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Cancêr de bexiga prof. dr. fernando almeida

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  • 1. Publicação do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio-Libanês Novembro / Dezembro - 2009 11ª edição Câncer de Bexiga Prof. Dr. Fernando Almeida, Médico do Núcleo Avançado de Urologia do HSL Dentre os tumores urológicos, o câncer de bexiga é a segunda neoplasia mais frequente nos homens. Mulheres também podem apresentar câncer de bexiga, mas a incidência em homens é de três a cinco vezes maior que nas mulheres. O aparecimento desse tipo de neoplasia aumenta com a idade, sendo que menos de 1% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 40 anos de idade. O tabagismo é o principal fator externo de risco. Pessoas que fumam apresentam até cinco vezes mais chance de desenvolverem câncer de bexiga do que pessoas que nunca fumaram. O surgimento do câncer de bexiga ocorre devido a alterações no DNA celular, levando algumas células a iniciarem um processo de proliferação desordenado e incontrolável. Quanto maior for o grau de alteração dessa célula, mais rápido será o crescimento do tumor e maior será a sua malignidade. Os tumores de bexiga podem ser divididos em superficiais e invasivos. Os tumores superficiais são restritos à luz da bexiga, já os tumores invasivos atingem a parede muscular da bexiga. Esses últimos são mais agressivos. O tratamento é baseado no grau de malignidade do tumor, na presença ou não de invasão da musculatura da bexiga e na presença ou não de metástases. Sintomas clínicos Entre 70% e 80% dos pacientes com tumor de bexiga têm hematúria (sangue na urina), como apresentação inicial do problema. Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam inicialmente sintomas relacionados com a micção. Desta forma, pacientes acima de 40 anos, fumantes, que apresentam sangramento na urina, devem ser investigados quanto à possibilidade de um tumor de bexiga. Diagnósticos Uma vez que seu urologista suspeite da possibilidade de tumor de bexiga, alguns exames são necessários. Dentre eles: ultrassonografia, urografia excretora, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cistoscopia com biópsia da bexiga e citologia urinária. Leia nesta edição: Andropausa: o que é importante saber pág. 2 Tratamento Caso não exista metástase, ou seja, o tumor esteja localizado apenas na bexiga, é possível, de maneira simplificada, dividir o tratamento de acordo com a presença ou não de invasão da musculatura desse órgão. Nos casos em que não existe invasão muscular, pode se realizar a ressecção por via endoscópica das lesões vesicais e acompanhar a evolução. Em alguns casos, existe a necessidade de aplicação de BCG (substância que gera uma resposta imune) intravesical após remoção das lesões. Já nos casos onde existe invasão muscular, deve ser feita uma remoção mais extensa da lesão. Em geral, realiza-se uma cirurgia para remoção de todo o órgão, conhecida como cistectomia radical. Após a retirada da bexiga, pode se construir uma neo-bexiga, com alça intestinal para substituir a bexiga original. A decisão terapêutica dos tumores da bexiga leva em consideração muitas outras variáveis que devem ser analisadas caso a caso. Se tiver interesse em mais informações, entre em contato com o Núcleo Avançado de Urologia (NAU) do Hospital SírioLibanês. Doença de Peyronie pág. 3 Cistos Renais pág. 4 1
  • 2. Andropausa: o que é importante saber sobre ela? Dr. Cristiano Mendes Gomes, Médico do Núcleo Avançado de Urologia do HSL Andropausa é um termo em grande evidência nos últimos anos, embora poucos conheçam de fato o que representa clinicamente. Para falarmos mais sobre o assunto, convém iniciar pela nomenclatura correta: Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM). É uma síndrome clínica caracterizada por sintomas e sinais de hipogonadismo (diminuição da função das gônadas sexuais), secundária à deficiência de testosterona, e que ocorre em homens com mais de 40 anos. Embora tenha algumas características semelhantes e seja tido por muitos como o equivalente masculino da menopausa, essa é uma simplificação bastante inadequada. A menopausa é universal, isto é, acomete todas as mulheres após determinada idade e representa um período fisiológico que ocorre em decorrência da falência ovariana e consequente interrupção dos ciclos menstruais e deficiência da produção de estrógenos. O DAEM, por sua vez, afeta somente de 10% a15% dos homens com idade superior a 40 anos. Assim, não é uma condição fisiológica do envelhecimento masculino. A deficiência androgênica (baixos níveis de testosterona), responsável pelo DAEM, tipicamente leva à diminuição da libido ou do interesse sexual, redução do desempenho sexual (problemas de ereção), irritabilidade, alterações do sono e memória, dores nas articulações e músculos e estado depressivo. Estas queixas, entretanto, podem ser causadas por várias outras condições, tais como doenças crônicas, depressão, estresse, ansiedade e outros problemas hormonais não relacionados à deficiência androgênica. A tabela ao lado demonstra os sintomas mais frequentemente encontrados em pacientes com andropausa (DAEM). Nenhum dos sintomas é considerado característico da doença, mas sua presença pode requerer investigação quanto à possibilidade de ocorrência do DAEM. 2 Diagnóstico e tratamento: Homens com sintomas compatíveis com deficiência androgênica e que apresentem baixos níveis séricos de testosterona são diagnosticados com DAEM. Nestas circunstâncias, o tratamento com reposição hormonal deve ser considerado. Os objetivos da reposição de testosterona são a melhora da função sexual, melhor disposição e sensação de bem-estar, aumento da massa muscular, diminuição da gordura corpórea e aumento da densidade óssea. A reposição de testosterona pode ser feita de várias maneiras, incluindo o uso de medicamentos por via oral, injeções intramusculares, adesivos cutâneos ou gel de testosterona. Cada forma de tratamento possui vantagens e desvantagens em termos de comodidade para o paciente, eficácia da reposição hormonal, custos e possíveis efeitos colaterais. Riscos da reposição hormonal em homens O principal risco da reposição de testosterona em homens é a piora de doenças prostáticas pré-existentes, como o adenocarcinoma e a hiperplasia prostática benigna. Não há evidências de que a reposição hormonal possa levar ao aparecimento destes problemas. Contudo, como o crescimento da próstata é dependente da testosterona, a verificação da existência de doenças prostáticas deve preceder o início da reposição androgênica. Para isto, o urologista poderá fazer exames como a dosagem de PSA, toque retal e, em casos suspeitos, biópsia de próstata. Uma condição rara que contraindica a reposição de testosterona em homens é o câncer de mama. Algumas condições que podem ser agravadas ou surgirem após a reposição hormonal, como a apneia do sono, epilepsia, policitemia (que é o aumento anormal do número de glóbulos sanguíneos), enxaqueca e retenção hídrica. Os efeitos colaterais da reposição hormonal podem ser prevenidos ou contornados por meio de avaliações clínicas e laboratoriais periódicas. Estas avaliações são importantes em todo homem que esteja recebendo reposição hormonal, a fim de confirmar a normalização dos níveis séricos de testosterona e prevenir o aparecimento de possíveis efeitos colaterais. Tabela: Questionário para avaliação dos sintomas de deficiência androgênica. 1. Tem observado diminuição de libido? 2. Tem observado falta de energia? 3. Percebe redução da força muscular? 4. Perdeu altura? 5. Diminuiu a “alegria de viver”? 6. Fica triste ou rabugento com frequência? 7. Percebe que as ereções são menos vigorosas? 8. Tem diminuído capacidade para atividades esportivas? 9. Sente sonolência após o jantar? 10. Tem percebido piora no desempenho profissional? Obs: Um paciente tem suspeita de DAEM se respondeu “Sim” para as questões 1 ou 7 ou se respondeu “Sim” para 3 ou mais das outras questões. Boletim do NAU Setembro / /Outubro - 2009 Novembro Dezembro - 2009 Entre em contato com o NAU pelo telefone: (11) 3155-0854 ou e-mail: nucleo.urologia@hsl.org.br
  • 3. Doença de Peyronie – Um Problema Antigo e um Desafio Atual Dr. Celso Gromatzky, Médico do Núcleo Avançado de Urologia do HSL Pênis ereto A Doença de Peyronie é caracterizada pela presença de nódulos endurecidos na haste peniana, que podem ocasionar curvaturas e deformidades do pênis. Embora tenha sido inicialmente descrita em 1743 pelo médico do rei Luis XV, François Gigot de La Peyronie, os mecanismos que desencadeiam essa doença são até hoje desconhecidos. A estrutura interna do pênis apresenta três estruturas cilíndricas: a uretra, que conduz a urina, e dois cilindros paralelos, os corpos cavernosos, constituídos de tecido muscular e vascular, responsáveis pelo processo de ereção. Os corpos cavernosos são revestidos por uma membrana denominada túnica albugínea. O espessamento de algumas áreas desta membrana promove redução na sua elasticidade, o que explica o mecanismo de curvatura e deformidade do pênis. Em alguns casos pode ocorrer calcificação destas placas, tornando-as mais evidentes à palpação. A Doença de Peyronie ocorre geralmente em homens acima de 40 anos de idade, mas pode acometer pessoas mais jovens. Na fase aguda da doença, cuja duração pode ser de até um ano, o paciente pode apresentar dor peniana durante a ereção e curvatura peniana, com desvio lateral, ventral ou dorsal. A curvatura pode ser discreta e não interferir com a dinâmica do ato sexual ou determinar ângulos de 90 graus ou mais, dificultando ou até mesmo impedindo a atividade sexual. Outras deformidades do pênis podem ocorrer, como a chamada “ampulheta”, onde o pênis apresenta um afilamento segmentar durante a ereção. Embora não seja comum, a Doença de Peyronie www.hospitalsiriolibanes.org.br/urologia Túnica Albugínea Corpo Cavernoso Uretra pode também levar a graus variados de disfunção erétil. A fase crônica é caracterizada pelo desaparecimento da dor e estabilização da curvatura. As causas da Doença de Peyronie são desconhecidas, havendo dados científicos que suportam papel da genética, mecanismos auto-imunes e a participação de traumatismos na membrana que reveste os corpos cavernosos. Deve-se ressaltar que a Doença de Peyronie não é uma doença maligna, isto é, não é câncer, além de não haver progressão para outros órgãos ou estruturas do corpo. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico. O medicamentoso é indicado na fase aguda da doença. A cirurgia é reservada para a fase crônica, quando a curvatura está estabilizada. Nos casos em que a doença se estabiliza sem curvatura significativa e não interfere negativamente com a atividade sexual, não há necessidade de intervenção cirúrgica e esta situação é encontrada na maioria dos pacientes (mais de 70% dos casos). Quando a curvatura dificulta a atividade sexual e nas deformidades mais complexas, a cirurgia passa a ser indicada, existindo diversas técnicas que podem ser utilizadas, com ou sem o emprego de materiais para enxerto. Nas situações onde há concomitante disfunção erétil, que não responde a medicamentos orais, ou na impossibilidade de uso deles por contra-indicação, pode-se realizar a correção cirúrgica da curvatura e implante de prótese peniana, restabelecendo assim a função sexual do paciente. O Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio-Libanês reúne uma equipe de profissionais habilitados a diagnosticar e tratar com excelência as diversas patologias que integram a especialidade, entre elas a Doença de Peyronie. Boletim do NAU Novembro / Dezembro - 2009 3
  • 4. Cistos Renais Dr. Marcio D´Imperio, Médico do Núcleo Avançado de Urologia do HSL A prática comum, nos dias de hoje, de solicitar estudo ultrassonográfico do abdomen em “check-up” clínico permite, com frequência, o diagnóstico de cistos renais (inchaço preenchido com fluido na parte externa do rim) assintomáticos. A prevalência de cistos simples na população é de aproximadamente 17%, na proporção de 2,5 homens para cada mulher, chegando a acometer até 50% das pessoas com mais de 50 anos. Estas lesões são as mais frequentes entre as massas renais, possuem tamanhos variados, 70% situam-se na superfície do rim, são unilaterais, solitárias e, na grande maioria, são benignas. Como habitualmente não oferecem riscos para a saúde, devem ser apenas observados, sem a necessidade de tratamento. De modo geral, o crescimento dos cistos simples é lento, de 4% a 5% ao ano, podendo dobrar de tamanho em 10 anos. Contudo, alguns cistos renais podem se tornar sintomáticos, especialmente se forem muito volumosos, infectarem, apresentarem sangramento ou possuírem características ultrassonográficas ou radiológicas sugestivas de câncer renal. Nessas situações devem ser tratados. O tratamento para os cistos simples pode ser realizado por meio de punção percutânea e esvaziamento do conteúdo, associando-se ou não a introdução de substância esclerosante para evitar que ocorra novamente, ou por procedimentos mais agressivos. Nesse caso, é retirada a parte da lesão que não está em contato com o rim, realizada por laparoscopia ou cirurgia convencional. Se houver suspeita diagnóstica de cisto complexo, torna-se obrigatório o estudo por meio da tomografia computadorizada. Este exame permite definir com maior exatidão as características da lesão e classificá-la segundo critério proposto pelo radiologista Morton A. Bosniak, da New York University. A classificação é importante para definir a probabilidade de malignidade da lesão e a consequente necessidade do tratamento cirúrgico. Em casos duvidosos, pode ser necessário realizar estudo complementar por meio de ressonância nuclear magnética. Na eventualidade da cirurgia não ser indicada, as lesões potencialmente suspeitas de serem malignas deverão ser acompanhadas por tomografia computadorizada nos primeiros três, seis e doze meses após o diagnóstico, e, depois, anualmente. Lesões com baixo potencial de malignidade também devem ser seguidas anualmente, por dois a três anos, inicialmente fazendo ultrassonografia, particularmente se acometerem pessoas jovens e quando possuírem diâmetro superior a três centímetros. Finalmente, cabe salientar que algumas doenças hereditárias podem determinar lesões císticas múltiplas que acometem os rins e outros órgãos, como fígado e pâncreas. Estes casos invariavelmente evoluirão para insuficiência renal, o que poderá implicar na necessidade de hemodiálise e transplante renal. Expediente: Editor: Prof. Dr. Sami Arap - Gerência de Comunica­ ção institucional: Katia Camata Ribeiro - Coordenação de comunicação: Marjorie Sapatel - Edição e Produ­­ ção: Estela Ladner (Espaço 2 Comuni­ ações - Tel: (11) 3815-3686) - arte: Adriana Cassiano - Jornalista c Responsável: Simon Widman (MTb. 15460) - Endereço: Rua Dona Ad­ a Jafet, 91 - Cep 01308-050 m Tel: (11) 3155-8231 - Fax: (11) 3155-8513 - E-mail: katia.ribeiro@hsl.org.br - Tiragem: 12.000 exemplares 4 Boletim do NAU Novembro / Dezembro - 2009 Entre em contato com o NAU pelo telefone: (11) 3155-0854 ou e-mail: nucleo.urologia@hsl.org.br

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