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Projeto crescer saudável
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Projeto crescer saudável

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  • 1. 1. Histórico da Obesidade Infantil Atualmente o mundo passa por um período de transição nutricional, onde casos de excesso de peso corporal têm aumentado de forma surpreendente na população mundial e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sua prevalência vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. A obesidade tende a repercutir de forma negativa tanto na qualidade como na expectativa de vida dos indivíduos. O estilo de vida com alimentação inadequada e sedentarismo são um dos vários fatores que podem levar à obesidade, além de propensão genética, fatores psicológicos e causas hormonais. Estes fatores vêm favorecendo o surgimento do sobrepeso e obesidade não somente na população adulta, como também em populações mais jovens. A nível mundial a OMS, considerou a prevalência de obesidade como uma epidemia global do século XXI. Inquéritos populacionais vêm evidenciando altas e crescentes prevalências de obesidade na idade escolar. A obesidade durante a infância é fator de risco para a obesidade em adultos. Com esta tendência acredita – se que haverá sérias conseqüências para a Saúde Pública nos anos que se aproximam, uma vez que a obesidade infantil está associada a inúmeras comorbidades tais como: Diabetes tipo II, hipertensão arterial, dislipidemias, resistência à insulina, complicações ortopédicas, diminuição da auto - estima, depressão, distúrbio da auto – imagem, quadro psicológico conturbado, entre outros. Em 2005, a OMS estimou que houvesse em torno de 20 milhões de crianças menores de 05 anos com sobrepeso. Já a cidade de Campo Grande, MS foi classificada como a 5ª capital com os maiores percentis de sobrepeso e obesidade entre adultos (IBGE, 2004). A população total de Campo Grande de 0 até 12 anos é de 155.806., sendo que segundo dados do SISVAN 2008, as crianças na faixa etária de 05 a 10 anos 10,5% apresentavam risco de sobrepeso, 1,3% sobrepeso e 26,9% de obesidade. Sendo que a OMS recomenda que o índice de obesidade esteja abaixo dos 7%.
  • 2. A obesidade não se trata somente de um acúmulo de energia excedente, mas geralmente está associado a outros fatores biopsicossociais, daí a necessidade do acompanhamento da terapia de uma equipe interdisciplinar, que é capaz de tratar a patologia nas suas diversas vértices. A atenção familiar no tratamento da obesidade infantil é de suma importância para o sucesso deste. A criança ainda não é responsável direto pela escolha de sua alimentação, sofrendo assim grande influência pelo estilo vida. É cada vez mais consensual que o tratamento desta patologia com acompanhamento interdisciplinar e adesão da família traz resultados mais satisfatórios e duradouros, atingindo toda a família. Sendo que a obesidade atualmente se apresenta como um dos principais problemas de saúde pública mundial, gerando, nos últimos anos, um aumento da incidência e prevalência epidemiológicas. Levando em consideração os danos causados por esta patologia, que podem ocorrer desde a infância e se postergar até a idade adulta e, todas as demais informações citadas anteriormente faz – se necessário a implantação de um programa de intervenção que priorize a atenção de crianças com sobrepeso e obesidade, por uma equipe interdisciplinar, afim de minimizar a médio e longo prazo a incidência desta patologia e suas consequências.
  • 3. Histórico da Desnutrição Nos últimos anos nota – se um declínio importante na prevalência dos casos de desnutrição em crianças menores de cinco anos em todo o mundo, inclusive no Brasil. E um aumento significativo nos caso de obesidade infantil. Entretanto ainda pode – se considerar a desnutrição como importante problema de Saúde Pública A desnutrição nos primeiros anos de vida é um dos maiores problemas de saúde, principalmente em países em desenvolvimento. Os déficits de crescimentos, consequência da desnutrição, estão associados a maior mortalidade, aumento de doenças infecciosas, prejuízo para o desenvolvimento psico – motor, déficits de aproveitamento escolar e menor capacidade produtiva na idade adulta. Segundo dados da WORLD HEALTH ORGANIZATION (2003), cerca de 30% da população mundial de crianças menores de cinco anos apresentam baixo peso, decorrentes da má alimentação e repetidas infecções. A desnutrição, por sua vez, não se caracteriza somente pela falta de alimentos, portanto, a desnutrição infantil é uma patologia de origem multicausal e complexa e, pode ser classificada de acordo com sua etiologia em primária, secundária e mista. A desnutrição primária é consequência de uma série de fatores sociais, psico-afetivos ou econômicos que tem com resultado a ingestão inadequada de nutrientes. A desnutrição secundária é resultado de condições mórbidas, orgânicas ou psíquicas que alteram a fisiologia normal do indivíduo, interferindo na utilização adequada dos nutrientes ou aumentando as perdas e/ou necessidades de energia e proteínas. A desnutrição também pode ter origem mista onde há concomitância de fatores primários e secundários. Em Campo Grande, das 623 crianças menores de cinco anos assistidas do Bolsa Família; 03 apresentavam peso muito baixo (<P1); 63 com baixo peso entre o percentil 1 e 3; e 66 baixo peso (SISVAN, MS / 2008).
  • 4. 2. Objetivos: 2.1 Objetivo geral Prestar atendimento e acompanhamento à crianças menores de 05 anos com baixo peso e crianças de 05 a 12 anos com sobrepeso ou obesidade. 2.2 Objetivos específicos. Obesidade Implementar programa de atendimento de Equipe Interdisciplinar para Terapia na Obesidade Infantil; Acompanhar e tratar obesidade infantil; Reduzir incidência de sobrepeso / obesidade em crianças e adolescentes; Desenvolver através de grupos interdisciplinares atividades coletivas para a terapia da Obesidade Infantil e patologias associadas; Promover a prevenção de comorbidades relacionadas à obesidade; Promover a prevenção de obesidade em indivíduos com predisposição; Incluir na vida cotidiana da família hábitos alimentares mais saudáveis e comportamentos fisicamente mais ativos e menos sedentários; Orientar os pais e responsáveis quanto à alimentação da criança. Desnutrição Acompanhar e tratar a desnutrição; Reduzir incidência de desnutrição (baixo peso) em crianças menores de 05 anos; Promover a prevenção de patologias associadas à desnutrição; Orientar pais e responsáveis quanto à alimentação da criança;
  • 5. 3. Público Alvo - Crianças menores de 05 anos com diagnóstico nutricional de desnutrição. - Crianças / adolescentes de 05 a 12 anos com diagnóstico nutricional de sobrepeso e obesidade; - Pais / responsáveis. Obs: Todos os casos identificados, atendidos e/ou encaminhados pela Unidades Básica de Saúde, tambpem será feita uma triagem nas escolas municipais de Campo Grande (iniciando com as escolas atendidas pelo Distrito Norte) através da avaliação antropométrica e assim a identificação dos possíveis casos de sobrepeso e obesidade. Após a triagem inicial a escola será responsável por notificar os pais da necesidade de atendimento nutricional para as crianças. Os pais então participarão de uma palestra de orientação quanto ao programa.
  • 6. 4. Programa Crescer Saudável O Crescer Saudável é um programa voltado ao atendimento interdisciplinar a crianças menores de cinco anos com baixo peso e crianças de 05 a 12 anos com sobrepeso / obesidade. O programa consiste no atendimento clínico ambulatorial por uma equipe de profissionais, com a difusão de diversas atividades educativas relacionadas a saúde, que envolverá não somente a criança mas também os pais ou responsáveis. As atividades educativas incluem desde palestras, dinâmicas, educação nutricional, Oficinas de Nutrição, Horta Comunitária, Grupos de Atividade Física, API (Academia da Primeira Idade). 4.1 Dinâmica e Fluxograma de atendimento Fluxograma de Atendimento PEDIATRA NUTRICIONISTA PSICOLÓGO EDUCADOR FÍSICO FONOAUDIÓLOGO O paciente que vem ao programa pela primeira vez será atendido pelo médico pediatra, onde será avaliado pelo ponto de vista médico, conforme suas atribuições. Como rotina serão solicitados exames laboratoriais: hemograma, colesterol total e frações e triglicérides. Além de demais exames se forem necessários. Propõe – se a avaliação médica de retorno conforme necessidade.
  • 7. O paciente será então encaminhado para a Nutrição onde passará por avaliações e receberá prescrição dietética e orientações individualmente. Propõe – se uma consulta nutricional conforme necessidade, sendo que a criança será vista e pesada quinzenalmente (terapia de grupo), por um dos profissionais do programa. Encaminhamento para o educador físico, onde passará por avaliação e receberá orientações para o seu dia a dia. Retorno quinzenal para terapia em grupo e realização das atividades. Encaminhamento para as demais especialidades (Psicólogo e Fonoaudiólogo) de acordo com necessidade. A terapia poderá ser realizada individualmente e/ou em grupo, conforme melhor indicação para cada situação. Fonoaudiologia: avaliação individual a cada 03 meses. A criança junto com seus pais ou responsáveis após avaliação de todos os profissionais fará parte de um programa desenvolvido para atendimento individual e em grupo onde envolverá palestras, oficinas, dinâmicas, atividades físicas, recreativas e educativas. As terapias de grupo ocorrerão semanalmente tanto no período vespertino quanto no matutino. Nestes dias serão ministrados palestras, atividades recreativas educativas, atividades físicas , oficinas e outros que serão realizados pela equipe conforme cronograma. Todas as crianças após seis meses de início da terapia serão avaliadas por todos os profissionais, onde será identificada a necessidade de alta ou a continuidade da terapia. Os profissionais ainda se reunirão mensalmente para avaliar e discutir os casos e definir estratégias. O centro de referência para atendimento da equipe será realizado no Centro de Atendimento ao Escolar (CAE).
  • 8. 4.2 Atendimento Interdisciplinar 4.2.1 Atendimento da equipe Interdisciplinar A equipe interdisciplinar para Terapia e Prevenção da Obesidade Infantil e da Desnutrição tem como propósito o acompanhamento da criança e também de seus familiares através de atendimentos individuais e em grupos. Cada profissional irá trabalhar com os mais diversos aspectos e com as mais variadas dificuldades do paciente O programa será contemplado pelo atendimento de uma equipe interdisciplinar composta por: Médico Pediatra, Nutricionista, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Educador Físico, Enfermeiro, Terapeuta Ocupacional, Técnico de enfermagem. A terapia conduzida pela equipe deverá incluir a dietoterapia, o suporte psicossocial, a orientação para atividade física e o seguimento fonoaudiológico. Segue as atribuições de cada profissional: Médico Pediatra O profissional será responsável pelo acompanhamento clínico durante o tratamento, diagnóstico e tratamento de patologias coadjuvantes, orientação e suporte ao paciente e seus familiares. O atendimento primário será realizado pelo profissional Médico Pediatra, que avaliará a condição do usuário a fim de verificar o estado nutricional e as condições clínicas. Na abordagem inicial, serão coletados dados através de anamnese para identificação correta do diagnóstico e formulação de hipóteses diagnósticas que expliquem a instalação e manutenção do quadro de obesidade. O estado nutricional será classificado de acordo IMC percentilar para adolescentes de 10 a 12 anos e, percentil P/A para crianças menores de 10 anos).
  • 9. A causa da obesidade (endógena ou exógena) será investigada através de exames: TSH, T3 e T4. As causas de obesidade de origem endógena serão encaminhadas para o Endócrino Pediatra e, posteriormente à Nutricionista para avaliação e conduta de ambos. Quando a causa for de origem exógena o usuário será encaminhado para o Nutricionista. Ainda na primeira consulta, o Pediatra como rotina solicitará exames para diagnosticar outras possíveis patologias associadas à Obesidade e também para acompanhar a evolução do tratamento. Os exames são: hemograma, glicemia, colesterol total e frações, triglicérides. A avaliação clínica também determinará a possibilidade do usuário praticar atividade física. A avaliação médica será realizada conforme necessidade. Nutricionista Após atendimento primário com Médico Pediatra, o paciente será avaliado pela nutricionista. O profissional será responsável pela avaliação nutricional completa (dietética, antropométrica, bioquímica) assim como pela análise das condições sociais e rotinas da família para orientar e propor mudanças ou adequações no seus hábitos alimentares, objetivando o equilíbrio nutricional através da educação alimentar. As orientações serão dirigidas não somente a criança, como também a seus pais e/ou responsáveis, uma vez da necessidade do apoio da família no tratamento. A avaliação da progressão do estado nutricional do paciente se dará quinzenalmente, mensalmente ou conforme necessidade. Ao final de seis meses após inicio da terapia em grupo, os usuários serão avaliados por todos os profissionais da equipe. O profissional Nutricionista além do atendimento individual, será integrante das reuniões quinzenais que envolvem todos os usuários e profissionais (de acordo com cronograma), nos quais serão feitas as terapias em grupo através de palestras, atividades, oficinas, etc.
  • 10. Será também responsável pela Oficina de Nutrição e dará apoio ao cultivo e e mantenimento da Horta Comunitária, além de atividades voltadas a mesma. Psicólogo O profissional será responsável pela avaliação psicológica do paciente, atuando junto ao paciente e familiares, por meio de trabalhos em gruupo (identificação e imagem corporal), no sentido de minimizar e tratar problemas emocionais e afetivos detectados, que possam agravar as desordens nutricionais e relacionados aos hábitos de vida, comprometendo o estado de saúde do paciente. Todas as crianças após atendimento primário conforme fluxograma de atendimento, serão encaminhadas para uma avaliação psicológica, visando identificar os atendimentos necessários à criança, em se tratando do funcionamente psíquico saudável. O fluxo de atendimento será: - Anamnese com os pais (1 – 2 sessões); - Encontro com a criança para avaliação, visando o levantamento da necessidade de encaminhamento para atendimento psicológico individual ou em grupos; - Realização de grupos temáticos com os usuários do programa, em parceria com os profissionais envolvidos; - Encaminhamentos dos pais / responsáveis para atendimento psicológico em outras unidades, diante da necessidade. A alta do paciente se dará conforme avaliação individual. Educador físico O Educador Físico será responsável pela avaliação física do indíviduo, a prescrição e o desenvolvimento de exercícios físicos regulares e adequados ao estado nutricional de cada criança e ao seu desenvolvimento motor e fisiológicos, além da conscientização dos benefícios decorrentes da atividade física para torná – la um hábito de vida saudável e ativo para a criança e seus familiares.
  • 11. O profissional também irá considerar o prazer, a satisfação e o aspecto lúdico das atividades em todas as área de atuação, para que a adesão seja estimulada e a continuidade da criança obesa ao programa. Durante a tratamento serão feitas avaliações periódicas a fim de verificar a evolução durante o tratamento. As atividades físicas elaborados para o grupo terão frequência estipulada conforme prescrição do Educador Físico. O profissional também será responsável execução de atividades na API – Academia da Primeira Idade. Fonoaudiólogo O profissional Fonoaudiólogo terá como responsabilidade avaliar, diagnosticar e realizar terapia em grupo com as crianças que apresentem alterações na função de mastigação, deglutição, sucção e respiração. Após atendimento primário com médico e nutricionista, todos os usuários do programa serão avaliados pelo profissional Fonoaudiólogo para identificar se o mesmo apresenta alterações na região oromiofuncional (função de mastigação, deglutição, sucção e respiração). Esta avaliação será feita individualmente. Os usuários que apresentarem alterações na região oromiofuncional farão terapia em grupo ou individual se for o caso. Os mesmos serão reavaliados a cada três meses, a fim de verificar sua evolução. Ao final de seis meses a avaliação será feita com toda a equipe interdisciplinar. Obs: a Fonoaudiologia encaminhará o usuário ao serviço de Odontologia caso haja a necessidade da intervenção deste profissional para sucesso do tratamento. O Fonoaudiólogo além de orientar as crianças que apresentem alterações e seus pais, participará das reuniões quinzenais que envolvem todos os usuários participantes do programa, nas quais aplicará palestras, atividades educativas recreativas em grupo.
  • 12. Enfermeiro O enfermeiro será responsável por acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança, avaliando peso e altura, focar na orientação e aconselhamento da criança e da família sobre os benefícios do tratamento. Acompanhar a evolução e a eficácia do tratamento, as reações adversas e a aceitação. Será responsável também por atividades educativas, dinâmicas, palestras para os envolvidos no programa. Técnico de Enfermagem: auxiliar a enfermagem e equipe em suas atividades. 4.3 Atividades Educativas 4.3.1 Palestras, dinâmicas e outros. A informação é uma ferramente de suma importância para o entendimento, aceitação e adesão ao tratamento, entretanto a forma como a informação chega ao indivíduo também faz diferença. Por se tratar de uma população de crianças, as práticas e estratégias serão desenvolvidas através de atividades lúdicas com brincadeiras e muita criatividade para a fixação de conhecimento. As atividades serão coletivas, interativas e dinâmicas e serão ministradas pelos profissionais da equipe interdisciplinar ou convidados. As atividades ocorrerão quinzenalmente ou conforme cronograma estipulado pela equipe. 4.3.2 Oficinas de Nutrição
  • 13. A oficina de Nutrição “Espaço Alimentação Saudável” será um ambiente de ensino prático que engloba desde o preparo de refeições práticas e saudáveis até higiene e manipulação de alimentos, aproveitamento total dos alimentos. Objetivos Transmitir na prática os ensinamentos adquiridos durante as atividades ministradas nas palestras e/ou encontros, Incentivar o consumo de novos itens na alimentação, Estimular o sentimento de responsabilidade e independência; Proporcionar a inserção do responsável no tratamento da Obesidade; Proporcionar a maior adesão da criança/adolescente ao tratamento da Obesidade; Orientar sobre higiene e manipulação dos alimentos. Informar técnicas e procedimentos para o aproveitamento total dos alimentos. Desenvolver receitas adaptadas a condição de saúde e financeira dos usuários, em especial no caso do baixo peso. Desenvolver fórmula específica para crianças com baixo peso; O espaço físico para instalação da Oficina de Nutrição será realizada no Centro de Atendimento ao Escolar. A área prevista para a realização da mesma segue em anexo. 4.3.3 Grupos de atividade física e API O Grupo de Atividades Físicas tem com objetivo tratar uma das causas da obesidade, o sedentarismo, e assim incentivar o indivíduo a se tornar mais ativo. A prática de atividades físicas proporcionará além de uma maior qualidade de vida, uma aumento no gasto calórico e assim consequente auxílio na perda de peso. O programa de atividades físicas pode ainda promover a melhora na aptidão física do individuo, na capacidade aeróbica, diminuição do peso corpóreo além da diminuição do percentual de gordura corporal.
  • 14. Outros benefícios da atividade física: diminuição dos valores pressóricos, aumento da massa magra, melhora da condição cardiovascular, na sensação de bem estar, na capacidade da resposta psicomotora, no rendimento escolar, no bem – estar psicológico, da taxa do metabolismo basal e no controle do apetite. Atividade física é toda e qualquer ação que resulte na estimulação de contração muscular. Serão formados os grupos de atividades físicas ministradas pelo Educador Físico, o profissional irá então planejar as atividades físicas levando em consideração a faixa etária e o desenvolvimento das crianças, além do prazer e a satisfação dos mesmos. As atividades físicas propostas são: caminhadas, jogos de futebol, vôlei, capoeira, dança, natação, entre outros. A Academia da Primeira Idade (API) tem como objetivo estimular a atividade motora das crianças, estimular o crescimento e o desenvolvimento físico das crianças despertando o prazer pela atividdade física A API é composta 08 brinquedos semelhantes a um playground porém com uma dinâmica diferente. A API contempla escorredor, gangorra, trepa – trepa, gangorra, entre outros. O espaço físico para instalação destes equipamentos será no Centro de Atendimento ao Escolar, conforme anexo XX. 4.3.4 Cultivo da Horta Coletiva O cultivo da Horta Coletiva trata – se de um processo interativo de aprendizado entre todos as pessoas envolvidas e tem como objetivo inserir na criança o espírito de participação no planejamento e execução de uma tarefa, estimulando sua responsabilidade, fixando conhecimentos adquiridos durante o tratamento e incentivando o consumo deste tipo de alimentos. Além disso, a horta coletiva pode estimular o incentivo ao cultivo dentro das casa da comunidade e assim proporcionar uma grande grande variedade de alimentos saudáveis a baixo custo.
  • 15. O preparo da horta será feito sob orientação de um profissional capacitado (Técnico agrícola) ou por uma pessoa que já tenha conhecimento prático sobre cultivo de hortaliças. As crianças serão envolvidas no processo de planejamento e execução, ficando responsáveis também pelo cuidado diário. Os diferentes grupos terão uma escala de preparo, plantio e cultivo dos canteiros. A escolha das hortaliças deverá ser feita de forma diversificada e levará em consideração a melhor época para cultivo de cada hortaliça.
  • 16. CRITÉRIOS PARA REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA Obesidade a) Crianças com sobrepeso (crianças de 05 a 10 anos com P/A > P97e crianças de 10 a 12 anos com IMC percentilar por idade e sexo > P85, associados ou não a co - morbidades (diabetes mellitus, outros) deverão ser referenciados ao Centro de Atendimento ao Escolar (CAE), onde receberão atendimento diferenciado através da equipe interdisciplinar. Serão avaliados os casos sem resposta ao tratamento a necessidade de associação do tratamento com uso de fármacos. b) Crianças com diagnóstico nutricional de obesidade associado à existência de comorbidades ou que não obtiveram respostas em todos os planos propostos na terapia, inclusive uso de fármacos serão referenciados para os serviços de alta complexidade (HOSPITAL), para avaliação da necessidade da cirurgia bariátrica. Desnutrição a) Crianças menores de cinco anos com risco nutricional (< P10 e > P5), desnutrição leve (<P5 e >P3), desnutrição moderada/grave (<P3) deverão ser referenciados ao Centro de Atendimento ao Escolar (CAE), onde receberão atendimento, tratamento e acompanhamento. b) Crianças menores de cinco anos com desnutrição grave (abaixo do percentil 3) sem respostas ao tratamento deverão ser referenciados para os serviços de alta complexidade (HOSPITAL REGIONAL).
  • 17. FLUXO DE ACESSO PARA PREVENÇÃO, TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO DA OBESIDADE E BAIXO PESO • Promoção da saúde; UNIDADES BÁSICA DE • Vigilância nutricional; • Acompanhamento do sobrepeso / ATENÇÃO obesidade; desnutrição Unidade de Referência • Promoção alimentação saudável; CENTRO DE ATENDIMENTO AO • Prevenção da obesidade / desnutrição; ESCOLAR • Vigilância nutricional; Média complexidade • Acompanhamento interdisciplinar do usuário; • Farmacoterapia; • Avaliação para necessidade de cirurgia; • Incentivo à atividade física. • Promoção alimentação saudável; HOSPITAL • Prevenção da obesidade / desnutrição; Alta complexidade • Cirurgia; • Acompanhamento pré e pós operatório; • Atendimento equipe interdisciplinar; • Incentivo à atividade física.
  • 18. Protocolo sugerido para consulta em Nutrição Atendimento CAE Idade: 05 a 12 anos Sexo: ambos Encaminhamentos: Sobrepeso; Obesidade GI; Obesidade GII; Obesidade GIII. Classificação de Sobrepeso e Obesidade de acordo com faixa etária. Índice e ponto de corte para Faixas etárias Obesidade e Sobrepeso Crianças (menores de 10 anos) Peso / Altura (P > 97) Adolescentes (>10 anos e < 20 anos) IMC percentilar por idade e sexo (p>85) IMC percentilar por idade e sexo Idade: menores de 05 anos. Sexo: ambos. Encaminhamentos: Risco nutricional, desnutrição leve, desnutrição moderada/grave.
  • 19. Anexos
  • 20. – INVESTIMENTOS – OFICINA DE NUTRIÇÃO Material Quantidade Especificação Fogão 01 und Com forno Botijão de gás 01 und Armário 02 und Geladeira 01 und Liquidificador 02 und Batedeira 01 und Panela Formas 03 und Talheres de mesa 02 dz Escumadeira, concha 03 und Prato raso 02 dz Prato fundo 02 dz Copos 02 dz Recipiente c/ tampa grande 02 und Recipiente c/ tampa médio 06 und Recipiente c/ tampa pequeno 10 und Avental, toalha de mesa, Materiais necessários Local para Oficina de Nutrição - CAE
  • 21. Academia da Primeira Idade (API) API O investimento para a API é de R$ 10.600,00. Local para implantaçao da Academia da Primeira Idade Material Quantidade Especificação Adipômetro 02 und Adipômetro científico com campo de medição aproximadamente de 0 a 78 mm, sendo que a precisão e de milímetros com tolerância: +/- 0.5 mm em 78 mm aproximadamente. Fita métrica 02 und Bola 04 und Colchonete 20 und Bambolê 20 und Aparelho de som 02 und microsystem,com entrada USB e auxiliar
  • 22. Petecas 05 und Balões 05 pct Balança antropométrica 01 und Halter 10 pares 0.5 kg Halter 10 pares 1.0 kg Cone 05 und Investimentos – Material de escritório Atividades educativas Material Quantidade Especificação Folha sulfite 01 resma Mensal Canetinha 04 und c/ 12 und Lápis de papel 02 dz Borracha 06 und Lápis de cor 04 und c/ 24 und Pasta Data show 01 und Notebook 01 und Atividades educativas: palestras, dinâmicas

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