Cap3 macro

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Cap3 macro

  1. 1. Capítulo 3 Visão Geral da Evolução da Macroeconomia
  2. 2. Aula Anterior <ul><li>CAPÍTULO 2 – Revisão de alguns tópicos de Contabilidade Social </li></ul>2.1 O Conceito de Produto; 2.2 Taxa de Desemprego; 2.3 Nível Geral de Preços e Taxa de Inflação; 2.4 Déficit orçamentário; 2.5 Déficit comercial; 2.6 Relação entre os agregados econômicos.
  3. 3. Nesta Aula <ul><li>CAPÍTULO 3 – Visão geral da evolução da macroeconomia </li></ul>3.1 A macroeconomia antes da Teoria Geral; 3.2 A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; 3.3 Da Teoria Keynesiana à Síntese Neoclássica; 3.4 Os Monetaristas; 3.5 Os Novos Clássicos e os Novos-Keynesianos; 3.6 Os Pós-Keynesianos; 3.7 A Teoria do Desequilíbrio; 3.8 A Nova Teoria do Crescimento; 3.9 Os Modelos que serão desenvolvidos.
  4. 4. O marco <ul><li>A obra “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, de John Maynard Keynes, publicada em 1936, é considerada um marco na evolução da macroeconomia. </li></ul><ul><li>Pode-se, assim, dividir a evolução da macroeconomia em duas fases: </li></ul><ul><ul><li>Antes da TGEJM </li></ul></ul><ul><ul><li>Após a TGEJM </li></ul></ul>
  5. 5. A Macroeconomia antes da Teoria Geral <ul><li>Antes da década de 1930 não havia a divisão entre microeconomia e macroeconomia. </li></ul><ul><li>O que existia era a Análise Econômica e a Teoria Econômica. </li></ul><ul><li>Os livros sobre esses tópicos tratavam das variáveis que hoje fazem parte da microeconomia e da macroeconomia. </li></ul>
  6. 6. A Macroeconomia antes da Teoria Geral <ul><li>Antes da TGEJM, dois pilares do pensamento macroeconômico eram a Lei de Say e a Teoria Quantitativa da Moeda. </li></ul>
  7. 7. A Macroeconomia antes da Teoria Geral <ul><li>A Lei de Say diz que “a oferta cria a sua própria procura”. </li></ul><ul><li>A conseq ü ência dessa afirmativa é que o nível de produto de uma nação se equilibraria no nível de produto potencial (ou nível de produto de pleno emprego) se essa economia não fosse afetada por políticas econômicas discricionárias. </li></ul>
  8. 8. A Macroeconomia antes da Teoria Geral <ul><li>Políticas econômicas discricionárias são aquelas que impactam a economia por tomarem os agentes econômicos de surpresa. </li></ul><ul><li>Ou seja, os agentes econômicos não podem se contrapor aos efeitos imediatos das políticas econômicas. </li></ul>
  9. 9. Efeitos da Lei de Say <ul><li>De acordo com o pensamento da Lei de Say: </li></ul><ul><li> produto   renda   demanda </li></ul><ul><ul><li>Assim, todo o aumento de produto geraria o aumento equivalente de renda. </li></ul></ul><ul><li>Quando deveria parar o aumento do produto? </li></ul><ul><ul><li>Quando esse atingisse o seu nível potencial. </li></ul></ul>
  10. 10. Efeitos da Lei de Say <ul><li>Aceitando a Lei de Say, duas variáveis macroecômicas ficam determinadas: </li></ul><ul><ul><li>y = nível de produto real </li></ul></ul><ul><ul><li>N = nível de emprego </li></ul></ul>
  11. 11. Teoria Quantitativa da Moeda <ul><li>A Teoria Quantitativa da Moeda aceita a seguinte fórmula: </li></ul><ul><li>M  V = P  y </li></ul><ul><li>Em que: </li></ul><ul><ul><li>M = estoque de moeda </li></ul></ul><ul><ul><li>V = velocidade de circulação da moeda </li></ul></ul><ul><ul><li>P = nível de preços </li></ul></ul><ul><ul><li>y = produto (nacional ou interno) real </li></ul></ul>
  12. 12. Efeitos da TQM <ul><li>Se y é fixo no nível de pleno emprego e V é constante: variações na quantidade de moeda geram variações de preços. </li></ul><ul><li>Ou seja: </li></ul><ul><li> M   P </li></ul><ul><li>A inflação passa a ser apenas um fenômeno monetário. </li></ul><ul><li>Por que mais moeda gera aumento de preços? </li></ul>
  13. 13. A Macroeconomia antes da Teoria Geral <ul><li>Através da Lei de Say se determinava y e N. </li></ul><ul><li>Pela Teoria Quantitativa da Moeda se determinava P. </li></ul><ul><li>A quantidade de moeda era uma variável exógena. </li></ul><ul><li>Outras construções: o mercado de trabalho, o mercado de títulos (representativos de poupança) e o Sistema Padrão-Ouro. </li></ul>
  14. 14. O mercado de trabalho <ul><li>A oferta e a demanda de trabalho são colocadas em função do salário real. </li></ul><ul><ul><li>O salário real é gerador de renda para o trabalhador. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quanto maior é o salário real, maior é a oferta de trabalho. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>O salário real é visto como custo para as empresas. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quanto maior é o salário real, menor é a demanda de trabalho. </li></ul></ul></ul><ul><li>Equilíbrio: determina-se W/P </li></ul><ul><li>Sabendo-se P, determina-se W. </li></ul>
  15. 15. Salário real Quantidade de trabalho Oferta de trabalho Demanda de trabalho Determinação dos salários segundo os economistas clássicos N 0 E W P 0
  16. 16. O mercado de títulos <ul><li>Para os economistas antes de Keynes, a taxa de juros equilibrava a oferta de poupança e a demanda por ela. </li></ul><ul><li>Qual é o significado da taxa de juros? </li></ul><ul><li>A curva de oferta de poupança </li></ul><ul><li>A curva de demanda de poupança (empréstimos) </li></ul><ul><li>O equilíbrio no mercado de títulos. </li></ul>
  17. 17. Taxa de juros Quantidade de títulos Oferta de poupança Demanda de empréstimos Determinação da taxa de juros segundo os economistas clássicos B 0 E r 0
  18. 18. Ajuste do balanço de pagamentos <ul><li>O balanço de pagamentos sempre estará em equilíbrio (o saldo da conta VIII = 0), a uma taxa de câmbio nominal fixa, se o país adotar o sistema padrão-ouro. </li></ul><ul><li>O sistema padrão-ouro baseia-se em uma moeda lastreada em ouro e em uma série de condições, que são as hipóteses desse sistema. </li></ul>
  19. 19. O SISTEMA PADRÃO-OURO <ul><li>Baseado em 5 hipóteses: </li></ul>1) A quantidade de moeda é lastreada no estoque de ouro. 2) Os preços são proporcionais à quantidade de meios de pagamento. M   P  e M   P  3) os pagamentos internacionais são feitos em ouro déficit do BP  saída de ouro do país superávit do BP  entrada de ouro no país
  20. 20. O SISTEMA PADRÃO-OURO <ul><li>hipóteses: </li></ul>4) Relação entre preços internos e fluxos de X, M e capitais: P   exportações  P   importações  P   há saída líquida de capitais do país P   exportações  P   importações  P   há entrada líquida de capitais no país
  21. 21. O SISTEMA PADRÃO-OURO <ul><li>hipóteses: </li></ul>5) há um nível interno de preços que equilibra o Balanço de Pagamentos, ou seja, há um nível interno de preços que faz o saldo da conta VIII ser nulo.
  22. 22. O SISTEMA PADRÃO-OURO Superávit do BP Hipótese 3 Entrada de ouro no país A quantidade de moeda aumenta Preços internos sobem X  , M  , há saída líquida de capitais Hipótese 1 Hipótese 2 Hipótese 4 O superávit diminui e o processo continua até STBP = 0
  23. 23. O SISTEMA PADRÃO-OURO Déficit do BP Hipótese 3 Saída de ouro no país A quantidade de moeda diminui Preços internos caem X  , M  , há entrada líquida de capitais Hipótese 1 Hipótese 2 Hipótese 4 O déficit diminui e o processo continua até STBP = 0
  24. 24. Balanço da Macroeconomia antes da TGEJM <ul><li>Lei de Say  y e N </li></ul><ul><li>Teoria Quantitativa da moeda  P </li></ul><ul><li>Mercado de Trabalho  W </li></ul><ul><li>Mercado de Títulos  r e B </li></ul><ul><li>Sistema Padrão-Ouro  saldo do BP </li></ul><ul><li>A quantidade de moeda era exógena ao modelo e a taxa de câmbio nominal era fixa. </li></ul>
  25. 25. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda <ul><li>A TGEJM é considerada um marco na evolução da macroeconomia, pois ela surgiu em um momento onde a teoria convencional não conseguia propor medidas para a solução da crise pela qual vivia a economia. </li></ul><ul><li>A Grande Depressão do começo dos anos 30: recessão, deflação e desemprego. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>“ A Grande Depressão da década 1930 foi o maior choque econômico dos tempos modernos. Entre 1929 e 1932, a produção industrial sofreu um a contração mundial, caindo quase 50% nos Estados Unidos, cerca de 40% na Alemanha, quase 30% na França e apenas 10% na Inglaterra, onde o declínio econômico havia começado na década de vinte ...” </li></ul>Sachs e Larrain (1995, p.13)
  27. 27. <ul><li>“ As nações industrializadas também presenciaram uma deflação sem paralelos, com preços despencando em quase 25% no Reino Unido um pouco mais de 30% na Alemanha e nos Estados Unidos, e mais de 40% na França. O maior custo humano refletiu-se no desemprego, que chegou a níveis espantosos, até trágicos. Em 1933 a taxa de desemprego nos Estados Unidos chegou a um quarto de toda a força de trabalho. A Alemanha também sofreu um aumento catastrófico de desemprego na década de 1930” </li></ul>Sachs e Larrain (1995, p.13)
  28. 28. As propostas da Teoria Ortodoxa <ul><li>Mesmo com as economias capitalistas vivendo em uma Depressão Econômica, os economistas ortodoxos propunham: </li></ul><ul><ul><li>Estabilidade do poder de compra da moeda </li></ul></ul><ul><ul><li>Orçamento público equilibrado </li></ul></ul><ul><ul><li>Deixar ao mercado a determinação dos preços </li></ul></ul><ul><li>Mas essas medidas não diminuíam a Depressão Econômica. </li></ul>
  29. 29. As propostas da TGEJM <ul><li>O Princípio da Demanda Efetiva. Quem determina a produção é a demanda agregada e não o contrário. </li></ul><ul><li>Componentes da demanda efetiva. (DA = C + I + G + X – M) </li></ul><ul><li>O investimento do setor privado depende das expectativas de lucros e da taxa de juros. </li></ul><ul><li>A oferta de moeda afeta a taxa de juros. Assim, a oferta de moeda afeta o lado real da economia. (M  r  I  DA  y  ) </li></ul>
  30. 30. As propostas da TGEJM <ul><li>A armadilha da liquidez. Situação onde as expectativas de lucros são muito baixas e não é possível mais reduzir a taxa de juros. </li></ul><ul><li>O papel dos gastos do governo em afetar a demanda agregada. (G  DA  y  ) </li></ul><ul><li>A função consumo depende da renda e o efeito multiplicador. </li></ul><ul><li>A ilusão monetária dos trabalhadores. </li></ul>
  31. 31. Características do modelo da TGEJM <ul><li>Não são formulações matemáticas. </li></ul><ul><li>Não é um texto de fácil leitura. </li></ul><ul><li>Apresenta argumentos que mostram que a economia pode estar em equilíbrio abaixo do pleno emprego. </li></ul><ul><li>Para aumentar o nível de produto é necessário aumentar a demanda efetiva. </li></ul>
  32. 32. TGEJM e Políticas Econômicas <ul><li>Como aumentar a demanda efetiva? </li></ul><ul><li>De acordo com a TGEJM esse aumento pode ser feito através de política fiscal expansionista: </li></ul><ul><ul><li>Aumento dos gastos do governo </li></ul></ul><ul><ul><li> G   DA   y </li></ul></ul><ul><ul><li>Redução da carga tributária </li></ul></ul><ul><ul><li> T   C   DA   y </li></ul></ul>
  33. 33. Os desdobramentos da TGEJM <ul><li>Vários trabalhos surgiram após a TGEJM tentando interpretar suas contribuições. </li></ul><ul><li>Destacam-se dois grupos: </li></ul><ul><ul><li>Keynes e seus seguidores </li></ul></ul><ul><ul><li>O modelo da IS/LM que deu origem à Teoria Keynesiana. </li></ul></ul>
  34. 34. A Teoria Keynesiana <ul><li>A Teoria Keynesiana reuniu trabalhos que procuraram verificar o que Keynes rompeu com a teoria econômica até então existente e o que ele conservou desta teoria. </li></ul><ul><li>As curvas IS/LM surgem como interpretação geométrica do Princípio da Demanda Efetiva. </li></ul>
  35. 35. A Teoria Keynesiana <ul><li>Também foram elaboradas novas construções das funções consumo, investimento e demanda de moeda, bem como teorias sobre o crescimento econômico. </li></ul>
  36. 36. Os primeiros manuais de macroeconomia <ul><li>Nas décadas de 1950 e 1960 surgiram vários manuais de macroeconomia sintetizando as construções da Teoria Keynesiana. </li></ul><ul><li>A ênfase dessa teoria nesse período era na construção da curva de demanda agregada e na formulação de políticas econômicas que levassem ao aumento do produto. </li></ul><ul><li>Sugiu um conflito: aumento de gastos do governo aumentavam o PIB, mas isto se associava com inflação. </li></ul>
  37. 37. Teoria Keynesiana e suas críticas <ul><li>A oposição que surgiu aos keynesianos das décadas de 1950 e 1960 foi feita pelos monetaristas. </li></ul>
  38. 38. Monetaristas <ul><li>Denomina-se de Monetaristas o grupo de economistas que desenvolveu suas idéias a partir do final da década de 1950 e que aceita a construção da curva de demanda agregada e que atribui à moeda um papel primordial na determinação da taxa de inflação e do nível de produto real da economia. </li></ul>
  39. 39. Propostas (monetaristas) <ul><li>Política monetária é mais ativa na alteração do PIB do que a política fiscal. </li></ul><ul><li>Variações na quantidade de moeda só afetam o PIB no curto prazo. No longo-prazo, variações de M só causam inflação. </li></ul><ul><li>A curva de Phillips modificada só é válida no curto prazo. </li></ul><ul><li>Defendem regras de política econômica simples e estáveis. </li></ul>
  40. 40. Síntese Neoclássica e Novos Clássicos <ul><li>Na década de 70 surgiu um grupo de economistas criticando as formulações da teoria keynesiana quanto a falta de fundamentos microeconômicos explícitos para as suas construções teóricas e a não consideração de expectativas nessas construções. </li></ul><ul><li>Fruto dessas críticas da década de 1970 surgiram dois grupos: </li></ul><ul><ul><li>A Síntese Neoclássica </li></ul></ul><ul><ul><li>Os Novos Clássicos </li></ul></ul>
  41. 41. Síntese Neoclássica <ul><li>É um modelo que considera firmas em concorrência perfeita ou em monopólio que procuram maximizar a massa de lucros e trabalhadores que decidem o quanto ofertar de trabalho a partir de suas decisões racionais de alocação do tempo. </li></ul><ul><li>Baseia-se nas construções da microeconomia convencional. </li></ul><ul><li>Divide a economia em cinco mercados, onde os equilíbrios são atingidos simultaneamente. Os mercados são de bens e serviços, moedas, títulos, trabalho e divisas. </li></ul>
  42. 42. Síntese Neoclássica <ul><li>Desenvolve diversos modelos da curva de oferta agregada, que são compatibilizados com as curvas IS/LM, que definem a demanda agregada. </li></ul><ul><li>As funções consumo, investimento e demanda de moeda, originárias das curvas IS/LM, passaram a ser tratadas com fundamentos microeconômicos. </li></ul><ul><li>Recupera as propostas da Teoria Keynesiana, mas se distancia das propostas originais de Keynes. </li></ul><ul><li>Dominou os manuais de macroeconomia na década de 1970. </li></ul>
  43. 43. Novos Clássicos <ul><li>Desenvolveram modelos macroeconômicos que se baseiam em: </li></ul><ul><li>Fundamentos microeconômicos explícitos; </li></ul><ul><li>Adoção de expectativas racionais; </li></ul><ul><li>Realçam o papel limitado das políticas econômicas discricionárias </li></ul>
  44. 44. Modelos dos Novos Clássicos <ul><li>Entre os resultados dos trabalhos dos autores novos-clássicos se destacam: </li></ul><ul><li>o Modelo de Informação Imperfeita (também denominado de Modelo de Informação Incompleta), do qual se deriva a curva de oferta de Lucas; e </li></ul><ul><li>o Modelo de Ciclo Econômico Real. </li></ul>
  45. 45. Modelo de Informação Incompleta <ul><li>O Modelo de Informação Incompleta surgiu no início da década de 70 do século XX e demonstrava que a política monetária só tinha efeitos sobre a atividade econômica quando aquela política não fosse previamente antecipada pelos agentes econômicos. </li></ul><ul><li>Tal situação só ocorria no curto prazo. No longo prazo, a política monetária não tinha efeitos reais sobre a economia. </li></ul><ul><li>As conclusões do Modelo da Informação Incompleta coincidem com a argumentação dos Monetaristas. </li></ul>
  46. 46. Modelo do Ciclo Real <ul><li>Os novos clássicos assumem que o produto efetivo está em seu nível natural, ou potencial. </li></ul><ul><li>Assim, todas as flutuações do produto constituem em alterações do próprio nível natural do produto. </li></ul><ul><li>Este cresce em função de novas inovações tecnológicas que causam o aumento da produtividade. </li></ul><ul><li>Para os Novos Clássicos, a recessão econômica surge de um regresso tecnológico. </li></ul><ul><li>O Modelo do Ciclo Real não atribui às variações de moeda efeitos sobre o produto. </li></ul>
  47. 47. Modelo do Ciclo Real <ul><li>Três legados importantes: </li></ul><ul><ul><li>A necessidade de se modelar com fundamentos microeconômicos as construções macroeconômicas; </li></ul></ul><ul><ul><li>O uso de expectativas racionais ao se modelar as previsões dos agentes econômicos; e, </li></ul></ul><ul><ul><li>A importância da credibilidade do setor privado nas políticas econômicas, para que estas atinjam o seu objetivo. </li></ul></ul>
  48. 48. Novos Keynesianos <ul><li>Os Novos Keynesianos surgiram na década de 80, como uma reação aos modelos dos Novos Clássicos e com novos fundamentos para a curva de oferta agregada, alternativos às construções da Síntese Neoclássica. </li></ul><ul><li>Os Novos Keynesianos recuperam a curva de demanda agregada da Teoria Keynesiana, incorporam as expectativas e os fundamentos microeconômicos. </li></ul>
  49. 49. Novos Keynesianos <ul><li>Consideram firmas em concorrência monopolística e em oligopólio que têm a capacidade de determinar o preço e salário na economia. </li></ul><ul><li>Seus Modelos são: </li></ul><ul><ul><li>Multiplicidade de equilíbrio no longo prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Modelos que explicam a rigidez real de certas variáveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Modelos que explicam a rigidez nominal de certas variáveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Modelos que explicam o processo inflacionário. </li></ul></ul>
  50. 50. Modelos que mostram múltiplos equilíbrio no longo prazo <ul><li>A multiplicidade de equilíbrios de longo prazo surge da complementariedade estratégica dos agentes econômicos, por meio dos quais o maior nível de ação de um agente faz com que outro agente também procure maior nível de ação. </li></ul>
  51. 51. Modelos de rigidez real <ul><li>O modelo Insider-Ousider (rigidez do desemprego). </li></ul><ul><ul><li>Os insiders são trabalhadores ocupados, recebendo salários maiores do que os desempregados aceitariam. Por que não substituir os empregados (insiders)? </li></ul></ul><ul><li>O modelo do Salário Eficiência (rigidez do salário real). O salário real pago é maior do que o que o mercado aceita. Isto garante o nível de produtividade. </li></ul>
  52. 52. Modelos de rigidez nominal <ul><li>Modelo do Menu Cost. </li></ul><ul><ul><li>Alterar preços tem custo. Quais são esses custos? </li></ul></ul><ul><ul><li>Se esse custo for maior do que o aumento de receitas, não se altera os preços. </li></ul></ul><ul><li>Modelos de contratos de salários e prestação de bens e serviços. Os preços são fixos. </li></ul>
  53. 53. Os Pós-Keynesianos <ul><li>Vários autores retomaram a leitura dos trabalhos de Keynes e de seus discípulos, observando pontos que a Teoria Keynesiana e a Síntese Neoclássica perderam. Esses autores, conhecidos como pós-keynesianos, se caracterizam por: </li></ul><ul><ul><li>dar grande ênfase ao Princípio da Demanda Efetiva </li></ul></ul><ul><ul><li>ressaltar o papel da moeda, definindo nova função de produção e ligando o presente ao futuro. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ressaltar as expectativas na explicação do comportamento das economias, em especial as expectativas sobre lucros na determinação do investimento. </li></ul></ul>
  54. 54. Teoria do Desequilíbrio <ul><li>Autores que surgiram na década de 1970 e consideram preços fixos e determinados fora do modelo macroeconômico. </li></ul><ul><ul><li>Realça as restrições de quantidade nas decisões das famílias e empresas. </li></ul></ul><ul><ul><li>O ponto central é que salários e preços não conseguem equilibrar os mercados rapidamente, o que é feito pelos ajustes de quantidades. </li></ul></ul>
  55. 55. A Nova Teoria do Crescimento <ul><li>São autores que surgiram em meados da década de 1980 e que destacam o papel do progresso tecnológico e dos rendimentos crescentes à escala na determinação do crescimento do produto potencial. </li></ul><ul><ul><li>Foram, inicialmente, classificados como novos clássicos e, posteriormente, reclassificados em novo grupo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Esses modelos destacam o papel do capital humano no crescimento do produto e o modo com a inovação tecnológica se propaga na economia. </li></ul></ul>
  56. 56. Os modelos a serem desenvolvidos <ul><li>Em nossa disciplina, serão desenvolvidos oito modelos macroeconômicos, considerando a curva de demanda agregada elaborada a partir do modelo IS/LM e combinada com oito diferentes tipos de curvas de oferta agregada advindas da Síntese Neoclássica, dos novos clássicos e dos novos keynesianos. </li></ul>
  57. 57. Esquema da evolução da macroeconomia A MACROECONOMIA ANTES DA TEORIA GERAL Até 1935 A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda 193 6 Keynes e os seus discípulos decifrando a Teoria Geral Os Monetaristas Teoria Keynesiana com ênfase na demanda agregada Décadas de 1940, 1950 e 1960 Novos Clássicos Novos Keynesianos Pós Keynesianos Nova Teoria do Crescimento Teoria do Desequilíbrio Síntese Neoclássica Décadas de 1970, 1980 e 1990
  58. 58. Próxima Aula <ul><li>CAPÍTULO 4 – Modelos macroeconômicos simplificados de determinação de renda </li></ul>4.1 A identidade dispêndio-renda; 4.2 A identidade dispêndio renda em valores reais; 4.3 A distinção entre investimento planejado e realizado; 4.4 1º Modelo macroeconômico simplificado; 4.5 2º Modelo macroeconômico simplificado; 4.6 Limitações dos modelos macroeconômicos discutidos até agora.
  59. 59. Referências Bibliográficas <ul><li>BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 </li></ul><ul><li>BARRO, R.J. Novos-Clássicos e Keynesianos, ou os mocinhos e os bandidos. In: Literatura Econômica, número especial, junho de 1992. Pág. 1 a 15. </li></ul><ul><li>BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. </li></ul><ul><li>BONOMO, M.A. Teoria Macroeconômica Novo-Keynesiana. In: Literatura Econômica , número especial, junho de 1992. Pág. 67 a 72. </li></ul><ul><li>BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M. Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. </li></ul><ul><li>CARVALHO, F. C. O Paradigma Pós-Keynesiano em Macroeconomia. In: Literatura Econômica , número especial, junho de 1992. Pág. 78 a 86. </li></ul><ul><li>DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. </li></ul><ul><li>DORNBUSCH, R. Novos-Clássicos e Novos Keynesianos. In: Literatura Econômica , número especial , junho d </li></ul><ul><li>MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004. </li></ul><ul><li>SACHS. J.D.; LARRAIN, F.B. Macroeconomia . São Paulo: Makron Books, 1995 </li></ul>

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