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  • 1. RADIAÇÃO SOLAR E SEUS EFEITOS NA PELE HUMANA:CONCEPÇÕES DOS ALUNOS NUMA ESCOLA PÚBLICA DEARACAJUMarcos Antonio Correia SilvaiLuciana de Santana Lôbo SilvaiiEixo Temático: Educação e Ensino de Ciências Exatas e Biológica.RESUMOEste artigo foi fruto da produção monográfica descritiva e explicativa de uma especializaçãoLatu Sensu realizada no ano de 2006 no Estado de Sergipe, mais precisamente, na capitalAracaju. Analisamos as concepções de 121 estudantes do terceiro ano do ensino médio doturno noturno numa escola pública acerca dos tipos de radiações, com ênfase na radiaçãoeletromagnética ultravioleta, seus efeitos no homem, bem como as medidas preventivascontra suas ações maléficas. Acreditamos ser a educação um dos caminhos maisinfluenciadores no cotidiano dos discentes e que, se empregada adequadamente, poderámostrar-se potencialmente eficaz na construção do conhecimento aliada à conscientização eparticipação familiar, a fim de garantir uma efetiva utilização da informação e assegurar asaúde da pele do indivíduo.Palavras-chave: Educação Preventiva. Radiação. Câncer de Pele.ABSTRACTThis article was the result of a descriptive and explanatory monographic production of aspecialization Latu Sensu held in 2006 in the State of Sergipe, more precisely, in the capitalAracaju. We´re analyzed the conceptions of 121 students of the third year of high school atclass school in Aracaju concerning the types of radiations, with emphasis on ultravioletelectromagnetic radiation, its effects on the Man, as well as the preventive measures against themaleficent actions of this electromagnetic wave. We believe that education is one of the bestways to influence the daily life of the learners and that if that is used correctly it will be able toreveal efficient construction of the knowledge. For doing so it is necessary to discover a way of
  • 2. 2awareness and greater participation of the family, therefore, its contribution will be able toguarantee an effective use of the information and also to assure the skin health of the individual.Keywords: Preventive Education. Radiation. Skin Cancer1 INTRODUÇÃOMuitas vezes o povo brasileiro incorpora um estilo de beleza em que um corpo esbeltoe bronzeado é sinônimo de perfeição. O extenso litoral, convidativas praias e o incontroláveldesejo de atingir o padrão de beleza vêm conferindo prejuízos à saúde do maior órgão docorpo humano. Inúmeros profissionais também estão sujeitos a exposições solares imprópriassem a devida proteção. As estatísticas revelam que estes grupos podem fazer parte docrescente número de casos de câncer de pele no Brasil, sendo este o câncer de maiorincidência em nossa federação.A pele, quando submetida à radiação cumulativa, pode sofrer sequelas tênues, maisgraves ou até irreversíveis. Os raios ultravioletas e as radiações ionizantes geralmente sãoagentes cancerígenos que podem provocar alterações genéticas intracelulares. Estes agentesproduzem efeitos multigênicos e iniciadores ou potencializadores do processo cancerígeno(BELIVAQUA; BENSOUSSAN; SPINOLA, 1995).De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aexposição inadequada ao Sol pode trazer inúmeros prejuízos à pele, que vão desde oenvelhecimento precoce, podendo chegar ao câncer de pele (não melanoma e melanoma). OInstituto Nacional de Câncer (Inca) informa que o câncer mais frequente no Brasil é o de pelee por isso tem realizado campanhas para médicos e a população em geral com a finalidade deminimizar o crescimento dos casos. Para o não melanoma, estimou-se, só em 2008, umnúmero aproximadamente de 62 novos casos a cada cem mil homens e 60 para cada cem milmulheres dessa enfermidade. Já o melanoma, forma mais agressiva que tem origem nascélulas produtoras de melanina (substância determinante na cor da pele), estimou-se para2008, um número de 2.950 casos novos em homens e 2.970 em mulheres.O câncer de pele nada mais é do que o crescimento desordenado das células quecompõem a cútis ao sofrerem interferência exacerbada de qualquer tipo de radiação. Aradiação ultravioleta é o principal agente causador do câncer de pele sempre que as pessoas se
  • 3. 3expõem prolongada e repetidamente na infância, adolescência ou em trabalhos expostos ao solsem proteção adequada. A tonalidade da pele e a localização geográfica e o histórico familiartambém interferem diretamente no tipo de agressão causada (INCA, 2010; SociedadeBrasileira de Dermatologia, 2010).Desse modo, acredita-se que as campanhas informativas possam ser complementadasatravés de palestras, pesquisas, modelagens e outras atividades sistematizadas em escolas e,assim, difundir o conhecimento, gerando precocemente nos alunos uma familiaridade maisconveniente acerca do tema muitas vezes debatido na mídia. Como relata PCN (ParâmetrosCurriculares Nacionais):Os conhecimentos prévios dos alunos, e a exploração de suas contradições elimitações pelo professor, exigem que este elabore situações e problemas,que o aluno não faria sozinho e que tenham o potencial de levar à aquisiçãode um conhecimento que o educando ainda não possui, mas que passará a tersignificância dentro dos esquemas conceituais do aluno. (BRASIL, 2006).O saber científico aliado ao conhecimento intrínseco do discente é capaz detransformá-lo de expectador em artista principal como multiplicador do saber, pois muda suapercepção de mundo e influencia hábitos familiares. Como afirma PERRENOUD (2000):Trabalhar a partir das representações dos alunos não consiste em fazê-lasexpressarem-se, para desvalorizá-los imediatamente. O importante é dar-lhesregularmente direitos na aula, interessar-se por elas, tentar compreender suasraízes e sua forma de coerência. (PERRENOUD, 2000, p.28).O presente trabalho objetiva não somente investigar as concepções que os alunospossuem acerca da radiação e as interações na pele humana, mas também que medidaspreventivas devem ser adotadas para o combate ao câncer de pele. Acredita-se que ainformação proeminente produza efeitos positivos na postura e na mudança de concepção doaluno-cidadão, principalmente na adolescência. O conhecimento significativo mexe com arealidade e a proximidade entre conhecer e intervir se acentuam, porque conhecer é a formamais completa de intervir, a pesquisa incorpora necessariamente a prática ao lado da teoria,assumindo marca política do início até o fim (DEMO, 2003).Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia pode haver uma diminuição dadoença, algo em torno de 85 %, se os cuidados forem tomados ainda na infância. O ideal seriaque essas ações mobilizadoras se realizassem desde as séries iniciais estendendo-se por todavida intra e extra-escolar, com a participação efetiva dos familiares, pois a influência destes
  • 4. 4na formação dos alunos é determinante, uma vez que o testemunho dos pais representa umpeso significativo na vida dos discentes.2 METODOLOGIAO trabalho investigativo foi desenvolvido numa escola pública estadual situada nacapital sergipana no ano de 2005, em turmas do terceiro ano do ensino médio no turno noturnocom alunos devidamente matriculados oriundos das adjacências e de alguns municípiospróximos a Aracaju. Este trabalho surgiu da inquietação acerca do crescente número de casosde Câncer de pele anunciados nos diversos meios de comunicação e pesquisas existentes noBrasil e em especial no Estado de Sergipe. A casuística desta pesquisa foi probabilísticaintencional, composta por alunos que aceitaram participar da pesquisa. Os critérios de exclusãoforam: não aceitarem participar da pesquisa ou não assinarem o TCLE- Termo deConsentimento Livre e Esclarecido.Primeiramente os discentes foram informados sobre os aspectos éticos e legais,conforme a resolução 196/96/ Conselho Nacional de Saúde (CNS) e, em seguida, analisarame assinaram o TCLE. Foram aplicados 121 questionários semi-estruturados com 10 (dez)perguntas em sua maioria de caráter descritivo-explicativo ao público alvo, durante umbimestre, entre os meses de Agosto e Setembro do corrente ano para que fosse oportunizado opreenchimento do questionário por todos os alunos, principalmente aqueles que seausentavam das aulas devido a exigências profissionais. Solicitou-se a veracidade daspalavras e que respondessem aos questionamentos de acordo com suas experiências de vida.Após o recolhimento dos questionários, foram analisadas as respostas quantitativa equalitativamente, destacando as mais pertinentes e as de maior evidência. Assim foi possível aconfecção de vários gráficos e uma tabela que exprimem os resultados dos dados objetivos,subjetivos e citações de exemplos. Essas ilustrações foram utilizadas tanto no projeto quantono trabalho monográfico donde este que apresentamos agora se origina.Após essa etapa, visando estender o referencial bibliográfico de modo que nos dessemum aprofundamento maior sobre o objeto pesquisado, buscou-se diversos meios deinvestigação, que vão desde a internet às diversas literaturas, à procura de referênciasbibliográficas nas áreas de Física, Ciências Biológicas e Saúde.
  • 5. 5Certamente este trabalho não se limitou em apenas diagnosticar as concepções dosdiscentes, mas se tem a pretensão de dar continuidade a mesma pesquisa posteriormente paraaveriguar se houve evolução.3- ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS3.1- Perspectivas dos Discentes Acerca das RadiaçõesA pesquisa foi desenvolvida com alunos do terceiro ano do ensino médio, no turnonoturno. Dentre estes, havia aqueles que durante o dia desenvolviam alguma atividadeprofissional em período integral ou parcial como menor aprendiz e estágios em empresas.Dos estudantes questionados sobre a definição de radiação, observou-se que 52%deles, responderam que não sabiam descrever essa significação, no entanto, afirmaram que jáhaviam ouvido/visto falar sobre o tema em outras ocasiões, como expõe uma aluna: “Já ouvifalar, mas no momento não estou lembrada”. Já outra parcela associou o tema à radiaçãocorpuscular, emitida por substâncias radioativas, assim enfatiza ele: “Um tipo de energianuclear que causa vários tipos de doenças”. É importante ressaltar que alguns alunos ao seumodo tentaram relacionar o termo radiação ao seu cotidiano profissional como afirmaestudante trabalhador: “Bom, lá no meu trabalho (fábrica de cimento) falam sobreradioatividade, não sei se isso tem a ver com radiação, não sei se é o barulho, ou o pó ou algoque há nas máquinas”. Na Física, o termo radiação designa transporte de energia,diferenciando apenas quanto à sua produção, todavia ela se divide em dois grupos distintos,originadas a partir de fenômenos ondulatórios ou partículas instáveis que possuem energiacinética, como afirma Okuno quando diz que “a radiação é a propagação de energia sob váriasformas, sendo geralmente dividida em dois grupos: radiação corpuscular e radiaçãoeletromagnética” (OKUNO, 1998, p. 2).Embora haja confusão quanto à definição, os exemplos foram bastante concisos.Notou-se que 65% dos estudantes expuseram objetivamente os diversos tipos de radiaçõesexistentes. Na tabela adiante a quantidade enunciada não coincidirá com o total de alunospesquisados, isso porque alguns listavam mais de um. Esses exemplos muitas vezes foramfruto de pesquisas, aulas tradicionais, documentários televisivos ou resultados de experiênciasprofissionais.TIPOS DE RADIAÇÃO FREQUÊNCIA
  • 6. 6ELETROMAGNÉTICARaios Ultravioletas 9Ondas de Rádio 6Luz Visível (raios solares, lâmpadas). 63Raios Gama 3Ondas de TV 3Raio X 11Infravermelho 1Microondas 5CORPUSCULARRadiação Alfa 1Radiação Beta 1Nuclear 3MITOSEletrodomésticos/Máquinas 10Bateria de Celular 4Tabela: Exemplificação de Radiações.Fonte: Questionário com os alunos.Como se evidenciou na tabela, a luz é o tipo de radiação que mais se destaca entre asradiações eletromagnéticas, excluindo os mitos que afirmam serem algumas máquinascopiadoras/geladeiras emissoras de algum tipo de radiação nociva à saúde.Obteve-se um percentual de 97% para os alunos não sabiam que a toda radiaçãoeletromagnética possui uma frequência característica e para os 3% dos pesquisados queresponderam sim, fizeram-no sem fundamentação teórica convincente.3970102030405060708090100Freqüência%Sim NãoRespostasSimNão
  • 7. 7Gráfico 1: Percepção do Conhecimento dos Diferentes Tipos de Radiação.Fonte: Pesquisa de Campo.Nenhum dos alunos soube opinar coerentemente que a radiação pode ser constituídade partículas instáveis e/ou campos elétricos e magnéticos oscilantes no tempo. Que elas sesubdividem em corpuscular e eletromagnética, no entanto, a radiação corpuscular é obtida apartir de algumas substâncias naturais ou artificiais e instáveis que se desintegram, emitindoespontaneamente determinadas partículas tais como: prótons (p+), nêutrons (n0), alfa (α )iiibeta ( β )iv, mésons, léptons entre outras. Já a radiação eletromagnética origina-se a partir decampos magnéticos e elétricos variáveis (perpendiculares entre si) no tempo, como os raios Xe gama, ultravioleta (UV), luz visível, infravermelha, rádio frequência, microonda e etc. Oque distingue uma radiação eletromagnética de outra é o seu comprimento de onda (λ )ve suafrequência (f)vi, ou seja, quanto maior a sua frequência, menor será o seu comprimento deonda e vice-versa. A radiação eletromagnética é também chamada de onda eletromagnéticapois são transversais, tridimensionais e não necessitam de um meio material para se propagar(OKUNO; VILELA, 2005; PENTEADO; SOARES; TORRES, 2001; OKUNO, 1998).O espectro eletromagnético é definido como sendo o intervalo que contém todas asradiações eletromagnéticas. A partir disso, foram colhidas as concepções dos discentes arespeito do UVA e UVB (ultravioleta). A análise dos dados mostrou que apesar da minorianão saber definir esse tipo de radiação, 74% dos entrevistados conseguem exemplificá-lacoerentemente, como se vê na resposta de um deles: “É alguma coisa sobre raiosultravioletas”. Utilizaram como recurso o texto impresso nos protetores solares para responderao questionamento, como afirma um deles: “São fatores de proteção” ou ainda, “Fatoresultravioletas UVA”. Já para outros, as iniciais UVA e UVB relacionavam-se com as iniciaisde alguma universidade, pois deduziram ser uma “Universidade de Aracaju ou UniversidadeBrasileira”, situação que parece brincadeira, mas que chegou a se evidenciar com certafrequência. O que para muita gente parece trivial, para esses alunos não o é. O gráfico 2adiante ressalta a necessidade da construção do saber para alguns e lapidação doconhecimento que já trazem consigo.
  • 8. 87426020406080Freqüência%Sim NãoRespostasConcepções das Radiações UV-A e UV-BSimNãoGráfico 2: Concepções das Radiações UVA e UVB.Fonte: Pesquisa de Campo.A radiação ultravioleta é uma onda eletromagnética e como tal transporta energia queinterage com a matéria. Não só a luz visível é emitida pelo Sol, mas também inúmerasradiações, entre elas a luz invisível, como exemplo tem-se a radiação ultravioleta. Ela foidescoberta em 1801, pelo físico alemão Jonhnn Wilhelm Ritter ao observar que o cloreto deprata quando exposto à luz violeta tornava-se mais escuro do que quando iluminado poroutras cores, concluindo que deveria existir uma luz invisível além do violeta que seria maispotente. Essa radiação possui um maior comprimento de onda em 40000Avii, e em 400A, umafrequência maior. Estes raios se subdividem em três zonas: O UV-A, chamado de ultravioletalongo que vai de 40000A a 30000A; o UV-B, denominado ultravioleta médio cujo intervalopara o comprimento de onda estende-se a 30000A a 20000A e o UV-C, também chamado deultravioleta curto compreendido entre 20000A a 400A. (OKUNO e VILELA, 2005;PENTEADO; SOARES; TORRES, 2001).Havia a expectativa de que os estudantes associassem o termo radiação a materiaiscujos átomos estariam numa situação de instabilidade, emitindo assim radiaçãoespontaneamente. Fato esse não constatado, pois muitos deles mostraram-se conscientes noque se refere aos inúmeros tipos de radiação, inclusive a radiação eletromagnética, focoprincipal de nosso estudo, em especial a radiação ultravioleta.3.2- Perspectivas dos Discentes Acerca da Pele Humana
  • 9. 9Para ter um diagnóstico mais preciso das percepções dos alunos acerca da pele,verificou-se que exatamente 50 % desses alunos conhecem vagamente o significado de pelehumana, no entanto, sabem que a pele se decompõe em várias camadas. Para corroborar comtal fato expõe um dos alunos: “A pele é considerado o maior órgão humano, ela reveste todo ocorpo e é dividida em derme e epiderme.” A partir dos resultados obtidos no questionáriopercebe-se diversos comportamentos: dos 50 % dos discentes que teceram algum comentáriorelevante, somente 18% deles responderam de modo coerente ao questionamento, onde a peleé o maior órgão do corpo humano, enquanto que, 82% dos pesquisados possuem uma noçãoparcial. A partir das concepções desses alunos surgem novas idéias e metodologias para adesmistificação do saber. Em contrapartida, não se deve esquecer os 50 % que nadarespondeu/exemplificou. Grupo a ser auxiliado em pesquisas e/ou palestras que permita aapropriação do saber que este constitua um modelo para o seu dia a dia.1882020406080100Freqüência%Correto SuperficialCorretoSuperficialGráfico 3: Definição de Pele Humana.Fonte: Pesquisa de Campo.A pele humana é um dos maiores órgãos do corpo humano, pois reveste toda suaextensão, isso quando analisada na perspectiva de superfície e peso. Ela é constituída por umtecido epitelial estratificado pavimentoso dividido em várias camadas, epiderme e derme(mesoderme e a hipoderme) que vai se achatando à medida que se aproximam da superfície,possuindo diversas funções, cobre a epiderme, protege o organismo contra a perda de águapor evaporação (dessecação) e contra o atrito, colabora na termorregulação do corpo, suasglândulas sudoríparas participam da excreção de várias substâncias. (JUNQUEIRA ECARNEIRO, 1995; SPENCER, 1991).No gráfico 04, os alunos deveriam citar dois exemplos benéficos e maléficos daexposição solar, fazendo uso de vivências.
  • 10. 107327020406080Freqüência%Opinou pelomenos umNão opinouOpiniãoOpinou pelomenos umNão opinouGráfico 4: Benefícios e Malefícios.Fonte: Pesquisa de Campo.Os resultados mostram que 73% do total de alunos pesquisados, expuseramobjetivamente, enquanto que 27% destes não tinham conhecimento das vantagens edesvantagens das radiações solares. Vale ressaltar que dentre os que exprimiram algumaopinião, 74% atribuíram aspectos negativos à exposição solar, como reforça um aluno aoafirmar que o Sol causa “envelhecimento precoce da pela e câncer de pele”. Para muitos, aradiação solar também provoca insolação, irritações, manchas, queimaduras, dor de cabeça erugas.As exposições solares podem manifestar-se na atualidade como queimaduras oupequenas manchas, no entanto, a constância dessa prática é capaz de submeter à pele riscos desaúde muito mais sérios principalmente quando atingida por radiação eletromagnéticacumulativa pode sofrer sequelas tênues ou até irreversíveis. Embora esse órgão tenha amelanina cuja função principal é minimizar a interação com a radiação ultravioleta, é precisoredobrar a atenção, pois a exposição cumulativa é um processo lento e só muito tempo depoisé que esses efeitos irão se revelar. São numerosos os tipos de tumores na pele e eles podem seoriginar em diferentes camadas da epiderme ou da derme, sendo que alguns são benignos eoutros malignos (BELIVAQUA, F. et al, 1995; JUNQUEIRA E CARNEIRO, 1995).Para 27% de alunos há fatores positivos. Para eles a pele fica mais bonita e protege dofrio e um deles afirma que “os raios solares matam os micro-organismos que causam doenças”;já para outro “faz bem para os ossos” e ainda “é bom para crianças recém-nascidas”. De fato, osraios ultravioletas A auxiliam na produção da vitamina D3 que será absorvida e distribuída pelo
  • 11. 11sangue, pois, uma vez constatada a carência dessa substância no organismo, não haveráabsorção e anexação de alguns sais minerais ao corpo humano em especial o cálcio e o fósforocontidos na dieta. Além de que os neonatos quando expostos à luz solar apresentam redução dabilirrubina sérica com diminuição da icterícia (SCHMITZ, 2000).3.3- Concepções dos Discentes Sobre as Prevenções Contra o Câncer de Pele.Na pesquisa, 54% dos familiares costumavam respeitar o horário de exposição solarrecomendado, enquanto, 46 % não atendem à essa recomendação, ocorrência percebida nadeclaração de um dos estudantes ao dizer que “quando vamos à praia ou piscina chegamos cedoe retornamos antes das quatro horas. Sei que é errado, mas aproveitamos ao máximo”. Outroaluno reforça a prática ao dizer que “é na hora em que o Sol esquenta é que fica mais gostoso dese curtir”, e o outro afirma que “assim, por falta de informações não é. Digamos que seja porteimosia, mas não respeitamos”.Questionou-se também sobre o conhecimento que possuem acerca dos diversos meiosutilizados para proteger a pele dos raios solares e exemplificassem os mais empregados no dia adia. Obtido um percentual de 96 % de respostas afirmativas para aqueles que conheciam nomínimo um tipo de fotoprotetor, e 4 % para os que desconhecem. O gráfico 5 abaixo lista osseus exemplos e os protetores solares são os mais usados por familiares. Em nenhum momentofoi mencionada a utilização de filtro ou bloqueador solar por profissionais em ambientesexternos, situação essa que revela o despreparo e a negligência com a própria saúde.O cumprimento das leis se faz necessário quando o empregado desenvolve suasatividades em ambientes externos, conforme expressa o artigo 166 da consolidação das leistrabalhistas, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento deproteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento,sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra riscos deacidentes e danos à saúde dos empregados (CLT VADE MECUM, 2008). Outro agravanteque dificulta o acesso da classe trabalhadora é o elevado preço dos fotoprotetores paratrabalhadores de baixa renda.A necessidade consciente e a acessibilidade conduzem ao uso diário dosfotoprotetores, que por sua vez incorporam-se como prática inteligente e aos poucos umhábito de muitos.
  • 12. 1248,519,210,9 9,66,52,6 1,7 10102030405060Freqüência%Protetor SolarHorárioBonéGuarda-SolÓculosDesconhecemBeber águaCamisaGráfico 5: Exemplos de Fotoprotetores.Fonte: Pesquisa com alunos.De acordo com o gráfico 5, nota-se que quase 50 % dos alunos reconhecem noprotetor solar um fotoprotetor importante aliado na prevenção do câncer de pele, como expõeum dos estudantes quando afirma que se deve “usar sempre filtro solar, respeitar os horáriosem que a radiação solar está mais favorável à pele (menos prejudicial). Mesmo nesseshorários não abusar da exposição aos raios. Consultar sempre um dermatologista”. Emcontrapartida, há aqueles que atribuem ao protetor solar um abrigo absoluto, acreditando queo uso lhes confira 100% de proteção. Episódio este expresso por outro aluno quando enfatizaque “por isso usamos o protetor solar para poder ultrapassar o horário correto”.O fator de proteção num protetor solar ou bloqueador indica quanto tempo a mais umapessoa poderá se expor ao Sol caso estivesse sem proteção alguma, no entanto não se deveabusar da sorte. Entre as sugestões enunciadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologiatemos: a aplicação no mínimo 30 minutos antes de se expor ao Sol, observação do fator deproteção adequado ao tipo de pele, a reaplicação em intervalos de tempos regulares, em casode transpiração excessiva, contato com água entre outros.Para 85% dos estudantes, o fator de proteção do protetor solar está ligado ao tempo deproteção, ou seja, para eles quanto maior for esse fator, mais elevado será o nível deresguardamento para a pele. Essa concepção enquadra-se perfeitamente com o conhecimentocientífico, como assegura um dos alunos, “significa a quantidade de proteção que esseproduto irá proporcionar em sua pele”. Já para 11% dos discentes, o índice de cada protetorindica ou caracteriza o tipo de pele, ou seja, é equivalente ao fototipo do indivíduo, reforça
  • 13. 13outro aluno que “um protetor com FPS 30 não protege totalmente, mas para uma pessoa depele negra protege mais que uma de pele clara”. E para 4 % destes, o fator de proteçãoconsiste em um maior tempo de exposição como externa um dos estudantes, “Acho que algoem relação com a pele ou duração de horas ou permanência.”Qualquer que seja o produto e por maior que seja o índice do fotoprotetor, não hágarantia de proteção integral contra a ação da radiação solar. Todos os métodos preventivossão importantes, no entanto, prática mais eficiente é a exposição consciente. O protetor solartem como principal função a diminuição da ação dos raios solares e, com isso, o temponecessário para causar um eritema seria relativamente superior do que se o usuário não oestivesse usando. Estas informações devem ser difundidas nos diversos meios decomunicação e em paralelo nas escolas.Para prevenir é preciso conhecer e esta etapa foi construída juntamente com os alunosno intuito de que ao adquirirem esse conhecimento, possam agir corretamente, tornando-seum multiplicador dessa verdade e ser um agente crítico na sociedade com relação a açõesdesenvolvidas por diversas pessoas em atividades profissionais e de laser.4 CONSIDERAÇÕES FINAISA principal relevância deste trabalho se dá nas entrelinhas dos resultados obtidos,quando questões e respostas norteadoras se revelam surpreendendo e reinventando novasperspectivas. A aprendizagem significativa se mostra no momento em que a informaçãoperpassa não só pela realidade do aprendiz, mas também, quando pode ser aplicada de algumamaneira na vida. Ela é forte quando o aluno deixa de ser expectador, passa a dirigir o própriofilme e melhor ainda, quando ele com seu exemplo, convence muito mais com a atitude doque do que com o simples falar.A sensação que se tem ao tentar solucionar um problema é a mesma que mergulharnum universo desconhecido, mas à medida que as dificuldades se apresentam, as incertezas sedesmoronam pouco a pouco e dão lugar às soluções e a novos desafios.Reinventar a própria prática é acreditar que a pesquisa de campo, quando aliada àaplicação de projetos de pesquisa e atrelada ao apoio/exemplo da família constitua um doscaminhos propícios a tornar o aprendizado mais relevante não só para o aluno, mas tambémpara a sociedade. Para intervir de maneira crítica diante das situações que se apresentam nodia a dia é necessário conhecer a verdade dos fatos como um todo. É através da educação e da
  • 14. 14comunhão exemplar da família que essa engrenagem conduzirá ao caminho mais viável, aformação de concepções politicamente corretas diante da vida.A maneira com que a comunidade escolarviiivisualiza e concebe as ideias de radiação,pele humana, os efeitos da radiação ultravioleta no homem e as medidas preventivas contra ocâncer de pele se concretizam através da pesquisa. Estudos como este permitem umdiagnóstico preciso de como e onde atuar, mediando urgência em políticas de saúde eeducacionais mais eficazes direcionadas à desmistificação de inverdades.Tem-se a intenção de continuar este trabalho, só que numa nova perspectiva, mas com amesma finalidade de informar, formar, conscientizar através de palestras, campanhas atrativasde esclarecimentos para públicos e em ambientes diversos em parceria com a família.5 REFERÊNCIASBELIVAQUA, F.;BENSOUSSAN, E.; SPINOLA, E. Castro F.; JANSEN, J. N.Fisopatologia Clínica. 5ª Edição. Rio de Janeiro. Editora Atheneu, 1995.BRASIL, Ciências da Natureza e suas Tecnologia / Secretaria de Educação Básica. Brasília:Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006. (Orientações Curricularespara do Ensino Médio).DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa.Campinas, São Paulo. Autores Associados, 2003.(Coleção Educação Contemporânea).FERRARO, Nicolau Gilberto; PENTEADO, Paulo César Martins; SOARES, Paulo Antoniode Toledo; TORRES, Carlos Magno Azinaro. Física: Ciência e tecnologia. Volume Único.São Paulo. Editora Moderna, 2001.INCA. Câncer de Pele - Melanoma. 2011. <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/definicao. Acessado em 26/05/2011, às 17:00h.INCA. Câncer: A informação pode salvar vidas. 2011. <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/publicacoes/cancer_pele_2010.pdf. Acessado em26/05/2011, às 17:10h.INCA. Câncer de Pele – Não - Melanoma. 2011. <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma.Acessado em 26/05/2011, às 17:10h.JUNQUEIRA, L. C., CARNEIRO, José. Histologia Básica. 8aEdição. São Paulo. EditoraKoogan, 1995.
  • 15. 15OKUNO, Emico e VILELA, Maria Apparecida Constantino. Radiação Ultravioleta:Características e Efeitos. 1aEdição. São Paulo. Editora Livraria da Física: SociedadeBrasileira de Física, 2005 - (Temas Atuais de Física).OKUNO, Emico. Radiação: Efeitos, Riscos e Benefícios. 1aEdição. São Paulo. EditoraHarbra, 1998.SCHMITZ, EDILZA Maria. A enfermagem em Pediatria e Puericultura. Santa Catarina.Editora Atheneu, 2000.SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA, Sobre o Câncer de Pele. 2011. <http://www.sbd.org.br/campanha/cancer/sobre.aspx >. Acessado em 25/05/2011, às 10h.SPENCER, Alexandre P. Anatomia Humana Básica. 2aEdição Básica. São Paulo. EditoraManole, 1991.Vade Mecum Universitário de Direito/ Anne Joyce, organização. 5aEd. – São Paulo: Rideel,2008. – (Coleção de Leis Rideel).iProfessor Licenciado em Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Especialista Latu Sensu emEnsino de Física pela mesma instituição. Professor Especialista Latu Sensu em Ensino de Ciências da Natureza esuas Tecnologias com ênfase em Física pela Universidade Potiguar (UNP). Email: macslsl@hotmail.comiiBacharel em Enfermagem pela Universidade Tiradentes e Especialista Latu Sensu em Urgência e Emergênciaem Enfermagem pela mesma Instituição. Email: lucys_lobo@yahoo.com.briiiSão núcleos de Hélio, ou seja, α =+242 He .ivSão elétrons (−e ou−β , ou ainda, pósitrons+e ou+β ).vDistância entre duas cristas (ponto mais elevado), dois vales (ponto mais inferior) ou dois pontos queapresentam o mesmo comportamento.viNúmero de cristas consecutivas que passam por um mesmo ponto, em cada unidade de tempo.vii10A = Angströn = 1 . 10-10m.viiiEntenda-se como comunidade escolar, alunos do terceiro ano do ensino médio.