Guia de plantas visitadas por abelhas na caatinga

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Guia de plantas visitadas por abelhas na caatinga

  1. 1. Guia de PlantasVISITADAS POR ABELHAS NA CAATINGA Camila Maia-Silva, Cláudia Inês da Silva, Michael Hrncir, Rubens Teixeira de Queiroz e Vera Lucia Imperatriz-Fonseca
  2. 2. Camila Maia-Silva, Cláudia Inês da Silva, Michael Hrncir, Rubens Teixeira de Queiroz e Vera Lucia Imperatriz-Fonseca Guia de Plantas VISITADAS POR ABELHAS NA CAATINGADados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 1ª Edição Guia de plantas : visitadas por abelhas na Caatinga / Camila Maia-Silva...[et al.]. -- 1. ed. -- Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012. Outros autores: Cláudia Inês da Silva, Michael Hrncir, Rubens Teixeira de Queiroz e Vera Lucia Imperatriz-Fonseca ISBN 978-85-98564-05-0 1. Abelhas 2. Biodiversidade - Brasil 3. Biomas 4. Caatinga - Brasil, Nordeste 5. Caatinga - Fortaleza - CE Plantas - Brasil, Nordeste 6. Ecossistemas - Brasil 7. Plantas com flores 8. Plantas - Guias I. Maia-Silva, Camila. II. Silva, Cláudia Inês da. III. Hrncir, Michael. IV. Queiroz, Rubens Teixeira 2012 de. V. Imperatriz-Fonseca, Vera Lucia.12-03658 CDD-581.9813 Índices para catálogo sistemático: 1. Caatinga : Brasil, Região Nordeste : Bioma brasileiro : Plantas visitadas por abelhas : Guias 581.9813
  3. 3. Copyright C 2012 Editora Fundação Brasil Cidadão ConteúdoEditor responsável Apresentação 7 Mimosa caesalpinifolia João Bosco Priamo Carbogim Sabiá 55Coordenação Geral do Projeto De Olho na Água ÁRVORES 12 Mimosa paraibana Maria Leinad Vasconcelos Carbogim Cerrador 57 Anacardium occidentale Mimosa tenuifloraAutores Cajueiro 15 Jurema-preta 59 Camila Maia-Silva, Cláudia Inês da Silva, Myracrodruon urundeuva Senegalia polyphylla Michael Hrncir, Rubens Teixeira de Queiroz e Vera Lucia Imperatriz-Fonseca Aroeira 17 Espinheiro 61 Spondias tuberosa Amburana cearensisProjeto apoiado Umbuzeiro 19 Cumaru 63 CAPES Copernicia prunifera Luetzelburgia auriculata CNPq Carnaubeira 21 Pau-mocó 65Conteúdo científico Handroanthus impetiginosus Ziziphus joazeiro UFERSA Pau-d’arco-roxo 23 Juazeiro 67 USP Cochlospermum vitifolium Referências 68 Pacoté 25Colaboração CETAPIS Cordia oncocalyx ARBUSTOS E SUBARBUSTOS 70 Pau-branco 27Projeto Gráfico e Direção de Arte Commiphora leptophloeos Allamanda blanchetii Mauri de Sousa Imburana 29 Sete-patacas-roxa 73Apoio Institucional Cynophalla flexuosa Varronia globosa Petrobras Feijão-bravo 31 Moleque-duro 75 USP Crateva tapia Varronia leucocephala UFERSA Trapiá 33 Buquê-de-noiva 77 Combretum leprosum Tarenaya spinosaApoio técnico Promosell Comunicação Mofumbo 35 Mussambê 79 Cnidoscolus quercifolius Cnidoscolus urensMichael Hrncir Fotos capa, Fotos plantas e Fotos de abelhas nas flores: Faveleira 37 Urtiga 81 Melipona subnitida e Tarenaya spinosa; Exomalopsis sp. e Senna Jatropha mollissima Chamaecrista duckeana obtusifolia; Macho de abelha solitária dormindo na flor Turnera subulata; Trigona spinipes e Waltheria rotundifolia; Xylocopa Pinhão-bravo 39 Palma-do-campo 83 sp. e Libidibia ferrea; Plebeia sp. e Cereus jamacaru; Plebeia Croton sonderianus Senna uniflora sp. e Croton sonderianus; Xylocopa grisensis e Libidibia ferrea; Marmeleiro 41 Matapasto-cabeludo 85 Melipona subnitida e Senna obtusifolia; Ceratina sp. e Turnera subulata; Abelha (família Halictidae), Jacquemontia multiflora, Libidibia ferrea Senna obtusifolia Apis mellifera e Senegalia polyphylla. Jucazeiro 43 Matapasto 87Dirk Koedam Fotos de abelhas nas flores: Frieseomelitta sp. e Libidibia ferrea. Poincianella bracteosa Senna occidentalis Catingueira 45 Fedegoso 89Camila Maia-Silva Fotos de abelhas nas flores: Ceblurgus longipalpis e Varronia Senna macranthera Senna trachypus leucocephala. São-joão 47 Canafístula 91Agradecimentos Anadenanthera colubrina Mimosa invisa Os autores agradecem ao CNPq pelo apoio financeiro Angico 49 Calumbi-miúdo 93 (Processos: 304722/2010-3 e 482218/2010-0); Pityrocarpa moniliformis Solanum paniculatum ao Prof. Dr. Fernando C. V. Zanella pela identificação das abelhas, Catanduva 51 Jurubeba 95 e ao Reitor da UFERSA, Dr. Josivan Barbosa Menezes Feitoza, Mimosa arenosa Hyptis suaveolens pelo apoio incondicional ao projeto; à Universidade de São Paulo pelo apoio científico, e à Petrobras que patrocinou a publicação desse Guia. Calumbi 53 Bamburral 97
  4. 4. ÁRVORES 07 Guia de plantas visitadas por abelhas na caatingaSida cordifolia Boerhavia diffusaMalva-branca 101 Pega-pinto 147 ApresentaçãoSida galheirensis Oxalis divaricata O “Guia de plantas da caatinga visitadas por abelhas” insere-se nosErvaço 103 Trevo 149 objetivos do Projeto “De Olho na Água” como parte das ações integradas eTriumfetta rhomboidea Oxalis glaucescens participativas, fundamentadas em pesquisas científicas e na aplicação deCarrapicho-de-bode 105 Trevo 151 técnicas ecossustentáveis.Waltheria americana Scoparia dulcis A longo prazo, o manejo de abelhas nativas tem um propósito maiorMalva-branca 107 Vassourinha-de-botão 153 além da geração de renda suplementar que a produção de mel podeWaltheria bracteosa Polygala violacea 155 proporcionar. O ganho maior é a conservação da flora nativa, que temMalva 109 Portulaca oleracea nesses polinizadores um dos vetores mais importantes para a manutençãoLantana camara Beldroega 157 da qualidade dos ecossistemas e, consequentemente, da qualidade de vidaCambará 111 Talinum triangulare de todas as espécies.Referências 112 Beldroega-graúda 159 Patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, Borreria verticillata o Projeto “De Olho na Água” apresenta esse Guia como o resultado daHERBÁCEAS 114 Cabeça-de-velho 161 articulação entre o saber científico e a prática sustentável dos recursos Diodella teres naturais. Daí sua importância num momento crucial em que a humanidadeAlternanthera tenella Mata-pasto 163 discute em fóruns internacionals a necessidade de um novo paradigma naQuebra-panela 117 Richardia grandiflora relação do homem com a natureza.Froelichia humboldtiana Asa-de-pato 165 A escolha de implementar este trabalho de plantas visitadas pelas abelhasErvaço 119 Turnera subulata no Projeto “De Olho na Água” , com a Fundação Brasil Cidadão, foi peloStilpnopappus pratensis 121 Chanana 167 excelente trabalho de conservação da natureza, em especial do manguezal,Euploca polyphyllum Referências 168 desenvolvido em Icapuí, a valorização local do capital natural e a formaçãoSete-sangrias 123 de uma nova geração que vai fazer a diferença na gestão dos recursosCommelina erecta TREPADEIRAS 170 naturais.Santa-Luzia 125 Este Guia é útil para o reconhecimento destas plantas essenciais para asIpomoea asarifolia Ipomoea bahiensis abelhas que estão na caatinga. Foi construído baseado em trabalhos deSalsa 127 Jetirana 173 campo de teses de doutoramento e projetos de pesquisa desenvolvidosJacquemontia gracillima Ipomoea nil por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade FederalJetirana 129 Corda-de-viola 175 Rural do Semi-Árido, com apoio das agências financiadoras de pesquisaChamaecrista calycioides Jacquemontia montana 177 CAPES e CNPq. O estudo identificou as plantas com flores da caatinga e aPalma-do-campo 131 Jacquemontia multiflora utilização destes recursos florais pelas abelhas. Temos árvores, arbustos,Chamaecrista pilosa Jetirana-branca 179 herbáceas e trepadeiras importantes para as abelhas da caatinga. Os ramosPalma-do-campo 133 Merremia aegyptia floridos foram coletados para identificação por especialistas e depositadosChamaecrista supplex Jetirana-de-mocó 181 no Herbário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido.Palma-do-campo 135 Canavalia brasiliensis Desta forma, temos à disposição informações úteis para a população emMimosa modesta Feijão-de-porco 183 geral, assim como para aqueles que se dedicam à jardinagem e paisagismoMalícia 137 Centrosema brasilianum com plantas nativas da caatinga, pois falamos sobre as flores observadas,Mimosa quadrivalvis Jequitirana 185 suas formas, tamanhos, cores e época de florescimento. As fotografiasMalícia 139 Chaetocalyx scandens foram feitas especialmente para este guia.Stylosanthes viscosa Rama-amarela 187 Uma aplicação importante deste conhecimento é o incentivo à construçãoMelosa 141 Cardiospermum corindum de jardins para polinizadores, uma ação que já é implementada em váriasMarsypianthes chamaedrys Chocalho-de-vaqueiro 189 partes do mundo, para conservar as abelhas. Esses jardins podem terAmargosa 143 Referências 190 tamanhos variados e são utilizados em residências, escolas, ruas, praças ePavonia cancellata parques.Corda-de-viola 145
  5. 5. ÁRVORES 08 ÁRVORES 09 Biodiversidade de flores e abelhas Melipona subnitida e Tarenaya spinosa Apis mellifera e Senegalia polyphylla Trigona spinipes e Waltheria rotundifolia Frieseomelitta sp. e Libidibia ferrea Plebeia sp. e Croton sonderianus Exomalopsis sp. e Senna obtusifolia Plebeia sp. e Cereus jamacaru Xylocopa sp. e Libidibia ferrea Macho de abelha solitária dormindo na flor Turnera subulata Ceblurgus longipalpis e Varronia leucocephala
  6. 6. ÁRVORES 10 ÁRVORES 11 As flores e as abelhas vivos, os locais onde moram, as interações entre eles (o que comem, como obtêm este alimento, como se reproduzem). Estas interações são As plantas com flores são muito antigas, surgiram na Terra há mais de 120 muito importantes para a manutenção da vida. milhões de anos. Desde o início ofereceram recursos alimentares abundantes, Biodiversidade de flores e abelhas, aparentemente um assunto tão utilizados por visitantes florais (insetos, geralmente), os quais, por sua vez, simples e fácil de observar, formam a base da vida na Terra. As flores buscando este alimento de flor em flor, as polinizavam. O nectar da flor é produzem frutos que são utilizados por toda a cadeia alimentar. Preservar uma fonte açucarada de alimento, e os grãos de pólen, fonte de proteínas . estes recursos, e restaurá-los onde desapareceram, faz parte das Uma revisão recente1 sobre a importância da polinização por animais, responsabilidades sociais da atualidade. mostrou que este processo é utilizado por 87,5% de todas as espécies de A jandaíra é uma das abelhas nativas do semi-árido mais utilizadas pelo plantas com flores conhecidas até o momento. Insetos e flores coevoluíram, homem da caatinga. O Padre Bruening, que escreveu sobre ela3, dizia com benefícios para os dois lados. No caso das abelhas, visitantes florais que Sempre houve mais jandaíras que nordestinos, mais casas de abelhas especializados, essa troca é obrigatória, pois as abelhas obtêm todo o seu indígenas que casas de aborígenes na caatinga. O corte indiscriminado alimento nas flores, as quais se beneficiam desta interação produzindo frutos de árvores, por exemplo, a imburana, a catingueira, o angico, a baraúna, com maior diversidade genética. Este fenômeno, esquematizado na figura que servem como local de nidificação para estas abelhas, ameaça a abaixo, é conhecido como polinização. sobrevivência da jandaíra, adaptada às condições climáticas locais. Assim, também, interfere nesse processo a ausência das árvores cujas florações no período da seca alimentam as abelhas, dentre elas, 
o angico, a aroeira, o cajueiro, o umbuzeiro, a carnaubeira, o juazeiro. Para produzir o mel, o meliponicultor precisa cuidar das plantas que servem de alimento para as abelhas, e das que são usadas como moradia. Com o trabalho das comunidades no plantio de árvores para as abelhas, estaremos formando cidadania e redesenhando o caminho da sustentabilidade local, com foco em um futuro melhor. Cada vez mais é necessária uma ação combinada de boa governança, bom manejo e participação popular, com o vigor das interações entre os vários segmentos da sociedade, para a valorização do conhecimento. Um novo modelo de desenvolvimento vai estimular o ciclo da vida, em vez de impedi-lo. Afinal, a biodiversidade está no coração do desenvolvimento econômico e social. Esquema da polinização: os grãos de pólen (contêm os gametas masculinos) de uma flor são transportados para o estigma (parte feminina) de outra flor. Esquema de Bruno Nunes Silva. Vera Lucia Imperatriz Fonseca é bióloga, Professora Titular de Ecologia da Universidade de São Paulo (USP) e Professora Visitante Sênior da Na caatinga brasileira são conhecidas 187 espécies de abelhas, a maioria CAPES na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), no Rio delas considerada como espécies raras2. Entretanto, as mais abundantes Grande do Norte (RN). são as abelhas sociais nativas sem ferrão, como a jandaíra, a jati, a amarela, a moça-branca, a irapuá, a cupira, a mandaçaia, a remela, a canudo, a limão, a munduri e a introduzida Apis mellifera, também conhecida como abelha de mel, abelha europa, abelha africanizada. Outras espécies de abelhas de hábitos solitários também são abundantes e de grande importância ecológica. 1Ollerton, J., Winfree, R. & Tarrant, S. 2011 . How many flowering plants are pollinated by animals? Oikos, 120: 321-326. 2Zanella, F.C.V. & Martins, C.F. 2003. Abelhas da caatinga: biogeografia, ecologia e conservação. Biodiversidade de flores e abelhas In: Leal, I.R., Tabarelli, M. & Silva, J.M.C. eds. Ecologia e Conservação da caatinga, p. 75-134. Editora Universitária da UFPE, Recife, Brasil. 3Bruening, H. 1990. A abelha Jandaíra. Coleção Mossoroense. Serie C. Vol 557, 181p. Biodiversidade é a palavra que usamos para descrever a variedade de seres
  7. 7. ÁRVORES 12 ÁRVORES 13 ÁRVORES Luetzelburgia auriculata Forma de crescimento comum em plantas terrestres lenhosas, onde o vegetal cresce de forma monopodial (com um ápice principal sobrepondo os demais, com poucas ramificações) até atingir cerca de dois metros de altura e depois ramifica-se. Planta com um tronco não Xylocopa grisensis (mamangava-de-toco) visitando flor de Libidibia ferrea (jucazeiro) ramificado na base.
  8. 8. ÁRVORES 14 ÁRVORES 15 CAJUEIRO Anacardiaceae Anacardium occidentale L. Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal, Amazônia Período de floração: estação seca Anacardium occidentale O cajueiro é uma árvore comum em gênero Centris, também conhecidas pequenos pomares, nas cidades e como abelhas coletoras de óleos, também muito cultivada em quase são os principais polinizadores todo o país. O seu fruto verdadeiro do caju. Espécies de abelhas sem é a castanha, um fruto seco muito ferrão como a abelha jandaíra apreciado no Brasil e no exterior. (Melipona subnitida) também O “caju” é um pseudofruto, coletam néctar nas flores do carnoso, suculento e muito rico cajueiro. em fonte de vitamina C, utilizado As abelhas do gênero Centris principalmente na produção de necessitam de óleo para sucos e doces. construírem seus ninhos e Suas inflorescências são formadas alimentarem suas crias. Portanto, por flores vermelhas, pequenas e para garantir a presença dessas perfumadas. O néctar é o recurso abelhas em grandes áreas de mais atrativo para os polinizadores, cultivo de caju, recomenda-se o embora o pólen também seja plantio de espécies fontes de óleos coletado por algumas espécies florais como a acerola (Malpighia de abelhas. Abelhas solitárias do emarginata). Referências bibliográficas: 8,9,13,15
  9. 9. ÁRVORES 16 ÁRVORES 17 AROEIRA Anacardiaceae Myracrodruon urundeuva Allemão Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação seca No nordeste do Brasil, a aroeira todos. Além do néctar, as flores é uma árvore muito conhecida masculinas possuem anteras devido às suas propriedades vistosas que disponibilizam farmacológicas, sendo considerada pólen para as abelhas. A resina, uma das principais plantas proveniente das lesões das cascas, medicinais da região. também é coletada pelas abelhas. Durante o período de floração sua Na estação seca, período copa encontra-se completamente com poucos recursos florais sem folhas, coberta apenas por na caatinga, plantas como a flores. Suas inflorescências formam aroeira são fundamentais para a cachos com flores amarelas, alimentação das abelhas. Devido pequenas e perfumadas. Suas flores às suas características melíferas é produzem néctar em abundância indicado o plantio de mudas em que atraem muitas espécies de áreas de conservação e criação de abelhas nativas. O mel produzido abelhas. Além disso, essa espécie através do néctar de aroeira é pode ser utilizada em projetos de saboroso e muito apreciado por arborização e paisagismo. Referências bibliográficas: 5,9,1315,16,17
  10. 10. ÁRVORES 18 ÁRVORES 19 UMBUZEIRO Anacardiaceae Spondias tuberosa Arruda Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação seca O umbuzeiro produz frutos polinizadores do umbuzeiro são comestíveis muito apreciados espécies de abelhas sem ferrão dos na região nordeste do Brasil. Em gêneros Scaptotrigona, Trigona geral, seus frutos são consumidos e Frieseomelitta. Por fornecer ao natural, misturados ao leite néctar durante a estação seca, o e principalmente utilizados na umbuzeiro é um recurso muito produção de doces. importante para a manutenção das As suas raízes tuberosas, capazes espécies de abelhas sem ferrão na de armazenar água, permitem caatinga que o umbuzeiro resista a longos As flores do umbuzeiro são períodos de seca. Durante a importantes para fortalecer a estação seca, suas flores surgem conservação e a criação de abelhas quando a copa ainda está sem ferrão. Além disso, sua copa completamente sem folhas. Suas ampla fornece sombra agradável flores são pequenas, brancas, favorecendo a utilização dessa cheirosas e muito atrativas para espécie no paisagismo urbano. as abelhas nativas. Os principais Referências bibliográficas: 2,9,13,15,17,20
  11. 11. ÁRVORES 20 ÁRVORES 21 CARNAUBEIRA Arecaceae (Palmae) Copernicia prunifera (Mill.) H.E. Moore Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação seca A carnaubeira é uma palmeira Suas inflorescências formam muito comum no nordeste do Brasil cachos pendentes compostos e ocorre principalmente nos por flores amarelas e pequenas. vales inundáveis dos estados Estas disponibilizam néctar e do Ceará, Piauí e Rio Grande do pólen, recursos que atraem Norte. Essa espécie possui folhas muitas espécies de insetos e grandes das quais é extraída a principalmente as abelhas cera de carnaubeira, um produto nativas. A beleza exuberante de grande importância industrial dessa palmeira também favorece para a produção de acessórios de sua utilização em projetos informática, tintas, cosméticos, de paisagismo. O plantio de entre outros. Além disso, a madeira carnaubeira fortalece a criação de da carnaubeira pode ser utilizada abelhas nativas, pois essa espécie para construção de casas e móveis é uma excelente fonte de recursos rústicos. florais. Referências bibliográficas: 5,9,13
  12. 12. ÁRVORES 22 ÁRVORES 23 PAU-D’ARCO-ROXO Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus Mattos Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Amazônia Período de floração: estação seca O pau-d’arco-roxo ou ipê-roxo é porte, as quais são os principais muito conhecido por apresentar polinizadores dessa espécie. uma copa exuberante durante o O pau-d’arco-roxo também é fonte seu período de floração. Sua copa de resina para as abelhas. desprovida de folhas e coberta por Na estação seca suas flores muitas flores chama a atenção a fornecem néctar para muitas longas distâncias. espécies de abelhas. Recomenda- Suas inflorescências são compostas se o plantio dessa espécie para por flores grandes, de cor roxa fortalecer a conservação de abelhas e com odor suave. Suas flores nativas. Além disso, devido à produzem grande quantidade de beleza de suas inflorescências o néctar atraindo muitos visitantes pau-d’arco-roxo pode ser utilizado florais como mariposas, morcegos, no paisagismo urbano e também beija-flores e principalmente em reflorestamentos. abelhas de médio e grande Referências bibliográficas: 5,7,9,13,15,17
  13. 13. ÁRVORES 24 ÁRVORES 25 PACOTÉ Bixaceae Cochlospermum vitifolium (Willd.) Spreng Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia Período de floração: estação seca O pacoté ou algodão-do-mato é nativas. Os principais polinizadores uma árvore de pequeno porte que dessa planta são abelhas de médio perde todas as folhas na estação ou grande porte, as quais vibram seca. No entanto, durante a floração nas anteras para retirar o pólen sua copa é formada apenas por como, por exemplo, as abelhas flores amarelas e grandes que mamangavas-de-toco (gênero enfeitam a paisagem da caatinga. Xylocopa) e as abelhas do gênero Suas flores não produzem néctar, Centris. mas suas anteras poricidas, cujos Essa espécie é ornamental, possui grãos de pólen são liberados por crescimento rápido, é indicada vibração, disponibilizam grandes para a construção de jardins quantidades de pólen aos visitantes com flora melífera e também florais. Durante a estação seca suas pode ser utilizada em áreas de flores constituem uma importante reflorestamentos. fonte de pólen para as abelhas Referências bibliográficas: 7, 9, 13, 17, 23
  14. 14. ÁRVORES 26 ÁRVORES 27 PAU-BRANCO Boraginaceae Cordia oncocalyx Allemão Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa O pau-branco é uma espécie A madeira do pau-branco é muito arbórea de médio porte que explorada para construção civil. possui tronco de cor clara e ocorre Devido ao corte indiscriminado, principalmente no Ceará e no essa espécie necessita Rio Grande do Norte. urgentemente de planos de manejo Suas inflorescências são grandes, e conservação para a recomposição compostas por flores brancas, de áreas exploradas. pequenas e suavemente O pau-branco pode ser utilizado perfumadas. Suas flores são em áreas de criação e conservação frequentemente visitadas e de abelhas e também devido ao polinizadas por espécies de moscas seu belo aspecto paisagístico e da família Syrphidae. Outros insetos ornamental pode ser utilizado em como mariposas, vespas e algumas projetos de arborização urbana. espécies de abelhas nativas também visitam suas flores para coletar principalmente néctar. Referências bibliográficas: 2,3,9,13,15,17
  15. 15. ÁRVORES 28 ÁRVORES 29 IMBURANA Burseraceae Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B.Gillett Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação chuvosa A imburana possui uma copa pólen e néctar para as abelhas. exuberante e um tronco que é Suas flores são amarelas, pequenas, facilmente reconhecido devido à isoladas ou formam pequenos sua cor avermelhada e suas cascas grupos. Os frutos comestíveis esfoliantes que se desprendem em servem de alimento para muitas lâminas. espécies de animais silvestres. Essa árvore é considerada uma O uso da imburana para a espécie chave para a manutenção recomposição de áreas degradadas das abelhas nativas. Várias espécies favorece a meliponicultura de abelhas sociais e também do nordeste, aumentando a solitárias constroem seus ninhos disponibilidade de fontes de em ocos dos seus troncos. Ninhos alimento e de locais de nidificação de abelhas sem ferrão, como para as abelhas nativas. Antes da espécie Melipona subnitida do início das chuvas, estacas de (jandaíra), são frequentemente imburana podem ser facilmente encontrados nessas árvores. plantadas e o seu brotamento é As flores de imburana fornecem rápido. Referências bibliográficas: 9, 13, 14, 17, 19
  16. 16. ÁRVORES 30 ÁRVORES 31 FEIJÃO-BRAVO Capparaceae Cynophalla flexuosa (L.) J.Presl Biomas de ocorrência: Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica Período de floração: estação seca Cynophalla flexuosa, conhecida Durante a estação seca, período com popularmente como feijão-bravo, poucos recursos florais na caatinga, é uma espécie de porte pequeno suas flores fornecem néctar para que possui folhas perenes e ocorre muitas espécies de abelhas nativas. em muitas áreas da região semi- Devido à sua importância melífera árida brasileira. recomenda-se o plantio de feijão- Suas flores são grandes, de bravo em áreas de conservação e coloração branca e tons criação de abelhas. avermelhados, com estames longos e anteras amarelas. O néctar é principal recurso floral, produzido em grandes quantidades e responsável por atrair muitas espécies de abelhas nativas. Além das abelhas, outros insetos e também morcegos visitam suas flores. Referências bibliográficas: 5, 6, 9, 13, 17
  17. 17. ÁRVORES 32 ÁRVORES 33 TRAPIÁ Capparaceae Crateva tapia L Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia Período de floração: estação seca O trapiá ocorre principalmente Os frutos de trapiá são carnosos, próximo a locais úmidos e em adocicados e servem como fonte beira de rios. Essa planta é de alimento para muitos animais muito conhecida pelo seu odor silvestres como macacos, aves e característico de alho. peixes. As inflorescências do trapiá são Essa espécie é muito importante compostas por muitas flores de para aumentar a disponibilidade pétalas brancas e estames longos de recursos alimentares utilizados com tons avermelhados. Suas pelas abelhas. Além disso, o trapiá é flores produzem néctar em grande ideal para o paisagismo urbano, pois quantidade atraindo muitos sua copa mantém as folhas durante animais como morcegos, mariposas a maior parte do ano fornecendo e abelhas nativas. As abelhas sem sombra agradável. ferrão do gênero Plebeia (jati ou mosquito) e do gênero Trigona (arapuá) visitam suas flores para coletar néctar e pólen. Referências bibliográficas: 6,7,9,13,14,17
  18. 18. ÁRVORES 34 ÁRVORES 35 MOFUMBO Combretaceae Combretum leprosum Mart Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Combretum leprosum, conhecido O mofumbo é uma espécie pioneira, popularmente como mofumbo, é muito resistente e de crescimento uma espécie arbustiva ou arvoreta, rápido. Recomenda-se o seu uso com 2 - 3 m de altura. em programas de recomposição Suas inflorescências são grandes, de áreas degradadas e também em compostas por muitas flores arborização paisagística. O plantio amareladas, pequenas e muito de mudas dessa espécie é muito perfumadas. Na base da flor importante para fortalecer a criação forma um pequeno tubo onde é e a conservação de abelhas. produzido e armazenado o néctar, é o principal recurso coletado pelas abelhas nativas. Além disso, suas flores são muito atrativas para outros insetos como borboletas, mariposas e vespas. Referências bibliográficas: 2,9,13,14,17,21
  19. 19. ÁRVORES 36 ÁRVORES 37 FAVELEIRA Euphorbiaceae Cnidoscolus quercifolius Pohl Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação seca A faveleira é uma árvore de O pólen e principalmente o néctar porte pequeno, muito conhecida atraem muitos insetos, entre eles por possuir tricomas urticantes algumas espécies de abelhas distribuídos por toda a planta. nativas. A resina produzida pela Essa espécie produz látex o faveleira, presente em toda a planta, qual é muito utilizado para fins também é um recurso coletado medicinais. A faveleira destaca-se pelas abelhas. por sua grande capacidade de Essa espécie possui tolerância à seca. Suas raízes são desenvolvimento e crescimento tuberosas e armazenam nutrientes, rápidos, tais características utilizados durante a estação seca, favorecem o uso de faveleira em período em que ocorre a floração e áreas de criação e conservação de a frutificação dessa espécie. abelhas nativas, em programas de Suas inflorescências são compostas reflorestamentos e também em por flores pequenas e brancas. projetos de paisagismo urbano. Referências bibliográficas: 2,5,9,13,14,17,25
  20. 20. ÁRVORES 38 ÁRVORES 39 PINHÃO-BRAVO Euphorbiaceae Jatropha mollissima (Pohl) Baill Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação seca e chuvosa O pinhão-bravo é uma pequena Os principais polinizadores do árvore ou arbusto que pode atingir pinhão-bravo são as abelhas sem até 3,0 m de altura. Essa planta ferrão Trigona spinipes (arapuá) e as possui folhas grandes e caule de cor abelhas da tribo Euglossini (Eulaema clara com cascas finas e esfoliantes. nigrita). O látex dessa planta é Suas inflorescências são compostas utilizado como fonte de resina pelas por flores amarelas com manchas abelhas. avermelhadas. Essa espécie Recomenda-se o plantio dessa possui flores masculinas que espécie para complementar a disponibilizam pólen e néctar quantidade de recursos florais para os visitantes florais e flores disponíveis às abelhas. Além disso, femininas que disponibilizam o pinhão-bravo é ornamental e apenas néctar. Os nectários pode ser utilizado no paisagismo presentes nas flores femininas urbano. formam um disco que é facilmente acessado por muitos insetos como abelhas, vespas e borboletas. Referências bibliográficas: 5,9,13,17,24,25
  21. 21. ÁRVORES 40 ÁRVORES 41 MARMELEIRO Euphorbiaceae Croton sonderianus Müll. Arg Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa O marmeleiro é uma árvore de mel com sabor muito apreciado e porte pequeno ou arbusto que com alto valor comercial para os pode atingir até 4,0 m de altura. criadores de abelhas do nordeste, Essa planta chama muita atenção sendo considerada uma das durante o seu período de floração. principais fontes de néctar da Após as primeiras chuvas na caatinga. caatinga o marmeleiro fica repleto Essas características favorecem a de flores pequenas, com coloração utilização dessa espécie em locais branca e muito perfumadas. Muitos de criação e conservação de abelhas insetos como vespas, mariposas, sem ferrão. Devido à sua grande moscas e principalmente as abelhas capacidade de rebrota e o seu nativas visitam suas flores para rápido crescimento, o marmeleiro coletar pólen e néctar. é uma espécie potencial para O néctar das flores do marmeleiro restauração de áreas degradadas. é responsável pela produção de Referências bibliográficas: 2,3,13,17,21,25
  22. 22. ÁRVORES 42 ÁRVORES 43 JUCAZEIRO Fabaceae - Caesalpinioideae Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P.Queiroz Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação chuvosa O jucazeiro, conhecido também (gênero Xylocopa) são os principais como pau-ferro, é uma árvore polinizadores do jucazeiro. Outras de porte pequeno a médio, com espécies como a abelha jandaíra tronco claro, liso e descamante. (Melipona subnitida) e as abelhas do Essa espécie possui copa ampla gênero Plebeia (jati ou mosquito) e floração exuberante, sendo também visitam suas flores. muito utilizado em arborização Para complementar a quantidade ornamental de ruas e avenidas. de fontes de néctar disponíveis Suas inflorescências são compostas às abelhas nativas, recomenda- por flores vistosas, com pétalas se o plantio de jucazeiros em amarelas e uma pétala central com áreas de criação e conservação pontuações avermelhadas que de abelhas nativas. Além disso, representam guias de néctar. essa planta pode ser utilizada em O néctar é o principal recurso floral reflorestamentos e em projetos de coletado por vespas, borboletas paisagismo urbano. e abelhas nativas. Abelhas de médio e grande porte como as abelhas mamangavas-de-toco Referências bibliográficas: 2,9,13,15,17,22
  23. 23. ÁRVORES 44 ÁRVORES 45 CATINGUEIRA Fabaceae - Caesalpinioideae Poincianella bracteosa (Tul.) L.P.Queiroz Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação chuvosa A catingueira é uma árvore Trigona, Frieseomelitta e Melipona. de pequeno porte que ocorre Muitas espécies de abelhas sociais principalmente em solos arenosos. e de abelhas solitárias utilizam Essa espécie possui tronco de os troncos de catingueira para coloração acinzentado. construírem seus ninhos. Suas flores emitem leve odor Recomenda-se o plantio de adocicado, possuem pétalas mudas de catingueira em áreas amarelas e uma pétala central de criação e conservação de com pontuações avermelhadas abelhas nativas. Além disso, que representam guias de devido ao seu crescimento rápido, néctar. As abelhas dos gêneros essa espécie pode ser utilizada Xylocopa e Centris são os principais em reflorestamentos de áreas polinizadores de plantas do gênero degradadas e também em projetos Poincianella. Outros visitantes de paisagismo urbano. florais também coletam néctar das flores de catingueira como, por exemplo, borboletas, beija-flores e abelhas sem ferrão dos gêneros Referências bibliográficas: 9,10,11,13,19,22
  24. 24. ÁRVORES 46 ÁRVORES 47 SÃO-JOÃO Fabaceae - Caesalpinioideae Senna macranthera (DC. ex Collad.) Irwin & Barneby Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação chuvosa A espécie Senna macranthera é vibrar nas anteras e retirar os uma árvore de porte pequeno, grãos de pólen. Os principais conhecida em algumas regiões do polinizadores dessa planta Brasil como são-joão ou pau-de- são espécies de abelhas com besouro. médio e grande porte como as A floração dessa espécie tem mamangavas-de-toco (gênero uma beleza exuberante, pois Xylocopa) e as mamangavas-de- suas flores amarelas e grandes chão (gênero Bombus). destacam-se entre as folhas. Suas Essa espécie possui crescimento flores não produzem néctar, mas rápido, pode ser utilizada em suas anteras poricidas, cujos áreas próximas aos locais de grãos de pólen são liberados por criação de abelhas nativas vibração, disponibilizam grandes e também em projetos de quantidades de pólen para as restauração de áreas degradadas. abelhas nativas. Apenas algumas espécies de abelhas conseguem Referências bibliográficas: 9,13,15,22
  25. 25. ÁRVORES 48 ÁRVORES 49 ANGICO Fabaceae - Mimosoideae Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenam Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação seca O angico possui muitas angico libera uma resina amarelada características que facilitam muito utilizada para fins medicinais, localizá-lo entre outras árvores na culinária e também coletada como, por exemplo, tronco pelas abelhas nativas. acinzentado, rugoso e com Durante a estação seca, período projeções cônicas. A floração dessa com poucos recursos florais na espécie ocorre em massa e sua caatinga, as flores do angico copa tem uma beleza exuberante fornecem pólen e néctar para durante a estação seca. muitas espécies de abelhas sem Suas inflorescências são formadas ferrão, como por exemplo, a abelha por flores pequenas, brancas e jandaíra (Melipona subnitida). com odor agradável. Os recursos O angico possui crescimento rápido, florais, pólen e néctar, atraem pode ser utilizado para fortalecer muitas espécies de insetos e a criação de abelhas, em áreas de principalmente as abelhas nativas, reflorestamento e também em áreas as quais são responsáveis por urbanas. polinizar suas flores. O tronco do Referências bibliográficas: 2,5,9, 12,13,15,16,17,22
  26. 26. ÁRVORES 50 ÁRVORES 51 CATANDUVA Fabaceae - Mimosoideae Pityrocarpa moniliformis (Benth.) Luckow & R.W.Jobson Biomas de ocorrência: Caatinga, Mata Atlântica Período de floração: transição entre a estação seca e a chuvosa A catanduva é uma espécie quais são responsáveis por atrair pioneira, de porte médio e vespas, moscas e principalmente no nordeste do Brasil ocorre abelhas. Durante o período de principalmente em solos arenosos. transição entre a estação seca e a Suas inflorescências são reunidas estação chuvosa, a catanduva é a em espigas, formadas por principal fonte de pólen utilizada flores pequenas, perfumadas e pela abelha jandaíra (Melipona com coloração amarelo claro. subnitida). Sua floração em massa ocorre Devido às suas características principalmente entre os meses melíferas, recomenda-se o de dezembro e abril, esse período plantio de catanduva em áreas de é caracterizado pela transição criação e conservação de abelhas da estação seca para a chuvosa. nativas. Além disso, essa espécie Durante esse período ainda ocorre possui crescimento rápido e muita carência de recursos florais pode ser utilizada em projetos de na caatinga. Suas flores produzem recuperação de áreas degradadas. néctar e pólen em abundância, os Referências bibliográficas: 12,13,14,17,18,21
  27. 27. ÁRVORES 52 ÁRVORES 53 CALUMBI Fabaceae - Mimosoideae Mimosa arenosa (Willd.) Poir Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação chuvosa O calumbi ou jurema-branca é uma Segundo alguns meliponicultores, árvore de porte médio que ocorre o calumbi é uma espécie de em solos arenosos e em locais grande importância para a criação abertos. Seu tronco é acinzentado, de abelhas sem ferrão, sendo possui ramos com espinhos fundamental para a produção de esparsos e copa bem aberta que mel. durante a estação seca encontra-se Pela notável oferta de recursos às completamente sem folhas. abelhas, recomenda-se o plantio Suas inflorescências são reunidas de calumbi em áreas de criação em espigas, compostas por de abelhas nativas. Por ser uma flores muito pequenas, brancas espécie adaptada a locais abertos e e suavemente perfumadas. Suas de crescimento rápido, o calumbi é flores fornecem néctar e pólen ideal para reflorestamentos de áreas para muitos insetos como moscas, degradadas. besouros e principalmente abelhas nativas. Referências bibliográficas: 1,9,13,22
  28. 28. ÁRVORES 54 ÁRVORES 55 SABIÁ Fabaceae - Mimosoideae Mimosa caesalpinifolia Benth Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa Mimosa caesalpinifolia, conhecida O mel de sabiá é muito saboroso e popularmente como sabiá, é uma em algumas regiões do nordeste árvore de porte médio que possui essa planta é responsável por tronco escamoso, ramos com aumentar consideravelmente a espinhos e perda de folhagem produção anual de mel. durante a estação seca. Em toda a região nordeste a Sua floração ocorre em massa madeira do sábia é muito explorada durante a maior parte da estação principalmente para a construção de chuvosa disponibilizando recursos cercas. Programas de preservação florais fundamentais para a e manejo dessa espécie são manutenção de muitos insetos, extremamente necessários, pois sua entre eles as abelhas nativas. intensa utilização ameaça a flora e Suas inflorescências são reunidas a fauna da caatinga. O sabiá é uma em espigas, formadas por flores espécie de crescimento rápido e pequenas, brancas e suavemente com alta capacidade de rebrota perfumadas. A abelha jandaíra podendo ser facilmente plantado (Melipona subnitida) coleta pólen e em áreas de criação e conservação néctar das suas flores. de abelhas nativas. Referências bibliográficas: 2,9,13,15,17,21,22
  29. 29. ÁRVORES 56 ÁRVORES 57 CERRADOR Fabaceae - Mimosoideae Mimosa paraibana Barneby Biomas de ocorrência: Caatinga, Mata Atlântica (nordeste) Período de floração: estação chuvosa O cerrador é uma árvore de porte Recomenda-se o plantio de mudas médio, possui ramos cobertos por de cerrador em áreas de criação e espinhos e ocorre principalmente conservação de abelhas nativas. em solos arenosos e pedregosos. A floração dessa espécie ocorre em massa e suas inflorescências são compostas por flores com coloração rosa que se destacam entre a folhagem. Suas flores fornecem pólen e néctar para as muitas espécies de abelhas da caatinga. As flores dessa espécie aumentam a oferta de recursos para as abelhas e também para outros insetos. Referências bibliográficas: 5,13,22
  30. 30. ÁRVORES 58 ÁRVORES 59 JUREMA-PRETA Fabaceae - Mimosoideae Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação seca e chuvosa Mimosa tenuiflora, conhecida abelhas, vespas, moscas e outros popularmente por jurema-preta, insetos. é uma árvore de porte pequeno A jurema-preta é uma espécie muito muito conhecida pelos espinhos importante para a manutenção da que cobrem os seus ramos. Possui biodiversidade e funcionamento tronco com casca de cor castanho do ecossistema. Além disso, devido escuro e ramos de cor castanho ao seu crescimento rápido e a avermelhada. sua capacidade de rebrota essa Essa espécie floresce durante um espécie é muito importante para a longo período do ano, porém restauração de áreas degradadas. predominantemente durante a estação seca. Suas inflorescências são reunidas em espigas, formadas por flores brancas, pequenas, e suavemente perfumadas, que fornecem recursos florais, pólen e néctar, para muitas espécies de Referências bibliográficas: 9,13,14,17,21,22
  31. 31. ÁRVORES 60 ÁRVORES 61 ESPINHEIRO Fabaceae - Mimosoideae Senegalia polyphylla (DC.) Britton & Rose Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Em algumas regiões do Brasil a O espinheiro é uma espécie pioneira espécie Senegalia polyphylla é muito indicada para projetos de conhecida popularmente como recuperação de áreas degradadas e espinheiro ou unha-de-gato principalmente para a manutenção devido à presença de espinhos e criação de abelhas nativas. que revestem o seu caule, principalmente nos indivíduos jovens. Essa espécie é uma árvore de porte médio e copa ampla. Suas inflorescências são formadas por flores brancas, pequenas e perfumadas. Sua floração ocorre em massa, atraindo muitas espécies de insetos como, por exemplo, moscas, borboletas e abelhas nativas, os quais visitam suas flores para coletar néctar e pólen. Referências bibliográficas: 13,15,17,22
  32. 32. ÁRVORES 62 ÁRVORES 63 CUMARU Fabaceae - Papilionoideae Amburana cearensis (Allemão) A.C.Sm Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica Período de floração: estação chuvosa Amburana cearensis, conhecido muito importante para as abelhas. popularmente como cumaru, é O cumaru é uma espécie uma árvore de porte médio. Uma ornamental, com floração vistosa característica marcante dessa e suas flores fornecem recursos espécie é o seu tronco avermelhado fundamentais para a manutenção revestido por uma casca esfoliante das populações de abelhas nativas. que se destaca em lâminas finas. Além disso, o cumaru é uma A floração dessa espécie ocorre em espécie pioneira muito importante massa e sua copa proporciona uma em reflorestamentos de áreas beleza exuberante. Suas flores são degradadas. pequenas, aromáticas e possuem apenas uma pétala (estandarte) com coloração branca e tons róseos. O néctar de suas flores é uma fonte de carboidrato, energia, Referências bibliográficas: 2,4,9,13,15,17,22
  33. 33. ÁRVORES 64 ÁRVORES 65 PAU-MOCÓ Fabaceae - Papilionoideae Luetzelburgia auriculata (Allemão) Ducke Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação seca O pau-mocó é uma árvore de porte massa disponibiliza néctar e pólen médio e com tronco acinzentado. em grande quantidade às abelhas Suas raízes são tuberosas capazes nativas. As abelhas do gênero de acumular água e amido, essa Xylocopa (mamangavas-de-toco) característica permite a ocorrência são os principais visitantes das flores dessa espécie em solos secos e do pau-mocó. pedregosos. O pau-mocó é uma espécie Durante o período de floração sua ornamental, possui floração vistosa copa encontra-se completamente e suas flores fornecem recursos sem folhas, coberta apenas por fundamentais para abelhas durante muitas flores. Suas flores possuem a estação seca. Essas características pétalas de cor branca com mancha favorecem o plantio dessa espécie mediana esverdeada ou roxa e em áreas de criação e conservação uma pétala externa no botão de abelhas nativas. (estandarte). Sua floração em Referências bibliográficas: 4,13,15,17,22
  34. 34. ÁRVORES 66 ÁRVORES 67 JUAZEIRO Rhamnaceae Ziziphus joazeiro Mart Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação seca O juazeiro é uma árvore de porte manutenção das abelhas durante médio, possui ramos tortuosos com a estação seca. espinhos e copa verde durante Por manter sua folhagem verde o ano inteiro. Essa espécie é durante o ano inteiro, o juazeiro muito conhecida pelos seus frutos é muito utilizado em projetos comestíveis e também devido às de arborização visando o suas propriedades farmacológicas. sombreamento. Para complementar Suas inflorescências surgem nas a quantidade de fontes de néctar axilas foliares, sendo compostas por disponíveis às abelhas, recomenda- muitas flores amarelas e pequenas. se o plantio de mudas em áreas O néctar é o principal recurso próximas a meliponários. coletado pelos visitantes florais, entre eles vespas e abelhas nativas. As flores do juazeiro fornecem principalmente néctar para a Referências bibliográficas: 9,13,15,16,17,20
  35. 35. ÁRVORES 68 ÁRVORES 69 REFERÊNCIAS 1. Alves, R.M.O., Carvalho, C.A.L. & Souza, B.A. 2006. Espectro 13. Lista de Espécies da Flora do Brasil 2011 in http://floradobrasil.jbrj. polínico de amostras de mel de Melipona mandacaia Smith, gov.br/2011. 1863 (Hymenoptera: Apidae). Acta Scientiarum Biological 14. Lorenzi, H. 2009. Árvores brasileiras: manual de identificação e Sciences, 28: 65-70. cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 3. ed. Nova Odessa: 2. Andrade-Lima, D. de. 1989. Plantas das caatingas. Rio de Janeiro: Instituto Plantarum, v. 2, 384 p. Academia Brasileira de Ciência, 243 p. 15. Lorenzi, H. 2008. Árvores brasileiras: manual de identificação e 3. Carvalho, P.E.R. 2006. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília, DF: cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa: Embrapa Informação Tecnológica, Colombo: Embrapa Florestas, v. Instituto Plantarum, v. 1, 384 p. 2, 627 p. 16. Lorenzi, H. & Matos, F.J.A. 2002. Plantas medicinais no Brasil. Nova 4. Cardoso, D.B.O.S. 2008. Taxonomia da tribo Sophoreae s.l. Odessa, SP: Instituto Plantarum, 576 p. (Leguminosae, Papilionoideae) na Bahia, Brasil. Dissertação 17. Maia, G.N. 2004. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. São apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Botânica da Paulo: Leitura & Arte, 413 p. Universidade Estadual de Feira de Santana-BA, 209 p. 18. Maia-Silva, C., Hrncir, M., Silva, C.I. & Imperatriz-Fonseca, V.L. 2010. 5. CNIP - Centro Nordestino de Informações sobre Plantas. [on Estratégias de forrageamento de Melipona subnitida na Caatinga: line] Disponível na internet via www.url: http:///www.cnip.org.br. a coleta de pólen em fontes lucrativas. In: X Congresso Íberolatino (Acesso: 04/outubro/2011).      Americano de Apicultura, Natal-RN. 6. Fleming, T.H., Geiselman, C. & Kress, W.J. 2009. The evolution of 19. Martins, C.F., Cortopassi-Laurino, M., Koedam, D. & Imperatriz- bat pollination: a phylogenetic perspective. Annals of Botany, 104: Fonseca, V.L. 2004. Tree species used for nidification by stingless 1017–1043. bees in the Brazilian Caatinga (Seridó, PB, João Câmara, RN). Biota 7. Frankie, G.W., Haber, W.A., Opler, P.A. & Bawa, K.S. 1983. Neotropica, 4: 1-8.  Characteristics and organization of the large bee pollination system 20. Nadia, T.L., Machado, I.C. & Lopes, A.V. 2007. Polinização de in the Costa Rican dry forest. pp. 411-447. In: Jones, C.E. & Little, R.J., Spondias tuberosa Arruda (Anacardiaceae) e análise da partilha de eds. Handbook of Experimental Pollination Biology. Van Nostrand polinizadores com Ziziphus joazeiro Mart. (Rhamnaceae), espécies Reinhold Company Inc., New York-NY, USA, 558 p. frutíferas e endêmicas da caatinga. Revista Brasileira de Botânica, 30: 8. Freitas, B.M., Martins, C.F., Schlindwein, C.P., Wittman, D., Alves- 89-100. dos-Santos, I., Cane, J.H., Ribeiro, M.F. & Gaglianone, M.C. 2006. Bee 21. Pereira, F.M., Freitas, B.M., Alves, J.E., Camargo, R.C.R., Lopes, M.T.R., management for pollination purposes – bumble bees and solitary Neto, J.M.V. & Rocha, R.S. 2004. Flora apícola no Nordeste. (Embrapa bees. pp. 55-62. In: Imperatriz-Fonseca, V. L., Saraiva, A. M. & De Meio-Norte. Documentos, 104) Teresina: Embrapa Meio-Norte, 40 p. Jong, D., eds. Bee as pollinators in Brazil - assessing the status and 22. Queiroz, L.P. de. 2009. Leguminosas da caatinga. Feira de Santana: suggesting best practices. Ribeirão Preto: Holos Editora, 112p. Universidade Estadual de Feira de Santana, 467 p. 9. Giullieti, A.M., Queiroz, L.P. & Santos, F.A.R. 2006. Apium Plantae. 23. Roubik, D.W., Ackerman, J.D., Copenhaver, C. & Smith, B.H. 1982. Recife: Associação Plantas do Nordeste, 130 p. Stratum, tree, and flower selection by tropical bees: Implications for 10. Leite, A.V. & Machado, I.C. 2009. Biologia reprodutiva da the reproductive biology outcrossing Cochlospermum vitifolium in “catingueira” (Caesalpinia pyramidalis Tul., Leguminosae- Panama. Ecology, 63: 712-720.  Caesalpinioideae), uma espécie endêmica da Caatinga. Revista 24. Santos, M.J., Machado, I.C. & Lopes, A.V. 2005. Biologia reprodutiva Brasileira de Botânica, 32: 79-88. de duas espécies de Jatropha L. (Euphorbiaceae) em Caatinga, 11. Lewis, G. & Gibbs, P. 1999. Reproductive biology of Caesalpinia Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Botânica, 28: 361-373. calycina and C. pluviosa (Leguminosae) of the Caatinga of north- 25. Sátiro, L.N. & Roque, N. 2008. A família Euphorbiaceae nas eastern Brazil. Plant Systematics and Evolution, 217: 43–53. caatingas arenosas do médio rio São Francisco, BA, Brasil. Acta 12. Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. Kew: Royal Botanic Gardens, Botanica Brasilica, 22: 99-118. 369 p.
  36. 36. ARBUSTOS 70 ARBUSTOS 71 ARBUSTOS E SUBARBUSTOS Sida cordifolia Arbusto: Forma de vida definida pela presença de caule lenhoso ramificado desde a base não formando um fuste (tronco) definido. Começa a ramificar na base. Subarbusto: Planta intermediaria entre erva e arbusto, apresenta porte reduzido, mas seu caule apresenta Melipona subnitida (jandaíra) visitando flor de Senna obtusifolia (matapasto) lenhosidade.
  37. 37. ARBUSTOS 72 ARBUSTOS 73 SETE-PATACAS-ROXA Apocynaceae Allamanda blanchetii A.DC. Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa Allamanda blanchetii, conhecida A sete-patacas-roxa é uma popularmente como sete-patacas- planta muito importante para a roxa, é uma espécie arbustiva. manutenção e a conservação das Suas flores são grandes, com espécies de abelhas nativas, além coloração rosa e enfeitam a disso, pode ser utilizada como paisagem da caatinga. O néctar planta ornamental em projetos de é principal recurso para a atração jardinagem. dos visitantes florais. Suas flores possuem um tubo delgado na base que limita o acesso durante a coleta de néctar. As abelhas de língua longa da tribo Euglossini conseguem acessar o néctar localizado na base do tubo floral, atuando como o principal polinizador dessa planta. Referências bibliográficas: 2,7
  38. 38. ARBUSTOS 74 ARBUSTOS 75 MOLEQUE-DURO Boraginaceae Varronia globosa Jacq. Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa Varronia globosa, conhecida arbustos em áreas próximas a popularmente como moleque- meliponários. Essa espécie é ideal duro, é uma espécie arbustiva. para a construção de jardins com Suas inflorescências são compostas flora melífera. por flores delicadas, brancas e pequenas. O néctar floral atrai espécies de abelhas nativas como, por exemplo, a abelha sem ferrão Trigona spinipes e as abelhas do gênero Xylocopa (mamangavas- de-toco). Outros insetos como borboletas e besouros também visitam suas flores. Para fortalecer a criação de abelhas nativas é importante manter esses Referências bibliográficas: 4,7,10
  39. 39. ARBUSTOS 76 ARBUSTOS 77 BUQUÊ-DE-NOIVA Boraginaceae Varronia leucocephala (Moric.) J.S.Mill Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa Varronia leucocephala, conhecida melífera, sendo o seu cultivo popularmente como buquê-de- fundamental para a conservação da noiva, é uma espécie arbustiva. abelha Ceblurgus longipalpis. Suas inflorescências são densas e compostas por flores brancas, grandes e muito vistosas. Suas flores disponibilizam pólen e néctar aos visitantes florais. A abelha Ceblurgus longipalpis (família Halictidae), uma espécie de abelha solitária, é o principal polinizador dessa planta. A beleza de suas inflorescências é uma característica importante dessa espécie, a qual pode ser utilizada em jardins de flora Referências bibliográficas: 4,7,10,11
  40. 40. ARBUSTOS 78 ARBUSTOS 79 MUSSAMBÊ Capparaceae Tarenaya spinosa (Jacq.) Raf. Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal, Amazônia Período de floração: estação chuvosa e seca O mussambê é um subarbusto ornamentais podendo ser utilizada perene que possui odor forte e em jardins de flora melífera com a ocorre principalmente em áreas finalidade de fornecer néctar para inundadas com solos arenosos. as abelhas. As flores de mussambê apresentam características relacionadas à atração principalmente de morcegos, tais como pétalas pouco vistosas, abertura das flores crepuscular e grande produção de néctar. No entanto, muitas espécies de abelhas nativas visitam suas flores como, por exemplo, a abelha jandaíra (Melipona subnitida) e também as abelhas do gênero Bombus (mamangavas-de-chão). Essa planta possui características Referências bibliográficas: 4,7,9,12
  41. 41. ARBUSTOS 80 ARBUSTOS 81 URTIGA Euphorbiaceae Cnidoscolus urens L. Arthur Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Cnidoscolus urens, conhecida abelhas. A urtiga pode ser utilizada popularmente como urtiga, é como fonte alternativa de néctar uma espécie arbustiva, perene e pelas abelhas nativas. ocorre principalmente em áreas abertas da caatinga. Essa planta é revestida por pêlos urticantes cujo contato com a pele pode provocar queimaduras. Suas flores são pequenas, tubulares e brancas. O néctar é o principal recurso coletado pelos visitantes florais. Por ser uma espécie adaptada a ambientes abertos, é importante manter esses arbustos em áreas em áreas de conservação e criação de Referências bibliográficas: 4,6,7,8,15
  42. 42. ARBUSTOS 82 ARBUSTOS 83 PALMA-DO-CAMPO Fabaceae - Caesalpinioideae Chamaecrista duckeana (P.Bezerra & Afr.Fern.) H.S.Irwin & Barneby Biomas de ocorrência: Caatinga Período de floração: estação chuvosa Chamaecrista duckeana, conhecida Melipona, as abelhas do gênero popularmente como palma-do- Xylocopa (mamangavas-de-toco) campo, é uma espécie subarbustiva e as abelhas do gênero Bombus que pode atingir até 1 m de altura. (mamangavas-de-chão). Suas flores são de tamanho Essa planta é muito importante médio, amarelas com manchas para a manutenção e conservação avermelhadas e possuem anteras das abelhas e pode ser utilizada em poricidas. O pólen é único recurso jardins de flora melífera. disponível para os visitantes florais. Somente algumas espécies de abelhas adaptadas à realização de vibração coletam pólen de anteras poricidas. Seus principais visitantes florais são as abelhas sem ferrão do gênero Referênciasa bibliográficas: 7,14
  43. 43. ARBUSTOS 84 ARBUSTOS 85 MATAPASTO-CABELUDO Fabaceae - Caesalpinioideae Senna uniflora (Mill.) H.S.Irwin & Barneby Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Senna uniflora é uma espécie a abelha jandaíra (Melipona subarbustiva, anual e muito comum subnitida). em áreas abertas. Essa espécie é Muitas espécies consideradas conhecida popularmente como plantas invasoras podem ser matapasto-cabeludo, pois suas utilizadas em jardins com flora inflorescências são revestidas por melífera, pois elas são fontes tricomas longos. alternativas de recursos alimentares Suas flores são pequenas, amarelas para as abelhas e além disso, são e possuem anteras poricidas. Assim adaptadas a ambientes abertos. como as demais espécies desse gênero, o pólen é o único recurso floral coletado apenas por espécies de abelhas adaptadas à realização de vibração, como por exemplo, Referências bibliográficas: 7,9,14
  44. 44. ARBUSTOS 86 ARBUSTOS 87 MATAPASTO Fabaceae - Caesalpinioideae Senna obtusifolia (L.) H.S.Irwin & Barneby Biomas de ocorrência: Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Senna obtusifolia é uma espécie Bombus (mamangavas-de-chão) subarbustiva, anual e frequente e as abelhas da família Halictidae. em áreas abertas. Essa espécie é Essa planta é fonte de pólen para as conhecida popularmente como abelhas nativas, principalmente no matapasto ou matapasto-liso. Suas período das chuvas e na transição flores são amarelas, de tamanho da estação chuvosa para a seca. médio e possuem anteras poricidas. Para fortalecer a criação de abelhas O pólen é o único recurso floral, nativas é importante manter esses porém, produzido em grande arbustos em áreas de conservação quantidade. Algumas espécies de e criação de abelhas. abelhas nativas coletam o pólen por meio de vibrações como, por exemplo, a abelha jandaíra (Melipona subnitida), as abelhas do gênero Xylocopa (mamangavas- de-toco) e as abelhas do gênero Referências bibliográficas: 7,9,14,16
  45. 45. ARBUSTOS 88 ARBUSTOS 89 FEDEGOSO Fabaceae - Caesalpinioideae Senna occidentalis (L.) Link Biomas de ocorrência: Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Senna occidentalis é um subarbusto Devido à sua importância como ou pequeno arbusto, anual e muito fonte de pólen para as abelhas comum em áreas abertas. nativas é recomendado manter essa O fedegoso também conhecido planta em áreas de conservação e como manjerioba possui um odor criação de abelhas. forte muito característico dessa espécie. Suas flores são amarelas, de tamanho médio e possuem anteras poricidas. O pólen é único recurso floral oferecido aos visitantes. Assim como as demais espécies desse gênero, suas flores são visitadas principalmente por abelhas que coletam o pólen por meio de vibrações. Referências bibliográficas: 6,7,9,14,16
  46. 46. ARBUSTOS 90 ARBUSTOS 91 CANAFÍSTULA Fabaceae - Caesalpinioideae Senna trachypus (Benth.) H.S.Irwin & Barneby Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação chuvosa Senna trachypus, conhecida melífera, sendo o seu cultivo popularmente como canafístula, fundamental para a manutenção e é um arbusto perene e de porte conservação das abelhas nativas. médio. Suas inflorescências são formadas por flores amarelas, grandes e com anteras poricidas. Assim como as demais espécies desse gênero, suas flores são visitadas principalmente por abelhas que coletam o pólen por meio de vibrações. A beleza de suas inflorescências é uma característica importante dessa espécie, a qual pode ser utilizada em jardins de flora Referências bibliográficas: 7,14
  47. 47. ARBUSTOS 92 ARBUSTOS 93 CALUMBI-MIÚDO Fabaceae - Mimosoideae Mimosa invisa Mart. ex Colla Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado Período de floração: estação chuvosa Mimosa invisa, conhecida popularmente como calumbi- miúdo, é uma espécie perene, arbustiva e possui caule revestido por muitos espinhos. Suas inflorescências são formadas por flores pequenas e de coloração rosa. Suas flores produzem néctar e pólen, os quais atraem muitas espécies de abelhas nativas. As flores de calumbi-miúdo aumentam a oferta de recursos para as abelhas e também para outros insetos e essa planta deve ser utilizada em jardins de flora melífera. Referências bibliográficas: 4,7,9,14
  48. 48. ARBUSTOS 94 ARBUSTOS 95 JURUBEBA Solanaceae Solanum paniculatum L. Biomas de ocorrência: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia Período de floração: estação chuvosa Solanum paniculatum, conhecido (mamangavas-de-chão) e do gênero popularmente como jurubeba, é Melipona. um arbusto perene e comumente Seus frutos são comercializados encontrado em solos arenosos da em forma de conserva e também caatinga. são empregados na medicina Suas inflorescências são formadas caseira. Para fortalecer a criação de por flores de cor roxa e com abelhas nativas é importante utilizar anteras poricidas. Este tipo esses arbustos em jardins de flora de antera necessita de abelhas melífera. capazes de realizar vibrações, promovendo a liberação dos grãos de pólen contidos no seu interior. Os principais polinizadores são as abelhas da família Halictidae, do gênero Xylocopa (mamangavas- de-toco), do gênero Bombus Referências bibliográficas: 1,4,7,9

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