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daphniasemmora

  1. 1. Projecto Daphnia I - Drogas Sociais Desenvolvido por: Ana Margarida Pinto, nº2 Bárbara Silva, nº 3 Daniela Vinagre, nº5 Área de Projecto 12ºA
  2. 2. Projecto Daphnia I – drogas socias O projecto elaborado ao longo de todo o ano lectivo, pelo nosso grupo, consiste no estudo de Daphnias , sujeitando-as a variados testes que têm como fim tirar conclusões acerca da influência de algumas drogas sociais - nomeadamente, a nicotina , o álcool e a cafeína - nestes organismos vivos, relacionando o efeito das mesmas no Homem.
  3. 3. Daphnias
  4. 4. Daphnias – O que são? Daphnias, ou pulgas de água, são micro crustáceos que vivem em água doce e que se alimentam de algas. Reino: Protista Filo: Chlorophyta Classe: Chlorophyceae Ordem: Chlorococcales Família: Oocystaceae Género: Chlorella Espécie: Chlorella vulgaris
  5. 5. Daphnia - Morfologia Apresenta dimensões entre 0,2 mm  a 5 mm e é revestida por um exoesqueleto transparente o que possibilita a visualização dos seus órgãos internos. Ao longo do seu crescimento, estes pequenos crustáceos filtradores vão mudando a sua carapaça - o seu exoesqueleto - várias vezes, tal e qual como as mudas de pele dos répteis.
  6. 6. Daphnias - morfologia
  7. 7. Daphnia – Macho e Fêmea Macho Fêmea O macho não produz ovos nem gera embriões - não possui sáculo onde guardar ovos:  Inexistência de câmara incubadora . Observando um macho e uma fêmea ao M.O.C., constata-se que a fêmea é maior que o macho.
  8. 8. Daphnias – Como se reproduzem? De acordo com as condições ambientais, as Daphnias podem reproduzir-se assexuadamente (por partenogénese) ou sexuadamente. A - Fêmea adulta com ovos (ovos partenogénicos); B - Ovo partenogénico C - Fêmea juvenil D - Fêmea com ovos de repouso E - Macho F - Gâmetas masculinos G - Ovos de repouso (Efípios)
  9. 9. Daphnia – Posição na cadeia alimentar A Daphnia é consumidora de 1ª ordem,  quando se alimenta de fitoplâncton. Quando se alimenta de zooplâncton, bactérias e protozoários é considerada consumidora de 2ª ordem. Por sua vez, esta serve de alimento a vários seres vivos, como peixes.  Produtor                         Consumidor Primário              Consumidor Secundário (Chlorella vulgaris)         (Daphnia magna)                     (Cyprinus carpio)
  10. 10. Daphnia – Condições favoráveis As Daphnias são sensíveis ao oxigénio dissolvido, pH e contaminantes químicos, no entanto não é difícil manter culturas saudáveis, basta que se respeitem as seguintes condições: Factor Intervalo Óptimo pH 7 – 8,6 Temperatura 20 – 25º C O 2  dissolvido >6mg/L Dureza de água 160 – 180mg Foto Período 16h luz; 8h escuro
  11. 11. Daphnias - Porque são utilizadas como cobaias científicas? <ul><li>Os organismos desta espécie servem de modelo para a observação dos efeitos das drogas ao nível cardíaco, pois: </li></ul><ul><li>possuem respostas fisiológicas básicas semelhantes às humanas; </li></ul><ul><li>do ponto de vista anatómico, possuem um exoesqueleto transparente, permitindo observar, em tempo real, os batimentos cardíacos; </li></ul><ul><li>são animais fáceis de cultivar em laboratório, com baixo custo, que requerem pouco espaço e pequenas quantidades de soluções aquosas; </li></ul><ul><li>têm um curto ciclo de vida e alta fecundidade. Reproduzem-se por partenogénese, como tal, é fácil obter populações homogéneas em termos de tamanho, idade e sexo. </li></ul>
  12. 12. Drogas
  13. 13. Drogas Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica as suas funções . As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais – ex: cafeína, a nicotina, o ópio, etc. As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais.
  14. 15. Droga - Cafeína A cafeína (1, 3, 7-trimetilxantina) pertence ao grupo das Xantinas, substâncias que potenciam, em maior ou menor grau, as diferentes acções do Sistema Nervoso Central. Os três alcalóides principais são: a cafeína (no café), a teofilina (no chá) e a teobromina (no cacau). Encontram-se também em outras bebidas como os refrigerantes (colas), as bebidas energéticas e em muitos medicamentos como por exemplo analgésicos, anti-histamínicos, etc.
  15. 16. Cafeína – alguns efeitos <ul><li>Estimula o Sistema Nervoso Central e os sistemas Circulatório (aumento do ritmo cardíaco),  Digestivo, Respiratório e Urinário.  </li></ul><ul><li>Aumenta o estado de “alerta”: </li></ul><ul><li>Facilita o trabalho intelectual; </li></ul><ul><li>Produz algum bem-estar e diminui a fadiga; </li></ul><ul><li>Verifica-se uma diminuição do tempo de reacção a estímulos visuais e auditivos; </li></ul><ul><li>A sua ingestão constante, mesmo em quantidades moderadas, pode provocar alterações no Sistema Nervoso Central como, por exemplo, irritabilidade, inquietação ou insónia. </li></ul>
  16. 17. Cafeína – síndrome abstinência <ul><li>A supressão da substância provoca uma pequena síndrome de abstinência, que gera ligeiro mal-estar : </li></ul><ul><li>fadiga, </li></ul><ul><li>sonolência, </li></ul><ul><li>cefaleias, </li></ul><ul><li>incapacidade de concentração, </li></ul><ul><li>depressão; </li></ul><ul><li>ansiedade; </li></ul><ul><li>náuseas; </li></ul><ul><li>vómitos. </li></ul>
  17. 18. Droga - Nicotina Apesar do tabaco ser composto por centenas de substâncias químicas, o alcalóide que o constitui que se apresenta como o responsável pela maior parte dos efeitos que o tabaco produz no organismo é a nicotina. Este alcalóide é o responsável directo pela dependência física, por um processo comportamental e farmacológico semelhante ao que determina a dependência do álcool, da heroína ou da cocaína.
  18. 19. Nicotina – alguns efeitos <ul><li>É a acção da nicotina sobre o Sistema Nervoso Central que provoca a sensação de prazer, após o acto de fumar, ou de irritabilidade quando o fumador tenta interromper o consumo. </li></ul><ul><li>Apesar do tabaco ser uma droga estimulante, a maior parte dos fumadores considera que relaxa (isso deve-se ao facto de, uma vez criado o hábito, o cigarro acalma a ansiedade provocada pela sua falta). </li></ul><ul><li>Estudos realizados associam o consumo de tabaco ao aparecimento de cancros, principalmente no sistema respiratório e ao aparecimento de doenças do sistema circulatório. </li></ul><ul><li>Na mulher grávida: aumenta o risco de aborto espontâneo, de complicações durante a gravidez e no parto, de nascimentos prematuros e de diminuição de peso do recém-nascido. </li></ul>
  19. 20. Nicotina – síndrome abstinência <ul><li>A supressão de nicotina nos fumadores traduz-se: </li></ul><ul><li>intranquilidade; </li></ul><ul><li>aumento da tosse e expectoração; </li></ul><ul><li>impaciência e irritabilidade; </li></ul><ul><li>depressão; </li></ul><ul><li>ansiedade e agressividade; </li></ul><ul><li>má disposição; </li></ul><ul><li>dificuldade de concentração e diminuição da atenção na condução de veículos; </li></ul><ul><li>aumento do apetite e do peso corporal; </li></ul><ul><li>diminuição da frequência cardíaca. </li></ul>
  20. 21. Droga - Álcool O marcado carácter social do álcool e a grande aceitação de que goza permitem catalogar como normais padrões de consumo que, na realidade, são claramente exagerados. Poucos minutos depois da ingestão do álcool, este passa para a corrente sanguínea, onde pode manter-se várias horas, e a partir da qual exerce a sua acção sobre diversos órgãos do corpo.                                  
  21. 22. Álcool – alguns efeitos <ul><li>O álcool bloqueia o funcionamento do sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições, fazendo com que o indivíduo se sinta eufórico, alegre e com uma falsa segurança em si mesmo que o poderá levar, em determinadas ocasiões, à adopção de comportamentos de risco. </li></ul><ul><li>Depois da sensação inicial de euforia e de desinibição, segue-se um estado de sonolência, turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reacção, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga  muscular, etc. </li></ul>
  22. 23. Álcool – alguns efeitos <ul><li>O excessivo consumo de álcool produz: acidez no estômago, vómito, diarreia, baixa da temperatura corporal, sede, dor de cabeça, desidratação, falta de coordenação, lentidão dos reflexos, vertigens e mesmo dupla visão e perda do equilíbrio. Os casos mais graves de intoxicação levam à perda de consciência, ao coma e, inclusivamente, à morte por depressão cardio-respiratória. </li></ul><ul><li>O consumo habitual na mulher grávida pode dar lugar ao chamado síndrome alcoólica-fetal, caracterizado por malformações no feto, baixo coeficiente intelectual, etc. </li></ul><ul><li>O álcool aumenta o risco de acidentes e de problemas sociais, sendo este aumento directamente proporcional ao seu consumo. </li></ul>
  23. 24. Álcool – síndrome abstinência <ul><li>A supressão do álcool no consumidor costuma desencadear um enorme síndrome de abstinência, que requer atenção médica urgente, e que é caracterizada por: </li></ul><ul><li>cefaleias; </li></ul><ul><li>náuseas, enjoos e vómitos; </li></ul><ul><li>inquietação; </li></ul><ul><li>nervosismo e ansiedade; </li></ul><ul><li>cãibras musculares; </li></ul><ul><li>tremores; </li></ul><ul><li>irritabilidade; </li></ul><ul><li>delírios e alucinações. </li></ul>
  24. 25. Resultados
  25. 26. Depois de realizados os testes nas Daphnias utilizando as drogas…
  26. 27. Cafeína
  27. 28. Nicotina
  28. 29. Álcool 5,6 %
  29. 30. Álcool 12 %
  30. 31. Álcool 40%
  31. 32. Ritmo cardíaco da Daphnia
  32. 33. Variação do ritmo cardíaco depois dos testes
  33. 34. Gráfico da percentagem de variação do ritmo cardíaco depois dos testes
  34. 35. Conclusões <ul><li>Cafeína </li></ul>Esta experiência mostra que a ingestão de cafeína estimula o Sistema Nervoso Central. Verificando-se desta forma um acentuado aumento do ritmo cardíaco. A ingestão excessiva e contínua de todos os produtos que contêm cafeína causam dependência da substância. Para além do aumento do ritmo cardíaco, existe também a diminuição do tempo de reacção a estímulos visuais e auditivos.
  35. 36. Conclusões <ul><li>Nicotina </li></ul>Esta experiência mostra que a nicotina tem um efeito estimulante assim que absorvida, o que provoca um aumento da frequência cardíaca na Daphnia. Ainda assim, esta apresenta fases estimulantes e depressoras no Sistema Nervoso Central após sua absorção. O que contribui para uma baixa variação do ritmo cardíaco. O tabagismo é um dos factores que aumenta o risco de doenças cardiovasculares. A morte por doença cardíaca nos fumadores é quase duas vezes maior que nos não fumadores.
  36. 37. Conclusões <ul><li>Álcool </li></ul>Esta experiência mostra que o contacto com uma solução, progressivamente mais alcoólica, faz diminuir a frequência cardíaca; com efeito, esta substância afecta o Sistema Nervoso, tornando mais lento o processamento  das mensagens nervosas enviadas às distintas partes do organismo, incluindo o coração.   O ritmo do coração (tal como o da Daphnia) diminui quando se ingere bebidas alcoólicas, as respostas básicas tornam-se mais lentas e os acidentes podem suceder-se.   Em crianças e adolescentes, o consumo continuado de álcool provoca um atraso no desenvolvimento do cérebro - órgão nervoso envolvido nas respostas instintivas e conscientes. Este comportamento pode ainda conduzir a reacções agressivas, com consequências na saúde e nas relações com a família e Sociedade em geral.
  37. 39. Para mais informações consulta o nosso sitio: daphniasemmora.blogspot.com

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