CAPÍTULO 3
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CAPÍTULO 3 CAPÍTULO 3 Document Transcript

  • 3<br /> A revista Conta Mais era mais uma das centenas de revistas pelo Brasil, destinada a cobrir o mundo de famosos e celebridades. Não era uma das mais vendidas, mas aos poucos, estava começando a se consolidar no mercado. Seu foco principal não era noticiar as matérias mais quentes e polêmicas, e sim, fotos de flagras. Por isso, o quadro de funcionários da revista, em sua maioria, era de paparazzis.<br /> Naquele dia, havia uma correria e uma atividade intensa na agência da revista. Todas as fotos, informações e notícias acerca da morte do ator Gabriel Lins, era de suma importância para garantir um considerável crescimento na vendagem. <br /> Era estranho para Natasha ver seus colegas em tamanha dedicação. Logo ela que esteve bem perto de descobrir tudo. Uma sensação de arrependimento a atingiu no momento, mas logo a razão fez com que ela se desprendesse daquele pensamento. Eu fiz a coisa certa. Eu poderia estar morta nesse momento. — pensou.<br /> Fazia apenas dois dias que Gabriel morrera e a imagem aterradora que Natasha presenciara, estava lhe causando alguns transtornos. Não conseguia se concentrar no trabalho. Ou fazia algo errado ou esquecia de executar um pedido da chefia. <br /> Enquanto montava um álbum de fotos de alguns famosos no seu computador, ouvia os comentários de seus colegas sobre o assassinato de Gabriel Lins.<br /> — Mas também quem mandou ele reagir ao assalto. <br /> — Que assalto que nada, menina. É droga. Devia estar devendo alguma boca de fumo. Não pagou e aí foi ele que tomou fumo.<br /> Embora soubesse a verdade sobre a morte de Gabriel, Natasha nada comentava. Não contara o que vira muito menos o que ele tinha lhe contado. Estava decidida a esquecer completamente tudo o que tinha acontecido.<br /> Quando estava quase terminando o álbum, uma funcionária se aproximou de sua mesa e disse:<br /> — Papai quer falar com você.<br /> Natasha olhou para a funcionária e respondeu:<br /> — Ah, obrigada. Já vou.<br /> Natasha chegou à sala do chefe e presenciou uma imagem nojenta. O chefe que era um gordo careca e horrendo estava comendo um hambúrguer como se fosse um porco. Ela se sentou em frente à mesa dele. Ele após comer, rapidamente limpou a boca toda suja e disse:<br /> — O que está acontecendo, Tinha? Já não me trouxe as fotos que você tinha me prometido do ator. E agora me esquece de entregar a matéria daquela funkeira com o deputado. Assim não dá. Já é o segundo aviso que te dou. Tem que melhorar, senão...<br /> Nada mais seria preciso para atordoar ainda mais a vida de Natasha. Ela recebeu aquela chamada do chefe com ira, mas conteve-se em respondê-lo com cordialidade, embora a resposta soasse um pouco agressiva.<br /> — Desculpe, chefe. É que estou passando por um momento ruim. Prometo que vou me dedicar mais e vou trazer algo novo. Mais alguma coisa? — perguntou demonstrando já não muita paciência.<br /> — Por enquanto e só — disse o chefe olhando para a tela de seu computador.<br /> Natasha se levantou, saiu da sala e se dirigiu novamente à sua mesa.<br /> Não é à toa o que dizem. Chefe bom é chefe morto. Ô gordozinho muquirana. Nunca está satisfeito com nada —pensou Natasha a voltar a realizar sua atividade em seu computador.<br /> O celular de Natasha tocou, ela olhou na bina quem era e atendeu:<br /> — Oi, amor — disse em tom de desabafo. — Só você pra melhorar um pouco meu dia.<br /> — O que houve? — perguntou André.<br /> — Problemas do serviço, só isso.<br /> — Percebo que você está precisando dar uma relaxada. Que tal a gente jantar fora hoje?<br /> — Na verdade, André, eu preciso é ser jantada. Tô precisando transar, transar, transar muito. Só isso você sabe que me relaxa de verdade.<br /> André que tinha ficado excitado com a empolgação da namorada, mudou os planos e disse:<br /> — Então está certo. Já que quer ser jantada hoje, vou te levar em um lugar que já tinha comentado. Vai ser algo bem aventureiro e perigoso do jeito do que você gosta.<br /> Natasha que se entusiasmara com a proposta, respondeu em um tom bem sensual:<br /> — Quero que você me pegue de jeito hoje.<br /> — Pode deixar. Vou ter que desligar, amor. Tchau.<br /> — Tchau.<br /> Mal conseguiu se concentrar no trabalho novamente. André era um homem que conseguia mexer com Natasha. Não por ele ser um belo moreno de corpo sarado, mas por ele ser um homem que sabia realizar todas as suas fantasias. <br /> Como tinha combinado, André buscou Natasha e começou a dirigir pelas ruas do centro do Rio. Já era depois da meia-noite e o lugar pretendido era qualquer um que fosse escuro, deserto, mas que ao mesmo tempo tivesse um certo risco. <br /> André estacionou o carro em frente a uma praça. Antes de descer, André e Natasha se certificaram que não havia ninguém. Eles então desceram. André após isso, trancou o carro e mais uma vez olhou em volta para se certificar que não havia ninguém, mas dessa vez avistou próximo a eles, do outro lado da rua, há uns cem metros, dois jovens que pareciam estar fumando maconha. André mostrou a Natasha, mas ela não se importou. <br /> Em um impulso selvagem e frenético, Natasha e André começaram a se beijar e se despir até ficarem os dois totalmente nus. Enquanto André tocava os seios de Natasha com sua boca, ela olhava em volta da praça escolhendo o lugar que considerasse mais inusitado para fazerem amor. Quando escolheu, disse como se fosse um gemido:<br /> — Quero ali, amor. Na cadeira de balanço.<br /> Deitada parcialmente de frente na cadeira de balanço, com as mãos apoiadas nas correntes, Natasha começou a ser penetrada.<br /> O prazer era tão intenso que Natasha tampouco se preocupou em fazer silêncio. Seus gemidos eram altos o suficiente para que pela primeira vez fizesse com que os dois jovens que estavam próximos, percebessem a presença deles. <br /> Natasha e André estavam quase atingindo o orgasmo, quando algo praticamente anulou todo o prazer de ambos. Uma van preta que vinha em alta velocidade parara em frente aos jovens do outro lado da rua. Assustados, Natasha e André imediatamente se esconderam atrás de uma árvore que ficava apenas há alguns metros. <br /> Assim que os jovens viram a pessoa que tinha saído da van, ambos se ajoelharam e começaram a pedir misericórdia.<br /> — Por favor, senhor Silas. Perdoe a gente — disse um deles.<br /> — A gente jura que jamais vamos fazer a besteira que fizemos — disse o outro.<br /> Não era apenas os jovens que demonstravam medo. Natasha e André também estavam assombrados. Mesmo estando longe e o visto o homem por apenas alguns segundos, eles notaram que este tinha uma aparência assustadora. Era um homem alto e forte que usava uma roupa e capuz pretos e uma máscara branca. <br /> Silas aproximou-se dos jovens e sua voz grave e intimidadora se fez presença:<br /> — Traidores. Malditos traidores. Vocês sabem que o SD jamais perdoa traidores. O mestre ordenou que eliminasse os dois da forma mais dolorosa e devagar possível. Mas eu sou um homem justo e vou levar em consideração os dois anos que estiveram conosco e que de alguma forma vocês contribuíram para o sucesso do SD — Silas retirou do bolso um revólver, entregou a um dos jovens e continuou — Sintam-se lisonjeados de ter lhes dado a escolha de uma morte rápida e suportável.<br /> Da distância em que estavam, Natasha e André não conseguiam ouvir nitidamente o que Silas estava dizendo, mas pelo tom, percebiam que os jovens corriam risco.<br /> O jovem que estava com o revólver à mão, começou a chorar demasiadamente e implorou novamente misericórdia:<br /> — Por favor, senhor Silas. Me perdoe. Por favor.<br /> Silas não demonstrou nenhum sinal de piedade e ordenou ao jovem:<br /> — Cumpra o seu destino antes que eu mude de ideia.<br /> O outro rapaz já tinha aceitado o seu destino. Tanto que não disse mais nada, tampouco implorou misericórdia. Quando o rapaz que estava com revólver mirou em sua direção, ele apenas fechou os olhos e começou a balbuciar uma oração. Um disparo certeiro atingiu sua cabeça fazendo com que seu corpo caísse jazido no chão. Após isso, o jovem que atirara, mirou em sua própria cabeça e disparou. Silas após isso, recolheu os corpos, os pôs dentro da van e foi embora.<br /> <br />© Todos os direitos reservados<br />