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  • 1. rd l Ve cia e ia pe om E s on ãoEc eç S Ministério da Fazenda Economia Brasileira em PERSPECTIVA 15 a Edição | Abril | 2012
  • 2. Ministério da FazendaÍndiceSumário Executivo 7Atividade Econômica 9Emprego e Renda 37Inflação 53Juros e Crédito 63Política Fiscal 83Setor Externo 101 Economia Verde | Ano 2012Panorama Internacional 121Seção Especial – Economia Verde 145Anexo – Medidas de Políticas Industriais 167Glossário 173 3
  • 3. NOTAO relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”, publicado peloMinistério da Fazenda, consolida e atualiza as principais variáveiseconômicas do Brasil.O documento é resultado do trabalho conjunto dos seguintes órgãosdeste Ministério: Secretaria de Política Econômica (SPE), Secretariado Tesouro Nacional (STN), Secretaria de Assuntos Internacionais(SAIN), Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) eSecretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).Nesta edição, os dados estão atualizados até 9 de abril de 2012.
  • 4. Ministério da FazendaDesenvolvimento Sustentável e Crescimento Sumário ExecutivoO Brasil tem demonstrado ser possível combinar crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade.O país se destaca por seu desempenho relacionado às questões ambientais, além de manter cerca de 70% de suaárea com vegetação natural, 12% da água mundial de superfície e 30% das florestas tropicais remanescentes.Além disso, o Brasil aumentou a produção agrícola baseada em ganhos de produtividade, com expansãode áreas protegidas, declínio das taxas de desmatamento na Amazônia e o avanço dos investimentos ematividades sustentáveis. O país continua a ser líder mundial em energias renováveis, com quase todos os carrosnovos da frota no país movidos à gasolina e a álcool. Essas ações demonstram o compromisso brasileiro empromover a sustentabilidade como elemento central da sua estratégia de desenvolvimento.O foco nos investimentos como forma de aumentar a competitividade é também parte essencial da estratégiade desenvolvimento do país. Para os próximos anos, tem-se por objetivo principal o aumento contínuo da taxade investimento até atingir cerca de 24% do PIB. Para fazer isso, o Brasil conta com investimentos provenientesdos setores público e privado.Na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), cerca de R$ 1 trilhão está previstopara investimento em diversos setores, com ênfase em projetos de energia e no programa Minha Casa, Economia Verde | Ano 2012Minha Vida. Parcerias público-privadas para financiar projetos relevantes também são incentivadas. Isto éimportante na medida em que o País precisa investir em grandes projetos de infraestrutura em setores taiscomo telecomunicações, energia e transporte. Outra medida importante relaciona-se com os benefícios fiscaisconcedidos às debêntures emitidas com a finalidade de financiar projetos desta natureza.O Governo lançou o Plano Brasil Maior, um plano contendo medidas relacionadas à política industrial. Dentreelas, destacam-se: benefícios fiscais relacionados à folha de pagamentos e a produtos industriais; políticade compras governamentais, com prioridade para os bens produzidos no país, em especial, máquinas, 7
  • 5. Ministério da Fazenda Sumário Executivoequipamentos, fármacos e medicamentos; financiamento do comércio exterior; defesa comercial com operaçõesque visam evitar fraudes e triangulações (circumvention); financiamento para a produção, investimento einovação; e o novo regime automotivo, com incentivos para pesquisa, desenvolvimento e inovação.O governo brasileiro também está com suas atenções redobradas às consequências do aumento da liquidezfinanceira global advindo de políticas monetárias expansionistas dos países avançados. Este “tsunamimonetário, que visa a melhorar as condições econômicas nos EUA, Zona do Euro e Japão, de fato, colocou cercade US$ 9 trilhões na economia mundial desde 2008.Em suma, a condução da economia brasileira segue os princípios do desenvolvimento sustentável com inclusãosocial, inflação controlada e equilíbrio fiscal. Economia Verde | Ano 2012 8
  • 6. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Atividade Econômica Ministério da Fazenda
  • 7. Ministério da FazendaEconomia brasileira acelera o ritmo em 2012 Atividade EconômicaAs medidas de estímulo adotadas a partir do segundo semestre de 2011, para acelerar o ritmo do crescimento, jásurtem efeito no início de 2012. Após expansão de 1,3% e 0,5% em novembro e dezembro de 2011, na série ajustadasazonalmente, o comércio varejista cresceu 2,6% em janeiro de 2012. A produção industrial também registrou expansãode 1,3% em fevereiro 2012, comparado a janeiro. Esse crescimento deveu-se, em boa parte, à solidez do mercado detrabalho formal, ao ciclo de baixa da taxa básica de juros, iniciado em julho de 2011, e à disponibilidade da oferta decrédito, cujo saldo total atingiu 48,8% do PIB em janeiro de 2011.O crescimento robusto da demanda doméstica, aliado a medidas de incentivo para o aumento da produtividade, induziráa recuperação da indústria de transformação ao longo de 2012 e aquecerá ainda mais a atividade do setor de serviços.Assim, estima-se que a atividade econômica deva apresentar aceleração no primeiro e no segundo trimestre, de formaque, ao final de 2012, a expansão da economia esteja em seu ápice. Essa trajetória levará o PIB de 2012 a um crescimentomais forte do que o registrado em 2011. Economia Verde | Ano 2012 10
  • 8. Ministério da FazendaCrescimento robusto nos próximos anos Atividade EconômicaO crescimento médio da economia brasileira aumentou desde o final da década de 1990, passando de 1,7%(entre 1998 e 2002), para crescimento médio estimado de 4,7% no período entre 2011 e 2014. A força domercado interno, em conjunto com forte ênfase em investimentos como o principal motor do crescimento,são cruciais para tal expansão equilibrada.Crescimento do PIB (% a.a.) PAC PAC Crise Crise Crise Financeira Crise Asiática Nasdaq Internacional Soberana Média 4,7% Economia Verde | Ano 2012 Média 4,6% Média 3,5% Média 1,7% Dados em: % anual 0,0 0,3 4,3 1,3 2,7 1,1 5,7 3,2 4,0 6,1 5,2 7,5 2,7 4,5 5,5 6,0 * Estimativas do Ministério da Fazenda -0,3 Fonte: IBGE 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 * * * 12 13 14 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 11202020
  • 9. Ministério da FazendaO PIB sob a ótica da oferta e da demanda Atividade EconômicaEm 2011, o PIB brasileiro cresceu 2,7%. Do lado da demanda, o crescimento do investimento (4,7%) foimaior que o do consumo das famílias (4,1%), contribuindo para o aumento sustentável da capacidadeprodutiva.Crescimento: Oferta e Demanda (% a.a.) 25 20 15 Economia Verde | Ano 2012 10 2010 3,9 5 2011 2,7 2,7 10,4 21,3 1,9 1,6 6,3 5,5 7,5 6,9 4,1 4,2 4,7 Dados em: % anual 0 Fonte: IBGE Agropecuária Indústria Serviços PIB Consumo das Consumo Formação Famílias do Governo Bruta de Elaboração: Ministério da Fazenda Capital Fixo Oferta Demanda 12
  • 10. Ministério da FazendaRelevância da demanda doméstica Atividade EconômicaA demanda interna permanece como o principal motor da expansão econômica. No entanto, houve quedana sua taxa de crescimento devido a medidas de política econômica destinadas a garantir crescimento delongo prazo equilibrado.Decomposição do Crescimento do PIB - Demanda (% a.a.) 12 11 10 9 8 7 0,7 7,5 Economia Verde | Ano 2012 7.5 6 5,7 6,1 6.1 5 5,2 5.7 5.2 4 2,5 0,5 4,0 4.0 10.3 3 2,7 3,2 3.2 2,7 Demanda Líquida Externa 2 2.7 1,7 2.7 1 7.5 -0,1 Demanda Interna 0,2 1,1 1.1 5,0 2,7 5,3 7,5 6.9 6,9 10,3 3,4 0 -0,3 PIB -1 -1,4 -1,4 -1,7 -2,7 -0.3 -0,5 7.2- -0,7 Dados em: % anual -2 -0,2 -3 Fonte: IBGE 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 13
  • 11. Ministério da FazendaO crescimento econômico brasileiro em mais detalhes Atividade EconômicaDo ponto de vista da oferta, o crescimento do PIB no 4o trimestre de 2011 foi liderado pelo aumento de 0,9% naagricultura e de 0,6% no setor de serviços. A indústria contraiu -0,5%. Pelo lado da demanda, o consumo dasfamílias cresceu 1,1%, seguido pelo consumo da Administração Pública (0,4%) e pelos investimentos (0,2%).Composição do Crescimento do PIB (%) Decomposição do Crescimento do PIB: 4T 2011 (%) Período de Comparação (%) Trimestre Anterior Ano Anterior 2011/2010 3T 2011 4T 2010 Agropecuária 0,9 8,4 3,9 Indústria -0,5 -0,4 1,6 Extrativa Mineral 1,8 3,8 3,2 Transformação -2,5 -3,1 0,1 Construção Civil 0,8 3,1 3,6 Economia Verde | Ano 2012 Serviços 0,6 1,4 2,7 Comércio 0,7 1,3 3,4 Transporte, Armazenagem e Correio 0,1 1,4 2,8 Informação 0,6 4,6 4,9 PIB (a preços de mercado) 0,3 1,4 2,7 Dados em: % Consumo das Famílias 1,1 2,1 4,1 * Nem todos os setores foram Consumo da Administração Pública 0,4 1,3 1,9 incluídos em Indústrias e Serviços Formação Bruta de Capital Fixo 0,2 2,0 4,7 Exportação de Bens e Serviços 1,9 3,7 4,5 Fonte: IBGE Importação de Bens e Serviços 2,6 6,4 9,7 Elaboração: Ministério da Fazenda 14
  • 12. Ministério da FazendaEstabilidade no início do ano... Atividade EconômicaO Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil, diminuiu 0,13% emjaneiro vis-à-vis o mês de dezembro. A queda se deu principalmente por conta do declínio na produçãoindustrial causado pelas fortes chuvas em Minas Gerais, influenciando a produção de minério de ferro,além de problemas com a produção de caminhões, uma vez que as fábricas tiveram de ser adaptadas paraatender às novas normas ambientais.Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil150,0 140,73142,5135,0127,5 Economia Verde | Ano 2012120,0112,5105,0 Dados em: número-índice, com 97,5 ajuste sazonal (2002=100) 90,0 Fonte: Banco Central do Brasil 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 15 n n n n n n n n n nJa Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja
  • 13. Ministério da Fazenda...em conjunto com recuperação esperada no decorrer do ano Atividade EconômicaDados recentes evidenciam melhoria nas condições de negócios para o setor industrial no Brasil. O índicePMI Manufaturas registrou 51,4 em fevereiro de 2012. Da mesma forma, com 57,1, o PMI Serviços mostraaumento na atividade do início de 2012.Índice PMI (Purchasing Manager’s Index) 60 57,1 51,4 50 Economia Verde | Ano 2012 PMI Serviços PMI Manufaturas 40 Dados em: Índice * Valores maiores que 50 indicam crescimento 30 Fonte: Bloomberg Ag 08 No 08 Fe 08 M 09 Ag 09 No 09 Fe 09 M 10 Ag 10 No 10 Fe 10 M 11 Ag 11 No 11 Fe 11 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 ai o v v ai o v v ai o v v ai o v v 16M
  • 14. Ministério da FazendaVendas no comércio varejista continuam crescendo em base mensal Atividade EconômicaNo acumulado de 12 meses até janeiro de 2012, as vendas no varejo cresceram 6,6% e as do varejoampliado obtiveram expansão de 6,4%. Em base mensal, as vendas ajustadas sazonalmente tambémobtiveram avanço. Em janeiro de 2012, cresceram 2,6% em relação ao mês anterior, a maior expansãodesde o verificado em fevereiro de 2010.Volume de Vendas no Comércio Varejista (% acum. 12 meses) Volume de Vendas no Comércio Varejista (% a.m.) 14 3,0 12 2,5 10 PMC 2,0 PMC Ampliada* 8 6,6 1,5 PMC Economia Verde | Ano 2012 6 1,0 PMC Ampliada 6,4 Dados em: % acumulado em 4 0,5 12 meses até janeiro de 2012 e 0,7 0,7 1,3 1,6 0,5 1,8 2,6 1,4 0,0 2 0 % mensal * Incluindo veículos, 0 -0,5 -0,2 motocicletas, partes e peças e ai 9 t2 9 n 9 ai 0 t2 0 n 0 ai 1 t2 1 n 1 12 1 11 1 1 2 materiais de construçãoM 00Se 00Ja 00M 01Se 01Ja 01M 01Se 01Ja 01 01 1 01 1 20 20 20 20 2 2 2 2 2 2 t2 z2 n ut v n Se De NoJa Ja O Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 17
  • 15. Ministério da FazendaEstoque geral da indústria decrescendo Atividade EconômicaA indústria tem experimentado redução significativa no nível de estoques excedentes nos últimos meses. Onúmero de indústrias que informaram estoques nessa condição diminuiu de 10,2%, em dezembro de 2011,para 5,7%, em fevereiro de 2012. Tal fato constitui-se indicativo de que a produção industrial está acelerando.Excesso de Estoque Geral da Indústria (% de empresas) 12 10,2 10 Economia Verde | Ano 2012 8 6 5,7 Dados em: % de empresas 4 que declararam estoques excessivos, com ajuste sazonal 2 Fonte: FGV n 11Ag l 20 1 o 11O 20 1No 20 1De 20 1 z 11 n 11 v 12 12 ar 10M 20 0 ai 10 n 10Ag l 20 0 o 10O 20 0No 20 0De 20 0 z 10 n 10M 20 1 ar 11M 20 1 ai 11 Elaboração: Ministério da Fazenda r 1 Ju 201 Se 201 ut 1 v 1 v 1 r 1 Ju 201 Se 201 ut 1 v 1M 20Ab 20Ju 20Ja 20Fe 20Ab 20Ju 20Ja 20Fe 20 20 t v t 18Fe
  • 16. Ministério da FazendaAumento da produção no setor industrial Atividade EconômicaApós decréscimo de 1,5% verificado em janeiro deste ano, a produção industrial apresentou recuperaçãode 1,3% em fevereiro. Destaque para os bens de capital, com crescimento mensal de 5,7%. Em relação ajaneiro de 2012, dos 26 setores pesquisados, 17 apresentaram incremento na produção. Uma recuperaçãomais plena da atividade industrial é esperada para os próximos meses, à luz das recentes medidas deestímulo ao setor listadas no Plano Brasil Maior. Índice de Produção Industrial 135 130 126,8 125 120 Economia Verde | Ano 2012 115 110 105 100 Dados em: número-índice, 95 com ajuste sazonal (2002=100) 90 Fonte: IBGE 07 07 07 08 08 08 09 09 09 10 10 10 11 11 11 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 v n ut v n ut v n ut v n ut v n ut v 19Fe Fe Fe Fe Fe Fe Ju Ju Ju Ju Ju O O O O O
  • 17. Ministério da FazendaUtilização da capacidade instalada continua estável Atividade EconômicaO nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) permanece estável nos primeiros meses de 2012. Oindicador da FGV registrou, em fevereiro deste ano, 83,7%, o mesmo nível registrado no mês de janeiro. Oindicador de utilização da Fiesp apresentou ligeiro incremento, 81,9% em fevereiro contra 81,8% no mêsimediatamente anterior.Nível de Utilização da Capacidade Instalada (%) 90 85 NUCI - CNI 83,7 NUCI - FGV Economia Verde | Ano 2012 81,9 NUCI - FIESP* 81,9 Dados em: %, com ajuste 80 sazonal * Abrange apenas a indústria do Estado de São Paulo 75 Fonte: CNI, FGV e FIESP 07 07 08 08 09 09 10 10 11 11 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 v o v o v o v o v o vFe Fe Fe Fe Fe Fe Ag Ag Ag Ag Ag 20
  • 18. Ministério da FazendaConfiança na economia brasileira permanece alta Atividade EconômicaApós apresentar declínio no final de 2011, o Índice de Confiança do Consumidor cresceu de 119,4, emfevereiro, para 122,7 em março do corrente. O Índice de Confiança da Indústria, por sua vez, teve expansãode 102,5 para 103,0, no mesmo período. A retomada nos índices de confiança constitui sinal de que o anode 2012 apresenta-se mais positivo para o setor industrial.Índices de Confiança: Indústria e Consumidor (pontos, com ajuste sazonal)130 122,7120110 Economia Verde | Ano 2012 103,0 Índice de Confiança do Otimista Consumidor100 Pessimista Índice de Confiança da Indústria 90 Dados em: pontos, com ajuste sazonal 80 Fonte: FGV r 0 ai 0 n 0 l2 0 o 10 t 0 ut 0 v 10 z 10 n 0 v 1 ar 11 r 1 ai 1 n 1 l2 1 o 11 t 1 ut 1 v 11 z 11 n 1 v 2 ar 12 12 Elaboração: Ministério da Fazenda Ab 201 M 201 Ju 201 Ju 01 Se 201 O 201 Ja 201 Fe 201 Ab 201 M 201 Ju 201 Ju 01 Se 201 O 201 Ja 201 Fe 201 Ag 0 No 20 De 20 M 20 Ag 0 No 20 De 20 M 20 20 2 2 ar 21M
  • 19. Ministério da FazendaNovo recorde de safra em 2011 Atividade EconômicaA produção agrícola do Brasil atingiu, em 2011, o recorde de 163 milhões de toneladas de grãos,superando em 9,2% o percentual do ano anterior. O resultado consolida o Brasil como um dos principaisceleiros do mundo.Safra Brasileira de Grãos - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (milhões de toneladas)200 163,0150 149,3 144,1 Economia Verde | Ano 2012 131,8 135,1 123,2 122,5 119,1 114,7100 96,8 Dados em: milhões de toneladas 50 Fonte: Conab 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /1 /1 Elaboração: Ministério da Fazenda 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 22 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20
  • 20. Ministério da FazendaPlano Safra fomenta dinamismo agropecuário Atividade EconômicaO Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 conta com recursos de R$123,2 bilhões, aumento de 6,2% emrelação à safra passada. Deste total, R$107,2 bilhões são destinados à agricultura empresarial e R$16bilhões à agricultura familiar. Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de custeio,investimento, comercialização, subvenção ao prêmio de seguro rural e apoio à utilização de práticasagronômicas sustentáveis.Programação do Financiamento Rural (R$ bilhões)150 123,2 116,0120 108,0 16,0 16,0 15,0 Total 90 78,0 Economia Verde | Ano 2012 70,0 Agricultura Familiar 63,0 13,0 Agricultura Empresarial 46,5 56,9 60 12,0 32,6 7,0 10,0 Dados em: R$ bilhões 24,7 9,0 5,4 * Linhas de crédito rural não 30 4,2 inclusas na agricultura familiar, 20,5 27,2 39,5 44,4 50,0 58,0 65,0 93,0 100,0 107,2 nem na agricultura empresarial 0 9.0 Fonte: Conab 1 Elaboração: Ministério da Fazenda 2 3 4 5 * * 8 9 0 6 7 /0 /0 /0 /0 /0 /1 /1 /1 /0 /0 02 03 04 07 08 09 10 11 05 06 23 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20
  • 21. to en Ministério da Fazenda tim Investimento como o componente principal do crescimento es Atividade EconômicaInv Enquanto em 2011 o crescimento do PIB atingiu 2,7%, os investimentos aumentaram em ritmo mais forte (4,7%), acima da expansão verificada no consumo das famílias (4,1%) e do Governo (1,9%), na mesma base de comparação. O ritmo de crescimento da economia é resultado de um conjunto de políticas tomadas pela administração pública no intuito de promover investimentos. Investimento - FBCF (% a.a.) 25 20 15 10 Economia Verde | Ano 2012 5 Dados em: % 4,7 0 Fonte: IGBE -5 Elaboração: Ministério da Fazenda -10 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 24
  • 22. to en Ministério da Fazenda tim Combinação equilibrada entre componentes de investimento es Atividade EconômicaInv A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) é composta principalmente por investimentos em construção e na compra de máquinas e equipamentos. Este último componente chegou a 52,4% da FBCF em 2011, e é o responsável pela média de 51,7% da FBCF desde 2009. A combinação equilibrada desses dois componentes deve sustentar o crescimento de longo prazo da economia. FBCF - Composição Anual (% da FBCF) 100 7,6 6,9 6,2 80 Economia Verde | Ano 2012 50,1 52,5 52,4 Construção 60 Máquinas e Equipamentos Outros 40 Dados em: % da FBCF 20 * Resultados preliminares 42,3 40,6 41,4 calculados a partir das Contas Nacionais Trimestrais 0 2009 2010* 2011* Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 25
  • 23. to en Ministério da Fazenda tim Aumento do investimento incentiva a economia doméstica es Atividade EconômicaInv As oportunidades de investimento na economia brasileira, juntamente com medidas para melhorar o investimento de longo prazo, devem contribuir para o aumento contínuo da participação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no PIB, que deverá atingir 20,4% em 2012. Investimento - FBCF (% do PIB) 25 20 Economia Verde | Ano 2012 15 10 Dados em: % do PIB 5 * Estimativas do Ministério 16,4 15,3 16,1 15,9 16,4 17,4 19,1 18,1 19,5 19,3 20,4 da Fazenda 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012* Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 26
  • 24. to en Ministério da Fazenda tim Brasil se destaca em investimentos portuários es Atividade EconômicaInv O Brasil tem dois dos maiores projetos de investimento em portos de todo o mundo: a expansão do Porto de Santos e a construção do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, o maior investimento da América Latina neste setor. Nove Maiores Projetos de Portos no Mundo* (US$ bilhões) China Porto Yangshan 8,0 Panamá Expansão do Canal do Panamá 6,5 Holanda Expansão do Porto de Roterdã 4,0 Economia Verde | Ano 2012 China Dragagem do Rio Yangtze 3,6 Brasil 2,9 Expansão do Porto de Santos (SP) Reino Unido Porto London Gateway 2,5 Catar 2,0 Expansão do Porto Ras Laffan Dados em: US$ bilhões Brasil 1,8 Superporto do Açu (RJ) * Em fase final de preparação ou em andamento Omã 1,0 Expansão do Porto de Sohar Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 27
  • 25. to en Ministério da Fazenda tim Investimentos nos setores de Petróleo e Gás es Atividade EconômicaInv Os investimentos da Petrobras na criação de plataformas de petróleo e navios-plataformas também são destaques nos setores de Petróleo e Gás. Juntos, somam US$ 40 bilhões. Dez Maiores Projetos no Setor de Petróleo e Gás do Mundo* (US$ bilhões) Austrália Campo de gás Gorgon 44,0 Austrália Campo de gás Pilbara 35,0 Austrália Campo de gás Wheatstone 30,0 Austrália Campo de gás Ichthys 30,0 Economia Verde | Ano 2012 Brasil Plataformas da Petrobras (RJ-ES-SP) 25,0 Canadá Oleoduto Keystone XL 20,0 Nigéria Gasoduto Transsaariano 20,0 Brasil 15,0 Navios - Plataformas da Petrobras (ES-RJ-SP) Dados em: US$ bilhões Turquia 11,3 Gasoduto Nabucco * Em fase final de preparação ou em andamento Indonésia 10,0 Campo de gás Abadi Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2013 Elaboração: Ministério da Fazenda 28
  • 26. to en Ministério da Fazenda tim Investimentos expressivos no setor de energia elétrica es Atividade EconômicaInv O setor de energia também é prioridade para o governo brasileiro. Entre os quinze maiores projetos do setor no mundo, seis estão localizados no Brasil, com ênfase na construção da usina Belo Monte. Ver também o mapa de investimentos no setor de energia na Seção Especial desta publicação. Quinze Maiores Projetos no Setor de Energia Elétrica do Mundo* (US$ bilhões) China Campo eólico Jiuquan 18,2 Brasil Hidrelétrica de Belo Monte (PA) 16,0 Brasil Hidrelétrica São Luiz do Tapajós (PA) 12,6 EUA Transmissão Green Power Express 12,0 China Usina nuclear de Yangjiang 10,2 Brasil Economia Verde | Ano 2012 Hidrelétrica de Santo Antônio (RO) 10,0 Brasil Hidrelétrica de Jirau (RO) 8,2 China Hidrelétrica de Xiluodu 6,8 Canadá Hidrelétrica de Pace River 6,6 Canadá Hidrelétrica Romaine 6,5 China Hidrelétrica de Xiangjiaba 6,3 Dados em: US$ bilhões Brasil Usina nuclear Angra 3 6,3 Índia Termelétrica Mundra 4,2 * Em fase final de preparação ou Colômbia 3,0 Hidrelétrica Pescadero em andamento Brasil 2,5 Hidrelétrica Teles Pires (MT-PA) Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2014 Elaboração: Ministério da Fazenda 29
  • 27. to en Ministério da Fazenda tim Brasil dispõe de amplo programa de investimentos em transporte es Atividade EconômicaInv Entre os 16 maiores projetos de investimento relacionados ao setor de transporte no mundo, quatro deles estão no Brasil: dois relacionam-se com a expansão da rede ferroviária, um com o sistema de metrô e outro com a construção de estradas em todo o país. Dezesseis Maiores Projetos em Transportes do Mundo* (US$ bilhões) China Novo Aeroporto Kunming 23,1 EUA Modernização do Aeroporto O´Hare 15,0 China Ferrovia Harbin-Dalian 14,0 China Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau 10,7 Malásia Ferrovia Kuala Lumpur-Vale Klang 10,3 Economia Verde | Ano 2012 EUA 6,9 Transporte Ferroviário (Colorado) Brasil 6,7 Ferrovia Norte-Sul (GO-MA-MG-MS-PA-SP-TO) Vietnã 5,7 Ferrovia Nha Trang EUA 5,3 Ponte Detroit River International China 5,0 Trem Xangai-Hangzhou Brasil 4,3 Linha 5 do metrô paulistano Dados em: US$ bilhões Vietnã 4,0 Ferrovia subterrânea do rio Hau Brasil 3,8 Trecho Norte do Rodoanel * Em fase final de preparação ou Vietnã 3,7 Rodoanel de Ho Chi Minh City em andamento Brasil 3,4 Ferrovia Transnordestina (CE-PE-PI) Fonte: CG-LA, Anuário Exame 2011-2015 Elaboração: Ministério da Fazenda 30
  • 28. to en Ministério da Fazenda tim Concessões de aeroportos geram mais investimentos para o setor es Atividade EconômicaInv O total de investimentos programados para o setor aeroportuário no Brasil soma aproximadamente R$ 3 bilhões, considerando-se apenas as concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos. O sistema de licenciamento é importante para a iniciativa privada contribuir para o crescimento do setor. Concessão de Aeroportos: Investimentos Planejados (R$) Brasília Guarulhos Viracopos Ampliação do terminal de Construção do terceiro Construção do terminal passageiros, pátio, sistema terminal, expansão do (1ª fase) e expansão do Economia Verde | Ano 2012 viário e embarque. embarque e construção embarque. da pista de táxi. Investimentos Planejados: R$ 3 bilhões 2012 - 2014 2012 - 2014 2012 - 2014 R$ 627 milhões R$ 1,38 bilhão R$ 873 milhões Dados em: R$ Fonte: STN/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 31
  • 29. to en Ministério da Fazenda tim Investimentos para a Copa do Mundo de 2014 em ritmo acelerado es Atividade EconômicaInv O Brasil realiza investimentos em vários setores, incluindo esportes. Um total de R$ 33 bilhões foram alocados na implementação da infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. A maioria é dirigida para o projetos na área de transportes, dos quais R$ 11,6 bilhões são destinados para a mobilidade urbana e R$ 5,5 bilhões para portos e aeroportos. Investimentos para a Copa do Mundo 2014 (R$ bilhões) Estádios 5,7 Mobilidade Urbana 11,6 Portos e Aeroportos 5,5 22,8 Economia Verde | Ano 2012 Total Infra Civil Telecom e energia 3,8 Segurança e Saúde 4,6 Hotelaria 1,9 Total 33,1 Dados em: R$ bilhões Fonte: Ministério dos Esportes Elaboração: Ministério da Fazenda 32
  • 30. to en Ministério da Fazenda tim “Minha Casa, Minha Vida” investirá R$ 143 bilhões até 2014 es Atividade EconômicaInv O programa “Minha Casa, Minha Vida” já beneficiou 1 milhão de lares. Para a segunda fase do programa (2011-2014), o objetivo é construir 2,6 milhões de unidades, com investimentos previstos para um total de R$ 143 bilhões. Programa “Minha Casa, Minha Vida”: Unidades Construídas e Investimentos Planejados (R$ bilhões) Minha Casa, Minha Vida 2 Investimento Total = R$ 143 bi 40 2,6 milhões de unidades 35 30 Economia Verde | Ano 2012 25 20 15 10 0.0 29,1 Meta Contratado 5 15,5 39,6 0.0 32,8 7,9 36,6 36,6 Dados em: R$ bilhões 0 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Fonte: Caixa Econômica Federal Elaboração: Ministério da Fazenda 33
  • 31. to en Ministério da Fazenda tim Investimentos do PAC continuam crescendo em 2012 es Atividade EconômicaInv Os montantes atribuídos aos PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) aumentaram significativamente, atingindo R$ 35,4 bilhões em 2011. Isso representa crescimento de quase 20%, quando comparado a 2010, e expansão de 121,3% entre 2007 e 2011. Em consonância com o modelo de crescimento econômico baseado em investimentos, estima-se expansão de 20,3% para 2012, atingindo R$ 42,6 bilhões. PAC: Valores Nominais Contratados (R$ bilhões) 50 40 Economia Verde | Ano 2012 30 20 10 Dados em: R$ bilhões 16,0 17,0 27,1 29,7 35,4 42,6 * LOA 2012 0 2007 2008 2009 2010 2011 2012* Fonte: Ministério do Planejamento Elaboração: Ministério da Fazenda 34
  • 32. to en Ministério da Fazenda tim Programa de Aceleração do Crescimento em detalhe es Atividade EconômicaInv A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) visa fornecer infraestrutura por meio de investimentos de cerca de R$ 1 trilhão no período de 2011 a 2014. Cerca de 50% do total de investimentos encontra-se direcionado para o setor de energia e 30% para o programa de habitação “Minha Casa, Minha Vida”. Investimentos nos setores de energia e transporte já estão previstos a partir de 2014. PAC 2 (R$ bilhões) PAC 2 Eixos 2011-2014 Pós-2014 Total PAC Comunidade Cidadã 23,0 – 23,0 Economia Verde | Ano 2012 PAC Água e Luz para Todos 30,6 – 30,6 PAC Cidade Melhor 57,1 – 57,1 PAC Transportes 104,5 4,5 109,0 PAC Minha Casa, Minha Vida 278,2 – 278,2 Dados em: R$ bilhões PAC Energia 461,6 626,9 1.088,5 Fonte: Ministério do Planejamento Total 955,0 631,4 1.586,4 Elaboração: Ministério da Fazenda 35
  • 33. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Emprego e Renda Ministério da Fazenda
  • 34. Ministério da FazendaMercado de trabalho brasileiro apresenta robustez Emprego e RendaApesar do ritmo moderado da atividade econômica em 2011, o mercado de trabalho manteve-se robusto, comdestaque para o declínio na taxa média anual de desemprego para 6,0%.Sabe-se que as alterações na atividade no mercado de trabalho ocorrem com certo intervalo de tempo em relação àsmudanças na produção, porém dados recentes não mostraram sinais desfavoráveis na margem. Segundo o IBGE, ataxa de desemprego registrada foi de 5,7% em fevereiro de 2012, baixa recorde para o mês. A situação é bem melhordo que a do mercado de trabalho nas maiores economias do mundo.O governo brasileiro concentra-se na promoção do crescimento com inclusão social e produtiva. O aumento dastransferências do programa Bolsa Família desempenha importante papel e torna-se parte do Plano Brasil semMiséria, que visa melhorar a renda e bem-estar dos mais pobres. O programa inclui ainda o acompanhamento dasfamílias e sua inclusão na rede de segurança social. Economia Verde | Ano 2012 38
  • 35. Ministério da FazendaDesigualdade de renda diminui de forma consistente Emprego e RendaO Índice de Gini é o menor desde a década de 1960 no Brasil. Como principais fatores para a queda estáa redução da desigualdade na renda do trabalho e da desigualdade educacional, além do aumento emprogramas sociais do Governo.Índice de Gini (média móvel em 12 meses)0,640,620,600,58 Economia Verde | Ano 20120,56 Dados em: Média Móvel0,54 em 12 meses0,52 * Estimativas produzidas com0,50 base em dados do IBGE (PNAD, PME e Censo) PNAD ajustado0,48 0,537 0,583 0,590 0,609 0,596 0,545 0,538 0,519 pelo Censo e PMEs0,46 1960 1970 1979 1990 2001 2009 2010* Jan 2012* Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 39
  • 36. Ministério da FazendaPobreza diminui 52% em oito anos Emprego e RendaEm termos de redução de pobreza, o Brasil cumpriu antecipadamente em apenas oito anos a meta domilênio, de 25 anos, estabelecida pela ONU em 1990. De 2003 a 2014, estima-se que a pobreza tenhareduzido em quase 70%.Taxa de Pobreza (% da população)403530 Queda Esperada Economia Verde | Ano 201225 de 69,4%20 Dados em: % da população15 * Estimativas produzidas com10 base em dados do IBGE (PNAD, PME e Censo) PNAD ajustado pelo 35,0 35,0 28,6 28,8 28,4 26,9 28,7 27,5 26,7 28,1 25,4 22,8 19,3 18,3 16,0 15,3 13,7 12,9 20 * 10,9 5 Censo e PMEs 20 * 9,6 * 8,6 0 Fonte: FGV 92 93 03 04 05 06 07 08 09 10 11 95 96 97 98 99 01 02 12 13 14 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 19 19 19 19 19 20 20 20 20 40
  • 37. Ministério da FazendaCrescimento econômico com distribuição de renda Emprego e RendaO crescimento econômico dos últimos anos permite a todos os estratos de renda per capita familiarregistrarem crescimento. Destaque-se o aumento de 7,2% na renda per capita familiar dos que estãodentro da faixa dos 10% mais pobres.Média do Crescimento da Renda per Capita (2001 a 2009) 10% mais8 pobres76 Economia Verde | Ano 20125 Média Nacional = 4,554 Dados em: Taxa de crescimento médio da renda domiciliar3 per capita por décimos da 10% mais distribuição nos 8 anos2 ricos (2001 a 2009)1 * Estimativas produzidas com 7,2 6,3 5,9 5,4 4,9 4,6 4,0 3,3 2,5 1,4 base no PNAD de 2001 a 20090 Fonte: IBGE o ro iro o vo o o o o no nd m rt nt xt tim ei rce Elaboração: Ministério da Fazenda ita ua No ci gu Se ui im 41 Te Sé Dé O Q Q Se Pr
  • 38. Ministério da Fazenda“Bolsa Família” reduz desigualdade de renda Emprego e RendaO “Bolsa Família” é reconhecido como um dos mais eficientes programas para reduzir a pobreza, seja devidoao foco nos segmentos de renda mais baixa, seja aos condicionantes para o seu recebimento por partedos beneficiados: matrícula dos filhos nas escolas públicas, realização de check-ups médicos regulares e atomada de vacinas. Com custo relativamente baixo, o programa contribui significativamente para a reduçãoda desigualdade de renda, tendo beneficiado 13,4 milhões de famílias no mês de fevereiro de 2012.Programa Bolsa Família0,40 200,35 18,10,30 15 Economia Verde | Ano 20120,25 Bolsa Família (% do PIB) 13,4 Bolsa Família (R$ bilhões)0,20 10 Nº de famílias (em milhões)0,15 Dados em: % do PIB, R$ bilhões0,10 e milhões de famílias 50,05 * Acumulado em 12 meses 0,2 0,3 0,3 0,3 0,3 0,4 0,4 0,4 0,4 até fevereiro0,00 0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012* Fonte: MDS Elaboração: Ministério da Fazenda 42
  • 39. Ministério da FazendaAumento do bem-estar pode ser visto em vários indicadores Emprego e RendaEm anos recentes, houve melhora nos indicadores de pobreza, renda e desigualdade. Mais recentemente,em janeiro de 2012, a renda cresceu 2,7%, quando comparada ao mesmo mês do ano anterior, enquantoque a taxa de pobreza e o Índice de Gini reduziram 2,1% e 7,9%, respectivamente.Desenvolvimento Recente dos Indicadores de Pobreza e Desigualdade de Renda 8 6 4 2 Jan 2011-Jan 2012 2.1 2,7 0,5 4,6 6,1 2,7 0,3 2,1 Mai 2010-Mai 2011 0.5 0 0.3 -1,5 -1,9 -2,1 -7,5 -8,8 -11,7 -7,9 Economia Verde | Ano 2012 Mai 2009-Mai 2010 2.1- 5.1- 9.1- 1.2- -2 -1,2 Mai 2008-Mai 2009 -4 Mai 2002-Mai 2008 -6 Dados em: %, média móvel -8 em 12 meses-10 * Baseado em dados-12 da PME (IBGE) Renda Média Índice de Gini Pobreza Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 43
  • 40. Ministério da FazendaSalário mínimo real cresceu mais de 50% desde 2003 Emprego e RendaA aceleração do crescimento nos últimos anos causou expansão significativa da renda per capita. Comoresultado da política de valorização implementada pelo Governo, o valor do salário mínimo apresentouaumento ainda mais significativo, crescendo, em termos reais, 57,5% de 2004 a 2012. O reajuste de 14%em termos nominais do salário mínimo, que passou de R$ 545 para R$ 622, injetará mais de R$ 50 bilhõesno nosso mercado interno.Evolução Real do Salário Mínimo600 57,5%500 30,8%400 Economia Verde | Ano 2012300 Dados em: R$, média anual a preços de janeiro de 2012200 * Média dos últimos 12 meses até janeiro de 2012, Salário Mínimo 453,2 273,8 285,6 292,9 304,6 307,4 318,0 346,9 355,7 358,2 371,5 397,4 480,6 495,4 531,2 559,4 559,9 564,2100 Nominal: R$ 622 em janeiro de 2012 0 Fonte: IPEA 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 06 07 08 09 10 11 * 12 9 9 9 9 9 0 0 0 0 0 0 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 44
  • 41. Ministério da FazendaUm país de classe média Emprego e RendaCom a melhoria da distribuição de renda, as classes D e E passam a decrescer, dando lugar a uma crescenteclasse média com diferentes gostos e preferências. A classe média brasileira alcançou 105,5 milhões depessoas em 2011, equivalente a 55% da população. Tal aumento permitirá crescimento do consumo maisestável e consistente no futuro.População Brasileira por Classes Sociais* (milhões de pessoas)200 22,5 13,3150 8,8 12,9 Economia Verde | Ano 2012 65,9 55% da Classes A e B 45,6 55,4 105,5 população100 Classe C Classes D e E 50 Dados em: milhões de pessoas 92,9 96,2 83,3 63,6 * Baseado em dados da PNAD (IBGE) 0 1993 1995 2003 2011 Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 45
  • 42. MinistérioBaixa taxa de desemprego como consequência de da Fazendaconsistente criação de empregos Emprego e RendaMesmo em cenário de menor crescimento da economia, o mercado de trabalho apresentou dinamismoacentuado em 2011, refletido principalmente no declínio da desocupação, que atingiu 4,7% em dezembrode 2011. O dado referente ao mês de fevereiro de 2012 mostra a continuidade do processo com a taxa dedesemprego atingindo 5,7%, a menor taxa da série para o mês citado. Taxa de Desemprego (% da população economicamente ativa) 14 13 12 11 10 Economia Verde | Ano 2012 9 8 7 5,70 6 Dados em: % da população 5 economicamente ativa 4 Fonte: IBGE 03 04 05 06 07 08 09 10 11 v 12 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Fe 20 20 v n n n n n n n n nFe Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja 46
  • 43. Ministério da FazendaComportamento da taxa de desemprego regional Emprego e RendaDados recentes quanto ao desemprego regional confirmam que a maior parte das áreas metropolitanasalcançou seus menores níveis de desocupação para o mês de fevereiro. Destaquem-se as taxas de desempregoem Porto Alegre (4,4%) e Belo Horizonte (4,7%), níveis compatíveis com o dos países desenvolvidos antesda eclosão da crise financeira internacional.Desemprego Regional (% da população economicamente ativa) 14 Salvador 12 Recife 10 São Paulo Economia Verde | Ano 2012 9,2 Rio de Janeiro 8 Belo Horizonte 6,2 Porto Alegre 6 6,1 5,3 Dados em: % da população 4,7 economicamente ativa 4 4,4 * Média móvel em 12 meses 2 Fonte: IBGE ut 08 z2 8 v 8 r2 9 n 9 o 9 ut 9 z2 9 v 9 r2 0 n 0 o 0 ut 0 z2 0 v 0 r2 1 n 1 o 1 ut 1 z2 1 v 1 12 De 00 Fe 00 Ab 00 Ju 00 Ag 200 O 00 De 00 Fe 00 Ab 01 Ju 01 Ag 201 O 01 De 01 Fe 01 Ab 01 Ju 01 Ag 201 O 01 De 01 Fe 01 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 oAg 47 O
  • 44. Ministério da FazendaAumento do número de indivíduos com qualificação profissional Emprego e RendaO aumento do número de indivíduos com qualificação profissional é um dos mais importantes fatores paraa redução da desigualdade de renda. O objetivo do Pronatec, programa abrangente de qualificação da mão-de-obra, é o de qualificar oito milhões de trabalhadores e construir cerca de 400 escolas técnicas até 2014. Amelhoria na educação também pode ser percebida pelo aumento no número de pessoas qualificadas, que,entre 2009 e 2012, aumentou de 21,6% para 24, 9% da população em idade ativa.Proporção das Pessoas com 10 Anos ou mais de Educação* (%) 30 28 26 24,9 24 21,6 Economia Verde | Ano 2012 22 20 18 Dados em: %, média móvel 16 em 12 meses 14 * Com algum treinamento de 12 qualificação profissional 10 Fonte: FGV l2 3Ja 003 Ju 04Ja 004 Ju 05Ja 005 Ju 06Ja 006 Ju 07Ja 007 Ju 08Ja 008 n 9Ja 09 Ju 10Ja 010 Ju 11Fe 11 12 Ju 00Ju 200 20 20 20 20 20 20 20 20 0 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 v n n n n n n n n v 48Fe
  • 45. Ministério da FazendaTaxa de formalização crescendo de maneira estável Emprego e RendaUma melhora qualitativa do emprego no Brasil pode ser constatada pelo aumento do grau de formalizaçãodo mercado de trabalho. Segundo o IBGE, a proporção de pessoas ocupadas com carteira assinada emrelação ao contingente de ocupados saltou para 53,3% em 2012 (últimos 12 meses até fevereiro). Nomesmo sentido, a proporção de contribuintes para a previdência social em relação à população ocupadaatingiu 71,4% na mesma base de comparação.Taxa de Formalização (%)8070 População Ocupada com60 Carteira em relação à População Ocupada Economia Verde | Ano 201250 Contribuintes para Previdência Social em qualquer trabalho40 em relação à População30 Ocupada Dados em: %20 * Média móvel em 12 meses até10 47,6 66,4 45,5 63,0 43,5 60,1 43,8 60,1 45,5 62,8 46,1 63,2 64,8 49,2 49,3 66,1 51,6 69,2 53,6 71,9 53,3 71,4 janeiro de 2012 0 Fonte: IBGE 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 2* Elaboração: Ministério da Fazenda 1 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 49
  • 46. Ministério da FazendaGeração de empregos no Brasil Emprego e RendaFruto do otimismo empresarial em relação aos fundamentos econômicos da economia brasileira, o CAGEDregistrou geração de 1,4 milhão de empregos celetistas nos últimos 12 meses até janeiro de 2012. De 2003a 2011, mais de 12 milhões de empregos foram criados no Brasil, desconsiderando-se as contratações dosetor público.Geração Líquida de Empregos Setor Privado** (milhares de postos de trabalho)2.500 GERAÇÃO DE EMPREGOS CELETISTAS (2003-2011)2.000 12,7 milhões Economia Verde | Ano 20121.500 Dados em: milhares de postos de trabalho1.000 * Acumulado em 12 meses até janeiro 1.523 1.254 1.229 1.617 1.452 2.137 1.566 1.403 500 645 995 ** Não inclui informações declaradas fora do prazo 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012* Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda 50
  • 47. Ministério da FazendaMais educação significa aumento de produtividade Emprego e RendaO aumento dos níveis de escolaridade da população empregada abre espaço para o aumento daprodutividade, redução de custos de produção, aumento dos salários e lucratividade das empresas. Em2003, a população ocupada com 11 ou mais anos de estudo respondia por 46,7% do total; em 2011, essepercentual subiu para 60,7%.População Ocupada por Nível Educacional (% do total) 80 70 60 50 40 Economia Verde | Ano 2012 30 2003 20 2011 10 3,0 1,6 6,3 3,4 24,7 17,3 19,1 17,0 46,7 60,7 Dados em: % do total 0 Fonte: IBGE tu os tu os tu os tu is es 1 a m es ma de de e co es an es an es an Elaboração: Ministério da Fazenda do do do do tu no de ou de a 3 de a 7 de 10 do os ão a os 1 4 en uç 8 an m str 11 in m 51Se
  • 48. Ministério da FazendaGastos com educação e saúde aumentam consideravelmente Emprego e RendaEducação e Saúde são prioridades em termos de política social no Brasil. O total de gastos em Educaçãocresceu de R$ 18,7 bilhões, em 2002, para valor estimado em R$ 68,6 bilhões para o ano de 2012 (aumentode 267%). No mesmo período, gastos em termos reais em Saúde cresceram 137%, de R$ 36 bilhões, em2002, para projetados R$ 85,4 bilhões para 2012.Despesas do Governo com Educação e Saúde* (R$ bilhões)100 80 Gastos com Educação Gastos com Saúde Economia Verde | Ano 2012 60 Dados em: R$ bilhões 40 * Inclui gastos da União mais as transferências de Estados para Municípios 20 ** Acumulado em 12 meses até 20,7 47,5 28,9 18,7 36,0 19,0 36,2 18,5 42,0 19,9 44,8 25,3 52,9 56,7 37,0 63,9 48,3 66,4 54,6 73,1 68,6 85,4 janeiro de 2012 0 Fonte: STN/MF e LOA 2012 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 ** 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 52
  • 49. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Inflação Ministério da Fazenda
  • 50. Ministério da FazendaInflação sob controle InflaçãoEm 2011, a inflação no Brasil teve dois momentos cruciais. O primeiro foi entre janeiro e maio e registrou 0,8% devariação média mensal. A pressão veio sobretudo de fatores externos, como choques de preços de commodities queocorreram entre o final de 2010 e início de 2011. Por outro lado, de maio a dezembro de 2011, a inflação começou adeclinar consideravelmente, registrando média mensal de 0,4% e encerrando o ano em 6,5%, na meta.A trajetória de declínio continuou ao longo do primeiro trimestre de 2012. A inflação medida pela variação do IPCAacumulada nos últimos 12 meses caiu de 7,31% para 5,24%, entre outubro de 2011 e março de 2012. A inflação demarço de 2012 foi de 0,21%, bem abaixo das expectativas de mercado. Além disso, cabe notar a ausência de pressõesadvindas dos preços administrados, especialmente das tarifas de ônibus urbanos e de fornecimento de energia elétricaresidencial, o que deve contribuir para manter as taxas de inflação em níveis reduzidos em 2012. De acordo com oRelatório de Inflação do Banco Central do Brasil (março de 2012), a projeção de inflação para de 2012 é de 4,4%. Economia Verde | Ano 2012 54
  • 51. Ministério da FazendaInflação dentro do intervalo das metas InflaçãoPelo sétimo ano consecutivo, a inflação mantém-se dentro do intervalo estabelecido pelo regime de metas.As pressões sobre os preços se dissiparam e a taxa acumulada em 12 meses começou a recuar a partir deoutubro. De acordo com projeções do Banco Central*, a variação do IPCA deverá ficar em 4,4% em 2012,ligeiramente abaixo do centro da meta (4,5%).Inflação: IPCA (% a.a.)14 IPCA1210 Inflação IPCA Economia Verde | Ano 2012 8 Limite Superior Limite Centro da Meta 6 Superior Limite Inferior Meta de 4 Inflação Dados em: % anual 2 Limite * Relatório de Inflação do Banco Inferior Central do Brasil (março de 2012) 8,9 6,0 7,7 12,5 9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4,3 5,9 6,5 4,4 0 3.1 Fonte: IBGE e Banco Central do Brasil 10 11 * 99 01 02 03 04 05 06 07 08 09 00 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 55
  • 52. Ministério da FazendaIPCA: patamar inflacionário em declínio InflaçãoO início de 2011 registrou elevado patamar inflacionário, em grande medida decorrente da elevação dopreço de commodities a partir do último trimestre de 2010. Esta pressão esvaziou-se durante o ano, com osegundo semestre registrando patamar significativamente mais baixo nos resultados do IPCA, tendênciaque deverá se manter em 2012. A inflação de março foi de apenas 0,21%. Além de ser o menor valor desdejulho de 2011, veio abaixo das expectativas de mercado.Inflação: IPCA (% a.m.) 1,0 Média = 0,77% 0,8 0,6 Média = 0,40% Economia Verde | Ano 2012 0,4 Inflação Média 0,2 Inflação IPCA 0,75 0,83 0,63 0,83 0,80 0,79 0,77 0,47 0,15 0,16 0,37 0,53 0,43 0,52 0,50 0,56 0,45 0,21 Dados em: % mensal 0,0 Fonte: IBGE No 010 De 010 Ja 10 Fe 11 M 011 Ab 11 M 11 Ju 11 Ju 11 Ag 011 Se 11 O 011 No 011 De 011 Ja 11 Fe 12 M 012 12 0 20 20 0 20 20 20 0 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 2 2 z2 2 r2 l2 t2 2 2 z2 2 ut v n v ar ai n o ut v n v ar 56 O
  • 53. Ministério da FazendaInflação baixa no início de 2012 InflaçãoA taxa de variação mensal do IPCA apresenta níveis inferiores em relação aos resultados verificados noinício dos dois anos anteriores. Isto decorre, sobretudo, do recuo verificado nos preços de alimentos enos preços monitorados.Inflação: IPCA (% a.m.)0,9 0,790,80,70,6 Economia Verde | Ano 20120,5 0,520,4 20100,3 0,21 20110,2 20120,1 Dados em: % mensal0,0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 57
  • 54. Ministério da FazendaInflação de alimentos em retração InflaçãoA despeito das pressões registradas no último trimestre de 2011, tanto do componente de AlimentaçãoFora do Domicílio quanto do item Carnes, as variações mensais nos últimos meses do ano foram bem abaixodaquelas verificadas em 2010. A retração destes componentes no primeiro trimestre de 2012 garante amanutenção das taxas mensais em patamares inferiores aos registrados nos últimos anos.Inflação IPCA: Preços de Alimentos (% a.m.) 2,5 2,0 1,55 1,5 Economia Verde | Ano 2012 1,0 0,75 0,5 2010 0,0 0,25 2011-0,5 2012-1,0 Dados em: % mensal-1,5 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 58
  • 55. Ministério da FazendaInflação acumulada segue em trajetória de desaceleração InflaçãoA inflação acumulada em 12 meses registra retração desde outubro do ano passado, influenciada tantopela trajetória dos preços livres (5,61% em março de 2012), quanto dos preços monitorados (4,22%). Essatendência permanecerá no decorrer de 2012.Inflação IPCA: Índice Cheio, Preços Livres e Preços Monitorados (% acum. 12 m.) 10 8 Economia Verde | Ano 2012 6 5,61 5,24 IPCA: Índice Cheio 4 4,22 Preços Livres Preços Monitorados 2 Dados em: % acumulado em 12 meses 0 Fonte: IBGE e Banco Central do Brasil 7 08 8 09 9 10 0 11 11 20 2 12 00 00 00 01 ar 1 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 M 20 l2 l2 l2 l2 n n n n l n 59Ju Ju Ju Ju Ju Ja Ja Ja Ja Ja
  • 56. Ministério da FazendaExpectativa de queda da inflação ao consumidor nos próximos meses InflaçãoNos 12 meses até março de 2012, o IPCA variou 5,24%, ante variação de 5,85% até fevereiro. Seguindoa tendência de declínio iniciada em outubro de 2011, as expectativas* para a inflação apontam para acontinuidade da queda até atingir 4,4% no final do ano de acordo com o Banco Central do Brasil.Inflação IPCA: Dados Efetivos e Expectativas (% acum. 12 m.) 8 7,31 7 Economia Verde | Ano 2012 Dados em: % acumulado 6 em 12 meses * Dados efetivos até março 5,24 de 2012. Expectativas para 5 dezembro de 2012 segundo 4,4 Relatório de Inflação do Banco Central do Brasil (março de 2012) 4 Fonte: IBGE e Banco Central do Brasil 8 09 09 9 9 10 10 0 0 11 11 1 1 12 2 00 00 00 01 01 01 01 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20z2 t2 z2 t2 z2 t2 z2 c2 ar n ar n ar n ar Se Se Se DeDe De De De Ju Ju Ju M M M M 60
  • 57. Ministério da FazendaIGP-M em trajetória de desaceleração InflaçãoO IGP-M acumulado em 12 meses tem mantido trajetória de desaceleração desde o início de 2011,chegando a 3,23% em março deste ano. Essa dinâmica deve-se ao comportamento dos preços ao produtor(IPA), especialmente dos produtos agropecuários, mas também dos produtos industriais, e tenderá a afetaros preços ao consumidor para baixo. A estabilidade de preços dos bens duráveis também deve contribuirpara essa tendência.Inflação: IGP-M e Componentes (% acum. 12 m.) 15 12 9 Economia Verde | Ano 2012 7,85 6 IGP-M 5,47 IPA-M 3 3,23 1,76 INCC-M 0 IPC-M -3 Dados em: % acumulado em 12 meses -6 Fonte: FGV 9 9 Ja 09 M 010 M 10 Ju 10 Se 10 No 010 Ja 10 M 011 M 11 Ju 11 Se 11 No 011 Ja 11 M 012 12 00 00 20 20 20 0 20 20 20 0 20 20 Elaboração: Ministério da Fazendal2 t2 2 l2 t2 2 l2 t2 2 v n ar ai v n ar ai v n ar 61Ju Se No
  • 58. Ministério da FazendaPreços ao produtor caem, seguindo os preços de commodities InflaçãoOs preços no atacado apresentam trajetória de declínio no acumulado em 12 meses, puxados pelosprodutos agropecuários, em deflação (-0,45%), e por produtos industrializados. A trajetória acompanha omovimento de acomodação dos preços de commodities no mercado internacional.Inflação: IPA-M (% acum. 12 m.) 30 25 20 Economia Verde | Ano 2012 15 10 IPA-M 5 2,58 IPA-M Produtos Agrícolas 1,76 IPA-M Produtos Industriais 0 -0,45 -5 Dados em: % acumulado em 12 meses -10 Fonte: FGV 9 9 9 ar 0 M 10 Ju 10 Se 10 No 010 Ja 10 M 011 M 11 Ju 11 Se 11 No 011 Ja 11 M 012 12 00 00 0 1 20 20 20 20 0 20 20 20 0 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda l2 t2 l2 t2 2 l2 t2 2 v n ai v n ar ai v n arJu Se No Ja 62 M
  • 59. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Juros e Crédito Ministério da Fazenda
  • 60. Ministério da FazendaExpansão do crédito em linha com o grau de desenvolvimento do país Juros e CréditoA análise da evolução do crédito no Brasil nos dois primeiros meses de 2012 mostra ligeira redução no ritmo de expansãodo volume contratado. O crédito como proporção do PIB atingiu 48,8% em fevereiro de 2012, contra 49,1% registradosem dezembro de 2011. Parte da desaceleração pode ser explicada pelo aumento da inadimplência, que contribuiu paraa diminuição da oferta pelos bancos. Esta queda também reflete ações de política monetária e das medidas macro-prudenciais introduzidas ao longo de 2011.No entanto, na comparação com fevereiro de 2011, o crédito como percentagem do PIB aumentou 3,7 p.p. O créditoa empresas e os empréstimos a pessoas físicas aumentaram 14,6% e 20,4%, respectivamente, quando comparados afevereiro de 2011, o que é condizente com a expansão moderada da atividade econômica. O declínio continuado dastaxas de juros, juntamente com a evolução positiva na criação de empregos formais, deve impulsionar o crescimentodas operações de crédito durante 2012, particularmente na segunda metade do ano. Economia Verde | Ano 2012 64
  • 61. Ministério da FazendaJuros reais e nominais Juros e CréditoApós ciclo ascendente das taxas de juros, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) em2,75 p.p., para 9,75% a.a., a ritmo de cortes de 50 pontos-base em agosto, outubro e novembro de 2011e janeiro de 2012, juntamente com redução adicional de 75 pontos-base em março de 2012. A decisãolevou em consideração os fundamentos macroeconômicos e a deterioração do cenário externo. Em marçode 2012, a taxa de juros reais ex-ante atingiu 3,44%.Taxa Selic-Meta e Taxa Real de Juros ex-ante* (% a.a.) 30 25 20 Economia Verde | Ano 2012 15 Meta da taxa de juros Selic 9,75 Taxa de juros real ex-ante 10 Dados em: % anual 3,44 5 * Deflator: Expectativa de inflação 12 meses à frente 0 Fonte: Banco Central do Brasil 01 2 3 3 4 05 06 06 7 8 8 9 10 No 11 ar 1 12 00 00 00 00 00 00 00 00 M 201 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 l2 r2 z2 t2 l2 r2 z2 t2 v n v v ai v v Ju Ju Se Se Ab Ab De DeNo No Fe Fe Ju M 65
  • 62. Ministério da FazendaEstrutura a termo das taxas de juros Juros e CréditoNo segundo semestre de 2011, houve queda generalizada das taxas dos contratos DI (depósitosinterbancários), após a decisão do Banco Central do Brasil de iniciar ciclo de redução da taxa básica de juros.O mercado espera aumento nas taxas de juros em 2013.Estrutura a Termo das Taxas de Juros (% a.a.) 13,5 12,5 11,5 Economia Verde | Ano 2012 10,5 Jan 2015 10,1 Jan 2014 9,5 9,5 Jan 2013 8,9 Dados em: % anual 8,5 Fonte: Banco Central do Brasil 10 10 10 0 0 10 11 1 11 1 1 11 12 2 01 01 01 01 01 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 l2 t2 2 l2 t2 2 n ar ai v n ar ai v n ar Ju Ju Se Se No NoJa Ja Ja M M M M M 66
  • 63. Ministério da FazendaEspaço para redução do spread bancário para Pessoas Físicas Juros e CréditoO spread bancário para pessoas físicas, embora ainda elevado em comparação com outras economias,permanece em níveis historicamente baixos. Nos últimos seis anos, recuou 8 p.p. e atingiu 35,8 p.p emfevereiro de 2012. Para o restante de 2012, a expectativa é de continuidade da redução do spread devido aociclo de queda dos juros e à flexibilização das medidas macro-prudenciais anunciadas em novembro de 2011.Spread Bancário Pessoa Física (% a.a.) 100 80 Economia Verde | Ano 2012 60 45,39 Taxa de Operação Ativa 40 (aplicação) Spread = 35,82 Taxa de Operação Passiva 20 (captação) Dados em: % anual 9,57 0 Fonte: Banco Central do Brasil n 0 z2 1 n 1 z2 2 n 2 z2 3 n 3 z2 4 z2 8 n 8 z2 9 n 9 z2 0 n 0 Fe 11 12 n 4 z2 5 n 5 z2 6 n 6 z2 7 n 7 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 201 Ju 01 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda z2 vDe 67
  • 64. Ministério da FazendaSpread bancário para empresas Juros e CréditoO spread bancário para as empresas ainda se encontra em patamar historicamente elevado. Nos últimosdois anos, teve ligeira queda de 0,2 p.p., em 2010, e de 0,4 p.p., em 2011. Em fevereiro de 2012, houveaumento (0,8 p.p.) para 18,8%. O maior spread incentiva captações externas por empresas brasileiras comacesso aos mercados internacionais.Spread Bancário Pessoa Jurídica (% a.a.) 40 35 28,55 30 Economia Verde | Ano 2012 25 Spread = 18,79 Taxa de Operação Ativa 20 (aplicação) 15 Taxa de Operação Passiva (captação) 10 9,76 Dados em: % anual 5 Fonte: Banco Central do Brasil n 0 z2 8 n 8 z2 9 n 9 z2 0 n 0 v 1 12 z2 1 n 1 z2 2 n 2 z2 3 n 3 z2 4 n 4 z2 5 n 5 z2 6 n 6 z2 7 n 7 Ju 00 Ju 00 De 201 Ju 01 Fe 01 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 Ju 00 De 200 20 Elaboração: Ministério da Fazenda z2 2De 68
  • 65. Ministério da FazendaCrescimento do prazo médio do crédito Juros e CréditoEm fevereiro de 2012, o prazo médio das operações de crédito para pessoas físicas aumentou 34 dias, de 563para 597 dias. Nos últimos 6 anos, expandiu-se 308 dias, como resultado da evolução favorável no mercadode trabalho. No entanto, o prazo médio no segmento de pessoa jurídica manteve-se ligeiramente estável(404 dias) no início de 2012. Prazo Médio das Operações de Crédito (número de dias) 600 597,05 500 Economia Verde | Ano 2012 400 403,6 300 Pessoa Física 200 Pessoa Jurídica Dados em: nº de dias 100 Fonte: Banco Central do Brasil 00 01 S e 01 Ju 02 03 Ja 04 ut 5 05 Ab 06 Ja 07 ut 8 08 Ab 09 Ja 10 z 1 12 Elaboração: Ministério da Fazenda v 1 0 0 De 201 Fe 201 20 20 0 0 20 0 20 20 0 0 20 20 0 0 20 z2 t2 r2 l2 r2 l2 r2n ar n n n n Ju Ju Ab 69 DeJu M O O
  • 66. Ministério da FazendaCrédito bancário a Pessoas Físicas Juros e CréditoO saldo das operações de crédito para pessoas físicas aumentou 1,9% nos dois primeiros meses de 2012,quando comparado a dezembro de 2011. O desempenho é compatível com ambiente de expansão moderadada atividade econômica. Destaque para as operações de financiamento imobiliário, que apresentaramcrescimento expressivo de 6,9% no mesmo período.Crédito Bancário a Pessoas Físicas (% acumulado no período)2520 Economia Verde | Ano 201215 201010 2011 2012 5 Dados em: % 2,3 2,3 1,9 1,3 acumulado no período 1,2 10,0 10,6 12,5 13,1 14,8 14,7 16,9 17,5 19,6 19,1 22,4 20,9 0,8 4,2 3,7 5,7 5,4 7,7 7,6 8,9 9,3 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 70
  • 67. Ministério da FazendaCrédito bancário para Pessoa Jurídica Juros e CréditoNos dois primeiros meses do ano, o crédito bancário para empresas não repetiu o desempenho do mesmoperíodo de 2011. A desaceleração é condizente com a redução da taxa de crescimento da atividadeeconômica observada nos últimos 12 meses.Crédito Bancário para Pessoa Jurídica (% acumulado no período)2015 Economia Verde | Ano 201210 2010 5 2011 2,2 2,1 1,4 1,2 11,3 13,5 11,9 15,8 11,3 18,0 14,0 19,2 17,4 2012 0,9 0,0 3,3 4,6 4,5 7,5 6,1 9,0 7,3 8,9 0,3 0 Dados em: % acumulado -1,3 -1,2 no período -5 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 71
  • 68. Ministério da FazendaMais desembolsos de crédito para pessoas físicas Juros e CréditoA média diária das concessões de crédito para pessoas físicas tem demonstrado relativa estabilidade em2011. A flexibilização da política monetária e as medidas de crédito tomadas no segundo semestre de 2011devem ter impacto maior sobre o montante total do crédito em 2012.Média Diária de Concessões de Crédito à Pessoa Física* (R$ bilhões, a preços de setembro de 2011)4,5 20094,0 2010 3,8 2011 Economia Verde | Ano 2012 2012 3,63,5 Dados em: R$ bilhões, a preços 3,4 de setembro de 2011 3,1 * Refere-se a créditos3,0 regulamentados pela Circular do Banco Central do Brasil nº 3445, de 20092.5 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 72
  • 69. Ministério da FazendaModeração de desembolsos de crédito às empresas Juros e CréditoA média diária das concessões de crédito para pessoas jurídicas, a preços constantes, chegou a R$ 5,13bilhões nos primeiros dois meses, abaixo da média histórica (2009-2011). A pequena redução é condizentecom a moderação da atividade econômica nos últimos 12 meses.Média Diária de Concessões de Crédito à Pessoa Jurídica* (R$ bilhões, a preços de fevereiro de 2012)8 20097 2010 2011 Economia Verde | Ano 2012 20126 Dados em: R$ bilhões, a preços 5,81 5,49 de fevereiro de 2012 5,47 5,13 * Refere-se a créditos5 regulamentados pela Circular do Banco Central do Brasil nº 3445, de 20094 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 73
  • 70. Ministério da FazendaInadimplência continua dentro de níveis históricos Juros e CréditoHouve redução significativa nas taxas de inadimplência a partir de 2009 até 2011. Apesar do seu recenteaumento, as taxas de inadimplência do crédito para o segmento Pessoa Física permaneceram na médiahistórica. Quanto ao segmento Pessoa Jurídica, este também se manteve estável, em torno de 4% desdemeados de 2009. Taxas de Inadimplência (% do total) 10 7,6 8 6 Economia Verde | Ano 2012 4,1 4 Pessoa Física 2 Pessoa Jurídica Dados em: % do total 0 Fonte: Banco Central do Brasil z2 9 n 9 z2 0 n 0 v 1 12 n 0 z2 1 n 1 z2 2 n 2 z2 3 n 3 z2 4 n 4 z2 5 n 5 z2 6 n 6 z2 7 n 7 z2 8 n 8De 200Ju 00De 201Ju 01Fe 01Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00De 200Ju 00 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 2 z2De 74
  • 71. Ministério da FazendaEspaço para crescimento do crédito Juros e CréditoApesar da recente expansão e do seu potencial de crescimento, o crédito interno ao setor privado no Brasilcontinua baixo, ao contrário de outras economias. Na China e na África do Sul, por exemplo, vai além de120% do PIB. Assim, há espaço para expansão nos próximos anos, o que vai acontecer de forma prudente esem aumento da tomada de riscos.Crédito ao Setor Privado em 2010* (% do PIB)250 Dados em: % do PIB200 * Os dados divulgados pelo Banco Mundial contemplam categorias150 de ativos do setor financeiro que não são considerados como Economia Verde | Ano 2012 crédito ao setor privado pelo100 Banco Central do Brasil ** Dado referente a fevereiro 50 de 2012, de acordo com a 25 metodologia do Banco Central 202 169 162 2,09145 5,88 136 1,54 134 48,46 130 105,743 49 108 7,76 45 44 44 15 48,9 do Brasil 0 Fonte: Banco Mundial e ri a A ão E l a ro a ha a ia a o a * Ca in Su il* i in di ui in CD ic EU Ás ss Tu be Banco Central do Brasil Eu e Lat p an éx rq Ch nt Ín as do Rú Ja O da em do M ge Br Elaboração: Ministério da Fazenda a a ic e Ar ric Al na ér st Áf Le Zo Am 75
  • 72. Ministério da FazendaCrédito direcionado na vanguarda da expansão creditícia Juros e CréditoO total do crédito não direcionado atingiu R$ 1,3 trilhão em fevereiro, com aumento anual de 15,0%. Ocrédito direcionado total, porém, teve expansão ainda mais robusta, totalizando R$ 732 bilhões, aumentoanual de 21,5%.Operações de Crédito com Recursos Livres e Direcionados (R$ bilhões e % do PIB)2.500 48,9%2.000 45,1% 43,3% 40,4% 731,51.500 Economia Verde | Ano 2012 602,0 472,7 % do PIB 35,3%1.000 31,0% 362,3 Direcionado (R$ bilhões) 28,2% 279,4 24,3% 25,9% 237,2 Livre (R$ bilhões) 25,7% 202,7 500 181,4 Dados em: R$ bilhões e 147,4 161,7 % do PIB 240,9 259,1 330,2 413,0 511,3 680,1 866,8 963,6 1.132,9 1.303,3 0 Fonte: Banco Central do Brasil 03 04 05 06 07 08 9 10 11 12 0 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 v v v v v v v v v v Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe 76
  • 73. Ministério da FazendaCrescimento do crédito habitacional no Brasil Juros e CréditoO crédito à habitação no Brasil cresce consideravelmente desde 2003, e com mais destaque após olançamento do programa “Minha Casa, Minha Vida” em 2009. Em 2014, os desembolsos previstos terãoalcançado R$ 106,6 bilhões.Crédito Habitacional (R$ bilhões)110 88 Economia Verde | Ano 2012 66 Crédito Desembolsado 44 Crédito Contratado 22,7 20,7 Dados em: R$ bilhões 18,1 13,9 11,7 10,6 22 * Estimativas da Caixa 106,6 8,8 7,1 5,9 4,2 4,1 33,0 46,5 55,8 75,9 70,2 80,1 84,3 96,9 4,4 Econômica Federal 0 Fonte: Caixa Econômica Federal 03 04 05 06 07 08 09 10 11 * * * Elaboração: Ministério da Fazenda 12 13 14 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 77
  • 74. Ministério da FazendaCrédito à habitação se destaca nos últimos anos Juros e CréditoO crédito à habitação tem apresentado excelente desempenho nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, omontante total alocado para financiamento habitacional cresceu 39,7%, atingindo R$ 205,9 bilhões emjaneiro de 2012, muito acima de outras modalidades.Operações de Crédito para Pessoa Física (R$ bilhões) 250 205,9 200 201,7 Economia Verde | Ano 2012 150 160,9 100 Empréstimos imobiliários Varejo 50 Folha de pagamento Dados em: R$ bilhões 0 Fonte: Banco Central do Brasil 08 08 09 9 0 0 1 1 2 00 1 01 1 01 1 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 l2 l2 l2 n l n n n n Ju Ju Ju Ju 78Ja Ja Ja Ja Ja
  • 75. Ministério da FazendaRecursos de financiamento ao setor imobiliário Juros e CréditoA expansão da oferta de novas moradias beneficia milhões de brasileiros ao longo dos últimos anos. OFundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) - com desembolsos no valor de R$ 33,4 bilhões em 2011,em comparação com R$ 24,4 bilhões em 2010 - e a poupança, com aumento de cerca de R$ 5 bilhões entre2010 e 2011, foram as principais fontes de financiamento.Crédito Habitacional: Fontes Principais de Recursos (R$ bilhões)80 8070 7060 6050 50 Desembolsos 2010 Economia Verde | Ano 201240 40 Desembolsos 201130 30 Dados em: R$ bilhões * FAR: Fundo de Arrendamento20 20 Residencial 6,0 6,610 10 SBPE: Sistema Brasileiro de 24,4 25,5 55,8 33,4 30,3 70,2 Poupança e Empréstimo 0 0 FAR* FGTS SBPE* Total FAR* FGTS SBPE* Total Fonte: Caixa Econômica Federal Elaboração: Ministério da Fazenda 79
  • 76. Ministério da FazendaParticipação do BNDES no crédito total continua em níveis históricos Juros e CréditoNos dois primeiros meses de 2012, a participação do BNDES no crédito total atingiu 20,5%, em linha com amédia histórica entre 2000 e 2011.Sistema Financeiro Nacional: BNDES - Fevereiro de Cada Ano (% do total de crédito)2520 Economia Verde | Ano 20121510 5 18,8 21,2 24,3 23,8 21,7 19,9 18,7 16,9 17,3 20,2 20,9 20,5 Dados em: % do total de crédito 0 Fonte: Banco Central do Brasil 2 01 02 03 04 05 06 07 08 9 0 1 Elaboração: Ministério da Fazenda 0 1 1 1 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 80
  • 77. Ministério da FazendaBolsa de Valores com volume recorde de negócios Juros e CréditoO volume anual de negócios na BM&F Bovespa aumentou sistematicamente. Ao longo dos últimos 10 anos,o crescimento médio anual foi de 21,3%. Nos últimos 12 meses, o volume alcançou o significativo montantede R$ 1,63 bilhão, no acumulado em 12 meses.Volume Transacionado na BM&F Bovespa (R$ bilhões)2.0001.500 Economia Verde | Ano 20121.000 405,8 307,5 Dados em: R$ bilhões 206,4 206,1 500 184,7 163,2 154,6 1.288,1 1.190,3 1.364,6 1.592,8 1.604,8 1.630,3 149,7 135,4 597,5 * Acumulado em 12 meses até 98,7 fevereiro de 2012 0 Fonte: Banco Central do Brasil 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 6 7 8 09 10 11 * Elaboração: Ministério da Fazenda 12 0 0 0 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 81
  • 78. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Política Fiscal Ministério da Fazenda
  • 79. Ministério da FazendaSolidez na política fiscal continua em 2012 Política FiscalO Governo trabalha diligentemente para cumprir os R$ 139,8 bilhões de meta de superávit primário em 2012. Paratanto, foi anunciado contingenciamento de despesas da ordem de R$ 55 bilhões na reprogramação orçamentária emfevereiro sem, contudo, comprometer os investimentos e os recursos destinados às políticas sociais.Diante dos objetivos claramente estabelecidos, os primeiros resultados da política fiscal já mostram o sucesso docaminho escolhido. Nos dois primeiros meses do ano, o Governo Central atingiu superávit de R$ 25,6 bilhões, o querepresenta 91,2% da meta quadrimestral. Este resultado, somado ao dos Governos Regionais, levou o Setor Público asuperávit primário de R$ 35,5 bilhões, que representa 25,4% da meta do ano, superando a performance de 2011, queapresentava 20,4% da meta bimestral cumprida no primeiro bimestre. Economia Verde | Ano 2012 84
  • 80. Ministério da FazendaResultado primário superior ao previsto Política FiscalO resultado primário alcançado nos dois primeiros meses de 2012 representou 91,2% da meta para oquadrimestre, o maior índice dos últimos dez anos, e 26,3% da meta anual.Resultado Primário do Governo Central nos dois primeiros meses (R$ bilhões e % da meta fiscal) Superávit Primário Realizado em Jan-Fev de Cada Ano/30 100 Meta para Jan-Abr de 91,2 Cada Ano25 Superávit Primário Realizado 80 em Jan-Fev de Cada Ano Economia Verde | Ano 201220 71,3 71,0 Dados em: R$ bilhões e % de15 60,2 61,6 61,9 60 cumprimento da meta fiscal 51,7 * Não inclui as empresas estatais10 federais nem as deduções do 38,1 40 Programa de Aceleração do 5 6,6 33,5 Crescimento (PAC) autorizadas 11,3 12,0 10,6 14,5 20,8 12,8 16,3 25,5 na LDO 23,0 5,7 0 20 Fonte: STN/Ministério da Fazenda 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 85
  • 81. Ministério da FazendaCrescimento econômico com consolidação fiscal Política FiscalO setor público persegue as metas de resultado fiscal em conformidade com os princípios da responsabilidadefiscal, um dos pilares da política econômica brasileira. Além disso, a coordenação entre política fiscal emonetária contribuiu para expressiva redução dos juros. Para os próximos anos, as metas projetadas vãoreduzir o déficit nominal e o endividamento público.Resultado Fiscal do Setor Público (% do PIB) 4 3,7 3,8 3,2 3,3 3,2 3,3 3,4 3,3 3 3,1 2,7 Primário Total 2 2,0 Primário Governo Central 1,0 1,0 0,9 0,8 0,8 0,8 0,8 1 0,7 0,6 0,5 0,3 Primário Governos Regionais 0,2 0,2 0,2 2,2 2,3 2,7 2,6 2,2 2,2 1,1 2,4 1,3 2,1 2,2 2,5 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 Economia Verde | Ano 2012 0 Primário Estatais -1 Nominal Total -2 -2,0 -2,3 -2,9 -2,8 -2,5 -2,6 Dados em: % do PIB -3 -3,3 -4 -3,6 -3,6 * Acumulado em 12 meses até -4,4 fevereiro de 2012 (incluindo a -5 -5,2 capitalização da Petrobras) -6 Fonte: Banco Central do Brasil 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 * 12 00 00 00 00 00 00 00 00 01 01 20 Elaboração: Ministério da Fazenda z2 z2 z2 z2 z2 z2 z2 z2 z2 z2 86De De De De De De De De De De
  • 82. Ministério da FazendaEstabilidade do gasto com pessoal Política FiscalApesar do aumento do número de servidores nos últimos anos e da recomposição dos seus salários, asdespesas de pessoal fecharam 2011 em 4,3% do PIB, abaixo da média dos últimos 10 anos. Esta contençãofoi importante para a consolidação fiscal no ano passado e seguirá sendo em 2012, a fim de manter osinvestimentos e transferências de renda a famílias. Este nível de gasto com pessoal permanece o mesmonos 12 meses findos em fevereiro de 2012.Despesas Públicas Selecionadas (% do PIB)10 9 8,7 8,6 8,7 8,4 8,5 8,5 8,1 8,1 8 7,6 Economia Verde | Ano 2012 7,2 Transferências de Renda às 7 6,8 Famílias Pessoal e Encargos Sociais 6 Dados em: % do PIB 5 4,8 * Acumulado em 12 meses até 4,7 fevereiro de 2012 4,5 4,3 4,4 4,4 4,3 4,4 4,3 4,3 4,3 4 Fonte: STN/Ministério da Fazenda/ 05 6 7 8 9 0 02 03 04 11 * 12 00 00 00 00 01 Senado Federal 20 20 20 20 20 20 z2 z2 z2 z2 z2 Elaboração: Ministério da Fazenda z z z z z 87 v De De De De De DeDe De De De Fe
  • 83. Ministério da FazendaMelhoria do perfil dos gastos públicos Política FiscalO resultado do Governo Central passou por mudanças consideráveis desde 2002, graças à formalizaçãoda economia e ao foco na redução da desigualdade. O incremento da receita líquida é alocado paratransferências de renda às famílias e investimento público.Resultado do Governo Central - Acima da Linha (% do PIB) 2012* 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Em % PIB Dados em: % do PIB Receita Bruta 21.7 21,0 21,6 22,7 22,9 23,3 23,6 22,8 22,4 23,9 24,3 Transferências para Estados e Municípios 3,8 3,5 3,5 3,9 3,9 4,0 4,4 3,9 3,7 4,2 4,2 * Acumulado em 12 meses até Receita Líquida Total 17,9 17,4 18,1 18,8 19,0 19,3 19,2 18,9 18,7 19,7 20,1 fevereiro de 2012 Despesas Primárias 15,7 15,1 15,6 16,4 17,0 17,1 16,4 17,7 17,4 17,5 17,6 ** Compreende benefícios Economia Verde | Ano 2012 Pessoal e encargos 4,8 4,5 4,3 4,3 4,5 4,4 4,3 4,7 4,4 4,3 4,3 previdenciários, abono e Transferência de Renda às Famílias** 6,8 7,2 7,6 8,1 8,4 8,5 8,1 8,7 8,5 8,6 8,7 seguro desemprego, benefícios Investimentos 0,8 0,3 0,5 0,5 0,6 0,7 0,9 1,0 1,2 1,0 1,0 assistenciais (LOAS e RMV) e Custeio com saúde e educação 1,7 1,6 1,7 1,8 1,7 1,8 1,7 1,9 2,0 2,0 2,0 Bolsa Família Demais despesas de custeio 1,6 1,6 1,5 1,8 1,8 1,8 1,4 1,4 1,4 1,5 1,6 *** Compreende a constituição Resultado Primário sem FSB e 2,1 2,3 2,5 2,5 2,1 2,2 2,8 1,2 1,2 2,3 2,5 do FSB (2008) e a operação de Cessão Onerosa capitalização da Petrobras (2010) Impacto do FSB e da Cessão Onerosa*** 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 -0,5 0,0 0,8 0,0 0,0 Resultado Primário (acima da linha) 2,1 2,3 2,5 2,5 2,1 2,2 2,4 1,2 2,1 2,3 2,5 Fonte: STN/Ministério da Fazenda/ Receita Líquida menos Senado Federal 11,1 10,3 10,5 10,8 10,6 10,8 11,1 10,2 10,2 11,1 11,4 Transferências de Renda às Famílias Elaboração: Ministério da Fazenda 88
  • 84. Ministério da FazendaCriação de emprego ajuda resultado da previdência social Política FiscalO déficit decrescente da previdência social contribuiu sensivelmente para o resultado primário. Em parte,esse desempenho ocorre devido à concessão mais criteriosa de benefícios. Mas o aumento da arrecadaçãoe a formalização do mercado de trabalho são os fatores mais importantes. Por exemplo, a quantidadede contribuintes da Previdência Social registrou percentual recorde de 71,4% da população ocupada emfevereiro de 2012.Previdência Social (% do PIB) Contribuintes à Previdência Social (% da pop. ocupada)8 2,0 757 706 Economia Verde | Ano 2012 Déficit 1,55 65 Receitas da Previdência Social4 Benefícios Previdenciários 603 Dados em: % do PIB, % da 1,0 população ocupada2 0,90 55 * Acumulado em 12 meses até 62,2 63,0 64,2 65,8 66,8 68,4 71,0 71,4 5,6 7,5 8,11 fevereiro 20120 0,5 50 Fonte: STN/Ministério da Fazenda 05 07 08 09 11 * 06 10 12 * 05 6 8 9 0 11 7 12 20 20 20 20 20 0 0 0 1 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 0 2020 20 20 20 20 20 20 89 20
  • 85. Ministério da FazendaO aprimoramento do perfil da Dívida Pública Federal Política FiscalA parcela de títulos com taxas flutuantes na DPF recuou para 27,8%, o menor valor desde maio de 1998. Poroutro lado, a parcela de títulos prefixados somados a índices de preços, a qual garante maior previsibilidadepara a dívida pública, alcançou o nível histórico máximo de 68,2%.Perfil da Dívida Pública Federal** (% do total da dívida) 1,0 4,0 Câmbio 41,6 Taxa de Câmbio0,8 27,8 Taxa Flutuante* Economia Verde | Ano 2012 Índice de Preços0,6 Prefixado 31,4 25,7 Flutuante* Índice de Preços Dados em: % do total da dívida0,4 5,2 * Inclui Selic, TR e outras ** Inclui dívidas interna e externa0,2 27,5 Prefixado 36,8 administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional0,0 Fonte: STN/Ministério da Fazenda 12 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 09 10 v 1 20 8 Fe 1 0 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 90
  • 86. Ministério da FazendaDívida Pública cai para patamares pré-crise Política FiscalDesde a crise financeira, a política fiscal no Brasil tem mantido as razões Bruta e Líquida da Dívida Pública /PIB em tendência declinante. Por exemplo, a Dívida Bruta do Governo Geral caiu de 63,1%, em outubro de2009 para 55,7%, em fevereiro de 2012, enquanto a Dívida Líquida do Setor Público reduziu de 42,9% para37,5% no mesmo período.Dívida Bruta do Governo Geral e Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 70 63,1 57,1 55,7 60 Dívida Bruta do 46,7 Governo Geral* 50 42,9 Dívida Líquida do Economia Verde | Ano 2012 37,5 40 Setor Público** 30 Dados em: % do PIB * Metolologia utilizada a partir de 20 outubro de 2008 10 ** Exclui os ativos e passivos da Petrobras e Eletrobras 0 Fonte: Banco Central do Brasil r2 7 Ju 07 ut 7Ja 007 r2 8 Ju 08 8 z 2 08 ar 8Ju 009Se 009 z2 9 ar 9Ju 010Se 010 z2 0 ar 0Ju 011Se 011 z 1 v 11 12Ab 00O 00Ab 00O 00M 00De 00M 00De 01M 01De 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 0 0De t 20Fe 20 20 2 l2 2 2 l2 2 2 t2 2 2 t2 2 2 t2 n n n n n 91 uJa
  • 87. Ministério da FazendaO alongamento do prazo médio da Dívida Pública Federal Política FiscalO prazo médio da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) também registrou avanços históricos. Amaturidade média dos títulos emitidos através de ofertas públicas aumentou para 5,3 anos, o maior valordesde dezembro de 1999. Como resultado, o prazo médio do estoque da DPMFi subiu para 3,7 anos, outrorecorde no mesmo período. Considerando o estoque da Dívida Pública Federal como um todo, a maturidademédia atingiu 3,8 anos, o maior valor desde outubro de 2002.Prazo Médio da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (Anos) 6 5 4 3,7 Economia Verde | Ano 2012 3 2 Emissão Prazo Médio do Estoque 1 Dados em: Anos 4,6 1,4 3,8 1,7 1,2 2,0 2,1 2,8 3,6 3,1 5,1 4,2 5,3 0 Fonte: STN/Ministério da Fazenda 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 Elaboração: Ministério da Fazenda 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 v v v v v v v v v v v v v 92Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe Fe
  • 88. Ministério da FazendaUma base de investidores diversificada ajuda a mitigar riscos Política FiscalUma base de investidores diversificada em relação ao horizonte de investimentos, preferência por riscoe motivação para comercializar os ativos, é vital para estimular transações, aumentar a liquidez dostítulos públicos e obter financiamentos em vários cenários econômicos. Os dados abaixo mostram que osinvestidores não-residentes demandam muito mais títulos prefixados, ao passo que os fundos de pensão,por exemplo, preferem papéis indexados a índices de preços.Detentores da Dívida Pública Federal (% do total)* 1,5100 90 21,4 24,6 77,1 15,6 15.6 33,4 55,5 21.4 24.6 3,5 80 3.5 33.4 Prefixados 70 Economia Verde | Ano 2012 Taxa Flutuante 60 27,7 27.7 55.5 Índice de Preços 50 77.1 26,7 Outros 26.7 40 52.3 52,3 Dados em: % do total 30 24,7 * Posição de fevereiro de 2012 80.8 24.7 20 9,6 49.4 9.6 ** Inclui fundos e recursos 10 39.9 administrados pela União 49,4 23,2 23.2 13,3 13.3 80,8 39,9 19,9 19.9 0 Bancos Fundos Previdência Não-Residente Governo** Seguradoras Fonte: STN/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 93
  • 89. Ministério da FazendaAumento do número de investidores não-residentes na dívida pública Política FiscalNos primeiros dois meses de 2012, os títulos públicos da dívida doméstica brasileira continuaram atrativospara os investidores estrangeiros, atingindo o maior nível da série (11,88% da dívida doméstica). O típicoinvestidor não-residente difere do investidor local pois demanda mais títulos prefixados e com maiormaturação, o que contribui para a melhora do perfil da Dívida Pública.Participação de Não-Residentes na Dívida Pública Federal (% no total da DPMFi*) 12 11,80 11,88 IOF : 1,5% imposto 10 sobre entrada de IOF : 6,0% imposto investimento sobre entrada de estrangeiro investimento estrangeiro Economia Verde | Ano 2012 8 6 IOF : 2,0% imposto IOF : 0% de imposto sobre entrada de sobre entrada de investimento estrangeiro 4 investimento estrangeiro Dados em: % no total da DPMFi* 2 * Dívida Pública Mobiliária Federal Interna 0 Fonte: STN/Ministério da Fazenda ai 07 l 7 No t 20 7 v 07 n 07 M 20 8 ai 08 l 8 O 20 8 8 n 08 M 20 9 ai 09 O l 20 9 No t 20 9 v 09 n 09 M 20 0 ai 10 l 0 t2 0 0 n 10 M 20 1 ai 11 l 1 t2 1 v 11 n 11 v 12 12 Ju 200 Se 200 ar 0 Ju 200 Se 200 ut 0 ar 0 Ju 200 u 0 ar 1 Ju 201 Se 201 ut 1 ar 1 Ju 201 Se 201 Elaboração: Ministério da Fazenda M 20 Ja 20 M 20 Ja 20 M 20 Ja 20 M 20 O 0 Ja 20 M 20 No 0 Ja 20 Fe 20 20 ar t 94M
  • 90. Ministério da FazendaPlano Anual de Financiamento: Estratégia e Resultados Esperados Política FiscalO estrito cumprimento das metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento garante grandes avançosna administração da dívida pública. Para 2012, o Tesouro Nacional espera estoque entre R$ 1,95 trilhão e R$2,05 trilhões, comparado com R$ 1,87 trilhão em 2011. A parcela de títulos prefixados, que encerrou 2011 em37,2%, é estimada entre 37% e 41%. O limite superior para o percentual vincendo em 12 meses é de 26%.Resultados Esperados para a DPF (% a.a.) Limites Limites para 2011 Resultados para 2012 Indicadores em 2011 Mínimo Máximo Mínimo MáximoEstoque (R$ bilhões) 1.800,00 1.930,00 1.866,35 1.950,00 2,050,00 Economia Verde | Ano 2012Composição (%) 36,0 40,0 37,2 37,0 41,0Índices de preços 26,0 29,0 28,3 30,0 34,0 28,0 33,0 30,1 22,0 26,0Câmbio 4,0 6,0 4,4 3,0 5,0Estrutura de vencimentos Dados em: R$ bilhões, % daPrazo médio (anos) 3,5 3,7 3,6 3,6 3,8 dívida total e anos% Vincendo em 12 meses 21,0 25,0 21,9 22,0 26,0 Fonte: STN/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 95
  • 91. Ministério da FazendaEsperada queda na parcela de títulos flutuantes Política FiscalDe acordo com o Plano Anual de Financiamento, o Tesouro Nacional espera queda no percentual de títulosflutuantes em 2012, alcançando seu menor valor desde de maio de 1998, mesmo em uma estratégia maisconservadora (26%). Por outro lado, é provável que a parcela prefixada alcance o maior nível histórico.Resultados Esperados para a Parcela Flutuante e para a Parcela Prefixada (% da dívida total)5248444036 30,132 Dívida à Taxa Flutuante28 26 (Máximo)24 22 (Mínimo) Economia Verde | Ano 201220 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 20 20 20 20 20 20 20 20 20 2045 37,240 41 (Máximo)35 37 (Mínimo)30 Dívida Prefixada252015 Dados em: % da dívida total10 5 Fonte: STN/Ministério da Fazenda 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 96
  • 92. Ministério da FazendaEsperado aumento da parcela de títulos indexados de preços Política FiscalTambém de acordo com o Plano Anual de Financiamento, o Tesouro Nacional espera encerrar 2012 com omaior nível histórico de parcela de índice de preços, mesmo em uma estratégia mais conservadora (30%).Adicionalmente, é provável que o prazo médio alcance o maior nível histórico.Resultados Esperados para a Parcela de Índices de Preços e para o Prazo Médio (% da dívida total e anos) 36 34 (Máximo) 32 28 Dívida atrelada 30 (Mínimo) 24 à Inflação 28,3 20 16 12 Economia Verde | Ano 2012 8 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 20 20 20 20 20 20 20 20 20 203,9 Prazo Médio (anos) 3.8 (Máximo)3,7 3.6 (Mínimo)3,5 3,63,33,1 Dados em: % da dívida2,9 total e anos2,8 Fonte: STN/Ministério da Fazenda 03 05 06 07 08 09 10 11 12 40 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 97
  • 93. Ministério da FazendaQueda consistente da Taxa de Emissão dos Títulos de 10 anos Política FiscalO Tesouro Nacional reemitiu, em 3 de janeiro de 2011, seu título de referência de 10 anos, o bônus Global2021, no valor de US$ 825 milhões. O bônus foi vendido ao preço de 110,997% do seu valor de face,resultando em taxa de retorno para o investidor de 3,449% a.a., a menor taxa dentre as emissões de bônusda dívida externa já realizadas pelo País.Sucesso na Emissão dos Títulos Brasileiros com Prazo de 10 anos (% a.a.) Global 15 2009 Global 2012 12 Global Global 2013 2014 9 Global Global 2014 2015 Global Global Economia Verde | Ano 2012 2015 2015 Global Global Global 2017 Global 2017 Global 2019N 2019N 6 2017 Global Global Global 2019N 2021 2021 Global 2021 Global Data da Emissão 2021 3 Emissões 14,6 12,6 10,6 10,8 8,2 7,9 7,7 7,8 6,2 5,9 5,3 6,1 5,8 4,8 5,0 4,6 4,2 3,5 Dados em: % anual 0 Fonte: STN/Ministério da Fazenda Ja 99 Ju 02 3 4 Fe 04 Ju 05 No 005 No 005 6 ai 7 8 M 09 De 09 Ab 09 0 0 1 12 14 200 8 200 3 200 7 200 6 200 27 201 01 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 17 20 28 20 21 20 20 15 i 20 15 20 20 2 2 l2 l2 ut n n l z v n v v r n z r n Ju a Ju Ju Ab De Ja Ja M O 7 98 11 3 7 9 725
  • 94. Ministério da FazendaContínua melhora na avaliação de risco pelas agências classificadoras Política FiscalO grau de investimento brasileiro é o resultado de fundamentos macroeconômicos sólidos, que incluemmelhorias no perfil da dívida pública federal, manutenção da política fiscal responsável e credibilidade dapolítica monetária. Esta política, mantida em contexto de alta volatilidade, garantiu upgrades por todas asprincipais agências de classificação de risco.Rating Soberano Brasileiro (Classificação de Risco) Fitch Ratings Standard & Poor’s Moody’s Significado na escala AAA AAA Aaa Grau de AA+ AA+ Aa1 investimento AA AA Aa2 com qualidade Aa3 alta e AA- AA- baixo risco A+ A+ A1 A A A2 A- A- A3 Economia Verde | Ano 2012 BBB+ BBB+ Baa1 Grau de BBB 2011 BBB 2011 Baa2 2011 investimento com BBB- BBB- Baa3 qualidade média BB+ BB+ Ba1 Categoria de BB BB Ba2 especulação e BB- BB- Ba3 baixa B1 classificação B+ B+ B B B2 B- B- B3 CCC CCC Caa1 Risco alto de Dados em: classificação de risco Caa2 inadimplência e CC CC baixo interesse C C Caa3 D D Ca Fonte: Agências de classificação de risco C Elaboração: Ministério da Fazenda 99
  • 95. Ministério da FazendaDesonerações tributárias estimulam investimentos Política FiscalDe modo a estimular a atividade econômica, o Governo concedeu desonerações tributárias a vários setores.Estas incluem, por exemplo, desonerações da folha de pagamento e de investimentos. Em 2011, de umtotal de R$ 39,2 bilhões em desonerações, R$ 11,4 bilhões (30% do total) foram para investimentos. Nosúltimos cinco anos, as desonerações somaram, pelo menos, R$ 97,8 bilhões. Desse valor, R$ 31,0 bilhõesforam diretamente destinados para investimentos.Desonerações Tributárias 2007-2011* (R$ bilhões)40353025 Total de Desonerações Economia Verde | Ano 2012 Tributárias20 Desonerações do Investimento15 Dados em: R$ bilhões10 * Impacto previsto para o ano de implementação da medida e para 5 7,4 2,0 29,3 6,9 12,6 3,8 9,4 6,9 39,2 11,4 os anos seguintes 0 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: Receita Federal / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 100
  • 96. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Setor Externo Ministério da Fazenda
  • 97. Ministério da FazendaGrande fluxo de investimento estrangeiro direto em 2012 Setor ExternoApesar da incerteza no cenário econômico internacional no início de 2012, dados referentes ao setor externo brasileiropermanecem estáveis. Até fevereiro de 2012, o déficit em conta corrente manteve a trajetória de queda observada em2011, equivalendo a 2,1% do PIB, totalmente financiado pelo investimento estrangeiro direto (IED).Como resultado de medidas macroprudenciais, especialmente as que atingem os fluxos de capitais estrangeiros decurto e médio prazo, houve declínio nos fluxos de capitais líquidos e redução da volatilidade cambial. Por outro lado,investimentos continuam fortes em 2012. De acordo com estimativas do Banco Central do Brasil*, os fluxos de IEDdeverão alcançar US$ 50 bilhões em 2012. Isso mostra a confiança do mercado na economia brasileira. Economia Verde | Ano 2012 *Nota para a Imprensa - Setor Externo (fevereiro de 2012) 102
  • 98. Ministério da FazendaFluxo das exportações continua a crescer Setor ExternoO fluxo das exportações brasileiras continua a se expandir, atingindo US$ 259,8 bilhões nos últimos 12meses acumulados até março de 2012. O aumento das exportações está associado à diversificação contínuados mercados e dos preços das commodities. As importações totalizaram US$ 230,7 bilhões, o que levou asuperávit da balança comercial de US$ 29 bilhões.Saldo Comercial (US$ bilhões, acumulado em 12 meses)300 50250 40 29,1 Economia Verde | Ano 2012200 30 Exportações Importações150 20 Saldo Comercial 10 Dados em: US$ bilhões,100 acumulado em 12 meses 59,7 57,8 53,3 53,0 51,1 50,0 49,3 46,5 47,7 48,0 50 0 * Acumulado em 12 meses até 226,2 118,5 137,8 160,6 120,6 197,9 173,0 153,0 127,7 201,9 181,6 256,0 259,8 230,7 março de 2012 91,4 55,1 55,8 58,2 55,6 60,4 47,2 73,2 48,3 96,7 62,8 73,6 0 -10 Fonte: MDIC 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2* Elaboração: Ministério da Fazenda 9 9 9 9 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 103
  • 99. Ministério da FazendaMudança nos últimos anos: exportações mais diversificadas Setor ExternoA diversificação de mercado desempenhou papel fundamental para o crescimento das exportações doBrasil. As parcelas das exportações para mercados da China e Mercosul cresceram em importância. Ao longodos últimos vinte anos, a participação chinesa subiu de 1,2% para 17,3% do total, enquanto o Mercosulaumentou sua participação de 4,2% para 10,9%.Principais Parceiros Comerciais (% do total exportado) 35 30 25 Economia Verde | Ano 2012 20 15 1990 1998 10 2004 5,63 4,20 17,31 24,17 19,06 20,79 10,08 33,73 29,83 25,52 20,68 17,36 10,88 2011 1,22 1,77 9,24 5 Dados em: % do total exportado 0 China Estados Unidos União Europeia Mercosul Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda 104
  • 100. Ministério da FazendaEstabilidade no déficit em conta corrente como proporção do PIB Setor ExternoO déficit em transações correntes como proporção do PIB do 1º bimestre de 2012 manteve o mesmopatamar observado no final de 2011. O fraco desempenho da balança comercial em janeiro foi compensadoem fevereiro, de modo que o déficit em transações correntes no 1º bimestre de 2012 foi semelhante aoobservado em 2011. Destaque para a queda nas transferências de renda, determinado fundamentalmentepor menores remessas brutas de lucros e dividendos.Saldo em Conta Corrente (US$ bilhões e % do PIB) 20 4 14,0 13,6 11,7 10 4,2 1,8 1.8 1,6 1.6 2 1,3 1.3 1,6 0,8 0.8 0 0,1 0.1 0 -23,5 -30,5 -33,4 -25,3 -24,2 -23,2 Saldo em Conta Corrente -1,5 -1,5 Economia Verde | Ano 2012 -1,7 (% do PIB) -1.5 -1.5-10 -1.7 -2,2 -2.2 -2,1 -2.1 -2,1-2.1 -2 -2,8 -2.8 -7,6 -28,2 -24,3 -3,5 -3.5 -3,8 -47,3 -52,6 -52,4 Saldo em Conta Corrente -4,0 -4 -3.8-20 -4,2 -4.0 -4,3 -4.3 -4.2 (US$ bilhões)-30 -6 Dados em: US$ bilhões e-40 -8 % do PIB -10 * Acumulado em 12 meses-50 até fevereiro de 2012 -12-60 Fonte: Banco Central do Brasil * 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 105
  • 101. Ministério da FazendaCrise externa e dinâmica cambial prejudicam manufaturados Setor ExternoA conduta anticoncorrencial e as políticas monetárias - que depreciam as moedas para aumentar as receitasde exportação – influenciaram a deterioração da balança comercial de bens manufaturados. De 2005 a2011, o Brasil passou de superávit de US$ 8,5 bilhões para déficit de US$ 92 bilhões na balança comercial dosetor manufatureiro. A fim de mudar essa perspectiva, o governo brasileiro tomou algumas medidas, comoo programa “Brasil Maior”, visando diminuir esses efeitos e promover o emprego, produção local e inovaçãotecnológica.Saldo Comercial do Setor Manufatureiro (US$ bilhões) 150 100 91,8 50 Economia Verde | Ano 2012 0 Exportações de manufaturas -50 Importações de manufaturas -92,1-100 Saldo comercial em manufaturas-150 -183,9 Dados em: US$ bilhões-200 Fonte: Funcex 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 106
  • 102. Ministério da FazendaDéficit em transações correntes resulta do saldo em serviços Setor ExternoAs importações líquidas de serviços chegaram a US$39 bilhões no primeiro bimestre de 2012, o maiorresultado da série. Aluguel de equipamentos e viagens pressionaram as despesas líquidas, resultado doaumento dos investimentos e da renda do País.Balança Comercial de Serviços (US$ bilhões) 5 0 -5 -10 Economia Verde | Ano 2012 -15 -15,0 -17,1 Serviços -20 -25 Viagens internacionais Aluguel de equipamentos -30 -35 Dados em: US$ bilhões acumulado em 12 meses -40 -39,4 Fonte: Banco Central do Brasil n 0 Ja 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 20 1 * 12 Ja 00 v 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 z2 Fe z 2 n n n n n n n n n n 107De De Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja
  • 103. Ministério da FazendaBrasil como um dos principais destinos de IED Setor ExternoSegundo a Unctad, o Brasil está entre as economias que receberam as maiores quantidades deInvestimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011. Foi classificado na quarta posição, atrás apenas dosEstados Unidos, China e Reino Unido.IED em 2011 – Países Selecionados* (US$ bilhões) 250 200 150 Economia Verde | Ano 2012 100 Dados em: US$ bilhões * Global Investments Trend 34,0 33,1 32,3 Monitor, janeiro 2012 27,2 50 25,0 22,0 210,7 202,4 77,1 65,5 53,0 50,8 41,1 41,0 40,0 ** Inclui Hong Kong 0 Fonte: Unctad A ** o Irl l da Bé a ng ca a ça a Al ália a o a ia i Elaboração: Ministério da Fazenda ur i di xe nh nh as id rg EU ss éc i an na an lg Ín Un ap Br bu It Rú a pa Su Fr i em Ch m Es o in Ci Re 108 Lu
  • 104. Ministério da FazendaBrasil continua atraindo grande fluxo de IED Setor ExternoPesquisa da Unctad mostra que, pela primeira vez, as quatro principais economias emergentes estão entreas cinco mais citadas como destinos atrativos de IED pelas principais empresas transnacionais no período2010-2012. O Brasil foi o terceiro país que mais recebeu investimentos, apenas atrás de China e Índia.Principais Destinos de IED: 2010-2012* (número de citações)120100 80 60 Economia Verde | Ano 2012 40 Dados em: número de citações 24 23 20 19 18 17 * World Investment Prospects 16 16 15 15 20 14 13 11 110 Survey, 2010-2012 26 70 67 66 35 30 28 0 Fonte: Unctad Elaboração: Ministério da Fazenda Ín a Br a EU l Rú ARe Mé ia Un o Vi o do nã em sia ilâ a Po dia st a Fr lia M nça Ja ia Ca ão dá a ile pa l a ru i Es Su in di Ta anh Au ôni nh as in xic id ss ás Pe rá ric Ch p In et na Al né Ch n a do al l o 109Áf
  • 105. Ministério da FazendaMaior participação no capital na composição do IED Setor ExternoO aumento do IED em 2011 ocorreu, principalmente, em virtude do grande aumento nas participações nocapital. Isso mostra que as medidas do governo foram eficazes em melhorar o perfil do capital estrangeirono país, ampliando o IED e alongando o prazo para financiamentos e empréstimos no mercado estrangeiro.No início de 2012, permanece o mesmo comportamento.Composição do Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 11,9 10,775 66,7 65,0 66.765 65.0 15,0 8,455 48,548.545 8,5 45,145.1 Economia Verde | Ano 201235 34,634.6 6,0 Investimento 3,4 Estrangeiro Direto 25,925.925 18,8 Participação no Capital 18,1 18.8 Empréstimo intercompanhia 18.115 15,115.1 18,6 15,0 15,4 26,1 30,1 19,9 40,1 54,8 54,3 Dados em: US$ bilhões 5 -5 -0,4 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 4 5 6 7 8 9 0 1 12 00 00 00 00 00 00 01 01 20 z2 z2 z2 z2 z2 z2 z2 z2 v 110De De De De De De De De Fe
  • 106. Ministério da FazendaEUA e Espanha lideram os investimentos diretos no Brasil Setor ExternoO Censo de capitais estrangeiros no país 2011 (ano-base 2010) mostra que, no critério investidor final, osEstados Unidos e Espanha são os principais investidores no Brasil, com estoques de US$ 104,7 bilhões (18%do total) e US$ 85,3 bilhões (15% do total), respectivamente. Por setor de atividade, constatou-se relativadiversificação, com destaque para investimentos em serviços financeiros, bebidas, extração de petróleo egás natural e telecomunicações.IED por país (%) Estados Unidos Demais 18% 28% Economia Verde | Ano 2012 15% Espanha Holanda 2% 3% México 3% 9% Dados em: % Itália 5% Bélgica * Censo de Capitais Estrangeiros 5% 7% no País 2011, ano base 2010 Japão 5% Reino Unido Fonte: Banco Central do Brasil Alemanha França Elaboração: Ministério da Fazenda 111
  • 107. Ministério da FazendaDinâmica dos investimentos diretos e em carteira Setor ExternoA mudança no perfil dos investimentos estrangeiros no Brasil observada em 2011 permanece no primeirobimestre de 2012. Os investimentos em carteira atingiram 0,8% do PIB até fevereiro de 2012 e osinvestimentos estrangeiros diretos alcançaram 2,6% do PIB. Esse montante foi mais que suficiente parafinanciar o déficit de 2,1% do PIB em transações correntes. Investimento Estrangeiro Direto, Investimento em Carteira, Transações Correntes (% do PIB) 4 3 2,6 2 Economia Verde | Ano 2012 1 Investimento 0,8 0 Estrangeiro Direto Investimento em Carteira -1 Transações Correntes -2 -2,1 Dados em: % do PIB, acumulado em 12 meses -3 Fonte: Banco Central do Brasil 08 09 10 11 20 2 12 v 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 Fen 2 n n n nJa Ja Ja Ja Ja 112
  • 108. Ministério da FazendaPassivo externo concentra-se em IED Setor ExternoO passivo externo brasileiro é composto fundamentalmente por participações, ou seja, IED e ações. Para2012, espera-se que a composição do passivo não mude, haja vista o menor crescimento internacional.Composição do Passivo Externo (%)100 14,2 13,4 11,0 16,8 10,9 11,0 13,6 12,7 26,4 26,5 22,4 30,6 80 15,8 17,2 15,0 16,4 16,2 21,5 18,0 19,9 Outros Passivos Economia Verde | Ano 2012 24,1 60 30,9 27,8 29,1 24,1 27,7 Renda fixa 32,1 25,1 30,7 39,6 21,6 34,9 17,3 Ações 40 9,9 13,1 Investimento Direto 7,9 Dados em: % 20 39,2 41,6 44,9 45,9 43,4 32,8 29,4 32,7 36,1 37,9 33,6 37,1 * Acumulado em 12 meses até fevereiro de 2012 0 Fonte: Banco Central do Brasil 01 02 3 4 5 6 7 8 09 10 11 * 12 0 0 0 0 0 0 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 113 20
  • 109. Ministério da FazendaReservas internacionais permanecem em alto patamar Setor ExternoEm 2012, as reservas internacionais somaram US$ 356,3 bilhões (cerca de 14,2% do PIB). O saldo dasreservas continuou superando o total da dívida externa, mantendo o país como credor externo líquido. Apolítica de acumulação de reservas internacionais é mecanismo importante para proteger o país das crisesinternacionais e para reduzir a vulnerabilidade externa.Reservas Internacionais (US$ bilhões) 400 350 300 Economia Verde | Ano 2012 250 200 150 60,1 53,8 100 52,9 51,8 52,2 49,3 44,6 38,8 37,8 36,3 35,9 Dados em: US$ bilhões 33,0 180,3 193,8 238,5 288,6 352,0 356,3 85,8 50 * Posição em fevereiro de 2012 0 Fonte: Banco Central do Brasil 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 * 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 114 20
  • 110. Ministério da FazendaPerfil da dívida externa brasileira Setor ExternoA relação dívida externa total sobre o PIB e a razão dívida líquida/PIB no primeiro bimestre de 2012permaneceram estáveis, em 84,5% e -3,0%, respectivamente. A participação da dívida de longo prazo emrelação à dívida total aumentou para 87,1%, acompanhada do crescimento das reservas, preservando ascondições de solvência do país. O setor privado é o principal responsável pela dívida, cerca de 2/3 do total.Dívida Externa e Reservas Internacionais (%) Dívida Externa e Reservas Internacionais (US$ bilhões) 2011 2012*Reservas 352,0 356,3Dívida Total 298,2 301,1 Dívida de Longo Prazo 86,5% 87,1% Economia Verde | Ano 2012 Dívida de Curto Prazo 13,5% 12,9% Dívida Pública 34,4% 34,6% Dívida Privada 65,6% 65,4% Indicadores de Endividamento (%) Dados em: %Dívida Total/Reservas 84,7% 84,5% * Estimativas para fevereiro Dívida de Longo Prazo/Reservas 73,3% 73,6% de 2012 Dívida de Curto Prazo/Reservas 11,3% 14,9% Fonte: Banco Central do BrasilDívida Externa Líquida/PIB -2,9% -3,0% Elaboração: Ministério da Fazenda 115
  • 111. Ministério da FazendaBons indicadores de vulnerabilidade externa Setor ExternoAs boas condições de solvência externa foram mantidas no primeiro bimestre de 2012 apesar da piora nocenário internacional. O volume de reservas internacionais supera consideravelmente a dívida externa e odéficit em transações correntes permanece estável.Indicadores de Vulnerabilidade Externa (% do PIB) 50 40 30 20 Economia Verde | Ano 2012 10 Transações Correntes 5,3 4,8 18,1 31,5 42,9 26,5 12,0 11,7 12,0 14,2 Reservas Internacionais 2,6 1,5 0 Dívida externa total -1,7 -2,1 -0,5 Dados em: % do PIB -4,0 -6,8 -6,0 -10 1974 1982 1987 1998 2008 2012* * Acumulado em 12 meses até fevereiro de 2012 Impacto Crise da Moratória Antes do Crise Situação do dívida da dívida regime de financeira atual 1o choque externa externa câmbio mundial Fonte: Banco Central do Brasil do petróleo flutuante (subprime) Elaboração: Ministério da Fazenda 116
  • 112. Ministério da FazendaSaldo positivo do movimento de câmbio tem origem comercial Setor ExternoA partir do segundo semestre de 2011 houve reversão no saldo do movimento de câmbio, que passou a terorigem, principalmente, no saldo comercial. O saldo financeiro apresentou queda, chegando a quase zeroem meados de março de 2012, reflexo das medidas de controle dos capitais de curto prazo e do mercadofuturo de câmbio. Saldo do Movimento do Câmbio (US$ bilhões) 100 82 64 46 48,7 48,3 Economia Verde | Ano 2012 28 10 Saldo financeiro -8 -0,4 Saldo comercial -26 Saldo total -44 Dados em: US$ bilhões -62 * Posição em março de 2012 -80 Fonte: Banco Central do Brasil n 2 03 04 05 06 07 08 09 10 11 20 2 12 Elaboração: Ministério da FazendaJa 00 ar 01 20 20 20 20 20 20 20 20 20 2 M n2 o n n n n n n n n 117Ag Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja Ja
  • 113. Ministério da FazendaBrasil: guerra cambial sendo combatida Setor ExternoO governo brasileiro tem enfrentado a chamada “guerra cambial” com grande sucesso. O IOF sobreempréstimos estrangeiros foi ampliado, aumentando a taxa de câmbio (R$/US$) de 1,65 no início de 2011para 1,82 no início de abril de 2012. Taxa de Câmbio Nominal (R$/US$) 1,95 1,90 1,89 1,90 1,85 1,82 Média 1,80 Média 1o trimestre/2012 2a metade/2011 R$ 1,75 1,75 R$ 1,72 Economia Verde | Ano 2012 Média 1,70 1a metade/2011 R$ 1,63 1,70 1,72 1,65 1,60 1,55 1,54 Dados em: R$/US$ 1,50 Fonte: Bloomberg Fe 11 M 011 Ab 011 M 011 Ju 011 Ju 11 Ag 11 Se 011 ut 1 No 011 De 011 Ja 011 Fe 12 M 012 Ab 012 2 01 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 0 20 2 2 r2 2 l2 2 t2 2 2 z2 2 2 r2 n v ar ai n o v n v arJa 118 O
  • 114. Ministério da FazendaA experiência de sucesso brasileira na gestão do fluxo de capitais Setor ExternoDevido ao grande volume de capital que entra no país, o Governo brasileiro decidiu tomar medidasmacroprudenciais a fim de mitigar os efeitos dos fortes fluxos de capitais de curto prazo. O principalinstrumento utilizado foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para determinadas categorias decapital, como investimentos em ações, renda fixa e empréstimos diretos, dependendo do prazo da operação.Medidas Macroprudenciais Relacionadas ao Fluxo de Capitais - IOF (%) 12 Mar 19 Out 4 Out 18 Out 26 Jul 1 Dez 29 Fev HOJE 2008 2009 2010 2010 2011 2011 2012 Renda Fixa 1,50% 2,00% 4,00% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% Títulos Corporativos de Longo Prazo 1,50% 2,00% 4,00% 6,00% 6,00% 0,00% 0,00% 0,00% Economia Verde | Ano 2012 Capital 0,00% 2,00% 2,00% 2,00% 2,00% 0,00% 0,00% 0,00%Depósito de Margem Derivativos 0,38% 0,38% 0,38% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00%Empréstimos Externos até 90 Dias 5,38% 5,38% 5,38% 5,38% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% 270 Dias 0,38% 0,00% 0,00% 0,00% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% 1 Ano 0,38% 0,00% 0,00% 0,00% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% 2 Anos 0,38% 0,00% 0,00% 0,00% 6,00% 6,00% 6,00% 6,00% 3 Anos 0,38% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 6,00% 6,00% 5 Anos 0,38% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 6,00% Dados em: %Posições de Longo Prazo sobre o Real 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 1,00% 1,00% 1,00% 1,00% Fonte: Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 119
  • 115. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Panorama Internacional Ministério da Fazenda
  • 116. Ministério da FazendaPanorama Internacional: melhor, mas ainda sob risco Panorama InternacionalUma perspectiva mais positiva da economia mundial surgiu no primeiro trimestre de 2012, contrastando com o finalde 2011: (i) os governos da Europa efetuaram políticas mais consistentes para conter os déficits fiscais insustentáveis;(ii) a Grécia conseguiu que sua proposta de redução da dívida soberana fosse aceita, (iii) os Estados Unidos mostrarammelhora gradual na taxa de desemprego, (iv) a China demonstra bons resultados em reduzir a sua taxa de inflação, e(v) as perspectivas de crescimento do Japão têm melhorado.No entanto, os riscos continuam altos no curto prazo: (i) aumentos dos preços do petróleo podem impulsionar ainflação global, (ii) o setor habitacional dos EUA mostra fraca recuperação, (iii) a recessão afeta muitos países europeus,e alguns deles ainda estão lidando com a desconfiança dos mercados financeiros, e (iv) a China está começando amostrar sinais de economia em arrefecimento. Economia Verde | Ano 2012 122
  • 117. Ministério da FazendaCrescimento dos países do G20 em 2011 e perspectivas para 2012 Panorama Internacional Alemanha 2,0 0,2 0,4 3,5 2,3 -0,1 Reino 0,9 4,3 Unido 3,0 Rússia Canadá 2,1 1,7 -1,6 3,5 1,7 1,7 0,4 França 7,8 7,5* -0,7 Estados Unidos 4,8 9,2 Japão Itália Turquia 6,9 7,0 China 3,6 3,4 3,9 7,1 Coreia 3,2 Arábia do Sul México Índia 4,5 Saudita 2,7 6,5 5,9 Brasil**** Indonésia PIB (% a.a.) 2,3 3,8 3,1 1,8 3,1 2011** 8,8 2012*** África do Sul Austrália Economia Verde | Ano 2012 Argentina Dados em: % * Meta do Governo Chinês ** Bloomberg *** Projeções The Economist **** 2012: Estimativas do Ministério da Fazenda Fonte: Bloomberg e The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda 123
  • 118. Ministério da FazendaPaíses do G20: resultado fiscal em 2011 e perspectivas para 2012 Panorama Internacional Alemanha -2,8 -7,6 -1,5 -1,0 -5,0 -4,7 Reino -8,1 0,5 Unido -1,0 Rússia Canadá -7,8 -5,7 -2,1 -1,8 -8,3 -8,2 -4,0 França -1,7 -8,9 -2,7 Estados Unidos 6,9 -1,9 Japão Itália Turquia -5,8 14,1 China 0,8 -2,5 -2,3 -7,3 Coreia 2,8 Arábia do Sul México Índia Saudita -1,2 -1,6 -1,4 -2,4 Indonésia Resultado Fiscal Brasil*** -5,2 (% do PIB) -0,7 -4,4 -3,3 -0,5 2011* -1,0 2012** África do Sul Austrália Economia Verde | Ano 2012 Argentina Dados em: % do PIB * Bloomberg ** Projeções The Economist *** 2012: Relatório de Inflação do Banco Central do Brasil (março de 2012) Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda 124
  • 119. Ministério da FazendaPaíses do G20: saldo em conta corrente em 2011 e perspectivas 2012 Panorama Internacional Alemanha -2,4 -1,4 4,7 4,0 -2,8 -2,1 Reino -2,3 Unido 5,3 Rússia**** 5,5 Canadá -3,0 -2,4 -2,8 -8,3 2,0 -3,2 -3,1 França -10,0 2,1 2,0 Estados Unidos 17,2 5,2 Japão Itália Turquia -2,8 20,6 China 1,5 -1,7 -0,5 -2,2 Coreia 1,7 México Arábia Índia**** do Sul**** Saudita -2,6 -2,1 0,2 0,6 Brasil*** Indonésia Conta Corrente -4,6 (% do PIB) -1,4 -3,8 -2,2 -2,9 2011* -0,3 2012** África do Sul Austrália Dados em: % do PIB Economia Verde | Ano 2012 Argentina*** * Bloomberg ** Projeções The Economist *** 2012: Estimativas do Ministério da Fazenda **** 2011: WEO/FMI, setembro de 2011 Fonte: Bloomberg e The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda 125
  • 120. Ministério da FazendaInflação dos países do G20 em 2011 e perspectivas para 2012 Panorama Internacional Alemanha 2,1 2,5 2,1 1,9 5,7 2,9 Reino 4,5 8,5 Unido 2,5 Rússia Canadá 2,1 2,3 2,6 9,2 -0,3 3,2 2,9 França 6,5 -0,3 3,8 Estados Unidos 4,1 5,4 Japão Itália Turquia 8,1 5,4 China 4,2 4,0 3,4 8,9 Coreia 2,8 Arábia do Sul México Índia Saudita 4,4 6,5 5,4 5,2 Inflação Brasil** Indonésia (% a.a.) 5,3 2011 – 5,0 3,4 2,8 2012* 9,8 África do Sul Austrália Economia Verde | Ano 2012 Argentina Dados em: % * Projeções The Economist ** 2012: Relatório de Inflação do Banco Central do Brasil (março de 2012) Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda 126
  • 121. Ministério da FazendaCrise na economia mundial continua Panorama InternacionalRecentemente, a economia mundial enfrentou grandes desafios que impactam negativamente nocrescimento do PIB. Depois de aumento de 3,8% em 2011, a produção mundial está estimada para crescerapenas 3,1% em 2012. Ligeira recuperação é esperada nos próximos anos.Crescimento do PIB Mundial (% a.a.) 6 5 4 Economia Verde | Ano 2012 3 2 1 Dados em: % anual 3,6 4,7 4,4 5,1 5,2 2,5 -0,8 5,0 3,8 3,1 3,9 4,1 * Estimativas Economist 0 Intelligence Unit-1 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2012* 2013* 2014* Fonte: Economist Intelligence Unit Elaboração: Ministério da Fazenda 127
  • 122. Ministério da FazendaQueda na produção industrial mundial Panorama InternacionalA produção da manufatura tem piorado no mundo recentemente, isto afeta tanto as economias emergentescomo as avançadas. Quando se compara o crescimento da produção industrial no primeiro trimestre de2011 (7,5%) com o crescimento do quarto trimestre de 2011 (4,2%), observa-se queda de 3,3 pontospercentuais.Crescimento da Produção Industrial no Mundo (%) 8 7 6 5 Economia Verde | Ano 2012 4 3 2 7,5 5,2 5,6 4,2 1 Dados em: % em relação ao mesmo trimestre do ano anterior 0 Fonte: United Nations Industrial, 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 Development Organization (UNIDO) Elaboração: Ministério da Fazenda 128
  • 123. Ministério da FazendaBrasil entre as maiores economias do mundo Panorama InternacionalAs economias emergentes (Brasil, China, Índia, Rússia) estão entre as economias mais dinâmicas do mundo.Recentemente, o Brasil superou o Reino Unido e agora é a sexta maior economia do mundo.PIB 2011 e 2012* (US$ trilhões e % a.a.) PIB de 2011, em US$ trilhões Crescimento do PIB em 2012*, em % a.a. EUA 15,1 2,1 China 7,4 7,5** Japão 5,6 1,7 Economia Verde | Ano 2012 Alemanha 4,6 0,4 Dados em: 2011: US$ trilhões, França 2,6 -0,1 2012: % anual Brasil 2,5 4,5*** * Projeções The EconomistReino Unido 2,4 0,2 -1,6 ** Meta do Governo Chinês Itália 2,1 Rússia 1,9 3,2 *** Estimativas do Ministério da Fazenda Índia 1,7 6,9 Fonte: Reuters e The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda 129
  • 124. Ministério da FazendaBrasil em segundo lugar na expectativa de emprego Panorama InternacionalDe acordo com o Manpower Employment Outlook Survey, o Brasil está na segunda posição em perspectivasde contratação no 2º trimestre de 2012, entre 41 países analisados. Em uma amostra de 850 empregadoresno Brasil, 39% deles tinham elevadas expectativas de aumentar a contratação de trabalhadores no período,principalmente no setor de serviços. Por outro lado, o mercado de trabalho está mais fragilizado naRepública Tcheca, Espanha e Grécia.Pesquisa de Expectativa de Emprego da Manpower - 2º Tri 2012 (%) Índia 48 Brasil 39 Taiwan 36 Turquia 26 Peru 23 Japão 23 Cingapura 20 Economia Verde | Ano 2012 China 19 Colômbia 18 Nova Zelândia 18 Suíça 2 Eslováquia 2 França 2 África do Sul 0 Itália -1 10 mais Otimistas Hungria -3 Irlanda -3 10 mais PessimistasRepública Tcheca -3 Espanha -8 Dados em: % Grécia -11 Fonte: Manpower Consulting Elaboração: Ministério da Fazenda 130
  • 125. Ministério da FazendaTaxa de desemprego no Brasil está entre as menores do mundo Panorama InternacionalA taxa de 5,7% de desemprego no Brasil (dado de fevereiro de 2012) está entre as menores do mundo.Economias avançadas como Alemanha, Estados Unidos e Canadá estão enfrentando taxas de desempregomais elevadas que a brasileira.Taxa de Desemprego em Países Selecionados: Fevereiro de 2012 (%) 25 20 15 Economia Verde | Ano 2012 10 Dados em: % 3,7 3,1 5 * Dezembro de 2011 23,3 10,0 9,9 9,2 9,2 8,4 8,3 7,4 6,8 6,5 5,7 5,2 5,2 4,9 4,6 4,1 ** Janeiro de 2012 0 Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Fr a** rq * Re It ** Un ** * Ca A em á Rú a ia st il Ho ico Ja da Co Ch * ia a* l a Ín * M a Su Tu a* o* o* Al nad h íç Au as EU a li ss a a re in an n ui Su rá éx h di in áli ç id pã Br do la an n paEs o 131
  • 126. Ministério da FazendaTaxa de desemprego com dinâmicas diferentes Panorama InternacionalAs taxas de desemprego no Brasil, nos Estados Unidos e na Zona do Euro têm apresentado dinâmicasdiferentes. Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego tem caído, mas ainda está acima do nível de longoprazo. Na Europa, o mercado de trabalho está ainda mais preocupante. Por outro lado, a taxa desempregono Brasil cai desde 2009. Taxa de Desemprego: Brasil, EUA e Zona do Euro (%) 12 10,8 10 Economia Verde | Ano 2012 8 8,3 Brasil Zona do Euro* EUA* 6 5,7 Dados em: % * Com ajuste sazonal 4 Fonte: IBGE e Bloomberg 09 05 05 06 06 07 7 08 Ja 08 9 10 0 11 Ja 11 v 12 12 00 00 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 0 20 20 0 Fe 20 20 l2 l2 l2 l2 l2 n n l n l n n n n n Ju Ju Ju Ju Ju Ju Ju 132Ja Ja Ja Ja Ja Ja
  • 127. Ministério da Fazenda Atividade econômica nos Estados Unidos Panorama InternacionalA atividade econômica nos Estados Unidos demonstra sinais de melhora. O índice da Filadélfia subiu de7,3 em janeiro de 2012 para 10,2 em fevereiro. O índice de Richmond alcançou 20 pontos em fevereiro, 8pontos acima do mês anterior. Por último, o índice de manufatura Empire State, que cobre Nova York, subiu6 pontos em fevereiro, alcançando 19,5 pontos. EUA: Atividade Econômica (Pontos) 40 20,0 30 19,5 20 10 Economia Verde | Ano 2012 10,2 0 -10 FED Nova York -20 FED Richmond -30 FED Filadelfia -40 Dados em: Pontos -50 Fonte: Filiais FED 08 8 09 09 10 0 11 1 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 00 01 01 20 20 20 20 20 20 l2 l2 l2 n n ai n n v Ju Ju Ju FeJa Ja Ja Ja 133 M
  • 128. Ministério da FazendaAcordo Europeu tenta conter desequilíbrios fiscais Panorama InternacionalEm janeiro de 2012, um novo acordo europeu para conter desequilíbrios fiscais foi aprovado. O acordo exigemanutenção de déficit estrutural do setor público abaixo de 0,5% do PIB nominal. Se um estado membroviola a regra, um mecanismo de correção automático entra em ação. Há também penalidades para nãocumprimento de cláusulas. O controle orçamentário é importante uma vez que a estrutura de vencimentodas dívidas dos países europeus em crise supera os 500 bilhões de euros em 2012.Países Europeus: Estrutura de Vencimento da Dívida (€ Bilhões)90 Total: € 509 bi807060 Economia Verde | Ano 201250403020 77,0 73,7 38,0 47,8 63,7 41,4 37,5 56,1 21,1 52,810 Dados em: € Bilhões 0 Fonte: Bloomberg 12 2 2 12 2 12 2 2 2 2 1 1 01 01 1 1 01 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 l2 t2 z2 ar r ai n o ut v 134 Ju Se Ab De No Ag Ju M M O
  • 129. Ministério da FazendaConfiança tem melhorado na Europa e nos Estados Unidos Panorama InternacionalO nível de confiança na economia americana apresenta tendência ascendente desde outubro de 2011. Noentanto, na Europa, tem declinado desde o início de 2011, com recuperação em março deste ano.Índices de Confiança: EUA e Zona do Euro (pontos) 120 100 94,4 Economia Verde | Ano 2012 80 70,2 Indicador de Sentimento 60 Econômico na Zona do Euro Indicador de Confiança do 40 Consumidor nos EUA Dados em: pontos 20 Fonte: Eurostat e Conference Board 08 08 09 09 10 10 11 11 ar 12 12 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 M 20 20 n n n n n n n n n 135Ja Ju Ja Ju Ja Ju Ja Ju Ja
  • 130. Ministério da FazendaO papel importante da China Panorama InternacionalA China tem função importante na economia global. Embora o país tenha crescido 9% em 2011, a expectativaé de queda na taxa de crescimento em 2012 por causa das fracas perspectivas para as economias avançadas,afetando as exportações chinesas. Por outro lado, a inflação tem caído na China, de 4.1% em fevereiro de2011 para 3,2% em fevereiro de 2012.China: Taxa de Crescimento do PIB (% a.a.) China: Taxa de Inflação ao Consumidor (% acum. 12 meses)15 8 712 6 5 9 Economia Verde | Ano 2012 4 3,2 6 3 Dados em: % anual e % anual 2 acumulado em 12 meses 3 1 * Meta do Governo chinês 0 10,0 10,1 11,3 12,7 14,2 10,4 8,4 8,3 9,1 9,6 9,2 9,2 7,5 Fonte: Bloomberg 0 -1 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 0 20 1 20 2 20 3 20 4 20 5 20 6 20 7 20 8 20 9 20 020 11 * 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ja 20 0 n 11 v 12 12 12 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 20 20 Fe 20 20 136
  • 131. Ministério da FazendaElevação dos preços do petróleo Panorama InternacionalOs preços do petróleo tipo Brent estão regularmente relacionados à atividade econômica mundial e às tensõesno Oriente Médio. Desde meados de 2011, os preços tem estado acima de US$ 115 o barril, como resultado dafalta de investimentos e de preocupações com as tensões políticas em países produtores de petróleo.Preço do Petróleo Tipo Brent (US$/barril, preços correntes) 150 120 125,7 Economia Verde | Ano 2012 90 60 Dados em: US$/ barril, preços correntes 30 Fonte: Bloomberg 09 9 9 09 10 0 0 10 11 1 1 11 ar 2 12 00 00 01 01 01 01 1 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 r2 l2 r2 l2 r2 l2 n ut n ut n ut n Ju Ju Ju Ab Ab Ab 137Ja Ja Ja Ja M O O O
  • 132. Ministério da FazendaComportamento dos preços das commodities Panorama InternacionalDepois de aumento expressivo no começo de 2009, o índice de preços das commodities começou a mostrardeclínio moderado, dado o efeito das commodities de alimentos. No acumulado em 12 meses até fevereirode 2012, o índice total reduziu em 8,5% enquanto o índice para alimentos caiu em 10,4% e o de metais, em12%. Recentemente, os índices têm mostrado elevação, particularmente em metais.Índice do Mercado de Commodities - CRB1.2001.000 949,4 Economia Verde | Ano 2012 800 CRB Metais 600 CRB Spot CRB Alimentos 443,3 400 Dados em: número 322,4 índice, 1951=100 200 Fonte: Bloomberg 04 04 05 06 07 07 08 09 10 10 Fe 11 12 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 Elaboração: Ministério da Fazenda n v o ai v v o ai v v o v No No No Fe Fe Ag Ag AgJa 138 M M
  • 133. Ministério da FazendaTaxa de câmbio efetiva real Panorama InternacionalA taxa de câmbio efetiva real é uma medida relevante para observar a influência do nível de comércio einvestimentos entre o país e seus parceiros. O dólar americano tem mostrado tendência de queda, o quetem provocado efeitos recessivos nas perspectivas no mercado financeiro e no comércio mundial. A taxa decâmbio no Brasil tem desvalorizado recentemente.Taxa de Câmbio Real Efetiva (número-índice: 2005=100)115110 107,9 Economia Verde | Ano 2012105 104,9 EUA Zona do Euro100 China 95,5 Brasil 95 95,0 Dados em: número- índice: 2005=100 90 Fonte: BIS v 0 ar 10 r 10 ai 10 n 0 l2 0 o 10O t 20 0 0 v 10 z 10 n 0 v 1 ar 11 r 11 ai 11 n 1 l2 1 o 11 t 1 ut 11 v 11 z 11 n 1 v 2 12Fe 201Ju 201 Ju 01 Se 201 ut 1Ja 201Fe 201Ju 201 Ju 01 Se 201Ja 201Fe 201 Elaboração: Ministério da FazendaM 20Ab 20M 20Ag 0No 20De 20M 20Ab 20M 20Ag 0O 20No 20De 20 20 2 2 nJa 139
  • 134. Ministério da FazendaComportamento da taxa de câmbio nos países do G20 Panorama InternacionalAs taxas de câmbio entre os países do G-20 apresentaram tendência de apreciação em relação ao dólar dosEUA. As moedas do Japão, China e da Indonésia são as únicas exceções, quando se observa o período até15 de março deste ano.Países do G20: Variação Cambial em 2012* (%) Japão 8,7 8.7 Indonésia 1.1 1,1 China 0,4 Argentina 0,0 Economia Verde | Ano 2012 Euro 1-1,1 .1- Reino Unido -1,3 3.1-Coreia do Sul 4.2- -2,4 Canadá 7.2- -2,7 Austrália 8.2- -2,8 Brasil -3,9 Dados em: % Índia 5.5- -5,5 * Variações positivas (negativas)África do Sul 5.5- -5,5 significam depreciação Rússia 7.8- -8,7 (apreciação) México 1.9- -9,1 Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda 140
  • 135. Ministério da FazendaComportamento das bolsas de valores nos países do G20 Panorama InternacionalEm contraste com os resultados de 2011, as bolsas de valores dos países do G20 tiveram resultadospositivos nos primeiros meses de 2012. Até o dia 15 de março de 2012 este resultado foi influenciadopelo estabelecimento de pacto fiscal na Europa para lidar com a crise que atinge o continente. No períodoanalisado, a Espanha foi a única a obter resultados negativos.Países do G20: Comportamento das Bolsas de Valores em 2012 (%) Variação de 3 de janeiro de 2011 a 15 de março de 2012 Espanha -3,4 Canadá 2,0 México 2,0 África do Sul 3,7 Reino Unido 4,2 Austrália 4,3 Indonésia 6,1 Economia Verde | Ano 2012 Argentina 6,5 EUA - Dow Jones 6,8 Xangai 9,4 Itália 10,0 Rússia 11,5 França 12,1 Coreia do Sul 12,9 Hong Kong 13,1 Arábia Saudita 15,0 EUA - Nasdaq 15,4 Alemanha 16,9 Brasil 17,5 Japão 18,3 Dados em: % Turquia 19,4 Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda 141
  • 136. Ministério da FazendaBaixos spreads nos países emergentes Panorama InternacionalO Credit Default Swap (CDS) constitui-se proteção contra possível moratória por parte de um país e, por isso,indica a percepção dos agentes financeiros em relação ao risco soberano. Ao contrário de anos anteriores, osvalores de 2012 mostram que algumas economias avançadas, como a Itália e a França, estão com spreadsmais elevados do que os das economias emergentes, como o Brasil.Spread de CDS de 5 anos: Economias Selecionadas (pontos-base) Spread de CDS de 5 anos dia 15/03/2012 Itália 365,3 Turquia 217,9 Rússia 172,0 França 168,6 Economia Verde | Ano 2012 Indonésia 166,2 África do Sul 152,4 Coreia do Sul 121,8 Brasil 115,7 México 114,1 Japão 107,5 China 104,3 Alemanha 71,5 Reino Unido 64,3 Austrália 62,0 Dados em: pontos-baseEstados Unidos 32,8 0 50 100 150 200 250 300 350 400 Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda 142
  • 137. Ministério da FazendaO fluxo de liquidez das economias avançadas Panorama InternacionalOs países avançados executaram um “tsunami monetário”, adotando políticas monetárias agressivamenteexpansionistas, prejudicando a competitividade das economias emergentes. Os ativos totais dos principaisbancos centrais chegaram a US$ 9,1 trilhões em março 2012.Total de Ativos dos Principais Bancos Centrais (US$ trilhões) Banco Central Europeu - 10 Financiamento aos bancos 2 9 Fed - QE Banco do Japão - Compra 9,1 de Títulos 8 Banco Central Europeu - Financiamento Economia Verde | Ano 2012 7 aos bancos 1 6 5 4 Dados em: US$ trilhões 3 Fonte: Bloomberg e Banco Central 07 7 08 8 09 9 10 0 11 1 ar 12 12 00 00 00 01 01 20 20 20 20 20 M 20 20 do Brasil l2 l2 l2 l2 l2 n n n n n n Ju Ju Ju Ju Ju 143Ja Ja Ja Ja Ja Ja Elaboração: Ministério da Fazenda
  • 138. Ministério da FazendaRedução do rating de países avançados Panorama InternacionalUm dos resultados da atual crise econômica é a diminuição da confiança dos agentes, tal como refletidonos últimos rebaixamentos para a dívida soberana de vários países da zona euro, bem como dos EstadosUnidos. No lado oposto dos acontecimentos, o Brasil apresentou melhoras constantes de classificação nomesmo período.Classificação de Risco: Standard and Poor´s (rating) França AAA AA+ USA AA Alta Qualidade AA- e Baixo Risco A+ A Espanha Itália A- Economia Verde | Ano 2012 BBB+ IrlandaGrau de BBBInvestimento Brasil BBB- BB+ Portugal BBGrau BB-Especulativo B+ B B- CCCAlto Risco CC Dados em: ratingde Default C D Grécia Fonte: Bloomberg Dez 2003 Dez 2004 Dez 2009 Dez 2010 Mar 2011 Jul 2011 Ago a Nov Mar 2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 2011 144
  • 139. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Seção Especial Economia Verde Ministério da Fazenda
  • 140. Ministério da FazendaCrescimento Econômico e o Meio Ambiente EspecialO Brasil mostrou que é possível combinar crescimento sustentável com inclusão social e avanços ambientais emcontexto de estabilidade política e fortalecimento do arcabouço legal e institucional.A viabilidade dessa estratégia de desenvolvimento é demonstrada pela grande participação de fontes de energiarenovável na matriz energética brasileira, pela expansão da produção agrícola com aumento de áreas protegidas eredução do desmatamento, além da promoção da segurança alimentar e inclusão social. Parte central da estratégiabrasileira, a redução da pobreza contribuiu para gerar ciclo virtuoso de crescimento, mais robusto e sustentável.Estas conquistas substanciais reforçam o compromisso brasileiro de avançar no sentido de uma economia verdeinclusiva, materializando os três pilares do desenvolvimento sustentável: ambiental, econômico e social. Economia Verde | Ano 2012 146
  • 141. Ministério da FazendaBrasil: a economia verde em números Especial 12% da quantidade de água doce superficial do mundo. (ANA, 2007) 30% 70% do país ainda está coberto com vegetação original. (MMA, 2011) 70% 12% 30% cerca de das florestas tropicais remanescentes 90% no mundo (SFB / MMA, 2010) Cerca de 90% da geração de eletricidade 95% e 45% do total da demanda energética Economia Verde | Ano 2012 brasileira são atendidas por fontes acima de renováveis de energia. (MME, 2011) 97% 95% dos carros novos vendidos são flex fuel (gasolina + etanol). (Anfavea, 2011) Mais de 97% das latas de alumínio recicladas. (ABAL, 2010) Elaboração: Ministério da Fazenda 147
  • 142. Ministério da FazendaAvanços na governança ambiental EspecialO fortalecimento da governança ambiental permitiu conquistas importantes na estratégia brasileira dedesenvolvimento, como a redução do desmatamento, a expansão de áreas protegidas e a gestão sustentáveldos recursos naturais. Durante as últimas décadas, o Brasil construiu sólido quadro regulatório e institucionalpara promover a sustentabilidade. Políticas específicas foram definidas para áreas como florestas, unidadesde conservação, recursos hídricos, combustíveis renováveis, mudanças climáticas e resíduos sólidos.Cronologia das Políticas Ambientais Política Nacional sobre Mudanças Biodiesel na Climáticas Conselho Matriz Energética e Fundo Nacional Nacional do Lei de Crimes Brasileira Política Nacional Código Meio Ambiente Ambientais de Resíduos Florestal (CONAMA) Sólidos (PNRS) 1975 1997 2000 2006 2011 Economia Verde | Ano 2012 1965 1981 1998 2005 2009 2010 Sistema Nacional Programa Programa Nacional Bolsa Verde do Álcool de Unidades de (PROÁLCOOL) Conservação Ambiental (SNUC) Política Nacional de Recursos Plano de Hídricos Manejo Florestal (PMF) Serviço Florestal Brasileiro Fonte: Website do Palácio do Planalto Elaboração: Ministério da Fazenda 148
  • 143. Ministério da FazendaEnergia renovável no mundo EspecialO Brasil se destaca pela alta participação de energia renovável em sua matriz energética. Em 2009 opercentual era superior a 45%, mais elevado do que o observado nos BRICS e nos países que compõem oG-7, cuja participação média das fontes renováveis era inferior a 10%.Fontes de Energia Renováveis (% de fornecimento de energia) Brasil 45,8 45.8 Índia 26,1 26.1 Canadá 16,9 16.9 Economia Verde | Ano 2012 China 11,9 11.9 África do Sul 10,0 10.0 Itália 9,7 9.7 Alemanha 8,7 8.7 França 7,7 7.7Estados Unidos 5,4 5.4 Japão 3,3 Dados em: % de Reino Unido 3,2 3.2 fornecimento de energia Rússia 2,8 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Fonte: OCDE, Factbook 2011 Elaboração: Ministério da Fazenda 149
  • 144. Ministério da FazendaA matriz energética brasileira e o desenvolvimento sustentável EspecialCerca de 45% da matriz energética brasileira é constituída por fontes renováveis, muito acima da médiamundial, que é inferior a 20%. Em termos de eletricidade, a participação de fontes renováveis sobe paraquase 90% no Brasil, diante da média mundial de 13%, pois sua geração baseia-se essencialmente emhidrelétricas.Fontes de Energia Renováveis: Ofertas de Energia e de Eletricidade (% do fornecimento de energia)100 80 60 Economia Verde | Ano 2012 40 Brasil (2010) Mundo (2008) 20 18,7 45,5 87,8 13,0 Dados em: % do fornecimento de energia 0 Fontes de Energia Renovável Fontes Renováveis Fonte: Balanço Energético Nacional/ Oferta de Energia Oferta de Eletricidade MME (2011), Agência Internacional de Energia (2011) Elaboração: Ministério da Fazenda 150
  • 145. Ministério da FazendaPAC 2 e geração de energia hidrelétrica EspecialA segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) continua priorizando a geração deenergia proveniente de fontes limpas e sustentáveis. O programa tem planejado e executado a construçãode várias usinas hidrelétricas em todas as regiões brasileiras, como pode ser visto no mapa abaixo.PAC 2: Novas Usinas Hidrelétricas UHE Santo Antônio do Jari UHE São Luiz do Tapajós UHE Belo Monte UHE Cachoeira Caldeirão UHE Jamanxim UHE Ferreira Gomes UHE Cachoeira dos Patos UHE Jatobá UHE Serra Quebrada UHE Estreito UHE Santo Antônio UHE Castelhano UHE Jirau UHE Marabá UHE Estreito do Parnaíba UHE São Manoel UHE Tabajara UHE Cachoeira UHE Teles Pires UHE Rondon II UHE Colider UHE Ribeiro Gonçalves Economia Verde | Ano 2012 UHE Dardalenos UHE Sinop UHE Mirador UHE Riacho Seco UHEs Água Limpa UHE Toricoejo UHE Batalha UHE Formoso UHEs Porteiras UHE Davinópolis UHEs Paraíso UHE Crenaque Ação Concluída UHE São Domingos UHE Resplendor Em Execução UHEs Paranhos UHE Travessão Licitada UHE Baixo Iguaçu UHE Pompéu UHE Cachoeirinha UHE Mauá UHE Simplício Ação em Preparação UHE Telêmaco Borba UHE São João UHE São Roque * UHE= Usina Hidrelétrica UHEs Itapiranga UHE Pai Querê UHEs Binacionais (2) UHE Garibaldi Fonte: Relatório PAC 2, Março 2012 UHE Passo São João UHE São José Elaboração: Ministério da Fazenda 151
  • 146. Ministério da FazendaPAC 2 e fontes alternativas de energia EspecialA segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) também está investindo fortementeem fontes alternativas de energia. Várias usinas térmicas a biomassa e eólicas estão sendo construídas emtodo o país. O Rio Grande do Norte é o estado onde a energia elétrica gerada pelo vento tem o maior númerode projetos em fase de implantação ou concluídos, enquanto São Paulo concentra a maioria das usinastérmicas a biomassa.PAC 2: Fontes de Energias Alternativas Usina Eólica Nº 1 Usina Eólica Nº Ceará 36 4 Rio Grande 16 Usina Eólica Nº do Norte Piauí 3 59 Térmicas a Biomassa Nº Rio Grande do Norte 1 Usina Eólica Nº Térmicas a Biomassa Nº Pernambuco 3 Tocantins 1 Térmicas a Biomassa Nº Alagoas 1 Economia Verde | Ano 2012 Usina Eólica Nº Sergipe 1 Térmicas a Biomassa Nº 1 Usina Eólica Nº Mato Grosso 1 11 Bahia 40 Térmicas a Biomassa Nº 3 Térmicas a Biomassa Nº Goiás 5 1 Minas Gerais 2 1 Ação Concluída Térmicas a Biomassa Nº Térmicas a Biomassa Nº 3 5 Em Execução Mato Grosso São Paulo 7 do Sul 1 1 1 Ação em Preparação Usina Eólica Nº 5 Rio Grande 2 Fonte: Relatório PAC 2, Março 2012 do Sul 37 Elaboração: Ministério da Fazenda 152
  • 147. Ministério da FazendaEletricidade de fontes renováveis EspecialO planejamento para a geração de eletricidade em 2020 prioriza o uso de fontes renováveis para suprir acrescente demanda por energia no Brasil. A capacidade instalada deve aumentar cerca de 56,2% em relaçãoa 2010, enquanto o percentual de participação de fontes renováveis deve permanecer acima de 80%.Capacidade Instalada de Geração de Energia (% do total) Aumento de 56,2% Total 109.578 MW Total 171.138 MW 8% Economia Verde | Ano 2012 16% 14% Hidrelétrica 2% 15% Nuclear Fóssil 76% 67% 2% Outras Fontes Renováveis Dados em: % do total Fonte: PDE 2020 - EPE (2011) 2010 2020 Elaboração: Ministério da Fazenda 153
  • 148. Ministério da FazendaCompromisso de redução das emissões de gases de efeito estufa EspecialEm 2009, o Brasil assumiu o compromisso internacional voluntário de reduzir de 36,1% a 38,9% dasemissões de gases de efeito estufa previstas em 2020, o que significa redução de cerca de 1,2 Gt (de 3,2Gt para 2,0 Gt). Para cumprir esse compromisso, planos setoriais de mitigação estão sendo implementadospara a agricultura, redução do desmatamento e o setor energético. Além disso, foram lançados em 2012novos planos setoriais para a indústria, transporte e mineração.Emissões de Gases de Efeito Estufa (Gt CO2e) Mudança de Uso da Terra Agricultura + Pecuária Processos Industriais +3,5 Tratamentos de Resíduos 3,2 Redução da Meta de 3,2 para 2,0 Energia3,0 Meta a ser alcançada em2,5 2020 de acordo com o 2,2 Decreto n.7390 Economia Verde | Ano 2012 2,1 2,02,0 * Estimativa “ceteris paribus” para 1,4 1,5 2020 (se não considerar o alcance1,5 da meta)1,0 0.2 ** Meta para a redução das emissões de gases do efeito0,5 0.3 estufa (entre 36,1% e 38,9%) - média = 37,5% 0.3 0.3 0.1 0.1 0.1 0.10,0 0.2 0.2 0.3 1990 1994 2000 2005 2020* 2020** Fonte: Decreto 7390 - 9/12/2010 “Business as Usual” Meta Elaboração: Ministério da Fazenda 154
  • 149. Ministério da FazendaRedução do desmatamento EspecialDevido à estratégia integrada do Governo, o desmatamento da floresta amazônica foi reduzidoconsistentemente desde 2004, atingindo 6.238 km2 em 2011. Estes resultados foram baseados em melhoriastecnológicas no monitoramento, bem como no reforço do controle e em iniciativas de auto-regulação. Oobjetivo é chegar a 3.925 Km2 em 2020. A replicação da estratégia para outros biomas brasileiros e novosincentivos econômicos para atividades de produção sustentável despontam como novos desafios.Desmatamento da Selva Amazônica (Km2)30.00025.000 Economia Verde | Ano 201220.00015.000 Meta para 202010.000 6.238 3.925 5.000 Dados em: Km2 0 Fonte: INPE/MCTI 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 155
  • 150. Ministério da FazendaProteção da vegetação natural EspecialO Brasil detém impressionantes 75% de todas as áreas protegidas criadas no mundo desde 2003. Essasáreas dentro do país correspondem a total de 2.635.912 km2 – maior, por exemplo, do que a do territóriomexicano -, sendo elemento central da estratégia nacional para reduzir o desmatamento e proteger osrecursos naturais. Além disso, a legislação brasileira estabelece a obrigação de preservar, pelo menos, 20%da área de todos os imóveis rurais, chegando a 80% para aqueles situados na Amazônia.Áreas Protegidas (Km2) Número de Áreas Economia Verde | Ano 2012 Quantidade Áreas (Km2) Unidades de Conservação de Unidades de Proteção Integral Conservação Federais 1.963 1.539.416 Unidades de Conservação de Uso Sustentável e Estaduais Terras Brasileiras Indígenas Áreas de Indígenas 522 1.096.497 Dados em: Km2 Brasileiros Total 2.485 2.635.913 Fonte: MMA (2010), FUNAI (2009), IBGE (2012) Elaboração: Ministério da Fazenda 156
  • 151. Ministério da FazendaRumo a uma agricultura de baixa emissão de carbono EspecialO setor agrícola foi responsável por 10% do total de emissões de gases de efeito estufa no Brasil em 2005.Através de um conjunto de tecnologias, tais como plantio direto e integração lavoura-pecuária-silvicultura,o Plano Setorial de Mitigação para Agricultura visa reduzir as emissões de 134 a 163 milhões de toneladas deCO2 até 2020. Para atingir a meta, foi lançado o Programa ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono,com R$ 3,15 bilhões disponíveis para financiamentos na safra 2011/2012.Agricultura com Emissão de Baixo Carbono – Tecnologias e Metas Tecnologias Metas até 2020 Sistema de Plantio Direto 8 milhões ha Recuperação de Pastagens Degradadas 15 milhões ha Economia Verde | Ano 2012 Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) 4 milhões ha Silvicultura 3 milhões ha Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) 5,5 milhões ha Dados em: milhões de Tratamento de Resíduos Animais 4,4 milhões de m3 de resíduos de suínos hectares e milhões de m3 Fonte: MAPA Elaboração: Ministério da Fazenda 157
  • 152. Ministério da FazendaAumento da eficiência no uso da terra EspecialO Brasil tem combinado a expansão da produção agrícola com a preservação das florestas. Entre as safras de1995/1996 e 2010/2011, a produção de grãos elevou-se de 73 para 163 milhões de toneladas (121% de aumento).Essa elevação baseou-se principalmente no aumento da produtividade, minimizando a pressão sobre a vegetaçãonativa. A liderança em tecnologia para agricultura tropical, associada à disponibilidade de terras produtivas,permite que o Brasil desempenhe papel fundamental como fornecedor global de alimentos.Produção de Grãos, Área e Produtividade da Agricultura Brasileira Area (thousands of hectares)200.000 3,26 3,5180.000 3,0160.000 2,5140.000 Produtividade (ton/hec) Economia Verde | Ano 2012120.000 2,0 Produção de Grãos (milhares100.000 de toneladas) 1,5 Área (milhares de hectares) 80.000 37.847,3 40.235,0 36.970,9 37.824,3 36.896,2 36.574,8 35.000,8 60.000 1,0 Dados em: milhares de hectares, 40.000 milhares de toneladas e ton/hec 100.266,9 123.168,0 119.114,2 114.695,0 122.530,8 131.750,6 144.137,3 135.134,5 149.254,9 162.837,5 43.946,8 47.422,5 49.068,2 47.867,6 46.212,6 47.411,2 47.674,4 47.415,7 49.888,0 73.564,7 78.426,7 76.558,7 82.437,9 83.029,9 96.799,0 0,5 20.000 * Dados Preliminares 0 0,0 Fonte: Conab 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 7 8 9 0* 1* Elaboração: Ministério da Fazenda 6 /9 /9 /9 /9 00 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /0 /1 /1 95 96 97 98 00 01 02 03 04 06 07 08 05 /2 09 10 19 19 19 19 99 20 20 20 20 20 20 20 20 20 158 20 20 19
  • 153. Ministério da FazendaProdução e exportação de Alimentos Especial Produção Exportações Produtos Brasileira Posição Brasileiras Posição (%) (%) Laranja 57,21 1o 81,30 1o Café 36,77 1o 27,98 1o Soja 28,05 2o 35,61 1o Carne Bovina 15,03 1o 17,25 2o Economia Verde | Ano 2012 Carne de Frango 15,70 2o 42,24 1o Carne Suína 3,19 3o 8,34 3o Milho 7,13 4o 8,56 4o Dados em: % da Açúcar 21,25 1o 41,98 1o produção mundial Fonte: USDA Elaboração: Ministério da Fazenda 159
  • 154. Ministério da FazendaInvestimentos em agricultura sustentável EspecialMelhorar o desempenho ambiental da agricultura brasileira é preocupação crescente para os agricultores eo Governo Federal. Linhas específicas de crédito subsidiadas foram criadas para apoiar os investimentos emagricultura sustentável por agricultores familiares, através do Pronaf, bem como por agricultores de médiae grande escala, via BNDES e outras instituições financeiras. De 2008/2009 até 2011/2012 (ainda em curso),cerca de R$ 5 bilhões foram aplicados nestas linhas.Linhas de Crédito para a Agricultura Sustentável (R$ milhões)1.5001.200 Economia Verde | Ano 2012 900 690,4 653,5 597,8 Fundos Constitucionais 600 270,4 BNDES Pronaf 300 242,6 529,0 419,1 501,2 Dados em: R$ milhões 219,6 262,4 166,0 274,0 * Dados Preliminares 0 2008/2009 2009/2010 2010/2011 2011/2012* Fonte: MDA/MAPA Elaboração: Ministério da Fazenda 160
  • 155. Ministério da FazendaPromoção do direito à água e à energia EspecialA provisão de fontes renováveis de energia também é importante para que o Governo Federal possa cumprirsuas metas de inclusão social. Por meio do programa “Água para Todos”, 410.000 cisternas foram construídasde 2003 até 2011, disponibilizando água potável para as famílias da região do semi-árido brasileiro. Porintermédio do programa “Luz para Todos”, o acesso à energia foi disponibilizado a 2,9 milhões de domicíliosde 2004 a janeiro de 2012. A meta é chegar a 3,6 milhões até 2014.Acesso à Água e Energia Programa “Água para Todos” Programa “Luz para Todos” 2003 - 2011 Número de famílias alcançadas R$ 707 milhões 2004 - Jan 2012 investidos* 2,9 milhões Economia Verde | Ano 2012 410 mil famílias inseridas* 2011 apenas 247 mil Meta PAC 2 (2011 – 2014) 716 mil TOTAL 3,6 milhões de * Apenas Programa de Cisternas famílias alcançadas Fonte: MME e PAC 2 Elaboração: Ministério da Fazenda 161
  • 156. Ministério da FazendaCombinação de objetivos ambientais e sociais EspecialO Programa ”Bolsa Verde”, lançado em 2011, mostra que as metas sociais e ambientais podem caminharjuntas. O Programa baseia-se na transferência de renda para famílias em extrema pobreza que vivem emáreas ambientalmente protegidas, condicionada à manutenção ou melhoria dos recursos naturais. Apesarde lançado recentemente, o Programa já atingiu quase 17 mil famílias. O objetivo é chegar a 73 mil famíliasaté o final de 2012.Programa “Bolsa Verde” (milhares de famílias) 20 15 Economia Verde | Ano 2012 10 5 3,6 7,5 9,2 16,0 16,6 16,9 Dados em: milhares de famílias 0 Fonte: MMA Elaboração: Ministério da Fazenda 1 11 1 12 12 12 01 01 20 20 20 20 2 z2 ut v n v ar De 162 No Fe Ja M O
  • 157. Ministério da FazendaO Programa “Crescer” de microcrédito Especial“Crescer” é um programa de microcrédito produtivo orientado que visa atender as necessidades financeirasde empreendedores de pequenas atividades produtivas. Foi lançado em setembro de 2011, beneficiandomédia mensal de 151,7 mil pessoas entre setembro e dezembro. Nos dois primeiros meses de 2012,beneficiou em média 168,1 mil pessoas. Cerca de 66,6% dos beneficiários são mulheres.Programa “Crescer “ de Micro-Crédito Produtivo e Orientado: execução média (R$ milhões)200175 Valor Contratado -150 Média Mensal Economia Verde | Ano 2012125 Nº de Operações - Média Mensal100 Dados em: R$ milhões 75 * 2011 : informações a partir 50 de setembro 25 151,7 186,4 168,1 198,4 ** 2012: informações de janeiro a fevereiro 0 2011* 2012** Fonte: BB, BASA e BNB Elaboração: Ministério da Fazenda 163
  • 158. Ministério da FazendaAtendimento às necessidades econômicas e nutricionais EspecialPor meio do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA, lançado em 2003, alimentos são adquiridosde pequenos agricultores e destinados a iniciativas de promoção da segurança alimentar. O número departicipantes elevou-se de 42 mil, no início do Programa, para 155 mil em 2010. Assim, a produção locale o consumo são fortalecidos, impulsionando a economia local e a manutenção das tradições alimentares.Programa de Aquisição de Alimentos: execução 2003 a 2010 Total de Despesas Pequenos Produtores Montantes Adquiridos (RS mil) (toneladas) R$ 680.750 462.429 Economia Verde | Ano 2012 155.166 R$ 144.920 135.864 42.077 2003 2010 2003 2010 2003 2010 Fonte: Comitê Gestor do PAA Elaboração: Ministério da Fazenda 164
  • 159. Ministério da FazendaInvestimentos em saneamento são essenciais ao meio ambiente EspecialPesados investimentos em saneamento são essenciais para a saúde pública em geral e também para omeio ambiente. Desde o início, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) investe em vários projetos.De 2007 a 2009, os investimentos totais alcançaram R$ 25 bilhões. De 2011-2014, 4.205 projetos foramselecionados para ser implementados no período, totalizando R$ 9,9 bilhões.PAC: Investimentos em Saneamento (R$ bilhões) Projetos de Saneamento Selecionados Contratados Municípios - mais de 50.000 habitantes 19,5 19,4 Investimento Público PAC 1 Municípios - menos de 50.000 habitantes 2007-2009 Investimento Público 2,0 2,0 Investimento Privado 3,6 3,6 Economia Verde | Ano 2012 TOTAL PAC 1 25,1 25,0 Regiões Metropolitanas, Capitais e cidades grandes 4,7 3,4 PAC 2 Cidades de médio porte 1,0 0,8 2011-2014 Municípios - menos de 50.000 habitantes 3,1 1,1 Investimento Privado 1,1 1,1 Dados em: R$ bilhões TOTAL PAC 2 9,9 6,4 Fonte: Relatório PAC 2, Março 2012 Elaboração: Ministério da Fazenda 165
  • 160. Ministério da FazendaEngajamento do setor privado com a sustentabilidade EspecialO Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) corresponde a índice de ações destinado a medir o retornode uma carteira composta por ações de empresas altamente comprometidas com a responsabilidade sociale a sustentabilidade empresarial. Visa também promover boas práticas no meio empresarial brasileiro. Emdezembro de 2011, as 38 empresas que compõem o índice representaram 43% do valor de mercado totaldas empresas listadas na BM&F Bovespa.Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE (% do valor de mercado total)1.200 601.000 50 Economia Verde | Ano 2012 800 43 600 40 % do valor de mercado total 400 ISE (R$ bilhões) 30 200 Dados em: % do 380,2 776,5 1023,1 399,8 771,1 797,9 987,7 valor de mercado total 0 20 Fonte: BM&F Bovespa 10 Elaboração: Ministério da Fazenda 05 06 07 08 09 11 166 20 20 20 20 20 20 20
  • 161. Economia Brasileira emPERSPECTIVA Anexo Medidas de Política Industrial Ministério da Fazenda
  • 162. Ministério da FazendaPlano Brasil Maior – Medidas Recentes AnexoDiretrizes Principais 1. Medidas Fiscais • Desoneração da Folha de Pagamentos: inclui setores como Têxtil, Confecções, Couro e Calçados, Móveis, Plásticos, Material Elétricos, Auto-peças, Ônibus, Indústria Naval, Indústria de Aviação, Bens de Capital (Mecânico), Hotéis, Tecnologia da Informação, Call Center e de Design House (Microchips). • Desoneração do IPI: inclui setores como Fogões, Refrigeradores & Congeladores, Máquinas de Lavar, Móveis, Laminados, Papel de Parede, Luminárias & Lustres • Desoneração do regime relacionado à modernização da infraestrutura portuária (REPORTO) Economia Verde | Ano 2012 • Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica • Postergação do pagamento do PIS-COFINS 168
  • 163. Ministério da FazendaPlano Brasil Maior – Medidas Recentes AnexoDiretrizes Principais 2. Estímulo à Produção Nacional • Compras governamentais de bens e serviços, particularmente na área de saúde e máquinas e equipamentos 3. Financiamento do Comércio Exterior Economia Verde | Ano 2012 4. Defesa Comercial • Operações para evitar fraudes e a prática de circunvenção 169
  • 164. Ministério da FazendaPlano Brasil Maior – Medidas Recentes AnexoDiretrizes Principais 5. Incentivos ao setor de Informação e Comunicações 6. Medidas creditícias – PSI 4 • Financiamento para produção, investimento e inovação Economia Verde | Ano 2012 7. Regime Automotivo (2013 – 2017) • Incentivos à pesquisa, desenvolvimento e inovação 170
  • 165. Ministério da FazendaDesonerações de IPI Anexo Alíquota Alíquota Descrição Temporária Desoneração Normal (%) (%) Fogões de cozinha 4 Zero Refrigeradores e congeladores 15 5 R$ 271 milhões, de 26/03/2012 a 30/06/2012 Lavadoras de roupa 20 10 (automáticas, semiautomáticas) Lavadoras de roupa (tanquinhos) 10 Zero Economia Verde | Ano 2012 Móveis (todos) 5 Zero R$ 198 milhões, de 26/03/2012 a 30/06/2012 Laminados PET 15 Zero Papel de parede 20 10 R$ 20 milhões, de 26/03/2012 a 30/06/2012 Luminárias e lustres 5 5 Fonte: Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 171
  • 166. Ministério da FazendaPolítica Industrial de Desoneração da Folha de Pagamentos** Anexo Benefício Fiscal Anual da Folha Setores Econômicos Antes Depois de Pagamento (R$ milhões) Têxtil 2,32 % 1,00 % 550 Vestuário* 2,32 % 1,00 % 385 Couro e Calçados* 3,28 % 1,00 % 632 Mobiliário 2,09 % 1,00 % 209 Produtos de Matérias Plásticas 1,87 % 1,00 % 530 Material Elétrico 1,88 % 1,00 % 372 Bens de Capital - Mecânica 2,24 % 1,00 % 1.254 Indústria de Ônibus 1,72 % 1,00 % 77 Automóveis - Partes e Peças 2,19 % 1,00 % 1.130 Indústria Naval 4,59 % 1,00 % 145 Economia Verde | Ano 2012 Indústria de Aviação 2,83 % 1,00 % 225 Hotéis 4,18 % 2,00 % 216 Tecnologia da Informação* 3,35 % 2,00 % 1.171 * Setores que já pagam alíquota de 1,5% ou 2,5% sobre receita Call Centers** 3,15 % 2,00 % 312 bruta, conforme Lei 12.546/2012 Design Houses (chips) 6,67 % 2,00 % 4 ** Anunciado em 03 de abril de 2012 Total – – 7.214 Fonte: Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 172
  • 167. Ministério da FazendaGlossário - Instituições Glossário Federação das Indústrias do Estado de São ABAL Associação Brasileira do Alumínio FIESP MME Ministério de Minas e Energia Paulo National Association of Security Dealers ANA Agência Nacional de Águas FMI Fundo Monetário Internacional NASDAQ Automated Quotation Associação Nacional dos Fabricantes de Organização para a Cooperação e ANFAVEA FUNAI Fundação Nacional do Índio OCDE Veículos Automotores Desenvolvimento Econômico Fundação Centro de Estudos do Comércio BASA Banco da Amazônia FUNCEX ONU Organização das Nações Unidas Exterior BB Banco do Brasil IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística SFB Serviço Florestal Brasileiro BIS Banco de Compensações Internacionais INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais STN Secretaria do Tesouro Nacional BM&F Bolsa de Valores de São Paulo IPEA O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada UE União Europeia BOVESPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Conferência das Nações Unidas para Comércio BNB Banco do Nordeste MAPA UNCTAD Abastecimento e Desenvolvimento Economia Verde | Ano 2012 Banco Nacional de Desenvolvimento Departamento de Agricultura dos Estados BNDES MCTI Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação USDA Econômico e Social Unidos CNI Confederação Nacional da Indústria MDA Ministério do Desenvolvimento Agrário Ministério do Desenvolvimento Social e CONAB Companhia Nacional de Abastecimento MDS Combate à Fome EPE Empresa de Pesquisa Energética MF Ministério da Fazenda FGV Fundação Getúlio Vargas MMA Ministério do Meio Ambiente 173
  • 168. Ministério da FazendaGlossário - Termos Glossário BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo RMV Renda Mensal Vitalícia Selic Sistema Especial de Liquidação e Custódia BACEN Banco Central do Brasil IPI Imposto Sobre Produtos Industrializados TR Taxa de Referência CDS Credit Default Swap ISE Índice de Sustentabilidade Empresarial UHE Usina Hidrelétrica CRB Commodity Research Bureau LOAS Lei Orgânica da Assistência Social WEO World Economic Outlook/FMI DPF Dívida Pública Federal PAA Programa de Aquisição de Alimentos DPMFi Dívida Pública Mobiliária Federal Interna PAC Programa de Aceleração do Crescimento FBCF Formação Bruta de Capital Fixo PDE Plano Decenal de Expansão de Energia FED Federal Reserve PIB Produto Interno Bruto IED Investimento Estrangeiro Direto Economia Verde | Ano 2012 IGP-M Índice Geral de Preços do Mercado PME Pesquisa Mensal de Emprego INCC Índice Nacional de Custo da Construção Civil PMI Purchasing Managers Index IOF Imposto Sobre Operações Financeiras PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Programa Nacional de Fortalecimento da IPA Índice de Preços ao Produtor PRONAF Agricultura Familiar IPC Índice de Preços ao Consumidor Programa Nacional de Acesso ao Ensino PRONATEC Técnico e Emprego 174
  • 169. Ministério da FazendaPresidente da República: Dilma Vana RousseffMinistro da Fazenda: Guido MantegaSecretário Executivo: Nelson BarbosaSecretário de Política Econômica: Márcio HollandChefe de Gabinete: Marcelo FicheProdução e ExecuçãoSecretaria de Política EconômicaConselho EditorialAdriano SeabraCleomar GomesFabio GranerJosé Gilberto Scandiucci FilhoLígia OurivesSuporte Técnico Arte Economia Verde | Ano 2012Assessoria de Assuntos Econômicos do Gabinete do Ministro Projeto Gráfico: Viviane Barros Ministério da FazendaAssessoria de Comunicação Social do Gabinete do Ministro - ACS Arte da capa e entre capítulos: André NóbregaSecretaria de Assuntos Internacionais - SAIN Diagramação: Alline Luz e Viviane BarrosSecretaria de Acompanhamento Econômico - SEAE Estagiários de Design: Letícia Lopes e Weslei LopesSecretaria do Tesouro Nacional - STN Estagiária de Economia: Andrea MottaServiço Federal de Processamento de Dados - SERPRO Finalizado em 9 de abril de 2012www.fazenda.gov.brDisponível em: http://www.fazenda.gov.br/ebp 175

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