Kuhn (11ºH2009)

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Kuhn (11ºH2009)

  1. 1. Escola Secundária António Arroio – Filosofia 2008/09 (11ºH) O Estatuto do conhecimento científico: A perspectiva de Thomas Kuhn Trabalho de projecto 2ª Etapa
  2. 2. <ul><li>&quot;Os meus argumentos são uma tentativa de mostrar que as teorias existentes de racionalidade não são totalmente correctas e que precisamos reajustá-las ou modificá-las para explicar por que a ciência opera como opera.&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1979b, p.326, cit. por Neto, 2007, p.85) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>&quot;Considero paradigmas as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante aglum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1992, s/p. cit. p or Perez & França, 1996) </li></ul><ul><li>“ O paradigma determina de tal forma a sua visão do mundo que, quando olham na mesma direcção, dois cientistas que aceitam paradigmas diferentes vêem «mundos» diferentes. Entre os paradigmas existe, portanto, um abismo intransponível: os paradigmas são, pensa Kuhn, incomensuráveis.” </li></ul><ul><li>(Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, s/p)‏ </li></ul><ul><li>“… a noção de verdade também é excluída por Kuhn, dado que os paradigmas </li></ul><ul><li>são incomensuráveis, isto é, seria pretensioso estabelecer que um é melhor do </li></ul><ul><li>que outro, não havendo qualquer critério objectivo que permita comparar a sua eficácia.” (Kuhn, s/d, s/p, cit. por Rodrigues, 2008, p. 250) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>&quot;Kuhn desenvolveu a sua teoria a cerca da história da ciência entendendo-a não como um processo linear e evolutivo mas como uma sucessão de paradigmas (modelos) que se confrontam entre si&quot; </li></ul><ul><li>(Neves, 2002, s/p) </li></ul><ul><li>“ Os cientistas não têm por fim revelar fenómenos, inventar novas teorias e, muitas, vezes, são intolerantes em relação às teorias que inventaram os outros. (Kuhn, s/d, pág.115-117, cit. por Nunes, Sameiro & Rodrigues, 2007, pág. 268)‏ </li></ul><ul><li>“ [Para Kuhn] A ciência é uma tentativa de aproximação ao sentido profundo da natureza.” (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.203) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>&quot;A escolha entre paradigmas ou teorias científicas consiste, de acordo com Kuhn, em disputas retóricas. A disputa entre dois paradigmas nada tem a ver com experimentos, análises metodológicas ou deduções, mas sim com o quão hábil forem os cientistas para estabelecerem suas regras, seus modelos, suas questões e sua ciência normal.&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 2006, s/p. cit. Dayrell, 2008, s/p, grafia no original) </li></ul><ul><li>“ Kuhn selecciona cinco critérios ou cinco ‘valores’, como ele os chama, de uma boa teoria científica: exactidão, consistência, alcance, simplicidade e fecundidade.” </li></ul><ul><li>(Gewandsznajder, 2005, s/p) </li></ul><ul><li>“ [As teorias científicas são] Práticas humanas em geral e as científicas em particular têm evolvido em longos períodos de tempo e seus desenvolvimentos formam algo bastante parecido com uma árvore evolutiva” </li></ul><ul><li>(Kuhn, 2000, p.111, cit. por Martins, 2008, p.79) . </li></ul>
  6. 6. <ul><li>&quot;A ciência normal é a ciência dos períodos em que o paradigma é unanimamente aceite, sem qualquer tipo de contestação, no seio da comunidade científica.&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1972, s/p. cit. por Marques, s/d, s/p) </li></ul><ul><li>“ (…) ciência normal [para Kuhn] caracteriza-se pela existência de uma comunidade de pesquisadores que trabalham num conjunto de problemas que têm entre si «um ar familiar», segundo a expressão de Wittgenstein, e que podem receber uma solução. (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.213) </li></ul><ul><li>“ é uma sorte que essa adesão não seja abandonada com facilidade. A experiência mostra que, em quase todos os casos, os esforços repetidos, quer do individuo quer do grupo profissional, acabam finalmente por produzir, dentro do âmbito do paradigma, uma solução, mesmo para os problemas mais difíceis.” </li></ul><ul><li>(Kuhn, s/d, s/p, cit. por Marnoto, Ferreira & Garrão, 1988, pág.35)‏ </li></ul><ul><li>“ (...) a ciência normal é cumulativa, uma vez que parte de um conjunto estável de fundamentos para a prática científica.” </li></ul><ul><li>(Duarte, 2006, p. 4) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>“ Tese central do positivismo lógico segundo a qual o significado de uma frase é o seu método de verificação. (…) Por &quot;verificação&quot; entende-se em geral &quot;verificação empírica&quot;, de modo que este princípio apenas se aplica a frases sintéticas ( … )” </li></ul><ul><li>(Teixeira, 2008, s/p) </li></ul><ul><li>&quot;Uma proposição científica seria mais ou menos aceita pela quantidade de evidência empírica ou pelo grau de confirmação disponível. A partir daí tenta construir uma lógica indutiva baseada na noção de grau de confirmação de uma hipótese.&quot; </li></ul><ul><li>(Cella & Pelella, s/p, s/p , grafia no original) </li></ul><ul><li>“ O verificacionismo encarrega-se de validar ou desacreditar a tese do cientista pela introdução da experimentação. Recorre à prova demonstrativa da tese do cientista.” </li></ul><ul><li>( Autor desconhecido, s/d, p.4) </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  8. 8. <ul><li>&quot;A descoberta começa com a consciência da anomalia, isto é, com o reconhecimento de que, de alguma maneira, a natureza violou as expectativas paradigmáticas que governam a ciência normal.&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1996, p.78, cit. por Ribeiro, 1999, s/p ) </li></ul><ul><li>“ (…)os cientistas defendem o seu paradigma, numa adesão profunda que os leva a negar as anomalias o estatuto, e o valor, de provas pertinentes.” </li></ul><ul><li>(Kuhn, s/d, s/p, cit. por Carrilho, s/d, s/p) </li></ul><ul><li>“ Uma anomalia é um enigma, teórico ou experimental, que não encontra solução no âmbito do paradigma vigente” ( Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, pág. 173) ‏ </li></ul><ul><li>“ [Kuhn considera que] uma anomalia é um enigma, teórico ou experimental, que não encontra solução no âmbito do paradigma vigente.” </li></ul><ul><li>(Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão, 2004, p.173) </li></ul>
  9. 9. <ul><li>&quot;Quando cresce o número de anomalias não absorvidas pela pesquisa normal, quando elas colocam em xeque as generalizações fundamentais do paradigma ou quando inibem as aplicações práticas, a ciência encontra-se numa fase de ‘crise paradigmática’.&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1996, p.117. cit. por Ribeiro 1999 , aspas no original) </li></ul><ul><li>“ Um grande número de anomalias sérias será obviamente um passo para a instauração de uma crise. Uma crise é um período de insegurança evidente durante o qual a confiança num paradigma é abalada por sérias anomalias” </li></ul><ul><li>(Almeida, Teixeira, Murcho, Mateus & Galvão 2004, pág.174) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ (…) quando falham repetidas vezes e cada vez mais, então o seu sector da comunidade científica depara com o que algures chamei de 'crise'. Ao reconhecer que algo está fundamentalmente errado na teoria com que trabalham, os cientistas tentarão articulações mais fundamentais da teoria do que as que eram admitidas antes” </li></ul><ul><li>(Kuhn, s/d, p.,71, aspas no original) </li></ul><ul><li>“ [A crise é a] pré-condição necessária para a emergência de novas teorias (…)” </li></ul><ul><li>(Kuhn, 2001, s/p) </li></ul>
  10. 10. <ul><li>&quot;Quando os membros da profissão não podem mais esquivar-se das anomalias (…) então começam as investigações extraordinárias que finalmente conduzem a uma nova base para a prática da ciência (…) são denominadas de revoluções científicas os episódios extraordinários nos quais ocorre essa alteração de compromissos profissionais. &quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1975, p.25. cit. por Bastos, 2000, s/p) </li></ul><ul><li>(...) as regras do jogo se alteram e há então [a possibilidade] uma revolução cientifica: o ajustamento das «peças do puzzle» tornou-se difícil ou impossível e é desta maneira que as anomalias se detectam e destacam dando lugar ao novo (paradigma) que acabará por vencer as resistências. E o próprio Kuhn dá grande importância à inovação embora consiste (...) a necessidade de um certo dogmatismo.” </li></ul><ul><li>(Marnoto & Ferreira & Garrão, 1988, p. 36) </li></ul><ul><li>“ Quando a comunidade de cientistas não pode já passar por alto as anomalias que subvertem a tradição existente das práticas cientificas, iniciam-se as investigações extraordinárias, que levam, por fim, à adopção de um novo conjunto de compromissos, a uma nova base para a prática da ciência.” </li></ul><ul><li>( Kuhn, s/d, pág.115-117, cit. por Nunes, Sameiro & Rodrigues, 2007, pág. 269)‏ </li></ul>
  11. 11. <ul><li>“ Consideramos revoluções cientificas aqueles episódios de desenvolvimento não cumulativo, nos quais um paradigma mais antigo é total ou parcialmente substituído por um novo, incompatível com o anterior.” </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1992, pág. 125-126, cit. por Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, pág. 225) </li></ul><ul><li>&quot; (...) as revoluções mudam não somente as teorias, mas mudam também as concepções de mundo da comunidade científica, bem como sua linguagem e práticas.&quot; </li></ul><ul><li>(Cunha, 2008, s/p) </li></ul><ul><li>“ [A revolução científica ] É antes uma reconstrução da área de estudos a partir de novos princípios, reconstrução que altera algumas das generalizações teóricas mais elementares do paradigma, bem como muitos de seus métodos e aplicações” </li></ul><ul><li>(Kuhn, 2005, p. 116). </li></ul><ul><li>“ [Segundo Kuhn] Em situações de crise, quando os velhos paradigmas já não servem para explicar a realidade, surgem as revoluções científicas e mudam-se os paradigmas.” . (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.204) </li></ul>
  12. 12. <ul><li>“ (…) Kuhn, que afirma que são as «crises dos paradigmas» o verdadeiro motor do processo científico.” </li></ul><ul><li>(Alves, Arêdes & Carvalho, 1992, p. 115) ‏ </li></ul><ul><li>&quot;O desenvolvimento científico é como um processo unidireccional (que vai no mesmo sentido) é irreversível&quot; </li></ul><ul><li>(Kuhn, 1969, s/p. cit. por Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p.210) </li></ul><ul><li>“ [Segundo Kuhn] o surgimento de um novo paradigma em qualquer área do conhecimento é a condição básica para o progresso da ciência” </li></ul><ul><li>(Rios, 2007) </li></ul><ul><li>“ De acordo com Kuhn, o desenvolvimento da ciência não e uniforme, mas tem fases alternadas &quot;normais&quot; e &quot;revolucionarias&quot; (ou &quot;extraordinárias&quot;).” </li></ul><ul><li>(Bird, 2004, s/p, aspas no original) </li></ul>
  13. 13. <ul><li>“… a noção de verdade também é excluída por Kuhn, dado que os paradigmas são incomensuráveis, isto é, seria pretensioso estabelecer que um é melhor do que outro, não havendo qualquer critério objectivo que permita comparar a sua eficácia. ‘Não é possível decidir se um paradigma é melhor do que outro’.” (Rodrigues, 2008, p. 250, aspas no original) </li></ul><ul><li>“ Não podemos recorrer a noções como «verdade» ou «validade» a propósito dos paradigmas para compreender a especial eficácia da investigação que a sua aceitação permite.” </li></ul><ul><li>(T. Kuhn, s/d, s/p, cit. por Marnoto, Ferreira & Garrão, 1988, pág.356) </li></ul><ul><li>“ [Segundo Kuhn] Não faz sentido falar de aproximação à verdade porque os cientístas não são orientados pelo ideal de verdade.” </li></ul><ul><li>(Rodrigues, 2008, p. 253) </li></ul>
  14. 14. Etapas da Construção da Ciência Pré Ciência Paradigma Ciência Normal Anomalia Crise Ciência Extraordinária Revolução Científica Estabelecimento de um novo paradigma segundo Kuhn .
  15. 15. Referências Bibliográficas <ul><li>Antunes, A , Estanqueiro, A. & Mário Vidigal (1994). Filosofia – 11º ano . Lisboa: Editorial Presença LDA. </li></ul><ul><li>Almeida, A., Teixeira, C., Murcho, D., Mateus, P. & Galvão, P. (2004). A Arte de Pensar – 11º ano . Lisboa: Plátano Editora, S.A. </li></ul><ul><li>Aguiar, M., Amorim, C. & Moreira, M. (2004). Filosofia parte 1 – 11º. Lisboa: Areal Editores </li></ul><ul><li>Bastos, J., (2000 ) Sobre os paradigmas de Kuhn, o problema da incomensurabilidade, e o confronto com Popper. 2009. Retirado em Abril 19,2009 de </li></ul><ul><li>http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciTechnol/article/viewFile/3064/2215 . </li></ul><ul><li>Bird. A. (2004). Thomas Kuhn. Retirado em Fevereiro 27, 2009 de http://plato.stanford.edu/entries/thomas-kuhn/ </li></ul><ul><li>Carrilho, M. M. (s/d) . Kuhn e as Revoluções Científicas, in Colóquio de ciências , n.º2, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 43 a 47 </li></ul><ul><li>Cunha, C. (2008) As mudanças no campo do saber científico na perspectiva de Thomas Kuhn. Retirado em Abril 17, 2009 de http://filosofojr.wordpress.com/2008/10/10/as-mudancas-no-campo-do-saber-cientifico-na-perspectiva-de-thomas-kuhn/ </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  16. 16.   <ul><li>Gewandsznajder, F. (2005 ). Como avaliar uma teoria cientifica. Retirado em Abril 21, 2009 de www.aticaeducacional.com.br/htdocs/secoes/atual_cie.aspx?cod=756 </li></ul><ul><li>Marnoto, I. Ribeiro, L. Ferreira & Garrão, M.(1988). Filosofia – 11º. Lisboa: Texto, LDA. </li></ul><ul><li>Kuhn, T. (s/d) A Função do Dogma na Investigação Científica - in História e Prática das Ciências, A Regra do Jogo. Retirado em Abril 22, 2009 de http://www.prof2000.pt/users/baratoni/TextosKuhn.htm </li></ul><ul><li>Kuhn, T. S. (2005). A Estrutura das Revoluções Científicas . São Paulo: Perspectiva </li></ul><ul><li>Martins, R. (2008). Filosofia e história da Ciência no Come Sul: 3º encontro. Edição de Lulu.com </li></ul><ul><li>   </li></ul><ul><li>Duarte, T. R. (2006). Um Olhar Sobre os Últimos Trabalhos de T. Kuhn . Retirado a Fevereiro 28, 2009 de http://www.rj.anpuh.org/Anais/2006/conferencias/Tiago%20Ribeiro%20Duarte.pdf </li></ul><ul><li>Eugênio, M. , França & Perez, R. (1996). Ciência de Informação sob a ótica paradigmática de Thomas Kuhn. Retirado em Abril 17, 2009 de http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/240/25 </li></ul><ul><li>Alves, F., Arêdes, J.& Carvalho, J. (1992). Filosofia – 11º ano . Lisboa: Texto Editora </li></ul>
  17. 17.             <ul><li>Neto, C. (2007) Incomensurabilidade sem paradigmas: a revolução epistemológica de Thomas Kuhn. Retirado em Abril 19, 2009 de </li></ul><ul><li>http://bdtd.unisinos.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=447 </li></ul><ul><li>Neves, F. (2002) Karl Popper e Thomas Kuhn: reflexões a cerca da epistemologia contemporânea. Retirado em Abril 17, 2009 de http://www.revistafarn.inf.br/revistafarn/index.php/revistafarn/article/viewFile/67/77 </li></ul><ul><li>Nunes, A., Sameiro, J. & Rodrigues, L. (2007). Filosofia 11º Ano. Lisboa: Planalto Editora., S.A. </li></ul><ul><li>Ribeiro, R. (1999). O paradigma da epistemologia histórica: a contribuição de Thomas Kuhn. História, Ciências, Saúde. Retirado em Abril 17, 2009 de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702000000400006 </li></ul><ul><li>Rodrigues, L. (2008). Filosofia – 11º Ano . Lisboa: Plátano Editora. </li></ul><ul><li>Teixera, C. (2009). Verificacionismo . Retirado em Fevereiro 20, 2009 de http://www.defnarede.com/v.html </li></ul>

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