Assistência de enfermagem na prevenção do câncer de colo do útero

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Assistência de enfermagem na prevenção do câncer de colo do útero

  1. 1. ANA CECÍLIA DEZEMSILVANA APARECIDA SAMPARASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DOCÂNCER DE COLO DO ÚTEROBATATAIS2006
  2. 2. ANA CECÍLIA DEZEMSILVANA APARECIDA SAMPARASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DOCÂNCER DE COLO DO ÚTEROMonografia apresentada ao CentroUniversitário Claretiano para obtenção dotítulo de graduado em Enfermagem.Orientadora: Profª Ms. Maria CristinaSimões Flório.BATATAIS2006
  3. 3. ANA CECÍLIA DEZEMSILVANA APARECIDA SAMPARMonografia apresentada ao Centro Universitário Claretiano para obtenção dotítulo de graduado em Enfermagem. Orientadora: Profª. Ms. Maria CristinaSimões Flório.ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DOCÂNCER DE COLO DO ÚTEROOrientadora: Profª. Maria Cristina Simões Flório.Examinador(a):Examinador(a):Batatais, _____ de ___________ de 2006.
  4. 4. Dedico a minha mãe Tereza por tudo: força, ajuda, incentivo,apoio. Sem ela não seria possível concluir minha faculdade!Aos meus sobrinhos Pedro Henrique e Beatriz pelacompreensão por em certos momentos ficarem carentes daminha atenção devido à ocupação durante esses anos defaculdade.A minha irmã Sandra e ao meu cunhado Eduardo peloincentivo e por acreditarem sempre na minha capacidade.Ao Dudu por compartilhar das minhas alegrias e sonhos, comotambém das tristezas e incertezas durante todo esse tempo.Ana CecíliaDedico ao meu tio Arnaldo Peron que me ajudou a realizar econcluir minha faculdade. Aos meus irmãos: José Antônio,Marlene e Cláudia que fazem parte da minha vida.Silvana
  5. 5. Agradeço a Deus por ter me ajudado, me dado força epaciência para alcançar mais essa conquista de minha vidaA professora e orientadora Maria Cristina Simões Flório pelaorientação, atenção e apoio durante a elaboração dessamonografia.A minha mãe pelo apoio em todos os momentos.Ao meu namorado Carlos Eduardo pela compreensão epaciência principalmente nos momentos mais difíceis.Ana CecíliaAgradeço aos meus pais Antônio e Alzira que estiveramsempre ao meu lado nos mais propícios da minha vida.A Nossa Senhora Aparecida a responsável pelo caminho de luzna minha vida.Silvana
  6. 6. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO................................................................................................ 72 OBJETIVO ....................................................................................................... 93 METODOLOGIA ......................................................................................... 104 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................... 114.1 ANATOMIA DO ÚTERO ............................................................................ 114.2 O CÂNCER DE COLO UTERINO ............................................................ 124.2.1 FATORES DE RISCO ............................................................................. 144.2.2 HPV ..................................................................................................................154.3 Classificação do carcinoma do colo uterino (ou estágios da lesão)............175 PREVENÇÃO ................................................................................................ ...215.1 O exame Papanicolaou .................................................................................... 236 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM............................................................ 347 RESULTADOS E DISCUSSÕES ....................................................... 378 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................. 399 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................. 40
  7. 7. RESUMOO câncer de colo do útero representa uma neoplasia maligna queocorre com muita freqüência no Brasil causando grande número de óbitos. Váriossão os fatores de risco que levam ao câncer de colo uterino e embora exista umconsiderável número de casos esse tipo de neoplasia pode ser prevenidoprincipalmente quando diagnosticado precocemente. A principal forma de prevençãose dá por meio do exame citopatológico do Colo de Útero (Papanicolaou). O papelda enfermagem é de fundamental importância na educação e orientação junto àpopulação feminina, esclarecendo possíveis dúvidas e incentivando à realizaçãoperiódica do exame, contribuindo assim para uma redução no número de casos.Palavras-chave: Câncer. Colo de Útero. Prevenção. Enfermagem.
  8. 8. 71 INTRODUÇÃOO que nos motivou a falar sobre o assunto foi primeiramente aafinidade pela área de Ginecologia e também devido à experiência que tivemosdurante o estágio em Saúde Pública, de realizarmos em diversas pacientes o examede Papanicolaou, o que nos despertou bastante interesse.O câncer de colo do útero representa um grave problema de saúdedentre a população feminina em todo o mundo, sendo responsável por grandenúmero de óbitos (SÃO PAULO, 2004, p. 8).No Brasil, estima-se que o câncer de colo de útero seja a terceiraneoplasia maligna mais comum e a quarta causa de morte por câncer entre asmulheres (INCA, 2006).O câncer de colo do útero ocorre com mais freqüência em mulheresentre 30 e 45 anos de idade, porém pode ocorrer mais precocemente, sendo váriosos fatores de risco (SMELTZER e BARE, 2002).Dentre todos os tipos de câncer, este apresenta altas possibilidades deprevenção e cura, principalmente quando diagnosticado precocemente.O HPV é um vírus sexualmente transmissível com importante papel nodesenvolvimento do câncer de colo uterino e das lesões que o antecedem. A práticade sexo seguro, realizada através do uso de preservativos, pode ser consideradacomo uma forma primária de prevenção a esse tipo de neoplasia (INCA, 2006).A principal medida de controle realizada para detecção precoce da
  9. 9. 8doença se dá por meio de um exame simples, porém de fundamental importânciaque é o Citopatológico de Colo de Útero (ou Papanicolaou). Esse exame indica apresença de lesões neoplásicas ou pré-neoplásicas, sendo possível assiminterromper a evolução dessas lesões (SÃO PAULO, 2004).Com este estudo pretende-se encorajar as mulheres a realizarem comfreqüência o exame preventivo contra o câncer de colo uterino, orientar sobre osfatores de risco, ressaltar as vantagens de uma detecção precoce da doença,esclarecer possíveis dúvidas sobre o exame de Papanicolaou, visando assim,quebrar certo “embaraço” que ainda existe por parte de algumas mulheres emrealizarem o exame.A enfermagem tem papel fundamental na prevenção do câncer de colouterino, identificando as populações de alto risco, desenvolvendo ações deplanejamento, controle e supervisão de programas de educação e prevenção,contribuindo para um diagnóstico precoce da doença.
  10. 10. 92 OBJETIVOFocalizar os aspectos primordiais na orientação da população femininasobre o exame de Papanicolaou, com vistas à redução na incidência e damortalidade por câncer de colo uterino.
  11. 11. 103 METODOLOGIAO trabalho foi realizado mediante levantamento bibliográfico de textos,livros, junto a periódicos, cartilhas e busca digital nos sites: LILACS (Literatura LatinaAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde).A busca manual por material bibliográfico foi realizado na Biblioteca doCentro Universitário Claretiano de Batatais.Foram definidos os descritores câncer de colo do útero, enfermagem,prevenção.Os critérios de inclusão foram:- artigos científicos obtidos na íntegra;- artigos redigidos em português.Inicialmente obtivemos um total de total de 27 artigos científicos.Desses 27 artigos foi realizada a leitura e selecionados 16 artigos, dos quais 12foram obtidos na íntegra, que constituiu a nossa amostra.A análise dos artigos científicos foi realizada quanto a profissão dosautores, tipo de estudo e ao período de publicação.
  12. 12. 114 REFERENCIAL TEÓRICO4.1 ANATOMIA DO ÚTEROO útero é um órgão do sistema reprodutor feminino que abriga oembrião e no qual este permanece e se desenvolve até o nascimento. Tem em gerala forma de uma pêra invertida e fica envolvido pelo ligamento lardo (DÂNGELO eFATTINI, 2003).Este órgão, que aloja o novo ser vivo, divide-se em quatro partes:fundo, corpo, istmo e cérvix. A porção que fica acima se denomina fundo. Ela éligada ao corpo, a principal porção cio útero. O corpo comunica-se com as tubasuterinas e estende-se até uma região estreitada inferior chamada istmo. O istmomede cerca de 1 cm apenas e a ele segue-se o cérvix (ou colo do útero) que fazprojeção na vagina e se comunica com ela pelo óstio do útero. O cérvix tem suaextremidade voltada para trás e para baixo. A forma, tamanho, posição e estruturado útero podem variar de pessoa pra pessoa (DÂNGELO e FATTINI, 2003).O útero apresenta três camadas. O endométrio é a camada interna quesofre modificações de acordo com as fases do ciclo menstrual e na gravidez, Omiométrio ou parte média, constitui a maior parte da parede uterina e é formado porfibras musculares lisas. Outra camada é a externa ou perimétrio, representada peloperitônio. Mensalmente, a camada interna ou endométrio sofre várias modificações ese prepara para receber o óvulo fecundado, ou seja, o novo embrião. Se não houver
  13. 13. 12fecundação, esta camada do endométrio que se formou e se preparou para recebero embrião se descarna, com hemorragia, e ocorre uma eliminação sanguínea pelavagina, o que chamamos de menstruação (DÂNGELO e FATTINI, 2003).4.2 O CÂNCER DE COLO UTERINOO câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna, localizada noepitélio da cérvice uterina, oriunda de alterações celulares que vão evoluindo deforma imperceptível, terminando no carcinoma cervical invasor. Isso pode ocorrer emum período que varia de 10 a 20 anos (Barros, Marin e Abrão). Durante os últimos20 anos, esse tipo de neoplasia invasiva diminuiu de 14,2 casos por 100.000mulheres para 7,8 casos por 100.000 mulheres. Essa redução nos casos se deudevido à detecção precoce da doença por meio de exames preventivos (SMELTZERe BARE, 2002).Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2006), no Brasil,estima-se que o câncer de colo uterino seja a terceira neoplasia maligna maiscomum e a quarta causa de morte por câncer dentre a população feminina.A ocorrência desse tipo de neoplasia e o número de óbitosapresentam-se com diferenças regionais no País e o primeiro lugar em freqüência sedá nas regiões Norte e Nordeste (INCA, 2006).De acordo com Smeltzer e Bare, (2002) o câncer de colo de úteroinicial raramente produz sintomas. Quando ocorrem sintomas como secreção,sangramento irregular ou sangramento após a relação sexual a doença pode estarem estado avançado. A secreção vaginal no câncer de colo uterino avançadoaumenta de forma gradual e toma-se aquosa e escurecida. Devido à necrose e
  14. 14. 13infecção do tumor, seu odor é fétido. Pode ocorrer um sangramento leve e irregular,entre os períodos metrorragia ou após à menopausa, ou pode acontecer depois deuma pressão ou trauma brando como, por exemplo, a relação sexual. A medida quea doença vai progredindo, esse sangramento pode continuar e aumentar. Odiagnóstico do câncer cervical se dá com base nos resultados anormais doesfregaço de Papanicolaou, seguido por resultados de biópsia que vão identificar adisplasia grave. As infecções por HPV são usualmente implicadas nestas condições.Os resultados da biópsia podem indicar o carcinoma in situ que tecnicamente éclassificado como displasia grave e com freqüência, é referido como câncer pré-invasivo.Quando a paciente foi diagnosticada com câncer cervical invasivo, oestagiamento clínico estima a extensão da doença, de modo que o tratamento podeser planejado de maneira mais específica e o prognóstico seja previsto de formarazoável. O sistema de estagiamento mais amplamente utilizado é a classificaçãointernacional e que será apresentado no tópico abaixo. A classificação TLN (Tumor,Nódulos e Metástases) também é usada na descrição dos estágios do câncer, ondeT refere-se à extensão do tumor primário, N ao envolvimento de nódulos e M àmestástase ou disseminação da doença.Os sinais e sintomas são avaliados, sendo realizados radiografias,exames laboratoriais e exames especiais, como biópsia por punção e colposcopia.Dependendo do estágio do câncer, podem ser efetuados outros exames eprocedimentos para determinar a extensão e o tratamento apropriado, dentre elespodem se destacar:- a dilatação e curetagem (D & C);- imageamento por tomografia computadorizada (TC);
  15. 15. 14- imageamento por ressonância magnética (IRM);- urografia intravenosa (UIV);- cistografia e exames radiográficos baritados (SMELTZER e BARE, 2002).4.2.1 FATORES DE RISCOSegundo Smeltzer e Bare (2002) e INCA (2006) embora todas asmulheres sejam consideradas com risco para desenvolver o câncer de colo uterino,existe um perfil da população feminina mais vulnerável ao mesmo. Vários são osfatores de risco identificados para o câncer de colo do útero, sendo que alguns dosprincipais estão associados à:- Multiplicidade de parceiros sexuais;- Único parceiro sexual masculino com múltiplas parceiras sexuais;- Início precoce da atividade sexual;- Gestação em idade precoce;- Tabagismo e álcool;- Pouca instrução;- Menstruação precoce e menopausa tardia;- Baixo nível socioeconômico;- Higiene íntima inadequada;- Uso prolongado de contraceptivos orais;- Infecção cervical crônica;- Deficiências nutricionais (baixa ingestão de vitaminas A e C);- Idade;- Infecção por HIV;
  16. 16. 15- Exposição ao Papilomavírus humano (HPV);- Radiações ionizantes;- História familiar e hereditariedade.4.2.2 HPVSegundo o INCA (2006) dentre todos os fatores de risco para o câncerde colo uterino, um merece atenção especial: o Papilomavírus humano (HPV).De acordo com Ramos (2006) uma das características desse vírus éque ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem manifestar, entrando emação, em determinadas situações como na gravidez ou em uma fase de estresse,quando a defesa do organismo fica abalada.Os Papilomavírus humanos são vírus da família Papovaviridae,existindo mais de 200 subtipos diferentes, mas somente os de alto risco estãorelacionados a tumores malignos. Esse tipo de HPV está presente em mais de 90%dos casos de câncer do colo do útero (INCA, 2006).È um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genitaltanto de homens como de mulheres.O HPV é uma família de vírus com mais de 80 tipos. Enquanto alguns delescausam apenas verrugas comuns no corpo, outros infectam a região genital,podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncerde colo do útero (RAMOS, 2006, p. 1).De acordo com o INCA (2006) as infecções clínicas mais comunscausadas pelo HPV na região genital são as verrugas genitais ou condilomasacuminados, conhecidas popularmente como “crista de galo”. Já algumas lesõessub-clínicas, se não tratadas, podem evoluir para o câncer de colo do útero.Quando um indivíduo é infectado pelo HPV, o organismo pode reagir
  17. 17. 16de três maneiras:1- A maioria dos indivíduos (>90%) consegue eliminar o vírus naturalmenteem cerca de 18 meses, sem que ocorra nenhuma manifestação clínica.2- Em um pequeno número de casos, o vírus pode se multiplicar e entãoprovocar o aparecimento de lesões, como as verrugas genitais (visíveis aolho nu) ou “lesões microscópicas” que só são visíveis através de aparelhoscom lente de aumento. Tecnicamente, a lesão “microscópica” é chamada delesão subclínica.Sabe-se que a verruga genital é altamente contagiosa e que a infecçãosubclínica tem menor poder de transmissão, porém esta particularidadeainda continua sendo muito estudada.3- O vírus pode permanecer “adormecido” (latente) dentro da célula porvários anos, sem causar nenhuma manifestação clínica e/ou subclínica. Adiminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicaçãodo HPV e, conseqüentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicase/ou subclínicas (PARELLADA, 2006, p. 2).Para o INCA (2006) a transmissão do Papilomavírus humano se dápelo contato sexual, afetando a área genital tanto de homens como de mulheres,mas segundo Parellada (2006) não pode ser descartado a possibilidade decontaminação através de toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiros.Tanto o homem como a mulher que estão infectados pelo HPV e que nãopossuem verrugas visíveis, na maioria das vezes desconhecem que sãoportadores do HPV, e que podem transmitir o vírus aos seus parceirossexuais.No entanto, a evolução, a manifestação e o tratamento são diferentes nohomem e na mulher. Isto se deve, principalmente, às diferenças anatômicase hormonais existentes entre os sexos. Na mulher existe um ambiente maisfavorável para o desenvolvimento e multiplicação do HPV, podendo ocorrercomplicações mais sérias, como lesões, que se não tratadas podem evoluirpara câncer (PARELLADA, 2006, p. 3).Segundo o INCA (2006) na maioria dos casos de infecção pelo HPVem mulheres sexualmente ativas, principalmente nas mais jovens, o sistema imunedesenvolve anticorpos que combatem e eliminam o vírus, levando à cura, porém,nem sempre essa defesa consegue uma eliminação completa do vírus.Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta qualquersintomatologia. Em seus estágios iniciais, as lesões causadas pelo HPV podem sertratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, porém, quando não tratadas
  18. 18. 17precocemente podem progredir para o câncer cervical.Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. Amulher tanto pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexualou notar um corrimento. O mais comum é ela não perceber qualqueralteração em seu corpo. Geralmente, esta infecção não resulta em câncer,mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino,foram antes infectadas por este vírus (RAMOS, 2006, p. 1).A melhor arma contra o HPV é a prevenção, através do uso depreservativos durante a relação sexual, evitando assim o contágio pelo vírus. Outraforma, ainda em desenvolvimento para prevenir a infecção pelo vírus HPV, é avacina que age estimulando a produção de anticorpos específicos para cada subtipode HPV. A vacina foi aprovada para comercialização no Brasil em agosto de 2006pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O Brasil poderá incluir anova vacina ao calendário anual de imunização, porém, há uma série de testesclínicos a serem realizados em relação à vacina (INCA, 2006).4.3 Classificação do carcinoma do colo uterino (ou estágios da lesão)Segundo Smeltzer e Bare (2002, p. 1189-1190) a classificaçãointernacional do carcinoma do colo uterino é:FIGURA 1: Classificação Internacional do carcinoma do colo uterino.Estágio dalesãoTamanho e descriçãoPré-invasivoEstágio 0InvasivoEstágio IEstágio IaCarcinona in situ; câncer limitado à camada epitelial;nenhuma evidência de invasão.Carcinoma estritamente confinado ao coloMicroinvasivo; identificado apenas microscopicamente
  19. 19. 18(continua)Estágio dalesãoTamanho e descrição (continuação)Estágio Ia1Estágio Ia2Estágio IbEstágio Ib1Invasão não superior a 3 mm de profundidade e não maior que7 mmIvasão > que 3 mm e não superior a 5 mm e não mais largo que7 mmLesões clínicas confinadas ao colo ou lesões pré-clínicas >estágio IaLeões clínicas não superiores a 4 cm de tamanho
  20. 20. 19Estágio Ib2 Lesões clínicas > 4 cm de tamanho(continua)Estágio dalesãoTamanho e descrição (continuação)Estágio IIEstágio IIaEstágio IIbEstágio IIIEstágio IIIaCarcinoma estende-se além do colo, mas não invade aparede pélvicaApenas extensão vaginal (não ilustrada)Extensão paracervical com ou sem envolvimento vaginalCarcinoma estende-se para uma ou ambas as paredespélvicasEnvolve o terço inferior da vagina. Um ou ambos os ureteresobstruídos pelo tumor da urografia IVNenhuma extensão para dentro da parede pélvica
  21. 21. 20(continua)Estágio dalesãoTamanho e descriçãoEstágio IIIb
  22. 22. 21Estágio IVEstágio IVaEstágio dalesãoTamanho e descrição (continuação)Estágio IVb Disseminação para órgãos à distânciaFonte: Smeltzer e Bare, 2002, p. 1189-1190. Modificada pelas autoras do trabalho.5 PREVENÇÃOSegundo Fernandes et al. (2001) as primeiras iniciativas para implantara prevenção do câncer do colo uterino ocorreram no final da década de 60, comprogressos limitados ao longo da década de 70.
  23. 23. 22Em meados da década de 80, o Ministério da Saúde implementou oPrograma de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM), objetivando aumentar acobertura e a resolutividade dos serviços de saúde na execução das açõespreventivas do câncer de colo uterino.Em seguida, começou a municipalização da saúde e implementação doSistema Único de Saúde (SUS) e em 1997, foi instituído pelo INCA o projeto “VivaMulher”, que tratava de um projeto piloto cujo objetivo era avaliar a baixa eficáciados programas de prevenção existentes (FERNANDES et al., 2002).As estratégias de prevenção secundária do câncer do colo do úteroconsistem no diagnóstico precoce das lesões de colo uterino antes de tornareminvasivas, a partir de técnicas de rastreamento ou screening compreendidas peloteste de Papanicolaou, colposcopia, cervicografia e, mais recentemente, os testesde detecção do DNA do vírus Papiloma humano em esfregaços citológicos ouespécimes histopatológicos. O teste de Papanicolaou, dentre os métodos dedetecção, é considerado o mais efetivo e eficiente (PINHO e FRANÇA JÚNIOR,2003).De acordo com Pinelli (2002) a prevenção do câncer de colo uterinodeve envolver um conjunto de ações educativas com a finalidade de atingir grandeparte das mulheres de risco, além da realização do Papanicolaou. Através deprogramas de prevenção clínica e educativa há esclarecimentos sobre comoprevenir a doença, sobre as vantagens do diagnóstico precoce, as possibilidades decura, sobre o prognóstico e a qualidade de vida não só para esse tipo de câncer,como para os demais.Segundo Gerk (2002) e Silva et al. (2006), no Brasil, o Ministério daSaúde aconselha que o exame de Papanicolaou (citologia oncótica) em mulheres de
  24. 24. 2325 a 60 anos ou nas sexualmente ativas seja realizado a cada três anos, após aobtenção de dois exames com resultados negativos com intervalo de um ano entreeles.“É fundamental que os serviços de saúde orientem o que é e qual aimportância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir amortalidade por câncer do colo do útero na população de risco” (INCA, 2006, p. 1).5.1 O exame Papanicolaou“O exame Papanicolaou consiste na coleta de material citológico docolo do útero, sendo coletada uma amostra da parte externa (ectocérvice) e outra daparte interna (endocérvice)” (INCA, 2006, p. 1).De acordo com o Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos(2004), o teste de Papanicolaou, também conhecido como citologia oncótica,citologia oncológica, citologia exfoliativa, Pap Test, é um método desenvolvido pelomédico George Papanicolaou para a identificação, ao microscópio, de célulasesfoliadas do colo uterino, atípicas, malignas ou pré-malignas.As células são colhidas na região do orifício externo do colo e canalendocervical, colocadas em uma lâmina transparente de vidro, coradas e levadas aexame ao microscópio, no qual, pessoal treinado poderá distinguir entre o que sãocélulas normais, as que se apresentam como evidentemente malignas e as queapresentam alterações indicativas de lesões pré-malignas.Para que o teste permita a identificação de lesões malignas ou pré-malignas, o esfregaço cérvico-vaginal deve conter células representativas doectocérvice e do endocérvice, preservadas e em número suficiente para o
  25. 25. 24diagnóstico.A responsabilidade pela coleta de material cervical e confecção doesfregaço em mulheres sem queixa ou doença ginecológica, e pela realização dasações educativas, pode e deve ser do profissional de enfermagem, prévia eadequadamente treinado, liberando o médico desta atribuição, para que se possaatingir um maior número de mulheres.Todavia, no decorrer de uma consulta ginecológica, toda mulher quenão estiver com controle atualizado, deve ter o exame colhido pelo médico que aestá atendendo (MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS EADMINISTRATIVOS, 2004).Segundo Gerk (2002, p. 453) a mulher deve ser orientada quanto a:- Não estar menstruada no dia da realização do exame.- Não fazer uso de duchas e cremes vaginais pelo menos 48 horasantes do exame.- Não manter relações sexuais pelo menos nas 48 horas queantecedem o dia do exame.- Não realizar qualquer manipulação sobre o colo uterino antes doexame (toque vaginal, uso de soluções), por alterar o resultado.Ainda segundo a autora os materiais necessários são:- Mesa ginecológica.- Um par de luva estéril.- Espéculo.- Foco de luz.- Pinça de Cheron.- Gaze estéril.
  26. 26. 25- Cuba redonda pequena (no caso de realização do teste de Schiller,para acondicionar a solução de lugol).- Lâmina com borda fosca (para acondicionamento do material doraspado cérvico-vaginal).- Tubete com arestas (para acondicionamento da lâmina).- Fixador que poderá ser o álcool a 95% (para fixar o material à lâmina)ou outro disponível.- Lápis grafite preto (para identificação da lâmina).- Espátula de Ayre (para colheita de material do fundo de saco vaginalposterior e ectocérvice).- Escovinha (em caso de colheita tríplice: material do canalendocervical).- Ácido acético a 3% (possui ação mucolítica, sendo utilizado pararetirar o excesso de muco no canal vaginal que pode interferir na colheita domaterial).- Lixeira.- Balde com solução desinfetante (para depósito do material nãodescartável).Abaixo como deve ser realizada a coleta segundo o Manual deProcedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 31-43):Antes de Iniciar a coleta:1. Verificar se a paciente é virgem. Se for, utilizar espéculo apropriado,sendo colhido apenas pelo médico.2. Perguntar se já teve filhos por parto normal (via vaginal). Se não,usar espéculo pequeno.
  27. 27. 263. Perguntar se está grávida ou suspeita estar. Caso afirmativo nãocolher material endocervical.4. Identificar a lâmina, na extremidade fosca, com lápis preto nº. 2,acomodando-a na mesa de apoio para receber o material colhido.5. Deixar o fixador próximo a lâmina já identificada.Iniciando o procedimento da coleta:1 Oriente a paciente sobre o desenvolvimento do exame, procurandodeixa-la menos ansiosa;2. Solicite à paciente que esvazie a bexiga;3. Em seguida que ela retire a parte inferior da roupa, dando-lhe oavental ou um lençol para que se cubra, indicando o biombo para a troca da roupaou outro local reservado;4. Solicite que ela deite na mesa auxiliando-a a posicionar-seadequadamente para o exame;5. Cubra-a com o lençol;6. Inicie a primeira fase do exame, expondo somente a região a serexaminada;A vulva e a vagina também desenvolvem câncer, e uma forma eficiente dediagnosticá-lo precocemente é verificar a existência de lesões suspeitasnestas localizações durante a coleta do Papanicolaou. Ao identificarqualquer alteração, solicitar a presença da enfermeira ou do médico(MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS E ADMINISTRATIVOS,2004, p. 32).7. Colocação do espéculo:a) Escolha o espéculo mais adequado ao tamanho da vagina dapaciente.A dificuldade em localizar o colo pode estar na escolha errada do tamanhodo espéculo. O espéculo de tamanho pequeno deve ser utilizado emmulheres que não tiveram parto vaginal (normal), muito jovens,
  28. 28. 27menopausadas e em mulheres muito magras.O espéculo de tamanho grande pode ser o indicado para as mulheresmultíparas e para as obesas. Condições intermediárias ou em caso dedúvida, use o de tamanho médio (MANUAL DE PROCEDIMENTOSTÉCNICOS E ADMINISTRATIVOS, 2004, p. 32).b) Introduza o espéculo, procedendo da seguinte forma:- Não lubrifique o espéculo com qualquer tipo de óleo, glicerina, cremeou vaselina.- No caso de pessoas idosas com vaginas extremamente ressecadas,recomenda-se molhar o espéculo com soro fisiológico ou solução salina.- Introduza-o em posição vertical e ligeiramente inclinado.Figura 1. Posição para introdução do espéculo.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 34).- Iniciada a introdução faça uma rotação de 90°, deixando-o emposição transversa, de modo que a fenda da abertura do especulo fique na posiçãohorizontal.
  29. 29. 28Figura 2. Posição para introdução do espéculo.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 34).- Durante a introdução do espéculo procede-se a inspeção das paredesvaginais.- Uma vez introduzido totalmente na vagina, abra-o lentamente e comdelicadeza.- Se ao visualizar o colo houver grande quantidade de muco ousecreção, seque-o delicadamente com uma gaze montada em uma pinça, semesfregar, para não perder a qualidade do material a ser colhido.8. Coleta das amostras:- A coleta é dupla: do ectocérvice e do canal cervical.- As amostras são colhidas separadamente.1) Proceda a coleta no ectocérvice:Utilize a espátula de madeira tipo Ayre, do lado que apresentareentrância.Encaixe a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo,apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa ectocervical em
  30. 30. 29movimento rotativo de 360°, em torno de todo o orifício, procurando exercer umapressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade daamostra.‘OCedBàcFigura 3. Coleta ectocervical.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 37).Caso considere que a coleta não tenha sido representativa, faça maisuma vez o movimento de rotação.Estenda o material ectocervical na lâmina dispondo-o no sentidohorizontal, ocupando 2/3 da parte transparente da lâmina, em movimentos de ida evolta esfregando a espátula com suave pressão, garantindo uma amostra uniforme.
  31. 31. 30Figura 4. 1- Extremidade fosca. Identificação da lâmina. 2- Espaço para esfregaço ectocervical.3- Espaço para esfregaço endocervical.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 38).2) Proceda à coleta do canal cervical:Utilize a escova de coleta endocervical;Recolha o material introduzindo a escova delicadamente no canalcervical, girando-a 360°.Figura 5. Coleta endocervical.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 39).Ocupando o 1/3 restante da lâmina, estenda o material rolando aescova de cima para baixo.
  32. 32. 31Figura 6. Lâmina com escovinha.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 40).9. Fixação do material:A fixação do esfregaço deve ser procedida imediatamente após acoleta, sem nenhuma espera. Visa conservar o material colhido, mantendo ascaracterísticas originais das células, preservando-as do dessecamento queimpossibilitará a leitura do exame.São três as formas usuais de fixação. O uso do Polietilenoglicol é omais recomendado.1. Polietilenoglicol.Pingar três ou quatro gotas da solução fixadora sobre o material, quedeverá ser completamente coberto pelo líquido. Deixar secar ao ar livre, em posiçãohorizontal, até a formação de uma película leitosa e opaca na sua superfície (Figura7A).
  33. 33. 32Figura 7A. Fixação do material.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 41).2. Álcool à 95%.A lâmina com material deve ser submersa no álcool a 95%, em vidrosde boca larga, lá permanecendo até a chegada ao laboratório (Figura 7B).Figura 7B. Fixação do material.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 42).3. Propinilglicol.Borrifar a lâmina com o spray fixador a uma distância de 20 cm (sempre observar asinstruções de uso e o prazo de validade do fixador) (Figura 7C).
  34. 34. 33Figura 7C. Fixação do material.Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004, p. 42).10. Conclusão do procedimento:- Feche o espéculo;- Retire-o delicadamente;- Inspecione a vulva e períneo;- Retire as luvas;- Auxilie a paciente a descer da mesa;- Solicite que ela se troque;- Avise a paciente que um pequeno sangramento poderá ocorrer apósa coleta;- Oriente a paciente para que venha retirar o exame conforme a rotinada sua Unidade de Saúde.11. Envio das lâminas ao Laboratório de Citologia:- Preencha a relação de remessa na mesma seqüência das lâminas edas requisições- As lâminas deverão ser acondicionadas em caixas específicas paratransportá-las
  35. 35. 346 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMSegundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Ferreira eHalhe, Cunha; Sakamoto (apud PINELLI, 2002, p. 417), as ações preventivas emsaúde devem basear-se em princípios que norteiam toda a elaboração deprogramas preventivos em saúde. Esses princípios devem ser adotados porprofissionais de qualquer área da saúde que atuam na assistência à mulher, àcriança e os adultos. Em enfermagem, esses princípios estão diretamenterelacionados às atividades assistenciais, educativas e de pesquisa exercidas peloenfermeiro. São cinco os princípios preventivos:1. Identificação de populações de alto risco. Inclui a verificação defatores de risco para determinadas patologias.2. Rastreamento. Compreende o que se chama de busca ativa. Visa aseparar pessoas aparentemente sadias, que possam apresentar uma doença, depessoas que possivelmente não são portadoras; identificar casos nãodiagnosticados por meio de consultas e exames em massa e em populaçãoassíntomática.3. Detecção. Cuja finalidade é o diagnóstico precoce de doenças(prevenção secundária).4. Tratamento. Tratar os fatores predisponentes para evitar quedoenças surjam ou haja agravamento e se assegure o controle efetivo de doenças.5. Educação e prevenção primária. Engloba todos os programaseducativos de orientação e esclarecimento de dúvidas e preocupações dasmulheres, visando à prevenção de doenças primárias e à cura das existentes.Segundo Pinelli (2002) as atividades relativas a prevenção,
  36. 36. 35contribuição para diagnóstico precoce de doenças benignas e malignas, tratamentoe recuperação dizem respeito à assistência à mulher desde a fase de adolescênciaao climatério. No desenvolvimento do processo assistencial, a consulta deenfermagem tem papel fundamental, que certamente resultará na melhoria daqualidade de saúde de seus pacientes.A educação pouco voltada para a profilaxia determina grandes danos,sobretudo em certas patologias em que é vital o diagnóstico precoce,portanto, considera-se que, a educação em saúde constitui o processo maiseficiente das ações preventivas, pois é um instrumento de transformaçãosocial que visa mudanças de comportamento e reformulação de hábitos(REZENDE, 1989 apud FREITAS; ARANTES e BARROS, 1998, p. 4).Segundo Freitas, Arantes e Barros (1998) para que haja mudança decomportamento, a enfermeira obstetra pode e deve estar envolvida, atuandodiretamente com a mulher, família e comunidade em que a mesma se encontrainserida, voltada à obtenção e manutenção da saúde.O enfermeiro é um profissional capacitado para atuar em equipemultiprofissional no desenvolvimento de ações de planejamento, execução,assessoria, avaliação, controle e supervisão de programas de prevenção em câncerginecológico.A educação à saúde da população é a base para o êxito das açõesestabelecidas; o enfermeiro é um profissional com formação acadêmica direcionadapara a educação do paciente, com habilidade para perceber quais estratégias deaprendizagem deve utilizar junto a determinada comunidade, visando, sobretudo, àbusca do serviço de saúde pelo paciente, mesmo sem apresentar sinais e sintomasde doença e que essa busca se faça de forma regular. Deve contribuir na formaçãoe informação de profissionais de saúde promovendo atualização e educaçãocontínua do pessoal que atua nesses serviços (PINELLI, 2002).
  37. 37. 36O papel da enfermagem é de fundamental importância, pois muitasvezes por falta de orientação e esclarecimentos muitas mulheres apresentam certaresistência em realizarem o exame, sentem medo, vergonha e desconhecem aimportância do mesmo.
  38. 38. 377 RESULTADOS E DISCUSSÃOAo fazermos o levantamento bibliográfico do câncer de colo de úteroencontramos que diversos autores já estudam o tema e procurando soluções paraque diminua e se esclareça a população feminina da importância da prevenção.Para alguns autores e também algumas instituições como: Smeltzer &Bare (2002), INCA (2002 e 2006), Parella (2006), Fernandes et, al. (2002), Pinho eFrança Jr. (2003) e até o próprio Ministério da Saúde do Brasil, acham que a melhorarma contra o câncer de colo de útero é a prevenção e que um simples exame comoo Papanicolaou resolveria muitos problemas e traria resultados favoráveis apopulação feminina.Ao fazermos o estudo, conseguimos verificar que a maioria dosestudos traz a prevenção como à eficácia para o tratamento e a cura deste tipo decâncer. E também destacam que não só a coleta de material através doPapanicolaou, seja suficiente; Pinelli (2002) destaca que a prevenção de incluirações educativas, através de programas de prevenção clínica que deixe claro aimportância do diagnóstico precoce, assim como a possibilidade de cura. Para oMinistério da Saúde, segundo Gerk (2002) e Silva et al., no Brasil o exame dePapanicolaou deveria se feito em mulheres sexualmente ativas na idade de 25 a 60anos no mínimo a cada três anos. O INCA (2006) também relata que os serviços desaúde deveriam orientar a importância da realização periódica, a fim de reduzir amortalidade na população de risco.O profissional enfermeiro deve estar preparado para assumir aresponsabilidade de fazer programas de orientação educativa e também colher oexame de Papanicolaou, já que no estado de São Paulo a Secretária da Saúde, o
  39. 39. 38Ministério da Saúde do Brasil proporciona, incentiva, destacando que hajaprevenção no território contra este e os demais tipos de cânceres. Segundo Ferreirae Halher; Cunha; Sakamoto (apud PINELLI, 2002), o enfermeiro ou qualquerprofissional de saúde deve elaborar programas de prevenção, onde deverão seguiros cinco princípios norteados: Identificação da população de risco; busca ativa;detecção (diagnóstico precoce) e implementação de tratamento. Para todos osautores acima a educação da população é a base para as ações e prevenções. Amulher como principal beneficiária da prevenção do câncer de colo de útero deve seresclarecida de como é feito a prevenção, quais são as etapas do exame dePapanicolaou, como descrito no Manual de Procedimentos Técnicos eAdministrativos (2004). O Enfermeiro capacitado pode atuar junto a equipemultiprofissional e ser um elo entre a população e o serviço de saúde.
  40. 40. 398 CONSIDERAÇÕES FINAISAtravés desse estudo concluímos que o Câncer de Colo de Útero éuma neoplasia maligna muito comum no Brasil e responsável ainda por um númeroelevado de óbitos dentre a população feminina.Existem vários fatores de risco que podem desencadear o câncer decolo uterino, porém dentre os vários tipos de câncer este apresenta elevadaschances de prevenção e cura.Sendo assim, objetivou-se orientar a população feminina quanto àimportância da realização de exames preventivos e da detecção precoce da doença,esclarecendo as possíveis dúvidas em relação ao câncer de colo de útero, seusfatores de risco e principalmente quanto ao exame de Papanicolaou, sendo defundamental importância o papel do enfermeiro na orientação a esses pacientes.O enfermeiro é um profissional que esta em todo território e temconhecimento cientifico, para desenvolver programas educativos de prevenção eesclarecimento deste tipo de câncer. Esperamos que num futuro próximo oenfermeiro esteja realizando este papel e colaborando para a diminuição ouerradicação deste tipo de câncer.Foi de grande importância a realização deste trabalho tanto para nossodesenvolvimento profissional, quanto pessoal, pois ele nos trouxe muitoconhecimento e mostrou caminhos pelos quais, o enfermeiro pode percorrer,cabendo a ele assumi-lo.
  41. 41. 409 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASDANGELO, J. G.; FATTIMI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2. ed.São Paulo: Atheneu, 2003.FERNANDES, S. M. et al. Conhecimento, atitude e prática do exame dePapanicolaou em mulheres com câncer de colo uterino. Cadernos de SaúdePública. v. 17, n. 4, Rio de Janeiro, jul./ago. 2001.FREITAS, S. L. F.de; ARANTES, S. L.; BARROS, S. M. O. de. Atuação daenfermeira obstetra na comunidade Anhaguera, Campo Grande (MS), na prevençãodo câncer cérvico-uterino. Revista Latino-Americana de Enfermagem. v. 6, n. 2.Ribeirão Preto, abril, 1998.GERK, M. A. de S. Prática de enfermagem na assistência ginecológica. In:BARROS, S. M. O.. MARIN, ABRÃO, A. C. F. V. Enfermagem obstétrica eginecológica, São Paulo: Roca, 2002.INCA. Instituto Nacional do Câncer. Câncer do colo do útero. Disponível em:http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=326. Acesso em: 08 ago. 2006.MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS E ADMINISTRATIVOS. Coleta doPapanicolaou e ensino do auto-exame da mama. Ministério da Saúde. InstitutoNacional do Câncer e Secretaria de Estado da Saúde, 2004.PARELLADA, C. Prevenção de câncer – HPV. Disponível em: file://C:Documents.Acesso em: 04 out. 2006.PINELLI, F. das G. S. Promovendo a saúde. In: BARROS, S. M. O.. MARIN,ABRÃO, A. C. F. V. Enfermagem obstétrica e ginecológica, São Paulo: Roca,2002.PINHO, A. de A.; FRANÇA JÚNIOR, I. Prevenção do câncer de colo do útero: ummodelo teórico para analisar o acesso e a utilização do teste de Papanicolaou.Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. v. 3, n. 1, Recife, jan./mar. 2003.RAMOS, S. dos P. HPV e o câncer de colo uterino. Disponível em:
  42. 42. 41<htpp://www.gineco.com.br/hpv.htm>. Acesso em: 27 set. 2006.SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Saúde. Coleta do Papanicolaou e ensino doauto-exame da mama. 2. ed. São Paulo: Secretaria de Saúde, 2004.SILVA, D. W. da. et al. Cobertura e fatores associados com a realização do examePapanicolaou em município do sul do Brasil. Revista Brasileira de Ginecologia eObstetrícia. vol. 28, n. 1, jan. 2006.SMELTZER, S.; BARE, B. G. Brunner & Suddarth – Tratado de enfermagemmédico-cirúrgica. 9. ed. Guanabara: Koogan, 2002. v. 3.

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