestação.............................................594.5.5 Emoções x Complicações Obstétricas.........................................................594.5.6 Características psicológicas dos três trimestres gestacionais..................594.5.6.1 O primeiro trimestre........................................................................................604.5.6.1.1 A percepção da gravidez.............................................................................604.5.6.1.2 Manifestações emocionais relacionadas à mulher com o feto....................604.5.6.1.3 Autovalorização e Autopreservação da gravida..........................................614.5.6.1.4 Ampliação do campo da consciência da mulher durante a gestação..........614.5.6.2 O segundo trimestre.......................................................................................614.5.6.2.1 A percepção do movimento fetal e o vínculo mãe-bebê..............................614.5.6.2.2 Representações mentais e fantasias durante a gestação...........................624.5.6.2.3 Aspectos emocionais das alterações da sexualidade na gestação.............624.5.6.3 O terceiro trimestre........................................................................................634.5.6.3.1 As emoções que envolvem a aproximação do nascimento........................634.5.6.3.2 Memórias antigas e conflitos infantis emergidos na gravidez.....................644.5.6.3.3 Os sonhos e fantasias como meio de imunização psicológica ouconscientização da grávida........................................................................................645 SIMBOLISMO DA ÁGUA........................................................................................666 HIDROTERAPIA.....................................................................................................676.1 O CAMINHO PELA ÁGUA....................................................................................676.1.1 Água Fria..........................................................................................................676.1.2 Gelo ou Água gelada.......................................................................................686.1.3 Água Morna (Tépida).......................................................................................686.1.4 Água Quente....................................................................................................686.1.5 Vapor.................................................................................................................69
  20. 20. 6.2 HISTÓRIA DA HIDROTERAPIA...........................................................................696.2.1 A Hidroterapia no Brasil..................................................................................706.3 A HIDROTERAPIA................................................................................................716.3.1 Indicações e Contra-Indicações.....................................................................726.3.2 Hidrodinâmica x Hidrostática.........................................................................736.3.3 Densidade Relativa..........................................................................................736.3.4 Turbulência......................................................................................................746.3.5 Metacentro.......................................................................................................756.3.6 Fricção.............................................................................................................756.3.7 Pressão Hidrostática......................................................................................756.3.8 Viscosidade.....................................................................................................766.3.9 Empuxo............................................................................................................766.3.10 Refração.........................................................................................................776.3.11 Tensão Superficial.........................................................................................776.3.12 Termodinâmica..............................................................................................776.3.13 Água em movimento.....................................................................................786.3.13.1 Movimento de fluxo......................................................................................786.3.13.2 Coeficiente de arrasto..................................................................................786.3.13.3 Efeitos da resistência...................................................................................786.3.13.4 Tecnologias para Amplificar os Princípios Físicos........................................796.3.14 Efeitos Fisiológicos, Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia.........796.3.14.1Os Efeitos Fisiológicos da Hidroterapia........................................................806.3.14.1.1 Sistema Cardiovascular.............................................................................826.3.14.1.2 Sistema Renal...........................................................................................826.3.14.1.3 Sistema Musculoesquelético.....................................................................836.3.14.1.4 Sistema Respiratório.................................................................................836.3.14.1.5 Sistema Nervoso Central e Periférico.......................................................836.3.14.2 Os Efeitos Terapêuticos da Hidroterapia......................................................84
  21. 21. 6.3.14.2.1 Relaxamento.............................................................................................846.3.14.2.2 Redução da Sensibilidade a Dor e dos Espasmos Musculares................846.3.14.2.3Aumento da Amplitude...............................................................................856.3.14.2.4 Aumento da Força.....................................................................................856.3.14.2.5 Aumento da Circulação.............................................................................866.3.14.2.6 Melhora do Equilíbrio, Estabilidade e Consciência Corporal....................866.3.14.2.7 Melhora da Integração Sensório-Motora...................................................876.3.14.2.8 Reforço da Moral e Liberdade de Movimento...........................................886.4 A GESTANTE NA HIDROTERAPIA......................................................................886.4.1 A Influência da Hidroterapia na Gestante....................................................897 WATSU®.................................................................................................................917.1 PRECAUÇÕES....................................................................................................937.2 BENEFÍCIOS DO WATSU®.................................................................................947.3 OS EFEITOS DA ÁGUA NO CORPO..................................................................948 A LUA E A ÁGUA X CICLOS DA GESTAÇÃO E PARTO.....................................969 MATERIAIS E MÉTODOS......................................................................................999.1 MATERIAIS..........................................................................................................999.2 MÉTODOS...........................................................................................................999.2.1 Tipo de pesquisa............................................................................................999.2.2 Seleção das voluntárias................................................................................999.2.2.1 Critérios de inclusão.....................................................................................1009.2.2.1.1 Critérios de exclusão.................................................................................1009.2.3 Descrição do local........................................................................................1019.2.4 Descrição e apresentação dos procedimentos.........................................1019.2.4.1 Termo de consentimento livre e esclarecido................................................1019.2.4.2 Acompanhamento médico, ciência e autorização........................................1019.2.5 Técnica de Watsu®.......................................................................................1029.2.5.1 Antes de começar.........................................................................................102
  22. 22. 9.2.5.2 Começando na parede.................................................................................1029.2.5.3 Dança da respiração....................................................................................1039.2.5.4 Balanço da respiração..................................................................................1039.2.5.5 Liberando a coluna.......................................................................................1039.2.5.6 Oferecendo suave........................................................................................1039.2.5.7 Oferecendo com uma perna, braços abertos...............................................1049.2.5.8 Oferecendo com duas pernas......................................................................1049.2.5.9 Sanfona........................................................................................................1049.2.5.10 Sanfona rotativa.........................................................................................1049.2.5.11 Rotação de perna de dentro.......................................................................1059.2.5.12 Rotação de perna de fora...........................................................................1059.2.5.13 Perna de fora por cima...............................................................................1059.2.5.14 Pressionando o braço................................................................................1059.2.5.15 Mão no ponto mestre coração....................................................................1059.2.5.16 Puxando o braço ao redor..........................................................................1069.2.5.17 Pêndulo......................................................................................................1069.2.5.18 Cabeça no ombro oposto...........................................................................1069.2.5.19 Balanço braço e perna...............................................................................1069.2.5.20 Joelho ao tórax...........................................................................................1079.2.5.21 Voltar para a primeira posição....................................................................1079.2.5.22 Oferecimento Simples................................................................................1089.2.5.23 Empurrar e puxar – oito..............................................................................1089.2.5.24 Vôo Livre....................................................................................................1089.2.5.25 Balanço esterno – sacro.............................................................................1099.2.5.26 Alongando a coluna....................................................................................1099.2.5.27 Ondulando a coluna...................................................................................1099.2.5.28 Quieto.........................................................................................................1109.2.5.29 Acompanhar movimento.............................................................................110
  23. 23. 9.2.5.30 Algas...........................................................................................................1109.2.5.31 Quatro na parede.......................................................................................1119.2.5.32 Sela Aberta.................................................................................................1119.2.5.33 Tração do pescoço.....................................................................................1129.2.5.34 Acompanhar os movimentos......................................................................1129.2.5.35 Perna de dentro no ombro.........................................................................1129.2.5.36 Ninar do Hara.............................................................................................1129.2.5.37 Voltar para a parede e finalizar...................................................................1139.2.6 Descrição dos procedimentos de mensuração e análise de dadosquantitativos...........................................................................................................1139.2.6.1 Avaliação da Qualidade de Vida...................................................................1139.2.6.2 Avaliação das Dores Osteomioarticulares....................................................1149.2.6.3 Coleta de dados qualitativos........................................................................1159.2.6.4 Análise dos dados........................................................................................11510 RESULTADOS....................................................................................................11710.1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA................................................................11710.2 CARACTERIZAÇÃO DA DOR..........................................................................11910.3 APRESENTAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOR POR PARTICIPANTE...............12010.3.1 Gestante 1....................................................................................................12110.3.1.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 1)........................12110.3.2 Gestante 2....................................................................................................12210.3.2.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 2)........................12210.3.3 Gestante 3....................................................................................................12310.3.3.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 3)........................12310.3.4 Gestante 4....................................................................................................12410.3.4.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 4)........................12410.3.5 Gestante 5....................................................................................................12510.3.5.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 5)........................125
  24. 24. 10.3.6 Gestante 6....................................................................................................12610.3.6.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 6)........................12610.3.7 Gestante 7....................................................................................................12710.3.7.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 7)........................12710.3.8 Gestante 8....................................................................................................12810.3.8.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 8)........................12810.3.9 Gestante 9....................................................................................................12910.3.9.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 9)........................12910.3.10 Gestante 10................................................................................................13010.3.10.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 10)....................13010.3.11 Gestante 11.................................................................................................13110.3.11.1 Relatos dos resultados ao longo da semana (Gestante 11).....................13110.4 EFEITO GLOBAL DO WATSU®.......................................................................13210.4.1 Avaliação do grupo quanto à resposta da dor ao tratamento.................13310.5 QUALIDADE DE VIDA.....................................................................................13510.5.1 Avaliação Individual da Percepção de Qualidade de Vida porDomínios.................................................................................................................13610.6 SEQUÊNCIA DE WATSU® ADAPTADA PARA GESTANTES..........................14210.6.1 Antes de começar........................................................................................14210.6.2 Começando na parede................................................................................14310.6.3 Dança da respiração...................................................................................14410.6.4 Balanço da respiração................................................................................14510.6.5 Liberando a coluna......................................................................................14510.6.6 Oferecendo suave.......................................................................................14610.6.7 Oferecendo com uma perna, braços abertos...........................................14610.6.8 Oferecendo com duas pernas....................................................................14710.6.9 Sanfona........................................................................................................14710.6.10 Sanfona rotativa........................................................................................148
  25. 25. 10.6.11 Rotação de perna de dentro.....................................................................14910.6.12 Rotação de perna de fora.........................................................................14910.6.13 Perna de fora por cima.............................................................................14910.6.14 Pressionando o braço..............................................................................15010.6.15 Mão no ponto mestre coração.................................................................15010.6.16 Puxando o braço ao redor........................................................................15010.6.17 Pêndulo......................................................................................................15110.6.18 Cabeça no ombro oposto.........................................................................15110.6.19 Balanço braço e perna..............................................................................15210.6.20 Joelho ao tórax..........................................................................................15410.6.21 Voltar para a primeira posição.................................................................15410.6.22 Empurrar e puxar – oito............................................................................15510.6.23 Vôo livre.....................................................................................................15510.6.24 Balanço esterno – sacro...........................................................................15510.6.25 Alongando a coluna..................................................................................15610.6.26 Ondulando a coluna..................................................................................15610.6.27 Quieto.........................................................................................................15710.6.28 Algas...........................................................................................................15710.6.29 Quatro na parede.......................................................................................15810.6.30 Sela (aberta ou fechada)...........................................................................15910.6.31 Perna de dentro no ombro........................................................................15910.6.32 Ninar do Hara.............................................................................................16010.6.33 Voltar para a parede e finalizar.................................................................16011 DISCUSSÃO.......................................................................................................16212 CONCLUSÃO.....................................................................................................17113 REFERÊNCIAS...................................................................................................17214 APÊNDICES........................................................................................................18015 ANEXOS.............................................................................................................190
  26. 26. 1 INTRODUÇÃO Toda mulher deve ter o direito de gestar, parir e ser mãe com alegria, saúde eamor. Deve ainda, receber toda informação, segurança, cuidado e assistêncianecessária, isto é receber o mínimo em troca de toda a sua doação que é gestar egerar a vida, dar a luz a um novo ser. No Brasil, muitas mulheres ainda não recebem toda a assistência obstétricanecessária. Um grande contingente de gestantes não chega a realizar exames pré-natais importantes e, principalmente, não recebe assistência física e psicológica parao desenvolvimento adequado da gestação, parto e pós-parto. Esse preparo éessencial, uma vez que a gravidez é uma fase de muitas transformações na mulher,sendo necessária atenção especial para manter ou recuperar o bem-estar e prevenirdificuldades futuras para si e para seu filho (ALEXANDRE, 2007). A experiência de gestar é muito importante na vida da mulher. Além de ser omomento de reconhecer o seu potencial de criação, cada dia e semana de gestaçãoprecisa ser vivido com consciência, sentindo as transformações, decodificando-as eintegrando-as dentro de si, para que quando este bebê nascer todo o processovivido seja compreendido e, esta mulher, esteja realmente pronta para ser mãe(BALASKAS, 2008). Assim também é o parto, uma experiência muito especial. Para parir, a mulherprecisa liberar um coquetel de hormônios. O neocórtex é menos utilizado, ficando océrebro primitivo mais ativo. Neste processo a mãe embarca numa viagem interior,que lhe possibilita fazer a passagem da antiga mulher para a nova mulher-mãe quenasce junto com a criança (ODENT, 2000; RODRIGUES 1999). Infelizmente, o que se observa nos dias de hoje é que a maioria das mulherestem pouco tempo para se dedicar à gestação. Nesse contexto, muitas mulheresdeixam de realizar o parto natural e escolhem a cesariana. Segundo a OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS), o percentual recomendado de cesarianas é de 15%. Os 26
  27. 27. dados brasileiros do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) revelamque a taxa nacional de cesarianas é de 39%. Em todos os estados das regiões Sul,Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40%, mesmo sendo 80% dasgestantes de baixo risco. Na maioria das maternidades privadas as taxas decesáreas chegam a 80, 90 e até 100% (RATTNER; GAMA, 2010). No Brasil a medicalização do parto está no auge e nem por isso as taxas demortalidade e morbidade estão diminuindo. Em oposição a este cenário, grupos eorganizações lutam e procuram realizar a Humanização do parto, sendo hoje “O guiapratico de assistência ao parto da OMS” uma referência para esta implantação(SILVA E DADAM, 2008; GAMA, 2010). Toda a gestação é uma fase de grandes transformações na mulher, no âmbitofísico, emocional e social. As transformações físicas que ocorrem na mulher grávida,são modificações de constante adaptação que se apresentam em seu organismo,sendo estas modificações locais em útero, vagina, ovários e tubas, mamas;modificações gerais como aumento de peso, transformações metabólicas,endócrinas, hemodinâmicas, transformações no aparelho digestivo, respiratório, viasurinárias, alterações cutâneas, no sistema nervoso e osteoarticular (REZENDE,1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT et al, 2000; PEIXOTO, 2004). As alterações orgânicas que ocorrem na mulher grávida podem trazersintomas incômodos e desconfortáveis que se caracterizam como náuseas evômitos, pirose, constipação, tonteiras e vertigens, fadiga, palpitações, dores,edemas, varizes, hemorróidas, sonolência e insônia, cãimbras, lombalgias,instabilidade emocional, cefaleias, síndrome do túnel do carpo, sintomas urinários,leucorréia (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000;CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000; ENKIN, et al, 2005). Outra profunda adaptação que a grávida vivencia, ocorre no âmbito de suasemoções. O seu psicológico, coloca a gestante em constante diálogo consigo, com 27
  28. 28. suas relações familiares e sociais, com as situações que enfrenta em seu dia-a-dia,suas condições de moradia e suas condições financeiras, questões como a saúdedo bebê, o momento do parto, passar de ser filha para ser mãe, tudo isso lhedesencadeia uma série de emoções (PEIXOTO 2004). Além disso, a mulher grávida ainda vivencia um grande tumulto emocional,um grande processo terapêutico que envolve características regressivas da infância,seu próprio nascimento. Se foi traumático é necessário que este conteúdo sejatrabalhado para uma gestação, parto e pós-parto saudáveis; conteúdos queexperimentou com a sua própria mãe quando criança, conflitos relacionados à suasexualidade e identidade sexual, tudo isso envolvido com representações mentais,imaginação e fantasia sobre ser mãe, sobre seu bebê e a relação entre mãe e bebê,acompanhado de crenças e intuição que influenciam a gestação, parto, sua posturade mãe e relação com o seu bebê (VLADIMIROVA, 2006; MALDONADO, 2002) Quando nasce um bebê, nasce uma mãe, um pai e uma nova família. Tudoisso traz uma necessidade de novas adaptações, reajustamentos interpessoais eintrapsíquicos e mudança de identidade. Por esse motivo, nesta fase de transição écomum surgirem sintomas tais como insônia, perda de apetite e de peso, ou excessode apetite e de peso, agitação, taquicardia, estados de angústia, choro, depressãopré e pós-parto, apatia, dores de estômago ou de cabeça, vertigens (MALDONADO,2002). Um estado bastante comum nas gestantes é a ansiedade, relacionada atemores com o parto e com o novo papel de mãe. Esse estado psicológico, quandonão estiver resolvido, pode influenciar no trabalho de parto, trazendo dificuldadespara o desenvolvimento do parto natural. Altos níveis de ansiedade podem terefeitos diretos na contratilidade uterina, na saúde e desenvolvimento fetal, trazendotambém efeitos indiretos que são resultados de impulsos comportamentais tais comoo aumento de consumo de cigarros, álcool ou medicamentos (MALDONADO, 2002). Sabendo que o estado físico e emocional influencia diretamente o 28
  29. 29. desenvolvimento gestacional, o parto e a recuperação pós-parto, a falta deassistência nestes âmbitos pode resultar em dores durante a gestação, doresagudas no parto, cesarianas emergenciais, depressão durante a gestação e pós-parto, desenvolvimento de psicopatologias e prejuízos na relação mãe-bebê(REZENDE, 1998). Sendo assim, a assistência, o cuidado e o preparo físico e emocional são desuprema importância, tanto para verificar e auxiliar no desenvolvimento saudável dofeto e da gestante, como para prevenir alterações da normalidade e desequilíbriosnestes, preparar o corpo para evitar incômodos que ocorrem na gestação, como asdores na coluna e outras dores osteo mio articulares, edemas, cãimbras, aumentoexcessivo de peso, azia, insônia, cansaço excessivo, constipação, dificuldade deamplitude de movimento, etc (TEDESCO, 2000). A Naturologia, com seu conceito definido no I Fórum Conceitual deNaturologia no ano de 2009, é um conhecimento transdisciplinar que atua em umcampo igualmente transdisciplinar. Caracteriza-se por uma abordagem integral naárea da saúde pela relação de interagência do ser humano consigo, com o próximoe com o meio ambiente, com o objetivo de promoção, manutenção e recuperação dasaúde e da qualidade de vida. Considerando este conceito, a Naturologia podetrazer auxilio para a gestante em todas as fases da gestação, no parto, no puerpérioe até para o bebê (I FÓRUM CONCEITUAL DE NATUROLOGIA, 2009). Uma prática da Naturologia que reúne benefícios físicos e emocionais, cadavez mais requisitada por gestantes é a Hidroterapia, prática que visa finsterapêuticos pela utilização da água e reúne benefícios fisiológicos e psicológicos. Quando a água é utilizada em temperatura aquecida, traz um efeito relaxantee sedativo, sensação de bem-estar, sendo muito utilizada no tratamento de doençasmentais, alívio da dor e de espasmos musculares, manutenção ou aumento daamplitude de movimento das articulações, fortalecimento dos músculosenfraquecidos e aumento na tolerância aos exercícios, reeducação dos músculos 29
  30. 30. paralisados, melhora da circulação, encorajamento das atividades funcionais,manutenção e melhora do equilíbrio, coordenação e postura (CAMPION, 2000). Dentro da hidroterapia, uma técnica muito utilizada por Naturólogos, formadosem cursos à parte da Universidade, com profissionais capacitados pela W.A.B.A.(World Aquatic Body Association), é o Watsu®, que utiliza-se da flutuação e aplicaçãode movimentos e alongamentos do zen shiatsu. Essa técnica reúne todos osbenefícios da hidroterapia. É uma terapia aquática muito profunda, realizada empiscina aquecida a aproximadamente 35ºC, desenvolvida por Harold Dull, e temcomo características o relaxamento profundo, o alongamento, o prazer da flutuação,traz a nutrição no despertar da memória de ser carregado e embalado, muitoutilizado por profissionais para trazer benefícios físicos/fisiológicos epsíquicos/emocionais (DULL, 2001). A prática de hidroterapia em gestantes tem os seus benefícios comprovados.Traz bem-estar, leveza dos movimentos, sensação do alívio do peso, melhora ocondicionamento cardiovascular, prepara a musculatura para o parto, trazconsciência para a importância da respiração, reequilibra as compensaçõesposturais surgidas, traz relaxamento, melhora de dores, diminuição de edemas, eequilíbrio (FREITAS JÚNIOR, 2005). Para Rezende (1998), a prática de hidroterapia em gestantes tem comoobjetivos estabelecer um elo de prazer, bem-estar e afeto, fortalecer o corpo, alongare tonificar os músculos, mobilizar as articulações, compensar a postura da gestante,trazer leveza corporal, através de alguns movimentos. A turbulência da águamassageia o corpo inteiro, o que alivia as dores na coluna e nas articulações. De acordo com Gil, Ribeiro e Quinoneiro (2007), a hidroterapia na gestaçãotem como objetivo tratar mulheres grávidas em um ambiente aquecido e prazeroso,estimulando o vínculo materno-fetal, diminuindo tensões físicas e emocionais,intercorrências médicas, visando a prevenção de patologias, a melhora da qualidadede vida da futura mãe e de seu bebê. 30
  31. 31. O estudo de revisão bibliográfica realizado por Guimarães e Pelloso (2009),descreve a importância da hidroterapia na prevenção e no tratamento da lombalgia,e também fala sobre o seu efeito na melhora da qualidade de vida de mulheresgrávidas. Um estudo feito com 41 gestantes, sendo 22 praticantes de hidroterapia(grupo de estudo) e 19 não praticantes (grupo controle), que objetivou avaliar osefeitos maternos da hidroterapia na gestação, obteve resultados que mostram que ahidroterapia favorece a adaptação metabólica e cardiovascular materna durante agestação, não determinando resultados perinatais de prematuridade e baixo pesoem recém nascidos (PREVEDEL et al., 2003). O estudo realizado por DalPozzo; Adamchuk e Tecchio (2007), visandoavaliar os benefícios da pratica de Watsu® durante a gestação e as possíveismudanças no bem-estar de gestantes, obteve como resultados uma melhora emtodos os parâmetros avaliados, sendo eles incidência de dor na coluna vertebral,falta de ar ou cansaço ao respirar, prisão de ventre, sensação de peso e cansaço,edema de mãos e pés, formigamento e cãimbras, estados de depressão, angustia einsegurança quanto a gravidez. Constatou que o alívio das dores na coluna tinhaduração de horas, dias, chegando ao alívio completo para alguns dos casos. Sabendo da importância da assistência física e psíquica no períodogestacional, identifica-se a necessidade de empregar práticas que reúnambenefícios em todos estes âmbitos para as gestantes, sendo a técnica do Watsu®bastante apropriada pela sua abrangência e profundidade nestes aspectos. Sendo assim, o presente estudo propôs benefícios às gestantes, sejam nosníveis físico, emocional e social, proporcionando-lhes bem-estar e qualidade de vida,alívio de dores e desconfortos, adaptação e aceitação das transformações físicas,emocionais e sociais da gestação. O Watsu® pode ainda melhorar o vínculomaterno-fetal, existindo a possibilidade de aumentar as chances de um parto naturale menos doloroso. 31
  32. 32. 2 OBJETIVOS2.1 OBJETIVOS GERAIS Promover o alívio de dores osteomioarticulares de origem gestacional emelhoras na qualidade de vida das gestantes através da aplicação da técnica dehidroterapia Watsu®.2.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar os efeitos da hidroterapia, utilizando a técnica de Watsu®, naqualidade de vida das gestantes através do questionário de Qualidade de Vida –WHOQOL-bref (World Health Organization – Quality of Life Test- Brief Version) daOrganização Mundial de Saúde, aplicado na primeira e última sessão, e no alívio dedores osteomioarticulares através da percepção da dor, utilizando a Escala VisualAnalógica da Dor antes e após cada atendimento. 32
  33. 33. 3 NATUROLOGIA3.1 A NATUROLOGIA E SUA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA A Naturologia, com seu conceito definido no I Fórum Conceitual deNaturologia (2009), é um conhecimento transdisciplinar que atua em um campoigualmente transdisciplinar. Caracteriza-se por uma abordagem integral na área dasaúde pela relação de interagência do ser humano consigo, com o próximo e com omeio ambiente, com o objetivo de promoção, manutenção e recuperação da saúde eda qualidade de vida. A Naturologia aborda o ser humano de forma integral, considerando seusaspectos bio-psiquico-social-sutil e ecológico, e busca para este, promover, manter erecuperar a saúde, utilizando-se de condutas terapêuticas baseadas em métodosmilenares como a Medicina Tradicional Chinesa, a Indiana, a Xamânica e aAntroposofia, tendo como base, princípios sutis, de interagência e atransdisciplinariedade, utilizando-se de técnicas naturais, como a massoterapia,reflexologia e auriculoterapia, aromaterapia, fitoterapia, essências florais,cromoterapia e cromopuntura, musicoterapia, geoterapia, arte integrativa, dietasnaturais, Yoga, meditação, hidroterapia e etc (HELLMANN; WEDEKIN;DELLAGIUSTINA, 2008). O Naturólogo busca uma relação de interagência com aquele que atende,sendo o atendido o interagente, palavra que nos remete para aquele que interage,que participa ativamente de seu próprio tratamento, diferente da passividade quenos remete a palavra paciente e da conotação comercial da palavra cliente; assimatravés desta relação de interagência o interagente passa a ser o agentetransformador de si mesmo (HELLMANN; MARTINS, 2007). Para se buscar a assistência de um naturólogo não se faz necessária umaqueixa específica, o papel do naturólogo em sua relação de interagência é o de 33
  34. 34. promover saúde, o que está diretamente envolvido com melhora na Qualidade deVida e que traz como consequências a prevenção e a manutenção da saúde(HELLMANN; MARTINS, 2007). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (1946, pg.1), asaúde tem seu conceito definido como ´´Um estado total de bem-estar físico, mentale social não simplesmente a ausência de doença``, e enfatiza a valorizaçãosubjetiva que abrange dimensões de contexto cultural, social e ambiental, onde seisdomínios estão presentes: o físico, psicológico, nível de interdependência,relacionamento social, ambiente, comportamentos pessoais, os quais por sua vezdescrevem aspectos da qualidade de Vida (WHO, 1998). E assim vem a Naturologia, compreender o individuo como ser cósmico,deixando de ver o ser unicamente em sua esfera físico-mental, mas sim agregando aesfera social e cósmica, com uma visão que leva ao indivíduo a noção deinterconexão com os outros e com o meio, noção de responsabilidade e autonomia.Sendo assim, o individuo que é atendido pela Naturologia é percebido através deuma postura que o entende e o permite entender-se como único e indivisível,garantindo-lhe a integralidade (DELLAGIUSTINA; HELLMANN, 2008). 3.1.1 A NATUROLOGIA NO ATENDIMENTO DE GESTANTES A Naturologia, que é uma área inovadora e nova, respectivamente, levandoem consideração a sua proposta e o seu tempo de existência que é deaproximadamente 10 anos, necessita ainda explorar a sua atuação no atendimentoda mulher grávida, pois a Naturologia pode trazer auxílio para a gestante em todasas fases da gestação, no parto, no puerpério e até para o seu bebê, trabalhandocom a gestante de forma integral, cuidando dos aspectos bio-psíquico-social-sutil eecológico. 34
  35. 35. Seguem alguns trabalhos já desenvolvidos por Naturólogos no atendimento àgestação e temas relacionados, abordando a importância, benefícios e eficácia doNaturólogo com sua proposta e ferramentas terapêuticas na gestação, pós-parto,bebês e infância. Com o foco na gestação, o trabalho desenvolvido por Manhani e Pereira(2006) sugere uma abordagem pré-natal, uma proposta de acompanhamentoterapêutico de gestantes pela Naturologia; o trabalho realizado por Amano (2006) éde uma revisão bibliográfica do Yoga em gestantes, suas indicações e contraindicações; o estudo de Cava e Coelho (2008), objetivou avaliar o efeito dacolorpuntura sobre os enjôos até o quinto mês gestacional, obtendo resultadossatisfatórios ao propósito da pesquisa. Na recuperação e adaptação emocional pós-parto temos um trabalho queverifica o efeito do manilúvio e pedilúvio com a combinação de floral RescueRemedy para a ansiedade de mães com filhos hospitalizados na UTI neonatal,realizado por Ortega e Nunes (2008), onde verificou-se a diminuição da ansiedadeem 9,4%, mostrando que técnicas simples e de baixo custo podem trazer umamelhora significativa na qualidade de vida. Com bebês e crianças, encontramos umtrabalho sobre a Shantala, estudo feito sobre a importância desta massagem parabebes de mães adolescentes institucionalizadas, das autoras Rosa e Silva (2008),que obteve como resultado uma maior interação das mães com seus bebês,mostrando mudanças positivas nos bebês, nos efeitos fisiológicos e psicológicos.Também foi realizada uma revisão bibliográfica sobre a Fitoterapia na Pediatria porParlangelo (2007), onde observou-se que a fitoterapia pode ser utilizada porcrianças de forma segura e eficaz, desde que sejam respeitadas as dosagens,indicações e formas de administração sugerida pela literatura científica; e umtrabalho de Ywasaki, Horiuchi e Cervoni (2008), avaliando a qualidade de vidaatravés das técnicas da Naturologia na oncopediatria, chegando a conclusão quealém do relaxamento, houve melhora na imunidade, humor, ânimo, auto-estima e 35
  36. 36. diminuição da sintomatologia da quimioterapia e do cansaço. Uma revisãobibliográfica sobre a perspectiva do Naturólogo na intervenção preventiva daobesidade infantil realizado por Maldonado e Oliva (2007), concluíram que a grandesoma de causas que compreendem a obesidade infantil, envolve o modo de viverda sociedade, estilo de vida e hábitos alimentares, e que para ser conquistada umaalimentação saudável, é necessário a divulgação de informações sobre alimentaçãosaúde, e diminuição desta doença na fase adulta. E outro trabalho sobre os efeitosda Arte Integrativa através da dança circular e dos desenhos livres em crianças comsintomas de hiperatividade por Chang, Salazar, Tavares e Leirner (2006), onde foiobservado uma sutil melhora em todos os resultados colhidos, onde puderam notarque duas crianças não apresentaram mais o quadro de sintomas de hiperatividade eimpulsividade. Estes são alguns de muitos outros trabalhos que ainda virão paratrazer a compreensão do potencial da Naturologia. De acordo com Hellmann e Martins (2007), a Naturologia busca uma relaçãode interagência com aquele que atende, propondo que o interagente trabalhe sobrea sua transformação, participando ativamente do seu próprio tratamento, lhe dandomeios e recursos para que ele próprio melhore a sua saúde e qualidade de vida. Assim a Naturologia no atendimento as gestantes pode auxiliar noempoderamento da mulher, algo muito importante e que vem diminuindo nos dias dehoje e que, pode ser visto pelo aumento do número de cesarianas, onde a mulhertem seu filho de forma passiva e não participativa (RATTNER; GAMA, 2010). A Naturologia vem para levar a esta mulher a autonomia dentro de suasnecessidades e escolhas, possibilitando que a gestante seja ativa durante toda a suagestação e seu parto; aquele que pode viver o seu processo inteiramente poderácom mais facilidade compreendê-lo, assimilá-lo e integrá-lo em si, e assim é para amulher que está se tornando mãe, compreender, assimilar, aceitar e integrar agestação em si, pode ajudar esta mulher em muitos aspectos durante a suagestação, seu parto, sua recuperação pós-parto, vínculo e cuidados com seu filho 36
  37. 37. (BALASKAS, 2008).3.2 A qualidade de vida durante a gestação Considerando que Qualidade de Vida é um termo multidimensional, queenvolve fatores objetivos como também subjetivos, e que devem ser considerados obem-estar físico tanto como o psicológico, entende-se que a assistência integral noperíodo gestacional necessita englobar também os aspectos relativos à qualidade devida e não se atentar apenas ao parâmetros físicos do cuidar. Entendendo o períodogestacional como período normal e não patológico, possibilitará que este sejaabordado de forma multidimensional e não fragmentada (CASARIN; BARBOZA;SIQUEIRA, 2010). Foi realizada por Casarin; Barboza e Siqueira (2010) uma revisão deliteratura sobre o tema da qualidade de vida na gestação, onde as autorasanalisaram toda a produção cientifica existente, nacional e internacional, dasdiversas áreas da saúde, publicadas no período de 2003 a 2008, referente a estetema. Foram selecionados 21 trabalhos onde percebeu-se que as publicações sepreocupavam com a qualidade de vida materna, do concepto na vida intra uterina,na infância e vida adulta. Assim os trabalhos foram agrupados em quatro temas,sendo para nós os temas mais relevantes: Tema 1: Relação entre qualidade de vida,dor e alterações fisiológicas na gravidez; Tema 4: Assuntos diversos relacionados aqualidade de vida na gestante. No Tema 1: Relação entre qualidade de vida, dor e alterações fisiológicas nagravidez, dentre os autores e trabalhos estudados foi identificado o quanto asalterações fisiológicas que trazem sintomas incômodos podem influenciar naqualidade de vida das gestantes, dentro destes sintomas citados por nós no Capítulo4.3, se destacam a incontinência urinária, náuseas e vômitos, dores como dorlombar, sialorréia (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010). 37
  38. 38. No Tema 4: Assuntos diversos relacionados a qualidade de vida na gestante,dentre os assuntos abordados o mais relevante para nós é o que fala sobre aimportância da identificação precoce das alterações emocionais, tais como sintomasdepressivos e transtornos mentais, e a necessidade de oferecer um adequado apoiopsicológico, sabendo que estas alterações podem interferir na saúde e qualidade devida da gestante e do recém nascido (CASARIN; BARBOZA; SIQUEIRA, 2010). 38
  39. 39. 4 GESTAÇÃO4.1 ASSISTÊNCIA E APOIO: O CUIDADE E ATENÇÃO NA GRAVIDEZ E NOPARTO Vemos que existe um grande interesse em promover a saúde materna einfantil, cuidados pré-natais e neonatais, e acabam sendo esquecidos os interessesdas mães e suas necessidades. Os problemas físicos das gestantes são tãosignificativos quanto os problemas sociais e psicológicos, e o apoio nestes diversosníveis deve fazer parte de toda a assistência a gestantes (ENKIN; KEIRSE;NEILSON, 2005). Os profissionais que dão assistência para gestantes e parturientes temdiferentes opiniões e posturas práticas dentro dos cuidados e procedimentos querealizam. Existem os que priorizam a experiência pessoal de parto de cada mulher, eescolhem deixar de realizar alguns procedimentos para que esta mulher possadesfrutar de seu momento sem grandes interferências; outros visam minimizar amorbidade e mortalidade perinatais mesmo que isto signifique risco ou desconfortomaterno; e outros visam mais a eficiência e economia, se preocupam mais com oscustos de atendimento e recursos disponíveis (ENKIN; KEIRSE; NEILSON, 2005). Sabendo que todos estes objetivos são importantes, é possível compreendero motivo pelo qual a assistência durante a gestação e o parto tem diferentesrecomendações, e estas variações na prática também trazem aspectos comocostumes culturais do local que realiza o serviço de assistência, as diferenças naspopulações atendidas, e as necessidades e circunstâncias da gestante ouparturiente e seu bebê (ENKIN; KEIRSE; NEILSON, 2005). Assim aquele que dá assistência deve levar em consideração o atendimentoàs pacientes individuais, reconhecendo seus costumes culturais ou familiares, suasnecessidades e circunstâncias nas quais se encontra (ENKIN; KEIRSE; NEILSON, 39
  40. 40. 2005). Em muitos países desenvolvidos, a assistência e apoio a gestante, parturientee puerpéria existe e este serviço realizado é conhecido como Doula acompanhantede parto, e Doula pós-parto auxiliares de maternidade; as Doulas são mulheresque proporcionam informação, suporte, conforto físico e apoio emocional durante agravidez, o parto e o pós-parto. Vemos no Brasil a implantação destes serviçosgradualmente, também vinculado a serviços públicos de saúde, começando apossibilitar mais apoio e cuidado na gestação, parto e pós-parto (Gama, 2010).4.2 AS TRANSFORMAÇÕES DA GRAVIDEZ: ADAPTAÇÃO DO ORGANISMOMATERNO Uma gravidez sem complicações é considerada um estado de saúde e não dedoença, toda gravidez é acompanhada de muitas transformações no organismomaterno, que se caracterizam como adaptações neste período da vida da mulher.Tais transformações se iniciam no momento da fecundação, quando elementos doorganismo paterno se encontram com os elementos do organismo materno e assimevoluem em simbiose e adaptação mútua. Isto envolve a formação do ovo e todasas suas multiplicações celulares, bem como a adaptações fisiológicas locais(genitais) e gerais (sistêmicas) subsequentes (ENKIN; KEIRSE, NEILSON, 2005;PEIXOTO, 2004). 40
  41. 41. 4.2.1 As modificações locais do organismo materno4.2.1.1 Útero As modificações locais começam a ocorrer no útero onde o endométrio iniciamodificações morfológicas que favorecem a nidação do ovo. Para garantir espaçopara o feto ocorre hipertrofia das fibras uterinas, alterações em sua atividadecontrátil, sua forma, tamanho e posição, aumento de sua vascularização e seuvolume. À medida que a gravidez se desenvolve as modificações que se operam noútero vão condicionando a adaptação continua dos órgãos abdominais (REZENDE,1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).4.2.1.2 Colo O colo apresenta aumento da vascularização que lhe desencadeia umacoloração arroxeada, sua consistência é amolecida devido a embebição da gravidez,suas glândulas secretam muco espesso que preencherá o canal cervical, recebendoo nome de tampão mucoso, este tem a função de proteger o ambiente ovular(REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT; et al, 2000).4.2.1.3 Vagina Assim como as modificações locais vão ocorrendo no útero, ocorrem tambémalterações na vagina, desencadeadas por fatores hormonais e vasculares, sãoalterações em sua coloração que de tonalidade habitualmente rósea se torna maisarroxeada, alterações no pH vaginal que muitas vezes pode predispor a candidíase 41
  42. 42. vaginal (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000;CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004). Há um aumento da vascularização da pele e nos músculos do períneo e davulva, secreções vaginais aumentam, as paredes vaginais se alteram muito nopreparo para a distensão que ocorrerá durante o trabalho de parto, apresentamaumento da espessura da mucosa, afrouxamento do tecido conjuntivo e hipertrofiadas células musculares lisas, estas alterações causam um aumento do tamanho ecomprimento das paredes vaginais (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO,1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000).4.2.1.4 Ovários e tubas As modificações locais que ocorrem em ovários e tubas decorrentes dodesenvolvimento uterino modificam as suas localizações elevando-se para áreassuperiores da pelve. Ocorre nas tubas alterações musculares e conjuntivas,vasculares que trazem mudanças em sua tonalidade original. Os ovários aumentamde tamanho devido ao aumento da vascularização e retenção hídrica, eventualmenteocorrem modificações em sua tonalidade (REZENDE, 1998; NEME, 2000;CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).4.2.1.5 Articulações Outras modificações locais extragenitais também ocorrem, como asarticulações em geral e principalmente as articulações sacroilíacas e pública que setornam embebidas e sofrem efeito de hormônios circulantes como a relaxina,promovendo relaxamento da cintura pélvica, importante alteração que traz umpreparo à bacia para o momento do trabalho de parto no auxilio à saída do bebê(PEIXOTO, 2004). 42
  43. 43. 4.2.2 As modificações gerais do organismo materno Dentro de muitas transformações que ocorrem na gravidez existem algumasmodificações gerais, em todo seu organismo, que não são regras impostas paratodas as mulheres mas que para algumas podem surgir e trazer alguns sintomasdesagradáveis, estes podem causar desconforto significativo, por isso é muitoimportante a prevenção ou o alívio destes sintomas (NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004; ENKIN, et al, 2005).4.2.2.1 Peso Estas modificações são aumento de peso em função de adaptações doorganismo da gestante que pode trazer um aumento de aproximadamente 5% dopeso inicial materno, sendo deste percentual uma grande parte de responsabilidadeda retenção hídrica, o feto e anexos ovulares podem trazer um aumento relativo de6kg, ao total uma gestante tem seu peso aumentado em uma média de 5,9 a15,8Kg, sendo que o mínimo de água que uma mulher grávida deve reter durante agestação é aproximadamente 7 litros, pois 3,5 litros correspondem ao aumento dovolume sanguíneo, mamas e útero, e os outros 3,5 litros pertencem ao feto, placentae líquido amniótico (PEIXOTO, 2004).4.2.2.2 Sistema Endócrino4.2.2.2.1 Progesterona, estrogênio e relaxina A progesterona, o estrogênio e a relaxina são hormônios importantes nagestação e exercem algumas ações no organismo materno, a progesterona age na 43
  44. 44. redução do tônus do músculo liso, a digestão se torna mais lenta e pode seracompanhada de náusea, e ocorrer diminuição de atividade peristáltica; o estrogêniotem seu efeito no aumento do útero e dos ductos mamários, também previne a perdaóssea auxiliando o metabolismo do cálcio materno; a relaxina age nos músculos earticulações, trazendo maior flexibilidade e extensibilidade, visando a ampliação docanal de parto (CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).4.2.2.3 Sistema Circulatório Modificações hemodinâmicas importantes ocorrem como o aumento dovolume sanguíneo materno, no primeiro trimestre de gestação aumenta de formaprogressiva, no segundo trimestre mais rapidamente e no terceiro trimestre maislentamente, próximo ao fim gestacional chega a ser um aumento de em média 50%do volume sanguíneo, este aumento faz a compensação do sangue armazenado noútero, da perda sanguínea do parto e evita a síndrome da compressão da veia cava(hipotensão supina) (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME,2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).4.2.2.4 Volume sanguíneo Com o aumento do volume sanguíneo é gerado maior trabalho cardíaco (ocoração tem um acréscimo no peso de até 15g) e assim se eleva o volume minuto(volume de sangue que retorna ao coração por minuto), pelo aumento da frequênciacardíaca e aumento da força motriz (ação dos estrogênios sobre a fibra cardíaca). Ovolume minuto se mantém elevado até o fim da gestação e junto com aumento dovolume sanguíneo permite uma maior irrigação sanguínea do útero sem prejuízo aosoutros órgãos (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000;CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004). 44
  45. 45. 4.2.2.5 Pressão Arterial No primeiro e segundo trimestres da gestação observa-se queda dos níveispressóricos, com tendência de retorno aos valores pré-gestacionais ao final doterceiro trimestre. Além disso, a gestante tem maior suscetibilidade à hipotensãosupina, por compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico (REZENDE, 1998;REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD;GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).4.2.2.6 Sistema Respiratório Com o aumento do volume uterino há menor mobiliade diafragmática quesomada ao edema da mucosa do trato respiratório, devido a embebição gravídica,dificulta o trajeto do ar corrente. Também ocorre um aumento da frequênciarespiratória por estímulo da progesterona no centro respiratório. Estas alteraçõesexplicam a frequente queixa de dispnéia da gestante (REZENDE, 1998; REZENDE;MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al,2000; PEIXOTO, 2004).4.2.2.7 Sistema urogenital Durante a gestação, o fluxo plasmático renal cresce e o filtrado glomerularaumenta. Pode ocorrer estase urinária e diminuição de tônus em vias excretoras,trazendo aumento de calibre dos ureteres. Ocorre mudança de posição da bexiga,que é pressionada pelo útero, trazendo vontade frequente de urinar e devido afrouxidão muscular, em especial do assoalho pélvico, na gestação pode ocorrerincontinência urinária. Exercícios como os de Kegel podem ajudar muito no 45
  46. 46. fortalecimento da musculatura que envolve o assoalho pélvico (REZENDE, 1998;REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD;GANT; et al, 2000; PEIXOTO, 2004).4.2.2.8 Sistema Nervoso No sistema nervoso ocorrem muitas adaptações que envolvem modificaçõespsíquicas e do sistema nervoso vegetativo. Existem evidências de que as atividadescontroladas pelo sistema nervoso central, como os processos cognitivos eemocionais, podem ser alterados durante a gravidez e que, 12% de gestantesapresentam distúrbios comportamentais ou do humor. É bem evidenciada asensação de insegurança, alterações emocionais, tendência à insônia, ansiedade efunções cognitivas ligeiramente prejudicadas, sendo que o tempo de resposta queenvolve movimentos rápidos e de equilíbrio pode ser afetados e isto pode trazerimplicações quanto a segurança da gestante. A retenção de água, para muitasgestantes causa pressão nos nervos, o nervo mediano que supre a mão écomumente comprimido, levando ao problema conhecido como síndrome do túneldo carpo. Exercícios na água podem ser importantes na prevenção e tratamentodesta lesão (REZENDE, 1998; PEIXOTO, 2004).4.2.2.9 Sistema Musculoesquelético As alterações que envolvem o sistema musculoesquelético são mudanças nocentro de gravidade da gestante que a fazem buscar compensação pela adaptaçãode sua postura. Devido à protusão do abdome surge uma lordose lombar exageradae ocorrem também mudanças em seu caminhar, seus pés ficam voltados para fora ecomeça a ter uma marcha gingada. Para compensar estas mudanças a gestanteaumenta a flexão anterior da coluna cervical, o que a faz andar mais curvada e com 46
  47. 47. abdução dos ombros. O peso das mamas também acentua esta curvatura. Aexacerbação desta postura pode trazer parestesia nas mãos, com consequenteaumento da fraqueza motora, o que pode resultar em perda de habilidade pararealizar trabalhos manuais finos. Alguns esportes que exigem o uso das mãos comagilidade, força e equilíbrio podem provocar na gestantes mais lesões, isso deixa deocorrer nos casos de exercícios realizados em água (REZENDE, 1998; REZENDE;MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT; et al,2000; PEIXOTO, 2004).4.3 SINTOMAS INCÔMODOS E DESCONFORTÁVEIS DA GESTAÇÃO Após estudar as mais variadas alterações que ocorrem no organismo maternoque busca se adaptar a esta nova fase, é importante levar a atenção para algumasconsequências destas alterações que muitas vezes trazem bastante incômodo edesconforto para a gestante. Estes sintomas se caracterizam como náuseas evômitos, pirose, constipação, tonteiras e vertigens, fadiga, palpitações, dores,edemas, varizes, hemorróidas, sonolência e insônia, cãimbras, lombalgias,instabilidade emocional, cefaleias, síndrome do túnel do carpo, sintomas urinários,leucorréia. Alguns destes sintomas já foram citados no capítulo anterior, trazendocomplementação aos conteúdos que neste capítulo são abordados (REZENDE,1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT, et al, 2000; ENKIN, et al, 2005).4.3.1 Náuseas e Vômitos As náuseas e vômitos são muito frequentes na gestação chegando até asimbolizar gravidez. Aparecem com mais intensidade pela manhã, principalmentenas primeiras 12 semanas de gestação. A partir do segundo trimestre de gestação, 47
  48. 48. 95% dos casos tem cura espontânea, porém 5% podem evoluir a Hiperêmesegravídica. Existem muitos fatores etiológicos que explicam estes sintomas,relacionados com alterações hormonais, alterações do sistema gastrointestinal,refluxo gastresofagiano, excitações sensoriais especialmente olfativas (cheiro deperfumes, cigarro, fritura e etc.), questões psicológicas, estômago vazio etc(REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT, et al, 2000 ).4.3.2 Pirose A pirose é um sintoma mais comum ao fim da gravidez, em suas últimassemanas, é consequente de algumas modificações no sistema gástrico, ao refluxodo conteúdo estomacal para o esôfago e a pressão do útero sobre o estômago , apirose pode por vezes se acentuar em determinadas posições como decúbito,podendo trazer até insônia para a gestante, neste caso dormir com a cabeceira dacama levantada, ficar semi-sentada é recomendado, assim como refeiçõesfrequentes em pequena quantidade (6 vezes ao dia) (REZENDE, 1998; REZENDE;MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al,2000 ).4.3.3 Ptialismo ou sialorréia O ptialismo ou sialorréia, que é a salivação excessiva, é um sintoma muitoincômodo para a gestante mesmo quando se apresenta de forma leve. Surge emgeral no inicio da gravidez e pode estar associado as náuseas. Esta saliva namaioria das vezes é rejeitada pela gestante, talvez por motivos psicológicos oubioquímicos, pode provocar desidratação por isso é importante prevení-la com aingestão abundante de líquidos (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 48
  49. 49. 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000 ).4.3.4 Obstipação A obstipação é frequente no decorrer da gravidez, decorrente da diminuiçãoda motilidade intestinal por ação hormonal, pressão do útero no intestino que podecausar seu descolamento, também existem influências psíquicas. Para que não seagrave e traga maiores consequências, cuidados dietéticos como a ingestão dealimentos variados, líquidos, prática de exercícios físicos são bastantes relevantes(REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT, et al, 2000 ).4.3.5 Tonturas e Vertigens É comum que a mulher grávida apresente sintomas como tonturas evertigens, por possuir maior labilidade neurovegetativa, hipotensão, hipoglicemia eanemia, que podem predispor a estes sintomas (REZENDE, 1998; REZENDE;MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000 ).4.3.6 Fadiga No último trimestre gestacional a gestante pode apresentar fadiga,consequentes das alterações posturais e aumento do peso, sendo recomendadosperíodos frequentes de repouso (REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO,1999; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000 ). 49
  50. 50. 4.3.7 Palpitações As palpitações na maioria das vezes não significam problemas, mas ainvestigação clínica cuidadosa é importante, sabendo que palpitações podem terrelação com cardiopatias ou hipertireoidismo. Este sintoma muitas vezes estárelacionado com as emoções da gestante, assim o uso de tranquilizantes e a própriapalavra do médico tem sido suficiente para removê-los (REZENDE, 1998; NEME,2000).4.3.8 Síndrome Dolorosa Decorrentes das grandes adaptações nos sistemas orgânicos das gestantessurgem para algumas as dores que geralmente se encontram em região abdominalbaixa, em coluna, onde são mais comum na região lombar, dorsal e sacroilíaca,podendo abranger a virilha e as pernas; estão relacionadas com alteraçõeshormonais, musculares, articulares e posturais. No capítulo a seguir estaremosabordando com maior profundidade as dores e suas relações etiológicas(REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT, et al, 2000 PEIXOTO,2004; ENKIN; KEIRSE; NEILSON,2005).4.3.9 Edema O edema encontrado frequentemente nos membros inferiores das gestantes,em 30 a 40% das grávidas nos pés e tornozelos e em 5% de forma distribuída noorganismo, na maioria das vezes não tem origem patológica e está associada aalterações da gestação como maior pressão hidrostática intracapilar, queda dapressão oncótica, aumento da permeabilidade capilar e retenção de sódio 50
  51. 51. (REZENDE; MONTENEGRO, 1999; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al,2000; PEIXOTO, 2004).4.3.10 Varizes As varizes são mais comuns em multíparas (mães que tem mais de um filho)e são decorrentes da fraqueza das paredes musculares das veias, aumento dapressão venosa nos membros inferiores, inatividade e mau tônus muscular. Podemser assintomáticas, mas em membros inferiores costumam ser acompanhadas dedor, edema, ulceração e podem ter graves complicações. Medidas que podemauxiliar muito são as de suspender as pernas acima do nível do corpo sempre quese sentar ou deitar e utilizar meias elásticas de algodão, colocando-as com aspernas elevadas após o esvaziamento das veias por alguns minutos (REZENDE;MONTENEGRO, 1999; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000).4.3.11 Hemorróidas As hemorróidas tendem a se agravar durante a gravidez por conta daconstipação e no pós-parto devido aos esforços para a saída do bebê, algunssupositórios e pomadas podem ajudar (REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME,2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000).4.3.12 Sonolência e Insônia A sonolência é bastante comum na gestação e não precisa ser combatida, setorna complicada para gestantes que não tem possibilidade de sono diurno. Já ainsônia é mais comum em gestantes ansiosas ou neuróticas, que estão envolvidascom temores, preocupações, trabalhos excessivos etc (REZENDE, 1998). 51
  52. 52. 4.3.13 Cãimbras As cãimbras musculares dolorosas se apresentam em 14 a 50% dasgestantes, apresentam maior incidência nos últimos meses de gestação, nosmúsculos da panturrilha, mais assiduamente quando a grávida está deitada,ocorrendo muitas vezes enquanto está dormindo, o que a faz acordar subitamente.Baixos níveis de cálcio e fadiga das extremidades são causas importantes, orepouso, ingestão de cálcio e uso de compressas quentes locais são recomendados(REZENDE, 1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000).4.3.14 Cefaleias A dor de cabeça é uma queixa somática muito comum em mulheres e emgrávidas ainda mais, podem estar relacionadas com tensão ou contração muscular,com fatores psicológicos e ter também outras origens como pressão intracranianaelevada, inflamação, alimentos e medicamentos, trauma, hipertensão etc(REZENDE, 1998; NEME, 2000; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000).4.3.15 Síndrome do túnel do carpo A síndrome do túnel carpiano aparece em cerca de 2,5% das gestantes, seussintomas em geral mais comuns são parestesia e dor noturna, nela ocorre acompressão do nervo mediano que traz um comprometimento da função nervosa desensibilidade e motora da mão (REZENDE, 1998)4.3.16 Sintomas Urinários No inicio e no final da gestação a frequência e a urgência de urinar são 52
  53. 53. habituais, no primeiro trimestre decorrente da pressão exercida pelo útero, nadeterminada posição em que se encontra, sobre a bexiga e nas duas últimassemanas de gestação pelo peso fetal sobre o sistema urinário (REZENDE;MONTENEGRO, 1999).4.3.17 Leucorréia Durante a gestação é comum o aumento do corrimento vaginal, este secaracteriza como branco, leitoso e em condições normais não produz irritação, masdevido a mudança do PH vaginal em gestantes é muito frequente a inflamação,também pode ser consequência de uma infecção causada por Trichomonas vaginalisou Candida albicans, e estas requerem seus devidos tratamentos (REZENDE;MONTENEGRO, 1999; CUNNINGHAM; MACDONALD; GANT, et al, 2000).4.4 AS DORES OSTEOMIOARTICULARES DE ORIGEM GESTACIONAL Para algumas gestantes dores osteo-músculo-articulares podem surgir. Estasdores constituem as maiores queixas da gestação e podem se intensificar no últimotrimestre gestacional. São decorrentes das grandes adaptações dos sistemasorgânicos, estão relacionadas com ganho de peso, mudanças do centro degravidade, alterações hormonais, musculares, articulares e posturais (REZENDE,1998; REZENDE; MONTENEGRO, 1999; NEME, 2000; CUNNINGHAM;MACDONALD; GANT, et al, 2000 PEIXOTO,2004; ENKIN; KEIRSE; NEILSON,2005; STILLERMAN, 2010).4.4.1 As dores em região abdominal baixa As dores que se apresentam na região abdominal baixa, descritas como uma 53

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