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PINE Agenda Economica - Cenário surpreendente, Selic cadente

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Nesta quarta-feira, o IBGE divulgará os números do varejo referentes a maio. Estimamos uma alta de 0,37% da taxa de crescimento mensal das vendas no varejo restrito, em linha com a mediana das expectativas, porém abaixo dos 0,8% registrados em abril. Já para o comércio varejista ampliado, esperamos a continuidade de números mais fracos, ainda ancorados nas baixas vendas de ‘Veículo, Motos, Partes e Peças’. Este é um padrão recente do varejo no Brasil: setores mais ligados à renda tem melhor performance que aqueles dependentes do crédito.
Estimamos que o IBC-Br de maio, a ser divulgado ao longo da semana, deverá apresentar queda de 0,2% frente ao mês anterior, correspondente a uma elevação de 0,10% em relação ao mesmo período de 2011. Com isso, a média móvel de três meses recuaria de 0,06% para pouco mais de -0,2%. Esses indicadores implicam a nossa estimativa de crescimento real do PIB no 2T12 no intervalo entre 0,3% e 0,6%, ainda acima do crescimento observado no 1T12, mas consistente com a fraca expansão real de 1,9% em 2012. O minguado desempenho do IBC-Br em maio impõe algum risco a estes números; entretanto, os poucos indicadores de junho que conhecemos apontam alguma resposta da indústria, levariam o índice do BC de volta para o campo positivo e confirmariam a aceleração no trimestre passado e no 2S12.
Em seu Relatório de Inflação (RI) do 2T12, o BC voltou a dar sinais de continuidade no processo de afrouxamento das condições monetárias tanto ao ressaltar (novamente) a necessidade de ajustes parcimoniosos (se necessários) quanto ao apontar estimativas cadentes para o IPCA em 2013 acompanhadas de um balanço de riscos favorável para a inflação doméstica.
Em resumo, o relatório e os últimos acontecimentos internos e externos, estes temperados pela piora do quadro econômico espanhol e italiano, vão ao encontro da nossa visão de que: (i) é alta a probabilidade de a Selic atingir o patamar que projetamos em 7,5% até o final deste ano, ressaltando que a probabilidade de a taxa básica convergir para 7,0% vem aumentando progressivamente e, atualmente, encontra-se acima de 10%; (ii) a escolha pela manutenção da parcimônia em seu conteúdo indica que as quedas continuarão em 50 pontos-base por reunião.
Mais interessante é perceber a possibilidade de a Selic permanecer em níveis historicamente baixos por tempo extenso. De fato, devemos considerar que o grau de complexidade do cenário externo é bastante elevado e com solução rápida pouco factível, o que torna os seus efeitos sobre a economia brasileira mais duradouros. Sendo assim, parece existir algum espaço para revisões para baixo tanto no PIB quanto no IPCA projetados para 2013 (hoje em 4,2% e 5,5 respectivamente, segundo o Boletim Focus, contra 3,5% e 5,2% que estimamos atualmente) e, portanto, no patamar da Selic no final do ano que vem, que também projetamos em 7,5%.

Research: Economia - PINE
Marco Maciel
Marco Antonio

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PINE Agenda Economica - Cenário surpreendente, Selic cadente

  1. 1. Calendário Econômico Pine: Decisão do Copom – cenáriosurpreendente, Selic cadente10 de julho de 2012 BRASIL Vendas no varejo (PMC) - maio Nesta quarta-feira, o IBGE divulgará os números do varejo referentes a maio. Nós estimamos uma alta de 0,37% da taxa de crescimento mensal (livre de efeitos sazonais) das vendas no varejo restrito, em linha com a mediana das expectativas (0,5%, segundo a Bloomberg), porém abaixo dos 0,8% registrados em abril. Já para o comércio varejista ampliado, esperamos a continuidade de números mais fracos, ainda ancorados nas baixas vendas de ‘Veículo, Motos, Partes e Peças’. Este é um padrão recente do varejo no Brasil: setores mais ligados à renda tem melhor performance que aqueles dependentes do crédito. Por fim, esperamos aceleração expressiva para a leitura anual do varejo restrito, de 6,0% para 10,3%. Para os próximos meses, nós mantemos nossa expectativa de sustentação de taxas moderadas de crescimento na esteira das medidas contracíclicas adotadas pelo governo (desonerações tributárias e, principalmente, redução dos juros), de contínua elevação da massa real de salários e o consequente crescimento do crédito (ainda que desacelerando para taxas nominais de 15% ao ano). De fato, a confiança do consumidor com a situação atual vem melhorando desde o começo do ano (dados da FGV), com seu índice de expectativas próximo à máxima histórica. Nossos números para o mês de janeiro baseiam-se nos seguintes fatos: • Elevação de 0,9% na taxa de crescimento das vendas reais dessazonalizadas (descontada a variação do IPCA e os efeitos sazonais do período) dos supermercados, segundo números da ABRAS; • Alta em maio de 1,8% no indicador de atividade do comércio, segundo a Serasa; para junho, a variação também é positiva (0,5%); • Manutenção em 1% da alta real nas transações com cartões de crédito, segundo a ABECS. • Recuperação, de -1,3% em abril para +2,3% em maio, na expedição de caixas, acessórios e chapas de papel ondulado segundo a ABPO; • Diferentemente, no âmbito das vendas varejistas ampliadas e que dependem da taxa de crescimento do crédito ao consumidor, nova queda (-0,9%) do indicador da ABCR de circulação de veículos leves nas estradas foi registrada, além do recuo de 3,4% na confiança do consumidor calculada pela Fecomércio; esta, no entanto, voltou ao campo positivo em junho; • Aceleração, de 1,6% em abril para 4,0% em maio, no licenciamento de automóveis e comerciais leves, segundo a FENABRAVE; os números de junho são ainda melhores (+14,2%), na esteira da redução no IPI. Índice de atividade do Banco Central (IBC-Br) - maio Se a Pesquisa Mensal do Comércio confirmar nossa estimativa de vendas no varejo restrito, o IBC-Br de maio, a ser divulgado ao longo da semana, deverá apresentar queda de 0,2% frente ao mês anterior (série dessazonalizada), correspondente a uma elevação de 0,10% em relação ao mesmo período de 2011. Com isso, a média móvel de três meses recuaria de 0,06% para pouco mais de -0,2%. Além da alta estimada de 0,37% na PMC, consideramos as quedas de 1,08% e 1,20% na produção de bens de transformação e da carga de energia verificada em maio segundo a ONS; diferentemente, a produção de insumos típicos da construção civil cresceu 1,53%. Esses indicadores implicam a nossa estimativa de crescimento real do PIB no 2T12 (t/t dessazonalizado) no intervalo entre 0,3% e 0,6%, ainda acima do crescimento observado no 1
  2. 2. 1T12, mas consistente com a fraca expansão real de 1,9% em 2012. O minguado desempenho do IBC-Br em maio impõe algum risco a estes números; entretanto, os poucos indicadores de junho que conhecemos apontam alguma resposta da indústria, levariam o índice do BC de volta para o campo positivo e confirmariam a aceleração no trimestre passado e no 2S12.Reunião do COPOM - julho Em seu Relatório de Inflação (RI) do 2T12, o Banco Central voltou a dar sinais de continuidade no processo de afrouxamento das condições monetárias tanto ao ressaltar (novamente) a necessidade de ajustes parcimoniosos (se necessários) quanto ao apontar estimativas cadentes para o IPCA em 2013 acompanhadas de um balanço de riscos favorável para a inflação doméstica. Em resumo, o relatório e os últimos acontecimentos internos e externos, estes temperados pela piora do quadro econômico espanhol e italiano, vão ao encontro da nossa visão de que: (i) é alta a probabilidade de a Selic atingir o patamar que projetamos em 7,5% até o final deste ano, ressaltando que a probabilidade de a taxa básica convergir para 7,0% vem aumentando progressivamente e, atualmente, encontra-se acima de 10%; (ii) a escolha pela manutenção da parcimônia em seu conteúdo indica que as quedas continuarão em 50 pontos-base por reunião. Mais interessante é perceber a possibilidade de a Selic permanecer em níveis historicamente baixos por tempo extenso. De fato, devemos considerar que o grau de complexidade do cenário externo é bastante elevado e com solução rápida pouco factível, o que torna os seus efeitos sobre a economia brasileira mais duradouros. Sendo assim, parece existir algum espaço para revisões para baixo tanto no PIB quanto no IPCA projetados para 2013 (hoje em 4,2% e 5,5%, respectivamente, segundo o Boletim Focus, contra 3,5% e 5,2% que estimamos atualmente) e, portanto, no patamar da Selic no final do ano que vem, que também projetamos em 7,5%. Marco Antonio Maciel Marco Antonio Caruso Economista-chefe Economista Banco Pine Banco Pine 2
  3. 3. Horário País Data Indicador Projeções Mediana Anterior Pine - Brasil mai/12 IBC-Br % m/m -0,2% -0,19% 0,22% - Brasil mai/12 IBC-Br % a/a 0,1% 0,36% -0,02%Segunda-feira, 09/07/2012 03:00 Alemanha mai/12 Transações Correntes - EUR10,2B EUR11,2B 05:30 Z. do Euro jul/12 Confiança do Investidor - -25.8 -28.9 08:00 Brasil jul/12 IGP-M (1ª prévia) 0.91% 0.61% 0.68% 08:00 Brasil jul/12 IPC-S (1ª Quadrissemana) 0.16% - 0.11% 08:25 - mai/12 Indicadores Antecedentes - - 100.5 09:30 Z. do Euro - Discurso de M. Draghi no Parlamento Europeu - - - 12:00 Z. do Euro - Encontro dos Ministros das Finanças - - - 16:00 EUA mai/12 Crédito ao Consumidor - USD8,5B USD6,5B 23:00 China jun/12 Balança Comercial - USD24,0B USD18,7BTerça-feira, 10/07/2012 02:00 Japão jun/12 Confiança do Consumidor - 40.7 40.7 08:30 EUA jun/12 Confiança do Pequeno Empresário - - 94.4 09:00 Brasil mai/12 PIM: Emprego e Salário - - - 20:50 Japão mai/12 Índice Tertiary de Atividade Industrial - 0,2% -0,3% - Brasil jun/12 Demanda do Consumidor por Crédito - - -7,5%Quarta-feira, 11/07/2012 03:00 Alemanha jun/12 Preços ao Consumidor (Revisão) - 1,7% 1,7% 05:00 Brasil jul/12 IPC (1ª Quadrissemana) 0.23% 0.24% 0.21% 06:30 Alemanha - Leilão de títulos (Notes) - EUR 5B - 08:00 EUA 06/jul Pedido de Hipotecas (Semanal) - - -6,7% 09:00 Brasil mai/12 Vendas no Varejo % m/m 0,37% 0,5% 0,8% 09:00 Brasil mai/12 Vendas no Varejo % a/a 10,3% 10,5% 6,0% 09:30 EUA mai/12 Balança Comercial - -USD48,4B -USD50,1B 10:30 - - Oferta e Demanda Agrícolas Mundiais (Estimativas) - - - 11:00 EUA mai/12 Estoques no Atacado (a.s.) - 0,3% 0,6% 12:00 Brasil - Leilão de Troca - NTN-B - - - 12:30 Brasil - Fluxo Cambial Semanal - - - 15:00 EUA - Ata do FOMC - - - - Brasil - Reunião do Copom (Taxa Selic) 8.0% 8.0% 8.5% - Brasil jun/12 Inadimplência do Consumidor (a.s.) - - 0,0%Quinta-feira, 12/07/2012 06:00 Z. do Euro mai/12 Produção Industrial % a/a - -3,2% -2,3% 06:00 Z. do Euro mai/12 Produção Industrial % m/m - 0,0% -0,8% 06:00 Itália - Leilão de títulos (Bills) - - - 09:30 EUA jun/12 Preços de Exportações/Importações - - - 09:30 EUA 07/jul Jobless Claims - - 374 Mil 15:00 EUA jun/12 Resultado Fiscal Mensal - - - 23:00 China jun/12 Produção Industrial - 9,8% 9,6% 23:00 China 2T12 PIB 7,5% 7,7% 8,1% 23:00 China jun/12 Vendas no Varejo - 13,5% 13,8% - Japão - Taxa de Juros 0.10% 0.10% 0.10%Sexta-feira, 13/07/2012 01:30 Japão mai/12 Produção Industrial (Revisão) - - 6,2% 06:00 Itália - Leilão de títulos (Bonds/Floating/Zero Coupon) - - - 09:30 EUA jun/12 PPI: Preços ao Produtor % m/m - -0,6% -1,0% 09:30 EUA jun/12 PPI: Preços ao Produtor % a/a - -0,4% 0,7% 09:30 EUA jun/12 PPI: Núcleo % a/a - 2,6% 2,7% 10:55 EUA jul/12 Confiança do Consumidor (Preliminar) - 73.5 73.2 - Brasil mai/12 Perspectiva da Inadimplência - - - Disclaimer: Esta matéria é de caráter estritamente informativo. O Pine não se responsabiliza por quaisquer decisões tomadas tendo como base os dados e comentários contidos neste material. 3

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