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Um alerta às nossas ações.

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  • ARQUIVO SECRETOARQUIVO SECRETO
  • No estado em que me achava,No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo,meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala.me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessanteNão existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheianela, exceto uma parede cheia de gavetas para cartões.de gavetas para cartões. Aqueles cartões que existemAqueles cartões que existem em bibliotecas públicas,em bibliotecas públicas, de arquivo de livros, etc.de arquivo de livros, etc.
  • Mas estes arquivos, além de iremMas estes arquivos, além de irem do chão ao teto, pareciam não terdo chão ao teto, pareciam não ter fim e tinham também títulos bemfim e tinham também títulos bem diferentes. Quando me aproximeidiferentes. Quando me aproximei destes arquivos, o primeiro títulodestes arquivos, o primeiro título a me chamar atenção foia me chamar atenção foi “Garotas de quem eu gostei”.“Garotas de quem eu gostei”.
  • Abri-o e comecei a ver os cartõesAbri-o e comecei a ver os cartões um por um, para logo fechar aum por um, para logo fechar a gaveta, surpreso em reconhecergaveta, surpreso em reconhecer os nomes ali escritos.os nomes ali escritos. De repente, sem ninguém precisarDe repente, sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava.me dizer, descobri onde estava. Esta sala sem vida,Esta sala sem vida, era, na realidade,era, na realidade, o catálogo da minha vida.o catálogo da minha vida.
  • Aqui estava tudo organizadoAqui estava tudo organizado por ações, todos os meuspor ações, todos os meus momentos, grandes e pequenos,momentos, grandes e pequenos, em detalhes que minha menteem detalhes que minha mente não podia acompanhar.não podia acompanhar. Um senso de curiosidade eUm senso de curiosidade e espanto, misturado com horrorespanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrirsurgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrircada gaveta para descobrir seu conteúdo.seu conteúdo.
  • Algumas me traziam belas alegrias eAlgumas me traziam belas alegrias e contentamento, saudade e memórias.contentamento, saudade e memórias. Outras me traziam vergonha,Outras me traziam vergonha, tão grande que olhei por detrástão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguémde mim para ver se havia alguém me espiando.me espiando. O arquivo intitulado “Amigos”O arquivo intitulado “Amigos” estava ao lado do arquivoestava ao lado do arquivo “Amigos que traí”.“Amigos que traí”.
  • Os títulos iam do mero mundanoOs títulos iam do mero mundano à extrema loucura:à extrema loucura: “Livros que li”;“Livros que li”; ““Mentiras que contei”;Mentiras que contei”; “Conselhos que dei”;“Conselhos que dei”; ““Piadas das quais ri”.Piadas das quais ri”. Alguns eram hilariantesAlguns eram hilariantes devido à sua exatidão:devido à sua exatidão: “Coisas que gritei“Coisas que gritei aos meus irmãos”.aos meus irmãos”.
  • Em outros não havia a menor graça:Em outros não havia a menor graça: “Coisas que fiz quando“Coisas que fiz quando estava com raiva”;estava com raiva”; ““Palavras que proferi contraPalavras que proferi contra meus pais por trás deles”.meus pais por trás deles”. Eu não parava de me surpreenderEu não parava de me surpreender com cada conteúdo que se apresentava.com cada conteúdo que se apresentava. Alguns arquivos tinham normalmenteAlguns arquivos tinham normalmente mais cartões do que eu esperava.mais cartões do que eu esperava.
  • E outras vezes, menos do que euE outras vezes, menos do que eu sonhava. Eu estava estupefatosonhava. Eu estava estupefato com o volume de coisas que fizcom o volume de coisas que fiz durante minha curta vida. Comodurante minha curta vida. Como eu pude ter tido o tempoeu pude ter tido o tempo necessário para escrever essesnecessário para escrever esses milhões e milhões de cartões,milhões e milhões de cartões, cada um em sua exatidão?cada um em sua exatidão?
  • Mas cada cartão confirmava umaMas cada cartão confirmava uma verdade. Cada um deles eu haviaverdade. Cada um deles eu havia escrito com meu próprio punho eescrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura emconstava a minha assinatura em todos. Quando puxei o arquivotodos. Quando puxei o arquivo “Músicas que escutei”,“Músicas que escutei”, vi que o arquivo crescia paravi que o arquivo crescia para conter todo o seu conteúdo.conter todo o seu conteúdo.
  • Depois de puxar uns 4 ou 5Depois de puxar uns 4 ou 5 metros resolvi fechá-lometros resolvi fechá-lo envergonhado. Não somenteenvergonhado. Não somente pela qualidade depravada daspela qualidade depravada das músicas, mas também pelomúsicas, mas também pelo vasto tempo perdido que todovasto tempo perdido que todo aquele arquivo representava.aquele arquivo representava.
  • Cheguei então numCheguei então num arquivo intituladoarquivo intitulado ““Pensamentos sensuais”.Pensamentos sensuais”. Senti um calafrio percorrer todo oSenti um calafrio percorrer todo o meu corpo. Abri a gaveta somentemeu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estavaum pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei uma fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Fiquei todo arrepiadodos cartões. Fiquei todo arrepiado com o conteúdo.com o conteúdo.
  • Senti-me mal em saber que esteSenti-me mal em saber que este momento havia sido gravado.momento havia sido gravado. Uma raiva animal tomou posse de mim.Uma raiva animal tomou posse de mim. Um pensamento tomou conta de mim:Um pensamento tomou conta de mim: “Ninguém deve saber da“Ninguém deve saber da existência desses cartões!existência desses cartões! Ninguém deve entrar nesta sala!Ninguém deve entrar nesta sala! Tenho que destruir tudo!”Tenho que destruir tudo!”
  • Em frenéticos e loucosEm frenéticos e loucos movimentos puxei uma dasmovimentos puxei uma das gavetas, estendendo metros egavetas, estendendo metros e metros de conteúdo infinito.metros de conteúdo infinito. O tamanho do arquivoO tamanho do arquivo não importava.não importava. Nem o tempo que eu levariaNem o tempo que eu levaria para destruí-lo.para destruí-lo.
  • Quando a gaveta saiu, joguei-a noQuando a gaveta saiu, joguei-a no chão, de cabeça para baixo,chão, de cabeça para baixo, e descobri que todos ose descobri que todos os cartões estavam grudados!cartões estavam grudados! Fiquei desesperado e peguei umFiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los.bolo de cartões para rasgá-los. Não consegui. Peguei um.Não consegui. Peguei um. Era duro como aço quandoEra duro como aço quando tentei rasgá-lo.tentei rasgá-lo.
  • Derrotado e cansado, retornei aDerrotado e cansado, retornei a gaveta de volta ao seu lugar egaveta de volta ao seu lugar e encostando minha cabeça contraencostando minha cabeça contra a parede, deixei um triste suspiroa parede, deixei um triste suspiro sair de mim. Foi então que eu vi:sair de mim. Foi então que eu vi: um arquivo novo, como seum arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado.nunca tivesse sido usado. A argolinha pra puxar brilhandoA argolinha pra puxar brilhando de limpa debaixo do títulode limpa debaixo do título ““Pessoas com quem falei de Cristo.”Pessoas com quem falei de Cristo.”
  • Puxei o arquivo menos de 5Puxei o arquivo menos de 5 centímetros de comprimento.centímetros de comprimento. Eu podia conter os cartõezinhosEu podia conter os cartõezinhos em minha mão. Aí, então, asem minha mão. Aí, então, as lágrimas vieram. Comecei a chorar.lágrimas vieram. Comecei a chorar. Soluços tão profundos queSoluços tão profundos que machucavam meu estômagomachucavam meu estômago e me faziam tremer todo.e me faziam tremer todo. Caí de joelhos e chorei mais e mais.Caí de joelhos e chorei mais e mais.
  • Chorei de vergonha,Chorei de vergonha, de pura vergonha.de pura vergonha. A infinita parede de arquivos,A infinita parede de arquivos, já embaçada pelas minhas lágrimasjá embaçada pelas minhas lágrimas olhava de volta para mim, imóvel,olhava de volta para mim, imóvel, insensível. Pensei:insensível. Pensei: ““Ninguém pode entrar aqui.”Ninguém pode entrar aqui.” ““Tenho que trancar esta sala eTenho que trancar esta sala e destruir ou esconder a chave.”destruir ou esconder a chave.”
  • Quando enxugava as lágrimas eu o vi. Não! Ele não! Não aqui!
  • Todo mundo, menos Jesus!Todo mundo, menos Jesus! Olhei-O, sem poder fazer nada,Olhei-O, sem poder fazer nada, enquanto ele aproximou-se dasenquanto ele aproximou-se das gavetas e começou a abri-las,gavetas e começou a abri-las, uma por uma, lendo os seusuma por uma, lendo os seus conteúdos.conteúdos.
  • Eu não podia ver a Sua reação.Eu não podia ver a Sua reação. Nos momentos em que tomavaNos momentos em que tomava coragem suficiente para olhar emcoragem suficiente para olhar em Seu rosto, eu via um tristeza bemSeu rosto, eu via um tristeza bem mais profunda do que a minha.mais profunda do que a minha. E parece que Ele ia exatamenteE parece que Ele ia exatamente nos piores títulos. E Ele tinhanos piores títulos. E Ele tinha que ler cartão por cartão?que ler cartão por cartão?
  • Finalmente, Ele virou-se e ficouFinalmente, Ele virou-se e ficou me olhando, desde o outrome olhando, desde o outro lado da sala onde estava.lado da sala onde estava. Olhou-me com dó em SeusOlhou-me com dó em Seus olhos. Não havia nenhuma raiva.olhos. Não havia nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e comeceiAbaixei a cabeça e comecei a chorar, cobrindo minhaa chorar, cobrindo minha face com as mãos.face com as mãos. Ele andou até mim, abraçou-Ele andou até mim, abraçou- me, mas não me disse nada.me, mas não me disse nada.
  • Ah!Ah! Ele poderia ter dito tantas coisas!Ele poderia ter dito tantas coisas! Mas não abriu a boca.Mas não abriu a boca. Simplesmente chorou comigo.Simplesmente chorou comigo. Depois, levantou-se e dirigiu-seDepois, levantou-se e dirigiu-se para a primeira fila de arquivos.para a primeira fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta,Abriu a primeira gaveta, numa altura que eu nãonuma altura que eu não alcançava, tirou o primeiroalcançava, tirou o primeiro cartão e assinou o Seu nome.cartão e assinou o Seu nome.
  • E assim começou a fazer comE assim começou a fazer com todos os cartões. Quando percebitodos os cartões. Quando percebi o que Ele estava fazendo griteio que Ele estava fazendo gritei “Não!”“Não!” bem alto, correndo em Suabem alto, correndo em Sua direção. Tudo o que eu podia dizerdireção. Tudo o que eu podia dizer era:era: “Não!” “Não!”.“Não!” “Não!”. Seu nome nãoSeu nome não deveria estar nestes cartões.deveria estar nestes cartões. Mas ali estava, escrito numMas ali estava, escrito num vermelho tão rico, tãovermelho tão rico, tão escuro e tão vívido.escuro e tão vívido.
  • O nome de Jesus cobriu o meu.O nome de Jesus cobriu o meu. Estava escrito comEstava escrito com Seu próprio sangue.Seu próprio sangue. Ele olhou para mim um tantoEle olhou para mim um tanto triste e continuou a assinar.triste e continuou a assinar. Nunca entenderei como EleNunca entenderei como Ele assinou todos os cartõesassinou todos os cartões tão depressa, poistão depressa, pois quando me dei conta,quando me dei conta, Ele já estava ao meu lado.Ele já estava ao meu lado.
  • Colocou a mão no meu ombro eColocou a mão no meu ombro e disse:disse:
  • EstáEstá consumadoconsumado
  • Levantei-me e Ele levou-meLevantei-me e Ele levou-me para fora daquela sala.para fora daquela sala. Não existia fechadura na porta,Não existia fechadura na porta, e ainda existem muitose ainda existem muitos cartões a serem escritos...cartões a serem escritos...
  • Porque Deus amou o mundo dePorque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seutal maneira que deu o seu Filho unigênitoFilho unigênito,, para que todo aquele quepara que todo aquele que nele crê não pereça, masnele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seuPorque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para queFilho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que ojulgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.mundo fosse salvo por ele. João 3.16-17João 3.16-17
  • Se você se sente da mesma maneira, busque a Jesus Cristo ainda hoje! Envie este mensagem para quantas pessoas puder, para que o amor de Cristo possa tocar em suas vidas. Enquanto ainda é tempo! Meu arquivo “Pessoas com quem falei de Cristo” está um pouquinho maior agora. E o seu? Fique com Cristo!