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Tabela 1- Agressões Apucarana-PR por bairro entre os anos de 2006-2010
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Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011.
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Fonte: Mapa da Violência, 2011. Org: VERONEZZI, F. 2011.
Os acidentes de transporte são um dos grandes problemas de saúde ...
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Violência urbana agressões, ferimentos por armas de fogo

  1. 1. VIOLÊNCIA URBANA: AGRESSÕES, FERIMENTOS POR ARMAS DE FOGO E ATROPELAMENTOS EM APUCARANA-PR1 DE OLIVEIRA, Emerson Dias 2 VERONEZZI, Fernando 3 FERREIRA, Joyce Allane Apolinário 4 RESUMO A violência é sem dúvidas um dos temas que mais preocupa a sociedade brasileira, enquadrando-se como um dos principais problemas de saúde pública. Observada por alguns autores como um fenômeno social, ela é mais evidente nas grandes cidades e nas capitais, atingindo principalmente a faixa etária jovem e, sobretudo do sexo masculino. No entanto, evidencia-se que, qualquer pessoa pode ser vítima de violência, independentemente dessas características. Sendo assim, este trabalho tem por objetivo apresentar dados quantitativos em relação à violência no município de Apucarana, situado na região norte do estado do Paraná, no período entre os anos de 2006 a 2010, enfocando principalmente, os ferimentos ocasionados por armas de fogo, acidentes ocorridos por meios de transportes (atropelamentos e acidentes de transportes em geral) e agressões, que serão chamadas nesse trabalho como ocorrências registradas por causas externas. Palavras-chave: Violência urbana; Ferimentos por armas de fogo; Atropelamento, Agressões; Ocorrências por causas externas. RESUMEN La violencia es sin dudas un de los temas que mas preocupa la sociedad brasileña, encuadrándose como uno de los principales problemas de salud pública. Observada por algunos autores como fenómeno social, es mas evidente en las ciudades grandes y en las capitales, atingindo principalmente los jóvenes y, sobretodo el género masculino. Aunque, es importante notar que, cualquier persona pude ser víctima de la violencia, independientemente de las características destacadas. Así, este trabajo tiene por objetivo presentar datos cuantitativos de la violencia en el municipio de Apucarana, región norte del estado de Paraná entre los años de 2006 a 2010, destacando los herimientos por armas de fuego, accidentes de transporte (atropellamientos e accidentes en general) y agresión, que en este trabajo serán referidas como ocurrencia registrada por causas externas. Palavras-Clave: Violencia Urbana; Herimientos por armas de fuego; Atropellamientos; Agresiones; Ocurrencias por causas externas. 1 EIXO TEMÁTICO: Territórios e representações: o espaço urbano 2 Mestrando, Programa de Pós-graduação em Geografia (PGE-UEM), edocooperativa@hotmail.com.br 3 Mestrando, Programa de Pós-graduação em Geografia (PGE-UEM), fernandoveronezzi117@hotmail.com 4 Mestranda, Programa de Pós-graduação em Geografia (PGE-UEM), joyce_allane@hotmail.com
  2. 2. 1. INTRODUÇÃO Atualmente, um dos temas que mais está em evidência na sociedade brasileira é a violência. Essa temática é preocupante, uma vez que afeta à qualquer pessoa, independentemente da classe social, e muitas vezes, as conseqüências podem ser fatais, e sendo assim, deve ser analisada como um elemento de interesse público. As reflexões contidas nesse trabalho surgiram por meio de uma pesquisa coletiva realizada por acadêmicos do curso de pós-graduação em Geografia, nível mestrado, da Universidade Estadual de Maringá, na qual cada equipe se responsabilizou por discutir temas referentes à violência urbana nos diversos municípios do estado do Paraná. Dessa forma, coube-nos para o desenvolvimento da temática em questão, discutir dados teóricos e quantitativos em relação ao município de Apucarana. Minayo e Souza (1999 apud SANCHES; DUARTE; PONTES, 2009, p.96) ao abordar o tema apontam algumas características em relação à essa problemática, e relatam que “no Brasil, a violência é um dos principais problemas de saúde pública. É mais expressiva nas capitais e grandes cidades, predominantemente nos grupos da população mais jovem, do sexo masculino, residentes em áreas da periferia e com baixa escolaridade”. Para os autores, essas são as características do grupo mais vulnerável à violência no país. Porém, é importante salientar que cidades pequenas e médias, assim como outros grupos sociais não estão isentos à essa mazela que assola à sociedade. Dessa forma, Gullo (1998, p.105), apresenta que a violência pode ser observada “[...] como um fenômeno social, [e] é analisada como um filtro que permite esclarecer certos aspectos do mundo social porque denota as características do grupo social e revela o seu significado no contexto das relações sociais” (grifo do autor). O mesmo autor contribui para esse debate ao revelar que, [...] a visão do senso comum ou popular aborda a violência como um mecanismo que resulta da experiência diária das pessoas, isto é, dois seres em luta, tendo em vista uma perspectiva moral, a injustiça dos destituídos e dos trabalhadores, algo concreto voltado contra um ser humano palpável, real e não contra um grupo ou classe definidos por meio de critérios políticos e econômicos. (GULLO, 1998, p. 106). Sendo assim, este trabalho tem por objetivo apresentar dados quantitativos em relação à violência no município de Apucarana, região norte do estado do Paraná. Serão expostos dados da violência urbana no período que compreende os anos de 2006 a 2010, enfocando principalmente, os ferimentos ocasionados por armas de fogo, acidentes ocorridos por meios de transportes
  3. 3. (atropelamentos e acidentes de transportes em geral) e agressões, que serão abordados nesse trabalho como ocorrências registradas por causas externas. A partir da coleta e do tratamento de dados obtidos por meio de órgãos oficiais como o Datasus (Departamento de Informática do Sistema (Único de Saúde, órgão vinculado a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde) e o Corpo de Bombeiros do estado do Paraná, é que a realização deste trabalho pôde ser viabilizada. Essas ocorrências manifestadas por causas externas foram escolhidas para este trabalho por serem classificadas pelo Ministério da Saúde, como as que estão no ranking das 10 causas que mais matam os brasileiros. Nesse ranking, as agressões aparecem em quarto lugar, e os acidentes ocorridos por meios de transporte estão no sétimo lugar (BRASIL, 2010, p. 15). A agressão ocorre geralmente por excesso de bebidas, desentendimento familiar ou brigas de rua, diferenças culturais, estress, por motivos passionais ou por meio de assaltos. No país, cerca de 50 mil pessoas foram vítimas de agressão e vieram à óbito no ano de 2008, sendo que do total dessas mortes, quase 45 mil eram do sexo masculino e cerca de 5 mil do sexo feminino. (BRASIL, 2010, p. 16). Acidentes ocorridos por meios de transporte são em geral, uma das modalidades de violência urbana que mais causa mortes no país. Nesse sentido, podem ser entendidos como “[...] uma das principais causas de óbito no Brasil, representando um grave problema de saúde pública, não só pelas perdas de vida e pelas seqüelas resultantes, mas, também, pelos seus custos, que [...] causam um importante ônus para a sociedade” (BASTOS, ANDRADE, CORDONI JUNIOR, 1999, s.p). No ano de 2008, segundo dados apresentados por Brasil (2010) cerca de 60 mil brasileiros vieram à óbitos vítimas de acidentes de transporte, e do total, cerca de 48 mil eram do sexo masculino e 12 mil do sexo feminino. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento de acidentes de transporte por motocicletas é uma tendência que deve ser considerada nessa análise já que, conforme destaca o Jornal Gazeta do Povo do PR (2011), o número de mortes de motociclistas aumentou cerca de 754% no último decênio, e, uma das causas mais prováveis desse crescimento é o aumento na frota desse tipo de veículos e o desrespeito às leis de trânsito. Entende-se que nesse sentido, os pedestres, ciclistas e motociclistas são os mais vulneráveis à esse tipo de acidente, uma vez que são os que estão mais “desprotegidos”, porém, é importante ressaltar que, não descarta-se os outros tipos de acidentes como os que acontecem com automóveis, caminhões, ônibus, etc. Para explicar tal situação, Gullo (1998, p. 116) argumenta que,
  4. 4. a falta de uma política nacional para estabelecer os parâmetros sociais da ação dos motoristas quanto ao sentido social dessa atividade, contribui mais para confundir sobre as normas de trânsito do que para esclarecer sobre os direitos e deveres de quem sai dirigindo um veículo. Na ausência de parâmetros gerais, cada um dá a sua interpretação do que é permitido e assiste-se ao triste espetáculo de motoristas abusando das normas mais elementares de respeito no trânsito. As campanhas de esclarecimento são sempre circunstanciais, localizadas e transitórias, não chegam a desenvolver e consolidar novas formas de comportamento [...]. Como resultado dessa realidade, o Brasil ocupa a décima posição quando comparado a outros 99 países, em relação à taxas de óbito por acidentes de transporte na população total (WAISELFISZ, 2011). Por fim, os ferimentos por armas de fogo são ocasionados por desentendimentos ou acertos de contas entre as pessoas. No geral, os pacientes sofrem danos que podem ser irreversíveis. Nesse sentido, esse tipo de ocorrência, “trata-se de todos aqueles óbitos acidentais, por agressão de terceiros, autoprovocadas intencionalmente ou de intencionalidade desconhecida, cuja característica comum foi a morte causada por uma arma de fogo (WAISELFISZ, 2010, p. 11). . 2. DESENVOLVIMENTO Agressões, Ferimentos por armas de fogo e Acidentes de transporte (atropelamentos) em Apucarana-PR. Para o desenvolvimento desse trabalho, a revisão bibliográfica foi uma ferramenta de extrema importância para a construção da pesquisa. A leitura de artigos, livros e documentos científicos referentes ao tema, bem como a análise e tabulação de dados publicados por órgãos oficiais, proporcionaram um maior entendimento teórico-quantitativo acerca da problemática em questão, e contribuíram efetivamente para a concretização desse texto. Apucarana é um município brasileiro, localizado no norte do Estado do Paraná. Sua população total é de 120.919 mil habitantes, com densidade demográfica de 216,55 hab/km2 (IBGE, 2010). Apresentaremos dados que se referem à agressão, ferimentos por armas de fogo e acidentes de transporte a partir da faixa etária, dia da semana e horário em que aconteceram tais registros. A tabela 1 apresenta dados numéricos em relação às agressões ocorridas nos bairros de Apucarana entre os anos de 2006 a 2010.
  5. 5. Tabela 1- Agressões Apucarana-PR por bairro entre os anos de 2006-2010 Bairro 2010 2009 2008 2007 2006 Total Centro 9 6 12 2 10 39 Novos Produtores 0 0 1 0 1 2 Vila Reis 0 0 0 0 1 1 J. Aclimação 0 0 0 1 0 1 J. Aeroporto 0 0 0 0 1 1 J. Alvorada 1 0 0 0 0 1 J. América 3 2 2 1 1 9 J. Apucarana 3 0 2 0 1 6 J. Aviação 0 0 1 0 0 1 J. Catuaí 0 0 0 1 0 1 J. Colonial II 1 0 4 5 1 11 J. Diamantina 0 1 0 1 0 2 J. Eldorado 0 1 0 0 0 1 J. Europa 0 0 1 0 0 1 J. Gov. Lupion 0 0 0 0 1 1 J. Guanabara 0 0 1 0 0 1 J. Independência. 0 0 0 0 1 1 J. Kiri 0 0 0 0 2 2 J. Marissol 0 0 1 1 2 4 J. Menegazzo 0 0 0 0 1 1 J. Monções 0 1 1 0 0 2 J. Mor. do Sol 0 0 0 0 1 1 J. Ponta Grossa 1 5 3 4 9 22 J. Sto Dumont I 0 0 0 1 0 1 J. São Pedro 0 0 0 0 1 1 J. Tibagi 0 0 1 0 0 1 J. Trabalhista 0 0 0 0 1 1 Lago Jaboti 1 0 0 0 0 1 Lot. Belvedere 0 1 0 0 0 1 Lot. Antônio 1 0 0 0 0 1 Mutirão Proj Bóia Fria 0 0 0 0 1 1 Núc. Hab. Adriano Correia 2 0 1 1 1 5 Núc. Hab. Afonso A. Camargo 1 0 1 0 0 2 Núc. Hab. Castelo Branco 1 0 0 0 3 4 Núc. Hab. Fraternidade 1 0 0 0 0 1 Núc. Hab. Djalma M.Oliveira 1 0 0 1 1 3 Núc. Hab. Dom Romeu Alberti 4 2 2 1 1 10 Núc. Hab. João Goulart 0 0 1 0 1 2 Núc. Hab. José Mercadante 0 0 1 0 0 1 Núc. Hab. Marcos Freire 1 0 2 0 3 6 Núc. Hab. Michel Soni 0 2 0 0 0 2 Núc. Hab. Papa João Paulo I 1 0 0 0 1 2
  6. 6. Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: VERONEZZI, F. 2011. Por meio da observação da tabela, percebe-se que, as agressões estão concentradas, principalmente, no Centro da cidade, Jardim Ponta Grossa e Jardim Colonial II, com, 39, 22 e 11 ocorrências, respectivamente no período, isso significa que, cerca de 34%5 das agressões ocorreram nesses três bairros. É possível notar por meio dos dados expostos que, há uma oscilação no número de ocorrências no município durante o período estudado. Em 2006 foram registradas 61 casos, contra 5 É importante notar que os dados referentes ao total de agressões, ferimentos por armas de fogo e acidentes causados por meios de transporte (atropelamentos), variam no período estudado (2006-2010), mesmo quando se toma por referência a mesma base estatística. Uma das causas para essa divergência no total dos dados pode ser à recusa de certos cidadãos a repassar informações corretas aos órgãos competentes. Núc. Hab. Parigot de Souza 0 1 0 0 0 1 Núc. Hab. Vale Verde 1 1 2 1 1 6 Pqe Bela Vista 3 0 2 0 4 9 Pqe Industrial 0 0 0 0 1 1 Pqe Industrial Zona Norte 0 3 0 1 0 4 Pqe. Milani 0 1 1 0 0 2 Pirapó 0 1 0 1 0 2 Proj. Agricola 1 1 1 0 0 3 Char. Chaplin 0 1 0 0 0 1 Conjunto Interlagos 1 0 0 0 0 1 Vila Apucaraninha 0 0 1 0 0 1 Vila Brasil 0 2 0 0 0 2 Vila Country Club 0 0 1 0 0 1 Vila Formosa 0 0 1 0 0 1 Vila Narciso 1 0 0 0 0 1 Vila Nova 3 0 3 0 2 8 Vila Nova II 0 0 0 1 0 1 Vila Real 0 0 0 1 0 1 Vila Regina 1 0 1 1 2 5 Vila Reis 0 0 0 1 1 2 Vila N. Ukrania 0 0 0 0 1 1 Vila Sta Adélia 0 0 0 2 0 2 Vila Sta Helena 0 0 1 0 0 1 Vila Sta Luzia 0 0 0 0 1 1 Vila São Carlos 0 0 0 0 1 1 Vila Urizzi 0 1 0 0 0 1 Total Geral 43 33 52 31 61 218
  7. 7. 43 no ano de 2010, ou seja, em relação ao ano de início e ao ano final da pesquisa, houve uma diminuição no número de ocorrências. Em relação à faixa de idades em que há maior incidência de agressões, o gráfico abaixo (Gráfico 1) apresenta os seguintes dados: Gráfico 1- Agressões por faixa etária em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: VERONEZZI, F. 2011. A grande maioria dos casos estão situados na faixa etária que varia dos 15 aos 39 anos de idade, com pouca ou quase nenhuma incidência entre os menores de 14 anos e os maiores de 59 anos. A partir da análise do gráfico que segue (Gráfico 2), pode-se notar que, as agressões em Apucarana se concentraram nos finais de semana (sábados e domingos), com picos de incidência às quintas-feiras, sendo às segundas-feiras os dias de menor ocorrência. Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: VERONEZZI, F. 2011. TOTAL DE AGRESSÕES 2006-2010 174 Dias da semana Quantidade de agressões Segunda 9 Terça 17 Quarta 18 Quinta 29 Sexta 17 Sábado 39 Domingo 38 Total 167 Tabela 2- Agressões por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Gráfico 2- Agressões por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010
  8. 8. Cerca de 46% das agressões em Apucarana estão concentradas nos sábados e domingos, o que evidencia que mais próximo aos finais de semana, maior é a probabilidade de ocorrer agressões na cidade. A tabela abaixo (Tabela 3), se tratando dos horários em que há mais casos, demonstra que, eles se concentraram entre o meio da tarde (15:00 às 15:59) até o início da madrugada (00 à 00:59). Tabela 3- Agressões por hora em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Horário Quantidade de agressões 00:00 à 00:59 12 01:00 à 01:59 7 02:00 à 02:59 5 03:00 à 03:59 2 04:00 à 04:59 6 05:00 à 05:59 3 06:00 à 06:59 1 07:00 à 07:59 2 08:00 à 08:59 4 09:00 à 09:59 2 10:00 à 10:59 3 11:00 à 11:59 9 12:00 à 12:59 4 13:00 à 13:59 4 14:00 à 14:59 9 15:00 à 15:59 14 16:00 à 16:59 13 17:00 à 17:59 10 18:00 à 18:59 12 19:00 à 19:59 11 20:00 à 20:59 19 21:00 à 21:59 26 22:00 à 22:59 23 23:00 à 23:59 19 TOTAL 220 Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: VERONEZZI, F. 2011. Mais de 70% dos casos de agressão se concentraram no horário mencionado anteriormente. Os dados obtidos por meio do sistema digital de dados operacionais do Corpo de Bombeiros revelam que não houve registro de óbito por agressão no período mencionado em Apucarana.
  9. 9. Ferimentos por armas de Fogo O gráfico e a tabela abaixo (Gráfico 3) e (Tabela 4) representam a quantidade de ferimentos por armas de fogo a partir da faixa etária ocorridos em Apucarana. Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: OLIVEIRA, E. D. de. 2011. É perceptível que a faixa etária entre 20 e 24 anos é a maioria dos casos ocorridos com ferimento por arma de fogo no município de Apucarana/PR, representando um percentual de 44% da totalidade dos ferimentos. Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: OLIVEIRA, E. D. de. 2011. Idade Quantidade de ferimentos De 10 a 14 anos 1 De 15 a 19 anos 7 De 20 a 24 anos 14 De 25 a 29 anos 4 De 30 a 34 anos 1 De 40 a 44 anos 1 De 45 a 49 anos 5 De 55 a 59 anos 1 TOTAL 34 Dias da Semana Quantidade de ferimentos Segunda 8 Terça 5 Quarta 5 Quinta 5 Sexta 4 Sábado 6 Domingo 2 TOTAL 35 Tabela 4- Ferimento por arma de fogo por faixa etária em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Tabela 5- Ferimento por arma de fogo por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Gráfico 3- Ferimento por arma de fogo por faixa etária em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Gráfico 4- Ferimento por arma de fogo por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010
  10. 10. Os dias com maior ocorrência são às segundas-feiras e os sábados. Às segundas geralmente se destacam por serem os dias de acertos de contas, provavelmente nas madrugadas de domingo para segunda-feira, e os sábados se destacam, por ser o dia de folga, onde a probabilidade de encontros, ingestão de bebidas alcoólicas e conseqüentes conflitos é bem maior quando comparado com os outros dias da semana. Tabela 6- Ferimento por arma de fogo por hora em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Horário Quantidade de ferimentos 00:00 à 00:59 4 02:00 à 02:59 1 03:00 à 03:59 3 06:00 à 06:59 1 07:00 à 07:59 1 09:00 à 09:59 1 10:00 à 10:59 1 12:00 à 12:59 1 13:00 à 13:59 3 14:00 à 14:59 1 16:00 à 16:59 3 17:00 à 17:59 4 18:00 à 18:59 1 19:00 à 19:59 1 20:00 à 20:59 2 21:00 à 21:59 6 22:00 à 22:59 5 23:00 à 23:59 5 TOTAL 44 Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: OLIVEIRA, E. D. de. 2011. Analisando os dados referentes aos ferimentos provenientes de armas de fogo, chega-se à conclusão que os motivos inerentes a estes processos podem ser originários do comércio de drogas, roubos e dos atritos, além de desentendimentos entre os cidadãos. O primeiro gráfico demonstra que o destaque para a incidência se faz presente principalmente entre as pessoas de 15 a 24 anos de idade, podendo ser incluído nesta estatística os usuários de drogas ilícitas, bandidos do crime organizado que executam os serviços de acertos de contas e ainda as pessoas que se ferem em virtude dos atritos com os demais cidadãos. Nesse período ocorreram 8 mortes ocasionadas por ferimentos com armas de fogo em Apucarana.
  11. 11. Acidentes ocasionados por meios de transporte - Atropelamentos O gráfico 5 e a tabela 7 apresentam dados referentes aos acidentes causados por meio de transporte (atropelamentos) por faixa etária em Apucarana. Gráfico 5- Acidentes de transporte (Atropelamento) por faixa etária em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: FERREIRA, J. A. A, 2011. Tabela 7- Acidentes de transporte (Atropelamento) por faixa etária em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: FERREIRA, J. A. A, 2011. Idade Quantidade de atropelamentos Menores de 1 ano 1 De 01 a 04 13 De 05 a 09 22 De 10 a 14 24 De 15 a 19 33 De 20 a 24 27 De 24 a 29 31 De 29 a 34 23 De 35 a 39 21 De 40 a 44 20 De 45 a 49 22 De 50 a 54 17 De 55 a 59 9 De 60 a 64 23 De 65 a 69 18 Mais de 70 29 TOTAL 333
  12. 12. Após observar os dados do gráfico 5, percebe-se que os maiores registros de acidentes em Apucarana no período analisado, ocorreram na faixa etária dos 15 aos 19 anos e dos 24 aos 29 anos, com 33 e 31 ocorrências, respectivamente. No entanto, quase todas as faixas etárias apresentaram números expressivos na pesquisa, com exceção da faixa etária de 01 a 04 anos e de 55 a 59 anos que apresentaram 1 e 9 casos respectivamente. Os dados obtidos sugerem pensar que a falta de noção básica sobre as normas de trânsito, tanto por parte dos pedestres como pelos condutores, estão entre os fatores que mais causam atropelamentos. O fato de atravessar fora da faixa, à falta de atenção atrelada a falta de orientação quanto ao fluxo dos veículos, são as principais causas de atropelamentos por culpa do pedestre. Mas, no entanto os condutores não estão isentos de culpa, pois sua desatenção, assim como a imprudência, a negligência e até mesmo a imperícia também sugerem fatores que contribuem para que acidentes ocorram. Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: FERREIRA, J. A. A, 2011. Dias da semana Quantidade de atropelamentos Segunda 30 Terça 33 Quarta 53 Quinta 35 Sexta 52 Sábado 47 Domingo 34 Total 284 Tabela 8- Acidentes de transporte (Atropelamento) por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Gráfico 6- Acidentes de transporte (Atropelamento) por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010
  13. 13. Tabela 9- Acidentes de transporte (Atropelamento) por dias da semana em Apucarana-PR entre os anos de 2006-2010 Horário Quantidade de atropelamentos 00:00 à 00:59 4 01:00 à 01:59 4 02:00 à 02:59 0 03:00 à 03:59 1 04:00 à 04:59 3 05:00 à 05:59 1 06:00 à 06:59 3 07:00 à 07:59 11 08:00 à 08:59 6 09:00 à 09:59 9 10:00 à 10:59 11 11:00 à 11:59 12 12:00 à 12:59 18 13:00 à 13:59 20 14:00 à 14:59 11 15:00 à 15:59 22 16:00 à 16:59 15 17:00 à 17:59 28 18:00 à 18:59 41 19:00 à 19:59 27 20:00 à 20:59 18 21:00 à 21:59 17 22:00 à 22:59 14 23:00 à 23:59 9 TOTAL 305 Fonte: Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Org: FERREIRA, J. A. A, 2011. É possível observar através dos dados da tabela 8 que no início da semana (segunda e terça- feira) há um menor número de atropelamentos e, mais uma vez os finais de semana apresentaram um número maior de ocorrências. Se somados os dados da sexta-feira, sábado e domingo, esses três dias apresentaram 46,83% dos casos de atropelamento no período analisado. No período compreendido pela pesquisa, ocorreram 11 óbitos por acidentes de transporte em Apucarana. A tabela a seguir (Tabela 10) destaca o número e a taxa de acidentes de transporte em Apucarana entre os anos de 2006 a 2008, segundo o Mapa da Violência no Brasil.
  14. 14. Fonte: Mapa da Violência, 2011. Org: VERONEZZI, F. 2011. Os acidentes de transporte são um dos grandes problemas de saúde pública, considerando que a complexidade cada vez mais significativa e presente no meio urbano tornam mais difíceis os infinitos movimentos e deslocamento na malha urbana, e os jovens, aparecem de maneira mais repetitiva nas estatísticas. Entretanto, em virtude das dificuldades enfrentadas pelas pessoas mais idosas, elas também aparecem de forma expressiva nos dados apresentados. Os horários em que eles mais ocorrem são geralmente nos horários de “pico” de movimento, de manhã as 08h:00min, nas proximidades do almoço, das 18h:00min as 22h:00min e também por volta das 23h:00min. Complementação dos dados: a fonte estatística do DATASUS Outra fonte de dados importante para essa pesquisa foi o Ministério da Saúde, por meio do DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, órgão vinculado a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde), que traz dados não tão atuais sobre as ocorrências pelas causas externas discutidas nesse artigo, porém, são fonte de dados relevante para essa discussão. Os anos de análise do órgão federal também são diferentes (2002-2008), e nesse caso, os dados aqui dispostos, servem apenas para complementar e ilustrar tal conjuntura. A tabela a seguir (Tabela 11), apresenta dados sobre acidentes de transportes6 e agressões no estado do Paraná. 6 Inclui todos os tipos de acidentes de trânsito (número total de óbitos), não exclusivamente os atropelamentos como nos dados apresentados anteriormente pela fonte de dados do Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros. Tabela 10 – Número e taxa de óbitos (por 100 mil hab) por acidentes de transporte em Apucarana. 2006-2008. Óbitos por Acidente de Transporte 2006 2007 2008 Taxa Posição Nacional Posição Estadual Apucarana 54 42 60 49,9 129 23
  15. 15. Tabela 11- Quantidade de acidentes de transporte e agressões no estado do Paraná Fonte: SIM. Situação da base de dados nacional em 14/12/2009. Nota: Dados de 2008 são preliminares. Org: VERONEZZI, F. 2011. Pode-se perceber que, em relação aos acidentes de transporte, houve oscilações tanto para mais quanto para menos acidentes, porém, o ano de 2008 aparece como o ano mais crítico, cujo número de acidentes por um grupo de 100 mil pessoas foi o maior do que os outros anos organizados na tabela. Já quando nos referimos às agressões, entende-se que houve um crescimento permanente, e o ano em que ocorreu maior número foi o ano de 2004, com 31,4 agressões por um grupo de 100 mil pessoas. A tabela abaixo (Tabela 12) destaca os números relativos à Apucarana. Nota-se que em muitos anos, não há registro de dados para ambas as categorias analisadas (acidentes de transporte e agressões). Tabela 12- Quantidade de acidentes de transportes e agressões em Apucarana-PR Acidentes de transporte e agressões em Apucarana (por 100.000 habitantes) Causa do Óbito 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Acidentes de transporte 0,9 - - - - - 2,7 Agressões - - - 0,9 0,9 1,7 2,5 Fonte: SIM. Situação da base de dados nacional em 14/12/2009. Nota: Dados de 2008 são preliminares. Org: VERONEZZI, F. 2011. Em relação aos dados que são expostos na tabela (Tabela 12), pode-se verificar que em relação às duas categorias analisadas, houve um aumento considerável, saltando de 0,9 acidentes de transportes e agressões (2002 e 2004, respectivamente) por um grupo de 100 mil pessoas, para 2,7 e 2,5 no ano de 2008 para a mesma quantidade total de população. Considerações Finais A violência é umas das maiores causas de preocupação de toda a sociedade, e dessa forma, deve ser analisada como um problema de saúde pública, uma vez que, os gastos com essas causas Acidentes de transporte e agressões no estado do Paraná (por 100.000 habitantes) Causa do Óbito 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Acidentes de transporte 2,5 2,4 2,4 2,3 2,3 2,4 2,7 Agressões 27,2 28,4 31,4 29,7 29,1 30,4 30,6
  16. 16. são extremamente altos, e ninguém está imune à essas mazelas sociais. Agressões e acidentes por meios de transporte estão entre as maiores causas de morte do povo brasileiro. Levando-se em consideração as mortes por causas externas, o Brasil está no topo do ranking dos países que mais possui vítimas nesse aspecto. Com base nas informações quantitativas, evidencia-se que não só o município de Apucarana, mas como em todo o território brasileiro, são altos os índices de violência, considerando os três quesitos analisados. Dessa forma, constata-se que a população jovem, assim como os homens, são as maiores vítimas de agressão, ferimentos por armas de fogo e acidentes de transporte (atropelamentos e acidentes em geral). Geralmente, a grande maioria dos dois primeiros casos acontecem no período noturno (concentrando-se do meio da tarde ao início da madrugada), com maior incidência nos finais de semana. Já em relação aos acidentes de transporte, a maior quantidade de acontecimentos se dá nos horários de pico (entrada e saída da população nas escolas e no trabalho). É importante salientar que políticas públicas são essenciais para a diminuição das ocorrências, e conseqüentes óbitos, por causas externas, haja vista que, é crescente o número de vítimas tanto por agressão, quanto por ferimento por armas de fogo, bem como por atropelamentos no país. Sendo assim, além da institucionalização de políticas públicas, precisa-se trabalhar a conscientização das pessoas quanto à intolerância e a falta de respeito para com o próximo, uma vez que, atualmente, a humanidade perdeu muito dos princípios norteadores de uma boa convivência em sociedade. Referências BASTOS, Y. G. L.; ANDRADE, S. M.; CORDONI JUNIOR, L. Acidentes de Trânsito e o Novo Código de Trânsito Brasileiro em Cidade da Região Sul do Brasil. Informe Epidemiológico do SUS, v. 8, n. 2, p. 42, 1999. BOMBEIROS CASCAVEL. Sistema Digital de dados operacionais – Polícia Militar do PR- Corpo de Bombeiros, 2011. Disponível em: <http://www.bombeiroscascavel.com.br/registro ccb/imprensa.php> Acesso em: 10 de maio de 2011. BRASIL, 2010. Relatório Saúde Brasil 2009: Uma análise da situação de saúde e da agenda nacional e internacional de prioridades em saúde. Ministério da Saúde: Brasília, 2010. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2010. Disponível em: <www.ibge,gov.br> Acesso em: 20 de maio de 2011.
  17. 17. DATASUS. Cadernos de Informações de Saúde-2011. Disponível em:< http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/cadernos/pr.htm> Acesso em:15 de abril de 2011. GAZETA MARINGÁ. Morte de motociclistas aumentou 754% em dez anos no Brasil. Trânsito. 13-04-2011. Disponível em:< http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1 115725&tit=Morte-de-motociclistas-aumentou-754-em-dez-anos-no-Brasil>. Acesso em: 10 de Mai de 2011. GULLO, Á de A, e S. Violência urbana: um problema social. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 10(1): 105-119, maio de 1998. SANCHES, S; DUARTE S, J.H; PONTES, E, R, J, C. Caracterização das vítimas de ferimentos por arma de fogo, atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Campo Grande-MS. Saúde Soc. 2009 Mar; 18(1):95-102. WAISELFISZ, J, J. Mapa da violência dos municípios brasileiros. Brasília, 2010. WAISELFISZ, J, J. Mapa da violência 2011: Os jovens do Brasil. Brasília, 2011.

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