GESTAR II - Programa Gestão da Aprendizagem Escola




                Ana Paula Ziemann
                   Arlete Soares
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TEMÀTICA




      Há diferentes práticas de leitura.
      A leitura na escola pressupõe o trabalho com a diversidade de ...
PROBLEMATIZAÇÃO




         As práticas de leitura escolar não nascem do acaso nem do autoritarismo ao nível
da tarefa, m...
OBJETIVO GERAL




      Proporcionar aos educandos o convívio com a leitura obtendo dela conhecimento e
uma atitude críti...
EMBASAMENTO


       A atitude fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a
leitura. Ela é a extens...
“Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de
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OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO


   1. Aprender a conhecer


Prazer de conhecer, descobrir, construir e reconstruir o conhe...
como exemplo desta tendência, pode-se citar a inclusão de temas/eixos transversais
(ética, ecologia, cidadania, saúde, div...
(PROLER) PROGRAMA DE INCENTIVO À LEITURA


    “Saber ler é uma exigência das sociedades modernas, Há, contudo, uma import...
A APROPRIAÇÃO DO TEXTO ESCRITO




        Mediar origina-se do latim mediare, do adjetivo médius – “que está no meio ou
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do professor; buscar muitas formas de levar a leitura para além texto e de induzir a
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA




“A autora enumera alguns pressupostos para a introdução dos alunos no mundo da
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Como ressaltam Solé (1998), Carvajal e Garcia(2000), e Lerner(2002), a leitura não pode
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CONSIDERAÇÕES FINAIS




       Assim como são inúmeras as possibilidades de leitura, também são inúmeras as
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BIBLIOGRAFIA
Chagas, Magda Teixeira
Novos   rumos    da   biblioteca   escolar/Magda   Teixeira   Chagas   –   Florianópol...
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Ana e Arlete

  1. 1. GESTAR II - Programa Gestão da Aprendizagem Escola Ana Paula Ziemann Arlete Soares LEITURA NA ESCOLA – diversidade de objetivos Canoinhas/SC 2009
  2. 2. TEMÀTICA Há diferentes práticas de leitura. A leitura na escola pressupõe o trabalho com a diversidade de objetivos, modalidades e textos que caracterizam as práticas de fato. Diferentes objetivos exigem diferentes textos e cada qual, uma modalidade de leitura. “Ler muito é um dos caminhos para a originalidade; uma pessoa é tão mais original e peculiar quanto mais conhecer o que disseram os outros”. (Miguel de Unamuno)
  3. 3. PROBLEMATIZAÇÃO As práticas de leitura escolar não nascem do acaso nem do autoritarismo ao nível da tarefa, mas sim de outra programação envolvente e devidamente planejada, que incorpore, no seu projeto de execução, as necessidades, as inquietações e os desejos de alunos-leitores. Simplesmente ‘mandar o aluno ler’ é bem diferente do que envolvê-lo significativamente e democraticamente nas situações de leitura. Ensinar as características estruturais dos gêneros, as combinações lingüísticas possíveis em um texto, a organização das palavras, a comunicação de idéias não devem matar o prazer, não podem impedir que a leitura faça sentido pessoal e íntimo na vida do aluno. Pesquisas recentes apontam a leitura como uma das principais deficiências do estudante brasileiro. Não basta identificar as palavras, mas fazê-las ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o que for mais relevante. Partindo destes pressupostos optou-se pelas orientações presentes na TP 4 referentes a leitura.
  4. 4. OBJETIVO GERAL Proporcionar aos educandos o convívio com a leitura obtendo dela conhecimento e uma atitude crítico-reflexivo diante de diferentes textos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Viabilizar o acesso aos mais variados textos. • Oportunizar aos leitores o desenvolvimento de uma atitude crítico reflexiva diante dos textos. • Privilegiar a leitura em diferentes instâncias. • Promover debates e/ou mesas redondas para discussões acerca do que foi lido. • Diferenciar literatura de entretenimento.
  5. 5. EMBASAMENTO A atitude fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. Ela é a extensão da escola na vida das pessoas. Tudo o que se ensina na escola está diretamente ligado à leitura e depende dela para se manter e se desenvolver. A função da escola é ensinar (também) novidades, ampliar o repertório do aluno com exposição de maior diversidade de gêneros textuais. Um pressuposto refere-se ao grau de complexidade dos textos e atividades com textos. Não se deve poupar os alunos de novos desafios. Outro aspecto da questão “leitura e cultura” diz respeito à verdade dos livros. Alguns são levados muito facilmente a acreditar em tudo o que leem, como se quem publicasse um livro fosse uma espécie de “dono do saber”. Cabe a escola (também) de fazer o alerta de que, às vezes, a publicação é mais um jogo econômico, uma máquina de ganhar dinheiro, do que algo que traga cultura e saber. Compete a escola levantar essa questão junto aos educandos, promover debates e aguçar a criticidade quanto a escolha do que ler e em que momento ler. Diferenciar literatura de entretenimento. Todas as disciplinas privilegiam a leitura em diferentes instâncias. Cada professor, em sua área de atuação, desenvolve atividades que envolvem o ler e compreender – seguido ou não de reprodução e releitura da atividade proposta. A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar o que se lê. A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a “compreender” o mundo a nossa volta. A leitura no sentido geral amplia nossos horizontes e nos transporta ao mundo da imaginação, sem contar os conhecimentos mil que acabamos adquirindo quando mergulhamos em universos desconhecidos como a literatura policial, a literatura infanto- juvenil, juvenil, a fantástica, a literatura clássica, além dos artigos políticos, econômicos, sociais e culturais encontrados nos jornais e em outros veículos de comunicação impressa.
  6. 6. “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. (...) Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor”. (Leonardo Boff) A “EEB Almirante Barroso” sempre priorizou a leitura como efetiva forma de aprendizado. Atualmente a escola conta com turmas de 8º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio – (adolescentes). E é na adolescência que se acaba excluindo a leitura do convívio diário. É preciso envolver os alunos e motivá-los ao hábito desta prática. Para a eficácia, diferentes “formas” de leitura fazem parte do cotidiano escolar. Cada disciplina desenvolve estratégias de leitura e verifica o que foi absorvido da prática. O estímulo parte sempre do professor – o grande incentivador. Consta no cronograma escolar (em anexo) tempo pré-estabelecido para leitura semanal por toda comunidade escolar. A biblioteca possui mais de 5.000 (cinco mil) volumes a inteira disposição e 3 (três) funcionários que se revezam no atendimento nos três turnos. A sala informatizada é outro ambiente propício a leitura e a (re)produção textual.
  7. 7. OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO 1. Aprender a conhecer Prazer de conhecer, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento, curiosidade, autonomia, atenção. Inútil tentar conhecer tudo. Isso supõe uma cultura geral, o que não prejudica o domínio de certos assuntos especializados. Aprender a conhecer é mais do que aprender a aprender. Aprender mais linguagens e metodologias do que conteúdos, pois estes envelhecem rapidamente. Não basta aprender a conhecer. É preciso aprender a pensar, a pensar a realidade e não apenas “pensar pensamentos”, pensar o já dito, o já feito, reproduzir o pensamento. É preciso pensar também o novo, reinventar o pensar, pensar e reinventar o futuro. 2. Aprender a fazer É indissociável do aprender a conhecer. A substituição de certas atividades humanas por máquinas acentuou o caráter cognitivo do fazer. O fazer deixou de ser puramente instrumental. Nesse sentido, vale mais hoje a competência pessoal que torna a pessoa apta a trabalhar em equipe, do que a pura qualificação profissional. Hoje o importante na formação do trabalhador, também do trabalhador em educação, é saber trabalhar coletivamente, ter iniciativa, gostar do risco, ter intuição, saber comunicar-se, saber resolver conflitos, ter estabilidade emocional. Essas são, acima de tudo, qualidades humanas que se manifestam nas relações interpessoais mantidas no trabalho. A flexibilidade é essencial. Existem hoje perto de 11 mil funções na sociedade contra aproximadamente 60 profissões oferecidas pelas universidades. Como as profissões evolue, muito rapidamente, não basta preparar-se profissionalmente para um trabalho. 3. Aprender a viver juntos A viver com os outros. Compreender o outro, desenvolver a percepção da interdependência, da não-violência, administrar conflitos. Descobrir o outro, participar de projetos comuns. Participar de projetos de cooperação. Essa é a tendência. No Brasil,
  8. 8. como exemplo desta tendência, pode-se citar a inclusão de temas/eixos transversais (ética, ecologia, cidadania, saúde, diversidade cultural) nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que exigem equipes interdisciplinares e trabalho em projetos comuns. 4. Aprender a ser Desenvolvimento integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade iniciativa. Para isso não se deve negligenciar nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. A aprendizagem não poder ser apenas lógico-matemática e lingüística. Precisa ser intelectual. Essa nova forma de aprender pode nos auxiliar a pensar nas mudanças que precisam ser feitas nas bibliotecas escolares para torná-las mais dinâmicas e adequadas à nova realidade encontrada na sociedade da informação. É preciso rever o conceito e a forma de leitura existente nas escolas. É certo afirmar que pessoas informadas de seus direitos como cidadãs conseguem exigir maior consideração com relação às suas necessidades individuais e coletivas. Para que tenham acesso às informações e ao conhecimento, os indivíduos precisam dominar o processo de leitura. No decorrer da evolução educacional, a necessidade da leitura vai se acentuando, considerando que os livros e outras formas gráficas são utilizados como instrumento básico para as atividades de ensino aprendizagem.
  9. 9. (PROLER) PROGRAMA DE INCENTIVO À LEITURA “Saber ler é uma exigência das sociedades modernas, Há, contudo, uma importante diferença entre saber ler e a prática efetiva da leitura. Se a habilidade de leitura é uma necessidade pragmática e permite a realização inclusive de atividades básicas, como deslocar-se de um ponto a outro, fazer compras e realizar tarefas cotidianas, entre outras ações, a prática de leitura é importante instrumento para o exercício da cidadania e para participação social”. Dentre as diretrizes do programa, cabe destacar: • Diversidade de ações e de modos de leitura manifestados nas práticas de leitura promovidas, nos locais e instituições abrangidos, nos gêneros textuais considerados e nas atividades organizadas; • Especificidade do ato de ler, entendendo-se que atos de leitura exigem modos próprios e competências específicas; • Articulações entre leitura e cultura, não se compreendendo a leitura fora de contextos nos quais se expressam a riqueza da vida humana e suas produções; • Publicidade da leitura, enfatizando-se que ela precisa ser tema na cena social; • Democratização do acesso à leitura, pela disponibilização da material de leitura em bibliotecas escolares e públicas, em salas de aula e de leitura em locais públicos.
  10. 10. A APROPRIAÇÃO DO TEXTO ESCRITO Mediar origina-se do latim mediare, do adjetivo médius – “que está no meio ou entre dois pontos”. Assim, a mediação vem a ser a junção, a aproximação entre duas partes, como uma “ponte”. Mas mediar não é o mesmo que facilitar. Consideramos que mediar a leitura significa intervir para aproximar. Os mediadores de leitura instigam, provocam, estimulam o aluno no processo que apropriação do texto; procuram incentivar o estabelecimento de relações entre as idéias que se apresentam e as experiências do leitor/aluno e buscam alternativas para que a leitura possa ganhar novas dimensões. Consideramos mediador(es) da leitura aquela(s) pessoa(s) que se interpõe(m) entre o leitor e o texto. Colocamos a possibilidade de mediadores plurais porque a mediação entre um leitor e um texto pode ocorrer em vários momentos. Na maioria das vezes, o que se imagina é que o professor, em sala de aula, apresenta um texto ou livro aos alunos, propõe a leitura e discute as variadas interpretações ou impressões que aquela obra suscitou. Mas pode-se imaginar uma situação em que todos os alunos discutem, debatem, trocam impressões e leituras entre si. Nesse caso, será que todos esses alunos não atuam como mediadores entre si? Outra situação que se pode pensar é aquela em que, além da obra, apresenta-se ao aluno uma resenha ou resumo comentado dessa obra. E aí, será que o autor da resenha, juntamente com o professor que a apresentou, não é um mediador? E o próprio texto, não será ele um mediador entre o leitor e o conhecimento que se apresenta? O papel do professor vai além da mediação. Desde os primeiros contatos com a leitura, é preciso “descobrir” caminhos que levem à apropriação do texto, para que o leitor possa dar sentido, forma, consistência àquele conteúdo. O leitor proficiente e autônomo antecipa o texto, infere informações ou ações que não estão ditas, percebe e valida v- ou não – a posição do(s) autor(es) com base em informações colhidas em outros textos ou outras fontes de informação e, muitas vezes, reformula suas próprias concepções a partir das leituras. Para chegar a todas essas habilidades, este leitor testou hipóteses, comparou e untou informações, refletiu sobre o que leu, descartou muitos textos, buscou outros, ouviu opiniões de outras pessoas, resgatou suas memórias e suas experiências de leitura e de vida. É esse, então, o papel
  11. 11. do professor; buscar muitas formas de levar a leitura para além texto e de induzir a reflexão e o debate para além da superfície de texto.
  12. 12. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA “A autora enumera alguns pressupostos para a introdução dos alunos no mundo da literatura, como a importância de ter um ambiente cultural no qual o livro esteja presente, de ampliar o repertório do aluno apresentando-o a uma diversidade de gêneros textuais, de ensinar a ler com prazer, de respeitar as escolhas dos jovens diante do universo desvelado pelos livros. Aborda ainda a estreita ligação entre o ler e o escrever, oferecendo sugestões de exercícios para o desbloqueio da escrita criativa”. Mirian Mermelstein Será que temos refletido suficientemente sobre as muitas indagações que se lançam no ar sobre a questão da leitura? Que análises temos feito das contribuições teóricas? Apesar da complexidade desta tarefa e mesmo correndo o risco de cair em armadilhas, a autora considera importante se debruçar sobre o tema. Aborda, primeiramente, a questão da avaliação do significado e do papel do livro, da leitura e da escrita conforme as mudanças históricas, sociais, culturais e intelectuais. Em seguida, a partir de questões básicas como a concepção de leitura e de seu processo de produção, procura situar a leitura em nossa realidade social e escolar. Maria Tereza Fraga Rocco “[...] a compreensão é um ato interpretativo e criativo, determinado pelas intenções e pelo conhecimento de quem lê não somente pelas palavras de quem escreve.Convém, assim, diferenciar o”ler” do “compreender o texto”.O ler está relacionado com o reconhecer as palavras e os seus significados. A compreensão do texto utiliza essas palavras para construir imagens, pensamentos, raciocínios. Pontecorvo, 1999:146
  13. 13. Como ressaltam Solé (1998), Carvajal e Garcia(2000), e Lerner(2002), a leitura não pode ser concebida apenas como uma ferramenta ou um instrumento para outras aprendizagens, mas também como tal exige e possibilita a emergência de formas de raciocínio e modos de pensar também específicos, que são gerados a partir da interação do sujeito cognoscitivo com este objeto de conhecimento, e que são determinados tanto pela natureza deste objeto, como pelo contexto e pelas características do indivíduo-leitor.
  14. 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS Assim como são inúmeras as possibilidades de leitura, também são inúmeras as possibilidades de trabalho com/para a leitura em sala de aula e fora dela. Toda a unidade escolar (EEB Almirante Barroso) movimentou-se em torno do tema “Leitura” e suas infindáveis formas de produções através e a partir dela. No dia 07/11/2009 – sábado, no período matutino, a escola abriu suas portas a todos os interessados em apreciar a exposições dos trabalhos realizados pelos alunos de todas as séries referentes às leituras ocorridas no decorrer do ano letivo. O trabalho ocorreu de forma interdisciplinar e todas as áreas de atuação foram contempladas. Trabalhos escritos, artísticos (releituras de obras), produções individuais e coletivas, música e dança fizeram parte do “show”. As fotos e alguns registros encontram-se postados no “blog” da escola http://jornalalmiante.blogspot.com e no http://gestarcanoinhas.blogspot.com e em anexo no final deste. Todo o trabalho foi de grande valia e, certamente, instituiu um novo pensar sobre a leitura na escola.
  15. 15. BIBLIOGRAFIA Chagas, Magda Teixeira Novos rumos da biblioteca escolar/Magda Teixeira Chagas – Florianópolis: CIN/CED/UFSC, 2009 Rasche, Francisca Políticas públicas para bibliotecas escolares/Francisca Rasche – Florianópolis: CIN/CED/ UFSC, 2009 PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa WWW.cmariocovas,sp.gov.br/lei_I.php?t=001 WWW.projetosdeleitura.com.br

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