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Slides - Cap. 3 - Fischer - Foucault e o desejável conhecimento do sujeito

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Slides confeccionados por Adélli Bortolon Bazza (Doutoranda - UEM). Contato: adellibazza@hotmail.com; adellibazza@yahoo.com.br
__________________
Foucault e o desejável conhecimento do sujeito

Organização: Adélli Bortolon Bazza (Doutoranda)
Orientação: Prof. Dr. Pedro Navarro

Rosa Maria Bueno Fisher
Trabalhar com Foucault: arqueologia de uma paixão
_____________
http://gefuem.blogspot.com.br/


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  • 1. Foucault e o desejávelconhecimento do sujeitoOrganização: Adélli Bortolon Bazza (Doutoranda)Orientação: Prof. Dr. Pedro NavarroRosa Maria Bueno FisherTrabalhar com Foucault: arqueologia de uma paixão 1
  • 2. A autora inicia apresentando a problemática atual de discussão e tentativas de saber sobre a privacidade dos sujeitos, o que acarreta uma intensa produção de conhecimento sobre eles, seus corpos e suas almas. A partir dessa constatação, propõe reconstruir a trajetória de Foucault no tratamento dado ao sujeito.O olhar foucaultiano deve, em vez de se perguntar por quê ou para quê, voltar-se ao como, interrogando-se como se instituiu um conhecimento de si, analisando um como, um de quê modo (p. 52). 2
  • 3. Falar de sujeito para Foucault, em primeiríssimo lugar é falar de “modos de subjetivação”. (p. 53)Distintos modos de objetivação transformam os seres humanos em sujeitos.“Foucault, aceitando o caminho aberto por Nietzsche, pronunciava o desaparecimento de um sujeito homem essência, fonte da verdade, da liberdade e de todo conhecimento”(p. 53). 3
  • 4. “O termo subjetividade, segundo o autor, refere-se ao modo pelo qual o sujeito faz a experiência de si mesmo em um jogo de verdade no qual está em relação consigo mesmo”. (p. 54)Subjetividade envolve modos pelos quais o sujeito se observa e se reconhece como um lugar de saber e de produção de verdade.O sujeito do enunciado é um lugar vazio. 1ª fase. 4
  • 5. “Há dois sentidos para a palavra sujeito: sujeito submetido ao outro através do controle e da dependência, e sujeito preso à sua própria identidade, através da consciência ou do conhecimento de si. Em ambos os casos, essa palavra sugere uma forma de poder que subjuga e assujeita”. (p. 55)Se somos assujeitados, lutemos por uma forma de sujeição que não nos submeta tão radicalmente naquilo que nos é mais caro – nossa individualidade. (p.56) 5
  • 6. “o poder existe em ato, e de ambos os lados: do lado de quem exerce o poder e do lado daquele sobre o qual o poder é exercido”.(p. 57)O sujeito na trajetória de FoucaultHistória da loucura – como práticas constituíram um sujeito: o louco. 6
  • 7. As palavras e as coisas – Foucault estuda detidamente “os saberes a partir dos quais se constituíram as chamadas ciências humanas e vai nos mostrar como o homem é determinado pelo que se sabe dele e como só assim poderá ser conhecido”. (p. 59)Vigiar e Punir – aprofundamento do problema sobre como o homem se fez objeto de saber a partir da investigação do poder. O poder circula por canais mais sutis que controlam os sujeitos. 7
  • 8. Poder pastoral – “o homem dos cárceres incorpora literalmente uma ‘arte de punir e ser punido’. Ele aprende a docilidade de um corpo que se reconhece como vigia de si mesmo, e se esmera e tornar-se apto, produtivo, capaz, disposto a um aprisionamento jamais percebido como tal”. (p. 60)O sujeito da História da Sexualidade I, II E IIIA partir do século XI, os dois polos do biopoder – o controle do corpo dos indivíduos e do grande ‘corpo’ da população – desembocam numa espetacular preocupação com o sexo. (p. 61) 8
  • 9. “o biopoder atinge o cotidiano do indivíduo e o convida a confessar-se, a libertar-se, a desamarrar-se da opressão”. (p.61)Confissão - “Extorquida de todas as formas e insistentemente, a confissão sobre o inconfessável – sobre os pensamentos e desejos perversos, os inumeráveis prazeres, as distorções do ato sexual - é a técnica-síntese da imensa vontade de saber do homem. E a sexualidade vai aparecendo não só como verdade do indivíduo e de seus prazeres, mas principalmente como um lugar por excelência do patológico e do oculto que cumpre decifrar”. (p.62) 9
  • 10. Há uma produção de verdade sobre o sujeito compartilhada por ele e pelo outro que o interpreta e lhe devolve sua verdade.O uso dos prazeres - questionamentos: a) como se deu a lenta formação de uma “hermenêutica de si”? b) por que o sexo vem sempre acompanhado de uma moral? c) como o homem problematiza a si mesmo e à sua vida?“A prática de si é considerada uma questão de ordem moral, prescritiva. E o sujeito é alguém que se constitui sujeito moral e cujas ações se harmonizam com as normas de um determinado código, um certo tipo de prescrição” (p.63) 10
  • 11. Técnicas da prática de si: aprendizado e reflexão em direção ao próprio interior, autodeciframento, exame, exercício sobre si mesmo, transformação de si, autocontrole.Tipo de relação entre moral e prática de si: a substância ética (moral), o modo de sujeição (agir de acordo), o trabalho ético (reforçar a moral para manter-se nela) e a teleologia (aspiração à perfeição).“A “relação consigo” envolve basicamente uma relação de poder sobre si mesmo, exercida através das “práticas de si”. (p. 65) 11
  • 12. “O cuidado de si” mostra como os romanos viveram uma ética de austeridade. Na qual, cuidar de si era uma prática social e política.As técnicas de si “transformavam o imperativo socrático “conhece-te a ti mesmo” em algo mais prático, porém bem mais amplo: não só se conhecer, mas se governar, aplicar ações a si próprio, tendo por certo que o objetivo maior somos nós mesmos e, ainda, que o instrumento da chegada ao que nos define somos nós mesmos também”. (p.66)Práticasrelativas ao cuidado de si “diziam respeito à necessidade que o homem tinha de discursos verdadeiros para dirigir-lhe a vida”.(p.67) 12
  • 13. “A compulsão aprendida de tudo falar, de tudo confessar, não significa univocamente que o dito libera, o falado em si produza verdade; é como se estivéssemos de fato num jogo de verdade e falsidade, e a confissão - com todas as técnicas de exposição ilimitada de si mesmo – para permanecer como prática desejável e permanente, também produzisse “desconhecimentos, subterfúgios, esquivas””. (p.69)Autoajuda - ensina o sujeito o que fazer de si mesmo. 13