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RESUMO ...

RESUMO
Dentro da ciência geográfica, a adoção do termo socioambiental, evoluiu da preocupação epistemológica diretamente relacionada aos conceitos de ambiente e meio-ambiente, de cunho naturalista, que dissociavam a sociedade como sujeito/componente para associá-la como simples agente/fator. (MENDONÇA, 2002, p.125). Sob a ótica econômica da natureza como fonte de recursos e/ou aumento do consumo mundial, e sua concorrência, esta pesquisa perpassará por categorias da análise geográfica, como paisagem, sociedade e natureza, assim como, as situações de riscos e vulnerabilidade socioambiental, relacionados com o uso e ocupação do solo, além da educação ambiental como instrumento para o entendimento dos problemas aqui elencados. O objetivo deste trabalho é avaliar a percepção dos estudantes do curso técnico de meio ambiente sobre o processo de uso e ocupação do solo, com o manejo e conservação em diferentes usos e restrições, além da importância da conservação do solo. A partir dos objetivos e com a análise dos resultados verifica-se a necessidade de trabalhar ainda mais a questão do solo e seus usos e restrições. A educação em solos possibilita aquisição de conhecimentos e habilidades capazes de induzir mudanças de atitude.

Palavras-chave: Solo. Vulnerabilidade Socioambiental. Educação ambiental.

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    Trabalho de graduação Trabalho de graduação Document Transcript

    • SOLOS, VULNERABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PERCEPÇÃO CRÍTICA POR ALUNOS DO ENSINO MÉDIO Alethéia Pinto Galvão Prof. Orientador– Adriane Iaroczinski Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Licenciatura em Geografia (GED 0109/6) / Pólo IEPAR – Trabalho de Graduação 08/11/2013 RESUMO Dentro da ciência geográfica, a adoção do termo socioambiental, evoluiu da preocupação epistemológica diretamente relacionada aos conceitos de ambiente e meio-ambiente, de cunho naturalista, que dissociavam a sociedade como sujeito/componente para associá-la como simples agente/fator. (MENDONÇA, 2002, p.125). Sob a ótica econômica da natureza como fonte de recursos e/ou aumento do consumo mundial, e sua concorrência, esta pesquisa perpassará por categorias da análise geográfica, como paisagem, sociedade e natureza, assim como, as situações de riscos e vulnerabilidade socioambiental, relacionados com o uso e ocupação do solo, além da educação ambiental como instrumento para o entendimento dos problemas aqui elencados. O objetivo deste trabalho é avaliar a percepção dos estudantes do curso técnico de meio ambiente sobre o processo de uso e ocupação do solo, com o manejo e conservação em diferentes usos e restrições, além da importância da conservação do solo. A partir dos objetivos e com a análise dos resultados verifica-se a necessidade de trabalhar ainda mais a questão do solo e seus usos e restrições. A educação em solos possibilita aquisição de conhecimentos e habilidades capazes de induzir mudanças de atitude. Palavras-chave: Solo. Vulnerabilidade Socioambiental. Educação ambiental. 1 INTRODUÇÃO As atuais questões socioambientais e a demanda por soluções quanto aos impactos e a degradação dos recursos naturais, em diferentes espaços, escalas e sociedades, implica a responsabilidade direta da educação ambiental, seja formal ou informal, como ação propositiva e conscientizadora, a fim de minimizar riscos e vulnerabilidades. As características ambientais, seja do meio natural ou dos espaços antropizados (meios urbanos e rurais), estão conectadas numa dinâmica, muitas
    • vezes desconhecida ou ignorada pela pressão econômica, política e social dos agentes públicos ou privados com poder de transformação ou de gestão destes espaços. O risco ambiental urbano está, portanto, vinculado ao tipo de ocupação e uso do solo neste espaço, onde uma parcela significativa da população encontra-se exposta “a fenômenos naturais, tecnológicos ou sociais impactantes [...]” (MENDONÇA, 2004, p.141). A injustiça social e segregação espacial a que está submetida esta parcela da população, insere-a num grupo vulnerável aos riscos urbanos, sejam estes cotidianos ou eventuais/catastróficos. Assim, Mendonça (2004, p. 141), afirma ainda que, “as condições de vida da população passaram a desempenhar importante papel na constituição e compreensão dos problemas ambientais urbanos e revelou, ao mesmo tempo, diferenciações claras entre a cidade formal e a cidade informal”. A perspectiva da concepção socioambiental da geografia, defendida também por MENDONÇA (2002 p. 134) infere que esta: Deve emanar de problemáticas em que situações conflituosas, decorrentes da interação entre a sociedade e a natureza, explicitem degradação de uma ou de ambas. A diversidade das problemáticas é que vai demandar um enfoque mais centrado na dimensão natural ou mais na dimensão social, atentando sempre para o fato de que a meta principal de tais assuntos e ações, vai na direção da busca de soluções do problema, e que este deverá ser abordado a partir da interação entre estas duas componentes da realidade. A crescente demanda por recursos, sejam referentes à espansão de áreas urbano-indústrial, agrícolas ou extrativistas, requer cada vez mais conhecimento técnico para otimizar tais espaços de forma sustentável. Exemplos pretéritos relacionados ao manejo equivocado do meio ambiente, sem a abordagem multidisciplinar da evolução do conhecimento técnico em diferentes áreas do conhecimento, causaram expressiva degradação de recursos naturais e da qualidade de vida, com prejuízos econômicos severo. Tendo este panorama contemporâneo, sob a ótica econômica da natureza como fonte de recursos e/ou aumento do consumo mundial, e sua concorrência, esta pesquisa perpassará por categorias da análise geográfica, como paisagem, sociedade e natureza, assim como, as situações de riscos e vulnerabilidade socioambiental, relacionados com o uso e ocupação do solo, além da educação ambiental como instrumento para o entendimento dos problemas aqui elencados. Por considerar a questão socioambiental um subcampo da geografia, no qual permitem abordagens complexas do temário geográfico, a área de concentração
    • escolhida foi, a geografia e gestão ambiental, pois o mesmo não se restringe aos estudos da flora e da fauna, mas sim, às interdependências das relações entre sociedade, elementos naturais, aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais. Dentro do referido eixo temático, tentar-se-á demonstrar que o desconhecimento ou a desvalorização de determinados aspectos, subjulgados a simples decisões políticas, sem amparo técnico não implicam sobre o conceito de gestão ambiental, uma vez que esta não pode ignorar nenhuma de suas dimensões. A base física das atividades humanas assentam-se sobre áreas específicas e utilizam-se de diferentes recursos. O desconhecimento das características e da diverssificação dos solos com relação à sua qualidade para as atividades humanas geram graves prejuízos socioambientais. Assim, as condições de vida da população são uma preocupação inerente ao arcabouço da perspectiva socioambiental, uma vez que tais condições traduzem situações de vulnerabilidade, inquestionavelmente ligadas ao uso e ocupação do solo urbano. Segundo Esteves (2011, p.64): A dinâmica da urbanização pela expansão de áreas suburbanas produziu um ambiente urbano segregado e altamente degradado, com efeitos muito graves para a qualidade de vida de sua população. Espaços imprestáveis e inadequados para a moradias saudáveis foram usados: 1) morros, 2) pântanos e 3) área de proteção aos mananciais de água doce. O objetivo deste trabalho é avaliar a percepção e o conhecimento específico dos estudantes do curso técnico de meio ambiente sobre o processo de uso e ocupação do solo, com o manejo e conservação em diferentes usos e restrições, além da importância da conservação do solo. Para se desenvolver atividades de educação ambiental nas escolas é necessário se analisar a percepção que os estudantes têm de meio ambiente, para isto os estudos de percepção ambiental são um importante instrumento de formação de educadores, na medida em que cada pessoa vê e percebe o mundo de forma diversa. A pesquisa qualitativa/exploratória, se dá através da avaliação da a percepção direta do aluno sobre o solo, considerando seus fatores de formação, uso e fragilidade do solo, associando o processo de vulnerabilidade socioambiental. A pesquisa se desenvolve com os estudantes do 2º ano do curso técnico de meio ambiente, ensino médio profissionalizante do Colégio Estadual Vereador Pedro Piekas – Ensino
    • Fundamental, Médio e Profissional, localizado no Município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, no Estado do Paraná. 2 A PRODUÇÃO DO ESPAÇO, AS RELAÇÕES ENTRE SOCIEDADE E A NATUREZA A relação indissociável entre sociedade e natureza e a produção do espaço geográfico, caracterizado neste caso como espaço urbano, está fortemente presente na pesquisa geográfica. À geografia, assim como nas demais ciências sociais e naturais, cabe importante papel no arcabouço conceitual e de delimitação e análise dos espaços urbanos, com sentido preventivo, atenuador e, quando possível, mitigador de um risco potencial em evento, seja ele rápido ou permanente. No âmbito desta abordagem específica, torna-se relevante a analise a partir da perspectiva socioambiental. Dentro da ciência geográfica, a adoção do termo socioambiental, evoluiu da preocupação epistemológica diretamente relacionada aos conceitos de ambiente e meio-ambiente, de cunho naturalista, que dissociavam a sociedade como sujeito/componente para associá-la como simples agente/fator. (MENDONÇA, 2002, p.125) A ocupação do espaço urbano segue segundo uma lógica quanto à sua apropriação pela sociedade dentro do sistema de valor de troca, imposta em sua gênese, pelas forças produtivas. Sugere que a cidade seja um espaço de consumo, onde ele próprio torna-se produto deste consumo. (LEFEBVRE, 1975). É preciso pensar a natureza na sua globalidade e dinâmica, considerando a diversidade social pelas quais a sociedade transforma, se apropria e produz o espaço geográfico. Segundo Lacoste (1988), pensar o espaço envolve apreendê-lo em sua totalidade, ou seja, temos que ter uma visão ampla e conjunta de suas interações. Milton Santos (1991), também aponta que: O espaço deve ser considerado como um conjunto indissociável de que participam, de um lado, certo arranjo de objetos geográficos, objetos naturais e objetos espaciais e, de outro, a vida que os preenche e os anima, ou seja, a sociedade em movimento. O conteúdo (da sociedade) não é independente da forma (os objetos geográficos), e cada forma encerra uma fração do conteúdo. O espaço, por conseguinte, é isto: um conjunto de formas contendo cada qual frações da sociedade em movimento.
    • Nesse contexto, natureza e sociedade são indissociáveis, assim como as categorias de espaço e tempo. Daí que a compreensão ambiental ocorre, uma vez que a capacidade de exploração da natureza, por equipamentos industriais e tecnológicos, é muito maior que a regeneração dos recursos naturais, o que intensifica a gravidade dos problemas. O estudo da geografia deve possibilitar aos alunos a compreensão das interrelações da sociedade com a natureza, bem como, também o entendimento de que as ações individuais ou coletivas trazem consequências tanto para a sociedade quanto para o meio natural. Na geografia o conceito de espaço adquire importância fundamental sendo reconhecido como um de seus conceitos norteadores. Como aponta Suertegaray (2001) o espaço se constituiu, na categoria central para a geografia, em que por vezes, confunde-se com o seu próprio objetivo. Essa categoria é concebida de forma e grau de importância distinta dentro das correntes geográficas e entre os autores, que são influenciados por momentos históricos, necessidades e interesses. Com a explosão da corrente crítica da geografia, que no Brasil se deu a partir da década de 80 do século XX, influenciada pelo livro de Lacoste (1988): A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Busca problematizar a geografia como um saber estratégico, importante para o conhecimento e ação do espaço. Essa corrente, fundamentada no materialismo histórico e na dialética, pauta-se nas discussões atreladas às lutas de classes, ao sistema econômico e as atividades materiais e produtivas que dão suporte para a organização espacial. Conforme Lefebvre (1976) o espaço desempenha um papel e uma função decisiva na estruturação da totalidade, de uma lógica, de um sistema, reconhecido também pelo lócus de reprodução das relações sociais de produção. Santos (1996, p. 98) também trata sobre a importância do conhecimento sobre a totalidade, que é entendida como a realidade em sua integridade, para o conhecimento sobre as partes do todo, e assim sua explicação conjunta. Santos (1977, p. 13), afirma ainda, não ser possível conceber uma determinada formação socioeconômica sem se recorrer ao espaço. Segundo ele, modo de produção, formação socioeconômica e espaço são categorias interdependentes. A produção do espaço está atrelada a forma de apropriação da natureza e a sua relação com a sociedade e o capital, a partir disso a base material é construída e as relações sociais e culturais reproduzidas. O espaço passa a ser visto como um resultado direto da produção material e atuação do homem na natureza. Até a algum tempo, a natureza era vista como
    • independente da ação humana, vista como aquilo que não pode ser produzido. O homem era encarado como um ser superior e a natureza um recurso a ser dominado para sua utilização. As alterações na natureza justificam-se pela necessidade do progresso, pela acumulação de capital e expansão do desenvolvimento econômico que a torna cada vez mais um produto social. Alterações em escala cada vez maiores e com graves consequências, principalmente no aparecimento dos problemas ambientais que a sociedade vem enfrentando como erosão do solo, assoreamento dos rios, poluição das águas e do ar, ilhas do calor, deslizamentos de encostas, desmatamento, acumulo de resíduos sólidos, entre outros, está, na ação destrutiva e despreocupada com a natureza em detrimento das relações de produção, incluindo a do espaço urbano, em que muitas vezes desconsidera-se que a base física para a construção das estruturas materiais também fazem parte da natureza. Sabe-se que o crescimento urbano desordenado gera degradação ambiental. Neste sentido, os processos de ocupação aceleram os fatores que desencadeiam os impactos ambientais, pois, ao retirar a vegetação natural do ambiente, o solo torna-se exposto às intempéries climáticas, o que facilita na ocorrência de problemas relativos à erosão e consequentemente empobrecendo e desvalorizando o solo, além do agravamento com o problema das cheias e degradação da paisagem. A produção do espaço urbano, segundo Carlos (1994 p.50), “refere-se a uma concentração populacional que exerce, em função da divisão social do trabalho, várias atividades que concorrem entre si, ou complementam-se, num processo desigual”. Segundo a autora, o espaço urbano é determinado por características do processo de reprodução do capital e a reprodução das forças de trabalho. A reprodução do capital nas cidades reflete-se na localização industrial, financeira, comercial (produtos e serviços), bem como na rede de circulação que auxilia a produção. A reprodução das forças de trabalho situa o uso residencial, de lazer e a infraestrutura necessária para o consumo coletivo (escolas, creches, hospitais, transporte e serviços, etc.). Dentro deste contexto, a dinâmica inerente aos diferentes usos do solo, em diferentes momentos históricos, manifesta-se na paisagem urbana da atualidade. A divisão social do território remete a uma ocupação tratada como condição dual entre a cidade formal (legal - planejada) e cidade informal (ilegal - segregada), que respondem de forma diferenciada aos riscos e impactos socioambientais. Esta diferença na ocupação do espaço urbano reflete as violentas desigualdades entre classes sociais e concomitantemente, à capacidade de defesa e resposta aos diferentes riscos mencionados.
    • O modelo de apropriação e uso destes espaços, subordinados aos interesses de mercado e pela ação elitista e excludente do Estado, aliada à ausência de políticas públicas para seu enfrentamento, atingem grande parcela da população, refletindo as desigualdades socioeconômicas. Santos (2010, p.106),contemplou esta situação como a “urbanização corporativa”, onde grande quantidade de recursos destinados à infra-estrutura econômica inviabilizam obras sociais. Toda dinâmica das relações, tanto de reprodução do capital, quanto da força de trabalho, assentam-se principalmente sobre um ambiente físico aqui tratado: o solo. Para situar a abordagem acerca do solo como lócus do estagio mais avançado do capitalismo, torna-se mister traçar referências da dinâmica social nele inserida, com o de risco e vulnerabilidade socioambiental. 2.1 A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A PERCEPÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL NO SOLO A visão socioambiental da geografia trilhou uma evolução epistemológica entre o tecnocentrismo e o ecocentrismo, sendo um exemplo do primeiro a revolução verde e do segundo o desenvolvimento sustentável. A questão ambiental tem sido assunto de várias conferências e encontros em todo o mundo criando-se um consenso da necessidade de disseminar entre os jovens e crianças uma nova percepção e atitudes em relação ao cuidado com o planeta. Para que a ideia de incorporar a abordagem das questões ambientais e a valorização da vida na prática educacional se transforme numa realidade, várias iniciativas foram tomadas por organizações governamentais e não governamentais sensibilizadas pelo tema. Em 1968, O Clube de Roma reuniu vários cientistas para discutir os problemas ambientais e o futuro da humanidade, resultando no relatório “Os limites do crescimento”, que denunciou a busca pelo crescimento a qualquer custo, alertando a sociedade da necessidade de maior prudência nos estilos de desenvolvimento, sob os prismas da produção industrial, produção alimentar, poluição e consumo dos recursos não-renováveis. Em 1968 ainda, a UNESCO realizou um estudo comparativo, respondido por 79 países, sobre o trabalho desenvolvido pelas escolas com relação ao meio ambiente. Neste trabalho formularam-se proposições que depois seriam aceitas internacionalmente. Como por exemplo:
    • • Educação ambiental não deve se constituir uma disciplina; • Por “ambiente” entende-se não apena o entorno físico, mas também os aspectos sociais, culturais, econômicos, e políticos inter-relacionados. Em 1972, na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo capital da Suécia, estabeleceram-se o “ Plano de Ação Mundial” e a “Declaração sobre o Ambiente Humano”. Foi nessa conferência que se definiu, pela primeira vez, a importância da ação educativa nas questões ambientais, o que gerou o primeiro “Programa Internacional de Educação Ambiental”, consolidado em 1975 pela Conferência de Belgrado (SIEGEL,2011). De acordo com a Carta de Belgrado, a Educação Ambiental aparece como um dos elementos mais críticos para que se possa combater rapidamente a crise ambiental do mundo. A educação ambiental surge como uma resposta à crise ambiental, sendo uma crise relacionada, sobretudo, à exaustão dos recursos naturais, sendo pouco destacado o aspecto social nesse momento. Em 1977, na Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental de Tbilisi, Geórgia, os objetivos da educação ambiental foram definidos e o ensino formal foi indicado como um dos eixos fundamentais para se conseguir atingi-lo. Este foi considerado um dos eventos mais significativos pela legitimação e institucionalização que fundamentou todo o processo da educação ambiental no mundo e no Brasil. Em 1987, na Conferência Internacional sobre Educação e Formação Ambiental, realizada em Moscou pela UNESCO, concluiu-se a necessidade de se introduzir a educação ambiental nos sistemas educativos dos países. Em 1992, ocorreu a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, sendo esta de fundamental importância para a educação ambiental brasileira, pois aprovou documentos importantes para a área, entre as quais, a Agenda 21, que trata da educação no capitulo 36 (Promoção do Ensino, da Conscientização e do Treinamento). Em complementação a essa agenda, os países da América Latina e do Caribe apresentaram a “Nossa Agenda”, com prioridades para esses países. E os governos locais apresentaram a “Agenda Local” Na Rio 92, houve uma mudança na concepção entre meio ambiente e sociedade mas ainda as visões antropocêntricas e naturalistas são predominantes. Como se infere da visão aqui exposta, a principal função da educação ambiental é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida e com o bem estar de cada um e da sociedade, local e global. Na última década a educação ambiental tem apresentado grande crescimento no Brasil, sua inclusão como um dos temas transversais dos PCNs, centrando o
    • trabalho pedagógico no desenvolvimento de atitudes e postura ética e no domínio de procedimentos, mais do que na aprendizagem de conceitos (BRASIL, 1997), devendo perpassar todas as áreas tradicionais, leva muitos professores a dedicar parte de seu trabalho em sala de aula às questões ambientais. A educação em solos possibilita aquisição de conhecimentos e habilidades capazes de induzir mudanças de atitude, resultando na construção de uma nova visão das relações do ser humano com o seu meio e a adoção de novas posturas individuais e coletivas em relação ao meio ambiente. Os estudos de percepção ambiental são importantes na medida em que é por meio desta que tomamos consciência do mundo, estando relacionado à aprendizagem e sensibilização envolvida nos processos de educação ambiental. Os comportamentos humanos derivam de suas percepções e relações com o meio, dependendo de suas representações anteriores, desenvolvidas durante toda a vida (MENGHINI,2005). O contexto dos problemas ambientais implica das relações homem-ambiente e qualquer análise que se faça sobre soluções possíveis deve considerar os comportamentos do homem perante seu ambiente (BASSINI, 2001). Sendo que o homem percebe o mundo principalmente através da visão, com a imagem, assumindo posição especial (MANSANO, 2006). 3 MATERIAL E MÉTODOS Este trabalho foi desenvolvido com base em uma pesquisa qualitativa/exploratória, através da aplicação de uma entrevista com os alunos do segundo ano do ensino médio profissionalizante, do curso técnico de meio ambiente, do Colégio Estadual Vereador Pedro Piekas – Ensino Fundamental, Médio e Profissional, localizado no Município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, no Estado do Paraná. A abordagem qualitativa na pesquisa, segundo Lüdke e André (2004 p.11 12), possui cinco proposições: 1- tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados; 2- os dados coletados são predominantemente descritivos; 3- a preocupação com o processo é muito maior do que com o resultado; 4- o significado que as pessoas dão às coisas e a sua vida são focos de atenção especial do pesquisador; 5- a análise dos dados tende a seguir um processo indutivo, ou seja, de realidade concreta.
    • A entrevista foi utilizada como instrumento de coleta, permitindo ao entrevistado dar várias informações referentes ao assunto proposto. Foi estruturada, com um roteiro previamente estabelecido. A entrevista contendo nove questões foi aplicada para os 15 alunos do segundo ano do ensino médio profissionalizante do curso técnico de meio ambiente. Os dados foram tabulados e analisados seguindo três proposições: os dados coletados foram utilizados de forma descritiva, levou-se em consideração o significado que os alunos dão às coisas e a sua vida e a análise dos resultados foi estabelecida de forma indutiva. Tendo em vista que o conteúdo referente a solos já havia sido anteriormente trabalhado no estágio e que foi dando ênfase à compreensão da formação do solo, do perfil do solo e seus horizontes, dos fatores de degradação e perda do solo, além de identificar a função do solo na natureza. Figura 01: Os Fatores de Formação do Solo Fonte: www.agrarias.ufp.br
    • Figura 02: A Paisagem e os fatores responsáveis pela formação do solo. Fonte: www.agrarias.ufp.br A entrevista foi planejada e discutida enfatizando o reconhecimento e mapeamento do que se conhece e se quer conhecer referente aos problemas de degradação do solo; a percepção do ambiente de vivência e o despertar da consciência, da necessidade da conservação dos solos. Além da topografia da região, o tipo de solo, e o uso e ocupação do solo. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Conforme descrito na metodologia a análise da entrevista foi feita de forma indutiva, levando em consideração a concepção do aluno em relação ao assunto, fazendo então relação com literaturas referente a educação ambiental e meio ambiente, na relação com os objetivos deste trabalho. Questão 1: Com os atuais níveis de poluição ambiental você acha que o planeta tem condições de ser sustentável?
    • Seguindo a compreensão de vários autores sobre a temática sustentabilidade considerou se o conceito de Dias (2003, p. 226), “O desenvolvimento econômico e o cuidado com o meio ambiente são compatíveis, interdependentes e necessários. A alta produtividade, a tecnologia moderna e o desenvolvimento econômico podem e devem coexistir com um meio ambiente saudável”. A erradicação da pobreza no mundo, é um pré-requisito importante para o desenvolvimento sustentável, só poderá ocorrer mediante estreita colaboração e esforço conjunto. Através desta questão percebe-se que a grande maioria dos alunos entrevistados considera a sustentabilidade do planeta um problema grande, porém se toda a população e governantes se mobilizarem e mudar os hábitos é possível um desenvolvimento sustentável. Figura 03: Processo de contaminação do solo e eutrofização da água. Fonte: www.agrarias.ufp.br Poucos alunos disseram que não é possível a sustentabilidade ambiental, devido ao consumo exacerbado,”pois estamos esgotando os recursos não renováveis e poluindo os renováveis. Produzindo mais resíduos do que podemos tratar”. E outros disseram que isso é um problema dos governantes.
    • As respostas dos alunos nos levam a refletir que estes percebem que mantendo as direções do atual modelo de desenvolvimento o futuro se torna incerto, e compreendem a necessidade de mudanças nas atitudes do presente, buscando melhorar a qualidade de vida no planeta para garantir um futuro a todos. Questão 2: No seu entender quais são os principais problemas ambientais da atualidade? Na periferia dos centros urbanos, observa-se a concentração em determinadas áreas de forma irregular, potencializada pelo déficit de moradias com relação ao poder aquisitivo das famílias. Essas comunidades ocupam, portanto, áreas públicas, particulares, de mananciais e locais onde são expostas a riscos e a vulnerabilidade socioambiental. O conceito de vulnerabilidade, portanto: Envolve um conjunto de fatores que pode diminuir ou aumentar o(s) risco(s) no qual o ser humano, individualmente ou em grupo, está exposto nas diversas situações da sua vida. “Essas situações podem ser, por exemplo, uma enchente, um deslizamento, a perda de um emprego, uma despesa não esperada, uma doença, a marginalização social, uma recessão econômica, entre outras” (ESTEVES, 2011). Os problemas mais citados pelos alunos, nesta questão, abordam os temas da poluição pelas indústrias e agrotóxicos, do desmatamento, desequilíbrio ecológico com a perda da biodiversidade, degradação do solo por uso e ocupação irregular e efeito estufa. Isso se reflete na visão dos alunos sobre os problemas ambientais. Figura 04: Disposição inadequada de resíduos. Fonte: www.agrarias.ufp.br
    • Referente a essa questão, as respostas não foram abordadas de acordo com a realidade local e sim os problemas globais, deixando de lado um contato mais direto com o cotidiano. Questão 3: Você procura se informar sobre o que está acontecendo no mundo em relação ao meio ambiente? Todos os alunos disseram que procuram se informar. Porém, apesar de estarem no curso técnico de meio ambiente, nenhum dos entrevistados disseram que procuram informação e conhecimento em livros técnicos. Somente através das mídias, ou seja, internet e televisão e informações através dos professores.. Questão 4: Você identificaria o solo como um recurso natural a ser preservado? E quais as principais formas de degradação do solo? O recurso natural solo, encontrados em diferentes paisagens, é formado pela ação do clima e dos organismos vivos agindo sobre o material de origem, a rocha, ao longo do tempo. A importância do ensino de solos deve-se à possibilidade de visualização das interrelações existentes no meio ambiente, pois este elemento natural é indissociável da água, da vegetação, da atmosfera, da fauna e da flora. As consequências da negligência em relação ao solo são o crescimento contínuo dos problemas ambientais ligados à degradação do mesmo, tais como: erosão, poluição, deslizamentos, assoreamento de cursos de água, etc. A degradação do solo, não se restringe à zona rural, estando presente também no meio urbano, onde são muitos os problemas ambientais, relacionados ao solo. Segundo Lima et al. (2007, p. 100) estas alterações contribuem para diminuir as suas funções naturais. Os alunos identificaram o solo como um recurso natural e que precisa ser preservado, devido s suas funções na natureza com: • O solo atua como um filtro e reservatório de água; • O solo pode ser comparado a uma esponja que retém a água e os minerais para as plantas. • Sustentação das raízes das plantas e resistência a erosão. Sobre as principais formas de degradação do solo, abordaram as questões de poluição e erosão, além do uso e ocupação irregular, justificando que: • Causam problemas ambientais, econômicos e sociais, com deslizamentos e enchentes.
    • • Causam assoreamento nos rios, poluição das águas e destruição dos microrganismos do solo. A concordância das respostas dos alunos nessa questão demonstra que as aulas expositivas e dos debates em sala de aula contribuiu para ampliar a capacidade de percepção de observar e compreender os problemas do entorno da escola, bem como, as formas de uso e ocupação do solo de Almirante Tamandaré, devido a topografia da região. Questão 5: Você participa, na escola de atividades relacionadas a conservação ambiental, poluição ou outros temas relacionadas com o meio ambiente? A grande maioria respondeu que sim participa. Outros reponderam que não participam devido à falta de atividades com essa temática na escola, devendo considerar que se as houvesse eles participariam. Verificou-se que mesmo sendo uma escola com curso técnico em meio ambiente, as atividades não existem e que os alunos que disseram que participam é devido ao fato de que fazem estágio na escola, e estão trabalhando educação ambiental com algumas salas do ensino fundamental. Questão 6: Em sala de aula os professores trabalham propostas de educação ambiental? Nesta questão procurou se pesquisar se os professores trabalham com educação ambiental ou meio ambiente na sala de aula, sendo um curso técnico em meio ambiente, as respostas dos alunos foram positivas, que os professores das disciplinas técnicas, trabalham propostas de educação ambiental. Porém, os professores das disciplinas normais não trabalham. As dificuldades dos professores em trabalhar temas relacionados ao meio ambiente são muitas, o que reflete na sala de aula, para o professor, ter que trabalhar o meio ambiente torna se uma carga a mais, e professores desmotivados pela baixa valorização da profissão e muitas vezes pelo próprio desinteresse dos alunos não se preocupam em desenvolver conteúdos mais aprofundados do tema. Questão 7: Escreva algumas dúvidas que você possui em relação ao meio ambiente e poluição. Nesta questão procurou avaliar quais as principais dúvidas que os estudantes possuem relativas ao tema. Foi levado em consideração que os alunos entrevistados têm um conhecimento mínimo sobre o tema. A maioria dos alunos respondeu que não possuem dúvidas, porém foram feitas algumas considerações conscientização, como: relacionadas a preocupação com o futuro, sobre
    • • Sem dúvida, estou ciente dos problemas ambientais. • Não tenho dúvidas, mas gostaria que problemas relacionados ao meio ambiente fossem levados mais a sério pelos governos. O que nos leva a pensar que se deve trabalhar as questões ambientais, buscando desenvolver nos alunos uma visão crítica da realidade, pois a educação ainda busca manter a população distante de maiores abstrações, sendo de interesse dos detentores do poder, e atual sistema de exclusão. Questão 8: Você procura ter atitudes que objetivem a preservação do meio ambiente? Os alunos disseram que estar fazendo o curso técnico em meio ambiente já é uma atitude de preservação do meio ambiente pelos conhecimentos que adquirem. Outra forma de atitude e que foi a mais citada pelos alunos diz respeito aos cuidados com o lixo; separação, a reciclagem, a destinação correta dos resíduos e não jogar lixo no chão. A economia de água foi outra atitude levantada. Reflexo do curso que questiona e trás conhecimentos sobre resíduos sólidos, recursos hídricos, que além do conhecimento gerado, também tem como objetivo desenvolver nos alunos atitudes preservacionista, levando os mesmos a sair da passividade e ser mais ativo na compreensão do meio. Na ótica citada à educação ambiental passaria a ser um instrumento para a construção de um ser crítico, que compreenderia os problemas socioambientais, e auxiliaria realmente no trabalho com o meio ambiente e assim com a educação ambiental. Questão 9: Na sua opinião quais as atitudes devem ser priorizadas para a conservação do solo? Sobre as prioridades para a conservação do solo, foram abordados: • Uso do plantio direto na agricultura, sem o uso de agrotóxico; • Coleta seletiva dos resíduos, com isso, menos resíduos iriam para o aterro sanitário; • Conscientização da população sobre as áreas de risco para moradia; • Educação ambiental nas escolas; • Poder público ser mais exigentes com o uso e ocupação do solo; • Saneamento básico para a população, para que o esgoto sanitário não seja canalizado nos rios e córregos.
    • 5 CONCLUSÃO O objetivo deste trabalho foi à avaliação da percepção dos estudantes do segundo ano do curso técnico de meio ambiente, sobre o processo de uso e ocupação do solo, com o manejo e conservação em diferentes usos e restrições, além da importância da conservação do solo e do meio ambiente. Sabendo que para desenvolver atividades de educação ambiental nas escolas é necessário se analisar a percepção e compreensão que os estudantes têm do solo, visando desenvolver um pensamento crítico que auxilie na mudança de atitudes em relação ao meio, o que pode tornar possível maiores cobranças sobre os governos nas aplicações de leis como, Zoneamento Ambiental de Uso e Ocupação do Solo e do Estatuto das Cidades e também a sociedade por resultados que demonstrem uma mudança de comportamento de forma holística. A partir dos objetivos e com a análise dos resultados verifica-se a necessidade de trabalhar ainda mais a questão do solo e seus usos e restrições. A educação em solos possibilita aquisição de conhecimentos e habilidades capazes de induzir mudanças de atitude, resultando na construção de uma nova visão das relações do ser humano com o seu meio e a adoção de novas posturas individuais e coletivas. As questões ambientais precisam ser trabalhadas de forma diferenciada, o meio ambiente ainda é visto como espaço global com exclusão do homem, quando na verdade ele inclui as dimensões naturais, sociais e culturais, porém, o indivíduo não se sente parte do meio, o que foi verificado nas respostas da entrevista. Apesar dos alunos estarem no segundo ano do curso técnico em meio ambiente, ainda são muitas as dúvidas apresentadas nas respostas da entrevista, o que permiti compreender que a educação ambiental deve ser mais bem trabalhada nas escolas visando à formação crítica destes jovens. Neste sentido, uma abordagem socioambiental coerente com a escala do problema deve dialogar com diferentes áreas do conhecimento, ou seja, todas as disciplinas deve trabalhar a educação ambiental, para tornar-se uma perspectiva funcional e articulável. Tratar das questões ambientais a partir do reconhecimento de seus mecanismos para diminuir a vulnerabilidade a que estão expostas as populações é uma proposta que abrange diferentes dimensões. Cabe à ciência a responsabilidade de questionar corretamente, de quebrar paradigmas de analises e ampliar o ângulo de
    • observação para chegar a soluções inovadoras e também ao poder político a ação, no sentido de minimizar os riscos que dele dependam. A educação ambiental deve começar já nos primeiros anos do ensino fundamental, quando os alunos estão começando a formar à compreensão ambiental, assim quando estes chegam ao ensino médio serão capazes de compreender a complexidade do tema e as consequências da degradação ambiental e social. REFERÊNCIAS MENDONÇA, F.(Org.) Impactos socioambientais urbanos. Curitiba, PR Editora da UFPR, 2004. p. 141. ___________ F.(Org.) Impactos socioambientais urbanos. Curitiba, PR Editora da UFPR, 2004. p. 141. MENDONÇA, F; KOZEL, S.(Orgs.) Elementos de Epistemologia da Geografia contemporânea. Curitiba, PR. Editora da UFPR, 2002. P. 121. ESTEVES, C.J.O. Risco e vulnerabilidade socioambiental: aspectos conceituais. Cad. IPARDES. Curitiba, PR, v.1, n.2, p 62-79, jul./dez. 2011. ___________F; KOZEL, S.(Orgs.) Elementos de Epistemologia da Geografia contemporânea. Curitiba, PR. Editora da UFPR, 2002. P. 125. LEFEBVRE, Henry. La production de l’espace. Anthropos, Paris, 1975 . LACOSTE, Y. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas:Papirus, 1988. SANTOS, M. Metamorfose do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1991. SUERTEGARAY, D.A. Espaço Geográfico uno e múltiplo. Revista Eletrônica de Geografia y Ciências Sociales, n 93, Jul. 2001. http://www.ub.es/geocrit/sn-93.htm> Acesso em: 15/08/2013. Disponível em:
    • _________Y. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas:Papirus, 1988. LEFEBVRE, H. Espacio y política. Barcelona: Península, 1976. SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Lucita, 1996, p. 98. SANTOS. M. Sociedade e espaço: a formação social como teoria e como método. Boletim Paulista de Geografia. São Paulo: AGB, 1977, p. 13. CARLOS, A. F. A. A (Re) Produção do Espaço Urbano. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1994. p. 50. SANTOS, M. A Urbanização Desigual: A Especificidade do Fenômeno Urbano em Países Subdesenvolvidos. 3 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2010, p.106. SIEGEL,Norberto. Temas transversais. Indaial: UNIASSELVI, 2011. BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas Transversais Ministério da Educação. Brasília, 1997. MENGHINI, F. B. As trilhas interpretativas como recurso pedagógico. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Vale do Itajaí, 2005. LIMA, V.C., LIMA, M.R. de, MELO, V. de F., MOTTA, A.C.V., DIONÍSIO, J.A., FAVARETTO, N., SIRTOLI, A.E., CARVALHO, A.R. de, BICCA NETO, H., RODRIGUES, R. Promoção do ensino de solos através de cursos, eventos e publicações de extensão para professores do nível fundamental e médio. Expressa Extensão, 8(1-2), 2007. CD-Rom. MANSANO, C. N. A escola e o bairro: percepção ambiental e interpretação do espaço de alunos do ensino fundamental. Dissertação (Mestrado). Universidade Estadual de Maringá, 2006.
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