Manual do mestre   economia micro e macro
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  • 1. ECONOMIA MICRO E MACRO ECONOMIAMICRO E MACRO 1
  • 2. ECONOMIA MICRO E MACRO EDITORA ATLAS S.A.Rua Conselheiro Nébias, 1384 (Campos Elísios) 01203-904 São Paulo (SP) Tel.: (0_ _11) 221-9144 (PABX) www.atlasnet.com.br 2
  • 3. ECONOMIA MICRO E MACROMARCO ANTONIO SANDOVAL DE VASCONCELLOS ECONOMIA MICRO E MACRO Respostas das Questões Propostas e Questões Adicionais Livro do Mestre SÃO PAULO EDITORA ATLAS S.A. – 2001 3
  • 4. ECONOMIA MICRO E MACRO 2000 by EDITORA ATLAS S.A. Composição: Set-up Time Artes Gráficas E-mails da Editora AtlasVendase-mail: vendas@edatlas.com.brMarketing Diretoe-mail: mkt@edatlas.com.brPromoçãoe-mail: promo@edatlas.com.brEditoriale-mail: edatlas@edatlas.com.br fernando@edatlas.com.brEditorial Jurídicoe-mail: juridico@edatlas.com.brProduçãoe-mail: producao@edatlas.com.brCPD/Internete-mail: klaber@atlasnet.com.brLivraria Atlase-mail: livatlas@livatlas.com.brHome Page: http://www.livatlas.com.br 4
  • 5. ECONOMIA MICRO E MACRO SUMÁRIOPrefácioParte I – Introdução à economia1 INTRODUÇÃO À ECONOMIA Questões propostas Questões adicionaisParte II – Microeconomia2 DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO Questões propostas Questões adicionais3 ELASTICIDADES Questões propostas Questões adicionais4 APLICAÇÕES: INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE VENDAS E FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOS Questões propostas Questões adicionais5 PRODUÇÃO Questões propostas Questões adicionais6 CUSTOS DE PRODUÇÃO Questões propostas Questões adicionais7 ESTRUTURAS DE MERCADO Questões propostas Questões adicionais 5
  • 6. ECONOMIA MICRO E MACROParte III – Macroeconomia8 FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICA Questões propostas Questões adicionais9 CONTABILIDADE SOCIAL Questões propostas Questões adicionais10 DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE RENDA E PRODUTO NACIONAIS; O MERCADO DE BENS E SERVIÇOS Questões propostas Questões adicionais11 O LADO MONETÁRIO DA ECONOMIA Questões propostas Questões adicionais12 INTERLIGAÇÃO ENTRE O LADO REAL E O LADO MONETÁRIO – ANÁLISE IS-LM Questões propostas Questões adicionais13 INFLAÇÃO Questões propostas Questões adicionais14 O SETOR EXTERNO Questões propostas Questões adicionais15 POLÍTICA FISCAL E DÉFICIT PÚBLICO Questões propostas Questões adicionais16 NOÇÕES DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Questões propostas Questões adicionais 6
  • 7. ECONOMIA MICRO E MACRO PREFÁCIO Todas as questões de múltipla escolha propostas no livro-textosão resolvidas a seguir. Em sua quase totalidade, são perguntasretiradas de concursos públicos, particularmente da área fiscal. Incluímos um conjunto de novas questões de múltipla escolha,que poderão ser utilizadas nas provas de aproveitamento. Julgamos desnecessário incluir as questões de revisão, já queas respostas encontram-se diretamente no próprio texto doscapítulos. Brevemente, incluiremos mais um conjunto de novas questõesde múltipla escolha, bem como questões do tipo “falsa ou verdadeira”e perguntas discursivas. O Autor 7
  • 8. ECONOMIA MICRO E MACRO Parte I – Introdução à Economia 1 INTRODUÇÃO À ECONOMIAQUESTÕES PROPOSTAS1. O problema fundamental com o qual a Economia se preocupa é: a) A pobreza. b) O controle dos bens produzidos. c) A escassez. d) A taxação daqueles que recebem toda e qualquer espécie de renda. e) A estrutura de mercado de uma economia. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A escassez é o problema fundamental da Economia, porque,dadas as necessidades humanas ilimitadas, deve-se buscar a melhorutilização dos recursos físicos escassos (fatores de produção, comoterra, capital e trabalho) na tentativa de suprir tais necessidades.2. Os três problemas econômicos relativos a “o quê”, “como”, e “para quem” produzir existem: a) Apenas nas sociedades de planejamento centralizado. b) Apenas nas sociedades de “livre empresa” ou capitalistas, nas quais o problema da escolha é mais agudo. 8
  • 9. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Em todas as sociedades, não importando seu grau de desenvolvimento ou sua forma de organização política. d) Apenas nas sociedades “subdesenvolvidas”, uma vez que desenvolvimento é, em grande parte, enfrentar esses três problemas. e) Todas as respostas anteriores estão corretas. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Os três problemas econômicos relativos a “o quê”, “como” e“para quem” produzir existem em todas as sociedades, nãoimportando seu grau de desenvolvimento ou sua forma deorganização política. Isso porque os recursos produtivos são escassos,e as necessidades sempre se renovam, mesmo em países mais ricos.3. Em um sistema de livre iniciativa privada, o sistema de preços restabelece a posição de equilíbrio: a) Por meio da concorrência entre compradores, quando houver excesso de demanda. b) Por meio da concorrência entre vendedores, quando houver excesso de demanda. c) Por pressões para baixo e para cima nos preços, tais que acabem, respectivamente, com o excesso de demanda e com o excesso de oferta. d) Por meio de pressões sobre os preços que aumentam a quantidade demandada e diminuem a quantidade ofertada e diminuem a demanda, quando há excesso de demanda. e) Todas as alternativas anteriores são falsas. RESPOSTA: alternativa d. Solução: O sistema de preços na livre iniciativa privada restabelece oequilíbrio tanto pela concorrência entre compradores, quanto entrevendedores (alternativas a e b incompletas). Quando ocorre excesso deoferta, os preços são pressionados para baixo, de forma a diminuir aquantidade ofertada e aumentar a demandada. Quando há excesso dedemanda, os preços são pressionados para cima, de forma aaumentar a quantidade ofertada e diminuir a demandada. Portanto, aalternativa c é falsa, sendo correta somente a alternativa d. 9
  • 10. ECONOMIA MICRO E MACRO4. A “Curva de Possibilidades de Produção” é utilizada nos manuais de economia para ilustrar um dos problemas fundamentais do sistema econômico: por um lado, os recursos são limitados (escassez) e não podem satisfazer a todas as necessidades ou desejos; por outro, é necessário realizar escolhas. Essa curva, quando construída para dois bens, mostra: a) Os desejos dos indivíduos perante a produção total desses dois bens. b) A quantidade total produzida desses dois bens em função do emprego total da mão-de-obra. c) A quantidade disponível desses dois bens em função das necessidades dos indivíduos dessa sociedade. d) Quanto se pode produzir dos bens com as quantidades de trabalho, capital e terra existentes e com determinada tecnologia. e) A impossibilidade de atender às necessidades dessa sociedade, visto que os recursos são escassos. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A “Curva de Possibilidades de Produção” (ou Curva deTransformação) mostra quanto se pode produzir dos bens com asquantidades de trabalho, capital e terra existentes e com determinadatecnologia. Supondo apenas dois bens, X e Y, essa curva pode sermostrada graficamente como segue: B em Y .E . B A . .D .C 0 10 B em X
  • 11. ECONOMIA MICRO E MACRO Os pontos A, B e C representam combinações de produçõesalternativas de X e Y em que todos os recursos produtivos estão sendoutilizados (pleno emprego dos fatores de produção). A escolha de umadas infinitas alternativas disponíveis em cima da curva dependerá daspreferências da sociedade. No ponto D, a sociedade não está ocupando totalmente seusrecursos (desemprego de fatores de produção). O ponto E não pode seratingido com os recursos atualmente disponíveis; isso só ocorrerá como aumento desses recursos, ou com progresso tecnológico. Deve ser observado que essa curva diz respeito às alternativasde produção (oferta), o que elimina as alternativas a e c, que sereferem aos desejos e necessidades do consumo (demanda).5. Dada a curva de possibilidades de produção, aponte a alternativa errada: B em X . B 15 .D . A 10 .C .E 0 B em Y 57 59 a) A economia não pode atingir B, com os recursos de que dispõe. b) O custo de oportunidade de passar de C para D é zero. c) O custo de oportunidade de aumentar a produção de X em 5, a partir do ponto E, é igual a 2 unidades de Y. d) Nos pontos C e D, a economia apresenta recursos produtivos desempregados. 11
  • 12. ECONOMIA MICRO E MACRO e) Somente as alternativas a, b e d estão corretas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: O custo de oportunidade é o grau de sacrifício da sociedade, aoaumentar a produção de um bem, medido em termos da produçãoalternativa sacrificada. Por exemplo, no gráfico, o custo deoportunidades de produzir-se mais 2 unidades de Y são as 5 unidadesde X sacrificadas. Analogamente, o custo de oportunidade deproduzir-se mais 5 unidades de X são 2 unidades de Y sacrificadas. Dessa forma, as quatro primeiras alternativas da questão estãocorretas: • alternativa a: de fato, a curva de possibilidades de produção mostra a produção máxima, com recursos existentes. O ponto B só poderá ser atingido se houver ou um aumento dos recursos produtivos ou melhoria tecnológica; • alternativa b: os pontos antes da fronteira de possibilidades de produção indicam que há desemprego de fatores produtivos. Nesse caso, a economia pode passar do ponto C para D, aumentando a produção dos dois bens, sem sacrificar a produção de nenhum deles. Ou seja, o custo de oportunidades é zero; • alternativa c: correta. Analogamente, o custo de oportunidade de produzir mais 2 unidades de Y é igual a 5X, partindo do ponto A; • alternativa d: correta. Veja o comentário da alternativa b; • alternativa e: alternativa falsa, pois todas as outras quatro alternativas estão corretas (inclusive alternativa c).6. Assinale a afirmação falsa: a) Um modelo simplificado da economia classifica as unidades econômicas em “famílias” e “empresas”, que interagem em dois tipos de mercado: mercados de bens de consumo e serviços e mercado de fatores de produção. b) Os serviços dos fatores de produção fluem das famílias para as empresas, enquanto o fluxo contrário, de moeda, destina-se ao pagamento de salários; aluguéis, dividendos e juros. 12
  • 13. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Os mercados desempenham cinco funções principais: I. estabelecem valores ou preços; II. organizam a produção; III. distribuem a produção; IV. racionam os bens, limitando o consumo à produção; e V. prognosticam o futuro, indicando como manter e expandir a capacidade produtiva. d) A curva de possibilidade de produção dos bens X e Y mostra a quantidade mínima de X que deve ser produzida, para um dado nível de produção de Y, utilizando-se plenamente os recursos existentes. e) A inclinação da curva de possibilidades de produção dos bens X e Y mostra quantas unidades do bem X podem ser produzidas a mais, mediante uma redução do bem Y. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A curva de possibilidade de produção dos bens X e Y mostra aquantidade máxima de X que deve ser produzida, para um dado nívelde produção de Y, utilizando-se plenamente os recursos existentes. Épossível, contudo, produzir qualquer quantidade de X inferior aomáximo dado pela curva de possibilidades da produção. As demaisalternativas estão corretas e são auto-explicativas.QUESTÕES ADICIONAIS1. Em uma economia de mercado, os problemas do “o quê”, “quanto”, “como” e “para quem” deve ser produzido são resolvidos: a) Pelos representantes do povo, eleitos por meio do voto. b) Pelos preços dos serviços econômicos. c) Pelo mecanismo de preços. d) Pelos preços dos recursos econômicos. e) Pela quantidade dos fatores produtivos. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Em uma economia de mercado, os problemas do “o quê”,“quanto”, “como” e “para quem” deve ser produzido são resolvidospelo mecanismo de preços. 13
  • 14. ECONOMIA MICRO E MACRO No mercado de bens e serviços, determina-se o quê e quantoproduzir, a partir da oferta dos produtores e da procura dosconsumidores; no mercado de fatores de produção, determina-se paraquem produzir, isto é, a repartição de renda entre salários, juros,aluguéis e lucros. Como produzir resolve-se no âmbito das empresas(trata-se de questão de eficiência produtiva). Devemos destacar que, numa economia centralizada, osproblemas econômicos fundamentais são resolvidos por um ÓrgãoCentral de Planejamento, que faz um levantamento das necessidadesda população e um inventário dos recursos disponíveis.2. Em relação à curva de possibilidade de produção a seguir, uma das afirmações é falsa. Identifique-a. B em Y Y1 0 B em X X1 a) A curva de possibilidade de produção só se desloca a longo prazo, em função do aumento do número de ofertantes. b) Cada combinação de X e Y significa uma possibilidade de utilização ótima dos fatores produtivos. c) A produtividade física marginal de cada recurso produtivo decresce com a maior utilização de recursos produtivos da economia. d) Os fatores de produção são escassos. RESPOSTA: alternativa a. 14
  • 15. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: A alternativa a é falsa. A curva de possibilidades de produçãodesloca-se a longo prazo, em função do aumento da quantidade defatores de produção e do progresso tecnológico. As demais alternativas estão corretas. É oportuno umcomentário sobre a alternativa c. A produtividade física marginal é arazão entre a variação dos produtos sobre a variação na quantidadedo fator de produção (capital, mão-de-obra, terra). Como veremos noCapítulo 5 (Produção), segundo a lei dos rendimentos decrescentes, apartir de certo estágio, o produto total cresce a taxas menores que oacréscimo do fator variável de produção (ou seja, a produtividadefísica marginal do recurso decresce). Também é conhecida como leidos custos crescentes. Esse fato justifica o formato côncavo da curvade possibilidades de produção: com recursos plenamente empregados,para produzir mais unidades do bem Y, a sociedade precisa sacrificarquantidades cada vez maiores de X; ou seja, os custos detransformação são crescentes.3. Numa economia do tipo centralizado, os problemas econômicos fundamentais são resolvidos: a) Pela produção em grande escala de bens de consumo. b) Pelo sistema de preços. c) Pelo controle da curva de possibilidades de produção. d) Pelo planejamento da atividade econômica. e) N. r. a. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Diferentemente do que ocorre nas economias de mercado, emque os consumidores sinalizam as respostas para problemasfundamentais da economia, numa economia do tipo centralizado (ouplanificado) a decisão provém de um Órgão Central de Planejamento,responsável pelo planejamento da atividade econômica.4. Aponte a alternativa falsa. Os bens são procurados porque: a) São raros. b) São escassos. c) São livres. d) São ofertados. 15
  • 16. ECONOMIA MICRO E MACRO e) A alternativa c está errada. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Os bens não são livres pelo fato de não serem abundantes,mas, sim, raros (ou escassos). Portanto, a alternativa c é falsa.Observe que a alternativa e é verdadeira.5. Aponte a alternativa falsa: a) A curva de transformação da produção existe tanto numa economia de mercado como numa economia centralizada. b) Numa economia, é o sistema de preços que resolve o problema de escolher o ponto da curva de possibilidades de produção para a qual a economia será levada. c) Quanto menores forem as disponibilidades de recursos da economia, mais afastada da origem estará a curva de possibilidades de produção. d) Se os custos de oportunidade forem constantes, a curva de transformação será uma reta. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Uma economia com baixa disponibilidade de recursos nãoconsegue atingir o mesmo nível de produção que uma economia commais recursos (tudo o mais constante) e, portanto, sua curva depossibilidades de produção estará mais próxima da origem. 16
  • 17. ECONOMIA MICRO E MACRO Parte II – Microeconomia 2 DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADOQUESTÕES PROPOSTAS1. Assinale a alternativa correta: a) A macroeconomia analisa mercados específicos, enquanto a microeconomia analisa os grandes agregados. b) A hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da macroeconomia. c) No mercado de bens e serviços, são determinados os preços dos fatores de produção. d) A questão de “como produzir’’ é decidida no mercado de fatores de produção. 17
  • 18. ECONOMIA MICRO E MACRO e) Todas as alternativas estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: As alternativas a, b, c e d estão erradas. Estariam corretas sefossem colocadas como segue: • alternativa a: a macroeconomia analisa grandes agregados, enquanto a microeconomia analisa mercados específicos; • alternativa b: a hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da microeconomia; • alternativa c: no mercado de bens e serviços, são determinados os preços dos bens e serviços; • alternativa d: a questão de “como produzir’’ é decidida no âmbito das empresas.2. Se o produto A é um bem normal e o produto B é um bem inferior, um aumento da renda do consumidor provavelmente: a) Aumentará a quantidade demandada de A, enquanto a de B permanecerá constante. b) Aumentarão simultaneamente os preços de A e B. c) O consumo de B diminuirá e o de A crescerá. d) Os consumos dos dois bens aumentarão. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Se o produto A é um bem normal e o produto B é um beminferior, com um aumento da renda do consumidor o consumo de Bdiminuirá e o de A crescerá. Na alternativa a, o bem A é normal e o B é um bem de consumosaciado, cujo consumo permanece inalterado, quando a renda doconsumidor aumenta. Exemplos aproximados: sal, açúcar, farinhaetc.3. Assinale os fatores mais importantes, que afetam as quantidades procuradas: a) Preço e durabilidade do bem. b) Preço do bem, renda do consumidor, custos de produção. 18
  • 19. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Preço do bem, preços dos bens substitutos e complementares, renda e preferência do consumidor. d) Renda do consumidor, custos de produção. e) Preço do bem, preços dos bens substitutos e complementares, custos de produção, preferência dos consumidores. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Os fatores mais importantes que afetam as quantidadesprocuradas são o preço do bem, os preços dos bens substitutos ecomplementares, a renda e as preferências dos consumidores. Oscustos, citados em três alternativas, afetam as quantidades ofertadas,não as procuradas.4. O efeito total de uma variação no preço é a soma de: a) Efeito substituição e efeito preço. b) Efeito substituição e efeito renda. c) Efeito renda e efeito preço. d) Efeito preço, efeito renda e efeito substituição. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: O efeito de uma variação do preço é chamado de efeito preço e éa soma dos efeitos substituição e renda.5. O leite torna-se mais barato e seu consumo aumenta. Paralelamente, o consumidor diminui sua demanda de chá. Leite e chá são bens: a) Complementares. b) Substitutos. c) Independentes. d) Inferiores. e) De Giffen. RESPOSTA: alternativa b. 19
  • 20. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Leite e chá são bens substitutos, visto que quando o preço doleite cai ocorre aumento da demanda de chá.6. Dada a função demanda de x: Dx = 30 – 0,3 px + 0,7 py + 1,3Rsendo px e py os preços dos bens x e y, e R a renda dos consumidores,assinale a alternativa correta: a) O bem x é um bem inferior, e x e y são bens complementares. b) O bem y é um bem normal, e x e y são bens substitutos. c) Os bens x e y são complementares, e x é um bem normal. d) Os bens x e y são substitutos, e x é um bem normal. e) Os bens x e y são substitutos, e x é um bem inferior. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Observando apenas os sinais dos coeficientes, o sinal positivodo coeficiente da renda indica que há uma relação direta entre arenda do consumidor (R) e a demanda do bem x, o que revela que x éum bem normal (isso já elimina as alternativas a e e). O sinal positivo do coeficiente do preço do bem y (py) indicarelação direta entre alteração no preço de y e a demanda de x (porexemplo, se aumenta o preço do guaraná, aumenta a demanda deCoca-Cola); ou seja, x e y são bens substitutos. Como não temos a função demanda de y, não podemos saberse y é um bem normal ou inferior, o que elimina a alternativa b.Sabemos apenas que y é um bem substituto de x.7. Supondo o preço do bem no eixo vertical e a quantidade ofertada no eixo horizontal, podemos afirmar que, coeteris paribus: a) A curva de oferta desloca-se para a direita quando o preço do bem aumenta. b) A curva de oferta desloca-se para a esquerda quando o preço do bem cai. 20
  • 21. ECONOMIA MICRO E MACRO c) A curva de oferta desloca-se para a direita quando aumentam os custos de produção. d) A quantidade ofertada aumenta quando o preço do bem aumenta, coeteris paribus. e) Todas as alternativas estão corretas. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Supondo o preço do bem no eixo vertical e a quantidadeofertada no eixo horizontal, podemos afirmar que, coeteris paribus, aquantidade ofertada aumenta, quando o preço do bem aumenta,conforme mostra o gráfico a seguir: p S p’ pe E D 0 q qe 21
  • 22. ECONOMIA MICRO E MACRO As demais alternativas estão erradas. Quanto às alternativas ae b, a curva de oferta não se desloca quando o preço do bem cai ouaumenta. Ela só se desloca quando há mudanças em outros fatoresque afetam a oferta de um bem (preço de bens substitutos naprodução, custos, alterações tecnológicas, mudanças nos objetivos daempresa). No que se refere à alternativa c, a curva de oferta desloca-separa a esquerda quando aumentam os custos de produção (asquantidades anteriores têm que ser vendidas a preços mais elevados).8. Para fazer distinção entre oferta e quantidade ofertada, sabe- mos que: a) A oferta refere-se a alterações no preço do bem; e a quantidade ofertada, a alterações nas demais variáveis que afetam a oferta. b) A oferta refere-se a variações a longo prazo; e a quantidade ofertada, a mudança de curto prazo. c) A quantidade ofertada só varia em função de mudanças no preço do próprio bem, enquanto a oferta varia quando ocorrerem mudanças nas demais variáveis que afetam a oferta do bem. d) Não há diferença entre alterações na oferta e na quantidade ofertada. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Para fazer distinção entre oferta e quantidade ofertada,sabemos que a quantidade ofertada só varia em função de mudançasno preço do próprio bem, enquanto a oferta varia quando ocorreremmudanças nas demais variáveis que afetam a oferta do bem.9. Assinale a alternativa correta, coeteris paribus: a) Um aumento da oferta diminui o preço e aumenta a quantidade demandada do bem. b) Uma diminuição da demanda aumenta o preço e diminui a quantidade ofertada e demandada do bem. 22
  • 23. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Um aumento da demanda aumenta o preço e diminui a oferta do bem. d) Um aumento da demanda aumenta o preço, a quantidade demandada e a oferta do bem. e) Todas as respostas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Um aumento da oferta causa uma queda no preço e aumenta aquantidade demandada (deslocamento sobre a curva de demandapara a direita do equilíbrio anterior). As alternativas b, c e d seriamcorretas se afirmassem: • alternativa b: uma diminuição da demanda diminui o preço e a quantidade ofertada do bem; • alternativa c: um aumento da demanda aumenta o preço e a quantidade ofertada do bem; • alternativa d: um aumento da demanda aumenta o preço e a quantidade ofertada do bem.10. O aumento do poder aquisitivo, basicamente determinado pelo crescimento da renda disponível da coletividade, poderá provocar a expansão da procura de determinado produto. Evidentemente, o preço de equilíbrio: a) Deslocar-se-á da posição de equilíbrio inicial para um nível mais alto, se não houver possibilidade da expansão da oferta do produto. b) Cairá do ponto inicial para uma posição mais baixa, se a oferta do produto permanecer inalterada. c) Permanecerá inalterado, pois as variações de quantidades procuradas se realizam ao longo da curva inicialmente definida. d) Permanecerá inalterado, pois as variações de quantidades ofertadas se realizam ao longo da curva inicialmente definida. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Solução: 23
  • 24. ECONOMIA MICRO E MACRO O aumento do poder aquisitivo, basicamente determinado pelocrescimento da renda disponível da coletividade, poderá provocar aexpansão da procura de determinado produto. Evidentemente, o preçode equilíbrio deslocar-se-á da posição de equilíbrio inicial para umnível mais alto, se não houver possibilidade da expansão da oferta doproduto. Graficamente: p S p’ p D’ D q q q’11. Dado o diagrama a seguir, representativo do equilíbrio no p reço de X S X (oferta d e X ) 24 P X (d em an d a d e X ) 0 qu an tid ad e de X
  • 25. ECONOMIA MICRO E MACRO mercado do bem X, assinale a alternativa correta. a) X é um bem de Giffen. b) Tudo o mais constante, o ingresso de empresas produtoras no mercado do bem X provocaria elevação do preço de equilíbrio desse bem. c) O mercado do bem X é caracterizado por concorrência perfeita. d) Tudo o mais constante, um aumento da renda dos consumidores provocaria um aumento no preço de equilíbrio do bem X, se este for inferior. e) Tudo o mais constante, a diminuição do preço do bem Y, substituto do bem X, levará a um aumento do preço de equilíbrio de X. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Vejamos cada alternativa: • alternativa a: errada. Seria um bem de Giffen se a curva de demanda fosse positivamente inclinada. E bem de Giffen é a única exceção à lei geral da demanda (pela qual há relação inversamente proporcional entre quantidade demandada e preço, coeteris paribus); • alternativa b: errada. O ingresso de mais empresas aumentaria a oferta e, dada a demanda, o preço de equilíbrio cairia; • alternativa c: correta. O preço é determinado pelo mercado, sem interferências. A existência de uma curva de oferta já indica ser um mercado competitivo, ou em concorrência perfeita (ver Capítulo 7); • alternativa d: errada. O preço de equilíbrio aumentaria se X fosse um bem normal; • alternativa e: errada. A diminuição do preço de um bem substituto Y levará a um deslocamento da demanda de X para a esquerda (queda) e, portanto, a uma queda no preço de X.12. Dadas as funções oferta e demanda do bem 1, D1 = 20 – 0,2p1 – p2 + 0,1 (R) 25
  • 26. ECONOMIA MICRO E MACRO S1 = 0,8p1e a renda do consumidor R = 1.000, o preço do bem 2p2 = 20, assinalea alternativa errada: a) O preço de equilíbrio do bem 1 é 100. b) A quantidade de equilíbrio do bem 1 é 80. c) Os bens 1 e 2 são bens complementares. d) O bem 2 é um bem normal. e) O bem 1 não é um bem inferior. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A quantidade e preço de equilíbrio são encontrados igualando-se a oferta e a demanda do bem. Fazendo as substituiçõesnecessárias, temos: D1 = S1 20 – 0,2p1 – 20 + 0,1 . 1.000 = 0,8p1 p1 = 100 Q = D1 = S1 = 0,8p1 Q = 0,8 . 100 Q = 80 Portanto, as alternativas a e b estão corretas. A alternativa ctambém está correta, o que é observado pelo sinal do coeficiente dopreço do bem 2, indicando uma relação inversa entre q1 e p2. Aalternativa e está correta, pois uma elevação da renda aumenta ademanda do bem (o bem 1 é normal, podendo-se dizer que não éinferior, como indica o coeficiente positivo da variável Renda). Aalternativa d é a incorreta porque não conhecemos a função demandado bem 2, e apenas do bem 1, pelo que não sabemos se o bem 2 é ounão um bem normal. (Nota: no gabarito do livro-texto, foi considerada erroneamentea alternativa b como sendo a certa. A correção será feita na segundaedição.) 26
  • 27. ECONOMIA MICRO E MACROQUESTÕES ADICIONAIS1. Assinale a alternativa errada: a) Os preços das mercadorias são determinados no mercado de bens e serviços. b) “Quanto’’ produzir é decidido no mercado de bens e serviços. c) “Para quem’’ produzir é decidido no mercado de fatores de produção. d) A questão de “como’’ produzir é decidida no âmbito das empresas. e) Todas as alternativas estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Somente os preços de bens e serviços são determinados nomercado de bens e serviços, e não todos os tipos de bens (comofatores de produção). Os problemas de “quanto”, “para quem” e“como” produzir são decididos no mercado de fatores, no mercado debens e serviços e no mercado de fatores, respectivamente. Portanto, asalternativas a, b, c e d estão erradas.2. O preço de equilíbrio para uma mercadoria é determinado: a) Pela demanda de mercado dessa mercadoria. b) Pela oferta de mercado dessa mercadoria. c) Pelo balanceamento das forças de demanda e oferta da mercadoria. d) Pelos custos de produção. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: O preço de equilíbrio para uma mercadoria é determinado pelasforças conjuntas de demanda e oferta da mercadoria. As alternativasa e b estão incompletas e a alternativa d diz respeito somente aofuncionamento da oferta da mercadoria.3. Uma mercadoria que é demandada em quantidades maiores, quando a renda do consumidor cai, é um: a) Bem normal. 27
  • 28. ECONOMIA MICRO E MACRO b) Bem inferior. c) Bem complementar. d) Bem substituto. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: É a própria definição de bem inferior. Seria um bem normal(alternativa a) se, quando a renda do consumidor caísse, a quantidadedemandada também caísse. Observe-se ainda que os conceitos de bem complementar esubstituto (alternativas c e d) não dizem respeito às variações derenda, mas às variações nos preços de outros bens. Bens substitutos ou concorrentes são os bens em que, quandoaumenta o preço de um, a quantidade demandada do outro tambémaumenta, coeteris paribus (tudo o mais constante). Exemplo: carne defrango e carne de vaca. Bens complementares (como camisa social egravata) são os bens nos quais a procura cai quando aumenta o preçodo outro, coeteris paribus.4. Assinale a alternativa correta: a) A curva de procura mostra como variam as compras dos consumidores quando variam os preços. b) Quando varia o preço de um bem, coeteris paribus, varia a demanda. c) A demanda depende basicamente do preço de mercado. As outras variáveis são menos importantes e supostas constantes. d) A quantidade demandada varia inversamente ao preço do bem, coeteris paribus. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A quantidade demandada varia inversamente ao preço do bem,coeteris paribus. 28
  • 29. ECONOMIA MICRO E MACRO A alternativa a não está correta, porque a procura é um desejo,uma aspiração, e não a compra efetiva. É como se o consumidorelaborasse uma tabela (uma escala) de preços e quantidades do bem.Ele escolherá aquela quantidade que maximizará sua satisfação, deacordo com suas possibilidades financeiras. A alternativa b estaria correta se se referisse à quantidadedemandada (movimento ao longo da curva), e não à demanda(deslocamento da curva de demanda). Vale lembrar que temosvariações na quantidade demandada, quando há mudanças no preçodo próprio bem, coeteris paribus (por exemplo, de A para B, no gráficoa seguir). p reço .B .A D1 D0 0 qu an tid ad e Quando ocorrem alterações em outras variáveis que afetam aprocura (preço de outros bens, renda e preferências do consumidor),há um deslocamento da curva (D0 para D1). Quanto à alternativa c não se pode dizer que as outrasvariáveis (renda, preços de bens substitutos e complementares, epreferências dos consumidores) sejam menos importantes e supostasconstantes.5. Dada uma diminuição no preço, há uma diminuição no consumo, coeteris paribus. O bem é: a) Normal. 29
  • 30. ECONOMIA MICRO E MACRO b) Inferior. c) Substituto. d) Complementar. e) De Giffen. RESPOSTA: alternativa e. Solução: As denominações normal e inferior dizem respeito a variaçõesde renda, e não de preço. As denominações complementar e substitutosomente têm sentido quando se fala de variação de preço de outrobem. Bem de Giffen é aquele cuja função demanda é positivamenteinclinada e, portanto, uma diminuição de preço provoca redução emseu consumo.6. Uma das maneiras de fazer distinção entre aumento da quantidade procurada e aumento da procura é dizer que o primeiro: a) Poderia resultar de uma queda de preço, enquanto o segundo, não. b) Não poderia resultar de um aumento de preço, enquanto o segundo, sim. c) Refere-se a um aumento de curto prazo na quantidade adquirida, e o segundo a um aumento de longo prazo. d) Provoca um aumento das despesas totais por parte dos compradores, enquanto o segundo, não. e) É essencialmente o mesmo que o segundo, à exceção de certa diferença na elasticidade-preço da procura. RESPOSTA: alternativa a. Solução: A variação da quantidade procurada depende única eexclusivamente do preço do bem e é representada pelo movimento aolongo da curva de demanda. A variação da procura depende de fatoresexógenos (como renda, preços dos substitutos e complementares etc.)e nunca do próprio preço do bem, sendo representada pelodeslocamento de toda a curva de demanda. 30
  • 31. ECONOMIA MICRO E MACRO7. Assinale o fator que não provoca deslocamento da curva de oferta de um bem. a) Alteração no preço do próprio bem. b) Alteração nos custos de produção. c) Alteração no preço de um bem substituto na produção. d) Alteração nos objetivos do empresário. e) Alterações na tecnologia de produção do bem. RESPOSTA: alternativa a. Solução: A alteração no preço do próprio bem provoca variação somenteda quantidade ofertada (deslocamento sobre a curva de oferta) e nãosobre a oferta (deslocamento da curva de oferta).8. O equilíbrio de mercado de um bem é determinado: a) Pelos preços dos fatores utilizados na produção do bem. b) Pela demanda de mercado do produto. c) Pela oferta de mercado do produto. d) Pelas quantidades de fatores utilizados na produção do bem. e) Pelo ponto de intersecção das curvas de demanda e da oferta do produto. RESPOSTA: alternativa e. Solução: O equilíbrio de mercado de um bem é determinado pelo pontode intersecção das curvas de demanda e da oferta do produto. Asdemais alternativas estão incompletas, não propriamente erradas.9. Num dado mercado, a oferta e a procura de um produto são dadas, respectivamente, pelas seguintes equações: Qs = 48 + 10P Qd = 300 – 8Ponde Qs, Qd e P representam, na ordem, a quantidade ofertada, aquantidade procurada e o preço do produto. A quantidadetransacionada nesse mercado, quando ele estiver em equilíbrio, será: a) 2 unidades. 31
  • 32. ECONOMIA MICRO E MACRO b) 188 unidades. c) 252 unidades. d) 14 unidades. e) 100 unidades. RESPOSTA: alternativa b. Solução: O preço e a quantidade de equilíbrio são obtidos igualando-se aquantidade ofertada (Qs) com a quantidade procurada (Qd). Temosentão: Qs = Qd 48 + 10P = 300 – 8P 18P = 252 P = 14 A quantidade transacionada pode ser obtida substituindo-se ovalor de P na equação de Qs ou de Qd. Qs = 48 + 10P = 48 + 10(14) = 188 Q = 188 32
  • 33. ECONOMIA MICRO E MACRO 3 ELASTICIDADESQUESTÕES PROPOSTAS1. Considerando-se os pontos A(p1,q1) = (12,8) e B(p2,q2) = (14,6), a elasticidade-preço da demanda no ponto médio é igual a: a) –7/13 b) +7/13 c) –13/7 d) +13/7 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Após encontrarmos o ponto médio M(p0, q0) = (13,7), calculamosa elasticidade-preço da demanda: P0 . ∆q P0 . (q1 – q0) 13 . (8 – 7) 13 Epp = = = = – q0 ∆p q0 p1 – p0 7 (12 – 13) 7 33
  • 34. ECONOMIA MICRO E MACRO2. Uma curva de procura exprime-se por p = 10 – 0,2q onde p representa o preço e q a quantidade. O mercado encontra-se em equilíbrio ao preço p = 2. O preço varia para p = 2,04, e, tudo o mais mantido constante, a quantidade equilibra-se em q = 39,8. A elasticidade-preço da demanda ao preço inicial de mercado é: a) 0,02 b) 0,05 c) – 0,48 d) – 0,25 e) 0,25 RESPOSTA: alternativa d. Solução: Dada a fórmula da elasticidade-preço da demanda ao preço deequilíbrio (ou usual) p0, temos: P0 . ∆q P0 . (q1 – q0) Epp = = q0 ∆p q0 q (p1 – p0) Pela equação de procura p = 10 – 0,2qpodemos encontrar q0. Uma vez que p0 = 2, temos q0 = 40. Substituindo os valores obtidos, na equação da elasticidade,temos: 2 .(39, – 40) 8 Epp = = – 0, ou Epp = | 0, 25 25| 40 (2, – 2) 04portanto, com Epp = – 0,25, a demanda é inelástica no ponto p0 = 2. 34
  • 35. ECONOMIA MICRO E MACRO3. Uma curva de demanda retilínea possui elasticidade-preço da procura igual a 1: a) Em todos os pontos. b) Na intersecção com o eixo dos preços. c) Na intersecção com o eixo das quantidades. d) No ponto médio do segmento. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Uma curva de demanda retilínea possui elasticidade-preço daprocura igual a 1 no ponto médio do segmento. Dado o gráfico aseguir, prova-se matematicamente, no apêndice a este capítulo, que aelasticidade-preço da demanda é igual a: segmento AC E pp = segmento BA p B dem anda el tca ás i . (ponto m édio) A dem anda i ás i nel tca C q 0segue-se que se: 35
  • 36. ECONOMIA MICRO E MACRO AC = BA ⇒ |Epp| = 1 (demanda de elasticidade unitária) AC > BA ⇒ |Epp| > 1 (demanda elástica) AC < BA ⇒ |Epp| < 1 (demanda inelástica)4. Aponte a alternativa correta: a) Quando o preço aumenta, a receita total aumenta, se a demanda for elástica, coeteris paribus. b) Quando o preço aumenta, a receita total diminui, se a demanda for inelástica, coeteris paribus. c) Quedas de preço de um bem redundarão em quedas da receita dos produtores desse bem, se a demanda for elástica, coeteris paribus d) Quedas de preço de um bem redundarão em aumentos de receita dos produtores desse bem, se a demanda for inelástica, coeteris paribus. e) Todas as alternativas anteriores são falsas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: As alternativas a, b, c e d são falsas. A receita total de vendas das empresas (que equivale aos gastosou dispêndios totais do consumidor) é dada por: RT = p . qonde: RT = receita total p = preço unitário de venda q = quantidade vendida A partir dessa expressão, parece claro que: • Demanda elástica: se p aumenta, q cai mais que proporcionalmente, RT cai; se p cai, q aumenta mais que proporcionalmente, RT aumenta. • Demanda inelástica: 36
  • 37. ECONOMIA MICRO E MACRO se p aumenta, q cai menos que proporcionalmente, RT aumenta; se p cai, q aumenta menos que proporcionalmente, RT cai. • Demanda de elasticidade unitária: a variação de p é idêntica (com sinal trocado) à variação de q, o que mantém a RT inalterada. Observamos então que as alternativas a, b, c e d são falsas e aalternativa e está correta.5. Quanto à função demanda, é correto afirmar: a) Um aumento no preço do bem deixará inalterada a quantidade demandada do bem, a menos que também seja aumentada a renda nominal do consumidor. b) Um aumento no preço do bem, tudo o mais constante, implicará aumento no dispêndio do consumidor com o bem, se a demanda for elástica com relação a variações no preço desse bem. c) Se essa equação for representada por uma linha reta negativamente inclinada, o coeficiente de elasticidade-preço será constante ao longo de toda essa reta. d) Se essa função for representada por uma linha reta paralela ao eixo dos preços, a elasticidade-preço da demanda será infinita. e) Se a demanda for absolutamente inelástica com relação a modificações no preço do bem, a função demanda será representada por uma reta paralela ao eixo dos preços. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Quando a curva de demanda é paralela ao eixo dos preços, aelasticidade-preço da demanda é zero (e, por definição, a demanda éabsolutamente inelástica). Significa que, qualquer que seja a variaçãode preços, a quantidade demandada não se altera. Quando a demanda é paralela ao eixo das quantidades, diz-seque ela é infinitamente elástica. Um exemplo é o mercado emconcorrência perfeita; como é mostrado no Capítulo 2, a demandapara as empresas individuais é dada pelo preço de mercado.6. Indique a afirmação correta. 37
  • 38. ECONOMIA MICRO E MACRO a) Um aumento na renda dos consumidores resultará em demanda mais alta de x, qualquer que seja o bem. b) Uma queda no preço de x, tudo o mais permanecendo constante, deixará inalterado o gasto dos consumidores com o bem, se a elasticidade-preço da demanda for igual a 1. c) O gasto total do consumidor atinge um máximo na faixa da curva de demanda pelo bem em que a elasticidade-preço é igual a zero. d) A elasticidade-preço da demanda pelo bem x independe da variedade de bens substitutos existentes no mercado. e) Um aumento no preço do bem y, substituto, deslocará a curva de demanda de x para a esquerda. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Uma queda no preço de x, tudo o mais permanecendoconstante, deixará inalterado o gasto dos consumidores com o bem,se a elasticidade-preço da demanda for igual a 1. Isso aconteceporque a queda de preço será proporcionalmente igual ao aumento daquantidade consumida. Dessa forma, o gasto dos consumidorespermanecerá constante.7. A curva de procura por determinado bem é expressa pela função Q = 1.000/P3. Pode-se afirmar que: a) Se o preço de mercado aumentar, os consumidores gastarão menos renda na aquisição desse mercado. b) Se o preço de mercado diminuir, os consumidores gastarão menos renda na aquisição desse produto. c) Se o preço de mercado aumentar, os consumidores gastarão mais renda na aquisição desse produto. d) Se o preço de mercado diminuir, os consumidores gastarão o mesmo volume de renda na aquisição do produto. e) O dispêndio total dos consumidores na aquisição do produto aumenta na mesma proporção do aumento do preço de mercado. RESPOSTA: alternativa a. Solução: 38
  • 39. ECONOMIA MICRO E MACRO A função demanda Q = 1.000/P3 pode ser reescrita como Q =1.000P–3, e trata-se de uma função potência (do tipo y = ax–b). Prova-sematematicamente no apêndice a este capítulo no livro texto que, emfunções potência, o expoente b da variável x (no exercício, o expoentedo preço, igual a –3) é a própria elasticidade-preço da demanda.Temos, então, uma demanda altamente elástica (um aumento nopreço de, digamos, 10% leva a uma queda da quantidade demandadade 30%, tudo o mais constante). Com a demanda elástica, se o preço do bem aumentar, osconsumidores gastarão menos renda na compra do bem, dado que aqueda na quantidade comprada será proporcionalmente maior que oaumento do preço do bem. Dessa forma, a alternativa a é a correta. Vale observar que a propriedade assinalada das funçõespotência aplica-se a quaisquer outras elasticidades, não apenas àelasticidade preço da demanda. Por exemplo, na função demanda: Q = 30p–0,8 R1,2onde R é a renda dos consumidores, a elasticidade-renda da demandaé igual a 1,2 (bem superior ou de luxo: um aumento de, digamos, 10%na renda levaria a um aumento de 12% na quantidade demandada,coeteris paribus).8. Se uma curva de procura é unitariamente elástica em todos os seus pontos, isso significa, com relação (a) à aparência gráfica da curva de procura e (b) aos gastos totais dos compradores para aquisição da mercadoria, que: a) A curva de procura é uma reta e que as despesas totais dos compradores são as mesmas em todos os níveis de preços. b) A curva de procura não é uma reta, e a despesa total dos compradores diminui quando o preço cai. c) A curva de procura é uma reta e, quando o preço cai, os gastos totais dos compradores aumentam primeiro e depois caem. d) A curva de procura não é uma reta e as despesas totais dos compradores aumentam quando o preço cai. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa e. 39
  • 40. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Nenhuma das respostas (a, b, c ou d) é correta. A curva deprocura não poderia ser uma reta (na qual seria impossível ter sempreelasticidade unitária) e as despesas totais dos compradores seriam asmesmas em todos os níveis de preços, pois um aumento percentualdo preço seria respondido por uma queda percentual da quantidadede mesma magnitude, não afetando as despesas.9. Calcular o coeficiente de elasticidade cruzada entre a procura dos produtos A e B, em certa localidade, sabendo-se que toda vez que há um acréscimo de 10% no preço de um, sua quantidade procurada diminui 8%, enquanto a quantidade procurada do outro, se seu preço permanece constante, aumenta 10%. O coeficiente será igual a: a) 10% b) 1 c) 2 d) 1/2 e) 11% RESPOSTA: alternativa b. Solução: A elasticidade-preço cruzada entre os bens A e B é igual a: variação percentual da quantidade procurada do bem A EppAB = variação percentual do preço do bem Bentão: 10% EppAB = =1 10% Os bens A e B são, portanto, substitutos (EppAB positiva).10. Aponte a alternativa correta: a) Se o preço variar em $ 2, e a quantidade demandada em 10 unidades, concluímos que a demanda é elástica. b) A elasticidade-preço cruzada entre dois bens é sempre positiva. 40
  • 41. ECONOMIA MICRO E MACRO c) A elasticidade-preço da demanda de sal é relativamente baixa. d) A elasticidade-preço da demanda de alimentos é, em geral, bastante elevada. e) A elasticidade-renda da demanda de manufaturados é relativamente baixa. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Neste caso, é conveniente analisarmos todas as alternativas: • alternativa a: é incorreta, pois cita somente um valor absoluto para preço e outro para quantidade. Portanto, a afirmação é inconclusiva no que diz respeito à elasticidade- preço da demanda; • alternativa b: a elasticidade-preço cruzada entre dois bens somente será positiva se os bens forem substitutos; • alternativa c: é correta, visto que bens essenciais, como o sal, têm elasticidade-preço relativamente baixa; • alternativa d: é incorreta, pois a elasticidade-preço da demanda, para bens essenciais, como os alimentos, costuma ser baixa; • alternativa e: é incorreta pois a elasticidade-renda de bens manufaturados é relativamente elevada (quanto mais elevada a renda, a tendência é aumentar mais o consumo de produtos manufaturados do que alimentos, cujo consumo tem limite fisiológico).QUESTÕES ADICIONAIS1. Se a curva de procura for de um tipo em que a redução de 10% no preço provoca um aumento de 5% na quantidade de mercadoria que o público adquire, nessa região da curva, a procura em relação ao preço será: a) Elástica. b) Unitariamente elástica. c) Infinitamente elástica. d) Inelástica, embora não perfeitamente. e) Totalmente inelástica ou anelástica. 41
  • 42. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa d. Solução: Trata-se de uma elasticidade-preço da procura igual a – 0,5,pois: + 5% Epp = = – 0,5 – 10% Ou seja, uma demanda pouco sensível (isto é, inelástica)quando o preço varia: a quantidade demandada varia menos queproporcionalmente à variação do preço, coeteris paribus.2. Se a elasticidade-preço cruzada entre dois bens é nula, os bens são: a) De primeira necessidade. b) Complementares. c) Substitutos. d) Independentes. e) Inferiores. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Se a elasticidade-preço cruzada entre dois bens é nula,significa que o aumento no preço de um deles não consegue afetar aquantidade demandada do outro, coeteris paribus. Já que o aumentodo preço de um bem em nada afeta o outro, os dois sãoindependentes.3. A elasticidade-renda da demanda é o quociente das variações percentuais entre: a) Renda e preço. b) Renda e quantidade demandada. c) Quantidade e preço. d) Quantidade e renda. e) Quantidade e preço de um bem complementar. RESPOSTA: alternativa d. Solução: 42
  • 43. ECONOMIA MICRO E MACRO A resposta vem da definição formal de elasticidade-renda, que é“a variação percentual na quantidade demandada, dada uma variaçãopercentual na renda, coeteris paribus”, isto é, o quociente dasvariações percentuais entre quantidade e renda.4. Se uma empresa quer aumentar seu faturamento e a demanda do produto é elástica, ela deve: a) Aumentar o preço. b) Diminuir o preço. c) Deixar o preço inalterado. d) Depende do preço do bem complementar. e) Depende do preço do bem substituto. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Se a demanda do produto é elástica, a quantidade demandadatem variação percentual de magnitude maior que a variaçãopercentual do preço. Dessa forma, a receita total seguirá o sentido daquantidade, pois esta influirá mais na mudança da receita quandohouver mudança do preço. Assim, se o preço cair, a quantidadedemandada aumentará (em percentual maior que o preço) e a receitatotal aumentará. A resposta a não é correta, pois um aumento depreço levaria a uma queda da quantidade demandada e da receitatotal.5. A elasticidade cruzada de bens complementares é: a) Igual a zero. b) Menor que zero. c) Maior que zero e menor que um. d) Maior ou igual a um. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Quando dois bens são complementares, o aumento do preço deum causa queda na quantidade demandada de ambos os bens.Portanto, a elasticidade cruzada, definida como “variação percentual 43
  • 44. ECONOMIA MICRO E MACROna quantidade demandada, dada uma variação percentual no preçode outro bem, coeteris paribus”, será negativa (menor que zero).6. Um acréscimo no preço de uma mercadoria quando a demanda é inelástica causa nos gastos totais do consumidor: a) Um acréscimo. b) Um decréscimo. c) Nenhuma alteração. d) Qualquer das respostas acima, dependendo do tipo de bem. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Se a demanda do produto é inelástica, a quantidadedemandada tem variação percentual de magnitude inferior à variaçãopercentual do preço. Assim, os gastos totais do consumidor seguirão osentido do preço, pois este influirá mais na mudança dos gastosquando houver mudança do preço. Assim, se o preço subir, aquantidade consumida cairá (em percentual menor que o preço) e osgastos totais terão um acréscimo.7. Se a elasticidade-preço cruzada entre dois bens é negativa, o aumento no preço de um deles provocará, coeteris paribus: a) Um aumento no preço do outro. b) Uma diminuição no preço do outro. c) Um aumento no consumo do outro. d) Uma diminuição no consumo do outro. e) Um aumento no consumo do próprio bem. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A resposta vem da definição de elasticidade cruzada, que é a“variação percentual na quantidade demandada, dada uma variaçãopercentual no preço de outro bem, coeteris paribus”. Se o valor daelasticidade cruzada for negativo, um aumento de preço de um bemterá como contrapartida uma diminuição no consumo do outro bem. 44
  • 45. ECONOMIA MICRO E MACRO8. Se uma curva de procura é elástica no que se refere a seu preço, o significado exato disso é que qualquer aumento de preço irá provocar: a) Um aumento da quantidade adquirida pelos compradores. b) Um deslocamento da curva da procura para uma nova posição. c) Um aumento dos gastos totais por parte dos compradores. d) Uma redução da quantidade adquirida pelos compradores, e uma queda no gasto total dos consumidores. e) Uma alteração não propriamente descrita por qualquer dos itens anteriores. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Se a demanda do produto é elástica, a variação percentual daquantidade adquirida pelos compradores tem magnitude maior que avariação percentual do preço. Dessa forma, o gasto total dosconsumidores seguirá o sentido da quantidade, pois esta influirá maisna mudança do gasto quando houver mudança do preço. Assim, se opreço aumentar, a quantidade adquirida cairá (em percentual maiorque o preço) e o gasto total dos consumidores também cairá. 45
  • 46. ECONOMIA MICRO E MACRO 4 APLICAÇÕES: INCIDÊNCIA DEIMPOSTO SOBRE VENDAS E FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOSQUESTÕES PROPOSTAS1. Quando falamos em incidência de um imposto, estamos: a) Referindo-nos ao grupo que realmente paga o imposto ao governo, independentemente de o ônus ser, ou não, transferido para outro grupo qualquer. b) Medindo o ponto até o qual o imposto tende a reduzir os incentivos entre o grupo que o paga. c) Referindo-nos ao grupo que realmente paga a conta fiscal, não importando se é ele, ou não, que recolhe o dinheiro aos cofres públicos. d) Perguntando se o imposto em questão é progressivo ou regressivo. e) Perguntando se o imposto em questão é direto ou indireto. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Quando falamos em incidência de um imposto, referimo-nos aogrupo que realmente paga a conta fiscal, não importando se é ele, ounão, que recolhe o dinheiro aos cofres públicos.2. Num mercado competitivo, o governo estabeleceu um imposto específico sobre determinado produto. A incidência do imposto se dará, simultaneamente, sobre produtores e consumidores, se: 46
  • 47. ECONOMIA MICRO E MACRO a) As curvas de oferta e demanda forem absolutamente inelásticas. b) A curva de demanda for absolutamente inelástica e a de oferta, algo elástica. c) A curva de demanda for infinitamente elástica e a de oferta, absolutamente inelástica. d) As curvas de oferta e demanda forem algo elásticas. e) As curvas de oferta e demanda forem infinitamente elásticas. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A incidência do imposto específico (de vendas) dar-se-ásimultaneamente sobre produtores e consumidores. Sabendo-se que oimposto específico representa um custo adicional, desloca a curva deoferta para cima (isto é, a mesma quantidade será ofertada a umpreço maior). O aumento de preço incidirá apenas sobre os consumidores sea curva de demanda for vertical (elasticidade-preço da demanda iguala zero: perfeitamente inelástica). O aumento de preço incidirá apenassobre os produtores se a curva de demanda for horizontal(elasticidade-preço da demanda for infinitamente elástica). Em nosso caso, intermediário, o imposto específico incide tantosobre os consumidores como sobre os produtores.3. O governo lança um imposto de vendas de $ 5 por unidade vendida, numa indústria competitiva. As curvas de oferta e procura têm alguma elasticidade no preço. Esse imposto faz com que, no diagrama de oferta e procura: a) Toda a curva de oferta desloque-se para a esquerda, num movimento que indique $ 5, mas (a menos que a procura seja perfeitamente elástica) o preço não aumenta. b) Toda a curva de oferta tenha um deslocamento para cima, que indique menos do que $ 5, mas (a menos que a procura seja altamente elástica) o preço terá um aumento de $ 5. c) Toda a curva de oferta tenha um deslocamento para a esquerda que indique menos do que $ 5, mas (a menos que a procura seja altamente inelástica) o preço aumentará de mais que $ 5. 47
  • 48. ECONOMIA MICRO E MACRO d) Toda a curva de oferta tenha um deslocamento que indique $ 5, mas (a menos que a oferta seja perfeitamente elástica) qualquer aumento de preço será menor do que $ 5. e) Toda a curva de procura tenha um deslocamento que indique $ 5, e o preço subirá $ 5. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Não importando quais são as elasticidades da oferta edemanda, a curva de oferta sempre terá um deslocamento para cimaque indique exatamente o valor do imposto específico. Dado que ascurvas de oferta e de procura possuem alguma elasticidade, osprodutores e consumidores dividirão a parcela que pagarão doimposto, o que significa que o aumento de preço será menor que $ 5(se fosse igual a $ 5, os consumidores estariam arcando com todo oimposto).4. Dadas as curvas de oferta e demanda S=p D = 300 – 2p, o preço de equilíbrio, após um imposto específico de $ 15 por unidade, é igual a: a) 100 b) 90 c) 105 d) 110 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A nova curva de oferta é: S = p – 15 A curva de demanda é: D = 300 – 2p No equilíbrio, S = D: p – 15 = 300 – 2p 3p = 315 p = 105 48
  • 49. ECONOMIA MICRO E MACRO5. Com os dados da questão anterior, a arrecadação total do governo, após o imposto, é igual a: a) 10.000 b) 1.350 c) 9.000 d) 8.000 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A arrecadação total do governo é o imposto por unidade vendida($ 15) multiplicado pela quantidade vendida (D). Para encontrarmos D,substituímos o preço de equilíbrio na equação da demanda: D = 300 – 2p = 300 – 2(105) = 90 A arrecadação do governo é de 90 × 15, ou seja, $ 1.350.6. Ainda com os dados da questão 3, a parcela da arrecadação paga pelo consumidor é igual a: a) 450 b) 1.350 c) 900 d) 90 e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Para essa questão falta calcular o preço que o consumidorpagaria sem o imposto (preço de equilíbrio sem o imposto): S=D p = 300 – 2p 3p = 300 p = 100 49
  • 50. ECONOMIA MICRO E MACRO A parcela do consumidor é a diferença entre os preços que elepaga com e sem imposto multiplicado pela quantidade comprada, istoé, (105 –100) × 90 = $ 450.7. Quanto maior a elasticidade-preço de demanda: a) Maior a receita total do governo, com a fixação de um imposto ad valorem. b) Menor a receita total do governo, com a fixação de um imposto específico. c) Maior a parcela do imposto paga pelos consumidores. d) Os produtores transferem todo o ônus do imposto aos consumidores. e) Maior a parcela do imposto paga pelos vendedores. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Quanto maior a elasticidade-preço da demanda, mais sensíveissão os consumidores a mudanças de preço (e a quantidadedemandada cai mais com o imposto), fazendo com que os vendedoresacabem arcando com a maior parcela do imposto. Quanto às demaisalternativas, c está afirmando o oposto da verdade, d só ocorreria se aelasticidade-preço fosse nula, a e b são incorretas, pois a elasticidade-preço não afeta a arrecadação total do governo, e sim a distribuiçãoda incidência entre consumidores e produtores.8. Suponha que a demanda seja dada por D = 130 – 10p e a oferta por S = 10 + 2p. Com o objetivo de defender o produtor, é estabelecido um preço mínimo de 12 reais por unidade. Aponte a alternativa correta: a) A política de subsídios é mais econômica para o governo que a política de comprar o excedente. b) A política de compras é mais econômica para o governo que a política de subsídios. c) O preço de equilíbrio é de 9,6 reais. d) Ao preço mínimo, a quantidade ofertada é 10. e) Ao preço mínimo, a quantidade demandada é 34. RESPOSTA: alternativa a. Solução: 50
  • 51. ECONOMIA MICRO E MACRO Precisaremos calcular o valor das incógnitas D (quantidadedemandada ao preço mínimo), S (quantidade ofertada ao preçomínimo) e p (preço que os consumidores aceitam pagar por S): D = 130 – 10p = 130 – 10(12) = 10 unidades S = 10 + 2p = 10 + 2(12) = 34 unidades O preço p é quanto o consumidor pagará se toda a produção de34 unidades for colocada no mercado (não é o preço de equilíbrio, noqual desconsidera-se o imposto): D = 130 – 10p 34 = 130 – 10p p = 9,6 Na política de subsídios, o governo paga ao produtor adiferença entre o preço mínimo ($ 12) e o preço p que o produtorobteve no mercado ($ 9,6), ou seja, $ 2,4 para cada unidade. Sabendoque foram ofertadas 34 unidades, o gasto total do governo com apolítica de subsídios é de 2,4 × 34 = $ 81,6. O gasto total do governo na política de compras é calculadomultiplicando-se o preço mínimo prometido ao produtor ($ 12) peloexcedente de produção que o consumidor não comprou (S – D = 34 –10 = 24), ou seja, a política de compras custa ao governo 24 × 12 = $288. Portanto, a política de subsídios é mais econômica para ogoverno do que a política de compras. Quanto às alternativas d e e, osvalores estão invertidos e a alternativa c estaria correta se fosse $ 10.9. O diagrama a seguir representa o mercado do bem x. Preço Of t er a p1 p0 51 Dem anda 0 q0 q1 Q uantdade i
  • 52. ECONOMIA MICRO E MACRO Podemos afirmar corretamente que: a) A cobrança de um imposto específico sobre o bem x incidiria integralmente sobre os produtores. b) x é um bem “inferior’’. c) Um aumento da renda dos consumidores deslocará a curva de oferta para a direita, elevando a quantidade produzida. d) A fixação de um preço mínimo, p1, elevaria a quantidade de equilíbrio para q1. e) A cobrança de um imposto ad valorem incidiria em parte sobre os produtores e em parte sobre os consumidores. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A cobrança de um imposto ad valorem incidiria em parte sobreos produtores e em parte sobre os consumidores. Como o imposto advalorem representa um custo adicional, desloca a curva de oferta paracima (isto é, a mesma quantidade será ofertada a um preço maior).Incidiria apenas sobre os consumidores se a demanda fosseinfinitamente inelástica, e apenas sobre os produtores se a demandafosse infinitamente elástica.QUESTÕES ADICIONAIS1. Para uma indústria em concorrência perfeita, a oferta do produto é dada por Qs = 3P – 2. Se a demanda for dada por Qd = 100 – 10P, a imposição de um tributo específico de $ 2,00 por unidade transacionada fará com que o preço de equilíbrio seja (desprezando-se os algarismos a partir da terceira casa decimal): a) 7,84 b) 8,30 c) 7,38 d) 9,38 e) 6,30 RESPOSTA: alternativa b. 52
  • 53. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Um imposto de vendas específico pode ser interpretado comoum aumento de custos para a empresa, deslocando a curva de ofertapara cima e para trás. A inclusão do imposto trará uma diferençaentre preço de mercado (p) (pago pelo consumidor) e o preço relevantepara o produtor (p’), igual a: p’ = p – Tsendo T o valor do imposto. A curva de oferta dos produtores, com imposto, dependerá dep’. Considerando-se os dados do exercício, a curva de oferta comimposto fica: Qs’ = 3p’ – 2 Qs’ = 3 (p – T ) – 2 Qs’ = 3 (p – 2) – 2 Qs’ = 3p – 6 – 2 Qs’ = 3p – 8 Para determinar o preço de equilíbrio, basta igualar essa ofertacom a função demanda Qd = 100 – 10p; portanto, temos: Qs’ = Qd 3p – 8 = 100 – 10p 13p = 108 p = 8,302. O controle de preços por meio de racionamento: a) Significa que a procura é infinitamente elástica. b) Significa que as rendas monetárias não têm influência sobre o preço. c) Significa que nem a oferta nem a procura têm influência na determinação do preço. 53
  • 54. ECONOMIA MICRO E MACRO d) É um esforço para reprimir aumentos de preços, deslocando a curva de oferta. e) É um esforço para aumentos de preços, deslocando a curva da procura. RESPOSTA: alternativa c. Solução: O controle de preços por meio de racionamento significa quenem a oferta nem a procura têm influência na determinação do preço.As forças de mercado não mais operam.3. Um tributo diz-se direto quando: a) Incide sobre a renda e a riqueza. b) Incide sobre a produção de bens. c) Incide sobre o valor adicionado em cada fase do processo produtivo. d) É arrecadado diretamente pelo governo. e) Incide sobre a comercialização de mercadorias. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Os tributos diretos incidem sobre a riqueza e a renda. Apenasos tributos indiretos incidem sobre a produção e comercialização debens (alternativas b, c e e). 54
  • 55. ECONOMIA MICRO E MACRO 5 PRODUÇÃOQUESTÕES PROPOSTAS1. Quando o Produto Total cai: a) A produtividade média do trabalho é nula. b) A produtividade marginal do trabalho é nula. c) A produtividade média do trabalho é negativa. d) A produtividade marginal do trabalho é negativa. e) A produtividade marginal é maior que a produtividade marginal do trabalho. RESPOSTA: alternativa d. 55
  • 56. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Quando o produto total começa a cair, significa que aprodutividade marginal passou a ser negativa após o produto totalatingir seu máximo. A produtividade média continua positiva (masdeclinante) e superior à produtividade marginal.2. Assinale a alternativa correta: a) Produtividade média é a variação do produto sobre a variação da quantidade de um fator de produção. b) Produtividade marginal é a relação entre o produto e a quantidade de um fator de produção. c) No máximo do produto total, a produtividade média é máxima. d) No máximo do produto total, a produtividade marginal é zero. e) A produtividade média pode tornar-se negativa, após atingir-se o máximo do produto total. RESPOSTA: alternativa d. Solução: 56
  • 57. ECONOMIA MICRO E MACRO No máximo do produto total, a produtividade marginal é zero.Graficamente: P ro d u to Total (q ) P ro d u to Total (n ú m ero d e 0 N trabalh ad ores) P M gN P M eN P ro d u tivid ad e M éd ia d a m ão-d e-ob ra (n ú m ero d e 0 N trabalh ad ores) P ro d u tivid ad e M argin al d a m ão-d e-ob ra Lembremos que a produtividade marginal pode ser calculadaderivando-se o produto total a cada ponto (é a derivada primeira). Noponto de máximo, sabemos que a derivada primeira é zero (e aderivada segunda menor que zero). A alternativa a define a produtividade marginal, não a média. 57
  • 58. ECONOMIA MICRO E MACRO A alternativa b define a produtividade média, não a marginal. Quanto à alternativa e, a produtividade marginal é que podetornar-se negativa, após o máximo do produto total.3. A função produção de uma firma alterar-se-á sempre que: a) Os preços dos fatores de produção se alterem. b) A empresa empregar mais de qualquer fator de produção variável. c) A tecnologia predominante sofrer modificações. d) A firma elevar seu nível de produção. e) A demanda elevar-se. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A função de produção somente se altera (desloca) por fatoresexógenos, como mudança da tecnologia e da remuneração dos fatores.Mudanças endógenas, como composição da quantidade de fatoresempregada, somente causa movimento ao longo da mesma função deprodução.4. A lei dos rendimentos decrescentes: a) Descreve o sentido geral e a taxa de mudança na produção da firma quando é fixada a quantidade de recursos. b) Refere-se a produtos extras sucessivamente mais abundantes, obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fator fixo. c) Refere-se a produtos extras sucessivamente mais reduzidos, obtidos pela adição de medidas iguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fator fixo. d) É constante, com a observação de que há limites à produção atingível, quando quantidades crescentes de um só fator são aplicadas a quantidades de outros. e) Explica o formato da curva de custo médio de longo prazo. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A lei dos rendimentos decrescentes refere-se a produtos extrassucessivamente mais reduzidos, obtidos pela adição de medidas 58
  • 59. ECONOMIA MICRO E MACROiguais de um fator variável a uma quantidade constante de um fatorfixo. Trata-se de um fenômeno que ocorre a curto prazo, período noqual se mantém pelo menos um fator fixo. O produto total cresceinicialmente a taxas crescentes (produtividade marginal crescente). A partir de certo ponto (máximo da produtividade marginal)continua crescendo, mas a taxas decrescentes (produtividademarginal decrescente, mas positiva), até atingir o máximo, e passar adecrescer (produtividade marginal negativa). Graficamente, a produção total comporta-se da seguinte forma: P ro d u to Total P ro d u to Total (n ú m ero d e 0 N trabalh ad o res) A função citada é a chamada função de produção: relaciona aquantidade produzida à quantidade de mão-de-obra e de capital (quese mantém fixa a curto prazo).5. Assinale a alternativa errada: a) A lei dos rendimentos decrescentes prevalece quando tivermos pelo menos um fator de produção fixo. b) Temos rendimentos decrescentes de escala quando, ao aumentarmos todos os fatores de produção, a produtividade média dos fatores se reduz. 59
  • 60. ECONOMIA MICRO E MACRO c) A lei dos rendimentos decrescentes é a mesma que a dos rendimentos decrescentes de escala. d) Rendimentos de escala supõem que nenhum fator de produção se mantém fixado. e) A lei dos rendimentos decrescentes diz que, se tivermos um fator de produção fixo, ao aumentarmos a quantidade do fator variável, a produção cresce inicialmente a taxas crescentes, depois decrescentes, para finalmente cair. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A lei dos rendimentos decrescentes refere-se ao curto prazo,quando pelo menos um fator de produção permanece fixo. O conceitode rendimentos decrescentes de escala refere-se ao longo prazo,quando todos os fatores de produção variam (isto é, não há fatoresfixos), e a produção varia menos que proporcionalmente à variação naquantidade total de fatores (a produtividade média dos fatores reduz-se). Ainda no que se refere ao conceito de rendimentos de escala:temos rendimentos crescentes de escala (ou economias de escala),quando a produção aumenta mais que proporcionalmente à variação naquantidade total de fatores de produção (a produtividade média dosfatores aumenta), e temos rendimentos constantes de escala, quando aprodução varia na mesma proporção da quantidade de fatores (aprodutividade média mantém-se constante). As demais alternativas estão corretas.QUESTÕES ADICIONAIS1. A função de produção, em determinado período: a) É a relação entre a oferta de um produto com seu preço, coeteris paribus. b) É a relação da oferta de um produto com seu preço, com os custos de produção e nível tecnológico. c) É a relação entre a quantidade física produzida e os insumos utilizados na produção. 60
  • 61. ECONOMIA MICRO E MACRO d) É a relação de substituição entre capital e mão-de-obra. e) Todas as alternativas citadas estão erradas. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A função de produção é a relação técnica entre a quantidadefísica produzida e os insumos utilizados na produção. É um conceitotecnológico que relaciona quantidades físicas de produto (output) edos fatores de produção (input). A função oferta, à qual se referem as alternativas a e b,relaciona a produção a preços (não quantidades físicas) do produto edos fatores de produção. É um conceito mais “econômico’’.2. A função de produção relaciona: a) Custos com fatores de produção. b) Salários com lucros. c) Insumos com produção. d) Custos com produção. e) Preço com quantidade ofertada. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A função de produção é a relação entre as quantidades físicasde produto e de fatores de produção, ou seja, qual a produção geradapor certa quantidade de insumos. 61
  • 62. ECONOMIA MICRO E MACRO 6 CUSTOS DE PRODUÇÃOQUESTÕES PROPOSTAS1. Se conhecemos a função produção, o que mais precisamos saber a fim de conhecer a função custos: a) A relação entre a quantidade produzida e a quantidade de fatores necessária para obtê-la. b) O custo dos fatores, e como se pode esperar que esses custos variem. c) Que fatores são variáveis. d) Todas as alternativas acima. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A alternativa a (incorreta) é exatamente a função de produção,que não leva em consideração os custos, somente as relações físicasentre insumos e produtos. A alternativa b é a correta, visto que dada afunção de produção (isto é, as possíveis quantidades de insumos eproduto), é necessário saber quais são os custos daqueles insumosdados pela função de produção. 62
  • 63. ECONOMIA MICRO E MACRO2. Dividindo-se os custos totais de uma firma em fixos e variáveis e considerando-se que: I. os primeiros estão associados ao uso invariável de um fator de produção, logo não variam com o nível de produção; II. os últimos variam com o volume de fatores e alteram-se com o nível de produção; III. pode-se afirmar, então, que, quando opera a lei dos rendimentos decrescentes: a) Os custos totais médios sempre crescem com o aumento da produção. b) Os custos fixos médios e os custos variáveis médios sempre aumentam com a expansão da produção. c) Os custos fixos médios declinam com o aumento da produção e os variáveis médios primeiro declinam e depois aumentam com a expansão da produção. d) Os custos fixos médios não se alteram com a expansão da produção, somente os variáveis médios diminuem. e) Os custos totais médios são sempre declinantes com o aumento da produção. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Na teoria dos custos de produção, a Lei dos RendimentosDecrescentes é mais apropriadamente chamada Lei dos custoscrescentes, e justifica o formato em U das curvas de custos médios emarginais. Graficamente, temos: C u stos ($ ) 0 63 (q u an tid ad e p rod u zid a)
  • 64. ECONOMIA MICRO E MACRO Como se observa, a alternativa c é a correta, pois os custosfixos médios declinam, e os custos variáveis médios primeiro decliname depois aumentam, com o aumento da produção. Vale observar que os custos totais médios são a soma doscustos variáveis médios e dos custos fixos médios. Como os custosfixos médios tendem a zero, os custos totais médios tendem a igualar-se aos custos variáveis médios.3. Aponte a alternativa errada. A curva de custo marginal: a) É o valor tangente da curva de custo total em cada ponto desta. b) Sempre cruza a curva de custo médio em seu ponto de mínimo. c) Sempre cruza a curva de custo variável médio em seu ponto de mínimo. d) a, b e c estão corretas. e) Todas as alternativas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: É incorreto afirmar que todas as alternativas estão erradas,porque três delas estão certas: a, b e c. A curva de custo marginalrepresenta a variação do custo total para a produção de uma unidadeextra. Visto que as tangentes em cada ponto da curva de custo totalrepresentam exatamente essa variação, a alternativa a está correta.As alternativas b e c são semelhantes e corretas porque, sabendo queos custos fixos (inclusos no custo total) não influem no customarginal, a curva de custo marginal deve cruzar o mínimo das curvasde custo médio e custo variável médio.4. Um aumento da produção a curto prazo sempre diminuirá: a) O custo variável médio. b) O custo total médio. c) O custo fixo médio. d) O custo marginal. e) O número de trabalhadores empregados. RESPOSTA: alternativa c. Solução: 64
  • 65. ECONOMIA MICRO E MACRO Aumento a curto prazo na produção torna operante a Lei doscustos crescentes e considera que o custo fixo não varia. Portanto, umaumento na produção dissolverá mais o custo fixo entre as unidadesproduzidas, e ele deve diminuir.5. Se o custo fixo for nulo: a) O custo total é igual ao custo médio. b) O custo médio será maior que o custo marginal. c) O custo marginal será maior que o custo médio. d) O custo médio variável é igual ao custo total. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Aparentemente, a alternativa a estaria correta, mas devemoslembrar que para economistas sempre há algum custo fixo, sejamdespesas financeiras, comerciais, administrativas, impostos etc., pormais simples que seja a atividade. Portanto, o exercício não temresposta correta.6. Quando o custo médio está declinando: a) O custo marginal deve estar declinando. b) O custo marginal deve estar acima do custo médio. c) O custo marginal deve estar abaixo do custo médio. d) O custo marginal deve estar crescendo. e) Alternativas a e b conjuntamente. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Para que o custo médio diminua, somente é necessário que ocusto marginal esteja abaixo dele, forçando-o a cair, não interessandose o custo marginal está declinando ou crescendo.7. A “Lei dos custos crescentes’’ refere-se ao seguinte fato: a) Quando a população crescer, a cota per capita de A (na ausência de uma mudança tecnológica) tenderá a cair. b) Quando a produção de A crescer, o custo monetário total para a produção também cresce. c) Os custos totais crescem sempre a taxas crescentes. 65
  • 66. ECONOMIA MICRO E MACRO d) Os custos médios e marginais primeiro caem, para depois crescerem, quando existirem fatores fixos. e) Mostram que os custos totais crescem a taxas decrescentes. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A “Lei dos custos crescentes’’ refere-se ao fato de que os custosmédios e marginais primeiro caem para depois crescerem, quandoexistirem fatores fixos. Isso se deve a que a produtividade dos fatorescai com seu uso e, conseqüentemente, os custos aumentam.8. Aponte a alternativa errada: a) O custo marginal corta o custo médio no mínimo do custo médio. b) O custo fixo médio é constante a curto prazo. c) Com o aumento da produção, o custo total médio tende a igualar o custo variável médio. d) A longo prazo não existem custos fixos. e) As alternativas a, c e d estão corretas. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Observando o gráfico a seguir: C u stos ($ ) 0 66
  • 67. ECONOMIA MICRO E MACROnotamos que a única alternativa errada é a b, pois o custo fixo médio(dado pela relação entre custo fixo total e quantidade produzida) caicom o aumento da produção. Na verdade, é o custo fixo total (não omédio) que é constante a curto prazo.9. Ocorrem economias externas para uma firma se: a) A expansão da indústria, à qual pertence a firma, aumenta os custos totais dessa firma. b) O governo impõe um imposto sobre o produto da firma. c) A expansão da indústria, à qual pertence a firma, diminui os custos totais dessa firma. d) Penetram no mercado dessa firma outras firmas concorrentes. e) Aumenta a demanda pelo produto da firma. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Ocorrem economias externas para uma firma se a expansão daindústria, à qual ela pertence, diminui os custos totais dessa firma.As economias externas também são chamadas de externalidadespositivas. No caso de a expansão da indústria (ou setor) levar aaumentos dos custos da firma, temos deseconomias externas ouexternalidades negativas (é o caso da alternativa a).10. Quando uma empresa provoca deseconomias externas: a) Os custos privados são maiores que os custos sociais. b) Os custos sociais são maiores do que os custos privados. c) Não há diferença entre custos privados e sociais. d) Está provocando externalidades positivas. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Deseconomias externas significam externalidades negativas,isto é, a empresa está operando e “exportando” custos para outrasempresas (custos sociais) maiores que seus próprios custos privados. 67
  • 68. ECONOMIA MICRO E MACROQUESTÕES ADICIONAIS1. O que acontece com o preço e a quantidade de equilíbrio quando aumentam os custos de produção de um bem qualquer? a) O preço sobe e a quantidade cai. b) O preço cai e a quantidade aumenta. c) Preço e quantidade caem. d) Preço e quantidade sobem. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Solução: O aumento dos custos de produção de um bem causa reduçãoda oferta do bem (deslocamento da curva de oferta para cima)resultando no aumento do preço e redução da quantidade.2. Aponte a alternativa incorreta: a) A longo prazo, não existem custos fixos. b) Uma curva de custo médio de longo prazo constante indica a existência de rendimentos constantes de escala. c) A isoquanta representa infinitas combinações de mão-de-obra e de capital que representam o mesmo custo total de produção. d) Rendimentos decrescentes de escala têm o mesmo significado de deseconomias de escala. e) Os custos de longo prazo representam horizontes de planejamento, não os custos efetivamente incorridos. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A isoquanta representa infinitas combinações de mão-de-obra ecapital que representam a mesma quantidade produzida. Ascombinações de mão-de-obra e de capital que levam ao mesmo custototal de produção são denominadas de isocusto. 68
  • 69. ECONOMIA MICRO E MACRO 7 ESTRUTURAS DE MERCADOQUESTÕES PROPOSTAS1. Se o custo marginal exceder a receita marginal, no intervalo em que o custo marginal é crescente, a firma deve: a) Expandir a produção até que o custo marginal iguale a receita marginal. b) Contrair a produção até que o custo marginal iguale a receita marginal. c) Contrair a produção até que a receita marginal iguale o lucro marginal. d) Contrair a produção até que o custo marginal iguale o lucro marginal. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: 69
  • 70. ECONOMIA MICRO E MACRO O fato de o custo marginal crescente estar acima da receitamarginal significa que quanto mais a produção for aumentada, maiorserá o prejuízo da firma. Portanto, a firma deve contrair a produçãoaté que o custo marginal caia e fique igual à receita marginal (e seulucro será maximizado).2. Não é característica da “concorrência pura”: a) Os preços podem subir ou baixar, sem qualquer restrição. b) O produto de cada vendedor é idêntico ao dos demais. c) Há substancial mobilidade dos recursos na economia. d) Os produtos de diferentes vendedores são diferenciados. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Uma das hipóteses básicas do modelo de concorrência perfeitaé a da homogeneidade, segundo a qual todas as empresas produzembens idênticos. A alternativa d caracteriza uma estrutura de mercadoem concorrência monopolística, e não pura (ou perfeita). Podetambém ser característica de alguns setores oligopolizados(automóveis etc.).3. Em concorrência perfeita, uma firma estará em equilíbrio de curto prazo no nível de produção em que: a) O custo médio mínimo for igual ao preço. b) O custo marginal for igual ao preço. c) A receita média for igual à receita marginal. d) O custo variável médio for igual à receita marginal. e) O custo fixo médio for igual ao preço. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Independente da forma de mercado, uma empresa maximizalucros quando a receita marginal (RMg) iguala o custo marginal (CMg).Afinal, se: • RMg > CMg: o lucro está crescendo (as receitas adicionais superam os custos adicionais); • RMg < CMg: o lucro está caindo (as receitas adicionais são inferiores aos custos adicionais). 70
  • 71. ECONOMIA MICRO E MACRO Portanto, apenas quando RMg = CMg temos o lucro máximo. Em concorrência perfeita, o preço do bem é dado para a firmaindividual (ela não tem poder de afetar o preço que é fixado pelomercado). Assim, a receita adicional (RMg), por unidade vendida, é opróprio preço do bem, fixado pelo mercado: p = RMge a condição de equilíbrio de curto prazo (ou seja, de maximização delucros) fica: CMg = p Custo marginal = preço4. Em concorrência perfeita, a curto prazo, a firma não produz abaixo do ponto mínimo da curva: a) Custo médio. b) Custo marginal. c) Custo variável médio. d) Custo fixo médio. e) Custo variável total. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A firma só consegue operar acima de seu ponto de fechamento,em que o custo médio variável é mínimo e garante-se o pagamentopelo menos dos custos fixos, sem os quais a firma não funciona.5. Em concorrência perfeita, a curva de oferta da firma será dada: a) Pela curva de custo variável médio. b) Pela curva de custo marginal, acima do custo variável médio mínimo. c) Pela curva de custo médio, acima do custo marginal. d) Pela curva de receita marginal. e) Pela curva de custo marginal, acima do custo fixo médio. RESPOSTA: alternativa b. Solução: 71
  • 72. ECONOMIA MICRO E MACRO A curva de custo marginal representa a oferta, pois quando háum aumento de demanda (observável pelo aumento do preço), aempresa deve aumentar a quantidade produzida e terá custos paraisso (custos marginais), ou seja, os custos marginais refletem a oferta.Deve ser acima do custo variável médio mínimo, pois esse é o pontode fechamento da empresa: ela não consegue arcar com os custosfixos e torna-se impossível seu funcionamento.6. No modelo de concorrência perfeita, indique a proposição falsa: a) A receita marginal é igual à receita média. b) A curva de demanda tem elasticidade-preço nula. c) A firma produz acima do ponto mínimo da curva de custo variável médio. d) As firmas são tomadas de preço no mercado. e) A longo prazo, existem apenas lucros normais. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A única alternativa incorreta é a b, pois em concorrênciaperfeita a elasticidade-preço é infinita (os consumidores têm muitasalternativas para deixar de comprar o produto de uma empresa e, porisso, não absorvem sequer aumentos infinitesimais de preço).7. A quantidade que uma firma deverá produzir para maximizar seus lucros: a) Pode comumente ser determinada pelo estudo de sua escala de procura ou de receita. b) Deve ser estabelecida procurando-se a produção que acarrete o custo total mais baixo. c) Deve ser estabelecida procurando-se a produção com o menor custo marginal. d) Depende de uma comparação dos custos fixos com os custos variáveis. e) Encontra-se no ponto em que a curva do custo total estará a maior distância vertical, abaixo da curva de receita total. RESPOSTA: alternativa e. Solução: 72
  • 73. ECONOMIA MICRO E MACRO Quanto maior for a distância entre a curva de receita total e decusto total quando a primeira estiver acima da segunda, maior será olucro total da firma, ou seja, ela maximizou seu lucro.8. No longo prazo, uma firma obtém lucro máximo vendendo a quantidade de um bem ou serviço que iguala o custo marginal à receita marginal. Em concorrência perfeita, essa quantidade: a) Promove lucro superior ao normal. b) Promove lucros extraordinários para a firma, tornando-a, a longo prazo, monopolista. c) Não pode ser produzida, pois na concorrência perfeita não existe lucro. d) Promove apenas lucro normal. e) Corresponde ao máximo que a firma pode produzir. RESPOSTA: alternativa d. Solução: O lucro normal representa o que o empresário obteria em outraatividade (ou seja, é o custo de oportunidade de optar por umaatividade, em vez de outra). E as curvas de custos, na teoriaeconômica, devem incluir tais custos (implícitos), além dos custosexplícitos (que envolvem desembolso financeiro). Quando a receita total (RT) supera o custo total (CT), temoslucros extraordinários, acima dos lucros normais, embutidos noscustos totais (CT). Em concorrência perfeita, há a presença de lucrosextraordinários a curto prazo e, dadas as hipóteses, reduzir-se-á opreço de mercado, até chegar-se a um ponto em que não existirãomais lucros extraordinários, ou seja: LT = RT – CT = 0 Cessa, dessa forma, a entrada de novas firmas. Nesse ponto,existirão apenas lucros normais, embutidos nos custos totais. Valeobservar que tal não ocorre em monopólio ou oligopólio, onde existembarreiras à entrada de novas empresas, com o que persistirão lucrosextraordinários, mesmo a longo prazo. 73
  • 74. ECONOMIA MICRO E MACRO9. Em monopólio, a curva de oferta será dada: a) Pela curva de custo variável médio. b) Pela curva de custo marginal, acima do custo variável médio. c) Pela curva de custo marginal, acima do custo fixo médio. d) Pela curva de receita marginal. e) Em monopólio não existe uma curva de oferta. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Em monopólio não existe curva de oferta, pois não há umarelação definida entre preço e quantidade: a empresa pode ofertar amesma quantidade e o preço pode ser diferente, dependendo apenasda curva de demanda, formando um ponto único sobre esta curva,que será a oferta.10. Não é característica do monopólio: a) Barreiras à entrada de novas firmas. b) Transparência de mercado. c) Produto sem substitutos próximos. d) Lucros extraordinários a longo prazo. e) Lucros extraordinários a curto prazo. RESPOSTA: alternativa b. Solução: O monopólio não tem transparência de mercado para evitar quenovas empresas tentem entrar no mercado. Por exemplo, empresasmonopolistas não divulgam sua tecnologia, sua fonte de matéria-prima, seu processo produtivo, sua capacidade ociosa etc. paraconseguir manter seus privilégios e seus lucros extraordinários.11. De acordo com a teoria microeconômica, a diferença básica entre firmas que operam em concorrência perfeita e firmas que operam em monopólio (monopolista) é que: a) O monopolista não pode cobrar um preço que lhe proporcione lucro substancial, ao passo que o concorrente perfeito sempre pode ter um lucro desse tipo. b) O concorrente perfeito pode vender quanto quiser a determinado preço, enquanto o monopolista tem que reduzir 74
  • 75. ECONOMIA MICRO E MACRO seu preço, sempre que quiser qualquer aumento de suas vendas. c) A elasticidade da procura diante do monopolista tem um valor maior do que a elasticidade da procura ante o concorrente perfeito. d) O monopolista procura maximizar lucros, enquanto o concorrente perfeito procura igualar o preço ao custo médio. e) O monopolista apresenta uma curva de custo médio sempre decrescente, enquanto o concorrente perfeito não apresenta nenhuma curva de custos. RESPOSTA: alternativa b. Solução: De acordo com a teoria microeconômica, uma diferença básicaentre firmas que operam em concorrência perfeita e a firma que operaem monopólio (monopolista) é que o concorrente perfeito pode venderquanto quiser a determinado preço, enquanto o monopolista tem quereduzir seu preço sempre que quiser qualquer aumento de suasvendas. Isso porque, para o monopolista, a curva de demanda domercado é a própria curva de demanda do monopolista, enquantopara o produtor, no regime de mercado de concorrência perfeita, acurva de demanda é infinitamente elástica (isto é, vende tudo o quequiser ao preço dado pelo mercado).12. “Oligopólio” significa: a) O mesmo que concorrência imperfeita. b) Uma situação em que o número de firmas no mercado é grande, mas os produtos não são homogêneos. c) Uma situação em que o número de firmas concorrentes é pequeno, ou uma situação em que, mesmo com grande número de firmas, poucas dominam o mercado. d) A condição especial da concorrência perfeita que se acha próxima do monopólio. e) Que as firmas são monopolistas entre si. RESPOSTA: alternativa c. Solução: 75
  • 76. ECONOMIA MICRO E MACRO “Oligopólio” significa uma situação em que o número de firmasconcorrentes é pequeno ou uma situação em que, mesmo com grandenúmero de firmas, poucas dominam o mercado. Um exemplo doprimeiro caso é a indústria automobilística; e do segundo caso adistribuição de bebidas, em que poucas empresas respondem pelamaior fatia do faturamento do setor.13. Aponte a alternativa incorreta: a) A principal diferença entre um mercado em concorrência monopolista e um mercado em concorrência perfeita é que o primeiro refere-se a produtos diferenciados, enquanto o segundo diz respeito a produtos homogêneos. b) A longo prazo, os mercados monopolistas e oligopolistas apresentam lucros extraordinários. c) Nos modelos clássicos de oligopólio, o objetivo das empresas é a maximização do mark-up. d) Em concorrência perfeita, a demanda para a firma é infinitamente elástica. e) As barreiras à entrada de novas firmas em mercados concentrados (monopólio, oligopólio) permitem a existência de lucros extraordinários a longo prazo. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Nos modelos clássicos de oligopólio, o objetivo das empresas é amaximização de lucros. As demais alternativas estão corretas, como o leitor podeobservar no texto.14. Aponte a alternativa errada: a) Em monopólio, existem barreiras à entrada de novas empresas no mercado. b) Em concorrência perfeita, os produtos são homogêneos. c) Em oligopólio, a curva de demanda é infinitamente elástica. d) A curva de oferta em concorrência perfeita é o ramo crescente da curva de custo marginal, acima do custo variável médio. e) Em concorrência monopolística, os produtos são diferenciados. RESPOSTA: alternativa c. 76
  • 77. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Em oligopólio, a curva de demanda costuma ser relativamenteinelástica, visto que todo o mercado do bem produzido em oligopólio éatendido por poucas empresas, não dando mais alternativas para osconsumidores trocarem o produto pelo da outra empresa.QUESTÕES ADICIONAIS1. Aponte a alternativa falsa: a) A longo prazo, não existem custos fixos. b) Uma empresa que não consiga cobrir seus custos fixos deve encerrar suas atividades. c) A curva de custo variável médio é cortada no ponto de mínimo pela curva de custo marginal. d) O conceito de economias de escala é equivalente ao de rendimentos crescentes de escala. e) A longo prazo, o custo total é igual ao custo variável total. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A empresa só deve parar a produção se não conseguir cobrir oscustos variáveis (como salários) e, mesmo assim, somente se aprevisão for que esta situação perdurará. A firma, conseguindo pagarpelo menos os custos variáveis, deve continuar a operar.2. Se uma empresa, monopolista absoluta na produção do bem X, maximizadora de lucros, for constrangida a pagar ao governo, com tributo, uma quantia fixa por período de tempo, independentemente da quantidade produzida de X no período: a) Reduzirá a produção e aumentará o preço de venda. b) Manterá inalterados a quantidade produzida de X e o preço de venda, não transferindo o tributo ao consumidor. c) Transferirá integralmente o tributo ao consumidor, dados os poderes de mercado que detém. d) Manterá inalterado o preço e reduzirá a produção. e) Manterá a produção inalterada e aumentará o preço de venda na medida da divisão do tributo pelo volume da produção. RESPOSTA: alternativa b. 77
  • 78. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: O monopolista manterá inalterados a quantidade produzida deX e o preço de venda, não transferindo o tributo ao consumidor.Contudo, cabe destacar que a resposta é correta apenas se omonopolista não tiver prejuízo econômico. No caso de incorrer emprejuízo econômico, a empresa deverá sair do mercado no longoprazo. Isso acontece porque, pagando uma quantia fixa, o impostoafeta apenas os custos fixos do monopolista e não seus custosvariáveis. Conseqüentemente, a curva de custo marginal permaneceráinalterada e o ponto de maximização de lucro será o mesmo.3. Assinale a afirmação falsa. a) A curva da oferta de um bem X, se for uma reta e passar pela origem dos eixos de preços e quantidades, terá coeficiente de elasticidade-preço unitário. b) A curva de oferta da indústria, no prazo e em regime de concorrência perfeita, será a soma das quantidades oferecidas por todas as firmas. c) A curva de oferta indica os preços máximos capazes de induzir os vendedores a colocar as várias quantidades no mercado. d) A oferta do monopolista, no curto prazo em condições de demanda e custos inalterados, é um único ponto que indica uma quantidade e um preço. e) A curva de oferta de uma firma, no curto prazo e em regime de concorrência perfeita, será a curva de custo marginal para todas as quantidades iguais ou superiores àquela para a qual o custo variável médio é mínimo. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A curva de oferta indica os preços mínimos capazes de induziros vendedores a colocar as várias quantidades no mercado. As demaisalternativas estão corretas. 78
  • 79. ECONOMIA MICRO E MACRO Parte III – Macroeconomia 8 FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICAQUESTÕES PROPOSTAS1. Assinale a alternativa errada: a) A política de rendas corresponde basicamente aos controles de preços e salários. b) A política monetária tem aplicação mais imediata que a política fiscal. c) A política tributária é um tipo de política fiscal. d) A política cambial, no setor externo, refere-se a alterações na taxa de câmbio. e) Todas as alternativas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A alternativa e é incorreta, porque todas as alternativasanteriores estão exatas. A política de rendas controla preços e saláriosda economia, isto é, as rendas da economia. A política monetáriaaplica-se mais rapidamente que a fiscal, pois esta depende devotações e sua aplicação é mais demorada após a decisão de efetuá-later sido tomada. Políticas tributárias e de gastos do governo são ostipos de política fiscal. A política cambial refere-se à atuação dogoverno em relação ao setor externo via taxa de câmbio. 79
  • 80. ECONOMIA MICRO E MACRO2. A “política fiscal’’ de um governo pode ser definida como sua política relativa à (ao)(aos): a) Relação entre o total de suas compras de bens e serviços e o total de seus pagamentos de pensões. b) Regulamentação de atividades bancárias e de crédito. c) Total e aos tipos de despesas e à maneira de financiar essas despesas (tributação, levantamento de empréstimos etc.). d) Serviços de educação, saúde e segurança nacional. e) Regulamentação de impostos. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Deve-se falar tanto em gastos, como no financiamento de taisgastos. Assim, a política fiscal refere-se às despesas do governo e aofinanciamento dessas despesas. As alternativas a e d referem-sesomente a gastos, a alternativa e cita somente financiamento e aalternativa b refere-se à política monetária.3. A política monetária e a política fiscal diferem, essencialmente, pelo seguinte fato: a) A política monetária trata dos recursos totais arrecadados e dos gastos pelo governo, enquanto a política fiscal trata das taxas de juros. b) A política fiscal procura estimular ou desestimular as despesas de investimento e de consumo, por parte das empresas e das pessoas, influenciando as taxas de juros e a disponibilidade de crédito, enquanto a política monetária funciona diretamente sobre as rendas por meio da tributação e dos gastos públicos. c) A política monetária procura estimular ou desestimular as despesas de consumo e de investimento, por parte das empresas e das pessoas, influenciando as taxas de juros e a disponibilidade de crédito, enquanto a política fiscal funciona diretamente sobre as rendas mediante a tributação e os gastos públicos. d) Não há, essencialmente, diferença entre as duas, uma vez que os objetivos e as técnicas de operações são os mesmos. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: 80
  • 81. ECONOMIA MICRO E MACRO A política monetária e a política fiscal diferem, essencialmente,pelo seguinte fato: a política monetária procura estimular oudesestimular as despesas de consumo e de investimento, por partedas empresas e das pessoas, influenciando as taxas de juros e adisponibilidade de crédito, enquanto a política fiscal atua diretamentesobre as rendas por meio da tributação e dos gastos públicos. A resposta poderia ser complementada com o fato de que apolítica monetária é mais imediata (bastando uma resolução dasautoridades monetárias), enquanto a política fiscal é mais lenta, pois,além de ser necessária sua votação no Congresso Nacional, só podeser implementada no exercício seguinte (princípio da anterioridade).4. No mercado de trabalho, são determinadas quais das seguintes variáveis macroeconômicas? a) Nível de emprego e salário real. b) Nível de emprego e salário monetário. c) Nível geral de preços e salário real. d) Salário real e salário monetário. e) Nível de emprego e nível geral de preços. RESPOSTA: alternativa b. Solução: No mercado de trabalho, mediante o equilíbrio entre a oferta demão-de-obra por parte dos trabalhadores e da demanda de mão-de-obra por parte das empresas, determinam-se o nível de emprego e osalário monetário (nominal, corrente). A determinação do nível desalário real depende do nível geral de preços, que se forma nomercado de bens e serviços.QUESTÕES ADICIONAIS1. Uma medida de política fiscal pura, anti-recessiva, materializa-se por meio de: a) Aumento de gastos do governo e/ou redução da carga tributária acompanhados de um aumento nos meios de pagamento. 81
  • 82. ECONOMIA MICRO E MACRO b) Redução de gastos do governo e/ou aumento da carga tributária acompanhados de um aumento nos meios de pagamento. c) Aumento de gastos do governo e/ou redução da carga tributária com meios de pagamento constantes. d) Redução dos gastos do governo e/ou aumento da carga tributária com meios de pagamentos constantes. e) Aumento dos meios de pagamento com gastos do governo e carga tributária constantes. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Uma medida de política fiscal pura, anti-recessiva, materializa-se por meio de aumento do governo e/ou redução da carga tributáriacom meios de pagamento constantes. Uma política fiscal “pura’’ é sempre financiada pelaarrecadação, e não por políticas monetárias.2. A política monetária via “orçamento monetário’’ tem por objetivos principais a perfeita coordenação das seguintes variáveis: a) Nível de atividade econômica; taxa de inflação; taxa de juros e nível de liquidez em patamares desejados. b) Concessão de subsídios ao setor produtivo; fazer baixar a taxa de inflação; aumentar os meios de pagamentos. c) Zerar o déficit orçamentário do governo; combater a inflação; controlar a taxa de juros. d) Compatibilizar a arrecadação de impostos com as despesas do governo; gerar superávits orçamentários e aumentar a liquidez do sistema financeiro. e) Taxa de câmbio, taxa de juros e emprego. RESPOSTA: alternativa a. Solução: A política monetária via orçamento monetário tem por objetivosprincipais a perfeita coordenação das seguintes variáveis: nível deatividade econômica, taxa de inflação, taxa de juros e nível de liquidezem patamares desejados. 82
  • 83. ECONOMIA MICRO E MACRO As demais alternativas já envolvem também instrumentos depolítica fiscal (subsídios, impostos etc.). 9 CONTABILIDADE SOCIALQUESTÕES PROPOSTAS1. Em Economia, “formação de capital’’ significa especificamente: a) A compra de qualquer mercadoria nova. b) Investimento líquido. c) A tomada de dinheiro emprestado. d) A venda ao público de qualquer nova emissão de ações. e) Poupança. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Formação de capital significa investimento líquido, isto é, osinvestimentos realizados no período menos a depreciação do estoquede capital do período anterior.2. O Produto Interno Bruto, a preço de mercado, equivale a: 83
  • 84. ECONOMIA MICRO E MACRO a) Produto Interno Bruto a custo de fatores + renda líquida enviada ao exterior. b) Produto Interno Líquido a custo de fatores + impostos indiretos + depreciação – subsídios. c) Produto Interno Líquido a preço de mercado + amortização de empréstimos externos. d) Produto Nacional Líquido a preço de mercado + dívida externa bruta. e) Produto Nacional Bruto a preço de mercado + impostos indiretos – subsídios. RESPOSTA: alternativa b. Solução: O produto bruto é igual a produto líquido mais depreciação.Produto a preço de mercado é igual a produto a custo de fatores maisos impostos indiretos menos os subsídios do governo. Portanto,Produto Interno Bruto, a preço de mercado, equivale a ProdutoInterno Líquido a custo de fatores mais impostos indiretos edepreciação menos os subsídios.3. Considerando-se os dois grandes agregados macroeconômicos: Produto Interno Bruto (a preços de mercado) e Produto Nacional Bruto (a preços de mercado), em um sistema econômico aberto como, por exemplo, o brasileiro, se o país remete mais renda para o exterior do que dele recebe, teremos: a) PIBpm > PNBpm b) PIBpm < PNBpm c) PIBpm = PNBpm d) As transações com o exterior não afetam nem o PIB nem o PNB. e) Importações > exportações. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Sabemos que PIB = PNB – RLFE, isto é, o produto interno(renda produzida dentro do país) é o produto nacional (renda queefetivamente pertence ao país) menos a renda líquida de fatores 84
  • 85. ECONOMIA MICRO E MACROexternos (remuneração dos fatores externos). Se RLFE é positiva, oPIB é maior que o PNB.4. Suponha uma economia em que não exista governo nem transações com o exterior. Então: a) PIBpm > PIBcf > RNB. b) PIBpm < PIBcf < RNB. c) PIBpm = PIBcf > RNB. d) PIBpm = PIBcf < RNB. e) PIBpm = PIBcf = RNB.sendo: PIBpm – Produto Interno Bruto a preço de mercado. PIBcf – Produto Interno Bruto a custo de fatores. RNB – Renda Nacional Bruta. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Como não existe governo, não temos impostos indiretos esubsídios, o que torna o PIB a preços de mercado igual ao PIB a custode fatores, isto é: PIBpm = PIBcf Como não há transações com o exterior, não há diferença entrea RNB (ou PNB) e o PIB, e então temos: PIBpm = PIBcf = RNB5. O Produto Nacional de um país, medido a preços correntes, aumentou consideravelmente entre dois anos. Isso significa que: a) Ocorreu um incremento real na produção. b) O investimento real entre os dois anos não se alterou. c) O país está atravessando um período inflacionário. d) O país apresenta taxas significativas de crescimento do produto real. e) Nada se pode concluir, pois é necessário ter informações sobre o comportamento dos preços nesses dois anos. 85
  • 86. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa e. Solução: Considerando, por exemplo, os anos 1990 e 1991, o produtonacional a preços correntes é dado por: PN90 = Σ p90 × q90 PN91 = Σ p91 × q91 Ou seja, ele pode ter crescido devido apenas ao aumento depreços. Para aferirmos o crescimento real da economia, precisamos doPN a preços constantes de um dado ano (o chamado PN real), que éobtido deflacionando-se o PN a preços correntes (chamado PNnominal ou monetário), por um índice de preços.6. As Contas Nacionais do Brasil fornecem os seguintes dados (valores hipotéticos, em milhões de reais): I. Renda Nacional Líquida a custo de fatores: 5.000 II. Impostos Indiretos: 1.000 III. Impostos Diretos: 500 IV. Subsídios: 100 V. Transferências: 200 VI. Depreciação: 400 VII. Renda Líquida enviada ao exterior: 0 Os índices de carga tributária bruta e líquida serão,respectivamente (desprezando-se os algarismos a partir daterceira casa decimal): a) 30,00 e 25,24. b) 19,04 e 14,29. c) 24,00 e 19,05. d) 27,77 e 23,02. e) 23,80 e 19,04. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Sabendo-se que a expressão “Renda Nacional’’ refere-se àRenda Nacional Líquida a custo de fatores (RNLcf ), temos: 86
  • 87. ECONOMIA MICRO E MACRO RNBcf = RNLcf + Depreciação = 5.000 + 400 = 5.400 PNBpm = RNBcf + Impostos indiretos – Subsídios = 5.400 + 1.000 – 100 =6.300 PIBpm = PNBpm – Renda líquida enviada ao exterior = 6.300 – 0 = 6.300 O Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB ) é igual a: Ti + Td ICTB = . 100 PIBpmonde: Ti = tributos indiretos = 1.000 e Td = tributos diretos = 500 Portanto, o Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB) será: 1.000 + 500 ICTB = . 100 = 23,80% 6.300 O ICTL, o Índice de Carga Tributária Líquida, será igual a: ICTL = Ti + Td – Tr – Sub . 100 PIBpmsendo: Tr = transferências do governo ao setor privado e Sub = Subsídios. Portanto, temos que: ICTL = 1.000 + 500 – 200 – 100 . 100 = 19,04% 6.3007. Em uma economia, a renda enviada para o exterior é maior que a renda recebida do exterior. Então: a) O Produto Interno Bruto é maior que o Produto Nacional Bruto. b) O Produto Interno Bruto é menor que o Produto Nacional Bruto. c) O Produto Interno Bruto é igual ao Produto Nacional Bruto. 87
  • 88. ECONOMIA MICRO E MACRO d) O Produto Interno Bruto a custo de fatores é maior que o Produto Interno Bruto a preços de mercado. e) O Produto Nacional Bruto a custo de fatores é menor que o Produto Nacional Bruto a preços de mercado. RESPOSTA: alternativa a. Solução: O Produto Interno Bruto (PIB) é igual ao Produto NacionalBruto (PNB) mais a renda enviada ao exterior (RE), menos a rendarecebida do exterior (RR), isto é: PIB = PNB + RE – RR Se RE > RR, segue que PIB > PNB.8. Com os dados abaixo, para uma economia hipotética, responda às questões 8a e 8b. PIB a preços de mercado 2.000 Tributos indiretos 500 Subsídios 250 Consumo final das famílias 400 Formação bruta de capital fixo 400 Variação de estoques 100 Exportações de bens e serviços de não fatores 500 Importações de bens e serviços de não fatores 100 Depreciação 100 Impostos diretos 200 Transferências de assistência e previdência 150 Outras receitas correntes líquidas do governo 600 Juros da dívida pública interna 100 Poupança corrente do governo (superávit) 1008a. O consumo final das administrações públicas é igual a: a) 1.100 unidades monetárias. b) 650 unidades monetárias. c) 600 unidades monetárias. d) 550 unidades monetárias. e) 700 unidades monetárias. 88
  • 89. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa e. Solução: No Sistema de Contas Nacionais, a conta das administraçõespúblicas é apresentada da forma a seguir. Os números referem-se aosdados do exercício. Débitos Créditos ... Consumo final das Tributos indiretos 500 administrações públicas: Tributos diretos 200 250 Subsídios ao setor privado 150 Transferência de assistência e Outras receitas correntes do 600 previdência governo 100 Juros da dívida pública 100 interna Saldo: Poupança corrente do governo ... TOTAL DOS DÉBITOS CORRENTES TOTAL DAS RECEITAS ... CORRENTES Substituindo os valores do exercício neste razonete, o consumofinal das administrações é calculado por resíduo, já que temos todosos valores dos demais itens. O Total das Receitas e dos DébitosCorrentes é igual a 1.300, com o que chegamos a 700 unidadesmonetárias para o consumo final das administrações públicas.8b. O total das receitas correntes do governo é: a) 1.950 unidades monetárias. b) 1.700 unidades monetárias. c) 1.300 unidades monetárias. d) 1.150 unidades monetárias. e) 800 unidades monetárias. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Utilizando o razonete da questão anterior e os dados da tabela,basta somar o total dos créditos (Tributos indiretos 500 + Tributos 89
  • 90. ECONOMIA MICRO E MACROdiretos 200 + Outras receitas correntes líquidas do governo 600), echegamos ao total das Receitas correntes do governo = 1.300.9. Em determinada economia (valores hipotéticos), o Produto Nacional Líquido a custo dos fatores é 200. Sabendo-se que:  Renda líquida enviada ao exterior: 50.  Impostos indiretos: 80.  Subsídios: 20.  Depreciação: 80. Calcule o valor do Produto Interno Bruto a preços de mercado a) 310 b) 290 c) 230 d) 390 e) 270 RESPOSTA: alternativa d. Solução: Primeiramente, chegaremos a fórmula do PIB a preços demercado: PIBpm = PNBpm + RLEE PIBpm = (PNLpm + d) + RLEE PIBpm = [(PNLcf + Ti – Sub) + d] +RLEE Sabendo que PNLcf = 200, RLEE = 50, Ti = 80, Sub = 20 e d =80, temos: PIBpm = [(200 + 80 – 20) + 80] + 50 PIBpm = 39010. A diferença entre Renda Nacional Bruta e Renda Interna Bruta é que a segunda não inclui: a) O valor das importações. b) O valor da renda líquida de fatores externos. c) O valor dos investimentos realizados no país por empresas estrangeiras. 90
  • 91. ECONOMIA MICRO E MACRO d) O valor das exportações. e) O saldo da balança comercial do país. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A Renda Nacional Bruta inclui em sua contabilidade a rendalíquida de fatores externos, enquanto a Renda Interna Bruta adesconsidera.11. O salário mensal de determinada categoria de trabalhadores era de $ 70.000,00 em 1990 e $ 144.000,00 em 1991. Os índices de custo de vida correspondentes são 100 para 1990 e 240 para 1991. Logo, o salário real em 1991, em valores constantes de 1990, é: a) $ 70.000,00 b) $ 40.000,00 c) $ 60.000,00 d) $ 100.000,00 e) $ 144.000,00 RESPOSTA: alternativa c. Solução: Considerando que salário real91/90 é o salário real em 91 avalores constantes de 90, temos: Salário nominal 91 Salário 91/90 = real ⋅ 100 Índice preços de 91 144.000 Salário 91/90 = real ⋅ 100 = $ 60. 000 24012. Não é considerada uma transação da economia informal: a) Mercado paralelo do dólar. 91
  • 92. ECONOMIA MICRO E MACRO b) Empregado não registrado em carteira. c) Autônomos que não fornecem recibo pelo pagamento de seu serviço. d) Aluguel estimado do caseiro de uma fazenda. e) Guardadores de automóveis não registrados. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Todas as respostas representam desobediência civil deatividades econômicas regulares de mercado, exceto o aluguelestimado do caseiro de uma fazenda, já que consiste numa rendaimplícita do proprietário da fazenda e, embora não apareça nomercado, é computado no Produto Nacional.13. Para fins de contabilidade social, qual das despesas governamentais abaixo é considerada transferência: a) Cursos de alfabetização de adultos. b) Manutenção de aeroportos. c) Manutenção de estradas. d) Salários de funcionários aposentados. e) Vacinação em massa. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Transferência do governo é uma transação que aparece nomercado, mas é excluída do Produto Nacional, pois não o altera.Somente é considerada a transferência direta, isto é, sem consideraros serviços prestados pelo governo. Portanto, salários de funcionáriosaposentados representam transferência governamental. Cursos dealfabetização não são uma transferência, pois são serviços do governo(bolsas de estudo seriam).14. Se compararmos a matriz insumo-produto com o sistema de contas nacionais de um país, num mesmo período, veremos que: a) Não há relação alguma entre a matriz e o sistema. b) Ambos incluem os fluxos financeiros da economia. c) A matriz inclui as transações intermediárias, e o sistema não. 92
  • 93. ECONOMIA MICRO E MACRO d) A matriz é elaborada em termos de estoques, e o sistema, em termos de fluxos. e) A matriz permite calcular o estoque de capital nacional, e o sistema, o produto nacional. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A matriz é uma “radiografia” da estrutura da economia, poismostra toda a cadeia produtiva, ou seja, inclui transações com bens eserviços intermediários, diferentemente do sistema de contasnacionais, que inclui somente bens e serviços finais.QUESTÕES ADICIONAIS1. Aponte a alternativa correta: a) O investimento em ações é um componente do investimento agregado, no sentido da contabilidade social. b) Não existe dupla contagem quando se agrega o valor adicionado da indústria de pneus com o valor adicionado da indústria de automóveis. c) A diferença entre o PIB e o PNB é dada pelas exportações e pelas importações. d) A renda a custo de fatores é calculada a partir do produto a preços de mercado, retirado o valor dos impostos diretos e somados os subsídios governamentais. e) A renda líquida dos fatores externos inclui o valor das amortizações de empréstimos financeiros tomados pelo país. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Não existe dupla contagem na medição do PIB, pelo fato deestarem sendo somados os valores adicionados, excluindo as comprasintermediárias.2. Assinale a alternativa incorreta: a) Economia informal é a mesma coisa que economia subterrânea. 93
  • 94. ECONOMIA MICRO E MACRO b) O produto nacional a preços de mercado é dado pela renda nacional a custo de fatores, somados os impostos indiretos e retirados os subsídios do governo. c) O Produto Nacional Líquido é a diferença entre o Produto Nacional Bruto e a depreciação de ativos fixos. d) Os gastos das empresas estatais não são considerados como gastos do governo, de acordo com a contabilidade social. e) O Índice de Desenvolvimento Humano da ONU reflete mais adequadamente o padrão de desenvolvimento humano e social dos países. RESPOSTA: alternativa a. Solução: O conceito de economia informal refere-se à desobediência civilde atividades formais de mercado, como, por exemplo, a sonegação deimpostos, a falta de registro em carteira de empregados, enquanto oconceito de economia subterrânea inclui atividades ilegais oumarginais, como contrabando, tráfico etc. 94
  • 95. ECONOMIA MICRO E MACRO 10 DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE RENDA E PRODUTO NACIONAIS; O MERCADO DE BENS E SERVIÇOSQUESTÕES PROPOSTAS1. No modelo keynesiano básico de determinação da renda, assinale a alternativa errada: a) Para que haja equilíbrio, a soma dos vazamentos deve ser igual à das injeções. b) Para que haja equilíbrio, a oferta agregada deve igualar a demanda agregada. c) Renda de equilíbrio é o mesmo que renda de pleno emprego. d) No equilíbrio da renda, numa economia fechada e sem governo, os investimentos planejados devem igualar as poupanças planejadas. e) Todas as alternativas anteriores estão incorretas. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A alternativa c é a única incorreta, já que no modelokeynesiano básico a renda de equilíbrio pode estar abaixo da renda depleno emprego, dependendo da demanda agregada da economia.2. Supondo investimentos autônomos em relação à renda nacional, se os indivíduos desejarem poupar mais nos diversos níveis de renda planejada, no novo equilíbrio ter-se-á: a) O nível de renda e de poupança aumentará. 95
  • 96. ECONOMIA MICRO E MACRO b) O nível de investimento realizado excederá o da poupança realizada. c) O nível de investimento realizado será menor que o da poupança realizada. d) O nível de poupança será constante e o da renda diminuirá. e) O nível de poupança se elevará e o de consumo se reduzirá, mas a renda permanecerá constante. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Quando os indivíduos desejam poupar mais, para os diversosníveis de renda planejada, tem-se um deslocamento da curva depoupança de S0 para S1, como mostra o gráfico. Sendo o investimentoconstante com a renda, um aumento da poupança acaba resultandonuma diminuição da renda (de y0 para y1) e em poupança constante(esta nunca varia se o investimento for constante com a renda). I, S S1 S0 I1 = S 1 I I0 = S 0 y1 y0 y3. São fatores que contribuem para a elevação do produto real na economia, de acordo com o pensamento keynesiano: a) Redução do déficit governamental, tudo o mais constante. 96
  • 97. ECONOMIA MICRO E MACRO b) Maiores exportações e menores importações de bens e serviços, menor tributação, enquanto a economia se encontrar em nível abaixo do pleno emprego dos fatores. c) Maiores gastos do governo, maior poupança interna e menores níveis de tributação, por induzirem a maior demanda agregada. d) Redução de barreiras alfandegárias às importações de bens e serviços. e) Redução das exportações de bens e serviços, em razão de provocar aumento na disponibilidade interna de bens e serviços. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A alternativa b é correta. Mais exportações e menosimportações aumentam o produto real da economia, já que elevam ademanda agregada. Redução de impostos aumenta a renda disponíveldos agentes, aumentando o consumo destes e a demanda agregada.As alternativas a, d e e reduzem o produto real e a alternativa c nãogarante o aumento do produto, já que os efeitos do aumento dosgastos do governo e redução da tributação podem ser revertidos pelamaior poupança. Note que mesmo a alternativa c somente é corretaconsiderando-se que a economia não esteja no pleno emprego, tudo omais constante.4. Em um modelo keynesiano simples de determinação da renda de equilíbrio, toda vez que o investimento autônomo sofrer um aumento, a renda nacional subirá por um múltiplo desse aumento. Essa expansão da renda variará: a) Em relação direta com a propensão marginal a consumir. b) Em relação direta com a propensão marginal a poupar. c) De acordo com a taxa de juros de longo prazo. d) Em relação inversa com a propensão marginal a consumir. e) Em relação direta com a soma das propensões marginais a consumir e a poupar. RESPOSTA: alternativa a. Solução: 97
  • 98. ECONOMIA MICRO E MACRO A expansão total da renda quando há aumento do investimentoé dependente do multiplicador da economia, que é diretamentedependente da propensão marginal a consumir (maior propensãomarginal a consumir causa maior variação da renda).5. Considere duas economias, numa das quais as importações são uma função crescente do nível de renda real, enquanto na segunda as importações são autônomas em relação ao nível de renda. O valor do multiplicador: a) Da primeira será maior que o da segunda. b) Da segunda será maior que o da primeira. c) Da primeira será igual ao da segunda. d) Da primeira não depende do valor da propensão marginal a consumir. e) Da segunda é função do nível de importação. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Os valores dos multiplicadores são: • importações induzidas por aumentos da renda real: km’ = – 1/(1 – b + m1) • importações autônomas, independentes da renda real: km = – 1/(1 – b) Como m1 > 0, segue km > km’. Intuitivamente, as importações representam um vazamento dofluxo de renda. Dada uma elevação da demanda, se as importaçõesdependem da renda, teremos um vazamento adicional a cada etapa doefeito multiplicador.6. Em um modelo keynesiano simples, se a propensão marginal a poupar for 20% e houver um aumento de $ 100 milhões na demanda por investimento, a expansão no produto nacional: a) Será de $ 200 milhões. b) Será de $ 500 milhões. c) Não pode ser calculada, pois não se sabe qual a propensão marginal a consumir. 98
  • 99. ECONOMIA MICRO E MACRO d) Não ocorrerá. e) Será de $ 2 milhões. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Sendo s = propensão marginal a poupar, b = propensãomarginal a consumir, k = multiplicador da renda, ∆I = variação dademanda por investimento e ∆Y = expansão no produto nacional,temos: b = 1 − s = 1 − 0, ⇒ b = 0, 2 8 1 1 k = = ⇒ k = 5 1 − b 1 − 0,8 ∆ Y = k ⋅ ∆ I = 5 ⋅ 100 ⇒ ∆ Y = $ 500 milhões7. Aponte a afirmativa falsa: a) O mecanismo do estabilizador automático amortece o efeito dos ciclos econômicos. b) O teorema do orçamento equilibrado mostra que, se aumentarmos os gastos públicos na mesma proporção do aumento da tributação, o nível de renda aumentará no mesmo montante do aumento dos gastos e da tributação. c) No mecanismo do estabilizador automático, a tributação é suposta independente do nível de renda nacional. d) Com a inclusão da tributação no modelo básico, o consumo é suposto dependente da renda disponível. e) No hiato deflacionário, a renda de equilíbrio está aquém da renda de pleno emprego. RESPOSTA: alternativa c. Solução: O mecanismo do estabilizador automático supõe tributaçãoprogressiva em relação à renda, de forma a atenuar grandesaumentos de renda e grandes reduções de renda. 99
  • 100. ECONOMIA MICRO E MACRO8. Segundo Keynes, três elementos básicos estão envolvidos nas decisões para investir: a) Disponibilidade de capital de giro, taxa de juros e nível de lucros esperados. b) Custo do investimento, fluxo de renda líquida a ser gerado pelo investimento e taxa de juros. c) Taxa de juros do mercado, custo de produção dos bens de capital e taxa de salários. d) Custos variáveis de produção, taxa de salários vigente e lucro esperado. e) Fluxo de renda a ser gerado pelo investimento, disponibilidade de capital de giro e taxa de juros. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Os três elementos básicos são o custo do investimento (preçode oferta), o fluxo de renda líquida (que junto com o preço de ofertaresultam em certa eficiência marginal do capital) e a taxa de juros(que deve ser menor que a eficiência marginal do capital para que oinvestimento ocorra).9. O princípio do acelerador de investimento baseia-se na relação existente entre: a) A taxa corrente de investimento e a taxa de juros. b) O nível corrente de investimentos e o nível de renda. c) O nível corrente de investimentos e a variação no nível de renda. d) O nível corrente de investimento e o nível de gastos do governo. e) O nível de investimentos e o nível de poupança. RESPOSTA: alternativa c. Solução: O princípio do acelerador de investimento baseia-se na relaçãoexistente entre o nível corrente de investimento e a variação no nívelde renda. Ou seja, o nível de investimento (I) depende das variaçõesdo produto e não do nível do produto. Note que, ao contrário domultiplicador keynesiano, o princípio do acelerador supõe que a taxade investimento é que depende da renda (produto), isto é: 100
  • 101. ECONOMIA MICRO E MACRO I = f (variações da renda). No multiplicador, temos que: variações da renda = kI × variações no investimento,sendo kI o multiplicador keynesiano.10. Numa economia fechada e sem governo, são dados: I. a função consumo, pela equação: C = 20 + 3/4y, sendo y o nível de renda; e II. o nível de investimento (autônomo) = 40. Se o produto de pleno emprego for 300, o aumento do nívelde investimento necessário para que a economia estejaequilibrada com pleno emprego será: a) 80 b) 60 c) 45 d) 15 e) 30 RESPOSTA: alternativa d. Solução: Nessa economia, temos que y = C + I = 20 + 3/4y + 40 Portanto, resolvendo a equação, y* = 240 Como a renda de pleno emprego é igual a ype = 300, énecessário um aumento de renda ∆y = (yPE – y*) = 300 – 240 = 60. Lembrando que ∆y = kI × ∆I, e que kI= 1 . (1 – propensão marginal a consumir) 101
  • 102. ECONOMIA MICRO E MACRO temos que kI= 1 = 4. (1 – ¾) Como ∆y = kI× ∆I temos 60 = 4 × ∆I e, portanto, ∆I= 15 Ou seja, para obtermos um aumento de renda de 60, bastaelevarmos os investimentos (ou outra variável da demanda agregada)em 15, que serão multiplicados quatro vezes, criando renda.11. Conhecidas, para uma economia fechada e sem governo (e supondo que não haja lucros retidos pelas empresas): Função poupança: S = –10 + 0,2yd , onde yd = renda pessoal disponível. Função investimento: I = 20 + 0,1y, onde y = renda (produto) nacional. Assinale a alternativa correta: a) O nível de equilíbrio do produto é, aproximadamente, 14,3. b) A função consumo é C = 10 + 0,2yd. c) É impossível conhecer o produto de equilíbrio, pois não foi dada a função renda pessoal disponível. d) O nível de equilíbrio do produto é 300. e) O multiplicador dos investimentos autônomos é 5. RESPOSTA: alternativa d. Solução: São dados: S = –10 + 0,2yd e I = 20 + 0,1y Como não há governo, a renda disponível yd é igual à rendanacional y. Analisemos cada alternativa: • alternativa a: Renda de equilíbrio: OA = DA y=C+I Como a função consumo C é complemento da poupança,temos: 102
  • 103. ECONOMIA MICRO E MACRO C=y–S C = y – (– 10 + 0,2y) C = 10 + 0,8y Substituindo as funções C e I na condição de equilíbrio, vem: y = C + I = 10 + 0,8y + 20 + 0,1y = 30 + 0,9y Portanto: y – 0,9y = 30 = 30/0,1 y = 300diferente de 14,3, como aparece na alternativa a. • alternativa b: a função consumo é o complemento da função poupança, igual a C = 10 + 0,8yd (e não C = 10 + 0,2yd, como aparece na alternativa b). • alternativa c: não é verdade. Como o enunciado diz que não há governo (e, portanto, não há impostos), a renda disponível (yd = y – T) é igual à renda nacional y. • alternativa d: alternativa correta. Ver resolução na alternativa a. • alternativa e: errada. O multiplicador do investimento, com investimento induzido pela renda (I= f(y)), é dado pela fórmula: kI = 1 . (1 – b – i1)sendo i1 a declividade da função investimento. Temos então: kI = 1 = 1 = 10 (1 – 0,8 – 0,1) 0,1(e não 5, como no exercício)12. Dados, para uma economia hipotética aberta e com governo: C = 10 + 0,8yd I = 5 + 0,1y G = 50 X = 100 103
  • 104. ECONOMIA MICRO E MACRO M = 10 + 0,14y T = 12 + 0,2yonde: C = consumo das famílias yd = renda disponível G = gastos do governo X = exportação de bens e serviços M = importação de bens e serviços y = produto nacional T = tributaçãoum aumento de 100 unidades monetárias no gastos do governo, tudoo mais mantido constante, provocaria acréscimo do produto nacionaligual a: a) 100 unidades monetárias. b) Menos que 100 unidades monetárias, porque a tributação também aumentaria. c) 250 unidades monetárias. d) 500 unidades monetárias. e) 1.000 unidades monetárias. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A questão refere-se ao efeito do multiplicador keynesiano dosgastos do governo (ou seja, qual o acréscimo do produto nacional,gerado por um aumento de 100 unidades monetárias nos gastos dogoverno), mas em sua versão ampliada, supondo investimentos,tributos e importações como funções crescentes do produto nacional.Sua fórmula é: kG = ∆ y = 1 . ∆G 1 – b ( 1 – t1 – i1 + m1)onde: b = propensão marginal a consumir = 0,8; t1 = alíquota marginal da tributação = 0,2 (obtida na função T = 12 + 0,2y); 104
  • 105. ECONOMIA MICRO E MACRO i1 = propensão marginal a investir = 0,1 (obtida na função I = 5 + 0,1y); m1 = propensão marginal a importar = 0,14 (obtida na função M = 10 + 0,14y). Temos então: kG = 1 . 1 – 0,8 (1 – 0,2) – 0,1 + 0,14 Portanto, um aumento de 100 nos gastos do governo leva a umaumento do produto de 250, tudo o mais mantido constante.QUESTÕES ADICIONAIS1. No modelo keynesiano de determinação de equilíbrio da renda e do produto, é certo que: a) Um aumento nos impostos tem maior poder de diminuir o produto de equilíbrio que igual contração nos gastos do governo, tudo mais constante. b) A estabilidade do equilíbrio requer propensão marginal a consumir maior que 1. c) A propensão marginal a consumir é maior que a propensão média a consumir. d) O produto estará em equilíbrio, quando o investimento realizado for igual à poupança realizada. e) A propensão média a consumir é maior que a propensão marginal a consumir. RESPOSTA: alternativa e. Solução: No modelo keynesiano de determinação da renda: • a função consumo é dada por C = a + byd; 105
  • 106. ECONOMIA MICRO E MACROonde: C: consumo; a: consumo autônomo (que não depende da renda); b: propensão marginal a consumir; e yd: renda disponível. • a propensão média a consumir é igual a PMeC = C = a + byd = a + b yd yd yd • a propensão marginal a consumir é dada por PMgC = b; Como a é positivo, conseqüentemente, PMeC > PMgC. yd2. A ocorrência do efeito multiplicador keynesiano de procura de bens e serviços será garantida se: a) A economia estiver operando com pleno emprego de mão-de- obra. b) Houver equilíbrio entre a procura e a oferta globais de bens e serviços. c) O fluxo do investimento adicional for mantido. d) Houver equilíbrio no mercado monetário. e) Houver equilíbrio no balanço de pagamentos. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A ocorrência do efeito multiplicador keynesiano de procura debens e serviços será mantida se o fluxo do investimento adicional formantido. Assim como a renda aumentará num múltiplo do aumentoautônomo de investimentos, ela também cairá segundo um múltiplode uma eventual queda dos investimentos (ou outro elementoautônomo da demanda agregada).3. O multiplicador keynesiano do orçamento equilibrado é: a) Positivo e maior que um. b) Positivo e localizado entre zero e um. c) Igual a zero. d) Igual a um. e) Negativo com o valor absoluto maior que um. 106
  • 107. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa d. Solução: O multiplicador keynesiano do orçamento equilibrado é igual aum. Significa que, dado um aumento nos gastos do governo e natributação de igual valor (por exemplo, 100), a renda nacionalaumentará nessa mesma magnitude (100). Isso ocorre porque a somados efeitos multiplicadores dos gastos kG = 1 . 1–be da tributação kT = – b . 1–b (sendo b a propensão marginal a consumir) é igual a um. Assim: kG + kT = 1 – b = 1–b = 1 1–b 1–b 1–b Por essa razão, o Teorema do Orçamento Equilibrado também éconhecido como Teorema do Multiplicador Unitário (ou ainda Teoremade Haavelmo, seu criador).4. Indique a opção falsa. No modelo keynesiano de determinação da renda: a) Os acréscimos à capacidade produtiva resultantes do aumento de investimento não são computados, pois o estoque de capital, no curto prazo, é supostamente dado. b) Um aumento no investimento resultará em um aumento na renda de equilíbrio, menor se a receita de impostos for função crescente da renda do que se o imposto for fixo. 107
  • 108. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Quando os gastos do governo e as receitas de um imposto fixo são aumentados no mesmo montante, a renda nacional cresce no valor do aumento dos gastos do governo. d) Os multiplicadores dos itens de despesas consideradas autônomas – como investimentos, gastos do governo ou exportações – são todos iguais e positivos. e) A igualdade entre investimento realizado e poupança planejada é condição de equilíbrio. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A condição de equilíbrio, no modelo keynesiano dedeterminação da renda, é dada pela igualdade entre investimentoplanejado (ex ante) e poupança planejada (ex ante) e não peloinvestimento realizado (ex post) e poupança planejada (ex ante). Asdemais alternativas estão corretas. As alternativas a e d são auto-explicativas. A alternativa b refere-se ao fato de o efeito multiplicadorde um aumento no investimento ser menor, quando a tributação éuma função crescente da renda, pois isso representa um vazamentode renda a cada etapa do processo. A alternativa c refere-se aomultiplicador do orçamento equilibrado (ou multiplicador unitário).5. Um dos pontos-chaves do modelo keynesiano é que o produto nacional de equilíbrio é determinado pela demanda efetiva e que: a) O produto nacional de equilíbrio pode situar-se abaixo do pleno emprego dos recursos produtivos. b) A oferta agregada determina sozinha o pleno emprego. c) A demanda agregada não afeta o nível de emprego de trabalhadores. d) O pleno emprego é sempre atingido qualquer que seja a propensão marginal a consumir. e) O equilíbrio sempre coincide com o pleno emprego. RESPOSTA: alternativa a. Solução: 108
  • 109. ECONOMIA MICRO E MACRO As alternativas b, c, d e e correspondem ao modelo clássico. Aalternativa correta é a a porque a economia pode estar em equilíbriotendo desemprego de recursos produtivos. 11O LADO MONETÁRIO DA ECONOMIA 109
  • 110. ECONOMIA MICRO E MACROQUESTÕES PROPOSTAS1. O que define a moeda é sua liquidez, ou seja, a capacidade que possui de ser um ativo prontamente disponível e aceito para as mais diversas transações. Além disso, três outras características a definem: a) Forma metálica, papel-moeda e moeda escritural. b) Instrumento de troca, unidade de conta e reserva de valor. c) Reserva de valor, credibilidade e aceitação no exterior. d) Instrumento de troca, curso forçado e lastro-ouro. e) Forma metálica, reserva de valor e curso forçado. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A moeda é definida por sua liquidez e tem três outrascaracterísticas (ou funções): serve como instrumento de troca,unidade de conta de toda a economia e reserva de valor dos agentes.2. As operações entre o público e o setor bancário, conforme o caso, podem criar meios de pagamento ou destruir meios de pagamento. Dentre as operações a seguir relacionadas, qual delas é responsável pela criação de meios de pagamento? a) Pessoas realizam depósitos a prazo nos bancos. b) Bancos vendem ao público, mediante pagamento a vista, em moeda, títulos de diversas espécies. c) A empresa resgata um grande empréstimo contraído no sistema bancário. d) Empresas levam aos bancos duplicatas para desconto, recebendo a inscrição de depósitos a vista ou moeda manual. e) Saque de cheques nos caixas dos bancos. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Analisaremos todas as alternativas: 110
  • 111. ECONOMIA MICRO E MACRO • alternativa a: há destruição de moeda, pois depósitos a prazo não são considerados meios de pagamento (M1); • alternativa b: há destruição de moeda (bancos reduzem M1 e ampliam M2, M3 ou M4, dependendo dos títulos vendidos ao público); • alternativa c: há destruição de moeda, pois diminui M1 (ou diminuindo moeda com o público, ou seus depósitos), e aumenta o caixa dos bancos comerciais; • alternativa d: há criação de moeda, pois o aumento dos depósitos a vista ou moeda manual aumenta os meios de pagamento; • alternativa e: é apenas uma transferência de depósitos em conta corrente para moeda em poder público (não altera M1, somente sua composição).3. O Banco Central do Brasil (Bacen) tem, entre suas responsabilidades, a de: a) Emitir papel-moeda, fiscalizar e controlar os intermediários financeiros, supervisionar a compensação de cheques. b) Atuar como banco do governo federal e renegociar a dívida externa brasileira. c) Aceitar depósitos, conceder empréstimos ao público e controlar os meios de pagamento do país. d) Executar as políticas monetária e fiscal do país. e) Formular a política monetária e cambial do país. RESPOSTA: alternativa a. Solução: As funções do Bacen refletem seu objetivo de regular a moeda eo crédito em níveis compatíveis com o crescimento da produção,mantendo a liquidez do sistema. Isso ocorre por meio de emissão depapel-moeda, fiscalização e controle dos intermediários financeiros esupervisão da compensação de cheques, entre outros. Note que oBacen não é um banco comercial, portanto, não concede empréstimosao público e não aceita depósitos do público. A política fiscal e aformulação de políticas cambial e monetária são responsabilidades dogoverno. 111
  • 112. ECONOMIA MICRO E MACRO4. Entende-se por “operações de mercado aberto’’, especificamente: a) Concessão de empréstimos, por parte dos bancos comerciais, empresas e consumidores. b) Concessão de empréstimos, pelo Banco Central, a bancos comerciais. c) Venda de ações, em bolsa, pelas empresas ao público em geral. d) Atividade do Banco Central na compra ou venda de obrigações do governo. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Operações de mercado aberto consistem em compras e/ouvendas, por parte do Bacen, de obrigações (títulos) governamentais nomercado de capitais.5. A principal função da reserva compulsória sobre os depósitos bancários, como instrumento de política monetária, é: a) Permitir ao governo controlar a demanda de moeda. b) Permitir às autoridades monetárias controlar o montante de moeda bancária que os bancos comerciais podem criar. c) Impedir que os bancos comerciais obtenham lucros excessivos. d) Impedir as “corridas bancárias’’. e) Forçar os bancos a manter moeda ociosa no sentido de cobrir as suas necessidades de caixa. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A reserva compulsória é um instrumento de política monetáriaque permite às autoridades monetárias controlar o montante demoeda bancária que os bancos comerciais podem criar, isto é, permiteo controle dos meios de pagamento.6. Constitui-se num instrumento de redução do efeito multiplicador dos meios de pagamentos: 112
  • 113. ECONOMIA MICRO E MACRO a) Um aumento dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais às autoridades monetárias. b) Uma diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais às autoridades monetárias. c) Um aumento da taxa de juros no mercado de capitais. d) Uma diminuição da participação do papel-moeda em poder do público na composição dos meios de pagamento. e) Nenhuma das alternativas anteriores. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Um aumento nos depósitos ou reservas compulsórias dosbancos comerciais diminui a possibilidade dos bancos comerciais deemprestarem ao setor privado, reduzindo assim a multiplicação damoeda na economia. As alternativas b e d representam fatores deexpansão do efeito multiplicador dos meios de pagamento. Umaumento da taxa de juros (alternativa c) não afeta o multiplicadormonetário.7. Numa economia em que as autoridades monetárias não recebem depósitos a vista do público, em que as reservas totais dos bancos comerciais constituem 30% dos depósitos a vista e o público, em média, guarda papel-moeda na razão de 20% dos depósitos a vista, o multiplicador da base monetária é igual a: a) 2,4 b) 2,5 c) 3,3 d) 3,4 e) 5 RESPOSTA: alternativa a. Solução: A fórmula do multiplicador da base monetária (que representaum aumento dos meios de pagamento, dado um aumento na base), é: 1+c m= c+r 113
  • 114. ECONOMIA MICRO E MACROsendo: c = taxa de retenção de moeda pelo público, sobre o total de depósitos a vista; e r = taxa de reservas dos bancos comerciais, sobre o total de depósitos a vista. No exercício com r = 0,3 e c = 0,2, temos que: m = 2,48. Para reduzir o volume de meios de pagamentos, o Banco Central deve: a) Comprar títulos da dívida pública. b) Elevar a emissão de papel-moeda. c) Elevar a taxa de redesconto. d) Reduzir a reserva compulsória dos bancos comerciais. e) Reduzir a taxa de juros para desconto de duplicatas. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Para reduzir o volume de meios de pagamento, o Bacen deveelevar a taxa de redesconto, estimulando os bancos comerciais areduzir os empréstimos ao setor privado, isto é, causando umaredução dos meios de pagamento. As outras alternativas levam aoaumento do volume de meios de pagamento.9. A teoria quantitativa da moeda afirma que: a) Uma variação na quantidade de moeda, caso sua velocidade de circulação seja estável, causará uma variação na mesma direção no produto nacional em termos nominais. b) A velocidade de circulação da moeda é instável. c) Uma variação na quantidade de moeda causa aumentos nos gastos do governo. d) A quantidade de moeda em circulação não afeta nem o nível de renda, nem o nível de preços. e) A quantidade de moeda determina o nível de taxa de juros e, por conseguinte, a taxa corrente de investimento. 114
  • 115. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa a. Solução: A equação quantitativa é dada por: MV = Pyonde: M = saldo da quantidade de moeda ou meios de pagamentos; V = velocidade-renda (ou de circulação) da moeda (número de giros que a moeda dá ao longo de um período); P = nível geral de preços; y = renda (produto) real; Py = renda nominal ou monetária = Y. Reescrevendo a equação MV = Y, temos que com a velocidadeconstante (V), uma variação na quantidade de moeda M causarávariação na mesma direção no produto nacional em termos nominais(Y).10. Na hipótese de que um país esteja produzindo com plena utilização dos fatores de produção, um aumento da oferta monetária provocará: a) Aumento da renda real. b) Diminuição da renda real. c) Aumento do nível geral de preços. d) Diminuição do nível geral de preços. e) Aumento de emprego de mão-de-obra. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Voltando à equação quantitativa da moeda: MV = Py Se o país estiver com um nível de renda (produto) de plenoemprego (portanto, y constante), isto é, utilizando todos os fatores deprodução, um aumento da oferta monetária (M), supondo V constante,deverá provocar um aumento de preços (P). 115
  • 116. ECONOMIA MICRO E MACRO11. Segundo a teoria quantitativa da moeda, a velocidade-renda da moeda é: a) Crescente com a taxa de juros. b) Decrescente com a taxa de juros. c) Crescente com o índice geral de preços. d) Decrescente com o nível geral de preços. e) Constante. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Segundo a teoria quantitativa da moeda, a velocidade-renda damoeda é sempre constante. A velocidade-renda da moeda depende defatores institucionais, como hábitos de pagamento, grau deverticalização da estrutura produtiva etc., que só se alteram a prazosmuito longos. Outrossim, no modelo keynesiano, a velocidade-rendada moeda não é constante, pois depende da taxa de juros.12. Uma das medidas abaixo é inconsistente com uma política tipicamente monetarista de combate à inflação. Identifique-a: a) Restrições às operações de crédito ao consumidor. b) Elevação das taxas de juros. c) Diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais no Banco Central. d) Reajustes salariais abaixo da inflação do período. e) Cortes em subsídios governamentais. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A diminuição nos depósitos compulsórios, tudo o maisconstante, aumenta o multiplicador bancário e, conseqüentemente,provoca expansão nos meios de pagamento. Numa políticatipicamente monetarista de combate à inflação, busca-se contraçãodos meios de pagamentos, nunca expansão.QUESTÕES ADICIONAIS1. De acordo com o modelo estático de equilíbrio, se um excesso de demanda agregada em relação à oferta agregada provocar elevação do nível geral de preços: 116
  • 117. ECONOMIA MICRO E MACRO a) Esse aumento de preço persistirá se o governo não permitir a expansão dos meios de pagamento. b) A taxa de juros aumentará e o nível de emprego cairá se o governo permitir a adequada expansão dos meios de pagamento. c) Adequada expansão dos meios de pagamento reduzirá o custo do dinheiro e, com isso, serão reduzidos os preços na economia. d) Esse aumento de preços será eliminado em conseqüência do reequilíbrio entre demanda e oferta agregados se, tudo o mais constante, o governo não permitir a expansão dos meios de pagamento. e) O desequilíbrio será necessariamente auto-agravante, ou seja, aumentos de preços serão repassados aos salários e estes, de novo, aos preços, e assim por diante. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Um excesso de demanda sobre a oferta agregada pode serexpresso graficamente da seguinte forma: OA P P1 P2 DA R en d a real y excesso d e D A 117
  • 118. ECONOMIA MICRO E MACRO Se o governo não alterar o volume de meios de pagamentos, oexcesso de demanda agregada provocará inflação de demanda,elevando os preços de P0 para P1, quando então oferta e demandaagregada se reequilibrarão automaticamente.2. Uma das características básicas do modelo keynesiano é que: a) A propensão marginal a consumir é sempre igual à unidade. b) A função-poupança depende somente das taxas de juros. c) A elasticidade-renda de demanda por moeda é sempre igual a zero. d) A renda de equilíbrio é a renda de pleno emprego. e) A velocidade de circulação da moeda depende da taxa de juros. RESPOSTA: alternativa e. Solução: No modelo keynesiano, a velocidade de circulação da moedadepende da taxa de juros. Isso ocorre pois a demanda de moeda nomodelo keynesiano depende da taxa de juros (e da renda nominal).Como a velocidade de circulação da moeda é igual à razão entredemanda de moeda e renda nominal, isto é, V = Md/Y, a variação dataxa de juros afeta a demanda de moeda e sua velocidade decirculação.3. Em 1986, o Banco do Brasil sofreu uma alteração em seu papel dentro do Sistema Financeiro Nacional. Que alteração foi essa? a) O Banco do Brasil perdeu sua função de autoridade monetária quando, por decisão do CMN, foi suprimida a Conta Movimento. b) O Banco do Brasil deixou de ser o executor da política oficial de crédito rural e industrial. c) O Banco do Brasil passou a ser o banco emissor. d) O Banco do Brasil passou a aprovar os orçamentos monetários preparados pelo Banco Central. 118
  • 119. ECONOMIA MICRO E MACRO e) O Banco do Brasil passou a regular o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras que operam no país. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Em 1986 (após o Plano Cruzado), o Banco do Brasil deixou deser Autoridade Monetária ao perder a conta “Movimento”, que lhepermitia sacar, a custo zero, volumes monetários contra o TesouroNacional, e atender, assim, às demandas de crédito do setor estatal.4. São funções do Conselho Monetário Nacional e da Comissão de Valores Mobiliários, respectivamente: a) Executar a política monetária e realizar a compensação de cheques. b) Fortalecer o setor empresarial nacional e estimular a aplicação de poupança no mercado acionário. c) Autorizar as emissões de papel-moeda e ser o Banco dos Bancos. d) Fixar diretrizes e normas da política cambial e regulamentar as operações de redesconto de liquidez. e) Estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços bancários, assegurar o funcionamento eficiente e regular bolsas de valores e instituições auxiliares que atuem nesse mercado. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Cabe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o estabelecimentode limites para a remuneração das operações e serviços bancários eassegurar seu funcionamento eficiente (entre outros); e à Comissão deValores Mobiliários (CVM) cabe regular as bolsas de valores einstituições auxiliares que atuem nesse mercado. 119
  • 120. ECONOMIA MICRO E MACRO 12INTERLIGAÇÃO ENTRE O LADO REAL E O LADO MONETÁRIO – ANÁLISE IS-LMQUESTÕES PROPOSTAS1. Numa economia fechada, mas com governo, a curva IS convencional é o locus das combinações de renda e taxa de juros que faz com que: a) O consumo seja igual ao investimento. b) A poupança seja igual ao investimento. c) Poupança mais os impostos sejam iguais aos gastos do governo mais os investimentos. d) A poupança mais os impostos sejam iguais aos gastos do governo. 120
  • 121. ECONOMIA MICRO E MACRO e) Os impostos sejam iguais aos gastos do governo. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A curva IS convencional é sempre o locus das combinações derenda e taxa de juros que faz com que os vazamentos sejam iguais àsinjeções da economia. Numa economia fechada e com governo, issosignifica que a poupança mais os impostos sejam iguais aos gastos dogoverno mais investimentos, respectivamente. É o equilíbrio nomercado de bens e serviços da economia.2. A forma da curva IS depende: a) Da procura por precaução e especulativa por dinheiro. b) Do tamanho do multiplicador e da elasticidade do investimento em relação à taxa de juros. c) Do tamanho do multiplicador e dos requisitos de reserva monetária. d) Da procura especulativa para transações por dinheiro. e) Da posição do ramo da curva LM conhecida como “armadilha da liquidez’’. RESPOSTA: alternativa b. Solução: O tamanho do multiplicador keynesiano e a elasticidade dosinvestimentos em relação à taxa de juros são os dois fatores quedeterminam a forma e a inclinação da curva IS, enquanto o formatoda curva LM depende da elasticidade da demanda de moeda emrelação à taxa de juros e da velocidade-renda da moeda (inverso docoeficiente marshalliano).3. Das medidas de política econômica abaixo, indique aquela que provoca deslocamento para a direita da curva IS: a) Redução da carga tributária autônoma. b) Aumento da carga tributária autônoma. c) Redução dos salários nominais. d) Aumento dos salários nominais. e) Redução dos gastos do governo. RESPOSTA: alternativa a. 121
  • 122. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: A redução da carga tributária autônoma provoca aumentoautônomo (isto é, independente da renda) na função consumo e napoupança. As pessoas consumirão e pouparão mais, dadas as taxasde juros. Isso representa deslocamento da curva IS para a direita.4. No modelo IS/LM, o conhecido “efeito multiplicador’’ das despesas governamentais, dos investimentos autônomos e das exportações é tanto maior: a) Quanto maior for o efeito das taxas de juros sobre o consumo e o investimento. b) Quanto menor for a propensão marginal a consumir e a investir. c) Quanto menor for o efeito das taxas de juros sobre o consumo e o investimento. d) Quanto maior for o efeito da inflação sobre o consumo. e) Quanto menor for o efeito da inflação sobre o consumo. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A questão refere-se ao multiplicador keynesiano para o modelocompleto. O multiplicador, coeteris paribus, será maior quanto maiorfor a propensão marginal a consumir e quanto menor for o efeito dastaxas de juros sobre o investimento. O efeito da taxa de juros sobre o investimento é a declividadeda função demanda de investimentos, que afeta a declividade da IS.Quanto menor esse efeito (isto é, quanto mais inelástica a demandade investimentos às variações na taxa de juros), menos a políticamonetária amortece o efeito multiplicador da demanda agregada sobreo nível de renda. Cabe destacar que o efeito da taxa de juros sobre o consumo éincorporado no efeito do investimento. E que o modelo, em sua versãotradicional, não trata do efeito da inflação sobre o consumo, poisrefere-se apenas a variáveis reais, com preços fixados. Outrossim, devemos destacar que, quanto menor for o efeito dataxa de juros sobre a demanda de moeda, maior será o multiplicadorda política fiscal; contudo, não é o que pede o exercício. 122
  • 123. ECONOMIA MICRO E MACRO5. No que se refere ao equilíbrio do produto nacional e da taxa de juros em uma economia, é correto afirmar: a) Uma política monetária contracionista levaria a uma redução na produção e na taxa de juros. b) Um aumento na tributação, tudo o mais constante, provocaria a redução na produção e aumento na taxa de juros da economia. c) Uma política fiscal expansionista, de redução do superávit ou aumento do déficit do governo, provocaria aumento no produto nominal e na taxa de juros. d) Uma política fiscal conduzida para reduzir o déficit do governo, tudo o mais constante, provocaria aumento na taxa de juros de equilíbrio e redução no produto nominal. e) Uma política monetária expansionista levaria a um aumento de juros e redução na produção. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Uma política fiscal expansionista, de redução do superávit ouaumento do déficit do governo, provocaria aumento no produtonominal e na taxa de juros. Veja o quadro a seguir: Política Taxas de juros Produto nominal Fiscal expansionista aumentam aumenta Fiscal contracionista diminuem diminui Monetária diminuem aumenta expansionista aumentam diminui Monetária contracionista6. Uma economia apresenta desemprego de mão-de-obra com equilíbrio ocorrendo em uma situação extrema de escassez de liquidez. Então, uma política econômica adequada para eliminar o desemprego será: a) Diminuir o volume dos meios de pagamentos. b) Aumentar o volume dos meios de pagamentos. c) Diminuir os gastos do governo. 123
  • 124. ECONOMIA MICRO E MACRO d) Aumentar os gastos do governo. e) Diminuir a carga tributária. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Nesse caso, tendo uma situação de extrema escassez deliquidez, é um sinal de que estamos no caso clássico (isto é, de que acurva LM é vertical); portanto, a recomendação de política econômicaé de expansão nos meios de pagamentos (para deslocar a LM para a Taxa de j os ur i (Renda r ) ealdireita). Graficamente: Cabe destacar que, nessa situação, a política fiscal é ineficaz(isto é, um deslocamento da curva IS apenas agravaria o problema defalta de liquidez). Graficamente: Taxa de j os ur i 124 (Renda r ) eal
  • 125. ECONOMIA MICRO E MACRO7. Se os investimentos forem absolutamente inelásticos com relação a variações na taxa de juros: a) Aumentos no estoque de moeda, tudo o mais constante, acarretarão aumentos no produto nacional. b) Maiores gastos do governo acarretarão redução na taxa de juros da economia. c) Aumentos no estoque de moeda, tudo o mais constante, provocarão aumentos na taxa de juros de equilíbrio da economia. d) Aumentos de estoque de moeda, tudo o mais constante, não produzirão efeito sobre o produto nacional. e) A política fiscal será completamente ineficaz para promover modificações no produto nacional. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Dentro do modelo keynesiano, aumentos no estoque de moeda,tudo o mais constante, levam a uma queda na taxa de juros (dinheiroabundante no mercado). Como os investimentos dependeminversamente da taxa de juros, uma queda na taxa de juros deveriaviabilizar novos projetos de investimento, elevando a demandaagregada e, conseqüentemente, o produto nacional (supondodesemprego de recursos). Esse fenômeno é o chamado “efeito Keynes’’,relativo a uma expansão monetária sobre o lado real da economia.Entretanto, a questão supõe que os investimentos são absolutamenteinelásticos em relação à taxa de juros, o que fará com que umaexpansão monetária não consiga elevar o produto nacional(alternativa d).8. Uma economia em que se aplica o modelo keynesiano generalizado apresenta desemprego de mão-de-obra e posição de equilíbrio no trecho intermediário da curva LM. A adoção de uma medida de política monetária pura, anti-recessiva, provocará: a) Aumento das taxas de juros, da renda real e do emprego de mão-de-obra. b) Aumento da taxa de juros e da renda real e redução do emprego de mão-de-obra. 125
  • 126. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Redução da taxa de juros e aumento da renda real e do emprego de mão-de-obra. d) Redução da taxa de juros e da renda real e aumento do emprego de mão-de-obra. e) Redução da taxa de juros, da renda real e do emprego da mão- de-obra. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Graficamente, temos: i Nessa situação, uma medida de política monetária pura deslocaLM0 para LM1, provocando aumento da renda real e redução da taxade juros, além do aumento do emprego de mão-de-obra (pois oequilíbrio inicial está na situação em que não há pleno emprego dosrecursos).9. No ramo da “armadilha de liquidez’’ da curva LM, um acréscimo de gastos induz um aumento da renda que é: a) Menor do que aquele dado pelo multiplicador keynesiano. b) Maior do que aquele dado pelo multiplicador keynesiano. c) Igual ao dado pelo multiplicador keynesiano. d) Igual ao supermultiplicador. e) Nenhum dos casos acima. RESPOSTA: alternativa c. 126
  • 127. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: No ramo da “armadilha da liquidez”, o aumento dos gastos dogoverno não afeta a taxa de juros e, portanto, não reduz osinvestimentos do setor privado (não ocorre crowding-out). Assim, oefeito do aumento dos gastos do governo não sofre nenhum“desconto”, sendo completo e igual ao multiplicador keynesiano.QUESTÕES ADICIONAIS1. Aponte a alternativa incorreta: a) A sensibilidade da demanda de investimentos em relação à taxa de juros é um fator que determina a inclinação da curva IS. b) A elasticidade da demanda especulativa em relação à taxa de juros é um fator que explica o formato da curva LM. c) Aumentos da oferta de moeda deslocam a curva LM. d) A velocidade-renda da moeda é um fator de deslocamento da curva IS. e) Todas as respostas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: As alternativas de a a d estão corretas, e portanto e é incorreta.A declividade da curva IS depende do valor do multiplicadorkeynesiano de gastos e da elasticidade da demanda de investimentosem relação à taxa de juros, enquanto a declividade da curva LMdepende da velocidade-renda da moeda e da elasticidade da demandade moeda em relação à taxa de juros.2. Trata-se de um fator que afeta o comportamento da curva IS: a) Elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros. b) Propensão marginal a poupar. c) Velocidade-renda da moeda. d) Oferta de moeda. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa b. Solução: 127
  • 128. ECONOMIA MICRO E MACRO Alterações da propensão a poupar afetam o valor domultiplicador keynesiano e, portanto, da curva IS. As alternativas a, ce d referem-se a variáveis que afetam a curva LM. 13 INFLAÇÃO 128
  • 129. ECONOMIA MICRO E MACROQUESTÕES PROPOSTAS1. Se todos os preços subirem, pode-se ter certeza que houve inflação? a) Sim. b) Sim, contanto que a taxa de juros real não se altere. c) Sim, contanto que a renda de equilíbrio esteja abaixo da renda de pleno emprego. d) Sim, contanto que a taxa de juros nominal não se altere. e) Sim, contanto que este aumento faça parte de alta persistente no nível geral de preços. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Se todos os preços subirem, o aumento de preços égeneralizado. Para que isso signifique inflação, esse aumento deve sergeneralizado e também contínuo, isto é, deve fazer parte de altapersistente no nível geral de preços.2. Uma das conseqüências mais claras de todo processo inflacionário é: a) Que o PIB em termos reais permanece estacionário. b) Que a classe trabalhadora e, em geral, aqueles que percebem rendas fixas sofrem perda de poder aquisitivo. c) Que o multiplicador keynesiano tende a zero. d) Que a tecnologia da economia tende a mostrar rendimentos crescentes de escala (ou custos unitários decrescentes). e) Que a velocidade de circulação da moeda decresce. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A perda de poder aquisitivo da classe trabalhadora e daquelesque recebem rendas fixas é uma das conseqüências mais claras doprocesso inflacionário. Isso acontece pois seus orçamentos ficam cadavez mais reduzidos até a chegada de um reajuste. As demaisalternativas são menos óbvias, sendo que as alternativas d e e estãototalmente incorretas.3. A “Curva de Phillips” expressa uma relação entre: 129
  • 130. ECONOMIA MICRO E MACRO a) A taxa de crescimento do produto real e a taxa de crescimento dos gastos do setor público. b) O volume de desemprego e a taxa de salário nominal. c) A taxa de crescimento do nível geral de preços e a parcela do PIB apropriada pelos trabalhadores. d) A taxa de desemprego e a taxa de crescimento dos salários nominais. e) A taxa de crescimento do nível geral de preços e a taxa de crescimento dos gastos do setor público. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A Curva de Phillips expressa uma relação (inversa) entre a taxade desemprego e a taxa de crescimento dos salários nominais (querepresenta a taxa de inflação).4. Considerando os dois gráficos abaixo, onde: OA = oferta agregada; DA = demanda agregada; P = nível geral de preços; Y = nível de renda real; y* = nível de renda real com pleno emprego. G R Á FIC O I G R Á FIC O II Qual das seguintes assertivas é verdadeira? a) O gráfico I representa alta de preços atribuível a uma inflação de custos. b) O gráfico II representa alta de preços atribuível a uma inflação de demanda. 130
  • 131. ECONOMIA MICRO E MACRO c) Tanto o gráfico I como o gráfico II representam alta de preços atribuível a uma inflação de demanda. d) O gráfico II representa alta de preços atribuível a uma inflação de custos. e) Nenhum dos gráficos está representando elevação dos preços. RESPOSTA: alternativa d. Solução: O gráfico I representa alta de preços atribuível a uma inflaçãode demanda (pois a demanda aumenta) e o gráfico II representa altade preços atribuível a uma inflação de custos (pois a oferta aumenta).Portanto, a alternativa d está correta.5. Quando o governo possui déficit público excessivo e emite moeda para cobri-lo, é válido esperar que: a) Gere inflação interna. b) Gere déficit no balanço comercial do país e queda de preços internos. c) Gere excesso de oferta de bens do setor privado. d) Não tenha nenhum impacto sobre o sistema econômico. e) Aumente a dívida externa do país e provoque deflação interna. RESPOSTA: alternativa a. Solução: A emissão de moeda, quando o governo já possui déficit públicoexcessivo, tende a provocar inflação de demanda, pois levanormalmente a um aumento da demanda, em relação à oferta de bense serviços (“muito dinheiro à cata de poucas mercadorias”).6. A essência das análises econômicas realizadas pelos ideólogos da reforma monetária que culminou no Plano Cruzado reside no fato de que: “um determinante significativo da inflação corrente é a própria inflação passada” e que “o melhor previsor da inflação futura é a inflação passada”. A esse fenômeno os analistas denominam: a) Efeitos de preços relativos. b) Inflação inercial. c) Hiperinflação. d) Inflação de demanda. 131
  • 132. ECONOMIA MICRO E MACRO e) Inflação de custos ou de oferta. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A inflação inercial é provocada fundamentalmente pelosmecanismos de indexação formal (correção de salários, aluguéis edemais contratos) e informal (preços de bens e serviços e tarifas eimpostos públicos). Por essa razão, os mentores do Plano Cruzadopropuseram o congelamento geral de preços, salários e tarifas, paraeliminar a “memória” inflacionária.7. Das assertivas a seguir, assinale aquela que é verdadeira. a) Qualquer pressão inflacionária pode ser eliminada desde que os preços se tornem perfeitamente flexíveis para cima. b) Segundo a teoria quantitativa da moeda, jamais poderá ocorrer inflação por excesso de demanda. c) Em uma economia com desemprego de mão-de-obra não pode ocorrer inflação. d) Não é possível eliminar um processo inflacionário se os salários estão crescendo. e) O fenômeno da ilusão monetária pode originar um processo inflacionário por excesso de demanda. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A ilusão monetária refere-se ao fato de que as pessoaspercebem mais o salário nominal (monetário) do que o salário real, ouseja, não percebem claramente que os preços dos bens aumentammais que seus salários nominais. Com isso, os trabalhadoresoferecem mais seus serviços do que deveriam, pensando que o salárioé maior do que efetivamente é. Ademais, as pessoas, julgando-se maisricas, demandam mais bens e serviços. Se a economia estiver com aoferta de bens a pleno emprego, esse fenômeno pode provocar inflaçãode demanda.8. Supondo que a economia se encontre a pleno emprego: a) Um aumento nos gastos do governo, tudo o mais constante, provocaria aumento do produto real e redução do nível geral de preços. 132
  • 133. ECONOMIA MICRO E MACRO b) Uma redução nos tributos, tudo o mais constante, levaria a uma redução no produto real da economia. c) Uma expansão dos meios de pagamento, tudo o mais constante, provocaria inflação de oferta. d) Um aumento nos níveis de investimento, tudo o mais constante, provocaria inflação de oferta. e) Um aumento nos níveis de investimento, tudo o mais constante, provocaria inflação de demanda. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Um aumento nos níveis de investimento, tudo o maisconstante, provoca inflação de demanda, quando a economia seencontra em pleno emprego. Deve ser observado que, a curto prazo,os investimentos são tipicamente elementos da demanda agregada.Apenas a longo prazo eles são considerados como oferta agregada,quando então aumentam a capacidade produtiva da economia.QUESTÕES ADICIONAIS1. Aponte a alternativa incorreta: a) A estagflação refere-se à ocorrência simultânea de inflação e desemprego. b) Aumentos nos preços dos produtos agrícolas, por força de geadas, provocam inflação de custos. c) Segundo a corrente estruturalista, a principal causa da inflação é o desequilíbrio estrutural do setor público. d) “Dinheiro demais à cata de poucos bens” define uma inflação de demanda. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Segundo a corrente estruturalista, as principais causas dainflação não são em virtude do desequilíbrio do setor público, mas defatores estruturais mais relacionados ao setor privado, tais como abaixa sensibilidade da agricultura, estímulos de preços (devido àestrutura agrária), à estrutura oligopolista do mercado, que provoca 133
  • 134. ECONOMIA MICRO E MACROestagflação, à estrutura do comércio internacional, que obriga ospaíses periféricos a constantes desvalorizações de sua moeda etc. 134
  • 135. ECONOMIA MICRO E MACRO 14 O SETOR EXTERNOQUESTÕES PROPOSTAS1. Uma política econômica de valorização da moeda nacional em relação à moeda internacional visa: a) Aumentar as exportações e reduzir as importações. b) Reduzir as exportações e aumentar as importações. c) Manter exportações e importações inalteradas. d) Facilitar a entrada de capitais oficiais compensatórios no país. e) Facilitar a entrada de capital estrangeiro de risco no país. RESPOSTA: alternativa b. Solução: As exportações, tudo o mais constante, aumentam quando amoeda nacional é desvalorizada e diminuem quando a moedanacional é valorizada. Por outro lado, as importações, tudo o maisconstante, aumentam quando a moeda nacional é valorizada ediminuem quando a moeda nacional é desvalorizada.2. Qual das seguintes situações caracteriza um déficit no Balanço de Pagamentos? a) Saída líquida de capitais autônomos e transações correntes deficitárias. b) Aumento da dívida externa. c) Entrada líquida de capitais autônomos e transações correntes superavitárias. d) Exportações menores do que as importações de bens e serviços. 135
  • 136. ECONOMIA MICRO E MACRO e) Entrada líquida de capitais autônomos superior ao déficit das transações correntes. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Saída líquida de capitais autônomos (MKA) e transaçõescorrentes (BTC) deficitárias garantem déficit no Balanço dePagamentos (BP), já que o saldo deste é igual à soma de MKA e BTC.MKA < 0 e BTC < 0 resultam em BP < 0. As alternativas c e e garantemum superávit no BP. As alternativas b e d são inconclusivas, poisreferem-se somente à Balança Comercial e à Balança de Capitais,respectivamente.3. Um país paga juros sobre sua dívida externa para outro país credor. Essa transação será registrada no Balanço de Pagamentos do país devedor com valor: a) Negativo no balanço de serviços. b) Positivo no balanço de serviços. c) Negativo no balanço de capitais autônomos. d) Positivo no balanço de capitais autônomos. e) Negativo no balanço de capitais compensatórios. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Pagamento de juros sobre a dívida externa é registrado noBalanço de Pagamentos com valor negativo no Balanço de Serviços,pois entra negativamente na conta Renda de Capitais.4. Numa economia aberta, um déficit no Balanço de Pagamentos em conta corrente corresponde a: a) Uma exportação de poupança doméstica, que se canaliza para investimento no exterior. b) Uma saída de capitais para o exterior. c) Uma elevação do nível de reservas internacionais do país. d) Uma importação de poupança externa, que se canaliza para investimentos domésticos. e) Um superávit no balanço de pagamentos. RESPOSTA: alternativa d. 136
  • 137. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Um déficit em conta corrente (isto é, no Balanço de TransaçõesCorrentes) significa que o país recebeu mais bens e serviços do queenviou ao exterior. Nesse sentido, houve uma poupança externapositiva do país, que absorveu bens e serviços do exterior, que serãocanalizados para investimentos domésticos. Assim, houve transferência real positiva para o país, mas umatransferência financeira negativa (a contrapartida em dólares para aentrada de recursos reais), ou seja, houve aumento do passivo externodo país com o resto do mundo.5. Quanto ao Balanço de Pagamentos de um país, sabe-se que: a) O saldo total do Balanço de Pagamentos é igual à soma da balança comercial com o balanço de serviços, salvo erros e omissões. b) O saldo de transações correntes, se positivo (superávit), implica redução em igual medida do endividamento externo bruto, no período. c) A soma do movimento de capitais autônomos com o movimento de capitais compensatórios iguala (com o sinal trocado) o saldo de transações correntes, salvo erro e omissões. d) A soma do movimento de capitais autônomos com o de capitais compensatórios iguala (com o sinal trocado) o saldo total do Balanço de Pagamentos. e) O saldo total do Balanço de Pagamentos é igual à soma da balança comercial com o balanço de serviços e as transferências internacionais, salvo erros e omissões. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A soma do movimento de capitais autônomos com o de capitaiscompensatórios iguala (com o sinal trocado) o saldo de transaçõescorrentes, salvo erro e omissões. BTC = – (MKA + MKC) 137
  • 138. ECONOMIA MICRO E MACROonde BTC é o saldo em transações correntes; MKA é o saldo da contade capitais autônomos; e MKC é o saldo da conta de capitaiscompensatórios.6. Em determinada economia, o valor das exportações (FOB) é de 18 bilhões de dólares e o valor das importações (CIF) é de 19 bilhões de dólares, sendo que os fretes e seguros sobre as importações correspondem a, respectivamente, 1 e 2 bilhões de dólares. O saldo da balança comercial é: a) Um superávit de 2 bilhões de dólares. b) Um déficit de 1 bilhão de dólares. c) Um superávit de 1 bilhão de dólares. d) Um déficit de 4 bilhões de dólares. e) Nem déficit, nem superávit. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Como vimos na questão anterior, o saldo da balança comercialrefere-se a exportações e importações FOB. Como já temos o valor dasexportações FOB (18 bilhões), resta determinar as importações FOB,que são iguais às importações CIF (19 bilhões) menos fretes e segurossobre importações (3 bilhões), ou seja, as importações FOB são de 16bilhões (19 – 3). Assim, o saldo da balança comercial é dado por: Exportações FOB – Importações FOB = 18 – 16 = 2 bilhões dedólares de superávit.7. Uma economia apresentou, em determinado ano, o seguinte registro em suas transações com o exterior: Exportações de mercadorias (FOB) = 100 Importações de mercadorias (FOB) = 90 Donativos (saldo líquido recebido) = 5 Saldo do balanço de pagamentos em conta corrente (déficit) = – 50 Movimento de capitais autônomos (entrada líquida) = 10 Então, o saldo do balanço de serviços é igual a: a) – 65 (déficit) b) – 70 (déficit) 138
  • 139. ECONOMIA MICRO E MACRO c) – 35 (déficit) d) +10 (superávit) e) – 15 (déficit) RESPOSTA: alternativa a. Solução: Sendo BTC = Transações Correntes, BC = (X – M) = BalançoComercial, X = exportações, M = importações, BS = Balanço deServiços, TU = Transferências Unilaterais ou donativos e MKA =movimento de capitais autônomos, temos: BTC = BC + BS + TU BS = BTC – BC – TU = BTC – (X – M) – TU BS = – 50 – (100 – 90) – 5 = – 65 (déficit)8. Com os dados a seguir, para uma economia hipotética, responda às questões 8a e 8b: Produto Nacional Líquido a custo de fatores 1.500 Exportações de bens e serviços de não-fatores 100 Importações de bens e serviços de não-fatores 200 Tributos diretos 150 Tributos indiretos 200 Depreciação 60 Saldo do governo em conta corrente 150 Subsídios governamentais 80 Saldo do Balanço de Pagamentos em conta corrente (déficit) 408a.O Produto Interno Bruto, a preços de mercado (PIBpm) é igual a: a) 1.800 b) 1.620 c) 1.700 d) 1.660 e) 1.680 RESPOSTA: alternativa b. Solução: Para o cálculo do PIBpm, precisamos apenas das seguintesinformações do exercício: 139
  • 140. ECONOMIA MICRO E MACRO PNLcf = 1.500 Impostos Indiretos (Ti) = 200 depreciação (d) = 60 Subsídios (Sub) = 80 Temos então: PNBcf = PNLcf + d = 1.500 + 60 = 1.560 PNBpm = PNBcf + Ti – Sub = 1.560 + 200 – 80 = 1.680 Para chegarmos ao PIBpm, precisamos de renda líquida defatores externos (RLFE), também chamada de serviços de fatores. Paraencontrar o valor da RLFE, é necessário conhecer a estrutura doBalanço de Pagamentos e, mais especificamente, do balanço detransações correntes. O exercício supõe transferências unilaterais inexistentes, e asexportações e importações estão em termos de CIF (Cost Insuranceand Freight), não FOB (Free on Board). As importações e exportaçõesCIF (que são dadas) são as importações e exportações FOB acrescidasdos serviços não-fatores, e é dado o saldo do balanço de transaçõescorrentes. Com isso é possível determinar a RLFE (serviço de fatores). O saldo em conta corrente do BP, ou Balanço de TransaçõesCorrentes (BTC), que equivale à soma da Balança Comercial (BC),Balanço de Serviços (BS) e Transferências Unilaterais (TU), podetambém ser mostrado como: BTC = Xnf – Mnf + RLFE + TUonde Xnf e Mnf são as exportações e serviços não-fatores.Substituindo os valores da questão, chegamos a – 40 = 100 – 200 + RLFE + 0 e RLFE = + 60 Voltando à fórmula do PIB e do PNB, vem: 140
  • 141. ECONOMIA MICRO E MACRO PNBpm = PIBpm + RLFE 1.680 = PIBpm + 60 PIBpm = 1.6208b.Uma das alternativas abaixo é correta. Identifique-a: a) A dívida externa cresceu 190, no período. b) O passivo externo líquido cresceu 40, no período. c) A disponibilidade interna de bens e serviços é igual a 1.820. d) A carga tributária bruta foi, aproximadamente, de 19% do PIB a preços de mercado. e) A economia remeteu ao exterior poupança líquida igual a 40. RESPOSTA: alternativa b. Solução: O passivo externo líquido, com os dados do exercício, realmentecresce 40 como contrapartida ao déficit das transações correntes. Ouseja, as obrigações com o exterior aumentaram em 40. Seria oportuno levantar comentários sobre as demaisalternativas: • alternativa a: nada pode ser dito sobre a variação da dívida externa bruta, pois não temos informações sobre o movimento de capitais do balanço de pagamentos; • alternativa c: a disponibilidade interna de bens e serviços é a soma do PIBpm com as transferências unilaterais. Como o PIBpm = 1.620, e as transferências inexistentes, a disponibilidade interna (ou Renda Nacional Disponível) é de 1.620, e não 1.820; • alternativa d: O Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB ) é igual a: ICTB = 21,6% (e não 19%, como no enunciado) • alternativa e: O Brasil absorveu uma poupança líquida real de 40, e não remeteu 40. Deve ser lembrado que, quando há déficit no balanço de transações correntes, isso significa que absorvemos poupança no sentido real (absorvemos bens e 141
  • 142. ECONOMIA MICRO E MACRO serviços do exterior), e transferimos dólares para o exterior (transferência apenas em termos financeiros).9. Uma das afirmações abaixo é correta. Identifique-a: a) Define-se a taxa de câmbio como o preço, em moeda estrangeira, de uma unidade de moeda nacional. b) A redução da taxa interna de juros é instrumento de combate ao déficit do Balanço de Pagamentos. c) Em qualquer regime de taxa de câmbio, o Banco Central é forçado a manter um volume adequado de reservas cambiais para atender aos excessos de procura sobre oferta de moeda estrangeira. d) Um país, no curto prazo, conseguirá sustentar a paridade cambial, em regime de taxas de câmbio fixas, reduzindo os juros internos ou centralizando o câmbio. e) Restrições tarifárias ou quantitativas às importações e subsídios às exportações são alternativas tecnicamente inferiores às desvalorizações cambiais para melhorar o Balanço de Pagamentos, porque podem distorcer a alocação de recursos e ensejar medidas retaliatórias de outros países, que as neutralizem. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A alternativa é auto-explicativa. Restrições tarifárias ouquantitativas às importações e subsídios às exportações sãoalternativas tecnicamente inferiores às desvalorizações cambiais paramelhorar o Balanço de Pagamentos, porque podem distorcer aalocação de recursos e ensejar medidas de retaliação de outros países,que as neutralizem.10. O Brasil participa, ao lado de vários outros países, de vários organismos internacionais cujos objetivos, em síntese, são o financiamento a longo prazo, a realização de empréstimos, a regulamentação do fluxo de comércio exterior entre os diversos países etc. Qual dentre esses organismos internacionais foi criado com a finalidade de socorrer seus 142
  • 143. ECONOMIA MICRO E MACRO associados nos desajustes de seus balanços de pagamentos e evitar a instabilidade cambial? a) Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) (Banco Mundial). b) Fundo Monetário Internacional (FMI). c) Corporação Financeira Internacional (CFI). d) Acordo Geral das Tarifas e Comércio (GATT) (General Agreement on Tariffs and Trade). e) Organização Mundial do Comércio (OMC). RESPOSTA: alternativa b. Solução: O FMI tem justamente a finalidade de socorrer os paísesassociados nos desajustes de seus balanços de pagamentos e evitar ainstabilidade cambial. O Bird (Banco Mundial) é uma entidade de financiamento dodesenvolvimento econômico, enquanto o GATT (atual OMC) regula efiscaliza tarifas cobradas no comércio internacional, para evitarpráticas de dumping ou de protecionismo exacerbado. A CFI (Corporação Financeira Internacional) é um órgão doBanco Mundial que financia projetos de melhoria de competitividade equalidade empresariais.QUESTÕES ADICIONAIS1. Uma “balança comercial favorável’’ significa: a) Excesso de exportações de mercadorias e outros créditos em conta corrente sobre as importações de mercadorias e outros débitos em conta corrente. b) Excesso de moeda estrangeira recebida por nosso país sobre a moeda de nosso país recebida por estrangeiros. c) Excesso do total dos créditos sobre o total dos débitos no balanço de pagamentos. d) Excesso de exportações de mercadorias sobre importações de mercadorias. e) Aumento da poupança externa. 143
  • 144. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa d. Solução: Um balanço comercial (BC) favorável significa superávit no BC,que ocorre quando as exportações superam as importações. Note queisso significa redução da poupança externa.2. O Balanço de Pagamentos do Brasil apresentou as seguintes estatísticas para um dado ano, em milhares de dólares: Mercadorias e Serviços = – 312 Transferências Unilaterais = + 31 Balanço de Capitais Autônomos = + 871 Erros e Omissões = + 41 Pode-se afirmar, com base nesses dados, que o valor das transações correntes para esse ano foi de: a) – 281 b) + 590 c) + 549 d) + 621 e) + 902 RESPOSTA: alternativa a. Solução: Sendo BTC = saldo de Transações Correntes, BC = BalançoComercial, BS = Balanço de Serviços e TU = TransferênciasUnilaterais, temos: BTC = BC + BS +TU = 0 + (– 312) + (+ 31) = – 2813. Se o Balanço de Pagamentos Internacionais de uma nação mostra que suas importações FOB representam menos do que suas exportações FOB, a nação possui um: a) Déficit no Balanço de Pagamentos. b) Superávit no Balanço de Pagamentos. c) Déficit na Balança Comercial. d) Superávit na Balança Comercial. 144
  • 145. ECONOMIA MICRO E MACRO e) A alternativa c é a correta. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A situação em que importações FOB são menores que asexportações FOB representa superávit na Balança Comercial, nadapodendo ser concluído sobre o Balanço de Pagamentos total. 15POLÍTICA FISCAL E DÉFICIT PÚBLICO 145
  • 146. ECONOMIA MICRO E MACROQUESTÕES PROPOSTAS1. Em matéria de tributação, o “princípio do benefício’’ afirma que: a) Os impostos devem ser distribuídos proporcionalmente ao nível de renda dos indivíduos. b) Os impostos devem ser distribuídos de modo que o encargo suportado seja igual para todos os indivíduos. c) As pessoas devem ser tributadas de acordo com a vantagem que recebem das despesas governamentais. d) Os tributos devem incidir principalmente sobre os mais ricos. e) Os impostos devem ser iguais para todos. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Em matéria de tributação, o “princípio do benefício’’ afirma queas pessoas devem ser tributadas de acordo com a vantagem querecebem das despesas governamentais. A alternativa a refere-se aooutro princípio, chamado de “princípio da capacidade de pagamento’’.2. A carga tributária de um país é considerada progressiva quando: a) É realizada, principalmente, por meio de impostos incidentes sobre a produção industrial. b) Onera todos os segmentos sociais na mesma proporção. c) Onera proporcionalmente mais os segmentos sociais de menor poder aquisitivo. d) Onera proporcionalmente mais os segmentos sociais de maior poder aquisitivo. e) É realizada, principalmente, por meio de impostos incidentes sobre a comercialização da produção. RESPOSTA: alternativa d. Solução: A carga tributária de um país é considerada progressivaquando onera proporcionalmente mais os segmentos sociais de maiorpoder aquisitivo; e é considerada regressiva quando onera 146
  • 147. ECONOMIA MICRO E MACROproporcionalmente mais os segmentos sociais de menor poderaquisitivo. As alternativas a, c, e e referem-se a estruturas tributáriasregressivas; a alternativa b diz respeito a impostos proporcionais.3. Nas discussões sobre tributos, faz-se distinção entre impostos progressivos, regressivos e proporcionais. Define-se que um imposto é: a) Progressivo, quando se retira uma proporção decrescente da renda do contribuinte à medida que a renda deste aumenta. b) Proporcional, quando se retira uma proporção constante da renda do contribuinte, independentemente da renda que este aufere. c) Regressivo, quando se retira uma porção crescente da renda do contribuinte, à medida que sua renda aumenta. d) Regressivo, quando se retira uma porção decrescente da renda do contribuinte, à medida que sua renda decresce. e) Proporcional, quando a alíquota cresce proporcionalmente com o nível de renda do contribuinte. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Um imposto é proporcional (ou neutro) quando todos oscontribuintes pagam uma mesma proporção de imposto em relação asuas rendas. No caso de um imposto progressivo, essa proporção écrescente com a renda, e no caso de um imposto regressivo, aproporção é decrescente com a renda.4. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é: a) Um imposto progressivo porque se aplica tanto sobre artigos de luxo como sobre gêneros de primeira necessidade. b) Um imposto regressivo, porque os ricos gastam menor porcentagem de sua renda total em mercadorias tributadas e, daí, a proporção dos pagamentos de impostos em relação à renda é maior para as pessoas pobres. c) Um imposto progressivo, porque os ricos gastam mais do que os pobres. 147
  • 148. ECONOMIA MICRO E MACRO d) Um imposto regressivo, porque há mais dinheiro arrecadado de um homem pobre do que de um rico. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Analisaremos todas as alternativas: • alternativa a: a progressividade de um imposto não é conhecida, sabendo-se somente as características dos produtos em que se aplica o imposto; • alternativa b: correta; • alternativa c: gastos absolutos com os impostos não revelam a progressividade dos impostos. É preciso conhecer os gastos percentuais em relação à renda; • alternativa d: idem.5. Em relação às finanças públicas, uma das afirmativas a seguir é falsa. Identifique-a: a) O conceito de déficit primário inclui os juros reais da dívida passada. b) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) pode ser caracterizado como imposto indireto. c) Em períodos de inflação, um imposto progressivo sobre a renda contribuiria para frear a expansão da renda disponível e, em conseqüência, do consumo do setor privado. d) Se a alíquota de um imposto sobre vendas não variar segundo o produto vendido, esse imposto será regressivo, do ponto de vista da renda do consumidor. e) No cálculo do déficit público, segundo o conceito operacional, excluem-se as despesas com correção monetária. RESPOSTA alternativa a. Solução: O conceito de déficit primário exclui os juros reais. Os jurosreais são incluídos no conceito operacional. 148
  • 149. ECONOMIA MICRO E MACROQUESTÕES ADICIONAIS1. É incorreto afirmar que: a) Obtém-se superávit fiscal quando a arrecadação supera as despesas do exercício, excluindo os juros da dívida. b) O déficit operacional é a soma do déficit primário com os juros reais da dívida pública. c) O resultado operacional é obtido excluindo-se do resultado nominal a taxa de inflação e variação cambial. d) Não pode ocorrer simultaneamente superávit primário e déficit operacional. e) O conceito de déficit público representa um fluxo, enquanto o conceito de dívida pública é um estoque. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Pode ocorrer simultaneamente superávit primário e déficitoperacional, quando são incluídos os juros pagos pelo governo. Porexemplo, se o superávit operacional for de 4% do PIB e os juros pagos6% do PIB, ter-se-á um déficit operacional de 2% do PIB. 149
  • 150. ECONOMIA MICRO E MACRO 16 NOÇÕES DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICOQUESTÕES PROPOSTAS1. Com determinada propensão a consumir, uma redução na relação y/K (produto-capital): a) Diminui a taxa de crescimento da economia. b) Aumenta a taxa de crescimento da economia. c) Não teria efeito sobre a taxa de crescimento da economia. d) a, b, e c estão corretas. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Com determinada propensão a consumir, uma redução narelação y/K (produto-capital) aumenta a taxa de crescimento daeconomia. É oportuno destacar que uma redução na relação y/Kimplica que a mesma quantidade de produto tem que ser produzidacom mais capital.2. No modelo Harrod-Domar, se a função poupança é S = 0,2y e a relação capital-produto é 4, então, em equilíbrio, a taxa de crescimento da renda é: a) 2% b) 5% c) 12% d) 3,2% e) 8% 150
  • 151. ECONOMIA MICRO E MACRO RESPOSTA: alternativa b. Solução: Sendo S = s . y = poupança agregada, s = propensão a poupar(ou taxa de poupança), y = renda real, v = relação produto-capital e ∆y= taxa de crescimento da renda, temos: S = 0,2 . y = s . y ⇒ s = 0,2 v = 1 / relação capital-produto = 1/4 = 0,25 ∆y = s . v = 0,2 . 0,25 = 0,05 = 5%3. Sobre o modelo Harrod-Domar, assinale a alternativa errada: a) Se a propensão a poupar for 0,3 e a relação produto-capital 0,4, a taxa de crescimento da renda é de 12%. b) Equilíbrio em “fio de navalha” significa que, uma vez saindo da trajetória de crescimento, não é possível mais voltar a ela. c) A principal crítica ao modelo é a relação produto-capital constante. d) O investimento é visto como elemento de oferta e de demanda agregada. e) Todas as respostas anteriores estão erradas. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A alternativa e está errada, pois todas as alternativasanteriores são corretas. Note que as alternativas b e c estãointimamente ligadas. Resolveremos a alternativa a, que necessita decálculos: ∆y = s . v = 0,3 . 0,4 = 0,12 = 12%4. Um aumento da taxa de crescimento econômico é possível quando ocorrer: a) Aumento da taxa de investimento. b) Deslocamento dos investimentos para os setores em que a relação K/y (capital-produto) seja a mais elevada. c) Aumento da quantidade de K por unidade de produto. 151
  • 152. ECONOMIA MICRO E MACRO d) Todas as alternativas acima. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa a. Solução: As alternativas b e c (e, portanto, d e e) estão incorretas, poislevam à redução da relação produto-capital e, desse modo, da taxa decrescimento econômico. A alternativa correta é a a. (Nota: No gabarito do livro-texto, está indicado erroneamente aalternativa d como sendo a certa. A correção será feita na próximaedição.)5. Na análise de crescimento econômico segundo Harrod e Domar, uma das hipóteses básicas é que a função de produção agregada possui: a) Coeficientes fixos. b) Coeficientes variáveis. c) Coeficientes fixos e uma relação capital-produto maior do que um. d) Coeficientes variáveis e uma relação capital-produto menor do que um. e) Coeficientes fixos e uma relação capital-produto menor do que um. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Os coeficientes da função de produção são fixos porque arelação produto-capital é tomada como constante. Note que a relaçãocapital-produto é menor que um.6. Uma economia com taxa interna de poupança de 20%, com uma relação y/K de 0,4 e com uma poupança externa de 5% do Produto Nacional terá uma taxa potencial de crescimento da economia de: a) 8,00% b) 6,00% c) 10,00% d) 6,25% e) entre 6,00% e 9,00% RESPOSTA: alternativa c. 152
  • 153. ECONOMIA MICRO E MACRO Solução: Lembrando que y = s . v, onde s é a soma da poupança internamais a poupança externa e v é relação marginal produto-capital (quesupomos igual à relação média produto-capital), temos então: y = (0,2 + 0,05) . 0,4 = 0,10 ou y = 10%7. Numa economia em desenvolvimento, a relação incremental capital-produto é igual a 3; a propensão interna a poupar é de 17% do PIB; a depreciação do capital fixo equivale a 5% do PIB e a taxa de crescimento populacional é de 2,8% a.a. O governo, para manter elevado o nível de emprego, decide fazer crescer a economia à taxa de 3,2% a.a. em termos per capita. Nessas condições, a poupança a ser obtida no exterior (déficit do Balanço de Pagamentos em conta corrente) deverá ser, como proporção do PIB, de: a) 6,0% b) 12,0% c) 14,2% d) 3,2% e) 3,5% RESPOSTA: alternativa a. Solução: Trata-se do modelo Harrod-Domar mais ampliado. A fórmulausual é: y=s.v (1)onde: y é a taxa de crescimento do produto; s é a propensão (média e marginal) a poupar; v é a relação marginal (incremental) produto-capital. Chamando sI à poupança interna e sE à poupança externa, afórmula usual do modelo (1) se transforma em: 153
  • 154. ECONOMIA MICRO E MACRO y = (sI + sE) . v (2) Deve-se ainda retirar a poupança para a provisão paradepreciação (ou investimentos necessários para reposição deequipamentos) d. Assim, a fórmula (2) fica: y = (sI+ sE – d) . v (3) Antes de substituir os dados do exercício, temos que ver qual éa taxa de crescimento do produto desejado y. Como a taxa decrescimento do produto per capita yc é de 3,2% a.a. e a populaçãocresce à taxa de 2,8% a.a., temos que: y = n + ycisto é, a taxa de crescimento do produto é igual à taxa de crescimentoda população mais a taxa de crescimento do produto per capita.Substituindo os valores, temos: y = 2,8% + 3,2% = 6% Portanto, substituindo os valores em (3), temos: 6% = (17% + sE – 5%) . 1/3 Resolvendo para sE, temos: sE = 6%que é a poupança a ser obtida no exterior.QUESTÕES ADICIONAIS1. Aponte a alternativa incorreta: a) Se a taxa efetiva for maior que a taxa garantida de crescimento, tem-se escassez de capital. b) Se a taxa garantida for maior que a taxa efetiva de crescimento, tem-se excesso de capacidade instalada. 154
  • 155. ECONOMIA MICRO E MACRO c) A taxa garantida de crescimento é obtida quando tem-se o equilíbrio entre oferta e demanda agregada de bens e serviços, com o estoque de capital plenamente empregado. d) Se a taxa natural for superior à taxa garantida de crescimento, tem-se escassez de mão-de-obra. e) A taxa efetiva de crescimento ocorre quando a oferta agregada iguala a demanda agregada de bens e serviços. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Se a taxa natural de crescimento, que é a taxa de crescimentoda mão-de-obra, for superior à taxa garantida de crescimento,significa a ocorrência de desemprego de mão-de-obra, que estarácrescendo mais do que o requerido para o crescimento da produçãodo país. 155