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  • 1. 8 INTRODUÇÃO Neste trabalho, foi proposto estudar alguns aspectos do nomadismo, e para isto utilizou-se a escultura como linguagem artística. Esta escolha deve-se ao fato de maior facilidade e gosto pelo tridimensional, proporcionado pela harmonia entre as mãos, o olhar e o corpo. O contato direto das mãos com a matéria estabelece uma relação de troca de energias fazendo com que o fazer artístico flua de maneira satisfatória e prazerosa. Considerei o que Derdyk (1990) ressaltou: o homem sendo o grande autor das páginas da história criou objetos, imagens e instrumentos, através dos quais se expressou, deixando seus vestígios para que o futuro percorra em busca da riqueza, onde a presença corporal confirme o ser, o estar e o fazer do homem no mundo. O tema abordado, bem como as formas representadas, está associado à estética de povos nômades e à sua conduta de comportamento inconstante e móvel, que de certa maneira engloba o homem contemporâneo, visto que se vive uma época marcada pela transformação corporal, pela mobilidade e velocidade, onde a ênfase está no presente. Através de uma linguagem poética busca-se a essência destes povos ditos primitivos como maneira de transformar em arte essa forma peculiar de vida, resumida na simplicidade, liberdade e conservação de costumes e cultura. Na sua verticalidade o homem libertou as mãos, evoluiu habilitando-se para tarefas que precisam de entendimento. Enxergou o horizonte e entendeu que existe diferença entre o céu e a terra isto é, que ele poderia servir de ligação entre um ser sobrenatural e a sua própria natureza, e assim ele luta em busca de seus ideais e de sua essência procurando através do conhecimento e das técnicas um meio de alcançar a perfeição. O desafio de dar forma a um bloco de material verticalizado, com medidas definidas dificulta, mas também oferece a possibilidade da busca de uma arte estilizada definindo um estilo até então desconhecido em minha arte.
  • 2. 9 Este trabalho foi idealizado para ser desenvolvido através da técnica da talha, onde as peças serão apresentadas em formas de cabeças abstraídas e alongadas, que servirão de subsídio para estudar e entender melhor o processo artístico já existente, isto é mostrar um pouco da técnica bem como quem a utilizou. Procurei enfatizar a Arte Primitiva, pois esta serviu como uma alavanca na criatividade e renovação dos artistas do início do século XX, e até nossos dias continua a encantar e inspirar nossos artistas. A apresentação do relatório está dividida em três capítulos, sendo o primeiro capitulo voltado para a técnica escultórica da talha e seus caminhos, como se buscou a cor, a forma, a expressão e abstração; a Arte Primitiva norteando artistas que revolucionaram a arte do século XX. No segundo capítulo apresento as tribos nômades e algumas de suas expressões e características milenares, e também, busco um paralelo deste comportamento com algumas expressões e comportamento atuais. No terceiro capítulo exponho as obras e comentários sobre as mesmas bem como a metodologia utilizada. Trata-se de um trabalho apresentado de forma simples, diferenciado pela expressividade realçada através dos traços fortes e marcantes onde as peças transformadas em ícones procuram colocar em evidência características de culturas tradicionais.
  • 3. 10 CAPÍTULO I O OBJETO ESCULTÓRICO 1 A ESCULTURA COMO TÉCNICA A técnica de trabalhar a pedra foi aperfeiçoada através de processos abrasivos que consistia em friccionar o utensílio com areia e, mais tarde com a descoberta de materiais como o cobre, o bronze e o ferro foi possível dar forma à pedra. A partir da descoberta desses instrumentos nasce a história da escultura. Escultura é uma forma criada em três dimensões de material sólido. Tradicionalmente, duas técnicas básicas têm sido usadas: o entalhe em um material duro, e a modelação em material mole como argila, cera etc. (Janson, l996). 1.1 DESCOBRINDO A FORMA A talha de pedra ou de mármore é um processo trabalhoso onde não há como improvisar e necessita de um estudo prévio em outro material maleável (argila) para evitar erros os quais danificariam o resultado da obra não possibilitando correção. Através do uso de ferramentas especiais para desbastar, como: cinzel, buril e gradin, trabalham-se todos os lados do bloco, a fim de descobrir a forma. O trabalho em pedra é de uma antiguidade incalculável: usou-se na fabricação de objetos tornando-se uma extensão da mão humana e datam dos primórdios da civilização. A história da escultura registrou vários métodos de transferência a partir de um modelo prévio, como por exemplo, o tirado de pontos segundo Bozal (1996) que foi usado por um longo período. Outros métodos como o definitor de Alberti, mais científico, e, no século XIX, o método de transferência de pontos denominado
  • 4. 11 Cruzeta, onde o artista trabalhava a argila e retocava o mármore sendo o grosso do processo elaborado por artesãos, resultando em um trabalho que mais parecia uma cópia. No tocante à cor, relata Bozal (1996), também foram utilizados processos diferenciados de acabamento. Povos primitivos das civilizações antigas coloriam as estátuas, às vezes recobrindo primeiro com uma camada de gesso deixando a peça áspera para melhor absorver a tinta. Os gregos a partir do século V a.C. período que mostra a passagem de um estilo geométrico para um naturalismo influenciado pela arte egípcia, passaram a polir e lustrar a obra mesmo assim ainda usando a policromia. Aos poucos o naturalismo conseguido só através do efeito da pedra começa a se evidenciar e a partir do século IV a.C. a escultura se torna autônoma da pintura. Figura1: “Virgem de Quios (?)” c. 520 a.C. Museu de Acrópole, Atenas. Mármore Altura: 0,55 m A partir do século XX os escultores passaram a utilizar várias espécies de material plástico, não se limitando apenas aos materiais tradicionais. As novas
  • 5. 12 resinas sintéticas tomaram forma e ocuparam o espaço, oferecendo variedades de misturas, bem como resultados que nos maravilham pela beleza que certas misturas procedem em sua fusão. A escultura moderna principalmente na técnica do entalhe, tem um de seus grandes pilares em Brancusi que afirmava, “O entalhe direto é o verdadeiro caminho para a escultura”. (apud Wittkower 1989:265). 1.2 CONFIGURANDO A FORMA Ao olharmos para um objeto vemos forma e configuração. Segundo Arnheim (1989), a forma pode ser representada não só pelas propriedades físicas do material, mas também pela maneira própria e individual do artista. Em uma estátua cubista de Liepchitz, um cubo pode representar uma cabeça, mas o mesmo cubo seria um bloco de matéria inorgânica numa obra de Rodin. (p130). Para o artista, a linguagem própria determina seu estilo e o meio em questão tem influência sobre suas escolhas. Com esse conceito também concorda Derdyk (1990:40) que afirma: A necessidade de normalizar e registrar o corpo, dentro de um código sócio-cultural de representação, acaba por transformá-lo no símbolo daquela época. Cada época estabeleceu um método construtivo que representasse as noções de belo, de equilíbrio, de harmonia, de valores como a coragem, o poder, a astúcia enfim, que expressasse os símbolos máximos que cada civilização escolheu. A autora esclarece que cada época e cada cultura têm a sua simbologia. A Renascença considerava o homem o centro do Universo, os gregos representavam através da simetria, os egípcios buscavam uma realidade imutável. A arte primitiva africana é voltada para o espírito e religiosidade.
  • 6. 13 Hoje nossa realidade muda a cada instante, somos instantâneos como as informações que chegam instantaneamente até nós. Os materiais tornaram–se descartáveis bem como certos valores, e a arte busca novas formas e linguagens para registrar momentos deste século que se inicia. Auguste Rodin afirmava que, a fim de indicar movimento em seus bustos, com freqüência, dava-lhes “certa inclinação, certa obliqüidade, certa direção expressiva que enfatizava o significado de fisionomia.” (apud Arnheim, 1989:417). A verticalidade segundo Ostrower, (1998:275) conota altura, elevação e transcendência, estando associada à postura ereta do ser humano, embora em termos espaciais sejam consideradas estáticas pela falta de movimento. Quando um corpo se apresenta com movimentos lentos, direção indefinida, curvado e sem energia, percebemos que se trata uma criatura triste e com pouca determinação. Segundo Arnheim (1989:444), Vincent Van Gogh fez dois quadros, um chamado Tristeza representando uma moça nua sentada com a cabeça enterrada nos braços, o outro, um esboço de árvores retorcidas. Numa carta ao irmão Théo ele explicou que tentou por o mesmo sentimento em ambos, ”agarrados convulsiva e apaixonadamente a terra e, contudo quase dilacerados pela tormenta. Eu queria expressar algo da luta pela vida naquela figura de mulher pálida, magra da mesma forma como as raízes negras, ásperas e nodosas¨. Concluindo, a figura humana é o veículo mais difícil para captar a expressão visual.
  • 7. 14 1.3 ABSTRAÇÃO A abstração significa alheamento do espírito, ato de abstrair, meditação. Para a filosofia, abstração é o processo pelo qual o espírito considera as qualidades independentemente dos objetos a que pertence. Para a psicologia, é como uma separação feita pelo espírito e não pela natureza. Janson (1996) considera que o objeto é abstraído quando ele não se relaciona com sua forma natural. O século XX adotou estilos, em que a arte fugia do figurativo. 2 A ARTE “PRIMITIVA” E SUA INFLUÊNCIA NA ARTE OCIDENTAL Um dos fatores para a mudança na arte do início do século XX foi o contato dos artistas europeus com a arte africana exposta em Paris em 1905. A arte africana não foi feita com o propósito de ser cubista Salum (2005), ou realista. Apesar disso, ela norteou alguns artistas como Picasso, quando revolucionou a arte ocidental. A estética africana busca a síntese do objeto, ou do tema a ser construído, enquanto o cubismo procura a representação do objeto através de diversos pontos de vista e da forma (Salum, idem ). A arte dita primitiva não se preocupa com o mundo visível, mas sim com o mundo invisível dos espíritos. Na concepção primitiva tudo é animado pelos espíritos,
  • 8. 15 tanto o homem como os animais, plantas, terra, rios, sol, chuva, lua enfim, tudo que se refere à natureza. No entanto, o artista não copia a natureza, mas a imagina para construir sua arte. Figura 2: “CHOKWE” Angola, D. R Congo Madeira, pigmento,corda, patina de uso, 18 x 10 cm As máscaras e estátuas da arte africana possuem um lado sagrado ligado às forças do Universo, e suas funções são de servir de suporte material para a alma dos mortos, dando força e poder aos espíritos dos antepassados, e acreditam que, estes possam aconselhar os vivos através dos sonhos. As máscaras são produzidas em formas geométricas, enquanto que as estátuas apresentam mais realismo, talvez por representarem à figura humana de algum antepassado. Janson (1996) idem. Tirada de seu contexto e exposta em Paris, a arte africana foi percebida pelos artistas como uma fonte de novas idéias estéticas, onde a forma podia ser estilizada, distorcida e com isso causar um grande impacto visual.
  • 9. 16 O ano de 1907 foi marcado para Picasso pela interpretação desta arte. Ele se liberou de toda convenção que vigorava na arte ocidental – renunciou aos conceitos tradicionais de harmonia, proporção, beleza e construção. Figura 3: Lês Demoiselles d’Avignon – 1907. Pablo Picasso The Museum of Modern Art, Nova York. Nas suas obras, deixou de imitar uma realidade preestabelecida, passando por obedecer a seus impulsos e instintos mais originais, embora sua arte não leve em conta o elemento mágico e ritual. Outro artista, Modigliani, irreverente para os temas e padrões abordados na época, Martins (2000) vivia uma fase de questionamentos e transições. Dizia que as personagens de Cézanne, “como as belas estátuas antigas, não têm olhar”. Revelou com seu traço a singeleza que buscou ao delinear seus retratos, e na significação do olhar a essencialidade do corpo. Faure (1991:438) assim o descreve:
  • 10. 17 ... poeta febril das mãos, dos corpos, dos rostos de mulheres captadas entre fluxos ardentes, torções, deformações, carnes, olhares alucinatórios, enérgica graça italiana ressurgindo, transformada pelo fermento semita, após dois séculos de existência. Figura 4: Ana Zoborovska. 1917, óleo sobre tela,130,2x81,3 cm Museu de Arte Moderna de Nova York. EUA Coleção: Lillie P. Bliss Modigliani, segundo Martins (2000) despia as pessoas de suas máscaras sociais ao pintar suas figuras nuas. Ao captar o ulterior, não revelava a sensualidade do corpo, mas o desnudamento da alma.
  • 11. 18 Inspirado pela arte africana e grega, buscava a simplicidade das formas depuradas de expressão melancólica e atemporal, também alongava a figura como forma de expressão. Figura: 5 Head – 1911-12 Amedeo Modigliani, 63,5x12,5x35 cm Tate Galery, London. UK Figura: 6 Head c. 1911 Limestone. Heigt 58 cm Musées Nationaux, Paris France
  • 12. 19 CAPÍTULO II SOCIEDADES TRIBAIS 1 O ESPÍRITO QUE MOVE O NÔMADE A palavra nomadismo deriva do grego nomas, que significa pastagem e está ligado ao pastoreio. Barsa (1994:340). Nomadismo é um sistema de vida peculiar àquele que é nômade: cigano, vagabundo, errante que não tem habitação fixa. Povos pastores que vagueiam sem residência estável. O espírito do nômade não tem apego a um lugar especial, não se preocupa em possuir bens a não ser o necessário para seu conforto. Moram em tendas de tecido ou feltro e possuem poucos pertences. No nomadismo de coleta as populações se deslocam em busca de lugares onde são propícias as frutas, plantas e a caça. As condições climáticas também interferem na escolha. O nomadismo pastoril é dedicado à criação de animais como: ovelhas, cabras, bovinos etc. Isto faz com que estes grupos vivam exclusivamente em função de seus animais, que representam riqueza e alimento. Quem decide a hora da partida são os animais, porque acabando o alimento é necessário procurar melhores pastagens. Barsa (1994). Esses povos devido as constantes mudanças não produzem objetos cerâmicos. São considerados por alguns como primitivos, devido, ao fato de levarem o mesmo estilo de vida de seus antepassados e em alguns casos mantendo hábitos pré-históricos. Todos estes povos sofreram à influência dos colonizadores nas tentativas de invasões de seus territórios. As sociedades tribais são fraternas entre si e hospitaleiras com os visitantes. Os Tuaregues vivem em uma sociedade tribal conforme Vigo (1994), dividida em castas onde a mulher tem destaque como artista e poetisa e tem o papel de repassar aos filhos os costumes culturais através da oralidade. Sustentam-se do
  • 13. 20 comércio da retirada de sal no deserto transportados por camelos, às vezes a uma distância de meses de caminhada. Usam amuletos para se proteger contra maus espíritos. Ainda sob a ótica de Vigo (1994), outros povos como os Aborígines da Austrália conseguiram conservar a arte e os rituais. O misticismo sobrevive nos cantos e na dança, nos símbolos sagrados que são pintados nas armas, nas pedras e nos corpos. Viveram dois séculos de perseguições por parte dos colonizadores, e os que sobreviveram habitam as áreas desérticas ou em partes mais pobres nas cidades. Os Ciganos espalharam-se pelo mundo e procuram conservar seus costumes, são alegres, festivos e gostam da dança e da magia. Representam a liberdade e não pertencem a nenhuma nação. Nesta sociedade o homem representa a autoridade, a decisão, enquanto a mulher é sempre a cigana senhora das magias, mistérios e submissa ao homem. A cor vermelha significa alegria, virgindade, fertilidade, sorte. As famílias costumam usar nas cerimônias de noivado e casamento um lenço (a broska) que será o primeiro lenço a ser usado depois do casamento pela mulher. Acreditam no amor e na força do destino contra a qual não adianta lutar segundo eles. Borges (2006: On-line). Canto (1994) explora os aspectos mais interessantes de vida, nos arredores de Mãe Hong Son. A Mulher-do-pescoço-comprido é a ramificação de uma tribo maior chamada Karen. Elas não se consideram pertencentes a nenhuma Nação e costumam cruzar fronteiras sem preocupação, pois consideram como fronteiras a cultura e a língua. Quando adultas, carregam como ornamentos, aproximadamente uns vinte quilos em braceletes e argolas nos braços, pernas e pescoço. Não são nômades, mas vivem em constante migração de seu país de origem para a Tailândia. No nordeste do Quênia vivem os Pokot, um povo dividido entre nômades e sedentários. Os nômades vivem nas planícies e são pastores. Levam um ritmo de vida tranqüila, desde que não sejam perturbados por ladrões de rebanho. Dividem- se em clãs. Para eles o cuspe é sinal de benção, sendo utilizado em suas cerimônias. Do sol vem a luz e a vida. Professam o totemismo. Julgam-se
  • 14. 21 descendentes de animais como a rã, o lagarto e o leão e acreditam que estes têm a missão de defendê-los. (Sem Fronteiras:Online). Os pastores das Estepes, conforme Setboun (1993) são tribos constituídas pelo povo mongol e vivem em um mundo alheio ao que ocorre a sua volta. Mudam seus acampamentos duas vezes ao ano, na primavera e inverno e isto é milenar. Levam vida muito difícil, enfrentam invernos de quarenta graus abaixo de zero, e suas tendas são verdadeiros ninhos de proteção e aconchego, onde almofadas e tapetes coloridos cobrem o chão e as paredes. Os bebês não recebem nome logo ao nascer para não atrair espíritos. Vivem exclusivamente da economia gerada pelos animais. Cavalgam em pé no estribo segundo um costume milenar mongol. São pacíficos e possuem excepcional resistência nas pistas do deserto. O ano novo mongol é o evento mais interessante desta cultura quando realizam a corrida, e todos os grupos participam diferenciando-se pela cores que cada família escolhe. No Brasil, encontramos os Txucaramães, segundo Martins (1983), que os denomina os guerreiros do Xingu, uma das centenas de tribos que ainda sobrevivem graças a este perfil de homens guerreiros e bravios em constante luta pela sobrevivência. São altos, fortes, e usam longos cabelos. As mulheres raspam os cabelos e pintam o corpo artisticamente. Este povo dá muita importância à saliva, e, se passarem esta no rosto de alguém é sinal de que este é bem-vindo. 2 A VOLTA AO TRIBAL A modernidade teve a razão como valor absoluto buscando através do trabalho sua maior finalidade – o progresso. O mundo está entrando em uma fase tribal, uma volta aos valores que a modernidade julgava enterrados. Para Maffesoli (2001), este fim de século teve como característica essa volta à formação de tribos. A sociedade volta a procurar seu grupo, seu espaço em algum grupo, algo parecido com seus anseios e desejos. Ele considera o nomadismo como símbolo de nossa
  • 15. 22 época, em que o indivíduo escolhe e adota uma vida errante com um único objetivo: ser feliz. Ainda sob a ótica de Maffesoli, a modernidade foi regida pelo trabalho, nos dias atuais vive-se a emoção, a fraternidade, o culto ao corpo, a festa, a solidariedade entre os jovens, a religiosidade, principalmente no Brasil é forte a crença no Candomblé e Espiritismo. O trabalho tem seu lugar e é necessário, mas ao lado do prazer, da estética, e da criação. A arte reabilita o feio, às vezes resgata-o e conforme Ribon (1991:97) sempre o transforma. Pinturas faciais, tatuagens escarificações, incrustações, e deformações anatômicas, maquilagens e máscaras: porque o homem se submete às experiências de transformação plásticas em seu corpo? E o que significam essas marcas? Para Hegel, o homem não se reconhece em sua aparência natural e procura recriar sua aparência a fim de ser contemplado. Hegel, apud Ribon (1991). As artes primitivas do corpo testemunham as atrocidades exercidas em busca da beleza. Alongar, aumentar, engordar, cada povo e cada cultura tem seu conceito de belo. Tudo é válido, e em nome do prazer estético, verdadeiros rituais acontecem, onde o próprio corpo humano é o material esculpido, como maneira de buscar perpetuar o desejo de eternidade e fuga do tempo. Como exemplo, temos a mulher Girafa, que ao longo do tempo, desde a infância, começa colocar argolas, a fim de alongar o pescoço. O índio Txucarramãe insere uma rodela de madeira (o botoque) no lábio inferior, alargando-o ao extremo. São expressões e conceitos próprios que em outra cultura se chamaria de excentricidade. Atualmente o corpo adquiriu um valor em si mesmo: é possível ver este aspecto estampado nos jovens tatuados, ostentando piercings, os implantes, o silicone recuperando a jovialidade na mulher e várias outras opções e restaurações plásticas. Queremos permanecer jovens.
  • 16. 23 CAPITULO III POVOS DE CULTURAS TRADICIONAIS As tribos nômades e libertárias emprestam suas características fisionômicas para trazer a este contexto, um pouco da magia e mistério próprios de sua realidade. Ao fazer surgir uma fisionomia que temporaliza a forma no espaço, os traços constituídos por linhas que ora se abrem ou se fecham transformam em abstração a natureza que lhes dá origem e busca algo além das aparências. Migrantes, retirantes, vítimas de colonizadores, de guerras e tragédias, enfim, toda sorte de enfrentamentos já experimentaram estes povos no decorrer da história e da existência humana. Meu olhar sensível desperta por eles o interesse de interpretá-los tentando captar um pouco desta determinação e ideal de liberdade. As peças produzidas para este trabalho estão alongadas no sentido vertical, dando às figuras um aspecto elegante e ao mesmo tempo exteriorizando um sentimento de elevação. As obras destacam-se em seus aspectos formais alongados e expressivos, e também pelos olhos diferenciados por incisões profundas, que procuram mostrar a interioridade de cada criatura representada, como janelas que se abrem e deixam escapar as emoções contidas. Este aspecto exterior de máscara foi uma das constantes nos retratos e nus de Modigliani que procurava captar a alma através do olhar. Modigliani, inspirado pela arte africana e grega, buscava a simplicidade das formas depuradas de expressão melancólica e atemporal, também alongava a imagem como forma de expressão. A escolha pela cor natural da pedra, valoriza os aspectos de luz e sombra proporcionando uma visualização e percepção mais interessante da forma. A
  • 17. 24 natureza do material confere ainda uma textura rendada às figuras convidando ao toque e desejo de acarinhar. As formas nascem de um eixo central, na parte frontal do rosto e caminham em direção às laterais, para cima e para baixo, definindo a face e ao mesmo tempo distribuindo as tensões, para que a parte superior fique mais leve proporcionando elegância e sensibilidade à obra.
  • 18. 25 1 Tuaregue Figura 7: Tuaregue Um provérbio árabe adverte contra dois inimigos mortais no deserto: os escorpiões e os tuaregues. Apesar de aparente repouso na forma, esta peça reproduz a figura do homem indomável do deserto. Criatura nômade e desafiadora por natureza, necessita de liberdade para sentir-se completo. Em destaque mostra parte do rosto, e tem nos olhos apertados uma expressão melancólica e distante, de um rosto jovem que se esconde naquilo que confere sua identidade. O turbante, que cinge todo o alto da cabeça em movimento circular, fecha as laterais, cobrindo parte do nariz e a boca, como proteção da ação dos ventos e do sol. A cor natural da areia enfatiza a idéia do próprio deserto, conferindo plenitude e harmonia entre a figura e o material empregado visto que, um parece fazer parte da
  • 19. 26 essência do outro, como se a figura representasse uma grande duna e o humano emergisse de dentro dela. 2 Txucaramãe Figura 8: Txucarramãe Esta peça é representada por um dos mais valentes guerreiros do vale do rio Xingu. Guerreiros desprovidos de arco e flecha como eram chamados por seus inimigos. Embora tão bravios, seus olhos denunciam um choro contido, expressado por um relevo que contorna e conferem aos olhos um aspecto de inchaço. Seus traços são harmoniosos e formam linhas suaves e curvas que nascem no alto das sobrancelhas e descem contínuas até o queixo. Ostenta com orgulho e vaidade o batoque no lábio inferior que atribui a esta peça um gosto estético próprio e diferenciado. Na cabeça se eleva um cocar que faz parte de sua arte de ornamentação tribal.
  • 20. 27 3 Pokot Figura 9: Pokot Esta peça está representada por um velho chefe Pokot, que tem a meiguice e docilidade dos olhos cansados pelos percalços da vida, carregados de sabedoria sendo por isso tratado pela tribo com especial respeito. Traz um medalhão na testa, que pode representar um adereço ou mesmo ter um significado especial dentro do clã, como também poderia trazê-lo em uma ligação contemporânea aos maratonistas olímpicos. A cabeça mostra-se afinada, característica deste povo do Quênia, lábios grossos, nariz recurvado na ponta e longas marcas naso-labiais adquiridas pelo tempo.
  • 21. 28 4 Mongol Figura 10: Mongol Esta peça mostra o movimento dos olhos que se fecham como se a figura estivesse voltada para seu interior, centrada em seus pensamentos. Talvez uma atitude de recolhimento espiritual. A linha acima dos olhos, na diagonal, dinamiza e dá energia a este rosto demonstrando a eficácia e coragem do guerreiro mongol, que embora hoje sejam pacíficos pastores, no passado fizeram tremer a Europa. A parte superior da cabeça é coberta por uma espécie de chapéu em relevo demonstrando ser objeto pesado ou quente que desce em abas longas, delineando o rosto e parte posterior da cabeça. Apresenta um rosto fino e bem desenhado, nariz alongado e fino, queixo proeminente mostrando um maxilar alargado e vigoroso.
  • 22. 29 5 Mulher Girafa Figura 11: Mulher Girafa Esta peça mostra a necessidade transformada em vaidade. As argolas em torno de um pescoço esguio transformam em lentidão os movimentos do corpo como se estivesse em câmera lenta. O que outrora serviu de proteção, hoje simboliza o aprisionamento da mulher por sua própria vaidade. A figura mostra uma cabeça que parece suspensa em um pedestal. O rosto tem um aspecto achatado por não apresentar a ponte que normalmente tem o nariz. Os cabelos estão presos em uma espécie de adereço, que cai em pontas nas laterais da face. Uma franja em movimentos circulares proporciona mais feminilidade e graça tornando o rosto mais jovial. Um leve sorriso manifestado pela boca e pelos olhos demonstra os sentimentos comuns nesta mulher, a alegria e o orgulho por seu pescoço alongado. Este aspecto diferenciado e excêntrico de alongar o pescoço faz com que ela se torne atração turística.
  • 23. 30 6 Aborígine Figura 12: Aborigine A espiritualidade é a principal característica presente nesta peça. Olhos na diagonal incisivos e recolhidos. Nariz largo e chato característico, testa saliente com aspecto de preocupação. Cabelos presos em uma espécie de coque, e uma longa barba dão forma a este aborígine que poderia representar um belo troféu, pois outrora eram caçados como cangurus, massacrados moral e psicologicamente. Este rosto exprime o sofrimento contido pelos atos de racismo, preconceito e violação contra seus filhos bem como de seus locais sagrados.
  • 24. 31 7 Cigana Figura 13: Cigana Esta peça mostra a mulher cigana sensual e feminina. Sua cabeça está coberta por uma mantilha rendada e um leque fecha parte do seu rosto. Seus olhos e seu rosto mostram uma expressão de suavidade como se estivesse envolvida por um momento romântico. Ao dançar a cigana expressa seus sentimentos mais profundos através do corpo e usa objetos simbólicos como, o leque que simboliza a conquista, o poder da feminilidade e a força sutil da sedução, e o lenço que simboliza a amizade, a união e a expressão de amor da mulher apaixonada. Buscar através da arte uma forma de representar estes povos enriquece não só a parte formal e plástica deste trabalho, mas procura chamar a atenção para o drama de culturas que agonizam. As peças colocadas lado a lado, fazem refletir a presença de cada uma, como verdadeiros ícones da natureza que defendem.
  • 25. 32 METODOLOGIA 1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Como métodos na elaboração de trabalho, foram coletadas imagens que serviram de inspiração. Em seguida estas imagens foram transformadas em desenhos esboçados a lápis sem muita preocupação em estudar todas as soluções. No estudo de criação das formas tridimensionais foram modeladas em argila as peças em miniatura que serviram como base para as peças finais. Após selecionar os objetos, já idealizados na forma e expressão passou-se ao processo final de esculpir cuidando para que todos os processos pudessem apresentar etapas novas na criação, e assim o trabalho não se tornou monótono. As figuras selecionadas de acordo com o estudo feito destacaram as mais expressivas como: o índio Txucarramãe, a Mulher-do-pescoço-comprido, O Mongol das estepes, a Cigana, o Aborígine australiano, um Queniano e o Tuaregue. As peças foram esculpidas com tamanho aproximado a (60) sessenta cm de altura, posicionados na vertical e saem diretamente da base excluindo qualquer forma de suporte. As esculturas foram talhadas em concreto celular que tem como característica principal a leveza. É um material contemporâneo e industrializado desenvolvido nos anos 20 na Suécia, chegando ao Brasil no final dos anos 50. Consiste em uma mistura (cal, cimento, areia e água, materiais silicosos e alumínio em pó), o qual funciona como fermento que produz bolhas de ar fazendo com que a argamassa cresça. Trata-se de um material versátil que não apodrece, não amolece com água e não se desintegra facilmente. Os blocos apresentam medidas de 60x30x20cm. E para inicio do trabalho é preciso serrá-los na medida 60x20x20cm, para que a obra apresente-se em uma
  • 26. 33 forma alongada e fina. Para facilitar o trabalho, bem como evitar a formação de poeira, estes são imersos em água antes de iniciar o desbaste. Como instrumentos no trabalho foram utilizados as seguintes ferramentas: serrote, formão e um batedor para as partes maiores. Como acabamento final, após lixar e lavar bem a peça para desobstruir os poros, foi aplicado uma camada de silicone líquido que a impermeabiliza sem mudar seu aspecto original. Em relação à parte teórica, buscaram-se informações através de livros, revistas, internet utilizando os meios gráficos e visuais.
  • 27. 34 CONCLUSÃO Meu projeto de bacharelado através do processo escultórico, nasceu de um olhar pelas pessoas que vagueiam pelas estradas sem rumo ou destino - os andarilhos do asfalto. A partir do momento em que a idéia se cristalizou, surgiu o nomadismo como opção de uma temática mais concreta e os povos considerados como últimos primitivos emprestam suas características físicas e estéticas para este fazer artístico. Com uma poética rica de subsídios, pôde-se fazer uma ponte entre o primitivo e o contemporâneo, buscando o encantamento pela arte e beleza que na transformação corporal está presente principalmente nestes povos tribais. Esse interesse pela estética usada por esses povos decorre da originalidade que os mesmos expressam tanto através da arte considerada primitiva, como no caso das máscaras africanas, bem como pelo elemento humano que apresenta uma estética de certa maneira extravagante para as pessoas de gosto comum. Sendo compreensível entender porque artistas como Picasso, Brancusi e Modigliani se interessaram tanto pela arte africana. Brancusi, sendo o inspirador da escultura contemporânea e um grande entalhador não poderia deixar de ser citado, visto que suas obras encantam a todos. Picasso considerado o maior artista do século XX – buscou também na arte africana sua inspiração e renovação artística mostrando o verdadeiro caminho onde a arte poderia nascer livre de convenções. Modigliani sempre irreverente e apaixonado pelas mulheres, inspirado e incentivado por Brancusi, empresta sua inspiração para este trabalho onde o olhar do nômade representa a poética em destaque. Foi procurado realçar através dos olhos, o diferencial que faço do meu trabalho – explorando as linhas, cortes, saliências e relevos nos quais exploro a
  • 28. 35 expressividade do olhar aprofundado por incisões como se procurasse o interior da figura. A rusticidade do material (concreto celular) formado por uma espécie de tecido esponjoso, acaba por proporcionar um aspecto de renda, que combinado com o estilo alongado das figuras, oferece à obra certo requinte. Se o Nomadismo pode ser considerado como símbolo de nossa época, onde se busca o prazer, e a felicidade: também busquei através deste trabalho, uma arte desenvolvida com este gosto de se fazer por prazer, com liberdade não me prendendo a moldes buscando momentos de total contemplação e realização pessoal.
  • 29. 36 BIBLIOGRAFIA Arte Africana. Coleção Daniela Rasí. Disponível em: <www.africarte.it> .Acessado em 18/10/2006. ARNHEIM, R. Arte e Percepção visual. Trad. De Yvone Terezinha de faria. 3ª ed. São Paulo: Pioneira; Ed. USP, 1986. ARNHEIM, R. Intuição e Intelecto na Arte. São Paulo: Martins Fontes. 1ª edição. AZEVEDO, C. Os Cavaleiros de Gengis Khan. Fotos: SETBOUN, M. Geográfica Universal. Rio de Janeiro: Editora Bloch, nº.254, p. 4 -19,1996. BERLINCK, D. O Brasil é modelo de comportamento. Disponível em: <http://suigeneris.pro.br/>. Acessado em 17/10/2006. BORGES, E M. Mulheres Ciganas: Entre a exuberância e o mistério. Disponível em: <http://www. studium.iar.unicamp.br/nove/ciganos/3.html>. Acessado em 20/10/06. BOZAL, V. et alli. Escultura III. (História Geral da Arte). Madri: Ediciones Del Prado, 1996. CARNEIRO, H. Os povos ameaçados de extinção. Fotos: FRIEDEL, M. Geográfica Universal. Rio de Janeiro: Editora Bloch, nº.36, p. 26-27, 1986. Coleção de Arte. Picasso, E O CUBISMO. São Paulo: Globo, 1997. P. 3. DERDYK, E. O desenho da Figura Humana. São Paulo: E. Pioneira. 1990. ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA DO BRASIL PUBLICAÇÕES Ltda. ENCICLOPÉDIA BARSA volume sete, 1994.
  • 30. 37 FAURE, E. A arte Moderna. 1ª ed. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda. 1991. FERREIRA, A. B. de Holanda. Novo dicionário Aurélio. 1ª. Edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. FISHER, Ernest. A Necessidade da Arte. 8ª ed. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1981. HERSKOVITS, Melville. Antropologia Cultural. 1ª ed. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1963. JANSON. W, JANSON. A.F. Iniciação a História da Arte. 2ª edição. São Paulo: 1996. MAFFESOLI, M. Sobre o Nomadismo. Vagabundagens pós-modernos. Rio de Janeiro: Record, 2001. MAGNO, DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Difusão Cultural do Livro LTDA, 1994. MARTINS, F. Amedeo Modigliani: dolorosos direitos da beleza.< http://www.revista.agulhanom.br/. > Disponível em: Acessado em 26/08/2006. MIDLEY, Barry. Guia Completa de Escultura, Modelado y Cerâmica - Técnica y Materiales. Madrid: Blume,1993. OSTROWER, F. A sensibilidade do Intelecto. 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora Campus. 1998. Pelos Caminhos da Espanha Romântica. Foto: Lotti-Mondadori. Geográfica Universal. Rio de Janeiro: Editora Bloch, nº.66, p.63, 1980. RIBON, Michel. A arte e a natureza. Campinas: editora Papirus,1991.
  • 31. 38 SALUM, Marta Heloisa Leuba. África: culturas e sociedades. Disponível em: <http://www.arteafricana.usp.br/>. Acessado em 29/08/2006. SETBOUN, M. Mongólia. Os Pastores das Estepes. Fotos: SETBOUN, M. Geográfica Universal. Rio de Janeiro: Editora Bloch, nº.227, p. 19-29, 1993. SEM FRONTEIRAS. Mundo plural, Pokot. Disponível em: <http://ospiti.peacelink.it/zumbi/>. Acessado em 1/9/2006. VIGO, Marcela. Os últimos Primitivos. Geográfica National. Rio de Janeiro: Editora Bloch, nº.233, p. 66-68, 1994. WITTKOWER, R. Escultura. São Paulo: Martins Fontes. 1989.
  • 32. 39 ANEXOS
  • 33. 40 ANEXO 1 – Procedimentos utilizados para a criação das formas preliminares das esculturas. ANEXO 1.1 – Tuaregue Michael Friedel 1. fotografia 2. Esboço preliminar para estudo da escultura Tuaregue. 3 . Estudo tridimensional em argila.
  • 34. 41 ANEXO 1. 2- Txucarramãe Michel Friedel 1. fotografia 2.Esboço preliminar para estudo da escultura Txucarramãe. 3. Estudo no tridimensional em argila.
  • 35. 42 ANEXO - 1.3 Pokot Michael Friedel 1. Fotografia 2.Esboço preliminar para estudo da escultura Pokot. 3. Estudo tridimensional em argila.
  • 36. 43 ANEXO – 1.4 Mongol Michel Setboun - Sygma 1. Fotografia 2. Fotografia 3. Esboço preliminar para estudo da escultura Mongol. 4. Estudo no tridimensional em argila.
  • 37. 44 ANEXO – 1.5 Mulher-Girafa Michael Friedel 1. Fotografia 2. Esboço preliminar para estudo da escultura Mulher Girafa. 3. Estudo no tridimensional em argila.
  • 38. 45 ANEXO – 1.6 Aborígine 1. fotografia 2. Esboço preliminar para estudo da escultura Aborígine. 3. Estudo no tridimensional em argila.
  • 39. 46 ANEXO – 1.7 Cigana Otto Mondadori 3. Estudo no tridimensional em argila. 1. Fotografia 2. Esboço preliminar para estudo da escultura Cigana.
  • 40. 47 ANEXO 2: Fotografias de algumas etapas do processo escultórico.
  • 41. 48 GLOSSÁRIO BOTOQUE. Rodela grande, de uso entre os botocudos e outros indígenas brasileiros, para ser introduzida em furos artificiais feitos nos lóbulos da orelha, narinas e beiço inferior. (batoque, tembetá). CRUZETA. Instrumento de metal ou madeira muito utilizado durante o século XIX por escultores. Consta de três pontas de ferro que se situam sobre três pontos sobressalentes escolhidos; leva fixo um braço articulado com uma quarta ponta que pode deslizar sobre ele mediante três parafusos. Com esta quarta ponta se obtêm novos pontos. Uma vez transportados os pontos do modelo ao bloco de pedra, o escultor começava a eliminar o excesso do material. “DEFINITOR” DE ALBERTI. Trata-se de um utensílio utilizado para a tomada de pontos. Consistia em círculo graduado de cujo centro partia um braço giratório também graduado ao qual pendurava um prumo que podia se deslocar ao longo do mesmo. Para se obter um ponto determinado o circulo era situado no centro superior do modelo, a seguir se girava o braço com o prumo até situá-lo sobre a vertical do ponto desejado. ESCARIFICAÇÕES. Produção de incisões simultâneas e superficiais na pele, um tipo de tatuagem. TIRADO DE PONTOS. Esta técnica foi usada ao longo da história da escultura. Com um prumo eram situados os pontos mais salientes do modelo, depois as distâncias entre os fios e a superfície eram marcadas no bloco de pedra através de orifícios perpendiculares, de acordo com a profundidade assinalada pelo prumo. Estes pontos serviam de guia para o trabalho de desgaste do bloco, até deixar descoberta a superfície desejada.

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