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Terapia Assistida pelo Cavalo (TAC)
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Terapia Assistida pelo Cavalo (TAC)

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  • 1. TERAPIA ASSISTIDA PELO CAVALO (TAC) Ana Patrícia Meunier Psicóloga clínica, colaborou no projecto de equitação terapêutica da APPC e no Centro Hípico Manuel Possolo, em Cascais anapatriciameunier@sapo.pt A RELAÇÃO HOMEM / CAVALO Ao longo dos tempos o cavalo tem vindo a acompanhar o Homem na sua longa trajectória, participando também no seu dia a dia é alvo de interesse de muitos, evidencia-se nas corridas de pólo e torneios; em gincanas; na caça à raposa; no salto; no transporte; na agricultura e comércio; no circo; no policiamento, na propaganda e nos passeios a cavalo este animal sempre foi grande companheiro do Homem. (Campbell,1975) A equitação terapêutica, hipoterapia ou equoterapia vem sendo, desde há tempos, utilizada como tratamento para deficientes. Já Hípocrates, 31 a. c. , no livro das dietas recomendava a equitação para regenerar a saúde e conservar o corpo humano. Além disso, afirmava que a práctica da equitação ao ar livre melhora a qualidade do tónus muscular. (Guimarães, 1998). Ascipiades, da Prússia, aconselhava aos pacientes epilépticos e paralíticos o exercício de andar a cavalo. Após esse período, cessaram os registo sobre tal assunto, vindo a surgir novamente apenas no séc. XVI. (Guimarães, 1998) TRÊS VALÊNCIAS DE TRATAMENTO ATRAVÉS DO USO DO CAVALO: A Equitação Terapêutica está direccionada à área educacional, psicológica e cognitiva. Trabalha-se a parte psicomotora tendo também em conta a aprendizagem da prática equestre. O técnico responsável é o Terapeuta ou o Instrutor que em parceria com os técnicos de saúde interveem no processo de rehabilitação. A Equitação Adaptada visa o lazer, o desporto e a competição. O técnico responsável é o Instrutor. Em parceria, instrutor e cavaleiro trabalham para melhorar a forma física, a auto- estima e desenvolver a competição. A Hipoterapia é indicada nas afecções da postura e do equílibrio. Tem como objectivo desenvolver as capacidades neuromotoras no processo de rehabilitação do indivíduo através do movimento do cavalo e não do ensino equestre em si.. Abrange uma grande variedade de patologias. Mas só é aconselhada mediante um encaminhamento médico. (Guimarães, 1998) HISTÓRIA DA HIPOTERAPIA O termo "Hipoterapia" foi criado em 1966 pelo neurologista H. F. Kaeser, chefe do Serviço neurológico do Hospital Universitário de Baesel, na Suiça. Significa tratamento com a ajuda do cavalo, a palavra “hippos” vem do grego e significa cavalo. Desde há 15 anos que a Hipoterapia vem sendo usada como forma de tratamento na Europa, particularmente no norte da Alemanha e na Suiça. (Guimarães, 1998; Revista A.B.C.C.M.M., 1998) 1
  • 2. Em 1970, Antonius Kroger utilizou o “volteio”, para crianças com problemas de socialização. O volteio foi também usado com crianças com disfunções motoras, estas faziam exercícios de ginástica em cima do cavalo com este a trote. Esta actividade serviu para criar motivação, diminuir a ansiedade, desenvolver a confiança, aprenderem a se auto- analizar, criar auto-estima e se socializarem. (O’Connor, 1998) Em 1977, na Alemanha, foi criado um modelo básico de Hipoterapia que definia três áreas de actuação: medicina, psicologia-educacional e equitação. Na medicina serviria para reduzir os incómodos físicos, na Psicologia para tratar os disturbios mentais e na equitação para desenvolver o controlo motor. (O’Connor, 1998) Após alguns anos de prática, começaram a aparecer algumas respostas para os pacientes, ainda não havia um manual, mas algo mais que o instinto humano. Depois de observarem esta instinctiva interacção com os cavalos, alguns psicoterapeutas americanos, McCormick & McCormick. (citado em O'Connor, 1998) decidiram incorporar os cavalos à sua práctica e em 1981 criaram a Psicoterapia assistida por cavalos. Descobriram então que o ambiente era facilitador das dificuldades com que se deparavam na terapia tradicinal. Contrariamente ao ambiente pouco acolhedor dos consultórios, no setting tradicional, em meio natural estes pacientes encontravam um ambiente acolhedor. O princípio básico da Hipoterapia concentra-se no andamento do cavalo, que se assemelha ao da marcha humana. (Revista A.B.C.C.M.M, 1998) A técnica A Hipoterapia deve ser realizada como complemento à terapia convencional, duas vezes por semana, sendo cada sessão de 30 minutos. O ideal é trabalhar-mos com uma equipa multidisciplinar, envolvendo o médico, o psicólogo, o terapeuta ocupacional, o fisioterapeuta, o terapeuta da fala (se necessário) e o equitador. É importante conhecermos cada criança e os seus limites. A partir daí cria-se um programa em que exemplos concretos e repetidas demonstrações podem ajudar o cavaleiro a organizar as suas acções e a desenvolver um sentimentos de segurança no setting terapêutico. Uma rotina consistente permite-lhe desenvolver-se e adaptar-se a este novo setting. Posters com regras, lista de procedimentos e desenhos de como tratar do cavalo e alimentação são elementos que o podem ajudar a organizar-se nas tarefas de “grooming”(cuidar da alimentação e higiene do cavalo). A vantagem deste meio terapêutico consiste no facto de que evolui e não é estático mas interactivo, com uma resposta sempre autêntica por parte do cavalo. O animal é a nossa via para usarmos diferentes metodologias e conceitos que correspondem à formação de base do terapeuta: conceitos psicanalíticos, comportamentais, cognitivos, rogerianos, psicomotores, etc. (Lubersac, 1999) Em picadeiro, trabalha-se com : 2
  • 3. O Terapeuta (profissionais da saúde) Este, tem funções de educador, conselheiro, técnico e investigador. A ele cabe transmitir ao líder, instrutor, assistentes e famíla as conclusões da avaliação e demonstrar os efeitos transmitidos pelo cavalo em cada caso. Definir tarefas dos assistentes, trabalhar em equipa com os demais membros no sentido de introduzir e desenvolver os programas de intervenção. ajudar a montar e desmontar, e na seleção de um cavalo adequado ao cavaleiro. Aplicar o seu conhecimento a cada caso. Desenvolver instrumentos de investigação. O Instrutor Tem como principal tarefa zelar pelo bem estar do cavalo e pelo espaço do picadeiro. Assim, trabalha em parceria com o líder, assistentes terapeutas e família, procurando rentabilizar as caracteristícas do animal escolhido ao programa de rehabilitação. Ajuda no montar e desmontar e aplica o seu conhecimento ao ensino adaptado. O Líder É este quem conduz o cavalo ao longo de toda a sessão. Assim, deve estar atento a tudo o que se passa à sua volta e saber prever as reações do cavalo, atuando rapidamente. Deve também estar atento às instruções do terapeuta e dos assistentes. O Assistente Responsável pelas tarefas destinadas pelo terapeuta, deve também verificar as condições de segurança do cavaleiro, postura e equilibrio. Deve estar atento ao líder e ao seu assistente lateral (que pode ser o terapeuta). Em uma sessão podem ser feitas algumas actividades que proporcionem descontracção ao paciente, como por exemplo, actividades em grupo ou jogos terapêuticos que enfatizem os objectivos da terapia, de um modo social e recreativo. (Revista A.B.C.M.M., 1999) Com habilidade e imaginação o instrutor e outros terapeutas podem criar diferentes maneiras de realizar a aprendizagem e fazer com que esta se torne divertida. Por exemplo: pode pedir-se ao cavaleiro que se lembre de diferentes partes da "sela" e de raças de cavalos, ou de partes do próprio cavalo; podem usar-se cartões com letras grandes para direccionar sinais, pode-se ainda utilizar diversos jogos para incentivar ao desenvolvimento da linguagem e das competências verbais (jogos como o dos saquinhos de areia de diferentes cores que são dados ao assistente ou atirados para o balde da respectiva cor, verbalizando a cor; gincanas em que os cavaleiros têm que estar atentos aos movimentos do cavalo e aos estímulos do exterior; relacionando-se também com outros colegas etc…) lado direito e lado esquerdo são comandos usados constantemente, o que também ajuda a estabelecer a lateralidade. (Brown, 1973) Algumas tarefas como o trato diário do animal permitem que se estabeleça uma relação e que este deixe de ser sentido como uma ameaça. (Brown, 1973) Objectivos 3
  • 4. O Desenvolvimento da equitação não é o objectivo em si, mas sim atingir um proceso terapêutico que engloba um trabalho entre cavalo e cavaleiro, na sua totalidade e visa uma estabilidade sobre os planos: ⇒ Físico e motor ⇒ Relacional e afectivo ⇒ Psíquico Princípios Terapêuticos: Segundo Aymon, (1999) a terapia equestre reavê três princípios básicos para a construção do indivíduo, definidos por Winnicot: a) Holding (integração) Baseia-se na possibilidade de adquirir as noções de tempo e de espaço e de se servir deles. Esta aquisição ocorre normalmente quando a mãe transporta o bebé, a segurança com que o faz é suficiente para que este possa estabelecer esta aprendizagem. (citado em “Handicap et cheval” s.d.; Aymon, 1999) Na terapia equestre, o cavalo representa, a suavidade, o calor, o embalar, uma breve segurança necessária para se realizar a aprendizagem espacio-temporal, que até aqui não se realizou. (citado em “Handicap et cheval” s.d.; Aymon, 1999) b) Handling (criação de ligações) Baseia-se na passagem de um estado fusional para a autonomização, é a personalização do indivíduo. Esta aprendizagem ocorre normalmente, desde a primeira infância (através dos hábitos de higiene, da forma de vestir etc.). É um período de diferenciação. (citado em “Handicap et cheval” s.d.; Aymon, 1999) Na terapia equestre, o cavalo incita a uma relação e obriga a criar um estado de independência. Sem ordem de comando o cavalo obdece ou segue apenas o seu instinto, o que cria medo, insatisfação ou frustração ao cavaleiro, obrigando-o assim a tornar-se mais independente. (citado em “Handicap et cheval” s.d.; Aymon, 1999) b) Omnipotência (objecto de diferenciação) A criança tem um sentimento de que pode tudo (assim que chora a mãe satisfaz imediatamente as suas necessidades). (citado em “Handicap et cheval” s.d.; Aymon, 1999) Na terapia equestre, a distância entre a vontade e a sua satisfação leva a um desejo de diferenciar-se. Para viver qualquer coisa com o cavalo o cavaleiro deve diferenciar-se. A Quem se destina? 4
  • 5. • Deficientes físicos • Autistas • Doentes cardiovasculares • Paralesia Cerebral • Espinha Bífida • Dificuldades de aprendizagem • Distrofia muscular • Invisuais • Esclerose múltipla • Deficientes auditivos Benefícios A equitação em reabilitação trabalha os músculos, a coordenação/ dissociação, o ajustamento tónico, o equilíbrio das funções perceptivas, a estruturação no espaço e a adaptação aos ritmos. O aspecto relacional não deixa contudo de estar sublinhado e o aspecto afectivo, como produto do terapeuta ou do cavalo deve largamente ser levado em conta. (W.M.U., s.d.) Na Hipoterapia o cavalo influencia o paciente, mais do que este influencia o cavalo. A acção do cavalo tem um vasto leque de influências terapêuticas no tónus muscular, e no desenvolvimento sensoriomotor. O cavalo é um animal que nos aceita como somos. Entre o cavalo e o cavaleiro estabelece- se um vínculo que dá à criança uma sensação de liberdade e aventura. (citado em “Prescription: Horse around”, s.d.) A Hipoterapia inclui tarefas como cuidar do cavalo que levam à confiança, respeito e responsabilidade. Isto permite ao psicólogo e ao equitador prosseguir de uma maneira segura perante todos os envolvidos e forma a base segura para muitos dos benefícios da hipoterapia. Todos nós, de alguma forma temos dificuldade em encarar a realidade, desta forma inibindo o processo terapêutico. Os instintos naturais de um cavalo nunca se enganam, através dos seus sentidos o cavalo reconhece a verdadeira personalidade, mesmo quando disfarçada, porque todos nós acabamos por deixar transparecer os nossos sentimentos. O cavalo também desenvolve a auto-confiança, uma vez que responde em reacção às nossas acções. Esta auto-confiança pode ser usada em especial para o controlo da fúria. Por exemplo: um cavaleiro tem que controlar a sua fúria para controlar de forma devida as acções do cavalo. O cavalo é responsável pelo estado emocional do cavaleiro porque se este mostrar fúria ao comandá-lo, este não o obedecerá. Paralelamente, o comportamento anti-social dos adolescentes é demonstrado através das acções do cavalo, estes devem controlar a sua agressividade de forma a obter a cooperação dos cavalos. (O’Connor, 1998) Um factor importante que influencia a terapêutica é o porte do cavalo. No caso de crianças resistentes à terapia tradicional, o cavalo faz com que o terapeuta ganhe respeito da criança, uma vez que este sente poder sobre o animal. Quando o respeito é estabelecido a criança está mais pré-disposta a seguir os conselhos do terapeuta. Muitas crianças esperam 5
  • 6. ansiosamente pelas secções de hipoterapia porque as vêem como um divertimento e não como uma terapia. (O’Connor, 1998) A Hipoterapia pode proporcionar grandes benefícios, a nível neuromotor, cognitivo, psicológico e relacional. como na parte psicológica: (Revista A.B.C.C.M.M., 1998) Motor Melhora do tónus muscular Controle de cabeça e tronco Postura e simetria Cognitivo Desenvolvimento espacial e temporal Estimula a memória e a concentração Estimula a capacidade de resolução de problemas Promove competências escolares Psicológico Auto-estima Auto-confiança Sensação de liberdade/ Independência Sentido de realização Autocontrol Relacional Facilita a comunicação e a forma de estar Participação activa e sentido de opinião Capacidade de escolha e decisão Dar ordens ao cavalo Comunicar com colegas e terapeutas Facilita a integração entre o paciente, a equipa e a família Leva a familia e ver o paciente nas suas capacidades roporcionando-lhe novos projectos e a “normalização” Para indivíduos com dificuldades mentais e/ ou emocionais, o relacionamento que se gera entre cavalo e cavaleiro conduz a um maior equilíbrio emocional e aumento da auto-estima, para além do sentido de independência e responsabilidade que se criam. (Brown, 1973) Muitos cavaleiros com atraso mental sentem uma grande vibração ao estar em cima do cavalo e são motivados a aprender a controlar o animal. Esta motivação é de grande importância para a relação com o instrutor. Com a constante repetição e ênfase das respostas que o cavalo dá, ao ser manipulado, o cavaleiro aprende que o que ele faz afecta a performance do animal, aprende a comunicar com o cavalo através das redeas e das pernas e beneficia imediatamente do seu feedback. (Brown, 1973) O cavaleiro começa a ficar mais familiarizado com a linguagem usada no picadeiro (dentro, fora, esquerda, direita, voltar, mudar de rédea etc.), está mais aberto para uma linguagem espontânea. Este processo de juntar as palavras às acções envolve atenção e memória. Aprender a dividir grandes tarefas em pequenas tarefas e fazer trabalhos como ficar em pé nos estribos, também ajuda o cavaleiro a mover o seu corpo no espaço. (citado em “Atention deficit disorder”, 1997 ) Em hipoterapia o volteio apresenta uma oportunidade ideal para o cavaleiro aprender como se move o seu corpo no espaço. As várias posições (braços para cima, volta ao mundo, 6
  • 7. ajoelhado, sentado de lado, etc.) incorporam inúmeros exercícios motores. (citado em “Atention deficit disorder”, 1997) Exemplos de hipoterapia citados na literatura ciêntifica actual Um menino de cinco anos e meio, com Síndrome de Down (Brown, 1973) não podia andar e estava extremamente limitado na aprendizagem da linguagem. Ao iniciar a hipoterapia ele passou a ter que fazer força nas pernas para se equilibrar e também a forçar os pés no estribo para subir e tocar o cavalo. Aos poucos ele aprendeu que para pôr o animal em movimento tinha que lhe dizer “whoa” alto, puxava as redeas para dentro e para fora e executava os jogos em grupo com grande alegria.levantar as rédeas em cada lição. Ele gostava claramente de controlar o seu animal. A mãe acompanhava-o e incentivava-o cuidadosamente, reforçando estas tarefas em casa. A cada lição notava-se o ar de prazer e satisfação com que ele executava cada tarefa. Uma rapariga de 12 anos, diagnosticada Síndrome de Down (Brown, 1973) gostava de ir às lições de hipoterapia. Através das lições aprendeu a controlar a sua impulsividade quando passou a andar sozinha a cavalo e a andar a trote, e nessa altura esperava a atenção do equitador. Passou então a executar tarefas que antes lhe pareciam confusas, como aparelhar e desaparelhar o cavalo. Aos poucos passou a ter movimentos mais harmoniosos e obteve uma excelente postura a cavalo. O progresso era digno de se ver e tudo que até então havia sido conquistado era fruto da sua força de vontade e do seu gosto pela actividade. PANORAMA NACIONAL DA REHABILITAÇÃO ATRAVÉS DO CAVALO Tudo começou com alguns técnicos estrangeiros que touxeram até nós essa actividade e aos poucos esta foi criando raízes e ganhando terreno. Actualmente, em Portugal, assiste-se a algum desenvolvimento da actividade equestre com fins terapêuticos, no entanto, ainda são poucos os Centros Hípicos e Instituições que estão vocacionados para essa actividade. Alguns trabalham por gosto e amor à profissão, e o que ganham não lhe chegam se quer para contonar os gastos desta actividade, por isso têm-na como complemento à equitação convencional, outros conseguiram o apoio de alguma instituição ou entidade privada e vão conseguindo manter a actividade, mas na sua maioria todos têm por base o trabalho voluntariado, o que pode causar uma certa instabilidade aos técnicos e às famílias envolvidas. Não sendo esta uma actividade credenciada e reconhecida no nosso país, faz também com que as famílias envolvidas neste projecto não tenham o apoio social necessário para aceder a este tipo de terapia, os recursos são limitados como tal, as vagas devem ser critoriosamente analizadas Deparamo-nos ainda com muitas dificuldades como falta de formação para os técnicos que aí queiram actuar, reconhecimento das entidades públicas (como Min. da Saúde e da Segurança Social) e a falta de uma entidade que defina o código deontológico e os profissionais envolvidos. Assim, diante das dificuldades apresentadas, os técnicos e as famílias envolvidas neste processo vão fazendo os possíveis por ultrapassare estas barreiras e tornarem esta uma actividade credível. No entanto isto depende, acima de tudo, de uma união de esforços de uma equipe multidisciplinar e da partilha de experiências e conhecimento. Enquanto as 7
  • 8. mentalidades continuarem a ser a de querer cada um vencer por si, e sozinho alcançar as coroas da glória, nada se modificará. TERMOS UTILIZADOS PARA MAIOR BUSCA DE INFORMAÇÃO - Riding therapy • - Horse Therapy • - Horseback riding • - Cheval thérap* • - Handicap et cheval • - Hippotherap* • - Equoterapia • - Equitação terapêutica • - Hipoterapia • - Riabilitazione equestre • -Ippoterapia SITES ACONSELHADOS • http://www.frdi.net/ • http://www.narha.org/ • http://www.cantra.ca/ • http://www.handicheval.ch • http://www.horseweb.com/ • http://www.bhs.org.uk/ • http://www.equoterapia.org.br/ Este artigo foi apresentado numa reunião do Núcleo Pediátrico do Hospital Garcia da Horta, em 2002 8
  • 9. REFERÊNCIAS Aymon, N. (1999). L’animal dans la vie de l’enfant. in Le. Jounal des Psychologues, 165, 32 - 35. Brown, H. M. (1996). Intrusion and interaction therapy for riders with autism. NARHA Strides magazine. [on line]. Available: Http://www.narha,org/autism.html (16/01/99) Brown, O. J. (1973). Horseback riding as therapy. Association for Retarded Children. [on line]. Available: Http://www.catra.home.mindspring.com/info/thr1.htm (30/01/99) Burgess, R. G. (1997). A pesquisa de terreno: Uma introdução. Oeiras: Celta. Campbell, J. (1975). Cavalos. S. Paulo: Melhoramentos. Cyrulnik, B. (1999). Homme-animal: un rapport dialetique. in Le. Jounal des Psychologues, 165, 23 - 25 Definition of Hippotherapy ( ). Western Michigan University - Department of Occupational Therapy: Hippotherapy Program. [on line]. Available: Http://www. wmich.edu/hhs/ot/hippo.htm. (14/01/99) Donio, S. & Meir, D. (1999). La delphinothérapie. in Le. Jounal des Psychologues, 165, 38 – 43. Engel, B. T. (1997). Therapeutic riding II strategies for rehabilitation. Colorado: Barbara engel Therapy Services. Guimarães, F.H. (Org.) (1998). 1.º Encontro Brasileiro Informativo de Hipoterapia [brochura] - Barueri- S. Paulo: Associação Brasileira de Hipoterapia e Associação Brasileira de Fisioterapia. Handicap et Cheval (s.d.) [on line]. Available: Http://www.handicheval.ch/Corps/Handicap/handicap.htm (09/01/99) Hipoterapia: reabilitação através do cavalo. (1998). Revista da ABCCMM (Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador).[on line] .Available: Http://www.abccmm.or.br/revistas/rev30/hipo_1.htm. (09/01/99) Joswick et al. (1986). Aspects and answers: A manual therapeutic horseback riding programs. Michigan: W. K. Kellogg Foundation, Battle Creek, MI La Thérapíe Equestre, (s.d.) [on line]. Available: Http://www. handicheval.ch/Corps/Thérapie/Therapie.htm (09/01/99) 9
  • 10. Lubersac, R. (1999). Thérapies avec le cheval. in Le. Jounal des Psychologues, 165, 44 – 47. Mental retardation and therapeutic riding (1997). NARHA Strides magazine [on line]. Available: Http://www.narha.org/mr.html (16/01/99) Montagner, H. (1999). Trois types de relations entre l’homme et l’animal. in Le. Jounal des Psychologues, 165, 26 - 31 National Institute of Health [N.I.H.O.W.] (1987). The health benefits of pets. Bethesda, MD, National Institute of Health . [on line]. Available: Http://catra.home.mindspring.com/info/thr1.htm (22/01/99) O’Connor, (1998) The silent therapist. [on line]. Available: Http://catra.home.mindspring.com/info/silent.htm (30/01/99) Prescription: Horse around. (s.d.) [on line] .Available: Http://home.judson.edu/alumnae/horse.html Que é equitação terapeutic? (s.d.). NARHA ).[on line] .Available: : Http://www. babelfish.altavista.com/cgi-bin/translate? (15/01/99) Rousselet-Blanc, V. (1999). Les animaux thérapeutes. in Le. Jounal des Psychologues, 165, 36 – 38. Schultz, M. (s.d.) Socialinzing influence of remedial educational vaulting (REV) on children with autistic attitudes. Proceedings of the Nith International Terapeutic Riding Congress Manual de Voluntariado da APPC - Associação portuguesa de Paralisia Cerebral- Lisboa 10