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ABRE ASPASUMA BOA CONVERSA COM QUEM TEM O QUE DIZER                                                                       ...
Quarto empresário a tomar o caminho do Poder Executivo                               não têm acesso ao crédito, a quaseem ...
mensalão, e isso vai contribuir paraa valorização do serviço público.Devo dizer que é um compromis-so nosso cuidar para qu...
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droga. Hoje, a Polícia Militar con-some 85% do tempo cuidando daspequenas contravenções e apenas15% no combate ao crime. T...
PRIORIDADES                                                                                     DO NOVO PREFEITO          ...
resolver essa questão e, ao mesmotempo, oferecer estímulos para quenovas empresas se instalem aqui.Que tipo de estímulos?H...
O MAPA DA VITÓRIA                                            Como Udo Döhler venceu as eleições para a prefeitura de Joinv...
JACKSON ZANCO E PENINHA MACHADONo seu governo, qual será o papel deentidades como a Acij?	A Acij vem dando contribuiçõesim...
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BRIEFINGDE TUDO UM POUCO                                                                                                  ...
NEVITON DUARTE“A exigência tem aumentado”A Bragança Gastronomia nasceu em 1998 e é uma das responsáveis peloprocesso de qu...
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CONJUNTURATENDÊNCIAS E NEGÓCIOS SOB O OLHAR JOINVILENSE                                                ILUSTRAÇÕES: FÁBIO ...
RETROSPECTIVA                                                                                As principais notícias da    ...
AGÊNCIA BRASIL E DIVULGAÇÃOgrandes projetos estão sendo espe-rados a partir do impulso da BMW,além do fator Copa do Mundo,...
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O ano na balançaEmpresários e executivos avaliam os fatos econômicos de 2012“Esperamos uma economia pujante”Carlos Grenden...
“Investimentos em infraestrutura e logística”Valdicir Kortmann, diretor comercial e de marketing da Krona Tubos e Conexões...
“Enfrentamos                        ano, que esperamos não estejam      “Problemas que podemfatores adversos”             ...
formas de compensação para          “O viés da                          Enfrentamos os desafios deatrair empresas, criando...
“Desconforto de quem                solavancos sofridos pela econo-    “Ações concretas pelanão recebeu benefícios”       ...
taduais. Para nós, que acredi-     “Empresas continuarão               inestimável. Outro fator de gran-tamos desde muito ...
PERFOMANCEO DESEMPENHO DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIAEm cada esquina,uma farmáciaExpansão ocorre em todoo país, mas se...
DIVULGAÇÃOno Paraná, no Rio Grande do Sul      Drogaria Catarinense                  distribuição, em Curitiba, e peloe, e...
dade, que oferecem descontos,         ses, lá em 1985, quando montou                                   passeios e ações so...
DIVULGAÇÃOGasto com medicamentos é oprincipal item na lista de despesasfamiliares com saúde, e redesvão aonde o consumidor...
SOCIALPROJETOS E INICIATIVAS PARA ESTÍMULO À CIDADANIA                                                                    ...
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JOÃO DE OLIVEIRARichard, diretor da Penitenciária Industrial, fala em queda da reincidência de quem trabalhaEMPRESAS QUE A...
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JOÃO DE OLIVEIRAperspectivas de verdadeira resso-cialização do preso?     “Aquele que perdeu a liberdadenão pode perder a ...
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[ACIJ] Revista 21 - Dezembro/2012

  1. 1. XX
  2. 2. VISÃO ACIJ A PALAVRA DA ENTIDADERevista 21 Sucesso ao prefeito Udo.Publicação bimestral da AssociaçãoEmpresarial de Joinville (Acij) E que venha 2013Conselho editorialANDRÉ DAHER A eleição de Udo Döhler para a prefeitura de Joinville é umADVOGADO sinal positivo da credibilidade pública alcançada por esse líder(PRESIDENTE DO CONSELHO DOS NÚCLEOS) empresarial que presidiu a Acij por cinco oportunidades. De-DINORÁ NASS ALLAGE monstra, por outro lado, a aprovação, pela maioria dos cida-CAJADINA(VICE-PRESIDENTE) dãos, de uma plataforma focada na competência da gestão – e que promete reproduzir no governo municipal experiências deDIOGO HARONACIJ sucesso já adotadas na iniciativa privada. A Acij deseja sucesso(DIRETOR EXECUTIVO) ao novo prefeito e reafirma a expectativa de que Udo DöhlerMARIA REGINA LOYOLA RODRIGUES ALVES se mostre sensível às temáticas apresentadas em documentoLEPPER assinado pela entidade com as prioridades do empresariado(VICE-PRESIDENTE DA ACIJ) para o futuro governo. Entrevista exclusiva com o prefeito eleitoSANDRA TRAPP abre esta última edição de 2012 da Revista 21, a partir da páginaSOCIESC(PRESIDENTE DO NÚCLEO DE ESCOLAS 4. Um final de ano repleto de felicidade, e um 2013 que nãoDE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL) economize em boas notícias, é o desejo da entidade.SIMONE GEHRKEEDM LOGOS(ASSOCIADA) TAMBÉM NESTA EDIÇÃOJornalista responsávelJÚLIO FRANCO (REG.PROF. 7352/RS) BRIEFINGProdução 16 Novidades sobre a mesaMERCADO DE COMUNICAÇÃO Editor CONJUNTURAGUILHERME DIEFENTHAELER(REG. PROF. 6207/RS) 20 O que esperar de 2013ReportagemFERNANDA LANGE PERFORMANCELETÍCIA CAROLINE 30 Farmácias por todo o ladoANA RIBAS DIEFENTHAELERTHIAGO SECOLAÍS MEZZARI SOCIALDiagramação, ilustrações e infográficos 34 O trabalho atrás das gradesFÁBIO ABREUFotografia ENTRE NÓSPENINHA MACHADO, BANCO DE IMAGENS 40 Excelência da Acij é premiadaE ASSESSORIAS DE IMPRENSAImpressão DOS NÚCLEOSIMPRESSORA MAYER 46 A ação do setor de serviçosTiragem4 MIL EXEMPLARES PONTO E CONTRAPONTOContato 50 Clima organizacional & gestãoREVISTA21@MERCADODECOMUNICACAO.COM.BRPublicidade HAPPY-HOURCÉSAR BUENO(47) 9967-2587 E 3801-4897 53 Tudo pela adrenalinaEndereço para correspondênciaAV. ALUISIO PIRES CONDEIXA, 2550 3 PERGUNTASSAGUAÇU, JOINVILLE/SC 58 Como administrar conflitosREVISTA 21 3
  3. 3. ABRE ASPASUMA BOA CONVERSA COM QUEM TEM O QUE DIZER PENINHA MACHADO“Vamos dar um salto qualitativo” Prefeito eleito, Udo Döhler estima que a economia de Joinville vai triplicar em 30 anos, promete desburocratizar o setor público, otimizar a arrecadação de impostos e combater a desigualdade social4
  4. 4. Quarto empresário a tomar o caminho do Poder Executivo não têm acesso ao crédito, a quaseem Joinville desde a década de 1960, Udo Döhler entra para nada. É por aí que vamos começara galeria de Baltasar Buschle, Helmuth Falgatter e Wittich a trabalhar: regularizar essas áreasFreitag, a partir de 1º de janeiro, com a expectativa de pro- para que as pessoas se insiram navar que a competência na gestão privada também pode ser comunidade. Já tivemos situaçõesaplicada na arena pública. parecidas no passado, no Jardim Ex-presidente da Acij, à frente da tradicional indústria Paraíso, no Ulysses Guimarães,têxtil que leva seu sobrenome, atuando há 40 anos como mas aquelas áreas foram urbaniza-voluntário no comando do Hospital Helena, Udo venceu as das. E a demanda quintuplicou. Poreleições no dia de seu 70º aniversário contrariando as pes- tudo isso, decidimos que vamosquisas e prometendo transparência absoluta no exercício do governar dos bairros para o Centro,cargo. Combate à burocracia que emperra a eficiência do com a população, ouvindo as pes-serviço público e, ao mesmo tempo, valorização do funciona- soas. Ficaremos o menor tempolismo são metas que integram a plataforma de governo. Mas possível no gabinete.a prioridade absoluta, segundo o prefeito eleito, é a saúde. Nesta entrevista à Revista 21, ele reafirma o compromissocom medidas que racionalizem a pesada estrutura adminis- Em que medida seu perfil de gestor e suatrativa do município, como o enxugamento das secretarias trajetória empresarial contribuíram pararegionais, que serão transformadas em subprefeituras. Prevê a eleição?um forte incremento da economia local, em conjunto com Trabalho desde os 14 anos eas cidades vizinhas, defendendo um redesenho da região aprendi que não se constrói umque tem Joinville como epicentro. O prefeito eleito também empreen­ imento sem a partici- dcritica a demora na aprovação da nova Lei de Ordenamento pação dos funcionários. AprendiTerritorial (LOT), emperrada por demandas judiciais: “Por isso primeiramente na Döhler, hojeconta disso, Joinville está parada”. com 3 mil colaboradores e que, neste ano, vai crescer 5%, sempre por conta do comprometimento do seu quadro de funcionários. No município, não é diferente. Vamos conversar com o servidorA que o sr. atribui a vitória? Algumas aná- em uma posição discreta nas pes- para conhecer seus anseios, paralises indicavam que havia a expectativa quisas, na quarta posição. À medida oportunizar que ele construa a for-do joinvilense de ter, novamente, um pre- que a nossa proposta foi sendo mação que é necessária, e oferecerfeito com perfil de gestor. O sr. concorda? apresentada ao eleitor, passamos um melhor ambiente de trabalho,Apresentei minha candidatura con- a crescer, e, contrariando as previ- adequadamente instrumentalizadosiderando que tinha experiência e sões, tivemos uma posição bastante e motivador. Vamos reconhecer omaturidade suficientes para assumir confortável em termos de votos. No seu empenho, fazer com que eleesse compromisso. Durante oito segundo turno, novamente, as pes- seja o mais atraído possível pelameses, um grupo de 32 pessoas tra- quisas sinalizavam que era pouco atividade. Desse modo, o servidorbalhou na elaboração do Plano 15, provável que viéssemos a vencer não se acomodará. E o reconhe-com nossa plataforma de governo. as eleições, sempre mostrando em cimento, naturalmente, bate naIniciei a campanha justamente com uma escala decrescente. Enfim, remuneração do servidor.o viés de que não tinha aspiração atribuo esse voto de confiança dopolítica e queria apenas ajudar Join- eleitor à consistência da nossa pro-ville a se transformar em uma cidade posta de governo, que busca tornar Como o sr. vê a distinção entre o gestormelhor. Realizamos em torno de a cidade de Joinville uma cidade e o político? Isso causou impacto na600 reuniões nos bairros, ouvindo mais igual. Hoje, temos duas cida- campanha?as pessoas. Colecionamos cente- des: uma no Centro e outra nos Infelizmente, a classe política estánas de sugestões, que acabaram bairros. Há, em Joinville, cerca de muito desgastada. Houve algumintegrando o plano de governo. No dez assentamentos irregulares. Dez avanço nos últimos tempos, porprimeiro turno, meu nome aparecia mil pessoas que não têm endereço, exemplo, com o julgamento doREVISTA 21 5
  5. 5. mensalão, e isso vai contribuir paraa valorização do serviço público.Devo dizer que é um compromis-so nosso cuidar para que não sepercam recursos públicos, garantira transparência. Criar um portalabsolutamente transparente. Cadacidadão precisa ter a oportunidadede dizer “olha, aqui houve um des-vio de recursos”. Não basta que ainformação esteja disponível: elatem que ser visível para o cidadão.É preciso reconectar os valoreséticos e morais da classe política.As primeiras sinalizações já come-çam a surgir, com estes acertosnas decisões do Judiciário, mas,sobretudo, porque o jovem começaa participar da atividade política,por exemplo, por meio das redes PENINHA MACHADOsociais. É um processo irreversível.Nas próximas eleições, teremos educação, trânsito e segurança.uma participação ainda maior do “Não basta que a Além dessas, existem ações vol-jovem. Isso fará com que a velha informação esteja tadas à gestão, valorização do ser-raposa política mude de conduta. vidor, segurança, meio ambiente, disponível, ela tem turismo, entre outras áreas. Mas co- que ser visível para meçaremos mesmo pela saúde. É aAfinal, há diferenças entre gestão pública necessidade mais premente. Vamose privada? o cidadão. É preciso melhorar as instalações do HospitalGestão é gestão, pública ou pri- reconectar os São José, promover uma interfacevada. Existem dificuldades de um com os hospitais do Estado – jálado e de outro. A complexidade da valores éticos” com sinal verde do governador –,gestão pública tem especificidades melhorar os postos de saúde, fazerem relação à do setor privado. E o com que ali não falte o profissionalrisco na atividade privada é maior médico e o remédio, o que tambémque na pública. Existem limitado- Vamos fazer com que o servidor vale para os PAs.res, regras complexas, detalhadas. público possa ser reconhecido pelaTemos que desburocratizar o servi- população, que possa dizer comço público, melhorar os processos orgulho que trabalha como servidor Outra forte demanda da população dizlicitatórios, para buscar ganhos de em Joinville. Não há como execu- respeito à segurança pública. O que podeescala na execução. Mas a gestão, tar nossas metas de governo sem ser feito pelo município nessa área?como um todo, é uma só. o comprometimento do servidor. A segurança pública é função de Vamos aproveitar a prata da casa, Estado. Mas o município pode e como fiz ao longo de toda minha deve ajudar. Vamos instalar câme-Falta eficiência no serviço público? vida no setor privado. ras nos bairros, melhorar a ilumi-Sim, mas não é por causa do ser- nação. Fazendo isso, vamos ficarvidor. O servidor está engessado. de olho no traficante e no bandido.Não tem um bom ambiente de Quais serão as prioridades do seu A droga é um problema grave emtrabalho, está diante de um proces- governo? Joinville. Precisamos fazer comso altamente burocratizado, e fica O Plano 15 se divide em 15 áreas. que as nossas crianças possama imagem de que é acomodado. Quatro serão priorizadas: saúde, ficar mais protegidas, combater a6
  6. 6. REVISTA 21 7
  7. 7. droga. Hoje, a Polícia Militar con-some 85% do tempo cuidando daspequenas contravenções e apenas15% no combate ao crime. Temque ser o inverso. Vamos criar aguarda municipal, que vai cuidardo trânsito e do patrimônio domunicípio, além de auxiliar a PMpara as pequenas contravenções.Devemos fazer com que a popula-ção também participe. No passa-do, existia o chamado inspetor dequarteirão. Se cada um cuidar doseu quintal e do quintal do vizinho,vamos melhorar.Que avaliação o sr. faz das reivindi-cações apresentadas pela Acij, emdocumento encaminhado pouco antesdo segundo turno?A Acij apresentou suas sugestões, Há muito a fazer nesta questão?como também várias outras entida- “Joinville está Sim, o município está altamente bu-des. Elas foram tabuladas e vamos parada por falta rocratizado, a gente não localiza asincorporá-las dentro do que achar- informações. Para comprovar, bastamos positivo. Cada segmento social de ordenamento entrar no site da prefeitura. As infor-enxerga prioridades de uma forma. territorial. Sem isso, mações até estão ali, mas a pessoaAs contribuições são importantes. não encontra o que precisa. QuantosVamos examiná-las positivamente. é pouco provável que veículos existem na prefeitura? Difícil uma grande empresa achar essa informação. Tem que ser mais transparente. Temos queA prefeitura voltará a funcionar em venha para cá” registrar qual o veículo, qual o ano deperío­do integral? fabricação, quanto andou etc.Turno único ou integral, mais co-missionados, menos comissiona-dos – não faremos qualquer modi- preciso ir várias vezes à prefeitura, De que modo a questão da ineficiênciaficação nessas situações sem ouvir vai e volta, vai e volta, como bolinha pública prejudica a vida do empresário?o servidor público. Pronunciar-se a de pingue-pongue. Vamos aperfei- Sem dúvida que atrapalha. Se al-distância é uma coisa. É preciso çoar o sistema de informatização, guém quiser um licenciamento am-saber o que ocorre ali dentro. para que o cidadão possa buscar a biental em Joinville, leva semanas, solução ali na subprefeitura, perto meses, até um ano. Se for para de onde mora, ou, se possível, de qualquer município vizinho, resolveAs secretarias regionais serão enxu- casa mesmo, no computador. Hoje, em uma semana. Hoje, não temosgadas? o maior imposto deste país, que é o ainda a lei de ordenamento territorialVamos transformar as secretarias imposto de renda, é feito sem sair aprovada pela Câmara. Isso é umregionais em subprefeituras, porque de casa. Não se concebe que um trauma. Se alguém quiser instalaras regionais não estão tendo um simples pedido de licenciamento, uma fábrica, como ocorreu com abom desempenho. O que se quer é um simples pedido de informação, BMW, em Araquari, teria que man-deixar o governo mais próximo das obrigue o cidadão a preencher for- dar um projeto para o Legislativo,pessoas. Hoje, para conseguir um mulários complexos e ir à prefeitura, para transformar uma área que nãosimples licenciamento ambiental, é se poderia fazer isso de casa. tem definição e acomodar aque-8
  8. 8. PRIORIDADES DO NOVO PREFEITO Gestão Joinville merece uma gestão planejada e crescimento organizado. Saúde Melhoria contínua da rede ambulatorial e hospitalar. Educação Ampliação da rede escolar, melhoria das escolas existentes e valorização do professor. Mobilidade urbana O caos da mobilidade será combatido com investimentos como um amplo programa de recuperação asfáltica. Servidor Sistema de meritocracia, promoção de qualificação e valorização permanentes. Alagamentos Aprofundar e regularizar a calha do Rio Cachoeira, PENINHA MACHADO com barragens hidráulicas e o retorno da navegabilidade.le empreendimento. Ninguém se Segurança Integrar a segurança emsujeita a isso. Joinville está parada “É um momento todas as suas esferas, promovendo a cooperação entre os órgãos públicospor falta de ordenamento territorial. bom para a região e privados.Enquanto os vereadores não delibe-rarem sobre a matéria, estaremos metropolitana. Não Meio Ambiente Despoluição gradativaaguardando para que a cidade volte podemos enxergar do Cachoeira, Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.a crescer. Porque a cidade parou.Isso é um desserviço. Estamos sen- a cidade apenas Cultura A grande prioridade ésibilizando os vereadores para que dentro dos limites recuperar os endereços culturais.façam a votação da lei neste ano ain-da ou no começo do ano que vem. do município” Habitação Ênfase à família e à moradia digna. Assistência Social Apoio eO que o empresário pode esperar de seu capacitação permanente àsgoverno na questão tributária? Vamos examinar bem plantas de organizações de assistência social.A prefeitura não vai aumentar im- valores dos imóveis, atualizar os Desenvolvimento Econômicoposto. Apenas recolher de forma cadastros. Existem registros que não Simplificar e desburocratizar aadequada. A arrecadação pode ser são regulares, o que implica evasão abertura de novos negócios.otimizada com os tributos que aí es- fiscal. Vamos consertar isso, trazen-tão. Não é possível que apenas parte do benefícios para a população. Esporte Atenção ao desportoda população pague seus impostos educacional, comunitário, de rendimento, da terceira idade, ee outra parte, não. Na hora que todos qualificação dos equipamentospagarem, acabarão pagando menos. O que é possível fazer para que Joinville esportivos.Vamos ter o cuidado de fazer justiça continue sendo um local atrativo parafiscal, para que não se penalize uma novos empreendimentos empresariais? Turismo Joinville deve voltar a ser oparte importante da população. Primeiro, dar segurança jurídica. principal polo de turismo de eventos em Santa Catarina. Sem uma lei de ordenamento ter- ritorial, é pouco provável que uma Agricultura Incentivar e proporHaverá revisão de alíquotas ou alguma grande empresa venha para Joinville. formas de mostrar a riqueza produzidamudança no regime do IPTU? Vamos trabalhar fortemente para pela Joinville agrícola.REVISTA 21 9
  9. 9. resolver essa questão e, ao mesmotempo, oferecer estímulos para quenovas empresas se instalem aqui.Que tipo de estímulos?Hoje, há estímulos que não sãomuito percebidos. Se olharmos aquestão da infraestrutura, temosenergia elétrica para os próximos 30anos, uma densidade portuária boa,aeroporto em vias de ser ampliadoe ILS instalado, o que soluciona asituação para os próximos 20 anos,suprimento de água assegurado. Nomomento em que se possa dizerque o investidor não terá problemade energia elétrica, disporá de umabase educacional bem instalada ecom condições de acompanhar ocrescimento da cidade, ele vai perce-ber isso como um estímulo. O muni-cípio estará dando sua contribuiçãoe isso vai ensejar que não se gereproblemas lá adiante. Na questão damobilidade urbana, vamos resolveros problemas do trânsito. Não adian- “A primeira ação de quatro instituições universitárias, ocupe seu espaço, e para que seta dar vantagem fiscal numa ponta e será na área da consolide o parque de inovaçãonão oferecer segurança em energiaelétrica na outra. saúde. Em seguida, junto à UFSC. Poderemos instalar ali condomínios industriais amigáveis vamos conhecer o com o meio ambiente. Com a inova-Qual é o papel do prefeito, pessoalmente, chão da prefeitura. ção, lá na frente, vamos dar um salto dialético na manufatura. O que seneste processo? Saber o que cada pode antever? É um momento bomDe facilitador. Por isso, estará, dentrodo possível, estimulando a vinda um faz, quais suas para Joinville, mas também para a região metropolitana. Não podemosde investimentos para cá. Só neste ansiedades.” enxergar a cidade apenas dentro dosmomento de transição, quatro em- limites do município. Temos quepresas me procuraram querendo se consolidar nossa região metropolita-instalar em Joinville. As empresas na, mudar sua geografia. Ela vai atéestão procurando Joinville porque anos, mas 30 anos. Joinville vai tripli- Rio Negrinho, que fica ali no Planalto,sabem que temos essa infraestrutu- car sua economia em três décadas. não tem nada a ver conosco. Temosra toda. Mas temos que dar garantia Já daqui a dez anos, vamos agregar que redesenhar essa distribuição.jurídica, também. à nossa matriz metalmecânica, com Desejo conversar com os prefeitos essa ênfase em linha branca, quími- vizinhos para fazer a região funcio- ca, automotiva, um novo leque de nar. Redesenhada, é a região queÉ possível pensar longe na gestão oportunidades na área da saúde, dos mais crescerá até 2025 no Brasil,pública, para que não se mire apenas fármacos, da nova tecnologia, da conforme detectou estudo feitoem projetos voltados a quatro anos de economia verde. Vamos dar um salto pelo Instituto Mackenzie. E Joinvillerealização? qualitativo. Atuaremos como facilita- será o núcleo dessa região. VamosNão enxergamos apenas quatro dores para que o Inovapark, projeto triplicar a economia e a população10
  10. 10. O MAPA DA VITÓRIA Como Udo Döhler venceu as eleições para a prefeitura de Joinville, com 161.858 votos contra 134.295 do seu adversário no segundo turno, Kennedy Nunes A DIFERENÇA DE VOTOS POR SEÇÃO ELEITORAL Os mapas abaixo mostram os desempenhos de Udo e Kennedy em cada uma das 102 seções eleitorais da cidade. Cada círculo representa uma seção e o tamanho indica a diferença de votos entre os dois candidatos. VANTAGEM DE UDO VANTAGEM DE KENNEDY EMPATE 1º turno 2º turno A cidade se divide. Udo se Udo amplia vantagem no concentra na região central, centro, diminui a força de enquanto Kennedy domina Kennedy nos bairros da a periferia periferia e leva a eleição PENINHA MACHADOsó crescerá 60%. Vamos agregar umvalor excepcional que vai beneficiar apopulação. A cidade está crescendo,mas de forma desigual. Temos um 2.000pedaço da população bem acomo- 500 1.000dado e rico, outro mal acomodado 100e pobre. Seria um desastre chegardaqui a 30 anos com a mesma desi-gualdade. Triplicando a economia, a TRANSFERÊNCIA DOS VOTOS NO 2º TURNOpopulação crescendo 60%, se essadesigualdade persistir, será resulta- Foram 116.107 votos em Camasão, Carlito e Tebaldi no primeiro turnodo da má aplicação dos recursos. Se 38.131 nas seções com 77.976 nas seções com vitóriaaplicarmos bem o recurso, a cidade vitória de Udo no 1º turno de Kennedy no 1º turnocomeçará a ficar mais igual. 75,8% 61,3%O sr. fala em incremento industrial. Isso desses votos foram desses votos foramreverte tendência de crescimento do para Udo no 2º turno para Udo no 2º turnosetor de serviços? Há três décadas, anunciava-se que A EVOLUÇÃO DOS VOTOS DO 1º PARA O 2º TURNOhavia se esgotado o crescimento 1º TURNO 2º TURNOindustrial. Isso mudou nos últimos15 anos. O setor manufatureiro 0 50 85.817 100 150 161.858 Udocresceu junto com os serviços. Isso 100.058 134.295é saudável. Até porque não sobrevi- Kennedyvemos sem a manufatura. FONTE: TRE/SCREVISTA 21 11
  11. 11. JACKSON ZANCO E PENINHA MACHADONo seu governo, qual será o papel deentidades como a Acij? A Acij vem dando contribuiçõesimportantes para a cidade. Atuoufortemente como facilitadora emquestões como energia elétrica,ae­o­ orto, ensino superior e Cor- r ppo de Bombeiros. Sempre esteveà frente das grandes demandas deJoinville. O mesmo acontece comAjorpeme, CDL, Acomac. O gover-no terá uma sinergia forte com asentidades de classe, empresariais,assistenciais, Ajos, Apae, todas asinstituições sociais que aí estão.Isso passa pelos clubes de serviço,clubes sociais, associações de mo-radores, igreja. A igreja realiza umtrabalho que, se fosse feito pelaprefeitura, poderia ter custo de atédez vezes mais, porque incorporao voluntariado. Vamos estimular a Durante a campanha, visitando o loteamento Juquiá e oparticipação voluntária. Hospital Dona Helena. Com o vice-presidente da República Michel Temer: promessa de portas abertas no governo federalE quanto ao Conselho de Desenvolvimen-to de Joinville (Desenville)? Pelas causas sociaisVamos redesenhar o Desenville,terá uma participação mais ampla, O prefeito eleito de Joinville, Udo Döhler, é um dos mais reconheci-porque o aconselhamento é essen- dos líderes empresariais de Santa Catarina, tendo presidido a Acij porcial. Vamos estudar como formalizar cinco mandatos. Sua trajetória sempre esteve ligada a causas de im-isso. A comunidade será ouvida. pacto na comunidade, como a Associação Beneficente Evangélica de Joinville, mantenedora do Hospital Dona Helena, onde trabalha des- de a década de 1960. É ele o responsável pelas mudanças que vêmO que o sr. fará no primeiro dia como apontando novos rumos à instituição e que pretendem dar ao Donaprefeito? Helena um novo perfil: um hospital de ponta, que desafia e promoveA primeira ação será na área da saú- a qualidade e a pesquisa em medicina, em toda a região Sul do país.de. Em seguida, vamos conhecer o O empresário participou ativamente de gestões políticas que re-chão da prefeitura. Conversar com sultaram em conquistas importantes para Joinville, como o campusos funcionários, saber o que cada da UFSC, a ampliação e equipamento de ILS para o aeroporto Lauroum faz, quais suas ansiedades. É Carneiro de Loyola, além da construção da subestação de energia quecom o servidor público que vamos abastece o Distrito Industrial, entre outros benefícios. Em função des-administrar a cidade. se perfil, foi homenageado com o título de Cidadão Benemérito de Joinville, em 2006. Afável e descontraído em seu círculo mais íntimo, preserva mar-Que balanço o sr. espera que a imprensa cante presença no espaço familiar, dedicando atenção especial à lei-faça aos 100 dias de governo? tura. Defensor da natureza, foi homenageado por instituições da áreaIsso é apenas um rótulo. O que empresarial e ambiental: Líder Setorial Têxtil, Gazeta Mercantil/1993;gostaríamos é de, em 380 dias, ter Medalha do Mérito Dona Francisca, 2001; Medalha do Mérito Em-um avanço sensível na questão da presarial, CNI/2003 e Medalha do Mérito Carl Franz Albert Hoepcke,saúde. Assembleia Legislativa de Santa Catarina/2005, entre outras.12
  12. 12. REVISTA 21 13
  13. 13. CURSOS & EVENTOS 4 DE DEZEMBRO Painel industrial Fiesc Fiesc, Florianópolis www.fiesc.com.br 5 DE DEZEMBRO Apresentação dos resultados do Índice de Confiança Empresarial Sustentare Sustentare, Joinville www.sustentare.net 7 DE DEZEMBRO Assembleia geral Cejesc Facisc, Florianópolis www.facisc.com.brO CURITIBANO Pablo Mayer, QUE PARTICIPA PELA SEGUNDA VEZ DA REVISTA 21. É ILUSTRADOR E QUADRI- 8 DE DEZEMBRONISTA, COM TRABALHOS PUBLICADOS NA FOLHA DE S. PAULO, MUNDO ESTRANHO, VEJA RIO, REDE GLOBO,GRUPO RBS, ENTRE OUTROS VEÍCULOS. SEU SITE É O BRABOSCOMICS.COM Curso “Técnicas de chefia e liderança” Sociesc, JoinvilleParabéns pela qualidade da Revista profissional dos empresários. www.sociesc.org.br21. Muito bem elaborada e com uma Marcelo Hackcapa linda. Sucesso no trabalho. PERVILLE, JOINVILLE 11 DE DEZEMBRO Giane Bracelo Curso “Negociações SOCIESC, JOINVILLE Parabéns à Acij pelo Prêmio Pro- Internacionais” grama Facisc de Excelência. Perce- Sociesc, FlorianópolisA reportagem intitulada “A platafor- bemos no dia a dia o comprometi- www.fiescnet.com.brma do empresariado”, publicada mento desta centenária instituição,na edição 3 da Revista 21, reflete para que os serviços prestados aos 12 DE DEZEMBROcom precisão o pensamento da Acij associados sejam sempre realiza- Curso “Cobrança porsobre as questões prioritárias para dos da melhor maneira possível. Telefone e NegociaçãoJoinville. Parabéns. Fabrício Roberto Pereira com Inadimplentes” Ernesto Heinzelmann DOUGLAS IMÓVEIS, JOINVILLE Acij, Joinville VICE-PRESIDENTE DA ACIJ www.acij.com.br Parabéns à Acij por sua atuação transparente e harmoniosa, bus- 12 DE DEZEMBROParabéns à gestão executiva da Acij cando convergir as necessidades Curso “Logística depela conquista do Prêmio Facisc de de nossa região com as empre- Transporte Internacional”Excelência. É sempre “dez” receber sas que aqui desejam se instalar, Fiesc, Florianópolisuma premiação como essa. promovendo o crescimento sus- www.fiescnet.com.br João de Andrade tentável. Somos uma seguradora EMPRESÁRIO, PELO FACEBOOK autorizada pela Susep para atuar 14 E 15 DE DEZEMBRO em todo o território nacional e es- Curso “Formação do PreçoA revista se destaca pela qualidade tamos chegando a Joinville. de Venda na Indústria”informativa, gráfica e jornalística, Luís Carlos Fernandes Sociesc, Joinvilleabordando temas atuais do contexto DIRETOR-PRESIDENTE CRÉDITO Y CAUCIÓN SEGURA- www.sociesc.org.brcorporativo, focadas na experiência DORA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO14
  14. 14. REVISTA 21 15
  15. 15. BRIEFINGDE TUDO UM POUCO DIVULGAÇÃOALIMENTOSQualificaçãoque vai à mesaCom o incremento do setor deeventos em Joinville, ganham for-ça os serviços especializados debufê e produção de bolos e sal-gados, acompanhando tendêncianacional. De acordo com a RevistaExame, alimentos e bebidas são osprodutos com os quais os brasilei-ros devem gastar mais na próximadécada. A chefe do departamentode gastronomia da Univille, Maria-na Duprat, percebe uma “enormemudança” no mercado, na ofertade produtos e serviços diferencia-dos, e observa que os consumido- “Não dá para falhar no atendimento”res estão mais exigentes. “Ainda hámuito a evoluir, principalmente no Há cinco anos no mercado, a Bokitos, que produz doces e salgados, investeque se refere à profissionalização em publicidade e promoções para se destacar. Mantém 60 funcionários eme à capacitação de mão de obra”, atividade nas 24 horas. Neste ano, apostou no aprimoramento dos proces-analisa. Para ela, a procura crescen- sos de gestão, treinamento e padronização total das receitas, para profissio-te pelo curso superior mantido pela nalizar o negócio. Um dos pontos altos é um kit de café colonial entregue aouniversidade é um sinal da valoriza- cliente pronto para ser consumido. “Se falhar no atendimento, não adiantação do setor. Mesmo assim, enfa- ter um bom produto e preço competitivo”, analisa Janara Ziliotto, gerente detiza que, para crescer com quali- vendas. Na foto, os proprietários, Cleverson Marcílio e Noemi Ziliotto.dade, é preciso investir nos jovenstalentos, mostrando que o merca- Bokitos Doces e Salgadosdo oferece oportunidades de as- Rua Iririú, 1060 – Saguaçucensão e sucesso profissional. Tel.: (47) 3435-402316
  16. 16. NEVITON DUARTE“A exigência tem aumentado”A Bragança Gastronomia nasceu em 1998 e é uma das responsáveis peloprocesso de qualificação do setor. “A exigência no ramo de alimentação temaumentado muito, seja nos produtos oferecidos, seja na tecnologia aplica-da”, argumenta o proprietário Zeca Caputo. Ele entende que a revitalizaçãoda Expoville é um dos passos para consolidar a cidade como roteiro de lazere turismo de negócios e, consequentemente, aumentar a demanda paraserviços de alimentação. Na foto acima, a Casa Suíça, espaço para eventosque a Bragança administra no Perini Business Park. Bragança Gastronomia Tel.: (48) 3222-1931/3261-5435 (47) 3422-4201 DIVULGAÇÃO Caminhões-cozinha Responsável pelos restaurantes da Sociedade Harmonia-Lyra e do Clu- be Sargentos, a D’Marcos atua no mercado desde 1992 e, além dos eventos locais, oferece serviço de catering, com caminhões-cozinha equipados para atender em todo o Sul do país. O proprietário Marcos Fritzke (foto) só lamenta a existência de locais públicos mal conservados. D’Marcos Buffet para eventos Tel.: (47) 3433-0118/3422-2129/ 3433-1937/9968-6316REVISTA 21 17
  17. 17. FOTOS DIVULGAÇÃOInauguração da Brunswick Boat, instalada no Perini Business Park: planos ousados para o mercado brasileiroDE VENTO EM POPAGigante australiana traz segmento inédito a JoinvilleO maior condomínio multissetorial te polo da indústria náutica. local, outro importante fator na es-do Brasil, o Perini Business Park, A gigante chega com força, colha de Joinville para acolher opela via de sua construtora, a Pervil- apostando alto no mercado brasi- empreen­ imento, e aposta na cus- dle, entregou com dois meses de an- leiro e, depois, no latino-america- tomização das embarcações, quetecedência a fábrica da Brunswick no, considerando, principalmente, devem ter “a cara” do cliente. NoBoat, a líder mundial na fabricação o arrefecimento na economia eu- caso local, o jeitinho brasileiro vaide embarcações de lazer, inaugura- ropeia e a lenta recuperação dos estar principalmente na instalaçãoda em novembro. Joinville ganha, Estados Unidos. A planta brasilei- de espaços gourmets nas embar-assim, além dos naturais benefícios ra, com capacidade instalada de cações. Com importantes incen-com a abertura de novas vagas para 400 unidades, deve estar a pleno tivos fiscais proporcionados peloseus cidadãos – que hoje já repre- vapor já em 2013, e em cinco anos governo catarinense Pró-Empregosentam mais de 70% da equipe quer faturar 10% do total da divi- e Super-Prodec, além do Pró-Náu-contratada – e do consequente de- são de barcos do grupo. Andy Ga- tica (isenção de ICMS), a Brunswi-senvolvimento em seu entorno, um ves, presidente mundial da divisão, ck Boat atraca em Joinville, literal-status diferenciado como importan- elogia a qualidade da mão de obra mente, de vento em popa.18
  18. 18. DIVULGAÇÃO Nomes que se projetam O cinema se torna atraente na es- tratégia de marketing cultural das empresas porque, pela Lei Rouanet, o valor destinado ao patrocínio é descontado do imposto de renda e os produtores têm o compromisso de exibir esses filmes em festivais por todo o Brasil, dando visibilidade à marca do apoiador. Entre os join- vilenses que alcançaram reconhe- cimento nesse setor, despontam nomes como Rodrigo Brum, Ebner Gonçalves, os irmãos Fabrício e Fá- bio Porto, além de Alceu Bett, que lançará o curta-metragem “As Mor- tes de Lucana”, durante o 4º Festi- val de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa. Trata-se do primeiro filme da região com co- -produção internacional. Por uma escola de cinema na Fundamas O Simdec vem alavancando a pro- dução de cinema na região. Somen- te no edital de 2012, foram inscritos 11 projetos de roteiro e 30 de pro-Cena e bastidores do filme “As Mortes de Lucana”, de Alceu Bett (à esq.) dução audiovisual. Além dessa mo- dalidade de financiamento, AlceuCINEMA JOINVILENSE Bett e Ebner Gonçalves concordam que é necessário incrementar a for-Importante, mas esquecido mação de profissionais. “O cinema é uma fábrica, precisamos de muitaO cinema feito em Joinville tem além de divulgar a cultura local, a gente qualificada. Ainda estamosse destacado em circuitos regio- produção é importante por mo- atrasados comparando com outrasnais, nacionais e até internacio- vimentar a economia, já que um cidades catarinenses”, desabafanais. No entanto, para os realiza- curta-metragem gera cerca de 60 Gonçalves, que, depois de três do-dores, a atenção ao setor ainda empregos indiretos. “Ainda não cumentários, prepara seu primeiroé tímida. Em média, são dez pro- surgiram longas joinvilenses, em filme de ficção, intitulado “A Noivaduções cinematográficas por ano parte porque há pouco esclareci- de Tarantino”. Para resolver essena região – destas, quatro patro- mento das empresas a respeito gargalo e a falta de condições téc-cinadas pelo Sistema Municipal da Lei Rouanet de Incentivo à Cul- nicas, a Acinej pretende estimularde Desenvolvimento pela Cultura tura”, pondera Alceu Bett, presi- a criação de uma escola de cinema(Simdec), com aporte de R$ 40 dente da Associação de Cinema na Fundação Municipal Albano Sch-mil para cada uma. Para a cidade, de Joinville e Região (Acinej). midt (Fundamas).REVISTA 21 19
  19. 19. CONJUNTURATENDÊNCIAS E NEGÓCIOS SOB O OLHAR JOINVILENSE ILUSTRAÇÕES: FÁBIO ABREU20
  20. 20. RETROSPECTIVA As principais notícias da economia regional em 2012Hora de olhar para frente 23 DE FEVEREIRO Infraero retoma edital para ampliação do aeroporto 6 DE MARÇO Tupy anuncia R$ 250 mi em investimentos para 2012 11 DE JUNHO Expogestão chegaMesmo com incertezas à 10ª ediçãono plano mundial e É pela via dos investimentos 2 DE JULHO que, dizem especialistas ouvidos Assinado contrato deprevisão de queda no PIB, pela Revista 21, a economia deve terceirização da Expoville fundamentar sua ascensão noexpectativa para 2013 é de próximo ano, em particular como 12 DE JULHO consequên­ do caso BMW. O cia GM suspende investimentoum crescimento ancorado desembarque da grife alemã, si- de R$ 700 mi para Joinville nônimo de alto luxo em carros, vaiem novos investimentos “revolucionar” o cenário empresa- 15 DE AGOSTO rial do Norte do Estado, com a es- Pacote de investimentos truturação de um polo automotivo para rodovias e ferrovias ao qual se somam as indústrias já beneficia SCFoi pródigo em manchetes econô- existentes em itens como motoresmicas este 2012. Seja em âmbito e cabeçotes, prevê o colunista Cláu- 24 DE SETEMBROfederal, seja na esfera estadual ou dio Loetz, do jornal A Notícia. Nessa Lançado edital para obrasfechando o foco no Norte cata­ perspectiva, estima, a conjuntura de duplicação da BR-280rinense, o ano que está por se para 2013 é promissora: “Os ne-encerrar produziu um volume sig­ gócios no país devem deslanchar, 27 DE SETEMBROni­ cativo de fatos com impacto po- fi especialmente os alinhados à infra- Decretada falênciatencial sobre a vida dos cidadãos e estrutura, e o mercado continuará da Busscarsobre o mundo dos negócios. No comprador, com o aumento de ren-caso da região de Joinville, talvez o da da população, a permanência do 22 DE OUTUBROcarro-chefe tenham sido as notícias pleno emprego e juros que devem BMW confirma: fábricaligadas ao setor automotivo, com estacionar nos níveis atuais, com o será em Araquariênfase para o sim da BMW – que dólar por volta ou acima dos R$ 2já está até selecionando profissio- ajudando as exportadoras”. 28 DE OUTUBROnais para trabalhar em Araquari –, Colega de Loetz no Diário Cata- Udo Döhler é eleitoo início da produção local da GM, rinense, a jornalista Estela Benetti prefeito de Joinvillemesmo com o cancelamento do aposta que a expansão dos inves-projeto de uma segunda unidade, e timentos “deve ser a âncora do 30 DE OUTUBROos investimentos de peso da Tupy, crescimento” no próximo ano, lem- Whirlpool anuncia 850que abriu nova planta em junho. brando que, regionalmente, outros empregos para JoinvilleREVISTA 21 21
  21. 21. AGÊNCIA BRASIL E DIVULGAÇÃOgrandes projetos estão sendo espe-rados a partir do impulso da BMW,além do fator Copa do Mundo, emnível nacional, e da previsão de ju-ros baixos e câmbio amigável aosexportadores. Como nem tudo sãoflores, Estela observa que a conjun-tura estadual deve ser influenciadanegativamente pela chamada Reso-lução 13, que estabelece alíquotaúnica de 4% de ICMS para impor-tados. O prognóstico da jornalista:“Como as indústrias estão trazendomais insumos e o comércio, maisitens prontos, deve haver aumentode preços de importados e impactona inflação”. No balanço de 2012, outro as-pecto citado diz respeito ao avançotímido do PIB, que deve tombar deuma projeção de 4% para algo emtorno de 1,5% – inferior até às ex-pectativas mais pessimistas. Para opresidente da Tigre, Evaldo Dreher,é inevitável que variáveis externas,como a reeleição de Barack Obamanos Estados Unidos, a crise euro-peia e o redirecionamento econô-mico chi­ ês, batam forte por aqui. n“Naturalmente sensível ao queacontece no mundo, porém, nossaeconomia deve se manter sólida”,antevê Dreher. Dilma, com o presidente da BMW e movimentação já é sentido até no Já o consultor Ricardo Della o governador Raimundo Colombo, mercado imobiliário e de serviços –Santina, professor da Sustentare, no encontro que confirmou a vinda os quais, como lembra o executivopreocupa-se com os rumos das po- da fábrica para a região de Joinville; Gustavo Hiendlmayer, do Núcleolíticas monetárias norte-americana e acima, a produção da GM e a nova de Jovens Empresários, são esti-brasileira, de um lado com o dólar planta da Tupy: reafirmação mulados pela chegada de multina-em baixa e de outro com a cotação do segmento de autopeças cionais.do real forçada para cima: “O dólar Em síntese, se não dá para soltarfraco encarecerá o petróleo e as foguetes, o empresariado termina ocommodities cotadas nesta moeda da economia regional”, festeja o ano com um misto de otimismo eno exterior, enquanto o Brasil deve professor de economia Ademir De- cautela. “A chegada de tantos em-enfraquecer sua moeda e seu poder métrio, da Univille. “Com base nos preendimentos novos e a ampliaçãode compra, trazendo inflação”. investimentos já executados ou de empresas consolidadas permi- Não que Joinville fique alheia em andamento, a atividade econô- tem uma expectativa bastante po-a tais influências, pelo contrário. mica vêm se mostrando ascenden- sitiva para o próximo ano”, avalia oMas, de novo, é o incremento do te, gerando produção, emprego e presidente da Acij, Mário Cezar depolo empresarial que pode ameni- renda, dinamizando o consumo e Aguiar, certo de que a região vivezar os efeitos. “Estamos assistin- melhorando a qualidade de vida “um momento muito especial”. Quedo a uma expansão extraordinária das pessoas”. Subproduto dessa não seja só um momento.22
  22. 22. REVISTA 21 23
  23. 23. O ano na balançaEmpresários e executivos avaliam os fatos econômicos de 2012“Esperamos uma economia pujante”Carlos Grendene, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de JoinvilleA vinda da BMW e a inauguração mia pujante, que não se restrinja governo. Um exemplo é que nós,das empresas Yudo e Brunswick a setores sazonais, mas como um pequenos empresários lojistas,foram, em meu entendimento, todo. Acredito que essa engrena- pagamos hoje o imposto sobre aos fatos mais relevantes na eco- gem deve abranger a todos, e não folha de pagamento – o que é umnomia regional ao longo deste se restringir apenas a alguns seg- absurdo. Quando o governo baixaano. Esperamos que, em 2013, o mentos. Defendemos que todos a folha de pagamento da indústria,consumo interno seja retomado, os setores estejam contempla- nós apoiamos. Queremos o mes-e que possamos ter uma econo- dos, inclusive com benefícios do mo tratamento para o comércio.24
  24. 24. “Investimentos em infraestrutura e logística”Valdicir Kortmann, diretor comercial e de marketing da Krona Tubos e ConexõesA região recebeu uma grande quan- lhoria de infraestrutura e logística e volvimento econômico da região.tidade de empresas e anúncios da na formação de profissionais. Com Visualizamos um cenário favorávelinstalação de multinacionais que a vinda de novas indústrias, o Norte para 2013. Dessa forma, nossa ex-são líderes de mercado. Dessa for- de SC deverá receber ainda mais in- pectativa é a melhor para o cresci-ma, visualizamos um grande bene- vestimentos nessas questões, agre- mento socioeconômico da região efício para o município quanto à me- gando significativamente ao desen- das empresas instaladas. “Novas empresas serão atraídas”Eduardo José Domingues, presidente do Núcleo de Comércio Exterior da AcijO fato econômico que mais mar- Esse tipo de investimento exerce as classes B, C e D continuarãocou 2012 foi o anúncio da vinda enorme atração para outras em- movimentando a economia inter-da BMW para Araquari. Depois de presas em expansão (e não só do na, mantendo o padrão de consu-tanto suspense, a confirmação da setor metalmecânico), que tendem mo, e veremos os investimentosinstalação da montadora reforça a a considerar a região Norte do Es- para a Copa do Mundo e Olimpía-capacidade industrial, logística e tado de Santa Catarina em seus das se intensificarem, ajudando ade mão de obra da nossa região. portifólios. Acredito que, em 2013, alargar o crescimento do PIB.“Meu olhar é dos mais otimistas”César Döhler, gerente financeiro da DöhlerOs grandes fatos econômicos para Em ambos os casos, tratam-se de mia joinvilense, além da evoluçãoa região de Joinville passam pela novas oportunidades para Join­ de instituições de ensino superior,modernização do aeroporto, com ville crescer e inovar em seu perfil que dão o aporte necessário paraa instalação do ILS, o que vai au- empresarial. Destaco, ainda, a ex- a formação de talentos. Por tudomentar a segurança e a frequência pansão notável do Perini Business isso é que o meu olhar para 2013dos voos, e, sem dúvida, pela evo- Park, hoje com mais de 100 empre- não poderia deixar de ser otimista.lução no projeto da GM, ao lado sas instaladas e que traz uma con- As pílulas do crescimento estão àda confirmação da vinda da BMW. tribuição relevante para a econo- nossa disposição.REVISTA 21 25
  25. 25. “Enfrentamos ano, que esperamos não estejam “Problemas que podemfatores adversos” presentes no próximo. Caso da gerar oportunidades” queda nas vendas de veículos co-Luiz Tarquinio Sardinha Ferro, merciais no Brasil, devido à mu- Patrício Junior,presidente da Tupy dança no padrão internacional de superintendente do Porto Itapoá emissões, o que fez com que os motores novos viessem com pre-Ao lado da internacionalização da ços mais altos. Em virtude disso, A aprovação da Resolução doTupy, destaco três fatos socioe- os frotistas compraram um volu- Senado Nº 13/2012 foi um dosconômicos relevantes: os anún- me maior de novos caminhões fatos marcantes de 2012. A re-cios de investimentos na região, do padrão antigo em 2011. Outro solução, que prevê o fim dacomo o da BMW, as dificuldades fator foram as secas no Sul e em “Guerra dos Portos”, deve afe-enfrentadas por determinados São Paulo, que empurraram para tar toda uma cadeia industrial,segmentos industriais, por conta baixo a demanda por fretes e, em favorecendo os Estados queda desaceleração da economia, conse­ quência, por caminhões. não ofereciam incentivos fiscaise as primeiras iniciativas do go- Menciono ainda o crescimento à movimentação de cargas emverno federal para propiciar me- modesto no Brasil e aspectos terminais portuários. Emboralhores condições para a indústria externos, com um primeiro se- só entre em vigor em 2013, al-brasileira recuperar a competi- mestre favorável na América do guns reflexos já surgiram, comotividade. Enxergo uma melhora Norte seguido por indicações de a mudança de empresas paradiscreta para 2013, até porque desaceleração e a atual retração outros Estados. O trabalho quetivemos fatores adversos neste econômica na Europa. deve ser feito está em novas26
  26. 26. formas de compensação para “O viés da Enfrentamos os desafios deatrair empresas, criando diferen- esperança é positivo” frente, como não poderia deixarciais em tecnologia, eficiência e de ser. E fizemos boa parte daagilidade. Outro fator relevante Christian Dihlmann, lição de casa. O governo federalfoi o anúncio da BMW. O pa- diretor da BRTooling tem adotado mais posturas téc-drão BMW é minucioso, com nicas do que as tradicionalmen-alto impacto socioeconômico. te políticas e danosas. TrunfoServirá de modelo para todos O ano de 2012 se iniciou cheio que tem resultado em um me-os investimentos que devem vir de dúvidas para o cidadão e em- lhor nível de produção e com-com a empresa alemã. Um item presário brasileiro. Tínhamos a petitividade. Há muito por fazer.importante a considerar para os tiracolo uma crise mundial com E, para que isso ocorra, há ne-próximos anos é a questão eco- desenrolar incerto, ocorreria cessidade de articulação e com-nômica mundial. Nossas indús- novamente uma eleição com prometimento de toda a classetrias ainda são muito dependen- as já costumeiras “gastanças” empresarial, laboral e entidadestes do mercado internacional. desenfreadas e tendenciosas, governamentais. Novos gesto-Isso pode gerar um problema se o mensalão indicava acabar em res estão postos nos governosjá não estivermos preparados. “pizza”, a China iria enterrar de municipais, com uma renovaçãoContudo, o problema pode se vez as indústrias nacionais am- histórica. O trabalho honesto etransformar em oportunidade, pliando a desindustrialização... arrojado trará bons frutos paralevando em consideração as vá- Enfim, um cenário desolador. a economia brasileira nos próxi-rias experiências semelhantes Agora caminhamos para o final mos anos. O viés da esperançapelas quais já passamos. de um ano que foi “sui generis”. mudou para positivo.REVISTA 21 27
  27. 27. “Desconforto de quem solavancos sofridos pela econo- “Ações concretas pelanão recebeu benefícios” mia mundial, com uma desace- desburocratização” leração significativa na Europa,Dinorá Allage, baixo crescimento dos Estados Alcides Bertoli, diretorvice-presidente da Cajadan Têxtil Unidos e da China, também pro- geral da Gidion porcionam uma insegurança ge- ral, brecando o desenvolvimentoO fato de termos vivido um ano de vários setores. O que nos mo- O início de operação da fábricaeleitoral sempre deixa a econo- tiva, em todo esse cenário, é o de motores da GM e a vinda damia em compasso de espera. fato de estarmos instalados em BMW consolidam a região Nor-De outra parte, o incentivo ao uma das regiões mais prósperas deste como de alta tecnologiaconsumo de alguns tipos de pro- do país, onde várias empresas e de mão de obra qualificada.dutos pelo governo fomentou estrangeiras investem, acredi- Mesmo após toda a polêmicaainda mais o endividamento da tando num futuro promissor. das políticas de custos com ospopulação. Com isso, aqueles Com certeza, o contexto mun- portos, no início de 2012, a re-que não tiveram benefícios aca- dial não sofrerá grandes mudan- gião se mostrou, no aspectobaram em segundo plano, e isso ças de um ano para o outro, o logístico, favorável a novos in-gerou uma sensação de descon- caminho é muito mais longo do vestimentos e tem comprovadoforto nos empresários que não que isso. Mas, com trabalho, es- que a infraestrutura, ainda queforam priorizados de alguma for- forço e dedicação, teremos um precária, é um fator relevantema. Daí, os investimentos caem novo ano de sucesso e grandes para atrair investimentos, aléme a economia fica estagnada. Os conquistas. das políticas dos governos es-28
  28. 28. taduais. Para nós, que acredi- “Empresas continuarão inestimável. Outro fator de gran-tamos desde muito tempo no a investir e a crescer” de relevância social foi a reviravol-potencial da cidade e perma- ta política. Num feito que, paranentemente estamos cuidando João Martinelli, presidente da alguns, parecia impossível, umda evolução da mão de obra, Martinelli Advocacia Empresarial empresário assume o comandocom fatos como a chegada da da cidade, mostrando o caráterUFSC, e da infraestrutura, com trabalhador de seu povo, suaa subestação de energia, a che- O continuado crescimento eco- confiança no setor privado e lu-gada das duas fábricas traz tam- nômico da região, a vinda de no- cidez na escolha. Como sempre,bém a bandeira do desenvolvi- vas empresas, investimentos e os inícios de cada ano são mar-mento regional, e não mais de ampliação dos empregos, domi- cados por incertezas conhecidas.uma única cidade. Sinaliza para naram o cenário da grande Join- Impossível dizer, por exemplo,melhoria e para a homogenei- ville. Serviços de primeira linha qual será o efeito do agravamen-zação do Índice de Desenvol- aliados a um dos parques indus- to da crise europeia nos negóciosvimento Humano (IDH) desta triais mais desenvolvidos do país em 2013. Seu recrudescimentoque se caracteriza como região foram facilitadores na decisão da poderá interferir nas questõesmetropolitana. Para 2013, o que vinda da BMW, que agitou a ci- cambiais, afetando importadoresesperamos são ações concretas dade. Mais uma vez, Joinville foi ou exportadores e a própria infla-do poder público, nas diversas alçada ao cenário mundial como ção. Apesar das dificuldades, éesferas, objetivando a desburo- uma região rica e promissora. de se prever que, a exemplo des-cratização e da tão esperada e Os investimentos previstos são te ano, as empresas continuarãonecessária reforma fiscal. vultosos e o ganho tecnológico, a investir e a crescer.REVISTA 21 29
  29. 29. PERFOMANCEO DESEMPENHO DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIAEm cada esquina,uma farmáciaExpansão ocorre em todoo país, mas se evidencia saúde. Para os que gostam de fa- vizinhanças de onde moram os zer suas compras perto de casa ou clientes. Aos 93 anos de atuação,em Joinville, que recebeu do trabalho, a demanda tem feito uma das conquistas do grupo foi com que surjam cada vez mais far- ter disponibilizado o primeiro aten-grandes redes nos mácias por todo lado. Em Joinvil- dimento 24 horas em Santa Cata- le, o fenômeno se reflete em cada rina. “Está ocorrendo um grandeúltimos anos esquina onde aparece uma loja movimento de incorporações no nova, seja da conhecida Drogaria ramo farmacêutico em todo o Bra- Catarinense, seja das recém-che- sil. O mercado catarinense, em gadas Nissei, Panvel e Droga Raia, comparação com outras partes doEntre 2008 e 2012, a despesa das entre outras bandeiras menores e país, ainda é pequeno, e cada re-famílias brasileiras com remédios algumas com foco popular. gião tem peculiaridades a ser ex-pulou de 44,99% para 48,6%. A Nascida na cidade, pertencen- ploradas”, avalia o superintenden-Pesquisa de Orçamentos Familia- te à Companhia Latino-Americana te comercial da Clamed, Marcelores (POF), realizada pelo Instituto de Medicamentos (Clamed), a Augusto Voss.Brasileiro de Geografia e Estatísti- Drogaria Catarinense mantém Para o grupo, a concorrênciaca (IBGE), indica que o gasto men- 42 lojas em Joinville, focada na é saudável e inspira a inovaçãosal com medicamentos fica em proposta de oferecer acesso fa- constante. Além de Santa Catari-torno de R$ 74,74, sendo o mais cilitado, com pontos de venda na, por meio da marca Preço Po-alto na relação de dispêndios com estrategicamente situados nas pular, a companhia está presente30
  30. 30. DIVULGAÇÃOno Paraná, no Rio Grande do Sul Drogaria Catarinense distribuição, em Curitiba, e peloe, em breve, abrirá lojas no Mato e Nissei multiplicaram crescimento notável da cidade.Grosso do Sul. Marcelo explica unidades; Patrícia Maeoka “O PIB per capita e o potencial deque a tradição contribui para a explica que a expansão consumo de Joinville mais quefidelização dos clientes, que se das redes acompanha o dobraram nos últimos dez anos e,reflete nas distinções alcançadas crescimento da cidade com a aceitação da comunidadepela marca, ganhadora de todas joinvilense, a Nissei está acompa-as premiações estaduais do Top nhando esse crescimento”, argu-of Mind, como a mais lembrada menta Patrícia Maeoka, diretorana categoria farmácia. Nos últi- da rede, que emprega 75 pessoasmos quatro anos consecutivos, em Joinville e estima ter feito uma Drogaria Catarinense também investimento de R$ 5 milhões porrecebeu o primeiro lugar no prê- aqui, entre 2011 e 2012. De ago-mio “Aconselhamento na farmá- diferenciais esperados por todos ra em diante, diz Patrícia, a em-cia”, que avalia o atendimento e os nossos clientes”, enfatiza o su- presa pretende conhecer melhoraconselhamento das principais perintendente. os clientes para cativá-los. Pararedes de farmácias brasileiras. “O A rede Nissei aportou por aqui isso, as estratégias são focadasresultado demonstra que nosso em 2011, com a inauguração de em preço justo, mix completo detrabalho, baseado na ética e no cinco lojas. A escolha se deu pela produtos, lojas amplas e com boarespeito à prescrição médica, são proximidade com a central de localização e programas de fideli-REVISTA 21 31
  31. 31. dade, que oferecem descontos, ses, lá em 1985, quando montou passeios e ações sociais. a primeira loja em Florianópolis A executiva da Nissei aponta – mas a vinda para Joinville só que 2012 foi um ano movimenta- ocorreu em 2008. Hoje, é conside- do para o mercado de farmácias, rada a maior rede do Sul do país, com fusões, aquisições e expan- com 290 lojas espalhadas pelo são de marcas. “As redes cresce- Rio Grande do Sul, Santa Catarina ram em média 17%, conquistando e Paraná. Entre os diferenciais, os novos mercados, e as farmácias produtos com marca própria, que independentes, que focaram no chegam a 500 itens, agrupados relacionamento, também estão em 15 submarcas, com mais de DIVULGAÇÃO apresentando bons resultados”, oito milhões de unidades vendi- analisa. Para ela, em Santa Cata- das ao ano. A rede mantém cinco rina, a principal oportunidade está lojas em Joinville e o mapa da ex- em mudar o hábito de consumo, pansão envolve Curitiba, onde até estimulando a venda de itens de o final deste ano terão sido insta- higiene e beleza. ladas 30 filiais. Além de informa-Produtos de marca própria Nesse embalo, a Panvel resol- ções sobre PIB local e quantidadeda Panvel: cresce a veu ultrapassar as fronteiras do de habitantes, a Panvel se valepresença de itens Rio Grande do Sul, onde nasceu, de pesquisa em relação ao con-de higiene e beleza para disputar espaço com as re- sumo de medicamentos, já queem farmácias des regionais em terras catarinen- essa vertente representa 70% das32
  32. 32. DIVULGAÇÃOGasto com medicamentos é oprincipal item na lista de despesasfamiliares com saúde, e redesvão aonde o consumidor estávendas do grupo. Está aí um dosmotivos para Florianópolis contarcom mais endereços do que Join­ville, mesmo tendo PIB inferior. Já a Droga Raia estreou nacidade em 2011, ano em que seuniu à Drogasil, formando a RaiaDrogasil, maior rede de farmáciasdo país, dona de 10,9% do merca-do. Duas unidades foram instala-das na região central, uma na ruaOtto Boehm e outra na Max Colin.Criada em Araraquara, São Paulo,a rede entrou em Santa Catarinapor Joinville e Balneário Cambo-riú. Hoje, também está em Blume-nau e Brusque. Para enfrentar aconcorrência, aposta em uma es-tratégia agressiva e conta com aestruturação das lojas em pontoscentrais, onde há grande fluxo deconsumidores, e sucessivas pro-moções, com descontos em me-dicamentos tarjados e genéricos.REVISTA 21 33
  33. 33. SOCIALPROJETOS E INICIATIVAS PARA ESTÍMULO À CIDADANIA DIVULGAÇÃOPunir, vigiar,resgatarEm Joinville, 17 empresasmantêm atividades algo pouco refletido pela sociedade. Ainda que a privação da liberdadelaborais nas unidades de seja percebida pela maioria como a punição exemplar – que deveria virsegurança. Veja quais embebida por um sistema repressi- vo violador de direitos –, o dado po-são e confira visões sitivo é que a visão parece evoluir. “Joinville está vivendo um momentosobre o modelo atípico, dando um salto ético”, reve- lou João Marcos Buch, juiz de direi- to da Vara de Execuções Penais de“Hoje, o preso está contido. Ama- Joinville, no 5º Seminário de Gestãonhã, ele estará contigo.” O profes- Prisional, Segurança Pública e Cida-sor Alvino de Sá, autoridade em dania, realizado em agosto de 2012.criminologia, faz questão de disse- Segundo ele, o próprio contato comminar a frase por onde passa. No a população tem demonstrado essaentanto, a possibilidade de retorno transformação na opinião pública. Trabalho é fundamental para adesse indivíduo, que rompeu com o “O preso jamais perderá sua condi- recuperação social dos apenadoscontrato social e em breve voltará a ção humana, é filho de nossa socie- e auxilia os participantes a tomarusufruir do convívio além muros, é dade”, frisou o juiz. consciência de seu próprio valor34
  34. 34. E é pensando nessa projeção de HÁ VAGAS melhorar com a abertura de novasretorno, a partir do cumprimento da Relação entre vagas disponíveis, frentes e a oferta de cursos profis-Lei de Execuções Penais (LEP), que população carcerária e apenados que sionalizantes, sobre os quais já esta- trabalham para as empresas (nov/12)unidades de segurança e empresas mos em contato com órgãos públi-têm se unido para implantar siste- VAGAS cos”, afirma Jonathan Rocha Vieira,mas de trabalho conduzidos pelos APENADOS responsável pelo setor. Ele explicaapenados. Em Joinville, 17 empre- APENADOS OCUPADOS que o convênio é firmado entre assas mantêm linhas de produção empresas e o Estado, por intermé-dentro das duas unidades localiza- 1.090 dio da penitenciária. “Pelo trabalho,das na zona sul da cidade: o Presí- o ser humano toma consciência dedio Regional e a Penitenciá­ ia Indus- r si e de seu valor”, reflete.trial. No presídio, fundado em 1988, Para uma política de ressocia-são quatro empresas atuantes e a 667 lização eficiente, defende-se aexperiência é mais recente. A Inte- 492 534 aliança do Judiciário, empresasrativa Comércio de Reciclados ins- e comunidade. “Vemos o traba-talou em maio de 2011 um galpão lho do preso como possibilidadepara separação, seleção e limpeza de reintegração ao convívio so-de peças plásticas. Em setembro cial sem que haja discriminação,do mesmo ano, a então Companhia buscando a redução da violência,de Desenvolvimento e Urbanização PRESÍDIO PENITENCIÁRIA principalmente nos casos de rein-de Joinville (Conurb), hoje Ittran, FONTE: IPEN cidência”, declara Cristiano Teixei-e a Hard Comércio de Fixadores e ra da Silva, diretor do presídio. EleResinas iniciaram as atividades. A acredita que, além de gerar mãoprimeira, oportunizando trabalho de obra produtiva, em contrapo-externo em áreas públicas na esfera De acordo com o setor laboral sição ao “peso” que simbolizamda construção civil (calçadas, meios do presídio, 69 reeducandos estão para a sociedade, o trabalho vai defios, jardinagem e outros serviços), e envolvidos nas atividades remune- encontro à ociosidade, que podea segunda, na montagem de peque- radas, com avaliação prévia de pro- gerar ideias de fugas, suicídios enas peças de parafusos. Neste ano, fissionais das áreas jurídica, de se- a prática de novos crimes. “Pode-a Nutribem Soluções em Alimenta- gurança e psicologia, tendo como mos melhorar com mais empresasção, já presente na penitenciá­ia in- r prioridade os que já passaram para parceiras, pois temos um númerodustrial, firmou parceria com o pre- o regime semiaberto. “O sistema pequeno de presos remuneradossídio, na organização e distribuição não atende a todos, mas a expe- em uma população carcerária dedas refeições na unidade. riência tem dado certo, podendo quase mil pessoas”, sublinha.REVISTA 21 35
  35. 35. JOÃO DE OLIVEIRARichard, diretor da Penitenciária Industrial, fala em queda da reincidência de quem trabalhaEMPRESAS QUE ATUAM NAPENITENCIÁRIA INDUSTRIAL “Estamos dando uma oportunidadeJUCEMAR CESCONETTOEram 520 apenados em outubro/2012 de reintegração aos apenados” Vizinha do presídio, a Penitenciá- na infraestrutura da penitenciária. ria Industrial Jucemar Cesconetto, Hoje, as linhas ali existentes fabri- inaugurada em 2005, mantém con- cam 60 itens que representam uma vênio com 17 empresas (Ittran e produção de cerca de 30 mil peças/312 trabalhavam para as 17 empresas queatuavam na penitenciária naquele mês Nutribem estão presentes nas duas mês. “O serviço prestado atende os unidades). Em outubro, o registro padrões de fornecimento exigidosCiser 76 era de 312 reeducandos atuando pela Schulz aos seus fornecedores,Tigre 40 nos “canteiros de trabalho” em li- e temos a expectativa de ampliar aNutribem 30 nhas de produção para grandes em- utilização deste serviço, por enten-Microjuntas 21 presas (veja a lista ao lado). Schulz dermos que o objetivo está sendoTenerac 21 e Nutribem foram as primeiras a atendido plenamente”, garante Viei-Ittran 20 firmar convênio, desde o segundo ra. “Estamos reeducando, ou seja,Nycolplast 17 ano de funcionamento da unidade, dando uma oportunidade para osMontesinos 16 que se mantém via parceria público- apenados terem a condição de re-Artefatos Gabriel 14 -privada com a terceirizada Monte- tornar ao convívio social com umaSintex 12 sinos. profissão.”First line 9 O gerente de logística da Schulz, Richard Harrison Chagas dosRibeiro 9 Sandro Barcelos Vieira, respon- Santos, diretor do complexo desdeArtbor 8 sável pelo projeto, informa que a 2007 e antes responsável pelo setorPlasnor 5 experiên­ia começou em 2006 e c laboral, destaca a importância da in-Schulz 5 destaca que o principal objetivo é teração da comunidade empresarialSDN 5 socioeconômico: ressocializar os com os apenados. “Temos barreirasMaycon 4 detentos e auxiliar nas melhorias e e paradigmas a ser quebrados pe-36
  36. 36. rante a população carcerária e altos “Nenhum programa discurso sobre a manutenção deíndices de reincidência em nosso um modelo de privação de liberda-país. O apenado precisa ter o enten- destinado a enfrentar os de que atravessa os séculos semdimento de que a comunidade fun- problemas referentes ao grandes transformações e sobreciona através do trabalho”, lembra, os direitos e deveres daqueles quedestacando o papel da Acij neste delito, ao delinquente habitam o sistema carcerário. Na vi-processo, ao “abrir portas” das em- e à pena se completaria são da convergência em força brutapresas para a proposta. Reflexo do para o trabalho, despontam ques-resultado positivo das parcerias é o sem o indispensável tões sobre a economia das empre-registro de reincidência: 12% con- e contínuo apoio sas com os custos de mão de obra,tra uma média nacional de 70%. “As os benefícios com a minimização dapessoas que aqui estão não vieram comunitário” ocorrência de faltas e a carência dede outro planeta, são indiví­ uos da d Exposição de Motivos, maiores qualificações na naturezacomunidade e vão sair muito antes item 24 de LEP dos trabalhos. De outro lado, enfa-do prazo determinado pela justiça, tiza-se o indubitável fator positivoentão buscamos fazer o melhor”, da possibilidade de os reeducan-complementa. Tanto no presídio Também estamos inician­o traba- d dos auxiliarem a família, custearemquanto na penitenciária, os serviços lhos com estagiários, em parceria fração de suas próprias despesasremunerados garantem ao apenado com o Bom Jesus/Ielusc, para ava- no sistema prisional e assumiremum salário mínimo, com 25% do liação nutricional e educação nutri- responsabilidades, contornando atotal destinado ao Fundo Rotativo cional dos colaboradores e custo- direção do ócio com uma dinâmicaPenitenciário, aplicado em melho- diados”, revela. disciplinar. Será esta uma iniciativarias na estrutura de cada unidade, e Análises distintas permeiam o que pode trazer para a sociedadeo restante depositado na conta doreeducando, podendo beneficiar osfamiliares. O trabalho permite a re-missão de um dia da pena a cadatrês dias de atividade. A equipe técnica da Nutribem,formada por nutricionistas e cozi-nheiros, lidera um grupo operacio-nal de cerca de 40 custodiados, queparticipam do processo de elabora-ção e distribuição de alimentaçãodestinada às duas unidades. “Elessão treinados e orientados constan-temente sobre higienização e ma-nipulação de alimentos conformeas normas da Vigilância Sanitária”,explica Séfora Kniphoff, supervi-sora de atendimento da empresa.Segundo ela, a Nutribem tem umprojeto de parceria com a VigilânciaSanitária do município, para promo-ção de treinamentos e obtenção deDiploma de Manipulador de Alimen-tos, com o objetivo de qualificar ocustodiado a trabalhar na área dealimentação, após a conclusão dapena. “Temos nos empenhado paramanter uma equipe comprometidae um ambiente mais humanizado.REVISTA 21 37
  37. 37. JOÃO DE OLIVEIRAperspectivas de verdadeira resso-cialização do preso? “Aquele que perdeu a liberdadenão pode perder a saúde, o traba-lho, a educação, a higiene, a cul-tura, o afeto, a condição humana,enfim, sob o risco de reagir commaior violência do que aquela queo colocou na prisão”, lembra JoãoMarcos Buch no artigo “Um muro– dois mundos – uma só humanida-de”. Na visão do magistrado, frenteà precariedade do sistema prisionalcatarinense, o trabalho na peniten-ciária industrial é salutar. “Os deten- Para especialistas, a iniciativa deve ir além do “trabalho pelotos exercem atividade diária, obtém trabalho”, priorizando seu aspecto educativo e ressocializadorqualificação, recebem salário men-sal, enfim, obtÀ

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