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Web do Futuro

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A busca do sentido nos textos publicados na Internet está levando ao avançfo gradativo do XML como linguagem padrão

A busca do sentido nos textos publicados na Internet está levando ao avançfo gradativo do XML como linguagem padrão

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  • 1. WEB SEMÂNTICA A Internet do Futuro Por Armando Levy
  • 2. Qual o sentido da WEB? • Pesquise no Google: • “Minas” • Você recebe respostas tão variadas quanto a bandeira de Minas Gerais, o queijo minas e minas de ouro e diamantes • Mas você quer saber sobre MINAS EXPLOSIVAS
  • 3. Por que? • Sistema não distingue o Estado, o tipo de queijo e a mineração da arma • Técnica mais usada é combinar palavras, de modo a aprimorar o resultado da pesquisa • Busca Avançada • Mas resultado é sempre desolador • São dezenas (às vezes centenas) de páginas que não interessam, tornando difícil separar o joio do trigo • Por que isso ocorre?
  • 4. Minas, HTML é limitado Estado • Crescimento exponencial da WEB tornou difícil indexar as Minas, informações Ouro • A linguagem HTML, que popularizou a WEB e é utilizada pela maioria dos sites, não possui recursos que permitam Minas, atribuir significado à informação Queijo • As tags HTML são muito limitadas nesse sentido. Elas apenas descrevem como a Minas, página deve ser exibida e não Explosivas oferecem nenhuma descrição dos dados
  • 5. Minas, Como mudar? Estado • Para melhorar a indexação são necessárias categorias mais apuradas Minas, que permitam triar com eficiência no oceano de dados disponíveis Ouro • Categorias já existem • Para o usuário que visita as páginas da Estado de Minas, do Queijo Minas, das Minas, Minas de Ouro a diferença é evidente • O problema é que essas diferenças só Queijo são entendidas por nós: humanos • Aspiração da Inteligência Artificial é fazer com que a máquina reproduza os Minas, mecanismos da inteligência humana • Mas ainda estamos muito longe disso Explosivas
  • 6. WEB Semântica • A WEB Semântica é uma tentativa inversa de solução • Ao invés de pensar na informação para os humanos, a idéia é pensar na máquina • quot;Machine-understandable Informationquot;, esta é a definição da WEB Semântica, segundo o quot;pai da WEBquot;, Tim Berners-Lee, um dos comandantes desse projeto
  • 7. W3C • A criação da WEB Semântica é capitaneada pelo consórcio W3C • O W3C é um sucessor do projeto Metadados, cujos princípios são os mesmos: incluir quot;informação sobre a informaçãoquot; na WEB • O projeto Metadados tentava fazer isso via linguagem HTML, o que se revelou impossível porque o HTML não permite criar categorias semânticas.
  • 8. Linguagem XML • Componente central da WEB Semântica é a linguagem XML (Extended Markup Language), que permite descrever semanticamente os dados a partir de categorias que o próprio usuário pode definir • Elemento XML pode ter dados declarados como preço de venda, título de livro, quantidade de chuva ou qualquer outro • Uma vez que o dado é encontrado, ele pode ser distribuído pela rede e apresentado em um browser de várias formas possíveis
  • 9. Por que XML? • É uma linguagem extremamente flexível • Mas criação de muitas categorias diferentes também não é interessante • É preciso definir categoria em conjunto • Um exemplo é o da Unicamp e CNPq, que estabeleceram um protocolo comum (criado por uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina) para poder trocar dados relativos aos currículos de seus pesquisadores
  • 10. Como criar XML? • Para criar aplicações XML são necessários quatro passos: • DTD (Document Type Definition) • Definir conjunto de tags e a gramática da linguagem de marcação • Não sobrepor tags e não omitir tags de finalização • Usar os padrões DOM (Document Object Model) e SAX (Simple API for XML) para interpretá-las • Transformar o arquivo para folhas de estilo (CSS) porque nem todo navegador lê XML
  • 11. Categorias • Processo ainda é complexo • Há a necessidade de acordo sobre que categorias a utilizar, como os dados devem ser relacionados, como os usuários irão interagir com eles • Sem isso não há como montar quot;banco de dadosquot; • Este é, aliás, um dos maiores desafios do futuro da WEB • No comércio eletrônico as empresas devem chegar a um acordo, pois têm muito interesse nessa tecnologia
  • 12. Outros componentes • Outros componentes da WEB Semântica são: • Universal Resource Identifier • Como a URL especifica uma identidade • Resource Description Framework • Uma linguagem e uma gramática para Agentes definir informação na WEB Programas robôs • Ontologias que executam • Conjuntos de asserções que definem as tarefas específicas relações entre conceitos e estabelecem na WEB regras lógicas de raciocínio • Agentes • Softwares que funcionam sem necessidade de controle direto ou supervisão
  • 13. Premissa • A WEB Semântica reside na esperança de que as pessoas comecem a publicar seus dados em RDF (Resource Description Framework) • RDF é simplesmente um modelo de dados que permite às pessoas criarem dados legíveis pela máquina • A WEB Semântica será construída baseada nestes dados • Quando se publica algo em RDF não se está criando necessariamente uma parte da WEB Semântica, apenas se está colocando os dados à disposição dos processadores semânticos da WEB
  • 14. Metas • As metas da WEB Semântica são mais ambiciosas do que simplesmente permitir indexar melhor a informação da WEB • Interessam as aplicações que se tornam possíveis com a utilização de categorias semânticas para descrever os dados • Você pode criar um agente (programa robô), especificando que tipo de emprego gostaria de ter, qual a remuneração de seu interesse, local de trabalho ideal, benefícios de seu interesse, entre outras informações, fazendo com que ele circule pela Internet
  • 15. Sites e blogs • Sites não comerciais também se beneficiam da utilização do XML e do desenvolvimento da WEB Semântica • Seus conteúdos indexados podem ser mais facilmente localizados pelos sites de busca como Google • Este fenômeno explica o boom dos Blogs Corporativos
  • 16. A WEB atual FONTE: Eric Miller – W3C
  • 17. A WEB Semântica FONTE: Eric Miller – W3C
  • 18. Onde a roda pega? • É necessária uma nova política de propriedade intelectual • Os avanços da tecnologia de informação e redes digitais possibilitam que cada um de nós se torne em um editor • Roubo de propriedade intelectual é difícil de vigiar em uma rede distribuída • Os proprietários de diretos autorais (textos, músicas, filmes) perseguem e combatem ferozmente as tecnologias que possibilitam acesso dinâmico a conteúdos protegidos por leis autorais • O avanço da WEB Semântica vai exigir repensar os direitos autorais
  • 19. Como ser feliz? • O segredo da WEB Semântica está no conteúdo • Definição de categorias é fundamental • Publicar documentos sem categorias ou tags será o O produtor de conteúdo mesmo que jogar uma pedra na web escreve, filma, no rio grava, edita e define • Surge uma nova profissão? categorias • O categorizador de web? Tem sentido falar ainda em “jornalista”?
  • 20. Obrigado! • Armando Levy • Formação em Comunicação Social pela FAAP • Pós-Graduação em Gestão de Comunicação pela USP • Especialização em Gestão de Informática pela FGV • MBA em E-Business pela FGV • Mestre em Teoria e Pesquisa em Comunicação pela ECA-USP • Gerente de Comunicação e Internet da Credicard, Vésper e Banco1.Net • Diretor da e-Press Comunicações • Consultor do Núcleo de Formação Profissional da Câmara Brasil Alemanha • armando@epress.com.br • (11) 4082 4600