Fratura do tornozelo

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  • Leiam + informações no Site do 'Dr. Massimo Defilippo', Fisioterapista.Defilippo.massimo@gmail.com http://www.facebook.com/fisioterapiarubierese?ref=hl

    Pode ocorrer uma fratura por estresse do maléolo medial em seguir uma sobrecarga, muitas vezes causada por um aumento da atividade esportiva ou por um treinamento excessivo e prolongado.

    Sinais e sintomas de uma fratura do maléolo medial

    Pacientes com fratura do maléolo medial sentir uma forte dor súbita e intensa no interior do tornozelo ou perna quando ocorre a lesão. Isto faz com que muitas vezes o paciente inerte para proteger os maléolos internos.

    Em casos graves, especialmente nas fracturas, a pessoa é incapaz de suportar o peso sobre a perna lesada.

    Geralmente a dor sentida é na parte anterior ou interior do tornozelo ou perna.

    A dor pode diminuir rapidamente com repouso, deixando os pacientes com dor a nìvèl da fratura pode ser especialmente intensa durante a noite ou quando você acorda pela manhã.

    Indivíduos com uma fratura do maléolo medial tem inchaço, hematomas e desconforto ao tocar a parte do osso quebrado.

    A dor aumenta com certos movimentos do pé e tornozelo, ou quando está parado em pé e andando.

    As fraturas graves do maléolo medial (deslocados) pode causar uma deformidade óbvia.

    Os pacientes também podem relatar sensação de formigamento ou dormência na perna, pé ou tornozelo.

    Fraturas maleolares Medial muitas vezes ocorrem em conjunto:

    ◦fratura da fíbula (maléolo lateral),

    ◦fractura da parte posterior da tíbia (maléolo posteriores),

    ◦lesão nos ligamentos do tornozelo.

    Tratamento não-cirúrgico

    Se a fratura é composta ou é muito limitado com uma pequena lesão pode ser tratada sem cirurgia.

    Neste caso, o tratamento consiste na imobilização com gesso ou um tutor.

    Normalmente, você tem que evitar colocar peso sobre a perna por cerca de 6 semanas.

    Voc precisa ir regularmente ao hospital para repetir raio-x e verifica se o local da fratura não se sofrer nem uma modificação

    O tratamento cirúrgico

    Se a fratura é descomposta ou o n tornozelo é instável, o ortopedista pode recomendar a cirurgia.

    Em alguns casos, a cirurgia é levada em consideração, mesmo se a fractura é composta. Desta forma, você reduz o risco de que a fratura não se reforse e permite que o tornozelo começe a se mover.

    O cirurgião ortopédico dá a autorização para suportar o peso sobre o tornozelo, quando o processo de reparação permite.

    A a partir de uma carga parcial, com um tutor de plástico removível e muletas até a plena carga, sem auxiliares.

    O inchaço no tornozelo é normal com um tornozelo quebrado.

    A massagem de drenagem e a elevação do tornozelo afetado, enquanto você está em repouso pode ser extremamente eficaz para resolver o inchaço do tornozelo.

    A compressão proporcionada por uma Walker plástico tutor estimula a absorção do líquido no tornozelo.

    Pacientes com fratura do maléolo medial geralmente se recuperam completamente com a gestão adequada (se cirúrgico ou conservador).

    O retorno ao trabalho ou esporte ocorre após um período de oito semanas a muitos meses e devem ser orientados pelo fisioterapeuta e especialista médico.

    Em pacientes com lesões graves envolvendo danos a outros ossos, tecidos moles, nervos ou vasos sanguíneos, o tempo de recuperação é prolongado significativamente.

    Reabilitação

    Quando o ortopédico permite de mover o tornozelo, você tem que começar a fisioterapia e um programa de exercícios em casa para se recuperar melhor e mais rapidamente.

    Não coloque peso no tornozelo fraturado antes da hora (q será dita pelo seu Ortopedista!!).
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  • Fiz uma cirurgia na fíbula. Tenho 7 parafusos de um lado e 2 no maléolo. Faz 28 dias que fiz a cirurgia e o médico já me liberou a andar, mas não consigo pisar, a perna parece que encurtou. Sinto que o tornozelo tá amarrado atrás. Isso pode ser revertido? É normal? Fiquei muito angustiada.
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Fratura do tornozelo

  1. 1. 11
  2. 2. AnatomiaA articulação do tornozelo é conhecida como a articulação talocrural. Três ossoscompõem este conjunto, a tíbia, fíbula e o tálus.O peso do corpo é transmitido a partir da tíbia ao tálus, que distribui o peso anterior eposteriormente dentro do pé. A configuração anatômica desses ossos é o primeiroestabilizador desta junta.A sindesmose é composto por um conjunto de ligamentos que unem a tibia e a fíbula(tibio-fibular anterior, ligamento transverso, membrana interóssea e tibio-fibularposterior) e assim como as cápsulas articulares auxiliam na estabilidade do tornozelo.22
  3. 3. Estatística- Considerada uma das mais comuns fraturas tratadas pelo ortopedista.Aproximadamente 1 em cada 1.048 ou 0,10% ou 259.524 pessoas nos EUA sofremfraturas do tornozelo por ano.- A incidência é de cerca de 187 fraturas por 100.000 pessoas por ano, segundo dadosgerais.- Em relação aos tipos das fraturas a maior prevalência é do comprometimento deapenas um osso (60% a 70% unimaleolar), seguido das fraturas de 2 ossos (15% a20% bimaleolar), e por fim o acometimento de 3 ossos (7%-12% trimaleolar).33
  4. 4. - A principal causa é a torção rotacional do tornozelo, podendo ocorrer com o pé paradentro (inversão) ou o pé para fora (eversão). Em torno de 15% de todos entorses levama fratura do tornozelo.- O comprometimento entre homens e mulheres são semelhantes, porém os homenstêm uma maior taxa em adultos jovens, enquanto as mulheres têm índices maiselevados entre 50 a 70 anos.44
  5. 5. - Segundo um estudo da universidade de Shimane no Japão (Arthroscopy. 2003Dec;19(10):1061-7. Osteochondral lesions of the talar dome associated withtrauma.) 70,7% das fraturas do tornozelo no momento da cirurgia apresentavam lesãoosteocondral do tálus (lesão de cartilagem)Fatores de risco- Esportes de alto impacto, tais como futebol, futebol americano, voleibol, basquete,skate e rúgbi.55
  6. 6. - Utilizar calçados inadequados principalmente aqueles com pouca área de contato como solo, facilitando o entorse do tornozelo- Mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa, devido a baixa densidade mineralóssea- O cigarro e o sobrepeso (índice de massa corporal elevada)66
  7. 7. ClassificaçãoA classificação das fraturas do tornozelo tem como função agrupar e individualizarcada tipo de comprometimento, direcionando assim para um tratamento mais uniforme.Alguns tipos de classificações já foram descritas na literatura. O agrupamento pode serde acordo com a quantidade de ossos fraturados, a posição da fratura e o mecanismo detrauma provocado.Um dos mais antigo sistema é conhecido como classificação de Lauge-Hansen, queleva em conta a posição do pé em relação a perna no momento do trauma.Este sistema foi concebido a partir de estudos feitos em cadáveres, mas não foiencontrado um retrato fiel das fraturas na vida real (95%).A classificação de Lauge-Hansen é dividido em 4 grupos (supinação-adução, supinação-rotação externa 40% a 70%, pronação-abdução, pronação-rotação externa) onde cadatipo divide em fases distintas.Um sistema mais simples, a classificação de Danis-Weber, é mais útil para a gestãoprimária. Baseado no nível da fratura em relação ao encaixe entre a tibia e a fíbula(sindesmose).Classificação de Danis-Weber- Tipo A. Fraturas abaixo do encaixe (sindesmose). Caracterizada pelo traço horizontalna fíbula, típica das fraturas avulsões (arrancamento)77
  8. 8. - Tipo B. Fraturas ao nível do encaixe (sindesmose). Caracterizada pelo traço espiral nafíbula, podendo ser estável ou instável, dependendo da lesão ligamentar associada oufratura concomitante do lado medial- Tipo C. Fraturas acima do encaixe (sindesmose). São fraturas instáveis pois ocorre alesão ligamentar88
  9. 9. ClínicaUma fratura do tornozelo é acompanhada por um ou todos estes sintomas:- A dor no local da fratura, podendo estender a partir do joelho até o pé- Inchaço significativo, tanto no tornozelo quanto na perna e pé99
  10. 10. - Hematoma (sangramento) local- Incapacidade de andar, no entanto, em casos de fraturas estáveis é possível caminhar- Alteração no aspecto e posição do tornozelo (deformidade)- Presença de bolhas1010
  11. 11. DiagnósticoO diagnóstico inicia pela história colhida do paciente a fim de buscar o mecanismo detrauma sofrido. As caracteristicas clínicas devem ser avaliadas cuidadosamente,principalmente áreas de dores fora do tornozelo.Na suspeita da fratura do tornozelo o primeiro exame solicitado é a radiografia simples.1111
  12. 12. Com o intuito de evitar radiografias desnecessárias, foram criadas regras (regras deOttawa) que indicam a realização de radiografia apenas quando houver dor em pontosósseos específicos ou na impossibilidade de apoio ao caminhar (pelo menos quatropassos).A tomografia computadorizada não é utilizada de rotina, porém nos casos ondenecessita uma maior investigação diagnóstica, pode ser necessária.A ressonância magnética é importante na suspeita de lesão osteocondral do tálus, umavez que estudos recentes mostraram que a associação com as fraturas do tornozelo éalta.1212
  13. 13. TratamentoO tratamento inicial para todas as fraturas do tornozelo, consiste em imobilização,elevação do membro acometido e gelo no local.As fraturas podem ser divididas em estáveis ou instáveis. As fraturas estáveis sãotratadas sem a intervenção cirúrgica, enquanto que as instáveis o tratamento de escolhaé a cirurgia.Fraturas estáveisO método utilizado para esse tipo de fratura é através do gesso suropodálico (até ojoelho) ou imobilizador.O protocolo de recuperação depende de cada tipo de fratura, mas em termos geraisocorre dessa maneira:- Gesso sem pisar no chão por 2 a 4 semanas- Imobilizador articular a partir da 2 ou 4 semana até a 8 semana, com permissão parapisar no chão (total ou parcial)- Exercicios passivos no tornozelo a partir da 2 ou 4 semana, principalmente oalongamento do tendão calcâneo (aquiles)- Após a 8 semana ou consolidação da fratura, inicia os exercicios ativos- Atividades físicas de impacto após a 12 semana1313
  14. 14. Fraturas instáveisA cirurgia é o tratamento de eleição para esses tipos de fraturas. A fixação interna com autilização de placas e parafusos depende de cada tipo de acometimento.As fraturas do maléolo fibular (fíbula) são fixadas com placa e parafusos. O corte napele é feito sobre o osso da fíbula centrada no foco de fratura, em torno de 4 a 6centímetros.O maléolo medial (tibia) é fixado com 2 parafusos. O corte na pele pode ser retilíneo ouem curva, em torno de 3 a 4 centímetros.1414
  15. 15. Nas fraturas bimaleolares (2 partes) é necessária a fixação medial (lado de dentro) elateral (lado de fora) do tornozelo.Nas fraturas com a ruptura do ligamento tibio-fibular (sindesmose), é feita a fixação daarticulação entre a tibia e a fíbula através de parafuso ou fio de sutura.1515
  16. 16. Devido os altos indices de lesão da cartilagem na fratura do tornozelo, alguns cirurgiõesno momento da fixação óssea, realizam a artroscopia do tornozelo.Nos casos de fraturas expostas, infecções ou naquelas onde as condições de pele sãoruins, a fixação externa pode ser uma alternativa.1616
  17. 17. Pós operatório- Retirar pontos após 7 a 10 dias- Imobilizador sem pisar no chão por 2 a 4 semanas- Imobilizador articular a partir da 2 ou 4 semana até a 8 semana, com permissão parapisar no chão (total ou parcial)- Exercicios passivos no tornozelo a partir da 2 ou 4 semana, principalmente oalongamento do tendão calcâneo (aquiles)- Após a 8 semana ou consolidação da fratura, inicia os exercicios ativos- Atividades físicas de impacto após a 12 semanaComplicações- Infecção, má cicatrização, dor recorrente, falta de união, artrose pós traumática(rigidez do tornozelo) e complicações anestésicas1717

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