TRABALHO ARTES-MISSAO ARTISTICA FRANCESA NO BRASIL
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  • Parabens, muito bom, ótimo trabalho de uma menina culta que dá gosto ver um trabalho dessa categoria!!
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  • Você é uma mina de ouro. Falo não literalmente, mas culturalmente. De onde vem tanta informação? A cultura luso-afro-brasiliana agradece muito!
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TRABALHO ARTES-MISSAO ARTISTICA FRANCESA NO BRASIL TRABALHO ARTES-MISSAO ARTISTICA FRANCESA NO BRASIL Presentation Transcript

  • TRABALHO DE ARTES: Missão Artística Francesa no Brasil Aluna: Alessandra Negrini Dalla Barba Série: 3ºMK Profª Vera Londrina – PR 2008
  • Início do século XIX
    • O início do século XIX no Brasil é marcado pela chegada da família real portuguesa, que fugia do conflito entre França e Inglaterra.
    • D. João VI começou uma série de reformas administrativas, sócio-econômicas e culturais no país, criando as primeiras fábricas e instituições.
    • A partir de então, o Brasil começa a receber forte influência da cultura européia. Essa tendência europeizante da cultura da colônia se afirma ainda mais com a chegada da Missão Artística Francesa, oito anos após a vinda da família real.
  • Missão Artística Francesa
    • A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil em 1816, chefiada por Joachin Lebreton. Dela faziam parte, entre outros artistas, Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret e Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny.
    • Esse grupo organizou a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios, que, após ter recebido diversos nomes, passou a ser chamada, em 1826, de Imperial Academia e Escola de Belas-Artes.
  • 1ª Geração Jean-Baptiste Debret (1768-1830)
  • Jean-Baptiste Debret
    • Debret é certamente o artista da Missão Artística Francesa mais conhecido pelos brasileiros, pois seus trabalhos, que documentam a vida no Brasil durante o século XIX, são muito reproduzidos nos livros escolares.
    • Em 1791, Debret já era um artista premiado na Europa e, nos primeiros anos do século XIX, recebia encomendas da corte francesa para pintar quadros com temas relacionados ao Imperador Napoleão. Em 1816, tendo decidido viajar, veio para o Brasil, aqui permanecendo até 1831.
    • A obra que realizou no Brasil foi imensa: retratos da família real, não esquecendo de destacar a forte presença dos escravos, pinturas de cenário para o Teatro São João e trabalhos de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para festas públicas e oficiais, como para as solenidades da aclamação de Dom João VI. Foi também professor de Pintura Histórica da Academia de Belas-Artes e realizador da primeira exposição de arte no Brasil, inaugurada em 2 de dezembro de 1829.
  • Viagem Pitoresca e Histórica pelo Brasil
    • O francês Jean-Baptiste Debret esteve no Brasil entre 1816 e 1831, quando elaborou uma série de "pranchas"(desenhos) que foram inseridas na sua obra Voyage Pitoresque et Historique au Brésil (Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil), organizada e escrita depois de seu retorno para a França. A publicação ocorreu em Paris, em 1834, por Firmin Didot Frères.
    • Na sua volta à França, muitos amigos o incentivaram a lançar uma obra literária relatando sua viagem, tomando como base seus desenhos e notas feitos no Brasil. Para viabilizar a publicação, o francês elaborou textos que complementavam as imagens.
    • Debret afirma nos seus escritos que desejava "compor uma verdadeira obra histórica brasileira, em que se desenvolve progressivamente uma civilização que já honra esse povo, naturalmente dotado das mais preciosas qualidades, o bastante para merecer um paralelo vantajoso com as nações mais brilhantes do antigo continente". Para o artista, suas pinturas e notas deveriam ser bastante impessoais, não registrando suas impressões, devendo, portanto, retratar a natureza e a realidade como verdadeiros documentos históricos e cosmográficos.
    • Voyage Pitoresque et Historique au Brésil foi traduzida para o português por Sérgio Milliet em meados do século XX e é composta por três tomos. O primeiro apresenta os índios e aspectos da mata e de outras formações vegetais nativas; o segundo volume concentra-se nos escravos negros, no pequeno trabalho urbano e nos artesãos e nas práticas agrícolas da época; o terceiro trata de cenas do cotidiano, das manifestações culturais como as festas e as tradições populares.
  • Primeiro Volume
  • ← Família de um Chefe Camacã preparando-se para uma festa Bugres, Província de Santa Catarina ->
    • Neste primeiro volume, ele procurou retratar a vida dos índios no Brasil e os locais em que estes viviam, principalmente as matas. Ele retratou com muita fidelidade as pessoas e os lugares, detalhando cada planta, roupa, objeto ou qualquer outra coisa que representou em sua obra. Dentro desse volume, além das várias obras, ele colocou alguns desenhos dos objetos indígenas, suas casas, e até mesmo a aparência de alguns selvagens. Este primeiro volume foi uma espécie de descrição dos índios que viviam no Brasil na época.
  • Cabanas indígenas Cabeças de diferentes tribos selvagens
  • Segundo Volume
  • ← Mercado da Rua do Valongo Sapataria ->
    • No segundo volume, Debret retratou a cidade do Rio de Janeiro e as pessoas que ali vivam, principalmente os negros. Ele inicia mostrando a vista do Rio de Janeiro e depois começa a mostrar a sociedade, sempre com enfoque nos escravos. Há obras retratando o que os negros faziam, qual era sua aparência e como os brancos os tratavam, sempre representando fielmente a realidade, com todos os detalhes que esta possui.
  • Vista geral da cidade do Rio de Janeiro tomada da enseada da Praia Grande Escravas negras de diferentes nações
  • Terceiro Volume
  • Coroação de Dom Pedro, Imperador do Brasil Folia do Divino
    • No terceiro volume, o artista retratou principalmente as festas, ainda mostrando a participação dos negros na sociedade e como era grande a influência da igreja sobre a sociedade daquela época. Neste volume ele também retratou muito a nobreza, representando a coroação de alguns imperadores e as vestimentas dos oficiais do exército. Este volume foi uma descrição do Rio de Janeiro de modo geral, levando em consideração todas as classes sociais, criando, dessa forma, um retrato do Brasil.
  • Uniformes militares Casamento de negros escravos de uma casa rica - Enterro de um negrinho
  • 2ª Geração Pedro Am é rico de Figueiredo e Melo (1843-1905)
  • Pedro Am é rico de Figueiredo e Melo
    • Pedro Am é rico de Figueiredo e Melo nasceu em Areia, Estado da Paraíba. Com apenas 10 anos, foi escolhido como desenhista da missão científica do naturalista francês Louis Jacques Brunet, para estudar a flora e da fauna do Nordeste do Brasil. Em 1854 passou a morar no Rio de Janeiro, onde freqüentou o Colégio Pedro II e, depois, a Academia de Belas-Artes. Entre os anos de 1859 e 1864 estudou na Escola de Belas-Artes de Paris, sob o patrocínio de Dom Pedro II. Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou imponentes retratos.
    • Na capital francesa, cursou filosofia e literatura na Universidade Sorbonne, além de iniciar o estudo da física no Instituto Ganot. Também escreveu poemas, estudos e romances. Seu ensaio sobre a "Refutação da Vida de Jesus por Renan" valeu-lhe a comenda papal da Ordem do Santo Sepulcro. Entre suas obras literárias e filosóficas, destacam-se "A Reforma da Academia de Belas Artes de Paris", "Discursos sobre a Estética e Ciência e os Sistemas“. Obteve o doutorado em ciências físicas em Bruxelas, na Bélgica. Antes de voltar ao Brasil, passou por Lisboa, onde se casou com a filha do Conde de Porto Alegre. No Rio, tornou-se professor de desenho da Academia Imperial de Belas Artes. A seguir, ganhou a cátedra de história da arte, estética e arqueologia .
    • O quadro O Grito do Ipiranga, atualmente no Museu Paulista, é a obra mais divulgada de Pedro Américo. Trata-se de uma enorme tela retangular que mostra Dom Pedro I proclamando a Independência do Brasil. Atrás dele estão seus acompanhantes: à direita e à frente do grupo principal, num grande semicírculo, estão os cavaleiros da comitiva; à esquerda, e em contraponto aos cavaleiros, está um longo carro de boi guiado por um homem do campo que olha a cena curioso. Movimento e impotência fazem do gesto de Dom Pedro I, na concepção do pintor, um movimento privilegiado da História do Brasil.
  • Independência ou Morte – O Grito do Ipiranga (1888)
    • A pintura de Pedro Américo é, sem dúvida, acadêmica e ligada ao Neoclassicismo. Mesmo tendo estado na Europa numa época em que já começavam as manifestações impressionistas, sua produção manteve-se fiel aos princípios da Imperial Academia de Belas-Artes.
    • Seus quadros mais conhecidos são Batalha do Avaí, O Grito do Ipiranga, Judith e Holofernes, Rabequista Árabe, Tirandentes esquartejado. A Batalha do Avaí, segundo Cardoso de Oliveira, seu biógrafo, é considerada uma das mais notáveis obras-primas da arte mundial. Com 48 metros quadrados, a pintura representa a batalha da guerra do Paraguai. Os personagens de maior destaque na cena são o Duque de Caxias e o general Osório, este no momento em que é atingido por um tiro na boca.
    • Eleito deputado na Assembléia Constituinte de 1890, apresentou projetos de interesse cultural. Em 1900, em Florença, pintou "Paz e Concórdia", a grande tela alegórica que foi seu último trabalho e está exposta no Palácio do Itamarati, em Brasília.
    • Américo foi um dos mais famosos artistas de sua época e é um dos principais nomes da pintura histórica brasileira. Morreu em Florença, aos 62 anos, e foi enterrado na Paraíba, a pedido do governo do estado.
  • Batalha do Avaí (1872-1877)
  • Rabequista Árabe (1884)
  • Pax et Concordia – Paz e Concórdia (1895)
  • 3ª Geração João Zeferino da Costa (1840-1916)
    • Em 1857 ingressou na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), onde se destacou como aluno de Victor Meirelles.
    • Participou das exposições da AIBA, nos quais obteve as seguintes premiações: medalha de prata em 1859, medalha de ouro em 1860, grande medalha de prata em 1866 e prêmio de viagem à Europa em 1868, com o qual viajou para Roma.
    • A 19 de julho de 1868 estava em Roma, matriculando-se logo depois na classe de Cesare Mariani na Academia de São Lucas. Mariani, antigo aluno de Tomasso Minardi, gozava de boa reputação como pintor de história e como decorador de igrejas, e foi quem certamente incutiu em Zeferino o amor ao assunto sacro e às grandes decorações religiosas em que mais tarde se notabilizaria. Durante seu curso em Roma, Zeferino ganhou dois primeiros prêmios em pintura histórica e de nu. Foi durante essa longa permanência na Europa que o artista brasileiro produziu algumas de suas obras mais importantes, como A Caridade, O óbolo da viúva e A Pompeana.
    • Retornando em 1877 ao Brasil, substituiu temporariamente Victor Meirelles na cadeira de Pintura histórica na AIBA. Zeferino foi nomeado professor da Academia , lecionando nas cadeiras de desenho, de pintura de paisagem e de desenho de modelo vivo, já na então chamada Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Zeferino manteve-se nesta profissão praticamente até o fim de sua vida, mostrando-se de grande dedicação e contribuindo para o aprimoramento de inúmeros artistas.
    • Uma das grandes oportunidades de sua carreira artística se apresentou quando, concluída a construção da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, com a adição da nova cúpula desenhada por Daniel Pedro Ferro Cardoso, pensou-se em decorá-la com pinturas que evocassem o milagre ocorrido, séculos antes, a Antônio Martins de Palma e Leonor Gonçalves. De início, a idéia era confiar a decoração a pintores italianos, mas, por sugestão do próprio Dom Pedro II, foi a tarefa entregue a Zeferino da Costa. Realizando também as decorações para o teto da capela-mor, Zeferino fixou, nos seis imensos painéis que ornamentam a nave da igreja, a história do milagre. Nos trabalhos decorativos da Candelária, Zeferino contou com a colaboração de diversos de seus ex-alunos da Academia.
  • Teto da cúpula da Igreja da Candelária
    • Em seis imensos painéis fixou Zeferino a história do milagre: A Partida de Palma, A Tempestade, A Chegada ao Rio de Janeiro, A Inauguração da Capela, O Lançamento da Pedra Fundamental da Igreja e A Sagração Solene, estendendo-se o trabalho (no qual teve a colaboração de diversos alunos, como Castagneto e Oscar Pereira da Silva) de 1880 a 1883.
    • Comentando tal obra, afirmou Araújo Viana: “A composição, em seu conjunto, não tem rival no Rio de Janeiro, quanto à magnitude dos assuntos tratados com uma técnica admirável, quanto às reconstituições arqueológicas constantes dos painéis das naves, quanto às dificuldades de perspectiva vencidas nas concavidades ou curvaturas dos tetos, naturalmente por estudos prévios em cartões, onde Zeferino da Costa seguiu à risca as lições dos mestres da pintura histórica.”
    • Do ponto de vista artístico, e vista como um todo, a pintura de Zeferino da Costa parece-nos fria e sem vibração. Como tantos pintores da época, Zeferino concedeu toda a prioridade à forma, ao desenho, negligenciando a cor e a textura. O resultado é uma obra tecnicamente correta, na boa tradição européia, mas a que falta emoção.
    • Nas grandes decorações da Candelária portou-se com a costumeira perícia, resolvendo grandes espaços com auxílio de um desenho sólido e de discreta palheta; mas não foi propriamente dotado de sentimento para a pintura religiosa.
  • A Caridade
  • FONTES
    • http://www.pitoresco.com.br
    • http://www.bibvirt.futuro.usp.br
    • http://www.dezenovevinte.net
    • http://www.google.com.br
    • http://www.yahoo.com.br
    • http://www.e-biografias.net
    • http://pt.wikipedia.org
    • Livro História da Arte – Graça Proença