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Estas redes implicam espaços mais amplos nas paredes interiores, sem que osistematradicional de construção tenha sido adop...
30x20x11cm no interior, deixando-se uma caixa-de-ar de 5cm, a qual deverá serpreenchidacom um isolamento térmico – normalm...
- ALVENARIAS INTERIORES        Devido á necessidade de embeber as redes nas paredes interiores, a espessuradas paredessepa...
Organização dos trabalhos - ANÁLISE DO PROJECTO E PREPARAÇÃO PARA OBRA        O planejamento e a programação da execução d...
Fig./s. 6 e 7 – Exemplos de alternativas à execução das alvenarias a partir do últimopara o1º Piso (X – alvenarias a execu...
prumadas guia das extremidades. Uma parede bem executada é plana, vertical,semondulações e necessita de pouca espessura de...
- BLOCO DE CONCRETO DE VEDAÇÃO       Para fechamento de vãos em prédios estruturados. Devem ser observados osvãos entrevig...
FITA MÉTRICA                       CARRO DE MÃO                             PINCEL   ESQUADRO                             ...
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adequadas aos diferentes tipos de trabalho.      A espessura dos leitos e juntas não deverá ser superior a 0.01 m.      A ...
Antes de se iniciar a execução das paredes de alvenaria, cujas tarefas e etapassão descritasnas alíneas seguinte, é necess...
continua ou descontinua na espessura da parede, e com ou sem juntalongitudinal(existência de junta vertical preenchida no ...
A alvenaria de pedra pode também ser de pedra aparelhada, nesse casosempreargamassada, possuindo geralmente a forma de par...
Fig.11 - Marcação e 1ª fiada de paredes simples no interior- MARCAÇÃO EM ALTURA E NIVELAMENTO        Realizada a 1ª fiada,...
- ELEVAÇÃO DA PAREDE- MOLHAGEM PRÉVIA         Os tijolos, antes de serem assentes, devem ser molhados. Quando não é efetua...
podem causarproblemas graves como infiltração de umidade, retenção de poeira,formação de musgo,estática, entre muitos outr...
– ASSENTAMENTOS TRADICIONAIS E ESPECIAIS DE TIJOLOS MACIÇOSFig.17 – Ajuste normal de tijolos maciçosFig. 18 – Ajuste inglê...
Fig. 21 – Ajuste em pilares para tijolos maciços – TIPOS DE AMARRAÇÕES EM TIJOLOS        Consideram-se alvenarias amarrada...
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  1. 1. Alvenaria A importância histórica da alvenaria, deve-se sobre tudo ao fato de ser oprincipal material estruturalresponsável pela habitabilidade dos abrigos construídos pelohomem e de ser a principal estrutura dos edifícios ao longo de 4000 anos de civilização.Desde o passado que a construção de abrigos permanentes para os humanos, evoluindoprogressivamente até aos edifícios de hoje em dia, anda na maior parte dascivilizaçõesinterligada sobretudo à alvenaria. Sabemos que os edifícios são espaços habitáveis, concebidos e realizadosfundamentalmente de acordo comexigências e tecnologias variáveis com os utentes, asépocas, os locais e os materiais disponíveis.A subdivisão, ou mais simplesmente o“desmonte” de um edifício, pode ser feito de várias maneiras, sendohabitual considerardois tópicos: 1. A subdivisão em órgãos, por analogia com o corpo humano, sendo estadivisão única estrutura,envolvente, compartimentação interior, instalações e divisõesexteriores; 2. A subdivisão em componentes, desempenhando cada um deles uma ou maisfunções: suportar,separar, isolar, etc. Sendo neste caso possível imaginar váriassubdivisões em componentes. As exigências dos utilizadores para as construções são variáveis com enumerascaracterísticas, no entanto, asrealizações construtivas humanas são a síntese de trêscritérios (engenharia, economia e estética), comimportância relativa variável emdiferentes obras, sendo no entanto a estética o elemento distintivo dosabrigos humanosdo dos animais.Definição de alvenaria• As alvenarias são elementos discretos construídos de pedras ou blocos, naturaisouartificiais, ligadas entre si de modo estável pela combinação de juntas einterposiçãode argamassa ou somente por um desses meios;• Alvenaria é o termo que designa as paredes executadas com pedra, tijolo ou blocosdecimento e que, travados em sobreposição por meio de argamassas, servem paraaexecução de edifícios.• Alvenaria é o sistema construtivo de paredes e muros, ou obrassemelhantes,executadas com pedras naturais, tijolos ou blocos unidos entre si com ousemargamassa de ligação, em fiadas horizontais ou em camadas parecidas, queserepetem sobrepondo-se umas sobre as outras, formando um conjunto rígido e coeso.• Alvenaria é o conjunto de materiais pétreos, naturais ou artificiais, unidos entre sipormeio de uma argamassaIntrodução Nos últimos anos os traçados das redes internas das instalações técnicasaumentaramsignificativamente, bem como a quantidade dos aparelhos de comando oude utilização nointerior das habitações. Das soluções tradicionais passámos à necessidade de prever instalaçõestelefónicas emtodos os compartimentos, várias tomadas por compartimento, redes deaquecimentos, demúsica ambiente, iluminação decorativa e aumento do número deinstalações sanitárias.
  2. 2. Estas redes implicam espaços mais amplos nas paredes interiores, sem que osistematradicional de construção tenha sido adoptado para o efeito. Após a execução das alvenarias interiores, habitualmente em tijolo, assiste-se àsuademolição para a abertura de roços que posteriormente, serão refechados comargamassassujeitas a processos de fissuração.Finalidade das alvenarias e principais exigências Divisão, vedações e proteção; Estrutural: paredes que recebem esforços verticais (lajes e coberturas emconstruções não estruturadas) e horizontais (empuxo de terra); Resistência mecânica; Isolamento térmico; Isolamento acústico; Proteger contra ações do meio externo; Segurança ao fogo; Segurança ao contacto; Economia de facilidade construção; Estética; Estanqueidade à água e ao ar; Estabilidade; Durabilidade e facilidade de manutenção.Tipos de alvenarias- ALVENARIAS EXTERIORES A espessura das paredes exteriores deve ser definida com muito rigor tendo emcontadiversos condicionantes, nomeadamente no que diz respeito, à estrutura,isolamentotérmico e ás caixas de estore, cujas dimensões variam de caso para caso(figura 1).Fig. 1 - Caixa de estore Apesar da definição da espessura das paredes depender das condiçõesparticulares doprojeto, no geral, as paredes exteriores são constituídas pelos seguinteselementos: Parede dupla, com tijolo 30x20x15cm ou 30x20x11cm a aplicar pelo exterior e
  3. 3. 30x20x11cm no interior, deixando-se uma caixa-de-ar de 5cm, a qual deverá serpreenchidacom um isolamento térmico – normalmente de 3 cm (figura 2).Fig. 2 - Parede dupla Nas condições referidas a parede terá a espessura final de 35cm no limpo. Nas paredes expostas a Norte e decorrente do estudo do comportamento térmico,poderá serutilizada uma solução do tipo indicado na (figura 3). Na parte inferior da caixa-de-ar deverá ser executado uma caleira para recolha deeventuaiságuas provenientes de infiltrações ou de condensações, sendo desejável adrenagem dascaleiras para o exterior através de furos e tubos colocados na alvenariaexterior. Recentemente foram introduzidas no mercado soluções de isolamento da caixa-de-aratravés da projecção de poliestireno sobre a face interior da alvenaria exterior.Fig. 3 - Parede dupla exposta a Norte
  4. 4. - ALVENARIAS INTERIORES Devido á necessidade de embeber as redes nas paredes interiores, a espessuradas paredesseparadoras e confinantes dos compartimentos que possuam tubagens deinstalaçõesespeciais, tais como as cozinhas e as instalações sanitárias, deverão serestudadas com muito rigor, uma vez que as espessuras habitualmente apresentadas sãoinsuficientes. Aquantidade de roços é em número tão elevado que obriga à quase totalreconstrução dasparedes já executadas (figuras 4 e 5).Fig. 4 e 5 – Parede com roços Deverá ser estudada a compatibilização sistemática entre os projetos dearquitetura e dasredes de esgotos, de águas e elétricas, tendo como objetivo garantiruma adequadaespessura das paredes para comportarem as diferentes tubagens. Um dos aspectos relevantes a ter em conta, e que foi agravado pelo acréscimodas redesinternas, é a possibilidade das mesmas serem perfuradas pelos futurosutilizadores dashabitações, decorrentes da sua adequação funcional. Neste contexto destacam-se como frequentes as perfurações de tubagens nassituaçõesseguintes: Instalações de esquentadores e de caldeiras mural; Fixação de móveis de cozinha; Colocação de toalheiros; Fixação dos batentes das portas, para evitar o seu encosto nas paredes; Fixação de candeeiros. Devido ao elevado número de redes e ao reduzido espaço para a sua passagem érecomendável a definição de critérios na instalação, tendo em conta o exposto e, aposteriorcomunicação aos utilizadores das frações. À semelhança do que se verifica noutros países da Europa desde há muitos anos,emPortugal, tem vindo a ser introduzidos sistemas de divisórias interiores comrevestimento aplacas de gesso, permitindo um compromisso entre as novas exigências esoluções maisadequadas. A questão que se coloca é ainda de custo, quando se compara com sistemas comcaracterísticas acústicas equivalentes ao tijolo, mas, inevitavelmente, tal como já sucedecom os tetos falsos, também as divisórias leves irão ocupar o seu espaço, com destaquepara as obras de reabilitação urbana.
  5. 5. Organização dos trabalhos - ANÁLISE DO PROJECTO E PREPARAÇÃO PARA OBRA O planejamento e a programação da execução de alvenarias devem obedecer aosmesmosprincípios aplicados a outras atividades, nomeadamente, (execução daestrutura,acabamentos, instalações técnicas, etc.), adaptados, em cada caso, ao volumeecomplexidade da obra. Os principais aspectos a considerar no planejamento da execução das alvenariassão osseguintes: Quantificação global dos trabalhos; Programação da sequência e duração das diversas tarefas (cronograma); Avaliação dos meios necessários (mão-de-obra, materiais, acessórios especiais eequipamentos); Avaliação das exigências logísticas (aquisição de materiais, armazenamento, transportee elevação, manutenção de equipamentos, etc.); Definição de equipas de trabalho e sua qualificação; Definição dos instrumentos de previsão e controlo da produtividade e custos; Definição de procedimentos de controlo de qualidade.- INFLUÊNCIA DA PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DAS ALVENARIASNO PLANO DAOBRARecomenda-se que se retarde o início das alvenarias e que se aguarde algum tempo ate àexecução dos revestimentos, devido: À deformabilidade das estruturas sob ação das cargas; À retração das estruturas e das paredes.As estruturas em geral e em particular as de concreto armado, têm deformaçõesimediatas soba ação do seu próprio peso e dos elementos construtivos que suportam,além destasdeformações têm também, deformações posteriores a médio e longo prazo. As alvenarias só deverão ser executadas depois de terminada a estrutura e porordeminversa, isto é, de cima para baixo. Esta prática é em geral, impossível,recomendando-seem alternativa a construção de piso sim, piso não, ou ainda,começando do 3º para o 1º,depois do 6º para o 4º e assim sucessivamente. O revestimento só deverá ser efetuado no fim da construção integral dasalvenarias,porque o fecho superior destas – no remate à viga ou piso superior, porexemplo – só deveser feito quando todas as alvenarias estiverem executadas ou pelomenos 50% destas, e depreferência de cima para baixo. Recomenda-se ainda que nenhuma alvenaria seja fechada antes de decorridos 14dias apósa execução da última fiada. Uma alternativa é elevar as alvenarias conforme os pisos são concluídos, masdeixando umespaço entre última fiada e o teto (ou viga), que virá a ser preenchida,quando todos ospisos estiverem concluídos, por uma argamassa deformável (à base degesso, por exemplo),de modo que a carga estrutural nunca assente nas paredes.
  6. 6. Fig./s. 6 e 7 – Exemplos de alternativas à execução das alvenarias a partir do últimopara o1º Piso (X – alvenarias a executar depois da estrutura concluída).Materiais utilizados para execução de alvenarias– TIJOLOS CERÂMICOS– CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DOS TIJOLOS CERÂMICOS: Regularidade na forma e dimensões; Arestas vivas e cantos resistentes; Som "claro" quando percutido; Resistência suficiente para resistir esforços de compressão Ausência de fendas e cavidades; Facilidade no corte; Homogeneidade da massa e cor uniforme; Pouca porosidade (baixa absorção).3.3.1.2 – VANTAGENS Menor peso por unidade de volume; Aspectos mais uniformes, arestas e cantos mais fortes; Diminuem a propagação da humidade; Economia de mão-de-obra; Economia de argamassa; Melhores isolantes térmicos e acústicos.3.3.2 – CORRECTA EXECUÇÃO DE ALVENARIA DE TIJOLOS CERÂMICOS Efetuar a "marcação" das paredes com base na planta baixa (arquitetônica) daedificação, executando os cantos e, logo após, a primeira fiada com argamassa ecom oauxílio de linha, esquadro, prumo e nível; Nas extremidades da parede suspendem-se prumadas de guia, controlando com oprumo e assentando os tijolos alternados. Executar todas as fiadas, seguindo um fio de nylon nivelado de acordo com as
  7. 7. prumadas guia das extremidades. Uma parede bem executada é plana, vertical,semondulações e necessita de pouca espessura de argamassa de revestimento– ARGAMASSAS– TIPOS DE ARGAMASSAS O projetista deverá selecionar o tipo de argamassa em função dos requisitosmecânicosda alvenaria, do tipo de material que a constitui, da exposição da fachada, dapossibilidadeda exposição ao gelo e das propriedades inerentes à sua composição. As argamassas podem ser de duas origens. Argamassas pré-doseadas em fábricaeargamassas executadas em obra. As argamassas pré-doseadasdevem respeitar ascondições constantes . De modo a que as argamassas possuam uma razoável trabalhabilidade torna-senecessáriauma proporção de ligante e areia de, pelo menos, 1:3. Uma vez que estasargamassas sãoem geral demasiado ricas para o assentamento de alvenarias, torna-senecessário reduzir aquantidade de ligante. Para que se mantenha a trabalhabilidadedeve-se acrescentar calapagada ou plastificante. Debate-se agora as características maisrelevantes das diferentesargamassas: Argamassas de cimento – as argamassas de cimento Portland permite resistênciasmecânicas elevadas, assim como um rápido desenvolvimento das suas características.Contudo, o ajuste da resistência pretendida não é fácil, uma vez que para dosagensfracas de cimento, as argamassas tornam-se “ásperas” e pouco trabalháveis; Argamassas de cimento e cal – o emprego da cal apagada, em substituição de parte docimento Portland, conferem às argamassas maior trabalhabilidade, maior retenção deágua e adesão (aumentando a resistência à penetração da água); Argamassas de cimento com aditivos plastificantes – os plastificantes, introdutoresde ar nas misturas de cimento e areia, são alternativas à adição da cal em argamassasfracas, uma vez que asseguram a sua trabalhabilidade.- ESPECIFICAÇÕES QUE AS ARGAMASSAS DEVEM VERIFICARSinteticamente, são: As argamassas hidráulicas correntes são constituídas por uma mistura deligantes, inerte e água, podendo ainda conter aditivos ou adjuvantes que lhesconferem propriedades hidrófugas, de endurecimento e de aceleramento ouretardamento da presa. O seu fabrico pode ser por processos mecânicos ou manuais, sendo contudopreferível a utilização de meios mecânicos. Depois de fabricadas as argamassas deverão ser levadas para os locais deaplicação com o auxílio de meios de transporte limpos, não absorventes e quenão provoquem a segregação dos materiais. As argamassas não devem ser utilizadas, após se ter iniciado a presa. Em geralnão devem ser empregadas depois de uma hora de fabrico, salvo nos casos deutilização de retardadores de presa.– TIPOS DE BLOCOS E TIJOLOS MAIS UTILIZADOS
  8. 8. - BLOCO DE CONCRETO DE VEDAÇÃO Para fechamento de vãos em prédios estruturados. Devem ser observados osvãos entrevigas e pilares, de modo a propor vãos modulados em função das dimensõesdos blocos. - BLOCO CERÂMICO DE VEDAÇÃO Deve-se procurar a modulação dos vãos, apesar de ser mais fácil o corte nestetipo de bloco.Dimensões mais encontradas (cm): 9x19x19 e 9x19x29. - TIJOLO CERÂMICO MACIÇO Empregado geralmente para alvenaria de vedação ou como estrutural para casastérreas.Devido às suas dimensões, a produtividade da mão-de-obra na execução dosserviços émais baixa. Os tijolos maciços também são usados em alvenaria aparente.Dimensões (cm):5x10x20 aproximadamente.– PARALELEPIPEDO Bloco paralelepipédico que é, hoje em dia, apenas utilizado por razõeseconómicas emconstrução de casas individuais. Este é feito de cimento endurecido ao arsem qualquercozedura em forno, e é usado para construção de paredes de fundações,paredes de suporte,interiores e exteriores, muros não de suporte e divisórias dedistribuição.– ACESSÓRIOS E ARMADURAS PARA ALVENARIAS As armaduras para alvenarias e os acessórios usados para a execução deancoragens deparedes, de fixação aos pilares, etc., são em geral, metálicos e, para alémda resistênciamecânica necessária, devem ter uma proteção que assegure durabilidadecontra corrosão. Para essa proteção, recorre-se em geral à galvanização quando os materiais sãoferrosos,com uma micragem suficiente para os defender, não só da ação da umidade edasargamassas, mas também da eventual dobragem quando manuseados em obra. Emsituações de maior agressividade do meio ambiente, é usual o emprego de armaduras eacessórios em aço inoxidável. Podem ser empregues no fabrico dos acessórios outros metais não ferrosos, taiscomo ocobre ou o alumínio. Contudo, enquanto o cobre não é corroído pelo betão oupelasargamassas ainda frescas, o mesmo já não se passa com o alumínio. Este deveráserprotegido por pintura betuminosa ou por pintura de cromato de zinco (quedeverápermanecer intacta durante o assentamento do acessório). O emprego do cobre oudoalumínio, obriga a que não exista contacto direto entre estes materiais e outroselementosem aço. Se tal acontecer, ocorrerá corrosão de origem galvânica. As “BS5628”, em função do tipo de materiais que constituem os acessórios defixação,definem as características de proteção mínimas a que os mesmos deverãoobedecer. A introdução de armaduras nas juntas horizontais das alvenarias possibilitam oaumento daductilidade e as capacidades resistentes à tração, à flexão, e ao corte dessasalvenarias. Asarmaduras são normalmente comercializadas em forma de varões isoladosou em forma detreliça, variando o diâmetro dos varões principais entre 4mm e 5mm. – EQUIPAMENTOS PARA EXECUÇÃO DE ALVENARIAS
  9. 9. FITA MÉTRICA CARRO DE MÃO PINCEL ESQUADRO COLHER PRUMO ANDAIME FIO – RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS EM OBRAA recepção dos materiais em obra destina-se a garantir e verificar se estes correspondeàsexigências de projeto, se apresentam a uniformidade desejada e se não sofreramqualquerdeterioração durante o transporte. O controlo em obra é sobretudo visual e diz respeito às principais característicasdosmateriais. Em obras especiais ou de maior envergadura podem estabelecer-seprocedimentos laborais. Os limites de aceitação devem corresponder aos que estiverem definidos nanormalizaçãoaplicável e ás exigências estabelecidas no caderno de encargos do projeto.- PROCEDIMENTOS DO RECEBIMENTO DOS MATERIAIS EM OBRA PORPARTE DAFISCALIZAÇÃO Os procedimentos normais por parte da fiscalização, no que diz respeito áqualidade econdições em que se encontra os materiais, necessários á execução dedeterminada obra,são os seguintes: Verificação da integridade dos sacos de cimento (e outros ligantes) e de eventuais sinaisde umidade que possam constituir indícios de que se deu o início da hidratação; Verificação da presença de ramos, folhas ou outros materiais indesejáveis (como porexemplo, argilas) nas areias, procedendo sempre que possível a uma
  10. 10. análisegranulométrica das mesmas (como se refere no parágrafo referente ao fabrico dasargamassas); Verificação do aspecto do tijolo e de eventuais defeitos aparentes, confirmando aindaque a produção dispõe da necessária certificação; Verificação do prazo de validade e da documentação técnica de produtos deterioráveis(adjuvantes, etc.) bem como a integridade das suas embalagens.Fig. 8 - Embalagem de tijolo em obra, protegido com filme plástico, apenas nas faceslaterais No caso dos tijolos furados, ao serem armazenados no estaleiro, os tijolosdeverão serprotegidos da sujidade e não ficarem em contacto com solos úmidos epoluentes. - Fabrico das argamassas de assentamento As argamassas de assentamento têm como principais funções, a capacidade deunir osvários blocos ou tijolos, a distribuição uniforme das cargas verticais, a absorçãodedeformações, a resistência a esforços laterais e a selagem das juntas contra a entradadeáguas. Para garantir estes desempenhos, temos que efetuar um estudo ás argamassasquanto: À sua capacidade de resistência à flexão e à compressão; Ao seu módulo de elasticidade; As possíveis retrações; À sua aderência; À sua capacidade de retenção de água; Á trabalhabilidade; Depois de efetuados os testes, aos desempenhos das argamassas nos critériosacimareferidos, estas devem cumprir também as seguintes condições: As argamassas de assentamento das alvenarias serão realizadas com Cimento Portland A sua aplicação deve respeitar sempre as indicações do fabricante e deverão estar
  11. 11. adequadas aos diferentes tipos de trabalho. A espessura dos leitos e juntas não deverá ser superior a 0.01 m. A espessura das massas de assentamento, de alvenarias de pedra, tijolo ou betãoestrutural, são variáveis de acordo com as peças mas nunca inferiores a 0.02m esuperiores a 0.04m. Deverá existir um especial cuidado no aprovisionamento das matérias-primas. Nocaso deduas areias diferentes, estas deverão estar convenientemente separadas e deveevitar-sequalquer tipo de contaminação. Deverá, também, existir um cuidado especial no aprovisionamento dos liganteshidráulicos. Se o fornecimento destes for em sacos, estes deverão ser armazenados num espaçofechado,assentes sobre um estrado com boa ventilação. Deve garantir-se que a pressãoexercidasobre os sacos que ficarem debaixo não seja excessiva. Igualmente deve garantir-se que os adjuvantes se mantenham nos recipientes vindosdefábrica, para que não haja qualquer contaminação destes produtos. Os trabalhos de assentamento têm baixos consumos de argamassa (cerca de 10 a 15litrosde argamassa por m2 de alvenaria), pelo que se deve considerar pequenos volumes.É de terem atenção que na evolução de uma argamassa, após o seu fabrico, temos umperíododormente, um período de presa, com o respectivo início e fim, e um posteriorperíodo deendurecimento. As argamassas devem ser utilizadas antes do início de presa. - VERIFICAÇÃO E CONTROLO DAS ARGAMASSAS - ESTADO FRESCO O estado fresco de uma argamassa define-se pela sua trabalhabilidade, sendoesta aprimeira característica e a introdutora de todas as outras. Uma argamassa que nãopossuaboa trabalhabilidade, será difícil de aplicar e tornar-se mais porosa do que odesejável. Existe um aparelho de laboratório, a chamada mesa de espalhamento, que nospermite umaboa avaliação da trabalhabilidade de uma determinada argamassa- ESTADO ENDURECIDO Deverá proceder-se a uma recolha, para fazer uma escolha racional dos produtosmaisadequados, nomeadamente no que diz respeito á: Resistência à flexão; Resistência à compressão; Retracção; Arranque Determinação do módulo de elasticidade (dinâmico).- Assentamento de tijolos- TAREFAS PRELIMINARES
  12. 12. Antes de se iniciar a execução das paredes de alvenaria, cujas tarefas e etapassão descritasnas alíneas seguinte, é necessário realizar diversas verificaçõespreliminares: Verificar o estado da estrutura (geometria, desempeno e alinhamentos); Verificar a necessidade de uma reparação pontual da estrutura, e se decorreram 3 diasapós a eventual reparação; Verificar a limpeza e nivelamento dos pavimentos; Verificar se as peças de betão armado foram chapiscadas e se decorreram pelo menos 3dias após essa operação; Verificar se existem ferros de espera na estrutura para ligação das alvenarias (se estiverem previstos em projeto); Verificar se estão implementadas as medidas de segurança coletivas necessárias àexecução das alvenarias; Verificar se foram executadas todas as tarefas antecedentes previstas no plano de obra. Depois de se ter efetuado todas as verificações descritas anteriormente, entramos nafasede execução da alvenaria, propriamente dita, sendo a execução de alvenarias temtrês etapasprincipais: A marcação da primeira fiada; A elevação da parede; Fecho (ou fixação). Estas tarefas devem ser intercaladas com diversos procedimentos de verificação econtrolo.- TIPOS DE TIJOLOSUSADOS NAS CONSTRUÇÕESFig. 9 – Formas e medidas dos tijolos mais usados em alvenarias – PAREDES DE ALVENARIA - CLASSIFICAÇÃO DO TIPO DE PAREDES (QUANTO À SUA FORMADECONSTITUIÇÃO) As paredes podem ser classificadas pela sua forma de constituição de acordocom o EC6, esão classificadas como podendo ser: Paredes simples: São constituídas por um único pano de alvenaria, podendo ser com junta horizontal
  13. 13. continua ou descontinua na espessura da parede, e com ou sem juntalongitudinal(existência de junta vertical preenchida no comprimento do bloco elocalizada a meiaespessura. Paredes duplas: Atualmente muito utilizadas na construção, são constituídas por dois panosdealvenaria separados por caixa-de-ar e podendo ter ligadores metálicos de fixaçãodedistância entre panos. Paredes de face à vista: São constituídas por um ou dois tipos de unidades de alvenaria, em queoacabamento final de uma ou de ambas as faces é assegurado pelo próprio bloco. Paredes compostas ou dois panos: São constituídas, no sentido da sua espessura, por mais do que um material unidosentre si por argamassa podendo essa ligação ser reforçada por meio de ligador metálico. Parede-cortina: É um tipo de parede constituído por dois panos, sendo um em alvenaria e outroemconcreto armado ou similar. Neste tipo de parede, é usual a fixação do pano dealvenaria ao pano de concreto através de fixadores adequados.Fig. 10 - Ilustração dos tipos de paredes atrás referidos- CLASSIFICAÇÃO DO TIPO DE PAREDES (QUANTO AOS MATERIAISQUE ASCONSTITUEM)-ALVENARIA DE PEDRA A alvenaria de pedras pode ser de pedra bruta com ou sem argamassa. É muitousada emmuros de contenção de terra (muros de arrimo), que no caso de não levaremargamassas,permitem a saída de água pelos intervalos entre as pedras.
  14. 14. A alvenaria de pedra pode também ser de pedra aparelhada, nesse casosempreargamassada, possuindo geralmente a forma de paralelepípedo e chamadas dealvenaria decantaria, sendo menos usada, devido exigir mão-de-obra especializada ecara. A argamassa destinada à alvenaria de pedra deve garantir a união das pedras,mantendo amesma resistência das aglomeradas. O traço indicado como normal paraalvenaria de pedraé 1:4 de cimento e areia grossa ou 1:2:2 de cimento, areia e saibro.– ALVENARIA DE TIJOLO CERÂMICO Confeccionadas com blocos cerâmicos maciços ou furados, são as maisutilizadas nasconstruções de um modo geral. O consumo de tijolo por m² de alvenaria,bem como, oconsumo de argamassa para assentamento, depende do tipo de tijolo, dassuas dimensões eda forma de assentamento. – ALVENARIA DE BLOCO CERÂMICO MACIÇO São indicados para fundações em baldrames, revestimento de poços, silosenterrados,cisternas para armazenamento d’ água, fossas sépticas, muros de arrimo eparedes, externasou internas, em que se haja necessidade de melhores características deresistência. Emedificações residências, a alvenaria de blocos maciços aparentes, permitea obtenção decomposições arquitetônicas de ambientes rústicos, de agradável visual.– ALVENARIA DE BLOCO CERÂMICO FURADOS São constituídas por paredes executadas com blocos cerâmicos furados queproporcionamparedes mais económicas, por apresentarem custo inferior ao do maciço,bem como, sendomaiores e mais leves, propiciam maior rapidez de execução. Os blocosfurados têm tambémum bom comportamento quanto ao isolamento térmico e acústico,devido ao ar quepermanece aprisionado no interior dos seus furos.- MARCAÇÃO E 1ª FIADA Depois de se ter verificado (ou corrigido) o nivelamento do pavimento (térreo ouelevado),com uma régua de 2 metros, marca-se as paredes de acordo com o projeto deexecução(plantas, alçados e cortes). Na realização desta marcação (em planta), aplica-se uma fina camada deargamassa decimento e areia (com largura compatível com a espessura da parede amarcar), na qual éimplantada em primeiro lugar os ângulos (geralmente esquadrias), ede seguida osalinhamentos retos (ou curvos) e a localização das aberturas (estas têmuma tolerância de+ 5 mm). Os ângulos são geralmente marcados com o assentamento de 2 tijolos, a partirdos quais sãotraçados os restantes alinhamentos no pavimento, quer este seja efetuadopor "batimento"de um fio pigmentado bem esticado, quer por utilização de uma réguaou por um riscadorde aço. A ortogonalidade das paredes pode ser verificada com um esquadro rígido, e nãodeveapresentar desvios superiores a 2 mm/m.
  15. 15. Fig.11 - Marcação e 1ª fiada de paredes simples no interior- MARCAÇÃO EM ALTURA E NIVELAMENTO Realizada a 1ª fiada, torna-se necessária a marcação em altura da parede demodo a garantira horizontalidade das fiadas e a verticalidade do paramento. Para tal,recorre-se ao uso das“fasquias” nas quais são marcadas as fiadas de tijolo a realizar.Esta divisão em altura, quetambém visa minimizar o número de fiadas a realizar comtijolos cortados, é realizada portentativas sucessivas com a fita ou com o compasso,sendo esta condicionada pela alturados peitoris das janelas, padieira dos vãos e pelo pé-direito da parede. O “cordel” esticado entre fasquias permite uma constante verificação donivelamentopretendido das juntas horizontais, e com o auxílio do fio-de-prumo, asistemáticaverificação da verticalidade do pano da parede. Este procedimento facilita emelhora ostempos de execução, (não dispensa o uso do nível e do fio de prumo) egarante ainda acorreta interligação das fiadas na junção de duas paredes. Face ao peso próprio da alvenaria e ao ritmo de presa da argamassa, num dia detrabalhonão deve ser executada uma altura superior a 1,60 m de parede, o quecorresponde a cercade 4 fiadas por período de trabalho (meio dia). Fig.12. Verificação de aprumo a alinhamento de uma parede.
  16. 16. - ELEVAÇÃO DA PAREDE- MOLHAGEM PRÉVIA Os tijolos, antes de serem assentes, devem ser molhados. Quando não é efetuadaumamolhagem previa aos tijolos, estes absorvem parte da água da amassadura daargamassa. Esta por sua vez, sem a água necessária, em vez de adquirir a dureza necessária,torna-sedesagregável. A melhor aderência entre os tijolos e a argamassa obtêm-se com teores médios,sendorecomendado o uso de retentores de água nas argamassas de assentamento. A porosidade excessiva, como se referiu, também é prejudicial, porque poderetirar águaem excesso da argamassa, que seria necessária para as reações de hidratação.Fig.13 - Aspecto da capacidade de absorção do tijolo que, em geral, obriga à molhagemprévia (de reparar o excesso de argamassa na base dos tijolos). - JUNTAS E APARELHO As juntas devem ser executadas tal como especificado no projeto. As juntasdevem terespessura e aparência uniformes, excepto se especificado de outro modo.Quando forespecificado que as juntas transversais não são preenchidas, as facescontíguas das unidadesde alvenaria devem ser firmemente encostadas. Quandoespecificado, as juntas podempermanecer abertas, por exemplo, para ventilação,drenagem ou assentamento por faixas(juntas descontínuas). O assentamento de tijolos, para qualquer espessura de parede, deve ser realizadode modoque as juntas verticais e horizontais (no caso de paredes com espessura superiora uma vez)fiquem desencontradas a pelo menos 1/3 do comprimento do tijolo (“matar ajunta”). As juntas, com espessura final de cerca de 10 mm, devem ser realizadas comargamassaspouco consistentes, de modo a preencher completamente o intervalo entre ostijolos.Fig. 14 – Juntas de argamassa A forma do acabamento das juntas pode influenciar na qualidade e nadurabilidade dasalvenarias. Os tipos de juntas mais frequentes, são ilustradas maisabaixo, as juntasrecomendadas (R) inclusivamente algumas não recomendadas, pois
  17. 17. podem causarproblemas graves como infiltração de umidade, retenção de poeira,formação de musgo,estática, entre muitos outros problemas.Figura15 - Exemplo de juntas– ASSENTAMENTOO assentamento de tijolos deve verificar as seguintes condições: Cada tijolo deve ser assente sobre o leito de argamassa colocada na fia inferior (juntahorizontal) levando no seu topo uma “chapada” de argamassa distribuída à colher (juntavertical). O tijolo deve ser ligeiramente carregado, esfregado e percutido pelo maço (ou cabo dacolher) de modo a que a argamassa possa refluir pelas juntas. Esta argamassa excedenteé imediatamente retirada da face do tijolo (raspada com a colher) e aproveitada para oassentamento do tijolo seguinte. Durante o assentamento, deve ser permanentemente controlado o acabamento das juntasna face oposta à face de trabalho do operário, de modo a recolher a argamassa emexcesso que reflui das juntas, garantindo, deste modo, o desempeno dessa superfície. O espalhamento da argamassa na junta horizontal, criando o leito de assentamento.Pode abranger, de cada vez, o comprimento de um ou mais tijolos, dependendo doritmo de aplicação e das condições climatéricas. Com o tempo seco severo é preferível a aplicação da argamassa tijolo a tijolo, paraevitar a sua dessecação precoce e a diminuição de trabalhabilidade. O fecho superior das paredes contra a laje ou viga deve ser feito alguns dias depois(como já referido). Após cada dia de trabalho as paredes devem ser protegidas com filme plástico paraevitar uma secagem demasiado rápida ou para as resguardar da chuva.– PROCESSOS DE ASSENTAMENTO DE TIJOLOS MACIÇOSArgamassa rebatidacom a colherFig. 16 – Métodos para assentamento de tijolos maciços
  18. 18. – ASSENTAMENTOS TRADICIONAIS E ESPECIAIS DE TIJOLOS MACIÇOSFig.17 – Ajuste normal de tijolos maciçosFig. 18 – Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciçosFig.19 – Ajuste francês de tijolos maciçosFig. 20 – Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços
  19. 19. Fig. 21 – Ajuste em pilares para tijolos maciços – TIPOS DE AMARRAÇÕES EM TIJOLOS Consideram-se alvenarias amarradas as que apresentam juntas verticaisdescontínuas. Aseguir, nas figuras, são mostrados os tipos de amarrações mais comunspara tijolos maciçosou de dois furos. Os esquemas também são válidos para outros tipos de tijolos cerâmicos oublocos deconcreto.1ª fiada 2ª fiadaFig. 22 – Tipos de amarraçõesFig. 23 – Amarrações em cantos

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