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Câncer de pele causado pela radiação ultravioleta solar

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  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL Luana Cristina da Cruz CÂNCER DE PELE CAUSADO PELA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA SOLAR
  • 2. 2 DOURADOS - MS 2009 Luana Cristina da Cruz CÂNCER DE PELE CAUSADO PELA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA SOLAR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Física, como requisito à obtenção do título de Licenciado em Física da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Orientador: Prof. MSc. Emerson Canato Vieira DOURADOS - MS 2009
  • 3. 3 Dedico, À minha mãe Maria Valim P. da Cruz (in memorian) e meu pai Sergio A. da Cruz.
  • 4. 4 Agradecimentos A Deus, pela graça da vida e bênçãos durante ela, a Ele agradeço por mais essa etapa cumprida em minha vida. A minha família, minha mãe Maria Valim Pereira da Cruz (in memorian), que estando onde estiver, é sempre meu exemplo de vida, a meu Pai, que com muito amor, carinho e dedicação me acompanhou durante esse curso, foi e sempre será minha base para toda a vida, a meus irmãos, Fernando da Cruz e Darlan S. da Cruz, que estiveram ao meu lado durante essa graduação, me dando apoio e muitas alegrias, a minha cunhada Adriana da Cruz, meu irmão Fernando da Cruz e meu sobrinho Felipe que me acolheram em sua casa, durante parte da minha graduação, me proporcionando um lar, uma família presente, fundamentalmente importante na conclusão de meu curso, a minha Tia Cleuza e sua filha Gabriella, que também me acolheram em sua casa no ultimo ano de minha graduação, aos Tios, primos, sempre presentes em minha vida, acima de tudo com muito carinho e amor. Em especial a meu namorado, Jeferson Fernandes Aleixo, meu amor, que esteve comigo em muitos momentos, me acompanhando, me apoiando, com muito amor e compreensão, de grande importância em minha vida. A meu orientador MSc. Emerson Canato Vieira, pelos ensinamentos durante o curso e para realização desse trabalho. Aos amigos de sala, Alex Pereira Rocha, Bruno Lemos da Silva, Francilayne Almeida, Franciele Alvarenga, Fernando Rodrigues da Conceição, Gustavo Targino Valente, Josué Gabriel Leão, Peres Antonio Mello, Tatiane Reis, Vanessa Marchi Maioral, pelo companheirismo e carinho, ao longo desses quatro anos, laços de amizade que quero que durem por toda a vida. A amiga Josiane Pereira Torres, também colega de sala, mais que isso uma irmã, pela amizade, carinho, companheirismo durante o curso, e em minha vida. Aos professores, que tiveram papel fundamental para minha formação passando-me os conteúdos da melhor forma possível, e muitas vezes nos servindo como amparo e espelho. Em especial ao Professor Dr. Sandro Marcio Lima e ao Professor MSc. Nilson Oliveira da Silva. A todos o meu eterno Obrigado!
  • 5. 5 Resumo O Sol é nossa fonte de luz e vida, é dele que provém energia para muitos processos biológicos, tanto para a natureza quanto para os seres humanos que nela habitam, processos esses fundamentais, sem os quais seria impossível vida. Ele emite em várias faixas espectrais, ou seja, em vários comprimentos de onda, tanto no visível, infravermelho e ultravioleta, cerca de 9% da radiação solar está entre o comprimento de onda de 100nm a 400nm, na faixa do ultravioleta. Essa radiação ao interagir com os seres humanos, nesse caso em especial com a pele dos seres humanos, pode acarretar efeitos, tanto benéficos como a síntese da vitamina D, que só se da com a exposição ao Sol, quanto maléficos, como à interação dessa radiação com as células da pele humana, que como todo o organismo humano se multiplica ordenadamente através do processo de divisão celular, essa interação pode resultar em crescimento desordenado de células ou tecidos, podendo dar origem ao câncer de pele, que pode ser Carcinoma basocelular, Carcinoma espinocelular e Melanoma maligno, sendo esses três tipos os que têm a radiação ultravioleta solar como fator predominante para sua incidência. Palavras chave: Radiação, O Sol, Radiação ultravioleta, Câncer de pele.
  • 6. 6 Sumário Lista de Figuras Lista de Tabelas Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 I Radiação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1.1 Radiação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1.1.1 Corpuscular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1.1.2 Eletromagnética. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1.1.3 Ionizante. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 1.1.4 Não- ionizantes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 II O Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.1 O Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.2 Estrutura do Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 2.2.1 Estrutura interna do Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 2.2.1.1 O Núcleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 2.2.1.2 Zona radiativa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18 2.2.1.3 Zona Convectiva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 2.2.2 Estruturas externas do Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 2.2.2.1 Fotosfera. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18 2.2.2.2 Cromosfera. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 2.2.2.3 Coroa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 2.3 Radiação Solar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 2.4 Radiação Ultravioleta Solar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21 2.4.1 Faixas espectrais da Radiação ultravioleta solar. . . . . . . . . . . . 22 2.4.1.1 UV - A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .22 2.4.1.2 UV - B. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .22
  • 7. 7 2.4.1.3 UV - C. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23 III Efeitos da radiação ultravioleta solar na pele. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 3.1 Exposições ao Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24 3.2 A Pele. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 3.2.1 Epiderme. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 3.2.2 Derme. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26 3.2.3 Hipoderme. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 IV Câncer de Pele, com fator predominante para sua incidência a Radiação ultravioleta Solar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 4.1 Câncer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27 4.2 Câncer de pele. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 4.3 Tipos de câncer de pele. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .28 4.3.1 O carcinoma basocelular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 4.3.2 Melanoma Maligno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30 4.3.3 Carcinoma espinocelular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Conclusão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33 Bibliografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 Lista de figuras
  • 8. 8 1 Campos elétricos e magnéticos oscilando. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2 O espectro eletromagnético. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 3 O Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 4 Representação da estrutura do Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 5 Estrutura da pele humana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25 6 Carcinoma basocelular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 7 Melanoma Maligno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30 8 Carcinoma espinocelular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Lista de tabelas 1 Propriedades do Sol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
  • 9. 9 Introdução
  • 10. 10 O Sol é nossa fonte de luz e vida, é dele que provém energia para muitos processos biológicos, tanto para a natureza quanto para os seres humanos que nela habitam, processos esses fundamentais, sem os quais seria impossível vida. A radiação emitida pelo Sol, radiação solar, chega à superfície terrestre sob vários comprimentos de onda, ou seja, várias regiões do espectro eletromagnético são elas a faixa do visível que vai dos 400nm a 700nm, a do infravermelho que vai de 800nm a 3000nm e a do ultravioleta de 100nm a 400nm. A radiação ultravioleta solar, os raios ultravioleta (RUV) proveniente do Sol, são cerca de 9% do espectro solar, são necessários fundamentalmente para processos biológicos saudáveis nos seres humanos, se forem feitas exposições (ao Sol) moderadas, ou seja, sem exageros. Porem se for feita uma exposição excessiva tanto a curto e longo prazo, pode trazer efeitos ao organismo humano, efeitos esses que podem ser observados (sentidos, detectados) imediatamente após a exposição solar, efeitos agudos, ou serem detectados futuramente, efeitos crônicos, que podem ser causados por um acúmulo de exposições solares durante a vida do indivíduo, que não foram necessariamente excessivas. Um desses danos, causado pela exposição contínua (acumulada) da radiação ultravioleta solar é o câncer de pele. O grupo dos cânceres de pele que tem como fator predominante para sua incidência a radiação ultravioleta é composto por três tipos, são eles: Carcinoma basocelular, Carcinoma espinocelular e o Melanoma maligno. O objetivo desse trabalho é apresentar quais danos são causados pela radiação ultravioleta solar, mais especificamente o câncer de pele. A metodologia utilizada para a realização desse trabalho foi a revisão bibliográfica. Radiação 1.1 Radiação
  • 11. 11 Qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia, seja por intermédio de fenômenos ondulatórios, seja por meio de partículas dotadas de energia cinética. [1]. A radiação pode ser corpuscular ou eletromagnética. 1.1.1 Corpuscular Constituída por um feixe de partículas elementares, como prótons, nêutrons e elétron, deuterons etc. Tendo a partícula massa m, velocidade v, sendo v muito menor que c (velocidade da luz no vácuo, que tem valor de 300.000 km/s), podemos escrever a energia cinética da partícula, ou também energia cinética da radiação. 2 v 2 1 mk = (1.1) 1.1.2 Eletromagnética Essa radiação é chamada eletromagnética por se tratar do transporte de energia por meio de flutuações dos campos elétrico e magnético, [2] sendo emitida por qualquer corpo, acima do zero absoluto (0 K). A energia eletromagnética não precisa de um meio material para se propagar, sendo definida como uma energia que se move na forma de ondas eletromagnéticas à velocidade da luz (300.000 km/s). Dado que a velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas é diretamente proporcional à sua freqüência e comprimento de onda, esta pode ser expressa por: [3] (1.2) Onde: c: velocidade da luz (m/s)
  • 12. 12 f: freqüência (ciclos/s ou Hz) : comprimento de onda (m) A figura abaixo (figura - 1) apresenta um esquema da representação dos campos elétrico e magnético e as flutuações mencionadas: Figura-1(Campos elétricos e magnéticos oscilando) [3] Onde temos na figura: E: campo elétrico M: campo magnético XZ: plano de excitação do campo elétrico YZ: plano de excitação do campo magnético Z: direção de propagação da onde eletromagnética
  • 13. 13 De acordo com os postulados da teoria desenvolvida por Einstein,em 1905, a energia eletromagnética é emitida em feixes constituídos de fótons, sendo que cada fóton (quantum) possui uma energia E dada por: [4] E = h.f (1.3) Sendo h a Constante de Plank, com o valor de (6,63 x 10 34− J.s). Na Eq. 1.2, temos a relação entre a velocidade da luz (c), a freqüência(f), e o comprimento de onda ( λ) da onda eletromagnética, e a relação entre a energia do fóton e a freqüência está expressa na Eq.1.3 então a partir dessas podemos escrever uma equação de energia do fóton, relacionada ao comprimento de onda ( λ) da onda eletromagnética, expressa por: E= λ hc (1.4) A partir das Eq. 1.3 e Eq.1.4, podemos concluir que a energia do fóton é proporcional à freqüência da onda eletromagnética, e inversamente proporcional ao comprimento de onda, então comprimentos de onda menores representam fótons mais energéticos. Podendo se comportar de várias formas, em relação a seu comprimento de onda e sua freqüência, a radiação eletromagnética apresenta diferentes faixas espectrais, que estão contidas no espectro eletromagnético (figura - 2), que vai desde ondas de rádio até as partículas gama ( γ ). Figura - 2 - (O Espectro eletromagnético)
  • 14. 14 As radiações se diferenciam por seus efeitos, quando interagem com a matéria, podendo ser ionizante ou não-ionizante. 1.1.2 Ionizante As radiações são denominadas de ionizantes quando produzem íons, radicais e elétrons livres na matéria que sofreu a interação. A ionização se deve ao fato das radiações possuírem energia alta, o suficiente para quebrar as ligações químicas ou expulsar elétrons dos átomos após colisões. [5] São exemplos de radiação ionizantes os raios X, raios gama ( γ ) e partículas Alfa (α ), partículas beta ( β) . 1.1.3 Não- ionizante São definidas não ionizantes as que não possuem energia suficiente para ionizar os átomos e as moléculas com as quais interagem, [6] não possuem energia suficiente para ionização, podem passar os elétrons para um nível energético superior, deixando-os em estado ativado ou também conhecido como estado de excitação. A região do espectro eletromagnético não ionizante inclui os seguintes tipos de radiação: ultravioleta (UV), luz visível, infravermelho, radio-frequência (RF), freqüência extremamente baixas. [7] II O Sol
  • 15. 15 2.1 O Sol O Sol, nossa fonte de luz e de vida, é a estrela mais próxima de nós e a que melhor conhecemos. Basicamente, é uma enorme esfera de gás incandescente, em cujo núcleo acontece a geração de energia através de reações termo-nucleares. [8], encontra-se a uma distância média de 150 milhões de quilômetros da Terra. Esta distância equivale a cerca de 8 minutos-luz. [9] Figura - 3 - (O Sol) [10] O Sol, como todas as estrelas, constitui-se de uma esfera gasosa brilhante, sustentada por sua própria gravidade e pelas forças geradas por reações nucleares que ocorrem no seu centro. Comparado com outras estrelas, em termos de massa, raio, brilho e composição química, o Sol está na faixa média de valores desses parâmetros. Na tabela (Tabela. 1) a seguir apresentam-se algumas de suas propriedades: [11]
  • 16. 16 Raio 6,96 x 10 8 m Massa 1,99 x 10 30 kg Densidade 1410 kg m 3− Luminosidade 3.8 x 10 33 erg s 1− Temperatura superficial 5780 K Período de rotação 24,9 dias (no equador) 29,8 (nos pólos) Tabela - 1 - (Propriedades do Sol) [11] Os gases no interior solar (principalmente hidrogênio e hélio) encontram-se quase que completamente ionizados, pois estão submetidos a temperatura, pressão e densidade muito elevadas, as quais aumentam tanto quanto maior for a profundidade dentro do Sol. Assim, na região mais central as condições físicas propiciam as reações termo-nucleares de transformação do hidrogênio em hélio, liberando então grandes quantidades de energia na forma de fótons e movimentos térmicos. [11] 2.2 Estrutura do Sol A estrutura do Sol é dividida em interior solar e atmosfera solar, sendo que o interior é composto de Núcleo, Zona radiativa e Zona convectiva e a atmosfera solar é composta pela fotosfera, a cromosfera e a coroa. Figura - 4 - (Representação da estrutura do Sol) [12]
  • 17. 17 2.2.1 Estrutura interna do Sol Composta de um núcleo, zona radiativa e de uma zona convectiva. 2.2.1.1 O Núcleo O núcleo ocupa a parte mais interna do Sol tendo mais de 175.000 km de raio. Nessa região a temperatura atinge 15.600.000 K e a força da gravidade puxa para o centro toda a massa, criando uma pressão da ordem de 250 milhões de atmosfera. A densidade chega a 150 g/cm 3 . A pressão é tão elevada que força os átomos de hidrogênio a se combinarem através de reações de fusão nuclear de tal forma que dois átomos de hidrogênio se combinam dando origem a um átomo de hélio-4. Como o átomo de hélio-4 é menos maciço que os dois átomos de hidrogênio que deram início ao processo, a diferença em massa é convertida em energia. A cada segundo 700.000.000 de toneladas de hidrogênio são convertidas em aproximadamente 695.000.000 de toneladas de hélio e 5.000.000 de toneladas de massa convertida em energia. [13] 2.2.1.2 Zona radiativa A zona radiativa se estende por cerca de 325.000 km, a partir do fim do núcleo. Nesta zona a energia produzida no núcleo é conduzida para cima através de fótons que se movem à velocidade da luz, sendo esse processo a difusão radiativa. Assim que o fóton é produzido ele percorre 1 µ m (mícron, a milésima parte do milímetro) e é absorvido por uma molécula de gás. A molécula ao absorver o fóton se aquece e emite outro fóton que caminha 1 µ antes de ser absorvido por outra molécula de gás e assim sucessivamente. O número de interações nessa zona é tão grande que um fóton demora cerca de um milhão de anos para atravessar esta zona. [13]. A temperatura é de cerca de 8 x 10 6 K.[14] 2.2.1.3 Zona Convectiva
  • 18. 18 A zona convectiva se estende por 200.000 km e é dominada por correntes convectivas que transportam a energia da zona radiativa até a superfície. Esse processo convectivo nada mais é do que correntes ascendentes de gás quente transportando fótons para a superfície e correntes descendentes levando gás mais frio de volta às camadas interiores. Esse processo de transporte dos fótons é muito mais rápido do que os processos de transporte no núcleo e na zona radiativa. A temperatura no topo desta zona é de 5.800 K e a densidade de apenas 0,0000002g/cm 3 . [15] 2.2.2 Estruturas externas do Sol A atmosfera solar, estrutura externa do sol, é composta por três camadas: fotosfera, cromosfera, e coroa solar. 2.2.2.1 Fotosfera Trata-se da camada visível do Sol. É uma estreita camada de cerca de 500 km de espessura, o que equivale a cerca de meio milésimo do raio solar. É da fotosfera que vem a maior parte da luz visível. Entretanto, o gás desta camada não é totalmente transparente, e devido a sua opacidade o interior solar não pode ser visto. A densidade é de cerca de 1013 -1015 partículas por centímetro cúbico. [16] Imagens diretas da fotosfera mostram que ela não é homogênea e que seu brilho não é uniforme. [17] 2.2.2.2 Cromosfera A cromosfera do Sol normalmente não é visível, porque sua radiação é muito mais fraca do que a da fotosfera. Ela pode ser observada, no entanto, durante os eclipses, quando a Lua esconde o disco da fotosfera. É uma camada irregular situada de 400 a 2.900 km acima da fotosfera e logo abaixo da coroa solar. Ela consiste de três camadas cuja densidade vai decrescendo e a temperatura vai subindo rapidamente à medida que nos afastamos da fotosfera. Na baixa cromosfera a temperatura é de 6.000 K, na média cromosfera ela sobe para 50.000 K e na alta cromosfera, na região limítrofe com a coroa, a temperatura já está a 1.000.000 K. Nessa elevada temperatura o hidrogênio emite uma luz avermelhada. Essa coloração é responsável pelo
  • 19. 19 nome: cromosfera, esfera colorida. Acredita-se que seu aquecimento provém de correntes convectivas da fotosfera. [18] A densidade na cromosfera é muito menor que na fotosfera. A variação de densidade é bastante grande diminuindo de 1012 cm 3− na sua base até 10 9 cm 3− na parte mais externa. A temperatura aumenta da base para o topo, sendo em média 15000 K. [19] A fronteira cromosfera-coroa é conhecida como região de transição, [20], nessa região, a temperatura cresce rapidamente, desde 10 4 K na cromosfera até 5x10 4 K, numa estreita faixa de apenas algumas centenas de quilômetros, chegando a 10 6 K na coroa. [21] 2.2.2.3 Coroa A coroa é a parte mais externa da atmosfera solar e estende-se por milhões de quilômetros a partir do Sol. A coroa solar é melhor observada durante os eclipses totais do Sol, pois apesar de ter um brilho equivalente ao da lua cheia, ela fica obscurecida quando a fotosfera é visível. [22] A densidade desta camada é de 2-3 ordens de grandeza mais baixa do que aquela da cromosfera e sua temperatura é de 1-2 milhões de graus. Como a temperatura é extremamente alta, a coroa emite grande quantidade de raios-X. [23] Nesta camada também são observadas as chamadas regiões ativas, locais onde temperatura e densidade são elevadas além de possuírem campos magnéticos intensos (de centenas a poucos milhares de Gauss) distribuídos em formato de arcos com as pontas - pólos magnéticos - situados na fotosfera. [23] 2.3 Radiação Solar A radiação solar é de suma importância para a vida na Terra, sendo responsável por processos biológicos e metereológicos em nosso planeta, fornecendo energia para que esses ocorram. A radiação solar constitui a principal força motriz para processos térmicos, dinâmicos e químicos em nosso planeta. A energia proveniente do Sol chega até a superfície propagando-se como energia radiante ou, simplesmente radiação. A principal característica de um campo de
  • 20. 20 radiação é a radiância (ou intensidade de radiação). Essa grandeza se refere à quantidade de energia radiante num intervalo unitário de comprimento de onda que atravessa uma unidade de área tomada perpendicularmente à direção considerada, na unidade de tempo. Conhecendo-se a radiância pode-se determinar outra grandeza muito importante no estudo da radiação atmosférica: a densidade de fluxo de radiação. Esta grandeza integrada, em todo espectro, representa a quantidade de energia radiante que passa através de um plano na unidade de tempo e de área. Para melhor compreensão dos termos empregados chama-se irradiância, a densidade de fluxo de radiação incidente sobre uma superfície, e emitância radiante, a densidade de fluxo de radiação emitido por uma superfície. [24] A densidade de fluxo de energia solar (ou irradiância solar), e, que chega ao topo da atmosfera terrestre é expressa nas unidades de Wm–2 (razão da potência pela área). Um parâmetro usado para caracterizar a entrada de radiação solar é a constante solar, definida como a irradiância solar no topo da atmosfera (E¥). Seu valor, aproximadamente 1367 Wm–2 , pode ser estimado dividindo-se a emitância total do Sol pela área de uma esfera cujo raio seja igual à distância média entre a Terra e o Sol. A irradiância solar que atinge o topo da atmosfera terrestre é variável ao longo do ano, em virtude dos efeitos astronômicos, principalmente aqueles ligados à órbita da Terra ao redor do Sol. Ademais, a intensidade de radiação emitida pelo Sol é função do comprimento de onda e de fenômenos que ocorrem na própria fonte de energia (manchas solares, erupções solares, variações de temperatura na atmosfera solar). [24] Dos tipos de radiação emitidos pelo Sol a radiação visível é a mais conhecida, mas outras faixas são também muito importante como a do infravermelho e ultravioleta, afetando diretamente o equilíbrio dos ecossistemas e a vida na Terra. [25] A luz visível está na faixa do espectro com comprimentos de onda que vão de cerca de 400 nanômetros até 700 nanômetros, ou seja, do tamanho de uma bactéria. Cerca de 44% da energia solar se concentra nesta faixa, principalmente na região do verde (em torno de 500nm). [25] A radiação infravermelha é definida por comprimentos de onda de 800nm a 3.000nm, e pode penetrar profundamente na pele, até atingir órgãos internos, podendo ser sentida em forma de calor. [26]
  • 21. 21 A radiação ultravioleta representa menos de 9% do total emitido pelo sol (entre 100nm e 400nm), mesmo em quantidades pequenas ela afeta sistemas biológicos (plantas e animais), tendo importância fundamental na saúde, no conforto e na qualidade de vida das pessoas. [27] A atmosfera, mais especificamente a camada de ozônio é responsável pela absorção de parte dos raios ultravioleta provenientes do Sol, sendo esses raios invisíveis aos olhos humanos. 2.4 Radiação Ultravioleta (RUV) Solar A radiação ultravioleta é uma parte da radiação solar referente ao comprimento de onda de 100 a 400 nm, sendo não perceptível aos olhos humanos. A radiação ultravioleta é uma onda eletromagnética não-ionizante composta de três faixas, ultravioleta C (UVC) de 100 a 280 nm, ultravioleta B (UVB) de 280 a 320 nm e ultravioleta A (UVA) de 320 a 400 nm.[27] 2.4.1 Faixas espectrais da Radiação ultravioleta solar O comprimento de onda da radiação ultravioleta varia de 100 a 400 nm, sendo dividido em três: 2.4.1.1 UV - A Os raios UVA correspondem aos raios com comprimento de onda que estão entre 320nm e 400 nm, atravessam facilmente a atmosfera e a camada de ozônio, os raios UVA representam cerca de 95 % da radiação ultravioleta que atinge a superfície da Terra, [28], atinge a pele com a mesma intensidade em qualquer horário do dia e época do ano, seja em meses de inverno ou de verão. [29] A UVA apesar de causar efeitos semelhantes aos da UVB, não o faz uniformemente ao longo de seu espectro e, por esse motivo, foi dividida em duas regiões UVA 1, compreendendo a faixa de absorção de 340 a 400 nm, e a UVA 2 entre 315 e 340 nm. A UVA 1 , devido sua maior capacidade de penetração, reage com oxigênio molecular, produzindo espécies reativas capazes
  • 22. 22 de induzir reações inflamatórias na pele e no DNA, do que derivam aumento da pigmentação , fotossensibilização e câncer cutâneo. [30] 2.4.1.2 UV – B Os raios UVB têm reduzida capacidade de atravessar grandes distâncias na atmosfera (o comprimento de suas emissões estão entre 290nm e 320nm) e são parcialmente filtrados na camada de ozônio. Do total de radiação ultravioleta que atinge a superfície da Terra, cerca de 5 % é UVB [31], é mais intensa durante o verão, especialmente entre às 10h e 16h. [32] A UVB é mais eficiente em produzir danos diretos ao DNA, foto-imunossupresão, eritema, espessamento da camada da córnea e melanogênese, sendo, por isso, considerada a maior fator etiológico das três formas de câncer cutâneo. [33] 2.4.1.3 UV - C Os raios UVC não ultrapassam a atmosfera, são completamente absorvidos pela camada de ozônio (o comprimento de suas emissões estão ente 100nm e 280nm), não chegam à superfície terrestre. O UV-C é basicamente germicida, pelo fato de ser absorvido pelas proteínas e aminoácidos, mais contém um pico de absorção da molécula de DNA (260nm) e só não causa maior prejuízo à pele pelo fato de ter curta penetração. [34]
  • 23. 23 III Efeitos Da Radiação Ultravioleta Solar na Pele 3.1 Exposições ao Sol As exposições moderadas ao sol, ou seja, nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde, são uma prática saudável, porque ativam a circulação sanguínea periférica e possibilitam e incrementam a síntese de vitamina D na pele. A vitamina D tem grande importância, principalmente em crianças e jovens, por ser anti-raquítica, o que é indispensável para uma boa ossificação para um crescimento normal, [35] sendo produzida em intervalos de tempo de exposição muito curto, logo sem necessidade de exposições duradouras, sendo que essas podem causar danos a saúde humana. Há uma longa lista de efeitos biológicos, agudos ou crônicos, produzidos pela RUV em humanos . Os efeitos agudos surgem alguns minutos ou horas após uma exposição. Pode ser um benéfico como a produção de vitamina D, que resulta exclusivamente da exposição à radiação
  • 24. 24 UVB, ou malefícios como eritema, bronzeado, imunossupressão, edema, danos à córnea, à retina e ao DNA resultantes da exposição excessiva à RUV. Os efeitos crônicos surgem em longo prazo na forma de doenças como o câncer de pele, a imunossupressão, o envelhecimento precoce da pele, a catarata e a degeneração da mácula. Eles resultam do acúmulo de dose de RUV ao longo dos anos em exposições que não necessariamente foram excessivas. Embora o UVB seja o principal causador desses malefícios, hoje se sabe que o UVA têm também uma importante contribuição. [36] 3.2 A Pele A pele é o manto de revestimento do organismo, constituída por uma estrutura de tecidos de várias naturezas e com funções específicas, das quais destacamos: proteção contra ação de agentes externos, proteção imunológica, termorregulação, percepção e secreção, além de impedir perdas hídricas e eletrolíticas. É o maior órgão do corpo humano, representando 15% do peso
  • 25. 25 corpóreo.[37] Figura - 5 (Estrutura da pele humana) [38] A Pele é formada por três camadas: A derme, epiderme e hipoderme. 3.2.1 Epiderme A epiderme é a camada superior externa, constituída por estruturas epiteliais, de espessura variada, sendo as regiões palmo-plantares as mais espessas, medindo em torno de 1,6 mm. Os queratinócitos, células que compõem a epiderme, são dispostos em camadas estratificadas, denominadas: germinativa ou basal, malpighiana ou espinhosa, granulosa e córnea. [39]
  • 26. 26 A camada germinativa é a mais profunda da epiderme, constituída por células basais e melanócitos. O tempo de maturação de uma célula basal é de aproximadamente 26 dias, até atingir a camada córnea. Logo abaixo da camada germinativa, existe uma fina estrutura, a zona da membrana basal, que separa a epiderme da derme. A camada malpighiana, ou espinhosa, é formada por células espinhosas, com formato poliédrico, separadas por finos filamentos e diferenciação epitelial que leva à queratinização. A camada granulosa é constituída por grânulos de tamanhos e formas irregulares, compostos de filamentos de queratina. [40] Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV) e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, com prolongamentos membranares. [41] A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se houvesse vasos na epiderme ela ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme. [41] 3.2.2 Derme A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados, a epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sanguíneos e nervos. [42] 3.2.3 Hipoderme A hipoderme é a camada mais profunda da pele. Também de espessura variável, é constituída de tecido adiposo, ou seja, células de gordura. Além de servir como depósito nutritivo
  • 27. 27 de reserva, a hipoderme participa do processo de isolamento térmico e proteção mecânica do organismo aos traumatismos externos. [43]. A pele é de extrema importância para o organismo, sendo um órgão com várias funções, para o funcionamento correto do corpo humano. IV Câncer de Pele, com fator predominante para sua incidência a Radiação ultravioleta Solar 4.1 Câncer O corpo humano é formado por milhões de células que se reproduzem através de um processo chamado divisão celular. Em condições normais, esse processo é ordenado e controlado. Em contrapartida, existem situações nas quais estas células, por razões variadas, sofrem uma “metamorfose” tecnicamente chamada de carcinogênese. Essas células perdem a capacidade de limitar e controlar o seu próprio crescimento passando, então, a multiplicarem-se muito rapidamente e sem nenhum controle. O resultado desse processo desordenado de crescimento celular é uma produção em excesso dos tecidos do corpo (que podem ser processos inflamatórios, infecciosos ou mesmo os crescimentos celulares benignos), formando o que se conhece como tumor. Podemos dividir os tumores em: benignos, nos quais as células crescem lentamente e são diferenciadas. Geralmente podem ser removidos totalmente através de cirurgia e na maioria dos casos não tornam a crescer. E os malignos nos quais as células crescem rapidamente, têm um aspecto indiferenciado e a capacidade de invadir estruturas próximas e espalhar-se para diversas regiões do organismo. [44] O câncer detém a propriedade de se disseminar através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos, produzindo as chamadas metástases, que na verdade são uma espécie de “filial” do tumor primário, em outro órgão ou tecido. [44] 4.2 Câncer de pele
  • 28. 28 Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, teremos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) e melanoma maligno (MM0. [45] A exposição solar é o maior fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. A radiação ultravioleta (UV) é ao mais importante carcinógeno para humanos, promovendo e induzindo alterações no DNA nos queratinócitos até a conversão maligna [46], a explicação para o dano biológico resultante da interação da RUV com a matéria deve-se a sua capacidade de excitação dos átomos presentes no organismo. Se os mecanismos de reparo do organismo falhar, é deflagrada uma série de enfermidades [47], a RUV induz a mutações genéticas, seu fóton é absorvido pelo DNA, podendo então causar alterações celulares, que podem dar origem a um crescimento desordenado, de tecidos cancerígenos. O risco de desenvolver cânceres de pele é associado com a historia da exposição solar na vida de cada individuo. O carcinoma basocelular e o melanoma estão principalmente relacionados com a exposição recreacional e queimaduras solares na juventude, enquanto o carcinoma espinocelular, com a exposição cumulativa. As evidências epidemiológicas, que sustentam essas conclusões, são alta incidência de lesões nos indivíduos com pouca capacidade de se bronzearem, e a localização dos tumores predominantemente em área de pele exposta. [48] O CBC e CEC são as neoplasias mais freqüentes da pele e estão diretamente relacionadas com exposições solares freqüentes ao longo dos anos em pessoas de pele clara. As lesões ocorrem principalmente nas áreas mais foto expostas como face, pescoço, dorso, antebraços e mãos. Já o melanoma maligno, o mais agressivo e temido entre os cânceres da pele, tem sido também relacionado a exposições solares intensas, com queimaduras solares dolorosas e com bolhas, durante a infância, o risco do melanoma não se restringe somente à exposição solar e pessoas de pele clara, apesar de raro ele pode acometer pessoas de pele morena e até negros. [49] 4.3 Tipos de câncer de pele A seguir serão apresentados, os três tipos de câncer de pele, que tem como fator maior de sua incidência a radiação ultravioleta, sendo o Sol o maior gerador dessa radiação.
  • 29. 29 4.3.1 O carcinoma basocelular Figura - 6 (Carcinoma basocelular) [50] O carcinoma basocelular (CBC) ou epitelioma basocelular é o tumor maligno cutâneo localmente invasivo com maior incidência em indivíduos de pele clara (caucasianos). [51]. É constituído por células que se assemelham às células basais da epiderme; estas células neoplásicas originam-se de células epiteliais imaturas pluripotentes da camada basal da epiderme e mais raramente de partes do complexo cutâneo pilo-sebáceo ou outros apêndices cutâneos. Metástases de CBC são extremamente raras e os casos em que estas foram descritas são exceções; sua morbidade está relacionada com a invasão tecidual podendo invadir e destruir tecidos adjacentes à pele, inclusive cartilagem e osso. Pelo fato da maioria dos tumores localizarem-se em áreas de foto-exposição, principalmente cabeça e pescoço, esta agressividade mencionada pode levar ao desfiguramento ou perda de função de estruturas importantes, quando não tratado. [51]
  • 30. 30 Esse tipo de câncer está relacionado à exposição intensa e prolongada aos raios solares, raios ultravioletas, podendo atingir pessoas de pele clara com dificuldade de bronzear-se e com possibilidade de acorrer queimaduras solares. 4.3.2 Melanoma Maligno Figura - 7 (Melanoma Maligno) [52] O Melanoma Maligno é o câncer de pele que se origina de nevos (popularmente denominados pintas) melanocíticos de junção ou compostos. Apresenta-se na forma de nevos,
  • 31. 31 pintas com bordas irregulares, pigmentação não uniforme e desenvolvimento anormal na epiderme, derme ou no epitélio mucoso, com alto potencial de metástase e mortalidade. [53] O melanoma cutâneo é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase. O melanoma de pele é menos freqüente do que os outros tumores de pele (basocelulares e de células escamosas), porém sua letalidade é mais elevada. Tem-se observado um expressivo crescimento na incidência deste tumor em populações de cor de pele branca. Quando os melanomas são detectados em estádios iniciais os mesmos são curáveis. O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais, sendo fatores de risco, em ordem de importância: a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas). [54], pode surgir em área de pele não exposta ao sol, porém, o maior número de lesões aparece nas áreas da pele que ficam expostas à radiação solar. 4.3.3 Carcinoma espinocelular Figura 8 (Carcinoma espinocelular) [55] E um tumor maligno que se origina da proliferação de células epiteliais, células espinhosas da epiderme caracterizado por evolução mais rápida. Pode apresentar ulcerações ou
  • 32. 32 não de diversos tamanhos, que ao mínimo trauma começam a sangrar. É um câncer de pele de crescimento lento, invasivo e com grande risco de metástase, ocorrendo com freqüência em indivíduos de pele clara. Apresenta um alto índice de cura quando diagnosticado precocemente, se desenvolve em áreas expostas ao sol. A radiação UVB do espectro eletromagnético (280-320 nm) é considerada o principal agente etiológico desse tipo de câncer. [56] O carcinoma espinocelular é um câncer de pele (não melanoma), representando cerca de 20 a 25% dos cânceres da pele. Ele surge em áreas de pele sadia ou previamente comprometidas por cicatrizes de queimaduras antigas, feridas crônicas ou lesões decorrentes do efeito cumulativo da radiação solar sobre a pele, como as queratoses solares (pequenas asperezas da pele que não somem), e cicatrizes de radioterapias. Tem crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular, atinge a pele e as mucosas (lábios, mucosa bucal e genital) e, se não for tratado precocemente, pode enviar metástases para outros órgãos. [57]
  • 33. 33 Conclusão O Sol é o maior responsável pela emissão de radiação ultravioleta que chega aos humanos, sendo essa a radiação ultravioleta solar, emitindo também nas faixas do visível e na do infravermelho, tendo caráter fundamental para o desenvolvimento da natureza e dos seres humanos. No organismo humano, para seu funcionamento correto, ocorrem vários processos, nos quais células dão origem a outras células, conhecido como o processo de divisão celular, de forma controlada e continua, se algo influenciar nesse processo de divisão celular pode ocorrer um crescimento desordenado dessas células, dando origem às células cancerígenas, os raios ultravioleta solares em excesso e ou continuamente podem fazer esse papel, desencadeando mudanças na divisão das células da pele, podendo dar origem a um crescimento desordenado de células ou tecidos, podendo ser câncer de pele, os raios ultravioleta podem ser divididos em ultravioleta A (UVA), ultravioleta B (UVB) e ultravioleta C (UVC), sendo diferenciados entre eles por seu comprimento de onda. Cânceres de pele que tem como fator predominante para sua incidência a radiação ultravioleta solar são: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular(CEC) e Melanoma maligno (MM), sendo que o CBC e o CEC são associados a exposições continuas ao longo da vida do indivíduo, e o MM está associado entre outros fatores a exposições excessivas ao Sol e predisposição de haver queimaduras solares na pele do indivíduo, os tipos de cânceres mencionados tem predominância principalmente em indivíduos de pele clara, não descartando a possibilidade de casos em indivíduos que possuírem outros tipos de pele.
  • 34. 34 Bibliografia [1] - COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR – CNEN, Apostila educativa Radiações Ionizantes e a vida. Disponível em: <http://www.cnen.gov.br/ensino/apostilas/rad_ion.pdf> Acesso: 13/07/09 [2] - HETEM, Gregorio e PEREIRA, Jatenco, Capítulo 4 - Radiação eletromagnética. Observatórios Virtuais – Fundamentos de Astronomia. Disponível em:< http://www.telescopiosnaescola.pro.br/aga215/cap04.pdf > Acesso: 13/07/09 [3] - CENTRO ESTADUAL DE PESQUISAS EM SENSORIAMENTO REMOTO E METEREOLOGIA – CEPSRM. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Página Dinâmica para Aprendizado do Sensoriamento Remoto. Radiação eletromagnética. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/engcart/PDASR/rem.html> Acesso: 13/07/09 [4] - SILVA, Angela C. Meio Ambiente e Saúde Humana: Variabilidade Temporal da Radiação Ultravioleta e Epidemiologia do Câncer de Pele noa Região Oeste do Estado de São Paulo. Dissertação de Mestrado. UNESP, Presidente Prudente, 2007; Pag. 16. [5] - EDUARDO, Antonio. Radiações Ionizantes: Aplicações e Cuidados. Disponível em: < http://www.segurancaetrabalho.com.br/download/rad-ioniz-cuidados.pdf> Acesso: 14/07/09 [6] - LDA, Factor Segurança, Radiações Ionizantes e Não Ionizantes. Disponível em: <www.segurancaetrabalho.com.br/download/rad-ioniz-cuidados.pdf > Acesso: 14/07/09
  • 35. 35 [7] - NETTO, André L. AZEVEDO, Marcelo A. M., SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA – SOBES, Radiações Não Ionizantes. Disponível em: < http://sobes.org.br/site/wp-content/uploads/2009/08/radnaoio.pdf> Acesso: 17/07/09. [8] - O sol a nossa estrela. Disponível em < http://astro.if.ufrgs.br/esol/esol.htm//// >Acesso: 04/09/09. [9] - CECATTO, José Roberto, INSTITUO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS- INPE, São José dos Campos, Capitulo 4: O Sol. 2003; pag.4-9. [10] - O sol a nossa estrela. Disponível em < http://astro.if.ufrgs.br/esol/esol.htm//// >Acesso: 04/09/09.Imagem. [11]- Cap. 7. O Sol a nossa estrela. Pag.83. Disponível em <http://www.astro.iag.usp.br/~dalpino/aga215/apostila/cap07/corpdf> .Acesso: 06/06/09 [12]- Cap. 7. O Sol a nossa estrela. Pag.84. Imagem. Disponível em < http://www.astro.iag.usp.br/~dalpino/aga215/apostila/cap07/corpdf>>.Acesso: 06/06/09 [13]- Interior do sol, seu inicio e seu fim. Disponível em: <http://www.todooceu.com/detalhamento/interior_sol.html> Acesso :06/09/09 [14]- Capítulo 3 O Sol, Sua Atividade, Sua Influência No Meio Interplanetário E Seus Efeitos Geomagnéticos. Disponível em:<http://mtc- m05.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/deise/2000/02.22.10.00/doc/Cap3.PDF> Acesso : 06/09/09 [15]- Interior do sol, seu inicio e sue fim. Disponível em: <http://www.todooceu.com/detalhamento/interior_sol.html> Acesso :06/09/09 [16] - CECATTO, José Roberto, INSTITUO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS- INPE, São José dos Campos, Capitulo 4: O Sol. 2003; pag.4-13.
  • 36. 36 [17]- Cap. 7. O Sol a nossa estrela. Pag.84 Disponível em < http://www.astro.iag.usp.br/~dalpino/aga215/apostila/cap07/corpdf> .Acesso : 06/06/09 [18]-Estrutura. Disponível em: <http://www.ced.ufsc.br/men5185/trabalhos/25_osol/estrutura.htm> .Acesso: 06/09/09 [19]- Cap. 7. O Sol a nossa estrela. Pag.88. Disponível em < http://www.astro.iag.usp.br/~dalpino/aga215/apostila/cap07/corpdf>>.Acesso: 06/06/09 [20] - CECATTO, José Roberto, INSTITUO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS- INPE, São José dos Campos, Capitulo 4: O Sol. 2003; pag. 4-15. [21]- Cap. 7. O Sol a nossa estrela. Pag.89. Disponível em < http://www.astro.iag.usp.br/~dalpino/aga215/apostila/cap07/corpdf>>.Acesso: 06/06/09 [22] - CECATTO, José Roberto, INSTITUO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS- INPE, São José dos Campos, Capitulo 4: O Sol. 2003; pag.4-18. [23] - CECATTO, José Roberto, INSTITUO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS- INPE, São José dos Campos, Capitulo 4: O Sol. 2003; pag.4-19. [24]- Rev. Bras. Ensino Fís. vol.26 n°.2 São Paulo 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=1806-111720040002&script=sci_issuetoc> Acesso : 07/08/09. [25]- O que é radiação UV? Disponível em: <http://www.solamigo.org/index.php? option=com_content&task=view&id=71&itemid=109> Acesso: 16/07/09 [26]- Depto de Comunicação Johnson & Johnson, Guia De Informação Sobre Fotoproteção- Sundown, 2005. Disponivel em:< http://www.jnjbrasil.com.br/downloads%5CGuia %20Fotoprote%C3%A7%C3%A3o%20para%20internet.pdf> Acesso : 29/09/09;pag.13.
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  • 38. 38 [35]- MARTINS, Perla Garcia, A Radiação Ultravioleta e o Organismo Humano. Disponível em:< http://www.ck.com.br/materias/2001_09_arquivos/0901.htm> Acesso: 13/07/09 [36] - SILVA, Abel A., Rev. Bras. Geof. vol.26 n°.4 São Paulo Oct./Dec. 2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=0102-261X20080004&script=sci_issuetoc> Acesso: 15/07/09 [37] - SILVA, Angela C. Meio Ambiente e Saúde Humana: Variabilidade Temporal da Radiação Ultravioleta e Epidemiologia do Câncer de Pele noa Região Oeste do Estado de São Paulo. Dissertação de Mestrado. UNESP, Presidente Prudente, 2007; Pag. 31/32. [38] - SILVA, Angela C. Meio Ambiente e Saúde Humana: Variabilidade Temporal da Radiação Ultravioleta e Epidemiologia do Câncer de Pele noa Região Oeste do Estado de São Paulo. Dissertação de Mestrado. UNESP, Presidente Prudente, 2007; Pag. 32.Imagem. [39] - SILVA, Angela C. Meio Ambiente e Saúde Humana: Variabilidade Temporal da Radiação Ultravioleta e Epidemiologia do Câncer de Pele noa Região Oeste do Estado de São Paulo. Dissertação de Mestrado. UNESP, Presidente Prudente, 2007; Pag. 32. [40] - SILVA, Angela C. Meio Ambiente e Saúde Humana: Variabilidade Temporal da Radiação Ultravioleta e Epidemiologia do Câncer de Pele noa Região Oeste do Estado de São Paulo. Dissertação de Mestrado. UNESP, Presidente Prudente, 2007; Pag. 32/33 [41]- RIBEIRO, Ricardo, Pele , Disponível em:< http://feridas.no.sapo.pt/pele.htm > Acesso : 07/09/09 [42]- Sistema tegumentar. Disponível em :<http//www.pontodosaber.com/biologia10.html> Acesso: 21/09/09
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