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EcoAgro - Dinheiro Rural - Junho 2013
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EcoAgro - Dinheiro Rural - Junho 2013

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A Dinheiro Rural publicou matéria sobre novas alternativas de financiamento para o agronegócio, tendo como fonte a EcoAgro Securitizadora.

A Dinheiro Rural publicou matéria sobre novas alternativas de financiamento para o agronegócio, tendo como fonte a EcoAgro Securitizadora.

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  • 1. dinheiro rural/104-junho-2013 91dinheiro rural/104-junho-201390campoUmnovoEnquanto a maior parte dos agri-cultores baianos olha diaria-mente para o céu à espera domilagre da chuva, o produtorrural Loreni Luiz Comparim, de LuísEduardo Magalhães, na região oeste daBahia, contempla satisfeito o céu. Eletem certeza de que a sua safra de grãos,ao contrário de outras lavouras noEstado, terá alta produtividade.Comparim explica a razão de tanta con-vicção, o que poderia parecer um dispa-rate, a princípio – afinal, o Estado vemsendo castigado, desde o ano passado,por uma das piores estiagens em meioséculo. Segundo o agricultor, em três milhectares, dos 14,7 mil hectares ocupadospor suas cinco fazendas, ele mantém emfuncionamento 12 pivôs de irrigação,desde a década de 1990. Para garantir aAlécia PontesComparim:sem dor de cabeça,agricultor temacesso diretoa R$ 17 milhõesA g r o f i n a n ç a spivôpara oComo uma linha de financiamento independente de ban cos garantiu o cultivo de grãos em terras secas na Bahiafoto:KelsenFernandes
  • 2. A g r o f i n a n ç a sprodução no restante das lavourasde soja, milho e feijão que cultiva,entre este e o próximo ano,Comparim instalará mais 15 equi-pamentos. “As cinco fazendas com-portam 70 pivôs”, diz o agricultor.E, como pivô de irrigação não caido céu, o agricultor precisou bus-car R$ 17 milhões emprestados nomercado para isso. “Os bancosestatais e privados foram os pri-meiros que procurei”, dizComparim. O País oferece, nesteano, mais de R$ 115 bilhões emlinhas de financiamento para oagronegócio do País. “Mas, comohá muita burocracia e sempre faltavaalgum documento, desisti.” Ele aca-bou desistindo no começo deste ano,ao conhecer a securitizadoraEcoagro, em São Paulo, que ofereceinstrumentos financeiros para a agri-cultura no longo prazo, como osCertificados de Recebíveis Agrícolas(CRA). Para Comparim, foi literal-mente a salvação da lavoura. “Todo odinheiro vai para a irri-gação”, diz.No País, até agora,existem apenas quatrodessas empresas. Alémda Ecoagro, a OctanteSecu­ri­ti­zadora, a Gaia ea Agrosec. Todas elas,na capital paulista, ofe-recem CRA, um título de créditonominativo, de livre negociação, compagamento em dinheiro. Nessemodelo, a Ecoagro já estruturou,desde 2009, R$ 500 milhões em rece-bíveis, com concentração no setor degrãos no Centro-Oeste e noNordeste do Brasil. “O nosso CRA,além do prazo entre cinco e seteanos para pagamento, respeita ociclo de produção”, afirma MoacirTeixeira, sócio-fundador daEcoagro. Tro­cando em miúdos, ospagamentos são programados paraserem feitos de acordo com o tér-mino da safra. Para isso, a Ecoagromonitora todo o processo de cultivo,desde a qualidade do solo e do plan-tio até a colheita. “Fazemos issoantes da liberação do crédito, paraconhecer o perfil do cliente, e depois,para monitorar o desempenho, até aquitação do financiamento”, dizTeixeira. “Indiretamente, acabamosgerindo o negócio do agricultor.” AEcoagro tem ainda a terra e openhor de uma safra como garantiano negócio, além do monitoramento.Segundo o agri­cul­tor Com­pa­rim,embora seu pedido de financiamentotenha exigido a elaboração de umdossiê de mais de 500 páginas pelaEcoagro, o crédito para a comprados pivôs de irrigação foi aprovadoem apenas dois dias. “Se fosse emum banco, teria de investir na ela-boração de projetos, sem nem aomenos saber se sairia o financia-mento”, diz o agricultor. “Não tivecusto nenhum com o estudo.” Deacordo com Teixeira, da Ecoagro, asecuritizadora como figurade estruturação é forte erespeita certos critérios,como os da Comissão deValores Mobiliários (CVM)e ainda realiza ofertapública. Mesmo porque,qualquer pessoa, inclusive afísica, pode ser um investi-dor e contar com isenção deImposto de Renda (IR). Osfundos de pensão tambémtêm mostrado interesse eminvestir no agribusiness,mas nada se compara, ainda deacordo com Teixeira, aos investidoresestrangeiros. “Esses são os grandesinvestidores”, diz. “Eles entendem etêm uma visão de longo prazo.”Outro perfil de investidor que tam-bém está de olho no agronegócio,mesmo sem nunca ter pisado em umafazenda, são as famílias ricas, comseus family offices.De acordo com Curtis Smith,responsável no Brasil pela áreade corporate trust do banco BNYMellon, no último ano a demandapara registro e custódia para oagronegócio tem crescido muito.Em número de clientes, porexemplo, no BNY Mellon, járepresenta 25% da carteira.“Estou satisfeito de ver que onosso mercado está indo para ocaminho do agronegócio”, diz.O que falta agora para Teixeira étrabalhar em parceria com o BancoNacional de DesenvolvimentoEconômico e Social (BNDES). “Elespossuem linhas que não estão aloca-das. A securitizadora pode fazerisso”, afirma. “Podemos criar subor-dinação, assumir o risco e pulverizaresse dinheiro.”Teixeira:estudo de500páginas é oprimeiropasso paraa liberçãodo créditodinheiro rural/104-junho-201392R$ 115 bilhões é o que oPaís oferece em financiamentoR$ 17 milhões foramdestinados à compra de15 pivôs de irrigaçãoOs caminhospara o créditoCRA direto para oagricultorR$ 500 milhões foramconcedidos pela Ecoagro14,7 mil hectares comportam70 pivôs de irrigação12 pivôs já estãoem funcionamentofoto:RafaelHupsel/Ag.Istoé