O Estatuto do Conhecimento Científico:
                                          A Perspectiva de Karl Popper



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Prólogo

        “Science must begin with myths, and with the
                     criticism of myths”*
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Palavras-chave
•   Princípio da Falsificabilidade
•   Critério de Cientificidade
•   Ciência/Saber Científico
•   Teoria C...
Princípio da Falsificabilidade
• “Um conjunto finito de enunciados básicos, se for verdadeiro, pode
  falsificar uma lei u...
Critério de Cientificidade
•    “(…) como é que se podem distinguir as teorias das ciências empíricas das
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Ciência/Saber Científico
• “O objectivo da ciência é encontrar explicações satisfatórias do que quer
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Teoria Científica
• “A exigência [de Popper] é a de que as teorias científicas sejam falsificáveis
  (ou refutáveis).” (Al...
Falsificacionismo
•   “A perspectiva verificacionista da ciência é (…) algo como isto: (…) a
    ciência consta de todos o...
Refutação/Refutabilidade
•   “Nunca podemos ter a certeza absoluta de que a nossa teoria não esteja
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Conjectura
• “[São] Não científicas as teorias que estão absolutamente convencidas da
  sua verdade e que não se submetem ...
Relação entre Teoria/ Observação

•   “(…) afirmo que não partimos de observações mas sempre de problemas seja de
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Modo como se dá o Progresso
            Científico
•   “Eliminando os erros das teorias anteriores e substituindo-as por t...
Valor do conhecimento científico
•   “[Para] Popper, o conhecimento cientifico é sempre falível: a nossa procura de
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Epílogo


“Não sabemos. Só podemos conjecturar.”
                  (Popper, 1973, p.223 cit. por Carvalho, s/d, p.49)
Referências bibliográficas
•   Almeida, A. & Teixeira, C. & Murcho, D. & Mateus, P. & Galvão, P. (2004). A Arte de Pensar ...
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    1. 1. O Estatuto do Conhecimento Científico: A Perspectiva de Karl Popper O Conhecimento Científico: Uma Janela Aberta por Karl Popper… Trabalho de Projecto – 2ª Etapa Ana Margarida Sousa nº2, Beatriz Silva nº4, Carina Cabrita nº6, Carolina Matias nº8, Filipa Chalante nº9, Inês Cardoso nº10, Joana Mendes nº12, Joana Cabete nº13, Mafalda Ferraz nº 19, Mariana Cordeiro nº 22, Miriam Ferreira nº 24, Thomas Mendonça nº 26
    2. 2. Prólogo “Science must begin with myths, and with the criticism of myths”* (Popper, s/d, s/p cit. por Ward, 2008, s/p) *“A Ciência deve começar com mitos e com a crítica destes.” (Popper, s/d, s/p cit. por Ward, 2008, s/p)
    3. 3. Palavras-chave • Princípio da Falsificabilidade • Critério de Cientificidade • Ciência/Saber Científico • Teoria Científica • Falsificacionismo • Refutação/Refutabilidade • Conjectura • Relação entre Teoria/Observação • Modo Como se dá o Processo Científico • Valor do Conhecimento Científico
    4. 4. Princípio da Falsificabilidade • “Um conjunto finito de enunciados básicos, se for verdadeiro, pode falsificar uma lei universal; ao passo que em condição alguma poderia verificar uma lei universal: existe uma condição em que poderia falsificar uma lei geral, mas não existe condição alguma em que pudesse verificar uma lei geral.” (Popper, 1997, pp.152-153 cit. por Vicente, 2004, p.212) • “(…) a falsificabilidade inverte a anterior ordenação metodológica porque agora se trata de ver se a observação falsifica, ou não (neste caso dir-se-á que ela corrobora), a hipótese formulada.” (Carrilho, s/d, pp.6-8 cit. por Soares, s/d, s/p ) • “(…) para Popper, a actividade dos cientistas torna-se dinâmica, porque, em vez de orientada para a resolução de problemas à luz de certo paradigma, ela procura antes os casos em que os sistemas teóricos da ciência se tornam falsificáveis.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, s/p)
    5. 5. Critério de Cientificidade • “(…) como é que se podem distinguir as teorias das ciências empíricas das especulações pseudo-científicas, não científicas ou metafísicas? Este é o problema da demarcação. Ele resolve-se (…) aceitando a testabilidade, a refutabilidade ou a falsificabilidade como sendo característica distintiva das teorias científicas.” (Popper, 1997, pp.177-181) • “(…) Será logicamente inadmissível a inferência de teorias a partir de enunciados singulares que estejam «verificados pela experiência» (…) o critério de demarcação que temos de adoptar não é o da verificabilidade, mas o da falsificabilidade dos sistemas.” (Popper, 1973, pp.39-40, aspas no original) • “ Na perspectiva de Popper, não são científicas as teorias que estão absolutamente convencidas da sua verdade e que não se submetem ao teste da refutabilidade.” (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.204)
    6. 6. Ciência/Saber Científico • “O objectivo da ciência é encontrar explicações satisfatórias do que quer que se nos apresente e nos impressione como estando a precisar de explicação.” (Popper, 1997, pp.152-153 cit. por Vicente ,2004, p.214) • “(…) a Ciência procede da observação para a teoria (…) A observação é sempre selectiva.” (Popper, 1963, pp.72-74) • “Os cientistas partem de problemas propõem teorias para as resolver e depois submetem essas teorias a testes empíricos que visam refuta-las.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p.168) • “A ciência não é mais do que a eliminação indefinida do erro.” (Pinto, 2004, p.46)
    7. 7. Teoria Científica • “A exigência [de Popper] é a de que as teorias científicas sejam falsificáveis (ou refutáveis).” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus, & Galvão, 2004, s/p) • quot;As teorias científicas são de tudo o que mais violentamente está exposto à crítica (...). Creio que as teorias são o que de melhor contém o Mundo Três (...).” (Popper, s/d, p. 85, cit. por Marques, s/d, s/p) • “Temos apenas de perceber que a nossa “adopção” de teorias científicas só se pode dar a título de ensaio; que essas teorias são sempre, e sempre serão, suposições, conjecturas ou hipóteses.” (Popper, 1997, pp.152-153 cit. por Vicente, 2004, p.217, aspas no original) • “As teorias científicas deixam de ser consideradas verdadeiras e só podem ser consideradas aceitáveis ou verosímeis, isto é, aproximações à verdade. A verdade é um ideal inalcançável de que as teorias científicas são apenas versões aproximadas.”(renatoportfolio.wikispaces.com, s/d, s/p, negrito nosso)
    8. 8. Falsificacionismo • “A perspectiva verificacionista da ciência é (…) algo como isto: (…) a ciência consta de todos os enunciados verdadeiros. Como nós não os conhecemos todos, tem, pelo menos, de constar de todos os que nós tenhamos verificado.” (Popper, s/d, s/p cit. por Carrilho, s/d, s/p cit. por Costa, 2007, s/p) • “A atitude do falsificacionista é diferente. Para ele, a ciência consiste em arriscarem-se hipóteses explicativas – “arriscar “ no sentido em que estas hipóteses afirmam tanto que facilmente se podem revelar como falsas.” (Popper, s/d, s/p cit. por Carrilho, s/d, s/p cit. por Costa, 2007, s/p, aspas no original) • “Falsificacionismo é a ‘perspectiva do método científico que concebe as teorias como conjecturas e sublinha a necessidade de as submeter a tentativas de refutação ou falsificação’.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus, & Galvão, 2004, s/p, aspas no original)
    9. 9. Refutação/Refutabilidade • “Nunca podemos ter a certeza absoluta de que a nossa teoria não esteja perdida. A única coisa que podemos fazer é procurar o conteúdo de falsidade da nossa melhor teoria, o que realizamos tentando refutá-la, isto é, tentando contrastá-la de um modo vigoroso à luz de todos os nossos conhecimentos (...) e de toda a nossa inteligência.” (Popper, 2003, pp. 83-84) • “ (…) [A refutação é] um conjunto de dados que refuta uma hipótese ou teoria quando mostra que ela é falsa. Por exemplo, a observação de um cisne negro refuta a hipótese de que todos os cisnes são brancos.” (Papineau, 1998, s/p) • “ (...) a expressão “submeter a um processo de prova” significa sujeitá-las [as teorias] a todas as tentativas de falsificação e, no caso de falharem todas estas tentativas, admiti-las por direito próprio como fazendo parte da ciência, mas sempre sob um estatuto provisório, isto é, com a reserva de a suspender aquando de uma nova tentativa de falsificação (...)” (Geymonat, 1986,pp.60-62 cit. por Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.204, aspas no original)
    10. 10. Conjectura • “[São] Não científicas as teorias que estão absolutamente convencidas da sua verdade e que não se submetem ao teste da refutabilidade. São cientificas as teorias falsificáveis ou refutáveis.” (Antunes, Estanqueiro, & Vidigal, 1994, p.204) • “Uma teoria científica não pode pretender ser mais do que uma hipótese, sempre, precária e revogável.” (Newton-Smith, 1981, pp.75-76 cit. por Vicente, 2004, p.212) • “As nossas teorias nunca deixam de ser incertas ainda que bem sucedidas e bem apoiadas (…).” (Popper, s/d, pp. 83-84 cit. por prof2000.pt, s/d, s/p) • quot; (...) a teoria tem o carácter de uma conjectura, isto é , de um simples palpite que talvez seja verdadeiro.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus, & Galvão, 2004, s/p)
    11. 11. Relação entre Teoria/ Observação • “(…) afirmo que não partimos de observações mas sempre de problemas seja de problemas práticos ou de uma teoria que se encontra em dificuldades. (...) inverto os termos daqueles que pensam que a observação deve preceder as expectativas e os problemas.” (Popper, s/d, pp. 83-84 cit. por s/a, s/d, s/p) • “Primeiro [os cientistas] propõem uma teoria, apresentando-a como uma conjectura inicialmente não corroborada, e depois comparam as suas previsões com observações.” (Grayling, 1998, s/p cit. por Papineau, s/d, s/p) • “Creio que a teoria vai sempre à frente, pelo menos uma teoria ou expectativa rudimentar precede sempre as observações cujo papel fundamental, como o das contrastações experimentais, é mostrar que algumas das nossas teorias são falsas estimulando-se, deste modo, a construção de outras melhores.” (Popper, s/d, p.238)
    12. 12. Modo como se dá o Progresso Científico • “Eliminando os erros das teorias anteriores e substituindo-as por teorias mais verosímeis, aproximamo-nos da verdade. Para Popper, é nisso que consiste o progresso da ciência (…). As teorias refutadas integram o processo de aproximação à verdade por terem provocado a criação de teorias melhores (…).” (Reale, 1995, pp.1042-1046 cit. por Rodrigues, s/d, s/p, negrito nosso) • “À medida que vamos aprendendo com os erros que cometemos, o nosso conhecimento aumenta.” (Popper, 2003, pp.9-10 cit. por s/a, s/d, p.1) • “Para que a ciência evolua, é preciso adaptar uma atitude crítica em relação às teorias científicas.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus, & Galvão, 2004, s/p) • “ O desenvolvimento da ciência seria (...) uma espécie de revolução permanente: seria (...) uma sobreposição ininterrupta de teorias, onde cada uma delas procura eliminar a precedente (isto é, falsificá-la), mas se vê submetida, também, a imparáveis ataques de outras teorias.” (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.204)
    13. 13. Valor do conhecimento científico • “[Para] Popper, o conhecimento cientifico é sempre falível: a nossa procura de teorias verdadeiras sobre o mundo nunca nos dá a certeza de que essas teorias são verdadeiras.” ( Almeida, Teixeira, Murcho & Galvão, s/d, p. 162) • “ Em vez de encarar-mos [as teorias científicas] como dogmas, devemos sujeitá- las conscientemente a testes genuínos, testes que podem resultar na sua refutação.” (Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus, & Galvão, 2004, p. 170) • “Nenhuma teoria em particular, pode, jamais, ser considerada absolutamente certa: cada teoria pode se tornar problemática (...) Nenhuma teoria científica é sacrossanta ou fora de crítica” (Popper, 1975, p. 330).
    14. 14. Epílogo “Não sabemos. Só podemos conjecturar.” (Popper, 1973, p.223 cit. por Carvalho, s/d, p.49)
    15. 15. Referências bibliográficas • Almeida, A. & Teixeira, C. & Murcho, D. & Mateus, P. & Galvão, P. (2004). A Arte de Pensar – 11º Ano. Amadora: Plátano Editora. • Antunes, A., Estanqueiro, A. & Vidigal, M. (1994). Filosofia – 11º Ano. Lisboa: Editorial Presença. • Carvalho, M.C.M. (s/d). Não Sabemos: Só Podemos Conjecturar. Retirado em Março 27, 2009 de http://books.google.pt/books?id=gh469u2TIOEC&pg=PA49&lpg=PA49&dq=N%C3%A3o+sabemos.+S %C3%B3+podemos+conjecturar&source=bl&ots=Ng4SofTr-y&sig=e9aisoD9uPWGvvEob9FoeB92jpI&hl=pt- PT&ei=45zMSeHQAtqRjAfdiKnSCQ&sa=X&oi=book_result&resnum=1&ct=result • Costa, M. A. P. (2007). A Falsificabilidade. Retirado em Maio 7, 2009 de http://rotasfilosoficas.blogs.sapo.pt/1082.html • Silveira, F. L. (s/d). A Filosofia da Ciência de Karl Popper: O Racionalismo Crítico. Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.if.ufrgs.br/~lang/POPPER.pdf • Marques, A. (s/d). A Doutrina do Falseamento em Popper. Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/popper5.htm • Papineau,D. (1998). O Falsificacionismo de Karl Popper. Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/leit_falsificacionismo.html • Pinto, T. (2004). Cientificidade. Retirado em Fevereiro 25, 2009 de http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3230 • Popper, K (s/d). A Lógica da Pesquisa Científica. • Popper, K. (2003). Conjecturas e Refutações. Lisboa: Almedina. Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.eccn.edu.pt/webquests/wq_oliviarobalinho/textos/O%20progresso%20do%20conhecimento%20como%20um %20erro%20decrescente.pdf • prof2000 (s/d). O que pensar do modelo evolutivo da(s) ciência(s)? Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.prof2000.pt/users/baratoni/TextosPopper.htm • renatoportfolio.wikispaces.com (s/d). O Falsificacionismo de Karl Popper: Conjecturas e Refutações. Retirado em Maio 7, 2009 de renatoportfolio.wikispaces.com/file/view/Doc._23_-_falsificabilidade.doc • Rodrigues, L. (s/d). A Evolução da Ciência: A Continuidade ou a Ruptura. Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.esec- alves-martins.rcts.pt/praxis/praxiologica/textosapoio/11ano/evolucao_ciencia.htm • Selvaggi, F. (1957). Enciclopédia Filosófica ( vol. IV, pp. 49-51). Ed. La Civiltà Cattolica: Roma. • Soares, A. (s/d). Perspectiva de Karl Popper. Retirado em Maio 7, 2009 de http://www.esec-alves- martins.rcts.pt/praxis/praxiologica/textosapoio/11ano/perspectiva_popper.htm • Vicente, J.N. (2004). Filosofia 11ºano. Porto: Porto Editora.

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