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Palestra - Gêneros Textuais -  Prof. Ms. Alessandro Alves da Silva
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Palestra - Gêneros Textuais - Prof. Ms. Alessandro Alves da Silva

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Palestra ministrada em 23/10/2013.

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Palestra - Gêneros Textuais -  Prof. Ms. Alessandro Alves da Silva Palestra - Gêneros Textuais - Prof. Ms. Alessandro Alves da Silva Presentation Transcript

  • III ENCONTRO DE LETRAS DA UEM PÓLO EAD DE ENGENHEIRO BELTÃO Gêneros do discurso em diferentes esferas de circulação de textos Palestrante: Prof. Ms. Alessandro Alves da Silva alessandroalvesdasilva@hotmail.com http://alessandrosilva.wordpress.com/
  • Resumo: No que se refere às atuais teorias dos gêneros, sabe- se que não há consensos em suas definições que apontem que um discurso pertença a um ou a outro gênero, nem quais condições sociais ou esferas de circulação de textos dão origem a determinados gêneros.
  • De um modo quase que geral tais teorias têm convergido para o Círculo de Bakhtin (BAKHTIN, 1995, p. 280) sobre os gêneros do discurso, mostrando que os gêneros não devem ser tratados apenas como estruturas linguísticas formais, mas, sobretudo, como tipos de textos intimamente relacionados com as esferas de circulação de textos.
  • Diante deste contexto e inserida nos temas que compõem este encontro, esta palestra abordará aspectos teóricos e práticos relativos à Produção Textual em suas mais variadas esferas de circulação de textos - sala de aula, vestibular, dentre outras – e suas implicações no ensino de Língua Portuguesa.
  •  Texto e Discurso – Questões epistemológicas  Discurso: Objeto histórico e social que precisa de algo (uma materialidade: linguística, imagética, dentre outras) para se materializar.  Texto: é a materialização do discurso.
  • •Todo texto/discurso é ideologicamente marcado •“Ideologia do buraco” (Alessandro Alves da Silva) •Interlocução e Contexto • Domínio discursivo / Esfera de circulação de textos / Situação social: Discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso, discurso político, etc.
  • De acordo com Bakhtin, “o texto é a manifestação viva da linguagem. [...] Substituir o formalismo gramatical é uma das formas de tornar o texto acessível” (BAKHTIN, 1995, p. 280).
  • A importância de uma concepção teórico-metodológica que oriente o ensino de Língua Portuguesa (LP) Mikhail Bakhtin é o téorico mais adequado para se trabalhar o ensino de LP?
  • O que é língua e como ela funciona? Gramáticas: internalizada, descritiva e normativa. Sírio Possenti: “Por que (não) ensinar gramática na escola”
  • • A tardia recepção das ideias de Bakhtin no Brasil – “Descoberta” dos livros na década de 60 e chegada no Brasil em meados da década de 70. • Círculo de Bakhtin: Pensadores (1910- 1920). Não eram apenas teóricos literários, nem apenas linguistas. Eram “filósofos-linguistas”, “filósofos-literatos”. • Enunciado: não é apenas o enunciado linguístico. Outras linguagens.
  • Bakhtin argumenta que os gêneros discursivos não podem ser apreendidos apenas pela sua forma. Os gêneros discursivos ou tipos de textos estão relacionados a um tipo de atividade humana. São formas relativamente estabilizadas de textos. Exemplos: mundo jurídico (petição-ADV, oitiva-JUIZ, sentença-JUIZ, acórdão-JUIZ), mundo jornalístico, dentre outros.
  • • O número de gêneros textuais numa determinada sociedade se amplia de acordo com os avanços sociais e tecnológicos. • Exemplos: e-mail ou blog, que são variações da carta e do diário. • Dinamicidade dos gêneros: surgem e desaparecem.
  • • Aspectos linguísticos e fenômenos discursivos • Intertextualidade entre gêneros = um gênero com função de outro. Exemplo: Carta. • Intertextualidade tipológica = um gênero com a presença de várias tipologias textuais. Exemplo: Notícia. • Os gêneros textuais são espelhos da nossa sociedade.
  • Nos últimos 12 anos têm havido tentativas de se proporem grandes diretrizes ou grandes orientações aos professores. Como essas discussões acerca dos gêneros textuais vêm sendo exploradas nestes últimos anos pelos discursos oficiais, como os PCN’s e as DCE’s?
  • “Uma das tarefas do ensino de língua na escola seria, portanto, discutir criticamente os valores sociais atribuídos a cada variante linguística, chamando a atenção para a carga de discriminação que pesa sobre determinados usos da língua, de modo a conscientizar o aluno de que sua produção linguística, oral ou escrita, estará sempre sujeita a uma avaliação social, positiva ou negativa” (BAGNO, 2007, p. 40).
  • Ensino de Língua: gastamos energia à toa nos perguntando se devemos ou não ensinar gramática normativa na escola. Era preciso “tapar o buraco” no ensino de LP e a noção de gêneros veio a calhar.
  • • Vivemos em uma sociedade que se autoavalia e que exige aferições ou números. • Problema de acordo com Bakhtin, Faraco e Braith: reduzir os gêneros textuais à fôrmas pré-dadas. Ex.: Notícia. • Entretanto, no atual modelo de sociedade em que estamos inseridos, as “fôrmas” continuam sendo cobradas em diferentes esferas de circulação de textos: sala de aula, vestibular, dentre outras.
  • • Maringá, 10 de julho de 2012. • Prezado Senhor Souza, • Li seu texto sobre o projeto de lei do Deputado Federal Márcio Marinho, que proíbe tatuagem em crianças e jovens. Como pai de adolescentes e leitor da revista Rede Imprensa Livre penso que este projeto de lei passa por cima da autonomia dos pais acerca da educação de seus filhos. Senhor Souza, eu sempre procuro manter um espaço aberto para o diálogo com os meus filhos e se um dia eles decidirem se tatuar, mesmo sendo menores de idade, iremos conversar sobre isso, a fim de amadurecermos juntos esta ideia. Além disso, prezado editor, fiquei impressionado em perceber como o governo perde tempo se preocupando com isso quando deveria estar tratando de assuntos mais urgentes como, por exemplo, retirar crianças abandonadas das ruas e erradicar a fome e a miséria deste país. Por estes e outros motivos, senhor Souza, sou contrário a mais uma lei inútil e preconceituosa como esta. • Atenciosamente, • Leitor.
  • • Maringá, 20 de março de 2013. • Prezado Senhor Fábio de Melo, diretor do Colégio Gabriela. • Como mãe do aluno Mário Pinto, escrevo para questionar a atitude do pedagogo que, simplesmente, na última aula, sentou- se no colo do meu filho, constrangendo-o perante os demais alunos do colégio. Senhor Fábio, eu creio que como educador o pedagogo não queria expor o meu filho ao ridículo, mas como a sociedade em que vivemos é preconceituosa e discriminatória, algumas brincadeiras poderiam ser evitadas, pois depois deste ato o meu filho passou a ser hostilizado pelos colegas e taxado de homossexual. Não que a homossexualidade seja um problema: o problema está no fato de as pessoas não respeitarem as diferentes opções sexuais dos outros, mostrando que nem neste colégio que preza por uma formação humanista os direitos humanos não são devidamente respeitados. Peço, então, senhor diretor, que tome as medidas cabíveis e que tanto o pedagogo quanto os alunos percebam que suas atitudes são inadequadas. • Atenciosamente / Cordialmente / Grato, Leitor.
  • • Professor de Matemática matou professor de Física em crime passional • • Na quarta-feira (04), o professor de Física Marcos de Oliveira, 47, foi assassinado por Rubens de Moura, professor de Matemática da mesma instituição em que trabalhavam, o Colégio Dom Bosco. • Marcos mantinha uma relação com a supervisora Regiane de Castro, 36, por quem Rubens tinha interesses afetivos. Em um dos intervalos de aula, após ter conversado com Fátima na sala dos professores, Marcos se dirigiu ao banheiro masculino, onde Rubens já se encontrava. O professor de Matemática assassinou o professor de Física com dois tiros na cabeça, e saiu em fuga imediata do local. Após a chamada da polícia ele foi localizado numa cidade vizinha e preso imediatamente.
  • Tabela 1 – Lead ou pirâmide inversa.
  • • Foi uma das ocasiões mais felizes da minha vida: tinha 29 anos e acabava de me formar, apesar de ter dois empregos, ser esposa e mãe. Meus pais e meu filho de cinco anos estavam na plateia quando subi ao palco da Universidade Ashland para receber o diploma. Estava empolgadíssima e orgulhosa por iniciar uma nova carreira de professora e contribuir com o bem-estar da minha família. Mas, quando voltei para casa, havia um bilhete do meu marido, escrito nas costas de um envelope. Dizia, basicamente, que ele fora buscar as roupas e que não voltaria. Vínhamos enfrentando problemas, mas o tom definitivo do bilhete foi um choque. Ele limpara a conta bancária. Estávamos endividadíssimos. Eu deixara os empregos anteriores para procurar trabalho como professora. Além disso, estava grávida de oito...
  • • Creide da Silva, 49 anos, moradora de Toledo, aceitou relatar ao jornal Umuarama Ilustrado as agressões sofridas durante o seu casamento com Pézão de Oliveira, 54. Creide relatou que o seu marido sempre a agredia após chegar bêbado. Ela também nos contou que ele já chegou a deixá-la na UTI em uma dessas surras. [...] Hoje Creide conseguiu se separar do marido e vive feliz com seus filhos.
  • • O conceito de beleza expresso no poema mostra que tal característica está em tudo, comparando-a com elementos da natureza, nos remetendo a idéia de que tudo tem seu valor estético, só depende de quem está vendo, concordando com o ditado: “ a beleza está nos olhos de quem vê”. Isso nos permite entender a importância de discernimento de beleza para o comportamento das pessoas em sociedade, visto que a beleza de todos deve ser respeitada. • A charge de Maurício de Souza traz a personagem Mônica exibindo-se diante do espelho com ótima auto- estima, evidenciando que as pessoas precisam gostar de si mesmas com suas qualidades e defeitos, o que contradiz o pensamento de que só é belo quem é magro e que dietas sem orientação médica são solução, assunto que dá margem para diversas reportagens, alertando sobre os riscos, e cuidados necessários.
  • • O texto “A feira dos mortais e dos imortais”, de Leonardo Boff, publicado na revista Superinteressante, discorre sobre a supervalorização da vaidade, principalmente no âmbito da mídia, pois muitas “celebridades” lançam mão das mais diversas armas para ganhar seu espaço no mundo da fama. • O autor estabelece um paralelo entre o mundo do glamour e a realidade que o cerca, marcada, principalmente, pela violência, pelas drogas e pelos escândalos políticos. Boff encerra o seu texto apresentando outra situação: a da grande maioria da população na sua luta diária pela vida e que, de modo geral, é vista pelos famosos com desprezo, ou, com pena.
  • • Na coletânea de textos, retirados de fontes variadas, discutem-se as funções dos sonhos. Na Grécia, era atribuída ao ato de sonhar a incumbência de mediar curas e oferecer conselhos, conforme afirma o site <www.drashirleydecampos.com.br>. Além disso, sonhar mostra de que maneira a memória humana trabalha, o que lhe confere uma funcionalidade biológica, como propõe Sérgio Tufik, mencionado na coletânea. • O psicólogo e professor Kwasisnki também informa que os sonhos são um meio para o autoconhecimento e são capazes de projetar o futuro, segundo Sidarta Ribeiro, neurocientista e diretor científico. Os sonhos também atuam no fortalecimento da memória, reestruturando-a, isto é, contribuem para a criatividade, como mencionado em < www.escutaanalitica.com.br/responsabilidade >. Para a psicóloga Tatiana Vasconcelos Cordeiro, citada na coletânea, o ato de sonhar é responsável por alertar a consciência: para ela, constitui-se como aviso. E, como descreve Helena Kolody, em seu poema “Sonhar”, o sonho representa um ideal, um objetivo, uma “fuga” da vida.
  • Como evitar que o bullying se intensifique • O bullying se inicia quando um grupo de colegas começa a rebaixar um colega que possui características diferentes das dos demais. Para que as agressões não se tornem mais frequentes, siga estas recomendações: • Ao ser verificado o início da prática do bullying, fique longe daqueles que o realizam, pois isso faz com que eles não o atormentem. Além disso, finja que não se incomoda com os apelidos, pois a tendência é que eles parem. Caso as agressões continuem, relate o ocorrido aos seus pais, professores ou chefe do trabalho. Por fim, por mais que as ofensas o deixem triste, fique perto das pessoas que você goste e que te façam feliz. Quando melhor você estiver consigo mesmo, menos afetado será pelos outros.
  • REFERÊNCIAS ANTUNES, I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007. BAGNO, M. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. BAKHTIN, M. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 2009. BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2010. BRANDÃO, H. N. Texto, Gênero do Discurso e Ensino. In: BRANDÃO, H. N. (Org.) Gêneros do discurso na Escola. São Paulo: Editora Cortez, 2000. BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Brasília: MEC, 1999. BEZERRA, Maria A. (Org.) Gêneros Textuais e Ensino. 2ª ed. Rio de Janeiro:Lucerna, 2003.
  • CASTILHO, A. T. Nova Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2008. COSTA, M. H. A.; CAVALCANTE, M. M.; FILHO, V. C.; JAGUARIBE, V. M. F. Texto e discurso sob múltiplos olhares: gêneros e seqüências textuais. Vol. 1 e 2. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007. CRISTÓVÃO, V. L. L.; NASCIMENTO, E. L. (orgs.). Gêneros textuais: teoria e prática II. Palmas e União da Vitória: Kaygangue, 2005. DIONÍSIO, P & BEZERRA, M. A. O Livro Didático de Português: Múltiplos Olhares. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2005. FÁVERO, L L. & KOCH, I. Lingüística textual: introdução, 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2002. FIORIN, J.L. & SAVIOLI, F. P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 2002. GERALDI, J. W. Linguagem e ensino: exercícios de militância e divulgação. Campinas: Mercado das Letras, 1999.
  • ILARI, Rodolfo; NEVES, Maria Helena de Moura. (Orgs.). Gramática do Português Culto Falado no Brasil. V. II. Classes de Palavras e Processos de Construção. Campinas: Ed. da Unicamp, 2008. INFANTE, U. Curso de Gramática Aplicada aos Textos. São Paulo: Scipione, 2008. KARWOSKI, A. M.; GAYDECZKA, B.; BRITO, K. S. (orgs.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. 2 ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006. KLEIMAN, A. B (Org.) Os Significados do Letramento. Novas perspectivas sobre a prática social da escrita. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003. KOCH, I. V. O Texto e a Construção dos Sentidos. São Paulo: Contexto, 2003. KOCH, I. V. A coesão textual. São Paulo: Martins Fontes, 1999. KOCH, I. V. Introdução à Lingüística Textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004. MARCONDES, B., MENEZES, G., TOSHIMITSU, T. Como usar outras Linguagens na Sala de Aula. São Paulo: Editora Contexto, 2000. MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2004.
  • MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, ângela P.; MACHADO, Anna R.; MEURER, J. L.; BONINI, A.; MOTTHA-ROTH, D. (orgs.). Gêneros: teorias, métodos e debates. São Paulo: Parábola, 2005. PÉCORA, A. Problemas de Redação. São Paulo: Martins Fontes, 1989. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa. Curitiba, PR, 2008. PLATÃO, F. S. & FIORIN, J.L. Lições de Texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 1997. POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras, 1996. POSSENTI, S. O Humor da Língua: Análises Lingüísticas de Piadas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998. ROJO, Roxane (Org). A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo/Campinas: EDUC/ Mercado de Letras, 2000. SCHNEUWLY, B. & DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro.
  • MUITO OBRIGADO! Alessandro Alves da Silva E-mail alessandroalvesdasilva@hotmail.com Blog / Website http://alessandrosilva.wordpress.com/