Terapeuta ocupacional-na-assitencia-social

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Terapeuta ocupacional-na-assitencia-social

  1. 1. Associaçãobrasileiradosterapeutasocupacionais,regionalSCAbrato-SC CNPJ. 11.749885/0001-42 de 5/Maio/2009www.abratosc.blogspot.com E-mail: abrato-sc@hotmail.comTERAPEUTA OCUPACIONAL NA ASSISTÊNCIA SOCIALBeatriz Macali Souza – Coordenadora do GT SUAS Abrato-SC, terapeuta ocupacional na Secretária de AssistênciaSocial de Joinville, pós-graduada em Gerontologia Social ePsicomotricidade.Lizete Antunes – terapeuta ocupacional, presidente daAbrato/SC, vice-presidente do CREFITO 10, pós-graduadaem Saúde Pública e Saúde Mental.Silvane Penkal – Suplente no FET SUAS/SC, membro daAbrato/SC, GT SUAS e terapeuta ocupacional da Secretáriade Assistência Social de Joinville, pós-graduada emPsicopedagogia.O terapeuta ocupacional tem ao longo de sua história, se orientado pelo objetivo depromover processos que oportunizem, estimulem e incrementem a participação social de pessoase grupos sociais que, por motivos diversos, vivam em situação de vulnerabilidade social. Nessesentido, vem desenvolvendo práticas que reúnem tecnologias orientadas para a emancipação e aautonomia de pessoas que, por razões ligadas a problemáticas específicas (físicas, sensoriais,psicológicas, mentais e/ou sociais) apresentam temporária ou definitivamente, dificuldades deinserção e de participação na vida social e econômica1.O terapeuta ocupacional que atua em serviço de acolhimento, deve também, priorizar oatendimento familiar por meio de mediações sócio-ocupacionais, visto que os vínculos familiaresrompidos, em algumas situações podem ser reconstituídos.A profissão desde o seu início no Brasil se preocupou com a reabilitação da vida cotidiana esocial dos indivíduos aos quais atendia, tornando-os mais independentes nas atividades da vidadiária e nas atividades instrumentais da vida diária que inclui: trabalho, educação, lazer eparticipação comunitária.O terapeuta ocupacional é um profissional dotado de formação nas Áreas: da Saúde, doSocial e da Educação. Sua intervenção compreende avaliar o cliente, buscando identificaralterações nas suas funções práxicas, considerando sua faixa etária e/ou desenvolvimento de suaformação pessoal, familiar, social, educacional [...]2.
  2. 2. Associaçãobrasileiradosterapeutasocupacionais,regionalSCAbrato-SC CNPJ. 11.749885/0001-42 de 5/Maio/2009www.abratosc.blogspot.com E-mail: abrato-sc@hotmail.comA partir da década de 1980 aconteceu o desenvolvimento da especialização em TerapiaOcupacional Social e atualmente o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional –COFFITO realiza a prova de especialidade, conferindo ao terapeuta ocupacional o titulo deEspecialista Profissional em Contextos Sociais3.No I Encontro Regional dos terapeutas ocupacionais trabalhadores da Assistência Social deSanta Catarina promovido pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional dadécima região, CREFITO-10 em Joinville no mês de Outubro de 2010 foi um momento quepossibilitou vários e importantes debates, a efetiva troca de experiências e relatos dosprofissionais que atuam no campo do Social e nos seus diversos níveis de complexidade.Nesta mesma época o CREFITO-10 realizou em 2010 o senso entre os terapeutasocupacionais de Santa Catarina e obteve como resposta o número de 21 profissionais que atuamno campo social e nos diversos níveis de complexidade: Proteção Social Básica, MédiaComplexidade e Alta Complexidade 4.A resolução nº 418 de 04 de junho de 20125estabelece os Parâmetros AssistenciaisTerapêuticos Ocupacionais em Contextos Sociais orientando assim estes profissionais a trabalharnos diferentes níveis de complexidade.Na Proteção Social Básica direciona suas ações ao fortalecimento de vínculos,potencializando a autonomia e promovendo o desenvolvimento de habilidades e potencialidadesem caráter da função protetiva e proativa da família4.Propõe e implementa a realização de atividades que favorecem o acesso a experiênciasdiversas de manifestações culturais, artísticas e expressivas, desportivas, linguísticas entre outras,promove atividades cognitivas, expressivas, corporais, lúdicas e de convivência bem como aconsolidação de relações dialógicas pautadas pela cidadania e pelo reconhecimento do valor dadiversidade de saberes1,6.Realiza avaliação e atendimento sócio-ocupacional visando orientação sobre os aspectosde acessibilidade, processo de desenvolvimento infantil e das relações de cuidado com crianças;media as relações entre crianças/adolescentes e familiares facilitando as diferenças culturais eintergeracionais; orientação e acompanhamento a idosos proporcionando suporte para o processode envelhecimento.
  3. 3. Associaçãobrasileiradosterapeutasocupacionais,regionalSCAbrato-SC CNPJ. 11.749885/0001-42 de 5/Maio/2009www.abratosc.blogspot.com E-mail: abrato-sc@hotmail.comNa Proteção Social Especial o terapeuta ocupacional centra a sua atenção na organizaçãoe/ou reorganização da vida cotidiana com atendimento e orientações direcionadas para apromoção de direitos, fortalecimento da função protetiva das famílias em situações de ameaça ouviolação de direitos4.Atua no fortalecimento do vínculo familiar por meio da proposição de atividades grupaissignificativas no contexto das realidades locais e para a família e seus membros, criandooportunidades para o “fazer em família” e para o incremento de suas relações1;Promove a construção ou reconstrução da história da vida familiar valorizando por meiodas atividades, a singularidade dos sujeitos e da família, considerando sua inserção nacomunidade.1Além destas ações encontramos uma descrição detalhada no documento terapeutaocupacional na Assistência Social1que descreve as ações do terapeuta ocupacional nos diferentesníveis de complexidade1.A Carta de Joinville/SC - SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – SUAS E AS DIRETRIZESNORTEADORAS AO TERAPEUTA OCUPACIONAL4, aponta as seguintes ações executadasexclusivamente pelo terapeuta ocupacional: Aplicar métodos de avaliação e registro, formular objetivos, estratégias de intervenção taiscomo: atendimentos individuais, grupais, familiares, institucionais, coletivos, comunitários; Emitir pareceres e relatórios terapêuticos ocupacionais sobre o desempenho sócio-ocupacional e se necessário, realizar encaminhamentos para os serviços da rede, nas trêsesferas governamentais; No atendimento grupal as ações sociais inclusivas resgatam o “pertencer” por meio de açõesterapêuticas ocupacionais em diferentes modalidades de grupos: socioeducativo, deconvivência e sociabilidade; Realizar atendimento de Terapia Ocupacional em contextos sociais sendo em órgãos públicose/ou entidades inscritas no CMAS – Conselho Municipal de Assistência Social; Como instrumento de trabalho utilizará a visita domiciliar para complemento de suaintervenção terapêutica ocupacional, bem como, conhecerá a dinâmica familiar e o contextosocial no qual o usuário está inserido visando contribuir no seu protagonismo social. Avaliará o ambiente domiciliar físico funcional do usuário, sugerindo adaptações e/ouadequações quando necessário, melhorando a acessibilidade e a rotina de vida;
  4. 4. Associaçãobrasileiradosterapeutasocupacionais,regionalSCAbrato-SC CNPJ. 11.749885/0001-42 de 5/Maio/2009www.abratosc.blogspot.com E-mail: abrato-sc@hotmail.com Avaliará a necessidade do uso de tecnologia assistiva, e fará encaminhamentos de forma aarticular serviços de outras políticas públicas e organizações privadas locais da rede de apoio.Os terapeutas ocupacionais do GT SUAS da Abrato/SC têm participando cada vezmais dos conselhos municipais de direitos, em conferências municipais, estaduais efederais com objetivo de conhecer e contribuir na formulação da política de assistênciasocial, de apresentar a Terapia Ocupacional aos diferentes atores sociais, bem comoofertar aos terapeutas ocupacionais informações sobre: eventos, produções científicasda área de assistência social, fomentar a troca de experiências, e fortalecer as práticassócio-ocupacionais.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Associação Brasileira dos terapeutas ocupacionais (ABRATO), Projeto Metuia(USP/UFSCar). Terapia Ocupacional na Assistência Social. São Paulo: ABRATO; 2011.2. CAZEIRO APM, BASTOS SM, SANTOS EA, ALMEIDA MVM, CHAGAS JNM. Terapia ocupacional– a Terapia Ocupacional e as atividades da vida diária, atividades instrumentais da vidadiária e tecnologia assistiva. Fortaleza: Associação Brasileira de Terapia Ocupacional(ABRATO), 2011.3. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução n°406 de07 de novembro de 2011. Brasília; 2011.4. Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 10 ª Região (CREFITO).Carta de Joinville/SC – Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e as diretrizesnorteadoras ao terapeuta ocupacional. Joinville: Conselho Regional Fisioterapia eTerapia Ocupacional, 2010.5. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução n°418 de04 de junho de 2012. Curitiba; 2012.6. SOUZA BM, PENKAL S. Descrição de cargos para a Prefeitura Municipal de Joinville – Centrode Convivência do Idoso Eudócio da Silveira. Joinville: 2012.

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