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William Faulkner
Título: O som e a fúriaAutor: William FaulknerGénero: Romance Gótico (Ficção)País: Estados unidos da AméricaLíngua: Portug...
WILLIAM FAULKNER nasceu em NewAlbany, no Mississippi, a 25 deSetembro de 1897. Frequentou aUniversidade do Mississippi e, ...
Há um tempo atrás roubei um livro com o título As I LayDying, confesso que não sou particularmente fã deWilliam Faulkner, ...
Hoje ouvi um bando de trovoadas malfeitoras resmungar pelos vales e terras .Pareciam tão temíveis e furiosas que caíam e e...
"O Som e a Fúria", de William Faulkner, é um dos maisrevolucionários romances do século XX, comparável à"Recherche", de Pr...
A tensão e o conflito estão presentes desde asprimeiras páginas do romance, quando se tema perspectiva aflita e imprecisa ...
Porém, o momento de maior êxtase na leitura e de clarividêncianarrativa estão reservados para as duas partes finais do rom...
“A Cady foi buscar a caixa, pousou-a no chão e abriu-a. Estava cheia               de estrelas. Quando eu estava quieto, e...
Ao longo dos anos várias adaptções do livro de Faulkner foram lançadas na sétima arte tais como Today We Live, em 1933, ou...
   Trabalho elaborado pelo aluno Paulo J. C. Alves, nr.º 12 do 12ºA, no    âmbito da disciplina de Português.
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Last PP - Paulo

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  1. 1. William Faulkner
  2. 2. Título: O som e a fúriaAutor: William FaulknerGénero: Romance Gótico (Ficção)País: Estados unidos da AméricaLíngua: Portuguesa (Versão original:Inglesa)Editora: Dom QuixoteData de Edição: 6ª Edição a Outubro de2008(1ª Edição a Maio de 1994)Número de Páginas: 261 (Versãooriginal: 336)
  3. 3. WILLIAM FAULKNER nasceu em NewAlbany, no Mississippi, a 25 deSetembro de 1897. Frequentou aUniversidade do Mississippi e, em 1918,alistou-se na Royal Air Force do Canadá.Depois de ter viajado pela Europadurante 1925-1926 em Oxford,Mississippi, onde teve vários empregosenquanto tentava afirmar-se comoescritor. O seu primeiro romance foipublicado em 1926., Soldier’s Party.Fulkner recebeu o Prémio Nobel deLiteratura em 1949. Pelo seu últimolivro, Os Ratoneiros – umaReminiscência, recebeu o segundoprémio Pulitzer, pouco tempo depois dasua morte, já em 1962.
  4. 4. Há um tempo atrás roubei um livro com o título As I LayDying, confesso que não sou particularmente fã deWilliam Faulkner, e tentei lê-lo uma vez…mas não medespertou muito interesse. No entanto, gostei de ler Osom e a fúria, penso que quem gosta de literatura deverialêr este título. O livro não é longo e é muito interessante, eapesar de eu não ser o tal grande fã de Faulkner, ele,apesar de tudo, recebeu o Prémio Nobel de Literatura edois Pulitzers, portante ele deve ser um grande escritor;afinal o que sei eu?
  5. 5. Hoje ouvi um bando de trovoadas malfeitoras resmungar pelos vales e terras .Pareciam tão temíveis e furiosas que caíam e entravam em confronto nas ruas eprédios, como touros jovens que lutam uns contra os outros, disputando para verqual o mais forte, sem pensar, sem ter qualquer cuidado sobre os pedaços de relvaque vão pisando, relva verde suculenta e eles pisam-na com os cascos.Os relâmpagos fazem as suas luzes brilham num espetáculo alucinante de incrívelforça e beleza terrível. E não se soltam, embate após embate, como se fossem umexército em direcção à batalha, tentando assustar o inimigo à desistência,carregam os seus sabres e escudos, em seguida, numa só voz e com toda a suaforça fazem um grande, glamusoro, grito de guerra. É tudo espetáculo, e até que aprimeira gota esteja derramada, é tudo dança, nada mais.Hoje, numa tempestade distante, eu presênciei a Mãe Natureza fazer umfantástico espetáculo de ballet, tudo fruto do seu dominio e soberania sobre osseus habitantes, e, no fim, era tudo um espetáculo…muito som, e quase poucafúria.
  6. 6. "O Som e a Fúria", de William Faulkner, é um dos maisrevolucionários romances do século XX, comparável à"Recherche", de Proust, ou ao "Ulisses", de Joyce. É ahistória da decadência de uma família do Sul dos EstadosUnidos, ou talvez "a tragédia de duas mulheres perdidas",como afirmou o próprio autor. Mas é também, sobretudo,a invenção de uma nova e poderosa linguagem. O romance narra o inexorável declínio de uma família da velha aristocracia sulista, os Compson, desde os últimos anos do século XIX até 1928.
  7. 7. A tensão e o conflito estão presentes desde asprimeiras páginas do romance, quando se tema perspectiva aflita e imprecisa da narração dodemente Benjy, deficiente mental de mais de30 anos, que não fala, apenas geme, baba eurra. Porém há aqui um frescor narrativo euma inventividade que só se percebem apósvencido o enorme estranhamento inicial datresloucada sintaxe; a seguir, na SegundaParte, a angustiosa e não menos perturbadanarração do irmão incestuso, Quentin, tornaesse momento do romance uma espécie depesadelo, uma assustadora polifonia de vozesfantasmagóricas que irrompem na tentativade esclarecer os obscuros fatos até aliexpostos.
  8. 8. Porém, o momento de maior êxtase na leitura e de clarividêncianarrativa estão reservados para as duas partes finais do romance,quando explode a raiva, o ressentimento e o involuntário humornegro de que se mascara o discurso rancoroso e machista do irmãoque ficou pra trás, fechado na província (ao passo que os outrosdois, Caddy e Quentin, de certa forma “ganharam o mundo”), aoqual sobrou a ingrata tarefa de sustentar (física e mentalmente) adecadente família Compson. E, por fim, a narração em terceirapessoa na parte final, que foca a acção nos movimentos da velhanegra Dilsey e seu modo simples (porém verdadeiro a seu modo) deenxergar a vida e a decadência moral da família (do mundo?) a queservira (com fidelidade, amor e dedicação) por tantos anos.
  9. 9. “A Cady foi buscar a caixa, pousou-a no chão e abriu-a. Estava cheia de estrelas. Quando eu estava quieto, elas estavam quietas. Quando eu me mexia, elas brilhavam e cintilavam. Calei-me.”“Nunca quis falar de tal maneira mas as mulheres não têmrespeito nenhum umas pelas outras senão por elas mesmas” “Não é quando te apercebes que nada te pode ajudar—religião, orgulho, o que for—é quando percebes que não precisas de ajuda alguma.”
  10. 10. Ao longo dos anos várias adaptções do livro de Faulkner foram lançadas na sétima arte tais como Today We Live, em 1933, ou por exemplo The sound and the Fury, em 1959.
  11. 11.  Trabalho elaborado pelo aluno Paulo J. C. Alves, nr.º 12 do 12ºA, no âmbito da disciplina de Português.

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