Guia de profissoes_2014
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Like this? Share it with your network

Share

Guia de profissoes_2014

on

  • 1,306 views

É um conteúdo muito interessante que deve ser visto por jovens, principalmente por jovens que querem escolher seu futuro antes de terminar seus estudos. Desejo boa sorte a quem ver e muito obrigado ...

É um conteúdo muito interessante que deve ser visto por jovens, principalmente por jovens que querem escolher seu futuro antes de terminar seus estudos. Desejo boa sorte a quem ver e muito obrigado !

Statistics

Views

Total Views
1,306
Views on SlideShare
1,306
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
22
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Guia de profissoes_2014 Document Transcript

  • 1.   Guia de Profissões - 3 sumário 4 6 8 10 12 16 17 18 20 22 24 26 28 29 30 32 70 126 178 CONHEÇA A UNESP Ensino público gratuito Educação de qualidade em todo o Estado CONHEÇA A UNESP A Universidade de todo o Estado São 34 unidades em 24 cidades Ache seu curso Carreiras nas três áreas do conhecimento Ache seu curso Unidades nas principais regiões do Estado Localizese Conheça as unidades Palavra do Reitor Ensino de qualidade O Vestibular Busca dos melhores alunos GUIA DO GUIA Glossário do Ensino Superior Escolha da profissão Momento de decidir Entre tantas opções, boa informação e autoconhecimento são essenciais para a melhor escolha Leitura & Reflexão Chamada urgente Orientação Qual caminho seguir? Conhecer o mercado de trabalho e controlar a ansiedade são fundamentais para tomar decisão, indicam especialistas vunesp Fundação Vunesp em busca de talentos Longe de casa Vida republicana Amadurecimento, independência e pro- fundos laços de amizade são algumas das vantagens que os alunos de vários câmpus da Unesp levam, além do diploma Internacionalização Valorização do intercâmbio Relação dos Cursos Cursos de Ciências Biológicas Cursos de Ciências Exatas Cursos de Humanidades recepção aos calouros Interação solidária Atividades enfatizam ações de alcance social
  • 2. 4    Guia de Profissões Conheça a UNESP Ensino público gratuito Educação de qualidade em todo o Estado A Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”) é uma das maiores e mais im- portantes universidades brasileiras, com destacada atuação no ensino, na pesquisa e na extensão de serviços à comunidade. Mantida pelo Governo do Estado de São Paulo, é uma das três univers i d a - des paulistas públicas e de ensino gratuito. Há, no entanto, uma peculiaridade que a distin- gue das demais: é a única universidade presente em praticamente todo o território paulista. Sua estrutura multicâmpus está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo, sendo 22 câmpus no Interior, um na Capital e um em São Vicente – o primeiro de uma universidade pública no Litoral Paulista. Criada em 1976, a partir de institutos isolados de ensino superior que existiam em várias regiões do Estado de São Paulo, a Unesp tem 34 unidades, que oferecem 179 opções de cursos de graduação em 69 profissões de nível superior, formam, por ano, 7 mil novos profissionais e são responsáveis por 118 pro- gramas de pós-graduação. Infraestrutura A Universidade possui 1.900 laboratórios e 30 bibliotecas, com aproximadamente 1,260 milhões de livros. Além disso, à disposição de alunos e pro- fessores, há museus, hortos, biotérios, jardins botâ- nicos e cinco fazendas experimentais, perfazendo
  • 3.   Guia de Profissões - 5 uma área total próxima a 62,2 milhões de m2 , sendo aproximadamente 880 mil m2 de área construída. A Unesp tem também um importante Hospital de Clínicas, em Botucatu, com 400 leitos, e ad- ministra o Hospital Estadual de Bauru, com outros 318 leitos. Somam-se a esse conjunto três hospitais veterinários e clínicas de odontologia, psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia. Ensino Os 3,5 mil professores garantem sólida formação aos alunos. A Unesp oferece 179 opções de cursos de graduação, sendo 57 de Exatas, 71 de Humani- dades e 51 de Biológicas. Na seleção para ingresso dos dois Vestibulares realizados em 2013, um em janeiro e outro em junho, 114 mil candidatos dispu- taram 7.434 vagas. Em 2014, serão oferecidas, nos dois Vestibulares, 7.679 vagas Na graduação, os mais de 35 mil alunos podem participar de programas especiais de treinamento e re- alizar atividades extracurriculares. Eles têm ainda a pos- sibilidade de atuar em empresas juniores, prestando diferentes tipos de serviços, como consultoria, asses- soria, elaboração de projetos e pesquisas de opinião. Na pós-graduação, mais de 11 mil alunos estu- dam em 118 programas, com 117 mestrados aca- dêmicos, 6 mestrados profissionais e 93 doutorados acadêmicos. Incentivos Os alunos da Unesp contam com uma série de estímulos para seu aprimoramento. Há diversas modalidades de auxílios, como bolsas de iniciação científica, de extensão e de iniciação à docência, assim como bolsas que adotam critérios sócio- -econômicos como bolsas de apoio ao estudante e auxílio aluguel, totalizando quase 8 mil possibilida- des de bolsas ou auxílios. A Universidade oferece, ainda, a perspectiva de participação em programas de intercâmbio de estudantes com bolsa concedida pela instituição anfitriã, por agências de fomento ou pela própria Unesp.
  • 4. 6    Guia de Profissões Conheça a UNESP A Universidade de todo o Estado PROFESSORES w 3.553 FUNCIONÁRIOS w 7.073 INFRAESTRUTURA w Área total: 62.124.291,45 m2 w Área construída: 883.972,45 m2 w 30 bibliotecas (1.260.210 livros, 26.421 títulos de periódicos) w 5 Fazendas de Ensino e Pesquisa w 3 Hospitais Veterinários w Atendimento odontológico em 3 câmpus w Centro de Oncologia Bucal w Centro de Assistência Odontológica a Excepcionais w Centro Jurídico Social w 1.900 laboratórios * Fonte: Anuário Estatístico 2012 (base de dados 2011) Números da UNESP* São 34 unidades em 24 cidades w Cidades: 24 w Unidades: 34 w Unidades Complementares: 7 w Colégios técnicos: 3 (7 cursos técnicos e 3 de nível médio, em Bauru, Guaratinguetá e Jaboticabal) w Carreiras: 69 CURSOS w Graduação: 179 opções de curso w Pós-Graduação: 118 programas, que oferecem 117 mestrados acadêmicos, 6 mestrados profissionais e 93 doutorados acadêmicos, formando 2,4 mil pós- graduados ALUNOS w Graduação: 35.666 w Pós-Graduação (Lato Sensu e Stricto Sensu): 11.043 w Unesp/Univesp: 994 w Total: 47.703
  • 5.   Guia de Profissões - 7 35,6 mil alunos de graduação e 11 mil de pós-graduação
  • 6. 8    Guia de Profissões ache seu curso Administração Jaboticabal, Tupã Administração Pública Araraquara Agronomia Botucatu, Ilha Solteira, Jaboticabal, Registro Arquitetura e Urbanismo Bauru, Presidente Prudente Arquivologia Marília Arte-Teatro São Paulo Artes Cênicas São Paulo Artes Visuais Bauru, São Paulo, Biblioteconomia Marília Ciência da Computação Bauru, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto Ciências Biológicas Assis, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Jaboticabal, Rio Claro, São José do Rio Preto, São Vicente Ciências Biomédicas Botucatu Ciências Econômicas Araraquara Ciências Sociais Araraquara, Marília Design Bauru Direito Franca Ecologia Rio Claro Educação Física Bauru, Presidente Prudente, Rio Claro Educação Musical e Música (Canto, Composição ou Regência, Instrumento) São Paulo Enfermagem Botucatu Engenharia Agronômica Dracena Engenharia Ambiental Presidente Prudente, Rio Claro, São José dos Campos, Sorocaba Engenharia Biotecnológica Assis Engenharia Cartográfica Presidente Prudente Engenharia Civil Bauru, Guaratinguetá, Ilha Solteira Engenharia de Alimentos São José do Rio Preto Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia Araraquara, Botucatu Engenharia de Biossistemas Tupã Carreiras nas três áreas do conhecimento Engenharia de Controle e Automação Sorocaba Engenharia de Energia Rosana Engenharia de Materiais Guaratinguetá Engenharia de Pesca Registro Engenharia de Produção Bauru, Guaratinguetá, Itapeva Engenharia de Telecomunicações São João da Boa Vista Engenharia Elétrica Bauru, Guaratinguetá, Ilha Solteira Engenharia Florestal Botucatu Engenharia Industrial Madeireira Itapeva Engenharia Mecânica Bauru, Guaratinguetá, Ilha Solteira Engenharia Química Araraquara Estatística Presidente Prudente Farmácia­Bioquímica Araraquara Filosofia Marília Física Bauru, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto
  • 7.   Guia de Profissões - 9 Física Médica Botucatu Fisioterapia Marília, Presidente Prudente Fonoaudiologia Marília Geografia Ourinhos, Presidente Prudente, Rio Claro Geologia Rio Claro História Assis, Franca Jornalismo Bauru Letras Araraquara, Assis, São José do Rio Preto Letras (Tradutor) São José do Rio Preto Matemática Bauru, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto Medicina Botucatu Medicina Veterinária Araçatuba, Botucatu, Jaboticabal Meteorologia Bauru Nutrição Botucatu Odontologia Araçatuba, Araraquara, São José dos Campos Pedagogia Araraquara, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto Psicologia Assis, Bauru Química Araraquara, Bauru, Presidente Prudente, São José do Rio Preto Radialismo Bauru Relações Internacionais Franca, Marília Relações Públicas Bauru Serviço Social Franca Sistemas de Informação Bauru Terapia Ocupacional Marília Turismo Rosana Zootecnia Botucatu, Dracena, Ilha Solteira, Jaboticabal
  • 8. 10    Guia de Profissões Unidades nas principais ache seu curso ARAÇATUBA Faculdade de Odontologia Odontologia Faculdade de Medicina Veterinária Medicina Veterinária ARARAQUARA Faculdade de Ciências Farmacêuticas Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e FarmáciaBioquímica Faculdade de Ciências e Letras Administração Pública, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Letras e Pedagogia Faculdade de Odontologia Odontologia Instituto de Química Engenharia Química e Química ASSIS Faculdade de Ciências e Letras Ciências Biológicas, Engenharia Biotecnológica, História, Letras e Psicologia BAURU Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Comunicação Social (Jornalismo, Radialismo e Relações Públicas) e Design Faculdade de Ciências Ciências Biológicas, Ciência da Computação, Educação Física, Física, Matemática, Meteorologia, Pedagogia, Psicologia, Química e Sistemas de Informação Faculdade de Engenharia Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica BOTUCATU Faculdade de Ciências Agronômicas Agronomia, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e Engenharia Florestal Faculdade de Medicina Enfermagem e Medicina Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Medicina Veterinária e Zootecnia Instituto de Biociências Ciências Biológicas, Ciências Biomédicas, Física Médica e Nutrição DRACENA Engenharia Agronômica e Zootecnia FRANCA Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Direito, História, Relações Internacionais e Serviço Social GUARATINGUETÁ Faculdade de Engenharia Engenharia Civil, Engenharia de Materiais, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Física e Matemática ILHA SOLTEIRA Faculdade de Engenharia Agronomia, Ciências Biológicas, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Física, Matemática e Zootecnia ITAPEVA Engenharia de Produção e Engenharia Industrial Madeireira Botucatu
  • 9.   Guia de Profissões - 11 regiões do Estado JABOTICABAL Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias Administração, Agronomia, Ciências Biológicas, Medicina Veterinária e Zootecnia MARÍLIA Faculdade de Filosofia e Ciências Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Sociais, Filosofia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Pedagogia, Relações Internacionais e Terapia Ocupacional OURINHOS Geografia PRESIDENTE PRUDENTE Faculdade de Ciências e Tecnologia Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Educação Física, Engenharia Ambiental, Engenharia Cartográfica, Estatística, Física, Fisioterapia, Geografia, Matemática, Pedagogia e Química REGISTRO Agronomia e Engenharia de Pesca RIO CLARO Instituto de Biociências CiênciasBiológicas,Ecologia,EducaçãoFísicaePedagogia Instituto de Geociências e Ciências Exatas Ciências da Computação, Engenharia Ambiental, Física, Geografia, Geologia e Matemática ROSANA Engenharia de Energia e Turismo SÃO JOÃO DA BOA VISTA Engenharia de Telecomunicações SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas Ciências Biológicas, Ciência da Computação, Engenharia de Alimentos, Física, Letras, Letras (Tradutor), Matemática, Pedagogia e Química SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Instituto de Ciência e Tecnologia Engenharia Ambiental e Odontologia SÃO PAULO Instituto de Artes Arte-Teatro, Artes Cênicas, Artes Visuais, Educação Musical e Música SÃO VICENTE Ciências Biológicas SOROCABA Engenharia Ambiental e Engenharia de Controle e Automação TUPÃ Administração e Engenharia de Biossistemas Jaboticabal Marília
  • 10. 12    Guia de Profissões localize-se Conheça as unidades ARAÇATUBA FMV – Faculdade de Medicina Veterinária R. Clóvis Pestana, 793 – CEP 16050-680 Fone (55) 18 3636-1400 – www.fmva.unesp.br FO – Faculdade de Odontologia R. José Bonifácio, 1193 – CEP 16015-050 Fone (55) 18 3636-3200 – Fax (55) 18 3636-3332 www.foa.unesp.br ARARAQUARA FCF – Faculdade de Ciências Farmacêuticas Rodovia Araraquara-Jaú, km 1 – CP 502 – CEP 14801-902 Fone (55) 16 3301-6880 – Fax (55) 16 3322-0073 www.fcfar.unesp.br FCL – Faculdade de Ciências e Letras Rodovia Araraquara-Jaú, km 1 – CP 174 – CEP 14800-901 Fone (55) 16 3301-6200 – Fax (55) 16 3332-0698 www.fclar.unesp.br FO – Faculdade de Odontologia R. Humaitá, 1680 – CP 33 – Centro – CEP 14801-903 Fone (55) 16 3301-6300 – Fax (55) 16 3301-6433/6445 www.foar.unesp.br IQ – Instituto de Química R. Prof. Francisco Degni, s/n – CP 355 – CEP 14800-900 Fone (55) 16 3301-6600 – Fax (55) 16 3301-6692 www.iq.unesp.br ASSIS FCL – Faculdade de Ciências e Letras Av. Dom Antonio, 2100 – CEP 19806-900 Fone (55) 18 3302-5800 – Fax (55) 18 3302-5804 www.assis.unesp.br BAURU FAAC – Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01 – CEP 17033-360 Fone (55) 14 3103-6000 – Fax (55) 14 3103-6051 www.faac.unesp.br FC – Faculdade de Ciências Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01 – CEP 17033-360 Fone (55) 14 3103-6000 – Fax (55) 14 3103-6071 www.fc.unesp.br FE – Faculdade de Engenharia Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01 – CEP 17033-360 Fone (55) 14 3103-6000 – Fax (55) 14 3103-6101 www.feb.unesp.br Colégio Técnico Industrial Av. Nações Unidas, 58-50 – CEP 17033-260 Fone (55) 14 3203-0161/3203-9690 (direto) Fax (55) 14 3203-5600 www.cti.feb.unesp.br BOTUCATU FCA – Faculdade de Ciências Agronômicas Fazenda Experimental Lageado R. José Barbosa de Barros, 1780 – CP 237 – CEP 18610-307 Fone (55) 14 3811-7100 – Fax (55) 14 3815-3438 www.fca.unesp.br
  • 11.   Guia de Profissões - 13 FM – Faculdade de Medicina Distrito de Rubião Júnior, s/n – CEP 18618-970 Fone (55) 14 3811-6000 – Fax (55) 14 3882-0421 www.fmb.unesp.br FMVZ – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Distrito de Rubião Júnior, s/n – CP 237 – CEP 18618-970 Fone/Fax (55) 14 3811-6002/3815-2343 www.fmvz.unesp.br IB – Instituto de Biociências Distrito de Rubião Júnior, s/n – CEP 18618-970 Fone (55) 14 3811-6000 – Fax (55) 14 3815-3744/2838 www.ibb.unesp.br DRACENA Câmpus de Dracena Rod. Comte. João Ribeiro de Barros (SP 294), km 651 – CEP 17900-000 Fone (55) 18 3821-8200 – Fax (55) 18 3821-8208 www.dracena.unesp.br FRANCA FCHS – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Rua Eufrásia Monteiro Petráglia, 900 Jardim Dr. Antonio Petráglia – CEP14409-160 Fone (55) 16 3706-8806 www.franca.unesp.br GUARATINGUETÁ FE – Faculdade de Engenharia Av. Dr. Ariberto Pereira da Cunha, 333 – CEP 12516-410 Fone (55) 12 3123-2800 – Fax (55) 12 3123-2868 www.feg.unesp.br Colégio Técnico Industrial Av. Dr. Ariberto Pereira da Cunha, 333 – CEP 12516-410 Fone (55) 12 3123-2825 – Fax (55) 12 3123-2868 www.feg.unesp.br/~ctig ILHA SOLTEIRA FE – Faculdade de Engenharia Av. Brasil, 56 – Centro – CEP 15385-000 Fone (55) 18 3743-1000 – Fax (55) 18 3742-2735 www.feis.unesp.br ITAPEVA Câmpus de Itapeva R. Geraldo Alckmin, 519 – CEP 18409-010 Bairro Vila Nossa Senhora de Fátima Fone (55) 15 3524-9100 – Fax (55) 15 3524-9107 www.itapeva.unesp.br JABOTICABAL FCAV – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n CEP 14884-900 Fone (55) 16 3209-2600 – Fax (55) 16 3202-4275 www.fcav.unesp.br
  • 12. 14    Guia de Profissões localize-se Centro de Aquicultura da UNESP Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/no – CEP 14884-900 Fones (55) 16 3209-2615 ou 3203-2110 Fax (55) 16 3203-2268 www.caunesp.unesp.br Colégio Técnico Agrícola Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/no – CEP 14884-900 Fone (55) 16 3209-2618 – Fone/Fax (55) 16 3209-2616/17 www.cta.unesp.br MARÍLIA FFC – Faculdade de Filosofia e Ciências Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – CP 181 – CEP 17525-900 Fone (55) 14 3402-1300 – Fax (55) 14 3402-1302 www.marilia.unesp.br OURINHOS Câmpus de Ourinhos Av. Vitalina Marcusso, 1500 – CEP 19910-206 Fone (55) 14 3302-5700 – Fax (55) 14 3302-5702 www.ourinhos.unesp.br PRESIDENTE PRUDENTE FCT – Faculdade de Ciências e Tecnologia R. Roberto Simonsen, 305 – CP 266 Bairro Centro Educacional – CEP 19060-080 Fone (55) 18 3229-5388 – Fax (55) 18 3229-5353 www.fct.unesp.br REGISTRO Câmpus de Registro R. Nelson Brihi Badur, 430 – Vila Tupy CEP 11900-000 Fone (55) 13 3828-2900 – Fax (55) 13 3828-2907 www.registro.unesp.br RIO CLARO IB – Instituto de Biociências Av. 24-A, 1515 – CP 199 – CEP 13506-900 Fone (55) 19 3526-4100 – Fax (55) 19 3534-0009 www.rc.unesp.br/ib IGCE – Instituto de Geociências e Ciências Exatas Av. 24-A, 1515 – CP 199 CEP 13506-900 – Fone (55) 19 3526-9011 www.rc.unesp.br/igce ROSANA Câmpus de Rosana Av. dos Barrageiros, s/n, esquina com Estrada dos Alojamentos, s/no – CEP 19274-000 Fone (55) 18 3284-9200 – Fax (55) 18 3284-9220 www.rosana.unesp.br SÃO JOÃO DA BOA VISTA Câmpus de São João da Boa Vista Av. Dr. Octávio da Silva Bastos, 2439 Jardim Nova São João – CEP 13874-149 Fone (55) 19 3638-2400 – www.sjbv.unesp.br
  • 13.   Guia de Profissões - 15 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO IBILCE – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas R. Cristóvão Colombo, 2265 – Jardim Nazareth CEP 15054-000 Fone (55) 17 3221-2200 – Fax (55) 17 3221-2500 www.ibilce.unesp.br SÃO JOSÉ DOS CAMPOS ICT – Instituto de Ciência e Tecnologia Av. Eng. Francisco José Longo, 777 – São Dimas CEP 12245-000 Fone (55) 12 3947-9000 – Fax (55) 12 3947-9010 www.fosjc.unesp.br SÃO PAULO Reitoria R. Quirino de Andrade, 215 – Centro – CEP 01049-010 Fone (55) 11 5627-0235 www.unesp.br IA – Instituto de Artes R. Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda – CEP 01140-070 Pabx (55) 11 3393-8500 – www.ia.unesp.br IFT – Instituto de Física Teórica R. Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda – CEP 01140-070 Pabx (55) 11 3393-7800 www.ift.unesp.br Fundação Editora da UNESP Praça da Sé, 108 – CEP 01001-900 Fone (55) 11 3242-7171 – Fax (55) 11 3242-7172 www.editoraunesp.com.br Fundunesp – Fundação para o Desenvolvimento da Unesp Av. Rio Branco, 1210 – CEP 01206-001 Fone (55) 11 3474-5300 – Fax (55) 11 3474-5338 www.fundunesp.unesp.br Fundação Vunesp – Fundação para o Vestibular da Unesp R. Dona Germaine Burchard, 515 CEP 05002-062 Fone (55) 11 3670-5300 – Fax (55) 11 3670-5359 www.vunesp.com.br SÃO VICENTE Câmpus do Litoral Paulista Praça Infante D. Henrique, s/n CEP 11330-900 Fone (55) 13 3569-9400 – Fax (55) 13 3569-9446 www.clp.unesp.br SOROCABA Câmpus de Sorocaba Av. Três de Março, 511 – Bairro Alto da Boa Vista CEP 18087-180 Fones (55) 15 3238-3401/3238-3415 Fax (55) 15 3228-2842 www.sorocaba.unesp.br TUPÃ Câmpus de Tupã Av. Domingos da Costa Lopes, 780 Jardim Itaipu – CEP 17602-496 Fone (55) 14 3404-4200 – Fax (55) 14 3404-4201 www.tupa.unesp.br
  • 14. 16    Guia de Profissões PALAVRA DO REITOR Ensino de qualidade A Unesp terá grande satisfação em receber você como aluno. Sei que prestar Vestibular é um grande desafio não só para o estudante, mas também para seus pais e familiares, que atuam muito neste período pré-vestibular para que a almejada aprovação se torne uma realidade. Nossa Universidade, além de pública de excelente quali- dade e gratuita, tem características diferentes. Ela se encontra distribuída em todo o Estado de São Paulo. Oferecemos 179 cursos de graduação nas áreas de Biológicas, Exatas e Humanidades e temos 118 programas de pós-graduação, que oferecem mestrados e doutorados. Estamos muito focados na manutenção do aluno na instituição. Para isso, temos um Programa de Permanência Estudantil. Trabalhamos para dar condições para que o aluno carente não apenas entre na universidade, mas nela se mantenha durante todo o curso. Para isso, oferecemos bolsas por meio das diferentes pró-reitorias, como Graduação, Pesquisa e Extensão. Também existem as oferecidas em parceria com órgãos externos como a Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – e o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Há também a bolsa de mobilidade estudantil, que facilita a manutenção do estudante no exterior. Espero que você tenha sucesso em nosso Vestibular para aproveitar tudo o que a Unesp tem de melhor para oferecer, pois, com certeza, a vida universitária é uma das melhores fases de nossa vida. Julio Cezar Durigan, reitor da Unesp, é engenheiro agrônomo e professor do Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Câmpus de Jaboticabal. Publicação da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Reitoria da UNESP Assessor­chefe da ACI e Coordenador Editorial: Oscar D’Ambrosio Edição: André Louzas Reportagem: Cínthia Leone e Daniel Patire Colaboraram nesta edição: Alina de Almeida Bastos, Annie Christine Leite Pinto, Daniele Almeida de Carvalho, Janaína Carolina de Sá e Tabata do Prado Sato Projeto Gráfico: JS Comunicação Gráfica Produção Gráfica/Diagramação: JS Comunicação Gráfica Fotografias: Acervo ACI, Acervo Vunesp e Eliana Assumpção Capa: Cintia Tinti Produção: Mara Regina Marcato Revisão: Maria Luiza Simões Versão on­line: Marcelo Carneiro (ACI/Unesp), Cintia Tinti (Vunesp) Impressão: Tiragem: 200.000 exemplares Patrocínio e distribuição: Fundação Vunesp Rua Dona Germaine Burchard, 515 • CEP 05002­062 • São Paulo, SP Fone (11) 3670­5300 • Homepage www.vunesp.com.br Esta publicação é elaborada anualmente pela Assessoria de Comuni- cação e Imprensa da UNESP, com o patrocínio da Fundação Vunesp. A reprodução de textos é permitida, desde que citada a fonte. Reitor: Julio Cezar Durigan Vicereitora: Marilza Vieira Cunha Rudge Próreitor de Administração: Carlos Antonio Gamero Próreitor de Graduação: Laurence Duarte Colvara Próreitor de PósGraduação: Eduardo Kokubun Próreitora de Extensão Universitária: Mariângela Spotti Lopes Fujita Próreitora de Pesquisa: Maria José Soares Mendes Giannini Secretáriageral: Maria Dalva Silva Pagotto Chefe de Gabinete: Roberval Daiton Vieira Endereço da Reitoria: R. Quirino de Andrade, 215 CEP 01049010 • São Paulo, SP • Fone (11) 56270235 Homepage www.unesp.br Conselho Curador Presidente: Jair Wagner de Souza Manfrinato Vicepresidente: Humberto Gennari Filho Membros Titulares: Antonio Nivaldo Hespanhol, Celso Vieira de Souza Leite, Luiz Malcolm Mano de Mello, Marcos Valério Ribeiro, Maysa Furlan, Roberval Daiton Vieira Diretoria Executiva Diretorpresidente: Sheila Zambello de Pinho Superintendente Acadêmica: Tania Cristina Arantes Macedo de Azevedo Superintendente Administrativo: Ricardo Samih Georges Abi Rached Superintendente Planejamento: Carlos Augusto Araújo Valadão expediente
  • 15.   Guia de Profissões - 17 O vestibular Busca dos melhores alunos Três dias de provas valorizam a visão crítica A metodologia de avaliação, introduzida no exame de 2010 do Vestibular da Unesp, ocorre em duas fases. A primeira, de Conhecimen- tos Gerais, de caráter classifi- catório e eliminatório, com 90 questões objetivas, visa a propi- ciar a seleção inicial dos candi- datos e, além de verificar o grau de compreensão dos conteúdos específicos do ensino médio, agrega ao processo avaliatório indicadores relativos às compe- tências de leitura e interpretação crítica, objetividade, raciocínio lógico e maturidade nas relações multidisciplinares. Já a segunda fase, de Conhecimentos Específicos, realizada em dois dias, caracteriza-se pela especificida- de de cada eixo norteador, com 36 questões disserta- tivas e uma redação. Todos os acertos da prova de Conhecimentos Gerais têm o mesmo valor. A nota da primeira fase é atribuída na escala de 0 a 100. A instituição aceitará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para compor a classificação dos candidatos. Na segunda fase, todas as questões da prova de Conhecimentos Específicos têm o mesmo valor, e a prova toda soma 72 pontos (escala 0-72). A prova de Redação soma 28 pontos (escala 0-28). A nota da segunda fase é a soma das pontuações obtidas nas duas provas (escala 0-100). É desclassificado o candidato que obtém nota zero em qualquer uma das avaliações (Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Específicos e Redação). A nota final do candidato é a média aritmética das notas ob- tidas nas duas fases. Os cursos que tiverem provas de habilidades, a serem aplicadas apenas aos candidatos convocados à segunda fase, têm essa nota convertida na esca­- la 0-100. Nesses casos, a nota final do vestibular é obtida pela média aritmética simples das três notas. Inclusão social na Unesp A Unesp implantará a partir de 2014 Programa de Inclusão Social que visa destinar, gradativamente, até 2016, 50% das vagas oferecidas, em cada curso, a estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas e 35% destas vagas, ou seja, 17,5% do total, a egressos das escolas públicas e auto-declarados pretos, pardos ou índios (PPIs). No vestibular de 2014 serão reservadas 35% do total de vagas aos que cursaram o ensino médio nas escolas públicas e 12,3% aos autodeclarados PPIs.
  • 16. 18    Guia de Profissões GUIA DO GUIA Glossário do Ensino Superior Conheça expressões do cotidiano da universidade Nas próximas páginas, você vai se informar sobre as 69 profissões de nível superior para as quais a Unesp oferece cursos de graduação. Elas estão apresentadas, nesta publicação, em ordem alfabética e separadas por área: Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Humanida- des. Para facilitar a identificação da área do conheci- mento à qual pertencem, receberam um tratamento visual diferenciado. Assim, nas páginas em que estão as profissões da área de Ciências Biológicas, a cor predominante é o verde; nas de Exatas, o azul; e nas de Humanidades, o laranja. Dessa forma, fica fácil, já no manuseio, saber em qual área a carreira de seu interesse está inserida. Graduação Os cursos de graduação são o primeiro degrau para a formação de nível superior. Visam à formação universitária e profissional, possibilitando a obtenção de títulos de bacharel e licenciado. Bacharelado e Licenciatura O Bacharelado é o curso de graduação que habilita para o exercício profissional em uma área definida. A Licenciatura além dos conteúdos específicos oferece formação pedagógica que habilitam para o exercício do magistério no ensino fundamental e no ensino médio. Em alguns cursos, a opção dá-se no seu transcorrer;
  • 17.   Guia de Profissões - 19 em outros, deve ser feita já no momento da inscrição para o vestibular. Pós-Graduação Depois de concluir a graduação, o formado pode continuar seus estudos. Os cursos de pós-graduação formam docentes, pesquisadores e profissionais es- pecializados nas mais diversas áreas. Há dois tipos de cursos de pós-graduação: o stricto sensu, que tem como objetivo continuar e aprofundar a formação acadêmica adquirida na graduação, e o lato sensu, cujo objetivo é técnico-profissional, sem uma abrangência mais ampla na área. Os cursos stricto sensu são oferecidos nos níveis de mestrado e de doutorado, enquanto os de lato sensu, nas modalidades de especialização ou de aperfeiçoamento. Câmpus universitário É o espaço em que funciona a universidade. Inclui edifícios, bibliotecas, centros de vivência, clínicas, hortos, fazendas, hospitais, dependências esportivas, etc. A Unesp possui 34 unidades, localizadas em 24 cidades – sendo, por isso, chamada de universidade multicâmpus. Unidade universitária As unidades universitárias são as responsáveis pelos cursos oferecidos pela universidade. Vestibulares A Vunesp realiza vestibulares da Unesp em duas ocasiões: no final e no meio do ano. As informações sobre período, número de vagas, duração, data de realização de exame e nome dos cursos podem ser alteradas ao longo do ano.
  • 18. 20    Guia de Profissões ESCOLHA DA PROFISSÃO Momento de decidir Entre tantas opções, boa informação e autoconhecimento são essenciais para a melhor escolha A economia do Brasil cresce e alavanca as opor- tunidades de emprego. Entretanto, o país sente falta de profissionais com a competência exigida pelas novas características do mercado. As empre- sas esperam que eles tenham, além da formação universitária, um curso de especialização, bem como conhecimentos de administração, finanças, informática, outros idiomas e gestão de pessoas. Além de ficar atento ao noticiário econômico, o jovem que escolhe uma carreira universitária deve ter em mente que sua formação será constante. As empresas exigem hoje um profissional atualizado nas novas tecnologias e procedimentos. E com a facilidade de acesso à informação possibilitada pela internet, não há desculpas para não continuar os estudos. Novas competências Em um mercado cada vez mais competitivo, a formação do estudante nas Instituições de Ensino
  • 19.   Guia de Profissões - 21 Superior deve envolver também uma prática inicial da profissão escolhida, tanto em atividades de ex- tensão universitária, como em estágios. Ao vivenciar situações reais de trabalho, o aluno desenvolve competências e habilidades mais direcionadas à profissão. Também entra em contato com os va- lores éticos e comportamentais da sua categoria profissional. Entre as competências, a proatividade é uma das mais valorizadas. Saber resolver problemas do cotidiano, buscar soluções e propor melhorias são características de um profissional de destaque. Ele deve ainda aprender a trabalhar em grupo, tanto para comandar uma equipe quanto para respeitar o comando. A prática pode ainda validar a escolha profissional, ao confrontar a realidade com as ex- pectativas dos universitários. Os valores que o estudante traz consigo o mo- tivam a criar, a não se conformar com a situação presente e a realizar mudanças na realidade que o cerca. Mas, para que essas propostas sejam efeti- vas e deem frutos, há necessidade de desenvolver características de um empreendedor, como a busca por oportunidades, persistência diante das dificul- dades e, acima de tudo, planejamento. Para preparar seus estudantes em uma cultu- ra empreendedora, desenvolvendo capacidades fundamentais para as novas relações de trabalho, como a criatividade e a inovação, a Unesp e o Se- brae, em parceria, implantaram a disciplina optativa de Empreendedorismo nos cursos de graduação. Essa disciplina objetiva criar um perfil que auxilie o universitário a elaborar projetos, que podem ser sociais ou empresariais, porém, inovadores.
  • 20. 22    Guia de Profissões Leitura & Reflexão Chamada urgente Jorge Miguel Marinho – Alô... – Quem fala? – Sou eu. – Ahhh, então é assim que te anuncias. Ora, ora, ora... Se em tua carta tu me consultas para saber quem és, como te atreves a me atender e te apresentar de forma tão decidida? – Quem é o senhor, afinal? – Apolo, para quem tu escreveste, e estou ligando do Monte Parnaso, diretamente aqui da Grécia. – Não acredito! Tão rápido assim? Eu mandei pelo correio ontem! – Ocorre que teu caso me pareceu de extrema urgência e então resolvi abrir uma exceção. Como é do teu conhecimento, levo meu ofício muito a sério e, entre minhas aptidões profissionais, coube-me a difícil tarefa de iniciar os jovens na vida adulta. – Mas, pelo que me disseram, os oráculos só res- pondem na forma de um enigma... – O enigma és tu e colocar mais palavras de adivi- nhação na tua cabeça é coisa do diabo, com quem não quero misturar os papéis, sob ameaça de comprometer o meu reinado. – É claro, senhor. E então já sabe qual é a profissão que eu devo seguir? – Com dezoito anos os jovens daqui já sabem o norte do seu destino e tu não te decidiste ainda entre Humanas e Exatas. – Conforme escrevi, sou bom na soma e na sub- tração, mas sou chegado em analisar a vida também. Além do mais, preciso trabalhar e ser técnico em alguma coisa me parece uma boa. Hotelaria, Moda e Estilo, Artes Gráficas, Eletrônica, Nutrição, tenho os sentidos muito aguçados. – Isto serve para tudo, o que é uma vantagem, porque o universo com as suas vibrações astrais abre- -se inteiramente para ti. Por que não fazes Astrologia? – Não acredito nisso, sou um cara muito racional. – Por isso, o interesse por Ciência da Computação, Análise de Sistemas, Engenharia e Administração? – E por Astronomia também, tenho facilidade para mexer com símbolos, cálculos e enxergo muito bem. – Já pensaste em Oftalmologia, que exige uma sensibilidade capaz de imaginar como os outros veem o Cosmos? – Gostei de Cosmos, adoro palavras, mas não sei não... – As palavras são a matéria-prima da existência. Tu tens chance em Direito, Psicologia, Letras, Ciências Polí- ticas e Marketing também, eu faço questão de destacar.
  • 21.   Guia de Profissões - 23 – Marketing até que faz a minha cabeça, é uma carreira de sucesso. – Ora, ora, ora, não sejas carreirista, escolher uma profissão é muito mais. Afinal, responde-me uma per- gunta: qual é o teu jeito de ser? – O quê? – Qual é a tua, meu? – Gosto de Jornalismo, de Música e de Relações Públicas. Tenho boa redação, espírito curioso e sou fis- surado em eventos culturais. Mas de verdade mesmo, eu queria ser... – O quê? Vamos, diz... – Deixa pra lá! – Com tantas dúvidas na tua cabeça, a Filosofia me parece um território promissor. – O senhor está parecendo o meu pai querendo que eu entre no seu labirinto, que é para onde vocês aí mandam quem não anda na linha. Ele quer que eu entre na Carreira Militar e fique de frente com o Minotauro. – Labirinto, isto. Labirinto me parece o lugar exato para tu te achares nos caminhos e descaminhos da decifração. – Ou me devorar. – Isto, quem sabe a autodevoração, já que antro- pofagia em qualquer sentido me parece ao menos um destino heroico. Vai, aceita o desafio e entra em ti. – Por favor, acho que estou ficando mais confuso. Não dá para o senhor me tratar por você? – Ahhh, vai-te catar, meu. – Ultimamente, com essa pressão do vestibular, não faço outra coisa. – Pois eu vou te propor uma viagem e vamos a ver se tu te ancoras num porto seguro. – Manda, então. – Tem uma arca aí onde estás? – O quê? – Um baú, garoto. – Tem, isso tem. – Entra nele então. – Um momento..., está aqui no quarto da minha mãe, dá um tempo..., só mais um instante..., pronto, entrei. – Concentra-te. Imagina que estás de costas para um espelho e procura me descrever quem és tu por trás. – Está muito calor aqui e eu estou vendo estrelas, ou parecem tochas de fogo no ar... Isto confirma o meu desejo, que é muito mais forte do que o mercado de trabalho. – E podes vislumbrar algum caminho profissional? – Eu não tive coragem de dizer, mas o que eu quero mesmo é ser bombeiro. – Que bombeiro coisa nenhuma. Está bem que teu elemento é fogo, mas tu estás apenas querendo ser original. – Eu...? – Pois é agora que eu vou vaticinar o teu destino e te dizer o que serás, de fato, no futuro... – Me diz então... Alô, alô, alô.... Seu Apolo, por favor, complete o oráculo. Alô..., alô..., o senhor ainda está aí? – Tu, tuuu, tuuuuuuu. tuuuuuuuuuuu. Jorge Miguel Marinho é professor universitário de literatura, ro- teirista, ator, autor de vários livros de ensaios e ficção, entre eles Te dou a lua amanhã, prêmio Jabuti; Na curva das emoções, prêmio APCA; e Lis no peito – um livro que pede perdão, prêmio Jabuti.
  • 22. 24    Guia de Profissões orientação Qual caminho seguir? Conhecer o mercado de trabalho e controlar a ansiedade são fundamentais para tomar decisão, indicam especialistas Para fazer escolhas é preciso aprender a lidar com as incertezas. A lição é da psicopedagoga Maria Beatriz de Oliveira, pesquisadora e professora da Faculdade de Ciências e Letras do Câmpus de Araraquara. “O caminho se faz ao caminhar. Antes, você escolhia um curso e sua profissão já estava estabelecida. Agora, a carreira é construída ao longo da vida.” Um médico, por exemplo, pode se consolidar como administrador de hospital. Muitos psicólogos concentram sua especialidade na seleção de recursos humanos, enquanto um músico pode se tornar um educador. “O papel pro- fissional não está mais predefinido. Há uma multiplicidade de funções em cada carreira”, diz a professora, que coordena o serviço de orienta- ção profissional daquele câmpus. Muitos estudantes temem não passar no vestibular, não gostar do curso que escolheram ou não ser bem-sucedidos no trabalho. No fundo desse temor está o receio de não corresponderem às expec- tativas da sociedade, da família e de si mesmos. “O problema é que você tem que dar certo ontem”, resume o psicólogo Dinael Corrêa de Campos, professor da Facul- dade de Ciências do Câmpus de Bauru e coordenador do servi­ço Divulgação
  • 23.   Guia de Profissões - 25 A Unesp oferece orientação profissional em três unidades. As sessões são em pequenos grupos, acompanhados por alunos do último ano do curso de Psicologia. O público é variado: há desde pré-vestibulandos até estu- dantes universitários confusos com o futuro na profissão e trabalhadores de diferentes áreas repensando suas carreiras. As atividades incluem exibição de filmes, representações teatrais, dinâmi- cas de grupo e análises. A realidade de cada profissão, projetos de vida e os conceitos modernos de felicidade e sucesso são alguns dos temas tratados. Há também palestras e encontros específicos com a família da pessoa que busca ajuda. Não é aplicado nenhum tipo de teste vocacional, método considerado ultrapassado pelos psicólogos. Câmpus de Araraquara Centro de Pesquisas sobre a Infância e a Adolescência Duração: cinco meses, encontros semanais com duas horas de duração, de abril a agosto de cada ano. A unidade oferece, ainda, uma feira anual de profissões aberta à comunidade. Inscrição: março e abril. Contato: (16) 3301-6200 / 6295 Câmpus de Assis Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada Duração: de 8 a 10 encontros para os atendimentos presenciais, com grupos de 12 a 15 pessoas, que têm início em maio. O serviço é gratuito e ocorre semanalmente. Cada encontro dura 2 horas, num total de 8 a 10 encontros, dependendo do grupo. Durante todo o ano, a Faculdade também realiza orientação por e-mail. Inscrições e contato: (18) 3302-5905 e orienta@assis.unesp.br Câmpus de Bauru Centro de Psicologia Aplicada Duração: orientação permanente, de março a junho e de agosto a no- vembro, com 80 vagas por semestre. Reunidos em grupos, os jovens têm de 12 a 15 encontros semanais de duas horas cada um. Inscrição: março e agosto. Contato: (14) 3203-0562 / 3103-6090 Ajuda especializada w Desconhecer o mercado de trabalho.Ascarreirasmaispromis- soras nem sempre são as mais tradicionais. w Não perceber que o modelo socialmente propagado de felicidade e sucesso é só “um modelo”. w Aceitar comparações. A história de cada pessoa é única. w Ansiedade e pressa. É sempre possível mudar de ideia e re- começar. w Alimentar temores infundados, como o medo de chegar atra- sado no dia da prova ou de dar “branco”. w Considerar-se potencialmente excluído. Quem deixa de prestar vestibular por achar que é mui- to difícil entrar na Unesp ou em um curso mais concorrido está tirando de si a própria chance. “Armadilhas” que podem brecar seu futuro de ajuda profissional da unidade. “A família é a causa de muito desespero. A pressão é grande e, em geral, velada”, relata o professor e psicólogo Paulo Motta, coordena- dor do serviço de orientação pro- fissional da Faculdade de Ciências e Letras de Assis. “Sempre afirmo ao jovem que ele fez o que foi possível neste momento da vida. No ano que vem, talvez ele possa fazer mais.”
  • 24. 26    Guia de Profissões vunesp Fundação Vunesp em busca de talentos Nascida para grandes desafios Saber quem está mais bem preparado é o papel da Fundação Vunesp em mais de três décadas. A Vunesp é uma instituição de natureza pública, de direito privado, sem fins lucrativos, que ocupa posição de destaque entre as instituições envolvidas na seleção e no recru- tamento de pessoal. Com sede na cidade de São Paulo, possui abrangência nacional, realizando certames para órgãos das esferas federal, estadual e municipal, bem como para autarquias de caráter público ou privado, com espectros diferentes de atuação na sociedade civil. A Fundação Vunesp realizou inúmeros concursos públicos e vestibulares, que abrangeram um contin- gente de 28,5 milhões de candidatos, e investe os resultados financeiros na melhoria das atividades-meio e das atividades-fim pautadas em seu estatuto. Dentre os concursos vestibulares, ganha destaque o segundo maior do País, que seleciona ingressantes para a Unesp. Ademais, a Vunesp atua na área de avaliação de de- sempenho institucional, ensino e no acompanhamento de projetos e programas. Vunesp foi criada por uma das maiores universidades do País A natureza pública da Vunesp vem de sua criação pela Universidade Estadual Paulista – Unesp, em 1979. Mesmo tendo a Unesp, na época, dimensões bem infe-
  • 25.   Guia de Profissões - 27 janeiro de 2013. Tal certificação atesta que a Vunesp está estruturada para atender processos que visam à melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados aos seus clientes, candidatos e órgãos contratantes de concursos públicos, vestibulares e avaliações. Cuidado com todas as etapas dos processos Dentre as principais etapas de avaliação dos can- didatos, destacam-se: a elaboração de provas, com qualificado corpo de especialistas; a área de informática, responsável pela segurança dos dados e a integração entre todas as áreas da Vunesp; e as áreas de produ- ção e logística, encarregadas da importante tarefa de preparar e levar às mãos dos candidatos o instrumento mais importante do processo: a prova. Fazendo concursos para 20 ou 2 milhões de can- didatos, o padrão de atuação e a preocupação da Vunesp com a qualidade do trabalho têm sido sempre os mesmos, com ênfase no sigilo e na credibilidade, além da certeza de que a conquista dos candidatos é a razão principal da existência da Fundação Vunesp. riores às de hoje, já ocupava o posto entre as maiores universidades brasileiras: seus 65 cursos de graduação estavam distribuídos por 14 câmpus, hoje são 34 em 24 cidades, e contavam com cerca de 10.500 alunos de graduação e 1.700 professores. Assim, além de rea- lizar um exame à altura da Unesp, o desafio original da Vunesp foi realizar seu primeiro vestibular para um con- tingente de 35.658 candidatos, dos quais 2.283 foram selecionados para ingresso na Universidade em 1981. Nos dias atuais, a Unesp oferece anualmente mais de 179 opções de cursos em seus dois vestibulares para um total de aproximadamente 114 mil candidatos. Hoje a Fundação Vunesp conta com mais de 200 funcionários e trabalha, anualmente, em mais de 150 projetos, avaliando cerca de 3 milhões de pessoas. Qualidade atestada pelo certificado ISO 9001 A instituição é certificada em conformidade com a norma ISO 9001:2008. O sistema de gestão da qualidade foi balizado pela Fundação Vanzolini em dezembro de 2012, cujo certificado foi emitido em
  • 26. 28    Guia de Profissões longe de casa Vida republicana Amadurecimento, independência e profundos laços de amizade são algumas das vantagens que os alunos de vários câmpus da Unesp levam, além do diploma Viver numa república auxilia a adquirir responsabi- lidades que muitas vezes não seriam assumidas em casa, a de valorizar alguns confortos que pareciam triviais e a respeitar a opinião e o espaço do próximo. A convivência nem sempre é fácil, mas leva a muito amadurecimento e reforça a intimidade. Um dos objetivos da república é diminuir as des- pesas com habitação e alimentação de cada estudan- te. É como um treinamento para a vida profissional. Aprende-se a tomar decisões e a buscar o diálogo entre pessoas que pensam diferente. Como acontece em uma república, todos, depois de formados, precisarão ter ‘jogo de cintura’ para encarar um emprego e saber como se comportar em cada situação. É preciso, acima de tudo, construir um sistema or- ganizado para viver em um apartamento próximo ao câmpus e longe da família. As tarefas são divididas e alternadas sem grandes dificuldades, o que torna todos mais independentes e flexíveis. Viver em república vale a pena, pois são quatro ou mais anos de aprendizagem, e, aos poucos, são cria- dos laços e momentos que serão recordados durante muito tempo. Contas, responsabilidades, horas de estudo e muitos momentos de cumplicidade são divididos nas repúbli- cas. São guardadas recordações de tudo o que foi feito em conjunto, como projetos de pesquisa e extensão, viagens e, claro, as festas universitárias. Sair de casa, morar com desconhecidos e conhecer um lugar novo são mudanças difíceis no começo. É necessária uma adaptação, mas logo vem a intimidade, a amizade e a alegria que é morar em uma república. A maioria dos alunos acredita que esta época será a melhor de sua vida.
  • 27.   Guia de Profissões - 29 internacionalização Valorização do intercâmbio Cooperação acadêmica é enfatizada Pensando na valorização do currículo do aluno, a Unesp criou o programa de intercâmbio internacional para os cursos de graduação, com reconhecimento de créditos. Na Unesp os alunos de graduação podem desenvolver componentes curriculares em instituições conveniadas do exterior, no período de um semestre ou um ano, e, com aprovação prévia do Conselho de Curso de sua unidade, ter os créditos previamente reconhecidos e posteriormente incorporados a seu Histórico Escolar. O conhecimento da língua do país escolhido é fun- damental para a realização do intercâmbio, e o aluno deve estar com um nível avançado na hora de solicitar o intercâmbio. A Unesp tem acordos com 26 países. Os principais destinos dos estudantes são: Portugal, Espanha, França, Argentina, Alemanha, Uruguai, Cana- dá, Chile, Áustria, China, Estados Unidos, Itália, Japão e México. Além do intercâmbio, os alunos de alguns cursos da Unesp também podem participar de um programa de Duplo Diploma que lhes oferece a oportunidade de obter, além do diploma da Unesp, um diploma do mesmo curso na instituição parceira do exterior. Através dos acordos de cooperação estabelecidos com diversas universidades do mundo, a Unesp ofe- rece aos alunos que participam de seus programas de intercâmbio a isenção de taxa de matrícula e de men- salidades para o período de estudos na universidade de destino. A Unesp a cada ano trabalha para aumentar o finan- ciamento a seus programas de Mobilidade Discente. Trabalha, também, no estabelecimento de acordos com instituições do exterior, para garantir oportunidades de mobilidade aos alunos que possam financiar seu in- tercâmbio. Neste caso, os alunos devem arcar com os custos de hospedagem, alimentação, seguro de saúde, passagem aérea e/ou terrestre, despesas com visto e gastos pessoais. Para ser um aluno de intercâmbio na Unesp deve- -se estar regularmente matriculado na graduação em qualquer curso e ter integralizado no mínimo 40% de créditos de seu curso. É necessário também apresentar comprovante de proficiência na língua do país de destino. Programa integrado de dupla diplomação A Unesp começou em 2012, em conjunto com as instituições do Grupo INSA, Instituto Nacio- nal de Ciências Aplicadas, da França, um programa inédito no Brasil de dupla diplomação. Neste programa, ao final do primeiro semestre do primeiro ano, os alunos dos cursos de engenharia da Unesp serão selecionados para participar do programa em função do seu desempenho acadêmico. Após o primeiro semestre cursado na Unesp, os alunos partirão para a França para realizar parte de seus estudos por um período de três semestres. Depois, retornam ao Brasil e continuam seus estudos na Unesp durante quatro semestres. Ao final deles, retornam à França para mais três semestres. Para finalizar seu curso de engenharia, os alunos deverão realizar um último semestre na Unesp. Os alunos selecionados para o programa receberão bolsa de estudos e passagens para as estadias na França. Poderão concorrer alunos dos cursos de Engenharia Ambiental, de Bioprocessos e Biotecnologia, Civil, Controle e Automação, de Materiais, de Produção, Elétrica e Mecânica. Esses cursos estão indicados neste Guia de Profissões com um selo. .
  • 28. RELAÇÃO DOS CURSOS Ciências Biológicas Agronomia 34-35 Ciências Biológicas 36-37 Ciências Biomédicas 38-39 Ecologia 40-41 Educação Física 42-43 Enfermagem 44-45 Engenharia Agronômica 46-47 Engenharia de Pesca 48-49 Engenharia Florestal 50-51 FarmáciaBioquímica 52-53 Fisioterapia 54-55 Fonoaudiologia 56-57 Medicina 58-59 Medicina Veterinária 60-61 Nutrição 62-63 Odontologia 64-65 Terapia Ocupacional 66-67 Zootecnia 68-69 30    Guia de Profissões
  • 29. Ciências Exatas Ciência da Computação 72-73 Engenharia Ambiental 74-75 Engenharia Biotecnológica 76-77 Engenharia Cartográfica 78-79 Engenharia Civil 80-81 Engenharia de Alimentos 82-83 Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia 84-85 Engenharia de Biossistemas 86-87 Engenharia de Controle e Automação 88-89 Engenharia de Energia 90-91 Engenharia de Materiais 92-93 Engenharia de Produção 94-95 Engenharia de Telecomunicações 96-97 Engenharia Elétrica 98-99 Engenharia Industrial Madeireira 100-101 Engenharia Mecânica 102-103 Engenharia Química 104-105 Estatística 106-109 Física 110-111 Física Médica 112-113 Geologia 114-115 Matemática 116-117 Meteorologia 118-121 Química 122-123 Sistemas de Informação 124-125 Humanidades Administração 128-129 Administração Pública 130-131 Arquitetura e Urbanismo 132-133 Arquivologia 134-135 Arte-Teatro e Artes Cênicas 136-137 Artes Visuais 138-139 Biblioteconomia 140-141 Ciências Econômicas 142-143 Ciências Sociais 144-145 Comunicação Social: Jornalismo 146-147 Comunicação Social: Radialismo 148-149 Comunicação Social: Relações Públicas 150-151 Design 152-153 Direito 154-155 Educação Musical e Música 156-157 Filosofia 158-159 Geografia 160-161 História 162-163 Letras 164-165 Letras – Tradutor 166-167 Pedagogia 168-169 Psicologia 170-171 Relações Internacionais 172-173 Serviço Social 174-175 Turismo 176-177   Guia de Profissões - 31
  • 30. 32    Guia de Profissões
  • 31. biológicas   Guia de Profissões - 33 Estudar a vida, em todas as suas vertentes, seja nas profundezas do mar ou no mais alto pico de montanha, no interior das florestas tropicais ou nas calotas polares, à luz de um microscópio em ensaios laboratoriais, des- vendando seus mistérios, é tarefa laboriosa e gratificante do profissional da área de Ciências Biológicas. A Unesp oferece aos seus alunos, em várias de suas unidades universitárias, cursos da área de Biológicas, com todos os recursos tecnológicos da era moderna, laboratórios bem equipados, além de profissionais capa- citados, todos com títulos de pós-graduação, para atender à formação dos profissionais da área do século XXI. O conhecimento teórico é acompanhado de práticas de campo e de laboratório, levando o acadêmico a compre- ender melhor a vida, da molécula ao mais complexo dos seres, e suas relações com o meio ambiente. A formação atende também a uma das vertentes mais promissoras da área de Biológicas, ou seja, a de atuar como perito e analista ambiental, emitindo laudos técnicos e pareceres para satisfazer demandas da Justiça ou contribuindo com a elaboração de Estudos do Impacto Ambiental – EIA e de Relatórios de Impacto do Meio Ambiente – RIMA. É tarefa do profissional da área de Biológicas a for- mulação e elaboração de estudos, projetos ou pesquisa científica básica e aplicada, nos vários setores da Biolo- gia e áreas correlatas, bem como nos que se relacionam com a preservação, o saneamento e o melhoramento do meio ambiente. Presta também consultoria a em- presas, fundações, sociedades e associações de classe, entidades autárquicas, privadas ou do setor público, no âmbito de sua especialidade. Estudar nos cursos da área de Biológicas da Unesp faz-nos sentir mais próximos dos grandes nomes das ciências naturais, como Darwin, Lineu, Cuvier, Lorenz, Lutz, Bokerman e tantos outros, com a possibilidade de repetir grandes feitos. O perfil do profissional da área assegura-lhe importante papel de formador de opiniões, seja como professor, empresário ou pesquisador em todas as suas vertentes. Arif Cais é biólogo, professor aposentado e voluntário junto ao Departamento de Zoologia e Botânica do Câmpus da Unesp de São José do Rio Preto.
  • 32. 34    Guia de Profissões biológicas A Agronomia, ou Engenharia Agronômica, exerce papel relevante em uma sociedade que consome cada vez mais alimentos, fibras e energia, e, por outro lado, exige prá- ticas ambientalmente sustentáveis, particularmente no que diz respeito às questões de uso e disponibili- dade de água e de conservação da biodiversidade. No Brasil, as propriedades agrí- colas apresentam características heterogêneas, com unidades em- presariais especializadas convi- vendo, lado a lado, com unidades de produção familiares, cada uma apresentando condições tecnoló- gicas, econômicas e sociais especí­ ficas. Nesse sentido, o profissional precisa ter uma formação generalis- Agronomia Desenvolvimento técnico e social amplia ação profissional ção de alimentos, fibras e energia, de transporte, de processamento e comercialização, entre outros) e em várias atividades, como irrigação, topografia, mecanização, beneficia- mento e armazenamento de grãos, fertilidade e adubação do solo, ma- nejo e conservação do solo, defesa sanitária vegetal, processamento de produtos agrícolas, alimentação e nutrição animal, melhoramento ge- nético, administração de empresas agrícolas, meteorologia aplicada à agricultura, tecnologias de produção agrícola, de sementes e mudas, e biotecnologia. Nos centros urbanos pode atuar, ainda, nos vários segmentos de distribuição dos produtos agrícolas, no planejamento visual urbano, ta, mas com alguma especialização. O engenheiro agrônomo pode se envolver com as diversas esferas da produção agrícola (segmentos de produção de insumos, de produ-
  • 33.   Guia de Profissões - 35 Cursos dispõem de professores qualificados, laboratórios modernos e fazendas experimentais por meio da ação em paisagismo e arborização, no setor bancário, por meio dos mercados de crédito e seguros, em prestação de ser- viços, por meio de empresas de consultoria especializadas, entre outras. Merecem ainda destaque as possibilidades de trabalho abertas pela produção de energia de fontes renováveis (etanol e biodiesel), na gestão da qualidade e na certifica- ção de produtos agropecuários. O curso em Botucatu oferece aos alunos mais de 75 laboratórios de pesquisa, casas de vegetação, centros e núcleos de pesquisa e extensão, biblioteca, incubadora de empresas, fundação de apoio a pesquisas, laboratório de línguas estrangeiras e museu do café. Conta com três fazendas experimentais e um sítio modelo, onde são desen- volvidas experiências práticas, com o acompanhamento supervisionado da realidade produtiva rural. Os seis cursos em nível de pós-graduação oferecidos na unidade procuram ar- ticular ações de pesquisa integrando os alunos de graduação em ativi- dades de iniciação científica. Além disso, o curso de Agronomia da Faculdade de Ciências Agronômicas oferece apoio a programas de inter- câmbio em países estrangeiros para o desenvolvimento de estágios e estudos em instituições no exterior. No curso de Ilha Solteira, as disciplinas são ministradas em aulas teóricas e práticas, que envolvem laboratórios, fazenda experimental e empresas (propriedades rurais, cooperativas, multinacionais e ou- tras) com atividades relacionadas às disciplinas. Os estudantes têm grande incentivo para trabalho de iniciação científica (com bolsa). A unidade possui convênios com várias empresas e entidades para realização do estágio supervisiona- do obrigatório. O curso em Jaboticabal dispõe de inúmeros laboratórios (didáticos e de pesquisa), além de fazenda de ensino e pesquisa e horto florestal. Os estudantes têm aulas no campo, fazem visitas a instalações e a pro- priedades agrícolas, além de ativida- des de iniciação científica e estágios na faculdade e em empresas. Envolto por reservas ambientais da Mata Atlântica, mas inserido numa região agrícola do Estado, o curso de Registro prima pelo en- sino de qualidade, incentivando o espírito empreendedor e o contato com o produtor, além da iniciação científica. Também estimula os estudantes a fazerem estudos de manejo e desenvolvimento da agri- cultura sustentável, tanto a familiar quanto a de maior porte.
  • 34. 36    Guia de Profissões biológicas Diante da necessidade crescente de preservação da natureza, o bió- logo tem competência, entre outras coisas, para documentar e estabe- lecer estratégias de conservação da biodiversidade, para adotar ações de educação ambiental e fazer estudos de impacto ambiental. Ele também pode se envolver em pes- quisas biotecnológicas, trabalhos com clonagem, organismos trans- gênicos, células-tronco, fármacos e novos produtos, em organizações públicas e privadas. O profissional atua ainda nas áreas de análises clínicas, saúde pública, biologia fo- rense, bioenergética, oceanografia e paleontologia, entre outras. Já a formação em licenciatura permite ministrar aulas no ensino funda- mental e médio. As unidades da Unesp que oferecem cursos nas modalidades de bacharelado e de licenciatura contam com laboratórios modernos e estimulam o desenvolvimento de pesquisas, em iniciação científica, em áreas como Biotecnologia, Bio- logia Estrutural, Biologia Marinha, Saúde e Educação em Ciências e Biologia. Visitas e práticas em vários tipos de ambientes naturais com- pletam a formação do profissional. No Câmpus de Assis, os alunos podem cursar as duas modalidades em quatro anos. A unidade organiza reuniões e excursões científicas re- gulares. Os alunos que optam pela iniciação científica podem receber bolsas de estudo em áreas como Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde e Biotecnologia. Em Bauru, a Faculdade de Ciên- cias oferece o Curso de Graduação em Ciências Biológicas, que susten- ta a preocupação de oferecer uma formação acadêmica de qualidade, apresentando uma visão atualizada dos conteúdos biológicos e educa- cionais. Além dos novos e amplos laboratórios didáticos, existem la- boratórios de pesquisa nos quais o aluno pode iniciar suas atividades científicas, realizando estágios, par- ticipando de projetos de iniciação científica ou de extensão. O curso de Ciências Biológicas do Ciências Biológicas Atuação na preservação e no uso sustentável da natureza
  • 35.   Guia de Profissões - 37 Câmpus oferecem infraestrutura e formação com excursões, estágios e iniciação científica Câmpus de Botucatu é oferecido em duas modalidades: bacharelado e licenciatura. Ambas as opções de curso possuem um conjunto de disciplinas nucleares comuns que constituem a base da formação do futuro biólogo, além das disciplinas específicas para a formação do bacharel ou do futuro professor de Ciências ou de Biologia. Durante a formação acadêmica, são incentiva- das atividades de iniciação científica nos laboratórios de pesquisa e a participação em projetos de exten- são universitária. O Instituto dispõe de excelente estrutura para o ensino de Biologia: laboratórios didáticos nas diferentes áreas do conheci- mento, jardim botânico, herbário, museu de anatomia de vertebrados, coleções científicas diversas, várias linhas de pesquisa na área básica e aplicada e uma rede de convênios com várias instituições nacionais e internacionais Licenciatura e bacharelado, com ênfase em Meio Ambiente e Biodi- versidade, são as opções da unidade de Ilha Solteira, onde o aluno de- verá escolher uma das modalidades ao final do primeiro ano. Em Ilha Solteira o estudante tem a oportuni- dade de realizar reuniões científicas, excursões por diferentes biomas e de participar de intercâmbio no exterior. A unidade possui fazendas de ensino e pesquisa em São Paulo e Mato Grosso do Sul, com áreas dentro de Mata Atlântica e Cerrado. Possui também coleções de plan- tas, animais, rochas e minerais. Ao concluir a modalidade escolhida o aluno poderá solicitar reingresso para completar a outra modalidade. diplomas (bacharel e licenciado). O Câmpus de São José do Rio Preto oferece as duas moda- lidades, sendo que o aluno deve optar por uma delas ao concluir o primeiro ano letivo. Após o término de seus estudos na primeira modali- dade, é facultado ao aluno solicitar o reingresso para complementar sua formação em ambas as modalida- des. Além das atividades didáticas, é possível realizar estágios, com bolsas de estudos, em diversas áreas e, no bacharelado, o estudan- te pode direcionar sua formação para uma das quatro áreas de ênfase oferecidas: Genética e Bio- química, Biologia Animal, Biologia Vegetal e Biologia Estrutural. São Vicente oferece licenciatura (noturno) e bacharelado em duas habilitações: Biologia Marinha ou Gerenciamento Costeiro. A Biologia Marinha capacita os alunos para o trabalho com ambientes marinhos e costeiros; o Gerenciamento Cos- teiro fornece ferramentas para o gerenciamento costeiro integrado, com atuação também nos ecossis- temas costeiros e da Mata Atlântica, ou em atividades portuárias. Os alunos do bacharelado têm, ainda, contato com diversos biomas ma- rinhos através das saídas a campo para coleta de materiais e da utiliza- ção de laboratórios didáticos. Os estudantes de Jaboticabal desenvolvem uma visão crítica, ética e solidária nos temas Meio Ambiente e Biotecnologia. Além das aulas regulares, há visitas a diversos biomas. O bacharelado tem ênfase ambiental e biotecnológica. Na li- cenciatura, há estágios obrigatórios em escolas. O curso de Ciências Biológicas de Rio Claro é um dos cursos mais consolidados e conceituados do Brasil, considerado um curso de referência tanto em nível es- tadual como federal. Este curso é oferecido em duas modalidades, bacharelado e licenciatura, e, por meio de um ingresso único, pos­ sibilita ao aluno a obtenção de dois
  • 36. 38    Guia de Profissões biológicas O biomédico atua na área da saúde realizando pesquisas cientí- ficas e/ou auxiliando em diagnósti- cos, visando à promoção da saúde humana e à qualidade ambiental. São mais de 34 áreas de atuação para o profissional biomédico, que se estendem do campo das pesqui- sas científicas básicas e aplicadas às Ciências Biomédicas Estudos buscam solução para problemas de saúde da população análises laboratoriais que auxiliam o diagnóstico clínico. O biomédico pode atuar em banco de sangue, saúde pública, biomedicina estética, acupuntura, bromatologia, áreas comercial e industrial, entre outras atividades. O Instituto de Biociências de Botucatu forma o biomédico com ênfase na formação científica, possibilitando ao aluno acesso a laboratórios de pesquisa científica. O curso de graduação em Ciências Biomédicas tem duração de quatro anos e ocorre em perí- odo integral, possuindo currículo abrangente, multi e interdisciplinar, que permite ao estudante eleger
  • 37.   Guia de Profissões - 39 diferentes áreas de atuação. Possui infraestrutura adequada para aulas teóricas/práticas, distribuídas nos diferentes laboratórios didáticos, bem como nos próprios laboratórios de rotina e pesquisa. O biomédico que deseja atuar em centros de pesquisa encon- trará o suporte necessário durante o curso, através de estágios de iniciação científica, nos diferentes laboratórios do Instituto, junto a grupos de pesquisa reconhecidos internacionalmente. Através de convênios interna- cionais do Instituto de Biociências, o curso permite a realização de in- tercâmbios, ampliando as possibili- dades de crescimento e diversidade na formação dos alunos. Além da ampla infraestrutura do Instituto de Biociências, os alunos do curso de graduação em Ciências Biomédicas contam com outras uni- dades da Unesp, como a Faculdade de Medicina, ampliando as áreas de estágio. O curso de graduação em Ciên­ cias Biomédicas do Instituto de Biociências foi um dos pioneiros no Brasil, fazendo parte da história, Atuação dos profissionais vai dos laboratórios de análises clínicas a centros de pesquisa relativamente recente da Biomedici- na. Desde então, vem aprimorando sua estrutura curricular, visando à modernização sem perder a qualidade advinda da experiência pioneira. Se você deseja ser um futuro cientista na área biomédica ou mesmo atuar em serviços de diag- nóstico clínico, o curso de Ciências Biomédicas dará condições de uma formação profissional de qualidade, ética e comprometida com a saúde humana e ambiental. Além da pesquisa e docência, o biomédico pode obter, segundo o CRBM-1, as seguintes habilitações: Patologia Clínica (Análises clínicas), Biofísica, Parasitologia, Microbio- logia, Imunologia, Hematologia, Bioquímica, Banco de Sangue, Vi- rologia, Fisiologia, Fisiologia Geral, Fisiologia Humana, Saúde Pública, Radiologia, Imagenologia, Análises Bromatológicas, Microbiologia de Alimentos, Histologia Humana, Pa- tologia, Citologia Oncótica, Análise Ambiental, Acupuntura, Genética, Embriologia, Reprodução Humana, Biologia Molecular, Farmacologia, Psicobiologia, Informática de Saúde, Anatomia Patológica, Toxicologia, Perfusão Extracorpórea, Sanitarista, Auditoria e Biomedicina Estética.
  • 38. 40    Guia de Profissões biológicas Pioneiro no Brasil, o curso de graduação em Ecologia da Unesp foi implantado em 1976 no Institu- to de Biociências (IB) do Câmpus de Rio Claro e, em mais de três décadas, acompanhou o desenvol- vimento científico da área e o cres- cente interesse nacional e mundial pelas questões ambientais. O curso forma ecólogos, profis- sionais amplamente capacitados para compreender o funciona- mento dos ecossistemas nas suas mais variadas escalas (do gene à Ecologia Avanço científico aumenta demanda da carreira biosfera), assim como identificar e solucionar conflitos entre as ações humanas e o meio ambiente. Apesar de formalmente alocado dentro da grande área de Ciências Biológicas, o curso de Ecologia é, na verdade, fortemente interdisci- plinar. Sendo assim, o aluno cursará disciplinas não só da área de Bio- lógicas, mas também das áreas de Exatas, Ciências da Terra, Humanas e Filosofia. Essa abordagem interdis- ciplinar, com forte base científica, é necessária para a formação adequa- da do profissional que deverá atuar na geração e transmissão de novos conhecimentos e em resoluções dos problemas socioeconômicos e ambientais do Brasil e do mundo. A futura elaboração de metas para o desenvolvimento susten- tável, acordada durante a cúpula no Rio de Janeiro em 2012, assim como a problemática das mudanças climáticas globais e a vertiginosa perda de biodiversidade nos trópi- cos representam grandes desafios para a humanidade, que um ecó-
  • 39.   Guia de Profissões - 41 logo poderá ajudar a compreender e solucionar. Durante o curso, portanto, o aluno é estimulado a desenvolver um perfil crítico com o objetivo maior de estudar, sob a ótica da prática científica, a organi- zação e funcionamento da natureza e os problemas do meio ambiente, conjugando conhecimentos obtidos em várias áreas. Devido à sua formação abran- gente dentro da área ambiental, o campo de atuação do ecólogo tam- bém é amplo. O curso prepara os seus alunos para atuarem tanto no campo acadêmico-científico (como professores ou pesquisadores em gra­duação, o aluno tem contato com professores e pesquisadores responsáveis por diversos labora- tórios – onde é possível realizar estágios de iniciação científica e Trabalho de Conclusão de Curso, realiza atividades de campo, além de cumprir estágio obrigatório fora da universidade. Os locais das atividades extraclasse variam de acordo com as disciplinas do curso, cujos estudos sobre a estrutura e funcionamento dos ecossistemas Especialista tem formação abrangente e deve atuar em colaboração com outros profissionais são preferencialmente – mas não exclusivamente – feitos em áreas preservadas, como o Parque Es- tadual da Ilha do Cardoso, entre outros. Desde 2013 o Câmpus de Rio Claro conta com o programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biodiversidade (níveis de mestrado e doutorado), o que ajuda, sobre- maneira, a incrementar ainda mais a qualidade do curso de graduação em Ecologia da Unesp. escolas, universidades ou institui- ções de pesquisa) como na gestão ambiental nos mais diversos órgãos do setor público (Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Cetesb, Embrapa, Parques Ecológicos e Zoológicos) e privado (por exemplo, empresas de consultoria ambiental), além de ONGs (World Wildlife Fund – WWF e outras). Desde sua implantação pionei- ra no Brasil, o curso de Ecologia da Unesp passou por grandes mudanças, incorporando em sua grade curricular novas disciplinas de natureza teórica, prática e aplicada, plenamente atualizadas de acordo com as novas descobertas e avan- ços científicos da área. Durante os quatro anos da
  • 40. 42    Guia de Profissões biológicas A valorização de uma vida mais saudável, da beleza de um corpo bem cuidado e dos diversos espetá- culos esportivos levou ao aumento da demanda por profissionais da Educação Física, cuja atividade hoje vai muito além do trabalho na rede escolar. Esse profissional pode atuar em cinco campos: educação, saúde, esporte, lazer e empresas. Só o mercado de atividade física movimenta mais de R$ 2 bilhões em negócios no Brasil. São pelo menos 1,5 milhão de frequentado- res de academias e 3,5 milhões de adeptos de caminhadas e exercícios em casa. Sem dúvida, as escolas públicas e particulares continuam apresen- tando uma grande demanda por professores de Educação Física. Mas o profissional pode atuar também na organização e administração esportiva, em academias, clínicas, acampamentos, empresas, hotéis, hospitais, postos de saúde e como personal training. É esse cenário em franca ex- pansão que os formados em Edu- cação Física encontram ao sair da faculdade. Mas, para construir uma carreira sólida, é importante que o formado na área goste não apenas de praticar esportes, mas também de ensinar e de lidar com pessoas. O perfil desejável desse profissional reúne ainda características como o interesse por conhecimentos ligados a manifestações físicas, psicológicas e socioculturais. O curso de Educação Física é oferecido em três câmpus na Educação Física Profissional valorizado com expansão do mercado
  • 41.   Guia de Profissões - 43 Com boa infraestrutura, cursos enfatizam tanto o ensino como atividades em outras áreas Unesp. Em todos, o estudante poderá vivenciar, já na graduação e com supervisão dos professores, experiências profissionais, como aulas no ensino fundamental. Todos oferecem as modalidades bachare- lado e licenciatura. Na licenciatura da Faculdade de Ciências, em Bauru, o foco está direcionado para a atuação do for- mado no ambiente escolar. No caso do curso noturno, os alunos devem realizar seus estágios no período diurno. Os estudantes contam com laboratórios de pesquisa e projetos de extensão, onde poderão produzir conhecimentos e vivenciar situa- ções reais de trabalho. No bachare- lado, a área de atuação é em Saúde e Aptidão Física, contemplando a formação para atuar na prevenção e até no processo terapêutico em indivíduos saudáveis ou acometidos por males associados ao sedentaris- mo. Os alunos vêm obtendo a nota máxima no Enade desde 2005, sendo, nesses anos, o primeiro do Estado de São Paulo, ficando entre os cinco primeiros do Brasil. Desde 2007, recebe, consecutivamente, quatro estrelas do Guia do Estudan- te da Editora Abril. Em Presidente Prudente, a graduação prepara o futuro profis- sional para o trabalho pedagógico, atuando na educação básica (edu- cação infantil, pré-escolar, ensino fundamental e médio). Ao final do curso de licenciatura, ele será capaz de dominar técnicas e habilidades necessárias à elaboração, execução e avaliação de programas adequa- dos aos projetos pedagógicos das escolas. A unidade possui ainda um centro de treinamento, usado pela equipe brasileira de atletismo. No curso de graduação em Educação Física de Rio Claro os alunos participam de atividades re- lacionadas à pesquisa, ao ensino e à extensão. Nos dois primeiros anos, os alunos integram duas turmas com disciplinas comuns e básicas. Ao término do segundo ano, o aluno optará pelas modalidades de licenciatura: atividade exclusiva na escola e áreas correlatas do magis- tério, do fundamental ao superior, ou bacharelado: atividade voltada para atuação em academias, hos- pitais, clubes, empresas, centros de treinamento etc. O Departamento conta com uma infraestrutura de cinco quadras poliesportivas, uma pista de atletismo, campo de fute- bol, sala de musculação e dança, piscina e, ainda, de laboratórios de pesquisa, especializados na área da motricidade humana.
  • 42. 44    Guia de Profissões biológicas O profissional graduado em Enfermagem deve ter formação generalista e interdisciplinar, para corresponder às exigências de as- sistência ao indivíduo, à família e à comunidade, nos vários cenários da prática da profissão e nos diversos níveis de atenção à saúde. Para tal, além de competências técnicas Enfermagem Trabalho pela promoção da saúde do indivíduo e da comunidade e científicas específicas, necessita desenvolver visão humanista, ética e política da realidade da saúde brasileira. Ao mesmo tempo, precisa estar preparado para o trabalho em equipes formadas por outros profis- sionais do setor, como médicos, nu- tricionistas, psicólogos, entre outros. Os campos de atuação des- se profissional, em geral, englo- bam hospitais públicos e privados, pronto-socorros, unidades móveis pré-hospitalares, clínicas de saúde, ambulatórios, unidades básicas de saúde, consultórios de enferma- gem, escolas, da educação infantil ao ensino universitário, e atendi- mento domiciliar (home care). O
  • 43.   Guia de Profissões - 45 profissional de enfermagem pode atuar também no ensino profissio- nal de nível médio, de graduação e pós-graduação, bem como em laboratórios de pesquisa e em em- presas, além de participar de enti- dades representativas da categoria e de movimentos sociais na área da saúde. Somente o enfermeiro pode realizar a consulta e a pres- crição de enfermagem, bem como prestar cuidados mais complexos, como, por exemplo, assistência de enfermagem a pacientes com doença grave. A intensificação de programas oficiais de promoção da saúde, como o Saúde da Família (PSF), e o significativo incremento de unida- des de saúde de maior complexi- dade científica e tecnológica, como unidades de terapia intensiva (UTI), têm aumentado consideravelmente a demanda por profissionais da área. Cabe a esse profissional a chefia de unidades de enfermagem e o planejamento sistematizado da de especialidades, hospitais gerais e especializados, serviços de saúde mental e prontos-socorros do muni- cípio de Botucatu e região. O Hospital das Clínicas da Fa- culdade de Medicina de Botucatu destaca-se como campo de estágio, onde os alunos passam, entre ou- tros setores, pelo centro cirúrgico, cuidando de pacientes em pré, trans e pós-operatório, prontos-socorros e unidades de terapia intensiva neonatal, pediátrica e de adulto. A supervisão dos estudantes em campo é feita por professores qua- lificados e especialistas nas áreas e nos locais em que são oferecidos os estágios, com colaboração de enfermeiros e demais membros das equipes de saúde. Com o apoio ins- titucional e de órgãos de fomento nacionais e internacionais, os estu- dantes participam de projetos de extensão de serviços à comunidade, de iniciação à pesquisa e de inter- câmbios estudantis em instituições nacionais e internacionais. Formação em Botucatu envolve atividades práticas em vários locais, com supervisão adequada assistência oferecida pela equipe formada por técnicos e auxiliares. O objetivo do curso de Enfer- magem oferecido na Faculdade de Medicina de Botucatu é formar profissionais com senso crítico e consciência de seu papel de sujeitos e agentes de transformação no sen- tido da melhoria das condições de trabalho, saúde e vida na sociedade. Desde o começo do curso, os estudantes participam de atividades profissionais realizadas, inicialmen- te, em domicílios, escolas e locais de trabalho de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). E, gradual- mente, eles passam a atuar na rede básica de saúde, em ambulatórios ViniciusdosSantos/ACIFMB
  • 44. 46    Guia de Profissões biológicas Engenharia Agronômica Potencial brasileiro para a produção agropecuária é único no mundo O curso de Engenharia Agro- nômica, ou Agronomia, trata, além das diversas questões pertinentes à produção de alimentos, de assuntos relacionados à geração de combus- tíveis limpos, renováveis e de menor impacto ambiental. Por meio do cultivo de plantas oleaginosas e da utilização do álcool, já são percep- tíveis as mudanças com relação à matriz energética do País, como for- ma alternativa à energia gerada pela queima de combustíveis fósseis. Os números referentes ao po- tencial brasileiro para a produção agropecuária são impressionantes e únicos no mundo. Para atender à demanda crescente por alimentos, a alternativa viável é o aumento da produtividade agropecuária, alcançada com a atuação de pro- fissionais competentes no mercado de trabalho. Em uma sociedade globalizada, onde as mudanças no conhecimen- to são cada vez mais aceleradas, concebe-se a graduação como uma etapa inicial de formação e não como um momento de esgotamen- to do conhecimento. Diante dessa realidade, o futuro do profissional formado em Engenharia Agronô- mica é muito promissor. Em função do desenvolvimento das diversas atividades agrícolas e suas relações com as atividades industriais, de processamento e também comerciais, o engenheiro agrônomo deve considerar como
  • 45.   Guia de Profissões - 47 São oferecidas diversas disciplinas voltadas para a Bioenergia espaço de sua atuação não apenas as atividades localizadas interna- mente às propriedades agrícolas, mas deve atuar profissionalmente de maneira mais abrangente, no âmbito do agronegócio, no plane- jamento e encaminhamento da produção agrícola para as fases de transformação e circulação de produtos. Os egressos do curso de gra­ duação em Engenharia Agronômica devem ser profissionais dinâmicos, dotados de consciência ética, com visão crítica e global da conjuntura econômica, social, política e cultural da região onde atuam. Também devem posicionar-se em relação aos grandes temas agrícolas e ambientais da realidade brasileira e estar preparados para gerenciar ou assistir diferentes sistemas de modificá-los em moldes científicos, tecnológicos e socioculturais. Deve- rá possuir consciência cidadã que o comprometa com o seu tempo e com as necessidades do país e da humanidade, tornando-se um profissional que apresente visão de longo prazo, bem como boa capacidade de comunicação e dis- ponibilidade para um aprendizado continuado. Enfim, a graduação do Engenhei- ro Agrônomo pela Unesp de Drace- na será facilitada pela existência na unidade do curso de graduação em Zootecnia, cujos pilares fundamen- tais encontram-se em harmonia e coerência com o curso de Enge- nharia Agronômica. Serão ofere- cidas diversas disciplinas voltadas para a Bioenergia, como forma de atendimento às demandas atuais e aproveitamento do potencial bioe- nergético do Oeste Paulista. Dessa forma, será possível a capacitação de profissionais para atuar junto aos meios de produção, ensino, extensão e pesquisa agropecuária. produção vegetal. O curso tem como foco a inserção no contexto de mercados regionais até grandes mercados internacionalizados, agre- gando valores e otimizando a utili- zação dos recursos potencialmente disponíveis e tecnologias social e economicamente adaptáveis. Essas ações visam atender às demandas da sociedade quanto à excelência da qualidade dos produtos de ori- gem vegetal, provendo e garantindo a saúde publica. O engenheiro agrônomo for- mado pela Unesp de Dracena deverá receber sólida formação básica que contemple visão global dos sistemas de produção agrícola e a aquisição de habilidades para
  • 46. 48    Guia de Profissões biológicas Engenharia de Pesca Brasil apresenta uma variada gama de ambientes interiores e costeiros O engenheiro de pesca é o profissional da área de Ciências Agrárias responsável pelo planeja- mento, direcionamento, gestão e ordenamento da pesca extrativista e produção de organismos aquáti- cos (peixes, crustáceos, moluscos e algas etc.) em cativeiro, em suas diversas etapas. Também é responsável pelo planejamento e estabelecimento de novas técnicas de exploração, armazenamento, transporte, processamento e co- mercialização dos produtos finais provenientes da indústria pesqueira. O curso de Engenharia de Pesca da Unesp de Registro foi estabe- lecido considerando a inexistência de curso de graduação com forma- ção semelhante no Estado de São Paulo, o potencial regional do Vale do Ribeira e do Estuário Lagunar Iguape-Cananeia e o potencial do Brasil para produção de recursos pesqueiros, visto que o País apre- senta uma variada gama de am- bientes interiores e costeiros, entre estuários, represas, açudes, rios, baías e enseadas, que contribuem para o potencial de expansão da aquicultura no Brasil. Possibilitará ao futuro profissional um referen- cial teórico-prático na articulação entre as ciências biológicas, exatas e humanas para compreensão dos sistemas de produção aquícolas e a pesca extrativista, considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais.
  • 47.   Guia de Profissões - 49 Carreira atua no planejamento, direcionamento, gestão e ordenamento da pesca Com isso espera-se que os futu- ros profissionais possam contribuir para que o Brasil se torne um dos maiores produtores mundiais de pescado, com a oferta de carne com proteína de qualidade e a gera- ção de milhões de novos postos de trabalho, emprego e renda. Assim, facilita-se o acesso das populações de baixa renda ao consumo dessa proteína de qualidade e, ainda, con- tribui para o desenvolvimento sus- tentável dessa importante atividade. Segundo o Ministério da Pesca, o Brasil possui enorme potencial para produção de recursos pesqueiros e pode se tornar o maior produtor mundial de pescado. Além disso, o país dispõe de clima favorável para o crescimento dos organismos cultivados e inúme- ras espécies nativas com potencial para o cultivo – peixes, moluscos, crustáceos, algas, répteis e anfíbios. Há grande potencial para cresci- mento da pesca oceânica na Zona Econômica Exclusiva e em águas internacionais, como a pesca de atum, anchova e outros. Em 2009, segundo dados da FAO, a produção brasileira de pei- xes, crustáceos e moluscos por cap- tura foi de 825.412 ton e por aqui- cultura de 415.636 ton, que juntas representaram apenas 0,86% da produção mundial, que foi de 144.598.778 ton. Com essa produ- ção, o Brasil ocupou o 15o lugar no ranking de produção. A FAO projeta um aumento no consumo mundial de peixes para 2030 dos atuais 16 kg/habitante/ano para 22,5 kg/ habitante/ano, o que representará um aumento de consumo de mais de 100 milhões de toneladas/ano. No Brasil, o consumo médio é de apenas 7 kg/habitante/ano, também apresentando tendência de aumento, já que o peixe tem sido considerado uma excelente fonte de proteína animal e de outros nutrientes. Para que a expectativa de consumo de peixe, proposta pela FAO, fosse atingida em 2012, considerando os 195 milhões de brasileiros, seriam necessários cerca de 3,12 milhões/ton/ano de peixe, quantidade muito aquém da produ- ção brasileira de pescado. Apesar do panorama favorável, cientistas que atuam na área da pesca afirmam, no entanto, que a produção pesqueira marinha não tem mais capacidade para aumen- to. Como consequência, a possibi- lidade para maior oferta do produto seria o estabelecimento de sistemas de criação de peixes. SantiagoQuijano
  • 48. 50    Guia de Profissões biológicas Engenharia Florestal Ciência busca aprofundar o conhecimento sobre as florestas nativas e plantadas O Brasil apresenta uma área de florestas naturais de 500 milhões de hectares e de florestas plantadas de 6,8 milhões de hectares, cerca de 60% de todo o seu território – a segunda maior área florestal do mundo, atrás apenas da Rússia. O setor florestal responde por cerca de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Com esse poten- cial de uso dos recursos naturais para o desenvolvimento do País, o profissional em Engenharia Florestal conquista novos espaços. A Engenharia Florestal pode ser definida como a ciência que busca aprofundar o conhecimento sobre as florestas nativas e plantadas, visando à produção contínua de madeira e serviços ambientais. Sis- tematiza conhecimentos aplicáveis ao manejo, à utilização e à proteção dos recursos florestais de modo a obter benefícios para a sociedade com o mínimo de impacto no am- biente e com a conservação das riquezas naturais. Entre as áreas de atuação do en- genheiro florestal estão: formação, manejo e exploração de áreas flo- restais; melhoramento genético das florestas e produção de sementes; tecnologia de produtos (madeira serrada, compensados, aglomera- dos, chapas de fibra, carvão, ce- lulose e papel, biomassa para fins energéticos, entre outros); manejo de bacias hidrográficas e proteção florestal (contra incêndios, pragas e doenças). Ele pode, também, analisar, dis- cutir e orientar a sociedade diante
  • 49.   Guia de Profissões - 51 Analisa, discute e orienta a sociedade diante de políticas e legislações das políticas e legislações que nor- teiam a sustentabilidade das ativida- des econômicas do setor florestal. Seu campo de trabalho abran- ge tanto empresas privadas como públicas. No setor privado, atua nas áreas ligadas à produção madeireira e seu beneficiamento, bem como em empresas de consultoria. No campo público, pode se envolver na análise e fiscalização de projetos florestais, na administração de par- ques e reservas, e em instituições científicas e de pesquisa. Como o curso requer intensa parte prática, a Faculdade de Ciên- cias Agronômicas, em Botucatu, oferece para seus alunos três fazendas experimentais: Lageado, Edgárdia e São Manuel. Elas tota- lizam 2.500 hectares, sendo 600 hectares de matas naturais. A região possui mais de 500 mil hectares de áreas de reflorestamen- to que abastecem as indústrias da região e do país com matéria-prima madeireira e não madeireira. Assim, os estudantes têm contato imedia- to com a implantação de florestas comerciais e seu aproveitamento industrial. O curso reúne docentes e espe- cialistas que se dedicam ao estudo das florestas naturais e artificiais há mais de duas décadas. No decorrer do curso os alunos têm a possibilidade de participar de projetos de pesquisa e extensão nas diferentes áreas da Engenharia Florestal. Eles também são incentivados a participar de estágios extracur- riculares, grupos de estudos e treinamento, empresas juniores (formadas por alunos e voltadas para a resolução de problemas de produtores), bem como de outras atividades acadêmicas, tais como movimentos estudantis e represen- tações de classe. Além das atividades no câmpus, o aluno tem oportunidade de atuar com instituições públicas e privadas dentro do Brasil e de participar de programas de intercâmbio e está- gio internacional em renomadas instituições de ensino e centros de pesquisa. Para conclusão da graduação, os alunos devem realizar estágio supervisionado ou atividade de pesquisa em ciência florestal, além do trabalho de conclusão de curso. Essa formação complementar os diferencia no mercado de trabalho.
  • 50. 52    Guia de Profissões biológicas Farmácia-Bioquímica Farmácias, indústrias, laboratórios ou instituições de pesquisa são oportunidades de trabalho O curso de Farmácia-Bioquímica adota como fundamento metodo- lógico a indissociabilidade ensino- -pesquisa-extensão e visa preparar os acadêmicos para inserção no mercado de trabalho, em diversas áreas, como farmácias, indústrias, laboratórios de análises clínicas ou instituições de pesquisa. Os farmacêuticos egressos po- derão atuar em toda cadeia produ- tiva de fármacos e medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal, desde o desenvolvimento até a produção, manipulação e dis- tribuição à população; e na indústria alimentícia, realizando o controle de qualidade das matérias-primas e do produto final, desenvolvendo métodos para evitar e detectar adulterações e falsificações nos ali- mentos. No setor agrícola, atuam no desenvolvimento de medicamentos para o uso veterinário, bem como na verificação da contaminação de carne, leite, frutas, grãos e outros produtos agropecuários. Também podem atuar em la- boratórios de análises clínicas, na emissão de pareceres e laudos, na responsabilidade técnica pelas análises clínico-laboratoriais, que incluem exames bioquímicos, citopatológicos, hematológicos,
  • 51.   Guia de Profissões - 53 Infraestrutura moderna e formação generalista ampliam área de atuação dos formandos histoquímicos, imunológicos, para- sitológicos, microbiológicos, entre outros. Realizam, ainda, análises en- volvendo biologia celular e molecu- lar, bem como análises toxicológicas para diversas finalidades, inclusive periciais, utilizando-se de processos analíticos qualitativos e quantitativos. A partir de 2006, com a im- plantação da nova matriz curricular, que visa a formação generalista do farmacêutico, o estudante deverá cumprir, inicialmente, o núcleo comum obrigatório, responsável pela formação básica e generalista, composto pelas seguintes áreas de conhecimento: Ciências Exatas, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Farmacêuticas e Ciências Humanas. O estudante deverá finalizar sua formação com o núcleo complementar, que possibi- lita maior flexibilidade e diversidade de atividades, privilegiando formas de aperfeiçoamento curricular e permitindo autonomia intelectual. Esse núcleo complementar permiti- rá ao acadêmico diversificar, ampliar e/ou concentrar o aprendizado nas áreas de Alimentos, Análises Clíni- cas e Fármacos e Medicamentos. O curso tem duração de 5 anos para o período integral e 6 anos para o período noturno. A estrutura curricular inclui, ainda, no mínimo 90 horas de estágio obrigatório em farmácia pública, possibilitando a formação necessária nessa área de atuação, e no mínimo 600 horas de estágio obrigatório nas outras áreas de formação. A Faculdade de Ciências Farma- cêuticas da Unesp de Araraquara conta com laboratórios de pesquisa modernos onde os alunos podem realizar iniciação científica nas áreas de Tecnologia Farmacêutica, Farmacologia, Toxicologia, Química Farmacêutica, Plantas Medicinais, Biologia Molecular e Celular de Microrganismos, Análises Clínicas e Alimentos, dentre outros. O aluno poderá realizar estágios no Núcleo de Atendimento à Comunidade. Ele agrega vários serviços prestados à população e, dessa forma, os estu- dantes podem vivenciar situações práticas da profissão, realizando estágios na Farmácia-Escola, no Laboratório de Análises Clínicas, na Unidade Produtora de Derivados da Soja (Unisoja), dentre outros setores. Os graduandos também são incentivados a participar de eventos acadêmico-científicos ao longo do curso. Nos últimos anos, o curso ob- teve cinco estrelas, o conceito máximo na classificação do Guia do Estudante da Editora Abril, uma das avaliações externas de cursos existentes no Brasil.
  • 52. 54    Guia de Profissões biológicas O fisioterapeuta visa à qualidade de vida dos indivíduos. É um profis- sional da área da saúde com visão humanista e capaz de atuar tanto na prevenção como na reabilitação da capacidade física e funcionali- dade das pessoas. A profissão foi regulamentada no Brasil em 1969 e experimenta um acelerado cres- cimento desde a década de 1980. O profissional graduado e regis- trado nos conselhos regionais de fisioterapia pode trabalhar como fisioterapeuta, consultor, professor, gerenciador de institutos de saúde e pesquisador. Os locais de trabalho incluem clínicas, consultórios, am- bulatórios, centros de reabilitação, instituições de longa permanência para idosos, clubes esportivos, hospitais gerais e UTIs, unidades básicas e especializadas de saúde, empresas, domicílios e faculdades Como os recursos terapêuticos evo- luem constantemente, a educação continuada é fundamental para o fisioterapeuta. A Unesp oferece o curso de Fi- sioterapia nos Câmpus de Presiden- te Prudente (Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT) e de Marília (Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC). Nos dois, o foco tem sido a formação ampla e generalista, com Fisioterapia Um especialista na busca pelo conforto do paciente
  • 53.   Guia de Profissões - 55 Cursos enfatizam preparo amplo, contato com a realidade e aperfeiçoamento constante ênfase nas atividades práticas que são realizadas desde o primeiro ano do curso e sob supervisão. Os cursos estimulam a iniciação científica, ações na comunidade por meio de projetos de extensão, além da continuação dos estudos na pós-graduação. visão docente. Em 2007, a unidade iniciou a pós-graduação em nível de mestrado na área; em 2008 ini- ciou o Curso de Especialização em Fisioterapia e em 2013 começou a primeira turma do Programa de Residência em Fisioterapia, espe- cialidade Reabilitação Física. A graduação de Marília foi cria- da em 2003 e teve sua estrutura curricular atualizada em 2010. O contato com a realidade da saúde e a vivência da atuação fisiotera- pêutica são gradativos e iniciam-se já no primeiro ano. Os estágios são supervisionados por professores fisioterapeutas e acontecem em hospitais, asilos, unidades básicas de saúde e, dentro da Universidade, no Centro de Estudos da Educação e da Saúde, mantido pela FFC. Os currículos dos dois cursos têm conteúdos distribuídos entre as áreas de Biológicas e Humanidades, além de conhecimentos específicos indispensáveis à profissão. São seis os eixos em que a formação está dividida: Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Sociais e Humanas; Conhecimentos Biotecnológicos; Conhecimentos Fisioterapêuticos; estágios profissionais supervisiona- dos; e iniciação científica. Uma preocupação dos dois bacharelados é incluir na formação dos futuros profissionais a busca por maior inclusão social de pes- soas com deficiência. Eventos e projetos buscam mostrar ao gra- duando como a intervenção do fisioterapeuta pode levar bem-estar a esses pacientes. Outro tema que recebe destaque é a ergonomia, que é a forma como os indivíduos interagem no dia a dia com equipa- mentos, espaços e mobílias. O curso de Presidente Pru- dente existe desde 1980. Na unidade, o aluno faz estágio desde o primeiro ano numa ampla clínica projetada e equipada para diversas áreas da Fisioterapia. Além disso, realiza fora da Unesp os estágios de Hospital Geral e de Saúde Coletiva. Os estudantes veem o paciente como um todo e têm a oportuni- dade de vivenciar mais de um ano de prática profissional em várias áreas de atuação em fisioterapia, sempre acompanhados da super-
  • 54. 56    Guia de Profissões biológicas Fonoaudiologia Arsenal técnico para a melhor comunicação humana A Fonoaudiologia estuda o de- senvolvimento, o aperfei­çoa­men­ to, os distúrbios e as diferenças da comunicação humana em suas modalidades oral, escrita e gestual. Os temas trabalhados pelo pro- fissional desse setor são variados – linguagens oral e escrita, fala, fluência, voz, audição, compreen- são, deglutição e saúde coletiva, entre outros. O fonoaudiólogo pode prevenir distúrbios de comunicação, é apto para fazer avaliações das disfunções nessa área, elaborar diagnósticos e também propor for- mas de reabilitação. Os fonoaudiólogos trabalham noscamposdasaúdeedaeducação, nos setores público e privado. Tam- bém podem exercer atividades de ensino, pesquisa e administrativas. Dependendo da sua atividade, ingressam em Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios de espe- cialidades, hospitais, maternidades, clínicas, asilos, instituições de saúde, creches, berçários, escolas regulares e especiais, instituições de ensino superior, empresas, teatros, rádio e televisão. Geralmente, esses es-
  • 55.   Guia de Profissões - 57 Formação multidisciplinar soma competência e conhecimento psicológico e social pecialistas trabalham em conjunto com médicos, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e educadores. O curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), Câmpus de Marília, foi criado em meados de 1990 e vem se destacando por uma estrutura curricular ampla, em que diferen- tes áreas do conhecimento se integram. A preocupação central do curso é promover uma formação genera- lista e humanista, ao mesmo tempo em que desenvolve competências específicas para que o futuro pro- fissional seja capaz de prevenir e diagnosticar problemas, habilitar e reabilitar pacientes que apresentem distúrbios da audição e da comuni- cação oral e escrita. Tudo pensado de modo que, no exercício dessa ciência, as questões psicossociais não sejam desconsideradas. A diversidade de disciplinas con- templa Biologia, Genética, Medicina, Psicologia, Linguística, Educação. Essa abordagem multidisciplinar proporciona aos estudantes uma visão ampliada da profissão e de seu campo de atuação. Orientado por professores que em sua grande maioria têm nível de doutorado, o aluno é estimulado a realizar atividades extracurriculares, como pesquisas científicas, estágios e projetos com a comunidade. En- tre os locais de realização dessas ações estão o Centro de Estudos da Educação e da Saúde (CEES), Unidades Básicas de Saúde e Uni- dades de Saúde da Família, escolas de educação infantil e asilos. Nessas atividades, os graduandos concor- rem a bolsas de estudos de órgãos de apoio à ciência ou da própria Universidade. Os resultados das avaliações externas do curso são excelentes. Em 2003 obteve nota A no Provão realizado pelo MEC e, em 2004, no Enade (Exame Nacional de Desem- penho de Estudantes), apresentou o melhor desempenho do Estado de São Paulo. Em 2005 e 2009 o curso recebeu conceito A na ava- liação externa encomendada pela Comissão Permanente de Avaliação da Unesp.
  • 56. 58    Guia de Profissões biológicas Medicina Atividade essencial para o bem-estar da população A base do ensino médico é voltada para os avanços das novas e diversificadas tecnologias de diag- nóstico e tratamento de enfermida- des. Doenças que há pouco tempo eram fatais, hoje são consideradas doenças crônicas, aumentando a expectativa de vida dos pacientes. Além dos avanços científicos, os cursos do País dão cada vez mais atenção à formação humanizada desse profissional, que lida dire- tamente com as pessoas e suas famílias em momentos de grande fragilidade física e emocional. A atribuição do médico é atender a maioria da população de uma comunidade, independentemente de sexo e idade, com ênfase nos problemas de saúde mais comuns naquele grupo. Para isso, precisa ter conhecimentos sólidos de como promover a prevenção de doenças e a reabilitação do organismo. Ele pode atuar em instituições públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), em consultórios particulares, em convênios e cooperativas médicas ou optar por formar novos médi- cos, dedicando-se ao ensino e à pesquisa. A Faculdade de Medicina da Unesp, no Câmpus de Botucatu,
  • 57.   Guia de Profissões - 59 Projetos científicos e com a comunidade dão formação sólida e humanizada ao futuro médico segue a tendência das melhores escolas do mundo nessa área ao envolver os alunos em atividades de pesquisa e de atendimento à comunidade. Essa interação ini­ cia-se logo nos primeiros anos do curso, quando são ministradas as disciplinas básicas da área, como Anatomia e Fisiologia Humana. pronto-socorro e no atendimento de urgências e emergências cos- tuma marcar os primeiros anos da carreira, atividades nessas áreas têm sido valorizadas nas disciplinas desse momento do curso. A Faculdade também oferece programas de residência médica, com duração de 3 a 5 anos, de acordo com a área escolhida. To- dos os anos, um concurso público é aberto a médicos de todo o País para ingresso nesses programas. Para quem deseja prosseguir os Os dois últimos anos de gra­ duação são em regime de internato em diversas instituições da região, como a Maternidade do Hospital Regional Sorocabano, o Centro de Saúde Escola de Botucatu, as Unidades Básicas de Saúde de Botucatu, além do Hospital das Clínicas da Unesp e do Hospital Es- tadual de Bauru, administrado pela Universidade. Como o trabalho no estudos, a unidade oferece nove programas de pós-graduação stricto sensu, com mestrado e doutorado, que podem ser cursados ainda du- ranteoperíododaresidênciamédica. O curso da Unesp é um dos mais concorridos do País. Para estimular os estudantes de escolas públicas a disputarem as vagas, a unidade mantém um cursinho pré-vestibular para alunos de baixa renda. Também são realizados diferen- tes projetos de apoio à comunida- de, como um programa de alfabeti- zação de jovens e adultos por meio da educação em saúde. Outras ações de divulgação de temas científicos e de prevenção de epi- demias são praticadas pelos alunos, sob coordenação dos professores. Entre os exemplos, destacam-se as campanhas de doação de sangue e de exames de vista. Outro ponto forte do curso é a infraestrutura que, no início de 2011, foi ampliada com a inaugu- ração de um complexo com quase 6 mil m2 de área coberta, reunindo uma central de salas de aula, setor administrativo e Centro de Memória e Arquivo.
  • 58. 60    Guia de Profissões biológicas Medicina Veterinária Participação por todos  os segmentos e em várias cadeias produtivas A Medicina Veterinária não se restringe simplesmente ao ato de cuidar dos animais. Em torno dessa nobre e precípua missão, distribuem-se seus variados ramos de atividade profissional. O médico veterinário atua em todos os segmentos da pecuária, encarando o desafio de aumentar a eficiência desse primário setor econômico ao garantir a sanidade, o bem-estar e o desempenho dos plantéis. São de sua responsabilida- de a implantação, nos sistemas de produção pecuária, de programas de controle sanitário adequados e exequíveis, que envolvem, basica- mente, a prevenção e o controle de doenças obtidos de maneira integrada com o fornecimento de adequada nutrição e o provimento de instalações, equipamentos e condições ambientais favoráveis a uma exploração animal humanitária, produtiva e sustentável. Ainda nesse campo de atuação, o profissional é responsável pelo incremento da produção e da pro- dutividade das criações, utilizando técnicas de reprodução e de me- lhoramento genético que permitem, cada vez mais, a seleção e criação de animais mais produtivos. A participação do médico veterinário estende-se por todos os segmentos de várias cadeias produtivas de to- dos os produtos de origem animal, sendo mais notório o seu envolvi- mento na produção de produtos básicos como a carne, o leite e seus derivados. Nessas áreas de atuação, o médico veterinário participa des- de o planejamento e o processo produtivo propriamente dito, até o aproveitamento e consumo dos pro- dutos finais que são indispensáveis para a sobrevivência, a saúde e o bem-estar do homem. Essa extensa e eclética trajetória percorrida pelo produto pecuário que, inclusive, pas- sa pelas etapas da industrialização, armazenamento e distribuição, é exigente de amplos conhecimentos e habilidades que são inerentes ao profissional de Medicina Veterinária, que atua desde a produção até a inspeção e vigilância sanitária de produtos de origem animal, em bus- ca da obtenção e oferta de produtos em quantidade e com qualidade capazes de atender a progressiva demanda da humanidade. O Brasil abriga o maior rebanho bovino do mundo e possui uma avicultura industrial de elevado
  • 59.   Guia de Profissões - 61 Sustentabilidade e impactos ambientais são preocupações crescentes nível tecnológico, que lhe confere destacada posição entre os líderes mundiais na exportação de carne. Para a manutenção dessa situa­ ção é necessário elevado grau de sanidade dos rebanhos e proteção dos mesmos frente a doenças exóticas e o combate àquelas cuja ocorrência constitui barreira sanitá­ ria para a exportação. Torna-se oportuno assinalar que todas as atividades de defesa animal, com execução de campanhas de vaci- nação, inspeção, fiscalização e vigi- lância sanitária, são de competência exclusiva e indelegável do Estado e do médico veterinário. Ao médico veterinário também compete combater as zoonoses, assim chamadas aquelas enfer- midades que afetam os animais e também os seres humanos. Desenvolvendo atividades de con- trole dessas doenças, sejam essas terapêuticas ou preventivas, aliadas a práticas educativas sobre higiene e responsabilidade legal e humanitária decorrentes da manutenção ou pos- se de animais, o profissional da Me- dicina Veterinária atua diretamente no âmbito da saúde da coletividade na qual se encontra inserido. Previne a transmissão de doen­ ças dos animais para o homem, contribuindo para a elevação do nível de educação sanitária da população e buscando eliminar os maus-tratos e minimizar o sofrimen- to infligidos aos animais. Ao lado do setor de produção e de saúde pública, o médico veterinário expe- rimenta momento privilegiado com a demanda de animais de compa- nhia, de estimação, de guarda, e mesmo de serviço, como é o caso de animais utilizados no manejo de rebanhos no campo. A Unesp oferece o curso de Medicina Veterinária nas cidades de Araçatuba, Botucatu e Jabo- ticabal. Em todos, há crescente preocupação com a sustentabi- lidade e os impactos ambientais decorrentes da pecuária como um todo, sendo estudadas e aplicadas novas técnicas de gerenciamento de resíduos químicos e biológicos, de excrementos e de efluentes produzidos nos criatórios animais. Além de disciplinas básicas e profissionalizantes que oferecem estágios de treinamento e aperfei- çoamento, são ministradas matérias da área de Humanidades as quais, juntamente com outras atividades correlatas também promovidas, contribuem para a formação holís- tica do aluno. As unidades estimulam a par- ticipação dos alunos em pesquisa científica e tecnológica e na pres- tação de serviços à comunidade através de estágios em programas e projetos de seus professores e pesquisadores e da participação em grupos de estudos coordenados por um docente responsável. As três faculdades mantêm hos- pitais veterinários, onde os alunos, supervisionados por docentes, pres- tam atendimento clínico e cirúrgico a pequenos animais (cães e gatos), animais de grande porte (ovinos, bovinos, equinos, suínos e capri- nos) e animais selvagens. Os cursos exigem estágio curricular para sua conclusão. A Universidade mantém ainda programas de residência vete- rinária e de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. Com o crescimento do número de graduados em Medicina Vete- rinária decorrente da criação de novas unidades de ensino superior no Brasil, a graduação em institui- ções de reconhecida competência é um diferencial para ingressar em melhores condições no mercado de trabalho, e o desempenho dos cursos da Unesp no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estu- dantes) os coloca entre os melhores do país.
  • 60. 62    Guia de Profissões biológicas Nutrição Em alimentação coletiva ou na área clínica,o foco é saúde O nutricionista é um profissional da área da saúde que atua visando à segurança alimentar e à atenção dietética. Estuda as necessidades nutricionais de indivíduos ou gru- pos para promoção, manutenção e recuperação da saúde. Trabalha no âmbito da Nutrição Humana e Alimentação, interpretando e compreendendo fatores biológicos, sociais, culturais e políticos, criando soluções que garantam uma melhor qualidade de vida. Desde a regulamentação da pro- fissão, em 1967, o campo de atu- ação desse profissional ampliou-se naqueles ligados à saúde, ali­men­­ tos e alimentação. Está presente em setores diferenciados como em planejamento, gerenciamento e administração de serviços respon- sáveis pela alimentação do traba- lhador em empresas de diferentes portes (Serviços ou Unidades de Alimentação e Nutrição – UAN), em restaurantes comerciais e simi- lares, hotelaria, hotelaria marítima, serviços de buffet e de alimentos congelados, em estabelecimentos assistenciais de saúde; em serviços de alimentação do escolar, em hos- pitais e clínicas ou ainda em SPAs e instituições de longa permanência para idosos (ILPI). A atenção à alimentação e à nutrição é realizada também em campos de trabalho como ambu- latórios e consultórios, bancos de leite humano, lactários, centrais de terapia nutricional, SPAs e em aten- dimentos domiciliares, em órgãos públicos e privados responsáveis por políticas e programas institu- cionais, de atenção básica e de vigilância sanitária.
  • 61.   Guia de Profissões - 63 O profissional atua no ensino e pesquisa relacionados à alimen- tação e à nutrição; no desenvolvi- mento e produção; na avaliação e orientação relacionadas à alimen- tação e à nutrição em academias, clubes esportivos e similares; na área de marketing e publicidade científica relacionada à alimentação e à nutrição; na prescrição de suple- mentos nutricionais para comple- mentação da dieta; na fiscalização sanitária e na análise de alimentos industrializados ou in natura para garantir a segurança alimentar. Sua formação atende a todas as áreas envolvidas com o alimento, a nutri- ção e a alimentação. A Nutrição da Unesp é oferecida no Instituto de Biociências, Câmpus de Botucatu. As aulas práticas são ministradas em laboratórios como os de Anatomia, Bioquímica, Micro- biologia, Bromatologia, Tecnologia de Alimentos, Nutrição e Dietética e o Centro de Estudos e Práticas em Nutrição. A Jornada de Nutrição da Unesp é um evento científico organizado pelos alunos com o objetivo de aprimorar a formação do graduando. O curso conta com uma Empre- sa Júnior de Estudantes de Nutrição, que desenvolve consultoria nas áreas de Nutrição Clínica, Nutrição no Esporte, Tecnologia de Alimen- tos, Inspeção e Microbiologia de Alimentos, Alimentação Coletiva, Saúde Pública, Dietética e Eventos. O curso está entre os melhores, fato confirmado nas avaliações como a do Enade (Exame Nacional Laboratórios, estágios e empresa júnior permitem praticar o que se aprende na sala de aula de Desempenho de Estudantes), promovido pelo Ministério da Edu- cação, e a do Guia do Estudante, da Editora Abril. As atividades de formação guar- dam equilíbrio entre o ensino, a pesquisa e a extensão universitá- ria. As oportunidades de estágio e desenvolvimento de atividades de iniciação científica são muito variadas, indo desde a pesquisa básica até a nutrição aplicada e a ciência dos alimentos. Os alunos desenvolvem projetos orientados por professores doutores de diver- sas áreas da Unesp de Botucatu. No último ano, fazem estágio obrigató- rio nas três áreas básicas: Nutrição Clínica, Nutrição em Saúde Pública e Administração dos Serviços de Alimentação. Um dos desafios do bacharel em Nutrição é o contínuo aprimo- ramento, principalmente no conhe- cimento das ciências biológicas e da química aplicadas à nutrição. Isso porque a cada ano pesquisas ampliam o conhecimento sobre o impacto dos hábitos alimentares na saúde.
  • 62. 64    Guia de Profissões biológicas Odontologia Saúde bucal da população nas mãos de quem entende O dentista não trata só dos den- tes. A gengiva, a língua, as boche- chas, os ossos da face, a mordida (oclusão) dos dentes e a articulação da mandíbula com o crânio são outras áreas que recebem sua atenção. Problemas bucais afetam a autoestima e as condições gerais de saúde do indivíduo. A falta de uma correta mastigação, por exemplo, pode causar impactos na digestão e, por consequência, dores de es- tômago e um baixo aproveitamento dos nutrientes dos alimentos. Por isso, o profissional deve enxergar seus pacientes como um todo e também se preocupar com a sua condição psicológica. O odontologista brasileiro é considerado pela Organização Mun- dial da Saúde como um dos três melhores do mundo, atrás apenas dos americanos e dos suecos. A disponibilidade desse profissional no Brasil é alta – um a cada mil habitantes, média superior à reco- mendada pela OMS. Ainda assim, o País tem cerca de 25 milhões de desdentados e um alto índice de cárie na população. Os formados na área podem atuar como profissionais autô- nomos, montando seu próprio consultório. Também ingressam em empregos públicos no setor de saúde, nas três esferas de governo
  • 63.   Guia de Profissões - 65 Curso alia boa estrutura curricular, atendimento humanizado aos pacientes e empreendedorismo (municipal, estadual e federal). E são, ainda, contratados por em- presas privadas ou podem seguir carreira acadêmica. Na Unesp, o curso é oferecido nos Câmpus de Araçatuba, Arara- quara e São José dos Campos. Nos primeiros anos, o acadê- mico tem conteúdos de Ciências Biológicas e da Saúde e de Ciências Sociais e Humanas, nas disciplinas Anatomia, Histologia, Patologia, Imunologia, Fisiologia, Farmaco- logia, Ciências Sociais e outras, que dão ao estudante conceitos básicos que irão fundamentar a sua atividade clínica futura. Depois, são praticados atendimentos como restaurações, tratamentos de canais, próteses e ações voltadas para a promoção de saúde. Nas três unidades há bibliotecas, clínicas, salas de aula especiais e laboratórios equipados com instrumentos modernos, além de professores qualificados. Nessas instalações, os estudantes apren- dem e aplicam o conhecimento por meio do tratamento gratuito da população local, sob a supervisão dos professores. Outra característica dos cursos é a integração entre o ensino e a pesquisa, com o estímu- lo para que os estudantes realizem trabalhos de iniciação científica, e entre o ensino e a extensão, muito importante para a população e para a formação do aluno, reforçando a sua responsabilidade social. Há ain- da a possibilidade de intercâmbios estudantis internacionais. O Câmpus de Araçatuba foi pioneiro na montagem do Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência e do Cen- tro de Oncologia Bucal, unidades auxiliares que trabalham com equi- pes multidisciplinares compostas por cirurgiões dentistas, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogas, psicólogas e tera- peutas ocupacionais, oferecendo atendimento integral ao paciente. Os alunos têm a oportunidade de participar desse atendimento por meio dos projetos de extensão, e a disciplina de “Odontologia para pacientes portadores de necessida- des especiais”, inserida na estrutura curricular, tem o objetivo de prepa- rar o aluno para esse atendimento diferenciado. O curso de Araraquara propõe- -se a formar cirurgiões-dentistas gerais com características huma- nísticas e rigoroso conhecimento técnico e científico. O profissional deverá ser capaz de atuar em todos os níveis de atenção à saúde bucal, em serviço público ou privado, sen- do sensível às realidades sociais, e ter capacidade de participar de equipes multiprofissionais. Tem um empresa júnior que estimula o empreendedorismo, característica fundamental para um profissional autônomo. O Instituto de Ciência e Tec- nologia do Câmpus de São José dos Campos oferece o curso de Odontologia em dois períodos, integral e noturno. As metas atuais são reformular o curso de gradua­ ção em função da evolução da Odontologia, incentivar docentes à pesquisa, progressão na carreira e produção científica, contribuindo para a melhora dos cursos de pós- -graduação, estimular os alunos a participar de iniciação científica e projetos sociais de atendimento à população e dar continuidade a modernização da infraestrutura, ampliando laboratórios de ensino e de informática, assim como salas de aulas. São José dos Campos e Ara- raquara têm empresas juniores de odontologia que estimulam o empreendedorismo entre os estu- dantes, característica fundamental para o profissional que terá seu próprio negócio.
  • 64. 66    Guia de Profissões biológicas Terapia Ocupacional Especialista no desempenho físico e psicológico das pessoas A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde, com forte inserção nas áreas social e da educação. Busca desenvolvi- mento, tratamento e reabilitação de pessoas de qualquer idade que tenham seu desempenho ou sua convivência afetados por problemas motores, cognitivos, emocionais e de inserção social. Um dos traços da profissão é a utilização das diferentes proprie- dades presentes nas atividades humanas como recurso terapêuti- co para desenvolver, restaurar ou ampliar as capacidades funcionais das pessoas. O objetivo de sua ação é encontrar meios para que as pessoas alcancem sua autonomia, independência e utilizem ao máxi- mo suas potencialidades. Para alcançar esses objetivos, o terapeuta ocupacional promove a adaptação de utensílios e de
  • 65.   Guia de Profissões - 67 Curso molda profissional com perfil multidisciplinar e estimula inclusão social mobiliário, mudanças no ambiente doméstico ou de trabalho. Ele tam- bém oferece treinamento funcional e de atividades da vida diária, além de orientar cuidadores familiares. Esse especialista prescreve, ainda, a confecção de órteses, que são aparelhos ou dispositivos ortopédi- cos de uso provisório, para alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo. Entre os espaços de atuação da Terapia Ocupacional estão hospitais, clínicas, centros de rea­ bilitação, ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais-dia, centros de atenção psicossocial, unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, escolas, creches, asilos, empresas, oficinas terapêu- ticas e profissionalizantes, UTIs e enfermarias. A Unesp oferece o curso Tera- pia Ocupacional no Câmpus de Marília desde 2003. A formação tem enfoque na inclusão social. A unidade conta com um Centro de Estudos da Educação e Saúde, que proporciona o convívio entre fisiote- rapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, psicólogos e pedagogos, sendo o ambiente ideal para formar o profissional multidisciplinar que o mercado pede. A graduação inclui conhecimen- tos nas áreas das Ciências Biológi- cas e das Humanidades, além de disciplinas relacionadas a educação de pessoas com deficiências, reabi- litação profissional, ações sociais e clínica geral. Durante o curso, o estudante tem a oportunidade de praticar o que aprende em sala de aula, por meio de estágios supervisionados e projetos junto à comunidade da cidade de Marília e de municípios do entorno. Há ainda a possibili- dade de realização de pesquisas científicas na área, sob a supervisão de um professor e com a interação de alunos da pós-graduação.
  • 66. 68    Guia de Profissões biológicas Zootecnia Essencial para o aumento e a melhoria da produção animal O zootecnista busca a maior pro- dutividade e rentabilidade na cria- ção de animais produtores de carne, ovos, leite, lã, bem como atua na preparação de seus derivados. Por meio de planejamento agropecuá- rio, pesquisas nas áreas de seleção e melhoramento genético e técni- cas de nutrição e reprodução, atua em toda a cadeia produtiva animal. Coordena a criação de rebanhos bovinos, caprinos, ovinos, suínos e aves e busca seu aprimoramento genético. Pesquisa nutrientes, su- pervisiona a fabricação e controla a qualidade de rações, vitaminas e produtos de saúde e de higiene para os animais. Também atua nas indústrias alimentícias, na produção de alimentos de origem animal, como laticínios, frios e embutidos. O profissional trabalha com me- lhoramento genético, sanidade e nutrição animal, além de gerenciar e fazer consultorias para empresas rurais. Como o Brasil é um dos maiores centros pecuaristas do mundo, esse profissional é bastante requisitado e tem um mercado de trabalho em constante expansão. Entre as principais atribuições, destacam-se: elaboração, avaliação e execução de projetos de produção animal; orientações técnicas nas diferentes áreas da pecuária, como
  • 67.   Guia de Profissões - 69 Entre melhores do País, cursos oferecem fazendas, laboratórios e intercâmbio com exterior o conforto animal, que ajuda a elevar a produtividade; preservação de animais silvestres, por meio da atuação em zoológicos e em reser- vas ambientais; além de pesquisas e atividade de ensino em universi- dades. Pode ainda trabalhar com o treinamento de animais para es- porte e lazer, como cavalos e cães. apresentam a preocupação com o desenvolvimento sustentável e com o bem-estar dos animais. Em Botucatu, os profissionais são formados para atuar nos mais diversos ramos da Zootecnia. A Fa- culdade possui diferentes fazendas experimentais (Edgárdia, Lageado e São Manuel), onde são ministradas aulas teóricas e práticas, com en- foque nos sistemas de produção, nutrição e melhoramento genético. O Câmpus de Dracena conta com vários laboratórios didáticos e de pesquisa, além de setores de produção animal como os de Avi- cultura, Piscicultura, Apicultura, Ovi- nocultura e outros. Os graduandos têm à disposição equipamentos mo- dernos e tecnologia avançada, rece- bendo formação com sólida base de conhecimentos científicos para atuar nas diferentes áreas da Zootecnia. Em Ilha Solteira, o aluno tem acesso a diversas experiências pro- fissionais desde o início do curso. Também pode se aprimorar nos espaços da fazenda experimental e dos vários laboratórios de pesquisa. O Câmpus busca o equilíbrio entre teoria e prática, com foco nos siste- mas de produção animal (bovino, ovino, suíno, aves e peixes). Jaboticabal forma zootecnistas com visão multidisciplinar, orde- nando disciplinas básicas, interme- diárias e profissionalizantes. Há ênfase na formação humanística, empreendedora e ética, além de ênfase no contato do aluno com a profissão. Entre outras atividades, os estudantes fornecem apoio a pequenos produtores rurais. Nas quatro unidades é possível realizar parte da graduação em universidades estrangeiras parcei- ras. Professores de instituições do exterior também realizam palestras e aulas especiais nos câmpus. A Unesp oferece o curso em quatro câmpus: Botucatu, Dracena, Ilha Solteira e Jaboticabal. Todos eles vêm se destacando em avalia- ções externas de qualidade. Nos quatro locais, os estudan- tes realizam estágios internos ou externos e podem desenvolver atividades de iniciação científica, trabalhando frequentemente com tecnologias avançadas. Também podem se ligar a empresas juniores, onde prestam serviços a produ- tores, colocando em prática seus conhecimentos. Todas as unidades
  • 68. 70    Guia de Profissões O ser humano, desde o início dos tempos, viu fenômenos da natureza acontecerem e se perguntou por que eles ocorriam. Quis saber se choveria no dia seguinte e até quando isto aconteceria. Quanto tempo levaria até chegar a algum lugar. Como fazer um arco forte o bastante para lançar sua flecha a uma distância maior e com mais precisão do que seu inimigo. Viu, também, o sol se levantar e as sombras das árvores mudarem de tamanho enquanto isso ocorria. Viu as pedras se deslocarem com o vento e percebeu que, caso fossem empurradas elas rolariam, mas iriam parar logo adiante. Também notou que se soltasse a pedra em uma encosta ela desceria. Mas para fazer com que subisse a encosta teria que empurrá-la com mais força do que se ela estivesse em um terreno plano. Presenciou fenômenos como chuva, vento ou calor e percebeu que ocorriam mudanças após estes aconte- cimentos. Começou, então, a relacionar os fenômenos (causas) com os efeitos observados, bem como com as consequências para seus povos. Com o passar do tempo percebeu que através da relação causa – efeito poderia responder a muitas de suas perguntas ou mesmo prever o que poderia acontecer no futuro. Para isso desenvolveu uma nova linguagem, composta por símbolos e números, e atra- vés dela descrevia a relação causa-efeito do fenômeno observado. Esta nova forma de linguagem propiciou descrever o comportamento dos fenômenos, criando modelos que permitiram responder a muitas das diver- sas dúvidas que tinha até então, abrindo as fronteiras de uma nova área de conhecimento, a área das Ciên- cias Exatas. Nesta área, pessoas curiosas que gostam de saber quanto, quando, como, onde e por que, além de outras coisas mais, se reúnem para conversar e descobrir novas formas de sanar suas curiosidades, além de procurar entender como as coisas funcionam, propiciando que novas fronteiras sejam desvendadas e novos limites sejam alcançados. A área de Ciências Exatas pode ser subdividida, de forma simplificada, em básica e aplicada. Dentro da área básica encontram-se, fundamentalmente, a Física, a Matemática e a Química. A Física usa a linguagem de símbolos e números para desenvolver modelos que representem os fenômenos observados na natureza. A Matemática estuda e desenvolve ferramentas que permitem e facilitam o uso e a aplicação desses mode- los. A Química, por sua vez, utiliza e concebe modelos que tratam das substâncias da natureza, da maneira pela qual os elementos se ligam e reagem entre si. Na área aplicada encontram-se as Engenharias, Geologia, Computação, Estatística, entre outras. Nesta área utili-
  • 69. exatas   Guia de Profissões - 71 zam-se os modelos existentes para o desenvolvimento de produtos e processos, e a busca das soluções dos problemas que surgem no dia a dia. Em relação ao mercado de trabalho, este apresenta uma forte demanda por profissionais com boa qua- lificação e formação na área de Ciências Exatas. Os formandos poderão atuar nos mais diversos segmentos industriais ou comerciais, e até mesmo ter seu próprio negócio. Tais profissionais são cada vez mais requisi- tados para prestarem consultoria em empresas, além de serem muito solicitados para atuar em centros ou departamentos de pesquisa e desenvolvimento, além de em universidades, devido à crescente necessidade de pesquisadores com formação nesta área. Se você é uma pessoa curiosa e gosta de saber o porquê das coisas, como elas funcionam, encontrar soluções para os problemas ou propor novos projetos e formas de implementá-los, tem as razões e os mo- tivos para fazer um curso na área das Ciências Exatas. A Unesp oferece excelentes e diversos cursos nesta área, ministrados por professores com extraordinária formação acadêmica, que ajudarão você a encontrar a melhor forma de alcançar seus objetivos e realizar os seus sonhos. Galdenoro Botura Junior, formado em Engenharia Elétrica pelo Instituto Nacional de Telecomunicações – Inatel, é mes- tre e doutor em Engenharia Elétrica pela Unicamp. Professor Livre-docente pela Unesp na área de Projeto de Circuitos Integrados, tem especialização em Gestão e Liderança Universitária pela Organização Universitária Interamericana. É docente no Câmpus da Unesp em Sorocaba.
  • 70. 72    Guia de Profissões exatas Ciência da Computação Carreira em ascensão num mundo informatizado O bacharel em Ciência da Com- putação é o cérebro por trás da máquina. É ele quem desenvolve programas, equipamentos, redes e sistemas que permitem o funciona- mento do universo computacional. Esses recursos, tão indispensáveis no mundo contemporâneo, estão em constante evolução, o que obri- ga o especialista a ter uma formação consistente e atualizada. O uso da computação tornou- -se imprescindível em inúmeros campos, como, por exemplo, em diagnósticos médicos, exploração de petróleo em alto-mar, geren- ciamento de sistemas financeiros, previsão do tempo e controle do tráfego aéreo. Para seguir essa carreira, é necessário ter bom raciocínio ló- gico e conhecimento sólido em Ciências Exatas. Outra caracterís- tica básica é a curiosidade sobre o funcionamento das coisas, o interesse em novas tecnologias e formas de resolver problemas. A Unesp oferece a graduação em Ciência da Computação em quatro câmpus: Bauru, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto. Nas quatro unidades, o aluno é capacitado para desenvol- ver novos métodos, ferramentas e sistemas computacionais. Além das atividades em sala de aula, o graduando pode realizar pesquisas com apoio de professores e alunos de pós-graduação, recebendo bolsa
  • 71.   Guia de Profissões - 73 Com boa infraestrutura, cursos enfatizam tanto o ensino como atividades em diferentes áreas de iniciação científica; fazer estágios com supervisão docente; e partici- par de eventos do setor. As unida- des contam ainda com empresas juniores, em que o aluno exercita o empreendedorismo, muitas vezes abrindo seu próprio negócio. Os cursos enfatizam, ainda, trabalhos com a comunidade por meio de projetos de extensão. Em Bauru, os estudantes têm à disposição cinco laboratórios di- dáticos de uso do curso e nove de pesquisas: Sistemas Adaptativos e Computação Inteligente, Sistemas de Tempo Real, Tecnologia da Informação, Computação de Alto Desempenho, Instrumentação In- teligente, Integração de Sistemas e Dispositivos Inteligentes, Tecnologia to de imagens, biometria, visão computacional, geometria com- putacional e visualização. A partir do ano de 2010 o curso passou a funcionar no período vespertino- -noturno com um novo projeto político-pedagógico. A formação oferecida em Rio Claro é focada em hardware e software, permitindo ao formando inserção tanto na área acadêmica como na comercial. São nove labo- ratórios didáticos que, entre outras atividades, permitem experimentos em robótica, microprocessadores e física básica. Além disso, o estudan- te pode ter acesso a dez laborató- rios de pesquisa de docentes. A estrutura curricular da gra­ duação é um dos principais atrativos de São José do Rio Preto, uma vez que o aluno pode especializar- -se em uma ou mais das cinco áreas oferecidas: Sistemas de Informação, Sistemas de Computação, Sistemas de Automação e Controle Digital, Linguagens e Teoria da Computação e Computação Científica. O curso possui uma Central de Laboratórios de hardware e software que oferece uma infraestrutura atualizada de apoio às áreas oferecidas.em Gestão de Conhecimento, Ensi- no Informatizado e Aprendizagem, além do Centro de Competência e Tecnologia Wireless. Com um pro- jeto pedagógico atualizado, o curso permite que os alunos realizem in- tercâmbios no exterior e participem de competições científicas nacionais e internacionais. Presidente Prudente possui uma Central de Laboratórios, dos quais dois são de propósito geral, um para redes de computadores, outro para engenharia de softwa- re, banco de dados e inteligência computacional, e um último para computação de alto desempenho, computação gráfica, processamen-
  • 72. 74    Guia de Profissões exatas Engenharia Ambiental Atuação no diagnóstico, manejo, tratamento, controle e gestão O engenheiro ambiental atua no diagnóstico, manejo, tratamento e controle de problemas ambientais urbanos e rurais. O que o diferencia dos demais profissionais que atuam na área ambiental é que, além de identificar e avaliar a dimensão do problema, ele consegue propor a solução, projetá-la, implantá-la e monitorá-la. Esse bacharel é capacitado para elaborar estudos de impacto ambiental e para atuar nos pro- cessos de gestão ambiental e de certificação ambiental, a série ISO 14000 (certificação de qualidade ambiental concedida por um órgão internacional). Com essas habilidades, os es- pecialistas dessa área encontram oportunidades de trabalho em centros de pesquisa, órgãos de ge- renciamento e controle ambiental, organizações não governamentais,
  • 73.   Guia de Profissões - 75 Curso interdisciplinar integra ciências naturais, exatas, humanas e saúde empresas de saneamento e de abastecimento de água, energia elétrica e vigilância sanitária, uni- versidades e departamentos de controle da poluição de instituições privadas e públicas. Empresas de construção civil, empresas de consultoria e órgãos encarregados da definição de políticas públicas ambientais também são potenciais empregadores. A Unesp oferece a graduação em Engenharia Ambiental em qua- tro câmpus: Presidente Prudente, Rio Claro, São José dos Campos e Sorocaba. Nas quatro unidades, o curso é composto de disciplinas das áreas de Exatas e Biológicas, que dão ao profissional a formação multidisciplinar necessária. soluções para adequação ambiental de empresas, além de pensar uma gestão de recursos naturais de for- ma mais eficiente do ponto de vista econômico e ambiental. O principal objetivo do curso de Engenheiro Ambiental do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), Câmpus de São José dos Cam- pos é formar um profissional que atue como gestor em organizações públicas e privadas, podendo ser capaz de: participar de equipes multidisciplinares na gestão e controle da qualidade ambiental; compreender a importância e forma de implantação de instrumentos de gestão ambiental; e atuar como interlocutor, interagindo com con- sultores externos, organismos de controle ambiental e outros atores envolvidos no processo de gestão ambiental de uma organização. O curso de Rio Claro é direcio- nado para a formação de um profis- sional com sólidos conhecimentos em ciências básicas, espírito de pesquisa e capacidade de conceber e operar sistemas e processos de prevenção da poluição. A unidade de Sorocaba enfatiza a formação de profissionais que atuem na área de tecnologia de sistemas ambientais. Em todos os câmpus, é pro- movida também a compreensão integrada dos problemas adminis- trativos, econômicos, sociais e do meio ambiente, de forma a habilitar o formado a trabalhar em equipes interdisciplinares. Os estudantes utilizam sistemas e equipamentos de controle de po- luição do ar, da água e do solo, de- senvolvem técnicas de recuperação de áreas degradadas e aprendem formas de preservação, conservação e recuperação de recursos naturais. Além do conhecimento técnico, os projetos e aulas estimulam nos graduandos criatividade, curiosida- de, visão interdisciplinar, habilidade para comunicar ideias, rapidez de raciocínio e boa cultura geral. Um perfil profissional com essas carac- terísticas é um diferencial para o mercado de trabalho. Em Presidente Prudente, o futuro engenheiro é levado a criar
  • 74. 76    Guia de Profissões exatas Engenharia Biotecnológica Espaço de pesquisa avançada e inovação industrial No início da década existiam poucas empresas especializadas em biotecnologia. A partir de então, houve rápida expansão nesse cam- po, o que levou a uma enorme ca- rência de profissionais capacitados para direcionar esse crescimento de forma sustentável e ética. As principais áreas de atuação do engenheiro biotecnológico são: setor biomédico (onde desenvolve vacinas e novos métodos de diag- nóstico); indústria farmacêutica; agroindústria (melhoramento da produção pecuária, criação de bio- inseticidas e melhoramento biotec- nológico vegetal); indústria alimen- tícia (processos de produção nos quais intervêm bactérias, fungos, enzimas); controle e saneamento ambiental; bioinformática; bioma- teriais; clonagem animal e vegetal; e produção de transgênicos. A atribuição desse profissional é atender ao setor industrial e à pesquisa. No primeiro caso, de- senvolve equipamentos, projeta
  • 75.   Guia de Profissões - 77 Currículo soma conteúdo de Exatas e Biológicas à defesa da qualidade de vida e do ambiente plantas industriais, exerce controle de qualidade, cria novas tecnologias e biomoléculas e propõe soluções ambientais. Como pesquisador, pode atuar na bioengenharia, prin- cipalmente nas áreas de Biologia Molecular, Bioquímica, Microbiolo- gia, Fisiologia, Transgenia e Bioin- formática. A Unesp oferece a graduação em Engenharia Biotecnológica no Câmpus de Assis. A universidade capacita o profissional para absorver e desenvolver novas tecnologias que possam atender à necessidade dos vários ramos industriais e às ins- tituições de pesquisa. Além de um denso conteúdo técnico, as aulas não perdem de vista o desenvolvi- mento integrado ao ambiente e a defesa da qualidade de vida. O curso é dividido em três gran- des núcleos: o básico (que tem disciplinas como Cálculo Diferencial e Integral, Física, Química, Ciências da Computação e Biologia Celular); o profissionalizante (com estudos em Microbiologia, Imunologia, Fisio- logia, Parasitologia, Bioquímica dos Alimentos, Bioinformática, Termodi- nâmica e Operações Unitárias); e o específico (que conta com matérias como Bioética, Planejamento de Projetos Biotecnológicos, Projetos de Engenharia de Bioprocessos, Tecnologia de Produtos Fitoterápi- cos, Biotecnologia Animal e Enzimo- logia e Tecnologia da Fermentação). Os estudantes são estimulados a participar de diversos eventos na área como forma de aprimoramen- to profissional. Também realizam estágios curriculares supervisio- nados e, por meio de convênios, podem cursar algumas disciplinas em universidades do exterior. Ao se formar, o engenheiro estará apto a coordenar e supervi- sionar equipes de trabalho, realizar estudos de viabilidade técnico-eco- nômica, executar e fiscalizar obras e serviços técnicos e efetuar visto- rias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres técnicos. Em suas atividades, considera aspectos referentes à ética, à segurança e aos impactos ambientais.
  • 76. 78    Guia de Profissões exatas Engenharia Cartográfica Técnicas modernas, da coleta de dados à produção de mapas O engenheiro cartógrafo é o profissional responsável pelo pla- nejamento, organização, projeto, orientação, direção e a fiscalização das diversas modalidades de levan- tamentos, além do processamento e análise dos dados coletados, bem como pela visualização e reprodu- ção de informações geográficas. A atividade mais exercida pelo engenheiro cartógrafo é a de ma- peamento, ou seja, a elaboração de bases cartográficas, fundamentais no planejamento, elaboração e execução de qualquer projeto de engenharia. Além disso, o profissio- nal tem como campo de atuação a área de Geoprocessamento, na qual atua na elaboração e manutenção de banco de dados geográficos. Tais atividades, dentre outras, exigem que o engenheiro cartógrafo tenha conhecimento em áreas como Topografia, Geodésia, Cadastro Téc- nico, Fotogrametria, Sensoriamento Remoto, Cartografia e Sistema de Informações Geográficas. Os profissionais egressos deste curso estão ingressando no merca- do de trabalho e apresentam gran- de competitividade nos concursos públicos realizados por diversas instituições, como IBGE, Marinha,
  • 77.   Guia de Profissões - 79 Único curso do Estado tem equipamentos avançados e une formação básica a preparo profissional Aeronáutica e outros órgãos go- vernamentais e empresas privadas. Outra possibilidade procurada por boa parte dos egressos é a realiza- ção de cursos de pós-graduação, também importantes para o País. Constata-se que, atualmente, a demanda por engenheiros cartó- grafos e profissionais correlatos em empresas e órgãos públicos é gran- de, sendo maior que a capacidade de formação destes profissionais no País. A Unesp tem o único curso do Estado de São Paulo nessa área, ministrado no Câmpus de Presi- dente Prudente. O curso mescla disciplinas de formação básica (como Álgebra Linear, Física e Pro- babilidade e Estatística), formação geral (Administração, Economia e Direito, por exemplo) e formação profissional (Geociências, Geofísica, Cartografia e Sensoriamento Remo- to, entre outras). Os laboratórios da unidade são equipados com equipamentos de última geração, tais como recepto- res GPS/GLONASS, GPS para posi- cionamento topográfico e geodési- co de alta precisão em tempo real (RTK) pós-processado, estações de referência GPS, câmaras digitais e sistema fotogramétrico digital. O mercado de trabalho da área está em alta, principalmente devido ao georreferenciamento de imóveis rurais, bem como à necessidade da manutenção e constante atuali- zação de bases cartográficas. Essas bases também são fundamentais para as atividades de planejamento do setor público e de empresas privadas, envolvendo atividades que vão da infraestrutura, monitoramen- to ambiental e apoio na elaboração de Plano Diretor, até a arrecadação de impostos. O engenheiro cartógrafo é, ainda, o profissional habilitado para a geração de infraestrutura geoespacial, área que crescerá exponencialmente nos próximos anos. Exemplos de uso dessas tecnologias são os sistemas de na- vegação via satélite em automóveis, embarcações e aeronaves, além de sistemas de busca e visualização geoespaciais pela Internet, como o GoogleEarth.
  • 78. 80    Guia de Profissões exatas Engenharia Civil Área tradicional com mercado em grande expansão Uma das mais tradicionais mo- dalidades de Engenharia, a Enge- nharia Civil habilita o profissional para cinco grandes áreas: constru- ção, estruturas, geotecnia, hidráulica e saneamento e transportes. Esse engenheiro é responsável por calcular, construir, operar e manter edificações, meios de transporte, equipamentos urbanos e obras de aproveitamento energético, sanea- mento e segurança ambiental. Na Unesp, o curso é oferecido nos Câmpus de Bauru, Guaratin- guetá e Ilha Solteira. O aluno tem disciplinas do ciclo básico, como Matemática, Física, Química e De- senho Técnico, e do ciclo específico e profissionalizante, como Fenô- menos de Transportes, Hidráulica, Mecânica dos Solos, Geotecnia, Resistência dos Materiais, Topogra- fia, Análise de Estruturas, Projeto de Estradas e Transporte Ferroviário, Obras de Saneamento Em todas as unidades, o aluno deve realizar estágio curricular de no mínimo 180 horas, em empresas privadas ou públicas. Os professores são um dos principais destaques
  • 79.   Guia de Profissões - 81 Qualidade de professores e laboratórios e intercâmbio com o exterior caracterizam cursos dos cursos. Muitos deles são refe- rências no Brasil nessa área, alguns fizeram pós-graduação no exterior e a maioria realiza pesquisas de destaque do curso. Nos três câmpus há convênios com universidades estrangeiras, o que permite uma intensa atividade de intercâmbio. Professores e pes- quisadores trocam de instituição por determinados períodos, e alunos de graduação viajam para fazer está- gios, através do IAEST, ou mesmo entre universidades de países como França, Alemanha, Portugal e Espa- nha e com grandes universidades da América Latina. As unidades estão equipadas com laboratórios de alta tecnologia, que permitem o aprendizado e a pesquisa em diversas áreas da En- genharia Civil. A infraestrutura ade- quada garante um grande estímulo à iniciação científica, que pode ser feita com o recebimento de bolsa de estudo. Há diferentes atividades extracurriculares e de interação com a comunidade. É comum o envolvimento dos alunos em visitas técnicas a obras e instalações em cidades próximas. As faculdades também organizam viagens a construções mais distan- tes ou a empresas do setor. Em Bauru, os estudantes po- dem fazer cursos de curta duração, o que complementa o ensino regular. Além das atividades didáticas, os alunos de Bauru, Guaratinguetá e Ilha Solteira promovem eventos acadêmicos como palestras e a Semana de Engenharia. No Câmpus de Ilha Solteira há o Grupo Pet, o único em Engenharia Civil da Unesp, além de se promove- rem anualmente workshops com a Cesp e o Ibracon – Instituto Brasilei- ro do Concreto, entre outras entida- des. Nos três locais, há biblioteca de alto nível e a interação com os pro- gramas de pós-graduação é intensa e permite incluir os graduandos em diferentes projetos de pesquisa. Com o mercado de trabalho bas- tante aquecido, o engenheiro civil formado pela Unesp consegue sem dificuldades boa colocação profis- sional e remunerações superiores às da maioria das carreiras de ensi- no superior. Com a aproximação de grandes eventos esportivos e diante dos investimentos de grande porte em infraestrutura, a tendência é a manutenção desse cenário positivo.
  • 80. 82    Guia de Profissões exatas Engenharia de Alimentos Capacitação para melhorar o aproveitamento e a qualidade dos alimentos Este engenheiro enfrenta o desa- fio de contribuir para disponibilizar alimentos saudáveis, com quali- dade, acessíveis e em quantidade suficiente para suprir as demandas da sociedade. Essa responsabilidade será exercida em um mundo que enfrenta uma crise de oferta alimen- tar, presente até mesmo no País, um dos líderes mundiais no setor. O mercado nacional e internacional está cada vez mais competitivo e com consumidores cada vez mais conscientes, atentos e exigentes quanto aos produtos que ingerem. Nesse cenário desafiador, esse profissional deve dominar a tec- nologia de processamento e con- servação dos alimentos, desde a seleção da matéria-prima até as fases de produção, transformação, preservação, acondicionamento, estocagem e distribuição. O engenheiro de alimentos é um profissional de forte perfil ge- rencial, que pode dirigir a instalação, a operação e o controle de indús- trias ou desenvolver e implantar sistemas e programas de qualidade, visando a racionalização e a melho- ria de processos e fluxos produtivos e garantir a qualidade dos produtos. Seu campo de atuação inclui ainda as áreas de vendas e assistência
  • 81.   Guia de Profissões - 83 Infraestrutura permite que alunos criem produtos industrializados e projetem fábricas técnica de insumos, equipamentos e embalagens, consultoria, certifica- ção e auditoria, e órgãos governa- mentais de normatização técnica, orientação e fiscalização. Na Unesp, o curso é oferecido no Câmpus de São José do Rio Preto, onde a formação tem um caráter multidisciplinar, com matérias rela- cionadas às ciências dos alimentos e às ciências da engenharia. As primeiras envolvem, por exemplo, Química, Bioquímica, Microbiologia, Nutrição e outras relacionadas às matérias-primas alimentícias e seus constituintes, como carboidratos, proteínas e vitaminas. No campo da engenharia estão matérias básicas de Física, Matemática, Físico-Quí- mica, Termodinâmica e matérias aplicadas a cálculo, projeto, controle e otimização do processamento dos alimentos. Há ainda disciplinas relacionadas às tecnologias inova- doras e tradicionais de preservação e transformação de alimentos, bem como às áreas envolvidas com as questões do mundo dos negócios: Informática, Economia, Administra- ção e Meio Ambiente, por exemplo. O estudante tem à disposição vinte laboratórios multidisciplinares, dois laboratórios de computação e uma planta-piloto – que reproduz o funcionamento de uma indústria –, para possibilitar a realização de aná- lises, experimentos e simulações dos processos industriais. Durante as aulas, os alunos desenvolvem em laboratório novos produtos alimentícios. O estágio obrigatório, realizado em indústrias, com a orientação de um professor, prepara melhor os futuros profis- sionais. Como trabalho de conclu- são de curso, eles elaboram um projeto industrial com análise da viabilidade técnica e econômica do empreendimento. Os estudantes são incentivados a ampliar sua formação com a realização de projetos de iniciação científica. Eles também têm intensa participação em atividades extracur- riculares, eventos técnicos, científi- cos e culturais, podem participar de intercâmbios internacionais e ainda fazer parte da Empresa Júnior do curso, que promove seu perfil em- preendedor, através de consultorias, apoio técnico e desenvolvimento de estudos e projetos na área ali- mentícia para pequenas empresas, entidades e para a sociedade em geral, como retorno dos investimen- tos que ela realiza na Universidade.
  • 82. 84    Guia de Profissões exatas Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia Atividades são desempenhadas em um mercado competitivo e em expansão Atualmente a biotecnologia destaca-se como uma das ativi- dades econômicas e tecnológicas mais promissoras, inovadoras e desafiantes no país. A biotecnologia inclui diversas metodologias e pode ser conceituada como “qualquer aplicação tecnológica que utiliza sis- temas biológicos, organismos vivos ou derivados destes para produzir ou modificar produtos ou processos para usos específicos”. O currículo do curso de Enge- nharia de Bioprocessos e Biotec- nologia oferecido em Araraquara e Botucatu, propicia formação abrangente e interdisciplinar, ofere- cendo con­teú­dos que desenvolvam habilidades e competências para formar profissional empreendedor que atenda às demandas da bio- tecnologia moderna e às exigências do mercado de trabalho, numa área de extrema importância para o de- senvolvimento tecnológico do país. Os engenheiros de bioproces- sos e biotecnologia egressos terão base teórica e técnico-científica que assegure ações competentes na identificação e resolução de pro- blemas, na tomada de decisões, no planejamento e na orientação em sua esfera profissional. Neste sen- tido, o graduando deverá receber subsídios didáticos suficientes que lhe atribuam capacidade cognitiva e habilidade para atuar em todo o âm- bito profissional proposto pelo cur- so, que serão proporcionadas pela flexibilidade e transdisciplinaridade da estrutura curricular, também possibilitando o desenvolvimento de consciência crítica, ética e trans- formadora. O egresso deverá ter capacidade de se adaptar e predizer a evolução tecnológica, uma vez que desempenhará suas funções em um mercado competitivo e em
  • 83.   Guia de Profissões - 85 Conhecimentos sólidos em disciplinas como biotecnologia, biologia molecular, genética e bioprocessos expansão, ávido por novos produtos com valor agregado. Os profissionais terão conhe- cimentos sólidos em disciplinas fundamentais da biotecnologia, tais como biologia molecular, genética e bioprocessos, e em disciplinas tecnológicas vinculadas ao conheci- mento biotecnológico e à produção industrial. O perfil profissional o habilitará a exercer suas funções em indústrias de biotecnologia e afins, bem como em outras organizações públicas e privadas. O engenheiro de bioprocessos e biotecnologia poderá atuar em diversas áreas, como produção de biofármacos, vacinas, produtos diagnósticos, alimentos e bebidas, insumos; produção de produtos biotecnológicos para a agricultura, a pecuária e a bioenergia; geren- ciamento da produção e dos pro- cessos biotecnológicos, com vista à otimização dos processos e à qua- lidade do produto final; desenvolvi- mento de projetos de instalações e equipamentos para a indústria biotecnológica; desenvolvimento de novos produtos e processos biotecnológicos; comercialização de equipamentos e produtos específi- cos de indústrias de biotecnologia; controle de qualidade na indústria de produtos biotecnológicos; de- senvolvimento de biotecnologias e bioprocessos para a preserva- ção e recuperação ambiental; e docência e pesquisa em univer- sidades e institutos de pesquisa. O curso de Engenharia de Bio- processos tem duração de 5 anos. Ao longo desses anos, além das aulas teóricas e práticas, os graduan­ dos serão incentivados a realizar atividades de iniciação científica, a participar de projetos de extensão e de eventos acadêmico-científicos. A estrutura curricular inclui ainda o estágio curricular supervisionado, que proporcionará ao estudante condições para avaliar suas habilida- des frente a situações reais de tra- balho, além de maior conhecimento e experiência no campo profissional nas áreas da biotecnologia.
  • 84. 86    Guia de Profissões exatas Engenharia de Biossistemas Mercado promissor demanda profissionais com formação moderna Desenvolver tecnologia para produção eficiente de alimentos e energia para um mundo ameaçado por mudanças climáticas. Este é o curso de Engenharia de Biossis- temas de Tupã. Concebido para atender a um mercado promissor que demanda profissionais com formação moderna, que agreguem competências das áreas de produ- ção vegetal e animal, instrumen- tação, tecnologia de informação, automação e meio ambiente. Cada vez mais os sistemas de produção vegetal e animal (biossis- temas) têm adotado novas tecno- logias de controle da produção, en- volvendo automação e robotização para reduzirem perdas produtivas e aumentarem a produtividade, atendendo a uma demanda global crescente por alimentos e energias renováveis. A avicultura, por exem- plo, é uma das cadeias produtivas que mais investe em inovação tecnológica, na qual a automação dos processos já está presente. O Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de carne de frango do mundo, mostrando o enorme potencial de nosso país em inovação tecnológica aplicada ao campo. Outras cadeias produtivas têm potencial para melhor desempe- nho, desde que disponham de profissionais que compreendam os biossistemas e atuem no controle e automação dos processos produti- vos. O engenheiro de biossistemas é o profissional que atende a essa demanda.
  • 85.   Guia de Profissões - 87 Estudantes têm a oportunidade de desenvolver pesquisa científica na área A importância da área pode ser quantificada pela participação do agronegócio no PIB brasileiro. Em 2011, o agronegócio correspondeu a 22,74% do PIB nacional e no comparativo de dois anos cres- ceu 13,51%. O salário inicial de R$ 6.102,00 reflete a necessidade do Brasil pela formação de enge- nheiros de biossistemas capazes de promover o desenvolvimento produtivo e econômico do país, atu- ando, por exemplo, em empresas dos segmentos de energias eólica e solar, bioenergia, implementos agrí- colas, equipamentos para produção animal, software, geoprocessamen- to, controle e automação, pesquisa científica e consultoria. O curso de Tupã oferece 40 vagas anuais em período integral com conclusão em cinco anos. Além dos conteúdos básicos das engenharias, como a matemática e a física, são oferecidas discipli- nas de formação profissional e específica, por exemplo, relacio- nadas à inteligência artificial, ao uso racional de recursos naturais e ao bem-estar animal. Além das disciplinas regulares do currículo, os estudantes terão a oportunidade de desenvolver pesquisa científica na área, participar de projetos de ex- tensão universitária, visitas técnicas e atividades culturais. As atividades do curso são de- senvolvidas em salas de aula para os conteúdos teóricos e em 14 laboratórios para os experimentos e aulas práticas. O estudante dis- põe ainda de uma ampla biblioteca com acesso a internet, salas de estudo em grupo e individuais, acervo atualizado, dois auditórios equipados com multimídia, área de convivência, salas de pesquisa e extensão. A unidade conta com diversos laboratórios (Laboratórios do curso: Biologia; Resíduos Sólidos e Recicla- gem; Química, Química Orgânica e Ambiental; Mecânica dos Fluidos; Materiais de Construção; Climatolo- gia e Hidrologia; Conforto Ambien- tal; Computação; Processamento de Imagens e Inteligência Artificial; Circuitos e Instalações Elétricas; Sis- temas Digitais; Automação; Física; Instrumentação), coordenados por um corpo docente de 23 professo- res doutores.
  • 86. 88    Guia de Profissões exatas Engenharia de Controle e Automação Bagagem para desenvolver e gerir automatização da indústria O curso de Engenharia de Con- trole e Automação, muitas vezes também chamado de Mecatrônica, forma profissionais que dominam as tecnologias de sistemas de controle automático, manufatura inteligente e robótica industrial, dentre outras. Esses engenheiros, cuja área integra as Engenharias Elétrica, Mecânica e de Computação, são responsáveis pela modernização industrial e pelo aumento da competitividade no setor. São eles que buscam novas técnicas de controle e operação de sistemas industriais, objetivando a melhoria dos processos e produtos, bem como a redução de custos e prazos de produção. O engenheiro de controle e auto- mação é cada vez mais requisitado no setor industrial, particu­larmente nas áreas metalúrgica, automotiva, eletroeletrônica e optoeletrônica. Nas áreas de arquitetura e constru-
  • 87.   Guia de Profissões - 89 Qualidade dos professores, associada a modernos laboratórios e à possibilidade de estágios em grandes empresas da região ção civil, pode desenvolver casas e prédios inteligentes; nas ciências biomédicas, é capaz de aperfeiçoar aparelhos cirúrgicos. Cabe a ele, ainda, identificar as necessidades de automação de uma empresa e atendê-las de acordo com as tecnologias adequadas e recursos disponíveis. Na Unesp, o curso de Engenha- ria de Controle e Automação é ofe- recido no Câmpus de Sorocaba. Os profissionais formados atendem a uma demanda reprimida na re- gião, que conta com cerca de 1.600 indústrias. Devido à localização geográfica do curso, a interação da Universidade com essas empresas é grande, com visitas e estágios acadêmicos supervisionados. Os alunos recebem formação para atuar em áreas ligadas ao de­ sen­volvimento e gerenciamento de projetos, além de em processos que envolvam comandos eletrônicos con- trolados por computador. Elescursam áreas básicas da Engenharia, como Cálculo, Física, Química e Computa- ção. E recebem formação específica nas Engenharias Elétrica, Mecânica e de Controle e Automação. Depois, estudam temas mais específicos, ligados a robótica, controle, automação e sistemas microprocessadores, por exemplo. Também são orientados sobre o estado atual das tecnologias com as quais vão trabalhar. Nas aulas e por meio de projetos de iniciação científica, analisam ainda tendências futuras para a automação industrial. A unidade conta com labora- tórios didáticos de Química; Infor- mática; Física; Eletrônica; Controle de Processo Industrial; Circuitos Hidráulicos e Pneumáticos, Auto- mação; Acionamentos e Instrumen- tação, além de alguns laboratórios vinculados aos grupos de pesquisa do câmpus. Todos os professores têm titula- ção mínima de doutor e estudaram nas melhores universidades. Alguns também fizeram pós-doutorado, inclusive em instituições do exterior. Pela infraestrutura e pela qualifica- ção do corpo docente, o curso tem sido bem avaliado em exames do governo federal e de instituições pri- vadas, como o Guia do Estudante, da Editora Abril. O graduado nessa área é dis- putado pelo mercado de trabalho devido ao crescimento industrial do País e ao aquecimento da economia brasileira em geral. Por lidar com tecnologia de ponta, esse profis- sional deve se manter atualizado, fazendo, por exemplo, cursos de especialização.
  • 88. 90    Guia de Profissões exatas Engenharia de Energia Diversificação de fontes de energia é indispensável para crescimento A questão energética apresenta- -se atualmente como estratégica e fundamental para o desenvolvi- mento das nações. Num contexto de aumento populacional e, con- sequente demanda cada vez maior de recursos para atender os anseios sociais, econômicos e culturais da sociedade, é necessário o uso ra- cional dos recursos. Vem sendo discutida a carência de recursos, motivada pela crise energética enfrentada principalmen- te pelos países europeus. Desde a I Conferência das Na- ções Unidas para o Meio Ambiente, em Estocolmo, em 1972, motivada pela crise energética, as questões relacionadas às novas fontes de energia estão em pauta. A partir da Eco-92, no Rio de Janeiro, tais debates se intensificaram. O tema energia sofre impacto direto, jun- tamente com as demais questões FotosJefersonS.Mukuno
  • 89.   Guia de Profissões - 91 da preservação do meio ambiente, o que culmina com a assinatura do Protocolo de Kyoto. Assim, gerar energia de maneira racional com aumento do uso de fontes renová- veis torna-se um desafio para as po- líticas energéticas dos países, com a necessidade de um novo olhar para a geração, transmissão e utilização de energia pela sociedade, nos níveis residenciais, industriais e de serviços. A diversificação das fontes de energia, principalmente das reno- váveis, é condição indispensável para a continuidade do crescimento econômico e social do país, pro- porcionando um maior grau de independência energética e forta- lecendo sua soberania em relação ao cenário mundial. Portanto, toda e qualquer ino- vação tecnológica que aproveite fontes de recursos renováveis e melhore a gestão da energia no país é de grande importância. Em um cenário nacional prospectivo, o plano Brasil 2022 (http://www. sae.gov.br/brasil2022) diagnosti- cou que o Brasil poderá passar por uma crise energética nos próximos anos, semelhante à acontecida no “apagão” de 2001. O mundo volta-se para essa dis- cussão e a contribuição da Unesp torna-se importante na perspectiva de gerar novos conhecimentos e mudança de paradigmas. É tam- bém sua responsabilidade investir na formação e qualificação de profissionais nessa área do conhe- cimento, uma vez que a questão energética é estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Surge assim a necessidade do curso de Engenharia de Energia que con- tribuirá para formar profissionais com competências, habilidades e atitudes que os capacitem a atuar, a médio e longo prazo, num processo de transformação socioeconômica e ambiental no contexto em que estão inseridos. O curso de Engenharia de Ener- gia pretende formar o profissional com uma visão multidisciplinar, capacitado a desenvolver tecnolo- gias e pesquisas em um cenário prospectivo para seu tempo, e que considere a política, o ambiente, a economia, a cultura e a sociedade integradas às técnicas e ferramen- tas, inovando métodos e processos na geração, transmissão e utilização da energia e suas fontes O curso de Engenharia de Energia funcionará em período integral no Câmpus de Rosana, com a oferta de 40 vagas por ano. Visão multidisciplinar e capacitação para desenvolver tecnologias e pesquisas
  • 90. 92    Guia de Profissões exatas Engenharia de Materiais Conhecimento transforma matéria-prima em produto industrial A Engenharia de Materiais está presente em praticamente todos os produtos fabricados pelo homem – de um rudimentar botão de camisa ao mais sofisticado dos computa- dores. É o engenheiro de materiais que desenvolve as matérias-primas e produtos que serão usados, por exemplo, na construção de pontes e prédios, na fabricação de auto- móveis e eletrodomésticos, roupas e calçados. Ele verifica as aplicações espe- cíficas para cada tipo de material, como, por exemplo, aqueles usados em ambiente marítimo, que devem ser resistentes à corrosão. Também deve dominar conhecimentos da área de negócios, analisando o potencial de venda de determinado material e desenvolvendo estra- tégias para garantir a introdução bem-sucedida de um produto no mercado.
  • 91.   Guia de Profissões - 93 Ênfase na pesquisa se complementa com participação em estágios e atividades extraclasse O campo de atuação de um engenheiro de materiais é bastante amplo, compreendendo pratica- mente todos os setores da indús- tria, em especial aqueles ligados à produção de matérias-primas. Por lidar com cerâmica e metalurgia, a área tem grande importância para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, já que o Brasil é um dos principais fornecedores de minérios do mundo. A exemplo do que ocorre em outras conceituadas escolas de engenharia do mundo, o curso de Engenharia de Materiais oferecido na Faculdade de Engenharia, Câm- pus de Guaratinguetá, envolve seus alunos em atividades de pesquisa a partir do segundo ano, em torno do tema da Ciência dos Materiais. Nos anos seguintes, são abordados, respectivamente, Processamento de Materiais, Ca- racterização de Materiais e Plano de Negócios (ou como colocar um produto no mercado). O curso tem disciplinas básicas das Ciências Exatas, como Cálcu- lo, Física Experimental e Química Industrial, e também aulas mais específicas da carreira, como Análi- ses Térmicas, Recursos Minerais e Meio Ambiente, Materiais Naturais e Biomateriais. Por meio de convê- nios, os estudantes podem realizar estágios acadêmicos em institui- ções universitárias do exterior, em especial na Alemanha. A faculdade oferece oportuni- dades de participação em estágios, congressos de iniciação científica e trabalhos voluntários em projetos sociais. Além disso, por meio de diferentes atividades extraclasse, estimula a capacidade de deci- são, a criatividade, a atualização de conhecimentos e a facilidade para trabalhar em equipe. Assim, o graduado adquire não apenas capacidade técnica, mas visão em- preendedora e consciência de sua importância para o crescimento do País. A procura por esse especialista cresceu muito na última década, e essa perspectiva deve se manter por muito tempo.
  • 92. 94    Guia de Profissões exatas Engenharia de Produção É preciso ter visão integrada das áreas tecnológica, administrativa e financeira A Engenharia de Produção é um braço multidisciplinar da Engenha- ria focado na criação de projetos para sistemas produtivos de bens e serviços. Além de projetar, esse profissional é capacitado para im- plementar, operar, otimizar e manter processos. Ele é fundamental na busca por maior competitividade em empresas ou setores específi- cos da economia. Na Unesp, a carreira é oferecida de três modos: Engenharia de Pro- dução Plena, no Câmpus de Bauru; Engenharia de Produção Mecânica, no Câmpus de Guaratinguetá; e En- genharia de Produção no Câmpus de Itapeva. Desde o primeiro ano, são estimuladas a iniciação cientí- fica e a participação em empresas juniores, em entidades estudantis, em núcleos de estudos e na orga- nização de eventos. O curso de Bauru, avaliado como 5 Estrelas pelo Guia do Es- tudante de 2012, da Editora Abril, organiza anualmente o Simpósio de
  • 93.   Guia de Profissões - 95 Desafio é conhecer desde a matéria-prima até a transformação em produto final Engenharia de Produção (SIMPEP), o segundo maior e melhor evento científico da Engenharia de Produ- ção no Brasil, e mantém parcerias de pesquisa com renomadas universi- dades do exterior: Clark University (EUA), University of Massachusetts (EUA), University of London (Lon- dres), University of Southern Den- mark (Dinamarca), Hamburg Univer- sity (Alemanhã), University of Lund (Suécia) e Universidade do Minho (Portugal); e alta empregabilidade dos ex-alunos – cerca de 50% já es- tão empregados antes da formatura. genharia de Produção, deu-se pela carência de profissionais de nível superior para atuar no setor produ- tivo de transformação dos materiais anteriormente relacionados, como os aspectos de demanda de mer- cado, inovação tecnológica, vocação da Unidade de Ensino da Unesp de Itapeva e necessidade de desenvol- vimento regional. O desenvolvimento do setor da indústria de transformação de base, ligado à Engenharia de Produção, é de vital importância para o desen- volvimento social e econômico do Brasil. Trata-se de ponto-chave que determina benefícios econômicos que se podem obter de reservas extrativas como as de mineração, do petróleo e das florestas naturais ou plantadas, além do beneficiamen- to que se pode dar aos produtos agroindustriais. Um dos fatores determinantes da competitividade industrial é a política de educação tecnológica. O curso de Engenharia de Produção Mecânica, no Câmpus de Guaratinguetá, propicia ao aluno a vivência e a percepção da importância da análise do processo de produção e da tecnologia nas organizações. Entre as disciplinas obrigatórias estão Economia, En- genharia Econômica, Gerência da Qualidade, Projeto do Produto, Pla- nejamento e Controle da Produção e Logística. O curso de Engenharia de Pro- dução do Câmpus de Itapeva visa formar profissionais especializados em processos industriais de trans- formação de matéria-prima que utilizam os materiais metálicos (fer- rosos e não ferrosos), os materiais cerâmicos oriundos do setor de mineração, os materiais poliméri- cos sintéticos (plásticos), além de materiais compósitos. A concepção do curso de En-
  • 94. 96    Guia de Profissões exatas Engenharia de Telecomunicações Carreira é essencial para o desenvolvimento tecnológico atual A Engenharia de Telecomunica- ções é uma das mais importantes para o desenvolvimento tecnoló- gico atual. O curso da Unesp de São João da Boa Vista teve iní- cio em 2013 com uma estrutura curricular moderna, excelentes laboratórios e corpo docente alta- mente qualificado. O curso de Engenharia de Te- lecomunicações trata de conceitos aplicados aos sistemas eletrônicos, computacionais e de comunica- ções que permitem entender e projetar sistemas relacionados com telefonia fixa e celular; siste- mas de rádio e televisão; comuni- cações por satélite; comunicações através de fibras ópticas; comuni- cações via rádio; redes de compu- tadores e Internet. Para tanto, são
  • 95.   Guia de Profissões - 97 Há estímulo para desenvolver novas tecnologias e aplicações estudadas disciplinas de formação básica, como cálculo, física e álge- bra; e disciplinas profissionalizan- tes, como eletrônica analógica e digital; antenas e propagação de ondas eletromagnéticas; telefonia; sistemas de comunicações ana- lógicos e digitais; instrumentação aplicada às telecomunicações; microprocessadores; circuitos para comunicações, regulamentação do setor. O curso de Engenharia de Tele- comunicações da Unesp em São João da Boa Vista receberá 40 alunos por ano, e tem duração de cinco anos. Os profissionais deve- rão ser registrados no Crea. ma eficiente ao mercado interno. Isso exige investimento em infra- estrutura e também em pessoal especializado na área de teleco- municações. Outros segmentos, como Tecnologia da Informação e Televisão Digital, também precisam muito de profissionais com forma- ção nessa área. Um engenheiro da área deve ser capaz de criar novas aplicações e novos conceitos. No curso, isso será estimulado não somente atra- vés de uma formação acadêmica de qualidade, mas também através de estágios, cursos específicos de empreendedorismo e pesquisa. Nesse sentido, os alunos do curso serão estimulados a formar em- presa júnior e a participar de pro- jetos de iniciação científica. Já os docentes serão incentivados a criar um curso de pós-graduação, não somente pela necessidade básica de aprimoramento do conheci- mento, mas também para alavan- car novas possibilidades na região. São João da Boa Vista faz parte da região de Campinas, que é um grande polo de desenvolvimento tecnológico e concentra muitas empresas importantes nos setores de Tecnologia da Informação e Co- municações. Porém, a tendência é ainda de crescimento e esse polo deverá se expandir mais ainda em direção ao interior. Os egressos do curso deverão encontrar mercado de trabalho na própria região, mas também serão estimulados a desenvolver novas tecnologias e aplicações, com possibilidade até de criação, no futuro, de um polo de desen- volvimento na região de São João da Boa Vista. Um bom exemplo é o polo de Santa Rita do Sapucaí, MG, onde cursos específicos na área de telecomunicações e incentivos ao empreendedorismo resultaram em um polo avançado na área de eletrônica e comunicações. Um engenheiro de telecomu- nicações pode atuar em empresas de telefonia, de rádio e televi- são, multimídia, de fabricação de equipamentos voltados para as telecomunicações (transmissores e receptores, antenas e satélites, estações rádio-base, telefones celulares, sistemas de comuni- cações ópticos), de projetos de sistemas de comunicações (links via rádio, satélite e fibras ópticas; planejamento de sistemas celula- res), em órgãos governamentais (Anatel, Anac). Problemas recentes na tele- fonia celular, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) puniu algumas empresas, mostram que o Brasil ainda precisa crescer muito para atender de for-
  • 96. 98    Guia de Profissões exatas Engenharia Elétrica Da energia à eletrônica, carreira liga-se a avanço industrial A Engenharia Elétrica tem como seu objeto a energia elétrica e o eletromagnetismo, desde sua ge- ração até a sua aplicação. Assim, o engenheiro eletricista pode atuar no planejamento e operação de sistemas elétricos, compreendendo geração, transmissão e distribuição da energia. Ele também tem forma- ção para projetar e construir usinas e estações de geração de energia, bem como para gerenciar a manu- tenção das redes de alta tensão. O profissional também está ha- bilitado para desenvolver circuitos eletrônicos para a transmissão por radiofrequência, por exemplo. Ele elabora, ainda, sistemas de auto- mação e controle em linhas de produção industrial, e projeta cir- cuitos integrados para sistemas de computação, de telecomunicações e de entretenimento. E pode atuar na operação e manutenção de equi- pamentos em hospitais e clínicas. Os interessados em cursar En- genharia Elétrica na Unesp têm a possibilidade de desenvolver pes- quisas científicas desde o começo da graduação, por meio do Progra-
  • 97.   Guia de Profissões - 99 Laboratórios garantem prática de conceitos e estudantes podem fazer intercâmbio no exterior ma Institucional de Bolsas para a Iniciação Científica (Pibic). O curso é oferecido em três cidades. A Faculdade de Engenharia do Câmpus de Bauru possui 19 laboratórios com equipamentos modernos para os alunos desen- volverem pesquisas e atividades práticas relativas ao conteúdo teó- rico do curso. A estrutura curricular da graduação permite formação bastante ampla, compreendendo as principais áreas de Engenharia Elétrica, como Sistemas de Energia, Automação e Controle, Eletrônica Digital e Analógica, Computação e Comunicações. extensão, como os promovidos no Centro de Energias Renováveis, no Laboratório de Eficiência Energética Industrial (Lamotriz) e no Laborató- rio de Pesquisa e Desenvolvimento de Dispositivos com Diamante (CVD). O curso de graduação em En- genharia Elétrica da Faculdade de Engenharia do Câmpus de Ilha Solteira iniciou suas atividades em 1977, e nestas três décadas formou mais de mil engenheiros eletricis- tas com atribuições do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia que os habilitam a exercer atividades de elaboração, coordenação, supervisão e exe- cução de projetos de eletrotéc­- nica, eletrônica e telecomunicação, dentre outras. O projeto político-pedagógico é atual e está estruturado para oferecer aos estudantes uma for- mação sólida em matemática, nos princípios físicos e nas disciplinas de formação técnico-profissionalizante, além de Administração e Economia, Ciências do Ambiente, Ciências Ju- rídicas e Engenharia de Segurança. Associados ao quadro efetivo dos docentes há vários pesquisadores que desenvolvem projetos de pesquisas em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado, e cons- tantemente se recebem professores visitantes de importantes centros de pesquisas do exterior. Os estudantes podem participar do Ramo Estudantil IEEE (Institute of Electrical and Eletronics Engi­ neers), dedicado ao avanço e à prática da Engenharia Elétrica; da Pro Junior, empresa júnior sem fins lucrativos que antecipa o contato com a profissão; de projetos de pesquisa e de extensão, além de intercâmbios internacionais. Em Guaratinguetá, já na gra- duação em Engenharia Elétrica, o estudante tem a possibilidade de cursar disciplinas em instituições estrangeiras e obter diploma com validade em dois países. O currí- culo enfatiza tanto eletrotécnica (sistemas de geração de energia) quanto eletrônica e tecnologia da informação. Além da pesquisa, o estudante é estimulado a realizar projetos de iniciação científica e
  • 98. 100    Guia de Profissões exatas Engenharia Industrial Madeireira É preciso ser versátil para desempenhar suas atividades A Engenharia Industrial Madei- reira é de vital importância para o bom desempenho das empresas do setor. Essas empresas trabalham com recursos naturais renováveis e com tecnologias limpas, premissas hoje consideradas essenciais para o desenvolvimento social e econô- mico em todos os países. O engenheiro industrial madei- reiro é um profissional com grande potencial de inserção no mercado de trabalho, basta observar o au- mento da demanda de produtos de madeira e de seus derivados. O se- tor requer profissionais que tenham versatilidade para desempenhar atividades nas áreas de gerencia- mento de processos de fabricação, na execução de projetos industriais, assim como na manutenção e
  • 99.   Guia de Profissões - 101 Presença em todos os setores da indústria desenvolvimento de produtos e equipamentos voltados para o setor, características esperadas em um engenheiro. Ao concluir o curso, o profis- sional deverá estar qualificado e especializado em processos indus- triais que utilizam a madeira como matéria-prima – como ocorre nas indústrias de processamento da madeira, de celulose e papel, de painéis, do mobiliário e na constru- ção civil –, além de capacitado para atuar na área de logística, gestão energética, gestão de projetos e no desenvolvimento e manutenção de máquinas e equipamentos para o setor industrial. Diante desse cenário, o enge- nheiro industrial madeireiro deve estar atento às novas tecnologias e às demandas por inovações tec- nológicas, econômicas, com menor impacto ambiental de um mundo globalizado. É da atribuição do engenheiro in- dustrial madeireiro gerir a produção e planejar os sistemas produtivos, bem como criar e aperfeiçoar mé- todos dedicados a melhorar esses sistemas, inclusive pelo uso de recursos tecnológicos disponíveis, como sistemas de informação e logística. Pode trabalhar em diversos setores da economia, como em indústrias, bancos e empresas de consultoria. Está também habilitado a trabalhar em funções multidisci- plinares como, por exemplo, gestão ambiental, gestão energética e sis- temas diversos, em que a produção de bens e serviços seja variável de grande impacto. A Unesp oferece o único curso do Estado, com infraestrutura que permite o desenvolvimento de de aprimorar sua formação, no de- senvolvimento de pesquisas cientí- ficas e tecnológicas, em assessorias nas empresas públicas e privadas de diversas áreas e em projetos de extensão universitária nas áreas de Controle Ambiental, Celulose e Papel, Processamento da Madeira, Propriedades Físicas e Mecânicas da Madeira, Mobiliário, Aproveita- mento de Resíduos, Otimização de Processos, Secagem e Preservação da Madeira. Os estudos podem ser feitos com bolsas de programas da Universidade e de agências de fomento, sob a orientação dos professores. Os estudantes também partici- pam do Grupo PET (Programa de Educação Tutorial da Unesp), reali- zam projetos de pesquisa e consul- torias, por meio da Empresa Junior, sob supervisão de professores. Os estudantes são estimulados a realizar estágios e atividades extracurriculares. Assim, vivenciam situações práticas e aplicam os conhecimentos adquiridos. pesquisa científica e tecnológica, facilitando aos estudantes intercâm- bio no exterior, estágios e atividades extracurriculares no mercado de trabalho em todos os setores da indústria. O curso de Engenharia Industrial Madeireira do Câmpus de Itape- va da Unesp oferece uma ampla infraestrutura, que reúne diversos laboratórios didáticos e de pesqui- sa, como, por exemplo, laboratório de anatomia da madeira, química instrumental, mecânica dos fluidos, preservação, processos de seca- gem, propriedades físicas e mecâ- nicas, celulose e papel, mobiliário, serraria, afiação de ferramentas de corte, projetos industriais, proces- samento e usinagem, painéis e derivados da madeira. Com esses recursos, o Câmpus dá aos estudantes a oportunidade
  • 100. 102    Guia de Profissões exatas Engenharia Mecânica Presença em todos os ramos da indústria Apesar de a indústria automobi- lística ser a grande atração dos can- didatos a engenheiros mecânicos, esses profissionais ingressam em praticamente todos os ramos que envolvam componentes mecânicos. Desde o projeto de um simples brinquedo até o desenvolvimento de novos materiais para a indústria aeroespacial, eles estão presentes na concepção, projeto, fabricação e manutenção de produtos. Com o aquecimento da econo- mia brasileira, o mercado de traba- lho para o engenheiro mecânico está em expansão. Há perspectivas muito promissoras em áreas como construção de navios e sondas, devido à exploração do petróleo da camada do pré-sal. Para ser um engenheiro mecâ- nico, o candidato deve ter carac- terísticas como raciocínio rápido, afinidade com as Ciências Exatas, espírito de busca, liderança, capaci- dade de trabalho em grupo, dedica- ção e perseverança. Ele ainda deve ser versátil, dominar pelo menos um idioma estrangeiro e conhecer informática. Na Unesp, os estudantes de Engenharia Mecânica desenvolvem projetos que agregam os conheci- mentos adquiridos nos anos de for- mação com a elaboração de novas
  • 101.   Guia de Profissões - 103 Em três câmpus, teoria é aplicada em atividade de laboratório, estágio e pesquisa científica técnicas e tecnologias. Também se envolvem com estágios obrigatórios e atividades de iniciação científica e extensão universitária. Há ações de internacionalização do curso, como a realização de componentes curri- culares em instituições estrangeiras. Em Guaratinguetá, por exemplo, os alunos realizam atividades na Alema- nha e na França, com as quais têm a possibilidade de duplo diploma. A Universidade possui três Facul- dades de Engenharia, em diferentes regiões do Estado de São Paulo. Na unidade de Bauru, os estudantes têm acesso a 13 laboratórios didá- ticos e 8 de pesquisa. Entre eles, o Laboratório de Experimentação em Bambu desenvolve projetos para a aplicação desse material na cons- ciplinas auxiliares complementam a formação do profissional, como Fundamentos de Direito, Progra- mação de Computadores e Admi- nistração da Manutenção Industrial, Ciências do Ambiente e Higiene e Segurança do Trabalho. No Câmpus de Ilha Soltei- ra, o curso de Engenharia conta com uma boa infraestrutura para atividades práticas, com cerca de 18 laboratórios didáticos que têm sido atualizados com a aquisição de novos equipamentos pelo Programa de Melhoria do Ensino de Graduação. Os estudantes têm também oportunidade de realizar intercâmbios através de programas tais como o de Duplo Diploma, com trução civil em outras finalidades. Já no Laboratório de Aeronaves, podem ser feitos ensaios e testes de resistência de materiais e de pro- jetos de aerodinâmica. Com ênfase nas disciplinas profissionalizantes, o curso possibilita uma atuação tanto na área industrial quanto no desen- volvimento de ciência e tecnologia. Em Guaratinguetá, o estu- dante tem a possibilidade de fazer o curso integral ou noturno, con- tando com diversos laboratórios bem equipados para realizar suas atividades práticas. A graduação propicia uma formação generalista, com sólidos conhecimentos nas áreas de Projeto, Materiais, Energia e Produção. Um conjunto de dis- a França, e outros, principalmente o Brafitec e o Ciências Sem Fronteiras, da Capes. Os alunos da Unesp podem ainda aprimorar sua formação em projetos especiais, como o Baja, o Fórmula SAE, o Aerodesign, o Mo- bilidade e o Grupo de Motores. Os formados poderão atuar no projeto, no desenvolvimento e na monta- gem de máquinas e equipamentos e demais produtos industriais; no projeto, na construção, na opera- ção e na manutenção de sistemas térmicos e mecânicos, instalações industriais, sistemas de refrigeração, calefação e condicionamento de ar, bem como na área acadêmica, em universidades
  • 102. 104    Guia de Profissões exatas Engenharia Química Profissional químico projeta, administra e otimiza processos Engenharia Química é a área da engenharia voltada para o projeto, desenvolvimento e otimização de processos industriais que em- pregam transformações químicas, físicas, biológicas, físico-químicas e bioquímicas. O engenheiro químico projeta, administra e otimiza processos, a construção e a montagem de em- preendimentos da área química, tendo como base seus conheci- mentos de Química, Física, Biologia, Matemática, Bioquímica, outras áreas da Engenharia (Mecânica, Civil, Elétrica, Eletrônica, Produção) e bons conhecimentos da área de Engenharia Química (Operações Unitárias, Fenômenos de Transpor- te, Termodinâmica Aplicada, Enge- nharia Bioquímica e Reatores). Tem como campo de trabalho as indús- trias químicas, petroquímicas, papel e celulose, têxtil, agroquímicas, de equipamentos, dentre outras. O curso de Engenharia Química do Instituto de Química da Unesp
  • 103.   Guia de Profissões - 105 Carreira pode ser entendida como uma Atividade Tecnológica, que utiliza como ferramenta a metodologia de pesquisa científica de Araraquara está voltado para projetos e processos sustentáveis, obedecendo a normas internacio- nais de boas práticas e de quali- dade, ambientalmente corretos e buscando a produção mais limpa. Dessa forma, este curso pretende contribuir para a formação de re- cursos humanos competentes para esse mercado de trabalho global competitivo, sem deixar de dar uma sólida formação acadêmica para a pesquisa, para o desenvolvimento e para a inovação. com a criação de um curso na área de engenharia. A Engenharia Química pode ser entendida como uma Atividade Tecnológica, que utiliza como ferra- mentas a metodologia de pesquisa científica voltada para a elaboração e proposta de soluções para proble- mas referentes a projetos de plantas industriais, projeto de produtos, processo de transformação de ma- téria e prestação de serviços como assistência técnica e elaboração de laudos. Ao analisar a produção de etanol no território brasileiro nas últimas safras, observa-se que o Estado de São Paulo é responsável pela produção de mais de 50% de todo o etanol brasileiro. Os valores da produção do ano 2008/2009 demonstram a capacidade produ- tiva do Estado de São Paulo e a sua importância estratégica para o Brasil. Araraquara ocupa a posição central da região com maior área de produção de etanol no Estado. Repetindo esse mesmo exercí- cio para outros agronegócios, como a laranja e mais recentemente a produção industrial de leite in natura, novamente se constata que Araraquara também é a região central dessas atividades e passível de se tornar um grande centro de distribuição devido à logística da cidade. O curso de Engenharia Quími- ca, além de ser um novo curso para a Unesp, tem uma grande importância estratégica socioeco- nômico-política, inclusive devido à posição geográfica privilegiada de Araraquara. O Instituto de Química tem grande destaque no cenário na- cional como instituição formadora de recursos humanos na área Quí- mica, voltada principalmente para a Ciência em nível de graduação (bacharelado em Química) e em nível de pós-graduação (Programa de Pós-Graduação em Química e Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia) e na área Tecno- lógica (bacharelado em Química Tecnológica). Logo, para a consolidação de um Instituto de Química voltado para a Ciência e a Tecnologia, faz-se neces- sária a formação de talentos para uma atuação estratégica, unindo essas duas áreas do conhecimento. Isso pode ser facilitado e alcançado
  • 104. 106    Guia de Profissões exatas Estatística A arte de tomar decisões frente a incertezas Seja no setor público ou privado, cada vez mais os métodos estatísti- cos são utilizados como referência para a tomada de decisões. Por essa razão, é crescente a procura por profissionais que saibam obter, or- ganizar, analisar e interpretar dados que surgem num mundo marcado pela complexidade. Em síntese, a Estatística é uma ciência que utiliza diversos métodos de coleta, apresentação, análise e interpretação de conjuntos de da- dos numéricos. As ferramentas do estatístico são usadas, por exemplo, para auxiliar órgãos públicos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a explicar o que acontece no País, da mesma forma, colaboram com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e ministérios federais para que se entendam aspectos da dinâmica social e econômica. O profissional é contratado, no ramo agropecuário, para desen- volver técnicas de melhoramento genético de plantas e animais. Na indústria, para elaborar modelos matemáticos destinados à previsão
  • 105.   Guia de Profissões - 107 Métodos que auxiliam decisões de governos e empresas de vendas de novos produtos. Na área de Ciência & Tecnologia, para sistematizar resultados de experi- mentos e pesquisas. No setor financeiro (bancos, seguradoras e outras organizações), o estatístico atua na análise de risco, avaliação de investimentos e de fluxo de caixa. Em hospitais e instituições de saúde, determina, por exemplo, os fatores de risco de doenças. Nos institutos de pesquisa como Datafolha, Ibope e Vox Populi, em pesquisas eleito- rais, para verificar as preferências políticas dos cidadãos. Ele pode ainda coordenar e controlar testes de eficácia de medicamentos. Na Internet, costuma estar presente no desenvolvimento de ferramentas de busca, entre outras. Dentro dessa diversidade, o curso de Estatística, oferecido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, Câmpus de Presidente Prudente, forma profissionais com capacidade de análise, raciocínio lógico, senso crítico e habilidade para trabalhar em equipe – portanto, em condi- ções de ingressar nos campos mais diversos. Em 2012, o curso recebeu no- vamente quatro estrelas (de cinco possíveis) no Guia do Estudante da Editora Abril. Um dos seus pontos fortes, além das aulas tradicionais e da forte base matemática, são as disciplinas aplicadas, ministradas no Laboratório Didático de Informática (LDI). Além disso, os estudantes contam com recursos computacio- nais disponíveis no Laboratório de Estatística Aplicada (LEA), para ela- borar as pesquisas e iniciativas de prestação de serviços à comunidade. Os alunos também realizam projetos de pesquisa e consultorias estatísticas, por meio da Empresa Júnior de Estatística (EJEST), sob supervisão de professores. Também com essa supervisão, fazem está- gio obrigatório, no quarto ano, em empresas públicas ou privadas. Os docentes e estudantes promovem, ainda, pesquisas e assessorias nas empresas públicas e privadas de diversas áreas, tais como: saúde, indústria, comércio e educação. O mercado para o profissional de estatística está crescendo em função da grande massa de dados disponíveis nos dias atuais. O trata- mento estatístico desses dados for- nece informações importantes para tomada de decisões. A profissão tem a segunda maior média salarial do país, atrás apenas da medicina (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
  • 106. 108    Guia de Profissões exatas Física Atuação vai de ensino e pesquisa até empresas de tecnologia A Física é uma das disciplinas acadêmicas mais antigas. Por meio dessa ciência, estuda-se a matéria e a energia, sua natureza e suas interações. Seu desenvolvimento reflete-se também em avanços tecnológicos. Por exemplo, a partir dos conhecimentos em eletromag- netismo, surgiram as tecnologias que influenciam toda a sociedade moderna: a energia elétrica, os aparelhos eletrodomésticos, as telecomunicações e a informática. Apesar de essa área do conhe- cimento estar muito ligada ao de- senvolvimento de novos processos tecnológicos, a atuação principal do físico no País é como professor e pesquisador. De qualquer modo, ele também pode trabalhar na indústria, no aperfeiçoamento de materiais tecnológicos, produtos e processos. No mercado financeiro, elabora modelos matemáticos para analisar o comportamento das bol- sas de valores. O curso é oferecido em cinco
  • 107.   Guia de Profissões - 109 Câmpus aproximam futuro professor da rede escolar e integram aluno à iniciação científica câmpus da Unesp. A licenciatura visa à formação de professores de Física para o ensino fundamental e médio, enquanto o bacharelado procura ca- pacitar os formandos para o trabalho em pesquisa básica e tecnológica, nas diferentes áreas da Física. Em Bauru, são oferecidas duas modalidades de graduação: licen- ciatura em Física e bacharelado em Física de Materiais. A opção pela modalidade será feita no final do primeiro ano do curso. O aluno po- derá cursar uma das modadlidades ou ambas. As atividades da licencia- tura são desenvolvidas no período noturno e as do bacharelado nos períodos noturno e vespertino. oferece duas modalidades, licen- ciatura e bacharelado. Na primeira, o que se aprende em sala de aula é associado com a realidade do aluno e futura atividade docente, realizam-se iniciação científica, estágios e trabalhos de extensão vinculados ao ensino da Física. No bacharelado, o graduando aproxima-se da pesquisa por meio da iniciação científica, participando dos grupos de pesquisa. Na unidade de Ilha Solteira, o objetivo principal do curso de Na licenciatura os estudantes são estimulados a realizar pesqui- sas sobre o ensino dessa ciência e a participar de grupos de estudos, eventos científicos, projetos de extensão universitária (atuando na rede escolar) e iniciação científica. O bacharelado formará um profis- sional de perfil interdisciplinar com algumas das competências e habili- dades direcionadas para as áreas de pesquisa teórica e experimental em ciência e tecnologia de materiais e nanotecnologia. A faculdade conta com dez laboratórios de pesquisa e vários laboratórios didáticos recém- -inaugurados que oferecem suporte às atividades do curso. O Câmpus de Guaratinguetá licenciatura é graduar profissionais com formação geral em Física, para atuarem no ensino fundamental e médio. A faculdade conta com infraestrutura específica de labora- tórios didáticos de Física e de Infor- mática, de modo a garantir que os licenciandos participem de projetos desenvolvidos em parceria com escolas públicas da região. Em Presidente Prudente, os alunos de licenciatura participam dos grupos de pesquisa e das atividades relacionadas ao ensino
  • 108. 110    Guia de Profissões na área, como o Teatro de Física e o Show de Ciências. O Centro de Ciências recebe alunos do ensino fundamental e médio e o Núcleo de Ensino de Física Moderna permite o contato com professores do ensino médio para avaliar o ensino dos conceitos físicos. Os laboratórios de pesquisa contêm equipamentos de última geração. A graduação em Física de Rio Claro, oferecida nas modalidades de licenciatura e bacharelado, pode ser realizada nos períodos integral e noturno. O preparo dos futuros professores conta com sete labo- ratórios didáticos. Os licenciandos podem participar do Projeto Eureka e da Brinquedoteca Científica, onde fazem experiências para o ensino da Física para a comunidade. E os bacharelandos realizam estágios em grupos de pesquisa da unidade. O Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Câmpus de São José do Rio Preto oferece o curso de Física em duas modalidades: bacharelado em Física Biológica e, a partir de 2012, também licenciatura em Física. O acesso pelo vestibular é único, com opção por uma das modalidades ao fim do primeiro ano do curso. Os currículos são inte- grados e o curso oferece a opção de reingresso para a complementação curricular da segunda modalidade. A licenciatura tem por objetivo formar o físico educador, que pode ministrar aulas de física no nível mé- dio dos sistemas público e privado, assim como atuar como divulgador dos conhecimentos de física em centros de ciência, museus etc. O bacharelado visa a formação do pesquisador em física de forma geral e para a física biológica em particular. A Física Biológica consiste na cons- trução de modelos para estudar a complexa rede de interações da ma- téria viva e aperfeiçoar os conceitos sobre os fatores que determinam a associação e organização de es- truturas microscópicas em macro- estruturas. O especialista da área, portanto, investiga problemas que envolvem os mecanismos de ação de moléculas biológicas, como pro- teínas, ácidos nucleicos, carboidratos e lipídios, e suas relações com o meio onde realizam suas funções. Ao estudar os processos físicos que governam os sistemas vivos, o físico biológico trabalha com áreas como teoria cinética, hidrodinâmica, dinâmica não linear, biopolímeros, funções moleculares, biomecânica e biofísica. Esse profissional pode ser descrito como um físico prepa- rado para atuar na interface da Física com a Biologia. Com o avanço das pesquisas do genoma de diversos animais e sua relação com as suas características
  • 109.   Guia de Profissões - 111 Com docentes qualificados, curso tem ênfase interdisciplinar e promove atividade científica físicas, este campo de trabalho ganhou impulso. Em princípio, as informações geradas têm poten- cial para revolucionar os meios de produção. O profissional desta área precisa dominar Matemática, Estatística, Computação, entre outras matérias. Ele necessita ter uma formação interdisciplinar que permita a troca de ideias e experiências para a resolução de problemas comple- xos. Ao aluno de bacharelado em Física Biológica são fornecidas informações sobre o sistema bioló- gico, numa associação que permita aperfeiçoar as teorias conhecidas e construir novos modelos para expli- car o funcionamento do organismo dos seres vivos. Desde o início, as aulas sobre os fundamentos da física são intercaladas com conteú­ dos interdisciplinares, tais como computação, bioquímica, biologia celular, biologia molecular, biologia estrutural e bioinformática. É comum que esse especialista atue em equipes formadas por biólogos, bioquímicos, agrônomos, médicos, profissionais de informá- tica e físicos. Ele pode ingressar na área acadêmica, em que trabalhará com o ensino e a investigação científica – sendo necessário cursar mestrado e doutorado. Nas empre- sas, pode atuar no desenvolvimento de pesquisas nos campos de bio- tecnologia e biofísica. O curso oferecido pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Câmpus de São José do Rio Preto, fornece ao estudante conhe- cimentos e técnicas aprofundados da área de Física, o que lhe permite optar por continuar seus estudos em nível de pós-graduação em qualquer área da Física. O curso conta com um corpo docente altamente qualificado, referência nacional na área, e com laboratórios de primeira linha. Para ambas as modalidades é obrigatória a apresentação de um projeto de formatura, o que leva o estudante a se integrar, a partir do segundo ou terceiro ano, à iniciação científica. Sob a orientação de um professor, essa atividade coloca o graduando em contato com a prática da pesqui- sa e com alunos de pós-graduação, o que pode incentivá-lo a ingressar em programas de mestrado e doutorado.
  • 110. 112    Guia de Profissões exatas Física Médica Profissão aplica os fundamentos de várias técnicas terapêuticas Um dos ramos mais promissores da Física, a Física Médica, oferecida pelo Instituto de Biociências, Câm- pus de Botucatu, trabalha com conceitos e técnicas básicas e espe- cíficas de física, aplicados a biologia e medicina. É uma especialidade que envolve uma interdisciplinari- dade de áreas, e portanto necessita de conhecimentos sólidos nas áre- as de exatas em física, matemática, informática, química, e nas áreas biológicas em anatomia, biologia celular e tecidual, farmacologia e fisiologia, entre outras disciplinas. Atua por meio de modelos, agentes, métodos e procedimentos físicos na prevenção, diagnóstico, trata- mento de doenças, controle e de- senvolvimento de instrumentação voltados para ensaios biomédicos. Também aplica os fundamen- tos de várias técnicas terapêuticas ou diagnósticas, proporcionando novas tecnologias e estabele- cendo critérios de utilização dos agentes físicos na área de saúde. O mercado de trabalho está franca- mente favorável ao físico médico. Estima-se que o País necessite,
  • 111.   Guia de Profissões - 113 O Brasil precisa de pelo menos 1.800 físicos médicos hoje, de pelo menos 1.800 físicos médicos, considerando como pa- râmetro os países desenvolvidos. Essa demanda é compreensível. O físico médico participa, em con- junto com outros profissionais, na elaboração das bases de medida das variáveis biomédicas, como cali- bração de equipamentos, medições de controle de proteção radiológica e controle de qualidade nos equipa- mentos físicos empregados na área da saúde e afins. A Física Médica tem como cam- po de atuação, principalmente, as áreas de radiologia diagnóstica e intervencionista, medicina nuclear, radioterapia, radiocirurgia, prote- ção radiológica, metrologia das radiações, biomagnetismo, radio- biologia, processamento de sinais e imagens biomédicas, clínicas e epidemiológicas. O físico médico pode atuar em diversos ramos: como professor de instituição de ensino superior; como pesquisador de centros e instituições, gerando novos conhe- cimentos e métodos para serem utilizados em diagnóstico, tratamen- to e processos relacionados à área médica; e trabalhando em centros médicos (clínicas e hospitais), onde atua lado a lado com outros profis- sionais da área de saúde, ou em empresas de venda de equipamen- tos médico-hospitalares, atuando na área técnica. Pode trabalhar também em firmas especializadas no controle de qualidade de equipamentos de alto teor tecnológico, em projetos de controle de radiação (transpor- te de material radioativo, cálculo de barreira/proteção radiológica), em institutos controladores e re- guladores de radiação ionizante, em órgãos de vigilância sanitária e na indústria de equipamentos de diagnóstico e terapia. Existe ainda a possibilidade de ministrar cursos de formação de pessoal técnico quali- ficado (técnico em radiodiagnóstico e radioterapia). O físico médico é indispensável no desenvolvimento, controle e emprego de equipamentos, como tomógrafos de raios X, aparelhos de ressonância magnética nuclear e cintilografia, e no uso de técnicas que empregam laser, podendo atuar ainda em planejamento radioterá- pico ou na proteção radiológica de trabalhadores da área de saúde. Ele é capacitado a avaliar, por exemplo, a eficiência de blindagens em seto- res de raios X e, se fizer mestrado e doutorado, a trabalhar em universi- dades e centros de pesquisa.
  • 112. 114    Guia de Profissões exatas Geologia Rigor no trabalho de campo e nos estudos de laboratório Com a descoberta dos reserva- tórios de petróleo na camada do pré-sal na costa brasileira, a pro- fissão de geólogo ganhou grande destaque na mídia. Afinal, é ele quem melhor explica os eventos que ocorreram ao longo de milhões de anos e levaram à formação dessas jazidas no fundo do mar. A sua ciência, a Geologia, estuda a origem, a estrutura e a composição da crosta terrestre, como também as alterações causadas pelas forças da natureza, como os vulcões ou o processo de erosão. Para seus estudos, o geólogo pesquisa e analisa minerais, o solo, a topografia dos terrenos e fósseis. Ele utiliza em seu ofício uma grande variedade de materiais, como ima- gens de satélites, fotografias aéreas, cartas topográficas, receptor GPS, bússola, martelo, lupa de bolso, microscópio, recursos computacio- nais, entre outros. Além de servir-se de conhecimentos fornecidos pela química, a física e a matemática.
  • 113.   Guia de Profissões - 115 Bagagem teórica recebe reforço de aulas práticas, pesquisa e serviços prestados à comunidade Assim, para optar por essa pro- fissão, o candidato deve ter um perfil misto, ou seja, deve gostar de atividades ao ar livre, ter espírito ob- servador e crítico na coleta de dados de campo e gostar também de ativi- dades de laboratório e de escritório, ser criterioso e meticuloso no trata- mento dos dados coletados e na in- terpretação dos resultados obtidos. Esse especialista classifica ro- chas tanto na superfície terrestre quanto no subsolo e no fundo do mar, localizando e determinando a exploração de jazidas de metais como ouro, ferro, cobre, e também de depósitos subterrâneos de água e reservas de petróleo, carvão mine- ral e de gás natural. Também pode ser responsável pelo levantamento geo­lógico e geotécnico de áreas para a construção de represas, tú- neis e estradas; pelo estudo da recuperação de áreas degradadas por atividades de mineração; e pela elaboração de relatórios de impacto ambiental. Para atender à demanda por bons profissionais, o Instituto de Geo­ciências e Ciências Exatas, Câm- pus de Rio Claro, oferece o curso de Geologia, com 2.000 horas de aulas práticas, sendo 20% delas de campo. Isso garante ao estudante um amplo conhecimento teórico aliado às atividades indispensáveis a uma boa formação profissional. O curso também incentiva seus alunos a realizarem tarefas de pesquisa e prestação de serviços à comunidade. O Instituto conta com 22 labora- tórios e dois museus, considerados os principais da área no País. O de Minerais e Rochas possui um acervo de mais de 50 mil amostras de mi- nerais, rochas e minérios. Já o de Pa- leontologia e Estratigrafia apresenta mais de 40 mil espécimes de rochas sedimentares, microfósseis, inverte- brados, vertebrados e paleo­botânica. Em 2010, foi inaugurado o Centro de Geociências Aplicadas ao Petróleo – UNESPetro. Criado em parceria com a Petrobras, o centro realiza cursos, com alunos da graduação e pós-graduação, para a formação de especialistas, com ênfase em rochas carbonáticas, que formam a camada pré-sal e outros importantes reservatórios petrolífe- ros brasileiros.
  • 114. 116    Guia de Profissões exatas Matemática Além das escolas, há emprego em áreas que exigem cálculos O curso de Matemática apresen- ta duas modalidades: licenciatura e bacharelado. A primeira tem como objetivo principal a formação de professores para atuar no ensino fundamental e médio. No entanto, o egresso da licenciatura poderá atuar ainda em editoras como revi- sor e parecerista de livros didáticos. O campo de atuação do profissional formado pela licenciatura amplia-se com o curso de mestrado e douto- rado. Mantendo-se na área de Edu- cação ele, além de poder atuar no ensino superior, pode desenvolver pesquisas relacionadas ao ensino e à aprendizagem da Matemática. O bacharel pode ingressar em setores que utilizam a Matemática como recurso básico, por exemplo, engenharia, mercado financeiro, computação, telecomunicações, indústria eletrônica e até mesmo medicina. Com formação de mestre ou doutor, também poderá se tornar professor universitário. Fornecido na duas modalida- des, o curso de Matemática, na Unesp, pode ser encontrado em seis unidades. Nelas, os estudan- tes participam de atividades de extensão (prestação de serviços à comunidade) e de estágios, nos quais entram em contato com a
  • 115.   Guia de Profissões - 117 Atividades na rede pública e pesquisas buscam aprimorar a aprendizagem dessa disciplina Durante a licenciatura em Ma- temática, na unidade de Ilha Sol- teira, os graduandos encontram espaços de prática pedagógica no Laboratório de Ensino da Matemáti- ca (LEM) e no Laboratório de Infor- mática da Matemática (LIM), onde aprimoram tanto os conhecimentos matemáticos como os pedagógicos. Na última avaliação do Enade o curso recebeu nota máxima (5). realidade do ensino fundamental e médio. Também integram pesqui- sas sobre o ensino de Matemática, por meio de projetos de iniciação científica. A licenciatura no Câmpus de Bauru permite que os estudantes façam parte, por exemplo, do Cen- tro de Formação Continuada de Pro- fessores de Educação Matemática, Científica e Ambiental (Cecemca), que promove ações para formação continuada de docentes, produção de material didático e uso de novas tecnologias. Em Guaratinguetá, a licen- ciatura em Matemática destaca-se como o melhor curso do Brasil, avaliado pelo MEC com conceito A, no Enade de 2008. O curso conta com o apoio da infraestrutura dos laboratórios de Informática, de Física e de Ensino de Matemática que, aliada a parceria com escolas da rede pública estadual de educação básica, permite aos estudantes de- senvolver atividades para ensinar Matemática e realizar pesquisas, considerando a aprendizagem dos conceitos matemáticos e suas aplicações, como em astronomia e pesquisa operacional, por exemplo. No Câmpus de Presidente Pru- dente, o curso de licenciatura soma sete laboratórios de ensino e de informática. Entre as atividades de extensão, os estudantes dão aulas em cursinhos pré-vestibulares para jovens carentes. É oferecido um conjunto de disciplinas optativas nas áreas de Matemática, Matemática Aplicada e Educação Matemática. O curso de Matemática do Câm- pus de Rio Claro, iniciado em 1959 na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, conquistou tradi- ção e prestígio ao longo dos anos. É responsável pela formação de vários professores e pesquisadores que atuam no Estado de São Paulo e em outros Estados do Brasil. Em São José do Rio Preto, o curso de Matemática, na modali- dade bacharelado, recebeu cinco estrelas, conceito máximo da avalia- ção do Guia do Estudante, da Edito- ra Abril. Com Laboratórios de Ensino de Matemática, Física, Informática e Polo Computacional, o estudante realiza um ciclo comum de discipli- nas para as duas modalidades, no período diurno. O bacharelado per- mite ainda a opção entre a ênfase em Matemática Pura ou Aplicada. No período noturno, o aluno pode cursar apenas a licenciatura.
  • 116. 118    Guia de Profissões exatas Meteorologia O aluno adquire familiaridade com as práticas de previsão O curso de bacharelado em Me- teorologia da Faculdade de Ciências da Unesp, Câmpus de Bauru, tem por finalidade a formação de recur- sos humanos que possam atender às necessidades de profissionais meteorologistas e pesquisadores para atuarem nas áreas de previsão, monitoramento e pesquisa científica do clima, em especial na adaptação às mudanças climáticas e nas áreas correlatas como de ciência do meio ambiente. Com duração de quatro anos, apresenta forte enfoque na formação de um profissional com capacidade de aplicar a matemática e a física para melhor compreensão do processo atmosférico, através de sensoriamento remoto da atmos- fera, realizado principalmente por radares meteorológicos, satélites e redes de descargas atmosféricas, e de modelagem numérica para ava- liação precisa da evolução temporal do estado atmosférico. Ao longo de sua formação, o alu- no irá adquirir familiaridade com as práticas de previsão imediata, que tem no radar meteorológico sua principal ferramenta, assim como agrometeorologia de precisão, envolvendo instrumental, meto- dologia de medidas e resoluções
  • 117.   Guia de Profissões - 119 Acesso direto às informações do tempo e do clima para previsão e monitoramento do tempo e clima, como para as pesquisas em diferentes áreas da Ciência Atmosférica. Ressalte-se que o IPMet foi o pioneiro na utilização do radar meteorológico no País, com a ins- talação de um equipamento em Bauru, no ano de 1974, tornando-se referência na área. Em 1992, houve a substituição desse equipamento por outro mais moderno, Doppler. Dois anos de- pois, um equipamento semelhante é instalado em Presidente Prudente, e operado a partir de Bauru. Os dois equipamentos, operan- espacial e temporal, objetivando prover à agricultura (agronegócio e pequeno agricultor) as informações necessárias aos processos de adap- tação, entre outros, às mudanças climáticas sob o ponto de vista do desenvolvimento sustentável. Graças aos radares meteoroló- gicos do IPMet – Instituto de Pes- quisas Meteorológicas da Unesp, instalados em Bauru e Presidente Prudente, e à infraestrutura do Ins- tituto, que inclui uma estação de radiossondagem, o bacharelando terá a oportunidade de acesso e treinamento na utilização dessa valiosa ferramenta, além de proces- samento e análise de informações geradas por ela e outras formas de medições na atmosfera. Terá ainda a possibilidade de acesso direto às informações do tempo e do clima de todo o globo, relevantes tanto do de forma integrada, permitem o acompanhamento das condições do tempo em praticamente todo o Estado de São Paulo, além de em importantes regiões dos Estados do Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, área de incontestável importância econômica no cenário nacional. Os produtos gerados a partir dos dados de radar são colocados à disposição dos setores produtivos da sociedade, como agricultura, transporte, segurança pública, cons- trução civil, geração e distribuição de energia, publicidade, que podem utilizá-los no gerenciamento de suas atividades. A população em geral também se beneficia dessas informações. O curso de bachare- lado em Meteorologia é oferecido pelo Departamento de Física da Faculdade de Ciências de Bauru.
  • 118. 120    Guia de Profissões exatas Química Há oportunidades na indústria e no ensino básico e superior O químico é um profissional com preparo para realizar investiga- ções, experiências e análises relacio- nadas a composição, propriedades e transformações das substâncias. A Unesp proporciona formação su- perior na área de Química através das modalidades bacharelado em Química, bacharelado em Química com Atribuição Tecnológica, bacha- relado em Química Ambiental e licenciatura em Química. Os cursos de bacharelado pre- param especialistas para atuar no setor produtivo e em centros de pesquisa. Nesse caso, eles podem se empregar em ramos como a indústria química, de alimentos, combustíveis, fármacos e produtos petroquímicos, entre outros. O curso de licenciatura em Quí- mica tem como foco principal a for- mação de professores de Química, para atuar no ensino médio, ou de Ciências, no ensino fundamental. Além da atuação na área de sua formação específica, o ensino em
  • 119.   Guia de Profissões - 121 Experiências em laboratórios e contato com rede de ensino são dois pontos fortes de cursos seus diferentes níveis, o licenciado em Química pode atuar também no setor produtivo, exercendo as mesmas atividades que um bacha- rel em Química. O egresso de um curso da área de Química, independentemente da modalidade, poderá atuar no ensino superior, geralmente envol- vendo uma passagem por curso de pós-graduação. Na Unesp, quatro câmpus ofe- recem a graduação em Química. Em Araraquara, o Instituto de Química oferece o curso de Química com três opções: Licen- ciatura, Bacharelado e Bachare- lado com Atribuição Tecnológica. O primeiro curso é oferecido no período noturno e os dois últimos em período integral. Em 2011 os alunos dos cursos de Licenciatura, Bacharelado e Bacharelado Tecno- lógico ministrados pelo Instituto de Química foram avaliados pelo Enade (Exame Nacional de De- sempenho do Estudante), tendo obtido os conceitos 4, 4 e 5, respectivamente, de um máximo de 5. Além disso, desde 2005 os cursos ministrados pelo Instituto de Química têm sido contempla- dos com cinco estrelas, o conceito máximo atribuído pelo Guia do Es- tudante da Editora Abril aos cursos universitários do país. Se o estudante optar pelo bacha- relado, terá uma formação ampla, o que lhe permitirá especializar-se em algum ramo da Química, seja no setor produtivo ou educacional. Já o bacharel com formação em Química Tecnológica está habilitado a atuar no setor produtivo, focado em processos industriais, desen- volvimento e aplicação prática de processos químicos. Os laboratórios didáticos e de pesquisa, onde os alunos podem realizar iniciação científica e estágios de treinamento, possuem equipamentos moder- nos. O graduando poderá ainda: i) participar de projetos de extensão diversos, envolvendo atuação em divulgação científica e na área de ensino formal e não formal; ii) fre- quentar curso de Empreendedoris- mo e participar de Empresa Júnior, antecipando atuação profissional no setor produtivo; e iii) participar de programas de intercâmbio in- ternacionais, na área acadêmica e científica. Os cursos de licenciatura em Química e bacharelado em Química Ambiental Tecnológica de Bauru têm como objetivo proporcionar ao formado, condições para ampliar suas possibilidades na busca por
  • 120. 122    Guia de Profissões uma vaga de emprego, pois poderá atuar como professor ou, também, em atividades relacionadas com a indústria química de maneira geral. O elenco de atribuições do curso é definido pela Resolução Normativa do CFQ no 36, de 25/4/1974. Em Presidente Prudente, o curso de licenciatura da Faculdade de Ciências e Tecnologia, no perío­ do noturno, habilita o profissional para o magistério no ensino funda- mental e médio e para outras ativi- dades industriais não ligadas à pro- dução. Uma Central de Laboratórios garante a infraestrutura necessária para as aulas experimentais. Outro importante diferencial do curso é sua posição geográfica. A cidade é um importante polo da região oeste do Estado de São Paulo e, com forte influência no sul do Mato Grosso do Sul e no norte do Paraná, tem carência de profissionais da área nos setores industrial e de ensino. O Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de Sâo José do Rio Preto oferece o curso de Gra- duação em Química nas modalida- des Licenciatura em Química e Ba- charelado em Química Ambiental. O acesso pelo vestibular é único. A opção por uma das modalidades é feita pelo aluno ao final do primeiro ano do curso. O licenciado poderá atuar como professor em escolas públicas e privadas, de ensinos fundamental e médio. Além disso, poderá exercer várias atividades relacionadas à carreira de químico, conforme o Conselho Federal de Química. O bacharel em Química Ambien- tal tem sua formação voltada para o estudo dos processos químicos que ocorrem no ambiente. Tais fenômenos podem ser naturais ou
  • 121.   Guia de Profissões - 123 Bagagem interdisciplinar forma profissionais para atuarem em diferentes organizações causados pelo homem, e podem comprometer a saúde humana e o equilíbrio da natureza. Essa é uma ciência interdisciplinar, por envolver não só as áreas básicas da Química, mas também a Biologia, a Geologia, a Ecologia, a Engenharia Sanitária e a Toxicologia, entre outros campos. Essa especialidade busca co- nhecer os princípios químicos envolvidos nos diferentes sistemas ambientais (águas, atmosfera, biosfera) e também as alterações causadas pela ação humana, como a poluição das águas, do solo e da atmosfera. O bacharel em Química Am- biental atua no monitoramento ambiental de empresas; na orga- nização e gestão de medidas de proteção ambiental; na inspeção, controle e trabalho relacionados a conservação do ambiente. Ele também estabelece medidas corre- tivas necessárias, atendendo às nor- mas estabelecidas pela legislação. Nessa perspectiva, esse profis- sional tem pela frente um campo vasto de atuação. Empresas, labo- ratórios de análise e órgãos gover- namentais que fazem o controle e a verificação dos parâmetros de emissão de poluentes de acordo com a legislação vigente. Entre outras competências, o químico ambiental está apto a realizar vistoria, perícia, avaliação, elaboração de pareceres, laudos e atestados. Pode também assumir responsabilidade técnica como direção, supervisão, programação, coordenação e orientação de em- presa ou setor de empresa, desde que essas atividades não envolvam produção em nível industrial. Os alunos podem interagir com colegas de cursos que também lidam com recursos ambientais, como Ciências Biológicas, Engenha- ria de Alimentos e Física Biológica. O estudante pode realizar trabalhos de iniciação científica nos laboratórios do câmpus e de outras instituições, além de estágios em empresas e órgãos públicos. E também pode participar de intercâmbio com ins- tituições do exterior. poluição estabelecidos pela legisla- ção são os locais de trabalho mais frequentes. Ao mesmo tempo, indústrias dos setores químico, metalúrgico e agroindustrial, por exemplo, vêm requisitando esses especialistas para a pesquisa e o desenvolvimento de métodos e produtos, além da adequação da
  • 122. 124    Guia de Profissões exatas Sistemas de Informação Garantia para o bom fluxo de dados nas organizações O bacharel em Sistemas de In- formação (SI) administra o fluxo de informações geradas e distribuídas por redes de computadores dentro de uma organização. É ele quem planeja e organiza o processamen- to, armazenamento e a recuperação de informações e disponibiliza esse material para usuários. Seu maior desafio é aplicar corretamente as tecnologias de informação nas ati- vidades da organização. Assim, ele cria, adapta e instala softwares que facilitam as consultas e administra redes de computadores. O bacharel é responsável pela construção e gerenciamento de bancos de dados das redes internas das empresas e na Internet. Pode atuar em qualquer tipo de empresa, pública ou privada. É fundamental que esse profissional tenha domínio do inglês, já que praticamente todos os programas utilizam esse idioma.
  • 123.   Guia de Profissões - 125 Laboratórios e corpo docente são aspectos que explicam absorção de alunos pelo mercado Organizações especializadas como IBM, Microsoft e Google são tradicionais empregadoras. Ao mesmo tempo, como a informática está presente em todos os setores da economia, novas oportunidades surgem a todo o momento. Por isso, entre as principais caracterís- ticas profissionais, a flexibilidade para entender as diferentes áreas do conhecimento e a capacida- de de aprendizado contínuo são fundamentais para que o futuro profissional possa progredir num mercado de trabalho exigente e em constante mudança. dos de softwares específicos. Além da infraestrutura, o curso dispõe de um corpo docente altamente quali- ficado, com dezenove professores, todos com titulação de doutor e vá- rios com pós-doutorado no exterior. O grau de empregabilidade dos alunos formados tem sido muito alto nos últimos anos. Durante a graduação, o estudante tem a pos- sibilidade de participar de intercâm- bios com universidades do exterior, atuar em projetos de extensão e realizar estágios em empresas de informática. O incentivo ao espírito empreendedor é uma de suas ca- racterísticas. Assim, os graduandos integram projetos em parceria com grandes empresas e também pes- quisas de iniciação científica. O bacharelado em Sistemas de Informação oferecido pela Fa- culdade de Ciências, Câmpus de Bauru, é noturno. Foi o primeiro do gênero a ser criado no País, em 1997. Seu objetivo básico é formar profissionais na área de informática, capacitados a estruturar os diversos fluxos de informação nas mais varia- das formas de organização e a de- senvolver sistemas que atendam às necessidades básicas das empresas. Pelo segundo ano consecutivo, re- cebeu nota máxima, cinco estrelas, da avaliação feita pelo Guia do Es- tudante, publicação da Editora Abril. Os laboratórios de informática utilizados pelos alunos, como o Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Computação (Lepec), possuem microcomputadores dota-
  • 124. 126    Guia de Profissões Vivemos uma época de profundas e aceleradas transformações, sem precedentes na história. Quase tudo se altera na economia, na geografia, na socieda­ de e na cultura em escala planetária, afetando todas as esferas da nossa existência cotidiana, individual e coletiva: trabalho, consumo, lazer, moradia, interação com a natureza, locomoção, comunicação, saúde, edu­ cação, imaginário, formas de poder, relações sociais e afetivas, etc. O motor dessas mudanças, que geram ao mesmo tempo progresso, destruição e desorientação, é a revolução tecnológica desencadeada desde as três ou quatro últimas décadas. Nessas circunstâncias, há quem pense que os sa­ beres clássicos – Humanidades, Artes, Ciências Físicas e Naturais, assim compartimentados desde o século XIX – tenham se tornado obsoletos e incapazes de explicar a realidade atual ou projetar o futuro. E que, no lugar deles, as novas especialidades das tecno­ ciências, movidas por cientistas de cérebro eletrônico, seriam o bastante para gerar cada vez mais inteligência, riqueza, sofisticação, conforto e diversão. No entanto, as evidências demonstram que tais áreas não podem prescindir desses conhecimentos matrizes, sob o risco de se esgotarem numa produção meramente mercantil, padronizada, descartável e destrutiva. Somente com a reflexão crítica, o rigor e a criatividade das Humani­ dades, das Ciências e das Artes será possível produzir ciência e tecnologia propiciadoras de padrões de vida equilibrados, socialmente justos e moralmente éticos. Mas, afinal, o que as Humanidades, em particular, com suas raízes seculares e aparente monotonia, po­ dem dizer às novas gerações de estudantes formadas (e até conformadas) num mundo de velozes gigabytes, desapegado no tempo e no espaço? Coisas muito tri­ viais, talvez, embora de grande complexidade, como por exemplo: que as formas de vida social, econômica, polí­ tica, cultural e subjetiva nem sempre foram as mesmas na história, havendo, portanto, lugar para o especulação de futuros diferentes; que podemos buscar outros valores para a existência individual ou coletiva; que os
  • 125.   Guia de Profissões - 127 HUMANIDADES próprios modelos de ciência e técnica não são eternos. E, sobretudo, que ao considerarmos a relação entre o indivíduo e seus produtos, especialmente tecnológicos, é permitido indagar: quem é mesmo dono de quem? Essas e outras questões supostamente simples – diga-se de passagem: é desse tipo de curiosidade banal que se alimentam todas as ciências – são estimuladas por áreas de conhecimento como a História, a Geo­ grafia, a Sociologia, a Ciência Política, a Antropologia, a Psicologia, a Literatura, as Artes e as Ciências Humanas aplicadas, como a Administração e a Economia, para citar algumas. Cada uma delas as formula e responde de modo peculiar, conforme seus próprios métodos de investigação, ainda que cada vez mais perpassadas pela perspectiva transdisciplinar. Perspectiva que tende também a envolver as demais ciências, tecnologias e artes, pois, no fim das contas, todos os conhecimentos são humanos, demasiadamente humanos. Antonio Celso Ferreira é graduado em História pela Universidade de Brasília, mestre em História Econômica e doutor em História Social pela USP. É professor titular de His- tória do Brasil Contemporâneo pela Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, Câmpus de Assis. Desenvolve pesquisas, orienta dissertações e teses e tem trabalhos publicados so- bre a história e a historiografia do Estado de São Paulo e a relação entre a história e a literatura. Coordena atualmente o Cedem – Centro de Documentação e Memória da Unesp.
  • 126. 128    Guia de Profissões HUMANIDADES Administração Decisões que tornam empresas mais eficientes e competitivas Ao gerenciar os recursos hu­ manos, materiais e financeiros de uma empresa ou organização, o administrador deve planejar as estratégias para aumentar sua efi­ ciência e competitividade frente aos desafios de uma sociedade global. Ele precisa ter uma visão diferenciada, para compreender necessidades, selecionar oportu­ nidades promissoras, identificar padrões de mudanças e potencia­ lidades das instituições. O administrador trabalha nos mais diversos setores – de hos­ pitais, fábricas e escolas a ONGs, empresas do setor público e aque­ las vinculadas à Internet. Esse pro­ fissional também se envolve com a publicidade e o marketing, na promoção de vendas dos produtos ou serviços da empresa. Nos cursos de Administração oferecidos pela Unesp, o estudan­ te tem a oportunidade de fazer intercâmbio com instituições es­ trangeiras. Essa experiência permite
  • 127.   Guia de Profissões - 129 Nos dois câmpus onde são oferecidos, cursos focam principalmente espaço do agronegócio conhecer a cultura de outros países e como são suas práticas de gestão. Na unidade de Jaboticabal, a graduação fornece ferramentas para o aluno compreender a complexi­ dade estrutural das organizações, associada a mudanças no ambiente competitivo. O jovem profissional deve ser capaz de propor medidas para atingir os objetivos de curto, médio e longo prazo da empresa, visando a sustentabilidade da pro­ dução e vantagens no mercado. Para possibilitar uma experiência prática aos alunos, eles são incen­ tivados a participar de eventos e pesquisas científicas e de extensão. Entre essas últimas, por exemplo, desenvolve-se uma proposta de formação de gestores para organiza­ ções do terceiro setor, denominada Projeto Suporte. O curso, no período noturno, está inserido em um câmpus voltado para as Ciências Agrárias. Assim, o estudante tem em sua formação um conjunto de discipli­ nas que tratam das particularidades da administração da empresa rural e das transformações do mercado agroindustrial brasileiro. Em Tupã, a graduação é ofe­ recida tanto no período diurno como no noturno. O curso busca a formação de profissionais capazes de conceber, gerir e desenvolver atividades vinculadas, sobretudo, ao agronegócio, sem negligenciar os aspectos dos demais setores da economia. Para dar uma visão glo­ bal da profissão, foi concebido um sistema de aprendizado que propõe uma interação entre as disciplinas, com a realização de Trabalhos Inter­ disciplinares Orientados. Os alunos também são incenti­ vados a participar da extensão uni­ versitária, como no caso do projeto Voluntários S.A., que desenvolve ações sociais na comunidade local. Outras iniciativas são a empresa júnior, que executa projetos de consultoria a custos baixos, e o cursinho pré-vestibular, responsável por um grande índice de aprovação de candidatos carentes. Os estudantes têm a oportunida­ de também de realizar estudos no Centro de Pesquisas em Adminis­ tração e Agronegócios (Cepeagro), fruto da proposta de desenvolvi­ mento regional feita pela unidade. No estágio supervisionado, o aluno consolida e aplica os conhecimen­ tos adquiridos no curso por meio da vivência em empresas.
  • 128. 130    Guia de Profissões HUMANIDADES Administração Pública Planejamento e gestão pelo bem da sociedade O bacharel em Administração Pública não é simplesmente um administrador adaptado ao am­ biente mais politizado dos poderes, órgãos e entidades governamentais. Apesar de deter conhecimentos ne­ cessários à boa gestão de recursos financeiros, humanos e materiais, ele se pauta por objetivos públicos, coletivos, definidos e perseguidos no âmbito dos dilemas e nego­ ciações que ocorrem no mundo complexo das práticas políticas. O administrador público é ha­ bilitado para o planejamento e a gestão de políticas públicas, a implementação de programas de responsabilidade social, a gestão de organizações sociais, a elaboração de programas governamentais e também é requisitado por agên­cias reguladoras e de fomento social. E é cada vez mais absorvido pelo mercado de trabalho, onde gerencia organizações do setor público em nível governamental; agências fede­ rais, estaduais ou municipais; em­
  • 129.   Guia de Profissões - 131 Pesquisas, ações na comunidade, estágios, visitas e eventos complementam formação presas ligadas ao terceiro setor ou organizações não governamentais. No setor privado, o administrador público pode atuar em atividades que interagem com o poder público e em projetos de gestão comparti­ lhada. Como consultor, ele planeja propostas institucionais que podem reduzir custos administrativos, am­ pliar a abrangência das ações e po­ tencializar os benefícios das políticas públicas. Também elabora projetos para financiamentos em bancos públicos. Além disso, pode se tornar docente, numa área que se expande desde o início da reforma do Estado, a partir dos anos 1990. beu, em 2010, quatro estrelas (das cinco possíveis) da avaliação feita pelo Guia do Estudante, publicação da Editora Abril. A formação do futuro administra­ dor público é complementada com numerosas atividades, que promo­ vem a interação teoria-prática. Os estudantes podem se envolver em pesquisas de iniciação científica, monitorias, eventos acadêmicos, projetos de extensão, estágios, visi­ tas técnicas, movimento estudantil. Entre as oportunidades, estão o PET – Programa de Educação Tutorial (para iniciação científica), o Caap – Centro Acadêmico de Administração Pública (espaço do movimento estudantil), a Empresa Paulista Júnior Projetos e Consul­ toria (que promove a experiência empresarial), a Semap – Semana de Administração Pública (organi­ zada pelo Caap), a Jornap (jornada mantida pelo PET) e os diversos grupos de pesquisa para os quais os professores recrutam estudantes­ -pesquisadores. O administrador público confere eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e para uma relação governo-socieda­ de mais transparente e democrática. Assim, o perfil desse especialista não é mais aquele pintado pelas crônicas, de um funcionário aco­ modado. O curso em Administração Pú­ blica, oferecido pela Faculdade de Ciências e Letras, Câmpus de Ara- raquara, fornece um amplo leque de conteúdos, abrangendo disci­ plinas de Ciências Sociais, Política, Economia, Direito e outras, próprias do campo da Administração. A graduação, que pode ser realizada no período diurno ou noturno, rece­
  • 130. 132    Guia de Profissões HUMANIDADES Arquitetura e Urbanismo Projetos para o crescimento urbano sustentável O profissional formado em Arquitetura e Urbanismo pela Unesp está apto a trabalhar em órgãos públicos (municipais, esta­ duais ou federais), no desenvolvi­ mento de projetos de requalificação de áreas urbanas, restauração de monumentos, projetos de edifícios públicos como, por exemplo, es­ colas, hospitais, na construção de conjuntos residenciais e em estudos sobre avaliação dos impactos am­ bientais, ou em empresas privadas, desenvolvendo projetos de constru­ ção e reforma de edificações, rea­ dequação de edifícios, projetos de paisagismo, arquitetura de interiores e reutilização de edifícios. O curso tem como objetivo for­ mar um profissional que tenha uma visão histórico-crítica da realidade e que a entenda como um processo em permanente mutação. Para essa formação este profis­ sional deverá obter conhecimento das diferentes áreas que envolvem a sua formação: ciências da natu­ reza, ciências exatas – aplicadas à Arquitetura e Urbanismo – e ciências humanas, através da apro­ priação, construção e socialização de conhecimentos teórico-práticos que garantam: a valorização da criatividade intelectual; a capacida­ de de compreender e traduzir as necessidades sociais do indivíduo,
  • 131.   Guia de Profissões - 133 Proposta interdisciplinar forma profissional generalista com preocupação social e ambiental de grupos e da sociedade em ge­ ral; e uma visão social de mundo, comprometida com a cidadania e com a transformação da sociedade brasileira. A matriz curricular em Bauru tem como objetivo orientar a formação de um profissional ge­ neralista, possibilitando formação nas seguintes áreas: Estética e História das Artes, Estudos Sociais e Econômicos, Estudos Ambientais, Desenho e Meios de Representa­ ção e Expressão, Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e do Paisagismo, Projeto de Arquitetura, de Urbanismo e de Paisagismo, Planejamento Urbano e Regional, Tecnologia da Construção, Sistemas Estruturais, Conforto Ambiental, Técnicas Retrospectivas, Informática Aplicada à Arquitetura e Urbanismo, Topografia, Trabalho Final de Curso, Estágio Supervisionado, Atividades Complementares. Os procedimentos didáticos são compostos por aulas teóricas, aulas práticas (têm como fundamentação a experimentação prática de um conteúdo programático ministrado – aulas de laboratório – LAUPs), Visitas ou Viagens Técnicas (são rea­ lizadas anualmente, sendo uma via­ gem por ano e por turma; por exem­ plo: São Paulo, Petrópolis, Brasília, Belo Horizonte, Ouro Preto, Inhotim, Goiás Velho e Curitiba) e Semana de Arquitetura e Urbanismo (cujo objetivo é realizar o debate com as questões relacionadas ao universo da arquitetura, do urbanismo e do paisagismo, envolvendo a troca de experiências e abordagens sobre diferentes temas com profissionais externos ao curso). Na Faculdade de Ciências e Tecnologia, Câmpus de Presidente Prudente, o curso, em período in­ tegral, dispõe de sete laboratórios, salas de desenho, oficina para a construção de maquetes e um canteiro experimental. O currículo busca a formação de arquitetos e urbanistas que contribuam na for­ mulação de políticas habitacionais, de urbanização, reurbanização e em intervenções pontuais ou amplas no tecido urbano. Propõe, também, que a cidade é resultado e processo da produção de um modo de vida que exige intervenções criativas para a solução de seus problemas.
  • 132. 134    Guia de Profissões HUMANIDADES Arquivologia Técnica e cultura para cuidar de documentos A legislação brasileira obriga que governos municipais, estaduais e federal, além de suas autarquias, preservem a documentação rela­ cionada à gestão e a propostas que se transformaram em leis. Esses documentos devem estar localiza­ dos num arquivo que permita fácil acesso da população e de pesqui­ sadores. Ninguém melhor que o arquivista para organizar, conservar e até restaurar esse material. O profissional da área está habilitado a identificar, organizar, avaliar e preservar documentos dos mais diversos tipos, estejam eles em papel, foto, filme, microfilme, disquete, CD-ROM ou, ainda, em bancos de dados on-line. Ele é o responsável por disponibilizar as informações geradas e acumuladas em empresas, órgãos do governo, escolas, associações, instituições de saúde e ONGs. Para esse especialista, abrem-se oportunidades no setor público e privado, para coordenar arquivos em hospitais, instituições de en­ sino superior, indústrias, centros de memória, casas de cultura e grandes escritórios de advocacia, contabilidade, engenharia e ar­ quitetura. Com a Internet, há um aumento constante na produção
  • 133.   Guia de Profissões - 135 Curso busca dar ao aluno uma base humanística, além de competência tecnológica e gerencial de conteúdos, e a necessidade de organizá-los contribui para ampliar o mercado de trabalho. O arquivista deve ter sólida formação cultural para avaliar a importância dos documentos que manipula, e preparo para trabalhar com documentos de várias épocas. Necessita também ser versátil para atuar em equipe, colaborando com profissionais de áreas como biblio­ teconomia, direito, administração, história, informática e outras. Preci­ sa, ainda, conhecer a legislação para avaliar a validade dos documentos manipulados. para os centros de pesquisa na área. O currículo do curso apresenta um núcleo geral e outro específico. O primeiro reúne disciplinas e ativi­ dades compartilhadas com o curso de Biblioteconomia, também ofere­ cido no Câmpus. No segundo, há as disciplinas próprias da Arquivologia, além de 252 horas destinadas ao estágio obrigatório e à produção de um trabalho de conclusão de curso. Na Unesp, o curso é oferecido pela Faculdade de Filosofia e Ciên­ cias, Câmpus de Marília. Primeiro dessa especialidade criado no Es­ tado de São Paulo, recebeu quatro estrelas (das cinco possíveis) na mais recente avaliação do Guia do Estudante, da Editora Abril. Com uma infraestrutura adequada, busca formar profissionais que aliem uma base humanística a conhecimen­ tos tecnológicos e gerenciais, de modo a atuar em diferentes tipos de arquivos. Outro objetivo do curso é que a investigação científica alicerce a reflexão dos formandos sobre sua carreira, seja para uma atuação mais crítica e criativa no mercado profissional, seja para a formação de recursos humanos para o ensino e No Câmpus de Marília existe a articulação acadêmica do curso de Arquivologia com o programa de pós-graduação em Ciência da Informação, nas linhas Informação e Tecnologia, Gestão, Mediação e Uso da Informação e Organização da Informação, e com o Centro de Do­ cumentação Histórica e Universitária de Marília (Cedhum), localizado na própria Faculdade.
  • 134. 136    Guia de Profissões HUMANIDADES Arte-Teatro e Artes Cênicas A criação teatral vai da cena ao ensino O teatro desenvolvido no Oci­ dente constitui-se em linguagem artística criada na Grécia (século V a.C.), e insere-se nas chamadas artes da representação. O fenômeno tea­ tral acontece durante o espetáculo, quando artistas e público ocupam, com funções diferentes, o mesmo espaço. A linguagem teatral pode educar, divertir, denunciar, entreter, abalar certezas, sensibilizar... Enfim, por meio da obra teatral, o sujeito que assiste (espectador) pode pas­ sar por um conjunto de emoções e conhecimentos significativos. De modo contrário ao contido na letra da música Não se aprende na es- cola, de Haroldo Barbosa, o teatro pode ser praticado e aprendido na escola. Por tratar-se essencialmente de uma arte coletiva, seu aprendiza­ do, inserido no processo educativo de jovens, crianças e adultos, pode potencializar a expressão humano­ -poética e, ao contribuir para a formação integral do sujeito, amplia as atitudes de cooperação e com­ portamento ético-cidadão. Basicamente, a expressão tea­ tral, ao lado de outras linguagens artísticas, se inseriu nos currículos escolares brasileiros, de modo mais amplo, no século XX. Os cursos de formação universitária do intérpre- te consolidam-se na década de 1980, e a inserção da linguagem teatral no ensino fundamental e médio ocorre a partir de 1997. O intérprete (atriz/ ator) poderá atuar em um amplo e diversificado campo de trabalho do qual podem ser destacados: a participação em espetáculos teatrais (em diversas funções), no cinema e demais mídias de comunicação; ministrar cursos e oficinas, em modalidades diversas; atuar em instituições edu­ cativo-culturais, como animador, monitor etc. O licenciado poderá trabalhar em escolas e instituições educativas (de diferentes moda­ lidades), da educação infantil ao ensino médio; sendo apto, ainda, a dirigir espetáculos, atuar, partici­ par da equipe de criação; ministrar oficinas e cursos; inserir-se em pro­
  • 135.   Guia de Profissões - 137 Criação da personagem inclui a interpretação do ator e a concepção do espetáculo jetos de pesquisa acadêmica etc. A participação em bons cursos de formação universitária caracteri­ za-se em passo importante para o processo de formação, inserção no mercado de trabalho e, também, para a continuidade e aprofunda­ mento dos estudos em nível de pós-graduação. Nos cursos de licenciatura em Arte-Teatro e de bacharelado em Artes Cênicas, oferecidos pelo Instituto de Artes, Câmpus de São Paulo, os estudantes são estimu­ lados a um permanente processo com o trabalho de pesquisa e de criação. Nesse processo, tenta-se articular, de modo crítico, técnico e sensível, as relações do teatro com o ensino e do teatro com a socieda­ de. Nesse procedimento, teorias e práticas de atuação (tanto da cena quanto do ensino) são permanen­ temente atua­lizadas, discutidas e experienciadas, em âmbito nacional e universal. Nos processos de formação, tanto no bacharelado quanto na licenciatura, os estudantes têm acesso, também, a noções teóricas e práticas de outras linguagens artísticas que se relacionam com o teatro (música, dança, artes visuais). Os dois cursos podem ser comple­ tados em quatro anos, constituídos por conjunto de matérias especí­ ficas, compreendendo teorias e técnicas, articuladas. No processo de formação, os estudantes podem, ainda, participar de grupos teatrais e de diversos projetos de extensão, em áreas distintas. Na licenciatura, os estudantes, além do conjunto de matérias, têm sua complementação de ensino com a participação em estágios supervisionados, em esco­ las de ensino fundamental e médio. A formação do bacharel ou do licenciado, desenvolvida no Instituto de Artes da Unesp, além de ensino de qualidade, incentiva a partici­ pação e intervenção do estudante em ações educativo-culturais de sua cidade. Busca estimular o es­ tudante a desenvolver e a escolher as atitudes que transitem com o ético e o crítico; que esteja perma­ nentemente atento e se sinta res­ ponsável quanto à manutenção da consciência e memória histórica de feitos significativos da humanidade, em perspectiva nacional e mundial. Para ingressar nos cursos do Instituto de Artes da Unesp, o can­ didato deve participar de processo seletivo que inclui, além das provas gerais, uma prova de habilidades, cuja bibliografia encontra-se indica­ da no Manual do Candidato.
  • 136. 138    Guia de Profissões HUMANIDADES Artes Visuais Muitas formas de expressão, várias opções de trabalho A graduação em Artes Visuais ca­ pacita para a produção, a pesquisa, a crítica e o ensino das Artes Visuais, visando ao desenvolvimento da per­ cepção, da reflexão e do potencial criativo, dentro da especificidade do pensamento visual. Nas moda­ lidades licenciatura e bacharelado forma tanto o professor capaz de produzir e mediar conhecimentos na área de Arte e Ensino, de forma crítica e reflexiva, que possa atuar em escolas de ensino de educação infantil fundamental e média das redes pública e particular, quanto o artista pesquisador capaz de atuar como profissional comprometido com a sociedade, com o fazer ar­ tístico em diferentes situações, em espaços culturais. A licenciatura tem, tradicional­ mente, foco na formação de docen­ tes para o ensino formal, entretanto, novos mercados se abrem para esse profissional, outros contextos de ensino não formais apontam novos desafios para a formação dos futuros professores. Hoje, além da sala de aula, os licenciados em Artes Visuais podem atuar como moni­ tores/mediadores de exposições em museus, galerias de arte, como organizadores de eventos e projetos culturais, como produtores culturais em ateliês, como professores de artes em ONGs (Organizações não governamentais). Um novo repertório e novas competências, que passam pelas
  • 137.   Guia de Profissões - 139 novas tecnologias e pelas artes visuais nesses novos meios e su­ portes, são necessários além do conhecimento e experimentação dos processos artísticos, concei­ tos relacionados à formação de valores éticos, ecológicos e que possibilitem o trânsito dos cidadãos a esse universo em contexto de globalização. As áreas de atuação do artista visual abrangem quer as áreas de produção expressiva, representativa, simbólica, ou projetiva, em sentido abrangente e contemporâneo; quer as áreas de reflexão histórica, teórica e crítica sobre essa produção; quer ainda as áreas de conservação e pre­ servação das obras artísticas visuais. As áreas de abrangência do ar­ tista visual abarcam, portanto, todas as áreas de atuação profissional em que se manifestem predominante­ mente a consciência da expressão, da representação e da projetação na solução de problemas de ordem social e cultural. O curso de Artes Visuais na moda­ lidade licenciatura, em Bauru, tem seu funcionamento no período no­ Produção, pesquisa e ensino turno, e o bacharelado, noturno nos dois primeiros anos e integral (ves­ pertino e noturno) nos dois últimos. No Instituto de Artes, Câmpus de São Paulo, nas modalidades licenciatura e bacharelado, o aluno de Artes Visuais é estimulado a participar de monitorias, progra­ mas de iniciação científica, núcleos de ensino, grupos de pesquisa e atividades de extensão e empre­ endedorismo. Para algumas dessas atividades são oferecidas bolsas. A partir do segundo ano, o estudante pode participar de convênios com universidades públicas estaduais e instituições internacionais. Durante todo o curso, as noções práticas próprias à experimentação artística e ao ensino-aprendizagem de artes são associadas às aborda­ gens teóricas, históricas e críticas. A produção artística está presente em disciplinas sobre artes tradicionais – como desenho, pintura, gravu­ ra, cerâmica e escultura – e artes emergentes – fotografia, cinema, animação, televisão, vídeo, design gráfico e de produto, multimídia, web art, instalação, escultura so­ nora, performance e arte do corpo. A prova de habilidades, exigida no vestibular, consta de questões práticas de desenho de observa­ ção e de criatividade, bem como de perguntas sobre história da arte (concentrada nos séculos XX e XXI) e teoria da linguagem visual.
  • 138. 140    Guia de Profissões HUMANIDADES Biblioteconomia Especialista administra e divulga acervo de bibliotecas Ao bibliotecário cabe classificar, organizar, conservar e divulgar o acervo de bibliotecas e centros de documentação. Ele é o admi­ nistrador de dados, que também processa e dissemina a informa­ ção. Além de catalogar e guardar as informações, ele orienta sua busca e seleção. Cabe-lhe analisar, sintetizar e organizar livros, revistas, documentos, fotos, filmes e vídeos. É sua responsabilidade planejar, implementar e gerenciar sistemas de informação, além de preservar os suportes (ou seja, as mídias) para que resistam ao tempo e ao uso. O campo de atuação do biblio­ tecário é bastante abrangente. Na área educacional, principalmente nas escolas de nível fundamental e médio, as bibliotecas estão vincula­ das a projetos pedagógicos – tendo em vista a melhoria da aprendi­ zagem –, ao desenvolvimento da prática da pesquisa escolar dos alunos e ao fomento à leitura. Nas
  • 139.   Guia de Profissões - 141 Graduação incentiva pesquisa científica entre os estudantes e dialoga com a pós-graduação universidades, funcionam como catalisadoras e disseminadoras de informação, apoiando o ensino, a pesquisa e a extensão. A Internet ampliou essas possibi­ lidades, uma vez que propicia aces­ so às bases de dados, aos portais de informação e às bibliotecas digitais. A organização da informação no ambiente digital é uma preocupa­ ção da área. Em bibliotecas públicas, centros culturais e oficinas de leitura, o bibliotecário promove atividades culturais e de incentivo à leitura. Na área empresarial, em ONGs, sindicatos e associações, a atuação é mais voltada para o apoio ao processo decisório, à produtividade e à competitividade organizacional. científica. Isso ocorre por meio de um eixo de disciplinas voltadas para essa temática, que perpassa todos os semestres e culmina com a ela­ boração do Trabalho de Conclusão de Curso. Há também o incentivo à participação estudantil em projetos e em grupos de pesquisa. O obje­ tivo é preparar o aluno para uma futura vida acadêmica, de ensino e pesquisa na área, e para as novas tecnologias, enquanto ferramentas de tratamento e gerenciamento da informação. Pode-se destacar, também, o Programa de Educação Tutorial (PET) de Biblioteconomia, que visa complementar a formação educacional e auxiliar os estudan­ tes a se tornarem cada vez mais independentes na gestão de suas necessidades de aprendizagem. O Câmpus também conta com o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, o que permite uma integração entre a gra­duação e a pós-graduação, por meio de discussões teóricas, pa­ lestras, aulas, co-orientações, entre outras atividades, contribuindo para uma formação profissional mais crítica e reflexiva. A Unesp oferece a graduação de bacharelado em Biblioteconomia, no período integral. Nos anos 2009 e 2010, o curso de Bibliotecono­- mia da Faculdade de Filosofia e Ciências, Câmpus de Marília, rece­ beu a conceituação máxima – cinco estrelas – do Guia do Estudante, da Editora Abril. O curso visa à forma­ ção de profissionais para atuar em um amplo espectro de unidades de informação, desde as tradicio­ nais bibliotecas públicas, escolares e universitárias, até os centros de informação empresariais. Um diferencial do curso é a pre­ paração do aluno para a iniciação
  • 140. 142    Guia de Profissões HUMANIDADES Ciências Econômicas Análise do mundo da produção e do consumo O economista estuda os fenô­ menos relacionados à produção e ao consumo de bens e serviços finais, isto é, à geração e distribuição de renda, quer seja no âmbito em­ presarial, de regiões ou de países. Ele atua no desenvolvimento de planos para a solução de proble­ mas econômicos, financeiros e administrativos em diversos setores de atividade – agricultura, indústria, comércio e serviços, inclusive finan­ ceiros. A fim de tratar este amplo espectro de questões, o profissio­ nal deve ter uma sólida formação teórica, mas sempre tendo em vista a relação entre a teoria e os proble­ mas práticos. O bacharel em Economia tem um vasto campo de trabalho. Em­ presas privadas do setor financeiro são as principais empregadoras dos bacharéis interessados na gestão de fundos e no funcionamento dos mercados de capitais. A área de co­ mércio internacional requisita o eco­ nomista sobretudo para auxiliar no entendimento das consequências (e propostas) de negociações com blocos econômicos internacionais. Em empresas do setor industrial, o economista pode atuar em diversas áreas, como planejamento, vendas, gestão financeira, entre outras.
  • 141.   Guia de Profissões - 143 Currículo propõe concepção abrangente e crítica das ideias econômicas e seus desdobramentos Uma área de atuação de des­ taque é a prestação de serviços de consultoria econômica e con­ troladoria (como empregado ou como autônomo) para empresas privadas. A capacitação necessária aqui é a de planejamento estraté­ gico e avaliação de cenários a partir da leitura e avaliação de dados da conjuntura econômica. No setor público, abrem-se vagas em institui­ ções como Banco Central do Brasil, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministérios e Secretarias, além de órgãos fiscali­ zadores. Para os que desejam seguir carreira como pesquisadores acadê­ micos e professores universitários (um campo de trabalho que deve continuar em crescimento, devido à expansão do ensino superior), o requisito é a realização de estudos de pós-graduação. O curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), Câmpus de Araraquara, está entre os melhores do País, com um quadro docente de eleva­ da qualificação, pós-graduados em centros de excelência nacionais e internacionais e reconhecida produ­ ção acadêmica. Em avaliação feita pelo Guia do Estudante, da Editora Abril, recebeu quatro estrelas, das cinco possíveis, em 2012. Oferecida nos períodos diurno e noturno, a graduação da FCL prepara os alunos de uma forma abrangente e crítica sobre a evo­ lução das ideias econômicas e seus desdobramentos nas diversas áreas de aplicação e especialida­ des. O objetivo é permitir que eles dominem temas variados, como por exemplo a organização das empresas, as consequências para a economia da difusão das novas tecnologias, o papel e o impacto das políticas econômicas, o fenômeno inflacionário e o processo histórico de desenvolvimento das economias brasileira e internacional. Além de boa infraestrutura (salas de aula equipadas, biblioteca, labo­ ratórios de informática e de línguas), na FCL existem grupos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento econômico e social, e que podem auxiliar, complementar e consolidar a formação do aluno pela discussão de problemas da realidade econô­ mica, a serem investigados com as ferramentas teóricas oferecidas. A partir destas pesquisas, o estudante também tem a possibilidade de desenvolver atividades de iniciação científica complementares às disci­ plinas curriculares. Outra alternativa de preparo profissional é a partici­ pação na empresa júnior Paulista Júnior Projetos & Consultoria, que possibilita experiência a partir do contato com empresas privadas.
  • 142. 144    Guia de Profissões HUMANIDADES Ciências Sociais Conhecimento sólido e visão crítica da vida social O cientista social estuda as rela­ ções sociais, as formas de sociabi­ lidade, de organização e estrutura social. Trata de estudar, observar, analisar e interpretar criticamente as práticas sociais em toda a sua diversidade espacial e temporal, as formações econômico-sociais, os movimentos socioculturais, as di­ nâmicas demográficas, os sistemas de crenças, os conflitos e antago­ nismos entre segmentos sociais e sociedades e modos de exploração ambiental. O campo de atuação profissio­ nal dos cientistas sociais tem se ampliado mais recentemente nos setores administrativo, legislativo e judicial com a prestação de consul­ torias e assessorias especializadas, compreendendo a elaboração de perfis estatísticos, o planejamento e a gestão de políticas e órgãos públicos, os procedimentos de con­ sulta e audiência pública, avaliação de impactos e licenciamento de projetos de exploração econômica. A atuação dos cientistas sociais também vem se expandindo con­ sideravelmente nos últimos anos
  • 143.   Guia de Profissões - 145 junto aos movimentos políticos e sociais reivindicativos de direitos e prerrogativas individuais e coletivas. Os cientistas sociais desenvolvem estudos, pesquisas, análises e con­ ferências para organizações não go­ vernamentais, instituições públicas e privadas, notadamente nos ramos editorial, educacional e cultural. Os cursos de Ciências Sociais ofereci­ dos em duas unidades da Unesp mantêm corpos docentes em que a maioria tem titulação mínima de doutor. Eles ainda possibilitam ao estudante de licenciatura vivenciar as condições das salas de aula e ter contato com o professor já atuante, por meio de parcerias com as Secretarias Municipais de Educação. O aluno pode optar pelo bacharelado, pela licenciatura ou pelas duas modalidades. Em Araraquara, a Faculdade Estudantes podem participar de grupos de pesquisa e de parcerias na rede de ensino de Ciências e Letras disponibiliza uma infraestrutura moderna, com biblioteca de mais de 80 mil volu­ mes, incluindo revistas internacio­ nais de prestígio; um laboratório de informática e salas multimídia. Os estudantes podem participar de grupos de pesquisa que os estimu­ lam a desenvolver suas potenciali­ dades, muitas vezes com bolsas de iniciação científica. Além disso, a prática é componente curricular nas disciplinas obrigatórias. Há ainda um serviço de apoio que inclui acesso a psicólogo e assistente social e bolsas para alunos carentes. Os projetos da área de educa­ ção e a participação em grupos de pesquisas garantem uma formação sólida e uma ligação mais estreita entre a teoria e a prática aos alu­ nos da Faculdade de Filosofia e Ciências, Câmpus de Marília. O objetivo é formar pesquisadores, professores, escritores, adminis­ tradores, assessores e consultores amplamente qualificados como cientistas sociais, portadores de co­ nhecimento sólido e de visão crítica da vida social, para serem possíveis agentes das transformações sociais e culturais. Além disso, o curso ofe­ rece bolsas de apoio ao estudante sem renda e de iniciação científica e promove, entre outras atividades extracurriculares, diversos projetos de extensão.
  • 144. 146    Guia de Profissões HUMANIDADES Comunicação Social: Jornalismo Informação de qualidade pelo interesse público O jornalista profissional investiga, narra e divulga fatos ou situações que dizem respeito ao cidadão. Ao divulgar fatos políticos, econômicos ou culturais, o repórter precisa ir além do que é de seu interesse pri­ vado, já que seu trabalho é informar a sociedade sobre temas de inte­ resse público. É sua função coletar, investigar, redigir, editar e publicar as informações, que se tornam notícias conhecidas pela população. Por isso são tão importantes a capacidade de expressão, o senso crítico e o domínio das linguagens e de téc­ nicas de redação de matérias para jornais e revistas impressas, e de roteiros para radiojornais, telejornais e portais de notícias da Web. O cenário muda diariamente no mercado de trabalho, já existem
  • 145.   Guia de Profissões - 147 jornais para tablets e outros dispo­ sitivos móveis, e as empresas de telefonia têm muito interesse em oferecer conteúdo jornalístico. Sur­ gem novos formatos de noticiários com o avanço tecnológico na área da comunicação, e continuam des­ pertando o interesse dos jornalistas as emissoras de televisão, rádios, editoras de revistas, agências de notícias e assessorias de imprensa. A comunicação empresarial tam­ bém vem oferecendo um volume crescente de oportunidades para os formados. Alunos produzem programas de rádio e TV, jornais e revistas impressas e digitais avaliação do Guia do Estudante, da Editora Abril. Além das aulas teóricas, o curso oferece aos alunos a oportunidade de colocarem em prática o que aprendem por meio do jornal laboratório Contexto, das reporta­ gens semanais do jornal Extra!, de suplementos temáticos, da Rádio Unesp Virtual e da WebTV. Também podem se envolver em projetos na TV Unesp e na Rádio Unesp FM, além dos projetos de extensão uni­ versitária. Em dois bairros de Bauru, os jornais Voz do Niceia e Jornal do Ferradura já são distribuídos há cinco anos, sempre feitos pelos estudantes. No final do curso, os formandos devem apresentar um projeto expe­ rimental, que pode ser um portal de notícias, um livro reportagem, um documentário, uma grande repor­ tagem de jornal, rádio ou televisão, uma revista impressa ou digital, ou um suplemento especial. Podem também fazer uma monografia so­ bre questões relativas ao jornalismo. O profissional formado pelo curso de bacharelado em Comuni­ cação Social: Jornalismo oferecido pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac/Unesp), no Câmpus de Bauru, deve estar pre­ parado para atuar como mediador no aperfeiçoamento do processo democrático, na criação de novas possibilidades de expressão cultural e artística por meio de linguagens e técnicas de comunicação, no de­ senvolvimento da pesquisa sobre o papel dos meios de comunicação na sociedade e na exploração de novos usos da comunicação para a sociedade. Com corpo docente composto por doutores (90%), todos traba­ lhando em regime de dedicação integral, o curso é um dos melho­ res do País, com conceito quatro estrelas, das cinco possíveis, na
  • 146. 148    Guia de Profissões HUMANIDADES Comunicação Social: Radialismo Múltiplas funções na produção audiovisual Emissoras de rádio e televisão, produtoras de audiovisual, produ­ ção de conteúdo para mídias con­ vergentes (Internet, por exemplo), pesquisa científica e docência são algumas das oportunidades de trabalho para o formado em Comu­ nicação Social: Radialismo. O radialista, como é chamado o profissional de Rádio e TV, encontra ainda espaço nas produtoras inde­ pendentes, como roteirista, produ­ tor, diretor de elenco, cenógrafo, diretor de fotografia e sonoplasta, entre muitas outras funções. Outra possibilidade de colocação no mer­ cado de trabalho é na área técnica, como diretor de imagens, ilumina­ dor e operador de VT, de câmara e de áudio. Com o crescimento da produção audiovisual e o surgi­ mento de chances na produção de conteúdos para Internet, mercado publicitário e comunicação empre­
  • 147.   Guia de Profissões - 149 Estrutura do curso acentua relação de disciplinas com atividades nos vários laboratórios sarial, o número de oportunidades, como se vê, aumenta a cada dia. Além dos conhecimentos espe­ cíficos da área de produção audio­ visual, o radialista necessita ter boas doses de perseverança, dedicação, espírito de trabalho em equipe, planejamento e organização. Ou seja, precisa estar sempre pronto a dar o melhor de si, porque toda boa produção costuma ser muito com­ plexa. Criatividade, sensibilidade e bom senso para eleger prioridades são outras características essenciais para o exercício da profissão. Nem sempre é simples trabalhar em equipe, pois é  preciso sabedoria e tolerância para saber se relacionar e crescer profissionalmente. A Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Unesp, Câmpus de Bauru, oferece o curso de Comunicação Social: Radialismo, único do gênero existente em esco­ la pública e gratuita no Interior do Estado de São Paulo. Seu principal objetivo é formar radialistas aptos a criar e produzir conteúdos audiovi­ suais.  Já no primeiro ano os alunos começam a ter as primeiras noções práticas em disciplinas como Prática Laboratorial em Rádio e TV, Roteiros para Rádio e para TV, Sonorização em Audiovisual e Técnicas de Ani­ mação. São também oferecidas disciplinas voltadas à formação humanística como Filosofia da Comunicação, Sociologia da Comu­ nicação e Antropologia. O curso é essencialmente teórico-prático e os alunos dispõem de um Laboratório de TV com estúdio, ilhas de edição digitais, além de dois Laboratórios de Rádio e um Laboratório de Foto­ grafia. Existe ainda o LEA – Labora­ tório de Edição Audiovisual – com 16 estações de trabalho aptas a editar áudio e vídeo digital. Nele são ministradas as disciplinas de Produção Multimídia, Computação Gráfica e Técnicas de Animação. Existe ainda o Centro de Rádio e TV Cultural e Educativa, do qual fazem parte a Rádio Unesp FM 105,7 (www.radio.unesp.br ) e A TV Unesp (www.tv.unesp.br). Ambas estão abertas aos projetos de docentes e alunos dos cursos de graduação da Universidade, principalmente dos cursos de Co­ municação Social, o que favorece a aplicação do conhecimento adqui­ rido na graduação, a realização de pesquisas e o desenvolvimento dos projetos de extensão universitária. O curso de Radialismo também conta com o Projeto de Educação Tutorial (PET-RTV), que objetiva investir em uma formação univer­ sitária contemporânea para as áreas profissionais de Rádio e Televisão, que consiga interpretar as contínuas transformações que ocorrem no interior de veículos e de sistemas de comunicação. No último ano, os alunos são incentivados a fazer estágios em emissoras de TV e rádio ou em produtoras independentes. Para concluírem o curso, têm que fazer uma monografia ou um produto – que pode ser, por exemplo, um programa de Rádio ou TV, obra audiovisual de ficção, documentário ou animação. Nesse Projeto Experi­ mental de Conclusão de Curso, os formandos devem demonstrar todo o seu conhecimento nas áreas de linguagem, produção e edição.
  • 148. 150    Guia de Profissões HUMANIDADES Comunicação Social: Relações Públicas A arte e a ciência do relacionamento O curso de Relações Públicas visa formar profissionais com visão estratégica, com foco nos negócios, na responsabilidade social e na elaboração de políticas de relacio­ namento entre as organizações e seus públicos. Para isso, sua matriz curricular prevê conhecimentos teóricos e práticos que serão uti­ lizados criticamente pelos futuros profissionais. Muito mais que a aplicação de técnicas e instrumentos de comu­ nicação, no século XXI, as Relações Públicas – ou, abreviadamente, RP – desenvolvem estratégias criativas de comunicação que afetam direta­ mente a vida e a dinâmica negocial das organizações, colaborando para a criação da identidade, reputação e imagem coorporativa. O relações-públicas gerencia o relacionamento da organização com os diferentes setores da sociedade – acionistas, mídia, comunidades, governos, consumidores –, tanto em organizações privadas como nas públicas e do terceiro setor, sempre a partir dos interesses dos públicos envolvidos. A lista de atribuições de um relações-públicas é extensa. Ele é capaz de administrar relaciona­
  • 149.   Guia de Profissões - 151 Único curso do Interior Paulista tem currículo atualizado e ênfase na prática da carreira mentos desenvolvendo atividades de criação, produção, distribuição, recepção e análise crítica das mí­ dias e de suas inserções culturais, políticas e econômicas, ou seja, é o gestor estratégico da comunicação da organização. Para assessorar a comunicação da organização, o relações-públicas conhece as demandas sociais e é capaz de se adequar à complexida­ de e à velocidade do mundo con­ temporâneo. Sua função é orientar estrategicamente a interação entre os públicos e as organizações com sua visão integradora e ao mesmo tempo ampla. Regulamentada há mais de 40 anos no Brasil, mediante a lei no 5.377, de 11 de novembro de 1967, a profissão de relações públi­ cas tem como objetivo harmonizar o sistema organização-públicos, utilizando para isso meios de co­ municação. Portanto, trata-se de uma atividade administrativa que diz respeito a ações de pesquisar, diagnosticar, prognosticar, planejar, assessorar, executar, controlar e avaliar. O mercado de trabalho está em expansão. Há várias oportuni­ dades de emprego, e as melhores chances estão nas capitais e nas cidades de médio e grande porte no Interior. O Curso de Comunicação: Rela­ ções Públicas da Unesp é o único do gênero em todo o interior do Estado de São Paulo, oferecido numa universidade pública: na Fa­ culdade de Arquitetura, Artes e Co­ municação da Unesp, no Câmpus de Bauru. A principal diretriz do curso é a gestão da comunicação e o papel estratégico do profissional no processo comunicacional. O curso está focado na ne­ cessidade de o relações-públicas analisar as organizações como fenômenos complexos, orientando especialmente para a dimensão so­ cial, capacitando-o e preparando-o para que promova a interação da organização com o ambiente, in­ centive projetos de sustentabilidade e ultrapasse a fronteira dos meros interesses individuais ou de grupos proprietários. O currículo do curso prepara os futuros profissionais para a rea­ lidade do mercado de trabalho, tendo em vista que a sobrevivência das organizações depende, cada vez mais, da imagem obtida junto aos seus diferentes públicos. A grade curricular é voltada para a formação de profissionais capazes de analisar situações complexas e de elaborar ações de estratégia de comunicação que resultem em relacionamentos positivos para as organizações e a sociedade. Para isso, oferece um conjunto de disciplinas humanísticas, como Eco­ nomia, Filosofia, Psicologia, Política e Sociologia, e outras associadas a conteúdos teórico-práticos, como Estatística Aplicada à Comunicação, Planejamento em Relações Públi­ cas, Psicologia Organizacional e Relações Públicas Governamentais. No curso, os alunos têm a opor­ tunidade de participar de projetos de extensão à comunidade e da Empresa Júnior do curso, vivencian­ do e aplicando as teorias estudadas em sala de aula. A formação final do estudante de Relações Públicas concretiza-se com monografias, ensaios reflexivos e pesquisas empíricas na área, demonstrando a aplicação dos conhecimentos socializados ao longo da graduação.
  • 150. 152    Guia de Profissões HUMANIDADES Design Carreira com foco na forma, funcionalidade e beleza das coisas O designer é um profissional preocupado com a forma, as carac­ terísticas funcionais, a estrutura e a estética de um produto. Para realizar seu trabalho de forma eficiente, ele deve conhecer elementos de psico­ logia, marketing, estética, economia e cultura. Além disso, precisa ter profundo domínio de disciplinas técnicas, como Ergonomia, que trata da interação dos seres humanos com elementos de um sistema (uma mesa de trabalho, em um escritório, por exemplo). Esse especialista vai trabalhar em equipes multidisciplinares, que variam em função da natureza de cada projeto. A área de atuação é muito ampla – artes visuais e embalagens, projeto de produtos industriais, design de interiores e criação de móveis, fabricação de peças automobilísticas, criação de sites, produções fotográficas e audiovisuais, além de moda, são alguns dos exemplos. O curso de Design do Câmpus
  • 151.   Guia de Profissões - 153 Seja na área gráfica, seja na criação de produtos, graduação valoriza originalidade de Bauru oferece uma formação multidisciplinar com duas habilita­ ções: Design Gráfico e Design do Produto. As duas áreas enfatizam a busca por projetos originais. As disciplinas têm uma metodologia voltada para a experimentação, estimulando a postura criativa dos estudantes na busca por soluções de design em diferentes áreas. Quem optar por Design Gráfi­ co vai contribuir para melhorar a relação entre o ser humano e a informação, por meio de projetos e sistemas visuais. Revistas, jornais, websites, panfletos, outdoors e ca­ pas de livros são alguns dos campos de trabalho. Poderá também criar o desenho de materiais de escri­ tório, como agendas, cadernos e calendários, estampas de tecidos e modelos de roupa. O estudante que optar por De­ sign do Produto vai criar protótipos dos mais diferentes objetos – uten­ sílios domésticos, faróis de carros, vasilhames de bebidas diversas, modelos de computadores portá­ teis e aparelhos de telefonia celular, entre outros. Ele também poderá inventar novos objetos que respon­ dam à necessidade das pessoas ou, ainda, a demandas industriais. Após concluir uma das habilita­ ções, o aluno poderá reingressar no curso e concluir a outra, com o apro­ veitamento das disciplinas comuns. Por meio da empresa júnior do curso, os alunos aprendem a gerir o próprio negócio, a fazer consultorias para empresas, e a desenvolver e executar projetos com profissionais de outras áreas. A Unesp oferece a oportunidade de participação em diferentes pro­ jetos em parceria com empresas privadas, como montadoras de carros e fabricantes de móveis, além de em pesquisas científicas diversas na área de design. Os estudantes também trabalham em ações junto à comunidade, capaci­ tando artesãos de regiões pobres, por exemplo. O mercado de trabalho para esse profissional está aquecido. O designer é requisitado por empre­ sas de comunicação e indústrias de diversos setores. Muitos ex-alunos criam a própria empresa (estúdio, consultoria, produtora etc.) e se destacam com projetos premiados no Brasil e no exterior.
  • 152. 154    Guia de Profissões HUMANIDADES O Direito é a ciência das nor­ mas que regem o convívio das pessoas em sociedade e abrange diversas possibilidades de carreira. No setor público, por exemplo, o profissional da área jurídica poderá prestar vários concursos: Magis­ tratura (juiz de direito), Ministério Público (promotor de justiça), Direito Visão crítica de mundo aliada a conhecimentos jurídicos sólidos Defensoria Pública, Procuradoria do Estado, Delegado de Polícia, Delegado Federal, entre outros. O advogado poderá atuar também em empresas públicas e privadas, além de atender em escritório es­ pecializado em diversas áreas. Para trabalhar com qualquer um desses campos, é preciso prestar o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O curso de graduação em Direito oferecido pela Faculdade de Ciên­ cias Humanas e Sociais (FCHS), Câmpus de Franca, é es­truturado e ministrado a partir de uma visão crítica da realidade e das próprias Ciências do Direito. Isso possibilita
  • 153.   Guia de Profissões - 155 Alto índice de aprovação em exames da OAB e em concursos públicos atrai muitos candidatos uma formação ao mesmo tempo técnica e humanista, uma caracte­ rística que diferencia o formando no mercado de trabalho. O número expressivo de apro­ vados na OAB e em concursos públicos reforça o prestígio do curso e atrai muitos candidatos. O curso destaca-se por privilegiar o estudo de textos contemporâneos, que vinculam o aluno à realidade e o estimulam a formar opiniões críticas e fundamentadas sobre os problemas sociais. Aproximadamente 2.087 ba­ charéis tiveram seus diplomas re­ ferendados pelo Curso de Gradua­ ção em Direito da Unesp, desde 1988. O curso tem se projetado em pesquisas de publicações es­ pecializadas, recebendo inclusive premiações, além de ser um dos mais bem colocados no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Um dos seus principais desta­ ques é o Centro Jurídico-Social, que presta serviços à comunidade carente e integra teoria e prática do Direito, além do Núcleo de Prática Jurídica, onde os estudantes desen­ volvem o estágio simulado através da elaboração de peças processuais e da feitura de autos findos sob a pesquisas pelos alunos com auxílio de bolsas de estudo. Nos dois primeiros anos, o aluno cursa as disciplinas de Economia, Sociologia, Ciência Política, Antro­ pologia, Psicologia, que habilitam os discentes para o estudo das matérias específicas e oferecem uma sólida formação humanista. As disciplinas que integram o núcleo do curso – Direito Cons­ titucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Civil, Direito do Trabalho, Direito Comercial, Direito Tributário, entre outras – são ofe­ recidas nos anos seguintes. Nesse período, também são ministradas aulas que direcionam o estudante para sua área de interesse. Durante o curso, os gra­du­an­dos acompanham processos e fazem estágios na Justiça Estadual, na Jus­ tiça Federal, na Justiça do Trabalho, no Ministério Público e em escri­ tórios de advocacia. Entre outras atividades, participam de audiências e redigem peças processuais, am­ pliando seus conhecimentos. fiscalização de um advogado e dos professores de processo civil, pro­ cesso penal e processo do trabalho, possibilitando ao estudante uma formação mais contextualizada e prática na área jurídica. Cabe ressal­ tar a internacionalização da Unesp com a incrementação do inter­ câmbio de discentes para diversos países do mundo, além do grande incentivo ao desenvolvimento das
  • 154. 156    Guia de Profissões HUMANIDADES Educação Musical e Música Um curso para professor; outro, para compositor e intérprete Embora atuem no mesmo uni­ verso, os dois cursos da área de Música possuem características dife­ rentes. No caso do bacharelado em Música (que inclui as modalidades Composição, Regência, Instrumento e Canto) o curso tem como foco formar intérpretes e compositores. O desenvolvimento do profissional desses campos abrange vários aspectos. As Práticas Interpretati­ vas voltam-se para a formação de músicos instrumentistas, regentes e cantores e, no caso da composição, direcionam o aluno para trabalhar no mercado artístico/cultural como compositor. Ao mesmo tempo, os alunos recebem uma iniciação ao trabalho acadêmico, realizando atividades de pesquisa, visando seu possível ingresso na pós-graduação. Já para os alunos de licenciatura em Educação Musical, o curso visa preparar um profissional que lecio­ nará na rede de escolas, apto não somente a criar materiais didáticos, mas também a considerar a relação
  • 155.   Guia de Profissões - 157 Respeitado em nível nacional, Instituto estimula aluno a fazer apresentações profissionais entre a prática musical e os proble­ mas contemporâneos, a valorizar a diversidade humana e musical, a priorizar as relações sociais, a reali­ zar pesquisas e propor alternativas para a prática musical em regiões carentes. O ensino de Música na Unesp é voltado a estudantes já iniciados na área. Por isso, o vestibular exige, além das provas comuns, um exa­ me de habilidades. Reconhecida como uma das principais instituições brasileiras na área, a Unesp oferece as duas mo­ dalidades de curso no Instituto de Artes (IA), Câmpus de São Paulo. A unidade conta com instalações modernas e bem equipadas e professores de renome nacional e internacional. responsabilidades profissionais, com apresentações de diferentes naturezas. Parte dessas experiências é viabilizada pela Empresa Júnior do IA, que fecha contratos com órgão públicos e privados para participação em eventos. Outras atividades são realizadas por meio dos múltiplos projetos mantidos pelo Câmpus, como corais, grupos de choro e de percussão e oficinas para o ensino de violão a jovens de baixa renda. A unidade mantém um cursinho pré-vestibular para candidatos à pro­ va de habilidades musicais. As aulas são dadas pelos próprios alunos do IA, por voluntários ou bolsistas. Além dos campos relacionados a ensino, interpretação e composição, o mercado de trabalho tem valori­ zado atividades como produção de material didático para música, dire­ ção de instituições e espetáculos de natureza musical, realização de eventos e crítica cultural. A primeira metade dos cursos concentra os seguintes núcleos disciplinares: Performance Musical, Teoria Musical, História e Estética da Música Ocidental, Escritura Musical e Fundamentos da Prática Vocal. Na segunda metade, o aluno terá pela frente poucas disciplinas obrigató­ rias, completando seu projeto curri­ cular com matérias de sua escolha, de acordo com suas intenções profissionais e habilidades. O acervo estudado pelos gra­ duandos é composto principalmen­ te de música erudita. Desde o início do curso, os estudantes assumem
  • 156. 158    Guia de Profissões HUMANIDADES Filosofia Atividade que coloca em questão a natureza das coisas De certa maneira, quase todos os conhecimentos humanos têm sua origem histórica na Filosofia. O impulso para filosofar é a sur­ presa ou a admiração que objetos e eventos podem provocar no ser humano. As diferentes teses filosóficas refletem a tentativa de explicar, por exemplo, as causas dos eventos ou de enquadrá-los em um princípio geral. Estudar Filosofia é mergulhar nas obras dos filósofos mais im­ portantes da história. Os estudantes dessa área precisam ter uma cultura ampla e consistente em ciências, história, arte, política e economia. Eles devem ter interesse por as­ suntos abstratos e gostar de refletir sobre diferentes respostas à mesma indagação teórica. O campo de atuação do filósofo é múltiplo. No ensino superior, além da própria pesquisa em Filosofia, a presença desse profissional é bem-vinda no apoio à formação básica de outros cursos – e não só de Humanidades. Algumas áreas de pesquisa estão estreitamente vinculadas à Filosofia, como Ética e Filosofia Política, Teoria das Ciências Humanas, Estética e Filosofia da Arte, Lógica, Teoria do Conhecimen­ to e Filosofia da Ciência. A Filosofia também está presente no ensino médio. A Lei no 11.684, de 2 de junho de 2008, tornou a disciplina obrigatória em todas as séries dessa fase no País, em
  • 157.   Guia de Profissões - 159 Curso promove tutoria e oferece disciplinas como Filosofia da Mente e Ciência Cognitiva escolas privadas e públicas. Como há uma enorme carência de pro­ fessores de filosofia, esse mercado continua bastante promissor. Outra área de trabalho emergente são os cursos complementares, em que os filósofos podem realizar confe­ rências. Esses profissionais podem ainda redigir livros didáticos, para­ didáticos e artigos especializados. A Unesp oferece a graduação em Filosofia no Câmpus de Marília em duas modalidades: bacharelado, para quem pretende se dedicar à pesquisa, e licenciatura, para quem vai lecionar no ensino médio. A op­ ção é feita no final do segundo ano. É possível, ainda, optar pelos dois diplomas, permanecendo por mais um ano na Universidade. Um diferencial do curso é a disci­ plina Tutoria, que busca desenvolver nos estudantes a capacidade de estudo, leitura e produção de textos filosóficos, promovendo encontros dos alunos com um professor, o tutor. Outro destaque é a tradição de estudos em Filosofia da Men­ te e Ciência Cognitiva, ausentes na maioria dos cursos de outras universidades. A unidade organiza encontros científicos com a participação de pesquisadores de universidades brasileiras e do exterior, como as Jornadas de Filosofia e Teoria das Ciências Humanas, as várias versões do Encontro Brasileiro Internacional de Ciência Cognitiva e os Colóquios de História da Filosofia. Para quem pretende conti­nuar seus estudos, o Programa de Pós­ -Graduação em Filosofia do câmpus divide-se em duas áreas: uma de vocação interdisciplinar, vinculada às disciplinas de Filosofia da Mente, Ciência Cognitiva, Epistemologia, Lógica e Semiótica; e outra mais voltada à História da Filosofia e a seus campos temáticos, como Ética e Filosofia Política, Estética e Filosofia da Arte.
  • 158. 160    Guia de Profissões HUMANIDADES Geografia Profissional com visão integrada do mundo Os avanços tecnológicos – as imagens via satélite e a Internet, por exemplo – trouxeram muitas mudanças para a Geografia. Hoje, essa ciência interdisciplinar analisa o espaço geográfico com a integração de aspectos sociais e ambientais. Ela investiga desde a atmosfera, rios, oceanos e montanhas, até o subsolo, incluindo os habitantes desses ambientes e suas relações sociais e econômicas. A atuação no mercado de tra­ balho depende da opção que o aluno fizer na graduação – licen­ ciatura ou bacharelado. No primeiro caso, pode trabalhar em escolas de ensino fundamental e médio, como também no ensino superior. Se a opção for pelo bacharelado, pode ingressar em universidades, empresas e instituições privadas e públicas, como em Secretarias do Meio Ambiente do município ou do Estado, e órgãos como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A Unesp oferece o curso em três câmpus. Em Ourinhos, há uma biblioteca informatizada e laborató­ rios modernos nas áreas de didá­ tica, informática, climatologia, geo­ logia, geomorfologia e pedologia, entre outras. O câmpus mantém um Centro de Documentação e Memória, que disponibiliza docu­
  • 159.   Guia de Profissões - 161 Bibliotecas, centros de estudo e laboratórios didáticos tornam formação mais sólida e dinâmica mentos sobre a cidade e a região. Ourinhos conta também com um Centro de Estudos de Percepção e Educação Ambiental, com ativida­ des de pesquisa, ensino e exten­ são. A unidade conquistou a nota máxima “5” no último Enade (Exa­ me Nacional de Desempenho de Estudantes) para a área, em 2008. O curso de Geografia de Presi- dente Prudente permite ao aluno a obtenção do diploma de licencia­ tura e/ou bacharelado, ligados por um tronco comum que contempla o saber geográfico. Conta com 13 Laboratórios e Núcleos de Ensino. Os estudantes desenvolvem tra­ balhos de campo de curta e longa duração como atividades curricu­ lares integradas às disciplinas da grade curricular. Na licenciatura são efetuados estágios de docência nas escolas. No bacharelado, há elabo­ ração de monografia sobre pesquisa desenvolvida. Na iniciação científica e nas monografias, os acadêmicos desenvolvem suas pesquisas liga­ das aos grupos de pesquisa. O Câmpus de Rio Claro des­ taca-se pela tradição na qualidade do curso de Geografia há 50 anos, contando com corpo docente de excelência, e se consolidou como um dos mais importantes cursos de formação de geógrafos no País. Oferece completa infraestrutura de salas de aula e laboratórios, com modernos equipamentos para atividades didáticas e de pesqui­ sa. Conta com um dos maiores e mais completos acervos bibliográ­ ficos para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de Ensino de Geografia, Planejamento Territorial, Planejamento Ambiental, Climato­ logia, Geotecnologia, Geomorfolo­ gia, Pedologia e Desenvolvimento Territorial. O bacharelado possui duas ênfases: Análise Ambiental e Geo­processamento; e Análise Socioespacial e Planejamento Ter­ ritorial; além do bacharelado regular (sem ênfase).O curso oferece aulas práticas em laboratórios didáticos, biblioteca, trabalhos de campo e estágios em instituições públicas e privadas. Os alunos contam com dois grandes centros de pesquisa: o Centro de Análise e Planejamento Ambiental e o Centro de Estudos Ambientais, onde podem desen­ volver pesquisas e participar de pro­ jetos. Nos últimos anos, a unidade de Rio Claro conquistou conceito “A” segundo o Guia do Estudante, da Editora Abril.
  • 160. 162    Guia de Profissões HUMANIDADES História Curiosidade e senso crítico para conhecer trajetória humana História é uma área do conhe­ cimento dinâmica, que abrange uma gama variada de aspectos da vida humana, como, por exemplo, as formas de estabelecer laços sociais, da antiguidade aos dias atuais. As análises históricas levam em conta temas relacionados com economia, dominação e poder, conflitos sociais, crenças religiosas, relações familiares, manifestações de culturas, cotidiano das elites e das pessoas comuns. Para seguir essa carreira, o candidato deve ser questionador, gostar de ler, ter sempre atitude crítica diante do mundo e curio­ sidade pelas diferentes culturas e linguagens. O mercado de trabalho, antes centrado essencialmente nas atividades de ensino, abarca hoje assessorias, consultorias e demais atividades relacionadas ao patrimô­ nio e à guarda da memória social em diferentes instituições. Quem desejar prosseguir com os estudos na pós-graduação poderá atuar como pesquisador na produção da historiografia, produzindo assim no­ vos conhecimentos para esse setor. Além de ser professor ou pes­ quisador de História, o profissional dessa área pode se dedicar, ainda, à
  • 161.   Guia de Profissões - 163 Câmpus mantêm bibliotecas, centros de documentação e parcerias com arquivos públicos produção de políticas públicas para o campo da formação histórica, or­ ganizar e manter arquivos, trabalhar em museus ou em atividades de preservação cultural e patrimonial, escrever para revistas e jornais especializados ou emitir pareceres quando o assunto é a compreensão da memória. A Unesp oferece graduação em História em dois dos mais concei­ tuados cursos do Brasil. No Câmpus de Assis, há apenas a habilitação em licenciatura, mas a formação do professor e a do pesquisador não estão dissociadas, existindo um grande incentivo para a realização de estudos científicos. O curso con­ ta com o Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa, que possui um valioso acervo, com documentos da região, coleção de revistas nacionais e microfilmes de jornais nacionais. No câmpus, também há vários grupos de pesquisa, como o Labo­ ratório de História e Meio Ambien­ te; o Núcleo de Estudos Antigos e Medievais; o Núcleo de História da América Latina; o Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares sobre Cultura, Política e Sociabilidade; o Núcleo de Pesquisas Interdisciplina­ res de Memória, Mídia e Linguagem; o Grupo Delleuze, Gattari e Foucault: Elos e Ressonâncias; o Laboratório de História Oral; e o Núcleo Negro da Unesp para Pesquisa e Extensão. O curso de História do Câmpus de Franca dá ao aluno a possibilida­ de de, ao término de oito semestres, sair com os títulos de bacharel e de licenciado em História. Para atingir com competência a meta proposta, o curso procura dosar adequada­ mente pesquisa e ensino, tanto na sua grade, quanto nas atividade de extensão que põe à disposição dos seus discentes. A área de pesquisa conta com o apoio de um excelente Centro de Documentação existente na unidade -- o CEDAHP –, está totalmente integrada com as linhas de pesquisa desenvolvidas na pós­ -graduação (mestrado e doutorado) e dispõe de um volume substan­ tivo de bolsas (iniciação científica, monitoria, mestrado, doutorado) para os discentes interessados em seguir carreira de pesquisador. No tocante às atividades voltadas para a formação do licenciado, há de sa­ lientar que, para além de uma grade atenta às necessidades do aluno que irá exercer a docência na área de História, o curso dispõe de um Programa de Educação Tutorial do MEC já consolidado. O PET-História conta com vários grupos de exten­ são ligados à educação e mantém parceria com um ativo núcleo de estudos pedagógicos. Nas duas unidades, o estudante pode estabelecer áreas de prefe­ rência para aprofundar os estudos. Ele pode se dedicar, por exemplo, à História do Brasil e das Américas, da cultura, da economia, da diplomacia e da educação.
  • 162. 164    Guia de Profissões HUMANIDADES Letras Capacitação para o ensino ou atividade na área da linguagem A história e a estrutura da língua de um povo, sua literatura e seus meios de comunicação, assim como sua cultura e interação a partir da linguagem, são alguns dos temas estudados no curso de Letras. O aluno é preparado para trabalhar como professor de língua e literatura em escolas públicas e particulares. O conhecimento de português e de outro idioma tam­ bém permite que o graduado atue como secretário, escritor, crítico e revisor de textos em diversas áreas. As unidades da Unesp que ofere­ cem o curso de Letras são as de Araraquara, Assis e São José do Rio Preto. Entre os professores, estão al­ guns dos principais especialistas da área. Amplas bibliotecas e laborató­ rios de idiomas dão respaldo ao es­ tudo de língua portuguesa, literatura e habilitação em idioma estrangeiro. O aluno também pode obter nova habilitação em língua estrangeira depois de formado, inscrevendo-se como reingressante, ou, no caso de Araraquara e Assis, portador de diploma superior de outra área. Nos três câmpus é oferecida a licenciatura, modalidade de gradua­ ção que capacita o estudante para dar aulas. Araraquara e São José do Rio Preto são as únicas unidades que oferecem também a opção de bacharelado – que prepara o aluno
  • 163.   Guia de Profissões - 165 Com o domínio de línguas, literatura e cultura, graduado se destaca em mundo globalizado para atividades que vão da edição de livros à tradução e revisão de textos. O curso de Araraquara tem por objetivo a formação de licenciados e bacharéis em Língua Portugue­ sa e em uma língua estrangeira (escolhida pelo aluno num rol composto, atualmente, por alemão, espanhol, francês, grego, inglês, ita­ liano ou latim), acrescidas de suas respectivas literaturas, garantindo aos alunos a capacitação técnica e filosófica necessárias quer ao pros­ seguimento de estudos em nível de pós-graduação, quer à inserção do aluno formado no mercado de trabalho. e em uma língua estrangeira. As vagas do curso estão distribuídas igualmente, nos períodos diurno e noturno, entre as habilitações em língua estrangeira oferecidas. No período diurno, são oferecidas 17 vagas para a habilitação em Português/Espanhol e 17 vagas para Português/Inglês. No perío­do noturno, são oferecidas 13 vagas para Português/Italiano, 13 vagas para Português/Francês e 13 para Português/Inglês. O preenchimento das vagas por habilitação em língua estrangeira obedece à ordem de classificação no vestibular, sendo a determina­ ção do período uma escolha do candidato, no ato de sua inscrição ao vestibular. Os alunos organizam anualmente a Semana de Letras, da qual participam convidados de destaque na área. A projeção internacional do Brasil multiplicou vagas de emprego para quem domina línguas estrangeiras e fez crescer o número de estran­ geiros interessados em aprender português. O aquecimento do setor de ensino de idiomas influencia a produção de livros didáticos, outra área de atuação para os graduados em Letras. Com esse cenário favo­ rável e formação consistente, os ex-alunos da Unesp têm seguido carreiras bem-sucedidas. Em Assis, além da habilitação em língua portuguesa, é possível aprender alemão, espanhol, fran­ cês, inglês, italiano e japonês. No primeiro semestre, são dadas no­ ções gerais dos idiomas e, a partir do segundo, um deles é escolhido para a habilitação. O estudante pode participar de projetos de ini­ ciação científica ligados a grupos de pesquisa e laboratórios didáticos. Há também estudos relacionados aos acervos da unidade. Em mui­ tos casos, o graduado pode obter bolsas assistenciais ou acadêmi­ cas, além de ter oportunidade de intercâmbios internos, nacionais e internacionais. Em São José do Rio Preto, a formação dá-se em Português
  • 164. 166    Guia de Profissões HUMANIDADES Letras – Tradutor Preparo sólido para mercado em expansão Hoje o tradutor tornou-se figura indispensável na verdadeira Babel em que se transformaram os even­ tos internacionais. Os estudantes dessa área têm encontrado um mercado em franca expansão e constante atualização. As editoras brasileiras, por exemplo, aumen­ taram muito a oferta de obras es­ trangeiras traduzidas – sejam elas romances de ficção, biografias ou ensaios – e passaram a incorporar tradutores em seus quadros. O mercado de trabalho para os graduados em tradução é muito amplo. Os profissionais podem seguir, por exemplo, a carreira de tradutor público juramentado por meio de concurso estadual. A tra­ dução simultânea em congressos, simpósios e conferências é outra possível área de atuação. Existem boas oportunidades também em escritórios de tradução e em insti­ tuições internacionais com sede no país. Embora o curso da Unesp não forme intérpretes especificamente, oferece bases para que os alunos possam se aperfeiçoar e disputar também esse mercado.
  • 165.   Guia de Profissões - 167 Para ser bem-sucedido na car­ reira, o candidato a tradutor deve buscar uma sólida formação cul­ tural, com leituras constantes e o acompanhamento da evolução dinâmica das línguas, especialmen­ te quando lida com obras contem­ porâneas ou matérias jornalísticas. Criada em 1978, a graduação em Letras – Tradutor oferecida pelo Câmpus de São José do Rio Pre- to é o único curso público do Esta­ do de São Paulo nessa modalidade. O curso forma profissionais aptos a realizar traduções ou versões de textos nas mais variadas áreas do conhecimento. Oferecem-se 32 vagas, distribuí­ das igualmente entre dois idiomas estrangeiros de base: inglês e francês. Ao ingressar, o estudante faz a opção pela língua estrangeira que quer cursar de acordo com sua colocação no vestibular. Além de uma dessas línguas, o ingressante estuda uma segunda língua es­ trangeira, o espanhol ou o italiano, escolhendo-­a, também, segundo sua classificação no vestibular. Ao longo do curso, o aluno pode exercer atividades complementa­ res, como a iniciação científica, por exemplo, e, no último ano, o aluno realiza um estágio, supervisionado por um professor, no qual desen­ volve a prática de tradução. Entre as disciplinas ministradas Único curso gratuito do Estado enfatiza tecnologia e apoia estágio e iniciação científica no curso, podem-se citar Intro­ dução às Normas de Tradução; Prática de Tradução; Prática de Re­ dação, tanto em português quanto na língua estrangeira; Cultura e Literatura das línguas estrangeiras; Linguística; Teorias da Tradução; Língua Latina; e Cultura Brasileira. Com a disseminação de ferramen­ tas de processamento de textos, de compactação e transferência de arquivos e de navegação na Internet, entre outros recursos fundamentais empregados nas atividades de tradução, o currículo do curso foi enriquecido em 2005 com a inclusão da disciplina Intro­ dução à Terminologia e às Tecno­ logias de Tradução, na qual o aluno se familiariza com os principais recursos que a informática pode oferecer ao tradutor.
  • 166. 168    Guia de Profissões HUMANIDADES Esse curso forma profissionais para atuar na educação infantil, nos anos iniciais do ensino funda­ mental, na educação de jovens e adultos, assim como nas funções de suporte pedagógico, como direção, supervisão e orientação educacional. Em Araraquara, a organização curricular proposta pretende realizar uma formação de alto nível qualita­ tivo do pedagogo, entendido aqui como um profissional capaz de desempenhar a função básica da docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental e gestão escolar (eixos), além de ser capaz de atuar em unidades escolares, exercendo funções ou desenvolvendo atividades próprias da coordenação de áreas, temas ou projetos; gestão e planejamento de ações, projetos ou atividades; e realizando orientação de alunos com vistas ao seu desenvolvimento e aproveitamento escolares. O curso de Bauru é reconhecido pela preparação de profissionais para atuação na educação infantil, nos anos iniciais do ensino fundamen­ tal e na gestão educacional. Outra característica é a ênfase na pesquisa acadêmica na área educacional. Formar professores para atua­ rem na educação infantil é enfa­ tizado na Pedagogia de Marília. O curso também prepara para o trabalho nas primeiras séries do ensino fundamental e para a ges­ tão educacional, sempre com uma preocupação inclusiva, vista não só com relação a alunos e alunas com deficiência mas também pensando na diversidade de gênero e etnia, educação de jovens e adultos e direitos humanos. O estudante escolhe um desses três temas para aprofundar seus conhecimentos e realizar seu trabalho de conclusão de curso. Há também a preocupa­ ção com a formação para a pes­ quisa. O aprofundamento ocorre em gestão educacional, educação infantil e educação inclusiva. Em Presidente Prudente, o curso de Pedagogia é voltado para a formação de professores para a educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental e atividades relacionadas à gestão. Há a preo­ cupação dos docentes do curso em garantir a articulação entre teoria e prática tanto na formação do professor como na formação do gestor. Os alunos participam de atividades de extensão relacio­ nadas a leitura, brincadeiras, jogos e cursos específicos das diferentes Pedagogia Alternativas de curso em seis câmpus
  • 167.   Guia de Profissões - 169 Projetos com a comunidade enriquecem formação áreas do conhecimento. Os futuros professores têm a possibilidade de participar de grupos de pesquisa nas áreas de Políticas Públicas, Violência Doméstica, Gênero e Sexualidade, Educação Popular, Psicologia Social, Filosofia e Edu­ cação. Os estágios realizados na educação básica permitem um tra­ balho colaborativo entre os alunos do curso, os professores da Univer­ sidade e os professores da escola. O curso também realiza eventos a partir de demandas da comuni­ dade escolar da região, dos resul­ tados dos grupos de pesquisas e trata de questões mais amplas que envolvem o universo educacional. seja no período noturno, ao longo de sua formação o aluno deve se envolver com trabalhos práticos desenvolvidos em instituições de ensino. Isso demanda certa flexi­ bilidade no horário diurno para a realização dessas atividades. O Câmpus de São José do Rio Preto forma o pedagogo para traba­ lhar na educação infantil, em séries iniciais do ensino fundamental e na gestão do sistema de ensino como diretor, supervisor, orientador educacional ou coordenador peda­ gógico, em instituições públicas e privadas da área. Oferece, também, formação para o pedagogo atuar em organizações não escolares, como empresas públicas ou pri­ vadas e ONGs, capacitando-o para elaborar, organizar, coordenar ou executar projetos e atividades para a formação de recursos humanos. Em cursos no período noturno, o aluno deve ter certa flexibilidade de horários durante o dia para realizar estágios na rede básica de ensino e outras atividades práticas. As diferentes atividades realizadas no curso têm contribuído para o desenvolvimento profissional dos futuros professores e dos profes­ sores e gestores que já atuam na educação básica da região. Em Rio Claro, o curso destina­ -se à formação de licenciados em Pedagogia, tendo como base obrigatória de sua formação e identidade profissional a docência. Objetiva-se a formação de profis­ sionais que atuem na docência da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental, na produção e difusão de conheci­ mentos no campo da Educação, bem como na organização e gestão de sistemas, unidades e projetos educacionais, por meio de uma sólida formação teórica, articulando teoria e prática. Embora o curso
  • 168. 170    Guia de Profissões HUMANIDADES Psicologia Especialista no comportamento humano em diversos contextos O psicólogo pode intervir e pesquisar em diversas áreas, como Psicologia Clínica, Educacional, So­ cial, Jurídica, Organizacional e do Trabalho, da Saúde, do Trânsito e do Esporte. Ele também pode trabalhar com temas relativos a Orientação Vocacional, à Sexualidade Humana, à Psicopedagogia e à Psicomotrici­ dade (que estuda os transtornos da interação do movimento do corpo com a mente). O profissional desta área não atua somente nos consultórios. Mui­ tos dos graduados são contratados por empresas de diferentes áreas para o setor de recursos humanos. Instituições de saúde e assistência social também são um forte merca­ do de trabalho para os psicólogos. A Unesp oferece a graduação em Psicologia na Faculdade de Ciências e Letras (FCL), Câmpus de Assis, e na Faculdade de Ciências, Câmpus de Bauru. As duas uni­dades oferecem curso de gradua­ção em Psicologia, que objetiva a formação do psicólogo voltado para a pesquisa e a atuação profissional. A formação oferecida pelas duas unidades é generalista, ou seja, sem o predomínio de uma abordagem teórica ou de uma área de atuação específica. Durante o curso, os alu­ nos estudam diversas teorias sobre
  • 169.   Guia de Profissões - 171 Preparo amplo, incentivo a pesquisas, estágios e ações na comunidade são marcas dos cursos o comportamento humano nos mais diferentes contextos. A complexidade da formação acadêmica do psicólogo exige gran­ de dedicação ao longo do curso. É recomendável que os alunos partici­ pem de grupos de estudo extraclas­ se e projetos de pesquisa científica e extensão universitária (ações na comunidade), para complementar o conteúdo das aulas. O contato com uma bibliografia consistente também cria uma importante base para a carreira nesse campo do conhecimento. Seguindo uma nova orientação do Ministério da Educação, que instituiu novas diretrizes curriculares para o curso de Psicologia, os currí­ culos são compostos, inicialmente, de um Núcleo Comum, que foca­ liza os conteúdos teóricos básicos da formação. Posteriormente, são dadas as Ênfases Curriculares, com matérias específicas de cada campo de atuação. São oferecidas, em Assis, as Ênfases: Processos Clínicos e Saúde Mental; Subjetivida- de, Trabalho e Administração do Social; Desenvolvimento Humano e Processos Educativos; e Políticas Públicas e Clínica Crítica. Em Bauru, as Ênfases são: Psicologia Clíni- ca; Psicologia e Educação; Psicolo­ gia e Trabalho; e Psicologia Social. Nessa concepção do curso, são valorizados os espaços de pesqui­ sa, de atividades complementares que se desenvolvem fora da sala de aula, bem como de estágios básicos e específicos das Ênfases. Seminários e outros eventos cien­ tíficos trazem a possibilidade de conhecer novos referenciais e de se aprofundar naqueles com os quais se tem maior afinidade. Tais atividades pretendem também tor­ nar o processo de formação mais dinâmico, aproximando os alunos das várias possibilidades de atuação no campo profissional. Os dois cursos contam com clínicas e Centros de Pesquisa e Psicologia Aplicada, onde, além de estudos científicos e de atividades de extensão universitária, os alunos desenvolvem estágios supervisiona­ dos por professores, atendendo a população de faixas etárias distintas das cidades de Assis e Bauru, bem como das respectivas regiões.
  • 170. 172    Guia de Profissões HUMANIDADES Relações Internacionais Visão crítica de mundo aliada a conhecimentos jurídicos sólidos Nas últimas décadas, os conflitos e crises internacionais, a ampliação do comércio e da comunicação entre os países e os processos de integração regional passaram a causar um impacto para a socie­ dade, os governos e as empresas. Por isso, a demanda por graduados em Relações Internacionais cresce continuamente. Esses profissionais trabalham com negociação, for­ mulação de políticas e análise de conjunturas internacionais. Podem assessorar uma nacionalidade (um país), um governo, uma empresa privada, uma classe (sindicatos e associações profissionais), organi­ zações da sociedade civil ou orga­ nismos internacionais. Os dois cursos de Relações Internacionais (RI) oferecidos pela Unesp são bem estruturados e, considerados referências no País, formam para o mercado de traba­ lho e para a produção de conheci­ mento através da pesquisa. Ambos têm se destacado pelos bons resul­ tados em avaliações da qualidade de ensino. A graduação do Câmpus de Franca, que iniciou suas ativida­ des em 2002, privilegia o ensino voltado para a pesquisa – ou seja, a
  • 171.   Guia de Profissões - 173 produção de novos conhecimentos na área –, a atuação em negocia­ ções internacionais e a análise de questões políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais. Há diversas oportunidades de intercâmbio acadêmico no Brasil e no exterior. O curso conta com vários grupos de pesquisa, de ex­ tensão e de aperfeiçoamento dos estudos. Além da empresa júnior, há também um Laboratório de Relações Internacionais, que tem a finalidade de propiciar condições para que as atividades de pesquisa, extensão e aperfeiçoamento da gra­ duação possam contar com acesso a novas tecnologias de informação e comunicação. O curso de Marília começou a funcionar em 2003, oferecendo uma formação acadêmica sólida e multidisciplinar, levando em consi­ deração as perspectivas do merca­ des eventos, como a Semana de Relações Internacionais da Unesp, junto com o Câmpus de Franca. Nesse encontro, são organizados seminários temáticos com pales­ trantes de destaque e há intercâm­ bio com pesquisadores da área. A solidez dos dois cursos garante a formação de bacharéis capazes de analisar e compreender ten­ dências em seu campo de trabalho e construir cenários futuros. São profissionais hábeis para conquistar mercados, conciliar culturas, reverter perdas e facilitar a negociação entre adversários. O Programa de Pós-graduação San Tiago Dantas de Relações Inter­ nacionais, oferecido pela Unesp em parceria com a Unicamp e a PUC­ -SP, ministra cursos de mestrado e doutorado, além de uma especia­ lização com duração de um ano. É um dos principais do Brasil na área. Profissionais trabalham com negociação, formulação de políticas e análise de conjunturas do de trabalho. Mantém grupos de pesquisa e de estudo em Relações Internacionais. Em 2004, foi criada a Empresa Júnior – SAGE, que garante aos alunos a chance de realizar projetos para empresas privadas e de prestar serviços para ONGs e a Prefeitura de Marília. A unidade também oferece ati­ vidades de intercâmbio acadêmico com universidades europeias e tem forte cooperação com instituições de países do Cone Sul. Os alunos participam da organização de gran­
  • 172. 174    Guia de Profissões HUMANIDADES Serviço Social Profissão que zela pela efetivação dos direitos sociais O Serviço Social é uma profissão interventiva que possui um arca­ bouço de conhecimentos teóricos, metodológicos e éticos que fun­ damentam a sua intervenção nas diferentes expressões da Questão Social, sempre na perspectiva da defesa e ampliação dos direitos sociais e efetivação das políticas sociais. Os espaços sócio-ocupacio­ nais do Serviço Social abrangem o Estado, nos níveis federal, estadual e municipal, em diversas políticas sociais, tais como: assistência social, saúde, habitação, educação, seguri­ dade social, justiça, segurança públi­ ca, política agrária, meio ambiente entre outras, além da atuação em organizações não governamentais e empresas privadas. Nestes espaços sócio-ocupacio­ nais o assistente social intervém nas mais diversas dimensões da vida humana com todos os segmentos populacionais: crianças e adoles­ centes, jovens, adultos (homens e mulheres), terceira idade, principal­ mente aqueles grupos vulneráveis quando os direitos sociais estão ameaçados ou violados, tais como: deficientes, negros, migrantes, sem­ -terra, sem-teto, mulheres vítimas de violências, entre outros.
  • 173.   Guia de Profissões - 175 Universidade propicia participação em grupos de estudos e pesquisas A profissão Serviço Social é regulamentada pela Lei Federal 8.662/1993 (reformulação da Lei Federal 3.252/1957) que estabe­ lece principalmente as atribuições privativas e competências do assis­ tente social, que requer formação em nível superior com diploma de graduação em curso de ensino superior reconhecido no país, pelo MEC, conforme dispõem as Dire­ trizes Curriculares para a formação de Serviço Social, compondo um corpo de conhecimentos e habili­ dades essenciais à formação pro­ fissional. Suas ações são norteadas por valores e princípios do Código de Ética Profissional, estabelecido pela Resolução 273/93 – Conselho sociais nas esferas federal, estadual e municipal. Serviço Social, por sua vez, é a profissão de nível superior regulamentada por Lei conforme exposto anteriormente. Em relação à formação, no Proje­ to Pedagógico do Curso de Serviço Social da Unesp, Câmpus de Franca, as disciplinas são organizadas em três núcleos básicos: Fundamen­ tos teórico-metodológicos da vida social, Fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade bra­ sileira e Fundamentos do trabalho profissional. A partir desses núcleos o currí­ culo inclui disciplinas como filosofia, sociologia, psicologia, antropologia, economia. Especificamente em ma­ téria do Serviço Social, o estudante cursa disciplinas como Fundamen­ tos teórico-metodológicos do Ser­ viço Social, que propicia uma visão geral dos conhecimentos que são alicerce do trabalho do assistente social e dos desafios próprios do exercício profissional. Estuda, ainda, noções de direito e legislação social, ética profissional, política social, gestão social e administração. Um dos pilares da formação profissional do assistente social é o estágio supervisionado obrigatório, que possibilita ao estudante contato direto com profissionais em dife­ rentes espaços sócio-ocupacionais. A universidade propicia tam­ bém a participação em grupos de estudos e pesquisas sobre diversas temáticas e projetos de extensão universitária, fortalecendo o tripé: ensino, pesquisa e extensão, es­ sencial para formação profissional de qualidade. O Câmpus de Franca conta com unidades próprias: a Unidade Auxiliar Centro Jurídico Social; a Unidade de Atendimento Médico, Odontológico e Social; a Universi­ dade Aberta à Terceira Idade; e o Centro de Convivência Infantil, que prestam serviços de qualidade para a população francana, contando com a participação efetiva de estu­ dantes dos diferentes cursos, entre eles do Serviço Social. Federal de Serviço Social – CFESS, que fundamenta as estratégias dos órgãos representantivos da cate­ goria profissional (conjunto CFESS – CRESS – Conselho Regional de Serviço Social). Há uma diferença entre Serviço Social e Assistência Social: Assis­ tência Social é uma política pública regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social, LOAS, prevista na Constituição Federal de 1988, for­ mando o tripé da Seguridade Social (Assistência, Previdência e Saúde), estabelecida como dever do Estado e direito do cidadão. A construção, aprovação e implementação desta lei foi protagonizada pelos assisten­ tes sociais. A Assistência Social é um campo de atuação dos assistentes
  • 174. 176    Guia de Profissões HUMANIDADES Turismo A atividade turística se consolidou na sociedade do século XXI como um direito O turismólogo exerce funções em agências de turismo, opera­ doras turísticas, setores de restau­ ração (A&B), hotelaria, eventos e em setores de planejamento de destinos turísticos, gerenciamento de parques, nos transportes, entre outros segmentos estratégicos que exigem mão de obra qualificada. Dados do Ministério do Turismo (MTUR) indicam a importância do turismo e a necessidade de pes­ soas capacitadas para planejamen­ to, execução e avaliação do setor, sendo, portanto, imprescindível o fortalecimento de cursos de gra­ duação em Turismo no País. A atividade turística se conso­ lidou na sociedade do século XXI como um direito da sociedade ao lazer e entretenimento. A velocida­ de do desenvolvimento tecnológico e científico faz com que surjam segmentações de público e, conse­ quentemente, novas possibilidades de expansão do turismo. Nessa perspectiva, é necessária a formação de um profissional adequado ao setor, com visão globalizada e sensibilizada às atitu­ des econômicas, sociais, culturais, ambientais e políticas voltadas ao lazer na sociedade contemporâ­
  • 175.   Guia de Profissões - 177 nea. O bacharel em Turismo for­ mado pela Unesp deve ser capaz de analisar e propor processos de planejamento que permitam o desenvolvimento responsável da atividade, contribuindo com pesquisas para possíveis impactos negativos que acompanham as práticas da atividade. A aprendizagem multidisciplinar contextualiza o turismo a economia, administração, cultura, artes, histó­ ria, geografia, meio ambiente, gas­ tronomia; solidifica o conhecimento e prepara o jovem empreendedor para atuação junto à sociedade, vi­ sando uma carreira de perfil criativo e inovador e, ao mesmo tempo, organizado e responsável. A inclusão de novos consumidores nos países emergentes intensificou o turismo no mundo A inclusão de novos consu­ midores nos países emergentes intensificou o turismo no mundo e no Brasil, acelerando a busca por especialistas na área. Para atender a essa demanda, a Unesp tem ofe­ recido, desde 2003, no Câmpus de Rosana (oeste do Estado), o curso de bacharelado em Turismo (Con­ ceito 5 no Enade – 2010). Seu diferencial está na forma­ ção de pessoas aptas à prática do turismo responsável, que una o respeito a aspectos ambientais e socioculturais à lógica econômica do setor; que possibilite sua atuação profissional, individual e em equipe, com responsabilidade social e ética nas diversas atividades turísticas. Na Unesp, Câmpus de Rosana, o futuro bacharel é incentivado ao desenvolvimento de projetos de extensão, à iniciação científica, à publicação de pesquisas, ao inter­ câmbio estudantil, para que adquira segurança profissional para uma atuação plena. O Câmpus de Rosana possui in­ fraestrutura adequada às demandas do curso. Conta com um ônibus ex­ clusivo para atividades acadêmicas, como viagens técnicas locais, regio­ nais e nacionais, acompanhadas por docentes. A intenção é observar a realidade de destinos turísticos relacionando teoria e prática num processo crítico e aplicável em que a reflexão se soma ao aprendizado, orientando os alunos a uma visão ampla e sistêmica que envolve o turismo nas localidades visitadas. Desta forma, esta atividade pode ser considera­da como um dos eixos de articulação da aprendizagem no turismo neste curso. Laboratórios de Alimentos e Bebidas, Eventos, Informática, Idio­ mas e Agenciamento e Estágios somam-se às possibilidades de aprimoramento profissional junto a empresas e instituições conve­ niadas com a Unesp na região, na capital paulista ou em outras cida­ des no Brasil.
  • 176. recepção aos calouros O dia da matrícula e a primeira semana de aulas dos alunos ingressantes na faculdade são, quase sempre, marcados pela recepção aos calouros. Ações já tradi- cionais, como pedágios nas esquinas para arrecadar dinheiro (a ser utilizado em festas), rostos pintados e cabeças raspadas foram, em meados dos anos 1980, assumindo novas e perigosas conotações, que resul- taram em agressões, mutilações e até mesmo óbitos de calouros. Para evitar que atitudes constrangedoras ocorram na Unesp, a Universidade proibiu o trote em 1999, pela Re- solução no 86. Ela estabelece que cada faculdade deve definir as diretrizes e atividades de recepção ao aluno ingressante e que eventuais transgressões – agressão física, moral ou outras formas de constrangimento, dentro ou fora do espaço físico da Universidade – serão consideradas faltas graves, passíveis de suspensão ou expulsão. A Resolução no 86 está em consonância com a Lei no 10.454, promulgada em 1999, e com a Lei no 11.365, promulgada no ano seguinte, ambas abo- lindo o trote e instituindo ações solidárias. Interação solidária Atividades enfatizam ações de alcance social Para não acabar com a tradição, que simboliza a passagem de uma etapa da vida para a outra e, prin- cipalmente, significa a aceitação do novo aluno no mundo universitário, diretores, professores e estudantes da Unesp se mobilizam para criar formas inovadoras de recepção aos calouros, caracterizadas por atividades solidárias e de alcance social, como arrecadação de gêneros alimentícios e plantio de árvores. FotosDivulgação 178    Guia de Profissões