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Alunos orientam combate à esquistossomose
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Alunos orientam combate à esquistossomose

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  • 1. INFORMATIVO QUINZENAL DA PUC MINAS BETIM - Nº 54 - 16 A 30 DE NOVEMBRO DE 2004 Alunos orientam combate à esquistossomose E studantes do curso de Ciên- cias Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais estão de- senvolvendo um trabalho de educação ambiental para a comunidade do entor- no da Lagoa Várzea das Flores. Resulta- do do projeto desenvolvido nas discipli- nas de Estágio ministradas pelo prof. Miguel Ângelo Andrade, o trabalho consiste na intervenção dos universitá- rios em escolas, distribuição de cartilhas para a comunidade, blitzes educativas na Lagoa em dias de maior movimen- to e questionários para diagnosticar o nível de informação da população local. O primeiro passo foi dado. Em parceria com a Fundação Artístico Cul- tural de Betim (Funarbe) e com a Se- cretaria Municipal de Meio Ambiente, os alunos da PUC Minas visitaram as escolas municipais Maria Aracélia Alves Lagoa Várzea das Flores, em Betim: foco do trabalho de educação ambiental feito por alunos de Ciências Biológicas MIGUELÂNGELOANDRADE e Marcílio Melo Resende. "Enviamos para a Funarbe o projeto de uma fábu- la e eles montaram a apresentação O fim do Xisto, em que o agente da esquistos- somose contamina uma pessoa que nadou na lagoa e explica para as crian- ças o que fazer para evitar a doença", explica a estudante Ana Lúcia Lotério. Multiplicando conhecimento Ione Oliveira, professora de Ciên- cias da Escola Maria Aracélia, ressalta que o conteúdo trabalhado em sala de aula é enriquecido com as informações passadas pelos graduandos de Ciências Biológicas. Ana Lúcia conta que os alu- nos acabam atuando na região como agentes multiplicadores das informa- ções que recebem. "É uma idade propí- cia para a formação do conhecimento, do conceito de preservação. Os estu- dantes acabam transmitindo as informa- ções para a família e amigos", explica. O presidente da Associação dos Moradores da Orla e Entorno da Repre- sa da Várzea das Flores, Vicente Coura, ressalta que todo projeto na Várzea be- neficia direta e indiretamente uma popu- lação de cerca de 400 mil pessoas que são abastecidas pela água da represa. "Não se separa o meio ambiente da saúde. O nosso trabalho tem como objetivo difundir a sensibilização sobre a questão ambiental para preservar a saúde de todos", explica o graduando Washington Costa. "A educação am- biental tem como função nesse trabalho conscientizar a comunidade da impor- tância da preservação da Lagoa e, ao mesmo tempo, de como quebrar o ciclo da doença com simples ações educati- vas", completa Fabiana Balésio. (continua na página 2)
  • 2. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Grão-Chanceler: Dom Walmor Oliveira de Azevedo Reitor: Prof. Eustáquio Afonso Araújo Pró-reitora da PUC Minas Betim: Profª. Carmen Luiza Rabelo Xavier Secretário de Comunicação: Maurício Lara Contato: Rua do Rosário, 1.081 • Bairro Angola • Betim • MG • CEP 32.630- 000 • Tel: (31) 3539-6811 • Fax: (31) 3539-6822 • e-mail: asscomunicbtm@pucminas.br Edição: Ricardo Rodrigues Redação: Rodrigo Neiva, Priscilla D’Agostini e Alethéa Casal Colaboração Miguel Ângelo Andrade e Carlos Gomes Projeto gráfico: As. Publicidade PUC Minas Diagramação: Quadro (quadro@uai.com.br) Impressão: Fumarc (31) 3249-7400 Tiragem: 4000 exemplares Expediente 2 Opinião V ivendo em um mundo que se diz globalizado, o cida- dão do Século 21 não pode deixar de reparar em seu entorno, na busca de soluções adequadas e efeti- vas para os grandes problemas que ainda assolam a humanidade e prin- cipalmente as pessoas de classe ca- rente em nossa realidade brasileira. Como estamos na era da recon- quista dos sonhos e das utopias, des- de que "os que façam a sua história assim o queiram", desejamos que os alunos do curso de Sistemas de Informação possam ser desafiados em sua for- mação como homens e cidadãos a querer inter- vir no seu tempo e seu espaço, desafiando as "situações-limites" que possam encontrar ou per- ceberem como algo que sabem que existe e que precisa ser rompido e por isso assumam a sua superação para "SER - MAIS". (Paulo Freire, 1997, p.205) Criar oportunidades de expan- são social para o curso de Sistemas de Informação da PUC Minas Be- tim, com a finalidade de burilar os pressupostos sociais e humanos dos alunos, tendo em vista o caráter da Universidade voltado para a Res- ponsabilidade Social, é estar na busca desse sonho e desta utopia de educação. Desafiar aos alunos do curso de Sistemas de Informação a exercerem uma participação com intervenção social mais significativa para seu cur- rículo; criar para os mesmos alunos oportunidades de interação com di- ferentes grupos humanos; construir e aprimorar a prática de alunos do Ensino Fundamental e Médio atra- vés de ferramentas básicas da Com- putação; formar indivíduos capazes de utilizar com habilidade os instru- mentos da Computação em seus programas básicos; realizar pesquisa de campo para identificar nível só- cio-econômico e o desenvolvimento na alfabetização dos participantes do programa; buscar o estabelecimento de parcerias com instituições públi- cas e privadas para a constru- ção de compromissos mú- tuos visando a interação com a comunidade e a capacitação de profis- sionais na área; elabo- rar as cartilhas e aposti- las para o atendimento aos alunos, adequando a linguagem ao nível de compre- ensão dos mesmos e criar oportuni- dade para o assessoramento a esco- las e empresas relacionados à área são os principais desafios oferecidos aos alunos do curso de Sistemas de Informação. Este semestre estamos atenden- do 42 alunos da Escola Estadual Sa- rah Kubitschek com uma demanda prevista para o próximo ano de 150 alunos já inscritos. Os alunos que es- tão sendo atendidos nesta primeira etapa se mostraram motivados e comprometidos, o que nos provo- cou profunda alegria e confirmação de nossos objetivos. Suzana Melgaço de Afonsêca Professora dos cursos de Administração e Sistemas de Informação da PUC Minas Betim Inclusão digital para adolescentes da escola pública Lagoa fornece 15% da água consumida na grande BH A Lagoa Várzea das Flores, res- ponsável por 15% do abasteci- mento de água da Região Me- tropolitana de Belo Horizonte, foi cons- truída em 1974 no Ribeirão Betim para ser uma estação de captação da Copasa e for- necer água para mais de 700 mil morado- res de Belo Horizonte, Betim e Contagem. A lagoa tem 5,2 km2 , 54 km de orla e é uma opção de lazer para moradores dos bairros próximos. Devido à ocupa- ção desordenada e à falta de educação ambiental, nos últimos anos aumentou a incidência de doenças como a esquis- tossomose no local. Camila Cunha de Souza, 11 anos, aluna da 5ª série, conta que com o tra- balho dos alunos de Ciências Biológicas ficou mais consciente do perigo de nadar na lagoa. "Agora sei os sintomas da esquistossomose e, se conhecer alguém que apresente, falo para procu- rar um médico rápido", afirma. (continuação da capa) (fonte: cartilha dos estudantes de Ciências Biológicas da PUC Minas Betim) "Vivendo em um mundo que se diz globalizado, o cidadão do século 21 não pode deixar de reparar em seu entorno" Esquistossomose Doença causada pelo verme Schistossoma mansoni que se instala no fígado e intestino do homem. Como se pega: Ovos do parasita eliminados pelas fezes do homem contaminado que se instala no caramujo Biomphalaria glabrata, na Lagoa. A larva adulta é liberada e permanece na água, contaminando o homem. Principais sintomas: coceira, vermelhidão, inchaço na pele, febre, dor de cabeça, dor abdominal. Como evitar: não jogar lixo na Lagoa, defecar distante da água e enterrar, instalação de banheiros sanitários na orla da Lagoa.
  • 3. 3 Estudante desvenda a evolução da linguagem matemática Curso de Fisioterapia organiza festa para crianças da Apae I magine um salão de baile. Como é mais fácil descobrir quantos ho- mens e quantas mulheres estão presentes? Quando eles dançam ou quando estão parados? Um projeto de pesquisa desenvolvido pela aluna Tatia- ne Reis do Amaral, do 8º período de Matemática, ajuda a esclarecer a ques- tão. A evolução histórica da linguagem mate- mática, as notações é o título do projeto financiado pelo Programa de Bolsas de Iniciação Científica da PUC Minas, orientado pelo professor Lamounier Josino de Assis, que busca compreen- der o valor histórico da notação mate- mática e o seu papel no desenvolvimen- to das idéias matemáticas. A aluna levantou a bibliografia so- bre ao assunto e agora está finalizando seu artigo, produto da pesquisa. E ex- plica o objeto de estudo: "Estudei co- mo os símbolos matemáticos têm a ver com a história da humanidade e como sua abordagem interfere no ensino". O orientador conta que Tatiane apresen- tou uma linha do tempo com a simbo- logia matemática: "A humanidade foi criando os símbolos conforme a neces- sidade de contar foi se modificando. O estudo fala desde os babilônios até os modernos símbolos da computação", explica. Aprendendo a contar Tatiane relata alguns fatos curiosos que descobriu em sua pesquisa. Na Grécia antiga, os homens contavam as- sociando as quantidades aos ossos dos dedos das mãos. Alguns povos, como os maias, contavam por associações com as partes do corpo. "Eram associa- ções rudimentares, mas levaram a hu- manidade a desenvolver modernos sis- temas de contagem e símbolos mate- máticos", argumenta. A pesquisa, segundo o professor Lamounier, demonstra que o ensino da matemática torna-se mais fácil quando alunos podem compreender como os símbolos surgiram e fazem ligações com o processo histórico. "A evolução da matemática é tamanha que, em uma linha, são escritas frases muito comple- xas representadas por seus símbolos", explica Tatiane. O trabalho foi apresentado na Se- mana de Iniciação Científica, realizada entre 20 e 22 de outubro na PUC Minas Betim. Quanto à pergunta inicial, Tatiane esclarece: "É mais fácil descobrir quantos homens e quantas mulheres há na festa quando eles estão dançando aos pares. Contar fazendo associações, desde a anti- güidade, sempre foi mais fácil", conclui. Projeto aborda símbolos matemáticos Prática Investigativa N o dia 26 de novembro, às 9h, alunos e professores do curso de Fisioterapia pro- movem uma festa para pacientes da Unidade de Estimulação Precoce da APAE Betim que também são atendi- dos pela Clínica do curso. A festa acontece na rua Santos Dumont, que dá acesso ao prédio 12 do Núcleo Universitário. Moradores da rua, famílias de alunos, graduandos e professores se mobilizam para organi- zar a festa direcionada aos alunos da Associação dos Pais e Amigos do Ex- cepcionais de Betim. Cerca de 350 pes- soas participaram da primeira edição da festa. A confraternização é uma iniciativa do Diretório Acadêmico do curso e dos alunos do 9º período, que fazem estágio em Neuropediatria na Clínica de Fi- sioterapia. Mais informações pelo tele- fone 3539-6835. Pacientes se divertem na última edição da festa na Clínica de Fisioterapia RODRIGO NEIVA/ARQUIVO
  • 4. 4 A primeira turma a se formar na graduação em Biologia com Ênfase em Ciências Ambien- tais no País. Este é o maior diferencial dos alunos da PUC Minas que se for- mam neste semestre no curso de Ciên- cias Biológicas em Betim. Os alunos se- rão licenciados em ciências da biologia e bacharéis em gestão ambiental. Se- gundo o professor Eugênio Leite, coor- denador do curso, mercado de trabalho não falta: os formandos podem ser edu- cadores e podem atuar em um mercado que se expande cada vez mais: a gestão ambiental. Eugênio acredita que o trabalho como educador é a maneira de formar cidadãos mais éticos e comprometidos com o futuro. "Temos muitos alunos com este perfil", diz. André Botelho, formando da primeira turma, pretende seguir este caminho. Em 2005 ele co- meça a dar aulas em um cursinho pré- vestibular e vai fazer uma especialização em educação. Mas esse desejo não afas- tou o graduando da gestão ambiental. André já trabalhou, durante o cur- so, com marketing ambiental, licencia- mento ambiental, consultoria, monito- ramento de espécies animais, produção Universidade diploma as primeiras turmas de Alunos prestam atendimento a atleta na V Volta Internacional da Pampulha Graduandos de Ciências Biológicas levam educação ambiental a alunos das escolas de Betim Estágios supervisionados, atividades extra-curriculares e muita prática na vida ac de material educativo, gestão de pesca e aqüicultura e assessoria em projetos es- tratégicos. Além disso, fez parte da equipe que criou o site do curso e a re- vista Sinapse Ambiental. "O sucesso de um profissional depende do curso que você faz e das oportunidades que você busca", argumenta. Fazendo coro ao colega André, as formandas Geovana Moraes e Camila Ribeiro elogiam a capacidade dos pro- fessores da primeira turma do curso. "Tivemos algumas dificuldades ocasio- nadas pelo pioneirismo, superadas pela grande qualidade dos professores", conta Geovana. Atitudes sustentáveis Três ramos movimentam a gestão ambiental atualmente, segundo o pro- fessor Eugênio: controle da poluição atmosférica, tratamento de água e efluentes, gerenciamento de resíduos sólidos. Além disso, o licenciamento ambiental, fator importante para estudo dos impactos ambientais de empresas, órgãos públicos e ONG's é outra área em franca expansão. A Agenda 21 brasileira, por exem- plo, que traça diretrizes ambientais para PRISCILLA D' AGOSTINI ALETHÉA CASAL o País, foi criada em 2002 e, hoje, mui- tos municípios brasileiros estão elabo- rando a sua. "A sociedade, de modo ge- ral, é consciente dos impactos gerados pelas ações humanas no ambiente; en- tretanto, falta a materialização desta consciência por meio de atitudes sus- tentáveis e é neste ponto que entra o trabalho do biólogo", argumenta João Paulo Sotero, presidente da Associação dos Biólogos de Minas Gerais. Sotero demonstra na realidade a importância da prática durante a gra- duação. Ele presidiu o Diretório Acadê- mico de Biologia da PUC Minas por três gestões, realizando trabalhos que ainda hoje geram frutos, entre eles o projeto "Biologia na Rua". "Busquei alguns está- gios, bolsas, cursos de aperfeiçoamento, participei de fóruns e congressos; no final da graduação já estava fazendo parte de equipes de consultoria. Tudo isso me possibilitou uma formação con- sistente, ampla e me deu segurança para encarar o mercado de trabalho", conta. Atualmente, Sotero trabalha no Fundo Nacional do Meio Ambiente, em Bra- sília, coordenando o Núcleo de Planeja- mento e Gestão Territorial.
  • 5. 5 Ciências Biológicas e Fisioterapia em Betim cadêmica demarcam o desempenho dos futuros profissionais formados no município PUC Minas prepara fisioterapeutas a serviço da vida Regulamentação das profissões estabelecida nos anos 70 Aconstrução da Clínica de Fisio- terapia foi o grande marco para a primeira turma do curso em Betim. "Quando chegamos próximo ao 8º período e o estágio em clínica era obrigatório, não esperávamos vê-la pronta. Hoje, ela é o grande orgulho dos alunos", ressalta Adriana Pereira dos Santos, aluna do 10º período. Na Clínica, os alunos, a partir do 8º perío- do, realizam atendimentos nas áreas de ortopedia e traumatologia, neuro- logia, pneumologia, neuropediatria, uroginecologia e obstetrícia, sempre supervisionados por professores. A formanda Melissa Alves No- gueira observou nas práticas a opor- tunidade de ser uma profissional me- lhor. Ela fez estágios curriculares, obrigatórios a todos os alunos, na Clí- nica a partir do 8º período; no Hos- pital Regional de Betim, onde traba- lhou com casos múltiplos na fisiotera- pia geral, no Centro de Tratamento Intensivo, no Pronto-socorro e na Pe- diatria; em Postos de Saúde da Prefei- tura e na Maternidade Municipal. Também estagiou na Clínica do SUS de Betim, em uma clínica particular e no Hospital da Polícia Militar em Be- lo Horizonte. "Foi crucial para mim e acredito que para toda turma. Vimos um pouquinho de cada área", desta- cou. O professor Leonardo Costa, membro da coordenação do curso, ressalta a qualidade dos futuros pro- fissionais e menciona alunos que já tiveram artigos publicados em revis- tas internacionais. Os alunos realizaram atendimen- tos a pacientes da Unidade de Esti- mulação Precoce da APAE na área de neuropediatria. "Este trabalho me re- vigorou. Já cansada, no final do curso, ver que você pode contribuir para a vida de alguém é estimulante", frisou Melissa. O envolvimento dos alunos com a APAE também se reflete na festa que eles organizam para as crianças e suas famílias, no final de cada semestre. O professor Leonardo ressalta a importância da graduação instalada em Betim: "Com 15 dias de funcionamento, já havia lista de espe- ra para atendimentos na Clínica". Adriana e Melissa elogiam a estru- tura oferecida pelo curso aos alunos, reconhecida pelo conceito "muito bom" na avaliação do Ministério da Educação. Segundo o professor Leo- nardo, nenhuma outra instituição de ensino particular no Brasil tem concei- to maior do que a PUC Minas Betim. "A primeira turma passa por algumas pedras, mas, no geral, o curso foi mui- to satisfatório", comenta Melissa. Melissa gostaria de seguir a car- reira docente: "Gosto de estudar e pretendo dar aulas. Quero fazer um mestrado na área respiratória, que é a que mais me atrai". Adriana espera trabalhar logo, mas acha que uma es- pecialização é fundamental. "Os pro- fissionais que conhecemos nos está- gios e o trabalho que realizamos po- dem nos ajudar a entrar no mercado de trabalho", argumenta Melissa. Cursos de especialização A PUC Minas já conta com duas especializações - pós-graduações lato sensu, nas áreas esportiva e cardiopul- monar. A partir de março, o Instituto de Educação Continuada - IEC - abre a primeira especialização de fisiotera- pia em Betim, Fisioterapia aplicada à Terapia Manual, com aulas aos sábados. Para o professor Leonardo, os alunos estão saindo preparados para atuar em todas as áreas da fisioterapia. Mas ele recomenda que os futuros profissionais nunca deixem de se atualizar. "O profissional deve ser in- quieto. A dúvida e o pensamento crí- tico devem sempre existir". Aregulamentação da profissão de Biólogo e a criação do Conselho Federal de Biologia (CFBio) e dos con- selhos regionais (CRBios) que, em con- junto, constituem uma autarquia federal de fiscalização e de orientação do exer- cício profissional ético do Biólogo, efe- tivaram-se com a sanção da Lei nº 6.684 (de 3/9/1979), alterada pela lei nº 7.017 (de 30/8/1982), que dispõe sobre o desmembramento dos Conselhos Fede- ral e Regionais de Biomedicina e de Biologia, e foi normatizada pelo decre- to nº88.438 (de 28/6/1983. O dia 3 de setembro é o Dia Nacional do Biólogo. O fisioterapeuta é o profissional de saúde, habilitado à construção do diag- nóstico dos distúrbios cinéticos funcio- nais, a prescrição das condutas fisiotera- pêuticas, a sua ordenação e indução no paciente. A profissão é regulamentada pelo Decreto-lei 938/69, pela lei 6.316/75, por resoluções do Coffito, pe- lo Decreto 9.640/84 e pela Lei 8.856/94.
  • 6. 6 Alunos de Veterinária em ações pelo bem-estar animal M aus-tratos, doenças e muti- lações são alguns exemplos de mazelas a que cães e ga- tos abandonados nas ruas estão sujei- tos. Pensando nisso, alunos do curso de Medicina Veterinária da PUC Minas em Betim realizam ações em benefício des- tes animais e, como conseqüência, da sociedade. A caloura Alinne Magro, antes mesmo de ingressar na Universidade, reuniu-se com amigos e fundou o PETMG, um grupo de proteção a cães e gatos que atua na defesa animal. Em 2004, o grupo já retirou das ruas e doou 27 gatos e pelo menos 40 cachorros. Juliana Massieiros e Adriana Brasil (5º período), Daniel Travassos (8º pe- ríodo) e Renato Duarte (9º período) fundaram a ONG 'Bichos de bem com a vida' que, em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses de Betim, castra animais de rua e de famílias de baixa renda. Flávia Quadros, ex-aluna formada em 2004, já retirou das ruas 62 cães e sete gatos e pretende construir um centro de castração no sítio da fa- mília em Divinópolis para atender à de- manda da região. Maria Deusdete Barbosa, do 5º pe- ríodo, também é outra aluna da PUC Minas Betim que soma apreço pelos animais, interesse profissional e a reali- zação de ações concretas. "Recolho os cachorros em Betim e os coloco em quintais de vizinhos, conhecidos e pa- rentes. Depois de tratá-los, tento procu- rar um dono para esses animais", diz. Ela conta com um veterinário que a aju- da e com uma lista de pessoas que estão à procura de um animal de estimação. Acompanhado pela empresária Ju- célia Gabriel e pela professora Matilde Scheneider, o grupo PETMG age tiran- do os animais das ruas e encaminhan- do-os para adoção por pessoas respon- sáveis e cientes da importância de se adotar e manter um animal. Alinne con- ta que os animais recolhidos chegam desnutridos, com doenças respiratórias ou de pele e explica que, antes da ado- ção, os animais são tratados e castrados. Para isso, cães e gatos são encaminha- dos para o centro cirúrgico de uma or- ganização não-governamental ou para clínicas conveniadas que realizam os procedimentos com descontos. Alinne Magro cuida de cães e gatos retirados das ruas ARQUIVO PESSOAL "Somos todos protetores voluntá- rios que amam e respeitam os animais, como seres viventes e sensíveis que são. Nosso maior objetivo é conscientizar a sociedade de que é necessário respeitar e tratar os animais de forma responsá- vel", declara Alinne. Amor e ética Uma questão muito debatida entre alunos e professores da área de saúde é a utilização de animais para estudo. Ju- liana afirma que foi muito difícil para ela, que ama os animais, entender, mas que a ética está presente em todo estu- do realizado com animais e é muito tra- balhada durante o curso. Ana Cristina Mendes, professora da disciplina de fi- siologia, diz que experimentos com ani- mais são necessários, pois eles são a ba- se do conhecimento para salvar a vida de outros. "Mas tudo é feito com muito respeito e seriedade. Além disso, todos os animais são anestesiados e não têm nenhum tipo de sofrimento", relata. Todas as iniciativas de proteção animal dos alunos são mantidas mesmo diante da falta de patrocínio e apoio. A dificuldade maior, segundo Flávia, é ar- rumar donos para os animais. "Não consigo passar na rua, ver um animal e não pegá-lo. Assim, os animais estão se acumulando no sítio e é difícil arrumar donos para todos, principalmente para os que têm defeitos físicos", desabafa. O PETMG busca uma adoção res- ponsável. Para se certificar disso, o gru- po acompanha o animal doado e sua nova família por seis meses. "Não há sensação melhor que a de ver um bichi- nho abandonado desabrochar depois de ser adotado por alguém. É impres- sionante ver como os animais se trans- formam, passando de tristes, desanima- dos e doentes a bichos saudáveis, boni- tos e travessos", ressalta Alinne. www.petmg.com.br www.salvagatos.blig.ig.com.br Saiba mais Alimente-o de forma correta Dê-lhe um local adequado para viver Vacine-o anualmente Castre seu animal Mantenha o animal dentro de casa Dê-lhe um lar, não uma prisão Não o castigue nem maltrate Providencie tratamento veterinário sempre que for preciso Siga as regras da civilidade e da higiene Seja companheiro sempre Na velhice, não o desampare Jamais o abandone Dicas para quem tem ou pretende ter um animal
  • 7. Concurso estimula produção de artigos entre estudantes Semana da Consciência Negra mostra saldo positivo, informa Geab O Diretório Acadêmico de Di- reito, com o apoio da Coor- denação do curso, realizou o 1º Concurso de Artigos Jurídicos - Ho- menagem ao Professor Paulo Nader, com o objetivo de estimular a produção intelectual entre os alunos do curso. Sérgio Jacob Braga (7º período/noite) foi o vencedor com o trabalho Por que a BHTrans não pode multar. Indelegabilidade do poder de polícia. Imoralidade administrati- va. Em segundo lugar ficou Davidson Henrique Eulino Silva Santos (9º perío- do/noite), com o artigo O consumidor frente às cooperativas de crédito. Regiane Cássia Rodrigues dos Santos (6º perío- do/manhã) foi a terceira colocada com o trabalho O direito como protetor da igual- dade social. O tema desta edição foi o Direito atual. A Comissão Julgadora contou com os professores Josiane Militão, do curso de Letras, Gilberto Damasceno e Rogério Diniz, do curso de Direito. Também participaram da avaliação, por tema, os professores Ronaly Cajueiro, Direito Civil; Antônio Fabrício, Direito Nota Encontro de Psicologia Social Nos dias 11, 12 e 13 de novembro, as políticas públicas, os saberes e as práticas psicossociais foram a tônica do 14º Encon- tro Mineiro de Psicologia Social, realizado na Universidade Federal de São João Del Rei. Alunos da PUC Minas Betim, Coração Eu- carístico e São Gabriel estiveram presentes. No concurso de artigos científicos promovido durante o evento, dois alunos da PUC Minas Betim ficaram empatados em terceiro lugar: Anderson Kerley Abreu, com o artigo intitulado Heranças totalitárias e paternalistas na condução de atuais políticas públicas e Heliane Ferreira da Silva, com o artigo A educação inclusiva nas escolas pú- blicas de Betim: realidade ou utopia? O tema central foi debatido por pales- trantes de várias instituições: PUC Minas, Sin- dicato dos Psicólogos, UFMG, Fumec, PUC- SP, Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais, UERJ, Conselho Regional de Psicolo- gia e Associação Brasileira de Psicologia Social. 7 Professor Paulo Nader (c) ministra palestra para alunos de Direito, na solenidade de premiação do concurso de artigos jurídicos ALETHÉA CASAL do Trabalho; Bráulio Ribeiro, Direito Empresarial; Lucas Neves, Filosofia, Hermenêutica e Introdução; Alan Hel- ber, Direito Processual Civil. Segundo a diretoria do DA, o con- curso será permanente e destinado aos alunos do curso de Direito, com a fina- lidade de revelar e divulgar talentos na literatura jurídica na PUC Minas Betim. O concurso será realizado semestral- mente, com homenagem a personalida- de da área jurídica. O professor Paulo Nader, homenageado do concurso, proferiu palestra sobre a teoria dos ne- gócios jurídicos no novo Código Civil, no dia 4 de novembro. O s resultados alcançados pelo Grupo de Estudos Afro- Brasileiros (GEAB) ao pro- mover a 3ª Semana da Consciência Ne- gra da PUC Minas superaram as expec- tativas. A proposta de um debate aca- dêmico-científico acerca das questões raciais, que por vezes se tornou acalora- do devido a opiniões adversas, levou vários estudantes dos campi onde o evento foi realizado a buscar maiores informações sobre o grupo e a dar su- gestões de assuntos para as próximas palestras, havendo também uma grande adesão. "Agora estamos mais fortaleci- dos, contamos com a participação e o apoio de um maior número de alunos", afirma Maria Marildeth Carneiro, do GEAB de Betim. As ações do GEAB não ficaram somente na semana de setembro. O grupo realizou o curso Relações raciais em educação e ações afirmativas para a população negra no Brasil, ministrado pela professora Maria Aparecida da Silva, da ONG Geledés, de São Paulo. Também promoveu, nos dias 18 e 19 de novembro, oficina de capoeira e apre- sentações de Candomblé e Congado na PUC Betim, reforçando a contribuição da cultura para o fortalecimento da identidade étnico-racial. O GEAB está planejando suas ati- vidades para 2005. O grupo é aberto a todos que acreditam que o verdadeiro caminho para a democracia brasileira se inicia pelo conhecimento da nossa rea- lidade étnico-racial.
  • 8. 8 Psicologia oferece 4 cursos de pós-graduação E stão abertas as inscri- ções para cursos de pós-graduação lato sen- su em Psicologia da PUC Minas Betim. 'Intervenções Psicológi- cas na Clínica com Crianças' e 'Psicologia Clínica' são os cursos de aperfeiçoamento. 'Transtor- nos Graves na Infância e na Adolescência: Psicologia, Edu- cação e Saúde Mental' e 'Psi- cologia da Saúde: Saúde Mental e Psicologia Hospitalar' são os cursos de Especialização. Mais informações no Núcleo de Refe- rência em Psicologia - NUPSI, pelos telefones 3539-6832, 3539-6833 ou pelo site www.puc- minas.br. Universidade cadastra 2.000 doadores D urante os quatro dias da Cam panha de Cadastramento de Doadores de Medula Óssea na PUC Minas em Betim, foram feitos mais de dois mil cadastros, superando a expectativa do Hemominas. Os organiza- dores da Campanha agradecem a todos os participantes pelo gesto de solidarieda- de e adesão ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Ossea. Justiça ao alcance de todo cidadão E ntre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro, a PUC Minas Betim receberá o Juizado Es- pecial Federal Itinerante, uma ini- ciativa da Justiça Federal em parceria com a Universida- de, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Pre- feitura de Betim, Polícia Militar, Copasa, Lions Clu- be e Rotary Clube. O objeti- vo do trabalho é atender a po- pulação carente basicamente em causas contra a União, o INSS e a Caixa Econômica Federal, como revisões de pensões, aposentadorias, correção de saldo de FGTS, reajustes de salários de funcionários públicos federais e outras ações cujos valores não ultrapassem 60 salários mínimos. As reclamações podem ser apre- sentadas por escrito, inclusive por intermédio de procurador. Não é ne- cessário contar com advogado e a pessoa deve apresentar seus documentos originais e os relacionados ao caso. Alunos do curso de Di- reito vão auxiliar nas ati- vidades. Todos os pedidos serão julgados pelo Juizado Especial Federal Itinerante em Betim, de 7 a 11 de março de 2005, quando acontecerão as audiên- cias referentes aos processos. Segundo o professor Leonardo Bandeira, coor- denador do curso de Direito, este esquema de trabalho agiliza muito os processos. Mais informações pelo tele- fone 3539-6850. Campanha cadastra doadores de medula óssea na PUC Minas em Betim PRISCILLA D'AGOSTINI Agenda Volta Internacional da Pampulha Alunos do curso de Fisioterapia, co- ordenados por professores, prestarão aten- dimento fisioterápico aos participantes da VI Volta Internacional da Pampulha, no dia 5 de dezembro. Na última edição, seis mil atletas participaram da competição, que já se tornou tradicional na capital mineira. Mais informações pelo telefone 3539-6835. Campanha do Laço Branco No dia 25 de novembro, acontece na PUC Minas em Betim a Campanha do Laço Branco, que tem como objetivo prevenir e, progressivamente, eliminar a violência con- tra a mulher. Exposições de trabalhos e a instalação de um ponto de informação sobre a campa- nha são algumas ações previstas no hall do Núcleo Universitário de Betim. A Campanha do Laço Branco é organi- zada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Processos Sociais (Neppso) da PUC Minas em Betim e pelo Centro de Es- tudos da Infância e Adolescência (Ceia). Mais informações pelo telefone (31) 3539-6861. O objetivo é atender a população carente em causas contra a União, o INSS e a Caixa Econômica Federal Medula óssea