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Fuga bucólica: da cidade para o campo(Wilame prado)Ao recordar de João Azarias e Luzia Garcia, meus avôs maternos, as hist...
E se as cidades são mais sensíveis aos efeitos migratórios dos homens do que ossítios, podemos afirmar sem errar que, há a...
Questionamento:Emsuaopinião,quaisosmotivosquelevaramohomemdocampoamigrarparacidadeeohomemdacidadea„fugir‟paraocampo?______...
♪♪Música:CasaNoCampo♪♪(Elis Regina)Eu quero uma casa no campoOnde eu possa compor muitos rocks ruraisE tenha somente a cer...
sociais, políticos e religiosos. O nomeoriginou-se de uma região grega chamadaArcádia (morada do deus Pan).Os poetas desta...
Quem foi Cláudio Manuel?Cláudio Manuel da Costa ou GlaucesteSaturnino, pseudônimo do autor, foium jurista e poeta do Brasi...
DESVENDANDO O POETA E SUAS POESIASTemática da Atividade: Vida Urbana X Vida do CampoProposta 1: DiálogoDefinição: Conversa...
o remetente é a própria pessoa que assina a correspondência. Sua estrutura é compostade local e data, vocativo, corpo e as...
Atividade: Produza uma propaganda de acordo com seus conhecimentos, sobre a atualsituação em que se encontram os bens natu...
Atividade: Descubra a relação da tirinha com o poema abaixo.Soneto VIIOnde estou? Este sítio desconheço:Quem fez tão difer...
Principais Poetas do Arcadismo Brasileiro: Tomás Antônio Gonzaga: autor de Liras,Cartas Chilenas e Marília de Dirceu. Ba...
Muitas florestas naturais já foramderrubadas para dar lugar a estradas,cidades, plantações, pastagens ou parafornecer made...
Desabafo(autor desconhecido)Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:- A senhora deveria trazer suas própr...
É verdade, não havia preocupação com o ambiente naqueles dias. Naquela épocasó tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e...
PARA LER E REFLETIR:O SER HUMANO E A NATUREZA(Luiz Carlos Amorim)Neste feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e f...
E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas açõesneste nosso mundo, para que ele não sucumba d...
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Módulo 09 arcadismo

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Módulo 09 arcadismo

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIAPIBID LETRASPROJETO:CLICCULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AOPOPULARPROFESSORES:FLÁVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVALÍGIA ALBUQUERQUE QUEIROZPRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUESVANESSA KISHIMA DO BÚMÓDULO 09: “ÊXODO URBANO”ALUNO(A):__________________________________________________www.projetoclicraul.blogspot.com
  2. 2. Fuga bucólica: da cidade para o campo(Wilame prado)Ao recordar de João Azarias e Luzia Garcia, meus avôs maternos, as históriasenvolvendo o campo surgem também em minha mente quase que automaticamente.Aliás, no Brasil, um país com fortes heranças agrárias, é difícil encontrar alguém cujosavôs ou até mesmo os pais não viveram por algum momento da vida na zona rural. Sóque essa realidade, a de morar no sítio, é algo revertido há aproximadamente quatrodécadas: dados estatísticos comprovam o fenômeno do êxodo rural no Brasil a partir dadécada de 1970.O êxodo rural já não se apresenta tão forte nos dias de hoje, é verdade. Aexplicação é simples: a zona rural está abandonada, quase não tem gente mais para vir àcidade. Com as tecnologias e com os rincões latifundiários, poucos homens, que moramem boas casas na cidade, dão conta de muita terra. A presença humana, em especial a dodono, já não é mais necessária. Avistamos mundos verdes, ora de soja, ora de cana-de-açúcar, ora de milho, ora de trigo, que permanecem por ali, vivendo uma solidão natural.A natureza não precisa de companhia para continuar se desenvolvendo. Os homens sóretornam ao campo, munidos de tratores e colheitadeiras, apenas na hora de semear,plantar, aplicar defensivos e finalmente colher o ouro verde. Dormem, alimentam-se e sedivertem na cidade.A falta de gente na roça é uma realidade, pelo menos na área rural de Maringá-PR.E isso não vem de hoje. O historiador Reginaldo Dias, professor doutor doDepartamento de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresenta-meum dado comprovando a ausência humana pelos sítios maringaenses já na década de1980, quando, para uma população de 168.239 pessoas, a taxa de urbanização deMaringá era de 95%.Se enchermos com mais água do que o cabível no copo, o líquido vai derramar.Isso aconteceu nas áreas urbanas das grandes cidades e vem sendo visto, paulatinamente,também nas cidades médias brasileiras: enche de gente, transborda e provoca o caos. Aocontrário da natureza que reina na zona rural e que se desenvolve com ou sem ajuda dohomem, a zona urbana foi totalmente construída pelas mãos humanas e é dependente.Diria até que as cidades sentem os efeitos da solidão, a exemplo dos feriados prolongadosonde todos tentam fugir das metrópoles e acaba deixando sem sentindo aquele abrir efechar dos semáforos pela imensidão vazia das largas e profundas avenidas urbanas.
  3. 3. E se as cidades são mais sensíveis aos efeitos migratórios dos homens do que ossítios, podemos afirmar sem errar que, há alguns anos e isso de maneira crescente, édoloroso o que tem acontecido nas cidades em virtude da superlotação demográfica e emfunção dos ditames capitalistas que pregam uma sociedade consumista e individualista.Traduzindo tudo isso, é certo elencar os malefícios ocorridos na área urbana: trânsito,poluição de tudo quanto é gênero e grau, desrespeito, favelas, mendicância, violência eestresse.Já nem todos estão suportando a realidade cruel das cidades. E de repente, em umpensamento ou outro, surge aquela vontadezinha de fazer como nossos pais e avós, surgeuma necessidade de plantar uma flor, um desejo de tomar banho de rio e andar a cavalo,um sonho de ver brotar na terra o alimento e o sustento, por meio da troca, seu e detodas as pessoas amadas que te rodeiam.Claro que parte desta necessidade é suprida nos feriados prolongados, ondeefetivamente ocorre um êxodo urbano palpável por meio do turismo rural e com data devalidade, pois na segunda-feira é preciso voltar ao escritório. Mas, ainda que de maneirapouco evidente, começam a surgir também casos isolados de êxodo urbano, de pessoasque enfim tomam coragem e conseguem se desprenderem do possível conforto geradopelas facilidades encontradas na cidade, caso se tenha dinheiro para pagar por esteconforto, é claro.
  4. 4. Questionamento:Emsuaopinião,quaisosmotivosquelevaramohomemdocampoamigrarparacidadeeohomemdacidadea„fugir‟paraocampo?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  5. 5. ♪♪Música:CasaNoCampo♪♪(Elis Regina)Eu quero uma casa no campoOnde eu possa compor muitos rocks ruraisE tenha somente a certezaDos amigos do peito e nada maisEu quero uma casa no campoOnde eu possa ficar no tamanho da pazE tenha somente a certezaDos limites do corpo e nada maisEu quero carneiros e cabrasPastando solenes no meu jardimEu quero o silêncio das línguas cansadasEu quero a esperança de óculosE meu filho de cuca legalEu quero plantar e colher com a mãoA pimenta e o salEu quero uma casa no campoDo tamanho ideal, pau-a-pique e sapéOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos e livros e nada maisOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos, meus livros e nada maisOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos e livros e nada mais.ARCADISMOEsta escola literária caracterizava-se pela valorização da vida no campo, crítica a vidanos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade,idealização da mulher amada, abordagem de temas épicos, linguagem simples,pastoralismo e fingimento poético da vida bucólica e dos elementos da natureza.O Arcadismo, também conhecido como Neoclassicismo, surgiu no continenteeuropeu no século XVIII, durante uma época de ascensão da burguesia e de seus valores
  6. 6. sociais, políticos e religiosos. O nomeoriginou-se de uma região grega chamadaArcádia (morada do deus Pan).Os poetas desta escola literáriaescreviam sobre as belezas do campo, atranquilidade proporcionada pela natureza ea contemplação da vida simples. Portanto,desprezam a vida nos grandes centrosurbanos e toda a vida agitada e problemasque as pessoas levavam nestes locais. Os poetas árcades chegavam a usar pseudônimos(apelidos) de pastores latinos ou gregos.Soneto XIIINise ? Nise ? onde estás ? Aonde esperaAchar te uma alma, que por ti suspira,Se quanto a vista se dilata, e gira,Tanto mais de encontrar te desespera!Ah se ao menos teu nome ouvir puderaEntre esta aura suave, que respira!Nise, cuido, que diz; mas é mentira.Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.Grutas, troncos, penhascos da espessura,Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde,Mostrai, mostrai me a sua formosura.Nem ao menos o eco me responde!Ah como é certa a minha desventura!Nise ? Nise ? onde estás ? aonde ? aonde ?Cláudio Manuel
  7. 7. Quem foi Cláudio Manuel?Cláudio Manuel da Costa ou GlaucesteSaturnino, pseudônimo do autor, foium jurista e poeta do Brasil Colônia. Filho de JoãoGonçalves da Costa (português) e Teresa Ribeira deAlvarenga (mineira), nasceu no dia 5 de junho de 1729em Minas Gerais.Aos vinte anos de idade, embarcou paraPortugal, matriculando-se na Universidade deCoimbra, onde obteve o Bacharelato em Cânones.Com 5 anos depois, retornou ao Brasil,dedicando-se à advocacia em Vila Rica (atual Ouro Preto). Jurista culto e renomado àépoca, ali exerceu o cargo de procurador da Coroa, desembargador, e, por duas vezes, ode secretário do Governo.Destacou-se pela sua obra poética e pelo seu envolvimento na InconfidênciaMineira. Foi também advogado de prestígio, fazendeiro abastado, cidadão ilustre,pensador de mente aberta e mecenas (patrocinador) do Aleijadinho.Aos sessenta anos de idade foi envolvido na chamada Conjuração Mineira. Detidoe, para alguns, apavorado com as conseqüências da acusação de réu de inconfidência,morreu em circunstâncias obscuras, em Vila Rica, no dia 4 de julho de 1789, quandoteria cometido suicídio por enforcamento na prisão.GLAUCESTE SATURNINO???O autor tinha um pseudônimo árcade: Glauceste Satúrnio, o qual era um pastorque se inspirava em sua musa Nise.
  8. 8. DESVENDANDO O POETA E SUAS POESIASTemática da Atividade: Vida Urbana X Vida do CampoProposta 1: DiálogoDefinição: Conversação estabelecida entre duas ou maispessoas.Atividade: Crie um diálogo entre um homem da cidade e um homem do campo baseadono conteúdo do poema abaixo.Soneto XIVQuem deixa o trato pastoril amadoPela ingrata, civil correspondência,Ou desconhece o rosto da violência,Ou do retiro a paz não tem provado.Que bem é ver nos campos transladadoNo gênio do pastor, o da inocência!E que mal é no trato, e na aparênciaVer sempre o cortesão dissimulado!Ali respira amor sinceridade;Aqui sempre a traição seu rosto encobre;Um só trata a mentira, outro a verdade.Ali não há fortuna, que soçobre;Aqui quanto se observa, é variedade:Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!Cláudio ManuelProposta 2: Carta PessoalDefinição: Gênero textual especialmente utilizado nacomunicação com amigos, parentes ou com cônjuges. Taiscartas, por serem mais informais, não seguem modelosprontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse caso
  9. 9. o remetente é a própria pessoa que assina a correspondência. Sua estrutura é compostade local e data, vocativo, corpo e assinatura; às vezes, também de P.S.Atividade: Redija uma carta pessoal, com base no poema abaixo, convidando o homemda cidade para passar as férias e aliviar o estresse no campo.Soneto VSe sou pobre pastor, se não governoReinos, nações, províncias, mundo, e gentes;Se em frio, calma, e chuvas inclementesPasso o verão, outono, estio, inverno;Nem por isso trocara o abrigo ternoDesta choça, em que vivo, coas enchentesDessa grande fortuna: assaz presentesTenho as paixões desse tormento eterno.Adorar as traições, amar o engano,Ouvir dos lastimosos o gemido,Passar aflito o dia, o mês, e o ano;Seja embora prazer; que a meu ouvidoSoa melhor a voz do desengano,Que da torpe lisonja o infame ruído.Cláudio ManuelProposta 3: PropagandaDefinição: É um modo específico deapresentar informação sobre umproduto, marca, empresa ou política que visainfluenciar a atitude de uma audiência para umacausa, posição ou atuação. Ato de difundir algo.
  10. 10. Atividade: Produza uma propaganda de acordo com seus conhecimentos, sobre a atualsituação em que se encontram os bens naturais do nosso planeta, baseada no poemaabaixo exaltando o valor da Natureza.Soneto VIIIEste é o rio, a montanha é esta,Estes os troncos, estes os rochedos;São estes inda os mesmos arvoredos;Esta é a mesma rústica floresta.Tudo cheio de horror se manifesta,Rio, montanha, troncos, e penedos;Que de amor nos suavíssimos enredosFoi cena alegre, e urna é já funesta.Oh quão lembrado estou de haver subidoAquele monte, e as vezes, que baixandoDeixei do pranto o vale umedecido!Tudo me está a memória retratando;Que da mesma saudade o infame ruídoVem as mortas espécies despertando.Cláudio ManuelProposta 4 : Analisando a Tirinha
  11. 11. Atividade: Descubra a relação da tirinha com o poema abaixo.Soneto VIIOnde estou? Este sítio desconheço:Quem fez tão diferente aquele prado?Tudo outra natureza tem tomado;E em contemplá-lo tímido esmoreço.Uma fonte aqui houve; eu não me esqueçoDe estar a ela um dia reclinado:Ali em vale um monte está mudado:Quanto pode dos anos o progresso!Árvores aqui vi tão florescentes,Que faziam perpétua a primavera:Nem troncos vejo agora decadentes.Eu me engano: a região esta não era:Mas que venho a estranhar, se estão presentesMeus males, com que tudo degenera!Cláudio ManuelARCADISMO NO BRASILNo Brasil, o arcadismo chega e desenvolve-se na segunda metade do séculoXVIII, em pleno auge do ciclo do ouro naregião de Minas Gerais. É também nestemomento que ocorre a difusão dopensamento iluminista, principalmenteentre os jovens intelectuais e artistas deMinas Gerais. Desta região que, ferviaculturalmente e socialmente nesta época,saíram os grandes poetas.
  12. 12. Principais Poetas do Arcadismo Brasileiro: Tomás Antônio Gonzaga: autor de Liras,Cartas Chilenas e Marília de Dirceu. Basílio da Gama: autor de O Uraguai. Frei Santa Rita Durão: autor do poema épicoCaramuru. Silva Alvarenga: autor de Glaura.REPORTAGEM:ECOSSISTEMA:DesmatamentoO desmatamento é um processode degradação da vegetação nativa deuma região e pode provocar umprocesso de desertificação. O mau usodos recursos naturais, a poluição e aexpansão urbana são alguns fatores quedevastam ambientes naturais e reduzemo número de habitats para as espécies.Um dos principais agentes dodesmatamento é o homem.Nos últimos anos, a atividadehumana tem invadido o meio ambienteem diferentes escalas e velocidades, oque resulta na degradação de biomas.Além de lançar na água, no ar e no solosubstâncias tóxicas e contaminadas, ohomem também agride o ambientecapturando e matando animais silvestrese aquáticos e destruindo matas.
  13. 13. Muitas florestas naturais já foramderrubadas para dar lugar a estradas,cidades, plantações, pastagens ou parafornecer madeira. No processo dedesmatamento, primeiro são retiradas asmadeiras de árvores nobres, depois as demenor porte e, em seguida, toda avegetação rasteira é destruída. Asqueimadas também são causas dedestruição de matas. Elas acabam com ocapim e a cobertura florestal que aindasobrou da degradação.Dos 64 milhões de km² deflorestas existentes no planeta, restammenos de 15,5 milhões, ou cerca de24%. Isso quer dizer que 76% dasflorestas primárias já desapareceram.Com exceção de parte das Américas,todos os continentes desmatarammuito, conforme um estudo da EmpresaBrasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa) sobre a evolução das florestasmundiais.Dos 100% de suas florestasoriginais, a África mantém hoje 7,8%, aÁsia 5,6%, a América Central 9,7% e aEuropa Ocidental – o pior caso domundo – apenas 0,3%.O continente que mais mantém suasflorestas originais é a América do Sul,com 54,8%.O Instituto Nacional dePesquisas Espaciais (Inpe) e outrasorganizações independentes como aorganização não-governamental Institutodo Homem e do Meio Ambiente naAmazônia (Imazon) fazem omonitoramento do desmatamento noBrasil. Segundo eles, são desmatadoscerca de 21 mil km² por ano no Brasil, oque representa um Estado de Sergipe defloresta no chão por ano.A Mata Atlântica foi a principalvítima do desmatamento florestal no Paíse hoje tem apenas cerca de 7% do queseria seu território original. Ela éreconhecida como o bioma brasileiromais descaracterizado.Já o cerrado brasileiro perdeu48,2% da vegetação original. Hoje sãodesmatados cerca de 20 mil km² porano, principalmente no oeste da Bahia –na divisa com Goiás e Tocantins – e nonorte de Mato Grosso. As áreascoincidem com as regiões produtoras degrãos, de carvão e pecuária.A floresta amazônica brasileirapermaneceu praticamente intacta até osanos 1970, quando foi inaugurada arodovia Transamazônica. A partir daí,passou a ser desmatada para criação degado, plantação de soja e exploração damadeira.Em busca de madeiras de leicomo o mogno, empresas madeireirasinstalaram-se na região amazônica parafazer a exploração ilegal. Como a maiorfloresta tropical existente, ela é uma dasgrandes preocupações do mundo inteiro.O desmatamento da Amazônia provocaimpacto na biodiversidade global, naredução do volume de chuvas econtribui para a piora do aquecimentoglobal.Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/meio-ambiente/ecossistema/desmatamento. Acessoem: 25/04/2013.
  14. 14. Desabafo(autor desconhecido)Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, pois as sacolinhasde plástico não são amigáveis ao ambiente.A senhora pediu desculpas e disse:- Não havia essa onda verde no meu tempo.O empregado respondeu:- Esse é exatamente o nossoproblema hoje, minha senhora. ASUA geração não se preocupou osuficiente com o nosso ambiente.- Você está certo – respondea senhora – nossa geração não sepreocupou adequadamente com oambiente. Naquela época, asgarrafas de leite, garrafas derefrigerante e cerveja eramdevolvidos à loja. A loja mandavade volta para a fábrica, onde eramlavadas e esterilizadas antes doreuso, e os fabricantes das bebidasusavam as garrafas, umas tantas outras vezes.Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos asescadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos atéo comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez queprecisamos ir a dois quarteirões.Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, asfraldas dos bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem dasroupas era feita ao ar livre, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energiasolar e eólica é que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam asroupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas e sempremais descartáveis.
  15. 15. É verdade, não havia preocupação com o ambiente naqueles dias. Naquela épocasó tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TVtinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de uma mesa; quedepois será descartada como?Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinaselétricas que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para ocorreio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets deplástico que levam séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava ummotor a gasolina apenas para cortar a grama e sim um cortador de grama que exigiamúsculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usaresteiras que também funcionam a eletricidade.Você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamosdiretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos egarrafas PET que agora inundam os oceanos. As canetas eram recarregadas com tintavárias vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogarfora todos os aparelhos descartáveis só porque a lâmina ficou sem corte.Na verdade, tivemos sim uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoastomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola,ao invés de usar a mãe e o carro da família como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamossó uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede paraalimentar dúzias de aparelhos dispensáveis. E nós não precisávamos de um GPS parareceber sinais de satélites a milhas de distância no espaço só para encontrar a pizzariamais próxima.Então, não é visível que a atual geração fale tanto em meio ambiente e sejajustamente a que apresenta a maior resistência a abrir mão do estilo de vida degradanteque adotaram?
  16. 16. PARA LER E REFLETIR:O SER HUMANO E A NATUREZA(Luiz Carlos Amorim)Neste feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e foi um susto muitogrande acordar de madrugada com o barulho da força do vento, coisas batendo equebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o ventofortíssimo havia feito: telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, até construçõescaídas no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo os telejornais, vique não fora só ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em quase toda Santa Catarina,tornados haviam passado e deixado rastros de destruição. Ventos de mais de cemquilômetros horários distribuíram pânico e até morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil ena Argentina.E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando aangústia daqueles que têm suas casas em locais de risco. Lembrei que aquela forajustamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro, quando deveríamos tercomemorado a nossa independência, a liberdade de todo cidadão e pareceu ironia aquelasituação de tragédia. A natureza, mais uma vez, nos alertava para o fato de que nãoestávamos cuidando direito do meio-ambiente. Que podemos ser livres, sim, mas nossodireito vai até onde começa o direito do outro. E não estamos respeitando o nossoplaneta, o lugar onde vivemos.
  17. 17. E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas açõesneste nosso mundo, para que ele não sucumba de vez com tanta poluição, tanto descaso,tanta irresponsabilidade.E a natureza lamenta: “Sinto muito pela dor que este tempo tão diverso estácausando, mas ele está assim porque o homem, o ser humano, não tem se preocupadocom o meio-ambiente – com o ar, com a terra, com a água, que são a sua vida. Apoluição acumulada, não contida há tanto tempo, é que descontrolou o clima. A ganânciadesmesurada fez com que se fechasse os olhos às agressões contínuas ao meio-ambiente.E isso resulta nas tragédias que estão acontecendo ao redor do mundo. O homemprecisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.”Isso não me saiu mais da cabeça, pois sei que a natureza está dando o seu recado, dissonão há a menor dúvida. Nós, homens, sábios homens, precisamos nos conscientizar, omais rápido possível – esperemos que não seja tarde demais – de que é preciso fazeralguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso planeta TerraATIVIDADEProposta: Baseado em tudo que foi visto e produzido em sala de aula, acerca do estudodeste Módulo, produza um Mural Expositivo para conscientização da preservação daNatureza. Lembre-se que esse Mural será visto por toda a escola.
  18. 18. BLOCO DE ANOTAÇÕES:_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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