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Artigo científico transporte centro de distribuição e operador logístico
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Artigo científico transporte centro de distribuição e operador logístico

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  • 1. UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO - UNICID PÓS GRADUAÇÃO EM LOGÍSTICA EMPRESARIAL TRANSPORTADORA /CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO/ OPERADOR LOGÍSTICO Autor: Anderson Tadeu Berni Docente: Prof. Ms. Luiz Carlos Gonçalves 1
  • 2. Resumo Palavras chave: Centro de Distribuição, Operador Logístico,Transporte . 1. Introdução Este artigo tem o objetvo de passar informações e atividades da área de logística de Transporte, Centro de Distribuição e Operador Logístico. A princípio vamos falar sobre dois fundamentos existentes no transporte rodoviário de carga, e suas atividades correlatas. Após esta fase, entramos na gestão interna do centro de distribuição e por último destacar a importância e as atividades de um operador logístico. Percebemos que pela história da logística empresarial, os três assuntos estão correlacionados e que nos permite refletir como houve mudanças neste cenário. E como hoje funcionam suas atividades. 2. Transporte 2.1 Fundamentos Distribuição, Armazenagem. 2.1.1 Distribuição Na distribuição de materiais possuímos alguns componentes físicos ou informacionais como: • Instalações; • Estoque de Produtos; • Veículos; • Informações Diversas; • Hardware e Software Diversos; • Custos • Pessoal As instalações fixas é o local onde existe uma estrutura para realizar o recebimento dos produtos, armazenar, e após todas as verificações pertinentes a movimentação e controle de materiais após estes processos é realizado a entrega dos produtos. O estoque de produtos, é considerada uma das partes mais difíceis de controlar dentro de uma empresa. Porque atualmente temos várias ferramentas, métodos, softwares para controle e movimentação de estoque. O estoque é considerado um dos vilões dentro da organização. Por quê? O estoque nada mais nada menos é o capital investido pelo fabricante, o estoque do respectivo produto independente do que seja, deve estar na prateleira de algum supermercado ou lojas, ou até na casa do cliente, para que não haja custos elevados que refletem na cadeia de 2
  • 3. distribuição automaticamente refletindo no valor do produto. Os veículos á a parte crucial na parte operacional na distribuição física, e se tratando deste assunto temos alguns indicativos para saber qual veículo utilizar: • Tipo de Produto • Embalagem • Peso • Volume • Distância (Coleta ou Entrega) Para operar um sistema de distribuição é necessário dispor de informações variadas. Por exemplo, no caso de distribuição para vários pontos de varejo, como é o caso de bebida, cigarros, biscoitos e outros produtos, é fundamental dispor de um cadastro de clientes, composto pela razão social, endereço, coordenadas geográficas e demais elementos considerados importantes para operação logística. Outros tipos de informação utilizados na operação da distribuição são: • Quantidade de produtos a serem entregues para cada cliente; • Condições (horário para entrega, tipo de acondicionamento); • Roteiros de distribuição (sequência dos clientes a serem atendidos) Com o advento da tecnologia e sua evolução, as empresas começaram a utilizar esta ferramenta para facilitar e customizar todo processo, ajudando também no planejamento e programação das atividades. Hoje temos aparelhos e softwares que nos ajudam á rastrear os caminhões e produtos, controlar fluxo de materiais, melhorar o tempo de entrega e coleta entre os pontos de distribuição. Atualmente as empresas de transporte tem a preocupação no investimento na tecnologia da informação, porque ajuda a diminuir custos e agilizar os processos. O transportador consegue ter maior controle de sua operação. O custo de transporte representa 60% do custo logístico total e em média 3,5% do faturamento (Menotti Priori). Vou citar alguns custos que estão inseridos na distribuição física: • Salário de motoristas e ajudantes • Manutenção • Depreciação do Veículo • IPVA • Seguro do veículo • Peças • Acessórios • Combustível • Lubrificantes • Pneus • Lavagens Os custos acima citados são os mais utilizados para uma formação de preço para o frete. Finalmente, para que um sistema de distribuição física funcione a contento e de forma competitiva, é necessário dispor de pessoal devidamente capacitado e treinado. Com a sofisticação dos equipamentos e do tratamento da informação nas atividades logísticas nos 3
  • 4. dias de hoje, torna-se necessário reciclar o elemento humano em todos os níveis. O motorista e seu ajudante ao fazerem uma entrega, têm contrato direto com o cliente e se mal orientados, podem transmitir imagem negativa sobre a empresa para qual trabalham. Da mesma forma, os empregados que trabalham no centro de distribuição e noutras atividades correlatas precisam estar a par dos conceitos básicos de logística, de forma a desempenhar suas tarefas em sintonia com os objetivos estratégicos da empresa. 2.1.2 Armazenagem Princípios Básicos da Armazenagem Com base no preceituado pelo Material Handling Intitute (EUA), bem como em estudos e adaptações feitas pelo instituto Imam, é possível estabelecer alguns princípios básicos da armazenagem: • Planejamento – Avaliação prévia da área de armazenagem antes de aceitar a contratação de um determinado lote para armazenar, verificando a existência de efetivas condições físicas e técnicas para receber, armazenar, controlar e entregar adequadamente, observando a natureza, peso e dimensões unitárias, características de manuseio e de segurança. • Flexibilidade Operacional – Adaptabilidade dos corredores, portas e equipamentos disponíveis em uma área de armazenagem, de forma a receber com facilidade, simultânea ou sucessivamente, produtos com diferentes características e de manuseio. • Simplificação do Fluxo – Desenvolvimento, adaptação e/ou implantação do arranjo físico de uma área de armazenagem, levando em conta as características dos equipamentos disponíveis e a localização de portas e corredores, com o objetivo de simplificar ao máximo os fluxos de entrada e de saída, de forma a obter a maior produtividade possível, sem ocasionar gargalos. • Integração – Planejar a integração do maior número de atividades possível simultaneamente, coordenando todas as operações. • Otimização do Espaço Físico – Armazenamento técnico e seguro, possibilitando a fácil movimentação da maior quantidade possível de mercadorias em uma única área de armazenagem, observando a resistência estrutural do piso e a capacidade volumétrica da área. • Otimização de Equipamentos e Mão de Obra – Análise, desenvolvimento, padronização, sistematização e implantação de procedimentos direcionados ao dimensionamento e a racionalização dos equipamentos de movimentação e equipes de trabalho. • Verticalização – Aproveitar os espaços verticais da melhor maneira possível, sem perder de vista a segurança. • Mecanização – Avaliação quanto à necessidade, possibilidade e relação custobenefício da mecanização dos procedimentos de movimentação de mercadorias. • Automação – Avaliação quanto à real necessidade e relação custo-benefício de automatizar o gerenciamento da armazenagem, sistema de controle e demais sistemas administrativos. • Controle – Planejamento, implantação e acompanhamento metódico de um adequado sistema de registros dos recebimentos, tempo de permanência da armazenagem, entrega e controle do inventário físico de mercadoria, possibilitando a sua identificação e retirada imediata. 4
  • 5. • • Segurança – Dotar a área de armazenagem de sistemas que garantam a integridade física das mercadorias armazenadas, mão de obra, segurança das instalações e equipamentos, e a saúde financeira da empresa, mantendo as equipes de trabalho devidamente treinadas para eventuais emergências. Preço – Compatibilidade dos preços calculados a partir da estrutura de custos resultante do planejamento empresarial com o praticado pelas empresas congêneres no mercado. Se o preço obtido estiver em desacordo com média do mercado, obviamente não houve uma correta avaliação do cenário e o planejamento deverá ser revisto considerando outras variáveis. Os princípios básicos devem, a priori, considerar os seguintes parâmetros: • No que e quanto estão investindo os concorrentes? Quanto pode investir? • Qual o custo de operação e manutenção? • Como as atividades podem ser simplificadas? • O fluxo de materiais e de informações pode ser otimizado? • O sistema resultante será simples, prático e racional? • Sempre que possível utilizaremos a lei de Gravidade? • Teremos flexibilidade para automatizar o sistema? • Há alguém fazendo melhor e mais barato? Figura 1 – Fluxo Básico de Atividades em um Armazém 5
  • 6. Fonte: Marco Equi (2011 p. 18) 3. Centro de Distribuição O centro de distribuição consiste em algumas atividades segundo Associação Brasileira de Movimentação e Logística – ABML (2000), p. 04,05 e 06: • Recebimento do Veículo – Identificação do veículo, da origem das mercadorias e do motorista. • Descarga e inspeção – Podendo ser manual (braçagem) e/ou mecanizada (equipamento) • Conferência quantitativa, qualitativa e documental – Verificando conformidades físicas, características do material/produto e fiscais. • Unitização por tipo e/ ou lote – Através de dispositivos como pallets, berços, racks, big-bags, entre outros. • Registros de inventário – Lançamento dos dados referente as mercadorias em local apropriado. • Endereçamento dos produtos – Sistema de localização dos produtos no estoque através de parâmetros de endereço (estante, rua, Box, nível). • Acondicionamento no estoque – Movimentação dos produtos até o local prédeterminado. • Preservação e manutenção – Controle de qualidade. • Impressão de notas fiscais – A partir dos pedidos previamente avaliados e liberados para faturamento. • Separação – Coleta dos materiais no estoque, de acordo com o picking-list (lista de separação). • Embalagem / Montagem de Kits – Embalagem de transporte. • Etiquetagem – Identificação dos volumes/ embalagens de transporte. • Conferência – Quantitativa, qualitativa e documental. • Roteirização – Com base na distribuição em determinada área geográfica. • Carregamento embarque – Manual e/ ou mecanizada. • Expedição – Liberação de Veículos. • Prestação de contas. • Medidas de desempenho – Nível de serviço. 3.1 Definição Segundo Hill (2003), os centros de distribuição são projetados para colocar produtos em movimento, e não apenas para armazená-los. São depósitos grandes e automatizados, projetados para receber produtos de várias fábricas e fornecedores, receber pedidos,atendê-los com eficiência e expedir os produtos para consumidores de uma determinada região o mais rápido possível. A implementação de um CD pode racionalizar os níveis de estoque contribuindo para redução do custo logístico total, pois o estoque centralizado permite acompanhar melhor os níveis de estoque e controlar as necessidades de reabastecimento. Aliado ao CD, a distribuição física percebe os benefícios da localização geográfica do CD 6
  • 7. junto ao principal mercado consumidor, tendo em vista a redução das distâncias, menor trajeto percorrido, volume maior de entregas, melhor ocupação do veículo, otimizando tempo e custos. A maior parte do volume de atividades em um CD consiste na movimentação de produtos e no registro das informações. As operações de distribuição usualmente abrangem as funções de recebimento, estocagem, separação de pedidos, embalagem, etiquetagem e expedição. O cross-docking transbordo de produtos diretamente da doca de recebimento para doca de expedição, sem estocar também é muito utilizado. Um centro de distribuição dispõe de funções de apoio que incluem escritórios, áreas para manutenção de empilhadeiras, (pit stop), descanso para motoristas, etc. 3.2 Finalidade Conforme Moura (2002), a principal finalidade dos CDs consiste em oferecer melhores níveis de serviço ao cliente, através de redução do lead time (tempo de ressuprimento) pela disponibilidade dos produtos o mais próximo do ponto de venda, na localização geográfica junto ao principal mercado consumidor, oferecendo condições para agilizar o atendimento dos pedidos. Dessa maneira aumenta-se a frequência de pedidos, reduzindo os volumes e minimizando os custos de inventário, o que acaba contribuindo para redução dos custos totais de logística e proporciona melhores níveis de serviço, colocando a empresa tomadora de serviço em novo patamar de competitividade. Através desse nível de serviço a empresa pode aumentar sua participação no mercado ( aumento de Market Share) e também consolidar sua imagem no mercado. De acordo com Hill (2003), os fatores principais que levam ao uso dos centros de distribuição são basicamente: • Redução do lead time. • Desempenho nas entregas. • Localização geográfica. • Melhoria no nível de serviço. • Redução dos custos logísticos. • Aumento do Market Share • Novo Patamar de Competitividade. Figura 2 – Principais operações em um Centro de Distribuição. 7
  • 8. 4 Operador Logístico 4.1 Conceito Para Donier et.al. (2002) o Operador Logístico (O.L.) se constitui no prestador de serviço oferecidos por empresas de serviços logísticos e logística terceirizada (3PL). É uma modelo que combina serviços fixos (armazém e transporte) e gerenciais. Fleury (2006), após uma pesquisa realizada conjuntamente com a Associação Brasileira de Movimentação e Logística, Fndação Getúlio Vargas, define o operador logístico como o fornecedor de serviços logísticos especializados em gerenciar e executar todas as partes das atividades logísticas nas várias fases na cadeia de abastecimento de seus clientes, que tenha competência para, no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três atividades básicas de controle de estoque, armazenagem e gestão de transporte. Os demais serviços, que porventura sejam oferecidos, funcionam como diferenciais de cada operador. Novaes (2001), assim mesmo um restrito conjunto de serviços logísticos( de armazenagem e transporte , por exemplo), por mais limitado que seja, deve ser oferecido pelo operador de maneira coordenada e integrada. Esse fará adaptações nos ativos, bem como o sistema de informação e comunicação necessárias a execução desses serviços, sempre de acordo com as características e as necessidades dos clientes, de forma a permitir uma maior eficiência da cadeia de suprimentos. As dimensões para segmentação dos operadores logísticos a fim de criar uma estrutura no atendimento ao cliente podem ser identificadas em Fleury (2006) apud Sink (1996) onde uma pesquisa realizada em empresas norte americanas permitiu a apresentação das seguintes dimensões: 1- Os tipos de serviços oferecidos se dividem em: • Especialistas operacionais – ao qual atribuem a excelência operacional na prestação de serviços. • Integradores - que vão desde as necessidades opercionais até o desenvolvimento de projetos complexos. 2- O escopo geográfico de atução que podem ser classificados em regionais, nacioais ou 8
  • 9. gobais. Na atualidade os O.Ls apresentam uma forte tendência de ampliação do espaço geográfico de atuação. 3- A política de especilização voltada ao tipo de indústria que atendem é outra dimensão de segmentação importantíssima por possibilitar atender especificamente as necessidades dos clientes com especialização setorial e customizada. 4- Caracterizar os ativos: ter frotas para atender especificamente o cliente, aumentando, assim a garantia de cumprimento ou superações das especificações, ou se aquele atendimento será para diversos clientes. 5- Atividades de origem dos operdores, pois ambos apresentam históricos de tipos de atendimento a outrs clientes, assim é possível identificar a principal competência de determinado prestador de serviços. Conforme Novaes (2001) a gama de prestações de serviços oferecida por um O.L. pode ser estruturada a partir da combinação desses três aspectos: 1A natureza das atividades tais como transporte, armazenagem, manipulação de produtos, operações industriais,operações comerciais, serviço de cunho informacional e consultorias. 2Caracteríticas de circulações de produtos: canais de distribuição, restrições físicas(peso, volume, temperatura) e retrições de gestão(frequência, valor dos produtos, rotatividade dos estoques). 3Área geográfica servida. Figura 3 – O novo conceito de terceirização logística: o modelo 4PL 5 Considerações Finais 9
  • 10. Com o a evolução do mercado em geral, podemos perceber que após a década de 50, as empresas começaram a mudar a maneira de pensar. Com novos estudos e experiências foi se creando novos cenários, exigindo das empresas inovações, formas novas de se trabalhar, aumento de produtividade etc. Com isso houve mudanças na meneira de gerenciar uma empresa. Entre as décadas de 50 e 60, perceberam que a nova estratégia era o gereniamento de distribuição física, que até aquele momento ninguém havia analisado esta possibilidade. Neste caso apresentado quero esclarecer que os conceitos de transporte, centro de distribuição estão interligados, mas as responsabilidades e a exigências dos antigos transportadores que hoje são operadores logísticos mudou bastante. Antes a transportadora se preocupava na coleta e entrega, após este momento começou a realizar armazenagem dos materiais dos clientes e sempre focando na área operacional. E agora vivemos a fase que o transportador gerencia todo fluxo de materiais e informação de seu cliente trazendo menor custo e mais flexibilidade para que este cliente consiga realizar as atividades que estão ligadas diretamente ao foco da empresa. 6. Referências • Barat, Josef Logística,transporte e Desenvolvimento Econômico São Paulo editora CLA 2007. • • • • • • Novaes,Antonio Galvão N.,Alvarenga,Antonio Carlos Logística Aplicada Suprimento e Distribuição Física São Paulo editora Pioneira 1994 Chopra, Sunil, Meindl, Peter Gestão da Cadeia de Suprimentos Estratégia, Planejamento e Operações 4ª edição São Paulo editora Pearson Ballou, Ronald H., Logística Empresarial Transporte, Administração de materiais, Distribuição Física São Paulo 1993 editora Atlas http://www.abml.org.br/BANNER/CONCEITO%20DO%20OPERADOR%20LOG %CDSTICO.pdf http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STO_069_492_10807.pdf https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/86629/223234.pdf?sequence=1 10

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