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[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013
 

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    [ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013 [ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013 Document Transcript

    • Os bons ventosda inovaçãoArticulação estratégica de empresas,universidade e governo identifica novasvocações para a economia regional
    • XX
    • VISÃO ACIJ A PALAVRA DA ENTIDADE O caminho semRevista 21Publicação bimestral da AssociaçãoEmpresarial de Joinville (Acij) volta da inovação Há quase 18 milhões de referências no Google à palavra inova-Conselho editorial ção, perto de 5 milhões se conjugada à indústria. São inúmerosANDRÉ DAHER livros, artigos e pesquisas, entre outras tantas fontes, debatendoADVOGADO(PRESIDENTE DO CONSELHO DOS NÚCLEOS) a necessidade de “fazer diferente” para se sobressair, seja na vida pessoal, seja no meio corporativo. Está escrito ali, por exemplo,DINORÁ NASS ALLAGECAJADINA que inovação vem do latim (innovatio) e designa uma ideia, método(VICE-PRESIDENTE) ou objeto que pouco se parece com padrões anteriores. InovaçãoDIOGO HARON tecnológica, em outro verbete, seria “tudo que acontece na fron-ACIJ teira do conhecimento”. A boa notícia que a Revista 21 traz em(DIRETOR EXECUTIVO) sua reportagem de capa é que, nesse terreno, Joinville caminha aMARIA REGINA LOYOLA RODRIGUES ALVES passos largos: foi o primeiro município catarinense a aprovar a LeiLEPPER(VICE-PRESIDENTE DA ACIJ) da Inovação e investe na criação de parques tecnológicos que as- sumem o desafio de levar o conceito para o campo prático. São es-SANDRA TRAPPSOCIESC forços que vão tornando cada vez mais sólida a economia regional.(INTEGRANTE DO NÚCLEO DE ESCOLASDE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL)SIMONE GEHRKEEDM LOGOS(ASSOCIADA) TAMBÉM NESTA EDIÇÃOJornalista responsávelJÚLIO FRANCO (REG.PROF. 7352/RS) ABRE ASPAS 4 A perda de competitividade da indústriaProduçãoMERCADO DE COMUNICAÇÃO BRIEFINGEditorGUILHERME DIEFENTHAELER 14 Sobram vagas para pessoas com deficiência(REG. PROF. 6207/RS) Reportagem CONJUNTURAFERNANDA LANGE 22 Em busca da “economia criativa”LETÍCIA CAROLINEANA RIBAS DIEFENTHAELERLAÍS MEZZARI PERFORMANCEDiagramação, ilustrações e infográficos 30 Rede privada de saúde em franca expansãoFÁBIO ABREUFotografia CASEPENINHA MACHADO, ELTON COSTA, BANCO DE 32 Uso racional da água e o sucesso da DocolIMAGENS E ASSESSORIAS DE IMPRENSAImpressão ENTRE NÓSIMPRESSORA MAYER 38 O que é notícia na AcijTiragem4 MIL EXEMPLARES PONTO E CONTRAPONTOContato 48 O impacto da indústria automotivaREVISTA21@MERCADODECOMUNICACAO.COM.BRPublicidade HAPPY-HOURCÉSAR BUENO(47) 9967-2587 E 3801-4897 50 Nos palcos da vidaEndereço para correspondênciaAV. ALUISIO PIRES CONDEIXA, 2550 3 PERGUNTASSAGUAÇU, JOINVILLE/SC 54 César Souza fala sobre sonhos e pesadelosREVISTA 21 3
    • ABRE ASPASUMA BOA CONVERSA COM QUEM TEM O QUE DIZER“Medidas estruturais para retomar a competitividade”Presidente da Fiesc afirma que a indústriacatarinense sentiu o peso do CustoBrasil e o impacto da crise internacionalÉ duro o páreo da empresa nacional perante a concorrência ex- Como se comportou a economiaterna – e esse panorama tornou-se ainda mais ácido em 2012, estadual no ano passado e o quecom fatores como o retrocesso da economia internacional e o se pode esperar de 2013?consequente desembarque ostensivo de importados para dis- Não foi um bom ano. O Estado,putar as atenções do consumidor brasileiro. São algumas das como o país, sentiu a retração naexplicações apresentadas pelo presidente da Federação das economia internacional e a indústriaIndústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, para o local teve dificuldades de competirdesempenho acanhado do setor de manufatura no ano que com os importados, que absorve-passou, com a produção industrial do Estado encolhendo 2,6% ram parte relevante do consumosobre o exercício anterior (dados de novembro). Nesta entre- interno. O desempenho da indústriavista, ele reconhece que a perda de competitividade tem raras catarinense foi muito abaixo do po-exceções – fabricantes de madeira e móveis, por exemplo, re- tencial – o que naturalmente se re-gistraram crescimento – e atribui o problema a um punhado de fletiu na economia. Outro fator foi ofatores estruturais. As causas, segundo o dirigente, vão da baixa agravamento do Custo Brasil. Comqualificação média do trabalhador ao ambiente pouco propício padrões internacionais de custo,a investimentos, ao lado da falta de regras claras por parte do tivemos dificuldades para compe-setor público e do eterno peso dos impostos sobre a produção. tir com países emergentes, como os asiáticos, sobretudo, que não4
    • FERNANDO WILLADINO/FIESCpagam os mesmos custos e tribu- e móveis, que iniciaram um pro- Qual foi o resultado final do ano,tos. Daí que nos tornamos menos cesso de recuperação exemplar, na média da produção industrialcompetitivos. Em Santa Catarina, depois da crise de alguns anos, catarinense?houve problemas com os segmen- e de máquinas e equipamentos. Até novembro, último dado dis-tos de máquinas, aparelhos e ma- Ambos projetam para 2013 uma ponível, a produção industrial caiuteriais elétricos – que sofreu uma continuidade nesse desempenho. 2,6%, em linha com o que ocorreuqueda bastante grande na produ- Tivemos um crescimento impor- no Brasil. No ano anterior, a redu-ção –, plástico, vestuário, alimentos tante das vendas de compresso- ção havia sido de 4,5%. Mesmo(atingido também pela crise nos in- res, o que influenciou muito. A com um resultado negativo, valesumos), têxtil, de metalurgia básica, indústria moveleira vendeu quase frisar que a queda foi menor queentre outros que, em suma, ou pro- 5% a mais do que no ano anterior, a do ano anterior. A surpresa ficouduziram menos ou apresentaram devido ao aumento do consumo com as vendas, que crescerambaixo crescimento. das famílias em 2012. Resultado 8% no setor. Isso porque parte mais modesto, mas bastante po- do portifólio do setor industrial diz sitivo, baseado no mercado inter- respeito à participa­ ão dos impor- çAlguma surpresa positiva neste no. Já em madeiras, o incremento tados (de 22%). Também houvequadro? foi nas exportações, com avanço desova de produtos no primeiroOs casos dos setores de madeira de quase 10%. semestre, já que muitas empre-REVISTA 21 5
    • CÂMARA DOS DEPUTADOSsas haviam entrado o ano com do setor público, que possam dar Presidente da Fiesc espera atençãoestoques elevados, na expectati- segurança ao investidor em relação da classe política a fatores queva de um crescimento econômico à participação em projetos do setor emperram a economia e afirmaexpressivo. público. O governo se esforçou em que o avanço da reforma tributária medidas para desonerar a folha de é “questão de sobrevivência” pagamento, mas essas não muda-Qual foi o grande vilão da econo- ram a operação industrial. São me-mia brasileira em 2012? didas pontuais que não trazem a re-A falta de competitividade. Há um percussão necessária na economia condições das rodovias são ruins,fator estrutural relevante: a baixa como um todo. O que se espera o que ocasiona custos de frete ele-escolaridade do trabalhador brasilei- para 2013 é que se tomem essas vados – e isso nos distingue dos vi-ro e catarinense. Isso não era muito medidas estruturais. zinhos do Sul e da região Sudeste.visível quando a competição não se Somos o Estado que apresenta asmostrava tão acirrada quanto agora. piores condições de infraestruturaPrecisamos investir em tec­ o­ogias n l Quais as mais emergentes? nas duas regiões. Observa-se que oe estamos encontrando dificulda- A primeira é a redução da carga tri- governo do Estado tem anunciadodes em função desse problema, butária, que se encontra acima da projetos importantes nessa área,que representa um enorme desafio de países emergentes e dos mais que trarão resultados significativos.para a indústria. Outro aspecto: o desenvolvidos. Esperamos a simpli- Precisamos de investimentos embaixo nível de investimento. O país ficação dos custos dos setores eco- ferrovias que aliviarão a pressãotem investido pouco, sobretudo nômicos. O segundo ponto, em re- sobre as rodovias.em infraestrutura de transportes, lação a Santa Catarina, são obras decujo custo é elevado. Teríamos que infraestrutura. Temos um complexoreduzir o custo de logística para me- portuário muito bom, poucos Esta- O sr. acredita que, finalmente, aslhorar a competitividade. Cabe lem- dos dispõem dessa condição, mas ferrovias receberão investimentosbrar ainda a falta de regras claras o acesso aos portos é precário, as como um modal alternativo rele-6
    • REVISTA 21 7
    • vante para os transportes? outros obstáculos a indústria pela vocação evidente. Em SantaTemos expectativa positiva em re- brasileira enfrenta hoje e que ca- Catarina, a participação é próximalação à consciência que o governo minhos devem ser trilhados para de um terço do PIB, o que é bas-federal tomou de que é necessário superá-los? tante relevante. Em casos comoinvestir em ferrovias. Estamos espe- Primeiro, a carga tributária. Depois, esse, quando a indústria não vairançosos, assim, de que se retome a infraestrutura. Simplificação da bem, a tendência é de que isso seo investimento em ferrovias. Preci- reflita negativamente na economiasamos ter olhar para o longo prazo do Estado. Por isso, nestes últimose investir em alternativas. Toda a es- anos, houve estagnação. A redu-trutura exigirá uma revisão. ção da participação do setor deve “Não há país que continuar ocorrendo, mas espera- tenha conseguido mos que não de forma abrupta. AO sr. afirmou, em artigo recente, indústria tende a se especializar, aque a reforma tributária virou se desenvolver sem se automatizar, a buscar melhoria dequestão de sobrevivência para as uma indústria forte. produtividade e competitividade. Oempresas e que, se esta não vier, cenário para Santa Catarina é boma indústria brasileira corre sérios Quando o setor não para os próximos anos. Se conse-riscos. Que riscos são esses? vai bem, a tendência guirmos melhorar o investimentoDa desindustrialização. O setor tem em infraestrutura de transportes,capacidade de investir muito mais é de que isso se Santa Catarina tenderá a ter umdo que está investindo, mas há in- reflita na economia” crescimento acima da média nacio-segurança em relação ao futuro pró- nal. Contribuem nesse contexto asximo do país e descompasso entre indústrias automotivas que estãonossos custos e os dos concorren- legislação trabalhista em seguida, chegando e que estimularão novostes. Não é só responsabilidade do com a questão da burocracia – es- investimentos no Estado.governo. O setor privado tem que tamos sentindo as dificuldades parainvestir mais, também, em qualifica- iniciar novos empreendimentos.ção do trabalhador, entre outros as- Finalmente, precisamos melhorar Como o sr. avalia a performancepectos. A modernização da legisla- os marcos regulatórios para que o da indústria catarinense, em seusção trabalhista conduziria a um am- setor privado se sinta seguro em principais polos de desenvolvi-biente melhor para investimentos. fazer investimentos. Especialmente mento? Quais são, hoje, os carros- no caso da infraestrutura – portos, -chefes, em termos de inovação aeroportos, o transporte nos seus tecnológica e excelência? E queO sr. vê perspectivas de que a diferentes modais. ramos poderão emergir?reforma ocorrerá em breve? Essa é uma questão vital. SantaMesmo que não seja do agrado do Catarina precisa fazer um esforçosetor público, teremos que discutir A indústria ainda preenche uma no sentido de buscar investimen-um novo modelo tributário para que fatia relevante da economia tos em setores com vantagenso país não se transforme em um catarinense, maior até do que a comparativas e uso de tecnologiamercado em que as importações proporção média em âmbito na- intensiva, como a indústria au-sejam mais importantes que a pro- cional. Isso é bom ou ruim? E que tomotiva. É o que está se vendo,dução local. Existe esse risco. Não tendências há de, nos próximos também, na formação de um polodefendemos fechar o país, adotar cinco anos, essa participação de- de saúde, já que a indústria de re-políticas de proteção. Temos que crescer – talvez com o incremento médios tem um componente tec-manter concorrência para que as do setor de serviços? nológico avançado. Por fim, esta-indústrias sejam competitivas, mas Isso é bom. Não há país que tenha mos em vias de consolidar o inícioprecisamos de condições isonômi- conseguido se desenvolver sem de um polo aeronáutico. Doscas com nossos competidores. uma indústria forte. Mas o setor setores tradicionais, a indústria vem perdendo representatividade têxtil tem se sobressaído, como no PIB. No caso dos três Estados também a agroindústria. Igual-Além do peso dos impostos, que do Sul, isso é menos ostensivo, mente, os segmentos de papel8
    • DIVULGAÇÃO FIESCe celulose e plástico se situamnesse contexto de investimentosque priorizam a qualidade do pro-duto em relação ao aumento dacapacidade de produção.Olhando para o mercado externo,a aparente estabilização do dólar,na faixa dos R$ 2, já permite aretomada efetiva de exportaçõespara as maiores indústrias doEstado?O dólar vai ajudar neste processode recuperação do setor exporta-dor. As exportações se tornarammuito mais difíceis por causa dacrise nos países da Europa e Es-tados Unidos e o acirramento dacompetição. Na hora em que osmercados desses países enco-lhem, a competição fica muitomais intensa. O Brasil tem condi-ções de recuperar o seu espaço e Mesmo com um crescimento de 8% nas vendas, balanço da indústriamanter uma boa posição no mer- foi tímido em 2012; setor de linha branca (foto) exibiu resultado positivocado internacional. Mas o governoprecisa estar atento às questõesque dificultam as exportações, es- a produção local. E a complexidade E como o sr. tem visto os esforçospecialmente a tributária. que sempre envolve o cumprimento pela maior eficiência dos gastos das obrigações impostas ao setor públicos, tanto no nível federal produtivo, com um custo acessório quanto no estadual? Que notaQual sua posição sobre a Resolu- bastante elevado. dá para o governo Dilma e para oção 13 e a chamada “Guerra dos governo Colombo?Portos”? Prefiro não dar notas. Vejo que háA decisão foi tomada, temos que Outra queixa sistemática do um grande esforço no sentido denos ajustar. Esse é um dos aspectos empresariado diz respeito à quali- tornar as contas mais transparen-do que chamamos de insegurança dade dos serviços oferecidos pelo tes. Mas, no final do ano, o gover-jurídica. Até o momento, as em- Estado, na contrapartida dos im- no fez uma certa engenharia parapresas não sabem como as coisas postos pagos. Nesse departamen- fechar suas contas e, nisso, que-vão ficar. Espera-se que tudo seja to, há melhorias à vista, concluída brou algumas regras. O problemaconvalidado, mas a verdade é que metade da gestão Dilma Rousseff? do setor público é controlar a má-ainda não foi. Há inúmeras dúvidas Avançamos quase nada em relação quina pública, incluindo as do Judi-com relação aos procedimentos es- a isso. O Brasil não está conseguin- ciário e do Legislativo. O gasto paratabelecidos pelo Conselho Nacional do se soltar das amarras da burocra- manter toda essa estrutura é des-de Política Fazendária (Confaz). Isso cia que tornam todas as questões proporcional à qualidade dos ser-está na ordem do dia e mostra que que envolvem o setor público muito viços prestados. Se os propósitosa burocracia é mais preponderante demoradas – e a indústria não pode são sempre positivos, percebe-sedo que a racionalidade. É preciso se sujeitar a isso, pois está com- a dificuldade de avançar para a me-que o empresário saiba como pro- petindo com países que não têm a lhoria efetiva do quadro. A questãoceder. Em certos casos, a situação mesma estrutura burocrática que política é um dos componentes,estimula mais a importação do que enfrentamos aqui. mas cabe aos gestores cumprir aREVISTA 21 9
    • sua missão, isso não pode servir sultados modestos alcançados com comprometido com o Programa Na-de explicação para justificar a baixa as medidas do governo no ano pas- cional de Acesso ao Ensino Técnicoeficiência do setor. sado: boa parte dos segmentos que e Emprego (Pronatec). Pela primeira receberam essas isenções não fez vez, o governo adotou, de fato, uma novos investimentos. Simplesmen- política de valorização do ensinoO Custo Brasil vai subir em 2013? te houve movimentos para recupe- profissional. Em 2012, a Fiesc pro-Espera-se que não. Com a diminui- ração de margens que já estavam moveu o evento intitulado “A Indús-ção das tarifas de energia, a tendên- bastante reduzidas. tria pela Educação”, que passoucia é de haver até uma redução no por oito regiões do Estado. FomosCusto Brasil. Isso, somado à deso- surpreendidos pela boa adesão doneração da folha e à redução das Um desafio relevante para a in- setor empresarial. Em 2013, issotaxas de juros, deve resultar em um dústria está na qualificação profis- terá consequências práticas positi-quadro mais favorável. sional. Que respostas o industrial vas, com o início de uma verdadeira pode dar a essa questão? revolução no setor. A qualificação tem que estar incor-Qual a posição da Fiesc sobre as porada à estratégia da empresa.isenções de tributos a determi- A melhoria do nível de escolarida- Como o sr. avalia a ação social dasnados setores industriais, como de é a chave da solução de grande empresas catarinenses?ocorreu em 2012? parte dos nossos problemas. Não Santa Catarina se destaca por essaO que produz efeito são medidas exige nem tempo nem investimen- preocupação do empresário de su­horizontais, não verticais. Redução tos desproporcionais. Em dois ou prir parte do encargo que seria dode tributos não deveria privilegiar três anos, é possível qualificar o setor público. Faz parte de um pro-somente determinados segmentos. trabalhador com custos reduzidos. grama de retribuição à sociedadeEssa tese encontra respaldo nos re- O “Sistema S” está profundamente pelas oportunidades usufruídas.O TERMÔMETRO DA CONFIANÇA NA ECONOMIA BRASILEIRAO Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) é uma pesquisa mensal baseada na opinião sobre as condições econômicas atuais eexpectativas. O índice varia de 0 a 100. Acima de 50, indica confiança. Abaixo, falta de confiança. O último levantamento foi feito pela Fiesc epela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre 7 e 17 de janeiro, com 148 indústrias de SC, da transformação e construção civil.Comparação com o industrial brasileiro Presente e futuroNa avaliação das condições gerais da economia, o industrial Duas opiniões são coletadas para a elaboração do ICEI:catarinense estava mais cético em meados de 2012. Agora, sobre o momento atual e sobre as perspectivas para osalém da elevação do índice, demonstra mais otimismo que o meses seguintes. O industrial de SC tem estado cético com oindustrial nacional, apesar da queda em janeiro. presente, mas acredita o futuro próximo será melhor.100 100 SC BRASIL PRESENTE FUTURO 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 40 30 30 20 20 10 10 0 0 JAN/12 JUL/12 JAN/13 JAN/12 JUL/12 JAN/1310
    • 6 2 ,0 6 1 ,060,0 6 0 ,0 5 9 ,0 5 8 ,0 5 7 ,0 Sé r ie 1 5 6 ,0 5 5 ,0 5 4 ,0 5 3 ,050,0 5 2 ,0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1740,030,0 Série120,0 REVISTA 21 1110,0 0,0
    • PAINELESPAÇO PARA O BOM HUMOR E A INTERAÇÃO COM O LEITOR CURSOS & EVENTOS 25 E 26 DE FEVEREIRO Curso ”Importação e Benefício Fiscal” Acij, Joinville www.acij.com.br 4 DE MARÇO Reunião do Conselho Acij, com presença do prefeito Udo Döhler Auditório Acij 5 A 7 DE MARÇO Programa “Excelência no Atendimento ao Cliente” Acij, JoinvilleO JOINVILENSE Diogo Cesar É ILUSTRADOR RADICADO EM CURITIBA, JÁ TEVE SEU TRABALHOPUBLICADO EM REVISTAS COMO ÉPOCA E MAD. TAMBÉM É AUTOR DA WEBCOMIC “PEDRO”, PUBLICADA www.acij.com.brNO SITE WWW.POCOTOMICS.COM 19 DE MARÇO 8º Prêmio Fiesp de Conservação e ReúsoA Revista 21 demonstra alinhamento Parabéns à equipe de comunica- de Águacom as melhores práticas de comu- ção e aos gestores da Acij. Recebi www.fiesp.com.br/nicação. É uma honra saber que nos- a última edição da revista e fiquei premioaguasa associação produz um material impressionado com a qualidadecom este nível técnico e estético. Já do material. Viajo pelo país minis-se tornou uma referência para enten- trando aulas e palestras e posso 19 A 21 DE MARÇOder melhor a economia de Joinville e citar poucas entidades com uma Evento Brazil Road Expodo país. Parabéns. revista desta qualidade. Ganha Transamérica Expo Center, Joinville, mas, sobretudo, ganham São Paulo Wilmar Cidral os leitores com mais esse canal de www.transamericaexpo. GESTOR DA SUSTENTARE ESCOLA DE NEGÓCIOS comunicação empresarial. com.br Ricardo Della Santina TorresFicamos contentes com a nota PROFESSOR DA SUSTENTARE ESCOLA DE NEGÓCIOS 26 DE MARÇOpublicada sobre o setor de eventos Palestra “Sonhos e Pesadelose gastronomia em Joinville. Nossa dos Líderes Empresariais”,cidade é um polo industrial muito Erramos. Ao contrário do que registra César Souzaforte, e esse destaque aquece o título de nota publicada na edição Hotel Bourbonmercado de eventos, que neces- de novembro/dezembro da Revista www.acij.com.brsita cada vez mais de estrutura e 21, a empresa Brunswick, recém-profissionais capacitados, à altura -instalada no Perini Business Park, édas feiras e congressos que rece- de origem norte-americana. 5 A 14 DE ABRILbemos. 10ª Feira do Livro de Joinvile Críticas ou sugestões para a Revista Centreventos Cau Hansen Janara Ziliotto 21 são bem-vindas. Os meios de www.institutofeiradolivro. GERENTE DA BOKITOS contato estão na página 3. com.br12
    • REVISTA 21 13
    • BRIEFINGINFORMAÇÃO BREVE E SOBRE TUDO DIVULGAÇÃOCAPACITAÇÃOTem vaga sobrandopara pessoas comdeficiênciaJá tem mais de 20 anos a lei queexige a contratação de portadoresde deficiência em empresas commais de 100 funcionários, de acor-do com cotas mínimas. Mas não énada fácil cumprir a determinação,tamanha a falta de profissionaisqualificados com esse perfil. A saí­da tem sido multiplicar cursos. É oque faz o Programa de Desenvol-vimento Profissional para Pessoascom Deficiência do Senai. “Apenascumprir a cota, sem dar a produtivi-dade e qualidade de trabalho que se Senai dispõe de estrutura adaptada para cursosespera, leva esses colaboradores a especiais; na foto, aluno de tecnologia da informaçãoquerer sair da empresa”, explica Ra-phael da Silveira Geremias, diretoradjunto da escola do Senai Joinville. Inserção no mercado Criado em 2010, o programabusca atender às demandas da in- Todos os cursos do Senai preveem estágio obrigatório – o primeiro pas-dústria na formação técnica com so para inserção dos estudantes no mercado de trabalho. De acordocursos adaptados. A própria es- com Sergio Luiz Celestino da Silva, presidente do Conselho Municipal dotrutura do curso é adequada para Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde), para aumentar a inclusãoo público, com equipe pedagógi- social deste público, ainda é necessária uma maior fiscalização do gover-ca capacitada em Libras (lingua- no e a “própria mudança de paradigmas da pessoa com deficiência, quegem de sinais) e técnicas de en- muitas vezes tem medo de perder o Benefício de Prestação Continuadasino, acessibilidade por meio de (BPC) caso o trabalho não dê certo”. Hoje, se isso ocorre, a pessoa au-rampas, elevadores e sanitários, tomaticamente volta a receber o benefício. “As empresas muitas vezesalém de recursos didáticos para procuram os PCDs qualificados para trabalhar em áreas que não exigemdiferentes tipos de deficiência. qualificação”, registra Sergio.“O programa cria oportunidades Há nove empresas parceiras do programa mantido pelo Senai, que co-para as pessoas com deficiência laboram por meio de patrocínio, contratação de estagiários e até no desen-(PCDs), como carreira profissio- volvimento dos cursos. Seu principal auxílio, porém, é com a elaboraçãonal, melhoria da qualidade de técnica do projeto, sugerindo competências necessárias para ocupaçãovida, independência social e finan- das funções de trabalho e contribuindo com a definição do perfil profissio-ceira”, sublinha Raphael. nal de saída dos cursos.NÚMEROS EM ASCENSÃOMais de 1.000 pessoas Cerca de 120 PCDs 17 e 18 anoscom deficiência participaram da em Joinville tiveram aulas de é a idade média dos alunosformação profissional em SC nos qualificação profissional e nos cursos com deficiência que buscamúltimos três anos técnicos promovidos pelo Senai o primeiro emprego14
    • EVANDE DA SILVA/SENAI CONSULTORIA Interpretação contratual: cuidado nunca é demais Tropeços na elaboração de con- lidar com grandes empresas, o tratos são mais comuns do que pequeno e médio empresário por se imagina nas relações empresa- vezes se sente inseguro na hora riais – e podem dar aquela dor de de assinar o contrato – e toma cabeça para as partes. Uma das essa atitude com medo de perder explicações recorrentes é a sim- o negócio. ples falta de atenção na análise do Se a relação acaba na justiça, a documento. A advogada Carolina interpretação contratual deve ser dos Santos afirma que os equívo- feita da forma mais segura para as cos mais frequentes se referem partes, mas o Código Civil Brasi- à aplicação e verificação dos di- leiro diz que, caso haja cláusulas reitos e deveres dos envolvidos. contraditórias ou com dupla inter- “Um caso comum é o da aplica- pretação nos contratos de adesão ção de juros e multa, muitas ve- – aqueles elaborados unilateral- zes acima da média legal. Quando mente pelo fornecedor de produ-Parceria isso não é observado pela parte tos ou serviços –, a análise deve aderente ao contrato, pode tra- ser favorável à parte que recebe ofundamental zer prejuízos”, complementa. Ao documento para assinatura.Para as empresas, o Senai podeapoiar na identificação de pes­ APRENDA A Há dois tipos desoas com deficiência e no pro- INTERPRETAR UM CONTRATO interpretação contratualcesso de seleção. “É um projetodesenvolvido com as empresas,e não para as empresas”, expli-ca Raphael Geremias. Como re- 1 2conhecimento da iniciativa, dois Interpretação objetiva Interpretação subjetivaprêmios já foram conquistados: Deve examinar o contrato O legislador tambémo Prêmio Nacional de Educação sob o ponto de vista da analisa a vontade dase Direitos Humanos de 2010, re- vontade das partes. O partes, mas questionaferente ao Laboratório de Aces- legislador ajuda a parte mais fraca primeiramente qual foi a intenção à medida que considera princípios comum das partes, e não asibilidade, e o Prêmio Elpídio como o da boa-fé. vontade de cada um.Barbosa de 2011, concedido peloConselho Estadual de Educação.Para os portadores de deficiên-cia, o curso é gratuito. Paralelo No Código Civil advogado que tenha conhecimento na A partir do artigo 104 no área, antes da sua assinatura, pois ele iráàs ações do Senai, o Comde tem interpretar as cláusulas de acordo com Livro III, intitulado “Dosrea­ lizado seminários de empre- fatos jurídicos”, estão as leis a lei.gabilidade, fóruns com agências referentes aos negócios jurídicos, ondede RH e fiscalização nas empre- se explicita, por exemplo, a interpretação De olho no contratosas, como também discussões baseada na boa-fé e nos costumes da Mas, se isso não for possível, localidade. é interessante que as partesnas conferências municipais com discutam as cláusulas doela­ boração de propostas que Consulte um profissional contrato antes da assinatura, de formacontemplem as pessoas com O que se indica sempre é a que fiquem claras e concisas evitandodeficiên­ ia no mercado. c análise do contrato por um uma futura discussão.REVISTA 21 15
    • OBRAS NO AEROPORTO COMO FUNCIONAM OS EQUIPAMENTOS O ILS é um sistema de aproximação baseado na transmissão de sinais de rádio, daMais gente no ar pista para a aeronave. Auxilia no posicionamento de aterrisagem. É composto de dois equipamentos, o localizer e o Shelter glide. O Papi também será instalado.Em se tratando de segurança, oAeroporto Lauro Carneiro de Loyo- 1 Localizer 2 Shelter Glide 3 Papi MUITO ALTOla, de Joinville, começa a assumir LIGEIRAMENTE ALTOares de gente grande. Dentro de POSIÇÃO CORRETA LIGEIRAMENTE BAIXOcerca de quatro meses, estará ins- MUITO BAIXOtalado, na cabeceira 33, o equipa-mento ILS, também chamado de Equipamento que mostra Equipamento que Sistema auxiliar, comSistema de Aproximação de Preci- através de ondas VHF a simula uma rampa de quatro caixas de luzessão, abastecido por informações orientação lateral ideal aproximação através vermelhas, que indica em relação à pista, de ondas UHF. Mostra a a posição vertical dede localizador em VHF e Glide Slo- possibilitando ao piloto a orientação vertical que a aproximação. Funcionape em UHF, que exibem a orienta- correção do avião aeronave deve tomar com visibilidade reduzidação lateral e o ângulo de descida,ajudando no alinhamento da aero- A posição dosnave com o eixo da pista e com equipamentos naa correta trajetória para pouso. Na pista do aeroporto ONDE FICAcabeceira 15, a pista recebe outro Bairro Cubatãoequipamento que ajudará na apro-ximação para as aeronaves chega- AEROPORTOrem ao solo. Chamado de Papi, o Rio Cubatãosistema é um indicador de rampa 1de aproximação desenvolvido pela CABECEIRAOrganização de Aeronáutica Civil 15Internacional (Oaci) – e é integrado 3por uma barra lateral com quatrocaixas de luzes, instalada, normal- Pimente, do lado esquerdo da pista. st a de O Papi vai informar, com preci- de co lasão, a posição ideal para a aerona- ge m /ave pousar. Associadas à ampliação te rri sa gedo aeroporto – que está em fase de mdesapropriação das áreas vizinhas, t on umpara chegar aos ideais 2 milhões D CABECEIRA os 2 33 ntde metros quadrados, ou 150% Sa damaior que o atual –, as mudanças i en Avacenam para um cenário novo 250 METROSe promissor. O superintendenteRones Haidemann aposta que osnúmeros de voos – e também de A movimentação do aeroportopassageiros – devem crescer bas-tante. Operando com pouco mais Passageiros Pousos e decolagensde metade de sua capacidade de 484.305 9.902 10.106 421.593 8.315movimentação de passageiros,o Aeroporto de Joinville deve ver 289.161 5.831cair para algo em torno de 0,5% 208.492o índice de voos sem autorizaçãopara pouso, beneficiando enorme-mente o usuário. 2009 2010 2011 2012 2009 2010 2011 201216
    • GARUVA 4KM ITAPOÁ JacaO QUE FOI FEITO1 Trecho entre o Cubatão e a Vigorelli 52 Trecho entre o Cubatão 1 Gibraltar Gibraltar e o Estaleiro Vigorelli 2 Porto Enseada Estaleiro SC-3013 Trecho entre JOINVILLE 3 Laranjeiras e a BR-280 ZONA Laranjeiras URBANA SÃO4 Projeto executivo para FRANCISCO Salinas, em Barra do Sul DO SUL 6PARA 20135 Trecho entre o Estaleiro e ARAQUARI a Comunidade de Jaca Praia do Ervino6 Pavimentação do BR-280 acesso ao Ervino JARAGUÁ DO SUL GUARAMIRIM 4 BARRA DO SUL BR-101 ÁREA AMPLIADA Oceano Atlântico BARRA VELHALITORALA quantas anda da Costa do EncantoAinda não foi neste verão que os de Desenvolvimento Regional de em um total de R$ 24,5 milhões. O PENHAturistas puderam desfrutar da total Joinville (SDR), foram despendidos término da pavimentação do aces-integração viária dos municípios R$ 2,3 milhões na pavimentação so à Praia do Ervino, em São Fran-praianos do Litoral Norte, como de um trecho de dois quilômetros, cisco do Sul, também está previstoprevê o projeto Costa do Encanto, do bairro Cubatão à praia da Vigo- para este ano.do governo estadual. Mas as obras relli, em Joinville. Em 2012, foram Para completar, o projeto exe-vão avançando. O projeto, que en- entregues os 6,3 quilômetros que cutivo das obras entre a praia devolve oito regiões – entre elas, Ara- ligam os trechos Gilbratar/Estalei- Salinas, em Balneário Barra do Sul,quari, Balneário Barra do Sul, Barra ro e os 3,9 quilômetros que unem e a BR-101, em Araquari, já foi fi-Velha, Garuva, Itapoá, Joinville e Laranjeiras à BR-280, ambos em nalizado, com um recurso estima-São Francisco do Sul –, sustenta-se São Francisco do Sul, em um in- do em R$ 56,3 milhões. A primei-em um tripé formado por estrutura vestimento total de mais de R$ 10 ra fase da Costa do Encanto estáde transporte, incentivo e resgate milhões. Para 2013, a previsão é sendo executada pelo governo dodas culturas populares e preserva- iniciar obras no pedaço que vai do Estado, por meio de um financia-ção ambiental. Estaleiro, em São Francisco do Sul, mento com a Cooperação Andina Segundo dados da Secretaria à localidade de Jaca, em Itapoá, de Fomento (CAF).REVISTA 21 17
    • INFRAESTRUTURASantos Dumont perto da duplicaçãoO intenso trânsito para chegar aos 2012, pelo governador Raimundoprincipais centros universitários de Colombo, que revelou que os recur-Joinville e ao aeroporto passa pela sos seriam obtidos pelo BNDES.Avenida Santos Dumont. Para aliviar O valor, porém, não pode sero movimento, a proposta é dupli- destinado a desapropriações, fican-car o trecho a partir do final da Rua do o pagamento a cargo da prefeitu-João Colin, em uma extensão total ra, que afirma não ter dinheiro parade 8.100 metros. Recentemente esse fim. Para contornar a situação,o tema foi discutido entre a Acij, o o prefeito Udo e a Acij buscam aprefeito Udo Döhler e o secretário doa­ ão das faixas de terreno neces- çestadual da Infraestrutura, Valdir sárias à duplicação junto a proprietá-Cobalchini. A previsão da Secretaria rios de grandes áreas. O argumentode Infraestrutura é de que as obras é a importância do desenvolvimen-se iniciem em março, mas o projeto to da região, e, por consequência,ainda necessita a aprovação da Fun- da cidade, além da valorizaçãodação Municipal do Meio Ambiente imobiliá­ia. O primeiro a ceder a fai- r(Fundema) e da desapropriação de xa de terreno, com testada de 150um total de 96 imóveis, pertencen- metros e total de 880 metros qua-tes a 78 donos. A Infrasul venceu a drados, foi o Perini Business Park, Trecho da Santos Dumont próximolicitação, com proposta de R$ 47,9 por meio do diretor Marcelo Hack, ao centro universitário, em umamilhões, valor 22% menor do que o A Transtusa também cedeu 100 me- das regiões mais movimentadas deestipulado pelo edital, de R$ 61 mi- tros de testada, além das empresas Joinville: previsão é de que as obraslhões, e a autorização para o início Campeã e Duque. A Acij, que atua comecem em março, mas ainda faltados trabalhos deve ser concedida como facilitadora, está em contato resolver a desapropriação de áreasneste 18 de fevereiro pelo governo com a prefeitura para buscar incen-estadual. A duplicação foi anuncia- tivos fiscais às empresas que doa-da bem antes, no final de maio de rem seus terrenos.GESTÃO DE RISCOSSolução da OpenTech controla jornada de caminhoneirosEm nome da segurança do trânsito tervalo – e identificação de paradas A empresa, criada em 2001, ée dos motoristas, o Brasil tem, des- para refeição, descanso e espera. especializada em gerenciamentode meados do ano passado, uma Foi de uma empresa joinvilen- de riscos – e recentemente incor-legislação específica para os pro- se que surgiu uma das mais com- porou novos sócios: a Jequitibáfissionais do volante, com ênfase pletas soluções para o desafio Participações, liderada por Jorgeaos transportadores de carga que, de cumprir a legislação e ajudar Steffens e Paulo Caputo. Com no-diariamente, cruzam este país conti- a proteger os profissionais, seus vos diretores contratados e umnental. Hoje, motoristas e empresas veí­ ulos e cargas – além de todo c forte conselho de administração –têm de se submeter à regulamenta- o trânsito, nas movimentadas es- Alfredo Zattar, Sérgio Trauer, Jorgeção, que indica, por exemplo, perío- tradas verde-amarelas. Batizado de Steffens, Paulo Caputo Uhdre e Mi-dos ininterruptos máximos de qua- OpenJornada, o software exclusi- guel Abuhab –, a OpenTech preten-tro horas – é necessário parar por vo da OpenTech já ajuda a monito- de ser a “número um” do Brasil empelo menos 30 minutos a cada in- rar cerca de 12 mil veículos por dia. gestão de riscos ainda em 2013.18
    • PENINHA MACHADO SANTOS DUMONT TEM 8 KM E É O PRINCIPAL ACESSO AO AEROPORTO Jardim Paraíso AEROPORTO ÁREA AMPLIADA UNIVILLE Av. Santos Dumont TERMINAL NORTE Rua João Colin 1 km CentroREVISTA 21 19
    • INDICADORES ACIJImportações superam exportações pela primeira vez no séculoAs importações de Joinville bateram recorde em2012. E foi também a primeira vez, desde 2000, 1.047,2que superaram as exportações em um ano. Foram 999,4 943,2R$ 213,6 milhões a mais de compras. É umresultado anunciado. Desde 2008, início da criseinternacional, Joinville registrava a cada ano 745,7 723,4saldos menores em favor das exportações. 554,1 565,8Saldo da balançacomercial joinvilense 445,5 391,2 387,7VALORES EM US$ MILHÕES POSITIVO PARA AS EXPORTAÇÕES 231,2 213,6 POSITIVO PARA AS IMPORTAÇÕES 24,2 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012A mudança no fluxo De quem compramosAbaixo, as linhas de desenvolvimento do valor total da O gráfico abaixo mostra o desempenho percentualbalança comercial de Joinville, entre 2000 e 2012. Até dos 20 primeiros países na lista de importações2008, a balança pendeu para o lado das exportações. de 2012, em relação a 2011. Treze deles tiveramMas a queda de 2009, acompanhada da explosão nas desempenho positivo de uma ano para o outro.importações em 2010, inverteu a tendência. Desde China, líder na vendas para Joinville, teve crescimento2010, as importações crescem em ritmo constante e de 4,65%. Chile, Cingapura, Japão, México e Françaas exportações apresentam queda. se destacam. Argentina apresenta queda.Evolução da balança comercial joinvilense Os 20 países de quem mais compramos em 2012VALORES EM US$ MILHÕES VALORES EM US$ MILHÕES VARIAÇÃO EM%, DE 2011 P/ 2012 1º CHINA 656.444.891 4,652.000 2º CHILE 231.862.179 90,04 1.824,0 3º ALEMANHA 168.189.051 -0,61 1.712,4 4º EUA 114.750.168 6,14 5º ARGENTINA 74.250.233 -20,10 6º PERU 59.843.352 -3,521.500 1.610,4 7º CINGAPURA 59.091.168 168,50 8º COREIA DO SUL 51.326.248 -3,33 9º TAIWAN 42.873.574 0,98 EXPORTAÇÕES 10º JAPAO 41.922.185 64,321.000 11º ITALIA 35.654.655 -11,29 12º MEXICO 35.517.964 111,20 769,2 13º FRANCA 24.700.866 76,66 14º REINO UNIDO 23.990.175 2,80 600,3 15º ÍNDIA 21.688.389 -7,03500 16º SUÍÇA 13.179.767 -29,18 17º ESPANHA 12.433.635 15,52 IMPORTAÇÕES 18º AFRICA DO SUL 12.374.723 30,35 156,8 19º FINLÂNDIA 11.828.137 19,69 20º MALÁSIA 11.311.394 40,270 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 FONTE: MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR20
    • PENINHA MACHADOSINAL DE ALERTAUm monstrode duas cabeçasNão é apenas a chamada desindus-trialização que preocupa o empresa-riado brasileiro, com a participaçãocada vez menor do setor industrialno bolo da economia e o desestímu-lo recorrente a novos investimentos.Para Carlos Pastoriza, diretor da As-sociação Brasileira da Indústria deMáquinas (Abimaq), há outro fantas-ma à espreita: a desnacionalização. Em palestra na Acij, Pastorizacomparou esses fenômenos a um“monstro de duas cabeças” que sópoderia ser combatido com medi-das palpáveis, da parte do governofederal, para resgatar a competiti- Pastoriza, da Abimaq: “A desnacionalização é um processo que correvidade da indústria verde-amarela. solto, sem qualquer limite à compra de empresas por estrangeiras”Entre elas, citou aspectos comocâmbio e tributos, “que criam um ce-nário de insegurança ao empresaria- em maquiador ou produtor de itens limite à compra de empresas na-do brasileiro”, além da necessidade com baixo valor agregado”. cionais por grupos estrangeiros”.de criar “regras claras que atendam À Revista 21, o diretor da Abi- Quanto ao futuro, não é lá muitoaos interesses do Brasil”, a exemplo maq afirmou que o governo Dilma otimista: “Infelizmente, se é que ada restrição de investimentos es- tem dado mostras de que está preo­ história serve de base, não se farãotrangeiros em setores estratégicos cupado com a desindustrialização, mudanças importantes antes quee a obrigatoriedade de “conteúdo mas que não se pode dizer o mes- uma grande crise nos assole, comolocal” em produtos manufaturados, mo da desnacionalização: “Esse se pode ver com o exemplo da Eu-“para que o país não se transforme processo corre solto, sem qualquer ropa hoje”.REVISTA 21 21
    • CONJUNTURATENDÊNCIAS E NEGÓCIOS SOB O OLHAR JOINVILENSE22
    • A virada da inovaçãoCom parques tecnológicose incubadoras, Joinville ciclo, as universidades geram o Parque Tecnológico do Norte Cata- conhecimento e capacitam os pro- rinense – com a chancela da Acij, eacena para o advento fissionais, os governos contribuem que se encontra em fase de plane- com políticas públicas de fomento jamento – e o o Inovaparq, em ativi-da economia criativa e as empresas levam isso tudo para dade desde 2011. o campo prático, promovendo o Parques tecnológicos são uma desenvolvimento regional com res- das principais iniciativas que repre- ponsabilidade social. sentam a aplicabilidade da trípliceA união de forças entre universi- No caminho que, defendem hélice. Normalmente sem fins lucra-dades, iniciativa privada e governo os teóricos, vem fazendo a transi- tivos, criam um espaço onde em-é uma fórmula consolidada mun- ção da sociedade industrial para presas de inovação se hospedam edialmente como essencial para ala- a sociedade do conhecimento, realizam a intermediação entre taisvancar a inovação. Criado em 1990 Join­ille percebe a importância da v empreendimentos com as univer-por Henry Etzkowitz, diretor do Ins- assim chamada “economia criati- sidades e o governo. Nesse senti-tituto de Política Científica da Uni- va”. Foi o primeiro município catari- do, o Inovaparq se sobressai porversidade do Estado de Nova York, nense a aprovar a Lei da Inovação ser o único no Brasil que é geridoo modelo sugere um movimento (nº 7170/2011), tem um Conselho por quatro entidades de ensino ecíclico, espiral e cumulativo do pro- Municipal de Ciência, Tecnologia e ainda de esferas diferenciadas: Uni-cesso criativo e inovador – por isso Inovação (Comciti) e está desenvol- versidade da Região de Joinvillechamado de tríplice hélice. Nesse vendo dois parques tecnológicos: o (Univille), Universidade Estadual de FÁBIO ABREUREVISTA 21 23
    • Santa Catarina (Udesc), Universida- dade de desenvolver um plano dede Federal de Santa Catarina (UFSC) capacitação envolvendo alunos dee Pontifícia Universidade Católica diferentes cursos e a proximidade(PUC). “Na sociedade do conheci- do conhecimento técnico e teórico,mento, o almejado desenvolvimen- que colabora na melhoria dos pro-to econômico e social sustentável cessos internos. “Estávamos emsomente será possível a partir da um prédio no centro de Joinville,interação efetiva entre esses atores bem instalados, mas resolvemosque compõem a tríplice hélice da mudar para mostrar que essa parce-inovação”, sustenta Sandra Furlan, ria é algo definitivo, que não temosreitora da Univille. Para a universida- a distância física como desculpade, a idealização do projeto tomou para não realizar esse tipo de pro-como base a necessidade cada vez cedimento”, ressalta o gestor. Fun-maior de as empresas pautarem dada no Chile em 1974, a Sonda ITseu desenvolvimento tecnológico tem mais de 12 mil colaboradores,a partir da inovação em produtos e seis mil destes no Brasil, onde atuaprocessos, sem deixar de lado a ino- há 20 anos. É a quarta maior empre-vação organizacional. sa de tecnologia da informação da Localizado em terreno da Uni­ América Latina, segundo o Interna-ville, onde antigamente era sede tional Data Corporation (IDC). Emdo Sesi, o Inovaparq tem 63 mil Joinville, com 40 funcionários, atuametros quadrados disponíveis no segmento de aplicativos.para construção, mas hoje ocupa As empresas maiores que sesomente seis mil. A ideia é dispo- instalam em parques tecnológicosnibilizar às empresas instaladas o também podem fazer negóciosacesso ao ambiente de conheci- com empreendimentos iniciantes,mento das univer­dades, ofere- si­ mantidos em incubadoras dentrocendo outras possibilidades, como do próprio parque. Como o nomea realização de projetos de pesqui- indica, as Incubadoras de Basesa e desenvolvimento e a captação Tecnológica (IBT) têm o objetivo dede recursos para apoio à inovação, apoiar o desenvolvimento de novas Vanessa Collere, do Inovaparq:com o suporte de professores, empresas, especialmente por meio complexo dá suporte empesquisadores e estudantes de di- de treinamentos e consultoria em mercado e gestão; na foto deversas áreas. gestão. “Quando se trata do setor cima, Lineu, da EcoBabitonga; Hoje, o Inovaparq abriga uma in- de inovação, os empreendedores na de baixo, Walter, da Sonda ITcubadora tecnológica e outros três têm uma formação técnica muitoempreendimentos, com destaque boa, mas geralmente não possuempara a Sonda IT, empresa âncora conhecimento de mercado e de as-do complexo. O termo “empresa pectos de gestão”, explica Vanessaâncora” designa uma grande organi- Collere, da diretoria do Inovaparq,zação que se instala no parque em que mantém sete empresas abriga- fármacos e saúde, logística (mobili-sua fase inicial e que irá promover das na incubadora. dade), materiais e tecnologia da in-a atração de outras empresas por Sob a mesma ótica do Inova- formação e comunicação, que sãomeio da credibilidade que empresta parq, Joinville espera pela vinda consideradas estratégicas para ae por trazer consigo um conjunto de de mais um parque tecnológico, cidade e para a economia. Concebi-demandas que podem ser supridas conduzido pela Acij. A intenção é do como um complexo de clusterspor outras instituições. implantá-lo às margens da BR-101, mutissetoriais – uma concentração Walter Lohmann, gestor da ope- próximo ao campus da UFSC. O de empresas de diferentes setoresração da Sonda IT Joinville, conta Parque Tecnológico do Norte Cata- que colaboram entre si –, o parqueque o principal motivo para a insta- rinense vai se concentrar nas áreas visa estimular o desenvolvimentolação no Inovaparq foi a possibili- de economia verde, biotecnologia, regional a partir da interação entre24
    • PENINHA MACHADO pesquisa, incubadoras, áreas de teste, entre outros elementos ne- cessários para o desenvolvimen- to de inovações, e o restante será destinado à conservação ambien- tal. Atentando ao caráter re­ional g embutido no título do projeto, o presidente da Acij ainda afirma que outras cidades devem ser contem- pladas pelo empreendimento, por meio da rede de Associações Em- presariais do Norte Catarinense. “Com o desenvolvimento da eco- nomia em áreas de inovação, incre- mentado pelo Inovaparq, e a cons- tituição desse novo parque, a popu- lação terá benefícios no surgimen- to de mais empresas, que geram empregos, renda e impostos para os municípios. A médio prazo, o benefício será na criação de con- teúdo e tecnologia, preciosos para o desenvolvimento da região com independência e na vanguarda tec- nológica”, prevê Aguiar. O aval institucional para esses esforços virá, também, do Conse- lho Municipal de Ciência e Tecnolo- gia e Inovação (Comciti), criado emempresas e ICTI. Acij espera a aprovação da Lei de março de 2012 e que conta com 25 A proposta surgiu em 2007. Ordenamento Territorial (LOT), que representantes do poder público,Com o apoio da Fundação Certi, tramita na Câmara de Vereadores. setor privado, associações e insti-a primeira etapa, que consiste “A LOT determina que o espaço tuições acadêmicas. Sua função éem rea­ lizar um planejamento e destinado ao parque passe de área propor e fiscalizar políticas públi-estudo detalhados, já foi finaliza- rural para área de transição, pos- cas de desenvolvimento técnico-da. De acordo com Mohana Faria sibilitando o investimento, com -científico, além de promover ade Sá, coordenadora de Projetos aproveitamento de até 20% do democratização do conhecimentodo Centro de Empreendedorismo terreno e preservação permanente das novas técnicas e incentivar suaInovador da Fundação Certi, os do restante”, explica Mario Cezar adaptação à realidade local. “Join­critérios utilizados para avaliação de Aguiar, presidente da Acij. As ville ocupará posição de relevânciado terreno foram proximidade do áreas de transição são considera- nacional, a partir da estruturaçãocampus da UFSC Joinville, acessibi- das zonas de amortecimento entre dos projetos idealizados pelo Com-lidade e análise ambiental, fundiária o urbano e o rural, com a ocupação citi e da Lei da Inovação, tendo ase da tipologia do terreno. “Para as controlada pela prefeitura. Para instituições de ensino papel fun-próximas etapas, é necessário que o parque, estão previstos 30 mi- damental”, observa o economistasejam feitos estudos técnicos de- lhões de metros quadrados dessa Marcos de Oliveira Vieira, diretortalhados e aprofundados, principal- área, mas a taxa de ocupação será executivo da Secretaria de Integra-mente quanto à sondagem do ter- de 600 mil metros quadrados, ção e Desenvolvimento Econômi-reno e à hidrologia”, complementa. considerando três pavimentos. O co, que passa a presidir o conselho Para o projeto deslanchar, a espaço receberá laboratórios de neste ano.REVISTA 21 25
    • Da academia para o empreendedorismoAo tomar conhecimento do edital za bioensaios automaticamente, Para Gilmar Erzinger, a instala-que abria vagas no Inovaparq, o pro- usando técnicas de análise de ção em uma incubadora tem sidofessor doutor Gilmar Erzinger e o imagem em tempo real, com o auxí­ “uma experiência excelente, aomestre Lineu Fernando Del Ciampo lio de uma alga unicelular. “Procura permitir a interação com outrasencontraram o lugar certo para de- alterações no comportamento do empresas de perfil semelhante,senvolver um produto voltado à área movimento do organismo, indu- empreendedores que acreditamde bioen­ aios. Engajados em pes- s zidas por substâncias tóxicas que em inovação”. Outro ponto positivoquisas sobre mudanças climáticas afetam seus parâmetros fisiológi- é a proximidade com a universida-globais e ecossistemas aquáticos, cos”, explica Lineu. de e a indicação de fornecedoresem parceria com a Friedrich-Alexan- A iniciativa já conquistou prê- confiáveis. Lineu chama atençãoder Universitat Erlanger-Nurnberb/ mios internacionais, como o “In- para o acesso facilitado a editais deFauen, da Alemanha, resolveram foDev Top 50 SMEs”, recebido fomento para uma série de ativida-se aventurar no empreendedoris- em 2011, no Fórum Global de Ino- des. Os professores já pensam nasmo e lançar um instrumento para vação e Tecnologia, na Finlândia. próximas ideias, que devem levarmedição de radiação ultravioleta e No mesmo ano, um artigo sobre em consideração a mesma tecno-um biossistema para análise de pa- o tema foi apresentado no 6º Con- logia de análise e imagens de vídeorâmetros de poluição ambiental em gresso Brasileiro de Biossegurança em tempo real com o apoio de umecossistemas aquáticos. A empresa e alcançou reconhecimento como aeromodelo com controle remoto,deles se chama EcoBabitonga. melhor trabalho na seção “Descarte além de pesquisas para tratamento O ImagingTox System M reali­ e descontaminação”. de efluentes.26
    • COMO FAZER PARTE DO INOVAPARQ1 As “incubadas” são escolhidas por edital, devem apresentar diferencial inovador e pertencer às seguintesplataformas tecnológicas: biotecnologia, 2 É necessário que as empresas interessadas montem um plano de negócios, no qual seja demonstrada a viabilidade do 3 As empresas se instalam na incubadora, em uma das salas de 15 m2, e podem usar o restante da estrutura do parque. A utilização dedesign, químico farmacêutico, materiais, empreendimento, o cenário do setor laboratórios ou equipamentos específicosmeio ambiente, metal mecânico ou de atuação e a solução desenvolvida mantidos pelas universidades também étecnologia da informação e comunicação para o mercado facilitada pelo parque“Estado máximo da inovação”Joinville segue o movimento esta- múlti­las áreas de conhecimento. p a vocação econômica regional, en-dual da inovação e do surgimento No período de 2002 a 2011, a enti- volvendo instituições de pesquisa,de parques tecnológicos. Além dade investiu R$ 6 milhões em 31 empresários e governo, para criardo Inovaparq, já existem três par- dessas incubadoras, apoiando pro- um modelo que atraia e retenhaques em Florianópolis (Parque jetos de implantação, estruturação empreen­ dimentos, atendendo àsTecnológico Alfa, Sapiens Parque ou fortalecimento das unidades. demandas dos municípios que farãoe Corporate Park) e um em Tuba- Mais de 200 empresas já foram parte desses distritos. A meta dorão (Uniparque). De acordo com a graduadas, cresceram e se conso- governo é investir R$ 40 milhões.Fundação de Amparo à Pesquisa e lidaram, tornando-se autônomas, O Inova@SC foi criado emInovação no Estado de Santa Ca- com endereço próprio, e expandin- 2011 como parte do plano detarina (Fapesc), outros 12 empre- do produtos e serviços até junto ao ação para a Secretaria do Desen-endimentos estão em fase de im- mercado internacional. volvimento Econômico Sustentá-plantação, com apoio do programa Para Randolfo Decker, coordena- vel (SDS), traçado pelo secretárioInova@SC, desenvolvido pelo go- dor de projetos técnico-científicos Paulo Bornhausen. “Ouvindo osverno estadual e que busca tornar da Fapesc, o futuro das cidades setores da indústria e do comér-Santa Catarina o “Estado máximo depende cada vez mais da oferta cio e a sociedade, ficou claro queda inovação”. de serviços e produtos relaciona- tínhamos que construir uma nova As incubadoras também alcan- dos à economia criativa. O coor- economia baseada na inovação”,çam destaque. Um levantamento denador avalia que Joinville, pela comenta. Num primeiro momen-realizado pela Fapesc no ano pas- localização estratégica e estrutura to, foram mapea­ as todas as ini- dsado apontou 38 incubadoras de político-econômica, é o lugar apro- ciativas existentes em Santa Ca-base tecnológica em atividade no priado para atrair empreendimentos tarina para estímulo da inovação eEstado. Ao todo, 300 micro e pe- inovadores. A cidade será um dos foi diagnosticada a importância daquenas empresas empregam em 12 polos regionais que integram o criação desses ambientes, para ostorno de 1.900 profissionais de Inova@SC. A ideia é levar em conta quais se deu o nome de distritosREVISTA 21 27
    • DIVULGAÇÃOde inovação. Em um ano, foramlançados os distritos de Itajaí,Chapecó e Joaçaba. Em Joinville, o centro de ino-vação será implantado junto aoInovaparq e terá as obras iniciadasainda neste ano. Paralelamente,o governo tem se colocado comoparceiro para a implantação doParque Tecnológico do Norte Ca-tarinense, liderado pela Acij. “Apósesses primeiros passos, o projetoInova@SC entra em uma fase deconsolidação e instituciona­ização. lNossa meta é criar esses ambien-tes de inovação e, a partir daí,entrar numa nova etapa de gera-ção de valor para a economia queé o fomento aos negócios”, com-plementa Bornhausen. A articula-ção do Inova@SC também já temgerado a captação de recursosjunto às esferas do governo, comoo Ministério da Ciência, Tecnologiae Inovação (MCTI), e acordos in-ternacionais para transferência deconhecimento e tecnologia, e deintercâmbio comercial. Paulo Bornhausen é o em funcionamento. Para Francilene Procópio Gar­ mentor do Inova@SC: A presidente da Anproteccia, presidente da Associação Na- meta é criar “ambientes aponta como os principais bene-cional de Entidades Promotoras de inovação” espalhados fícios dos parques tecnológicosde Empreendimentos Inovadores por todo o Estado a integração entre instituições de(Anprotec), os parques tecnoló- pesquisa, empresas nascentes egicos beneficiam as empresas organizações de grande porte, onele abrigadas, além da região e desenvolvimento de um ambienteda economia como um todo, por favorável à troca de experiênciasgerar um ambiente de cooperação e parcerias, geração de empregosentre organizações inovadoras de estudo para detalhar e atualizar e criação de demanda para tercei-todos os portes e instituições de o perfil dessas instituições, das rização de serviços. “Esses meca-ciência e tecnologia. “Os serviços empresas e entidades que estão nismos de apoio à inovação contri-oferecidos são de alto valor agre- baseadas nelas, além de identifi- buem de forma relevante para con-gado, facilitam o fluxo de conheci- car quantos parques existem em solidar a formação de uma indús-mento e tecnologia, possibilitam cada região. “Nossa base de dados tria forte e competitiva baseadaa geração de empregos qualifica- indica que as regiões Sul e Sudes- no conhecimento, bem como parados e o aumento da cultura e da te apresentam números bastante criar condições mais favoráveis àatividade empreendedora”, com- semelhantes em relação ao total agregação de tecnologia e inova-plementa. de parques tecnológicos em ope- ção ao setor industrial, agrícola e O Brasil conta com 90 projetos ração”, afirma Francilene Garcia. de serviços já estabelecidos emde parques tecnológicos, sendo São 24 projetos no Sul, dos quais nosso país”, atesta. Outro pontoque aproximadamente 30 estão 13 estão em operação, e 52 no Su- que a entidade percebe é o cres-em operação. A Anprotec iniciou deste, com 12 empreendimentos cente interesse de investidores28
    • estrangeiros no país e nas empre-sas inovadoras aqui sediadas, das vestimento no setor da inovação, com o tema ganhando destaque Joinville foi o primeiroquais muitas têm base em parques em pautas estratégicas do go- município a criar leitecnológicos. verno. O plano Brasil Maior, con- Para as incubadoras, a Anpro- cebido no governo da presidente A Lei 7170, de 19 de dezembrotec presta apoio e orientação ao Dilma Rousseff, por exemplo, tem de 2011, estabelece medidas dedesenvolvimento de novos proje- como foco “a inovação e o aden- incentivo à inovação, à pesquisatos. São oferecidos treinamentos, samento produtivo do parque científica e ao desenvolvimentoseminários, cursos e outros subsí- industrial brasileiro, objetivando tecnológico, atribuindo à Secretariadios para aprimorar a gestão dos ganhos sustentados da produti- de Integração e Desenvolvimentoempreendimentos. Uma das ferra­ vidade e do trabalho”. Os investi- Econômico (Side) a responsabilida-mentas utilizadas é o “Cerne”, mentos, porém, ainda são tímidos de pela Política Municipal de Ciên-modelo que visa promover a me- se comparados a outros países. cia, Tecnologia e Inovação (PMCTI).lhoria dos resultados em termos No mais recente levantamento do Entre os benefícios relacionados,quantitativos e qualitativos e que MCTI, de 2010, o Brasil investe destacam-se incentivos à isençãoestá se consolidando como im- no setor de Pesquisa e Desenvol- fiscal, instituição do prêmio “Inova-portante item para a profissionali- vimento cerca de 1,16% do seu ção Joinville”, encontros para dis-zação da gestão das incubadoras Produto Interno Bruto (PIB), o que cussão do tema com a sociedadebrasileiras. De acordo com estudo equivale a aproximadamente U$ e criação do Fundo Municipal derealizado pelo MCTI, em parceria 55 bilhões. Israel, Coreia e Esta- Inovação Tecnológica. A lei tambémcom a Anprotec, são 384 incuba- dos Unidos, por sua vez, investem prevê estímulos a inventores inde-doras no país, que abrigam 2.640 respectivamente 4,4%, 3,74% e pendentes e sinaliza a priorizaçãoempresas, gerando 16.934 postos 2,9% de seus PIBs na área. Uma de ações que visem dotar a pesqui-de trabalho. boa demonstração do quanto sa e o sistema produtivo local de O Brasil também se encontra Joinville ainda pode se destacar maiores recursos humanos e capa-em momento propício para o in- no segmento. citação tecnológica.POLOS REGIONAIS QUE FAZEM PARTE DO INOVA@SC Diversificação e desenvolvimento de novos parques Joinville Para estimular os interessados São Bento do Sul que ainda se encontram na fase Jaraguá do Sul mais embrionária, do plano de negócios, o Inovaparq, sediado Itajaí Joaçaba na Univille, está implantando o Blumenau processo de pré-incubação, com Chapecó Concórdia a intenção de apoiar o em­ reen­ p Florianopolis dimento efetivamente “antes do início”. Na mira, geralmente, re- Lages cém-graduados que fizeram um trabalho de conclusão de curso Tubarão com potencial para se transfor- mar em empresa. Dessa forma,R$ 40mi Criciúma assessorando também o proces- so de pré-incubação, o parque tecnológico atinge empresas deé a previsão de investimentos pelo inovação em todos os níveis degoverno na implantação desses pólos desenvolvimento.REVISTA 21 29
    • PERFORMANCEO DESEMPENHO DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIAExpansãosaudávelInstituições privadasinvestem em novos pesquisas, área social e estaciona- mento. Enquanto isso, o Hospitalcomplexos hospitalares, Dona Helena começou a ocupar o edifício de 12 andares, localizado aoampliando estrutura local lado da sede atual, na Rua Blume- nau. Com área total de 26 mil m2, o prédio é voltado para o pronto- De 1980 até hoje, a população -atendimento, serviços e clínicasde Joinville mais que dobrou, sal- médicas. Já estão alocados alitando de 235.612 para cerca de emergência adulta e infantil, Centro515 mil pessoas, segundo dados de Diagnóstico Ortopédico (CDO),do Instituto Brasileiro de Geografia Núcleo de Atendimento Integradoe Estatística (IBGE). O aumento cau- à Mulher (Naim), Serviço de Neuro-sa preocupação devido a possíveis logia, Serviço de Oncologia, Centrogargalos em áreas que necessitam Cirúrgico Ambulatorial (CCA) e es-de boa infraestrutura, como é o tacionamento. A administração e a De cima para baixo, projetos dacaso da saúde. Para suprir essa de- direção do hospital passaram para o Unimed e da Pró-Rim, novo prédiomanda, instituições privadas têm se 11º andar no início deste ano. do Dona Helena e obras do Hospitalmobilizado na construção de novos O objetivo principal do empreen­ de Olhos: crescimento aceleradocomplexos, que aos poucos vão en- dimento é atender pacientes exter-trando em funcionamento e benefi- nos ambulatoriais e para examesciando os usuários. complementares – além do atendi- É o caso do Hospital de Olhos mento como “hospital-dia” –, comSadalla Amin Ghanem, que avança o setor de quimioterapia e centro pecialidades. Para completar o ciclocom o projeto de um novo prédio cirúrgico ambulatorial. Os planos in- das maiores instituições locais quede 10 mil m2, previsto para ser inau- cluem a aquisição de um aparelho investem em expansão, o Hospitalgurado neste primeiro semestre. A de tomografia PET-Scan e um ace- da Unimed anunciou um novo cen-estimativa é de que a nova sede, na lerador linear, equipamentos que tro hospitalar orçado em R$ 140 mi-Avenida Marquês de Olinda, amplie contribuirão para o aprimoramento lhões. No primeiro momento, seráem 70% a capacidade atual de aten- tanto na área do diagnóstico como criado o setor de oncologia. Maisdimento já nos primeiros anos e crie do acompanhamento do tratamen- adiante, estão previstos 150 leitos,cerca de 100 novos postos de tra- to de câncer. um novo pronto-atendimento, UTI,balho a médio prazo. Após 70 anos Já a Fundação Pró-Rim plane- centro cirúrgico e área de medicinade atividade na Rua Abdon Batista, ja para abril o início das obras do nuclear.a nova estrutura vai oferecer 43 con- Complexo Hospitalar Vida. O proje- Quando o prédio atual da Uni-sultórios, quatro salas de cirurgia, to prevê um espaço com 160 leitos, med foi construído, há 12 anos,departamentos específicos para sendo 32 para a UTI, além de um havia 96 leitos. Hoje, são 164, loca-diagnósticos, lentes de contato e prédio de 18 andares com clínicas lizados em áreas que eram destina-cirurgias a laser, além de centro de e consultórios das mais diversas es- das a outras finalidades. O pronto-30
    • FOTOS DIVULGAÇÃO FICHA TÉCNICA Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem NOVA ESTRUTURA 43 consultórios, quatro salas de cirurgia, departamentos para diagnósticos, lentes de contato e cirurgias a laser, centro de pesquisas, área social e estacionamento. PREVISÃO DE INAUGURAÇÃO 18/2/2013 ÁREA 10.000 M2 INCREMENTO NA CAPACIDADE 70% INVESTIMENTOS R$ 40 MILHÕES   Hospital Dona Helena NOVA ESTRUTURA 12 andares que incluem pronto- atendimento, clínicas e serviços PREVISÃO DE INAUGURAÇÃO 2016 ÁREA 26.000 M2   Complexo Hospitalar Vida NOVA ESTRUTURA Centro de especialidades, hospital, centro comercial e de serviços e estacionamento PREVISÃO DE INAUGURAÇÃO 2016 ÁREA 29.400 M2 INVESTIMENTOS R$ 60 MILHÕES   Hospital da Unimed-atendimento, que atendia cerca de da Unimed. “Há cerca de quatro NOVA ESTRUTURAcinco mil pessoas por mês, agora anos, estamos rea­ lizando estudos 150 leitos, novo pronto-atendimento,recebe 15 mil.“Na área da saúde, sobre as nossas necessidades atu- UTI, centro cirúrgico, medicinaum bom atendimento é fundamen- ais e de serviços futuros. Com o pla- nuclear e setor de oncologiatal, mas essa qualidade exige infra- nejamento pronto, queremos iniciar PREVISÃO DE INAUGURAÇÃO 2019estrutura adequada”, explica Pedro as construções ainda no início deste ÁREA INCREMENTO NA CAPACIDADE 68 MIL M2 90%Geraldo Nunes, diretor presidente ano.” O paciente agradece. INVESTIMENTOS R$ 140 MILHÕESREVISTA 21 31
    • CASENA MIRA DA EXCELÊNCIA EMPRESARIAL MISTURADOR GENIUS FLEX DISPENSADOR ELETRÔNICO DE SABÃO MISTURADOR DE MESA COMFORT FLEXO bom negócioda sustentabilidadeTradicional no mercado,Docol Metais Sanitários Metais Sanitários foi responsável ressalta Levi Garcia, diretor de tec- pela introdução de um novo concei- nologia e produção.é pioneira no nicho de to no mercado: os produtos com Hoje, a empresa é a principal fechamento automático. Derivados exportadora de metais sanitários noprodutos que geram da válvula de descarga, os itens Brasil. Em 2012, a produção se dedi- foram produzidos com tecnologia cou a suprir as demandas surgidaseconomia de água hidromecânica e conduziram a em- entre 2010 e 2011, com o boom de presa à posição de liderança. Sem- lançamentos no ramo imobiliário. pre prezando pela inovação e pela Na área de construção, a Docol en- necessidade de apresentar diferen- tra em dois momentos: no início daNos anos 90, antes mesmo da Eco- ciais, nos anos 2000, a Docol voltou obra, quando é procurada para os92 – a Conferência das Nações a se sobressair, utilizando sensores itens básicos, que constituem a áreaUnidas sobre o Meio Ambiente e o eletrônicos, que vieram aprimorar de instalação hidráulica predial, e noDesenvolvimento, realizada no Rio ainda mais o sistema de fecha- final, quando é preciso incorporarde Janeiro, que introduziu o concei- mento automático. “Na época em os produtos de acabamento, aque-to de desenvolvimento sustentável que a maioria pensava que a água les que o usuário vê, como torneirasno mundo –, uma empresa sediada jamais seria problema, já tínhamos e chuveiros. “Com base nesse cicloem Joinville já se preocupava com um produto pronto, que começou a da construção, conseguimos sabero uso racional da água. Nascida em tomar lugar no mercado, a partir da o quanto vamos vender no futuro”,1956, em Jaraguá do Sul, a Docol discussão sobre meio ambiente”, explica Levi.32
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    • ANDRÉ KOPSCH/DIVULGAÇÃO Entre os lançamentos – foram21 produtos novos, no total –, osdestaques de 2012 ficaram porconta das linhas Genius Flex eComfort Flex, integrando torneirase misturadores que possibilitamtanto o fechamento automáticoquanto o sistema giratório tradi-cional. Os itens têm por objetivolevar ao consumidor residenciala ideia de economia de água, jábastante difundida e aceita emempreendimentos públicos, comobares, restaurantes e estádios. Até ser apresentados ao merca-do, os itens da marca passam porlongo processo de pesquisa e de-senvolvimento, para que sejam in-tegrados às famílias de produtos. Odiferencial e a inovação são sempreas premissas nos projetos e fazemparte da filosofia da empresa. As-sim, a equipe se baseia em normas na empresa. Em 1984 foi montada de maturação para acolher novosbrasileiras e internacionais. Levi afir- a área responsável por todo o pro- conceitos de produto, como foi oma que, para um produto ter status cesso de desenvolvimento – desde caso dos economizadores de água.de alta qualidade, é preciso se bali- a pesquisa técnica até os estudos “Hoje, as pessoas já não estão tãozar por regras internacionais, já que para o design da peça. “Se você não preocupadas em quanto vão gastar,a legislação brasileira ainda é muito pesquisar, será sempre o seguidor. mas, sim, no benefício que o itembásica e simples. Por isso, a Docol Por isso, estamos em permanente vai trazer, em relação ao meio am-trabalhou para obter o certificado de busca por novidades, entenden- biente e ao planeta”, avalia.normas da Austrália, um dos mais do as necessidades dos clientes Os laboratórios de teste, elabo-rígidos do mundo. e, muitas vezes, antecipando-as”, rados com base em modelos ale- Nesse sentido, a pesquisa e a analisa. De acordo com o diretor, mães, estão equipados para reali-tecnologia são muito valorizadas o mercado precisa de um tempo zar testes exaustivos nos produtos34
    • em desenvolvimento. As análises Acima, sede administrativa da de 50%. A equipe prevê que assão feitas em duas etapas: a pri- companhia e área de pesquisa e áreas transformadas gerem 28%meira testa o uso e a segunda, a desenvolvimento; na outra página, de ganhos no total. Tudo isso comvida do produto. A norma brasilei- Levi Garcia, diretor de tecnologia base na meta de mais de 25 lança-ra exige que um registro de pres- e produção: “Estamos sempre em mentos para este ano.são chegue a 100 mil ciclos. Já a busca de inovações, muitas vezes Da fundação da empresa, nosnorma internacional, utilizada pela nos antecipando às necessidades anos 50, por Edmundo Doubrawa,Docol, parte de 200, chegando a dos consumidores” Egon Doubrawa e Amandus Colin,500 mil ciclos. Até os banheiros à mudança para Joinville, dois anosda empresa funcionam como la- depois, até chegar a um patamarboratórios, onde são incorporadas de destaque no mercado nacio-novidades, que podem ser experi- nal e internacional com a válvulamentadas diretamente pelos fun- par. Nesses eventos, a organização de descarga de alta perfomance,cionários. Desse modo, é possível procura apresentar os produtos da a Docol se orgulha de sempre terobservar os pontos positivos e o linha luxo e arte. aliado inovação ao cuidado com oque ainda precisa ser melhorado. “Nosso maior desafio é conti- meio ambiente. Para Levi Garcia, O novo ano chega à Docol pro- nuar investindo para comportar o o joinvilense tem o privilégio demetendo bons resultados. Com as aumento da produção que temos receber água de ótima qualidadeobras para a Copa do Mundo e para experimentado nos últimos três das nascentes. O problema, se-as Olimpíadas no Brasil, a equipe já anos”, afirma Levi. Para 2013, a gundo ele, é que, depois de extraí­se vale do grande histórico na área empresa reserva um orçamento da, a água vira produto, que passade uso racional de água e em pro- de R$ 40 milhões, a maior parte por processos que geram um cus-dutos anti-vandalismo, para ganhar destinada à aquisição de máqui- to alto para a população. Assim,seu espaço. Feiras em São Paulo e nas que concluirão a conversão da cada vez mais, a conscientizaçãona Alemanha também são espera- fábrica no sistema lean manufac- para o uso racional desse bemdas. Em Frankfurt, a ISH é a maior turing, de “produção enxuta”. Nos será necessária – com providên-feira desse setor no mundo e con- últimos dois anos, a Docol vem cias simples como banhos menostará com estande da Docol, única implementando o modelo que, na demorados e torneira fechada naempresa latinoamericana a partici- montagem, já resultou em ganhos hora de lavar a louça.REVISTA 21 35
    • FEITO EM JOINVILLEEMPRESAS QUE CRESCEM E APARECEMEspaço para o talento empresarialOs destaques vão para uma empresa de tecnologia da informação, uma ferramentaria, uma consultoria financeirae uma associação corporativa. Para participar da seção, envie e-mail: revista21@mercadodecomunicacao.com.brWEBHAUS BIAVACom foco na pequena e média empresa, a WebHaus Há 20 anos no mercado, a Biava atua com soluçõesoferece serviços de hospedagem e realiza consultoria corporativas, baseada em serviços de consultoria nano desenvolvimento de soluções para as áreas de inovação, expansão e recuperação de empresas detecnologia da informação e telecomunicações. Os diferentes portes e segmentos da economia. Focadaserviços ainda abrangem a instalação de servidores, no planejamento, implantação e monitoramentoredes internas, conexão com a internet e contratos de desses serviços, a empresa é especialista emmanutenção de ativos em tecnologia. liderança, gestão e finanças, oferecendo cursos deRua Dona Francisca, 1700. Sala 26. (47) 3028-4462 ou tratativa técnica e embasamento ético.(47) 9704-1119. www.webhaus.com.br (47) 3029-0202. www.biava.com.br3R FERRAMENTARIA AMCHAMProjetos e fabricação de moldes de injeção de Atua nas relações bilaterais entre Brasil e EUA, natermoplásticos para linhas automobilísticas, conexões, promoção de serviços para o meio empresarial e naembalagens e eletrodomésticos. Atua com usinagem diversificação do setor privado nacional. Presente emtécnica com fresadoras CNC e em peças de grande 11 cidades brasileiras, reúne mais de 5 mil sócios eporte. Experiência de mais de 20 anos. agrega diversos segmentos do empresariado nacional.Rua Santa Catarina, 3214. (47) 3436-2507. Rua Plácido Gomes, 610 – Sala 202. (47) 3432-7474.www.ferramentaria3r.com.br amcham.com.brNOVOS ASSOCIADOS, EM JANEIRO E FEVEREIROCHEF A DOMICILE (47) 3429-5377 STARK-VILLE SEGUROS (47) 3029-3367STÚDIO CRIAÇÃO (47) 3445-0833 IDHERA ADMINISTRADORA DE BENS (47) 3432-2020NIVELAR IMÓVEIS (47) 3227-8280 SMA ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE (47) 3026-2376GRUPO SIMES (47) 3029-2955 TRENDRH CONSULTING (47) 3432-1080DATAMED SAÚDE OCUPACIONAL (47) 3432-8242 MOLDTOOL FERRAMENTARIA (47) 3121-4400BIAVA CONSULTORIA DE NEGÓCIOS (47) 3029-0202 AMCHAM BRASIL - JOINVILLE (47) 3432-7474ARMAZÉM DA NATUREZA LOJA E RESTAURANTE (47) 3422-4684 VOLTRIX - GESTÃO EMPRESARIAL (47) 4009-0460TRADE SUMMIT EVENTOS (48) 3207-5447 AMPLA CURSOS (47) 3433-4383JD CALÇADAS E TRANSPORTES (47) 3448-3461 PARCEIROS CLEAN (47) 9684-9166CRÉDITO Y CAUCIÓN SEGURADORA DE CRÉDITO E GARANTIAS (47) 3028-3547 GERA COMUNICAÇÃO VISUAL (47) 3438-8727MERCADO PREÇO BOM (47) 3029-3225 DANNY RYOS MUSIC SCHOOL (47) 3026-522936
    • ENTRE NÓSO QUE É NOTÍCIA NA ACIJ PENINHA MACHADO SESSÃO DE NEGÓCIOS Agende-se Em maio, está programada uma nova edição da Sessão de Negó- cios. O evento anterior, em no- vembro de 2012, foi um sucesso – e já está consolidado no calen- dário da Acij. Em 2013, a associa- ção planeja realizar também uma rodada de negócios, contemplan- do o setor metal mecânico. O êxito da Sessão de Negó- cios deve-se muito ao apoio das empresas patrocinadoras: Ba- desc, Ectas Saneamento, Finan- cilar Consultoria Habitacional, Gourmet Restaurante e Pizzaria,Funcionários da Acij participaram de treinamento em fevereiro: estrutura iGo Gestão Inteligente, Midas Offi-oferece segurança para a equipe, capacitada a operar extintores ce Solutions, Segkar Corretora de Seguros, Sig Softwares Corpora-TRADIÇÃO DA CASA tivos, Vilage Marcas e Patentes e Voük Comunicação.Equipe capacitada para combate a incêndio A avaliação da maioria dos participantes é extremamenteA exemplo de anos anteriores, a na casa. Como a nossa sede ficava positiva. A Acij está analisando asequipe de colaboradores da Acij nos dois últimos andares do Edifício sugestões e também as críticas,passou por treinamento de com- Manchester, sempre tivemos essa para promover a melhoria cons-bate a incêndio no mês de feve- preocupação, mantida no prédio tante nos eventos que realiza.reiro. A ação foi coordenada pela atual, que oferece mais segurança A empresa Ectas Saneamento,área administrativa, em conjunto e tranquilidade para toda a equipe, por exemplo, recomendou que,com bombeiros da Corporação de associados e demais visitantes”, co- no futuro, os segmentos empre-Bombeiros Voluntários de Joinville. menta Rubem Landmann, respon- sariais possam ser mais subdivi-“Esse treinamento já é uma tradição sável pela área de qualidade da Acij. didos, em áreas que tenham en- volvimento ou fins comuns, o que remete a uma rodada de negó-FIQUE ATENTO cios, que também está nos planosVeja algumas dicas recolhidas pelos funcionários que participaram do treinamento da entidade. A Telealarme elogioul Desça as escadas sempre pelo lado l Caso ocorra um incêndio no prédio a rapidez e a competência comdireito, deixando a direita de quem sobe da Acij, o ponto de encontro e fuga que foi organizado o evento, emlivre para o acesso dos bombeiros. será a Recepção. A porta para o conjunto entre Acij e Sebrae.l Nunca tire suas roupas em um incêndio. estacionamento não se tranca com “Acho que os crachás deve-Se for o caso, procure molhá-las. a eventual falta de energia e a porta riam conter o nome do participan-l Procure os andares mais baixos, pois o principal se abrirá automaticamente. te, para poder facilitar a comuni-ar é mais fresco. l Ao manusear um extintor de cação e a interação”, comentoul Nunca jogue água em panelas que incêndio, procure sempre retirar o lacre Alexandre Simas, proprietário decontenham óleo. Umedeça um pano e que envolve o gatilho corretamente, clínica de beleza. Para a Rise Con-jogue sobre a panela. girando-o até romper. sultoria, faltou força no ar condi-l Não dê água para pessoas que l Jamais volte para ajudar pessoas, cionado: “Em alguns momentoslevaram choque elétrico. deixe este trabalho com os bombeiros. estava bastante quente”.REVISTA 21 39
    • AGORA É LEI EM SCProibição de cobrança pela emissão de boletos bancários é sancionadaComo forma de reforçar a proibi- rá ser do fornecedor, que deverá, cipal para que seja instaurado umção já determinada pelo Código ainda, fixar no estabelecimento pla- processo administrativo em desfa-de Defesa do Consumidor, mas cas informativas sobre a proibição. vor do fornecedor”, explica Meurer.nem sempre verificada na relação A lei 15.975 estabelece que a Caso descumpra a lei, o fornece-entre fornecedores e clientes, o proibição se estende também às dor receberá advertência por escri-governador Raimundo Colombo concessionárias e permissionárias to, multa de R$ 2.000 por infração,sancionou a lei 15.975 que proíbe de serviços públicos. com valor dobrado a cada reinci-o fornecedor de produtos ou ser- “A lei é mais uma forma de res- dência, podendo ocorrer a suspen-viços de cobrar ao consumidor o tringir a cobrança indevida ao con- são do alvará de funcionamento aônus sobre a emissão de carnês e sumidor”, afirma o assessor jurídico partir da terceira reincidência. Oboletos bancários. do Procon de SC, Gabriel Meurer. De Código de Defesa do Consumidor Desta maneira, o cliente só de- acordo com ele, o Procon Estadual também prevê uma autuação queverá pagar o valor da confecção do sempre entendeu que a cobrança pode chegar a R$ 6 milhões depen-boleto se houver concordância por era ilegal. “Caso o consumidor seja dendo do caso.parte dele, o que deverá constar no cobrado e não conseguir resolvercontrato assinado, com identifica- diretamente com o fornecedor que Mais informaçõesção do valor correspondente. Caso emitiu o boleto, deverá procurar o Procon/SCcontrário, o custo da emissão deve- órgão de defesa estadual ou muni- fone 151 ou (48) 3224-4676.38
    • NOVOS CLIENTESMais credenciados no cartão Útil CardA Acij começou 2013 com novos Totalmente informatizado e onli- lidade”, comenta Karina Mousse,credenciados no cartão Útil Card, ne, o sistema facilita as operações da área de relacionamento com oum serviço diferenciado da casa de controle dos setores de RH e associado. Ela sugere ainda que aspara a gestão de benefícios da sua financeiro da empresa, tornando a empresas procurem conhecer asempresa. Dois exemplos desses gestão de benefícios simples e ágil. vantagens do Útil Alimentação e onovos credenciados são a Oceano, “Dessa forma, a empresa pro- Útil Refeição.fabricante de pranchas de surf, rou- porciona mais qualidade de vidapas e calçados no estilo surfwear, e aos colaboradores e promove o de- Mais informaçõesa DB Telecom, agente autorizado de senvolvimento do comércio local. Telefone: (47) 3461-3372telefonia celular Vivo. Tudo isso sem perder a sua tranqui- email: karina@acij.com.brNÚMEROS DE 2012105 novas empresasforam credenciadas 21 novas empresas foram conveniadas 845 é a ampliação no número de cartõesREVISTA 21 39
    • ORIENTAÇÃO JURÍDICAAtualidades legislativas e do Poder JudiciárioA utilização do novo Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT) tornou-se obrigatória no dia 1° de fevereiro.Desde essa data, a CEF exige a apresentação do modelo atualizado para o pagamento do seguro-desemprego e doFGTS. O prazo foi estabelecido pela Portaria 1.815, de 1º de novembro de 2012. Os Termos de Homologação e o Ter-mo de Quitação são impressos em quatro vias, uma para o empregador e três para o empregado – duas delas sãoutilizadas pelo trabalhador para sacar o FGTS e solicitar o recebimento do seguro-desemprego. Outras mudanças:Horas extras devidas no Rescisão Férias vencidasmês do afastamento NOVO (PORTARIA 1.057/2012) NOVO (PORTARIA 1.057/2012)NOVO (PORTARIA 1.057/2012) O novo TRCT é segmentado: tem a parte Cada período aquisitivo vencido e nãoSão informadas em campos específicos que concentra os valores credores e os quitado é informado separadamente,a quantidade de horas trabalhadas, o descontos e o espaço para homologação em campos distintos. São informadosrespectivo percentual (50%, 75%, 100% (quando o contrato é sujeito à também a quantidade e o valor deetc.) e o valor devido. assistência) ou quitação (quando o duodécimos devidos. contrato não é sujeito à assistência). ANTIGO (PORTARIA 302/2002) ANTIGO (PORTARIA 302/2002)As horas-extras devidas no mês ANTIGO (PORTARIA 302/2002) Se devido mais de um período aquisitivo,de afastamento eram totalizadas e O TRCT englobava em um único o valor total era lançado em um únicoinformadas em um único campo, formulário a parte informativa de verbas campo.agregando os valores relativos a todos os credoras e devedoras e a parte depercentuais (50%, 75%, 100% etc.). quitação e homologação. 13º salário de exercícios/anos anteriores NOVO (PORTARIA 1.057/2012) É informado separadamente, em campos específicos, cada exercício vencido e não quitado. São informados também o exercício, a quantidade de duodécimos e o valor de duodécimos devidos. ANTIGO (PORTARIA 302/2002) Se devido mais de um exercício/ano de 13º salário, o valor total era informado em um único campo. Verbas credoras NOVO (PORTARIA 1.057/2012) Há campos suficientes para informar todas as verbas credoras, discriminadamente. ANTIGO (PORTARIA 302/2002) Havia apenas 17 campos para informar todas as verbas rescisórias devidas. Descontos/Deduções NOVO (PORTARIA 1.057/2012) As deduções (pensão alimentícia, adiantamento salarial, de 13º salário, vale-transporte etc.) são informadas discriminadamente em campos específicos. ANTIGO (PORTARIA 302/2002) A empresa dispunha apenas de sete campos no TRCT para informar os descontos/deduções. FONTE: MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO40
    • PROGRAMAÇÃO COMUNICAÇÃOAgenda está definida Portal mais modernoJá começam neste mês de fevereiro O Portal Acij e as mídias digitais uti-as reuniões coordenadas pela Con- lizadas pela casa, como Facebook esultoria Coletiva da Acij (Nú­ leos e c Twitter, estão em constante evolu-Gestão Compartilhada). São 25 reu- ção, com o objetivo de oferecer aoniões – 22 estão agendadas para fe- associado informações atualizadasvereiro, desde o dia 18 até o dia 28. da maneira mais acessível e ami-Em março, serão três reu­ iões, nos n gável possível. Em parceria com adias 5, 7 e 12. Acompanhe a lista A2C, a casa está modernizando ode reuniões no cronograma abaixo, seu site, para facilitar a visualizaçãoagende-se e participe. dos conteúdos mais procurados pelo empresário. Site passa por reformas paraEm fevereiro Em destaque, os materiais de facilitar navegação Dia 18 cursos e palestras, que ficarão naSupermercados página principal nas terças-feiras, disso, as redes sociais passam a tra-l Dia 19 logo após sua apresentação no zer ainda mais informações úteis aoPostos de Combustíveis Imobiliárias Conselho, e também os indicado- dia a dia do empresário, mescladasJovens Empresário res, que estão sendo redefinidos com dicas de gestão e atualidadesSegurança e Saúde do Trabalho pela ordem de importância. Além do mundo empresarial.l Dia 20Gestão Ambiental ConcessionáriasUsinagem e FerramentariaMulheres Empresáriasl Dia 21Empresas Contábeis Reparação AutomotivaMeio AmbienteEscolas de Educação ProfissionalJurídicoComércio ExteriorAgências de Propaganda e Marketingl Dia 25Gestão Norte Gestão Empresariall Dia 26Indústrias Plásticas l Dia 27Decoração e Interiores Gestão Vila Noval Dia 28Gestores da Saúde Em marçol Dia 5Gestão Leste l Dia 7Automação l Dia 12Gestão Sul REVISTA 21 41
    • CAPACITAÇÃO Importação própria, por conta Televendas - técnicas de e ordem de terceiros por encomenda - negociação por telefoneCanal de qualificação venda de benefício fiscal REALIZAÇÃO: PROFATT Marketing REALIZAÇÃO: Aduaneiras & VendasAcompanhe a nova programação 25 e 26 de fevereiro, 8h30 às 17h30 11, 12, 13 e 14 de março, 19h às 22hde cursos, seminários, workshopse palestras. Os assuntos de inte- Negociação eficaz, resultado Cobrança por telefoneresse têm foco variado, nas áre- eficaz. Compras e negociação com inadimplentesas técnica, de gestão, liderança e REALIZAÇÃO: Marcio Magalhães REALIZAÇÃO: MatFin – Prof.Belliocomportamental. São 19 eventos, 25, 26 e 27 de fevereiro, 18h30 às 22h30 12 de março, 8h30 às 17h30entre 19 de fevereiro e 22 de abril.Entre em contato e reserve a sua Não adianta enganar, seu cliente sabe Liderança e delegação:vaga. quando você está atendendo de boa mobilizando forças vontade. E você sabe? na organizaçãoNR35 - trabalho em altura REALIZAÇÃO: Marcio Magalhães REALIZAÇÃO: SincronyREALIZAÇÃO: D-Edge Comércio 4, 5 e 6 de março, 18h30 às 22h30 12 e 13 de março, 8h30 às 12he Serviços19 de fevereiro, 8h às 17h30 Excelência no atendimento Tributos e benefícios incidentes ao cliente na importação (I.I.,IPI,PIS/Pasep,Treinamento Siscoserv REALIZAÇÃO: MM Consultoria e Cofins e ICMS)REALIZAÇÃO: Banco Brasil Treinamentos REALIZAÇÃO: Aduaneiras19 de fevereiro, 13h30 às 18h 5, 6 e 7 de março, 18h30 às 22h 25 de março, 8h30 às 17h3042
    • Comunicação empresarial Treinamento gestão CURSOS EM DESTAQUE escrita da força de vendas REALIZAÇÃO: Domínio Comunicação REALIZAÇÃO: Marcio Magalhães Novo RH “em módulos” Cursos e Treinamentos 9, 10, 11 de abril, 18h30 às 22h30 REALIZAÇÃO 25, 26, 27 e 28 de março, 8h às 12h Santo Emprego/Grupo ABRA Trabalhador e vigia de espaço confinado DATA Desenvolvendo o - NR33 18 de março a 6 de junho potencial do representante REALIZAÇÃO: D-Edge Comércio e Serviços HORÁRIO de vendas para melhores 16,17 de abril, 8h às 17h30 18h30 às 21h30 resultados REALIZAÇÃO: Marcio Magalhães Empretec Eneagrama - aplicado dia a dia 25, 26 e 27 de março, 18h30 às 22h30 REALIZAÇÃO: Sebrae REALIZAÇÃO 22 a 27 de abril, 8h às 18h Instituto Eneagrama Oratória avançada PRIMEIRA OPÇÃO REALIZAÇÃO: MM Consultoria e 28 de fevereiro de 2013 Treinamentos 19h às 22h45 2,3 e 4 de abril, 18h30 às 22h30 SEGUNDA OPÇÃO Empresas familiares: potencializando 19 de março de 2013 forças da família empresária Mais informações com Cleide 8h às 11h45 REALIZAÇÃO: Sincrony Telefone: 3461-3344 9 e 10 de abril, 8h30 às 12h e-mail: capacitacao@acij.com.brREVISTA 21 43
    • DOS NÚCLEOSO FOCO NOS GRUPOS SETORIAIS DA ACIJINDÚSTRIA E TECNOLOGIAJoinville vem azeitando o motor da sua economia GM CORPInovação e tecnologia caminhamjuntas no desenvolvimento indus-trial do Norte de SC, cada vez mais“contaminado” com as tendênciastrazidas pelas empresas de atuaçãointernacional que chegam a cidadee à região nos últimos anos. Montadoras como General Mo-tors e BMW trazem práticas degestão, processos produtivos eprodutos de classe mundial, contri-buindo para a evolução da indústria GM inaugura fábrica em fevereiro. Nova unidade permanece nos planoslocal, que está alinhada com o quehá de melhor. Somam-se a estas nar-se um case de sucesso. “Há 10 construída com prédios desenvolvi-as subsidiárias de líderes mundiais anos, inovávamos na construção de dos com agilidade, eficiência e qua-instaladas no Perini Business Park, galpões, com um sistema produtivo lidade que asseguram segurança ecomplexo industrial que se vale da automatizado de pré-fabricados que conforto”, conta o diretor de opera-tecnologia e do pioneirismo para tor- garantiu uma vantagem competitiva ções da Perville, Emerson Edel.44
    • USINAGEM E FERRAMENTARIARetomada no setor de caminhões traz otimismo PENINHA MACHADOPara o presidente do Núcleo deUsinagem e Ferramentaria da Acij,Sérgio Oliveira, o momento é deotimismo, mas com cautela. Na suaavaliação, 2013 poderá ser um bomano para o setor, impulsionado pormedidas como o Inovar-Auto, novoregime automotivo lançado parapromover a competitividade da in-dústria automotiva nacional. “A in-dústria metalmecânica está reagin-do bem e o setor de veículos novos, Sérgio Oliveira: “Indústria metalmecânica está reagindo bem”com destaque para os caminhões,vai alavancar bastante o setor indus- verno em favor das importações. “O É necessário formarmos uma mas-trial em 2013. Esse é o motivo maior setor das ferramentarias está pre- sa crítica no setor, em todo o país”,para estarmos otimistas”, avalia Oli- sente no Brasil há mais de 50 anos. enfatiza Paulo Braga, diretor da As-veira, advertindo que é preciso ter Temos desenvolvimento tecnológi- sociação Brasileira da Indústria docautela com algumas ações do go- co. Não perderemos para a China. Ferramental (Abinfer).REVISTA 21 45
    • AUTOMAÇÃO INDUSTRIALBusca por tecnologias inovadoras e produtividadeO presidente do Núcleo de Auto- sado, que afetou toda a sua cadeia movimentação e armazenagem.mação, Marcelo Teixeira, afirma produtiva, ou o cancelamento de A indústria já encontrou algumasque o setor industrial de Joinville projetos para o aumento de capa- respostas para este aumento davem passando por um conjunto cidade da indústria automotiva. produtividade: a automação dede transformações que têm por Marcelo Teixeira avalia que seus processos é condição im-objetivo a modernização de seu os planos de incentivo do gover- prescindível para a redução deparque industrial. “O que se nota, no contribuíram para que alguns custos fixos. “Temos um grandenos últimos três anos, é a exis- desses investimentos fossem potencial para melhorar aindatência de uma série de planos rea­izados em 2012, principalmen- l mais o que a indústria joinvilensede investimento da indústria na te em máquinas operatrizes em já faz tão bem. Precisamos, claro,melhoria e automatização, para algumas indústrias de Joinville. que o governo federal tambémo aumento da sua produtividade, Para ele, uma transformação pro- faça a sua parte, melhore a ges-e que tornem os seus produtos funda no chão de fábrica ainda tão de seus recursos, incentive amais competitivos”, destaca. se faz necessária, seja por meio entrada de tecnologias inovadoras No entanto, adverte, boa parte da implantação de novas tecno- no país, invista mais em inovação,desses planos vêm sendo poster- logias de controle de materiais e e faça uma reforma profunda nagados devido a crises como a do processos, seja no investimento área tributária”, recomenda o pre-setor de caminhões, no ano pas- em máquinas e equipamentos, sidente do Núcleo.46
    • ROBÔ MANIPULADORProjeto mostra nível de automação industrial DIVULGAÇÃOA solução desenvolvida pela as- nual. Com o robô, a produtividadesociada Geometric, junto com as aumenta consideravelmente e asdemais empresas do Núcleo de etapas do processo de produçãoAutomação, consiste em um robô são reduzidas, eliminando manipu-manipulador que pega os produtos lação de produtos e espaço físico.diretamente de dentro do molde Como se trata de um produtoda injetora, entrega para a empa- nacional, foi desenvolvido utili-cotadora, que embala os produtos, zando componentes avançadossem a necessidade de contato ou porém encontrados no mercadosupervisão humana. local, reduzindo assim o custo de A Geometric alcançou a mar- manutenção e a dependência tec-ca de 1,5 segundos por extração nológica.de produto. Nesse tempo, o robô Esse projeto contou com aconsegue entregar todas as peças, parceria de algumas empresas dointerferindo muito pouco no ciclo Núcleo de Automação – Famak, Projeto, que envolveu diversascompleto de injeção, que ocorre Festo, Proelt, Casa Faísca e Jav – empresas do núcleo, temem oito segundos. Essa operação além do programador de máquinas componentes avançados e énormalmente é feita de forma ma- Ricardo Carboneri. produto 100% nacionalREVISTA 21 47
    • PONTO E CONTRAPONTOUM TEMA, DUAS PERSPECTIVASO impacto da indústria automotiva na economia regionalInteriorização promove um círculo virtuoso mente a partir da década de 1990, dimento de novas necessidades levou também à descentralização de consumo de bens e serviços da indústria fornecedora de auto- locais. A descentralização dos peças, principalmente por meio investimentos automotivos cria da criação de condomínios indus- novas economias locais e regio- triais que integram fornecedores nais, agregando empregos, renda,Cledorvino Belini e montadoras, como os polos consumo e qualidade de vida, numPRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL automotivos de Gravataí (RS), de círculo virtuoso. A interiorizaçãoDOS FABRICANTES DE VEÍCULOS Camaçari (BA), além de outros da indústria automobilística atuaAUTOMOTORES (ANFAVEA) polos industriais automotivos em como fator de sustentabilidade Betim (MG), São José dos Pinhais local, regional e nacional.A indústria automobilística brasi- (PR) e Resende (RJ). Inicia-se agora um novo ci-leira tem sua base de produção Os investimentos programa- clo de investimentos da indústriadescentralizada no país, tanto no dos pela indústria automobilística automobilística brasileira, comque se refere às montadoras e para os próximos anos priorizam a aportes da ordem de R$ 60 bi-fabricantes dos produtos finais descentralização da produção pelo lhões no perío­ o 2012-2017, com dquanto à indústria fornecedora de interior do país. São inegáveis os a construção de novas unidadesautopeças. efeitos da interiorização dos inves- industriais por parte das monta- No caso da indústria montadora timentos automotivos, mudando doras já instaladas e outras novasde veículos e máquinas agrícolas, radicalmente, e para melhor, o ce- que chegam ao país.são 28 empresas com 53 unidades nário socioeconômico das regiões O Estado de Santa Catarina es-industriais e outras sediadas em onde se instalam. tará recebendo parte desses inves-39 municípios de nove Estados Em consequência, múltiplos timentos, tornando-se também umbrasileiros, do Centro-Sul ao Cen- investimentos são gerados em novo polo automotivo brasileiro.tro-Oeste e ao Norte-Nordeste, infraestrutura e serviços públicos Os impactos em sua economia eou seja, em todas as regiões do nas comunidades e nas regiões, nos meios sociais regionais serãoterritório nacional. ao mesmo tempo em que ocorre altamente positivos, com geração A regionalização da indústria efeito multiplicador de investimen- de mais empregos, renda e quali-automobilística no Brasil, marcada- tos privados em paralelo para aten- dade de vida.48
    • FÁBIO ABREUAcelera, Santa! buco. Primeiro pelo nosso setor de dade dos portos e estradas foram autopeças, segundo por estarmos preponderantes. Foi o que ocorreu entre os já montadores Paraná e Rio com a General Motors em Joinville, Grande do Sul, terceiro por sermos com a LS Mtron em Garuva, com uma região de alto consumo e poder a Sinotruk em Lajes e agora com a aquisitivo e quarto por ter uma uni- BMW em Araquari. E a tudo isso seHugo Ferreira versidade que se destaca como for- acrescentou a cultura europeia e aPRESIDENTE DA CÂMARA DA INDÚSTRIA madora de engenheiros disputados tradição metal-mecânica do Estado.AUTOMOTIVA/FIESC E DIRETOR REGIONAL pela indústria da mobilidade. Mas A recompensa pelos incentivosDO SINDIPEÇAS nossos rivais em atrair esses investi- concedidos pelo Estado virá na cria- mentos não se restringiam aos dois ção de mais de 2 mil empregos dire-Em 2007, para comemorar os 15 mencionados e eram, também, os tos até 2015. Mas grandes desafiosanos da revista AutoData, seu editor Estados que já dispunham de suas começarão por aí. Precisamos treinarescolheu, para artigo sobre a geo- fábricas. Ou seja, pesava muito na a nossa mão de obra. E os níveis sa-grafia da produção automotiva no decisão a existência de uma base lariais mudarão também de patamar.país, uma provocativa manchete aos estabelecida. Para o setor de autopeças, serácatarinenses: “Calma Santa!”. O tex- Cinco anos depois, acredito ser uma oportunidade de crescer. Oto versava sobre as possibilidades oportuno revisar alguns fatores im- programa Inovar-Auto vai demandarde outros Estados participarem do portantes daquela ocasião. O primei- um maior nível de conteúdo regionalsetor automotivo, na instalação de ro diz respeito à demanda: ainda não de autopeças, abrindo as portas des-fábricas para a demanda prevista de chegamos a 4 milhões de veículos sas montadoras para fornecedores5 milhões de veículos em 2011 ou nas vendas do mercado brasileiro. locais. Mas a competitividade será2012. Nosso Estado figurava como O que pode ter arrefecido o apetite acirrada, porque várias das empre-o primeiro da lista de potenciais par- das montadoras. O segundo é para sas que são fornecedoras nos seusticipantes dessa expansão. destacar que a logística foi decisiva países de origem serão atraídas para Repliquei imediatamente com para quatro empresas escolherem se estabelecer em nosso Estado. E“Calma, Santa? Não mesmo!” por- nosso Estado para instalar fábricas. aí residirá o maior desafio: pisar o péque nos acreditava mais proeminen- Não que os demais fatores tenham no fundo, para ultrapassar os concor-tes que Espírito Santo e Pernam- sido deixados de lado, mas proximi- rentes, ou perder a corrida.REVISTA 21 49
    • HAPPY HOURO QUE É NOTÍCIA NA ACIJ COMPORTAMENTOCULTURA, GASTRONOMIA, DIVULGAÇÃO 50
    • O ator e produtor Cristovão Petry, em ação: “Não há nada que pague o aplauso ao fim de um espetáculo”Palco como terapiaou opção de vidaPara seguir carreira ou sedesenvolver como pessoa, ajudado a despertar minha criativi- experiência, fazer novas amizades, dade, além de trazer mais seguran- aprender a conviver, entender e res-muita gente descobre ça para falar em público e no trato peitar as pessoas. “Realizei peças com os clientes”, afirma. A paixão na minha igreja sem conhecimentoo poder transformador pela arte apareceu na adolescência, técnico, só com o gosto e o prazer o que o levou a buscar um curso de que essa atividade me proporciona-da arte teatral teatro na Casa da Cultura em 1991. va”, revela, explicando que a vonta- Depois de 21 anos parado, retornou de de montar um grupo de teatro às aulas, agora no Studio Escola de evangélico fez com que buscasse Atores. No ano passado, participou aprimoramento em uma escola pro- da peça “É Batata”, com textos de fissional. Hoje, Lucinir participa do Nelson Rodrigues, e ficou extasia- grupo “Teatro Novo Tempo”, queQuando se fecham as cortinas, fina- do. “Estar no palco é um turbilhão conta com oito participantes, sendolizando um espetáculo, artistas, alu- de emoções, um misto de alegria, sete aposentados. A trupe é filiadanos e professores percebem o im- prazer e satisfação. É fantástico”, à Associação Joinvilense de Teatropacto que a arte teatral tem na vida. encanta-se. (Ajote) e à Federação Catarinense deOs aplausos, as críticas e as men- Lucinir Pereira Ferreira, funcio- Teatro (Fecate). “O grupo tem comosagens do público revelam o poder nária pública federal aposentada, foco principal promover ao públicotransformador dessa prática – que é também tem uma atração especial da terceira idade o acesso aos benscada vez mais difundida, seja como pelos palcos, onde, literalmente, se culturais e à produção teatral, esti-profissão, hobby, meio de comuni- sente a “rainha da cocada”. Para não mulando a participação social e acação ou estilo de vida, até mesmo se tornar refém do ócio que, segun- melhoria da qualidade de vida”, ex-no ambiente corporativo. do ela, gera tédio, foi em busca de plica. A aposentada apresentou 35 O empresário Luiz Carlos Sche- ocupação. Depois de 25 anos de tra- vezes, desde 2007, a peça “Umaffer de Mello se vale do teatro para balho, optou pela arte e encontrou Festa para Eulália”, escrita por Jurabuscar influências em seu trabalho no teatro uma forma de fortalecer a Arruda, e 11 vezes “A Mais Forte”,como joalheiro. “A experiência tem autoestima, adquirir conhecimento, com texto de August Strindberg. AREVISTA 21 51
    • FOTOS DIVULGAÇÃOpeça mais atual, que estreou em Não há nada que pague o aplauso Nas fotos, do alto, a aposentada2012, “Meu Nome é Herbert”, de ao fim de um espetáculo”, ressalta. Lucinir, o joalheiro Luiz Carlos,Anderson Robert, já contabiliza 21 Foi com o teatro que também en- Valmir e o grupo teatral da Embracoapresentações. controu uma maneira de melhorar (bem à esq.) e Fernanda Moreira, “Acredito no poder transforma- a comunicação, a autoestima e a da Studio (acima): procura pelodor da arte”, afirma Cristovão Petry, desinibição. “fazer artístico” é crescenteque foi fisgado pela prática há 20 Para Fernanda Moreira, o teatroanos, quando começou a trabalhar também foi uma escolha pessoal.no bairro Itinga, na Comunidade Diretora do Studio Escola de Ato-Menino Jesus. Artista profissional, res, a atriz “ganha a vida” com asCristovão também é produtor e con- artes cênicas, dando aula, atuando tras pessoas diferentes, aumentan­sultor de projetos culturais, pois, se- e repassando o estímulo cultural do as possibilidades de troca comogundo ele, ainda é difícil viver só de aos filhos. “Com o teatro, tornei-me ser humano”, assume.bilheteria no Brasil. “O teatro é feito uma pessoa mais sensível. O fazer Nos quase 20 anos de carreira,para as pessoas. O retorno do públi- teatral é um ato libertador, você se Fernanda já viu muitas pessoasco é o melhor presente para o ator. conecta consigo mesmo e com ou- não darem importância para sua52
    • atividade ou tentarem desestimulá- equipe trabalhou dois anos sozinha ABRAM-SE AS CORTINAS-la. Por outro lado, tem recebido o até contratar a consultoria da Dioni- Para quem se interessa em entrar pararetorno de alunos que procuram a sos Teatro. “Recebemos feedback o mundo do teatro, Joinville tem sete instituições que oferecem cursosescola, seja por questões artísti- de pessoas que levam os exemploscas, aperfeiçoamento profissional, positivos para suas vidas”, conta Casa da Cultura Fausto Rocha Jr.melhora na comunicação pessoal Valmir Dorner, coordenador do gru- 3433-2266e interpessoal ou, simplesmente, po na empresa.para sair da rotina e se divertir. “É Em encontros semanais, os Curso Livre de Teatro da Dionisos Teatrogratificante vê-los depois de uma integrantes montam peças sobre 3432-6654peça, declarando superação e des- segurança do trabalho, prevençãocrevendo as mudanças significati- de acidente, educação no trânsi- Espaço Cultural Avá Raminvas no cotidiano”, ressalta. to, ecologia, entre outros temas. 3207-1710 No meio empresarial, o teatro O sucesso é tanto que recebemtem sido incorporado para auxiliar na convites de outras empresas, es- Espaço Cultural Casa Iririúcomunicação e no repasse de orien- colas, associações de moradores 9614-9140tações aos funcionários. É assim na e asilos para encarar o público.Embraco, em Joinville, que mantém Para Valmir, o valor do trabalho é Studio Escola de Atoreso “Grupo de Teatro Embraco”, for- imensurável, uma vez que muitos 3422-0360mado em 1998. Desde a criação, o personagens ficam marcados,grupo já fez 1.029 apresentações, sendo lembrados na fábrica por Cursos livres nos bairros/Costa e Silvadentro e fora da empresa, para um longo tempo. Além disso, a ideia 3418-0293público de 229.185 pessoas. Surgi- contribui para a integração, pro-da a partir de uma ideia do Círculo duzindo uma interface muito forte Conservatório Belas Artesde Controle da Qualidade (CCQ), a com os colegas. 3026-1816Uma arte em desenvolvimento Teatro se difundeQualificação contínua, reconheci- universidades seriam ideais para pelo Estadomento pela comunidade e inves- incentivar as crianças e os jovens atimento público são alguns dos consumir produtos culturais de qua- Em Joinville, são 17 grupos asso-pontos citados para promover a arte lidade”, explica. ciados à Ajote, que mantém umteatral em Joinville. Cristovão Petry As principais dificuldades, de espaço cultural, com o Galpãoentende que é preciso “extrapolar acordo com Fernanda Moreira, ain- de Tea­ na Cidadela Cultural. troas fronteiras da cidade”, não só em da estão relacionadas ao preconcei- Nos 10 anos de atuação, já envol-relação ao teatro, mas à arte em ge- to das pessoas em aceitar a carreira veu mais de 100 mil pessoas. Asral, para que o trabalho daqui seja de ator como uma profissão. “Para trupes joinvilenses também sãoreconhecido em outros lugares. “O a maioria, ainda é um fazer muito filiadas à Fecate, que congregateatro comunitário também pode superficial, mas o número de profis- 152 grupos de todas as regiões,avançar muito, e isso vem ocorren- sionais tem aumentado em Joinvil- mantendo um festival anual itine-do aos poucos. É preciso desenvol- le, o mercado cresce”, analisa. Cris- rante. A entidade integra gruposver pequenos espaços culturais na tovão se vale da frase do pensador de cidades como Florianópolis,periferia. Isso faz a diferença”, alega. Ernest Fischer para enfatizar a im- Joinville, Itajaí, Blumenau, Jaraguá Para Lucinir Ferreira, é essen- portância do incentivo à arte: “A arte do Sul, Chapecó, Lages, São Ben-cial desenvolver uma cultura de ir é necessária para que o homem se to do Sul, São José e Concórdia.ao teatro, pois as pessoas não têm torne capaz de conhecer e mudar o De acordo com levantamento dao costume de se informar sobre mundo. Mas a arte é também ne- Fecate, tais regiões se valem deos espetáculos que ocorrem na ci- cessária em virtude da magia que incentivos municipais e federaisdade. “Campanhas em escolas e lhe é inerente”. para as produções.REVISTA 21 53
    • 3 PERGUNTASUM PAPO RÁPIDO E DIRETO AO PONTO DIVULGAÇÃO1 Quais são os principais sonhos e os maiores pesadelos do empresário brasileiro? Imagino que, entre os maiores sonhos estão o de ser líder de mercado, ter alta rentabi- lidade, um mercado sem competição, alta liquidez, regras claras e estáveis. Entre os piores pesadelos, a burocracia excessiva, a carga tributária, a legislação trabalhista, a infraestrutura ineficiente e a falta de mão de obra qualificada.2 Considerando o momento atual, o líder empresarial brasileiro sonha mais ou tem mais pesadelos? César Souza O consultor César Souza é um dos mais requisitados Tem mais pesadelos. Empreender, no Brasil, é palestrantes do Brasil, quando se trata de gestão, um ato heroico de superação de obstáculos. estratégia, inovação e, sobretudo, motivação. Um de Mas os empresários de maior sucesso são seus livros, “Você é do Tamanho de seus Sonhos” foi, aqueles que acreditaram e lutaram pelos seus durante muito tempo, o quinto entre os mais vendi- sonhos. Importante não é apenas sonhar, dos do país em sua categoria. Sua vasta experiência mas transformar sonhos em realidade, fazer como executivo em várias corporações – residiu acontecer. Planejar, portanto, é a melhor apó- durante 11 anos em Washington, quando ocupou a lice de seguros, a saída. Preparar-se, não se vice-presidência da Odebrecht Of America Inc., por precipitar, amadurecer o sonho e ter sempre exemplo – e sua expertise em varejo, setor em que se um plano B. Muito importante é tentar enten- destaca como consultor nas maiores redes do país, der – e considerar – os sonhos dos clientes o guindaram a uma privilegiada posição de referência e dos parceiros. Não dá para sonhar sozinho.   no mundo empresarial. Convicto de que os únicos sonhos irrealizáveis são os devaneios – justamente3 aqueles que não são voltados a realizar os sonhos E é possível sonhar com dos clientes –, César Souza desembarca em Join- os pés no chão? ville dia 26 de março, a convite da Acij, para proferir palestra sobre “Sonhos e Pesadelos dos Líderes Em- Não só é possível como é preciso. Precisa- presariais Brasileiros“. Inscrições abertas pelo e-mail mos da cabeça nas nuvens, mas os pés bem capacitacao@acij.com.br . plantados no chão. Esse é o maior segredo dos realizadores de sonhos, a capacidade de sonhar com os olhos bem abertos. Isto porque não adianta apenas ser um bom sonhador. É preciso ser um bom realizador de sonhos.54
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