Droga é uma droga 1 maconha

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Droga é uma droga 1 maconha

  1. 1. ARTIGO: DROGA É UMA DROGA 1! MACONHA1) Introdução: Queridos alunos, muito se fala em drogas, mas comosaber o que é droga? Tudo depende do objetivo a qual sedeseja atingir e as formas de uso. A maconha seria um malabsoluto ou poderia ser usada para fins benéficos? Comoremédio ou como matéria prima para a indústria têxtil?Muito temos a discutir sobre isso. Não podemos agirprecipitadamente,radicalizar, condenar a planta a extinção,mas sabemos de antemão que os efeitos dela no organismosão avassaladores. Apresentarei aqui uma abordagemtécnica sobre a planta, uma análise social do seu uso e
  2. 2. seusefeitos sobre o organismo humano.2) Desc rição da Planta· Nome: Maconha· Origem do Nome: do Quimbundo MA’KAÑA, que signif ica erva santa. OQuimbundo é o dialeto (língua) do grupo Banto, falada em Angola.· Nome Cie ntifico: Cannabis sativa ( lia-se: kânabis sativa)· Família:Canabáceas· Origem: Ásia Central ou Oriente Próximo· Formas de Uso: Pode ser usada como fumo ou por ingestão· Principio ativo: THC (Tetrahidrocanabiol)· Descrição: Planta arbustiva, possui folhas em forma serrilhada e verdes. Podeatingir ate 2,50 metros de altura.· Status Legal: proibido uso, trafego e comércio no Brasil. Cannabis sativa3) Histórico: A maconha (palavra de origem angolana) é uma das drogas extraídas deplantas mais antigas, os registros mais remotos datam de 2723 a.C., quando foimencionada na Farmacopéia chinesa. Outras informações históricas evidenciama existência da maconha em uma cerâmica com marcas da fibra do vegetalencontrada há mais ou menos 4.000 a.C. no norte da China central. Dif undiu-segradualmente para a Índia, Oriente médio, chegando a Europa somente nos finsdo século XVIII e início do XIX, passando pelo norte da África e atingindo asAméricas. Até então, era utilizada principalmente por suas propriedades têxteis emedicinais. Os romanos valo rizam a planta principalmente por causa dasresistentes cordas e velas para navio produzidas com sua f ibra. Após a viagem de Vasco da Gama, navegadores portugueses introduziram naÁfrica e na Ásia o tabaco. Em troca, seus navios trouxeram escravosacostumados a fumar maconha para o Brasil. Aqui ela também foi utilizada para
  3. 3. produção de fibras, na mesma época, nos Estados Unidos, George Washington,Thomas Jefferson e fazendeiros importavam da Europa a semente para o plantio.As carroças dos pioneiros na conquista do oeste americano eram protegidas comlonas feitas a partir das fibras da maconha. Navios portugueses, espanhóis,holandeses, franceses e ingleses dependia tanto das velas e cordas de maconhaque seus governos espalharam sementes da planta por todo o planeta. Até o século XX a maconha era mais famosa nas Américas como fibra têxtil ecomo planta medicinal. De meados do século XIX até os anos 40 a maconhaconstava na farmacopéia oficial de vários países. Remédios a base de maconhaeram disponíveis em qualquer farmácia. No ocidente a maconha começou a serusada como psicotrópico por escritores e artistas no século XIX, como os poetasfranceses Rimbaud e Baudelaire, mas sua utilização restringia -se a pequenoscírculos boêmios das grandes cidades e as colônias de imigrantes asiáticos eafricanos. Em meados do século XX, porém, os cientistas identificaram os efeitoscolaterais da maconha e seu uso acabou restringido ou excluído nasfarmacopéias, sendo proibido por lei em vários países. O consu mo da maconha,entretanto, passou a ser disseminado no mundo nos anos 60. A difusão do Rocke de Woodstock, bem como o avanço hippie em muito colaborou para que amaconha se espalhasse pelos Estados Unidos e desde este país fossedissiminada para o mundo t odo. Seu uso era freqüente entre as classes mais baixas e mais tarde foidifundido entre os jovens de todas as classes. Na década de 1960 a maconha erausada em shows de rock, juntamente com outras drogas e atingiu grandeabrangência entre os jovens, sendo inclusive usada por soldados americanos naGuerra do Vietnã. No Brasil a droga é usada principalmente no pela populaçãojovem de classe baixa, média e alta. Nos últimos anos as estatísticas mostramque a maconha está sempre entre as drogas ilícitas mais consumidas pelosjovens estudantes colegiais e universitários.4) Forma de Uso e Outros NarcóticosDerivados da Maconha A maconha é usada como fumo, das folhas e algumas vezes de flores da planta.Também o haxixe, uma outra forma de narcótico é proveniente da maconha com a diferença de que utiliza a resina que cobre as flores e as folhas da parte superior da planta. É um extrato, e por isso o haxixe é muitas vezes mais potente que a maconha comum.
  4. 4. Forma de Maconha para fumar(palha) Há algum tempo surgiu uma novavariedade de maconha, chamada "skunk" ou"supermaconha". O skunk é produzido emlaboratório com variedades de cânhamocultivados no Egito, Afeganistão e Marrocos,apresentando um teor de THC ou sejatetrahidrocanabiol, o composto químicoresponsável princípio tóxico ativo da maconha,de até 33%. Seus efeitos são dez vezes maispotentes que os da maconha comum. É obtidabasicamente, cruzando-seuma Cannabis sativa comuma Cannabis indica . No Brasil, o consumodo skunk está crescendo.
  5. 5. O Skunk é uma droga psicoativaderivada damaconha, produzida em laboratório. Contém altasconcentrações de THC e efeitos que chegam ser até 10vezes mais fortes que a maconha comumHaxixe:droga psicoativa constituída pela resinaviscosa e dourada que cobre as folhas damaconha. O efeito máximo da haxixe ocorre30 minutos após sua absorção, mascado oufumado.5) Princípio Ativo São mais de 60 substâncias que se encontrampresentes na maconha, chamadas pelo nomegenérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é asubstância preponderante e o principal princípioativo da maconha. Também é conhecido o delta 9tetrahidrocanabinol. Sua concentração pode se de1% a 5% na maconha comum e de até 33% noskunk.
  6. 6. 6) Como a Maconha Age no Organismo: Quando um psicotrópico chega ao cérebro,estimula a liberação de uma dose extra de umneurotransmissor, provocando as sensações deprazer. À medida que o uso vai se prolongando, oorganismo do usuário tenta se ajustar a essehábito. O cérebro adapta seu próprio metabolismopara absorver os efeitos da droga. Cria-se, assim,uma tolerância ao tóxico. Desse modo, uma doseque normalmente faria um estrago enorme torna-se em pouco tempo inócua. O usuário procura amesma sensação das doses anteriores e não acha.
  7. 7. Por isso, acaba aumentando a dose, para uma dosemaior para obter o mesmo efeito. A dependência vaiassim se agravando continuamente. Como opsicotrópico imita a ação dos neurotransmissores, océrebro deixa de produzi-los. A droga se integra aofuncionamento normal do órgão. E quando falta o“impostor” químico, o sistema nervoso fica abalado. Éo que popularmente se conhece como a síndrome daabstinência da droga. Os neurotransmissores são substâncias químicascapazes de transmitir um sinal elétrico de um neurônioa outro. Assemelham-se a um eletrólito de bateria, oqual permite que a corrente elétrica circule pelasplacas. Depois de retransmitir o sinal elétrico oneurotransmissor normalmente é reabsorvido, paranão ficar estimulando indefinidamente os outrosneurônios, permitindo que eles possam reagirrapidamente a novas exigências. As drogas que provocam euforia, como a cocaína,impedem essa reabsorção, de modo queo cérebro ficasuper-ativado. Não é difícil perceber o estrago queessa intervenção antinatural pode provocar, quando sesabe que num minuto ocorrem trilhões de trocasneuroquímicas no cérebro. Não é sem razão quemuitos especialistas em drogas chamam esse estadode "prazer espúrio"... Os especialistas costumamdividir as drogas em dois tipos: leves e pesadas. Drogas leves são as que causam "dependênciapsíquica", que significa o desejo irrefreável de
  8. 8. consumir a droga. Drogas pesadas são aquelas que além da dependência psíquica causam também a física, ou seja, a sua falta acarreta uma síndrome de abstinência tão violenta, com sintomas físicos tão dolorosos, que o viciado procura desesperadamente pela droga a fim de aliviar a ânsia de consumo. Por essa razão, fumo e álcool podem ser considerados como drogas pesadas, apesar de serem socialmente aceitas.7) Efeitos no organismo: Ao chegar na corrente sangüínea, a maconha passa por todos os tecidos do organismo. As sensações experimentadas variam com o teor de Delta 9THC das preparações (que varia de acordo com a parte da planta utilizada e o modo como são preparadas), via de intro dução e absorção do Delta 9THC. Os efeitos variam muito de indivíduo para indivíduo e dependem da personalidade e mesmo do grau de experiência do indivíduo no uso da droga. Os efeitos são os mais diversos possíveis, a seguir listados, estão alguns efeitos e males causados pelo uso da maconha: A curto prazo, os efeitos comportamentais típicos são: 1. período inicial de euforia (sensação de bem-estar e felicidade, seguido de relaxamento e sonolência). 2. quando em grupo, ocorrem risos espontâneos (risos e gritos imoderados como reação a um estímulo verbal qualquer). 3. perda da definição de tempo e espaço: o tempo passa mais lentamente (um minuto pode parecer uma hora ou mais), e as distâncias são calculadas muito maiores do que realmente são (um túnel de 10 metros de comprimento. Por exemplo pode parecer ter 50 ou 100 metros). 4. coordenação motora diminuída: perda do equilíbrio e estabilidade postular. 5. alteração da memória recente. 6. falha nas funções intelectuais e cognitivas. 7. maior fluxo de idéias 8. pensamento mais rápido que a capacidade de falar, dificultando a comunicação oral, a concentração, o aprendizado e o desenvolvimento intelectual. 9. idéias confusas. 10. aumento da frequência cardíaca (taquicardia).
  9. 9. 11. hiperemia das conjuntivas (olhos vermelhos). 12. aumento do apetite (especialmente por doces) com secura na boca e garganta. Doses mais altas de podem levar a: 1. alucinações, ilusões e paranóias. 2. pensamentos confusos e desorganizados. 3. despersonalização. 4. ansiedade e angústia que podem levar ao pânico . 5. sensação de extremidades pesadas. 6. medo da morte. 7. incapacidade para o ato sexual (até impotência). A longo prazo, a extensão dos danos, bem caracterizados, se restringem ao sistema pulmonar e cardiovascular. 1. maior risco de desenvolver câncer de pulmão . 2. diminuição das defesas, facilitando infecções. 3. dor de garganta e tosse crônica. 4. aumenta os riscos de isquemia cardíaca. 5. percepção do batimento cardíaco. Observação: A mulher que amamenta passa as toxinas da droga para a criança através do leite materno. 8) Dados Estatísticos sobre a Maconha:O consumo da maconha começou a subir na década de 1960-70chegou ao ápice em 1979 depois caiu, voltando a avançar em 1994.Nos EUA em 1992, 4% da população tragava a maconha. Avaliaçõesfeitas pela OMS, indica que em 1997 o número de usuários demaconha era de 140 milhões de pessoas. A OMS afirma ainda que ouso da maconha tende a aumentar. 9) Recuperação de Viciados:A recuperação de viciados da maconha não se difere muito da formade recuperação de outros viciados. Acontece ainda que geralmenteum viciado em maconha, que é uma droga de poder viciativomoderado, também é viciado em outras drogas como a cocaína eálcool. A dependência é considerada como doença, e cada caso é umcaso único a ser tratado. As atividades de recuperação de viciadosconcentram-se em clinicas especializadas, onde o viciado não temcontato com a droga. Em clínicas especializadas os doentes passampor uma análise histórica e depois são tratados e acompanhados por
  10. 10. psicólogos, psiquiatras e médicos. Há também as clínicas localizadas no campo em forma de comunidades. Ali os viciados estão em contato com outros viciados com o mesmo problema.Os viciados tem acompanhamento médico e religioso, e se curam conforme eles mesmo dizem, pela força da fé. Nas clínicas campestres pessoas em recuperação passam por aconselhamento e são instruídos a trabalhar em atividades agrícolas. Muitos trabalhos dessa forma tem conseguido bons resultados, como por exemplo a comunidade Betânia em Santa Catarina e a comunidade do Padre Aroldo. Há também os que procuram em igrejas evangélicas de diferentes denominações para se livrar do vício e obtém resultados positivos.10) Conclusão: É impossível dizer que a maconha não faz mal. É um vício, considerado por muitos como doença. Quem está vendo de fora pouco sabe sobre ela. Quem já viveu uma experiência com maconha tem outra visão. Por melhor que seja o prazer causado pela inalação de um cigarro feito de maconha ele com certeza não trará bons resultados no futuro. A maconha chega ate o usuário pelo traficante, que repassa a droga a um conhecido, que por sua vez oferece a um não viciado. Ai está a dinâmica de iniciação do novo viciado , em geral fumante. São inúmeras as consequências maléficas do uso da maconha, que vão desde baixo rendimento nos estudos até alterações hormonais. O vício sempre é mais forte e pensando no prazer ou por vício o usuário ser esquece das consequências a longo prazo e reincide novamente. Então é correr atrás do prejuízo, tentar se livrar do vício da maconha, que geralmente leva a outros vícios, pois onde há maconha quase sempre também há outras drogas. Do ponto de vista técnico, a maconha age no cérebro alterando sua função, causando várias consequências. Há portanto muita coisa a dizer e se fazer para se minimizar o uso da maconha. Devemos começar por entender como ela age e seus efeitos. Instruir as novas gerações para que não caiam no vicio.

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