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Figura 1- Estrutura do osso compacto e do ossoesponjoso.Fonte: Guyton, A. C. & Hall, apud Rebellato eMorelli, Fisioterapia...
O sedentarismo se mostra como um fator derisco que pode levar à osteoporose, pois oimobilismo pode ser um grande agente de...
5-DiscussãoDiante deste levantamento bibliográfico foipossível constatar que a prevenção iniciadadesde a infância, é primo...
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A abordagem fisioterapêutica no tratamento da osteoporose em mulheres sedentárias pós menopausa

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A abordagem fisioterapêutica no tratamento da osteoporose em mulheres sedentárias pós menopausa

  1. 1. A ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE EMMULHERES SEDENTÁRIAS PÓS-MENOPAUSAVeruska Cronemberger Nogueira1, 2, 3, Emanuela Oliveira do Lago1, Gisella LustozaSerafim2 , 3, Regiane Albertini31Facid/Fisioterapia, R.Rio Poty, 2381, Horto Florestal, CEP-64051.210, Teresina-PI,veruskanogueira@facid.com.br, emanuelladolago@hotmail.com.br2Uespi/Facime, R. João Cabral, 2231, Pirajá, CEP-64002.150, Teresina-PI, gisellaserafim@yahoo.com.br3Univap/IP&G, Av. Shishima Hifumi, 2911, Urbanova, CEP-12244.000, São José dos Campos-SP,regiane@univap.brResumo- A osteoporose é uma doença osteometabólica que leva ao enfraquecimento dos ossos e secaracteriza por diminuição de massa óssea e deteriorização da microarquitetura do tecido ósseo,acarretando maior fragilidade do osso, e, conseqüentemente, o aumento do risco de fratura. A doença temorigem multifatorial, e a presença de alguns hábitos aumentam a chance de desenvolvimento. Os fatores derisco incluem, além da idade, menor IMC, história familiar de osteoporose, estados de deficiênciaestrogênica e uso de corticosteróides. O diagnóstico é feito através da anamnese, exame físico, exameslaboratoriais e densitometria óssea, além da biópsia óssea. Os medicamentos mais utilizados são osestrogênios, os moduladores seletivos de receptores de estrogênios (SERMs), os bisfosfonatos e acalcitonina. Incluem-se ainda dois grupos "coadjuvantes" no tratamento da osteoporose: suplementaçãonutricional de Cálcio e uso da Vitamina D.Este estudo teve como propósito discutir os fatores de risco quelevam à osteoporose em mulheres sedentárias na pós-menopausa, para se determinar a abordagempreventiva e o tratamento fisioterapêutico.Palavras-chave: Osteoporose. Fatores de risco. Tratamento Fisioterapêutico.Área do Conhecimento: Ciências da Saúde e Fisioterapia1-IntroduçãoA osteoporose é uma doença esquelética,sistemática, caracterizada por massa ósseabaixa, redução absoluta da quantidade de osso,deterioração da microarquitetura do tecido ósseo,com conseqüente aumento da fragilidade óssea esuscetibilidade a fraturas. A prevalência daosteoporose e a incidência de fraturas variam deacordo com o sexo e a raça. Sendo que asmulheres brancas na pós-menopausa apresentammaior chance de ter fratura, devido a deficiênciaestrogênica. (LIANZA, 2000).A relevância deste trabalho deve-se ao fato daosteoporose ser considerada um importanteproblema de saúde pública, devido ao elevadocusto econômico que acompanha as fraturas, epelo grande número de pessoas afetadas. Porser, também, uma doença de difícil diagnóstico,seu registro se faz muitas vezessecundariamente, através de suas complicaçõesque são fraturas, que poderão provocarincapacidade física considerável e morteprematura.Este estudo teve como propósito discutir osfatores de risco que levam à osteoporose emmulheres sedentárias na pós-menopausa, para sedeterminar a abordagem preventiva e otratamento fisioterapêutico.2-MetodologiaEstudo realizado por meio de levantamentobibliográfico nas bases de dados da Bireme eportal CAPES, utilizando as palavras chaves:Osteoporose, tratamento, fatores de risco,prevenção.3-Revisão da LiteraturaEstrutura e função do ossoPara Rebellato e Morelli (2004), o esqueletopode ser dividido em osso cortical ou compacto eosso esponjoso ou trabécula. O osso éconstituído de células chamadas osteócitos(osteoclatos e osteoblastos) que sãoresponsáveis pelo processo de remodelaçãoóssea, que é caracterizada como equilíbrio entrea deposição e absorção óssea. No crescimentoósseo há predomínio da remodelagem até que opico de massa óssea é atingido (entre 35 a 40anos), a partir de então, a atividade osteoclásticatorna-se maior em relação à osteoblástica. Comisso, o osso tende a perder cálcio e massa óssea.XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica eVII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba1728
  2. 2. Figura 1- Estrutura do osso compacto e do ossoesponjoso.Fonte: Guyton, A. C. & Hall, apud Rebellato eMorelli, Fisioterapia geriátrica – A prática deassistência ao idoso, 2004 e p. 276.ClassificaçãoSegundo Yoshinari (2000), a osteoporosepode ser classificada como primária ousecundária, dependendo da ausência oupresença do fator conhecido que provoque perdade massa óssea.A primária se subdivide em dois tiposprincipais: Osteoporose tipo I afeta mais asmulheres na pós-menopausa devido à deficiênciade estrógeno. As fraturas vertebrais e de rádiodistal (Colles) são as mais comuns, podendo estáassociada à deformidade e dor, já osteoporosetipo II afeta ambos os sexos com idade superior a70 anos, como conseqüência de uma fase lentade perda óssea.A osteoporose secundária está associada afatores nutricionais, como uma deficiência decálcio na alimentação, principalmente na infânciae adolescência e medicamentos que contribuempara a perda óssea; a fatores hormonais, comoacontece na gravidez quando ocorre umatransferência de cálcio para o feto; além dealgumas afecções como as reumatológicas, emque os mediadores da inflamação afetam areabsorção óssea e a diabetes crônica, devido aproblemas no metabolismo da vitamina D. Otransplante de órgãos, pelo uso excessivo deesferóides, também pode causar a osteoporosesecundária.Tabela 1- Classificação da OsteoporoseFonte: FREITAS, E. V. et all., Tratado de Geriatriae Gerontologia. 2002 e p. 514Existe um consenso entre os autores que aosteoporose usualmente não produz dores ousintomas específicos, quando ocorrem estãorelacionados com as fraturas. De acordo comMoreira (2002), em geral, as manifestaçõesclínicas ocorrem quando a doença já se encontrainstalada, no período da pós-menopausa.Nas pacientes climatéricas, a doença pode-semanifestar por dores leves ou intensas, apósalguma atividade física (como pegar peso),localizadas ou irradiadas para os flancos oumembros inferiores, deformidade da coluna dorsolombar (cifose) e fraturas das vértebras, quadril eterço distal dos antebraços. (LIANZA, 1999).Fatores de riscoDe acordo com Freitas et all. (2002), aosteoporose depende de alguns fatores de riscoque podem ser divididos em genéticos,relacionados à idade; ambientais; doençascrônicas e hormonais e características físicas doosso. A partir dos 35 anos de idade, começa ahaver perda do osso cortical, e isso se acentuacom a menopausa. A nutrição tem um papelindispensável no que diz respeito ao pico demassa óssea, pois uma dieta rica em cálciodiminui, no decorrer da vida, o risco de perda demassa óssea relacionada com a idade. Otabagismo, a ingestão excessiva de álcool ecafeína são outros fatores de risco para a doença,já que podem alterar a função renal e interferir nometabolismo da vitamina D.Primária tipo I Primária tipo II SecundáriaPredominantemente emmulheres, associada àmenopausa;Perda acelerada doosso trabecular;Comuns fraturasvertebrais.Ocorre tanto em mulheres quantoem homens idosos;Compromete ossos cortical etrabecular;Ocorrência de fraturas vertebraise de fêmur.Endocrinopatia (tireotoxicose),hiperparatireoidismo e hipogonadismo.Drogas (glicocorticóides, antiácidoscontendo alumínio, hormônio, tireóideanticonvulsivantes, ciclosporina A);Doenças genéticasArtrite reumatóideDoenças gastrointestinaisTransplantes de órgãosImobilização prolongadaMieloma múltiploCâncer de mamaAnemias crônicasMastocitoseTratamento prolongado com heparina.XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica eVII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba1729
  3. 3. O sedentarismo se mostra como um fator derisco que pode levar à osteoporose, pois oimobilismo pode ser um grande agente dedisfunção e de baixos níveis de densidade óssea.Por isso, praticar exercícios regularmente é muitoimportante para aumentar a massa óssea,principalmente, quando essas atividades físicassão iniciadas ainda na infância, um período críticopara aquisição de massa óssea.DiagnósticoA abordagem clínica do paciente com suspeitade osteoporose deve incluir anamnese minuciosaque deve conter dados como: história familiar deosteoporose, ingestão de cálcio e vitamina D,história pregressa de doenças, uso demedicamentos e fatores comportamentais(tabagismo, sedentarismo, alcoolismo ...).De acordo com Yoshinari et all. (2000), oexame radiológico só mostra alteraçõesdecorrentes da osteoporose quando a perda demassa óssea for superior a 30%.A densitometria óssea avaliada pela técnicaabsorciometria de duplo feixe de raio x é hoje opadrão ouro no diagnóstico da osteoporose.Outra técnica útil, mas não necessária, é abiópsia óssea, pois o exame tem grandesvantagens em relação a outras técnicas, porémtornou-se de pouca aplicação devido à dificuldadepara a realização do exame, por ser invasivo, teralto custo e pouca aceitação pelos pacientes.MenopausaSegundo Menke et all. (2003), o climatério é afase de transição entre o período reprodutivo e onão reprodutivo da vida da mulher, estendendo-seaté os 65 anos de idade. A menopausacorrespondente a um decréscimo na funçãohormonal, o que vai resultar em amenorréiapermanente, que é reconhecida após 12 mesesde sua ocorrência. Durante esse período, oshormônios não irão responder corretamente aosestímulos hipofisários, e a conseqüência disso éuma irregularidade menstrual e uma alteração dosciclos ovulatórios.A hormonioterapia previne a perda óssea namenopausa. Contudo, se a osteoporose já estiverestabelecida, o resultado é pouco satisfatório, e aprofilaxia deve ser preferida. O uso deestrogênios isolados pela mulher climatérica levaa um aumento no risco de desenvolver hiperplasiaendometrial e carcinoma de endométrio, adepender da dose e duração da administração.Exercício FísicoConforme Lianza (1995), os exercícios para asclimatéricas com osteoporose visam melhorar amassa muscular e óssea, reduzir a dor, melhorara postura, aumentar a resistência muscular emanter a mobilidade das articulações,restaurando a confiança.Freitas et all. (2002) relata que é importanteestimular a prática de exercícios isotônicos, sob aação da gravidade, pois, para que haja umaumento da densidade de massa óssea, énecessário que ocorra um estímulo mínimo erepetitivo sobre as estruturas ósseas.A fisioterapia visa educar e orientar a pacientea respeito da síndrome osteoporótica, bem comoprevenir o imobilismo, já que é um importanteagente de disfunção, e aliviar a dor através dealguns recursos físicosTratamentoOs medicamentos mais utilizados na atualidadepara a osteoporose pós-menopausa são osestrogênios, os moduladores seletivos dereceptores de estrogênios (SERMs), osbisfosfonatos e a calcitonina.Agentes anabólicosagem aumentando a deposição de matrixosteóide pelos osteoblastos em cada ciclo deremodelação. Ainda existem muitas lacunas nouso destes medicamentos e, provavelmente, embreve teremos respostas nos estudos emandamento.Incluem-se ainda dois grupos"coadjuvantes" no tratamento da osteoporosepós-menopausa: suplementação nutricional deCálcio e uso da Vitamina D. O cálcio é substratoessencial para formação da massa óssea e faz-sepresente em toda as fases da curva ontogênicade desenvolvimento do esqueleto. Já a vitamina Dfacilita absorção intestinal de cálcio.4-ResultadosEste estudo verificou que mulheressedentárias na pós-menopausa têm grandechance de desenvolver osteoporose, pois,durante esse período, ocorre um decréscimo nastaxas hormonais que levam a uma diminuição dedensidade de massa óssea. Diante disso, osautores chegaram a um consenso com relação àhormonioterapia no tratamento da osteoporose,de que os benefícios advindos com essetratamento superam os riscos. Este trabalhoconstatou ainda que é também de extremaimportância estimular atividade física orientada,ressaltando que os exercícios com peso e defortalecimento muscular são os mais indicadospara essas pacientes, bem como orientar parauma dieta rica em cálcio e seus derivados, já queuma dieta inadequada é outro fator de risco paradesenvolver a síndrome osteoporótica.XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica eVII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba1730
  4. 4. 5-DiscussãoDiante deste levantamento bibliográfico foipossível constatar que a prevenção iniciadadesde a infância, é primordial para evitar ainstalação da doença no futuro. Bem como aimportância da fisioterapia na prevenção daosteoporose e no tratamento das fraturas,permitindo à paciente recuperar seusmovimentos, a marcha independente, deterdeformidades e reduzir a dor.Segundo Matsudo e Matsudo (1991) aatividade física com carga atua como um dosprincipais coadjuvantes na terapêutica daosteoporose, auxiliando preventivamente desde ainfância na aquisição de uma “poupança óssea“visto que, o exercício físico vigoroso até os 30anos de idade, associado a ingestão de cálcio,favorece a elevação da massa óssea, prevenindoa osteoporose na menopausa.Raso (2000) concorda, no entanto ressaltaque, o treinamento desportivo intenso, desprovidode orientação nutricional, pode ser prejudicial àdensidade óssea, em particular nas modalidadesdesportivas que necessitem manter baixaquantidade de gordura, pois poderão ocasionarretardo menstrual ou oligomenorréia.Frazão (2006), relata que a identificação defatores influentes no aparecimento dessedistúrbio, entre os quais idade, sexo, origemétnica, componentes genéticos, metabólicos ecomportamentais, e a existência de técnicas dediagnóstico, possibilitam promover estratégiaspreventivas mais amplas que permitam a reduçãodo incremento ou mesmo o controle dessaenfermidade.Entretanto, Paiva et all. (2003), discordam,afirmando que outros estudos com dadosnacionais, particularmente estudos prospectivospopulacionais, são necessários para maiorelucidação sobre prevalência e fatores de riscopara osteoporose em nossa população.6-ConclusãoA fisioterapia, portanto, é de extremarelevância nos cuidados a paciente comosteoporose, através dos aspectos educacionaiscom relação à doença e da prevenção comprogramas que visam à maximização daquantidade de massa óssea, reduzindo, com isso,o risco de fraturas e tratando-as através dosrecursos fisioterapêuticos.7-Referências- FRAZÃO, Paulo ; NAVEIRA, Miguel. Prevalênciade osteoporose: uma revisão crítica. Rev. Bras.Epidemiol. v.9 n.2 São Paulo. June 2006.- FREITAS, E. V. et all. Tratado de Geriatria eGerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2002.- JOVINE, M. S. et all. Efeito do treinamentoresistido sobre a osteoporose após a menopausa:estudo de atualização. Rev. Bras.Epidemiol. v.9 n.4 São Paulo Dec. 2006.- LIANZA, Sérgio. Medicina da Reabilitação. 2. ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.-MATSUDO, S.M.M. & MATSUDO V.K.R.Osteoporose e atividade física. REV. Bras. deCiências do Movimento. v.5 n.7 1991.- MENKE, Carlos Henrique, et all. Rotinas emGinecologia. 4º ed. São Paulo: ARTMED, 2001.- MOREIRA, Caio, et all. Reumatologiadiagnóstico e tratamento. 2 ed. Rio de Janeiro:Nedsi, 2001.- PAIVA, L. C., et all. Prevalence of osteoporosisin postmenopausal women and association withclinical and reproductive factors. Rev. Bras.Ginecol. Obstet. v.25 n.7 Rio deJaneiro ago. 2003.- RASO, V. Exercícios com pesos para pessoasidosas: uma experência do Glafiscs. Rev. Bras.De Ciência do Movimento. v.8 2000.- REBELLATO, José Rubens & MORELLI, JoséG. S. Fisioterapia Geriátrica – A prática daassistência ao idoso. Barueri-SP: Manole, 2004.- RUSSO, Luis Augusto. Osteoporose Pós-Menopausa: Opções Terapêuticas. Arq BrasEndocrinol Metab. v.45 n.4 São Paulo ago. 2001.- VIEIRA, Sônia; HOSSNE, William S.Metodologia científica para a área de saúde. Riode Janeiro: Campus, 2001.-YOSHINARI, N. H.; BONFÁ, A. P. Reumatologiapara o clinico. São Paulo: Roca, 2000.XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica eVII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba1731

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