Organização:Adélli Bortolon Bazza (Doutoranda - UEM)- adellibazza@hotmail.com                      Orientação: Prof. Dr. P...
•   Objetivo: “discutir de que modo a mídia –    particularmente a televisão – estaria se constituindo    como      instân...
   Foucault definiu as techiniques de soi como    aqueles procedimentos e técnicas que    “permitem aos indivíduos efetua...
•   “para Foucault, a tecnologia de si é uma domínio    bastante amplo e sobre o qual há que fazer a    história; ou seja,...
•   “não se trata somente de nos perguntar-mos    sobre a responsabilidade da mídia nessa    superexposição das intimidade...
   “haveria uma incitação ao discurso sobre “s i    mesmo”, à revelação permanente de si, práticas    que vêm acompanhada...
•   Categorias de análise:•   1- formas de, na TV, produzir uma “volta sobre si mesmo”.•   “técnicas de produção de sujeit...
   2- Categorias relativas à linguagem stricto    sensu da mídia, particularmente da TV.     Categorias referidas às     ...
   As estratégias “captam os telespectadores na sua    intimidade,, produzindo neles, muitas vezes a    possibilidade de ...
   Tratam-se de “técnicas que olhamos e que    “nos olham”, na medida em que, a partir de    nossa experiência com a tele...
   Ex. erótica – intimidade entre apresentadora e público,    especialista-mão explica e público “confessa”.   Ex. Seria...
   “A exposição aqui se refere ao entendimento de que a    verdade será tão mais verdadeira quanto mais    exaustivamente...
   “não há um tipo-padrão de confissão: mas talvez o    que estamos aprendendo em nossa cultura – a de    que se tornou i...
   Vida como espetáculo, com corpos jovens,    limpos, belos. Há trilhas sonoras. “Há que    haver o governo das nossas v...
   A TV incorpora o papel de mãe-educadora.   “Agora o papel social desse veículo se amplia e se    reveste de uma “seri...
   A linguagem dos anúncios publicitários torna-se matriz de    um tipo de linguagem presente em variados produtos    tel...
   “buscamos articular, no caso da pesquisa, aqui    referida,, a concepção de “processos de    subjetivação” na cultura ...
   “configura-se em nossos tempos uma    progressiva transformação do espaço e do    debate públicos; estes se apoiam bem...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Capítulo 6 - "'Técnicas de si' na TV: a mídia se faz pedagógica”

1,295 views
1,218 views

Published on

“Técnicas de si” na TV: a mídia se faz pedagógica”
http://gefuem.blogspot.com.br/
..........................................
Organização:Adélli Bortolon Bazza (Doutoranda - UEM)- adellibazza@hotmail.com
Orientação: Prof. Dr. Pedro Navarro
....................................................

In: Trabalhar com Foucault: Arqueologia de uma Paixão
Rosa Maria Bueno Fisher
....................................................

http://gefuem.blogspot.com.br/

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
1,295
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
10
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Capítulo 6 - "'Técnicas de si' na TV: a mídia se faz pedagógica”

  1. 1. Organização:Adélli Bortolon Bazza (Doutoranda - UEM)- adellibazza@hotmail.com Orientação: Prof. Dr. Pedro Navarro In: Trabalhar com Foucault: Arqueologia de uma Paixão Rosa Maria Bueno Fisher
  2. 2. • Objetivo: “discutir de que modo a mídia – particularmente a televisão – estaria se constituindo como instância pedagógica na cultura contemporânea”. (113)• Tratar “das diferentes formas criadas, reproduzidas, muitas vezes repetidas da mídia de se posicionar como locus de educação, de formação, de condução da vida das pessoas e de como esse fato tem importantes repercussões nas práticas escolares, na medida em que crianças e jovens de todas as camadas sociais aprendem modos de ser e de estar no mundo também nesse espaço da cultura”. (113)
  3. 3.  Foucault definiu as techiniques de soi como aqueles procedimentos e técnicas que “permitem aos indivíduos efetuar, por conta própria ou com ajuda de outros, certo número de operações sobre seu corpo e sua alma, pensamentos, conduta ou qualquer forma de ser obtendo, assim, felicidade, pureza, sabedoria ou imortalidade”
  4. 4. • “para Foucault, a tecnologia de si é uma domínio bastante amplo e sobre o qual há que fazer a história; ou seja, precisamos perguntar como, hoje, se produzem e como entram em circulação não só técnicas de transformar a si mesmos, mas todo um conjunto de textos relacionados com a constituição de “discursos de verdade” sobre o “si”, ou seja, sobre as complexas relações entre sujeito e verdade”. (114)• “técnicas de falar aos indivíduos e aos grupos, de interpretá-los em termos sociais, afetivos, políticos, econômicos; também de incessantemente fazê-los falar e de, ao mesmo tempo, devolver-lhes suas falar e ditos a partir da voz de inúmeros especialistas”. (114)
  5. 5. • “não se trata somente de nos perguntar-mos sobre a responsabilidade da mídia nessa superexposição das intimidades, mas de indagarmos sobre como as sociedades contemporâneas realizam o debate do que é “público”, definem o que é a “palavra pública”, orientam o que seria a “cena social”. A questão, portanto, é também predominantemente política”. (115)
  6. 6.  “haveria uma incitação ao discurso sobre “s i mesmo”, à revelação permanente de si, práticas que vêm acompanhadas de uma produção e veiculação de saberes sobre os próprios sujeitos e seus modos confessados e aprendidos de ser e estar na cultura e que vivem; há que se considerar ainda o simultâneo reforço de controles e igualmente de resistências, em acordo com determinadas estratégias de poder e saber, que estão vivos, insistentemente presentes nesses processos de publicização da vida privada e de pedagogização midática”. (115)
  7. 7. • Categorias de análise:• 1- formas de, na TV, produzir uma “volta sobre si mesmo”.• “técnicas de produção de sujeitos – voltadas para produzir sujeitos que “devem” olhar para si mesmo, se autoavaliar, refletir sobre seus atos, expor suas sensações, suas dores, seus erros, seus julgamentos. Mais do que isso: sujeitos que devem confessar, sobretudo sua intimidade amorosa e sexual. Todo esse aparato das “tecnologias do eu” teria a função de produzir um intenso voltar-se sobre si mesmo, o governar-se, mas sempre atrelado ao governo do outro: nós nos confessamos para que o outro, o especialista (mesmo que seja um apresentador de TV, alçado a essa condição), nos devolva a “nossa verdade””. (116)
  8. 8.  2- Categorias relativas à linguagem stricto sensu da mídia, particularmente da TV. Categorias referidas às Categorias referidas à “tecnologias do eu” “televisibilidade” •Confissão (dos erros, da intimidade, •Autorreferência; da vida amorosa, da sexualidade, •Repetição; dos desejos); •Aval de especialistas; •Culpabilização Informação “didática”; •Moralização das práticas (“Lições • Reprodução do senso comum de de moral”); um modelo de “escolarização”; •Exemplo de vida; •Opção por um vocabulário •Autoavaliação; “facilitado”; •Autotransformação: do corpo e da •Reiteração do papel social da TV; alma; •Caracterização da TV como lugar da •Governo de si pelo governo do “verdade ao vivo”, da “realidade”; outro •Transformação da vida em espetáculo; •Identificação da TV como “paraíso dos corpos” jovens e belos.
  9. 9.  As estratégias “captam os telespectadores na sua intimidade,, produzindo neles, muitas vezes a possibilidade de se reconhecer naquelas verdades ou mesmo de se autoavaliar ou autodecifrar com relação àquele tema”. (118) “nossa sociedade investe em determinados modos de conhecer a verdade dos indivíduos, de fazê-los falar de si mesmos, de constituí-los de certa forma, de “atar” comportamentos e atitudes, bem como formas de existência dos corpos sociais e individuais, a algumas “verdades” que passam a ser “nossas verdades”, a verdade de cada um”. (119)
  10. 10.  Tratam-se de “técnicas que olhamos e que “nos olham”, na medida em que, a partir de nossa experiência com a televisão, nos convidam, nos capturam e nos ensinam modos de existir hoje, num tempo em que, como afirma Deleuze, “o poder investe cada vez mais em nossa vida cotidiana, nossa interioridade e individualidade””. (119)
  11. 11.  Ex. erótica – intimidade entre apresentadora e público, especialista-mão explica e público “confessa”. Ex. Seriado Mulher: “homens e mulheres – sobretudo elas – têm a sua privacidade “debulhada” diante do grande público”. (120) Invasão dos especialistas. Foucault ““alerta para a exposição sistemática da intimidade ao olhar de todos”, sem que isso venha a se tornar um “bem comum”, ao contrário do que ocorria entre os gregos e os clássicos, em que a singularidade do sujeito estava ligada aos investimentos que ele fazia no sentido de se aperfeiçoar”. (122)
  12. 12.  “A exposição aqui se refere ao entendimento de que a verdade será tão mais verdadeira quanto mais exaustivamente for falada, como se houvesse sempre algo a buscar “no fundo” dos indivíduos, como se eles escondessem tesouros que cotidianamente devem ser abertos à vitrine da TV”. (122) Busca da felicidade que seria alcançada pelo gesto de dizer tudo. A mulher é predominante nas formas de confissão na TV.
  13. 13.  “não há um tipo-padrão de confissão: mas talvez o que estamos aprendendo em nossa cultura – a de que se tornou impossível dizer não “à ordem cultural de confessar””. (124) “todas as técnicas e procedimentos de “fazer falar”, nas diversas formações sociais, antes de simplesmente aliviarem o falante de seu suposto sofrimento, vão produzindo, ali mesmo, no exercício daquela prática, identidades inventadas culturalmente”. (124) Efeito de repetição na mesma mídia e em outras.
  14. 14.  Vida como espetáculo, com corpos jovens, limpos, belos. Há trilhas sonoras. “Há que haver o governo das nossas vontades e desejos mais íntimos, mais privados”. (126) A TV “narra, ela tece essas histórias, seleciona estratégias de linguagem pelas quais edita vidas, aponta caminhos, ensina modos de ser, espetaculariza o humano, a qualquer preço”. (127)
  15. 15.  A TV incorpora o papel de mãe-educadora. “Agora o papel social desse veículo se amplia e se reveste de uma “seriedade” antes desconhecida”. (128) Ex. Nossa língua portuguesa. “na própria materialidade discursiva da televisão vivem e transpiram práticas e saberes atrelados a sofisticadas relações de poder, os quais participam efetivamente da produção de sujeitos, da constituição de identidades de criança, menino, menina, mulher, homem, aprendiz, negros...”. (129)
  16. 16.  A linguagem dos anúncios publicitários torna-se matriz de um tipo de linguagem presente em variados produtos televisivos. Pedagogização da mídia: comercial de um lado e de outro lado, seleções “que incorporam a lógica da repetição, a velocidade sempre maior na apresentação dos fatos, pessoas e acontecimentos, a insistente publicização da vida privada, o elogia da vida e da morte como espetáculo, a recorrência circular da mídia em relação à própria mídia, o recurso ao sentimentalismo e à exposição reiterada de corpos jovens e dentro de um certo padrão de beleza, a redundância da informação.
  17. 17.  “buscamos articular, no caso da pesquisa, aqui referida,, a concepção de “processos de subjetivação” na cultura e, mais especificamente o conceito de dispositivo pedagógico, como também a concepção de televisibilidade”. (131) “Tal trabalho de aproximação e de intimidade com os materiais televisivos produziu exatamente o que pareceria ser o posto dessa tarefa: um progressivo distanciamento e também um maior domínio sobre aquilo que vemos – que, como assinala Didi Huberman (1998), é também “o que nos olha””. (132)
  18. 18.  “configura-se em nossos tempos uma progressiva transformação do espaço e do debate públicos; estes se apoiam bem mais nas experiências singulares, particulares, nas emoções, no exemplo e no sucesso individual, no elogio narcísico do corpo e da narrativa do “eu”, no controle de gestos mínimos, na vigilância de uma sexualidade sempre incitada”. (132)

×